Chronicles Of The Juice Man (Underground Album) – Juicy J
NOTA: 8,2/10
Em 2002, o Juicy J lançava seu primeiro trabalho solo, intitulado Chronicles Of The Juice Man (Underground Album). Após o lançamento do When the Smoke Clears: Sixty 6, Sixty 1, Juicy aproveitou a oportunidade para mostrar sua identidade individual sem abandonar a estética coletiva de Memphis. Em vez de buscar uma reinvenção artística, ele utiliza o disco para reforçar os elementos que haviam tornado o Three 6 Mafia famoso. A produção, feita por ele em parceria com DJ Paul, é marcada por baterias secas, graves pesados, sintetizadores sombrios, samples manipulados e uma sensação constante de paranoia urbana. Outro aspecto interessante é a presença de diversos elementos que conectam o álbum à tradição das mixtapes underground do rapper, com Juicy demonstrando muita entrega em cada faixa. Falando nisso, o repertório é muito bom, e as canções são bastante divertidas. Enfim, é um ótimo disco e bastante coeso.
Melhores Faixas: Who Da Buckest, Mafia Niggaz, Buck Gangsta Beat
Vale a Pena Ouvir: Smoke Dat Weed, Soldiers From The Northside, Like A Pimp, Killa Klan
Hustle Till I Die – Juicy J
NOTA: 8/10
Foi só em 2009 que ele retornou com seu 2º álbum solo, intitulado Hustle Till I Die. Após o Chronicles Of The Juice Man (Underground Album), o Three 6 Mafia começava a mostrar sinais de desgaste interno, com a saída de membros importantes e mudanças na dinâmica que havia definido sua era clássica. Nesse cenário, Juicy J decidiu lançar um álbum que servisse como reafirmação de sua identidade. A produção, feita pelo próprio rapper, apresenta uma sonoridade pesada: os graves são enormes, os sintetizadores são ameaçadores, as baterias são secas e agressivas, e os refrões são construídos para funcionar em carros equipados com sistemas de som potentes seguindo a temática do Trap. Seus flows continuam bastante precisos e conseguem sustentar a imersão proposta pelo álbum. O repertório é muito bom, e as canções são bem tematizadas e até profundas. No fim, é um disco bacana e bastante subestimado.
Melhores Faixas: 30 Inches (Gucci Mane roubando a cena), You Can Get Murked, Let's Get High
Vale a Pena Ouvir: Violent, North Memphis Like Me, Real D Boyz, Ugh Ugh Ugh
Blue Dream & Lean – Juicy J
NOTA: 9/10
Melhores Faixas: Riley, Juicy J Can’t, Real Hustler's Don't Sleep (A$AP Rocky mandou bem demais), Get Higher, Got A New One, Aint Allowed Where I'm From, Stoners Night Pt 2 (ótima feat do Wiz Khalifa), I Don't Play With Guns, Zip & A Double Cup Rmx
Vale a Pena Ouvir: U Trippy Mane, Been Gettin' Money, Lucky Charm, You Want Deez Rackz, Countin Faces
Stay Trippy – Juicy J
NOTA: 8/10
Dois anos depois, o Juicy J retorna com um novo álbum intitulado Stay Trippy, que foi mais acessível. Após o Blue Dream & Lean, esse trabalho foi lançado em parceria da Kemosabe Records, Columbia Records e em parceria com a Taylor Gang do Wiz Khalifa, consolidando a aliança que vinha sendo construída desde o início da década. Nesse período, o Trap havia se tornado a principal força do Rap sulista, e Juicy J conseguiu algo raro: permanecer relevante mais de vinte anos após iniciar sua carreira. Produção feita por ele junto com nomes como Supa Dups, Timbaland, Young Chop e entre outros, que foram para um lado mais polido e acessível, com os graves sendo gigantescos, os hi-hats acelerados continuam presentes e os refrões seguem extremamente repetitivos, dialogando tanto com Trap e Memphis Rap. O repertório é muito bom, e as canções vão desde um lado melódico ao profundo. No geral, é um ótimo disco e que é injustamente subestimado.
Melhores Faixas: Bandz A Make Her Dance (ótima feat do Lil Wayne), Smokin' Rollin' (Pimp C mandando bem), Smoke A N***a (Wiz Khalifa amassando), Bounce It
Vale a Pena Ouvir: So Much Money, Scholarship (A$AP Rocky foi bem), Stop It, Money A Do It
Rubba Band Business – Juicy J
NOTA: 6/10
Quatro anos depois, Juicy J lançou mais um álbum novo, o Rubba Band Business. Após o Stay Trippy, ele procurou criar um trabalho mais próximo das ruas e da estética do Trap. A expectativa dos fãs era justamente ouvir uma mistura entre o Juicy J clássico da era Three 6 Mafia e o Juicy J moderno que havia conquistado uma nova geração ao lado de Wiz Khalifa. A produção foi diversificada, contando com Metro Boomin, Lex Luger, Mike Will Made It, entre outros, que entregam bases pesadas, carregadas de 808s, hi-hats acelerados e sintetizadores sombrios. Ao mesmo tempo, Juicy mantém sua identidade por meio de refrões simples, flows variados, ad-libs característicos e da atmosfera hedonista que o acompanha desde os anos 90. O problema é que tudo soa bastante repetitivo e carece de mais dinâmica. O repertório até começa bem, mas depois decai com canções fraquinhas. No geral, é um álbum irregular e que é bem tedioso.
Melhores Faixas: Too Many (Wiz Khalifa e Denzel Curry mandaram bem), A Couple, No English (ótima feat do Travis Scott)
Vale a Pena Ouvir: Flood Watch, Hot As Hell, Buckets
The Hustle Continues – Juicy J
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: Po Up (A$AP Rocky amassando), In A Min
Vale a Pena Ouvir: Gad Damn High (Wiz Khalifa marcando presença), 1995 (Logic mandando bem), Memphis To LA
Mental Trillness – Juicy J
NOTA: 6/10
Melhores Faixas: God Bless The 90s Kids, Deep Cuts, Smile To Make You Weak(er) At The Knees
Piores Faixas: Mydopamine, Who Needs Revenge When I've Got Ellen Era, Breakdown
Por hoje é só, então flw!!!



















