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sexta-feira, 27 de março de 2026

Review: Goliath do Exodus

                   

Goliath – Exodus





















NOTA: 8/10


Depois de cinco anos de espera, foi lançado o 13º álbum do Exodus, intitulado Goliath. Após o Persona Non Grata, aconteceram algumas mudanças, como a saída da banda da Nuclear Blast e a entrada na Napalm Records. No início do ano passado, ocorreu o retorno do vocalista Rob Dukes, que não aparecia em um álbum da banda desde Exhibit B: The Human Condition (2010), substituindo novamente Steve Souza. A produção, feita pela própria banda, segue uma abordagem extremamente direta e agressiva: guitarras com riffs ferozes, bateria seca e precisa, e os vocais do Dukes com menos polimento do que em fases anteriores, mas sendo bem articulados. Isso reforça a proposta de um Thrash Metal mais cru, com um acabamento técnico moderno, além de apresentar certas influências do Groove Metal. O repertório é muito bom, e as canções são pesadas e dinâmicas. Enfim, é um ótimo disco que está sendo muito injustiçado à toa. 

Melhores Faixas: Promise You This, Beyond The Event Horizon 
Vale a Pena Ouvir: The Dirtiest Of The Dozen, 3111, 2 Minutes Hate 

 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Exodus: Parte 3

                 

Exhibit B: The Human Condition – Exodus





















NOTA: 8,8/10


Mais um tempo se passa, o Exodus lança o Exhibit B: The Human Condition, continuando a temática do Exhibit A. Depois de lançar a regravação do Bonded by Blood, esse novo trabalho segue a linha agressiva e técnica que a banda já vinha construindo, mas com uma maior complexidade nas músicas e nas composições. E, claro, eles tinham a ambição de se manter relevantes ao adaptar sua sonoridade, sem perder a brutalidade que os tornou famosos. A produção, feita novamente por Andy Sneap, trouxe uma sonoridade polida, mas sem perder a intensidade, equilibrando as complexas linhas de guitarra com a brutalidade da bateria e a profundidade dos vocais de Rob Dukes. O que mais se destaca são os riffs do Gary Holt e Lee Altus, que estão mais rápidos e com solos intrincados. O repertório, novamente, é muito bom, e as canções continuam agressivas, só que mais detalhadas. No fim, é um ótimo disco e foi melhor que seu irmão gêmeo. 

Melhores Faixas: Downfall, Burn, Hollywood, Burn, Nanking, Good Riddance 
Vale a Pena Ouvir: March Of The Sycophants, The Ballad Of Leonard And Charles, Democide, Hammer And Life

Blood In Blood Out – Exodus 





















NOTA: 8,7/10


Em 2014, o Exodus lança mais um disco, o Blood In, Blood Out, que trazia um trabalho ainda mais denso que os anteriores. Após o Exhibit B: The Human Condition, a banda passou por mudanças: Rob Dukes, que havia sido o vocalista desde 2005, deixou a banda, e Steve Souza acabou retornando. Essa decisão trouxe expectativas de uma sonoridade mais próxima da era clássica da banda. O álbum foi produzido pela própria banda, com a ajuda do veterano Andy Sneap na mixagem, que trouxe clareza aos instrumentos sem sacrificar a agressividade. O destaque vai, mais uma vez, para as guitarras de Gary Holt e Lee Altus, que exibem riffs afiados e solos técnicos. As linhas vocais do Steve ficaram muito bem articuladas e combinaram perfeitamente com as melodias. O repertório é muito bom, com as canções mais encadeadas e equilibrando-se com aquela agressividade. Em suma, é mais um trabalho muito bom e que relembrou aquela época mais antiga. 

Melhores Faixas: Salt The Wound (tem participação do Kirk Hammet), Collateral Damage, BTK, Food For The Worms 
Vale a Pena Ouvir: Body Harvest, Numb, Blood In Blood Out

Persona Non Grata – Exodus





















NOTA: 9,1/10


E aí chegamos em 2021, quando foi lançado o último álbum até o momento do Exodus, o Persona Non Grata. Após o Blood In, Blood Out, a banda enfrentou desafios significativos. O guitarrista Gary Holt dividiu seu tempo entre o Exodus e o Slayer, substituindo o falecido Jeff Hanneman até o fim do Slayer, em 2019. Além disso, o baterista Tom Hunting foi diagnosticado com carcinoma de células escamosas no estômago, o que atrasou a produção do álbum. A produção foi exatamente a mesma do seu álbum anterior, sendo mais robusta, destacando a ferocidade dos riffs de guitarra da dupla de guitarristas, além da precisão da seção rítmica do Tom Hunting, que usufruiu muito bem do pedal duplo, e do baixista Jack Gibson, e os vocais intensos de Steve Souza. O repertório é sensacional, e as canções ficaram mais agressivas, todas sendo dinâmicas. No final de tudo, é um ótimo disco e um dos mais críticos da banda. 

Melhores Faixas: The Beatings Will Continue (Until Morale Improves), Persona Non Grata, Slipping Into Madness, The Years Of Death And Dying 
Vale a Pena Ouvir: Antiseed, Elitist, Lunatic-Liar-Lord

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Exodus: Parte 2

                 

Force Of Habit – Exodus





















NOTA: 2,7/10


Chega ao ano de 1992, o Exodus lança o chatíssimo Force of Habit, seu 5º álbum de estúdio, e com várias mudanças. Após o Impact Is Imminent, o Thrash Metal enfrentava uma queda de popularidade com a ascensão do Grunge e do Groove Metal. Então, a banda optou por um som mais acessível e groovado, abandonando em parte o Thrash rápido e agressivo que definia seus primeiros discos. Além disso, o baixista Rob McKillop decidiu sair da banda, sendo substituído por Michael Butler. Produzido por Chris Tsangarides, conhecido por trabalhos com bandas mais tradicionais como Judas Priest e Thin Lizzy, o álbum apresenta uma sonoridade mais limpa e controlada, sacrificando parte da crueza e da ferocidade, o que deixou a banda sem identidade, com riffs totalmente sem emoção. O repertório é bem ruim, pois as canções são muito sem alma, poucas ficaram boas. No fim, é um trabalho fraquíssimo, que acabou levando a banda a entrar em hiato. 

Melhores Faixas: Count Your Blessings, Pump It Up 
Piores Faixas: Bitch, Architect Of Pain, One Foot In The Grave, Climb Before The Fall

Tempo Of The Damned – Exodus





















NOTA: 9,2/10


Apenas em 2004, o Exodus retorna lançando Tempo of the Damned, e eles voltaram com tudo. Após o Force of Habit, depois de se reunirem pela primeira vez para gravar um álbum ao vivo, na segunda, eles retornaram de vez. Porém, ocorreu a morte do ex-vocalista Paul Baloff em 2002, vítima de um derrame. Então, trouxeram de volta Steve "Zetro" Souza para ser vocalista, enquanto os guitarristas Gary Holt e Rick Hunolt, o baterista Tom Hunting e o novo baixista Jack Gibson compunham a formação quase clássica. Produzido por Andy Sneap, o álbum equilibrou clareza e agressividade, mantendo a brutalidade clássica do Thrash, mas com uma modernidade que o fez soar atual e impactante. A ênfase no ataque rítmico e na precisão foi um acerto de Sneap, trazendo a banda de volta às raízes com um toque contemporâneo. O repertório é sensacional, e as canções são uma tijolada atrás da outra, todas muito boas. Enfim, é um trabalho maravilhoso, sendo um retorno triunfal. 

Melhores Faixas: Blacklist, War Is My Shepherd, Shroud Of Urine 
Vale a Pena Ouvir: Impaler, Forward March, Culling The Herd

Shovel Headed Kill Machine – Exodus 





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, não contentes em lançar um disco maravilhoso, eles lançam outro: Shovel Headed Kill Machine. Após o sensacional Tempo of the Damned, a banda enfrentou turbulências internas, resultando na saída do vocalista Steve "Zetro" Souza, do guitarrista Rick Hunolt e do baterista original Tom Hunting. Restou apenas Gary Holt, que decidiu reconstruir o Exodus. Para os vocais, ele recrutou Rob Dukes, conhecido por seu estilo mais áspero e agressivo. Lee Altus, da banda Heathen, assumiu a segunda guitarra, e o ex-Slayer Paul Bostaph entrou na bateria, trazendo uma abordagem técnica e brutal. Produzido pelo próprio Gary Holt, o álbum apresenta uma produção extremamente polida e moderna, com ênfase em guitarras ultracomprimidas e uma bateria devastadora. O repertório é novamente incrível, e as canções ficaram mais encadeadas e agressivas. No fim, é outro álbum maravilhoso, mesmo com todas as mudanças. 

Melhores Faixas: Deathamphetamine, Raze, Going Going Gone, Altered Boy 
Vale a Pena Ouvir: I Am Abomination, Shovel Headed Kill Machine, .44 Magnum Opus

The Atrocity Exhibition – Exhibit A – Exodus





















NOTA: 5/10


Dois anos se passam, e a banda lança seu 8º álbum de estúdio, o The Atrocity Exhibition – Exhibit A. Após o Shovel Headed Kill Machine, a banda adotou uma abordagem mais técnica e moderna, com Rob Dukes nos vocais e Gary Holt liderando a composição de maneira centralizada. Além disso, Tom Hunting retornou à banda após cuidar de seus problemas nervosos. O título do álbum faz referência ao romance The Atrocity Exhibition (1970), de J.G. Ballard, conhecido por suas narrativas perturbadoras e críticas à violência e à alienação social. Produzido por Andy Sneap, o álbum mantém a qualidade sonora cristalina e brutal de seu antecessor. As guitarras são massivas, com afinação mais baixa e camadas densas de distorção, enquanto a bateria de Hunting soa avassaladora, com ênfase no pedal duplo e viradas rápidas. O repertório começa bem, mas depois traz canções muito fraquinhas. Enfim, apesar de ter um bom conceito, é um disco mediano. 

Melhores Faixas: Funeral Hymn, Riot Act, The Atrocity Exhibition, Call To Arms 
Piores Faixas: Children Of A Worthless God, As It Was, As It Soon Shall Be, Iconoclasm

Let There Be Blood – Exodus





















NOTA: 8,3/10


Então se passa um ano, e a banda lança mais um disco, o Let There Be Blood (tem cara de algo visto antes, então deixa eu explicar). Após o The Atrocity Exhibition – Exhibit A, o Exodus decidiu regravar seu álbum de estreia, o clássico Bonded by Blood, como uma forma de prestar homenagem ao falecido vocalista Paul Baloff, que morreu em 2002. Embora o álbum original seja considerado uma pedra fundamental do Thrash Metal, a produção crua da época e as limitações técnicas motivaram Gary Holt a reimaginá-lo com a formação moderna da banda e uma sonoridade mais poderosa e atualizada. A produção foi aquela de sempre, extremamente polida, com guitarras massivas, bateria nítida e vocais agressivos, muito em linha com os dois últimos álbuns. Isso foi uma das principais reclamações dos fãs. O repertório ficou muito bom, todas as canções bem executadas, incluindo a inédita. Enfim, ficou uma ótima regravação, fiel ao original. 

Melhores Faixas: A Lesson In Violence, No Love, Strike Of The Beast 
Vale a Pena Ouvir: Bonded By Blood, Metal Command, Hell's Breath (faixa inédita)

           Bom então é isso e flw!!!  

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Exodus: Parte 1

                 

Bonded By Blood – Exodus





















NOTA: 9,7/10


Em 1985, o Exodus lançava seu álbum de estreia, o clássico e maravilhoso Bonded by Blood. Formado em 1979, o Exodus foi uma das bandas pioneiras da Bay Area Thrash Metal, que contou, em seu início, com Kirk Hammett, mas que saiu para entrar no Metallica. A formação ficou com Paul Baloff nos vocais, Gary Holt e Rick Hunolt nas guitarras, Rob McKillop no baixo e Tom Hunting na bateria. Embora a banda já fosse uma força influente no circuito underground, o álbum sofreu atrasos e foi gravado somente em 1984, sendo lançado no ano seguinte. Produzido por Mark Whitaker, o álbum apresenta uma produção crua e agressiva. Os riffs de guitarra de Gary Holt e Rick Hunolt são cortantes, com solos frenéticos, enquanto a bateria de Tom Hunting é seca e rápida, com ênfase nos pedais duplos e ataques de caixa. O repertório é sensacional, e as canções são completamente agressivas e cheias de explosão. No fim, é um baita disco e uma obra-prima do Thrash. 

Melhores Faixas: A Lesson In Violence, Bonded By Blood, Deliver Us To Evil, Metal Command 
Vale a Pena Ouvir: Piranha, No Love

Pleasures Of The Flesh – Exodus 





















NOTA: 8,9/10


Dois anos se passam, e o Exodus lança seu 2º álbum, o Pleasures of the Flesh, que trouxe algumas mudanças. Após o clássico Bonded by Blood, a banda enfrentou um período turbulento com a saída do icônico vocalista Paul Baloff. Seu substituto foi Steve 'Zetro' Souza, que veio do Legacy (posteriormente renomeado Testament). A mudança trouxe uma dinâmica diferente para a banda, já que Zetro possuía um estilo vocal mais polido e melódico em comparação ao timbre agressivo e caótico de Baloff. Produzido por Marc Senesac e pela própria banda, o disco apresenta uma produção mais robusta e limpa do que seu predecessor. O som das guitarras de Gary Holt e Rick Hunolt está mais encorpado, a bateria de Tom Hunting mantém sua assinatura agressiva, e o baixo de Rob McKillop tem grande presença. O repertório, novamente, é muito bom, com canções ainda mais técnicas. No final, é um ótimo disco, mesmo que não tenha tido uma grande evolução. 

Melhores Faixas: Brain Dead, 'Till Death Do Us Part, Seeds Of Hate 
Vale a Pena Ouvir: Pleasures Of The Flesh, Parasite, Choose Your Weapon

Fabulous Disaster – Exodus





















NOTA: 9,4/10


Então se passaram mais dois anos, e a banda retorna com mais um disco, o Fabulous Disaster. Após o Pleasures of the Flesh, o Exodus buscava reafirmar sua posição na cena Thrash Metal, que já estava consolidada pelas bandas do Big Four. Esse álbum viu a banda amadurecendo musicalmente e ganhando maior visibilidade comercial, resultando no primeiro contrato com a major Capitol Records após o lançamento pela Combat. Produzido por Marc Senesac junto com a banda, a sonoridade apresenta uma melhoria significativa em relação aos álbuns anteriores, sendo mais limpa e balanceada, permitindo que cada instrumento se destaque. As guitarras de Gary Holt e Rick Hunolt estão mais afiadas, com riffs cortantes e solos bem definidos. O baixo de Rob McKillop, embora não tão proeminente, ainda mantém um peso essencial. O repertório ficou muito bom, e as canções são todas bem encadeadas e muito pesadas. No fim, é um baita disco e um dos melhores da banda. 

Melhores Faixas: The Toxic Waltz, Fabulous Disaster, Cajun Hell, Open Season 
Vale a Pena Ouvir: Like Father, Like Son, Corruption, Low Rider (cover do War)

Impact Is Imminent – Exodus





















NOTA: 8,7/10


Entrando na década de 90, logo no ano seguinte, o Exodus lança o controverso Impact Is Imminent. Após o Fabulous Disaster, que trouxe à banda maior reconhecimento comercial e visibilidade, eles, agora em uma nova gravadora, decidiram ampliar sua sonoridade Thrash com uma abordagem ainda mais técnica e agressiva. No entanto, a cena já começava a se fragmentar, com o surgimento do Groove Metal e o mainstream voltando sua atenção para o grunge. Produzido pela própria dupla de guitarristas, o álbum apresenta uma abordagem mais polida, porém mantendo a crueza agressiva característica. Gary Holt e Rick Hunolt entregam riffs rápidos e solos complexos, enquanto o novo baterista John Tempesta trouxe muita técnica e velocidade. O repertório é muito bom, e as canções são mais agressivas, mas ainda bastante cadenciadas, o que não foi um erro. Enfim, é um trabalho muito legal, porém injustamente subestimado pelos fãs. 

Melhores Faixas: Impact Is Imminent, Only Death Decides, Thrash Under Pressure 
Vale a Pena Ouvir: A.W.O.L., The Lunatic Parade
  

                                             Então é isso, um abraço e flw!!!         

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