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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Analisando Discografias - Asia: Parte 3

                 

Omega – Asia





















NOTA: 8,4/10


Dois anos se passam, e o Asia retorna lançando mais um disco intitulado Omega. Após o Phoenix, o grupo decidiu buscar um disco mais polido, tematicamente consistente e melódico, explorando também referências à cultura oriental, algo sugerido já no título, que é um símbolo grego tradicionalmente ligado ao “fim”, mas que, no contexto do álbum, ganhou um sentido mais filosófico: ciclos, encerramentos e renovação. A produção, feita por Mike Paxman, trouxe uma sonoridade ainda mais refinada: teclados cristalinos, guitarras mais contidas, mas sempre elegantes, bateria seca e articulada, e vocais de Wetton em destaque absoluto, fazendo com que toda aquela estética de AOR meio sinfônico funcionasse perfeitamente. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem melódicas e imersivas. No fim, é um ótimo álbum, que relembrou os velhos tempos de sucesso da banda. 

Melhores Faixas: Finger On The Trigger, End Of The World 
Vale a Pena Ouvir: I Believe, Holy War, I’m Still The Same, Light The Way

XXX – Asia





















NOTA: 9,4/10


Mais dois anos se passaram, e foi lançado o excepcional XXX (pronunciado triple-x). Após o Omega, o Asia surgia agora como uma entidade madura e artisticamente consciente de sua identidade. Com essa base sólida, esse trabalho nasceu como uma comemoração simbólica dos trinta anos do supergrupo, daí o título, “trinta” em numerais romanos. A banda queria um disco que captasse o brilho melódico dos primeiros álbuns, mas com a clareza e a sobriedade adquiridas ao longo das décadas. Com produção conduzida, como sempre, por Mike Paxman, o som é mais poderoso, aberto e incisivo, como se buscasse recuperar a grandeza radiofônica dos primeiros anos da banda. Trata-se de um disco mais assertivo e vibrante, com guitarras contidas e uma cozinha com mais textura, além dos vocais melódicos de Wetton. O repertório é incrível, e as canções são bem dinâmicas. Em suma, é um belo álbum e certamente o melhor deles. 

Melhores Faixas: Bury Me In Willow, Face On The Bridge, No Religion, Al Gatto Nero 
Vale a Pena Ouvir: Ghost Of A Chance, I Know How You Feel

Gravitas – Asia





















NOTA: 8/10


Então chegamos em 2014, quando foi lançado o último álbum do Asia, o Gravitas. Após o incrível XXX (triple-x), Steve Howe decidiu sair da banda para se dedicar aos trabalhos futuros do Yes, e, em seu lugar, foi contratado o talentosíssimo Sam Coulson. A sua entrada cria um contraste: em vez do fraseado vintage e elegante do Howe, surge uma guitarra moderna, com técnica limpa e abordagem mais objetiva. A produção, feita por John Wetton e Geoff Downes, é mais densa, atmosférica e carregada de texturas; sua sonoridade é mais moderna, com timbres limpos e distorções suaves, além de solos curtos, porém expressivos, com uma instrumentação que dá um ar cinematográfico ao conjunto. O repertório é muito legal, e as canções são todas bem intimistas. No geral, é um ótimo disco de despedida, e essa definição se confirmou após o falecimento de Wetton, vítima de um câncer em 2017, apesar de a banda ainda continuar só que com outra formação. 

Melhores Faixas: Nyctophobia, I Would Die For You
Vale a Pena Ouvir: Heaven Help Me Now, Gravitas

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Analisando Discografias - Asia: Parte 2

                 

Arena – Asia





















NOTA: 6/10


No ano de 1996, foi lançado mais um trabalho novo do Asia, intitulado Arena, que tentou ser mais acústico. Após o Aria, nasce justamente desse momento de transição e reinvenção. Downes e Payne estavam decididos a experimentar timbres, atmosferas e formas de composição que não dependessem do som marcante da formação original. As guitarras, antes fundamentais, passaram a ter múltiplos intérpretes convidados; o foco estava muito mais na construção de ambientes, melodias extensas e arranjos que evocassem imagens. A produção, feita novamente pela dupla, deixou o som propositalmente mais terroso, atmosférico e ocasionalmente mais cru, como se cada faixa estivesse tentando captar um cenário próprio: uma arena, um deserto, um porto antigo, um ritual. Só que essa falta de uma banda estruturada acabou gerando uma colcha de retalhos insegura e sem dinâmica. O repertório é irregular, tem boas canções e outras fraquíssimas. Enfim, é um trabalho mediano e cansativo. 

Melhores Faixas: Arena, U Bring Me Down, Tell Me Why, Into The Arena 
Piores Faixas: Two Sides Of The Moon, Words, Falling, The Day Before The War

Rare – Asia





















NOTA: 1/10


E aí, entrando nos anos 2000, o Asia lança um dos trabalhos mais horrendos da história: Rare. Após o Arena, Geoff Downes e John Payne estavam trabalhando intensamente em trilhas sonoras para projetos externos, especialmente o documentário ambiental Salmon: Against the Tides e outros materiais de temática naturalista. Além disso, outras faixas seriam feitas para a trilha sonora de um videogame que nunca foi lançado, sobre o qual existem poucas informações. A produção, feita como sempre pela nossa duplinha favorita, é completamente focada em clima, textura e ambientação. Downes utiliza teclados em camadas, simulando orquestras, sopros, cordas e instrumentos étnicos, enquanto Payne contribui com elementos percussivos, linhas de baixo minimalistas e guitarras discretas, girando tudo em torno da chatíssima New Age. O repertório é terrível, e as canções são praticamente a mesma coisa uma da outra. Enfim, é um disco péssimo e até renegado. 

Melhores Faixas: (.......zzzzzzzzz.......) 
Piores Faixas: The Ghosts, Under The Seas, The Gods, The Game, The Journey Continues, The Exodus

Aura – Asia





















NOTA: 3/10


Aí, no ano seguinte, o Asia retorna com seu 8º álbum de estúdio, o Aura, que tentou ser uma volta à grandiosidade. Após o esquecível Rare, a banda acabou retornando ao seu estilo tradicional, mas sem abrir mão da sofisticação e da espiritualidade que vinham marcando seus trabalhos. Mais do que isso: há aqui uma clara intenção de grandiosidade. A produção, feita por Simon Hanhart com auxílio de Payne e Downes, apresenta uma sonoridade mais ampla e expansiva, com o tecladista construindo arranjos de camadas atmosféricas e timbres étnicos, enquanto John Payne sustenta as bases, tentando deixar tudo detalhado, além da presença de sua voz. Além disso, cada faixa conta com um músico convidado, cada um trazendo sua própria experiência, o que deixou tudo bem inconsistente, tornando o conceito de ideias algo disperso e espalhado. O repertório é muito fraco, com canções bem genéricas e poucas se salvando. No geral, é um trabalho ruim e que não empolga. 

Melhores Faixas: You're The Stranger, Ready To Come Home, On The Coldest Day In Hell
Piores Faixas: Wherever You Are, The Longest Night, Forgive Me, Free

Silent Nation – Asia





















NOTA: 4/10


Três anos se passam e é lançado mais um trabalho do Asia, o também fraquíssimo Silent Nation. Após o Aura, Geoff Downes começava a se preparar para o futuro da banda, enquanto John Payne se tornava meio que o líder artístico. Com isso, o Asia deixa de lado o misticismo, as metáforas amplas e as imagens espirituais que dominaram Aura para mergulhar em um ambiente urbano, crítico e quase sociológico. Além disso, houve a entrada de novos integrantes: o guitarrista Guthrie Govan e o baterista Chris Slade. A produção, feita inteiramente por Payne, é intencionalmente menos luxuosa do que a anterior. Aqui, tudo soa mais próximo, mais real, mais palpável. Downes ainda cria texturas complexas, porém com menos camadas, só que no geral tudo é muito repetitivo e carece daquele lado mais imersivo. O repertório é bem fraco, com canções arrastadas e poucas se salvando. No fim, é um disco ruim e que mostrava que uma mudança era necessária. 

Melhores Faixas: I Will Be There For You, The Prophet, Silent Nation 
Piores Faixas: Blue Moon Monday, Darkness Day, What About Love?, Long Way From Home

Phoenix  Asia





















NOTA: 8,5/10


Aí chega o ano de 2008, quando o Asia retorna com mais um disco, o Phoenix, que trouxe novidades. Após o Silent Nation, aconteceu algo que mexeu com todos os fãs, já que a formação original estava de volta. Essa reunião, porém, cresceu para algo mais: um desejo real de produzir material totalmente novo, com a mesma estética de AOR sinfônico e arranjos calculados que haviam definido o início da banda. Há também o componente humano: Wetton, após sua cirurgia cardíaca em 2007, retornava com energia e introspecção renovadas. A produção, feita pela banda junto com Steve Rispin, tem um ar deliberadamente “limpo”, equilibrado e quase clínico, típico da escola de Geoff Downes, cristalina, organizada, com espaçamentos bem definidos. Nada transborda ou se sobrepõe, com uma instrumentação bem melódica e melodias grandiosas. O repertório é muito bom, e as canções são imersivas e energéticas. No fim, é um belo trabalho e um ótimo retorno. 


Melhores Faixas: Never Again, Alibis 
Vale a Pena Ouvir: Shadow Of A Doubt, Heroine, Nothing's Forever
  

              Então é isso e flw!!!          

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Analisando Discografias - Asia: Parte 1

                 

Asia – Asia





















NOTA: 9,2/10


Em 1982, foi lançado o álbum de estreia autointitulado do Asia, que já era bastante ambicioso. A banda, o supergrupo formado por John Wetton (ex-King Crimson e Roxy Music), Steve Howe (Yes), Geoff Downes (The Buggles e posteriormente Yes) e Carl Palmer (ELP), surgiu num momento em que o rock progressivo havia sido engolido pela indústria, já que todas essas bandas foram obrigadas a mudar de som para tocar nas rádios, e assim nasceu esse projeto mais Pop. A produção, feita por Mike Stone, entendeu de imediato o objetivo: som cristalino, expansivo, teatral, porém absolutamente moderno, sem longas suítes e sem experimentalismos radicais. Aqui vemos uma instrumentação mais dinâmica e um formato que equilibra o AOR com influências do Prog sinfônico. O repertório é incrível e as canções vão desde um lado mais energético até um mais cadenciado. Enfim, é um belo disco de estreia que fez esses caras pagarem suas contas. 

Melhores Faixas: Only Time Will Tell, Heat Of The Moment, Cutting It Fine, Wildest Dreams
Vale a Pena Ouvir: Here Comes The Feeling, Sole Survivor

Alpha – Asia





















NOTA: 8,7/10


No ano seguinte, o Asia lança seu 2º disco, o Alpha, que seguiu um caminho mais grandioso. Após o álbum de estreia, a banda estava sob forte pressão: por um lado, a gravadora Geffen queria que eles repetissem o sucesso; por outro, os fãs do Rock progressivo queriam que eles mostrassem pelo menos um pouco das origens de cada integrante. Só que, naquele período, conflitos internos já começavam, pois John Wetton e Geoffrey Downes estavam muito próximos, descartando as ideias de Steve Howe e Carl Palmer. A produção, feita mais uma vez por Mike Stone, foi bem mais polida e direcionada a um caminho mais Pop, embora tenhamos vários momentos épicos e cinematográficos vindos principalmente da bateria de Palmer e dos teclados de Downes, bem sustentados pelo lado melódico das guitarras de Howe e pelo baixo enxuto de Wetton, além, claro, de sua voz. O repertório é muito bom, e as canções são bem intimistas. No final, é um ótimo disco, bastante coeso. 

Melhores Faixas: Don't Cry, True Colors, The Heat Goes On 
Vale a Pena Ouvir: Never In A Million Years, Open Your Eyes

Astra – Asia





















NOTA: 5,8/10


Dois anos se passam e o Asia lança mais um trabalho, o Astra, em um momento conturbado. Após o Alpha, por conta de uma série de brigas, John Wetton acabou saindo da banda, e colocaram temporariamente Greg Lake para a turnê, o que não deu certo. Então Wetton retornou, mas Steve Howe saiu, sendo substituído por Mandy Meyer. Com o clima bem pesado, eles decidiram fazer um disco mais pesado e adaptado ao formato que o AOR vinha tomando. A produção, feita por Mike Stone junto com Geoffrey Downes, segue um rumo que tenta soar futurista, buscando algo mais épico e complexo, mas muita coisa acaba soando como um clichê do que o mainstream da época pedia, faltando mais daquele lado dinâmico que os diferenciava de outros concorrentes, além de os reverbs serem bastante repetitivos. O repertório é mediano, com canções boas e outras bem genéricas. Enfim, é um álbum irregular e que acabou levando a banda ao fim. 

Melhores Faixas: Wishing, Voice Of America, Suspicion 
Piores Faixas: Love Now Till Eternity, After The War, Too Late

Aqua – Asia





















NOTA: 8,9/10


Em 1992, o Asia retorna lançando mais um álbum de estúdio, o Aqua (com essa capa sensacional). Após o Astra, a banda acabou se dissolvendo e, no início da década de 90, a formação retornou para uma turnê, só que John Wetton decidiu sair de vez, e com isso entrou como vocalista John Payne, vocalista e baixista britânico de timbre poderoso, mais duro, mais AOR e com grande capacidade de composição; além disso, também houve a entrada do guitarrista Al Pitrelli. A produção, feita inteiramente por Geoffrey Downes e lançada pelo selo Musicdisc, trouxe guitarras mais pesadas, timbres de bateria mais secos e teclados que mesclam o digital exuberante dos anos 80 com sons mais atmosféricos e menos Pop, criando um cruzamento de AOR com Hard Rock e Prog sinfônico, muito por conta das mudanças de formação. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem melódicas e variadas. Enfim, é um ótimo trabalho e bastante imersivo. 

Melhores Faixas: Little Rich Boy, Heaven On Earth, A Far Cry, The Voice Of Reason 
Vale a Pena Ouvir: Back In Town, Someday, Who Will Stop The Rain?, Don’t Call Me

Aria – Asia





















NOTA: 8,2/10


Dois anos depois, foi lançado mais um novo trabalho da banda, o Aria, que foi bem mais experimental. Após o Aqua, Geoff Downes assumiu definitivamente as rédeas criativas, consolidando John Payne como vocalista e co-compositor. Ambos queriam dar identidade ao Asia “fase Payne”, algo que não fosse apenas uma derivação do que Wetton havia feito. Desse esforço nasceu um álbum que, embora menos comentado, representa o ponto em que a parceria Downes/Payne se solidifica e aprofunda sua proposta estética, além de contar com o baterista Mike Sturgis. A produção, feita por ambos, adota uma abordagem atmosférica: tudo parece girar em torno de um clima de romantismo dramático, temas de coragem, superação e emoção elevada. Há menos brilho e exuberância Pop e mais ênfase em texturas e narrativa melódica. O repertório é muito bom, e as canções são bem cadenciadas e até energéticas. Em suma, é um ótimo trabalho e bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Summer, Feels Like Love 
Vale a Pena Ouvir: Remembrance Day, Desire, Are You Big Enough ?


         Por hoje é só, então flw!!!       

Analisando Discografias - Imagine Dragons

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