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domingo, 31 de agosto de 2025

Review: The Cosmos Rocks do Queen + Paul Rodgers

                  

The Cosmos Rocks – Queen + Paul Rodgers





















NOTA: 5/10


Em 2008, foi lançado o álbum do Queen com Paul Rodgers, o The Cosmos Rocks. Após o Made in Heaven, Brian May e Roger Taylor continuaram em carreiras solo, enquanto John Deacon aposentou-se discretamente da música. Até que, em 2004, surgiu uma inesperada parceria: Brian May e Roger Taylor uniram forças a Paul Rodgers, lendário vocalista do Free e do Bad Company, para uma turnê que celebrou tanto os clássicos do Queen quanto a carreira de Rodgers. A produção, feita pelo trio, trouxe uma sonoridade distinta; ao invés das camadas orquestrais e grandiloquentes que marcaram a fase clássica da banda, aqui há uma pegada mais Hard Rock e Blues Rock, refletindo fortemente a influência de Rodgers, já que ele não estava aí para substituir Freddie Mercury. O repertório é mediano, com canções boas e outras bem fraquinhas. No final, é um trabalho irregular, malvisto principalmente devido a shows que não eram lá grande coisa. 

Melhores Faixas: Cosmos Rockin’, C-lebrity, Small, Through The Night 
Piores Faixas: Surf's Up...School's Out !, Still Burnin', Voodoo, Call Me
  

Analisando Discografias - Paul Rodgers: Parte 2

                  

Electric – Paul Rodgers





















NOTA: 4/10


Dois anos depois, foi lançado o 4º álbum de Paul Rodgers, intitulado Electric, que foi mais direto. Após o Now, ele quis fazer um trabalho com uma postura mais confiante, indo por uma roupagem moderna, ainda que fiel ao seu DNA. Era também um período em que o Rock clássico estava em meio a uma renovação, e Rodgers, sem se render a tendências, decidiu seguir sua estética padrão. A produção, feita como sempre por ele mesmo, foi para um lado polido, com guitarras bem destacadas, um baixo encorpado e sua voz cristalina no centro das mixagens. É perceptível o cuidado em dar ao álbum uma estética “viva”, sem exagero em camadas artificiais, apesar de ter muitos elementos que ficaram bem repetitivos e que carecem de uma dinâmica muito mais harmônica. O repertório é fraquinho, com canções pouco interessantes e poucas se salvando. Enfim, é um álbum bem ruinzinho e que faltou mais preenchimento. 

Melhores Faixas: China Blue, Find A Way, Freedom 
Piores Faixas: Walking Tail, Love Rains, Conquistadora, Deep Blue

Midnight Rose – Paul Rodgers





















NOTA: 8,5/10


Então chegamos em 2023, quando foi lançado seu mais recente álbum, intitulado Midnight Rose. Após o Electric, Paul Rodgers não havia lançado nenhum álbum solo de estúdio com material inédito por décadas, concentrando-se em turnês, projetos colaborativos e registros ao vivo. Um dos destaques foi o envolvimento com o Queen + Paul Rodgers. Durante os anos 2010, Rodgers passou a ser reconhecido não apenas como vocalista histórico do Rock, mas também como uma das vozes mais consistentes ainda em atividade, retornando com um projeto aos 72 anos. A produção foi feita por Bob Rock junto com Cynthia Rodgers, trazendo uma sonoridade cristalina, potente e contemporânea, sem perder a organicidade do Blues Rock que sempre definiu Rodgers. O resultado é um disco limpo, de arranjos enxutos e muito centrado na voz. O repertório ficou muito bom, e as canções são todas bem dinâmicas. Em suma, é um ótimo disco, cheio de consistência. 

Melhores Faixas: Coming Home, Take Love 
Vale a Pena Ouvir: Dance In The Sun, Highway Robber, Photo Shooter
  

sábado, 30 de agosto de 2025

Avaliando Discografias - Paul Rodgers: Parte 1

                 

Cut Loose – Paul Rodgers





















NOTA: 8,2/10


Em 1983, foi lançado o 1º trabalho solo de Paul Rodgers, o Cut Loose, que foi bem improvisado. Após o lançamento de Rough Diamonds, como sabemos, o Bad Company entrou em hiato, e Rodgers aproveitou esse período para realizar um projeto que vinha amadurecendo em sua mente: um disco totalmente solo, no sentido literal da palavra, já que ele fez praticamente tudo sozinho. Produzido obviamente por ele mesmo, o álbum tem um caráter intimista, quase “caseiro”, o que se reflete na sonoridade mais crua e pessoal, distante da grandiosidade das produções de sua antiga banda. Rodgers toca guitarras, baixo, bateria, teclado e piano, o que dá ao disco uma coerência estilística, embora, em alguns momentos, a instrumentação soe mais simples, mas ainda assim com muita consistência. O repertório é muito bom, e as canções são bem intimistas e leves. Enfim, é um ótimo disco, apesar de ter sido ignorado na época. 

Melhores Faixas: Rising Sun, Live In Peace 
Vale a Pena Ouvir: Talking Guitar Blues, Morning After The Night Before, Cut Loose

Muddy Water Blues (A Tribute To Muddy Waters) – Paul Rodgers





















NOTA: 8/10


Então se passaram dez anos, e o Paul Rodgers retorna lançando mais um disco, o Muddy Water Blues. Após o Cut Loose, o cantor nesse meio tempo participava de outros projetos só que ele queria projeto especial que se conectasse às suas raízes musicais. Desde sempre Rodgers declarava devoção a Muddy Waters, um dos gigantes do Blues de Chicago e influência direta em sua maneira de cantar. Sua proposta, então, foi criar um álbum-tributo que não se limitasse a covers simples, mas que reunisse grandes guitarristas do Rock e do Blues. Produção feita pelo Billy Sherwood, a ideia central foi gravar cada faixa com um convidado especial na guitarra, criando um verdadeiro painel do Blues reinterpretado pelo Rock contemporâneo. Alternando entre versões mais cruas, gravadas em estilo próximo ao Delta Blues, e versões elétricas poderosas. O repertório ficou muito coeso, e as canções são bem interpretadas. Enfim, é um ótimo disco e um belo tributo. 

Melhores Faixas: I Just Want To Make Love To You (Jeff Beck), I Can't Be Satisfied (Brian Setzer do Stray Cats) 
Vale a Pena Ouvir: Rollin' Stone (Jeff Beck), Louisiana Blues (Trevor Rabin), She Moves Me (Gary Moore), Born Under A Bad Sign (Neal Schon do Journey)

Now – Paul Rodgers





















NOTA: 3/10


Quatro anos depois, foi lançado mais um disco dele, intitulado Now, que foi mais variado. Após o Muddy Water Blues, Paul Rodgers decidiu gravar um álbum solo de composições inéditas, em que buscava unir sua bagagem de décadas com uma sonoridade mais intimista e atualizada, fazendo um trabalho que não marcasse apenas sua volta ao formato tradicional de álbum autoral, mas também um registro dele indo para um lado mais reflexivo. Produzido por ele junto com Eddie Kramer e Dan Priest, o disco segue por um caminho bem mais limpo e caloroso, valorizando tanto o vocal quanto os arranjos instrumentais. Diferente do peso cru de seus trabalhos setentistas, aqui temos uma sonoridade mais polida, com uso notável de teclados e camadas de guitarra, mas que oscila bastante, principalmente nos arranjos, muitas vezes arrastados. Em suma, é um disco fraco, que carece de complementos. 

Melhores Faixas: Chasing Shadows, Soul Of Love, Shadow Of The Sun 
Piores Faixas: Saving Grace, Holding Back The Storm, Love Is All I Need, Nights Like This

Analisando Discografias - Henrique & Juliano

                  Henrique & Juliano (Ao Vivo) – Henrique & Juliano NOTA: 1/10 Em 2012, o Henrique & Juliano lançava seu 1º álbu...