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domingo, 14 de setembro de 2025

Review: Chosen do Glenn Hughes

                     

Chosen – Glenn Hughes





















NOTA: 3/10


Semanas atrás, Glenn Hughes lançou seu mais recente álbum, intitulado Chosen. Após o Resonate, as coisas não mudaram muito para o baixista, ele acabou participando do supergrupo The Dead Daisies, onde entrou por volta de 2019 e ficou até 2023. Depois disso, começou a voltar para seus trabalhos solo, decidindo apostar em um projeto mais direto e que rememorasse seus tempos de Deep Purple. A produção, feita por ele mesmo junto com Søren Andersen, traz uma energia crua e a combinação de elementos clássicos do Hard Rock com nuances modernas. O resultado é robusto, com guitarras afiadas, linhas de baixo pulsantes e bateria enérgica, criando uma atmosfera intensa. Porém, há vários momentos em que falta mais dinâmica, deixando tudo bastante repetitivo, apesar de a voz do baixista continuar bem conservada. O repertório é fraco, com muitas canções pouco inspiradas e apenas algumas interessantes. Em suma, é um trabalho ruim e sem precisão. 

Melhores Faixas: Chosen, Black Cat Moan, Heal 
Piores Faixas: The Lost Parade, Hot Damn Thing, Into The Fadev, Come And Go

sexta-feira, 28 de março de 2025

Analisando Discografias - Glenn Hughes: Parte 2

                 

The Way It Is – Glenn Hughes





















NOTA: 6/10


Três anos se passaram, e Glenn Hughes lança seu 6º disco, intitulado The Way It Is. Após o Addiction, Hughes decidiu explorar um som mais moderno, fundindo Hard Rock, Funk e elementos alternativos. O álbum reflete uma abordagem mais introspectiva, com letras que variam entre reflexão pessoal e temas mais espirituais. A produção, conduzida novamente pelo baixista, com a ajuda de Michael Scott, resultou em um som polido, onde guitarras pesadas convivem com grooves funkeados. Os vocais do Hughes continuam sendo o grande destaque, demonstrando sua capacidade de alternar entre potência e sutileza. No entanto, em alguns momentos há exageros vocais que comprometem a imersão, tornando certos trechos solo um tanto enjoativos. O repertório é irregular, com canções melódicas muito legais e outras bastante sem graça. No fim, se mostra um trabalho mediano, que carece de um melhor preenchimento. 

Melhores Faixas: You Kill Me, Too Far Gone, Curse 
Piores Faixas: Second Son, Neverafter, The Truth Will Set Me Free

Building The Machine – Glenn Hughes





















NOTA: 5,6/10


Indo para 2001, Glenn Hughes lança mais um disco, o Building The Machine, que seguiu um caminho mais tematizado. Após o mediano The Way It Is, Hughes ainda queria aprofundar a estética anterior. Para isso, juntou influências que iam desde Led Zeppelin e Deep Purple até Stevie Wonder e Prince, tentando levar tudo para um lado ainda mais profundo. A produção foi conduzida novamente pela dupla citada antes, que insistiu em um som limpo e em uma abordagem orgânica, permitindo que a música fluísse naturalmente, sem o uso excessivo de overdubs ou manipulações digitais. No entanto, a sonoridade acaba ficando confusa, já que, na maior parte do tempo, o álbum aposta no Funk Rock, mas tenta ser um Hard Rock sem identidade e nem os músicos convidados conseguem salvar. Com isso, o repertório é fraco, com algumas canções legais e outras bem chatinhas. No final, é um trabalho muito mediano, que repete os erros de seu antecessor. 

Melhores Faixas: Don't Let It Slip Away, Big Sky, I Just Want To Celebrate 
Piores Faixas: Highball Shooter, Beyond The Numb, Out On Me

Songs In The Key Of Rock – Glenn Hughes





















NOTA: 8,4/10


Dois anos se passaram, e o baixista volta lançando mais um disco, o Songs In The Key Of Rock. Após o Building The Machine, Glenn Hughes decidiu resgatar um pouco do Rock clássico, especialmente o som pesado e vibrante da década de 70, muito inspirado pelo Led Zeppelin e por seu próprio trabalho no Deep Purple. A produção foi conduzida por ele junto com o guitarrista Jeff Kollman, resultando em uma sonoridade crua, energética e direta, sem excessos de produção ou efeitos modernos. O álbum equilibra o peso do Hard Rock com a fluidez do Funk Rock, elementos que sempre marcaram o estilo do Hughes. O repertório é muito legal, com canções atmosféricas e envolventes, remetendo à sonoridade dos anos 70. No geral, é um ótimo disco, com muitos acertos. 

Melhores Faixas: Standing On The Rock, Higher Places (Song For Bonzo) 
Vale a Pena Ouvir: The Truth, Lost In The Zone, Gasoline

Soul Mover – Glenn Hughes





















NOTA: 9,2/10


Mais um tempo se passou e, em 2005, Glenn Hughes teve um ano movimentado, lançando Soul Mover. Após o Songs In The Key Of Rock, ele decidiu focar em um trabalho mais groovado e orgânico, com bastante presença do baixo e arranjos dinâmicos, mergulhando totalmente nas bases do Funk Rock, mas misturando um pouco de Blues. A produção foi feita por ele junto com Chad Smith (baterista do Red Hot Chili Peppers), com alguns toques de Fabrizio Grossi, que garantiram um som vibrante, bem equilibrado e com bastante presença dos instrumentos. Diferente de alguns discos anteriores de Hughes, que tinham uma produção mais polida, aqui a abordagem é mais crua e energética, muitas vezes parecendo uma gravação ao vivo de estúdio, tudo muito bem manuseado. Com isso, o repertório é excelente, com canções muito boas e bem divertidas. Em suma, é um baita disco e totalmente consistente. 

Melhores Faixas: Change Yourself, Isolation, Darkstar, She Moves Ghostly 
Vale a Pena Ouvir: Miss Little Insane, High Road, Don't Let Me Bleed

Music For The Divide – Glenn Hughes




















NOTA: 8,3/10


Passaram-se alguns meses, e Glenn Hughes lançou outro disco, o Music For The Divine. Após o Soul Mover, o ex-Deep Purple decidiu seguir um caminho ainda mais maduro e introspectivo, com o foco não tanto no peso do Hard Rock, mas na profundidade emocional das composições. Com isso, ele buscou uma abordagem mais espiritual. A produção foi conduzida por ele junto com Chad Smith, resultando em uma sonoridade equilibrada entre Blues, Hard Rock e Funk Rock. A gravação foi feita de forma caseira, o que trouxe um tom mais orgânico ao disco, como se os músicos estivessem simplesmente tocando juntos, sem pressões externas, deixando os arranjos bem consistentes e com um toque de imersão. Isso se reflete em um repertório muito legal, com canções melódicas e outras mais pesadas. No fim, é um ótimo disco e um dos mais maduros de sua carreira. 

Melhores Faixas: Frail, Nights In White Satin 
Vale a Pena Ouvir: Steppin' On, This Is How I Feel, You Got Soul

First Underground Nuclear Kitchen – Glenn Hughes





















NOTA: 3/10


Depois de dois anos, Glenn Hughes retorna lançando outro álbum, o First Underground Nuclear Kitchen. Após o Music For The Divine, ele quis que esse novo trabalho fosse uma fusão da música negra levada a um novo patamar, com baixos encorpados, grooves dançantes e performances vocais carregadas de emoção e técnica. O título do disco reflete essa explosão de influências, misturando a visceralidade do Funk com a intensidade do Rock, criando uma sonoridade única e energética. A produção, feita inteiramente pelo próprio baixista, trouxe uma sonoridade mais profunda às suas influências de Funk e Soul, mas sem perder o peso do Hard Rock. Hughes apostou fortemente no groove e no baixo como elemento central, só que há muita inconsistência, com ritmos repetitivos e sem graça. O repertório é muito ruim, com poucas canções interessantes e o restante bastante genérico. Enfim, é um disco fraco que não funcionou. 

Melhores Faixas: Imperfection, Crave, Too Late To Save The World 
Piores Faixas: Oil And Water, Never Say Never, Where There's A Will..., Love Communion

Resonate – Glenn Hughes





















NOTA: 9/10


Passaram-se oito anos, e foi lançado o último álbum do Glenn Hughes até o momento, o Resonate. Após o First Underground Nuclear Kitchen, o baixista fez parte de uma banda com Joe Bonamassa, Derek Sherinian e Jason Bonham, além de integrar o supergrupo California Breed, mas tudo isso acabou ficando em segundo plano. Isso porque ele decidiu criar um novo trabalho que refletisse um pouco mais de sua trajetória ao longo dos anos. A produção, conduzida por ele mesmo junto com o guitarrista Søren Andersen, resultou em um som denso, pesado e vibrante. Misturando Hard Rock e Blues, o álbum traz uma sonoridade vigorosa e moderna, além de enfatizar grandes riffs, bateria marcante e vocais imponentes, resultando em um trabalho visceral e cheio de energia. O repertório é muito bom, repleto de canções energéticas e que também exploram um lado mais agressivo. No final de tudo, é um belo disco e um dos mais pesados de sua carreira. 

Melhores Faixas: My Town, Long Time Gone, God Of Money 
Vale a Pena Ouvir: Let It Shine, Heavy, When I Fall

    Então um abraço e flw!!!          

quinta-feira, 27 de março de 2025

Analisando Discografias - Glenn Hughes: Parte 1

                 

Play Me Out – Glenn Hughes





















NOTA: 8/10


Em 1977, Glenn Hughes embarcou em sua carreira solo, lançando seu 1º disco, o Play Me Out. Após o fim do Deep Purple, Hughes enfrentou problemas pessoais, especialmente relacionados ao abuso de substâncias, mas ainda sentia a necessidade de se expressar musicalmente. Em vez de seguir pelo caminho do Hard Rock que o consagrou na banda londrina, decidiu explorar sua paixão pelo Soul e Funk. A produção foi conduzida por ele mesmo, deixando tudo polido e sofisticado, com foco em grooves e texturas ricas. O álbum foi gravado com uma abordagem mais íntima, destacando os teclados, metais e camadas vocais, criando um som elegante e envolvente. Os arranjos são bem complexos, e as linhas de baixo do Hughes são fundamentais, trazendo um groove pulsante e orgânico. O repertório é excelente, repleto de canções profundas e atmosféricas. No fim, é um belo disco, injustamente menosprezado. 

Melhores Faixas: Your Love Is Like A Fire, It's About Time 
Vale a Pena Ouvir: Space High, Soulution

Blues (L.A. Blues Authority Volume II) – Glenn Hughes





















NOTA: 8,5/10


Depois de bastante tempo, só em 1992 Glenn Hughes decidiu lançar seu 2º álbum, o Blues (L.A. Blues Authority Volume II). Após o Play Me Out, ele chegou a fazer parte de alguns projetos, como o Black Sabbath na época do álbum Seventh Star, até ser convidado a participar da série L.A. Blues Authority, um projeto idealizado pelo produtor Mike Varney (fundador da Shrapnel Records) para homenagear o Blues. Este segundo volume foi inteiramente dedicado a Glenn Hughes, dando-lhe a oportunidade de gravar um álbum focado no Blues Rock. A produção foi conduzida pelo baixista junto com Steve Fontano, que trouxeram a crueza e a energia do Blues clássico. A sonoridade é vibrante, com guitarras cheias de feeling, baixo groovado e bateria sólida. Além das ótimas linhas vocais de Hughes, que são consistentes e combinam com a instrumentação. O repertório é bem legal, com canções envolventes e contagiantes. No geral, é um belo disco e muito coeso. 

Melhores Faixas: Life Of Misery, Here Come The Rebel, Hey Buddy (You Got Me Wrong) 
Vale a Pena Ouvir: I'm The Man, A Right To Live, Shake The Ground

From Now On... – Glenn Hughes





















NOTA: 1,5/10


Dois anos depois, Glenn Hughes lançou mais um disco intitulado From Now On.... Após o Blues (L.A. Blues Authority Volume II), o baixista estava pronto para voltar ao Hard Rock e ao AOR, gêneros que marcaram seus anos de maior sucesso. No entanto, no início dos anos 90, a cena do Hard Rock já não era tão dominante como na década anterior, sendo ofuscada pelo Grunge e pelo Rock alternativo. A Europa ainda mantinha um mercado forte para o estilo, e foi lá que Hughes encontrou apoio para lançar um novo trabalho. A produção, feita por ele junto com Bruce Gowdy, é totalmente polida, mesclando influências do Hard Rock oitentista e AOR, com momentos que remetem a bandas como Whitesnake e Foreigner. No entanto, apesar de tentar algo grandioso, tudo aqui soa muito manjado e bem tedioso. O repertório, por sua vez, é fraquíssimo, com canções chatíssimas e genéricas. No final, é um trabalho péssimo, que não trouxe relevância alguma. 

Melhores Faixas: (..............) 
Piores Faixas: If You Don't Want Me To, Lay My Body Down, The Liar, Why Don't You Stay, Homeland

Feel – Glenn Hughes





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, Glenn Hughes retorna lançando mais um disco intitulado Feel, que foi para algo bem diversificado. Após o From Now On..., percebendo sua versatilidade vocal e instrumental que transcendia os rótulos convencionais do Rock, ele decidiu que seu novo trabalho deixaria o Hard Rock de lado em favor de uma sonoridade mais Funk, Soul e R&B, com influências do Stevie Wonder, Prince e Earth, Wind & Fire. A produção foi feita pelo baixista, com a ajuda do Bruce Gowdy e Pat Thrall, deixando a sonoridade sofisticada e polida, totalmente moderna, sem perder a essência vintage de estilos como Soul e Funk. A mixagem é limpa, dando destaque à instrumentação rica e aos vocais de Hughes, que estão em um dos seus momentos mais inspirados. O repertório é excelente, com canções envolventes e melódicas, além de algumas baladas. No fim, é um ótimo disco e que funcionou com toda essa junção. 

Melhores Faixas: Speak Your Mind, Talkin' To Messiah 
Vale a Pena Ouvir: Coffee & Vanilla, She Loves Your Money, Livin' For The Minute

Addiction – Glenn Hughes





















NOTA: 2,7/10


Mais um ano se passou, e Glenn Hughes lançou outro disco, o Addiction, que adotou uma abordagem única. Após o Feel, o ex-Deep Purple ainda buscava um direcionamento definitivo para sua carreira solo. Com o Rock alternativo dominando a cena musical, o Hard Rock tradicional tentava se manter relevante. Assim, Hughes decidiu explorar um som mais pesado e sombrio. A produção foi feita por ele mesmo novamente, mas contando com a ajuda de Marc Bonilla e Michael Scott. O som ficou mais cru e pesado do que o habitual, com guitarras distorcidas e uma abordagem mais direta. Com riffs de guitarra mais agressivos e uma bateria seca e cortante, além de linhas vocais mais poderosas do Glenn Hughes. Apesar disso, muita coisa ficou inconsistente e sem direcionamento. O repertório é fraco, com poucas canções interessantes e a maioria sendo medíocre. No fim, é um disco chatíssimo, com muitos erros. 

Melhores Faixas: Madelaine, Justified Man 
Piores Faixas: Blue Jade, I'm Not Your Slave, Addiction
  

                                                Então é isso, um abraço e flw!!!           

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...