Mostrando postagens com marcador Angra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Angra. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Analisando Discografias - Angra: Parte 2

                 

Aurora Consurgens – Angra





















NOTA: 2,7/10


Mais um tempo se passou e, em 2006, o Angra lançava mais um disco: Aurora Consurgens. Após o Temple of Shadows, os fãs esperavam a continuação da sonoridade épica e narrativa do antecessor, porém eles seguiram por um caminho mais introspectivo, direto e sombrio, abandonando a estrutura conceitual rígida e explorando temas psicológicos profundos. O título vem de um manuscrito medieval atribuído a São Tomás de Aquino, mas mais conhecido na psicologia analítica por ter sido analisado por Carl Jung, dando foco a transtornos mentais e conflitos internos. A produção ficou, como sempre, a cargo do Dennis Ward, que manteve aquela sonoridade limpa e poderosa. Só que, desta vez, ele quis fazer algo mais cru, soando menos sinfônico e mais denso, pesado e técnico, mas com uma abordagem muito desalinhada, chegando ao ponto de ser sem graça. O repertório é fraquíssimo, com poucos momentos interessantes. Enfim, é um disco ruim e totalmente sem identidade. 

Melhores Faixas: Passing By, Window To Nowhere 
Piores Faixas: The Voice Commanding You, Abandoned Fate, Scream Your Heart Out

Aqua – Angra





















NOTA: 3/10


Quatro anos se passaram, e foi lançado o 7º álbum da banda, intitulado Aqua (não tem conexão nenhuma com o Aquaman). Após o Aurora Consurgens, Aquiles Priester acabou saindo, dando lugar ao retorno do Ricardo Confessori, mas havia um grande problema, que era Edu Falaschi, já que sua saída vinha sendo especulada devido a problemas vocais. Isso influenciou diretamente a forma como as músicas foram compostas, buscando linhas melódicas mais controladas. A produção, feita pela banda junto com Brendan Duffey e Adriano Daga, opta por uma sonoridade mais orgânica e quente, priorizando elementos acústicos e atmosféricos, com destaque para os violões, teclados e percussões. Indo para um lado totalmente ambiental e introspectivo, tudo acaba ficando arrastado e completamente sem encadeamento. O repertório é bem fraco, com canções genéricas e poucos momentos realmente interessantes. No fim, é mais um trabalho ruim e decepcionante. 

Melhores Faixas: Hollow, Arising Thunder, Monster In Her Eyes 
Piores Faixas: Weakness Of A Man, Ashes, Lease Of Life, Viderunt Te Aquæ

Secret Garden – Angra





















NOTA: 8,7/10


Se passa um intervalo entre uma copa e outra, e o Angra lança seu 8º álbum, o Secret Garden. Após o péssimo Aqua, Edu Falaschi saiu oficialmente em 2012, e no seu lugar entrou Fabio Lione, conhecido por seu trabalho no Rhapsody of Fire, além da entrada do jovem baterista Bruno Valverde, substituindo Ricardo Confessori. A banda também passava por uma tentativa de se reestruturar artisticamente, após anos de instabilidade interna e críticas quanto à repetição de fórmulas anteriores. A produção foi conduzida por Jens Bogren e apresenta uma sonoridade cristalina, poderosa e equilibrada. Com guitarras extensas e modernas, teclados discretos, mas atmosféricos, bateria mais impactante, enquanto o baixo do Felipe Andreoli está mais presente do que nunca, e as linhas vocais do Lione estão mais harmônicas. O repertório é muito bom, e as canções são mais melódicas, com aquela vibe épica. No fim, é um disco legal, que mostrou a banda se reinventando. 

Melhores Faixas: Black Hearted Soul, Silent Call 
Vale a Pena Ouvir: Violet Sky, Newborn Me, Crushing Room

ØMNI – Angra





















NOTA: 3,6/10


Em 2018, foi lançado mais um trabalho da banda paulista, intitulado ØMNI, que trazia mudanças. Após o Secret Garden, o guitarrista Kiko Loureiro decidiu sair para entrar no Megadeth, e no seu lugar entrou Marcelo Barbosa. Com isso, eles decidiram que esse projeto fosse conceitual, parte da premissa de que, no ano de 2046, uma inteligência artificial chamada ØMNI se tornaria capaz de alterar o fluxo da consciência humana, rompendo as fronteiras do tempo e possibilitando a comunicação entre passado, presente e futuro. A produção, novamente feita por Jens Bogren, trouxe camadas densas de orquestração, guitarras modernas e nítidas, bateria avassaladora e vocalizações tratadas com riqueza e tridimensionalidade. Pegando influências do Prog Metal e Power Metal, porém, muita coisa ficou repetitiva e manjada. O repertório é muito fraco, e as canções são chatíssimas, com poucas consistentes. Em suma, é um trabalho horrível que marcou um tropeço desnecessário. 

Melhores Faixas: Magic Mirror, Light Of Transcendence, ØMNI - Infinite Nothing 
Piores Faixas: Always More, Insania, Caveman, Black Widow's Web (tem participações da Sandy, sim, a irmã do Júnior, e também da vocalista Alissa White-Gluz, da banda Arch Enemy, com os guturais mais brochas que já ouvi)

Cycles Of Pain – Angra





















NOTA: 8,5/10


Então, chegamos no último lançamento até o momento do Angra, lançado em 2023: Cycles of Pain. Após o chatíssimo ØMNI, ocorreram as mortes do pai do Rafael Bittencourt e do ex-vocalista André Matos, além dos desafios impostos pela pandemia. Esses eventos influenciaram profundamente o conteúdo lírico e emocional do disco, que aborda temas como dor, luto, superação e esperança, saindo daquele negócio de álbum conceitual que não existe. A produção ficou a cargo do Dennis Ward, que trouxe aquela sonoridade cristalina e poderosa, destacando-se pela clareza dos instrumentos e pela riqueza dos arranjos. Com destaque para o baixo do Felipe Andreoli, tem linhas melódicas e técnicas sustentando as harmonias. As guitarras do Rafael Bittencourt e Marcelo Barbosa oferecem riffs pesados e solos encadeados. Já o repertório é muito bom, com canções todas poderosas e cadenciadas e contendo boas participações. Enfim, é um ótimo disco e totalmente meticuloso. 

Melhores Faixas: Gods Of The World, Vida Seca (participação do Lenine) 
Vale a Pena Ouvir: Ride Into The Storm, Here In The Now (participação da Vanessa Moreno), Generation Warriors
  

Então é isso, um abraço e flw!!!      

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Analisando Discografias - Angra: Parte 1

                 

Angels Cry – Angra





















NOTA: 9,4/10


No final de 1993, foi lançado o álbum de estreia do Angra, o aclamado Angels Cry. Formada dois anos antes em São Paulo pelo guitarrista Rafael Bittencourt e pelo vocalista André Matos, após sua saída do Viper, a banda surgiu com uma proposta ousada: misturar Power Metal com elementos progressivos e ritmos brasileiros. Graças aos contatos com o empresário Toninho Pirani, Rafael recrutou seus amigos de faculdade: o baixista Luís Mariutti, o baterista Marco Antunes e o guitarrista André Linhares, que logo foi substituído por André Hernandes e, posteriormente, por Kiko Loureiro. Com isso, assinaram com a gravadora JVC e partiram para a Alemanha. A produção, conduzida por Charlie Bauerfeind, capturou com precisão a complexidade do som deles: guitarras rápidas e melódicas, vocais operísticos do André Matos. O repertório é maravilhoso, e as canções são todas profundas e com uma vibe épica. No fim, é um baita disco de estreia e certamente um clássico do Metal nacional. 

Melhores Faixas: Carry On, Wuthering Heights (cover da música da Kate Bush), Streets Of Tomorrow, Angels Cry 
Vale a Pena Ouvir: Never Understand, Time, Evil Warning

Holy Land – Angra





















NOTA: 10/10


Três anos se passam, e o Angra retorna lançando seu 2º disco, o sensacional Holy Land. Após o Angels Cry, em vez de repetir a fórmula neoclássica do anterior, a banda decidiu aprofundar a fusão entre o Metal e a cultura brasileira, criando uma obra conceitual inspirada na chegada dos portugueses ao Brasil no século XVI. André Matos, Rafael Bittencourt, Kiko Loureiro, Luís Mariutti e Ricardo Confessori estavam em plena maturação artística e criativa, e eles estavam longe de ser uma boy band, como já diria Regis Tadeu. A produção ficou novamente por conta do Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth, que mantiveram uma sonoridade cristalina, com sons da natureza, instrumentos folclóricos brasileiros (como berimbau, tamborim e flautas indígenas), além de orquestrações, coros, pianos e uma grande riqueza de timbres. O repertório é maravilhoso, e as canções têm um lado mais atmosférico e profundo. No fim, é um disco sensacional e uma verdadeira obra-prima da banda. 

Melhores Faixas: Nothing To Say, Holy Land, Deep Blue, Make Believe 
Vale a Pena Ouvir: Carolina IV, The Shaman

Fireworks – Angra





















NOTA: 8,5/10


Dois anos se passaram e, então, eles lançam mais um álbum: Fireworks, em um período marcado por mudanças. Após o Holy Land, o Angra se consolidou como uma das maiores bandas do Metal melódico, vulgo “Metal espadinha”. No entanto, internamente, o clima já não era o mesmo. Pressionada pela gravadora, a banda foi levada a internacionalizar ainda mais o som, com menos regionalismo e menos elementos brasileiros. Além disso, divergências criativas e tensões entre os membros começaram a emergir com mais força. A produção foi conduzida pelo renomado Chris Tsangarides, que imprimiu uma sonoridade mais pesada, seca e direta, priorizando guitarras mais cruas e menos processadas, com menos orquestrações e teclados, e estruturas de canções mais voltadas para o Metal tradicional. O repertório é bem legal, e as músicas ficaram mais melódicas, seguindo um caminho mais sombrio. Em suma, é um disco muito bom e que marcaria o fim de uma era. 

Melhores Faixas: Lisbon, Metal Icarus, Extreme Dream 
Vale a Pena Ouvir: Gentle Change, Paradise

Rebirth – Angra





















NOTA: 8,7/10


Três anos se passam, e o Angra volta lançando seu 4º álbum, o Rebirth. Após o Fireworks, a insatisfação criativa, o desgaste nas relações internas e as diferenças de visão sobre o futuro da banda culminaram na saída do André Matos, Ricardo Confessori e Luís Mariutti, em 2000, que mais tarde formariam o Shaman. Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro, determinados a manter o legado vivo, recrutaram três músicos que seriam fundamentais na nova fase: o vocalista Edu Falaschi (ex-Symbols), o baterista Aquiles Priester (ex-Hangar) e o jovem e virtuoso baixista Felipe Andreoli (ex-Karma). Produzido por Dennis Ward, o álbum tem uma sonoridade cristalina e balanceada, combinando influências do Power Metal europeu, música brasileira, elementos progressivos e orquestrações pontuais, o que se reflete nos vocais limpos do Edu. O repertório é muito bom, e as canções são todas melódicas e suaves. Enfim, é um ótimo disco, que mostrou que a banda não tinha morrido. 

Melhores Faixas: Rebirth, Heroes Of Sand, Nova Era, Unholy Wars 
Vale a Pena Ouvir: Running Alone, Acid Rain

Temple Of Shadows – Angra





















NOTA: 9,4/10


Em 2004, eles retornam lançando o aclamadíssimo Temple of Shadows, que trouxe algo totalmente novo. Após o Rebirth, surgiu a ideia de criar um álbum conceitual, algo arriscado e grandioso. Rafael Bittencourt foi o principal responsável pelo enredo. A história acompanha o Shadow Hunter, um cavaleiro templário que abandona a fé dogmática e passa a seguir uma visão mística baseada em um “Livro das Sombras”, que prega tolerância, sabedoria e transcendência espiritual. Com produção feita por Dennis Ward, colocou uma sonoridade cristalina e dinâmica, valorizando tanto os momentos pesados quanto os mais sutis, com uso de instrumentação exótica (percussão árabe, flamenco, música celta), além de corais e orquestrações que ampliam o aspecto épico. O repertório é incrível, todas as canções são tematizadas e muito bem escritas, sem contar as participações ilustres, que são excelentes. No final, é um disco sensacional e que é, sem dúvida, um clássico. 

Melhores Faixas: Spread Your Fire, Wishing Well, Late Redemption (participação do Milton Nascimento), Sprouts Of Time, Winds Of Destination (participação do Hansi Kürsch do Blind Guardian) 
Vale a Pena Ouvir: Morning Star, Angels And Demons, The Shadow Hunter
  

    Então um abraço e flw!!!             

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...