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segunda-feira, 16 de junho de 2025

Analisando Discografias - Milionário & José Rico: Parte 4

                 

Vontade Dividida – Milionário & José Rico




















NOTA: 8,6/10


Já em 1990, foi lançado mais um disco da dupla Milionário & José Rico, o Vontade Dividida. Após o Viva a Vida!, naquele período a dupla continuava fazendo sucesso, tendo também um programa de TV no SBT. Porém, a relação entre eles começou a se desgastar, além de ser um momento em que a música Sertaneja passava por mais uma mudança para se tornar ainda mais abrangente. Mesmo assim, eles decidiram seguir a fórmula que vinham utilizando anteriormente. A produção, feita novamente por Oscar Nelson Safuan, manteve toda a abordagem característica da dupla. Aqui, nota-se que eles seguiram por um caminho mais raiz, com maior foco em arranjos mais puros, e tudo foi gravado, possivelmente, em um processo mais contido e focado na expressividade vocal. O repertório ficou muito bom, e as canções têm aquele lado introspectivo, mas falando bem mais de vivências do campo. Enfim, é um ótimo disco e, mesmo assim, não evitou o fim temporário da dupla. 

Melhores Faixas: Vontade Dividida, Mentira Também é Verdade, Vergonha na Cara 
Vale a Pena Ouvir: Mentira Também é Verdade, Convite, Porto da Saudade

Nasci Para Te Amar – Milionário & José Rico




















NOTA: 8,2/10


Quatro anos se passaram, a dupla saiu do hiato e voltou lançando o Nasci Para Te Amar. Após o Vontade Dividida, Milionário & José Rico se separaram por uma série de atritos. Eles tentaram lançar trabalhos solo, mas totalmente sem consistência e que foram ignorados. Percebendo que as contas possivelmente estavam apertando e que não podiam ficar parados, decidiram retornar, ganhando mais uma chance da gravadora Chantecler / Warner. A produção, conduzida por José Raimundo, seguiu uma abordagem mais abrangente. Embora ainda houvesse foco na instrumentação tradicional do Sertanejo, a dupla também passou a incorporar o uso de guitarra elétrica em seus arranjos, o que os trouxe para um lado mais contemporâneo. Além disso, todos os músicos estavam bem entrosados. O repertório ficou muito bom, e as canções são bem diversificadas, mas em sua maioria com aquele romantismo característico. Enfim, é um disco bacana e muito coeso. 

Melhores Faixas: Faz Um Ano, Meu Pobre Coração 
Vale a Pena Ouvir: Herói Da Velocidade (música em homenagem ao Ayrton Senna), Amada Amante, Caboclo Nato

De Cara Com A Saudade – Milionário & José Rico





















NOTA: 5,2/10


Dois anos se passaram, e eles retornaram lançando mais um trabalho, o De Cara Com a Saudade. Após o retorno da dupla com Nasci Para Te Amar, eles decidiram seguir um pouco mais a temática do trabalho anterior, só que incluindo sonoridades gaúchas, mexicanas, ciganas e paraguaias de forma mais evidente, tentando resgatar um pouco do que faziam nos anos 80. A produção, feita dessa vez por Mário Campanha, que havia arranjado o disco anterior, trouxe aquela pegada tradicional do Sertanejo romântico, mesclando a instrumentação clássica com a suavidade característica da dupla. Porém, muita coisa ficou extremamente repetitiva, deixando toda a imersão bastante previsível. O repertório é bem fraco, com algumas canções interessantes, mas outras bastante genéricas. No final, é mais um disco mediano e sem muita identidade. 

Melhores Faixas: Velha Canoa, Mãe Natureza, Eu, Você E Ela (Paixão Tricordiana) 
Piores Faixas: Irmão, Paixão Anônima, Sublime Miragem

Decida!!! - Vol 27 – Milionário & José Rico





















NOTA: 7,2/10


Em 2003, foi lançado o verdadeiro último disco da dupla Milionário & José Rico, o Decida. Após o De Cara Com a Saudade, eles lançaram outros discos, mas totalmente equivocados e que não surtiram qualquer efeito para a dupla. Então, no começo do novo século e já com 30 anos de carreira, eles decidiram reunir todas as influências que adquiriram ao longo dessa trajetória. A produção, conduzida por Elcio Alvarez Filho, trouxe arranjos harmoniosos que dão espaço para as vozes emotivas e para a essência narrativa tradicional do Sertanejo, incluindo, é claro, elementos de Bolero e Guarânia. Assim, o resultado ficou bem consistente, mesmo com um estilo que já soava datado. O repertório é bem interessante, com canções legais e diversificadas, embora algumas sejam mais fracas. Em suma, é um trabalho que encerrou bem a trajetória dessa dupla totalmente lendária. 

Melhores Faixas: Ancestrais, Você Vai Ver, Agenda Rabiscada, Meu Grito 
Piores Faixas: Coração De Luto, Fim De Noite, Meu Primeiro Amor (Lejania)

domingo, 15 de junho de 2025

Analisando Discografias - Milionário & José Rico: Parte 3

                            

Trilha Sonora Do Filme Estrada Da Vida – Milionário & José Rico





















NOTA: 9,6/10


Entrando na década de 80, eles acabaram lançando Trilha Sonora do Filme Estrada da Vida, como o próprio título já diz. Após o Realidade, como a dupla já era conhecida nacionalmente, eles ganharam a chance de fazer um filme biográfico sobre a história deles, que recebeu o nome do grande hit "Estrada da Vida". Tudo isso foi financiado pela Warner, que controlava a gravadora onde eles estavam, e, com isso, nada mais justo do que fazer um disco que servisse como trilha sonora. A produção foi conduzida novamente por Miltinho Rodrigues e José Raimundo, e aqui eles seguiram a estética da música Sertaneja de raiz, que, na época, ainda não desfrutava de estrutura musical volumosa. A simplicidade das instrumentações reforça a emoção lírica, que é bem diversificada. Com isso, o repertório é maravilhoso, e as canções são bem profundas, claro, com aquelas mais românticas. Enfim, é um baita disco e que é bastante preciso. 

Melhores Faixas: Saudade De Minha Terra, Coração de Pedra, Estrada Da Vida, Berço De Deus 
Vale a Pena Ouvir: Recordando A Infância, Do Mundo Nada Se Leva, De Longe Também Se Ama

Amor Dividido – Milionário & José Rico





















NOTA: 3/10


Ainda naquele mesmo ano, foi lançado mais um trabalho novo, o Amor Dividido, que tentou trazer coisas novas. Após o Trilha Sonora do Filme Estrada da Vida, Milionário & José Rico, apesar de estarem no auge, teriam que se adequar a um novo momento musical, já que a maioria das outras duplas teve que mudar sua abordagem, muito por conta de que todo mundo precisava se modernizar para tocar no rádio, e eles foram mais um dos que acabaram sendo, de certo modo, pasteurizados. A produção, feita novamente por Miltinho Rodrigues e José Raimundo, seguiu um lado mais intimista, e aqui eles quiseram focar mais em voz e violão, deixando de lado toda aquela refinação. Esse foi o grande problema, já que a maioria dos arranjos é totalmente imprecisa e tudo fica muito arrastado. O repertório é muito ruim, e as canções são todas bem medíocres, com pouquíssimas que se salvam. Enfim, é um trabalho bem fraco e muito apressado. 

Melhores Faixas: Sonho De Mentira, Filho do Pecado, Amor Dividido 
Piores Faixas: Praia Deserta, Meu Lamento, Pobre Coração, Meu Pranto

Escravo do Amor – Milionário & José Rico





















NOTA: 2,6/10


Mais um ano se passou, e Milionário & José Rico lançavam mais um disco, o Escravo do Amor. Após o fraquíssimo Amor Dividido, a situação ficou bastante feia, já que parecia que eles ainda estavam muito enraizados nas fórmulas que usavam na década de 70. Então, eles tentaram resgatar aquelas interpretações mais sofridas e poderosas. A produção foi conduzida pelo lendário violinista caipira Julião Amâncio da Silva, que optou por arranjos mais discretos, sem extravagâncias orquestrais, valorizando a interpretação direta da dupla. Tentou-se focar mais nas melodias típicas da safra do sertanejo romântico, mas, novamente, tudo soou bastante repetitivo, e a instrumentação, apesar de tentar ser moderna, acabou ficando bastante datada. O repertório ficou terrível, e as canções são todas muito genéricas, para não dizer ridículas, com pouquíssimas interessantes. Em suma, é um disco péssimo e que mostrava a dupla ficando muito para trás. 

Melhores Faixas: Águas Passadas, Conselho de Amigo 
Piores Faixas: Sonho De Um Caminhoneiro, Reconciliação, Homens, Rotina Da Vida

Tribunal do Amor – Milionário & José Rico




















NOTA: 2,6/10


Em 1982, foi lançado o 12º álbum da dupla, o Tribunal do Amor, que acabou repetindo os mesmos problemas. Após o Escravo do Amor, Milionário & José Rico, mesmo ainda sendo bastante conhecidos, pareciam não ter se encaixado na nova abordagem que a música sertaneja estava tomando, e olha que tudo aquilo até se encaixaria para eles. Então, eles entraram em estúdio bastante pressionados. A produção foi praticamente a mesma, com arranjos bastante discretos e sem muita orquestração, só que, mais uma vez, foi basicamente a mesma coisa do antecessor, com tudo soando bastante repetitivo e muito datado, parecendo que eles ficaram presos na década que havia passado. O repertório, novamente, é terrível, e as canções são bem medíocres, com pouquíssimas conseguindo se salvar. No final de tudo, é outro trabalho péssimo que mostrava que eles precisavam se renovar. 

Melhores Faixas: Ser Humano, Corpo E Alma 
Piores Faixas: Mãe De Leite, Mudança, Minha Súplica de Amor, Cruel Saudade

Amor Infinito – Milionário & José Rico




















NOTA: 9,1/10


Indo para o ano seguinte, eles voltam com mais um disco, o Amor Infinito, que trouxe muitas mudanças. Após o Tribunal do Amor, percebendo que estavam ficando muito para trás, decidiram reformular toda a abordagem deles, seguindo influências de outras duplas como João Mineiro & Marciano e Chitãozinho & Xororó, que estavam se adequando a um caminho mais abrangente. A produção, dessa vez conduzida por Milton José, mostrou a dupla abraçando de vez o Sertanejo romântico e evidenciando uma mudança marcante: os dois não cantavam mais juntos ao mesmo tempo, passando a se revezar nos vocais. Além disso, a instrumentação ficou mais orgânica, com maior ênfase nas linhas de violão e no uso preciso da sanfona. O repertório é ótimo, trazendo canções que mantêm aquele romantismo clássico deles, mas também faixas que exploram vivências do sertão e até instrumentais. No fim, é um belo disco que os resgatou do quase fundo do poço. 

Melhores Faixas: Velho Confidente, Sonhei Com Você, Fim Da Estrada, Meu Tesouro 
Vale a Pena Ouvir: Meu Mundo Vazio (Sereia), Além Fronteira (instrumental), Além Fronteira

Lembrança – Milionário & José Rico





















NOTA: 8,2/10


Mais um ano se passou, e eles retornam lançando mais um trabalho, intitulado Lembrança. Após o Amor Infinito, vendo que haviam conseguido voltar aos trilhos, decidiram seguir a mesma fórmula de sucesso, além de dar continuidade a um caminho muito mais comercial, já que não tinham mais influências daquele lado mais raiz. A produção, conduzida por Milton José, segue a tradição da dupla: voz potente à frente, acompanhada por viola, violão e acordeão. Além disso, mantém toda aquela simplicidade, autenticidade e foco na expressão emocional. O arranjo valoriza a interpretação, sem orquestrações exageradas, reforçando a essência daquela turma do Sertanejo romântico. O repertório é muito legal, e as canções ficaram ainda mais profundas, até indo para um lado mais consciente, digamos assim. Enfim, é um trabalho bacana e que manteve a relevância deles. 

Melhores Faixas: Lembrança, Orgulhosa e Bonita 
Vale a Pena Ouvir: Esquina Do Adeus, Flor Da Lama, Minha Última Canção

Minha Prece – Milionário & José Rico





















NOTA: 7/10


Logo depois, foi lançado mais um trabalho deles, intitulado Minha Prece, que foi um pouco mais equilibrado. Após o Lembrança, percebendo que estavam em um ótimo caminho e constantemente em turnê, eles quiseram reunir tudo o que conseguiram construir desde a década passada, decidindo fazer um disco bastante maduro e preciso. A produção, feita por Milton José junto com José Raimundo (tropa dos Zés total), seguiu uma abordagem simples, valorizando a expressividade vocal do Milionário e José Rico, com uma sonoridade bastante orgânica, incluindo momentos que seguem a linha do Sertanejo romântico, com pitadas de Bolero e até mesmo Forró. O repertório, no geral, é bem legal, e as canções são diversificadas, indo das mais românticas até outras voltadas às vivências do campo, embora existam algumas faixas mais fracas. No fim, é um disco legal, mas que faltou aquele espírito de maturidade. 

Melhores Faixas: Cavalo De Aço, Minha Prece, Mané Do Forró, Tudo Bem 
Piores Faixas: Sublime Esperança, Minha Casa, Fechei Meu Coração Para Balanço

Viva a Vida! – Milionário & José Rico




















NOTA: 5/10


Três anos depois, foi lançado mais um trabalho deles, o Viva a Vida!, que não trouxe tantas mudanças. Após o Minha Prece, a dupla chegou a lançar outros discos anuais, mas a maioria era praticamente a mesma coisa, além de lançarem uma coletânea com os grandes sucessos deles. Então, Milionário & José Rico decidiram voltar a gravar algo que mostrasse algo diferente. A produção, conduzida por Oscar Nelson Safuan, manteve a estética clássica da dupla: vozes em destaque, acompanhadas pela base instrumental de violões e sopros leves. Além disso, o álbum transita entre Bolero e rancheira, fazendo um Sertanejo romântico padronizado, e com isso tudo ficou bastante arrastado e com poucos momentos de brilho. O repertório é muito irregular, com algumas canções legais e outras bem descartáveis. No geral, é um trabalho mediano e com uma temática repetitiva. 

Melhores Faixas: Paixão De Um Homem, Viva A Vida, Minha Voz 
Piores Faixas: Homem Triste, Dor Da Paixão, Minha Verdade
 

            Bom é isso, então flw!!!   

sábado, 14 de junho de 2025

Analisando Discografias - Milionário & José Rico: Parte 2

                  

Volume 3 – Milionário & José Rico




















NOTA: 8/10


No ano seguinte, foi lançado mais um álbum da dupla, intitulado apenas como Volume 3. Após o Ilusão Perdida, com eles já sendo reconhecidos pela fusão de estilos Sertanejo, rancheira e Bolero, seguiram em estúdio para dar continuidade à sua identidade única. Já naquele momento, a dupla combinava vozes potentes com arranjos mais elaborados. A produção foi conduzida por Dino Franco, que manteve a pegada tradicional, mas com arranjos bem trabalhados, mesclando instrumentos típicos do interior com toques orquestrais. Ou seja, aqui ele quis colocar mais ênfase em instrumentos como sanfona, harpas e trompetes, pegando muita coisa emprestada do Folk, por exemplo. O repertório é bem interessante, e as canções seguem as mesmas linhas, com um grande traço de romantismo. Enfim, é um disco bom, mas que poderia ter sido mais diversificado. 

Melhores Faixas: Sonho Alto, Livro Da Vida 
Vale a Pena Ouvir: Quem Vai Te Deixar Sou Eu, Nossa Casa, O Preço De Um Pecado

Vol. 4 - As Gargantas De Ouro Do Brasil – Milionário & José Rico





















NOTA: 8,4/10


Indo para outro ano, Milionário & José Rico lançavam seu 4º álbum, intitulado As Gargantas de Ouro do Brasil, apelido que carregariam pelo resto da carreira. Após o Volume 3, eles seguiram por um caminho um pouco mais interativo e, percebendo que a instrumentação precisava ser ainda mais refinada, tiveram a ambição de buscar uma sonoridade mais comercial. A produção foi praticamente a mesma, mas direcionada a arranjos mais limpos, mesclando instrumentos típicos do interior com toques orquestrais, fazendo basicamente um balanço entre as influências do Sertanejo raiz e aquelas que viriam compor a temática da fase romântica. O repertório é muito bom, e as canções são bem diversificadas, indo desde temas mais românticos até composições com temáticas do campo. Enfim, é um belo disco, embora bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Recordando A Infância, Jamais Quero Te Ver, Vida Cor De Rosa 
Vale a Pena Ouvir: Lágrimas Que Choram, Opinião, Mensagem Do Além

Estrada da Vida (Volume 5) – Milionário & José Rico




















NOTA: 10/10


Pouco tempo depois, foi lançado o clássico 5º álbum de estúdio deles, intitulado Estrada da Vida. Após As Gargantas de Ouro do Brasil, a dupla, vendo que estava perto do seu ápice, decidiu seguir por um caminho ainda mais radiofônico e, assim, implementar ainda mais sentimentalismo, o que seria a base de tudo que viria a ser chamado de Sertanejo romântico. A produção, conduzida por Dino Franco, ficou bem mais enxuta, priorizando a expressividade vocal e os arranjos com destaque para violões, sanfona, harpa e percussão leve. Essa abordagem valoriza a sonoridade íntima e emocional que já era marca registrada da dupla, sem se limitar apenas a um bolero ou a um rasqueado. O repertório é espetacular, e as canções são todas bem profundas, indo desde o lado romântico até vivências do sertão. Em suma, é um baita trabalho, certamente um clássico da música Sertaneja e um dos mais completos. 

Melhores Faixas: Estrada da Vida, Sentimento Sertanejo, Migalhas de Amor, Ciumento
Vale a Pena Ouvir: Solidão, Destino Cruel, Doce Ilusão

Rei Sem Trono – Milionário & José Rico




















NOTA: 8,2/10


Se passa mais um ano, e foi lançado Rei Sem Trono, em que eles seguiram por um caminho ainda mais ambicioso. Após o sucesso do Estrada da Vida, e com a consolidação como uma das duplas mais importantes da época, Milionário & José Rico ganharam bastante visibilidade, mas também passaram a enfrentar pressão da gravadora, com altas expectativas de manter o mesmo nível de qualidade e popularidade. A produção, feita novamente por Dino Franco, seguiu por um caminho mais refinado, com acordeão e percussão equilibrada; aqui, os arranjos ficaram mais cadenciados e melódicos, buscando uma abordagem mais versátil. O repertório é bem interessante, e as canções são ainda mais tematizadas, indo de um lado profundo até o romântico, sempre com bastante consistência. No final, é um ótimo disco, que manteve uma qualidade bem decente. 

Melhores Faixas: Meu Tormento, Carro Velho 
Vale a Pena Ouvir: Ponto De Vista, Minha Estória, Rei Sem Trono

Caminhos Da Vida – Milionário & José Rico




















NOTA: 3/10


E após um curto período, naquele mesmo ano, foi lançado mais um disco de Milionário & José Rico: Caminhos da Vida. Após o Rei Sem Trono, eles decidiram continuar explorando temas emocionais e existenciais, mantendo sua reputação como “as gargantas de ouro” do Sertanejo, como eram chamados. Mas, pelo que parece, eles quiseram apenas aproveitar material que ficou de fora do trabalho anterior. A produção foi praticamente a mesma, seguindo aquela linha com uso intenso de harpas, sanfona e elementos mais orquestrados, focando, é claro, na vocalização da dupla. Porém, tudo soa bastante repetitivo e parece ter sido feito na base da preguiça, reciclando muitos arranjos de uma faixa para outra. O repertório é muito fraco, e as canções são bem monótonas, quase todas descartáveis, com poucas que realmente se salvam. No final, é um disco péssimo, que claramente carece de mais cuidado e preenchimento artístico. 

Melhores Faixas: Caminhos Da Vida, Esperança Perdida, Seu Adeus, O Motivo Do Meu Pranto 
Piores Faixas: Minha Paixão, Doce Saudade, Filho De Ninguém, Apaixonado

Realidade (Volume 8) – Milionário & José Rico





















NOTA: 6/10


Perto do final dos anos 70, foi lançado mais um trabalho da dupla, intitulado Realidade, que trouxe mais problemas. Após o Caminhos da Vida, percebendo que haviam pisado demais no freio e seguido por um caminho pouco diverso, eles decidiram retomar temáticas mais existenciais e narrativas do cotidiano rural. A produção, desta vez conduzida por Miltinho Rodrigues, seguiu uma linha de arranjos mais econômicos, valorizando violões, acordeão e percussão leve, com foco principal nas linhas vocais. Porém, tudo soa bastante repetitivo e acaba se tornando extremamente genérico. Refletindo em um repertório muito mediano, com algumas canções interessantes e outras totalmente descartáveis. No geral, é um trabalho irregular, mas que ao menos tentou inovar, diferente do seu antecessor. 

Melhores Faixas: Do Mundo Nada Se Leva, Realidade, Longa Caminhada 
Piores Faixas: O Tropeiro, Genro Valente, Barco Sem Rumo

                                                         Então é isso e flw!!!       

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Analisando Discografias - Milionário & José Rico: Parte 1

                 

De Longe Também Se Ama – Milionário & José Rico





















NOTA: 3/10


Indo lá para 1969, foi lançado o 1º álbum da dupla Milionário & José Rico, o De Longe Também Se Ama. Romeu Januário de Matos e José Alves dos Santos se conheceram no final dos anos 60. Existem várias histórias sobre como isso aconteceu, mas a última confirmada pela dupla é que José Rico conheceu Milionário quando morava no Jaçanã, em São Paulo, e o cantor o acolheu, levando-o para sua casa, que ficava na Vila Ede. Supostamente, eles foram apresentados por um barbeiro e radialista à gravadora Califórnia, e então gravaram seu primeiro trabalho. A produção, conduzida por Mário Vieira, seguiu o estilo do Sertanejo raiz: arranjos simples, violões e vozes em primeiro plano. O problema é que tudo foi muito mal gravado, e em várias faixas instrumentos como a sanfona entram por cima dos vocais da dupla. O repertório é bem fraco, com algumas canções interessantes e outras bastante repetitivas. Enfim, é um disco de estreia muito ruim e que foi um fracasso. 

Melhores Faixas: Homenagem à Bela Vista, Sempre Sofrendo, Jamais Quero Te Ver 
Piores Faixas: Destinos Iguais, Briguinhas De Amor, Zé Macaia, Briguinha sem razão

Ilusão Perdida – Milionário & José Rico





















NOTA: 8,7/10


E aí se passou bastante tempo e, em 1975, foi lançado o 2º álbum da dupla, o Ilusão Perdida, que marcou um ponto de virada. Após o De Longe Também Se Ama, cuja estreia foi um completo fiasco e gravada de forma desengonçada, eles tiveram que batalhar nesse meio tempo até conseguirem a chance de, basicamente, regravar o primeiro trabalho para a gravadora Continental. Com o sucesso moderado que conquistaram com a faixa-título, acabaram sendo contratados. A produção segue a estética do Sertanejo raiz dos anos 70, com arranjos simples, violões em destaque, vozes em primeiro plano e acompanhamento de sanfona, acordeom e percussão discreta. Desta vez, nada atravessa os vocais; tudo aqui é bem polido e bastante convincente. O repertório é muito bom, e as canções têm todo aquele lado profundo e sentimental que se tornou característico da dupla. Em suma, é um belíssimo disco e muito consistente. 

Melhores Faixas: Ilusão Perdida, De Amor Para Quem Te Ama, Águas Da Saudade 
Vale a Pena Ouvir: O Futuro É Uma Incerteza, Velho Candieiro, Última Canção, Cobrança

              Então um abraço e flw!!!               

Analisando Discografias - Henrique & Juliano

                  Henrique & Juliano (Ao Vivo) – Henrique & Juliano NOTA: 1/10 Em 2012, o Henrique & Juliano lançava seu 1º álbu...