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sábado, 20 de junho de 2026

Review: Aurora do Yes

                     

Aurora – Yes





















NOTA: 2,5/10


Recentemente, o Yes retornou com seu 24º álbum de estúdio, o Aurora, que tentou ser mais orquestrado. Após o Mirror to the Sky, esse novo trabalho nasceu de maneira orgânica, sem um conceito definido inicialmente, a partir de ideias e fragmentos musicais que acabaram convergindo naturalmente para uma identidade comum. A produção, feita pelo guitarrista Steve Howe, colocou um som limpo e detalhado, resultando em um trabalho mais puxado para o Rock progressivo sinfônico, até porque há presença, em determinados momentos, da Orquestra Sinfônica da República Tcheca. Acho que o maior destaque é a base sólida do Billy Sherwood e Jay Schellen e algumas linhas de guitarra interessantes do Howe. No geral, tudo soa bastante sem dinâmica e, claro, os vocais que imitam Jon Anderson, feitos por Jon Davison, não ajudam. O repertório é fraquíssimo, e as canções são bem chatinhas, com poucas faixas interessantes. Enfim, é um disco fraco e que não tem nada demais. 

Melhores Faixas: Countermovement (ótima suíte, parte favorita 2ª: Anytime Soon), Watching The River Roll 
Piores Faixas: Love Lies Dreaming, Aurora, Outside The Box, Jambustin'

                                                                                   Então é isso e flw!!!              

sábado, 18 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Yes: Parte 4

                 

The Ladder – Yes





















NOTA: 2,8/10


Em 1999, o Yes retornou lançando mais um disco, o The Ladder, que tentou ser um trabalho mais dinâmico. Após o Open Your Eyes, a banda procurava uma direção artística mais definida. A formação agora contava com um novo tecladista, Igor Khoroshev. O que eles queriam era explorar novas ideias, resultando em um som fresco, mas alinhado ao legado progressivo. A produção, feita por Bruce Fairbairn, que faleceu durante as gravações, trouxe sua expertise em Rock para moldar um som dinâmico e polido, incentivando a banda a colaborar de forma mais integrada, algo que havia se perdido em álbuns anteriores. Mas, apesar de tudo isso, há muitos aspectos que acabaram ficando confusos, fazendo com que o trabalho pareça bastante arrastado. O repertório é bem fraco, com poucas canções interessantes, enquanto o restante chega a ser muito tedioso. Enfim, é só mais um trabalho ruim que não conseguiu nem preservar o legado do produtor. 

Melhores Faixas: Finally, To Be Alive (Hep Yadda) 
Piores Faixas: Homeworld (The Ladder), Lightning Strikes, New Language, Face To Face

Magnification – Yes





















NOTA: 1/10


Um dia antes dos atentados de 11 de setembro, acontece outra tragédia: o Yes lançando Magnification. Após o The Ladder, o tecladista Igor Khoroshev deixou a banda e, em vez de buscar um substituto, o grupo optou por trabalhar com uma orquestra sinfônica, algo que não era feito desde Time and a Word. Essa decisão ousada foi impulsionada pela vontade de explorar novos territórios sonoros, combinando Rock progressivo com arranjos orquestrais elaborados. Produzido por Tim Weidner, com a colaboração de Larry Groupé, que liderou a Orquestra Sinfônica de San Diego, os arranjos complementam, em vez de sobrecarregar, a instrumentação da banda, tentando equilibrar os elementos sinfônicos e as características tradicionais. Só que tudo ficou tão enjoativo que faz o Electric Light Orchestra parecer um Nightwish. Com isso, o repertório é horroroso, com canções completamente tediosas. No fim, é outro trabalho horroroso que só fez a banda declinar. 

Melhores Faixas: (......) 
Piores Faixas: Don't Go, We Agree, Can You Imagine, In The Presence Of

Fly From Here – Yes





















NOTA: 8,7/10


Então, se passam 10 anos, e o Yes retorna com Fly From Here, agora com a banda, digamos, totalmente diferente. Após o pavoroso Magnification, a banda passou por um longo hiato, interrompido apenas por turnês esporádicas. Durante esse período, Jon Anderson sofreu problemas de saúde que o afastaram da banda. Em seu lugar, Benoît David, conhecido por seu trabalho na banda cover Close to the Edge, foi convidado para assumir os vocais. Além disso, Geoff Downes retornou aos teclados, substituindo Oliver Wakeman (sim, ele é filho do Rick Wakeman). Produzido por Trevor Horn, o álbum ficou bem refinado, com ênfase em camadas instrumentais, arranjos sofisticados e uma sonoridade moderna. Equilibrando o lado progressivo com elementos acessíveis, o trabalho resulta em um álbum coeso e elegante. O repertório é muito bom, com músicas todas muito bem detalhadas e melódicas. No fim, é um ótimo trabalho, e até sua versão com Trevor Horn cantando é boa. 

Melhores Faixas: Life On A Film Set 
Vale a Pena Ouvir: Fly From Here (principalmente na 3ª parte: Madman at the Screens), Into The Storm

Heaven & Earth – Yes





















NOTA: 3/10


Três anos depois, é lançado Heaven & Earth, o 21º álbum de estúdio do Yes, e aqui as coisas voltaram a ser como estavam antes. Após o Fly From Here, a banda passou por outra mudança de formação (que novidade). Benoît David deixou a banda e foi substituído por Jon Davison, conhecido por seu trabalho com a banda Glass Hammer. Davison trouxe uma voz que basicamente é uma imitação de Jon Anderson; a única coisa relevante foi que ele colaborou nas composições. A produção de Roy Thomas Baker optou por um som limpo e direto, reduzindo as camadas instrumentais complexas que caracterizavam álbuns anteriores, ou seja, sem qualquer vestígio da energia progressiva que definiu a banda, resultando em uma sonoridade de AOR que não combinou de jeito nenhum. O repertório é bem ruinzinho, com poucas canções interessantes, porque tudo aqui é completamente descartável. Enfim, é outro disco ruim e completamente inexpressivo. 

Melhores Faixas: It Was All We Knew, Believe Again 
Piores Faixas: To Ascend, In A World Of Our Own, Subway Walls

The Quest – Yes





















NOTA: 2,8/10


Chega 2021, e a banda lança The Quest, que retornou para aquele lado mais progressivo. Após o Heaven & Earth, o Yes enfrentou uma grande perda com o falecimento de Chris Squire em 2015, vítima de leucemia. Billy Sherwood assumiu o lugar de Squire no baixo e na composição. O álbum foi gravado durante a pandemia de COVID-19, o que forçou os músicos a trabalharem separadamente em estúdios domésticos e enviarem suas partes para a mixagem final, algo que já não tinha dado certo antes. Produzido por Steve Howe, que quis deixar tudo bem detalhado, a mixagem ficou por conta de Curtis Schwartz, que tentou deixar tudo equilibrado. Só que todos os arranjos, apesar de conectados, mostram-se bem arrastados e faltando muita dinâmica. O repertório, novamente, é fraco, com canções que carecem de experimentalismo, sendo tudo suave até demais. No fim, é outro disco chato e sem qualquer melhora. 

Melhores Faixas: Living Island, Dare To Know 
Vale a Pena Ouvir: The Ice Bridge, Leave Well Alone

Mirror To The Sky – Yes





















NOTA: 3/10


Então chegamos ao último lançamento até o momento da banda londrina, o Mirror To The Sky. Após o The Quest, o Yes sofreu mais uma baixa com a morte do baterista Alan White. A formação permaneceu praticamente a mesma, agora com Jay Schellen na bateria, que foi oficialmente incorporado como membro da banda. O álbum foi concebido como uma continuação de seu antecessor, mas com uma ênfase mais robusta. A produção seguiu praticamente a mesma linha, com arranjos mais elaborados e uma ênfase especial na interação entre guitarra e teclado. Contudo, a tentativa de colocar uma seção rítmica dinâmica com Sherwood e Schellen não funcionou, resultando em passagens vazias e sem profundidade. Além disso, Jon Davison continua tentando imitar Jon Anderson. O repertório, novamente, é fraquíssimo, cheio de canções chatas, com poucas que se destacam. Enfim, este álbum é fraquíssimo e está longe de qualquer brilhantismo. 

Melhores Faixas: Circles Of Time, Living Out Their Dream 
Piores Faixas: Mirror To The Sky, Luminosity

                  Bom então é isso e flw!!!     

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Yes: Parte 3

                 

Union – Yes





















NOTA: 2/10


Ao entrar em 1991, o Yes lançou Union, que veio com a premissa de tentar resgatar suas raízes. Após o Big Generator, a formação conhecida como Yes West, liderada por Trevor Rabin e Jon Anderson, estava em um hiato criativo e de coesão. Paralelamente, membros clássicos como Steve Howe, Rick Wakeman, Bill Bruford e Tony Levin formaram o projeto Anderson Bruford Wakeman Howe em 1989, buscando resgatar a sonoridade progressiva original (depois eu falo disso). Então, o que aconteceu foi que a Arista Records fundiu os dois projetos, só que deu muita treta nessa história toda. Produzido por Jonathan Elias, Trevor Rabin, Eddy Offord e Mark Mancina, tudo de forma fragmentada, com cada um gravando em sua bolha, resultando em uma sonoridade polida, mas muitas vezes carente da espontaneidade que marcou os trabalhos clássicos da banda. O repertório é completamente horroroso, com canções ridículas. Enfim, esse trabalho é péssimo e fez a banda tropeçar. 

Melhores Faixas: Dangerous (Look In The Light Of What You're Searching For), Silent Talking
Piores Faixas: Take The Water To The Mountain, Miracle Of Life, Saving My Heart, Lift Me Up

Talk – Yes




















NOTA: 1/10


Um tempo depois, o Yes lança outra abominação em formato de álbum de estúdio, o Talk. Após o bagunçado Union, que uniu as duas facções do Yes de forma forçada, a banda retornou à configuração do 90125, com Trevor Rabin, Jon Anderson, Chris Squire, Alan White e Tony Kaye. No entanto, com o advento do Grunge e do Rock alternativo, o Yes tentava se manter relevante enquanto preservava sua identidade. Produzido pelo próprio Trevor Rabin e gravado quase inteiramente em ambiente digital, utilizando a então inovadora estação de trabalho Digital Performer, Rabin gravou praticamente de forma solo, com contribuições adicionais dos membros da banda sendo integradas posteriormente. Só que, assim, tudo ficou tão plastificado que a sonoridade ficou confusa, pois não dá para saber se é AOR, Rock progressivo ou Pop Rock, resultando em um repertório horroroso, com canções completamente sem alma. Enfim, é outro trabalho pavoroso e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: (.....) 
Piores Faixas: Walls, Real Love, Endless Dream

Keys To Ascension – Yes





















NOTA: 7,7/10


Então se passam dois anos, e o Yes lança um álbum ao vivo, mas ao mesmo tempo de estúdio, o Keys to Ascension. Tá, eu explico. Após a porcaria do Talk, a banda já não contava mais com Trevor Rabin. A formação clássica decidiu reconectar o grupo com suas raízes progressivas, em uma abordagem mais orgânica e complexa. Essa formação histórica despertou grande expectativa entre os fãs, pois reunia os principais arquitetos sonoros do auge criativo do grupo nos anos 70. Produzido por Tom Fletcher e pela própria banda, o álbum é totalmente híbrido, misturando faixas gravadas ao vivo com novas composições de estúdio. As gravações ao vivo são excepcionalmente bem capturadas, com uma clareza que preserva a profundidade, enquanto as faixas de estúdio são densas e intrincadamente trabalhadas, mas, apesar de exceder alguns ritmos, tudo se encaixa. No geral, o repertório é muito bom, apenas uma faixa é mediana. No fim, é um álbum legal e vinha mais. 

Melhores Faixas: That, That Is, America, Roundabout 
Piores Faixas: Be The One

Keys To Ascension 2 – Yes





















NOTA: 8/10


Passa-se um ano, e é lançada uma continuação, o Keys to Ascension 2, que trouxe material inédito. Depois de lançar Keys to Ascension 1, o clima nos bastidores era tenso, especialmente entre Wakeman e o restante da banda, devido a frustrações com decisões gerenciais e a estratégia de lançamento do álbum. Musicalmente, o Yes queria reafirmar seu legado progressivo, distanciando-se das influências comerciais e voltando à complexidade e grandiosidade de sua fase setentista. Produzido por Billy Sherwood e pela própria banda, mantiveram a abordagem híbrida de performances ao vivo e gravações de estúdio. A qualidade de som é notável, especialmente nas faixas ao vivo, que capturam com fidelidade a química da formação clássica. As faixas de estúdio ficaram bem mixadas e ricas em detalhes. O repertório ficou muito bom, com canções inéditas muito interessantes. Enfim, esses dois trabalhos são muito bons e merecem ser apreciados. 

Melhores Faixas: Children Of The Light, Close To The Edge 
Vale a Pena Ouvir: Time And A Word, Foot Prints, Bring Me To The Power

Open Your Eyes – Yes





















NOTA: 1/10


O tempo passa, e é lançado Open Your Eyes, o 17º álbum do Yes, que tentou inovar alguma coisa. Após a conclusão do ambicioso projeto Keys to Ascension e a saída de Rick Wakeman, esse novo trabalho surgiu de sessões inicialmente concebidas como um projeto paralelo de Chris Squire e Billy Sherwood, mas foi transformado em um álbum oficial do Yes, com Jon Anderson e Steve Howe se juntando posteriormente. Além da entrada definitiva de Sherwood como membro oficial, ajudando muito na composição. Produzido pela própria banda, eles adotaram uma abordagem contemporânea, focada em camadas densas de vocais e uma instrumentação mais direta e menos experimental, só que deixando tudo tão plastificado, que, em determinados momentos, chega a ser artificial. O repertório novamente é horroroso, cheio de canções sem alma e tediosas. No fim, é outro trabalho péssimo e sem qualquer tipo de melhora. 

Melhores Faixas: (.....) 
Piores Faixas: Wonderlove, Universal Garden, Love Shine, Man In The Moon, The Solution
  

 Então é isso e flw!!!         

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Yes: Parte 2

                 

Tales From Topographic Oceans – Yes





















NOTA: 9,2/10


No final do ano de 1973, o Yes lança, de forma inesperada, seu 6º álbum de estúdio, o Tales From Topographic Oceans. Após o Close to the Edge, o Yes estava em uma fase de intensa experimentação, que fez Bill Bruford sair e entrar Alan White. A ideia desse trabalho surgiu de uma conversa entre Anderson e Howe sobre o livro Autobiografia de um Iogue, de Paramahansa Yogananda. O conceito foi inspirado em passagens que mencionavam quatro escrituras do hinduísmo (os shastras), representando quatro aspectos do conhecimento e da consciência espiritual, uma abordagem mística e filosófica. A produção manteve o padrão característico da banda, marcada por camadas densas de teclados, harmonias vocais etéreas e passagens instrumentais intricadas, com uma abordagem sinfônica e experimental. O repertório é muito bom, composto por quatro faixas conceituais que ultrapassam os 10 minutos. Enfim, é um ótimo disco, extremamente experimental. 

Melhores Faixas: The Revealing Science Of God - Dance Of The Dawn, Ritual - Nous Sommes Du Soleil 
Vale a Pena Ouvir: The Remembering - High The Memory, The Ancient - Giants Under The Sun

Relayer – Yes





















NOTA: 9/10


Outro ano se passa, e chega o Relayer, mais um álbum do Yes, mergulhando em outras influências. Após o Tales from Topographic Oceans, a banda passou por mudanças. Rick Wakeman deixou a banda, frustrado com a direção conceitual excessivamente complexa do álbum anterior. Em busca de um novo tecladista, a banda recrutou Patrick Moraz, um músico suíço que havia se destacado com o Refugee, trazendo uma abordagem mais experimental e influências de Jazz fusion. Gravado no outono de 1974, na casa de Jon Anderson, conhecida como Bryn Brith, o álbum foi produzido pela banda junto com Eddie Offord, seu colaborador habitual. A escolha de gravar em uma residência foi para criar um ambiente mais imersivo e experimental, o que possibilitou longas sessões de improvisação e exploração sonora. O repertório contém três faixas: uma suíte e duas canções padrão, todas muito boas. Em suma, é um trabalho bem interessante e que chega a ser até envolvente. 

Melhores Faixas: The Gates Of Delirium (principalmente na parte da Soon) 
Vale a Pena Ouvir: To Be Over, Sound Chaser

Going For The One – Yes





















NOTA: 9,2/10


Se passam três anos, e o Yes lança o Going for the One, que retomava aquela pegada mais orquestrada. Após o experimentalismo complexo do Relayer, Patrick Moraz deixou a banda em 1976, e Rick Wakeman retornou ao grupo após um período de sucesso em sua carreira solo. Wakeman havia deixado a banda anteriormente, insatisfeito com a abordagem conceitual excessiva de Tales from Topographic Oceans, mas o material mais direto e melódico desse novo trabalho o atraiu de volta. O álbum foi autoproduzido pela banda, marcando um afastamento da longa colaboração com Eddie Offord. A produção se destaca pela clareza e pelo equilíbrio entre os instrumentos, com uma abordagem mais orgânica e menos carregada de overdubs complexos. O repertório é muito bom, com canções que, além de complexas, têm um ótimo acompanhamento melódico. No fim, é um trabalho maravilhoso, que mostrou a banda com muita profundidade. 

Melhores Faixas: Turn Of The Century, Wonderous Stories 
Vale a Pena Ouvir: Parallels, Going For The One, Awaken

Tormato – Yes





















NOTA: 7/10


No ano seguinte, o Yes lança o controverso Tormato, que trazia a banda em uma pegada mais comercial. Após o Going for the One, o clima interno estava longe de ser harmonioso. O desgaste nas relações criativas entre os membros era evidente, especialmente entre Anderson e Wakeman, que divergiam sobre a direção musical. O título do álbum veio de um incidente curioso: a arte de capa, criada por Hipgnosis, era originalmente uma fotografia abstrata de um busto, mas não agradou à banda, levando Rick Wakeman a arremessar um tomate na imagem. A produção, conduzida pelo próprio Yes, sofreu com problemas técnicos e indecisões. Além de seguir uma sonoridade mais radiofônica e que fugia daquele experimentalismo, o novo pedal Mu-Tron usado por Chris Squire resultou em um timbre mais distorcido e metálico, só que abafou a mixagem. O repertório até que é interessante, apesar de ter algumas canções bem sem graça. No fim, é um disco bom, só que bastante confuso. 

Melhores Faixas: Release, Release, On The Silent Wings Of Freedom, Onward 
Vale a Pena Ouvir: Circus Of Heaven, Don't Kill The Whale

Drama – Yes





















NOTA: 9,1/10


Então chegam os anos 80, e o Yes lança Drama, seu 10º álbum de estúdio, que trouxe mudanças cruciais para a banda. Após o confuso Tormato, o clima interno da banda deteriorou-se significativamente. Jon Anderson e Rick Wakeman, descontentes com a direção musical e as tensões criativas, deixaram o grupo. Quando o restante dos integrantes se encontrou com Trevor Horn e Geoff Downes, do duo The Buggles (famosos pelo hit Video Killed the Radio Star), um novo fôlego surgiu. Horn assumiu os vocais e Downes os teclados, trazendo influências de New Wave e Synth-pop. Produzido pela banda com a ajuda de Hugh Padgham, o álbum apresentou um som mais moderno e limpo em comparação a Tormato, com uma abordagem mais direta, focando em uma sonoridade poderosa e acessível. O repertório é muito bom, com canções mais dinâmicas e um ótimo detalhamento. Enfim, esse disco é excelente e envelheceu bem com o passar dos anos. 

Melhores Faixas: Into The Lens, Does It Really Happen? 
Vale a Pena Ouvir: Machine Messiah

90125 – Yes





















NOTA: 9/10


Depois de um sumiço, o Yes retorna com o famoso 90125 (disco que todo mundo pronuncia errado, pois é noventa mil cento e vinte e cinco, não noventa cento e vinte e cinco). Após o Drama e a subsequente dissolução da banda, Chris Squire e Alan White formaram um projeto chamado Cinema com o guitarrista sul-africano Trevor Rabin. Então, o tecladista original do Yes, Tony Kaye, retornou, e quando Jon Anderson acabou entrando, Phil Carson, da Atlantic, pediu que o nome Yes fosse revivido. A produção, feita por Trevor Horn, agora um produtor de renome, aplicou técnicas modernas de estúdio, focando em texturas digitais, sampling e camadas vocais processadas. O uso de tecnologias como o Fairlight CMI e o Synclavier ajudou a moldar um som limpo e futurista, além das influências da New Wave e do Pop progressivo. O repertório é muito bom, cheio de canções interessantes e diversificadas. No fim, é um ótimo disco que fez a banda ficar superconhecida. 

Melhores Faixas: Owner Of A Lonely Heart, Changes, Leave It, It Can Happen 
Vale a Pena Ouvir: City Of Love, Hearts

Big Generator – Yes





















NOTA: 8,6/10


Então, três anos se passam e a banda lança o Big Generator, que ainda seguia aquela abordagem mais comercial. Após o 90125, o Yes estava em um novo auge comercial, tendo encontrado uma fórmula mais acessível e radiofônica, distante do progressivo clássico dos anos 70. Porém, Jon Anderson sentia que a banda havia perdido sua essência progressiva e queria retornar ao estilo que faziam anteriormente. Já Trevor Rabin e Chris Squire preferiam manter a abordagem mais direta e orientada ao mercado. A produção foi totalmente conturbada, com Trevor Rabin assumindo o controle após a saída parcial de Trevor Horn, buscando uma abordagem ainda mais voltada ao Hard Rock e ao Pop progressivo, com arranjos densos e uma abordagem altamente tecnológica, o que acabou funcionando. O repertório é bem interessante, trazendo canções mais envolventes e com certa dose de experimentação. Em suma, é um trabalho legal, mas que se tornou subestimado. 

Melhores Faixas: Love Will Find A Way, Shoot High Aim Low 
Vale a Pena Ouvir: I'm Running, Big Generator

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Yes: Parte 1

                 

Yes – Yes





















NOTA: 9/10


Em 1969, a banda londrina Sim... tá bom, parei! O Yes lançava seu álbum de estreia, autointitulado. Formado em 1968, o grupo, composto por Jon Anderson, Chris Squire, Peter Banks, Tony Kaye e Bill Bruford, rapidamente se destacou pela combinação de rock com elementos clássicos e jazzísticos. Após intensas apresentações ao vivo e um repertório que mesclava composições próprias e versões inovadoras de clássicos, a banda assinou contrato com a Atlantic Records em março de 1969. A produção, feita pela banda junto com Paul Clay, apresenta um som distinto, caracterizado por arranjos complexos e harmonias vocais elaboradas. Apesar das limitações tecnológicas da época, o álbum conseguiu capturar a energia e a criatividade da banda, que, naquela fase, estava mais voltada para um rock psicodélico. O repertório é bem interessante, trazendo ótimas canções originais e alguns covers bem legais. Sendo assim, um bom disco de estreia da banda londrina. 

Melhores Faixas: Beyond And Before, Sweetness, Every Little Thing (cover dos Beatles) 
Vale a Pena Ouvir: Looking Around, I See You (cover do The Byrds)

Time And a World – Yes




















NOTA: 9/10


Passa-se um ano, e o Yes lança o Time and a Word, seu segundo álbum de estúdio, com essa capa esquisita e de duplo sentido. Após o lançamento de seu álbum de estreia em 1969, Jon Anderson desejava incorporar arranjos orquestrais para enriquecer a profundidade e a complexidade das composições. Essa decisão não agradou a Peter Banks, que se opunha à inclusão de uma orquestra, preferindo manter a ênfase nos instrumentos da banda, o que acabou resultando em sua saída logo depois. A produção, feita por Tony Colton, trouxe a banda colaborando com o orquestrador Tony Cox, que conduziu músicos da Royal College of Music para adicionar camadas de cordas e metais às faixas. O repertório é muito bom, agora trazendo canções mais dinâmicas e detalhadas, equilibrando o progressivo e o psicodélico. No fim, é um trabalho bem legal e essencial para a banda. 

Melhores Faixas: Sweet Dreams, Then, The Prophet 
Vale a Pena Ouvir: Time And A Word, Everydays

The Yes Album – Yes 





















NOTA: 10/10


E aí chegamos em 1971, quando o Yes lança o excepcional 3º álbum deles, o The Yes Album. Após o Time and a Word, a banda enfrentou mudanças significativas. A substituição do guitarrista Peter Banks por Steve Howe trouxe uma nova dinâmica e ampliou as possibilidades musicais deles. Além disso, o tecladista Tony Kaye ainda fazia parte da formação, contribuindo com sua abordagem mais voltada ao órgão Hammond. A produção do Eddy Offord, em parceria com a própria banda, teve sessões de gravação intensas, com duração de até 12 horas, e cada faixa foi montada a partir de pequenas seções simultâneas, posteriormente reunidas para formar as canções completas. Essa abordagem permitiu explorar arranjos mais complexos e detalhados, refletindo a ambição do grupo de expandir os limites do rock progressivo. O repertório é simplesmente sensacional, parecendo uma coletânea. No final, é um disco maravilhoso, uma verdadeira obra-prima, e olha que ainda tinha mais por vir. 

Melhores Faixas: Starship Trooper, I've Seen All Good People, Yours Is No Disgrace 
Vale a Pena Ouvir: The Clap (única faixa gravada ao vivo)

Fragile – Yes





















NOTA: 10/10


Logo perto do final daquele ano, o Yes lança outra obra-prima, o excepcional Fragile. Até a capa é incrível. Após o bem-sucedido The Yes Album, o tecladista Tony Kaye foi substituído por Rick Wakeman, cujas habilidades em sintetizadores e teclados clássicos redefiniram a sonoridade da banda. Essa mudança foi impulsionada pelo desejo de expandir a complexidade dos arranjos, pois Kaye preferia manter o foco mais limitado no órgão Hammond, enquanto Wakeman trouxe o Mellotron, o Minimoog e o cravo. Produzido novamente por Eddy Offord e gravado em sessões limitadíssimas, o álbum acabou incluindo faixas individuais para reduzir o material de composição coletiva. A produção destacou a clareza instrumental, permitindo que cada instrumento brilhasse de forma distinta. O repertório ficou, mais uma vez, perfeito, parecendo uma coletânea, com canções tecnicamente brilhantes. Em suma, é um clássico absoluto e um dos melhores álbuns de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Roundabout (que se tornou o 1º grande hit deles), Long Distance Runaround, South Side Of The Sky, Mood For A Day 
Vale a Pena Ouvir: The Fish (Schindleria Praematurus), We Have Heaven

Close To The Edge – Yes





















NOTA: 10/10


Mais um ano se passa, e essa ‘‘trilogia’’ se encerra com outro álbum perfeito, o Close to the Edge. Após o Fragile, o Yes estava em ascensão no cenário do Rock progressivo, tanto em termos comerciais quanto artísticos. Com isso, decidiram criar uma obra ainda mais ambiciosa. Inspirado por conceitos espirituais, filosofia e literatura (particularmente o livro Siddhartha, de Hermann Hesse), Jon Anderson concebeu a ideia de uma peça extensa e multifacetada. Eddie Offord, junto com a banda, realizou uma produção detalhista e meticulosa, refletindo a complexidade das composições. Cada instrumento foi tratado com clareza cristalina, permitindo que as camadas intricadas se destacassem. Rick Wakeman trouxe uma ampla gama de teclados, expandindo ainda mais a paleta sonora. O repertório é simplesmente fantástico, composto por três faixas: duas suítes e uma canção padrão, todas bem elaboradas. No fim, é um trabalho sensacional e outra obra-prima indiscutível. 

Melhores Faixas: And You And I (principalmente na 3ª parte: The Preacher, the Teacher), Close To The Edge (principalmente na 1ª parte: The Solid Time of Change) 
Vale a Pena Ouvir: Siberian Khatru
  

      Então é isso, um abraço e flw!!!        

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...