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domingo, 16 de novembro de 2025

Review: Improviso do Djavan

                   

Improviso – Djavan





















NOTA: 8,2/10


Recentemente, o nosso querido Djavan retornou lançando mais um álbum, Improviso. Após o Origens, o cantor passou um tempo se dedicando mais às suas apresentações e iniciou um trabalho mais intimista, que remetesse aos seus tempos de auge nos anos 80, mas com um estilo moderno, além de mostrar um caráter bem pessoal em suas composições. A produção foi conduzida por ele mesmo, que criou arranjos sofisticados, com uma paleta instrumental que mistura metais, percussão, piano, teclados e sua banda de apoio, que toca muito bem aqui. Tudo está moldado em um formato do Pop sofisticado com MPB e pitadas de Soul music, o que ajuda a construir um clima bastante pacífico, principalmente pelas linhas vocais carregadas de emoção do Djavan, que trazem muita qualidade ao álbum. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem melódicas e exuberantes. No geral, é um ótimo trabalho e foi muito certeiro. 

Melhores Faixas: O Vento (regravação da música composta por ele e gravada por Gal Costa em 1987), Falta Ralar! 
Vale a Pena Ouvir: Pra Sempre, Levei A Noite, Improviso, Um Brinde

 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Djavan: Parte 5

                 

Vidas Pra Contar – Djavan





















NOTA: 5/10


Então, em 2015, Djavan lançou o Vidas Pra Contar, que trazia uma pegada mais experimental. Após o Rua dos Amores, o cantor celebrava seus 40 anos de carreira, consolidando-se como um dos principais nomes da música popular brasileira, conhecido por sua habilidade em mesclar diversos gêneros musicais. A produção, novamente feita por ele, trouxe uma sonoridade sofisticada, mesclando elementos de Jazz com Soul music, mas desta vez buscando um equilíbrio com uma abordagem mais acústica, o que acabou deixando muitos arranjos sem expressão. O repertório é bem fraco, com uma divisão de canções pouco animadoras e baladas adocicadas, resultando em muitas faixas genéricas. No fim, é outro trabalho mediano e sem inovação. 

Melhores Faixas: Se Não Vira Jazz, Não É Um Bolero, Encontrar-te 
Piores Faixas: Aridez, Dona Do Horizonte, Primazia, Enguiçado

Vesúvio – Djavan





















NOTA: 3,4/10


Passam-se dois anos, e Djavan lança Vesúvio, um trabalho sendo mais tematizado. Após o Vidas Pra Contar, o cantor buscou novas motivações e desafios, optando por um disco com uma sonoridade mais Pop, visando que sua mensagem musical chegasse com mais fluidez e clareza ao público, ou seja, foi feito na tentativa de emplacar algum sucesso. A produção seguiu o padrão de sempre, mas, dessa vez, o cantor decidiu resgatar elementos rudimentares da Soul music dos anos 70, tentando modernizá-los com o estilo da MPB, uma abordagem interessante, embora, mesmo com o refinamento, ainda houvesse melodias esquisitas. O repertório é muito fraco, com canções que, em sua maioria, são tediosas e poucas com um nível aceitável de coesão. Enfim, é mais um trabalho ruim, que evidencia um Djavan completamente cansado. 

Melhores Faixas: Dores Gris, Solitude, Mãos Dadas 
Piores Faixas: Orquídea, Entre Outras Mil, Vesúvio, Um Quase Amor

D – Djavan





















NOTA: 5,9/10


Chegando em 2022, o cantor lança mais um álbum, intitulado D (simplesmente isso), que não traz muitas mudanças. Após o Vesúvio, Djavan dedicou-se à criação desse trabalho durante a pandemia, buscando oferecer uma perspectiva otimista em meio às adversidades, como se fosse uma espécie de resposta ao período de obscurantismo que a sociedade vive hoje. A produção seguiu o padrão de sempre, mas trouxe uma combinação de elementos de Jazz, Funk, Blues e Pop, mantendo a sofisticação harmônica, ou seja, repetindo uma fórmula presente em seus últimos lançamentos, com os mesmos erros voltando a aparecer. O repertório, mais uma vez, é mediano, mas pelo menos apresenta algumas canções com temas bem desenvolvidos, enquanto outras soam vazias. Em suma, esse trabalho acaba sendo irregular, embora tenha um conceito interessante. 

Melhores Faixas: Cabeça Vazia, Num Mundo De Paz, Beleza Destruída (tem participação do Milton Nascimento), Iluminado 
Piores Faixas: Nada Mais Sou, Primeira Estrada, Quase Fantasia, Fantasia

Origem – Djavan





















NOTA: 8,7/10


E, no final do ano passado, Djavan lançou seu último álbum até o momento, o Origem, que também funciona como uma coletânea. Após o D, o cantor decidiu resgatar gravações muito antigas, desde a época anterior ao lançamento de seu 1º álbum, até quando fornecia músicas para trilhas sonoras de novelas, obviamente por estar vinculado, naquela época, à Som Livre. A produção reflete a diversidade de estilos explorados pelo artista, desde Sambas e marchas-rancho até baladas românticas, evidenciando a versatilidade que ele possuía naqueles tempos, qualidade que certamente foi crucial para a consolidação de sua carreira. O repertório é simplesmente maravilhoso, com canções belíssimas e um ótimo detalhamento. No final, é um trabalho muito bom e que vale a pena ser apreciado. 

Melhores Faixas: É Hora, Fato Consumado, Presunçosa 
Vale a Pena Ouvir: Rei do Mar, Samba Da Volta, Calmaria e Vendaval, Olá

Analisando Discografias - Djavan: Parte 4

                 

Milagreiro – Djavan





















NOTA: 3,4/10


Em 2001, Djavan lançou o Milagreiro, um disco que buscava revitalizar sua carreira artística. Após o Bicho Solto: O XIII, ele celebrou seus 25 anos de carreira com um álbum ao vivo gravado em 1999 e, em seguida, procurou uma reconexão mais profunda com suas origens alagoanas e nordestinas. Essa busca por autenticidade e introspecção influenciou diretamente a concepção do novo álbum. A produção, feita pelo próprio cantor, foi a primeira a ser realizada no estúdio profissional montado em sua residência, proporcionando um ambiente mais íntimo e familiar. No entanto, a sonoridade manteve o foco habitual em Jazz e Soul, embora de forma arrastada. O repertório foi fraco, com canções pouco inspiradas e poucas faixas interessantes. No fim, o trabalho não apresentou relevância artística significativa. 

Melhores Faixas: Milagreiro, Meu 
Piores Faixas: Lugar Comum, Sílaba, Ladeirinha, Om

Vaidade – Djavan





















NOTA: 4,4/10


Três anos se passaram e Djavan retornou com mais um álbum, o Vaidade, que trouxe algumas mudanças. Após o Milagreiro, o cantor decidiu assumir total controle sobre sua produção musical. Essa decisão culminou na criação de sua própria gravadora, a Luanda Records, permitindo-lhe liberdade total na criação e distribuição de sua música. A produção foi a de sempre. Gravado em seu estúdio caseiro, o álbum trouxe uma sonoridade que ainda incorporava influências do jazz, mas com um destaque maior ao samba e à MPB tradicional. No entanto, o resultado permaneceu repetitivo. O repertório, novamente, é fraquíssimo, com canções que soam como uma imitação de Chico Buarque e Luiz Gonzaga Jr. No fim, é mais um trabalho tedioso, representando uma queda na qualidade de sua obra. 

Melhores Faixas: Dia Azul, Bailarina, Amor Algum 
Piores Faixas: Dorme Sofia, Mundo Vasto, Sentimento Verdadeiro, Estátua De Sal

Matizes – Djavan





















NOTA: 1/10


Com o passar do tempo, Djavan lançou Matizes, e aqui as coisas pioraram consideravelmente. Após o Vaidade, o cantor focou-se em seus shows até decidir fazer um trabalho que refletisse autonomia, permitindo-lhe experimentar e expressar sua criatividade de maneira plena, buscando um som totalmente moderno. A produção foi a de sempre, feita de forma caseira, e o som foi muito além da MPB, tentando incorporar elementos de Blues e Jazz Fusion. No entanto, tudo ficou tão sem sentido que resultou em uma sonoridade excessivamente arrastada. O repertório é pavoroso, com canções tediosas e desprovidas de qualquer reflexão. Em suma, um trabalho horroroso que comprometeu ainda mais sua relevância artística. 

Melhores Faixas: (...) 
Piores Faixas: Azedo E Amargo, Matrizes, Pedra, Fera

Ária – Djavan





















NOTA: 8/10


Em 2010, Djavan lançou outro disco, o Ária, diferente de seus antecessores, trazendo uma proposta nova. Após o horroroso Matizes, o cantor, já em baixa, decidiu explorar sua faceta de intérprete, homenageando canções que o influenciaram ao longo dos anos, de alguns amigos e de seus ídolos. A produção apresenta uma formação instrumental enxuta e sofisticada, composta pelo próprio Djavan no violão, Torcuato Mariano na guitarra, André Vasconcellos no baixo acústico e Marcos Suzano na percussão, resultando em uma sonoridade intimista e jazzística que permite à voz de Djavan brilhar em arranjos minimalistas e elegantes. O repertório, repleto de covers, é muito bom. Todas as canções foram muito bem interpretadas. No final, é um trabalho bem elaborado, que contribuiu para o resgate das raízes do cantor. 

Melhores Faixas: Nada A Nos Separar, Valsa Brasileira, Oração Ao Tempo 
Vale a Pena Ouvir: Apoteose Ao Samba, Disfarça E Chora, Luz e Mistério, Palco

Rua Dos Amores – Djavan





















NOTA: 5/10


Dois anos se passaram e Djavan lançou o Rua dos Amores, seu 21º álbum de estúdio. Após o Ária, o cantor sentiu a necessidade de revisitar sua veia composicional, algo já refletido no título, que celebra as diversas facetas do amor, tema recorrente em suas composições, sejam elas boas ou ruins. Produzido pelo próprio Djavan, este foi um dos últimos trabalhos gravados em formato caseiro, destacando-se pela sofisticação dos arranjos e pela qualidade sonora. A sonoridade, embora focada principalmente na MPB, incorporou elementos de Jazz e Soul music de forma modernizada. No entanto, o repertório é bem irregular, com algumas canções interessantes e outras que parecem ter sido recicladas, resultando em um trabalho genérico. Em suma, é um álbum mediano que encerrou um ciclo em sua carreira. 

Melhores Faixas: Triste e o Cara, Ares Sutis, Vive 
Piores Faixas: Reverberou, Rua dos Amores, Quinze Anos

           Bom então é isso e flw!!!    

Analisando Discografias - Djavan: Parte 3

                 

Djavan (1989) – Djavan





















NOTA: 10/10


Aí chegamos ao ano de 1989, quando Djavan lança seu 9º álbum de estúdio, autointitulado, embora tenha ficado conhecido por conta de uma das faixas. Após o Não é Azul, Mas é Mar e também aquele disco lançado em inglês, o cantor, percebendo que há muito tempo não lançava algo coeso, pensou na crescente influência de ritmos internacionais em sua música e decidiu voltar àquela fórmula mais antiga da MPB. A produção feita por Mazzola trouxe uma abordagem que mesclava elementos da música brasileira com influências internacionais, resultando em um som sofisticado e acessível, ou seja, uma junção de Soul music, R&B e Sophisti-Pop. O repertório é simplesmente perfeito, pois todas as canções são belíssimas, e não é só Oceano que merece toda a aclamação que recebeu. No fim, é um trabalho maravilhoso e um dos melhores álbuns da música brasileira. 

Melhores Faixas: Cigano, Oceano, Você Bem Sabe 
Vale a Pena Ouvir: Curumim, Avião

Coisa De Acender – Djavan





















NOTA: 8,8/10


Indo para 1992, Djavan, já na crise da meia-idade, lança outro trabalho icônico, o Coisa de Acender. Após o sucesso de seu álbum homônimo de 1989, que também foi lançado em inglês, o cantor continuou a explorar e integrar diversas influências musicais, tanto nacionais quanto internacionais. Essa fase de sua carreira foi marcada por uma busca constante por inovação sonora, mantendo-se fiel às raízes da MPB. A produção, feita novamente pelo cantor junto com Ronnie Foster, resultou em um álbum com nuances e sutilezas que transitam entre o Pop e a sofisticação harmônica, ou seja, trazendo influências de Soul music, Jazz e R&B, tudo com arranjos melódicos que contribuem para um tom mais melancólico. O repertório, novamente, é muito bom e, apesar de ser recheado de baladas, todas as canções são muito envolventes. No fim, é um ótimo disco que seguiu a fórmula de seu antecessor. 

Melhores Faixas: Se..., Boa Noite, Alívio 
Vale a Pena Ouvir: Outono, Baile

Novena – Djavan





















NOTA: 8,7/10


Dois anos se passam, e o cantor lança o Novena (não é gospel esse disco, já adianto), que trouxe pequenas mudanças. Após o Coisa de Acender, Djavan encerrou seu vínculo com a CBS, que já havia se tornado Sony, e tornou-se um artista exclusivo da Epic Records. Nesse novo trabalho, ele quis mostrar sua maturidade artística. Com isso, ele mesmo produziu e arranjou o álbum, evidenciando sua autonomia. A sonoridade reflete suas raízes no início da carreira, trazendo elementos de Samba, MPB e Jazz, remetendo aos tempos de crooner nas boates do Rio de Janeiro. Além disso, todas as faixas foram compostas por ele, sem nenhum colaborador desta vez. O repertório é bem interessante, pois, além de muito boas, todas as canções têm uma ótima execução rítmica. Enfim, esse trabalho é muito legal, porém bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Aliás, Quero-Quero, Água De Lua, Avó 
Vale a Pena Ouvir: Nas Ruas, Sem Saber, Limão

Malásia – Djavan





















NOTA: 6/10


Mais um tempo se passa, e Djavan lança seu 12º álbum de estúdio, o Malásia, um disco com uma pegada mais refinada. Após o Novena, um álbum introspectivo e autoral, o cantor buscou uma abordagem mais extrovertida e variada, decidindo, mais uma vez, explorar novas sonoridades e ampliar seu repertório, incorporando canções de outros compositores renomados. Produzido mais uma vez pelo próprio Djavan, a sonoridade ficou mais refinada, tentando resgatar o sucesso obtido com o cadenciamento de seu álbum de 1989, trazendo influências de Sophisti-Pop, Samba-Jazz e, obviamente, MPB. No entanto, mesmo com esses elementos, parece que muita coisa soa reciclada, resultando em um repertório que até tem músicas decentes, mas outras soam apenas genéricas. No final, é um trabalho bem irregular, sem muito direcionamento. 

Melhores Faixas: Nem Um Dia, Deixa O Sol Sair, Correnteza, Malásia 
Piores Faixas: Cordilheira, Que Foi My Love?, Tenha Calma/Sem Você

Bicho Solto O XIII – Djavan





















NOTA: 2,2/10


Mais uma vez se passam dois anos, e Djavan retorna com Bicho Solto O XIII, que tentou revitalizar seu som, mas não teve sucesso. Após o Malásia, o cantor ainda quis continuar explorando diversas sonoridades, apresentando uma fusão de ritmos que tentava reavivar a versatilidade que ele teve no começo de sua carreira, mas parece que ele cometeu os mesmos erros que ocorreram anteriormente. A produção foi praticamente a mesma de sempre; ele tentou fazer com que a sonoridade ficasse totalmente padronizada, ou seja, usando todos aqueles elementos da música Pop, mas fundindo-os com Soul, R&B contemporâneo e Jazz, tudo isso para continuar se mantendo relevante. Com isso, o repertório é muito ruim, e as canções, em sua maioria, são baladas chicletudas, mas bem sem graça, com poucas canções interessantes. Em suma, é um trabalho bem ruim que fez Djavan decair. 

Melhores Faixas: Retrato Da Vida, Passou 
Piores Faixas: Eu Te Devoro (sai fora), Bicho Solto, A Carta, Você É

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Djavan: Parte 2

                 

Seduzir – Djavan





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, Djavan retorna com mais um disco, o Seduzir, que trouxe algumas mudanças sonoras. Após o Alumbramento, o cantor continuava a ganhar bastante reconhecimento e, já entrando naquela época em que a música brasileira passava por um momento de transformação, decidiu apresentar uma fusão de estilos e temáticas exploradas anteriormente, agora refinadas e amadurecidas. A produção, feita pelo próprio Djavan em parceria com Mayrton Bahia, acabou se destacando pela sofisticação dos arranjos e pela qualidade dos músicos envolvidos, resultando em uma sonoridade que transita entre a música Pop, a MPB e influências do Jazz. O repertório, novamente, é muito bom, com canções que trazem aquele lado introspectivo, mas ao mesmo tempo reflexivo. No final de tudo, é um ótimo disco, que elevou ainda mais o seu sucesso. 

Melhores Faixas: Seduzir, A Ilha, Êxtase, Pedro Brasil 
Vale a Pena Ouvir: Faltando Um Pedaço, Luanda, Morena De Endoidecer

Luz – Djavan





















NOTA: 8,6/10


Então, em 1982, Djavan lança o aclamadíssimo Luz, que foi uma virada de chave em sua carreira. Após o Seduzir, o cantor recebeu um convite da gravadora CBS (futura Sony Music) para gravar um álbum nos Estados Unidos, visando expandir sua presença no mercado internacional. Essa oportunidade permitiu ao artista trabalhar com renomados músicos e produtores da cena norte-americana, enriquecendo sua abordagem musical. Sob a produção de Ronnie Foster, conhecido por seu trabalho na Soul music e no R&B, a gravação aconteceu em Los Angeles, com a participação de músicos de destaque, como o baixista Abraham Laboriel e também o genial Stevie Wonder, que faz um solo de gaita em uma das faixas. O repertório é muito bom, trazendo canções envolventes e, logicamente, algumas baladas, todas elas refinadíssimas. No fim, é um ótimo disco, mas não é exatamente um grande clássico da música brasileira. 

Melhores Faixas: Samurai (que tem a participação do Stevie Wonder), Sina, Capim, Pétala
Vale a Pena Ouvir: Luz, Banho De Rio

Lilás – Djavan





















NOTA: 3/10


Então, dois anos se passam e Djavan lança Lilás, seu 6º álbum de estúdio, que seguiu para um lado mais contemporâneo. Após o sucesso de Luz, o cantor continuou sua trajetória internacional, retornando a Los Angeles para gravar esse trabalho. Nesse período, a música Pop estava fortemente influenciada por recursos eletrônicos e sintetizadores, tendência que Djavan incorporou em seu novo projeto, buscando atualizar seu som. No entanto, ele acabou também sendo vítima da pasteurização. Produzido por Erich Bulling, especialista em sonoridades eletrônicas, o álbum refletiu o mergulho de Djavan nos recursos tecnológicos disponíveis na época. Além de manter a colaboração com alguns músicos de confiança, o disco trouxe muitas influências de Synth-pop, Jazz e Funk, ou seja, apenas para seguir tendências. O repertório é bem fraco, com pouquíssimas faixas interessantes, que não apresentam uma sonoridade plastificada. Enfim, é um trabalho bem ruim, que fez o cantor parecer genérico. 

Melhores Faixas: Infinito, Iris 
Piores Faixas: Esquinas, Canto Da Lira, Lilás, Miragem

Meu Lado – Djavan 





















NOTA: 3,4/10


Então, mais um tempo se passa, e Djavan lança o Meu Lado, um álbum que tentava resgatar um pouco de sua fase mais antiga. Após Lilás, que incorporou elementos Pop e eletrônicos, Djavan sentiu a necessidade de retornar a uma sonoridade mais acústica e introspectiva. Essa decisão foi, em parte, uma reação ao desgaste causado pela pasteurização massiva da gravadora CBS. A produção, feita pelo próprio cantor, mostrou uma redução de sonoridades sintéticas, colocando o violão em evidência e priorizando arranjos mais orgânicos. Ou seja, ele quis fazer um trabalho mais voltado para a MPB, mas com alguns elementos de Samba Soul e até mesmo Forró. Ainda assim, a sonoridade se manteve bem tediosa. O repertório é fraco, embora algumas canções apresentem climas interessantes, enquanto outras são apenas inexpressivas. Enfim, é outro trabalho ruim, que não resgatou muito bem suas raízes. 

Melhores Faixas: Topázio, Nkosi Sikelel' I-Afrika/So Basniya Ba Hlala Ekhaya 
Piores Faixas: Asa, Segredo, Beiral

Não É Azul Mas É Mar – Djavan





















NOTA: 5,8/10


Então, se passou mais um ano e o cantor lança o Não É Azul Mas É Mar, com ele tentando juntar tudo. Após o fracasso do Meu Lado, Djavan manteve sua conexão com o produtor Ronnie Foster, com quem já havia trabalhado anteriormente. Essa parceria visava explorar novas direções musicais, mantendo a essência poética e melódica característica de suas composições. Com a produção feita por Foster, além, é claro, dos próprios pitacos do cantor, eles decidiram fazer uma fusão de estilos e influências que enriqueceram o resultado final. A produção buscou equilibrar elementos acústicos e eletrônicos, criando arranjos sofisticados que complementam suas composições. Deixando tudo numa pegada mais Pop, só que, às vezes, tudo fica bem desequilibrado. O repertório é bem mediano, com várias canções genéricas e outras que são bem legais, principalmente por conta do ritmo. Em suma, é outro álbum fraco, mas pelo menos teve um pouco de evolução. 

Melhores Faixas: Maçã, Me Leve, Soweto 
Piores Faixas: Florir, Bouquet, Doidice

Bird Of Paradise – Djavan





















NOTA: 7/10


Então, no ano seguinte, visando o mercado internacional, Djavan lança o Bird of Paradise, que é basicamente o álbum anterior. O cantor já havia conquistado reconhecimento internacional, com artistas como Carmen McRae e The Manhattan Transfer gravando versões de suas músicas. A gravadora CBS, percebendo esse potencial, sugeriu que o cantor lançasse um álbum com canções em inglês para consolidar sua presença no mercado norte-americano. Ronnie Foster, novamente, produziu esse trabalho, garantindo uma sonoridade refinada e adequada ao público internacional. As versões em inglês foram cuidadosamente elaboradas para manter a essência das composições originais. O repertório em si é praticamente o mesmo do álbum anterior, só que com três faixas em inglês e, curiosamente, melhorou bastante. Enfim, graças a essas mudanças, esse álbum ficou muito bom, superando a versão lançada por aqui. 

Melhores Faixas: Apple (Maçã), Stephen's Kingdom, Bird Of Paradise, Miss Susanna 
Piores Faixas: Bouquet, Madness (Doidice)

           Bom então é isso e flw!!!   

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Djavan: Parte 1

                 

A Voz, O Violão, A Música De Djavan – Djavan





















NOTA: 10/10


Em 1976, o alagoano Djavan lançava seu álbum de estreia, o clássico A Voz, O Violão, A Música De Djavan. Antes deste lançamento, o cantor já havia ganhado destaque trabalhando como crooner de boates famosas, como a Number One e 706. Sua mudança para o Rio de Janeiro e a participação em festivais de música contribuíram para sua crescente notoriedade, culminando na oportunidade de gravar este primeiro trabalho solo com a Som Livre. O álbum foi produzido por Aloysio de Oliveira, figura influente na música brasileira, conhecido por seu trabalho com artistas como Tom Jobim e João Gilberto. A produção destaca a combinação da voz suave de Djavan com seu violão, criando uma atmosfera intimista que valoriza as composições, desde Samba, Folk e até Bossa Nova. O repertório é sensacional, com todas as canções sendo belíssimas, e tudo graças às ótimas melodias. No fim, é um trabalho espetacular e um dos melhores discos da música brasileira. 

Melhores Faixas: Flor De Lis, Para-Raio, Maria Das Mercedes, Fato Consumado, Maçã Do Rosto 
Vale a Pena Ouvir: Muito Obrigado, Quantas Voltas Dá Meu Mundo, Magia

Djavan (1978) – Djavan





















NOTA: 9,1/10


Então, dois anos se passaram, e Djavan lançou seu 2º álbum, autointitulado, que trouxe algumas mudanças. Após o A Voz, o Violão, a Música de Djavan, o cantor consolidou-se como um dos nomes promissores da Música Popular Brasileira. Além disso, ele saiu da Som Livre e assinou com a EMI. Com esse novo trabalho, ele veio para solidificar sua posição no cenário musical. A produção, feita por Máriozinho Rocha e Eduardo Souto Neto, apresenta arranjos que destacam a versatilidade do Djavan como compositor e intérprete. A produção cuidadosa equilibra elementos acústicos e elétricos, incorporando instrumentos como flauta, craviola e o sintetizador Oberheim, que adicionam texturas sofisticadas às composições. O repertório é bem interessante, com canções melódicas e mais detalhadas. No final de tudo, é um ótimo disco, que focou em um lado mais experimental do cantor. 

Melhores Faixas: Serrado, Minha Mãe, Numa Esquina De Hanói, Cara de Índio 
Vale a Pena Ouvir: Alagoas, Nereci, Água

Alumbramento – Djavan





















NOTA: 9,4/10


Já entrando na década de 80, Djavan lança seu 3º disco, o Alumbramento, que trazia a mesma fórmula dos anteriores. Após o álbum de 1978, o cantor explorou novas parcerias e sonoridades, refletindo uma maturidade artística e uma busca por inovação em sua música. A produção, feita novamente pela mesma dupla de produtores, apresenta arranjos que destacam a versatilidade de Djavan como compositor e intérprete, incorporando instrumentos como flauta, craviola e sintetizadores, adicionando texturas sofisticadas às composições. A presença de músicos renomados, como o acordeonista Dominguinhos, em faixas específicas, enriquece ainda mais a sonoridade do disco, que pegou muitas influências do Samba, Folk e, obviamente, da MPB. O repertório é muito bom, com canções belíssimas que alternam entre algumas envolventes e outras introspectivas. Sendo assim, um álbum sensacional, mostrando a versatilidade de Djavan. 

Melhores Faixas: Meu Bem Querer, Lambada De Serpente, A Rosa, Aquele Um 
Vale a Pena Ouvir: Sim Ou Não, Triste Baia Da Guanabara

    Então é isso, um abraço e flw!!!        

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...