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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Review: O Gênio e o Louco “Entre o Céu e a Terra” do Froid & Makalister

                   

O Gênio e o Louco “Entre o Céu e a Terra” – Froid & Makalister





















NOTA: 8,7/10


Alguns dias atrás, Froid e Makalister lançaram um álbum colaborativo, O Gênio e o Louco: Entre o Céu e a Terra. Após o lançamento do Veneno do Escorpião V.2, os dois já cogitavam há muito tempo um possível trabalho conjunto e, depois de vários adiamentos, decidiram finalmente lançar esse projeto, que sugere um espaço liminar onde o genial e o louco, ou o ideal e o real, se encontram e se chocam. A produção, feita por Cxsta, Efieli e o próprio Froid, seguiu um caminho bastante dinâmico e variado, com beats pesados e outros mais cadenciados, oscilando entre percussão marcada, baixo presente, unhas no vinil ou samples sutis, que combinam com as rimas de cada um, fazendo com que todo o projeto seja um Rap abstrato transitando entre Boom Bap, Jazz Rap e Trap. O repertório é muito bom, e as canções são profundas, cheias de metáforas e carregadas de mensagem. Enfim, é um ótimo álbum, muito consistente. 

Melhores Faixas: Pais e Filhos, Vidente, 1 Bob Marley Vs 30 Caretas, Ladrão de Sonhos 
Vale a Pena Ouvir: Ventriloucos, Trago pra City

 

domingo, 17 de agosto de 2025

Analisando Discografias - Froid: Parte 2

                  

O Queridinho de Deus – Froid





















NOTA: 6/10


Mais um ano se passa e ele lança mais um trabalho, intitulado O Queridinho de Deus. Após o terrível OgEMr e depois de perceber que seu experimento com Ecologyk não deu lá muito certo, ele decidiu retornar um pouco mais à sua essência que tinha funcionado nos trabalhos anteriores. Porém, antes do lançamento desse trabalho, seu namoro com Cynthia Luz havia acabado, deixando as coisas bem conturbadas. A produção desse trabalho foi mais diversificada, com ele trabalhando junto com Ecologyk e NeoBeats, além de contar com LV, Cxsta e outros, resultando em uma sonoridade bem variada, que vai do Trap ao Boom Bap, passando por alguns momentos de Afrobeats. Apesar da concepção interessante, há muita coisa que poderia ter sido descartada. O repertório ficou irregular, com canções boas e outras bem fraquinhas. Enfim, para um trabalho que é meio que uma continuação do Gado, ficou bem abaixo. 

Melhores faixas: 5AM RJ, Filme (Froid e Makalister juntos, óbvio que ia vir um clássico), Playboy, Passos, Começo 
Piores faixas: Possuída, Mantra, Borboleta Paraguaia, Swish (dessa vez, o Vitão nem foi o problema; foi mais a falta de imersão na música), 2 V@dias

O Veneno do Escorpião – Froid





















NOTA: 4/10


No Natal do ano passado, o Froid lançou outra mixtape, intitulada O Veneno do Escorpião. Após O Queridinho de Deus, o rapper decidiu experimentar algo diferente e lançar um trabalho mais puxado para o Funk, o que não era estranho, já que Renato já tinha se aventurado no Funk algumas vezes. Enquanto preparava essa mixtape, o que teve de importante foi a participação dele no Poetas no Topo 4. A produção ficou a cargo do DJ GR e Luizinhx, que seguiram uma temática bem mais voltada para o Funk, desde elementos da década passada, do Funk ostentação, até uns mais antigos da nascente do Funk voltado para o Miami Bass. Só que tudo ficou bem inconsistente, já que a vocalização do Froid não funciona e parece algo feito por um MC mirim de bairro de playba. O repertório é fraquíssimo, com canções terríveis e poucas que se salvam. Em suma, é um trabalho fraco e parece que foi só uma brisa muito louca. 

Melhores Faixas: Sabiá, Bluetooth 
Piores Faixas: Bandida, Sentando Amor, Bloq no Ex

O Veneno do Escorpião V.2 – Froid





















NOTA: 9/10


Então chegamos ao início deste ano, quando foi lançado o último álbum até o momento do Froid, O Veneno do Escorpião V.2. Após o lançamento do Veneno do Escorpião original, ele já estava preparando este trabalho, que seria bem mais focado em sua abordagem característica, decidindo retornar àquele estilo do seu primeiro álbum, ou seja, cheio de líricas pesadas e metáforas. A produção foi conduzida por ele junto com Cxsta, Ecologyk, Lucas Lobo, Luizinhx e LV, resultando em uma sonoridade bem mais orgânica, com beats mais intimistas e alguns mais pesados, já que há momentos que variam entre Trap, Boom Bap e às vezes Drill, o que se complementa muito bem com cada flow que o Froid coloca em cada música, deixando tudo bem amarrado e trazendo aquela imersão típica do Rap abstrato. O repertório é ótimo, as canções são bem reflexivas e algumas exploram um lado mais melódico. No fim, é um baita disco, com muita consistência. 

Melhores Faixas: Inverno Cigano, Lamentável V (2ZDinizz amassou), Manual de Como Matar um Fantasma, A Forma da Água, A Teoria das Cordas, Johnny Saxofone Jackson 
Vale a Pena Ouvir: Missão (TOKIODK indo muito bem), Controle, Maresias (Jersey com Vulgo FK e Mac Júlia)

  

sábado, 16 de agosto de 2025

Analisando Discografias - Froid: Parte 1

                 

O Pior Disco do Ano – Froid





















NOTA: 9,3/10


Pulando para 2017, mais precisamente para o final daquele ano, foi lançado o 1º álbum solo do Froid, O Pior Disco do Ano. Após o fim do UBR, o rapper começou a ganhar muita visibilidade, muito porque ele acabou fazendo uma parceria com a Pineapple Storm. Como já tinha viralizado por conta dos tempos com seu antigo grupo e com o maravilhoso single Pseudosocial, ele participou da cypher Poetas no Topo 2 e, nesse período, começou a preparar seu primeiro projeto. A produção foi conduzida por ele junto com Devasto Prod, Disstinto, Leo Casa 1, Luan LK e Pedro Lotto, buscando uma sonoridade bem orgânica, com beats secos e samples precisos, seguindo toda a estética do Boom Bap, Jazz Rap e Cloud Rap, além de algumas influências que lembram um pouco o Reggae. O repertório é incrível, e as canções são todas bem reflexivas e com muitas metáforas, algo bem característico dele. No fim, é um baita trabalho de estreia, cheio de profundidade. 

Melhores Faixas: SK8 do Matheus, Lamentável, Pt. III (começo da ‘‘parceria’’ entre Froid e Cynthia Luz), Vida Loka, Pt. 3 (BK’ indo bem demais), Chuva, Negro É Foda, Debate Sobre a Indústria 
Vale a Pena Ouvir: Déjà-Vu (Makalister com aquelas superavançadas), Fran's Café

Teoria do Ciclo da Água – Froid





















NOTA: 8,7/10


No ano seguinte, o Froid lançava seu 2º álbum, intitulado Teoria do Ciclo da Água. Após O Pior Disco do Ano, o rapper continuava a ganhar bastante respeito pelo seu lado poético e filosófico, que havia apresentado anteriormente, e, falando mais uma vez da Pineapple, acabou participando do, de certo modo, esquecido Poesia Acústica 4. Após isso, foi preparar mais um trabalho que fosse mais ambicioso. A produção foi conduzida por ele mesmo, junto com Nobre Beats, que optaram por uma abordagem bem diferente, seguindo muito mais a estética do Trap, que começava a se estabelecer no Brasil, largando toda aquela conexão com o Boom Bap. Mas isso não ficou ruim, já que as beats são bem minimalistas e com um toque mais imerso, que casa com os flows diferenciados dele. O repertório é bem legal, tendo canções bem críticas e voltadas para um lado mais melódico. No geral, é um ótimo trabalho, que foi injustamente menosprezado. 

Melhores Faixas: Teoria do Ciclo da Água, Lamentável, Pt. 2 (Sampa lembrando os tempos do UBR), Q?, Blogueira (boa feat do Don L) 
Vale a Pena Ouvir: Cristal, Alaska, Pt. 2 (Cynthia indo bem aqui), Colibri

Oxigênio (Corona Disco) – Froid





















NOTA: 8/10


Dois anos se passaram, e foi lançado o seu 3º álbum de estúdio, o Oxigênio (Corona Disco). Após o Teoria do Ciclo da Água, Froid continuou focado em se atualizar, principalmente por ter, de certo modo, abraçado as influências do Trap. Enquanto isso, ele participou de mais alguns Poesias Acústicas, junto com Cynthia Luz (8 e Paris). Falando nela, tirando o fato de que já estavam namorando, eles também lançaram um álbum colaborativo completamente esquecível, intitulado Sol. Com tudo isso, nosso mano Renato preparava um trabalho mais diferenciado. A produção, feita como sempre por ele, contou também com DJ LM e Santzu, e seguiu uma sonoridade bem orgânica. Dessa vez, ele juntou de tudo, colocando Trap junto com momentos puxados para o Cloud Rap, R&B e Boom Bap, mas mantendo uma boa imersão nos beats. O repertório ficou bem interessante, tendo canções ousadas e profundas. Enfim, é um trabalho bem legal e ousado. 

Melhores Faixas: Sem Teto, Tio Phill (Rincon Sapiência amassou demais) 
Vale a Pena Ouvir: Indea Moss (Sampa de novo indo bem), Best Friend, Lupa Nova

Gado – Froid





















NOTA: 8,5/10


Pulando para 2022, o Froid lançava mais um álbum, intitulado Gado, que seguiu um lado bem variado. Após o Oxigênio (Corona Disco), ele acabou focando em outros projetos naquele período de pandemia, como, por exemplo, a criação do podcast Enxuga Gelo, que chegou a ser apadrinhado pelo pessoal do Flow naquele período de auge dos podcasts no Brasil. Com o tempo, ele começou a trabalhar em um projeto mais conceitual, que vai do Gado político, ao Gado romântico e ao Gado existencial, ou seja, falando de temas sociais, intimistas e de alienação. A produção foi bem diversificada, contando com a colaboração de Leo Casa 1, Honaiser, Nagalli, Bvga Beatz e outros, que seguiram uma sonoridade bastante variada, majoritariamente puxada para o Trap, mas também incluindo Neo-Soul, Drill, Boom Bap e até Manguebeat, tudo de forma bem amarrada. O repertório é extenso, com todas as canções muito bem trabalhadas. No geral, é um álbum bacana e muito bem executado. 

Melhores Faixas: Fantasmas (Makalister de interlúdio e que música FODA do Froid), Bala (Veigh pré-Dos Prédios), Indústria do Medo, Baila, Malandragem 
Vale a Pena Ouvir: Fanfic (Makalister agora no Spoken Word), Clareou, O Homem Cinza (influência clara em Chico Science & Nação Zumbi), AFF

OgEMr – Froid





















NOTA: 2/10


No ano seguinte, o Froid lançava uma espécie de mixtape, intitulada OgEMr, que foi mais modernosa. Após o Gado, Froid acabou tendo uma ideia que não foi das melhores: rejuvenescer sua abordagem e ampliar seu alcance para o público mais jovem. Tentando acompanhar a cena do Trap, que estava evoluindo, ele decidiu focar em um projeto mais ambientado nesse subgênero. A produção foi feita por ele junto com Ecologyk, seguindo uma abordagem mais polida e densa, com beats mais envolventes e dinâmicos, com bastante uso de autotune e um foco quase eletrônico. Porém, tudo ficou bastante sem graça, nada conseguiu se encaixar, e ainda há muita oscilação na mixagem. O repertório é fraquíssimo, as canções são todas medíocres, com poucas interessantes, se não for por conta das feats. Enfim, é um trabalho péssimo e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: PRODUTO CARO (Tchelo levando som para ele), DESCONSIDERA (Leviano salvando total) 
Piores Faixas: 100K, ARGENTINA, BABY MAMA (Vitão KKKKKKKKKKKKKKK)
  

               Então é isso e flw!!!      

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...