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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Analisando Discografias - New Order: Parte 2

                 

Republic – New Order





















NOTA: 8,8/10


No ano de 1993, foi lançado mais um trabalho do New Order, o subestimado Republic. Após o excepcional Technique, a banda entrou numa fase turbulenta: a lendária Factory Records estava em colapso devido à má gestão e aos gastos excessivos. Ao mesmo tempo, a boate Haçienda, também vinculada à banda, afundava em dívidas e na violência associada à cena rave em Manchester. Então, eles assinaram com a London Records, precisando lançar rapidamente um novo álbum para garantir estabilidade e contratos, só que havia um desgaste interno. A produção, feita por Stephen Hague junto com a banda, levou a um som mais comercial e limpo, o que gerou reclamações de Peter Hook por conta da predominância eletrônica. O resultado é um álbum de tons melancólicos e, ao mesmo tempo, radiofônicos, que mistura Synth-pop, Baggy e Dance alternativo. O repertório é muito bom, com canções bem envolventes. Enfim, é um ótimo trabalho, porém muito menosprezado. 

Melhores Faixas: Regret, Liar, Spooky 
Vale a Pena Ouvir: Young Offender, Times Change

Get Ready – New Order





















NOTA: 9/10


Pulando para 2001, o New Order retorna lançando mais um álbum, o Get Ready. Após o Republic, a banda entrou em um hiato prolongado, motivado tanto por tensões internas quanto pelo cansaço acumulado em anos de pressões financeiras e pessoais. Durante esse período, cada integrante explorou projetos paralelos. A volta foi marcada por uma nova gravadora, a London Records, e por um desejo de soar novamente como uma banda de Rock, retomando o peso das guitarras após anos de foco em sintetizadores. A produção, feita por Steve Osborne, ajudou a dar ao álbum uma sonoridade mais crua e vigorosa, com foco em guitarras pesadas, baixo do Peter Hook em primeiro plano e batidas sólidas, mas ainda com o DNA eletrônico característico da banda, alternando tanto entre o Rock alternativo quanto o Dance alternativo. O repertório é ótimo, e as canções são bem estruturadas e dinâmicas. No geral, é um álbum incrível e bem pesado. 

Melhores Faixas: Crystal, Primitive Nation, 60 Miles An Hour, Someone Like You 
Vale a Pena Ouvir: Slow Jam, Turn My Way (participação do Billy Corgan do Smashing Pumpkins)

Waiting For The Sirens' Call – New Order






















NOTA: 6/10


Quatro anos se passaram, e o New Order lançou seu 8º álbum, o Waiting For The Sirens' Call. Após o Get Ready, a banda agora estava mais próxima do rock alternativo do que do Synth-pop que os consagrou nos anos 80. O clima entre os membros ainda era instável. Gillian Gilbert acabou se afastando para cuidar da filha, e Phil Cunningham assumiu seu posto como guitarrista oficial. Além disso, no início dos anos 2000, a cena britânica vivia um ressurgimento das bandas Indie, ao mesmo tempo em que a música eletrônica continuava forte. A produção, feita pela própria banda, contou também com John Leckie, Stephen Street e Stuart Price, que buscaram um som mais limpo e expansivo, mas ainda emocionalmente carregado, seguindo um caminho menos impulsivo. O problema é que eles começaram a testar novas tecnologias digitais, mas o resultado soa muito repetitivo. O repertório é fraco, com algumas boas canções e outras bastante genéricas. Enfim, é um trabalho mediano e impreciso. 

Melhores Faixas: Waiting For The Sirens' Call, Turn, I Told You So 
Piores Faixas: Dracula's Castle, Working Overtime, Jetstream (colocaram uma tal de Ana Matronic, que é fraca demais)

Lost Sirens – New Order





















NOTA: 5/10


Então, em 2013, foi lançado um novo trabalho da banda inglesa intitulado Lost Sirens. Após o Waiting For The Sirens' Call, a trajetória do New Order ficou novamente turbulenta. O álbum havia gerado material suficiente para dois discos, e o plano original era lançar outro logo em seguida, aproveitando o fluxo criativo. No entanto, a banda entrou em crise: Peter Hook rompeu com o grupo em 2007, em meio a divergências pessoais e profissionais, e esse projeto acabou ficando engavetado. Após muita luta judicial, ele finalmente viu a luz do dia. A produção foi praticamente a mesma, com uma mistura de guitarras, sintetizadores e uma sonoridade limpa e expansiva, com faixas ora voltadas para o Rock alternativo, ora para a pista de dança, mas novamente com muita repetição, o que acaba tornando tudo cansativo. O repertório é mediano, com algumas boas canções e outras fraquíssimas. Enfim, é um disco irregular e também impreciso. 

Melhores Faixas: Sugarcane, Recoil 
Piores Faixas: Californian Grass, I Told You So (Crazy World Mix)

Music Complete – New Order





















NOTA: 8,9/10


Entrando em 2015, foi lançado o 10º e último álbum até então, o Music Complete. Após o Lost Sirens, a banda acabou retornando de vez, mas sem Peter Hook. Dessa forma, é o primeiro álbum do New Order sem o baixista, com Tom Chapman assumindo o instrumento em seu lugar. Gillian Gilbert, afastada desde os anos 2000, retornou oficialmente à banda, trazendo de volta sua sensibilidade eletrônica e dividindo essa função com Phil Cunningham, que também continuou nas guitarras. A produção, feita pela própria banda junto com Stuart Price e Tom Rowlands (do Chemical Brothers), resultou em um som moderno e polido, mas com forte ligação ao passado eletrônico do grupo. O uso de sintetizadores e batidas programadas se mistura a influências do Electropop com o Synth-pop característico deles. O repertório é muito bom, com canções energéticas e divertidas. Em suma, é um ótimo disco que vale a pena apreciar. 

Melhores Faixas: Tutti Frutti, Unlearn This Hatred, Academic 
Vale a Pena Ouvir: Restless, Superheated, Plastic

     Por hoje é só, então flw!!!   

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Analisando Discografias - New Order: Parte 1

                 

Movement – New Order





















NOTA: 9/10


Então dois anos se passaram, e foi lançado o excepcional e clássico 2º album deles, o Power, Corruption & Lies. Após o Movement, o New Order ainda parecia estar aprisionado à sombra do Joy Division. Então eles decidiram redefinir sua identidade. Esse processo de mudança se deu, sobretudo, em 1982, quando começaram a gravar e lançar singles que não entrariam em álbuns de estúdio, e lá saíram hits como Temptation e Blue Monday. Outro momento decisivo ocorreu em Nova York, quando a banda entrou em contato direto com a cena das discotecas. A produção, feita pela própria banda, é mais limpa e aberta. Stephen Morris passou a usar baterias eletrônicas de forma criativa, e Gillian Gilbert expandiu o uso de sintetizadores. O resultado foi um disco híbrido, que unia Synth-pop, New Wave, Post-Punk e Dance music. O repertório é sensacional e parece até uma coletânea, tendo canções divertidas. Enfim, é um trabalho sensacional e certamente uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Age Of Consent, Your Silent Face, 5 8 6, The Village 
Vale a Pena Ouvir: Leave Me Alone, Ultraviolence

Power, Corruption & Lies – New Order





















NOTA: 10/10


Mais dois anos se passaram e o New Order lançou seu 3º álbum de estúdio, o Low-life. Após o Power, Corruption & Lies, a banda aprimorou seu domínio da eletrônica. Singles como Confusion e Thieves Like Us expandiram a ligação com as pistas de dança, ao mesmo tempo em que o grupo mantinha o lado mais sombrio herdado do Post-Punk. Essa dualidade entre introspecção e euforia, entre guitarras e sintetizadores, estava no centro do que viria a ser esse álbum. A produção, feita mais uma vez pela própria banda, é mais polida e expansiva que a de seu antecessor: ao mesmo tempo introspectiva e acessível, dançante e melancólica. O grande destaque certamente vai para Gillian Gilbert, que ajudou a moldar a sonoridade cristalina e atmosférica com o bom uso de sintetizadores e a instrumentação rica do Stephen Morris e Peter Hook. O repertório é incrível, e as canções são bem divertidas e até melancólicas. Enfim, é um trabalho maravilhoso e bem versátil. 

Melhores Faixas: The Perfect Kiss, Elegia, Sunrise, Love Vigilantes 
Vale a Pena Ouvir: Sub-Culture, This Time Of Night

Low-life – New Order




















NOTA: 9,7/10


Pulando para 1982, o Bad Company lançava mais um álbum de estúdio, o Rough Diamonds. Após o Desolation Angels, o grupo entrou nos anos 80 em meio a transformações na cena musical, com o auge da NWOBHM, a ascensão da New Wave, além da febre do AOR e do início do Hair Metal. Internamente, a banda vivia momentos de tensão. Paul Rodgers começava a se distanciar, interessado em projetos solo e em uma vida pessoal mais reservada, enquanto Boz Burrell, Mick Ralphs e Simon Kirke sentiam o peso de manter o nome da banda relevante. A produção foi a de sempre: eles continuaram naquele som cru característico, só que tudo mais contido e menos ambicioso. Há experimentações com grooves, saxofones e até levadas funkeadas, mas a mistura às vezes parece muito vazia. O repertório é bem irregular, com algumas canções legais, mas a maioria é bem fraquinha. Enfim, é um disco mediano que marcaria o fim da fase de ouro da banda. 

Melhores Faixas: Electric Land, Old Mexico, Painted Face 
Vale a Pena Ouvir: Cross Country Boy, Ballad Of The Band, Downhill Ryder

Brotherhood – New Order





















NOTA: 9,3/10


Mais um ano se passa, e foi lançado mais um álbum do New Order, intitulado Brotherhood. Após o Low-life, a banda se consolidou como uma das mais inovadoras da década de 80, capaz de equilibrar Rock alternativo e música eletrônica, enquanto a Factory Records desfrutava de grande prestígio. Em 1986, decidiram gravar um álbum com o objetivo de expandir a exploração sonora iniciada anteriormente, dividido em duas vertentes: o lado mais eletrônico, voltado para a pista de dança, e o lado mais tradicional, com guitarras e baixo melódico. A produção, feita como sempre pela banda, manteve a estética limpa, mas com maior atenção à divisão entre as texturas eletrônicas e as guitarras. E aqui temos Bernard Sumner mostrando sua versatilidade vocal, já consolidada nos trabalhos anteriores, com as canções dialogando com o Dance alternativo e o Synth-pop. O repertório é ótimo, e as canções são bem diversificadas. No final, é um trabalho bacana e divertido. 

Melhores Faixas: Bizarre Love Triangle, Way Of Life, As It Is When It Was, All Day Long 
Vale a Pena Ouvir: Broken Promise, Every Little Counts

Technique – New Order





















NOTA: 9,9/10


No início do ano de 1989, foi lançado o 5º álbum do New Order, o animado Technique. Após o Brotherhood, a banda passou os anos seguintes em turnês intensas e explorando a música de pista europeia, especialmente o Acid House que dominava clubes em Ibiza e Manchester. Bernard Sumner, Peter Hook, Stephen Morris e Gillian Gilbert foram profundamente influenciados por essa cena, incorporando elementos de sintetizadores avançados, drum machines e sequenciadores rítmicos a suas composições, além de acompanhar a cena Madchester. A produção, feita como sempre pela própria banda, trouxe batidas de bateria eletrônica mais agressivas, baixo proeminente e sintetizadores entrelaçados com samples atmosféricos. O som é expansivo, polido e brilhante, enfatizando a pista de dança sem perder a emoção melódica. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem energéticas e melódicas. Em suma, é um disco incrível e um dos melhores deles. 

Melhores Faixas: Round & Round, Dream Attack, Vanishing Point, Run, All The Way 
Vale a Pena Ouvir: Fine Time, Mr Disco
  

               Então é isso e flw!!!        

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...