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segunda-feira, 21 de abril de 2025

Analisando Discografias - Suicidal Tendencies: Parte 3

                 

Still Cyco Punk After All These Years – Suicidal Tendencies




















NOTA: 2,7/10


Em 2018 foi lançado o último álbum do Suicidal Tendencies até então, o Still Cyco Punk After All These Years. Após o World Gone Mad, a banda decidiu fazer uma regravação quase completa do álbum solo de Mike Muir, Lost My Brain! (Once Again), lançado em 1996 sob o nome "Cyco Miko". Isso foi feito em um momento em que a banda estava temporariamente inativa e Muir buscava novas formas de expressão. A produção é aquela mesma de sempre, com toda aquela sonoridade suja que destaca bastante as viradas da bateria e o grave do baixo. Mantendo aquela estética característica deles de Hardcore Punk com Crossover Thrash, só que tudo é muito sem graça, por exemplo, as linhas vocais do Cyco Miko são totalmente desanimadas e a instrumentação é muito vazia, sem toda aquela energia. O repertório é muito fraco, as canções são tediosas e pouquíssimas se salvam. No fim, é um disco fraquíssimo e depois disso não tivemos quase nada de novo, e acho difícil que venha algo. 

Melhores Faixas: Lost My Brain... Once Again, All I Ever Get 
Piores Faixas: Gonna Be Alright, F.U.B.A.R., Sippin' From The Insanitea, Save A Peace For Me

domingo, 20 de abril de 2025

Analisando Discografias - Suicidal Tendencies: Parte 2

                  

Freedumb – Suicidal Tendencies




















NOTA: 9/10


Cinco anos se passaram, o Suicidal Tendencies retornou lançando Freedumb. Após o Suicidal for Life, a banda entrou em hiato, e Mike Muir concentrou-se no Infectious Grooves, seu projeto paralelo com pegada Funk Metal. Foi só em 1997 que o Suicidal ressurgiu, com nova formação: o retorno do guitarrista Mike Clark, as entradas do outro guitarrista Dean Pleasants, do futuro baterista do Avenged Sevenfold Brooks Wackerman e do baixista Josh Paul. Com isso, decidiram voltar às raízes do Hardcore Punk do início da carreira. Com produção feita por Paul Northfield, o álbum foi lançado de forma independente, o que conferiu um lado sujo e direto, respeitando a proposta do Hardcore old school. A mixagem favorece os vocais gritados do Cyco Miko, com guitarras agressivas e cortantes, além de uma bateria seca, com timbres crus e sem muitos efeitos. O repertório é muito bom, e as canções são energéticas e agressivas. Enfim, é um belo disco, mas muito subestimado. 

Melhores Faixas: Cyco Vision, Ain't Gonna Take It, Naked, Hippie Killer 
Vale a Pena Ouvir: Get Sick, Freedumb, Built To Survive

Free Your Soul...And Save My Mind – Suicidal Tendencies





















NOTA: 3/10


No ano seguinte, eles lançaram outro disco, o Free Your Soul...And Save My Mind. Após o Freedumb, o Suicidal Tendencies estava agora mais voltado ao Hardcore Punk e menos ao Thrash Metal. Além disso, naquele início dos anos 2000, o Nu Metal dominava o mainstream, enquanto o Pop-Punk ainda era tendência comercial. Só que a banda decidiu manter-se fiel à sua identidade, não seguindo modismos, mas também não ficando presa ao passado. A produção foi conduzida pela própria banda, que seguiu por um caminho mais limpo e encorpado, embora ainda mantenha uma certa estética crua, típica do Hardcore. Os instrumentos são melhor balanceados, e o baixo tem mais presença. Há influências de Funk Metal herdadas do Infectious Grooves, porém os arranjos são bem desalinhados e com um andamento muito arrastado. O repertório é muito fraco, com poucos momentos interessantes. No geral, é um disco péssimo e descartável. 

Melhores Faixas: Children Of The Bored, Animal, Public Dissension 
Piores Faixas: Cyco Speak, Su Casa Es Mi Casa, Pop Songs, Straight From The Heart, Got Mutation

No Mercy Fool!/The Suicidal Family – Suicidal Tendencies





















NOTA: 8,1/10


Dez anos se passaram, e o Suicidal lançou mais um trabalho novo: No Mercy Fool!/The Suicidal Family. Após o péssimo Free Your Soul...And Save My Mind, Mike Muir resolveu reviver faixas de seu outro projeto, o No Mercy, que tinha influências mais diretas do Hardcore Punk e do Thrash Metal, e lançou apenas um álbum. Isso foi importante, pois muita coisa vinda dali foi injetada no Suicidal Tendencies. Para isso, integraram o baterista Ronald Bruner Jr. e o baixista Steve Bruner (que você provavelmente conhece como Thundercat, sim, aquele mesmo que produziu álbuns do Mac Miller e Kendrick Lamar). A produção foi conduzida novamente por Paul Northfield, que deixou tudo mais limpo, encorpado e pesado, com guitarras muito mais definidas, baixo pulsante e bateria forte, conseguindo dar nova vida às músicas, mantendo a energia bruta, mas com uma produção atualizada. O repertório é muito bom, e as canções ficaram mais vibrantes. Em suma, é um trabalho muito legal e coeso. 

Melhores Faixas: Born To Be Cyco, We're F'n Evil 
Vale a Pena Ouvir: I'm Your Nightmare, Possessed To Skate, Crazy But Proud, No Mercy Fool!

13 – Suicidal Tendencies





















NOTA: 2,7/10


Três anos se passaram, e a banda californiana lançou mais um disco, agora totalmente inédito, intitulado 13. Após o No Mercy Fool!/The Suicidal Family, aconteceram mudanças constantes de formação, projetos paralelos de Mike Muir e uma resistência quase ideológica ao mainstream. Muir nunca teve pressa para gravar, e seu foco era manter o espírito da banda vivo nos palcos. Nesse meio-tempo, houve as entradas do guitarrista Nico Santora e do baterista Eric Moore. A produção foi a mesma de sempre, em um processo que durou 10 anos de gravação, e quando algo leva tanto tempo assim, é óbvio que não terá consistência. O som até que é denso e bem mixado, tentando capturar a energia ao vivo, com grooves soltos, riffs sujos e vocais expressivos, só que tudo é muito repetitivo e com uma total falta de energia. Refletindo em um repertório fraquíssimo, com canções genéricas e com poucas sendo boas. No fim, é um disco terrível e que claramente faltou planejamento. 

Melhores Faixas: Who's Afraid?, Life...(Can't Live With It, Can't Live Without It) 
Piores Faixas: This World, Cyco Style, Make Your Stand, This Ain't A Celebration, Slam City

World Gone Mad – Suicidal Tendencies





















NOTA: 5,8/10


Mais um intervalo de três anos se passa, e a banda lança mais um disco, o World Gone Mad. Após o 13, o Suicidal Tendencies voltou à ativa com mais força e retomou uma agenda intensa de shows. Houve mudanças na formação, com a saída do Thundercat para focar em sua carreira solo e, após a passagem de vários baixistas, entrou Ra Díaz. Além disso, houve a entrada do guitarrista Jeff Pogan e do Dave Lombardo, o icônico ex-baterista do Slayer, que trouxe novo fôlego e uma respeitabilidade brutal ao som da banda. A produção foi a mesma de sempre, deixando uma sonoridade limpa e agressiva, com tudo soando grandioso, com destaque especial para a bateria dinâmica do Lombardo e as linhas do baixo decentes do Díaz. Porém, tudo continua muito sem consistência, com momentos desnecessariamente arrastados nos riffs. O repertório é bem irregular, com canções frenéticas e outras sem graça. No final de tudo, é um trabalho mediano que poderia ter sido mais sólido. 

Melhores Faixas: World Gone Mad!, Happy Never After, Clap Like Ozzy 
Piores Faixas: Living For Life, STill Dying To Live (tão emocionante quanto carregar um saco de esterco), Damage Control
  

     Então é isso e flw!!!          

sábado, 19 de abril de 2025

Analisando Discografias - Suicidal Tendencies: Parte 1

                 

Suicidal Tendencies – Suicidal Tendencies





















NOTA: 9,8/10


Em 1983, o Suicidal Tendencies lançava seu álbum de estreia autointitulado, totalmente revolucionário. Na década de 80, a cena Punk de Los Angeles estava efervescente, com o Hardcore ganhando espaço, mais rápido, agressivo e violento, liderado por bandas como Black Flag e Dead Kennedys. O Suicidal, surgiu como um fenômeno à parte, vindo de Venice, um bairro marginalizado, com forte presença de skatistas, gangues e juventude operária. A formação contava com Mike Muir (Cyco Miko) nos vocais, Grant Estes na guitarra, Louiche Mayorga no baixo e Amery Smith na bateria. Produzido por Glen E. Friedman, o álbum foi gravado com orçamento baixo, mas com muita crueza, sem fazer muitos overdubs. Apesar de rotulados como Hardcore Punk, já traziam influências do Metal, groove e até Funk, pavimentando o caminho para o Crossover Thrash. O repertório é sensacional, e as canções são agressivas e velozes. No fim, é um baita disco e uma obra-prima do gênero. 


Melhores Faixas: Subliminal, Institutionalized, I Want More, Two Sided Politics
Vale a Pena Ouvir: Possessed, I Saw Your Mommy..., Suicide's An Alternative / You'll Be Sorry

Join The Army – Suicidal Tendencies





















NOTA: 8,8/10


Quatro anos se passaram e o Suicidal Tendencies lançou seu 2º álbum de estúdio, o Join the Army. Após o álbum de estreia, a banda californiana passou por um período conturbado. Apesar do sucesso underground do Institutionalized, o grupo enfrentou mudanças de formação, conflitos internos e problemas com a Frontier Records, que detinha os direitos do primeiro disco. Isso causou um hiato discográfico, um tempo enorme no cenário Punk. A banda retornou totalmente reformulada, com as entradas do guitarrista Rocky George, do baixista Louiche Mayorga e do baterista R.J. Herrera. A produção, conduzida por Lester Claypool junto com a banda, mantém certa crueza, mas agora com uma estrutura mais próxima do Metal, com solos bem definidos, mudanças rítmicas complexas e riffs encadeados com cuidado. O repertório é muito bom, com canções energéticas e até mais técnicas. Enfim, é um belo disco que mostra uma clara evolução da banda. 

Melhores Faixas: War Inside My Head, Join The Army, No Name, No Words, Suicidal Maniac, Looking In Your Eyes 
Vale a Pena Ouvir: The Prisoner, Possessed To Skate

How Will I Laugh Tomorrow When I Can't Even Smile Today – Suicidal Tendencies





















NOTA: 9,4/10


No ano seguinte, eles retornam lançando seu 3º álbum, o How Will I Laugh Tomorrow When I Can't Even Smile Today (quem entende inglês percebe o título pesado). Após o Join the Army, o Suicidal Tendencies se consolidou como uma das bandas mais importantes do Crossover Thrash, mas Mike Muir, como artista inquieto, queria mais: um som mais elaborado, emocional e com mais profundidade melódica, sem perder a agressividade. Com a entrada do guitarrista Mike Clark, eles decidiram mergulhar no Thrash Metal tradicional. A produção foi conduzida por Mark Dodson, que trouxe uma sonoridade mais cheia, densa e refinada, com camadas de guitarra bem definidas e uma mixagem que privilegia tanto a potência quanto a melodia. Graças à estrutura da gravadora Epic, este se tornou um trabalho muito mais técnico e dinâmico. O repertório é maravilhoso, com canções agressivas e melhor encadeadas. Enfim, é um ótimo disco e totalmente ousado. 

Melhores Faixas: Trip At The Brain, How Will I Laugh Tomorrow, If I Don't Wake Up, Sorry 
Vale a Pena Ouvir: One Too Many Times, Hearing Voices, The Feeling's Back

Lights Camera Revolution – Suicidal Tendencies





















NOTA: 9,4/10


Três anos se passam e a banda californiana retorna lançando Lights... Camera... Revolution!. Após o How Will I Laugh Tomorrow When I Can't Even Smile Today, o Suicidal passou por mudanças. Depois de lançar um álbum de regravações, o baixista Bob Heathcote saiu e entrou Robert Trujillo, que viria a ser um dos maiores responsáveis pela nova sonoridade, trazendo fortes influências de Funk, Jazz e Groove, com linhas de baixo complexas e pulsantes. A banda também amadureceu sua proposta musical e estética, deixando de ser apenas Punk e Thrash Metal para se tornar uma entidade própria. A produção permaneceu praticamente a mesma, cristalina e cheia de dinâmica, com espaços para intros, interlúdios, transições dramáticas e até grooves dançantes, com guitarras mais nítidas, encorpadas e com timbres variados. O repertório é incrível, com canções energéticas e totalmente dinâmicas. No fim, é um ótimo disco que seguiu os passos de seu antecessor. 

Melhores Faixas: You Can't Bring Me Down, Get Whacked, Give It Revolution, Send Me Your Money 
Vale a Pena Ouvir: Alone, Disco's Out, Murder's In

The Art Of Rebellion – Suicidal Tendencies





















NOTA: 8,5/10


Dois anos se passam e o Suicidal Tendencies lança mais um disco, o The Art of Rebellion. Após o Lights... Camera... Revolution!, a banda havia ganhado novo status dentro do Metal. No entanto, Mike Muir não queria repetir fórmulas, especialmente com todo aquele sucesso do Grunge e do Rock alternativo. Muir e Robert Trujillo se aprofundavam cada vez mais nas explorações sonoras com o outro projeto deles, o Infectious Grooves, mas queriam algo mais sombrio e sério no Suicidal. Além disso, a abordagem lírica agora tem menos crítica social direta e mais introspecção, angústia psicológica, alienação e crises existenciais. A produção ficou a cargo do Peter Collins, que deixou tudo mais limpo, detalhado e atmosférico, com guitarras cheias de efeitos, baixo e bateria mais contidos, e as linhas vocais do Cyco Mike mais dramáticas e carregadas de sentimento. O repertório é bem legal, e as canções são bem mais diversas. No geral, é um disco interessante e bem maduro da banda. 

Melhores Faixas: Monopoly On Sorrow, Nobody Hears, Which Way To Free? 
Vale a Pena Ouvir: Can't Stop, It's Going Down, Gotta Kill Captain Stupid

Suicidal For Life – Suicidal Tendencies





















NOTA: 8/10


Tempos depois, a banda lança mais um disco, o Suicidal for Life (bendito título esse). Após o The Art of Rebellion e depois de regravarem seu primeiro álbum, o Suicidal Tendencies alcançou uma visibilidade que nunca havia experimentado antes, porém a gravadora Epic pressionou a banda a continuar nessa abordagem. Mike Muir sentia que o grupo havia sido mal compreendido, taxado como "banda alternativa", quando ainda se via como uma entidade livre. Enquanto isso, o baterista R. J. Herrera saiu da banda e entrou Jimmy DeGrasso. A produção foi feita por Paul Northfield, que atendeu ao desejo do Cyco Mike de fazer um som mais cru, abafado e agressivo, com guitarras secas, bateria estalada, baixo menos funkeado e tudo sendo mais direto e bruto. Além disso, as letras voltaram a ser mais sujas e cheias de crítica social. O repertório é bem legal, com canções pesadíssimas e cheias de revolta. Em suma, é um trabalho muito bom, mas que acabou sendo um fiasco. 

Melhores Faixas: Suicyco Muthafuck, Evil 
Vale a Pena Ouvir: Invocation, No Bullshit, I Wouldn't Mind, What Else Could I Do?

                                                         Então é isso e flw!!!      

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...