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quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Jon & Vangelis: Parte 2

                  

Private Collection – Jon & Vangelis





















NOTA: 1,2/10


Dois anos se passaram, e a dupla retorna lançando Private Collection, título que soa como uma coletânea, mas é outro álbum de estúdio. Após o The Friends of Mr. Cairo, eles buscaram trazer uma abordagem mais introspectiva, explorando temas como amor, espiritualidade e conexão humana. O álbum foi gravado em um momento em que Vangelis estava consolidando sua reputação como compositor de trilhas sonoras, enquanto Jon Anderson focava em sua carreira solo. A produção manteve uma essência semelhante à anterior, mas agora com um estilo mais minimalista, arranjos ricos e uma atmosfera contemplativa, além de um uso notável de reverb em alguns arranjos. No entanto, apesar da tentativa de inovar, o resultado continuou sendo decepcionante. O repertório é novamente fraco, com canções ainda mais ridículas. No final, é mais um trabalho pavoroso que não alcançou o sucesso comercial do anterior. 

Melhores Faixas: (....oh chatice....) 
Piores Faixas: Polonaise, Deborah, Horizon (tortura de quase 25 minutos)

Page Of Life – Jon & Vangelis 





















NOTA: 1/10


Até que, em 1991, foi lançado o último álbum desse projeto (graças a Deus!), o Page of Life. Após o Private Collection, ambos seguiram carreiras independentes, com Vangelis expandindo sua reputação como compositor de trilhas sonoras, enquanto Jon explorava projetos solo e retornava ao Yes. Este trabalho traz uma abordagem mais moderna, refletindo as mudanças na música eletrônica e no Pop dos anos 90. Produzido, como sempre, por Vangelis, o álbum adota uma estética contemporânea, incorporando elementos de world music, Pop eletrônico e, logicamente, New Age. A instrumentação utiliza sintetizadores avançados, percussão programada e texturas vocais complexas, tudo muito mais polido que nos trabalhos anteriores. So que ainda continuou sendo ruim. O repertório é horrível, com canções arrastadas e pouco inspiradas. No final, este disco foi um fracasso, marcado até por uma confusão envolvendo o relançamento em 1998. 

Melhores Faixas: (..........) 
Piores Faixas: Wisdom Chain, Garden Of Senses, Money, Genevieve, Shine For Me
  

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Jon & Vangelis: Parte 1

                  

Short Stories – Jon & Vangelis





















NOTA: 1/10


É agora que as coisas vão ficar interessantes, para não dizer piores: Jon Anderson, junto com Vangelis, decidiu formar um projeto e lançou seu álbum de estreia, o Short Stories. A parceria surgiu de uma afinidade artística e pessoal, após Anderson se encantar pelo trabalho de Vangelis no final dos anos 70. Ambos compartilhavam uma abordagem experimental à música, combinando elementos de Rock progressivo, música eletrônica e a porcaria da New Age. A produção foi inteiramente conduzida por Vangelis e gravada em seu estúdio particular em Londres. A dinâmica do álbum é centrada na interação entre os teclados atmosféricos de Vangelis e os vocais expressivos de Anderson. Além da utilização de sintetizadores, pianos e percussões eletrônicas para criar paisagens sonoras, que são horríveis. O repertório é simplesmente tedioso, com canções inexpressivas. Em suma, é um trabalho pavoroso, que, infelizmente, ainda teria continuidade. 

Melhores Faixas: (.....) 
Piores Faixas: Far Away In Baagad, A Play Within A Play, One More Time, Bird Song, The Road

The Friends Of Mr. Cairo – Jon & Vangelis





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, para tristeza de muitos, eles retornam lançando seu 2º álbum, o The Friends of Mr. Cairo. Depois do Short Stories, a dupla expandiu suas ambições, buscando criar um álbum conceitual que homenageasse o cinema clássico de Hollywood e explorasse temas de nostalgia, identidade e narrativa. O título do álbum é uma referência ao filme noir The Maltese Falcon, de 1941, evocando uma atmosfera de mistério e glamour cinematográfico. Novamente, o próprio Vangelis produziu esse disco, utilizando tecnologias de ponta para a época, criando paisagens sonoras cinemáticas manjadas para complementar a visão narrativa do álbum, enquanto os vocais de Anderson trouxeram emoção e melodia. Tudo isso resultou em uma sonoridade da New Age; ou seja, mais tédio garantido. O repertório é uma porcaria, com canções totalmente sem alma. No final de tudo, é outro disco horroroso, que acaba sendo os piores 45 minutos da sua vida. 

Melhores Faixas: (....zzzzzzzz....) 
Piores Faixas: The Friends Of Mr. Cairo, Outside Of This (Inside Of That), State Of Independence, I'll Find My Way Home
  

                                                   Então um abraço e flw!!!         

Analisando Discografias - Jon Anderson: Parte 3

                 

Earthmotherearth – Jon Anderson





















NOTA: 5,8/10


Ainda naquele mesmo ano, Jon Anderson lançou Earthmotherearth, mergulhando em algo mais contemporâneo. Após o The Promise Ring, o cantor continuou a explorar temas ambientalistas e mensagens de unidade, enquanto incorporava sonoridades experimentais e elementos da música mundial. Além disso, ele estava envolvido com o Yes e outros projetos paralelos. Novamente, o próprio Jon Anderson acabou produzindo o álbum, utilizando uma abordagem caseira, gravando em seu estúdio pessoal, o que contribuiu para uma sensação intimista e direta nas canções. Com o uso de vocais extensos para combinar com instrumentos acústicos, a sonoridade resultou em um Folk contemporâneo desalinhado. O repertório ficou bem irregular, com algumas canções boas e outras que são apenas cópias ruins do Paul Simon. No fim, é um trabalho bem mediano, mas foi sua melhor tentativa. 

Melhores Faixas: Time Has Come, Earthmotherearth, That Crazy Wind 
Piores Faixas: Harptree Too, Concerto Uno, Scraggle Cat And Puss Cat Willum, Heaven Knows (Treehugging)

The More You Know – Jon Anderson




















NOTA: 1,4/10


Outro ano se passa, e o cantor lança The More You Know, que tenta seguir por um lado mais comercial. Após o Earthmotherearth, Jon Anderson decidiu criar um álbum mais acessível, explorando um formato próximo ao Pop contemporâneo, mas mantendo seu lirismo espiritual e otimista. O título reflete sua crença no aprendizado contínuo e no poder do conhecimento para transformar vidas. A produção foi aquela de sempre, só que agora totalmente polida, com a utilização de sintetizadores e baterias eletrônicas, combinados com os vocais harmônicos que são sua marca registrada. A mixagem é limpa e coloca os vocais no centro, tentando deixar tudo o mais coeso possível. No entanto, a sonoridade ficou tão plastificada que faz este trabalho parecer uma versão piorada do 3º álbum, o Animation. O repertório é simplesmente horroroso, com canções que são um verdadeiro tédio. Enfim, é outro disco péssimo, que não teve qualquer tipo de retorno. 

Melhores Faixas: (......) 
Piores Faixas: Sad, Maybe, Faithfully, Dancing Fool, Youth

Survival & Other Stories – Jon Anderson





















NOTA: 2,8/10


Aí se passou bastante tempo, até que, em 2011, Jon Anderson lançou seu 14º álbum, o Survival & Other Stories. Após o ridículo The More You Know, ele seguiu no Yes até o hiato, mas depois passou por um período de problemas de saúde que o afastaram temporariamente dos palcos e de sua banda principal. Então, ele surgiu com esse trabalho após postar em seu site um convite para músicos enviarem material para possíveis colaborações. O resultado foi uma coletânea de canções coescritas com artistas de todo o mundo. A produção ficou mais minimalista e direta, enfatizando os vocais inconfundíveis de Anderson e os arranjos simples, mas eficazes, que variam entre o acústico e o eletrônico. Algo que foi muito bem pensado, apesar de ainda trazer alguns elementos da New Age. Já o repertório novamente ficou irregular, recheado de canções que são mais do mesmo. Em suma, é outro disco ruim, no qual erraram muito nas melodias. 

Melhores Faixas: Big Buddha Song, Love Of The Life 
Piores Faixas: Just One Man, New New World, Understanding Truth, Love And Understanding

1000 Hands: Chapter One – Jon Anderson





















NOTA: 3/10


Mais oito anos se passam, e Jon Anderson lança o 1000 Hands: Chapter One, um trabalho bastante ambicioso. Após o Survival & Other Stories, o cantor tirou da gaveta um projeto que começou a desenvolver nos anos 1990, inicialmente intitulado Uzlot (One People). Após décadas de hiato e revisões, o álbum finalmente ganhou forma, reunindo uma impressionante lista de músicos para colaborar, incluindo participações de nomes lendários como Steve Howe, Chris Squire, Alan White, Ian Anderson e Chick Corea. A produção, feita por Michael Franklin, buscou criar uma sonoridade coesa que transita entre Pop progressivo, Jazz, world music e música clássica. A produção polida destaca os vocais distintivos de Jon Anderson, enquanto os arranjos são detalhados e sofisticados. No entanto, mesmo com essa diversidade, o trabalho acabou ficando muito arrastado, com um repertório bem fraco e poucas canções interessantes. Em suma, é outro disco fraco, cuja ambição foi em vão. 

Melhores Faixas: I Found Myself, WDMCF, Twice In A Lifetime 
Piores Faixas: Ramalama, Now, Now And Again

True – Jon Anderson & The Band Geeks





















NOTA: 5,6/10


Então chegamos ao último lançamento de Jon Anderson até o momento, o True, lançado em agosto do ano passado. Após o 1000 Hands: Chapter One, o cantor se juntou à banda The Band Geeks. A parceria surgiu após turnês conjuntas, onde apresentaram clássicos do Yes, fortalecendo uma química musical que culminou na criação deste álbum. Indo direto ao ponto, a produção foi conduzida por Jon Anderson e Richie Castellano, membro dos Band Geeks, e apresentou uma sonoridade que remete aos clássicos dos anos 70 do Yes, incorporando também elementos da fase 90125. Equilibrando uma ampla gama de instrumentos e dinâmicas, o álbum mantém os vocais de Anderson em destaque, e tudo realmente ficou bem alinhado. No entanto, o repertório começa com canções chatíssimas, depois melhora e, no final, piora. No fim, este trabalho é mediano, mas, depois de muito tempo, foi um dos mais coesos. 

Melhores Faixas: Still A Friend, Build Me An Ocean, Thank God 
Piores Faixas: Counties And Countries, Shine On, Once Upon A Dream
  

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Jon Anderson: Parte 2

                 

Change We Must – Jon Anderson





















NOTA: 2,3/10


Ainda naquele mesmo ano, Jon Anderson lança Change We Must, que trazia uma pegada mais orquestrada. Após o péssimo Deseo, ele decidiu fazer uma colaboração importante com vários grupos orquestrais, que conferem uma aura sinfônica às composições. Muitas das faixas são basicamente adaptações ou reinterpretações de músicas previamente compostas por Anderson, tanto em sua carreira solo quanto em parcerias no Yes. A produção, feita por ele mesmo, combina o uso de uma orquestra completa com elementos de música pop e arranjos vocais detalhados, trazendo assim um som limpo e expansivo, que reflete o ambiente contemplativo que o artista buscava criar. Mas, apesar de incluir músicos renomados e do uso de tecnologia para deixar o trabalho mais experimental, tudo fica tão arrastado que não traz aquele lado grandioso, refletindo em um repertório fraquíssimo, com poucas interpretações decentes. No fim, é um trabalho bem ruim e muito sem emoção. 

Melhores Faixas: Run On, Jon, Change We Must 
Piores Faixas: Hurry Home, Shaker Loops, Chagall Duet, State Of Independence

Angels Embrace – Jon Anderson




















NOTA: 3/10


Se passa um ano, Jon Anderson lança o Angels Embrace, que trazia um lado mais ambientalista. Após o Change We Must, o cantor quis explorar um território predominantemente instrumental e meditativo, refletindo o crescente interesse de Anderson por temas espirituais, energias curativas e pela música como um meio de transcender a experiência cotidiana, marcando um momento em que ele se afastou temporariamente de composições convencionais e optou por criar paisagens sonoras abstratas. Novamente, ele mesmo produziu o álbum, decidindo utilizar sintetizadores, efeitos ambientais e técnicas de sobreposição sonora para criar um ambiente imersivo e contemplativo. Optando por esse lado do gênero classificado como New Age, mas, apesar de todo esse conceito, há muita coisa que não ficou bem amarrada, refletindo em um repertório que até tem músicas interessantes, mas também outras que são apenas tediosas. Enfim, é mais um disco fraquíssimo e que não trouxe retorno. 

Melhores Faixas: Angels Embrace, Naturemusic 
Piores Faixas: Prayersong, Cloudsinging

Toltec – Jon Anderson





















NOTA: 5/10


Em 1996, Jon Anderson lança seu 9º álbum, o Toltec, este sendo um trabalho conceitual. Após o Angels Embrace, o cantor decidiu fazer um trabalho inspirado nos toltecas, uma civilização pré-colombiana do México. Anderson utiliza o conceito de "artistas do espírito" para explorar temas de conexão universal, energia e transformação espiritual. A produção, novamente feita por ele mesmo, utilizou uma abordagem multidimensional para integrar estilos variados, incluindo música eletrônica, elementos étnicos e orquestrações. Assim, tudo aqui apresenta uma textura sonora rica, com efeitos que criam uma sensação cinematográfica. Realmente, a produção ficou muito bem-feita, deixando tudo bastante sofisticado. Porém, quando se analisa o repertório, as coisas decaem, pois há algumas canções interessantes e outras que são apenas uma batucada sem nexo. No fim, é um trabalho mediano que poderia ter sido melhor explorado. 

Melhores Faixas: Good Day Morning, Enter Ye The Mystery School, Song Of Home 
Piores Faixas: Longwalker Speaks, The Book Opens, Building Bridges, Quick Words (Talk-Talk)

The Lost Tapes Of Opio – Jon Anderson





















NOTA: 2/10


Ainda naquele ano, ele lança outro álbum de estúdio, o The Lost Tapes of Opio, que, como já diz no título, traz gravações que ficaram guardadas. Após o Toltec, Jon Anderson, em parceria com a Opio Foundation, decidiu lançar este trabalho, que seria limitado e acabou se tornando meio que oculto entre os fãs. Especula-se que o material foi registrado durante os anos 80 ou início dos anos 90. A produção demonstra ser totalmente caseira ou de estúdio, feita para capturar ideias brutas. Elementos como sintetizadores analógicos, instrumentos acústicos e efeitos vocais são predominantes, indicando uma abordagem experimental típica de Jon Anderson nesse período. Mas, por mais que tenha tudo isso, muito desse material parece que nem foi terminado, dando a impressão de que foi lançado do jeito que estava. Assim, o repertório é fraco, mas pelo menos tem seus momentos de brilho. Enfim, este trabalho foi feito apenas para colecionadores e que dificilmente será revisitado. 

Melhores Faixas: Homage To Sun Ra 
Piores Faixas: Eireland, Opio Symphony

The Promise Ring – Jon Anderson





















NOTA: 2,1/10


Indo para o ano seguinte, o cantor lança o The Promise Ring. Até parece que isso tem a ver com Senhor dos Anéis, mas está longe disso. Após o The Lost Tapes of Opio, Jon Anderson decidiu mergulhar na música celta e nas tradições folclóricas. Inspirado por sua conexão pessoal com a Irlanda e influenciado pela espiritualidade e simplicidade da música tradicional, este álbum apresenta um lado mais intimista. A produção seguiu quase o mesmo padrão de sempre, mas ele decidiu utilizar instrumentos tradicionais, como violinos, flautas irlandesas, bodhráns e guitarras acústicas, que dominam os arranjos. Tentando criar uma sonoridade orgânica e acolhedora, ele conseguiu, no máximo, colher um trevo que não tinha quatro folhas, deixando-o sem sorte. Isso se reflete em um repertório chatíssimo, com músicas completamente esquecíveis. No fim, é outro disco ruim, que provavelmente fez a população celta proibir Jon Anderson de pisar lá novamente. 

Melhores Faixas: Timing Of The Known, O'er 
Piores Faixas: The Promise Ring, Are You?, My Sweet Jane
  

 Então é isso e flw!!!          

domingo, 19 de janeiro de 2025

Analisando Discografias - Jon Anderson: Parte 1

                 

Olias Of Sunhillow – Jon Anderson





















NOTA: 8,7/10


Depois do lançamento do Relayer, Jon Anderson iniciou sua carreira solo lançando o Olias of Sunhillow. Esse trabalho surgiu em um momento em que os membros do Yes decidiram explorar projetos solo. Anderson, reconhecido por sua sensibilidade espiritual e letras visionárias, criou uma narrativa de ficção científica/fantasia inspirada em The Lamb Lies Down on Broadway do Genesis e nas histórias de J.R.R. Tolkien. Sendo uma ópera-rock, que conta a jornada de Olias e sua tribo, os Sunhillow, que constroem uma nave chamada Moorglade para escapar de um planeta em colapso. Produzido pelo próprio cantor, ele fez uso de sintetizadores, guitarras, harpas e percussões, construindo paisagens sonoras ricas. Com influências de Rock progressivo, Folk psicodélico e world music, tudo foi gravado de forma caseira. O repertório é muito bom, com canções totalmente coesas e muito bem detalhadas. Enfim, é um ótimo álbum de estreia, começando com o pé direito. 

Melhores Faixas: Flight Of The Moorglade, To The Runner 
Vale a Pena Ouvir: Ocean Song, Solid Space

Song Of Seven – Jon Anderson





















NOTA: 8,5/10


Quatro anos se passaram, e Jon Anderson lançou Song of Seven, seu 2º álbum de estúdio. Após sair brigado do Yes antes da fase de gravação do Drama, o cantor decidiu que seu novo trabalho teria uma abordagem mais colaborativa e comercial, além de marcar uma tentativa de Anderson de alcançar uma base de fãs mais ampla, ao mesmo tempo em que mantinha sua sensibilidade espiritual e lírica. Produzido mais uma vez por ele mesmo, o álbum contou com uma banda de apoio composta por músicos talentosos, como Ronnie Leahy e John Giblin. A produção, embora menos experimental do que a de seu álbum anterior, é polida e equilibrada, mostrando um lado mais direto de Anderson, combinando sintetizadores contemporâneos com arranjos orquestrais e instrumentação acústica. O repertório é muito bom, com canções diversificadas que trazem um lado mais melódico. No fim, é um trabalho muito interessante, apesar de não ter conseguido grande destaque comercial. 

Melhores Faixas: Song Of Seven, Some Are Born 
Vale a Pena Ouvir: For You For Me, Days, Take Your Time

Animation – Jon Anderson





















NOTA: 3/10


Entrando em 1982, Jon Anderson lançou mais um disco, o Animation, que seguia um caminho ainda mais comercial. Após o Song of Seven, o cantor colaborou com artistas de diferentes estilos, incluindo Vangelis, que foi um dos responsáveis por essa direção artística (depois vocês vão entender por que estou falando isso). O que acontece é que ele focou em sons mais eletrônicos e orientados para o Pop, sem abandonar completamente suas raízes progressivas. A produção, feita por Anderson junto com Tony Visconti, trouxe um toque polido e moderno ao álbum, utilizando uma combinação de instrumentação tradicional e tecnologia avançada para a época, como os sintetizadores. Porém, tudo aqui ficou tão exagerado que às vezes parece que a mixagem foi feita às pressas, refletindo em um repertório muito fraco, com canções chatíssimas e poucas aproveitáveis. Enfim, este disco é bem ruim, marcando o início de uma fase de decadência. 

Melhores Faixas: Unlearning, All Gods Children 
Vale a Pena Ouvir: Olympia, Boundaries, Pressure Point

3 Ships – Jon Anderson





















NOTA: 2,5/10


Três anos se passam, e Jon Anderson decide lançar mais um disco, só que desta vez com um clima natalino. Após o Animation, o cantor ganhou muita relevância graças àquela fase do Yes marcada pelo 90125. Em meio a esse cenário, ele decidiu criar um álbum dedicado ao espírito de Natal, incorporando temas religiosos e mensagens de paz universal. A produção ficou a cargo de Roy Thomas Baker, com contribuições de músicos talentosos e arranjos que misturam sintetizadores característicos da década de 1980 com orquestrações suaves. A produção tem um foco nítido em criar atmosferas calorosas e festivas, mas tudo ficou tão arrastado que muitos dos arranjos fazem você sentir uma sincera vontade de engolir plástico. O repertório ficou totalmente mal interpretado, com pouquíssimas canções que conseguem apresentar algum nível de detalhe. Em suma, é um trabalho péssimo, e escutar isso no Natal pode até trazer azar. 

Melhores Faixas: Save All Your Love (Reprise), Oh Holy Night 
Piores Faixas: 2,000 Years, How It Hits You, The Holly And The Ivy, Three Ships

In The City Of Angels – Jon Anderson





















NOTA: 5/10


Indo para 1988, Jon Anderson lançou seu 5º álbum de estúdio, o In the City of Angels, que não trouxe tantas novidades. Após o pavoroso 3 Ships, Anderson embarcou em um projeto que refletisse sua experiência pessoal em Los Angeles, cidade onde viveu por muitos anos. Ele explorou sons contemporâneos e colaborou com grandes nomes da indústria, como membros da banda Toto, que desempenharam um papel importante na criação do álbum. A produção foi realizada por Stewart Levine, conhecido por seu trabalho com Lionel Richie e Simply Red. Ele trouxe uma abordagem caracterizada pela música Pop e Soft Rock dos anos 80, com arranjos elaborados, uso extensivo de sintetizadores, seções de metais e harmonias vocais, mas com muito exagero na utilização. O repertório é bem mediano, com canções que, em sua maioria, são genéricas, enquanto outras ficaram interessantes. Enfim, este trabalho é bem irregular, mas ao menos teve alguns acertos. 

Melhores Faixas: Betcha, Hold On To Love, If It Wasn't For Love (Oneness Family) 
Piores Faixas: It's On Fire, Is It Me, For You

Deseo – Jon Anderson





















NOTA: 1/10


Se passaram oito anos, e Jon Anderson retorna com outra porcaria, o Deseo, que tentava trazer um lado mais temático. Após o experimentalismo progressivo e os momentos mais comerciais de sua carreira, Anderson embarcou em um projeto que refletisse sua conexão espiritual com culturas globais. A produção foi conduzida por ele mesmo, com contribuições de músicos de várias origens. O álbum mistura instrumentos tradicionais, como percussão latina, guitarras acústicas e flautas, com arranjos modernos que incluem sintetizadores e vocais etéreos. Mas, apesar de tentar fazer uma abordagem minimalista, soa como uma batucada sem nexo, com melodias totalmente ásperas. O repertório é horroroso, com canções completamente sem graça, e nem as participações do Milton Nascimento, Ruben Rada e a tal banda Boca Livre conseguem salvar alguma coisa. Em suma, é um trabalho ridículo e completamente esquecível. 

Melhores Faixas: (.....) 
Piores Faixas: Café, Latino, Bridges, Floresta, Deseo

    Então um abraço e flw!!!         

Analisando Discografias - Henrique & Juliano

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