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sábado, 7 de setembro de 2024

Analisando Discografias - Pink Floyd e Bon Jovi (RA: XXVI)

              

Obscured by Clouds – Pink Floyd





















NOTA: 8,6/10


Mais um ano se passa, e chega mais um álbum de estúdio do Pink Floyd, que também serviu de trilha sonora para outro filme, La Vallée, que foi dirigido por Barbet Schroeder, que também havia criado o More. Este disco acabou sendo criado na mesma época, entre as sessões de gravação do que se tornaria seu icônico álbum The Dark Side of the Moon. E, como era uma trilha sonora, as músicas teriam que ser mais econômicas e curtas, sem todo aquele experimentalismo. O trabalho foi gravado no Château d'Hérouville, na França, em apenas duas sessões, em uma época em que a banda estava em turnê. Isso fez com que eles utilizassem equipamentos móveis de gravação para capturar o som em uma localização pitoresca, o que mostrou ser um álbum mais espontâneo. Além disso, esse disco ao todo foi gravado em duas semanas de fevereiro e foi apenas mixado em abril, durante os dias 4 e 6 daquele mês. Dessa vez, o repertório foi mais denso, agora contendo 10 faixas, todas com uma abordagem bem mais coesa do que a do More, como as melódicas Burning Bridges, Wot’s...Uh the Deal e Stay. Além delas, tem The Gold It’s in the... e Free Four, que vão para um lado mais de Folk. E claro, não podiam faltar as faixas instrumentais, todas elas sendo ótimas, como a faixa-título e Mudmen. No final de tudo, apesar de ser um trabalho muito interessante, ele acabou se tornando uma sombra do álbum posterior.

Wish You Were Here – Pink Floyd 





















NOTA: 10/10


Depois do grande sucesso que foi The Dark Side of the Moon, o Pink Floyd estava no auge e logo lançou outra maravilha. Este disco acabou sendo o segundo trabalho conceitual consecutivo, e o processo de gravação foi marcado por um som mais polido e melódico. Dessa vez, a banda trabalhou em conjunto com o engenheiro de som Brian Humphries. Tá, mas cadê o Alan Parsons? Bem, ele até foi chamado para trabalhar nesse disco, mas acabou recusando, pois havia recém fundado seu próprio grupo, o The Alan Parsons Project, e já estava trabalhando no seu disco de estreia. Durante as gravações, a banda recebeu uma visitinha de um velho conhecido que eles nem reconheceram de imediato. Ele estava mais gordo, careca e com as sobrancelhas raspadas. Esse indivíduo era nada mais nada menos que Syd Barrett. Quem acabou reconhecendo quem era ele foi o David Gilmour, e a sua presença deixou os membros da banda chocados e emocionados, especialmente porque estavam trabalhando em uma das faixas que era uma homenagem a ele. Falando no repertório, ele é maravilhoso e, novamente foi curto com 5 faixas, contendo canções que eram críticas à indústria musical, como Welcome to the Machine e Have a Cigar. A faixa-título que é outra homenagem a Barrett, e, logicamente, Shine On You Crazy Diamond, cuja parte 1 a 5 ficou no início e a parte 6 a 9 foi para o final. Enfim, esse álbum é excelente e se tornou outro clássico do Pink Floyd.

Animals – Pink Floyd 





















NOTA: 10/10


Passaram-se dois anos, e chega mais um disco maravilhoso do Pink Floyd, o Animals, com sua capa representando a Usina Termelétrica de Battersea. O contexto desse disco surgiu em um período de crescente descontentamento social e político na Grã-Bretanha. A banda já estava cada vez mais inclinada a explorar temas sociais e políticos, além de, é claro, se inspirar na fábula política A Revolução dos Bichos, de George Orwell, discutindo várias classes da sociedade como diferentes animais. Embora a banda ainda continuasse a produzir seus próprios trabalhos, este álbum acabou mostrando Roger Waters assumindo um papel dominante na composição e na direção criativa, o que criou um clima de tensão entre os membros. O repertório mais uma vez contém apenas 5 faixas, todas com conteúdo inspirado na obra já mencionada de George Orwell. Começa com a 1ª parte de Pigs on the Wing, que dá um começo melódico, seguida por Dogs, que tem um tema bastante obscuro e um instrumental absurdo. Depois segue com Pigs (Three Different Ones), que é bem agressiva, abordando os líderes políticos com um tom sarcástico. Sheep demonstra as massas submissas e manipuladas, além de a parte central da música ser uma paródia do Salmo 23 da Bíblia, distorcendo-o para ilustrar a manipulação e o abuso de poder. Por fim, o disco se encerra com a parte 2 da faixa inicial. Enfim, esse disco é perfeito e cumpre muito bem o seu papel de ser uma crítica feroz à sociedade.

The Wall – Pink Floyd























NOTA: 10/10


E aí chega outra maravilha, que é o clássico The Wall, que não foi só mais um álbum conceitual da banda londrina, mas sim uma ópera-rock. Tudo isso aconteceu devido ao fato de que a banda embarcou em uma longa turnê, que deixou Roger Waters cada vez mais insatisfeito com a experiência de tocar em grandes arenas. Essa insatisfação e o crescente distanciamento emocional de Waters tornaram-se catalisadores para a concepção de todo esse trabalho. O disco conta a história de Pink, uma estrela do rock cansada que constrói um "muro" psicológico de isolamento social, inspirado nessa fase que Waters estava passando e também por Syd Barrett. Para produzir esse disco, Waters assumiu o controle criativo quase total, e eles tiveram a ajuda do produtor Bob Ezrin para ajudar a moldar o álbum. Como descrito por ser uma história, o repertório precisava passar todo aquele sentimento de se sentir dentro dela, e cada contexto demonstra isso, como traumas explícitos em The Thin Ice e Hey You, The Happiest Days of Our Lives, que demonstra uma crítica social em cima de um sistema educacional opressor, e que logo vem acompanhado pelo clássico Another Brick in the Wall, Pt. 2. Mais à frente, vem o outro hit espetacular Comfortably Numb, que demonstra a alienação de Pink. Sério, todas as faixas são esplêndidas. Após isso, esse disco foi adaptado para um filme em 1982, similar ao que aconteceu com Tommy do The Who. Sendo assim, mais um trabalho que se tornou um clássico absoluto do Pink Floyd.

The Final Cut – Pink Floyd 





















NOTA: 5/10


Três anos depois do lançamento de The Wall, chega o 12º álbum do Pink Floyd em um momento totalmente conflituoso e conturbado da banda. Na época do álbum anterior, foi marcada a saída do tecladista Richard Wright, devido ao fato de que ele havia contribuído muito pouco durante o processo de criação e saiu logo após aquela turnê. A concepção desse álbum surgiu quando Waters planejou como trilha sonora para o filme The Wall. Mas, com o início da Guerra das Malvinas, ele o reescreveu como um álbum conceitual, explorando o que considerava a traição de seu pai, que morreu servindo na Segunda Guerra Mundial. A produção ficou marcada por conflitos entre Waters e Gilmour, resultando em um álbum que muitos consideram mais um projeto solo de Waters com o apoio de Gilmour e Nick Mason. Não é à toa, pois o restante da banda teve um papel menor, enquanto Michael Kamen e James Guthrie apenas fizeram trabalho deles de produzirem esse álbum, que acabou se tornando uma produção confusa e com uma sonoridade de Art Rock sem graça. Embora o repertório tenha faixas interessantes, como Paranoid Eyes, Not Now John e Your Possible Pasts, é dividido com outras faixas genéricas e chatas, como When the Tigers Broke Free, Two Suns in the Sunset, The Hero’s Return e a pavorosa The Gunner’s Dream. Sendo assim, um trabalho completamente mediano que demonstrou uma grande queda de qualidade.

A Momentary Lapse of Reason – Pink Floyd 





















NOTA: 2,7/10


Depois de algum tempo, chega mais um álbum do Pink Floyd, que é ainda mais problemático que o último lançamento. O problema já começou após Roger Waters ter anunciado a sua saída da banda, e o futuro do Pink Floyd parecia incerto. Mas David Gilmour decidiu continuar com a banda, tentando restabelecer a identidade do grupo sob sua liderança, junto com Richard Wright, que voltou a participar das gravações, embora ele não tenha sido reintegrado oficialmente à banda. Nessa época, eles haviam mudado de gravadora, estando agora na EMI, e gravaram esse álbum não só nos estúdios da Britannia Row em Londres, mas também no estúdio flutuante Astoria de Gilmour. A produção ficou por conta de Bob Ezrin, que tentou enquadrar a sonoridade contemporânea e mesclá-la com o som característico da banda, o que se tornou um problema gigantesco, pois os arranjos não se encaixaram de forma alguma. Isso é mostrado em um repertório totalmente apático, que na sua maioria é recheado de músicas que não trazem nenhum tipo de emoção e são muito fracas, como The Dogs of War, One Slip, Round and Around e Terminal Frost. Esses últimos são os instrumentais mais sem graça que eu já escutei na minha vida. No entanto, há três faixas boas que se destacam: a espetacular Learning to Fly, Yet Another Movie e Sorrow, que é um ótimo encerramento. Mas, no final de tudo, é basicamente um álbum completamente esquecível, faltando muita coisa para ser lapidado.

The Division Bell – Pink Floyd 





















NOTA: 8,8/10


Sete anos se passaram, e o Pink Floyd retorna com aquele que é tratado como seu último álbum, The Division Bell (em um momento eu explico o porquê). Após um último trabalho fraquíssimo, o Pink Floyd, agora composto por David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright, entrou em um período de estabilidade criativa. Lembrando que na metade das gravações do A Momentary Lapse of Reason houve o problema de Roger Waters iniciar um processo legal pelos direitos do nome Pink Floyd, que só foi resolvido vários meses após o lançamento, permitindo que eles se concentrassem mais na música, marcando também Wright oficialmente reintegrado à banda. A produção foi novamente liderada por Bob Ezrin, que se recuperou das cagadas cometidas no último álbum com aquele somzinho contemporâneo, e dessa vez trouxe uma abordagem mais orgânica e atmosférica. O processo criativo foi mais colaborativo, com contribuições significativas de Richard Wright, cujos teclados e composições ajudaram a moldar o som do álbum. E o repertório deste disco tem uma ordenação perfeita e todas as músicas são legais, como as hipnotizantes faixas instrumentais Cluster One e Marooned, e também as canções What Do You Want from Me, Wearing the Inside Out, Coming Back to Life e High Hopes, todas incríveis. E uma outra coisa: a canção Poles Apart é sim uma mensagem para Syd Barrett e Waters. Enfim, esse álbum é muito bom e demonstrou um tom de despedida da banda aos fãs.

The Endless River – Pink Floyd 





















NOTA: 8/10


Há quase dez anos atrás, chegou o último álbum de estúdio do Pink Floyd, que é totalmente diferente dos trabalhos anteriores. Mas o contexto era o seguinte: em 2008, Richard Wright acabou falecendo, vítima de um câncer no pulmão. Então, Gilmour e Mason, os membros que sobraram, decidiram fazer meio que um tributo. O material presente neste disco foi originalmente gravado durante as sessões do The Division Bell em 1993, e a produção em si foi mais uma vez liderada por David Gilmour, com a colaboração de Phil Manzanera, Youth e Andy Jackson. As gravações originais foram retrabalhadas, incorporando novos elementos e ajustes para criar uma experiência sonora coesa. Eles decidiram manter a essência do trabalho de Wright, destacando seus teclados atmosféricos e etéreos, que sempre foram uma marca registrada do som da banda. O repertório em si é basicamente composto de faixas instrumentais, todas muito boas e que surgiram de pequenas ideias. As que vale destacar são Things Left Unsaid, Anisina, Skins, Talkin' Hawkin' e Calling. Um adendo tem apenas uma faixa que contém letras, que é Louder than Words que é muito legal e traz uma reflexão, por ser a canção que finaliza esse álbum. Esse disco é legal, só que os fãs detestaram e o descreveram como sonolento, acabando por desconsiderá-lo como o último álbum da banda, o que não passa de uma tremenda besteira, da até pra você fazer dever de casa escutando esse álbum.

Bon Jovi – Bon Jovi  





















NOTA: 8/10


Exatamente trinta anos atrás, surgia uma banda em Nova Jérsei que ficaria bastante conhecida com o tempo e que lançava um disco de estreia, no mínimo, interessante. Formada um ano antes, no distrito de Sayreville, a banda começou após o vocalista Jon Bon Jovi ter feito várias demos e as enviado para gravadoras, mas não conseguiu causar impacto. Porém, quando ele foi para a estação de rádio local, o DJ Chip Hobart ouviu as demos e adorou uma certa canção (que já, já eu falo dela), e decidiu incluí-la na compilação da estação de talentos locais. Só que ele precisava de uma banda e resolveu ligar para seu amigo David Bryan, que por sua vez chamou o baixista Alec John Such e um experiente baterista chamado Tico Torres, ambos ex-integrantes do Phantom's Opera, e logo depois incluiu Richie Sambora como guitarrista. Após isso, eles assinaram com a Mercury Records e partiram para gravar, com o objetivo de criar um som polido e acessível. O repertório já começa com aquela canção que foi incluída naquela compilação, o primeiro hit da banda, Runaway, que começa esse disco bem e logo vêm outras faixas legais como Roulette, Breakout, Come Back e Shot Through The Heart, que não tem nada a ver com uma canção que viria futuramente. No final de tudo, é um ótimo disco de estreia e que mostrou ser um bom começo para a banda de Jon Bon Jovi e Companhia.

7800° Fahrenheit – Bon Jovi 





















NOTA: 8/10


Já no ano seguinte, é lançado o segundo trabalho da banda, o 7800° Fahrenheit, cujo título é uma referência à temperatura de fusão do rock, indicando a intenção da banda de produzir um som ainda mais quente e intenso. Apesar do sucesso inicial, a banda ainda precisava se afirmar no cenário do rock dos anos 80 e decidiu se encaixar ainda mais naquela onda de Hard Rock que acabou sendo descrita como "Hard Rock Farofa". Logicamente, eles ainda estavam tentando buscar um jeito de alcançar ainda mais sucesso. O álbum foi produzido apenas por Lance Quinn, que manteve a abordagem polida e acessível do álbum de estreia, demonstrando riffs de guitarra mais pesados de Richie Sambora e melodias cativantes, trazendo algumas influências de Pop Metal e Arena Rock. E, claro, a parte lírica estava cheia de romantismo. Mais uma vez, o repertório tem várias canções interessantes como In and Out of Love, Only Lonely, Tokyo Road, enquanto as melhores faixas desse álbum não são muito lembradas que é King of the Mountain e To the Fire, que têm arranjos mais acelerados. Enfim, esse disco é um dos mais subestimados da banda, tanto que anos mais tarde Jon Bon Jovi disse que ignorava a existência dele e afirmava que nessa época a banda não tinha identidade definida. Tendo ou não, é um trabalho legal.
 

Então é isso e flw!!!

Analisando Discografias - KoЯn e Pink Floyd (RA: XXV)

             

The Paradigm Shifty – KoЯn





















NOTA: 5/10


Após mais um trabalho terrível e totalmente esquecível em 2013, eles lançam mais um novo disco com a premissa de que agora as coisas mudaram. Após quase 10 anos, o Head, membro fundador do Korn que havia deixado a banda após se converter, acabou retornando. Isso aconteceu após o festival Carolina Rebellion em Rockingham, onde o Head estava originalmente como convidado especial para a apresentação da banda de Rock Cristão Red. Mais tarde naquela noite, o Korn estava se apresentando no palco principal e Jonathan Davis o chamou para participar e encerrar o show, olha para vocês verem que coisa doida. Bom, mas após isso, estava na hora de ir para o estúdio novamente e se redimir após a porcaria do The Path of Totality. Junto com o produtor Don Gilmore, trouxeram um som mais moderno e com grande agressividade, porém, parece que na hora em que foram mixar, não perceberam que o som ficou abafado em muitos momentos. O início desse repertório até que começa a te animar bastante com Prey for Me, Love & Meth, What We Do e Spike in My Veins, mas logo vêm canções que até tinham potencial, mas acabam se mostrando irregulares como Never Never, Punishment Time e Lullaby for a Sadist. Parece que o polimento não ajudou muito. Enfim, por mais que o começo seja animador, ainda faltou mais alguma coisa para que eles voltassem a ter a consistência de antes, sendo assim, mais ou menos.

The Senerity of Suffering – KoЯn 





















NOTA: 8,4/10


Em três anos, após uma tentativa que ainda faltou só mais um pouco para a banda enfim se redimir, chega mais um novo álbum e aí sim as coisas melhoraram. Logo após longas turnês, a banda decidiu continuar explorando suas origens, buscando criar um som pesado e agressivo que relembrasse os momentos da banda entre 1994 e 1999. Sendo um disco que foi uma resposta aos desejos dos fãs que queriam um retorno a um som mais autêntico. Então, mais uma vez, eles trabalharam com outro produtor renomado que trabalhou com bandas como Foo Fighters, Deftones e Alice In Chains, o subestimado Nick Raskulinecz, que trouxe uma produção robusta, com riffs de guitarra poderosos e intensos da dupla Head e Munky. Vale destacar também a essencial presença de Ray Luzier nos arranjos, que foi fundamental para a construção desse disco. Dessa vez, eles acertaram em um repertório totalmente arrasador e com canções pesadas como Insane, que abre de forma surpreendente esse álbum, além de Take Me, Rotting In Vain e A Different World, que conta com uma boa participação de Corey Taylor, por mais que não tenha aquela gritaria conhecida que ele faz no Slipknot. Além dessas faixas, também vale destacar as sombrias Black Is the Soul e Please Come for Me. Enfim, esse disco realmente foi um acerto e tanto, por mais que ainda teve fã que cometeu o crime de compará-lo com Take A Look In The Mirror, uma tamanha jumentice.

The Nothing – KoЯn 





















NOTA: 8,7/10


Mais uma pausa e chega The Nothing, que veio em uma época totalmente delicada e triste. Tudo isso porque Jonathan Davis teve que enfrentar a morte de sua esposa, Deven Davis, em 2018, o que influenciou as letras do álbum, resultando em uma obra intensamente sombria e introspectiva. Deven faleceu por conta de uma overdose e sua saúde mental estava afetada devido ao fim do casamento dois anos antes, o que mexeu muito com sua cabeça. Sem contar que, em vários momentos durante as gravações desse disco, nosso querido JD estava se sentindo bastante culpado por tudo que aconteceu. E falando nisso, eles não mudaram de produtor e não fugiram da sonoridade padrão da banda, mostrando o lado emocional bastante reconhecível do álbum de estreia e do Issues, criando um lado que refletisse o luto e a dor de Jonathan Davis, resultando em um álbum que é emocionalmente devastador. Além, é claro, de que os vocais são totalmente vulneráveis e que dá para ver uma conexão com os excelentes riffs de baixo apresentados pelo Fieldy. Todas as faixas desse disco, além de pesadas, mostram sua consistência emocional em sua abordagem, como nas espetaculares Cold e The Darkness is Revealing, além das melódicas Can You Hear Me, This Loss e Idiosyncrasy. E só um adendo: esse álbum apresenta vários interlúdios que completam bestante. Enfim, esse disco mostra mais um avanço da banda e é um trabalho ótimo, não só por conta de todo o contexto doloroso envolvido.

Requiem – KoЯn





















NOTA: 9/10


Chegando agora no último lançamento do Korn, que foi há 2 anos, o Requiem, que é simplesmente um avanço comparado aos últimos trabalhos. Após aquele último trabalho carregado de dor e perda, refletindo um período sombrio na vida do vocalista Jonathan Davis, que enfrentou a morte de sua esposa e também a perda de sua mãe um ano depois do lançamento do The Nothing, a banda começou a trabalhar no novo álbum durante a pandemia da COVID-19. Dessa vez, eles novamente produziram o álbum por conta própria, juntamente com outro produtor, Chris Collier, que no último disco trabalhou como engenheiro de som. Juntos, conseguiram equilibrar todo aquele som característico do Korn com uma abordagem mais moderna, que traz uma vibração perceptível em seus arranjos. Esse repertório acabou sendo o mais curto, contendo 9 faixas, e todas são excepcionais, como Forgotten, Let The Dark Do The Rest e Start The Healing, que dão um início bastante agressivo ao álbum. Além de outras canções como Lost In The Grandeur, que traz um lado eletrônico que se mistura com aqueles riffs funkeados do Faith No More, e Disconnect, que, por mais melancólica que seja, lembra bastante os tempos do Life Is Peachy devido à sua agressividade sonora. Realmente, um repertório que mostra uma ótima ordenação e que é super conectado. Enfim, esse álbum é muito bom e, com o tempo, pode acabar envelhecendo muito bem.

The Piper at the Gates of Dawn – Pink Floyd 





















NOTA: 9/10


Há muito tempo atrás, surgiu uma nova banda em Londres, que chegou de uma forma semi-glamurosa. Lançado em 1967, o Pink Floyd, que antes teve outros nomes, foi fundado por três estudantes de arquitetura da Universidade de Westminster: Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright, e pelo estudante de arte Syd Barrett. Na época, eles só tinham feito algumas turnês, mas atraíram a atenção da EMI, que acabou assinando com eles naquele início de ano. Isso foi significativo para uma banda que fazia músicas para usuários de LSD (sim, o ácido), tanto que isso acabou rendendo um certo problema futuramente. O álbum foi gravado nos estúdios Abbey Road, sob a produção de Norman Smith, que havia trabalhado com os Beatles até o Rubber Soul, onde ele trabalhou como engenheiro de som e na mixagem. As sessões de gravação ocorreram entre fevereiro e maio de 1967, um período em que a banda estava explorando novos sons e técnicas. Nesse começo, a sonoridade não era nem um pouco progressiva, mas sim mais psicodélica e muito experimental. E falando em Beatles, eles gravaram esse álbum na mesma época do Sgt. Pepper's. O repertório era muito interessante e cheio de experimentalismo, tudo isso composto por Barrett. Vale bastante destacar canções como Astronomy Domine, Flaming e Bike, além das faixas instrumentais como Interstellar Overdrive e Pow R. Toc H. Sendo assim, um excelente disco de estreia, que já mostrou ser um ótimo começo para a banda londrina.

A Sacerful of Secrets – Pink Floyd 





















NOTA: 9/10


Em apenas um ano, chega o 2º trabalho do Pink Floyd, em uma época que teve uma mudança intensa na banda. Digo isso porque é o último disco a contar com contribuições de Syd Barrett e o primeiro a apresentar David Gilmour como membro da banda. Durante as gravações, Barrett estava enfrentando sérios problemas de saúde mental, que o impediam de participar das sessões. Com a saída de Barrett, Gilmour foi integrado para preencher o vazio deixado por ele. Essa mudança de formação influenciou bastante, tanto que a banda começou a se afastar do que fizeram em The Piper at the Gates of Dawn. As gravações ocorreram entre agosto de 1967 e abril de 1968, com a mesma produção, e o processo de gravação foi desafiador devido às condições mentais de Barrett e à necessidade de integrar Gilmour rapidamente. Isso resultou em uma mistura de estilos e várias técnicas novas, mostrando um lado que continuava sendo experimental. A quantidade de faixas desse repertório foi mais curta, saindo de 11 para 7, e todas são ótimas, indo do hipnotizante começo com Let There Be More Light e Remember a Day, à intensidade contida em Set the Controls for the Heart of the Sun, que é uma maravilhosa peça instrumental de 11 minutos, e à melancolia contida em Jugband Blues, que é a única contribuição de Barrett nesse álbum. No fim, esse disco é ainda mais experimental, porém ficou na sombra da estreia da banda, mas vale muito a pena ouvir.

More – Pink Floyd 





















NOTA: 8,6/10


Pouco tempo depois, chega o More, que acabou não sendo só um álbum de estúdio, mas também a trilha sonora de um filme com o mesmo nome. Este álbum marca o início de uma série de trilhas sonoras que a banda viria a compor. Após a saída de Syd Barrett e a integração de David Gilmour, a banda estava explorando novas direções musicais e artísticas, com várias experimentações e tentando se renovar ainda mais nessa transição. A produção ficou por conta da própria banda e teve supervisão do engenheiro de som Brian Humphries. Diferentemente dos álbuns anteriores, esse disco foi gravado em um curto espaço de tempo para atender às necessidades do filme, sendo finalizado em apenas um mês daquele início de 1969. Sendo assim, um trabalho mais direto e sem algumas formalidades em seu som. As faixas desse repertório são uma combinação de músicas instrumentais e canções com letras, refletindo a necessidade de criar uma trilha sonora que complementasse diversas cenas do filme. As faixas instrumentais que mais se destacam são Up the Khyber, More Blues e A Spanish Piece. Além disso, das poucas canções com letras, todas são ótimas, mas as que realmente demonstram todo o experimentalismo são The Nile Song, que é uma espécie de Hard Rock, e Cymbaline, cuja combinação das letras com os arranjos chega a ser alucinante. Apesar de ser um álbum que não tenha muita coesão, ele é muito interessante em toda sua concepção.

Ummagumma – Pink Floyd 






















NOTA: 6,9/10


Ainda naquele mesmo ano de 1969, chega o primeiro disco duplo do Pink Floyd, antes mesmo de um outro que viria mais tarde. Mas focando esse lançamento ocorreu em um período de intensa experimentação para a banda logo após aquela trilha sonora que eles fizeram, e é uma clara demonstração da transição da banda para um projeto que seria ainda mais ambicioso, olhando mais para fora da Inglaterra. O álbum é dividido em uma parte ao vivo e outra com material inédito, com cada membro contribuindo individualmente para as composições. As gravações ao vivo foram feitas durante concertos em Birmingham e Manchester, tudo naquele ano, e isso foi possível graças ao engenheiro de som Peter Watts. As sessões de estúdio ocorreram nos estúdios da EMI. Cada membro da banda tinha liberdade total para criar sua própria música, resultando em um conjunto variado de faixas que refletem suas diferentes influências e estilos. Foi realmente aqui, nesse disco, que eles foram para o lado progressivo. E assim, tirando o Disco 1, que contém 3 faixas dos primeiros álbuns, além do lado B do single Point Me at the Sky que tem o nome de Careful with That Axe, Eugene, o Disco 2, que já é inédito, tem algumas músicas boas como Sysyphus, Grantchester Meadows e The Narrow Way, enquanto que as outras duas faixas são só um complemento, no mínimo esquisito. No final de tudo, o problema de coesão voltou a se repetir, sendo um trabalho totalmente irregular, mas com ideias muito promissoras.

Atom Heart Mother – Pink Floyd  





















NOTA: 9,1/10


Logo após um último trabalho que foi uma tentativa fracassada de inovar um pouco, foi lançado o Atom Heart Mother, também conhecido como o disco da vaca. Continuando com aquele processo em que a banda se afastou do estilo psicodélico e estava explorando elementos progressivos e orquestrais, que seriam mais desenvolvidos em álbuns posteriores. Essa capa foi desenhada pelo grupo de design artístico Hipgnosis e foi a primeira da banda a não trazer seu nome. Este disco contou com a colaboração do compositor Ron Geesin, que foi essencial, pois a banda não tinha experiência suficiente para orquestrar os arranjos da primeira faixa, e, por mais que a produção feita pela banda tenha ficado muito boa, ainda mostrou a inexperiência que eles tinham. O repertório conta com apenas cinco faixas, todas elas incríveis, começando com a faixa-título, que é uma suíte dividida em seis partes e que, ao todo, dura 23 minutos. Mais uma vez, é preciso destacar a importância de Geesin nessa música, pois ele integrou os elementos orquestrais que a banda não dominava. Além dela, vêm outras canções como If, Summer '68 e Fat Old Sun, todas sendo experimentais. Por fim, Alan’s Psychedelic Breakfast que é um instrumental dividido em três partes que é uma combinação de música e efeitos sonoros, incluindo gravações de Alan Styles, um roadie da banda, preparando e falando sobre o café da manhã. No fim, este disco é muito bom, mas acabou se tornando subestimado por conta das orquestrações contidas.

Meddle – Pink Floyd 





















NOTA: 9,8/10


Indo agora para o Meddle, que é simplesmente o álbum mais extraordinário que a banda fez desde sua transição. Após o subestimado álbum da vaca, o Pink Floyd buscou consolidar sua nova identidade sonora, principalmente, é claro, buscando explorar o lado mais progressivo da banda, até porque cada membro contribuiu de maneira significativa para o processo criativo. Tudo isso resultou em uma produção excelente. Além disso, o engenheiro de som Alan Parsons, que mais tarde se tornaria famoso por seu trabalho com The Dark Side of the Moon, também participou do processo de gravação. Uma característica marcante da produção foi o uso de técnicas de gravação inovadoras e experimentos com som ambiente. Assim, o repertório acabou sendo novamente curto, com agora 6 faixas, todas elas marcantes e que te hipnotizam. As faixas instrumentais One of These Days, que tem um baixo pulsante, e a incrível Echoes, que é outra música longa de 23 minutos que tem uma estrutura muito bem-feita. Além delas, temos as canções A Pillow of Winds e San Tropez, que são bem experimentais; Seamus, que é um blues bem legal com a presença do cachorro do Steve Marriott da banda Humble Pie e Fearless, que, além de ter um lado suave, no final contém o canto da torcida do Liverpool, You'll Never Walk Alone. Isso veio de sugestão do Roger Waters, so que ele na verdade é torcedor do Arsenal. Enfim, esse disco é maravilhoso, sendo uma verdadeira joia que a banda fez.
 

 

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Reviews Antigas I

Led Zeppelin IV - Led Zeppelin 





















NOTA: 10/10


Um dos melhores álbuns, não só do rock, mas também da história da música. Com uma excelente linha vocal de Robert Plant e arranjos musicais todos coerentes, nem precisamos dizer que o repertório é sensacional. Simplesmente, um disco que qualquer pessoa no mundo deve escutar.

Rage Against The Machine - Rage Against The Machine 




















NOTA: 10/10


Um excelente disco, com um som pesado e uma mistura perfeita de Rap com Metal. Sem contar que Zack de la Rocha está incrível nos vocais e Tom Morello arrasando na guitarra. É simplesmente um dos maiores discos de rock e metal de todos os tempos.

Tommy - The Who 





















NOTA: 10/10


Um disco brilhante, com um repertório perfeito, muito bem escrito e roteirizado, sendo uma ópera-rock perfeita. É um álbum que conta a história de um homem chamado ''Tommy'', cuja principal característica é ser cego, surdo, mudo e campeão de pinball. Este disco realmente te faz sentir como se você estivesse ouvindo uma história, fazendo você até entrar nela. Um baita disco!

The Dark Side of The Moon - Pink Floyd 





















NOTA: 10/10


Também é um dos melhores álbuns, não só do rock, mas também da história da música. Simplesmente uma obra-prima, do começo ao fim, um espetáculo. O vocal impressionante de Roger Waters e os arranjos maravilhosos das músicas ficam na cabeça.

Straight Outta Compton - N.W.A 





















NOTA: 10/10


Um dos melhores discos de Hip-Hop/Rap da história, uma verdadeira obra-prima. O repertório é ótimo, as letras fazem todo sentido e as batidas são excepcionais. Um disco que qualquer pessoa que gosta de Rap precisa ouvir.

Raimundos - Raimundos 





















NOTA: 8,8/10


É um discaço, e mesmo tendo envelhecido mal por conta do politicamente correto e algumas músicas que deixam a desejar, ele ainda é um disco excelente e marcante para um álbum de estreia.

Paranoid - Black Sabbath 





















NOTA: 10/10



Um álbum 100% sensacional, com o vocal de outro mundo do ''morcegão'' Ozzy Osbourne e a parte instrumental impecável dos outros integrantes, faz com que o repertório deste disco pareça uma coletânea. Este segundo álbum, juntamente com o primeiro, fez com que o Black Sabbath criasse, sem querer, o Heavy Metal, revolucionando o Rock.

Máquina do Tempo - Matuê 





















NOTA: 9,8/10


O Matuê fez um álbum de estreia muito interessante, pois essa junção de música psicodélica com Trap foi algo inovador. Ele conseguiu mudar o cenário do Trap nacional; um álbum espetacular do início ao fim.

Transpiração Contínua Prolongada - Charlie Brown Jr. 





















NOTA: 10/10


Um álbum de estreia espetacular, com uma ótima sonoridade e uma junção muito boa de gêneros como Skate Punk, Reggae, Rap e Ska. Realmente, o Charlie Brown Jr. teve um começo em grande estilo.

Kill 'Em All - Metallica 




















NOTA: 9,2/10


Está aí mais uma banda que fez um excelente álbum de estreia. As músicas desse disco, além de serem rápidas, são uma pedrada atrás da outra. Foi graças a esse álbum que surgiu um novo subgênero, o Thrash Metal, que foi um divisor de águas. O fato é que esse álbum é esplêndido, atemporal e nunca deixará de ser um clássico.

É isso família por hoje é so e flw!!! 

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...