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domingo, 9 de março de 2025

Analisando Discografias - The Weeknd: Parte 2

                 

After Hours – The Weeknd





















NOTA: 10/10


Então, chega 2020, e Abel lança certamente um dos melhores álbuns de sua carreira, o After Hours. Após o maravilhoso Starboy e EP My Dear Melancholy,, The Weeknd lançou, nesse intervalo, decidiu focar neste projeto, inspirado em filmes como Cassino (1995) e Coringa (2019). O álbum reflete um personagem decadente e autoindulgente, perdido em meio ao brilho e aos vícios de Las Vegas. A produção trouxe os mesmos produtores de sempre, mesclando elementos do Synth-pop dos anos 80 e Synthwave com R&B, Trap Soul e música eletrônica. Além disso, os sintetizadores brilhantes e os graves pulsantes criam um contraste entre a energia das batidas e as letras melancólicas. O repertório é simplesmente espetacular, parecendo uma coletânea, mesmo contendo canções extremamente melancólicas e sombrias. No fim, é um trabalho sensacional, que já podemos considerar como uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: Blinding Lights, Save Your Tears, In Your Eyes, Heartless, After Hours, Escape From LA (uma cassetada de hits) 
Vale a Pena Ouvir: Snowchild, Scared To Live, Alone Again

Dawn FM – The Weeknd





















NOTA: 9/10


Dois anos depois, The Weeknd lança seu 5º álbum de estúdio, o Dawn FM, que segue por um caminho ainda mais conceitual. Após o espetacular After Hours, Abel inicialmente pensou em criar um trabalho inspirado em um estado depressivo, mas descartou essa ideia e decidiu se basear no conceito de vida após a morte e iluminação. O álbum se apresenta como uma estação de rádio que guia o ouvinte através de um "purgatório" sonoro. Essa ideia é reforçada pelo narrador Jim Carrey, que assume o papel de locutor da fictícia "103.5 Dawn FM". A produção, como sempre, conta com diversos colaboradores, que mergulham profundamente no Synthwave e na New Wave, trazendo batidas eletrônicas pulsantes, sintetizadores melancólicos e vocais processados que remetem diretamente ao Pop dos anos 80, lembrando a-ha e Michael Jackson. O repertório é muito bom, repleto de canções profundas e energéticas. No fim, é um belo disco que cumpre muito bem seu conceito. 

Melhores Faixas: Is There Someone Else?, Take My Breath, Less Than Zero, Sacrifice, Don't Break My Heart 
Vale a Pena Ouvir: How Do I Make You Love Me?, Out Of Time, Here We Go... Again (boa participação do Tyler, The Creator)

Hurry Up Tomorrow – The Weeknd





















NOTA: 5,5/10


O tempo passou, e o cantor fecha essa trilogia com seu recente álbum, o Hurry Up Tomorrow. Após o Dawn FM, este novo trabalho foi anunciado como a despedida do Abel Tesfaye de seu alter ego "The Weeknd", marcando uma transição significativa em sua carreira artística. Além disso, sua série da HBO, The Idol, foi um completo fracasso, e ele queria que este disco culminasse em uma jornada musical e narrativa que explora os altos e baixos da fama, os excessos e a busca por redenção. A produção contou com vários nomes, como Mike Dean, DaHeala e Swedish House Mafia, que incorporaram influências de R&B, Synth-pop, Trap e Synthwave, tentando criar uma boa atmosfera sonora. No entanto, os arranjos muitas vezes são arrastados, e em vários momentos houve um exagero no uso de sintetizadores. O repertório é mediano, com algumas canções boas, mas outras sem graça e irregulares. No final, é um trabalho mediano que encerrou de forma tímida essa trilogia. 

Melhores Faixas: Wake Me Up (participação do Justice), Timeless (ótima participação do Playboi Carti), Take Me Back To LA, Open Hearts 
Piores Faixas: Red Terror, Big Sleep (música arrastada essa com Giorgio Moroder), The Abyss (Lana Del Rey como sempre péssima), São Paulo (essa música com Anitta consegue ser muito traumática)

sábado, 8 de março de 2025

Analisando Discografias - The Weeknd: Parte 1

                 

Thursday – The Weeknd





















NOTA: 5,2/10


Cinco meses depois, The Weeknd lançou sua 2ª mixtape, o Thursday, adotando uma abordagem mais introspectiva. Após o House of Balloons, que tinha uma pegada mais acessível, com referências ao indie rock e batidas contagiantes, Thursday seguiu um caminho mais atmosférico e abstrato, com instrumentais minimalistas e narrativas fragmentadas. A produção, novamente a cargo de Doc McKinney e Illangelo, trouxe camadas densas de sintetizadores, batidas abafadas e uma reverberação intensa, criando uma sensação de imersão e utilizando elementos eletrônicos. Os vocais de Abel frequentemente aparecem ecoados ou distorcidos, reforçando a sensação de desapego e alienação. So que a sonoridade, por vezes, ficou excessivamente arrastada e confusa. Isso resultou em um repertório mediano, com algumas canções interessantes e outras bem sem graça. Enfim, essa 2ª mix é bastante irregular e poderia ter tido mais coesão. 

Melhores Faixas: The Birds Part 1, Rolling Stone, The Zone (participação do Drake) 
Piores Faixas: Life Of The Party, Thursday, Gone

Echoes Of Silence – The Weeknd





















NOTA: 8,6/10


Chegando próximo ao Natal de 2011, The Weeknd lança sua 3ª mixtape, o Echoes of Silence, que fecha essa trilogia. Após o Thursday, essa mix segue uma direção mais sombria e fria. Enquanto House of Balloons explorava a euforia e a decadência das festas, e Thursday mergulhava no desapego emocional e nos relacionamentos disfuncionais, aqui o protagonista finalmente encara o vazio de sua vida. Produzida novamente por Illangelo, mas agora com colaborações de Clams Casino e DropXLife, a mix traz batidas mais secas e atmosferas ainda mais melancólicas. Além disso, há a presença de pianos frios e instrumentais minimalistas, criando um clima de solidão e desolação que combina perfeitamente com a vocalização do Abel, carregada de emoção e sofrimento. O repertório é muito sólido, com canções profundas e experimentais bem coesas. No fim, essa mixtape encerrou bem a trilogia e marcou profundamente o R&B alternativo. 

Melhores Faixas: Outside, XO / The Host 
Vale a Pena Ouvir: Same Old Song (participação do Juicy J), D.D. (cover da música Dirty Diana do Michael Jackson), Next

Kiss Land – The Weeknd





















NOTA: 3,7/10


Então, em 2013, o The Weeknd lança seu álbum de estreia, intitulado Kiss Land. Após lançar uma coletânea com suas três mixtapes, o álbum representa uma nova fase em sua narrativa, abordando sua jornada pós-fama, na qual ele experimenta um estilo de vida ainda mais extremo, viajando pelo mundo, rodeado por prazeres e tentações, mas lidando com um sentimento crescente de isolamento e paranoia. A produção foi diversificada, com DannyBoyStyles e DaHeala colaborando com o cantor, só que o problema foi o exagero nos sintetizadores distorcidos, nas batidas industriais e nos efeitos que criam uma sensação de suspense, mas sem muita emoção. O maior acerto foi nas linhas vocais do Abel, que estão bem destacadas. O repertório é fraco, com algumas canções interessantes, mas a maioria é chata e sem graça. Enfim, sua estreia foi fraquíssima e sem confiança. 

Melhores Faixas: Wanderlust, Kiss Land, Professional 
Piores Faixas: Adaptation, Love In The Sky, Tears In The Rain, Live For (musica tão sem emoção que o Drake parece que gravou isso com sono)

Beauty Behind The Madness – The Weeknd





















NOTA: 9,3/10


Dois anos se passaram, e The Weeknd lança seu 2º álbum, o incrível Beauty Behind the Madness. Após o Kiss Land, que foi um começo com o pé esquerdo, Abel começou a buscar um som mais acessível, mas sem abandonar suas raízes sombrias e introspectivas. Seu primeiro passo nessa transição veio com sua participação na trilha sonora do filme 50 Tons de Cinza, com uma das músicas deste disco. Depois, lançou outras faixas, deixando apenas uma amostra inicial, e o hype foi às alturas. A produção foi bem diversificada, agora com novos nomes, como Peter Svensson, Max Martin, Kanye West, Ali Payami, entre outros, que investiram em uma mistura entre R&B alternativo, Pop, Art Rock, Trap e influências eletrônicas. Aqui, o uso de sintetizadores melancólicos, batidas espaçadas e distorções vocais ficou bem consistente. Resultando em um repertório sensacional, com canções profundas e atmosféricas. Em suma, é um baita disco, com muita consistência. 

Melhores Faixas: Often, Can't Feel My Face, Earned It (tema do 50 Tons de Cinza), The Hills, Acquainted (só hit gente) 
Vale a Pena Ouvir: In The Night, Shameless, Real Life

Starboy – The Weeknd





















NOTA: 9,5/10


No ano seguinte, ele lança mais um disco, o também incrível Starboy, que seguiu para um lado ainda mais midiático. Após o Beauty Behind the Madness, The Weeknd passou por uma mudança significativa no som e na abordagem do Abel Tesfaye. Depois de dominar as paradas com o estilo dark, introspectivo e sensual presente nos álbuns anteriores, agora a sonoridade ficou mais eletrônica, abraçando temas de celebração, fama e decadência. A produção contou com praticamente todos os produtores anteriores, mas com a grande inclusão do Daft Punk. A sonoridade tornou-se mais eletrônica e futurista, incorporando elementos de House, Funk e Synth-pop dos anos 80, além de influências do R&B moderno e do Electropop. O som é mais polido, com batidas dançantes e sintetizadores brilhantes, tudo bem refinado. O repertório é sensacional, com canções muito boas e bem energéticas. No fim, é um trabalho maravilhoso e um dos grandes clássicos de sua carreira. 

Melhores Faixas: Starboy (muita vibe setentista, Daft Punk é inacreditável), Secrets, I Feel It Coming, A Lonely Night, Six Feet Under, All I Know (Future entregando muito) 
Vale a Pena Ouvir: Die For You, Love to Lay, Stargirl Interlude (o Abel fez um verdadeiro milagre salvando a Lana Del Rey), Ordinary Life

My Dear Melancholy, – The Weeknd





















NOTA: 5,5/10


Em 2018, o The Weeknd lançava seu EP intitulado My Dear Melancholy,, que representava um retorno parcial às suas raízes. Após o Starboy, Abel Tesfaye estava no auge comercial. Só que, em vez de seguir uma abordagem mais brilhante, ele decidiu apostar em um som minimalista e melancólico, remetendo aos seus primeiros trabalhos. O projeto também foi inspirado nos relacionamentos de Abel com Selena Gomez e Bella Hadid, principalmente pela maneira como as músicas abordam términos e frustrações emocionais. A produção contou com nomes como Gesaffelstein e Guy-Manuel de Homem-Christo, que focaram em uma atmosfera noturna marcada por sintetizadores frios, linhas de baixo profundas e baterias lentas e reverberadas, mantendo um direcionamento voltado ao R&B Alternativo, mesmo que existam momentos bastante arrastados. O repertório contém 6 faixas e acaba dividido entre músicas boas e fracas. Enfim, é um EP que não funcionou tão bem. 

Melhores Faixas: Call Out My Name, I Was Never There 
Piores Faixas: Wasted Times, Try Me 
  

                                        Então é isso, um abraço e flw!!!         

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Reviews Antigas VII

      

House of Pain (Fine Malt Lyrics) – House of Pain  





















NOTA: 9,5/10


Um disco completamente maravilhoso, com uma produção perfeita e letras muito bem encaixadas em cada faixa. O trio, composto por Everlast, Danny Boy e DJ Lethal (que depois se juntou ao Limp Bizkit e se tornou o DJ da banda), fez um trabalho impressionante com uma sonoridade pesada e linhas bem parecidas com as do início do Cypress Hill. Sério, o repertório deles neste álbum é espetacular.


The Jazz Soul of Little Stevie – Stevie Wonder





















NOTA: 7,1/10


O álbum de estreia do Stevie Wonder, lançado quando ele tinha apenas 11 ANOS, mostra o quão talentoso ele era como compositor e instrumentista. O ''Little Stevie Wonder'', como era chamado naquela época, era um verdadeiro prodígio. Sem contar que o arranjo das músicas é muito bom, embora ainda houvesse muita coisa reciclada de uma música em outras. Não é um álbum que você vai querer reescutar várias vezes, mas, realmente, todo esse trabalho é impressionante para alguém tão jovem.

The Rolling Stones – The Rolling Stones 





















NOTA: 8,6/10


A estreia do Rolling Stones é bastante interessante e sendo cheio de covers de vários artistas que eles tocavam em clubes e tendo apenas uma música composta por eles mesmos. E todas as músicas são bastante fieis ao Blues e até com elementos de R&B, o fato é que esse disco é muito bom e já começava a sinalizar a grandeza que a banda viria a ter no futuro.

Infest – Papa Roach





















NOTA: 9/10


O ‘‘álbum de estreia’’ do Papa Roach ele é algo muito bom, a produção é muito bem-feita e sua sonoridade é crua, pesada e excelente. Só que assim muitas músicas entram em conflito algumas parecem ser Nu Metal, outras Rap Metal e uma até com pós-Grunge que até te confundi, mas mesmo que as letras sejam de angústia e desespero e sendo um álbum com bastante altos e baixos, é um baita disco de estreia.

Contradições – KayBlack 





















NOTA: 8,7/10


O EP que o KayBlack lançou ano passado ele é sólido e bastante interessante, a parte lírica é muito bem encaixada, a produção é muito boa só que o maior pecado é que o arranjo é muito repetitivo fazendo com que todas as músicas fiquem na mesmice. Mas por outro lado é um EP muito competente, mostrando que a carreira do KayBlack pode deslanchar ainda mais no futuro.

The Chronic – Dr. Dre





















NOTA: 10/10


Sério que álbum de estreia espetacular, não é só um clássico ele é simplesmente uma coletânea do começo ao fim. Tudo nesse disco é bem produzido e a parte lírica é sensacional e focando não só no Hip Hop da Costa Oeste como também no G-funk, que foi até introduzido no último álbum que o Dr. Dre participou nos tempos de N.W.A., e mesmos que as pessoas achem que só tem o Snoop Dogg de feat que presta não é verdade é essencial a presença do RBX, do Kurupt, da Jewell e as outras feats que estão presentes nesse disco. Fazendo tudo isso um dos maiores e mais influentes álbuns de Hip-Hop/Rap de todos os tempos.

Secos & Molhados – Secos & Molhados 





















NOTA: 10/10


Sério que começo maravilhoso da banda, sendo um abalo sísmico para aquela geração em uma época tão dura que foi da Ditadura Militar. Que por sinal esse disco não é de apenas um único gênero e sim cheio de várias influências como Folk, Pop Psicodélico, Rock Progressivo, Baião e um MPB mais tradicional. E o repertório ele é inacreditável de tão bom, que por sinal tinha vários poemas musicados como de Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes e João Apolinário. Não é atoa que é um dos maiores álbuns da história da música brasileira e essencial por sinal!

Emergency on Planet Earth – Jamiroquai 





















NOTA: 8,2/10


Que álbum maravilhoso a junção de vários ritmos neste disco é algo estrondoso, porque essa mistura de Acid jazz e funk deixa a harmonia das músicas de um modo descolado e que por sinal muitas vezes há melodias de um Soul dos anos 70 nesse álbum. E uma coisa que tem que se destacar é que o repertório foi muito bem ordenado, a única coisa que faltou eram músicas que causasse um impacto forte, mas de resto é uma boa estreia.

House of Balloons – The Weeknd 





















NOTA: 8,5/10


Esse primeiro trabalho do The Weeknd, que é uma mixtape, que possui ainda mais duas. Assim, ele é muito legal e com uma vibe que essa mix passa de melancolia, depressão e um clima bastante sombrio. Além disso, o R&B funcionou bastante nesse trabalho e ele é muito bem elaborado, apesar de ter uma sonoridade bastante duvidosa e com músicas longas demais para toda essa vibe criada, ele é um trabalho muito competente.

From Genesis to Revelation – Genesis  





















NOTA: 5,4/10


O 1º álbum do Genesis ele é muito inconsistente e já se nota uma produção fraquíssima. Dando pra se notar que eles tiveram influências de Bee Gee’s em suas composições, e tendo poucas músicas agradáveis, pois a grande maioria é chata, genérica e muito confusa. Além disso, eles não tinham um gênero definido ficando uma mistura de Art Rock, Folk, Pop Psicodélico, sem aquele estilo progressivo em que a banda ficou conhecida. Num contexto geral, esse disco é bastante mediano.

2 em 1 por hoje é só e flw!!! 

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...