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sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Analisando Discografias - Rihanna, Orochi e Yunk Vino (RA: XIX)

         

Unapologetic – Rihanna





















NOTA: 4/10


Apesar de ter tido uma sequência muito interessante, foi lançado o Unapologetic e a partir daqui às coisas começaram a desandar. Até porque, nessa época, a Rihanna já estava sofrendo bastante pressão da mídia, o que é comum para os artistas pop passarem por isso. Mas o principal motivo dos erros deste trabalho é que a cantora abandonou tudo o que tinha sido proposto no Talk That Talk, que era ter uma sonoridade totalmente eletrônica, e acabou voltando para um som mais Synth-pop com Hip Hop, e com tudo isso a produção ficou bastante confusa, mostrando a tamanha bagunça presente em seus arranjos, que simplesmente não combinam com a letra ou soam genéricos demais. Isso se reflete em canções horríveis e sem qualquer tipo de emoção, como Jump, Stay, a xaropíssima Loveeeeeee Song e a estranha canção Nobody’s Business, que curiosamente conta com a participação do Chris Brown. Esse disco ainda apresenta músicas medianas, como Numb, que mais uma vez conta com a participação do Eminem, sendo uma tentativa totalmente aquém de atingir o mesmo sucesso de Love The Way You Lie. Assim, teve apenas três músicas que podemos destacar como boas: Diamonds, What Now e No Love Allowed. Mas juntando tudo isso, o repertório é tão eficiente quanto a defesa do Vasco. Sendo assim, um disco bem ruim que mostrou ser um tropeço horroroso da cantora caribenha.

ANTI – Rihanna 





















NOTA: 6/10


Após um último trabalho horroroso, chegou o último álbum até o momento de Rihanna, o ANTI, que foi lançado há 8 anos. Este disco, dessa vez, foi lançado pelo selo da Roc Nation, já que a cantora havia saído da Def Jam Recordings e assinado com a gravadora de Jay-Z. (Por sinal, a Roc Nation não é apenas uma gravadora, ela gerencia artistas e atletas e está no entretenimento.) Para evitar os problemas de seu trabalho anterior, ela trouxe apenas alguns produtores com os quais já tinha trabalhado, além de alguns novos. Sua sonoridade é mais influenciada pela música psicodélica e o Soul, trazendo uma vibe muito mais experimental, que foi tratada como inovadora, não sei aonde. Mas assim, eu concordo que o hit Never Ending e algumas faixas como Desperado, Work e Consideration são muito boas, mas há outras canções que são totalmente bagunçadas e muito fracas, como Woo, Needed Me e Higher, que são desconfortáveis de ouvir, principalmente com a voz desanimada que Rihanna apresenta. Das três novas faixas apresentadas na versão deluxe, apenas Sex With Me realmente parece ter sido bem trabalhada, mas, no geral, o repertório é composto por metade de músicas genéricas. Sendo um trabalho mediano e nem merece ser tratado como o melhor trabalho de Rihanna e após isso, não tivemos mais nenhum álbum novo da cantora, e não há previsão de quando chegará. Sendo bem sincero, acho difícil que seja lançado nos próximos meses

Celebridade Orochi 





















NOTA: 9,8/10


O álbum de estreia do Orochi é totalmente mágico, sendo lançado pouco tempo após a pandemia do Covid-19 ter estourado. E logicamente que o rapper, antes mesmo de lançar essa maravilha, já havia vencido o Alves no Duelo de MCs em 2015. Três anos depois, gravou seus primeiros singles que obtiveram um sucesso considerável, o que rendeu até uma participação no maravilhoso Poesia Acústica 6. Já estava claro que Orochi estava se preparando para lançar sua primeira obra. Esse álbum foi gravado durante 1 ano e produzido por diversos produtores como Kizzy, Dallas, Papatinho e o jess beats, e todos eles trouxeram uma sonoridade esplêndida, com qualidade acima da média, tendo batidas totalmente pesadas que se encaixam nas letras do Orochi. O repertório desse álbum é muito bem ordenado, parecendo uma coletânea, e se divide em estilos como Lifestyle, no caso de Mitsubishi e a faixa título, também romantismo, como o maravilhoso hit Amor de Fim de Noite (que eu acho que todo mundo já sofreu escutando isso aqui), e outras que seguem a mesma fórmula, só que com um grau de ‘‘putaria’’ como Vermelho Ferrari e a subestimadíssima Feiticeira, e alguns temas reflexivos que encerram muito bem esse álbum, em Balão e Nova Colônia. Mostrando assim, um álbum espetacular, bastante memorável, sendo um excelente começo da gravadora Mainstreet e que foi o marco zero para a consolidação do Orochi no cenário do Trap nacional.

Lobo – Orochi





















NOTA: 8,2/10


Depois do sucesso de Celebridade, logo no ano seguinte é lançado o segundo álbum do Orochi, intitulado de Lobo (que por sinal essa capa mais parece mais de single). Este álbum apresenta várias diferenças em relação ao seu álbum de estreia, mostrando letras mais reflexivas. Isso é resultado das diversas experiências que o rapper teve em sua vida até alcançar o estrelato. Mais uma vez, a produção conta com Kizzy e agora também com Ajaxx, que fizeram um ótimo trabalho com arranjos interessantes, bem acompanhados pelas letras excelentes contidas em cada canção. O repertório foi muito bem ordenado, trazendo faixas com algumas feats, como o MC Poze do Rodo na excelente faixa título, que abre o álbum muito bem. Também há colaborações com PL Quest e BIN em Champagne, que aborda um estilo de vida luxuoso, e o Borges na ótima canção Se o Mundo Acabasse Hoje. Além disso, outras faixas como Deixa Chapar, Íma e a melódica Sobre Nós. Tudo Isso mostrou uma obra mais conceitual e que demonstrou o quanto que o Orochi honrou o trabalho que o pessoal da Mainstreet teve nesse trabalho. Sendo assim, um álbum muito bom, mas que aos poucos já vem sendo tratado como um trabalho bastante subestimado após o lançamento do seu sucessor.

Vida Cara – Orochi 





















NOTA: 9/10


Falando nele, o terceiro álbum, o maravilhoso Vida Cara, que foi lançado no início do ano passado. No entanto, antes do lançamento, Orochi tinha sido detido pela polícia devido a um mandado de busca e apreensão após o rapper ter divulgado um vídeo nas redes sociais em que seu segurança pessoal estava portando um ‘‘fuzil’’, que na verdade era apenas uma espingarda. Ou seja, o clima antes do lançamento já começou conturbado. Mas focando no álbum, os produtores permaneceram os mesmos, incluindo o retorno de jess beats, e trouxeram alguns novos como RUNX, Galdino e vários outros. Todos desenvolveram uma sonoridade que não se limita apenas ao Trap, mas incorpora vários elementos do Hip Hop/Rap e Funk Carioca nas canções. Isso se reflete nas inúmeras feats presentes no álbum, que incluem Djonga, Baco Exu do Blues, Filipe Ret, MD Chefe, Vulgo FK, e entre outros, além de duas participações de rappers internacionais: Russ e Trippie Redd (conhecido pela feat na canção Fuck Love do saudoso XXXTentacion). A grande novidade foi que o repertório contém 26 faixas, tornando-se o álbum mais longo da carreira do Orochi. Posso dizer que a proposta foi muito bem executada, pois o álbum está recheado de canções maravilhosas como Iluminado, Sereia, Cicatrizes, Distante de Tudo, Sozinha e Balão 2, esta última sendo uma ótima sequência mantendo a mesma abordagem do seu antecessor. Enfim, este álbum é espetacular e mostrou um grande diferencial do seus anteriores.

Vida Cara (Deluxe) – Orochi 





















NOTA: 8,6/10


Seis meses depois já na metade do ano passado, foi anunciada a versão deluxe do Vida Cara e no mês de outubro chegou esse álbum, que podemos até tratar esses dois trabalhos como duplo. Principalmente porque esse álbum se tornou uma versão deluxe principalmente pela onda que veio de outros artistas que fizeram a mesma coisa que o Orochi fez e também pela proposta que o rapper fez nessa continuação, que era trazer músicas mais envolventes. E apesar de ter a mesma equipe de produtores, sendo que quem mais aparece por trás das batidas é o RUNX, só que logicamente todo mundo fez um bom trabalho, mas é óbvio que esse álbum é a mesma coisa da versão original, só que ele é mais puxado para questões mais reflexivas, apesar de as letras terem ficado bastante funkeadas. As 10 faixas inéditas desse repertório até que são legais, só que contém músicas fraquíssimas em Quando Você Chegou, Bottega Veneta e a terrível vangloriação luxuosa contida em Vivência de Trap, só que é claro que o resto das músicas salvam bastante, como é o caso do hit Mesma História, que tem a participação do Caio Luccas, Floripa e Mil Motivos, mas no final essas canções que acabaram falhando mostraram um pequeno tropeço do Orochi. Por sinal, essa capa dos dois álbuns ela representa aquela treta daquela mulher que tentou destruir a BMW X6 do rapper (coitada, acabou sendo marcada na história da música brasileira como um meme eterno). Enfim, é um álbum até legal, mas que ficou bem inconsistente para uma sequência.

442 – Orochi 





















NOTA: 3,8/10


Chegando agora no último álbum até o momento do Orochi, o 442, que foi lançado há quase três meses. Ele vem com algumas mudanças comparadas ao Vida Cara, tanto o original quanto o deluxe, com pequenas alterações nos temas abordados nas letras e algumas batidas que tentam combinar com cada refrão. O título desse álbum é uma alusão direta a um esquema tático de futebol, onde a vida se assemelha a uma busca incessante por vitórias e superações, mas isso tudo não deixa de mostrar que o contexto não passa de uma verdadeira ilusão. Por mais que esse trabalho tenha sido muito bem produzido, ele infelizmente tem arranjos que não combinam nem um pouco com várias canções. As únicas faixas que pode se dizer que ficaram muito boas e tiveram ótimas feats foram 2Am nas Américas, Sem Censura e Seu Nome, que tem um dueto bem interessante do Orochi com o Poze, enquanto que as outras canções são ruins e bem irregulares, principalmente devido a letras e arranjos que são confusos como no caso de Barras e Barras, Pix Misterioso, o entre aspas hit Vida Rasa e a interminável Assault Monopólio que finaliza esse repertório do pior jeito possível. Em suma, é um álbum muito ruim, totalmente abaixo comparado aos seus anteriores e com letras a nível Oruam de qualidade, é seu Flávio, errou feio dessa vez!

Off – Yunk Vino 





















NOTA: 8,2/10


A mixtape intitulada Off foi a estreia do Yunk Vino no cenário do trap brasileiro, e, por mais que tenha sido inicialmente ignorada, é um trabalho muito interessante. Apesar de ser um trabalho fora de uma gravadora grande e ter sido independente, sendo o próprio Vino o produtor executivo desse álbum, ele traz uma sonoridade que é do trap, mas que tem uns certos flertes com Hip Hop/Rap, mais precisamente nas suas letras. Só que é claro que na maioria das vezes tu percebe o rapper imitando até que excessivamente o Travis Scott. Foi errado? Bom, eu diria que não, até porque essa inspiração está presente até nos trabalhos mais recentes do Vino, mas já, já falaremos deles. Enfim, o repertório dessa mix está bem ordenado e ficou muito legal. Vale destacar várias faixas maravilhosas como Plug ++, Modo da Night e Bape, e outras canções que tiveram uma ótima combinação de letra com batidas mais técnicas, como em Fiji, Highway, Ykkg e Espelho. A única coisa que eu acho que foi o maior pecado desse trabalho foi que algumas faixas terminam sem som e não têm nem um tipo de transição para a próxima, mas que não estraga a experiência por trás dessa mix. No fim, é uma ótima mixtape e que marcou um bom começo do Yunk Vino.

237 – Yunk Vino  





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, em 2020, foi lançada a segunda mixtape do Yunk Vino, que traz uma vibe bem diferente comparada ao Off. Sendo um trabalho mais complexo e fugindo um pouquinho mais do lado Hip Hop/Rap, focando-se de vez no trap e trazendo uma sonoridade mais psicodélica, isso foi uma captação bastante interessante por trás da produção desse álbum, que trouxe batidas que combinam com as letras cheias de vivências e um pedacinho de romantismo/putaria nelas. Tudo isso introduziu um repertório perfeito, que está ainda mais acertado e que inclui uma faixa melhor que a outra, como no caso de R.S.S., Campari, Medicine (que a letra não tem nada a ver com a profissão), e também as excelentíssimas Leans, Pt. 2 e Só Quando Ela Me Quer, cujas letras são bastante criativas e não é à toa que são os dois grandes hits dessa obra do Vino. Até mesmo a melancólica faixa título tem uma ótima mensagem em tudo que é abordado em sua letra. Outra coisa, todas as canções dessa mixtape, agora, não têm mais aquele problema que estava presente na última mix, de terminarem sem som e tal; agora elas já têm pelo menos uma finalização ou transições. No final de tudo, é uma mixtape excelente, cheia de flows absurdos, que acabou elevando um grande sucesso para o rapper paulista.

237 Deluxe – Yunk Vino 





















NOTA: 9,4/10


Em apenas quatro meses após lançar a versão original, já chega à versão deluxe do 237 que, logicamente, é a mesma coisa só que ficou ainda mais esplêndido. O que há de se notar é que a qualidade ficou ainda melhor e intensificou ainda mais aquele som psicodélico nas canções, tendo aqueles flows absurdos. Isso claro se deve à produção que nesses dois álbuns trouxe uma sonoridade que equivale bastante ao trap internacional, e posso dizer que certamente a mente pensante por trás de tudo isso foi o produtor Ecologyk que fez um trabalho espetacular e mostrou ainda mais serviço nessa versão deluxe, so que também os outros produtores colaboraram muito e todos os arranjos são bem complementados. Enquanto que as 14 faixas inéditas que estão presente nessa mixtape são ainda melhores que a versão original, sério chega a parecer uma coletânea e as canções que mais vale destacar são On Me, Bad Shawty, Rockstar, Normal que tem uma feat de um rapper que não era conhecido nessa época um ‘‘tal’’ de Veigh e a subestimada Rodeo, que é obvio que o título é uma alusão ao primeiro álbum do Travis Scott, enquanto que as outras faixas que por mais que não sejam super memoráveis elas tem ótimas letras no caso de Slimelife e Alarm (Midnight Calls), sério que repertório maravilhoso. No fim, essa versão deluxe é superior que a original sendo uma mixtape excelente e sendo o melhor trabalho lançado do Vino.

Então é isso e flw!!!

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Analisando Discografias - Michael Jackson e Rihanna (RA: XVIII)

        

HIStory – PAST, PRESENT AND FUTURE – BOOK I – Michael Jackson





















NOTA: 5,3/10


Chegando no 9º álbum, que foi lançado em uma época marcada por intensos problemas na vida de Michael, como por exemplo na época em que ele foi acusado de abuso sexual infantil, naquele primeiro caso do Jordan Chandler (que não é necessário entrar em detalhes) e também que na época das acusações e da gravação desse disco ele tomava excessivamente analgésicos, sendo uma válvula de escape para lidar com todo estresse que passava. E olha que ele tinha a tarefa de lidar com tudo isso e ainda produzir esse disco junto com o pessoal da Epic, que dessa vez excluiu as influências do New jack swing e focou muito mais no Hip Hop. Esse disco é dividido num Disco 1 que é praticamente uma coletânea desnecessária e o seu repertório nem sequer está bem ordenado, apenas Billie Jean, Bad e Thriller são exceções, enquanto que o Disco 2 já é um material inédito que tem várias canções boas como Scream, que é um dueto com a irmã dele, a Janet, You Are Not Alone que por mais que seja uma balada de autoajuda, é muito boa e também a maravilhosa They Don’t Care About Us que é bastante conhecida por conta daquele clipe que foi feito lá em Pelourinho e na Favela Santa Marta, que tem a participação do grupo Olodum. Mas também tem canções fraquíssimas como Earth Song, Smile, o chororo insuportável de Childhood e o cover sem graça de Come Together dos Beatles. Sendo assim, um álbum bastante decepcionante e que começou a demonstrar uma decadência.

Invincible – Michael Jackson 





















NOTA: 3,7/10


Indo agora para o último álbum de estúdio do Michael Jackson, que foi lançado seis anos depois do seu último trabalho, que foi decepcionante. Aqui as coisas pioraram ainda mais, pois naquela época já havia bastante pressão para que o Michael conseguisse lançar um disco que novamente tivesse sucesso comercial igual aos trabalhos anteriores, sem contar que sua reputação era bastante questionada pela mídia, que não deixava de atormentar o cantor. Isso acabou mostrando uma produção bastante confusa e com uma estética que se afundou bastante em arranjos que não combinavam com o estilo do Michael, e isso é mostrado em canções totalmente sem brilho como Heartbreaker, Unbreakable, que tem a participação do Notorious B.I.G. (que nem ele conseguiu salvar essa música) e obviamente a faixa título. Mesmo tendo algumas faixas boas como Privacy, Heaven Can Wait e You Rock My World, elas não conseguem salvar um repertório que tem baladas desastrosas, no caso de The Lost Children, e ainda tendo mais uma música com uma letra que tenta surfar no sucesso de Heal The World, a chatíssima Cry. Tudo isso mostrou um disco muito fraco que trouxe um final bastante triste na carreira do respeitado Rei do Pop que, diferente do seu título, não demonstrou ser invencível.

Michael – Michael Jackson 





















NOTA: 1/10


Um ano após a morte de Michael Jackson, no final de 2010, é lançado o primeiro disco póstumo que não passa de um verdadeiro desastre e uma falta de respeito com os fãs. Esse disco foi produzido e lançado pelo pessoal da Sony, que conseguiu encontrar algumas canções que ficaram inacabadas e sério, a Sony conseguiu fazer o feito de estragar algo que nem pronto estava que chega a beirar o precipício da vergonha alheia. Sério, nenhuma das faixas desse disco consegue ser boa e nem as participações do Akon, 50 Cent e Lenny Kravitz conseguiram salvar alguma coisa. É tanta canção terrível que dá vontade de sumir, principalmente em Best of Joy e Much Too Soon. E o pior de tudo é que por esse material não ter sido todo gravado pela voz do Michael, eles tiveram a brilhante ideia de contratar um imitador, o Jason Malachi, para botar a voz em cima dessas canções, e nem preciso dizer o quão evidente ficou (é praticamente como se tivessem chamado o Rodrigo Teaser para fazer essa função). E aí a gravadora sustentou uma mentira falando que a voz era do Michael, e só para vocês terem uma noção, as canções que foram apontadas como falsas, a Keep Your Head Up, Monster e Breaking News, foram retiradas dos serviços de streaming em 2022. Bom, o que eu posso dizer é que isso é uma das piores coisas lançadas em nome de um artista gigante.

XSCAPE – Michael Jackson





















NOTA: 8,2/10


Quatro anos depois, de um dos trabalhos mais fajutos da história da música, foi lançado o verdadeiro álbum póstumo do Rei do Pop, o Xscape. O disco foi produzido dessa vez por produtores como Timbaland, Rodney Jerkins, Stargate e vários outros que trouxeram a essência do estilo que o Michael sempre teve, e assim todas as suas faixas tiveram gravações vocais inacabadas ou demonstradas pelo cantor, que foram retrabalhadas e produzidas pelos produtores contemporâneos. E as faixas se alternam em gravações durante as produções após o Thriller até o Invincible, sem contar que o repertório da versão deluxe foi dividido entre as versões finais das canções com as originais (no caso, as demos), mas assim fazendo apenas uma comparação eu prefiro a versão de Love Never Felt So Good com a participação do Justin Timberlake do que a original e a versão final com a parceria do Paul Anka. Mas apesar disso, tem outras canções muito legais como Chicago, Do You Know Where Your Children Are e Slave to the Rhythm que traz uma vibe retro muito interessante. No entanto, tem 2 faixas que são muito fraquinhas que são a Blue Gangsta e A Place With No Name, que sua versão final não ficou tão legal quanto a sua original. No final, mostrou ser um disco póstumo decente e que mostra o respeito pelo legado do Michael Jackson.

Music of the Sun – Rihanna 





















NOTA: 8/10


Em 2005, foi lançado o álbum de estreia de uma garota de 16 anos vinda de Saint Michael, em Barbados. Esse país lá do caribe trouxe ao mundo uma adolescente incrivelmente talentosa chamada Robyn Rihanna Fenty, ou simplesmente Rihanna. Tudo isso foi possível primeiramente graças ao produtor musical Evan Rogers, em Barbados, que ajudou a cantora a gravar sua fita demo para enviar a diversas gravadoras. Essa fita demo acabou nas mãos do rapper Jay-Z, que então a chamou para um teste na gravadora que ele recém havia sido nomeado presidente, a Def Jam Recordings. O resultado foi que ela assinou com a gravadora. O disco foi produzido por muitas pessoas, mas os que foram essenciais foram Carl Sturken e Evan Rogers. Eles destacaram em seus arranjos elementos da música caribenha e trouxeram uma sonoridade não só de Pop e R&B, mas também de Dancehall e Reggae, uma mistura que mostrou bela consistência. O repertório, embora tenha uma ordenação que eu diria estar certa em alguns momentos, apresenta baladas bastante energéticas e emotivas, como em You Don’t Love Me (No, No, No), Music Of The Sun, Here I Go Again, e o primeiro grande hit da cantora, Pon de Replay. Porém, também há faixas subestimadíssimas como The Last Time e Let Me, que têm uma combinação perfeita em sua melodia e na voz da Rihanna. Em suma, o disco de estreia da futuramente apelidada Rainha do Caribe é bastante interessante, marcando já um bom começo.

A Girl Like Me – Rihanna 





















NOTA: 5,2/10


Pouco tempo depois, é lançado o segundo álbum da Rihanna. Em uma época em que ainda nem havia completado um ano desde sua estreia, que ocorreu em agosto de 2005, este novo álbum foi lançado em abril de 2006. Focando nesse trabalho, ele chegou em uma época para tentar superar tudo o que seu antecessor propôs e também para posicionar a cantora como uma das principais artistas pop do momento. Podemos dizer que esse disco é praticamente a mesma coisa que o seu antecessor, exceto pelo fato de que não foram apenas Carl Sturken e Evan Rogers que o produziram, mas também houve a adição de alguns outros produtores, como por exemplo J.R. Rotem. No entanto, a verdade é que, por ser uma continuação de Music Of The Sun, ele apresenta vários problemas, tendo uma produção confusa e com uma qualidade bastante abaixo. Apesar de as faixas estarem todas em uma ordem certa, a maioria das canções são bastante fracas, como no caso das tediosas SOS e Break It Off com a participação de Sean Paul, e as terríveis baladas presentes em Final Goodbye e Dem Haters, que não agradam nem um cachorro de rua. No entanto, este disco tem seus momentos de brilho, como em We Ride, A Million Miles Away e Unfaithful (a única balada que realmente se destaca). Mostrando assim um álbum bastante mediano, com muitos problemas explícitos, que já mostra um primeiro deslize da cantora.

Good Girl Gone Bad – Rihanna 




















NOTA: 9,7/10


Após o primeiro tropeço de sua carreira, Rihanna decidiu então que era a hora de tentar algo muito mais ousado, lançando assim o Good Girl Gone Bad. Um disco que é simplesmente maravilhoso, que mostrou o afastamento da cantora das influências caribenhas de seus dois últimos álbuns e marcou uma transição para um lado muito mais provocativo, deixando de lado aquele lado de ‘‘garotinha inocente’’. E o que aconteceu foi que a produção ficou dessa vez com vários produtores, como o Timbaland e Ne-Yo, deixando de lado Carl Sturken e Evan Rogers. O próprio Ne-Yo, inclusive, deu uma ajuda imensa para Rihanna, dando algumas aulas de canto, que, por mais que pareça inexpressivo, foi bastante importante. Falando sobre a sonoridade, ela ficou mais focada no R&B e no Pop, com implementações de Hip Hop, Rock e mais uma vez Reggae. E o repertório novamente foi bem ordenado e agora tendo músicas que realmente ficaram marcantes como no caso dos hits Umbrella (que tem a participação do Jay-Z), Don’t Stop The Music, Shut Up and Drive e Rehab e essas duas últimas são sensacionais. Também tem várias outras músicas muito boas como Hate That I Love You e a faixa título, esse repertório ele ainda ganhou mais três novas faixas em sua reedição todas excelentes exceto If I Never See Your Face Again que é um dueto com a terrível banda Maroon 5 que a Rihanna consegue ofuscar eles. Enfim, esse álbum é realmente um espetáculo que marcou a cantora com uma estrela do Pop.

Rated R – Rihanna 





















NOTA: 7,7/10


Depois de um grande sucesso com o Good Girl Gone Bad, era necessário que seu sucessor estivesse no mesmo patamar e depois de dois anos foi lançado o Rated R. Que antes mesmo de ser gravado, Rihanna estava passando por uma fase bem delicada, principalmente devido ao caso de violência doméstica que sofreu de seu ex-namorado Chris Brown, o que influenciou bastante que esse trabalho fosse um pouco mais reflexivo e sombrio. Então os mesmos produtores do trabalho anterior então captaram essa proposta e trouxeram uma sonoridade seguindo as mesmas influências apesar de mostrar que abordaram ainda mais o Hip Hop em suas canções, e as faixas desse disco mostram bastante o quanto que essa implementação foi boa como em Rude Boy, Hard e Wait Your Turn enquanto outras canções exploraram outras influências com uma certa excelência como o Rock no caso de Rockstar 101 que tem a participação do Slash e também a maravilhosa Fire Bomb e a música Te Amo que incorpora muito bem as influências da música latina, mas eu não posso dizer o mesmo de algumas canções fracas que esse disco tem como Photographs, Cold Case Love e a superestimadíssima Russian Roulette que tem um arranjo bastante bagunçado. Sinceramente é um repertório até legal, mas essas faixas e a introdutória quase bota tudo a perder. Apesar disso, é um álbum bem consistente, mas que ficou bem abaixo do que se esperava.

Loud – Rihanna  





















NOTA: 9,6/10


Chegando no Loud, que é um álbum que novamente voltou àquela vibe mais festiva e animada dos três primeiros discos, mesmo que ele siga muito mais a fórmula apresentada no Good Girl Gone Bad. Dessa vez, os produtores da Def Jam tiveram que trabalhar pra valer, pois o que a cantora propôs foi um álbum indo muito mais para o lado do Dance-pop e que tivesse muito mais baladas, por isso, quando você escuta esse disco, você vê que ele tem arranjos muito mais contagiantes e que a Rihanna sai daquela vocal mais suave e tem momentos que ela chega a quase gritar em suas letras, dando um lado muito mais de vibração. E isso é mostrado em um repertório que tem cada canção maravilhosa que, na boa, é até explicativo como conseguiram virar hits e claro que estou falando das faixas Only Girl (In The World), Cheers (Drink To That), S&M e What’s My Name? que são hits bastante chicletudos. E também há outras canções que são muito boas, porém pouco memoráveis, como as baladas California King Bed e a sequência de Love The Way You Lie que dessa vez o Eminem não é o vocalista principal (mas mesmo pela inversão de papéis ficou mais uma vez muito bom) e Complicated que tem elementos de House music muito bem escondidos. No final, ele é um álbum incrível e muito hipnotizante, só que assim, ele não é uma obra-prima como dizem os fãs mais loucos da cantora, ele está longe disso.

Talk That Talk – Rihanna 






















NOTA: 9,1/10


Depois do grande sucesso do seu último álbum, que chegou no topo da grande mídia, chega o 6º disco da cantora que mostra uma grande diferença em sua sonoridade. Inicialmente, esse disco era para ter sido originalmente uma reedição do seu último trabalho, o Loud, só que isso acabou sendo cancelado e eu diria que seria um planejamento bastante equivocado da Rihanna, que, felizmente, não rolou. Uma coisa que podemos notar é que esse álbum vai para um lado em que sua sonoridade é muito mais puxada para música eletrônica, tanto que não é à toa que, apesar de ter os mesmos produtores, a inclusão de alguns novos como Calvin Harris e Rob Swire já mostra essa predominância na maioria de seus arranjos. Tanto que os hits Where Have You Been e We Found Love (que tem a própria participação do Harris) demonstram muito a abordagem presente no seu repertório, que inclui outras músicas muito boas como a balada chorosa Farewell, We All Want Love, a curtíssima mas muito boa Birthday Cake e, claro, a faixa título que novamente tem a participação do Jay-Z, que mostrou ser uma tentativa de repetir o mesmo sucesso de Umbrella, o que não foi bem o que aconteceu. Mas tudo isso mostrou um álbum bem divertido, que é bastante subestimado pelos fãs da cantora.

Por hoje é so então flw!!!

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