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sábado, 7 de setembro de 2024

Analisando Discografias - KoЯn e Pink Floyd (RA: XXV)

             

The Paradigm Shifty – KoЯn





















NOTA: 5/10


Após mais um trabalho terrível e totalmente esquecível em 2013, eles lançam mais um novo disco com a premissa de que agora as coisas mudaram. Após quase 10 anos, o Head, membro fundador do Korn que havia deixado a banda após se converter, acabou retornando. Isso aconteceu após o festival Carolina Rebellion em Rockingham, onde o Head estava originalmente como convidado especial para a apresentação da banda de Rock Cristão Red. Mais tarde naquela noite, o Korn estava se apresentando no palco principal e Jonathan Davis o chamou para participar e encerrar o show, olha para vocês verem que coisa doida. Bom, mas após isso, estava na hora de ir para o estúdio novamente e se redimir após a porcaria do The Path of Totality. Junto com o produtor Don Gilmore, trouxeram um som mais moderno e com grande agressividade, porém, parece que na hora em que foram mixar, não perceberam que o som ficou abafado em muitos momentos. O início desse repertório até que começa a te animar bastante com Prey for Me, Love & Meth, What We Do e Spike in My Veins, mas logo vêm canções que até tinham potencial, mas acabam se mostrando irregulares como Never Never, Punishment Time e Lullaby for a Sadist. Parece que o polimento não ajudou muito. Enfim, por mais que o começo seja animador, ainda faltou mais alguma coisa para que eles voltassem a ter a consistência de antes, sendo assim, mais ou menos.

The Senerity of Suffering – KoЯn 





















NOTA: 8,4/10


Em três anos, após uma tentativa que ainda faltou só mais um pouco para a banda enfim se redimir, chega mais um novo álbum e aí sim as coisas melhoraram. Logo após longas turnês, a banda decidiu continuar explorando suas origens, buscando criar um som pesado e agressivo que relembrasse os momentos da banda entre 1994 e 1999. Sendo um disco que foi uma resposta aos desejos dos fãs que queriam um retorno a um som mais autêntico. Então, mais uma vez, eles trabalharam com outro produtor renomado que trabalhou com bandas como Foo Fighters, Deftones e Alice In Chains, o subestimado Nick Raskulinecz, que trouxe uma produção robusta, com riffs de guitarra poderosos e intensos da dupla Head e Munky. Vale destacar também a essencial presença de Ray Luzier nos arranjos, que foi fundamental para a construção desse disco. Dessa vez, eles acertaram em um repertório totalmente arrasador e com canções pesadas como Insane, que abre de forma surpreendente esse álbum, além de Take Me, Rotting In Vain e A Different World, que conta com uma boa participação de Corey Taylor, por mais que não tenha aquela gritaria conhecida que ele faz no Slipknot. Além dessas faixas, também vale destacar as sombrias Black Is the Soul e Please Come for Me. Enfim, esse disco realmente foi um acerto e tanto, por mais que ainda teve fã que cometeu o crime de compará-lo com Take A Look In The Mirror, uma tamanha jumentice.

The Nothing – KoЯn 





















NOTA: 8,7/10


Mais uma pausa e chega The Nothing, que veio em uma época totalmente delicada e triste. Tudo isso porque Jonathan Davis teve que enfrentar a morte de sua esposa, Deven Davis, em 2018, o que influenciou as letras do álbum, resultando em uma obra intensamente sombria e introspectiva. Deven faleceu por conta de uma overdose e sua saúde mental estava afetada devido ao fim do casamento dois anos antes, o que mexeu muito com sua cabeça. Sem contar que, em vários momentos durante as gravações desse disco, nosso querido JD estava se sentindo bastante culpado por tudo que aconteceu. E falando nisso, eles não mudaram de produtor e não fugiram da sonoridade padrão da banda, mostrando o lado emocional bastante reconhecível do álbum de estreia e do Issues, criando um lado que refletisse o luto e a dor de Jonathan Davis, resultando em um álbum que é emocionalmente devastador. Além, é claro, de que os vocais são totalmente vulneráveis e que dá para ver uma conexão com os excelentes riffs de baixo apresentados pelo Fieldy. Todas as faixas desse disco, além de pesadas, mostram sua consistência emocional em sua abordagem, como nas espetaculares Cold e The Darkness is Revealing, além das melódicas Can You Hear Me, This Loss e Idiosyncrasy. E só um adendo: esse álbum apresenta vários interlúdios que completam bestante. Enfim, esse disco mostra mais um avanço da banda e é um trabalho ótimo, não só por conta de todo o contexto doloroso envolvido.

Requiem – KoЯn





















NOTA: 9/10


Chegando agora no último lançamento do Korn, que foi há 2 anos, o Requiem, que é simplesmente um avanço comparado aos últimos trabalhos. Após aquele último trabalho carregado de dor e perda, refletindo um período sombrio na vida do vocalista Jonathan Davis, que enfrentou a morte de sua esposa e também a perda de sua mãe um ano depois do lançamento do The Nothing, a banda começou a trabalhar no novo álbum durante a pandemia da COVID-19. Dessa vez, eles novamente produziram o álbum por conta própria, juntamente com outro produtor, Chris Collier, que no último disco trabalhou como engenheiro de som. Juntos, conseguiram equilibrar todo aquele som característico do Korn com uma abordagem mais moderna, que traz uma vibração perceptível em seus arranjos. Esse repertório acabou sendo o mais curto, contendo 9 faixas, e todas são excepcionais, como Forgotten, Let The Dark Do The Rest e Start The Healing, que dão um início bastante agressivo ao álbum. Além de outras canções como Lost In The Grandeur, que traz um lado eletrônico que se mistura com aqueles riffs funkeados do Faith No More, e Disconnect, que, por mais melancólica que seja, lembra bastante os tempos do Life Is Peachy devido à sua agressividade sonora. Realmente, um repertório que mostra uma ótima ordenação e que é super conectado. Enfim, esse álbum é muito bom e, com o tempo, pode acabar envelhecendo muito bem.

The Piper at the Gates of Dawn – Pink Floyd 





















NOTA: 9/10


Há muito tempo atrás, surgiu uma nova banda em Londres, que chegou de uma forma semi-glamurosa. Lançado em 1967, o Pink Floyd, que antes teve outros nomes, foi fundado por três estudantes de arquitetura da Universidade de Westminster: Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright, e pelo estudante de arte Syd Barrett. Na época, eles só tinham feito algumas turnês, mas atraíram a atenção da EMI, que acabou assinando com eles naquele início de ano. Isso foi significativo para uma banda que fazia músicas para usuários de LSD (sim, o ácido), tanto que isso acabou rendendo um certo problema futuramente. O álbum foi gravado nos estúdios Abbey Road, sob a produção de Norman Smith, que havia trabalhado com os Beatles até o Rubber Soul, onde ele trabalhou como engenheiro de som e na mixagem. As sessões de gravação ocorreram entre fevereiro e maio de 1967, um período em que a banda estava explorando novos sons e técnicas. Nesse começo, a sonoridade não era nem um pouco progressiva, mas sim mais psicodélica e muito experimental. E falando em Beatles, eles gravaram esse álbum na mesma época do Sgt. Pepper's. O repertório era muito interessante e cheio de experimentalismo, tudo isso composto por Barrett. Vale bastante destacar canções como Astronomy Domine, Flaming e Bike, além das faixas instrumentais como Interstellar Overdrive e Pow R. Toc H. Sendo assim, um excelente disco de estreia, que já mostrou ser um ótimo começo para a banda londrina.

A Sacerful of Secrets – Pink Floyd 





















NOTA: 9/10


Em apenas um ano, chega o 2º trabalho do Pink Floyd, em uma época que teve uma mudança intensa na banda. Digo isso porque é o último disco a contar com contribuições de Syd Barrett e o primeiro a apresentar David Gilmour como membro da banda. Durante as gravações, Barrett estava enfrentando sérios problemas de saúde mental, que o impediam de participar das sessões. Com a saída de Barrett, Gilmour foi integrado para preencher o vazio deixado por ele. Essa mudança de formação influenciou bastante, tanto que a banda começou a se afastar do que fizeram em The Piper at the Gates of Dawn. As gravações ocorreram entre agosto de 1967 e abril de 1968, com a mesma produção, e o processo de gravação foi desafiador devido às condições mentais de Barrett e à necessidade de integrar Gilmour rapidamente. Isso resultou em uma mistura de estilos e várias técnicas novas, mostrando um lado que continuava sendo experimental. A quantidade de faixas desse repertório foi mais curta, saindo de 11 para 7, e todas são ótimas, indo do hipnotizante começo com Let There Be More Light e Remember a Day, à intensidade contida em Set the Controls for the Heart of the Sun, que é uma maravilhosa peça instrumental de 11 minutos, e à melancolia contida em Jugband Blues, que é a única contribuição de Barrett nesse álbum. No fim, esse disco é ainda mais experimental, porém ficou na sombra da estreia da banda, mas vale muito a pena ouvir.

More – Pink Floyd 





















NOTA: 8,6/10


Pouco tempo depois, chega o More, que acabou não sendo só um álbum de estúdio, mas também a trilha sonora de um filme com o mesmo nome. Este álbum marca o início de uma série de trilhas sonoras que a banda viria a compor. Após a saída de Syd Barrett e a integração de David Gilmour, a banda estava explorando novas direções musicais e artísticas, com várias experimentações e tentando se renovar ainda mais nessa transição. A produção ficou por conta da própria banda e teve supervisão do engenheiro de som Brian Humphries. Diferentemente dos álbuns anteriores, esse disco foi gravado em um curto espaço de tempo para atender às necessidades do filme, sendo finalizado em apenas um mês daquele início de 1969. Sendo assim, um trabalho mais direto e sem algumas formalidades em seu som. As faixas desse repertório são uma combinação de músicas instrumentais e canções com letras, refletindo a necessidade de criar uma trilha sonora que complementasse diversas cenas do filme. As faixas instrumentais que mais se destacam são Up the Khyber, More Blues e A Spanish Piece. Além disso, das poucas canções com letras, todas são ótimas, mas as que realmente demonstram todo o experimentalismo são The Nile Song, que é uma espécie de Hard Rock, e Cymbaline, cuja combinação das letras com os arranjos chega a ser alucinante. Apesar de ser um álbum que não tenha muita coesão, ele é muito interessante em toda sua concepção.

Ummagumma – Pink Floyd 






















NOTA: 6,9/10


Ainda naquele mesmo ano de 1969, chega o primeiro disco duplo do Pink Floyd, antes mesmo de um outro que viria mais tarde. Mas focando esse lançamento ocorreu em um período de intensa experimentação para a banda logo após aquela trilha sonora que eles fizeram, e é uma clara demonstração da transição da banda para um projeto que seria ainda mais ambicioso, olhando mais para fora da Inglaterra. O álbum é dividido em uma parte ao vivo e outra com material inédito, com cada membro contribuindo individualmente para as composições. As gravações ao vivo foram feitas durante concertos em Birmingham e Manchester, tudo naquele ano, e isso foi possível graças ao engenheiro de som Peter Watts. As sessões de estúdio ocorreram nos estúdios da EMI. Cada membro da banda tinha liberdade total para criar sua própria música, resultando em um conjunto variado de faixas que refletem suas diferentes influências e estilos. Foi realmente aqui, nesse disco, que eles foram para o lado progressivo. E assim, tirando o Disco 1, que contém 3 faixas dos primeiros álbuns, além do lado B do single Point Me at the Sky que tem o nome de Careful with That Axe, Eugene, o Disco 2, que já é inédito, tem algumas músicas boas como Sysyphus, Grantchester Meadows e The Narrow Way, enquanto que as outras duas faixas são só um complemento, no mínimo esquisito. No final de tudo, o problema de coesão voltou a se repetir, sendo um trabalho totalmente irregular, mas com ideias muito promissoras.

Atom Heart Mother – Pink Floyd  





















NOTA: 9,1/10


Logo após um último trabalho que foi uma tentativa fracassada de inovar um pouco, foi lançado o Atom Heart Mother, também conhecido como o disco da vaca. Continuando com aquele processo em que a banda se afastou do estilo psicodélico e estava explorando elementos progressivos e orquestrais, que seriam mais desenvolvidos em álbuns posteriores. Essa capa foi desenhada pelo grupo de design artístico Hipgnosis e foi a primeira da banda a não trazer seu nome. Este disco contou com a colaboração do compositor Ron Geesin, que foi essencial, pois a banda não tinha experiência suficiente para orquestrar os arranjos da primeira faixa, e, por mais que a produção feita pela banda tenha ficado muito boa, ainda mostrou a inexperiência que eles tinham. O repertório conta com apenas cinco faixas, todas elas incríveis, começando com a faixa-título, que é uma suíte dividida em seis partes e que, ao todo, dura 23 minutos. Mais uma vez, é preciso destacar a importância de Geesin nessa música, pois ele integrou os elementos orquestrais que a banda não dominava. Além dela, vêm outras canções como If, Summer '68 e Fat Old Sun, todas sendo experimentais. Por fim, Alan’s Psychedelic Breakfast que é um instrumental dividido em três partes que é uma combinação de música e efeitos sonoros, incluindo gravações de Alan Styles, um roadie da banda, preparando e falando sobre o café da manhã. No fim, este disco é muito bom, mas acabou se tornando subestimado por conta das orquestrações contidas.

Meddle – Pink Floyd 





















NOTA: 9,8/10


Indo agora para o Meddle, que é simplesmente o álbum mais extraordinário que a banda fez desde sua transição. Após o subestimado álbum da vaca, o Pink Floyd buscou consolidar sua nova identidade sonora, principalmente, é claro, buscando explorar o lado mais progressivo da banda, até porque cada membro contribuiu de maneira significativa para o processo criativo. Tudo isso resultou em uma produção excelente. Além disso, o engenheiro de som Alan Parsons, que mais tarde se tornaria famoso por seu trabalho com The Dark Side of the Moon, também participou do processo de gravação. Uma característica marcante da produção foi o uso de técnicas de gravação inovadoras e experimentos com som ambiente. Assim, o repertório acabou sendo novamente curto, com agora 6 faixas, todas elas marcantes e que te hipnotizam. As faixas instrumentais One of These Days, que tem um baixo pulsante, e a incrível Echoes, que é outra música longa de 23 minutos que tem uma estrutura muito bem-feita. Além delas, temos as canções A Pillow of Winds e San Tropez, que são bem experimentais; Seamus, que é um blues bem legal com a presença do cachorro do Steve Marriott da banda Humble Pie e Fearless, que, além de ter um lado suave, no final contém o canto da torcida do Liverpool, You'll Never Walk Alone. Isso veio de sugestão do Roger Waters, so que ele na verdade é torcedor do Arsenal. Enfim, esse disco é maravilhoso, sendo uma verdadeira joia que a banda fez.
 

 

Analisando Discografias - Snot e KoЯn (RA: XXIV)

             

Strait Up – Snot





















NOTA: 7,1/10


Dois anos após a morte do Lynn Strait e o fim da banda, acabou surgindo o "segundo álbum" do Snot. Após a tragédia com o vocalista e seu doguinho, o Dobbs, que podemos dizer que era o mascote da banda, acabou interrompendo a ascensão de uma banda muito promissora. Em homenagem a Strait, os membros remanescentes da banda decidiram criar uma homenagem, chamando vários vocalistas amigos e admiradores de Strait para participar do projeto. Dessa vez, os próprios integrantes produziram esse álbum e acabaram lançando pelo selo da gravadora independente Immortal, mantendo, é claro, aquele lado cru e pesado da banda, mas com um conceito bastante interessante pelos estilos trazidos pelos diferentes vocalistas. Só que você percebe que o som não está lá muito legal e a mixagem é bastante abafada. O repertório até que é consistente, tendo várias faixas boas como Catch a Spirit com Max Cavalera, Requiem com Corey Taylor, Starlit Eyes com Serj Tankian e Forever com Fred Durst. Além disso, tem a última música gravada da banda com Lynn Strait em vida, a ótima Absent. Mas, assim, tem sim umas canções chatas que não funcionaram, e teve até uma faixa chamada Ozzy Speaks que eu nem preciso dizer quem está por trás dela. Enfim, apesar de ser um trabalho que mais se parece com o de um supergrupo dessas bandas de Nu Metal e não sendo um novo disco inédito do Snot, é um disco legal e que dá para curtir.

Life Is Peachy – KoЯn 





















NOTA: 9,1/10


Dois anos após lançarem uma pedrada como álbum de estreia, logo chegou o Life Is Peachy, que traz uma pegada ainda mais fiel. Após todo o sucesso que o disco de estreia do Korn alcançou, ajudando a definir o som do Nu Metal, a banda rapidamente começou a atrair a atenção da mídia. Afinal, aquele som agressivo com mistura de Rap e Metal, combinado com letras reclusas e sombrias, diferenciou a banda de várias outras. Mais uma vez, eles foram produzidos pelo padrinho do gênero, Ross Robinson, que fez mais um trabalho muito bom, mantendo aquela sonoridade crua e pesada e que demonstrou em muitos arranjos improvisados e menos polidos que fugiam daquele lado comercial. Isso se contribui com os temas abordados nesse disco, como drogas, sexo, traição, vingança e descontentamento com a sociedade. O repertório ficou muito bem pensado, até porque ele começa de forma maluca com Twist, por conta da linha vocal do Jonathan Davis, e depois dessa faixa só vem pedrada como Chi, Lost e Mr. Rogers com ótimos riffs do Munky e Head. Além disso, tem dois covers: Lowrider do War e Wicked do Ice Cube, que nesse cover teve a participação do Chino Moreno do Deftones. E não dá pra esquecer da canção A.D.I.D.A.S., que por mais que o título lembre a marca esportiva, isso não passa de uma sigla para o refrão "All Day I Dream About Sex" e que já mostra o quão paulera ela é. No final de tudo, por mais que não tenha sido inovador como na sua estreia, é um disco incrível.

Follow The Leader – KoЯn 





















NOTA: 9,5/10


Indo agora para o 3º álbum do Korn, o Follow the Leader, foi realmente aqui que a banda acabou ganhando reconhecimento. Após lançarem dois ótimos trabalhos que, mesmo assim, ainda não tinham atingido a grande mídia, foi apenas nesse álbum que as coisas mudaram. Eles sabiam que a banda precisava mudar um pouco, até porque potencial para atingir o topo eles tinham. A produção dessa vez ficou por conta de Steve Thompson e Toby Wright, bastante conhecidos por terem mixado álbuns de outras bandas famosas. Assim, por mais que Ross Robinson tenha elevado a banda e feito excelentes trabalhos, o Korn acabou preferindo tentar algo com alguém diferente. Como é de se notar, a sonoridade, além de estar mais polida, ainda mantém as mesmas características de sempre, por mais que o som tenha ficado mais acessível, o que não é nem um pouco comum. Até porque existe aquele negocio de quando uma banda vai para uma sonoridade mais mainstream, suas características mais raízes acabam sendo assassinadas. Novamente, o repertório é ainda mais arrasador e com várias canções pesadas como as do início, como It’s On, Dead Bodies Everywhere, e logicamente os hits Freak On a Leash e Got the Life. Sem contar que há faixas com algumas participações, como Ice Cube em Children of the Korn, Fred Durst em All In the Family, e Slimkid 3 em Cameltosis todas ótimas feats. Enfim, esse disco é muito bom e consegue ser muito brilhante.

Issues – KoЯn





















NOTA: 9,5/10


Em um intervalo de apenas um ano, eles retornam com mais um novo disco, que consegue ser tão excelente quanto o seu anterior. Após todo o barulho que o Follow the Leader trouxe acabou vindo a fama, o que gerou uma pressão sobre a banda além dos conflitos pessoais. O álbum foi uma resposta direta às pressões vindas da mídia e aos problemas pessoais enfrentados pelos membros, especialmente Jonathan Davis. Dessa vez, o produtor foi Brendan O'Brien (sim, ele de novo aqui), que trouxe uma nova dimensão ao som da banda, focando mais na clareza e saindo daquele lado muitas vezes confuso e tendo arranjos que mostrassem aquele lado agressivo de sempre, e com riffs que fugiam daquele lado funkeado presente nos 3 últimos discos. Outra vez, o repertório ficou impecável e recheado de canções muito boas, apesar de ter muitos interlúdios. Vale destacar canções como a hipnotizante Trash e o hit Falling Away From Me, além de Make Me Bad, No Way e a "continuação" da última faixa do primeiro álbum, Hey Daddy. E lembrando que, em todos os discos do Korn até aquele momento, havia uma faixa oculta na última música, e todas elas foram muito boas. Uma curiosidade: a capa desse álbum foi escolhida por meio de um concurso feito pela MTV, que contou com quatro capas diferentes, e a vencedora que é essa aí foi enviada em uma caixa de pizza, olha que interessante. Mas o fato é que esse disco, além de ser pesado, consegue ser tão brilhante como na estreia da banda.

Untouchables – KoЯn






















NOTA: 9,2/10


Logo após um intervalo entre turnês e problemas pessoais entre os membros, chega mais um disco o Untouchables. Em 2002, o Nu Metal ainda estava em sua ascensão e a banda estava no auge. Como o último álbum havia sido ótimo, a pressão já era grande e a tensão entre os membros da banda cresceu. Em um esforço para diminuir suas tensões e distrações, eles continuaram pensando em como seriam os temas abordados, na esperança de que o novo cenário os inspirasse a escrever canções interessantes. A produção desse disco teve um custo altíssimo. Com um orçamento estimado em cerca de 3 milhões de dólares, foi um dos álbuns mais caros da época, perdendo apenas para o último álbum em vida do Rei do Pop. Eles gravaram esse álbum inteiro em 2001, sob a produção de Michael Beinhorn, embora o Korn quase tenha produzido o álbum por conta própria. Eles tentaram experimentar novos sons e técnicas, buscando criar um disco que fosse ainda melhor que seus últimos lançamentos. Novamente, o repertório começa de uma forma explosiva com o hit Here to Stay, seguido por Make Believe e Blame. Depois disso, vêm outras faixas incríveis como Bottled Up Inside e Thoughtless, que têm letras bastante delicadas, principalmente esta última, que fala sobre bullying. Além disso, há a raivosa Wake Up Hate e Alone I Break, que segue um lado mais alternativo. Em suma, é um disco muito bom, que teve uma produção excelente, mas que não atingiu o ápice que eles esperavam.

Take A Look In The Mirror – KoЯn 





















NOTA: 4,6/10


Após um ano, chega mais um álbum novo do Korn, que mostra uma temática ainda mais sombria, mas que não deu muito certo. Após o último trabalho ter sido diferente em sua abordagem, muitas pessoas até questionaram o porquê dessa mudança. A banda tentou voltar para aquele som mais agressivo e que fugisse um pouco da tendência da grande mídia. Esse disco marcou ser o primeiro que a banda produziu, embora a mente por trás da produção tenha sido o próprio Jonathan Davis. Isso resultou em uma sonoridade menos polida e muito mais pesada. Porém, o problema era que, por mais que a proposta tenha sido boa, eles cometeram erros demais, principalmente na mixagem feita pelo Frank Filipetti. Além disso, o repertório é outro aspecto onde eles erraram. A ordenação das faixas está errada. Digo isso porque, ao invés de colocarem Y’all Want a Single depois das ótimas faixas iniciais Right Now e Break Some Off, eles colocaram essa faixa no final do álbum (que por sinal, a letra dessa canção é uma crítica explícita à indústria musical). Outra canção que vale destacar é Play Me, que tem a participação do Nas. Agora, as outras músicas são todas genéricas, como Alive, Did My Time e When Will This End, que nem a faixa oculta contida, que é um cover muito bom de One que eles fizeram no MTV Icon do Metallica, consegue salvar. No final, esse disco é muito ruim e praticamente tentou se inspirar de forma fracassada nos primeiros álbuns.

See You On the Other Side – KoЯn 





















NOTA: 8,7/10


Depois de um álbum completamente ridículo, a banda volta dois anos depois com um disco cheio de questionamentos e incertezas. Logo após aquele último álbum, o Korn acabou se tornando um quarteto após a saída do guitarrista Brian Welch, o Head, no início de 2005. Isso aconteceu porque, após ele ter tido vários problemas com o vício das drogas, ele acabou se convertendo ao cristianismo. E não foi só isso: esse foi o primeiro trabalho após a banda ter encerrado seu contrato com a Sony Music e assinado com a Virgin Records. E agora, com uma gravadora nova, eles teriam que experimentar algo novo. Apesar de, mais uma vez, Jonathan Davis estar por trás da produção, ele teve a colaboração de uma dupla de produtores: The Matrix e Atticus Ross. A sonoridade desse álbum foge totalmente do Nu Metal e vai para um lado de um Metal mais alternativo e industrial. Essa mudança veio mais porque a onda Nu Metal já tinha chegado ao seu fim. Falando sobre o repertório, dessa vez eles não repetiram o erro do álbum anterior; fizeram uma boa ordenação, com cada faixa maravilhosa, como os hits Twisted Transistor e Coming Undone, além de outras canções com temas mais intensos, como Politics, Souvenir, Open Up e Tearjerker, que foi a primeira última faixa de um disco do Korn que não possuía uma faixa oculta. Mas, após esse trabalho, o baterista David Silveria acabou saindo da banda, e eles ficaram sem baterista. Enfim, esse álbum é um dos mais legais da banda, porém, é bastante subestimado pelos fãs.

Untitled – KoЯn 





















NOTA: 8/10


Pouco tempo depois, chega o Untitled, que, como o próprio nome já diz, é o álbum sem título da banda, também apelidado de Korn II (igual no caso do Led Zeppelin IV). O contexto foi que, mesmo que a banda tivesse feito um último trabalho belíssimo, ficaram sequelados com a demissão do baterista David Silveira em 2006 e, agora sem ele, viraram meio que um trio, embora oficialmente tenham entrado em um hiato. Mas logo eles voltaram e decidiram fazer um trabalho mais experimental que todos os outros. A produção ficou totalmente por conta de Atticus Ross, apesar de que no início o The Matrix estava presente nas gravações. No entanto, a banda ficou insatisfeita com seu trabalho, então ele saiu, e tiveram que regravar todas as faixas produzidas por ele. O que se percebe é que a sonoridade, além de ser experimental, tem uma variedade de elementos eletrônicos, sintetizadores e aquele lado industrial apresentado no último álbum. As faixas presentes nesse repertório são todas muito boas e com ótimos arranjos, como Evolution, Hold On, Killing e Do What They Say, além de canções melódicas muito interessantes como Hushabye e Kiss. Outra coisa é que, nessa época, eles se apresentaram no MTV Unplugged, que acabou acompanhando o lançamento desse disco. Mas, enfim, esse trabalho, apesar de ser muito interessante, acabou se tornando um dos mais desprezados pelos fãs que estavam com saudades da era raiz do Korn.

KoЯn III: Remember Who You Are – KoЯn  






















NOTA: 2,1/10


Após Untitled, logo chega sua "sequência", o Korn III: Remember Who You Are, que já mostra ser um trabalho no mínimo conflituoso. Depois do seu último álbum, totalmente questionável e injustiçado pelos fãs, o Korn decidiu retornar às suas raízes no Nu Metal (por mais que a onda já tivesse morrido). E não foi só isso: após terem revisado dois bateristas diferentes no último álbum, além de Jonathan Davis ter tocado também em algumas faixas, eles encontram, enfim, um baterista novo, Ray Luzier. Então, após isso, era partir para o estúdio, gravar, e novamente eles foram trabalhar com Ross Robinson, que tinha produzido os dois primeiros álbuns da banda e que tentou trazer aquela abordagem crua, evitando o uso excessivo de efeitos. Mas, por mais que tudo parecesse ser lindo e maravilhoso, fez com que tudo ao redor fosse um verdadeiro desastre, demonstrado em arranjos sem qualquer brilho e muito menos algo que se possa dizer que eles acertaram em cheio na produção. Agora, o repertório foi mais uma confusão, e assim todas as faixas desse disco parecem ser a mesma coisa, com a mesma abordagem. A única que dá para dizer que ficou legal foi Pop a Pill. Agora, o resto, eu não sei onde eles tentaram encontrar algum conceito em suas letras. Isso vale para as pavorosas Lead the Parade, Let the Guilt Go e Are You Ready to Live?. Pois é, por mais que tenha sido uma tentativa de voltar às suas raízes, mostrou ser um álbum muito forçado e que não encanta nem um pouco.

The Path of Totality – KoЯn 






















NOTA: 1,5/10


Um ano se passou, e chega o 10º álbum do Korn, o ainda mais pavoroso e ridículo The Path of Totality. Em um curto período entre um lançamento e outro, a banda estava interessada em novamente juntar seu som característico do Nu Metal com elementos da música eletrônica. Você pode perguntar: "Isso não é comum para esse gênero?" Até que sim, mas se não fosse especificamente o Dubstep, que estava em ascensão na época. E antes que você pergunte, não foi só Jonathan Davis que esteve por trás dessa decisão, mas sim a banda INTEIRA. Como a abordagem seria exatamente diferente, não havia por que Ross Robinson participar desse projeto, e então eles trabalharam com produtores de dubstep como Skrillex, Kill The Noise, Noisia, entre outros, que integraram elementos pesados e agressivos de sua música com as batidas eletrônicas, criando uma combinação de guitarras pesadas e linhas de baixo pulsantes, gerando uma vibe totalmente irritante e que ficou muito mais forçada do que os conceitos do álbum anterior. Falando sobre as canções contidas nesse repertório, nem tem muito que dizer, por mais que algumas faixas como Narcissistic Cannibal e Get Up! devam ter tocado bastante nas baladinhas eletrônicas por aí. Junto com outras como Let’s Go, My Wall e até mesmo uma com nome de Illuminati, todas mostram uma repetição terrível entre batida, refrão e um pequeno riff que nem parece que existe. Certamente, este é simplesmente um dos piores trabalhos do Korn, e é muito lamentável.

 

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Reviews Antigas II

 

London Calling - The Clash





















NOTA: 10/10


Um disco perfeito, com repertório bem produzido, uma boa junção de Punk-Rock, Ska, Reggae, Rockabilly e outros gêneros presentes nesse álbum. Este disco é simplesmente uma obra-prima e é essencial para qualquer um escutar.

2Paclypse Now - 2Pac 





















NOTA: 7,3/10


Foi um álbum de estreia muito interessante que o 2Pac acabou fazendo naquela época de ouro do Rap americano. O disco tem boas batidas, e algumas músicas têm letras coerentes, enquanto outras nem tanto. O primeiro disco é bom, mas o ''Pac'' ainda precisava amadurecer em seus futuros trabalhos.

Bleach - Nirvana 





















NOTA: 8,9/10


É um álbum de estreia muito bom, bem produzido, cru, e o repertório é coerente. O que faltava para a banda de Kurt Cobain emplacar era elevar ainda mais o som que já estava bom e melhorar a estrutura da banda.

KoЯn – KoЯn





















NOTA: 10/10


Um disco de estreia incrível que deu um pontapé inicial não só para a banda, mas também para esse novo estilo que foi batizado de Nu Metal (por conta da mistura de Rap, música eletrônica e Metal). Esse álbum é quase uma biografia da vida difícil do vocalista Jonathan Davis. É simplesmente um clássico e uma obra-prima, esse primeiro disco.

Off The Wall - Michael Jackson 





















NOTA: 10/10


Um álbum perfeito do início ao fim. O repertório é tão excelente que o álbum parece uma coletânea. Além disso, foi muito bem produzido, considerando que Michael, um garoto prodígio, havia recém-entrado na fase adulta. Não é à toa que é considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos.

Holy Diver - Dio 





















NOTA: 10/10


Um baita disco de estreia. Do início ao fim, a sonoridade é pesada, com arranjos fortes e letras de cada música muito bem escritas. Esse álbum deu um bom pontapé inicial na carreira solo do Ronnie James Dio, ainda tendo influências do Rainbow e do Black Sabbath. Realmente, um disco espetacular.

Killing Is My Business... And Business Is Good! – Megadeth 




















NOTA: 8/10


É um disco bom, e mesmo com uma gravação pobre, mostrou o quanto Dave Mustaine conseguiria se virar após a demissão do Metallica. O veredito é que grande parte das músicas são boas, o som é totalmente pesado e cru, naquele estilo Thrash que começamos a nos acostumar.

Fotos de Ontem - Igão 




















NOTA: 2/10


Um EP sem graça, genérico, medíocre, ruim e muito mais. Apenas a música com a participação do Veigh salva, pois o resto é uma porcaria como a participação do Luccas Carlos que não acrescentou em nada e a última música com Dallass que ele parece que tá cantando com sono, simplesmente um EP terrível.

Facelift - Alice In Chains 




















NOTA: 9,1/10


Um disco de estreia excepcional, com uma potência espetacular. Uma coisa que se nota, comparado a outras bandas de ''Grunge'', é que o Alice in Chains flerta com o Heavy Metal, o que se tornou sua principal característica. Realmente, esse álbum mostrou o quanto de potencial a banda de Layne Staley e companhia tinha.

Appetite For Destruction - Guns N' Roses 





















NOTA: 10/10


É um disco espetacular do início ao fim, de tão bom que é. Faz com que pareça mais uma coletânea, de tão perfeito que é o repertório. O vocal de Axl Rose e os riffs de Slash são daqueles que ficam na cabeça e não saem. Simplesmente um dos álbuns mais importantes da história do rock e também um dos melhores de todos os tempos.

É isso família e flw!!! 

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...