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segunda-feira, 30 de junho de 2025

Analisando Discografias - Chris Cornell: Parte 2

                 

Higher Truth – Chris Cornell





















NOTA: 6/10


Seis anos se passaram e Chris Cornell lançava seu último trabalho em vida, o Higher Truth. Após o horroroso Scream, ele seguiu sua jornada solo com coragem artística, retornando às raízes mais acústicas e introspectivas no álbum ao vivo Songbook, de 2011. Esse momento marcou uma virada importante, pois Cornell parecia mais interessado na introspecção, na melodia crua e no poder das canções sem adornos excessivos, e tudo isso serviu como base para seu próximo projeto solo. A produção, conduzida por Brendan O’Brien, foi propositalmente esparsa e direta: violões acústicos dominam a paisagem sonora, acompanhados por cordas suaves e percussões contidas. O foco absoluto está na voz dele, que casa muito bem com as melodias, apesar de tudo soar bastante repetitivo e com muitos arranjos genéricos. O repertório até começa bem, mas depois traz canções excessivamente melancólicas. Enfim, é uma pena que seu último trabalho tenha sido tão mediano. 

Melhores Faixas: Nearly Forgot My Broken Heart, Higher Truth, Dead Wishes, Circling 
Piores Faixas: Josephine, Worried Moon, Let Your Eyes Wander, Before We Disappear

No One Sings Like You Anymore – Chris Cornell





















NOTA: 8/10


Só que, em 2020, foi lançado um trabalho póstumo de Chris Cornell, o No One Sings Like You Anymore. Após o Higher Truth, como já sabemos, ele infelizmente veio a falecer tragicamente em 2017. Porém, um ano antes, em paralelo à turnê com o Soundgarden, Cornell trabalhou secretamente em um projeto pessoal: um álbum só de covers de artistas que o inspiraram, reimaginando as canções à sua maneira. O título do disco, é uma referência direta à letra da icônica Black Hole Sun, quase como um epitáfio poético. A produção foi feita por Brendan O’Brien, que optou por um lado minimalista, com foco total na voz, que aqui soa íntima, crua e poderosa. O’Brien toca diversos instrumentos, como guitarra, baixo, teclados e bateria, criando camadas sutis para toda essa abordagem de Rock acústico com Folk, assim como no disco anterior. O repertório ficou muito bom, e todas as faixas foram bem interpretadas. No geral, é um álbum bacana e muito competente. 

Melhores Faixas: Patience (Guns N' Roses), Watching The Wheels (John Lennon)
Vale a Pena Ouvir: Get It While You Can (Janis Joplin), To Be Treated Rite (Terry Reid), Showdown (Electric Light Orchestra)

domingo, 29 de junho de 2025

Analisando Discografias - Chris Cornell: Parte 1

                  

Euphoria Morning – Chris Cornell





















NOTA: 9/10


Em 1999, foi lançado o primeiro trabalho solo de Chris Cornell, o Euphoria Morning, que seguia uma linha mais melódica. Após o lançamento do Down on the Upside, o Soundgarden encerrou suas atividades, o que deixou Chris completamente abalado. Somado à morte do amigo Jeff Buckley e ao agravamento de problemas com álcool, ele buscou canalizar sua dor e transformação em um trabalho solo mais introspectivo. O título original seria Euphoria Mourning (uma justaposição poética entre “êxtase” e “luto”), mas por pressão da gravadora, foi alterado. A produção foi conduzida por ele mesmo, junto com Natasha Shneider e Alain Johannes, que também participaram ativamente da instrumentação e da composição. Aqui, a sonoridade segue por um caminho mais psicodélico e barroco, com influências do Rock alternativo, Folk e Blues. O repertório é muito bom, com canções profundas e de tom leve. Enfim, é um ótimo disco, bastante humano. 

Melhores Faixas: Follow My Way, Sweet Euphoria, Can't Change Me 
Vale a Pena Ouvir: Steel Rain, Mission, Disappearing One, Preaching The End Of The World

Carry On – Chris Cornell





















NOTA: 8,3/10


Foi só em 2007 que foi lançado seu 2º álbum solo, intitulado Carry On, seguindo uma linha mais intimista. Após o Euphoria Morning, Chris Cornell voltou aos holofotes como frontman do Audioslave. Contudo, à medida que o tempo passava, ficava claro que o vocalista buscava expressar-se artisticamente com mais liberdade, algo que o ambiente coletivo da banda começava a limitar. Logo após sua saída, Cornell decidiu retomar sua carreira solo com um disco ambicioso, diverso em estilo e emocionalmente carregado. A produção foi conduzida por Steve Lillywhite, e a sonoridade ficou mais polida, expansiva e variada em gêneros do que qualquer outro trabalho anterior de Cornell. Dá ainda para perceber elementos do Rock alternativo, com influências da Soul music, Blues, Pop e Country, e, com isso, tudo flui de forma relativamente coesa. O repertório é interessante, com canções profundas e algumas até ousadas. Enfim, é um disco consistente e bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Killing Birds, Arms Around Your Love 
Vale a Pena Ouvir: Your Soul Today, Safe And Sound, You Know My Name, Finally Forever

Scream – Chris Cornell





















NOTA: 2/10


Aí se passam dois anos, e foi lançado mais um álbum de Chris Cornell, o Scream. Após o Carry On, Cornell buscava romper com as expectativas e desafiar os limites do que se esperava dele como artista. Entre 2008 e 2009, iniciou uma colaboração inusitada com o produtor Timbaland, conhecido por seus trabalhos com Justin Timberlake e Nelly Furtado. O objetivo era radical: fazer um álbum conceitual, com batidas de R&B, synths e sonoridades urbanas. A produção, feita por ele com colaborações de Jim Beanz e Ryan Tedder, foi realizada de forma apressada. Os arranjos são densamente eletrônicos, com uso pesado de programação, camadas digitais, vocais tratados, beats quebrados e atmosferas sintéticas, mas tudo ficou tão sem forma que faz Chris Cornell parecer um intruso em um álbum do Akon. O repertório é terrível, com canções ridículas, embora algumas se salvem. Enfim, é um trabalho horroroso e uma mancha podre em sua carreira. 

Melhores Faixas: Scream, Take Me Alive 
Piores Faixas: Sweet Revenge, Climbing Up The Walls, Time, Watch Out, Never Far Away


Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...