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quarta-feira, 26 de março de 2025

Analisando Discografias - Dio: Parte 3

                  

Killing The Dragon – Dio





















NOTA: 8,9/10


Dois anos se passaram, e Dio lança seu 9º álbum de estúdio, o Killing the Dragon. Após o Magica, vendo que não deu certo fazer um trabalho temático, ele optou por uma abordagem mais direta e voltada às raízes do Heavy Metal tradicional. A única grande mudança foi a entrada do guitarrista Doug Aldrich, que substituiu Craig Goldy. A produção, como sempre, foi comandada pelo próprio Dio, que apostou em um som mais seco e direto, com guitarras encorpadas e uma bateria forte e pulsante. O baixo do Jimmy Bain, embora menos destacado do que em álbuns anteriores, complementa bem as composições, mantendo a solidez rítmica. Aldrich fez um trabalho memorável, entregando solos virtuosos e riffs cortantes que remetem ao estilo clássico do Heavy Metal dos anos 80. O repertório é muito bom, com canções mais profundas e de temática sombria, equilibradas por um lado melódico. No fim, é um ótimo disco em que acertaram em tudo. 

Melhores Faixas: Push, Better In The Dark, Guilty 
Vale a Pena Ouvir: Scream, Throw Away Children, Killing The Dragon

Master Of The Moon – Dio





















NOTA: 8,4/10


Em 2004, Dio lança seu último álbum de estúdio, intitulado Master of the Moon. Após o Killing the Dragon, ele decidiu retornar a uma sonoridade mais sombria e pesada, semelhante à que havia explorado em Magica. Além disso, o guitarrista Craig Goldy retornou à banda após Doug Aldrich sair para entrar no Whitesnake. A produção foi feita pela última vez por Dio, resultando em um som mais denso, com guitarras mais arrastadas e pesadas em comparação ao álbum anterior. Os riffs do Craig Goldy são mais cadenciados e equilibrados, enquanto a bateria do Simon Wright soa mais precisa. O baixo do Jeff Pilson é mais dinâmico, e os teclados do Scott Warren são discretos, aparecendo em momentos estratégicos. O repertório é muito bom, com canções um pouco mais melódicas e atmosféricas. Uma pena que, oito anos depois, Dio infelizmente veio a falecer em decorrência de um câncer. Ainda assim, conseguiu entregar um trabalho final totalmente digno. 

Melhores Faixas: Death By Love, Shivers 
Vale a Pena Ouvir: One More For The Road, Master Of The Moon, In Dreams
  

terça-feira, 25 de março de 2025

Analisando Discografias - Dio: Parte 2

                 

Dream Evil – Dio





















NOTA: 9/10


O tempo se passou e, em 1987, saiu mais um disco do Dio, intitulado Dream Evil, que trouxe uma abordagem diferente. Após o Sacred Heart, o guitarrista Vivian Campbell, um dos pilares dos primeiros álbuns, deixou a banda devido a desentendimentos com Ronnie James Dio e foi substituído por Craig Goldy. Ele trouxe uma nova abordagem para os riffs e solos, mantendo o peso característico da banda, mas adicionando uma pegada ligeiramente diferente da de Campbell. A produção, como sempre, foi conduzida pelo próprio Dio, que deixou tudo limpo e bem balanceado, com uma abordagem tradicional do Heavy Metal dos anos 80. A mixagem realça os vocais inconfundíveis dele, enquanto a guitarra do Craig Goldy ganha destaque com timbres pesados e melodias bem definidas. Além disso, a seção rítmica ficou mais coesa. O repertório é bem interessante, com canções mais cadenciadas e melódicas. Enfim, é um belo disco, embora não seja muito lembrado pelos fãs. 

Melhores Faixas: Faces In The Window, All The Fools Sailed Away, Naked In The Rain 
Vale a Pena Ouvir: Dream Evil, Overlove

Lock Up The Wolves – Dio





















NOTA: 3/10


Três anos se passaram, e o Dio lançou seu 5º álbum de estúdio, o Lock Up The Wolves. Após o Dream Evil, a banda passou por uma reformulação completa. O guitarrista Craig Goldy saiu devido a conflitos internos e foi substituído por Rowan Robertson, um jovem e talentoso guitarrista de apenas 17 anos. Além disso, o baterista Vinny Appice, o baixista Jimmy Bain e o tecladista Claude Schnell também saíram, dando lugar a Simon Wright (ex-AC/DC), Teddy Cook e Jens Johansson (ex-Yngwie Malmsteen). A produção feita por Dio, junto com Tony Platt. O resultado foi menos polido e brilhante do que nos trabalhos anteriores, trazendo um tom mais cru e orgânico, o que combina com o direcionamento mais pesado, arrastado e, em alguns momentos, até bluesy. Isso fez os fãs estranharem, e não é para menos. Com isso, o repertório acaba sendo fraco, com canções maçantes e poucas realmente interessantes. No fim, é um trabalho bem inconsistente e apático. 

Melhores Faixas: Wild One, Walk On Water, Born On The Sun 
Piores Faixas: Between Two Hearts, Night Music, Why Are They Watching Me, Lock Up The Wolves

Strange Highways – Dio





















NOTA: 2,7/10


Mais três anos se passaram, e eles retornaram lançando outro disco, o Strange Highways. Após o fraquíssimo Lock Up The Wolves, Dio fez uma pausa em sua banda solo para retornar ao Black Sabbath e gravar Dehumanizer, mas conflitos internos o fizeram voltar à sua carreira solo. Dessa vez, ele reformulou a banda novamente, chamando de volta o baterista Vinny Appice e trazendo o guitarrista Tracy G e o baixista Jeff Pilson. A produção, feita por Mike Fraser, resultou em uma sonoridade pesada e atmosférica, com um tom mais escuro e denso do que os trabalhos anteriores da banda. No entanto, o excesso de firulas faz com que muitos dos riffs do Tracy G soem repetitivos demais. Além disso, o som da bateria do Vinny Appice não é totalmente coeso, parecendo que eles tentaram seguir as tendências do Groove Metal, mas em sentido contrário. O repertório é muito fraco, com canções tediosas e pouquíssimas se salvando. No geral, é um trabalho extremamente fraco. 

Melhores Faixas: Pain, Bring Down The Rain 
Piores Faixas: Here's To You, Blood From A Stone, Evilution, Strange Highways

Angry Machine – Dio





















NOTA: 2/10


Mais um tempo se passou, e eles lançaram mais um álbum de estúdio, o Angry Machines. Após o Strange Highways, vendo que o cenário do Heavy Metal tradicional estava em declínio comercial, com o Metal alternativo dominando o mainstream, Dio percebeu que essa nova vertente se caracterizava por um som agressivo e moderno. Sempre atento às mudanças na indústria, ele optou por seguir essa tendência, explorando uma sonoridade mais crua e contemporânea. A produção foi conduzida pelo próprio Dio, que escolheu uma abordagem densa e crua, com guitarras distorcidas e uma bateria pesada e cadenciada. Além disso, ele adotou um estilo vocal mais agressivo e visceral, remetendo um pouco ao Metal industrial, mas, como era de se esperar, nada funcionou, resultando em uma instrumentação genérica. O repertório é fraco, com canções péssimas e pouquíssimas interessantes. Em suma, é um disco tenebroso e completamente inexpressivo. 

Melhores Faixas: Dying In America, Double Monday 
Piores Faixas: Black, Stay Out Of My Mind, This Is Your Life

Magica – Dio





















NOTA: 3/10


Entram os anos 2000, e Dio lança mais um álbum, intitulado Magica (trazendo na capa um Eddie atropelado por um carro de funerária). Após o horroroso Angry Machines, o vocalista percebeu que precisava voltar às suas raízes, já que o Heavy Metal tradicional estava ganhando força novamente. Assim, Dio trouxe de volta Craig Goldy na guitarra, enquanto Jimmy Bain, não retornou, sendo substituído por um novo baixista, Larry Denison. Simon Wright permaneceu na bateria. A produção foi feita por Dio e lançada de forma independente, ou seja, longe das gravadoras Vertigo e Mercury. Dessa vez, ele apostou em uma produção limpa e com aquele clima grandioso, utilizando camadas de teclados e guitarras para criar uma atmosfera épica. Só que tudo aqui é repetitivo e repleto de firulas excessivas. Resultando em um repertório bem fraco, com algumas canções boas e outras esquisitas. No fim, é um disco bem chatinho e que não funcionou. 

Melhores Faixas: Losing My Insanity, Feed My Head, Eriel 
Piores Faixas: Lord Of The Last Day, Chalis, Otherworld, As Long As It's Not About Love
  

    Então um abraço e flw!!!           

segunda-feira, 24 de março de 2025

Analisando Discografias - Dio: Parte 1

                  

The Last In Line – Dio





















NOTA: 9,7/10


Logo depois, Dio lançou seu 2º álbum de estúdio, o The Last in Line, que trouxe algumas novidades. Após o seu clássico álbum de estreia, Holy Diver, e com uma turnê que foi um sucesso, estabelecendo a banda Dio como uma das forças mais promissoras do Heavy Metal, a banda manteve os mesmos integrantes: Vivian Campbell (guitarra), Jimmy Bain (baixo), Vinny Appice (bateria), com a adição do tecladista Claude Schnell, que já havia tocado nos shows da banda e ajudou a expandir a sonoridade do grupo. A produção foi feita pelo próprio Ronnie James Dio, que trouxe uma sonoridade um pouco mais refinada e experimental, incorporando mais camadas de teclado e uma abordagem melódica um pouco mais expansiva. No entanto, o álbum não perde peso nem agressividade, mantendo todo aquele espírito épico. O repertório é maravilhoso, cheio de canções pesadas e melódicas muito legais. No fim, é um baita disco e um verdadeiro clássico do gênero. 

Melhores Faixas: The Last In Line, We Rock, Evil Eyes, One Night In The City 
Vale a Pena Ouvir: I Speed At Night, Egypt (The Chains Are On)

Sacred Heart – Dio





















NOTA: 8,9/10


No ano seguinte, foi lançado seu 3º álbum de estúdio, o Sacred Heart, que não trouxe tantas mudanças. Após o The Last in Line, Ronnie James Dio estava se consolidando como um líder carismático e icônico, e o grupo embarcou em uma turnê mundial de grande sucesso. No entanto, tensões internas começaram a surgir, especialmente entre Dio e o guitarrista Vivian Campbell, que se sentia subestimado e mal pago. A produção, novamente feita pelo próprio Dio, ficou mais polida e refinada do que a dos seus antecessores, trazendo mais camadas de teclados e uma sonoridade mais comercial. As guitarras ainda são pesadas, mas não tão agressivas como nos dois primeiros trabalhos, o que fez com que muitos dos fãs achassem que a banda queria se aproximar de bandas como Whitesnake e Def Leppard, o que não tinha nada a ver. O repertório é bem legal, com canções mais energéticas e cadenciadas. Enfim, é um ótimo disco, mas muito subestimado. 

Melhores Faixas: Hungry For Heaven, Rock 'N' Roll Children, Just Another Day 
Vale a Pena Ouvir: Sacred Heart, Fallen Angels
  

            Então um abraço e flw!!!     

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Reviews Antigas II

 

London Calling - The Clash





















NOTA: 10/10


Um disco perfeito, com repertório bem produzido, uma boa junção de Punk-Rock, Ska, Reggae, Rockabilly e outros gêneros presentes nesse álbum. Este disco é simplesmente uma obra-prima e é essencial para qualquer um escutar.

2Paclypse Now - 2Pac 





















NOTA: 7,3/10


Foi um álbum de estreia muito interessante que o 2Pac acabou fazendo naquela época de ouro do Rap americano. O disco tem boas batidas, e algumas músicas têm letras coerentes, enquanto outras nem tanto. O primeiro disco é bom, mas o ''Pac'' ainda precisava amadurecer em seus futuros trabalhos.

Bleach - Nirvana 





















NOTA: 8,9/10


É um álbum de estreia muito bom, bem produzido, cru, e o repertório é coerente. O que faltava para a banda de Kurt Cobain emplacar era elevar ainda mais o som que já estava bom e melhorar a estrutura da banda.

KoЯn – KoЯn





















NOTA: 10/10


Um disco de estreia incrível que deu um pontapé inicial não só para a banda, mas também para esse novo estilo que foi batizado de Nu Metal (por conta da mistura de Rap, música eletrônica e Metal). Esse álbum é quase uma biografia da vida difícil do vocalista Jonathan Davis. É simplesmente um clássico e uma obra-prima, esse primeiro disco.

Off The Wall - Michael Jackson 





















NOTA: 10/10


Um álbum perfeito do início ao fim. O repertório é tão excelente que o álbum parece uma coletânea. Além disso, foi muito bem produzido, considerando que Michael, um garoto prodígio, havia recém-entrado na fase adulta. Não é à toa que é considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos.

Holy Diver - Dio 





















NOTA: 10/10


Um baita disco de estreia. Do início ao fim, a sonoridade é pesada, com arranjos fortes e letras de cada música muito bem escritas. Esse álbum deu um bom pontapé inicial na carreira solo do Ronnie James Dio, ainda tendo influências do Rainbow e do Black Sabbath. Realmente, um disco espetacular.

Killing Is My Business... And Business Is Good! – Megadeth 




















NOTA: 8/10


É um disco bom, e mesmo com uma gravação pobre, mostrou o quanto Dave Mustaine conseguiria se virar após a demissão do Metallica. O veredito é que grande parte das músicas são boas, o som é totalmente pesado e cru, naquele estilo Thrash que começamos a nos acostumar.

Fotos de Ontem - Igão 




















NOTA: 2/10


Um EP sem graça, genérico, medíocre, ruim e muito mais. Apenas a música com a participação do Veigh salva, pois o resto é uma porcaria como a participação do Luccas Carlos que não acrescentou em nada e a última música com Dallass que ele parece que tá cantando com sono, simplesmente um EP terrível.

Facelift - Alice In Chains 




















NOTA: 9,1/10


Um disco de estreia excepcional, com uma potência espetacular. Uma coisa que se nota, comparado a outras bandas de ''Grunge'', é que o Alice in Chains flerta com o Heavy Metal, o que se tornou sua principal característica. Realmente, esse álbum mostrou o quanto de potencial a banda de Layne Staley e companhia tinha.

Appetite For Destruction - Guns N' Roses 





















NOTA: 10/10


É um disco espetacular do início ao fim, de tão bom que é. Faz com que pareça mais uma coletânea, de tão perfeito que é o repertório. O vocal de Axl Rose e os riffs de Slash são daqueles que ficam na cabeça e não saem. Simplesmente um dos álbuns mais importantes da história do rock e também um dos melhores de todos os tempos.

É isso família e flw!!! 

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...