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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Review: The Life Of A Showgirl do Taylor Swift

                   

The Life Of A Showgirl – Taylor Swift





















NOTA: 2,8/10


(Ai, meu Deus, Taylor, o que aconteceu contigo?) Bom, recentemente foi lançado o mais novo álbum da Taylor Swift, o The Life of a Showgirl. Após o fraquíssimo The Tortured Poets Department, o que tivemos foi que Taylor conseguiu recuperar os direitos autorais de seus primeiros álbuns. Antes do lançamento, o destaque ficou por conta da rixa com a cantora Charli XCX, e as inspirações deste álbum vieram de sua experiência na turnê e de seu relacionamento com o Travis Kelce. A produção, feita junto com Max Martin e Shellback, resultou em uma sonoridade polida e até muito bem-feita. Os arranjos orquestrais e os elementos eletrônicos são combinados de forma a criar uma atmosfera cinematográfica que complementa os temas líricos, que aliás são um grande problema, junto com uma série de clichês que aparecem aqui. O repertório é muito fraco, e apesar de haver algumas boas canções, a maioria é terrível. No fim, é um disco ruim e que foi outro erro. 

Melhores Faixas: The Fate Of Ophelia, Opalite, Wood 
Piores Faixas: Cancelled!, Ruin The Friendship, Eldest Daughter, Wi$h Li$t

 

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Analisando Discografias - Taylor Swift, Bruno Mars e Ultraje a Rigor (RA: XL)

                          

Midnights – Taylor Swift





















NOTA: 10/10


Após um ano inteiro sem nada novo, a Taylor Swift lançou seu 10º álbum, o adorado, mas também controverso, Midnights. Após o último ano ter sido focado nas regravações de seus primeiros trabalhos, finalmente seu novo álbum foi anunciado de surpresa durante a cerimônia do MTV Video Music Awards (VMA). Diferente de seus dois últimos álbuns de estúdio, que exploraram uma abordagem mais Folk e Indie, Midnights retorna com um som Pop mais eletrônico e introspectivo. Além disso, é um trabalho conceitual que gira em torno de histórias contadas ao longo de suas treze noites sem dormir. A produção foi amplamente conduzida por Taylor Swift e seu colaborador de longa data, Jack Antonoff, além de outros. Com uma sonoridade mais voltada para o lado eletrônico, com influências de Synth-pop e Dream Pop, o álbum destaca arranjos minimalistas e com ondas atmosféricas virtuosas. O repertório é completamente sensacional, começando com as canções Lavender Haze, Maroon e Anti-Hero, que trazem temas obscuros. Depois, há Snow on the Beach, com a participação da pavorosa Lana Del Rey, que, pelo menos, não estragou a música. Em seguida, há outras canções mais contagiantes, como You're On Your Own, Kid, Bejeweled e Karma. Além disso, Midnight Rain é uma faixa melancólica muito interessante. No final de tudo, é um trabalho sensacional e incrível, porém bastante maltratado por alguns fãs.

Speak Now (Taylor’s Version) – Taylor Swift 





















NOTA: 9,5/10


Em 2023 (ou seja, ano passado), Taylor focou em suas regravações e lançou a regravação do fantástico Speak Now. Como já mencionado, esse foi o disco que originalmente marcou um ponto de virada em sua carreira, pois foi completamente escrito por ela. A cantora comentou que regravar esse álbum a fez relembrar como é um trabalho que conta uma história de crescimento, agitação, voo e queda, relembrando a sua fase na adolescência. Taylor Swift, junto com os mesmos produtores de sempre, buscou manter a fidelidade ao som original, apenas atualizando a qualidade da gravação e os arranjos para refletir o amadurecimento de Swift como artista. A sonoridade ficou muito mais completa, contendo não só Country Pop, mas também Pop-Punk e Rock alternativo. Mesmo com essas mudanças, eles respeitaram as nuances e o estilo do trabalho original. O repertório é novamente maravilhoso, começando de forma arrasadora com as faixas Mine, Sparks Fly, Back to December, Speak Now, Dear John e Mean, que ficaram ainda melhores. Outras faixas, como Enchanted, Better Than Revenge e Last Kiss, também ficaram muito boas. Entre as faixas inéditas, destacam-se I Can See You e Timeless, além da interessante Electric Touch, que conta com a participação da chatíssima banda Fall Out Boy. Enfim, essa regravação ficou incrível. Qual das duas versões é melhor? Essa aqui, apesar de ser um verdadeiro "photo finish".

1989 (Taylor’s Version) – Taylor Swift 





















NOTA: 10/10


Três meses depois, ela lançou mais uma regravação, sendo este o maravilhoso e amado pelos fãs, o 1989. Este álbum foi aquele em que a cantora abandonou o Country para adotar um som totalmente Pop, inspirado na música dos anos 80. O disco foi anunciado durante o show final da turnê do Eras; ela se apresentou com cinco trajes azuis, e os fãs associaram isso ao disco original. Foi durante o set acústico do meio do show que ela anunciou 1989 como seu próximo álbum regravado, com lançamento previsto para 27 de outubro de 2023, exatamente nove anos após o lançamento original. Novamente, aquela equipe de produtores visou capturar a essência do som Pop e sintetizado do álbum original, com uma nova perspectiva e muito mais maturidade. Em resumo, o que a produção fez foi melhorar ainda mais os sintetizadores vibrantes, as batidas eletrônicas e toda a percussão, refinando e cadenciando tudo de forma totalmente aprimorada. Dessa vez, o repertório não é só muito bom, ele ficou fantástico, eu sabia que as canções Shake It Off, I Wish You Would e I Know Places ficaram muito melhores e além disso sensacionais. Fora que, mais uma vez, aquele comecinho com Welcome to New York, Blank Space, Style e Out of the Woods ficou de forma totalmente atemporal. Também as faixas From the Vault são todas maravilhosas, sendo que o maior destaque fica com Now That We Don’t Talk. No final de tudo, é um trabalho espetacular e um verdadeiro clássico da música Pop.

The Tortured Poets Department – Taylor Swift





















NOTA: 5,8/10


Até que chegamos ao último lançamento de Taylor Swift, que foi lançado há quase 4 meses, o The Tortured Poets Department. Inicialmente, ela desenvolveu esse álbum após o lançamento do Midnights e, de forma secreta durante a turnê do Eras, a cantora descreveu esse álbum como uma tábua de salvação, concebido em meio à sua crescente fama e às observações da mídia, principalmente devido ao fato de que exploravam a sua vida amorosa. Assim, esse projeto serviu como uma catarse criativa. Novamente, a produção contou com Jack Antonoff e Aaron Dessner, além do desconhecido Patrik Berger. O álbum possui um som totalmente voltado para o Synth-pop, com muitas influências de Folk e Pop barroco, e toda essa junção trouxe batidas mid-tempo, sintetizadores e drum machines esparsas. O repertório até consegue ser interessante, mas já no começo, com a canção Fortnight, que tem a participação da porcaria do Post Malone, que ele nem  é o problema, mas sim a música, que é bem tediosa, além de outras como os chororôs de Down Bad, So Long, Down e Who’s Afraid of Little Old Me?, apesar de ter algumas canções boas, como Fresh Out the Slammer e The Smallest Man Who Ever Lived. E eu nem preciso mencionar que logo depois ela lançou o Volume 2, que contém muitas canções chatíssimas, sendo a principal The Black Dog, nem as canções imgonnagetyouback e So High School salvam. Enfim, esse trabalho é muito mediano e tedioso, sendo um tropeço de leve da Taylor.

Doo-Wops & Hooligans – Bruno Mars 





















NOTA: 9/10


Há quase quatorze anos, Bruno Mars lançava seu disco de estreia, o importantíssimo Doo-Wops & Hooligans. Antes de lançar esse álbum, Mars já era conhecido como compositor e colaborador de outros artistas, tendo participado de músicas de sucesso como Nothin' on You do rapper B.o.B e a clássica Billionaire do Travie McCoy. Uma de suas maiores qualidades é o estilo musical, que mescla Pop, R&B, Reggae e Soul, além de demonstrar uma habilidade notável para criar melodias cativantes e letras acessíveis. O título Doo-Wops é uma clara homenagem ao gênero que o cantor cresceu ouvindo com seu pai. O álbum foi produzido principalmente por The Smeezingtons, uma equipe de produção que incluía o próprio Bruno Mars, Philip Lawrence e Ari Levine. Eles foram responsáveis por criar um som polido e comercialmente acessível, com uma variedade de influências que mantiveram o trabalho dinâmico. Isso se reflete em um repertório excelente, com várias canções que se tornaram hits, como as baladas Grenade, Just the Way You Are e Talking to the Moon, além das contagiantes Runaway Baby e The Lazy Song. Há também uma canção de Reggae, Our First Time, que é bem relaxante. O álbum conta com as ótimas participações de Damian Marley, CeeLo Green e B.o.B em canções mais reflexivas. Em resumo, esse álbum de estreia é incrível e consolidou Bruno Mars como uma estrela do Pop.

Unorthodox Jukebox – Bruno Mars 





















NOTA: 8,6/10


Após o sucesso de Doo-Wops & Hooligans, Bruno Mars retornou no final de 2012 com seu 2º trabalho de estúdio. Após o sucesso de sua estreia, Mars estava ansioso para explorar novas sonoridades. Ele queria criar um álbum que não se limitasse a um único gênero, refletindo suas diversas influências. O álbum foi inicialmente planejado para ser mais enérgico do que seu antecessor, mas acabou apresentando uma ampla gama de estilos. A produção contou novamente com várias colaborações de produtores renomados, incluindo The Smeezingtons, Mark Ronson, Jeff Bhasker, Emile Haynie e Supa Dups. Cada produtor trouxe sua própria visão e estilo, resultando em uma coleção de músicas que, embora sejam diversas, ainda mantêm uma coesão sonora. A produção é sofisticada, com arranjos ricos e detalhados, que se combinam bem com a mistura eclética de estilos, que vão do Pop e R&B ao Rock e Disco. Mais uma vez, o repertório é excelente, com muitas músicas boas, como Young Girls, Gorilla, a balada Moonshine e Money Make Her Smile, que trazem um nível de coesão. Fora, é claro, os ótimos hits como Locked Out of Heaven, que realmente lembra The Police, Treasure, uma incrível canção retrô funkeada dos anos 70, e a emocional balada When I Was Your Man. Também há outra canção sensacional, Show Me, que é um Reggae fantástico. No final das contas, esse álbum é muito bom e bastante detalhado.

24K Magic – Bruno Mars 





















NOTA: 8/10


Depois de quatro anos, o Bruno Mars lançou seu terceiro álbum, o 24K Magic, que até agora é o último lançado por ele. Após Unorthodox Jukebox, o cantor começou a trabalhar neste disco, buscando criar algo que fosse uma celebração, um álbum que transmitisse alegria e festa. Inspirado por influências dos anos 90, Mars procurou capturar a essência do R&B daquela época, além de resgatar tendências que o faziam lembrar de sua infância. A produção contou mais uma vez com o trio de produtores do qual o cantor faz parte, além de outros produtores notáveis, como The Stereotypes, Emile Haynie e Jeff Bhasker. Todo o trabalho foi muito bem feito, com uma busca por sonoridades retro-futurísticas, uso abundante de sintetizadores, linhas de baixo Funk e influências do R&B e do New Jack Swing. O repertório é mais uma vez excelente, com muitas faixas bacanas como a animada Chunky e o hit That’s What I Like. Além disso, há outros sucessos como a sensacional faixa-título, Perm e Finesse, que são ótimas homenagens ao Funk clássico e ao New Jack Swing. Apesar de ter canções bem fracas que são Straight Up & Down e Calling All My Lovelies, elas não diminuem a imersão das outras faixas. No geral, é mais um trabalho muito bom do Bruno Mars e esperamos que seu próximo disco seja icônico.

Nós Vamos Invadir Sua Praia – Ultraje a Rigor 





















NOTA: 10/10


Indo agora para 1985, é lançado um dos melhores discos de estreia do Rock nacional, o sensacional Nós Vamos Invadir Sua Praia do Ultraje a Rigor. A banda começou inicialmente como uma banda de covers, fazendo pequenos shows em bares. A banda teve vários nomes até que, em 1982, decidiram que o nome seria Ultraje a Rigor, um trocadilho com a expressão “traje a rigor”. Após mudarem de formação, eles fizeram dois compactos até serem contratados pela gravadora WEA, que na época estava contratando várias bandas para seu catálogo, como Ira! e Titãs. A produção ficou a cargo de Pena Schmidt e Liminha, dois produtores renomados da cena musical brasileira. O álbum foi gravado no Estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro, e apresenta uma sonoridade crua e direta, com uma mistura de Rock, Punk e Ska. As letras simples e acessíveis, combinadas com melodias cativantes, ajudaram a criar um som característico que se tornaria a marca registrada da banda. O repertório é simplesmente espetacular, fazendo com que o álbum pareça uma coletânea, todas as canções são incríveis, como a faixa-título, Rebelde Sem Causa, Ciúme, a crítica atualíssima Inútil e as hilárias Mim Quer Tocar, Marylou e Zoraide, sem contar que tem até uma canção de autoestima a Eu Me Amo. Não é à toa que todas essas canções se tornaram hits de imediato. No final das contas, esse disco é um verdadeiro clássico do nosso querido Rock nacional.

Sexo!! – Ultraje a Rigor  





















NOTA: 8,7/10


Após o sucesso estrondoso de seu álbum de estreia, o Ultraje a Rigor retornou com seu 2º álbum, intitulado Sexo!! (bem direto, não é?). Após o Nós Vamos Invadir Sua Praia, que os colocou nas rádios e na TV, o Ultraje se estabeleceu como uma das bandas mais populares do cenário do Rock brasileiro. Com uma abordagem humorística e crítica, a banda conquistou uma base de fãs sólida e se tornou conhecida por suas letras bem-humoradas, que se conectavam perfeitamente com a geração de jovens da época. Nesse trabalho, a banda continuou a explorar temas do cotidiano, mantendo sua marca de sarcasmo. A produção ficou a cargo de Liminha, que havia trabalhado com eles no disco anterior. Este álbum apresenta uma produção mais madura, com uma sonoridade mais pesada e muitas influências de hard rock e heavy metal, mas mantendo aquele Rock tradicional. Durante as gravações, houve uma mudança de guitarrista: Sérgio Serra entrou para a banda no lugar de Carlo Bartolini, o Carlinhos, que estava incomodado e queria se mudar logo para Los Angeles. O repertório, embora não seja tão sensacional quanto o do álbum anterior, é muito bom e contém muitas canções interessantes, como as descontraídas Eu Gosto de Mulher, Terceiro e Prisioneiro (esta última um pouco mais séria, mas com um toque de humor). Outras ótimas canções incluem A Festa, Pelado e a própria faixa-título. No fim, é um disco que, apesar de não ter tido o mesmo sucesso do antecessor, é muito bom.

Crescendo – Ultraje a Rigor 





















NOTA: 7,7/10


Dois anos depois, o Ultraje retorna com mais um álbum, intitulado Crescendo, que já no título sugeria uma mudança. Depois do disco anterior, a banda ainda estava com uma popularidade muito alta, mas então surgiram polêmicas, sendo a mais controversa durante a turnê do último álbum, em que Roger foi acusado de ter abusado sexualmente de uma garota menor de idade, isso aconteceu durante a apresentação em Chapecó. Esse caso foi parar na justiça, mas no final ele acabou sendo inocentado, o que pesou muito na reputação da banda. Além de que, a exaustão de todos os integrantes gerou uma série de brigas, mas, apesar disso, podemos concordar que eles estavam mais amadurecidos. Este novo trabalho foi produzido pela banda, com uma grande colaboração dos produtores Paulo Junqueira e do Liminha. A sonoridade é mais crua e direta, com grandes influências do Punk Rock e um lado mais eletrônico em determinados momentos. O repertório é interessante, incluindo uma gama de interlúdios que são ou instrumentais ou algo mais bobinho, como A Constituinte, que é basicamente um cover de Atirei o Pau no Gato. Agora as canções são muito boas, como Coragem, Ricota, a segunda versão da faixa-título que tem o título alternativo de A Missão (Santa Inocência), e as polêmicas Filha da Puta, que foi feita para testar o fim da censura federal, e também Volta Comigo e Chiclete, que abordavam abertamente o adultério. No fim, apesar de ser um bom disco, ele demonstrou um declínio iminente da banda.
 

             Então é isso e flw!!!

domingo, 22 de setembro de 2024

Analisando Discografias - Taylor Swift (RA: XXXIX)

                         

Fearless – Taylor Swift





















NOTA: 9/10


E aqui estamos de novo, falando da diva da música pop atual, a nossa querida Taylor Swift. Mas vamos voltar para 2008, quando ela ainda não era nada disso e lançava seu 2º álbum, o Fearless. Após o razoável sucesso de seu álbum de estreia, Taylor começou a trabalhar nesse disco com o objetivo de expandir seu som Country Pop e abordar temas de amor juvenil, crescimento pessoal e experiências emocionais. O fato é que isso ajudou e muito no que a cantora se tornaria com o tempo, pois ela conseguiu furar aquelha bolha tradicional da Country music, que era interpretada apenas por homens de meia-idade. Esse disco foi produzido por ela junto com Nathan Chapman. Todo esse trabalho, como já mencionado, combinava elementos do Country tradicional com um lado mais Pop, criando um som acessível e cativante. A produção é polida e os arranjos melódicos ajudaram a atrair a atenção da grande mídia. O repertório desse disco é muito bom e tem muitas canções arrasadoras, como The Other Side of the Door, Forever & Always e o maravilhoso hit Love Story, que foi um dos principais impulsos da carreira da Taylor. Além disso, há também outras faixas notáveis, como as baladas Breathe, Fifteen e White Horse, essa última que é cheia de melancolia, além da faixa-título, além da subestimadíssima Change. Enfim, esse disco é sensacional e já mostrava uma grande evolução comparado ao seu antecessor.

Speak Now – Taylor Swift 





















NOTA: 9,5/10


Dois anos depois, a Taylor retorna com mais um disco, o Speak Now, que é bem mais sério do que seus trabalhos anteriores. Este é o primeiro álbum em que ela escreveu todas as faixas sozinha, e ela acabou fazendo um disco muito mais conceitual, explorando temas mais adultos e sobre relacionamentos rompidos, sendo totalmente diferente da proposta do Fearless. A produção foi liderada mais uma vez por Nathan Chapman e pela cantora. A gravação do álbum aconteceu principalmente entre 2009 e 2010. A abordagem da produção foi mais detalhista, focando em arranjos que complementassem as letras emotivas e narrativas da Taylor. Além disso, sua sonoridade apresentava uma mistura de instrumentação acústica e elétrica, criando um som variado que foi influenciado pelo Country Pop e incorporou elementos proeminentes da música Pop mainstream. O repertório é maravilhoso. Ele já começa com três canções esplêndidas que são Mine, Sparks Fly e Back to December. Tem também a ótima faixa de Pop Rock, Long Live. Eu sei que também há aquela balada melosa, Enchanted, que é boa, mas não chega a ser incrível. Outra coisa é que, novamente, Taylor, que já tinha imitado Avril Lavigne anteriormente em The Way I Loved You, repetiu isso na canção Punkeada intitulada The Story of Us. Mas pelo menos ela não fez o mesmo com a Better Than Revenge, que mostra um lado vingativo dela. Enfim, esse álbum é espetacular e mostra que Taylor Swift já estava indo rumo ao estrelato.

Red – Taylor Swift 





















NOTA: 9,8/10


Depois de algum tempo, chega mais um álbum da Taylor Swift, o Red, que trouxe várias mudanças significativas. Este disco marca uma transição na carreira de Taylor, onde ela começa a experimentar uma mistura de gêneros, afinal, Speak Now foi o trabalho que demonstrou que a cantora iria começar a abandonar a música Country que a fez ficar bastante conhecida. Então, nesse trabalho, ela quis ir para um lado completamente Pop. Além disso, os temas foram mais variados, explorando emoções intensas, especialmente amor e desgosto, refletindo a turbulência emocional e o crescimento pessoal. Este trabalho teve uma produção que não foi feita apenas pela cantora e Nathan Chapman; aqui, houve novos colaboradores, como Max Martin, Shellback, Dan Wilson, entre outros. Essa colaboração variada foi feita para ajudar ainda mais na sonoridade, que estava muito mais diversificada, resultando em uma produção polida e multifacetada que abrange uma variedade de estilos e influências. Então, era óbvio que o repertório seria maravilhoso. O começo dele já é assustador, com as faixas State of Grace, a faixa-título, e Treacherous, que têm melodias encantadoras. Além disso, há as chicletudas canções I Knew You Were Trouble. e We Are Never Ever Getting Back Together, as sensacionais baladas I Almost Do e Begin Again, e também Everything Has Changed, que é um ótimo dueto dela com Ed Sheeran. Enfim, este disco é sensacional e tem um ótimo nível de coesão.

1989 – Taylor Swift





















NOTA: 9,1/10


Mais dois anos se passam, e a Taylor Swift retorna com o aclamadíssimo 1989, seu quinto trabalho de estúdio. Após Red ter sido um grande avanço para a entrada da cantora no mundo Pop, neste trabalho ela abraça completamente o gênero. Além de ter intitulado este disco em homenagem ao ano de seu nascimento, Taylor se inspirou na música Pop dos anos 80. Ela descreveu que este seria seu álbum oficialmente Pop, destacando a intenção de criar uma sonoridade mais eletrônica e moderna. A produção foi totalmente centralizada na estética da música Pop dos anos 80, com sintetizadores, baterias eletrônicas e vocais processados. Max Martin e Shellback, colaboradores de longa data, foram essenciais para moldar o som, além da ajuda de outros produtores, como Nathan Chapman (que ficou de escanteio desta vez). Além disso, a sonoridade em si foi mais coesa em comparação aos trabalhos anteriores. O repertório é muito legal e, mais uma vez, começa de um jeito incrível com as canções Welcome to New York, Blank Space e Style, que demonstram todo esse lado retrô explorado. Além disso, destacam-se outras faixas como a vingativa Bad Blood e as interessantes baladas Wildest Dreams e This Love. Os únicos erros foram nas melodias um tanto irregulares de Shake It Off, I Wish You Would, e I Know Places (e eu não duvido nada que Taylor tenha consertado isso no Taylor’s Version). No final de tudo, é um álbum maravilhoso e, apesar de alguns erros, é muito bom.

reputation – Taylor Swift 





















NOTA: 7,5/10


Depois do sucesso de 1989, e um quase sumiço, a Taylor Swift retorna com mais um álbum, o reputation (escrito em letras minúsculas). Lançado em um momento de extrema mudança em sua carreira, tanto em termos de som quanto na sua imagem pública. Devido à intensa cobertura da mídia sobre sua vida pessoal e conflitos com outras celebridades, principalmente a tensa treta com Kanye West e Kim Kardashian por conta da música Famous, e também antes do lançamento, ela conseguiu vencer o processo de agressão sexual contra um ex-DJ. Com todos esses inúmeros problemas, a cantora adotou uma postura mais reservada e sombria. O álbum foi produzido em grande parte por Max Martin, Shellback e Jack Antonoff, com Taylor coescrevendo todas as faixas. Além disso, ela cortou seu vínculo com Nathan Chapman (e nos vamos retornar nesse assunto bem depois). A sonoridade é caracterizada por um som Pop e eletrônico, com influências de Synth-pop, Electropop e R&B. O repertório é bem legal, com algumas canções incríveis como Delicate e Getaway Car, que têm uma ótima vibe retrô. Além de outras interessantes como Don’t Blame Me e Call It What You Want, porém algumas canções exageram na sintetização, como Ready For It? e So It Goes, ou ficaram arrastadas como Look What You Made Me Do e Dancing With Our Hands Tied. Apesar de ser um disco controverso entre os fãs, é um trabalho bem legal da Taylor.

Lover – Taylor Swift 





















NOTA: 8/10


Mais um tempo se passou, e foi lançado o 7º álbum da Taylor Swift, Lover, que tinha uma temática muito diferente de seu antecessor. Depois do reputation, que trazia um lado mais sombrio da cantora, ela optou por descartar todo o conceito do seu disco anterior e agora trouxe um tom mais leve e romântico. Além disso, ela saiu da Big Machine Records, sua gravadora de longa data, e foi contratada pela Republic Records. Logo após isso, começou uma grande disputa entre o dono da antiga gravadora, Scott Borchetta, e o novo proprietário, Scooter Braun, com a Taylor pelos direitos dos masters de todos os seus seis álbuns lançados. Enfim, mais uma vez a cantora trabalhou com uma série de produtores renomados, como Jack Antonoff, Frank Dukes, entre outros. Juntos, eles fizeram uma produção muito boa, com uma sonoridade que combina Synth-pop, Electropop e até algumas influências do gênero Indie, criando uma paisagem sonora digamos bem colorida. O repertório tem algumas canções interessantes, apesar de começar com a tediosa I Forgot That You Existed. Já vem canções sensacionais como Cruel Summer, a faixa-título e The Man. Além disso, há outras canções boas como Paper Rings, que tem uma vibe meio New Wave, e ME!, que conta com a participação do Brendon Urie, do Panic! At The Disco. Novamente, há músicas arrastadas como I Think He Knows, False God e Afterglow. Enfim, apesar de suas falhas, é um trabalho muito bem-feito e experimental.

folklore – Taylor Swift 





















NOTA: 10/10


No ano seguinte, a cantora lançou mais um novo álbum, agora com uma temática muito mais introspectiva, porém muito imersiva. Após o lançamento de Lover, Swift foi forçada a cancelar sua turnê mundial porque, naquela época, estávamos em meio à pandemia. Então, em meio a esse isolamento social, ela começou a escrever novas músicas, explorando histórias fictícias e aspectos mais sombrios e introspectivos de sua vida. O álbum foi descrito como uma coleção de músicas e histórias que fluem como um fluxo de consciência. Novamente, a produção feita pela cantora teve algumas colaborações, como Aaron Dessner, Jack Antonoff e seu parceiro Joe Alwyn (sob o pseudônimo William Bowery). Como esse trabalho era mais introspectivo, ele se afasta completamente do Pop, adotando um som mais Indie folk, alternativo e acústico, mostrando um lado mais minimalista e atmosférico. Dessner e Antonoff trouxeram uma sensibilidade mais orgânica e experimental para esse disco. Isso se reflete num repertório completamente maravilhoso, tanto que parece uma coletânea. Muitas das canções nem são tão envolventes, como nos outros trabalhos. As que mais se destacam são the 1, cardigan, exile (um dueto com Justin Vernon do Bon Iver), august, mad woman, e a pegada poética em hoax. Há também faixas mais atmosféricas como epiphany e peace. Sério, todas as músicas foram bem planejadas. No final de tudo, esse disco é sensacional e mostra o quão versátil a Taylor Swift é.

evermore – Taylor Swift 





















NOTA: 9,9/10


No final daquele mesmo ano, Taylor Swift lançou seu 9º trabalho de estúdio, o evermore, que continuava bem longe do Pop. Assim como folklore, esse disco foi uma surpresa para os fãs e foi criado durante a pandemia de COVID-19. A narrativa de evermore explora um território muito semelhante ao seu antecessor, com uma abordagem mais introspectiva e orientada para a narrativa, fazendo um trabalho ainda mais experimental. Mais uma vez, Taylor colaborou com Aaron Dessner, da banda The National, junto com seu irmão Bryce Dessner e também com as contribuições de Jack Antonoff. A produção trouxe uma sonoridade mais atmosférica e sutil, seguindo a mesma fórmula do disco anterior. Com bastante influência de Rock alternativo, Indie folk e até um lado puxado para o Pop barroco, isso demonstra que todo o trabalho deles foi totalmente sofisticado. O repertório, mais uma vez, é maravilhoso e conta com muitas canções sensacionais, começando com as melódicas faixas willow, que é bem resiliente, e champagne problems, que não foi feita para aquela pessoa que teve uma proposta de casamento rejeitada. Também há outras baladas como tolerate it e ivy. Além disso, tem dorothea que traz um lado nostálgico, cowboy like me relembrando os tempos mais antigos da cantora, e há uma emocionante homenagem à sua falecida avó Marjorie Finlay na canção marjorie. O fato é que há muitas músicas interessantes contidas. No fim, é mais um trabalho incrível e coeso da cantora.

Fearless (Taylor’s Version) – Taylor Swift  





















NOTA: 9,3/10


Pouco tempo depois, no começo daquele ano (de 2021), a Taylor começa a lançar suas regravações de seus álbuns mais antigos, começando com o Fearless. Relembrando o que aconteceu, após os masters de seus álbuns lançados pelo selo da Big Machine serem efetivamente transferidos para Scooter Braun, que havia se tornado o novo proprietário da gravadora da qual ela havia saído dois anos antes, resultou em uma disputa pública entre Taylor e Braun. A cantora denunciou a compra e começou a regravar seus primeiros seis álbuns de estúdio, dando-lhe propriedade total dos novos masters. A produção ficou fiel ao espírito do álbum original, mas com arranjos e gravações atualizados para refletir o crescimento vocal e artístico de Swift. Ela trabalhou novamente com Aaron Dessner, Jack Antonoff e com a presença de Christopher Rowe, e eles ajustaram as nuances na instrumentação e nos vocais, dando uma sonoridade muito mais coesa. O repertório é logicamente o mesmo, e todas as canções ficaram muito bem regravadas, como Love Story, Forever & Always e White Horse. Contudo, algumas ficaram melhores que a original, como a própria faixa-título, Fifteen, Tell Me Why, The Way I Loved You e Superstar. Além disso, há seis faixas inéditas que ficaram de fora do álbum original, marcadas como "From the Vault"; as mais legais são Mr. Perfectly Fine e We Were Happy. Enfim, essa primeira regravação ficou muito melhor e mais acentuada que a sua versão original.

Red (Taylor’s Version) – Taylor Swift 





















NOTA: 8,8/10


Perto do final do ano, Taylor Swift lançou sua segunda regravação, o álbum Red, que veio com algumas pequenas mudanças em comparação ao original. Quando Taylor decidiu regravar esse álbum, ela teve uma abordagem tanto musical quanto lírica semelhante a uma pessoa de coração partido, criando um conjunto de sentimentos que de alguma forma se encaixam no final. Assim, ela quis que essa nova versão fosse muito mais expansiva (até porque, né, tem 30 faixas contidas). A produção foi bastante diversificada; ela trabalhou com Jack Antonoff, Aaron Dessner, Christopher Rowe e outros colaboradores para garantir que as regravações mantivessem a autenticidade das originais, enquanto atualizavam aspectos técnicos e sonoros. Além disso, a sonoridade ficou mais diversificada, incluindo, além de Pop, Country e Rock, influências de Synth-pop, Indie Rock e música eletrônica. O repertório é basicamente o mesmo, mas algumas canções foram aprimoradas, como State of Grace, I Knew You Were Trouble, 22 e I Almost Do. Ela também deu uma boa ênfase na canção Treacherous. As participações de Ed Sheeran e Gary Lightbody ficaram muito boas. Entre as canções inéditas, as que mais se destacam são Better Man e Run, mas, mesmo assim, algumas canções bem chatinhas, como Ronan e Babe. Enfim, essa regravação é até que legal, mas, por pouco, não superou o original.
 

        Que trabalhão, mas é isso e flw!!!

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Reviews Antigas VI

     

On Time – Grand Funk Railroad  





















NOTA: 8/10


É um álbum de estreia bem interessante, mesmo que eles acabem pecando na parte dos arranjos em algumas músicas, e algumas letras não façam muito sentido. Esse disco tem até uma pegada de Blues e um pouco de Folk. Para mim, foi uma boa estreia, só precisavam melhorar em álbuns futuros.


The Offspring  The Offspring





















NOTA: 3/10


Quando a gente pensa em Offspring, sempre lembramos do Punk Rock tradicional deles. No entanto, no disco de estreia, eles eram mais voltados para o Hardcore melódico. Ouvir esse álbum mostrou o quão estranho, tenebroso e chato ele é. Sério, esse álbum não tem consistência nenhuma.

Legião Urbana – Legião Urbana 





















NOTA: 9/10


O primeiro disco do Legião é bastante experimental e fantástico. Naquela época, o Legião estava mais firmando no Pós-Punk e no Folk, sem contar que uma safra de bandas de Brasília surgiu após esse álbum. Com boas letras compostas por Renato Russo, mesmo que algumas tenham inspirações em outros artistas, é, enfim, um bom álbum de estreia.

Foo Fighters – Foo Fighters





















NOTA: 8,8/10


Esse álbum de estreia é incrível, e outra coisa: quem toca guitarra, baixo, bateria e canta é a mesma pessoa, Dave Grohl. Após o triste fim do Nirvana, ele montou sua própria banda, gravou todas as músicas que compôs desde a época do Nirvana, além de produzir e, obviamente, fazer o arranjo das músicas. O resultado foi um grande sucesso comercial, e esse disco foi responsável pela criação do Pós-Grunge.

Taylor Swift – Taylor Swift 





















NOTA: 8,9/10


Eu não imaginava que o álbum de estreia da Taylor Swift fosse tão espetacular, e olha que ela gravou esse disco com apenas 16 ANOS!!! Ela mostrou sua voz maravilhosa e um talento incondicional para o mundo. Diferente dos álbuns mais populares que vieram depois, este álbum tem uma pegada muito mais Country, e a produção do disco é algo a ser destacado.

Illmatic – Nas





















NOTA: 10/10


Sério, que álbum de estreia maravilhoso! Não dá para aguentar o quanto o Nas estava inspirado quando fez esse álbum. Ele é absolutamente perfeito do começo ao fim, parecendo até uma coletânea. As letras são bastante reflexivas, e as rimas são impecáveis (para eu não falar palavrão). Simplesmente um clássico na história do Hip Hop/Rap.

Motörhead – Motörhead 





















NOTA: 7,8/10


O álbum de estreia deles tem uma pegada de Hard Rock bem crua, mas o que prevalece é o Heavy Metal. O disco é até legal, só que o som é bem tosco, e eles precisariam mudar em trabalhos posteriores. O fato é que dá para ver que esse álbum é bem conceitual e que só faltava uma melhor produção.

Bestial Devastation  Sepultura 




















NOTA: 8,1/10


Esse EP do Sepultura é algo surreal, porque, mesmo que a gravação e a produção sejam um lixo e muito amadoras, parecendo que chamaram um monte de gente que estava fazendo faculdade de produção musical, o que salvou foram as músicas, que são muito boas. A parte lírica, mesmo abordando temas satân***s, mostrou um começo interessante para a banda mineira.

Dos Prédio – Veigh





















NOTA: 9,4/10


Esse álbum de estreia do Veigh é surreal. A vibe que ele transmite é indescritível. As letras podem até ser sacadas geniais, mas são viciantes. As parcerias (feats) foram um baita acerto, e a produção foi espetacular. Esse álbum destacou muito bem a estética do Trap brasileiro.

We Care a Lot – Faith No More  





















NOTA: 7/10


E pensar que, quando você escuta o primeiro álbum do FNM, nem parece ser a mesma banda que ficou conhecida pelo seu 3º e 4º álbum. Claro, isso deve ser porque, nessa época, o vocalista era outro, no caso, o Chuck Mosley. Mesmo tendo uma sonoridade de Punk Rock e uma produção fraquíssima, é um disco bem interessante.

Bom é isso e flw!!! 

Analisando Discografias - Imagine Dragons

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