Mostrando postagens com marcador Legião Urbana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Legião Urbana. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de abril de 2026

Analisando Discografias - Legião Urbana

                 

Dois – Legião Urbana





















NOTA: 10/10


Em 1986, o Legião Urbana lançava seu clássico 2º álbum de estúdio, intitulado Dois. Após o álbum de estreia, Renato Russo cogitou fazer um disco duplo, intitulado Mitologia e Intuição. A gravadora EMI, porém, não se entusiasmou com a ideia, e o álbum acabou sendo simples. Nesse período, a banda vivia uma rotina intensa de shows e sofria crescente pressão da indústria fonográfica após o sucesso do debut. Ao mesmo tempo, Renato atravessava conflitos emocionais profundos. A produção, feita por Mayrton Bahia, mas com alguns pitacos de Renato, foi mais limpa e orgânica, seguindo aquela abordagem do Post-Punk e do Jangle Pop, mas com influências do Folk e do Rock Gótico, com as guitarras de Dado Villa-Lobos sendo bem variadas, uma seção rítmica bastante precisa, e os vocais do Renato cheios de expressividade. O repertório é sensacional e digno de uma coletânea. No fim, é um baita disco e um dos melhores álbuns da música brasileira de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Tempo Perdido, "Índios", Eduardo E Mônica, Metrópole, Daniel Na Cova Dos Leões, Andrea Doria, Quase Sem Querer 
Vale a Pena Ouvir: Acrilic On Canvas, Fábrica, Plantas Embaixo Do Aquário

Que País É Este – Legião Urbana





















NOTA: 8,8/10


No ano seguinte, o Legião Urbana lançava seu 3º álbum de estúdio, o Que País É Este. Após o clássico Dois, a pressão sobre a banda aumentava enormemente. Ao mesmo tempo, havia desgaste interno, conflitos, expectativas da gravadora e dificuldades em concluir material novo. Em vez de um álbum inteiramente concebido naquele momento, o grupo recorreu a composições antigas, algumas remontando ao período do Aborto Elétrico, embrião do que se tornaria o Legião. A produção, feita mais uma vez por Mayrton Bahia, foi um pouco mais crua e pesada; as guitarras de Dado ficaram mais agressivas, o baixo de Renato Rocha mais pulsante, a bateria de Marcelo Bonfá mais direta, e os vocais de Renato Russo têm mais urgência, refletindo essa junção do Post-Punk com o Punk Rock tradicional, além de influências alternativas. O repertório é ótimo, e as canções são bastante imersivas e reflexivas. Enfim, é um disco bacana e bastante ousado. 

Melhores Faixas: Faroeste Caboclo, Que País É Este, Angra Dos Reis, Eu Sei 
Vale a Pena Ouvir: Conexão Amazônica, Mais Do Mesmo

As Quatro Estações – Legião Urbana





















NOTA: 9,8/10


Dois anos depois, a banda lançava mais um trabalho novo, intitulado As Quatro Estações. Após o Que País É Este, o Legião Urbana vinha de crises internas severas, incluindo a saída do baixista Renato Rocha durante o processo do disco, um acontecimento decisivo que alterou a dinâmica do grupo e cristalizou a formação como um power trio. Além disso, o disco surge num Brasil em transformação, saindo dos anos 80 com seus esgotamentos políticos e entrando num novo horizonte de incertezas. A produção, feita pelo mesmo produtor de sempre, foi bem mais sofisticada e precisa; as guitarras ficaram bem mais discretas, a bateria soa bem mais variada, algo até estranho para um baterista fraquíssimo como Marcelo Bonfá, enquanto Renato Russo entrega vocais variados, e a ausência do baixo em alguns momentos não deixa nada sobrecarregado. O repertório é incrível, e as canções são todas muito melancólicas e profundas. Enfim, é um belo trabalho, mais introspectivo. 

Melhores Faixas: Pais E Filhos, Há Tempos, Quando O Sol Bater Na Janela Do Seu Quarto, 1965 (Duas Tribos), Meninos E Meninas, Maurício 
Vale a Pena Ouvir: Sete Cidades, Monte Castelo, Eu Era Um Lobisomem Juvenil

V – Legião Urbana





















NOTA: 10/10


Entrando nos anos 90, o Legião Urbana lançava o sensacional e ambicioso álbum intitulado V (5). Após As Quatro Estações, esse disco nasce em meio à crise econômica do Plano Collor, ao agravamento das tensões internas da banda, ao aprofundamento do alcoolismo de Renato Russo e ao impacto íntimo de seu diagnóstico de HIV, mantido em sigilo à época. Esse trabalho frequentemente parece habitar um universo de ruínas espirituais, desencanto civilizatório e busca metafísica. A produção, conduzida por Mayrton Bahia junto com a banda, foi mais sofisticada e cinematográfica, seguindo uma abordagem do Rock Alternativo, mas com influências do Rock Progressivo e do Art Rock, já que há presença de arranjos de cordas. As guitarras são cheias de texturas, tensão e espaço, a bateria ficou bem mais precisa, e os vocais do Renato são mais dramáticos e expressivos. O repertório é sensacional, e as canções são bem imersivas. Enfim, é um belo disco e também uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Metal Contra As Nuvens, Vento No Litoral, O Mundo Anda Tão Complicado, A Montanha Mágica, O Teatro Dos Vampiros 
Vale a Pena Ouvir: Sereníssima, A Ordem Dos Templários (Instrumental)

O Descobrimento Do Brasil – Legião Urbana





















NOTA: 9,4/10


Em 1993, eles lançaram mais um álbum novo, O Descobrimento do Brasil, que foi mais variado. Após o V, havia tensões entre a banda e a gravadora, inclusive conflitos em torno de uma coletânea que a EMI pretendia lançar sem o consentimento do grupo, episódio que afetou diretamente o processo do álbum. Ao mesmo tempo, o Legião Urbana atravessava outra fase interna, e decidiu que esse trabalho seria menos monumental e mais fluido. A produção seguiu uma abordagem bem mais ampla, fazendo aquela junção do Rock Alternativo com Folk e Post-Punk, com as guitarras sendo bem mais fluidas e fugindo um pouco daquele lado mais cheio de texturas; a bateria foi bem mais pulsante, e as linhas de baixo do Renato são mais sustentadas, enquanto seus vocais vão de um lado irônico ao vulnerável. O repertório é incrível, e as canções são bem mais reflexivas e até cadenciadas. No fim, é um belo álbum, carregado de profundidade. 

Melhores Faixas: Giz, O Descobrimento Do Brasil, Perfeição, Só Por Hoje, Os Barcos, A Fonte 
Vale a Pena Ouvir: Os Anjos, Vamos Fazer Um Filme, Vinte E Nove

A Tempestade, Ou O Livro Dos Dias – Legião Urbana





















NOTA: 6/10


Três anos se passaram, e chegamos ao decisivo ano de 1996 com o lançamento do A Tempestade ou O Livro dos Dias. Após O Descobrimento do Brasil, esse projeto nasce em condições extraordinariamente difíceis. A saúde de Renato Russo estava profundamente fragilizada. As gravações foram marcadas por limitações físicas severas, uso de takes iniciais e vozes-guia mantidas como definitivas em algumas faixas. A produção, feita inteiramente por Dado Villa-Lobos, deixou uma sonoridade mais crua e orgânica, com suas guitarras ficando mais contidas; além disso, ele tocou baixo na maior parte do disco, e a bateria de Marcelo Bonfá é mais sutil, com uma presença maior de teclados pelo Carlos Trilha. Enquanto os vocais do Renato são bem delicados e revelam uma mudança de voz aparente, o maior problema é que os arranjos são excessivamente arrastados. O repertório é mediano: há canções boas e outras chatinhas. No fim, é um álbum cheio de irregularidades. 

Melhores Faixas: A Via Láctea, Dezesseis, Natália, 1° De Julho 
Piores Faixas: Leila, Mil Pedaços, Quando Você Voltar, Longe Do Meu Lado

Uma Outra Estação – Legião Urbana





















NOTA: 3/10


No ano seguinte, foi lançado o 8º e último álbum do Legião Urbana, Uma Outra Estação. Após A Tempestade, infelizmente a saúde do Renato Russo piorou, e então, quatro semanas após o último lançamento, o cantor veio a falecer em decorrência da AIDS. Com isso, a banda encerrou suas atividades; porém, preparou um material final, com Dado Villa-Lobos decidindo resgatar as faixas que acabaram ficando de fora do último disco. A produção, feita pelo guitarrista junto com Tom Capone, foi basicamente a mesma de antes, só que agora reorganizando essas sobras para que pudessem ficar fiéis ao trabalho anterior; com isso, as guitarras vão de um lado expressivo ao discreto, a bateria do Marcelo Bonfá é bem rudimentar, e há novamente maior presença de teclados. Mas, no geral, os arranjos são arrastados e tudo aqui não se sustenta. O repertório é ruim, com canções medíocres e poucas que se salvam. Em suma, é um álbum péssimo, feito para cumprir contrato. 

Melhores Faixas: Clarisse, Antes Das Seis, Marcianos Invadem A Terra 
Piores Faixas: A Tempestade, Sagrado Coração, Comédia Romântica, High Noon (Do Not Forsake Me), Mariane

                                                                        Então é isso, um abraço e flw!!!                       

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Reviews Antigas VI

     

On Time – Grand Funk Railroad  





















NOTA: 8/10


É um álbum de estreia bem interessante, mesmo que eles acabem pecando na parte dos arranjos em algumas músicas, e algumas letras não façam muito sentido. Esse disco tem até uma pegada de Blues e um pouco de Folk. Para mim, foi uma boa estreia, só precisavam melhorar em álbuns futuros.


The Offspring  The Offspring





















NOTA: 3/10


Quando a gente pensa em Offspring, sempre lembramos do Punk Rock tradicional deles. No entanto, no disco de estreia, eles eram mais voltados para o Hardcore melódico. Ouvir esse álbum mostrou o quão estranho, tenebroso e chato ele é. Sério, esse álbum não tem consistência nenhuma.

Legião Urbana – Legião Urbana 





















NOTA: 9/10


O primeiro disco do Legião é bastante experimental e fantástico. Naquela época, o Legião estava mais firmando no Pós-Punk e no Folk, sem contar que uma safra de bandas de Brasília surgiu após esse álbum. Com boas letras compostas por Renato Russo, mesmo que algumas tenham inspirações em outros artistas, é, enfim, um bom álbum de estreia.

Foo Fighters – Foo Fighters





















NOTA: 8,8/10


Esse álbum de estreia é incrível, e outra coisa: quem toca guitarra, baixo, bateria e canta é a mesma pessoa, Dave Grohl. Após o triste fim do Nirvana, ele montou sua própria banda, gravou todas as músicas que compôs desde a época do Nirvana, além de produzir e, obviamente, fazer o arranjo das músicas. O resultado foi um grande sucesso comercial, e esse disco foi responsável pela criação do Pós-Grunge.

Taylor Swift – Taylor Swift 





















NOTA: 8,9/10


Eu não imaginava que o álbum de estreia da Taylor Swift fosse tão espetacular, e olha que ela gravou esse disco com apenas 16 ANOS!!! Ela mostrou sua voz maravilhosa e um talento incondicional para o mundo. Diferente dos álbuns mais populares que vieram depois, este álbum tem uma pegada muito mais Country, e a produção do disco é algo a ser destacado.

Illmatic – Nas





















NOTA: 10/10


Sério, que álbum de estreia maravilhoso! Não dá para aguentar o quanto o Nas estava inspirado quando fez esse álbum. Ele é absolutamente perfeito do começo ao fim, parecendo até uma coletânea. As letras são bastante reflexivas, e as rimas são impecáveis (para eu não falar palavrão). Simplesmente um clássico na história do Hip Hop/Rap.

Motörhead – Motörhead 





















NOTA: 7,8/10


O álbum de estreia deles tem uma pegada de Hard Rock bem crua, mas o que prevalece é o Heavy Metal. O disco é até legal, só que o som é bem tosco, e eles precisariam mudar em trabalhos posteriores. O fato é que dá para ver que esse álbum é bem conceitual e que só faltava uma melhor produção.

Bestial Devastation  Sepultura 




















NOTA: 8,1/10


Esse EP do Sepultura é algo surreal, porque, mesmo que a gravação e a produção sejam um lixo e muito amadoras, parecendo que chamaram um monte de gente que estava fazendo faculdade de produção musical, o que salvou foram as músicas, que são muito boas. A parte lírica, mesmo abordando temas satân***s, mostrou um começo interessante para a banda mineira.

Dos Prédio – Veigh





















NOTA: 9,4/10


Esse álbum de estreia do Veigh é surreal. A vibe que ele transmite é indescritível. As letras podem até ser sacadas geniais, mas são viciantes. As parcerias (feats) foram um baita acerto, e a produção foi espetacular. Esse álbum destacou muito bem a estética do Trap brasileiro.

We Care a Lot – Faith No More  





















NOTA: 7/10


E pensar que, quando você escuta o primeiro álbum do FNM, nem parece ser a mesma banda que ficou conhecida pelo seu 3º e 4º álbum. Claro, isso deve ser porque, nessa época, o vocalista era outro, no caso, o Chuck Mosley. Mesmo tendo uma sonoridade de Punk Rock e uma produção fraquíssima, é um disco bem interessante.

Bom é isso e flw!!! 

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...