terça-feira, 15 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Queensrÿche: Parte 1

                  

The Warning – Queensrÿche





















NOTA: 9,8/10


Em 1984, o Queensrÿche lançava seu álbum de estreia, o excepcional The Warning. Formado em 1980, inicialmente com o nome de Cross+Fire e depois The Mob, por Geoff Tate nos vocais, Chris DeGarmo e Michael Wilton nas guitarras, Eddie Jackson no baixo e Scott Rockenfield na bateria. Eles chamaram atenção com um EP lançado no ano anterior, que fez com que eles assinassem com a EMI. Com isso, eles prepararam um disco que mostrava uma ambição maior do que a de várias outras bandas de Metal. A produção, feita por James Guthrie, deixou um som extremamente seco e orgânico, que juntava os elementos do Heavy Metal e Power Metal americano, com pitadas do que eles ajudaram a criar, que era o Metal progressivo. As guitarras alternam entre riffs pesados, bases mais melódicas e solos, e os vocais de Geoff são bastante poderosos. O repertório é sensacional, e as canções são todas bem variadas. No fim, é um baita disco e que é um clássico. 

Melhores Faixas: Take Hold Of The Flame, No Sanctuary, Warning, Deliverance, Em Force 
Vale a Pena Ouvir: Roads To Madness, Before The Storm
  

Rage For Order – Queensrÿche





















NOTA: 9,5/10


Dois anos se passaram para a banda lançar seu 2º disco, o ainda mais expressivo Rage For Order. Após o The Warning, o Queensrÿche começa a buscar uma sonoridade mais futurista, sombria, tecnológica e progressiva, sem abandonar completamente o peso das guitarras. Com isso, eles estavam em uma situação curiosa: musicalmente, estavam tentando seguir um caminho muito mais sofisticado e experimental, enquanto visualmente existia uma tentativa de aproximá-los de tendências mais comerciais da época. A produção, feita por Neil Kernon, deixou uma sonoridade pesada e atmosférica, onde eles entraram de cabeça tanto no Heavy Metal quanto no Metal progressivo. As guitarras continuam presentes, mas frequentemente dividem espaço com teclados e efeitos que acrescentam profundidade às músicas, enquanto a bateria ficou mais mecânica. O repertório é incrível, e as canções são bastante épicas e imersivas. Enfim, é um belo disco e que foi mais ousado. 

Melhores Faixas: Walk In The Shadows, The Whisper, Chemical Youth (We Are Rebellion), The Killing Words, I Will Remember, I Dream In Infrared 
Vale a Pena Ouvir: Screaming In Digital, Neue Regel

Operation Mindcrime – Queensrÿche





















NOTA: 10/10


No ano de 1988, o Queensrÿche lançava seu clássico 3º álbum, o Operation: Mindcrime. Após o Rage For Order, eles decidiram fazer um álbum conceitual que conta a história de Nikki, um homem desiludido com uma sociedade corrupta que acaba envolvido em uma organização revolucionária comandada pelo misterioso Dr. X. A partir daí, ele é manipulado para cometer assassinatos políticos, enquanto sua relação com Sister Mary cria uma dimensão emocional e trágica para a narrativa. A produção, feita por Peter Collins, deixou uma abordagem cinematográfica e que consegue ser muito bem definida. As guitarras têm uma preocupação muito maior com textura e dinâmica. Os riffs possuem peso, mas também servem à narrativa. O baixo é bastante sustentável, e a bateria tem várias mudanças de dinâmica, enquanto os vocais de Geoff Tate são bem interpretados. O repertório é sensacional, muito bem ordenado e imersivo. Em suma, é um álbum atemporal e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Eyes Of A Stranger, Spreading The Disease, I Don’t Belive In Love, The Mission, Speak, Breaking The Silence, Revolution Calling 
Vale a Pena Ouvir: Operation: Mindcrime, Waiting For 22, The Needle Lies


                                                                                        É isso, então flw!!!           

Analisando Discografias - Ratt

                 

Out Of The Cellar – Ratt





















NOTA: 9/10


Em 1984, a banda Ratt lançava seu maravilhoso álbum de estreia, o Out Of The Cellar. Formado em 1983, na cidade de Los Angeles, na Califórnia, por Stephen Pearcy nos vocais, Warren DeMartini e Robbin Crosby nas guitarras, Juan Croucier no baixo e Bobby Blotzer na bateria. Surgindo como uma das bandas precursoras do Hard Rock farofa que dominou os anos 80 ao lado do Mötley Crüe, além de terem vindo também da mesma cena da Sunset Strip. E, após lançarem um EP, eles conseguiram um contrato com a Atlantic Records. Produção feita por Beau Hill, deixou um som limpo e muito definido, conseguindo até dialogar com Heavy Metal tradicional. As guitarras são bastante variadas, com riffs precisos e solos melódicos. Enquanto o baixo preenche espaços e a bateria é bastante orgânica, além, é claro, dos vocais do Stephen, que são bem articulados. O repertório é sensacional, e as canções são bem divertidas. No fim, é um baita disco de estreia e muito ousado. 

Melhores Faixas: Round And Round, You're In Trouble, Lack Of Communication, Wanted Man, In Your Direction 
Vale a Pena Ouvir: Back For More, Scene Of The Crime, I'm Insane

Invasion Of Your Privacy – Ratt





















NOTA: 9,4/10


No ano seguinte, eles lançavam seu clássico 2º álbum, o Invasion Of Your Privacy. Após o Out Of The Cellar, que havia colocado seu nome entre os grandes representantes do Hard Rock americano dos anos 80, então o próximo trabalho precisava provar que poderiam se manter. A base continuava sendo o Hard Rock farofa, mas há uma preocupação ainda maior em trabalhar riffs marcantes, guitarras melódicas, refrões fáceis de lembrar e uma atmosfera mais sensual e provocadora. Produção feita mais uma vez por Beau Hill, deixou um som polido, mas que não tira agressividade caracteristica deles. As guitarras do Crosby e DeMartini são bem entrelaçadas explorando solos profundos e riffs melódicos. O baixo do Juan Croucier é muito presente e a bateria do Bobby Blotzer é muito eficiente e os vocais do Stephen Phearcy são bem energeticos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bastante vibrantes. No geral, é um baita disco e o melhor álbum deles. 

Melhores Faixas: Lay It Down, You're In Love, Never Use Love, You Should Know By Now, What You Give Is What You Get, Give It All 
Vale a Pena Ouvir: Dangerous But Worth The Risk, Closer To My Heart

Dancing Undercover – Ratt





















NOTA: 8,7/10


Outro ano se passou, e a banda lançava seu 3º álbum, o maravilhoso Dancing Undercover. Após o Invasion Of Your Privacy, o Ratt já tinha deixado de ser apenas uma promessa da cena de Los Angeles. A banda havia estabelecido uma identidade bastante forte dentro do Hard Rock americano dos anos 80, e esse álbum seria a consolidação de toda a temática que eles construíram, já que eles estavam bem seguros. A produção seguiu praticamente a mesma abordagem, só que agora o som ficou mais encorpado e com maior peso. As guitarras agora possuem uma atenção ainda maior ao aspecto melódico dos riffs. O baixo do Croucier possui bem mais groove, e a bateria do Blotzer continua eficiente e precisa. E os vocais do Stephen Pearcy ficaram ainda mais energéticos e cheios de variação. O repertório é muito legal, e as canções são bastante divertidas e até mais melódicas. Enfim, é um disco bacana e que teve mais agressividade. 

Melhores Faixas: Dance, Looking For Love, Body Talk, Slip Of The Lip 
Vale a Pena Ouvir: It Doesn't Matter, 7th Avenue, Drive Me Crazy

Reach For The Sky – Ratt





















NOTA: 8/10


Se passaram dois anos para o Ratt lançar mais um disco novo, o Reach For The Sky. Após o Dancing Undercover, a banda já parecia muito mais consciente de sua posição dentro do mercado. Eles sabiam bem que o som precisava ser grande, os refrões precisavam funcionar e as guitarras precisavam continuar sendo uma atração à parte. A produção começou a ser feita por Mike Stone, mas, devido à gravação ter ficado bem abaixo do esperado, Beau Hill foi chamado de volta para auxiliar. Com isso, seguiram aquela abordagem polida, sem largar o peso característico deles. As guitarras possuem riffs com uma boa definição, e os solos não são enterrados na mixagem. A cozinha rítmica é bastante dinâmica e balanceada, enquanto os vocais do Stephen continuam muito bem articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas. Enfim, é um ótimo disco e que é injustamente subestimado. 

Melhores Faixas: Way Cool Jr., Bottom Line 
Vale a Pena Ouvir: What's It Gonna Be, What I'm After, I Want A Woman

Detonator – Ratt





















NOTA: 8,8/10


Entrando nos anos 90, o Ratt lançava seu 5º álbum de estúdio, o variado Detonator. Após o Reach For The Sky, a banda estava procurando uma abordagem mais comercial, mais calculada e mais próxima do Glam Metal, que estava se tornando cada vez mais comum no final da última década. Com isso, eles passaram a trabalhar de maneira mais aberta com músicas românticas e baladas, algo que não era tão central nos discos anteriores. A produção foi feita por Desmond Child, que deixou um som mais limpo e mais voltado para o mercado. As guitarras, em vez de construir uma parede de riffs pesados, procuram se encaixar dentro de arranjos mais elaborados. Existem mais camadas e elementos adicionais, deixando o baixo mais presente e a bateria mais controlada. Além, é claro, dos vocais de Stephen Pearcy, que são bem expressivos. O repertório é muito bom, e as canções ficaram mais melódicas. Enfim, é um ótimo disco, mas que não fez sucesso. 

Melhores Faixas: One Step Away, Shame Shame Shame, Scratch That Itch, All Or Nothing
Vale a Pena Ouvir: Givin' Yourself Away, Heads I Win, Tails You Lose, Lovin' You's A Dirty Job

Ratt – Ratt





















NOTA: 4/10


Então se passaram nove anos para o Ratt voltar com um álbum novo e autointitulado. Após o Detonator, vendo que o Glam Metal perdeu espaço para o Grunge e para outras vertentes do Rock alternativo, a própria banda decidiu entrar em hiato e esperar toda essa onda passar. Quando voltaram, aconteceram mudanças na formação, com a saída do Robbin Crosby, e Juan Croucier também estava ausente, então Robbie Crane acabou assumindo como baixista. A produção, feita por Richie Zito, deixou uma sonoridade moderna e mais orientada ao peso do Hard Rock daquele período. As guitarras de Warren DeMartini colocam solos bem profundos nos momentos certos, o baixo possui uma maior presença e a bateria tentou ficar mais fluida, mas o problema é que, mesmo colocando influências do Blues, tudo soa muito cansativo e beirando o repetitivo com o tempo. O repertório é ruim, tendo canções medíocres e poucas interessantes. Enfim, é um álbum péssimo e que não deu certo. 

Melhores Faixas: Over The Edge, Live For Today, All The Way, Dead Reckoning 
Piores Faixas: Tug Of War, Luv Sick, So Good, So Fine, It Ain't Easy, Breakout

Infestation – Ratt





















NOTA: 8,5/10


Foi só no ano de 2010 que o Ratt lançou seu 7º e último álbum até então, o Infestation. Após o álbum de 1999, a situação interna continuou turbulenta, com mudanças de formação e um longo período sem material de estúdio realmente novo. Além disso, a morte de Robbin Crosby, em 2002, representou uma perda enorme para a identidade do grupo. Quando decidiram retornar, eles tinham assinado com a Roadrunner Records, e Carlos Cavazo (ex-Quiet Riot) tinha se tornado o novo guitarrista. A produção, feita por Michael "Elvis" Baskette, deixou um som moderno e bastante definido. As guitarras passaram a ter riffs bastante precisos, conseguindo se entrelaçar, além de solos espaçosos. O baixo é muito bem encaixado com os grooves, e a bateria é muito eficiente e dinâmica, além dos vocais do Stephen Pearcy, que continuam muito expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas. No geral, é um ótimo disco e muito bem-feito. 

Melhores Faixas: Eat Me Up Alive, A Little Too Much, As Good As It Gets, Last Call 
Vale a Pena Ouvir: Best Of Me, Take Me Home, Garden Of Eden

  

Analisando Discografias - Zakk Wylde

                   

Book Of Shadows – Zakk Wylde





















NOTA: 8,7/10


Voltando para o ano de 1996, Zakk Wylde lançava seu 1º álbum solo, o Book Of Shadows. Zakk começou sua trajetória lá para 1987, quando fez um teste para se tornar o novo guitarrista da banda de Ozzy Osbourne, e mandou tão bem que foi contratado na hora e gravou, nesse meio tempo, 3 álbuns do ex-vocalista do Black Sabbath. Só que ele queria fazer seu próprio projeto solo, que refletisse suas influências, juntando Southern Rock, Blues Rock, Folk e Rock acústico. A produção, feita por Ron & Howard Albert, segue uma linha orgânica e relativamente simples, privilegiando instrumentos reais, timbres quentes e uma atmosfera mais intimista. O violão tem enorme importância, mas as guitarras elétricas também aparecem em momentos estratégicos, além da presença do baixo e da bateria, que sustentam tudo. Enquanto os vocais de Zakk são bastante variados e cadenciados. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas. No fim, é um ótimo disco e que é muito fluido. 

Melhores Faixas: Sold My Soul, Dead As Yesterday, Throwin' It All Away, 1,000,000 Miles Away, What You're Look'n For 
Vale a Pena Ouvir: Between Heaven And Hell, I Thank You Child, Road Back Home

Book Of Shadows 2 – Zakk Wylde





















NOTA: 8/10


No ano de 2016, Zakk Wylde lançava seu 2º e último álbum solo até então, que é o Book Of Shadows II. Após o BOS 1, Zakk já tinha uma carreira muito mais consolidada com o Black Label Society e uma trajetória enorme ao lado de Ozzy Osbourne. Portanto, não existe aqui aquela necessidade de provar que ele consegue fazer algo diferente do Metal. Essa continuação soa mais como um projeto feito porque ele realmente queria voltar a esse universo musical. Produzido pelo próprio Zakk, teve uma abordagem limpa e orgânica, com violões, guitarras elétricas, piano, teclados, baixo e bateria formando uma sonoridade calorosa. A voz também recebe bastante destaque. Zakk canta de maneira rouca e expressiva, e essa característica funciona especialmente bem nas músicas mais melancólicas. O repertório é ótimo, e as canções são carregadas de profundidade. No final, é um disco bacana, mesmo que não supere o anterior. 

Melhores Faixas: Lost Prayer, Lay Me Down, Autumn Changes, Useless Apologies 
Vale a Pena Ouvir: Darkest Hour, Sleeping Dogs, The Levee, The King

 

Analisando Discografias - Black Label Society: Parte 2

                  

Doom Crew Inc. – Black Label Society









NOTA: 8,2/10


Em 2021, o Black Label Society voltava com um novo disco, o amplo Doom Crew Inc. Após o Grimmest Hits, a banda passou a ter a implementação de Dario Lorina, que já vinha tocando com eles desde 2014, e passou a dividir as guitarras de maneira muito mais destacada com Zakk. Isso dá ao álbum uma característica interessante, porque o Black Label Society deixa de depender exclusivamente de uma guitarra para construir todo o peso. A produção foi basicamente a mesma, só que agora as guitarras são obviamente o grande destaque, mas existe uma dinâmica maior entre Zakk e Dario Lorina, com os dois explorando possibilidades de harmonizações, bases diferentes, preenchimentos e solos. Além disso, o baixo preenche os espaços de forma precisa, e a bateria de Jeff Fab ficou bem mais groovada e cheia de impacto. O repertório é muito bom, e as canções são bastante energéticas e imersivas. Enfim, é um ótimo disco e que trouxe uma identidade nova. 

Melhores Faixas: End Of Days, Gather All My Sins, You Made Me Want To Live 
Vale a Pena Ouvir: Ruins, Farewell Ballad, Set You Free

Engines Of Demolition – Black Label Society









NOTA: 5/10


Então chegamos neste ano de 2026, quando eles voltaram lançando seu 12º álbum, o Engines Of Demolition. Após o Doom Crew Inc., Zakk Wylde ficou bastante ocupado como guitarrista da turnê do Pantera, que começou em 2022, enquanto continuava compondo material para o novo disco. O próprio título combina muito com a proposta do disco. A ideia é apresentar uma jornada pelos últimos anos da vida do guitarrista, passando por momentos pesados, melancólicos, agressivos e emocionais. A produção foi praticamente a mesma, só que agora o som ficou mais encorpado e explorando um lado mais denso. As guitarras continuam bastante cheias, com riffs mais graves e alguns solos mais precisos, enquanto a cozinha rítmica serve mais como sustento. Mas o problema é que muita coisa fica bastante arrastada e faltando algo mais imersivo nos arranjos. O repertório é irregular, tem canções legais e outras fraquíssimas. No fim, é um álbum mediano e muito repetitivo. 

Melhores Faixas: Broken And Blind, Name In Blood, Ozzy's Song 
Piores Faixas: The Gallows, Back To Me, The Hand Of Tomorrow's Grave

   

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Black Label Society: Parte 1

                 

Sonic Brew – Black Label Society





















NOTA: 8,7/10


Voltando para o ano de 1999, o Black Label Society lançava seu álbum de estreia, o Sonic Brew. Formado um ano antes, na cidade de Los Angeles, na Califórnia, pelo guitarrista da banda de Ozzy Osbourne, Zakk Wylde, junto com o baterista Phil Ondich, o grupo decidiu fazer um projeto que trazia uma proposta que mantinha sua ligação com o Heavy Metal, mas acrescentava uma atmosfera muito mais sombria, arrastada e carregada de influências do Southern Rock e do Blues, fazendo com que ele assinasse com a Spitfire Records. Produzido junto com The Albert Brothers, o álbum trouxe um som encorpado, áspero e bastante orgânico. Com as guitarras, consegue explorar diferentes texturas sem abandonar o peso: há riffs grossos, solos cheios de bends e vibratos e aquela característica utilização de efeitos que ajuda a criar uma atmosfera quase sufocante, com a bateria complementando tudo. O repertório é muito bom, e as canções são bastante densas. No fim, é um ótimo disco de estreia e mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: Spoke In The Wheel, Hey You (Batch Of Lies), Bored To Tears, Black Pearl, Low Down 
Vale a Pena Ouvir: Mother Mary, Born To Lose, The Rose Petalled Garden

Stronger Than Death – Black Label Society





















NOTA: 8,5/10


Aí, no ano seguinte, foi lançado o 2º álbum de estúdio do Black Label Society, o Stronger Than Death. Após o Sonic Brew, esse novo trabalho vem justamente para consolidar essa identidade, deixando de lado um pouco da sensação de estreia e apostando em uma abordagem mais agressiva, pesada e sombria. Zakk continua sendo o grande comandante do projeto, cuidando das guitarras, vocais e baixo, enquanto Phil Ondich permanece na bateria. Produzido pelo próprio Zakk Wylde, o álbum seguiu uma abordagem crua e bastante densa, juntando Southern Metal com Heavy Metal e Groove Metal. As guitarras possuem distorções grossas, riffs com bastante ganho e solos que frequentemente parecem estar prestes a explodir. A bateria do Phil é bastante seca e pesada, e as linhas de baixo são bastante grossas. Além, é claro, dos vocais agressivos do Zakk. O repertório é muito bom, e as canções são bem pesadas. No geral, é um disco bacana e que foi mais ousado. 

Melhores Faixas: Stronger Than World, 13 Years Of Grief, Counterfeit God, Love Reign Dow
Vale a Pena Ouvir: Rust, All For You, Just Killing Time

1919 Eternal – Black Label Society





















NOTA: 8,7/10


Se passaram dois anos para a banda retornar com seu 3º álbum, intitulado 1919 Eternal. Após o Stronger Than Death, Zakk estava mais interessado em transformar suas experiências pessoais em música. O título faz referência à memória de seu pai, e essa presença emocional ajuda a dar ao disco um caráter mais introspectivo. Mesmo quando as guitarras continuam enormes, existe uma sensação de perda, reflexão e sofrimento que diferencia o trabalho dos anteriores. A produção foi para um caminho bem mais escuro e, ao mesmo tempo, mais refinado, seguindo aquela junção tradicional do Heavy Metal com Southern Metal. As guitarras continuam enormes e cheias de distorção, porém existe maior atenção às diferentes texturas que elas podem assumir. Zakk consegue alternar riffs densos, bases mais abertas e solos extremamente expressivos, e a cozinha rítmica é bastante enxuta. O repertório é muito bom, e as canções são mais profundas. Enfim, é um ótimo disco e muito imersivo. 

Melhores Faixas: Bridge To Cross, Graveyard Disciples, Lost Heaven, Berserkers, Genocide Junkies 
Vale a Pena Ouvir: Life, Birth, Blood, Doom, Bleed For Me

The Blessed Hellride – Black Label Society





















NOTA: 9,4/10


No ano de 2003, o Black Label Society lançava seu 4º álbum de estúdio, o The Blessed Hellride. Após o 1919 Eternal, Zakk Wylde tinha deixado para trás a ideia de simplesmente montar um projeto paralelo e transformado a banda em seu principal veículo criativo. O caminho percorrido pelos três primeiros trabalhos também mostrou uma evolução clara e, para esse projeto, agora contando com um novo baterista, Craig Nunenmacher, foram para um caminho que explora diferentes climas. A produção foi bastante pesada e mais densa, seguindo aquela junção do Heavy Metal com Southern Metal. As guitarras possuem riffs grossos e bastante impacto, enquanto os solos exploram bends, vibratos e notas sustentadas, e a cozinha rítmica é bastante robusta e orgânica, além dos vocais rasgados do Zakk que são cheios de urgência. O repertório é maravilhoso, e as canções são energéticas e imersivas. No final de tudo, é um baita disco e que mostrou uma grande evolução. 

Melhores Faixas: Stillborn (participação do Ozzy Osbourne), Stoned And Drunk, We Live No More, Funeral Bell, Blackened Waters, The Blessed Hellride 
Vale a Pena Ouvir: Doomsday Jesus, Destruction Overdrive, Final Solution

Hangover Music Vol. VI – Black Label Society





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, a banda lançava um trabalho mais diferenciado com o Hangover Music Vol. VI. Após o The Blessed Hellride, em vez de tentar fazer outro álbum de Heavy Metal esmagador, Zakk decide explorar principalmente seu lado mais melódico e bluesy. O próprio título já transmite essa ideia de ressaca, de um momento posterior à euforia, quando sobra apenas a reflexão. É um álbum muito mais contemplativo e emocional, funcionando quase como uma pausa dentro da discografia do Black Label Society. A produção feita pelo próprio Zakk Wylde, seguiu uma abordagem mais mais limpa e aberta. As guitarras continuam presentes, mas a distorção deixa de ocupar todo o espaço. Existe mais utilização de violões, pianos, teclados e arranjos que permitem que as músicas respirem deixando uma junção do Hard Rock com Rock acustico. O repertório é legalzinho, e as canções são bem introspectivas. Enfim, é um disco bacana e que é injustamente desprezado pelos fãs. 

Melhores Faixas: Won't Find It Here, Whiter Shade Of Pale, House Of Doom 
Vale a Pena Ouvir: Layne, Queen Of Sorrow, Steppin’ Stone, Woman Don’t Cry, Fear

Mafia – Black Label Society





















NOTA: 8,5/10


Em 2005, o Black Label Society volta para sua abordagem tradicional com Mafia. Após o Hangover Music Vol. VI, a banda teve a implementação efetiva do baixista James LoMenzo, além de ter assinado com a Artemis Records. Zakk Wylde, já tinha uma identidade completamente estabelecida. E, para esse álbum, decidiram voltar a fazer um trabalho mais pesado, porém que não abandona os momentos mais introspectivos. A produção foi para uma sonoridade muito mais pesada e agressiva, voltando a juntar os elementos do Southern Metal com Heavy Metal e Groove Metal. As guitarras do Zakk possuem riffs pesados, e os solos são cheios daquela assinatura que já havia se tornado inconfundível, além de seus vocais que, como sempre, estão bem carregados e agressivos. O baixo do James é bastante variado, e a bateria do Craig Nunenmacher é bastante impactante. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas. No geral, é um ótimo disco e muito coeso. 

Melhores Faixas: Suicide Messiah, In This River, Spread Your Wings, Fire It Up 
Vale a Pena Ouvir: Say What You Will, What's In You, Been A Long Time

Shot To Hell – Black Label Society





















NOTA: 5/10


Se passou mais um ano para o Black Label Society lançar outro disco, o Shot to Hell. Após o Mafia, a banda passou por uma mudança com a saída de James LoMenzo, que se juntou ao Megadeth, e, no seu lugar, entrou John DeServio. Para esse trabalho, eles decidiram juntar toda a agressividade característica com um material acústico, melancólico e bastante emocional. Produzido por Zakk Wylde junto com Michael Beinhorn, inclusive lançado pela Roadrunner, o álbum deixou um som pesado e mais encorpado. As guitarras ocupam muito espaço e possuem uma distorção espessa, fazendo com que os riffs tenham bastante impacto. Enquanto a cozinha rítmica ficou muito mais sustentável, já que há muita presença de teclados e sintetizadores, o que deixa tudo muito harmônico de forma excessiva e torna o álbum bastante arrastado. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fraquíssimas. Enfim, é um álbum mediano e inconsistente. 

Melhores Faixas: Concrete Jungle, Black Mass Reverends, Hell Is High, Blood Is Thicker Than Water 
Piores Faixas: Devil's Dime, Sick Of It All, Nothing's The Same, The Last Goodbye

Order Of The Black – Black Label Society





















NOTA: 8,6/10


Quatro anos se passaram para o Black Label Society lançar mais um trabalho novo, o Order of the Black. Após o Shot to Hell, o baterista Craig Nunenmacher acabou saindo e foi substituído por Will Hunt. Além disso, esse projeto aparece depois de uma fase em que Zakk Wylde havia enfrentado problemas de saúde e precisou reduzir o ritmo. Isso dá ao álbum uma sensação de retorno. A produção foi extremamente pesada e moderna, com as guitarras possuindo muito corpo, bastante ganho e uma presença enorme na mixagem. Zakk continua utilizando aquele timbre grave e encorpado que se tornou uma de suas marcas, mas o som aqui parece um pouco mais controlado e definido. A bateria possui bastante groove, tendo caixas fortes, e o baixo é completo, grosso e cheio de variação. Enquanto os vocais do Zakk ficaram bem mais agressivos e articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bastante vibrantes. No fim, é um ótimo disco e muito ousado. 

Melhores Faixas: Crazy Horse, Southern Dissolution, War Of Heaven, Parade Of The Dead 
Vale a Pena Ouvir: Darkest Days, Riders Of The Damned, Godspeed Hellbound

Catacombs Of The Black Vatican – Black Label Society





















NOTA: 1/10


Quatro anos se passaram para a banda voltar com seu 9º álbum, o Catacombs of the Black Vatican. Após o Order of the Black, o baterista Will Hunt acabou não permanecendo e sendo substituído por Chad Szeliga. Para esse disco, em vez de tentar uma mudança radical, Zakk Wylde trabalha em cima dos elementos que já haviam se tornado característicos do grupo: riffs pesados, grooves fortes, solos expressivos e uma alternância entre agressividade e melancolia. A produção foi para um som limpo, mas que consegue ser bastante pesado e encorpado, juntando tanto Heavy Metal quanto Southern Metal. Zakk continua explorando seu timbre grave e cheio de ganho, tanto nos riffs quanto nos solos. As guitarras possuem bastante corpo e conseguem transmitir peso, além de seus vocais agressivos. E a cozinha rítmica ficou mais sustentável e sólida. O repertório é ótimo, e as canções são mais densas e profundas. Enfim, é um disco bacana, mesmo com poucas inovações. 

Melhores Faixas: Angel Of Mercy, I've Gone Away 
Vale a Pena Ouvir: Beyond The Down, Empty Promises, Believe

Grimmest Hits – Black Label Society





















NOTA: 9/10


Mais quatro anos se passaram, e o Black Label Society lançava seu 10º álbum, o Grimmest Hits. Após o Catacombs of the Black Vatican, a banda novamente trocou de baterista. Agora, de forma definitiva, contrataram Jeff Fabb, que já tinha se tornado membro por pouco tempo nas turnês de 2012. Nesse novo projeto, eles pegam elementos que já haviam aparecido em diferentes momentos de sua carreira e os reorganizam em músicas novas. Produzido pelo próprio Zakk Wylde, o álbum segue uma abordagem limpa e, ao mesmo tempo, muito encorpada, agora não só colocando Heavy Metal, como também elementos do Stoner Metal e Blues. As guitarras possuem aquele timbre grave e cheio de distorção, mas existe bastante definição nos riffs, e os solos são bem expressivos. A bateria é bastante firme e agressiva, e os baixos são muito distorcidos e dialogam com o vocal rasgado do Zakk. O repertório é incrível, e as canções são esmagadoras. No final, é um disco excelente e muito coeso. 

Melhores Faixas: Room of Nightmares, A Love Unreal, Trampled Down Below, Disbelief, Bury Your Sorrow, The Day That Heaven Had Gone Away 
Vale a Pena Ouvir: The Betrayal, Nothing Left To Say, The Only Words

                                                                                        É isso, então flw!!!           

Analisando Discografias - Queensrÿche: Parte 1

                   The Warning – Queensrÿche NOTA: 9,8/10 Em 1984, o Queensrÿche lançava seu álbum de estreia, o excepcional The Warning. Fo...