sexta-feira, 17 de julho de 2026

Analisando Discografias - Five Pointe O

                  

Five Pointe O – Five Pointe O





















NOTA: 5/10


Em 1999, o Five Pointe O lançava um de seus dois primeiros EPs, este levando o nome da banda. O grupo foi formado em Joliet, Illinois, pelo vocalista Daniel Struble, pela guitarrista Sharon Grzelinski e pelo baixista Sean Pavey. Algum tempo depois, recrutou Eric Wood como segundo guitarrista, Tony Starcevich na bateria e Casey Mejia nos teclados. Eles surgiram durante o período de consolidação do Nu Metal, mas, em vez de apostar em melodias acessíveis, a banda escolheu desde o início um caminho muito mais agressivo. Produzido pelos próprios integrantes, o EP apresenta uma sonoridade bastante crua, com fortes influências do Nu Metal e Metalcore. As guitarras trabalham com riffs repetitivos, a cozinha rítmica é bem precisa e os vocais de Daniel Struble são até bem variados, mas soam muito contidos, sendo ofuscados pelos teclados. O repertório contém 4 faixas, algumas boas e outras nem tanto. Enfim, é um EP fraco, mas que já mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: King Of The Hill, GP2 
Piores Faixas: Waiting To Fall, Awake

Untitled – Five Ponte O





















NOTA: 9/10


Foi apenas em 2002 que o Five Pointe O lançou seu 1º e único álbum, o Untitled. Após o lançamento de seus EPs, a banda ganhou destaque na cena underground, aproximando-se do Post-Hardcore caótico, do Metal Alternativo e de grupos que exploravam uma tensão emocional extrema. Com isso, assinou contrato com a Roadrunner Records. Produzido por Colin Richardson, que colocou um som pesado, mas extremamente detalhado. As guitarras possuem afinações graves e uma enorme variedade de texturas. As linhas de baixo são densas, a bateria alterna entre momentos cadenciados e explosões violentas, os teclados aparecem nos momentos certos e os vocais do Daniel Struble alternam entre passagens rasgadas e momentos mais emocionais, dialogando com o Nu Metal e Metalcore. O repertório é sensacional, e as canções são pesadíssimas. No fim, é um baita disco, e é uma pena que, com a saída do Daniel e Sharon, a banda não tenha continuado. 

Melhores Faixas: Double X Minus, King Of The Hill, Sympathetic Climate Control, The Infinity, Purity 01, Breathe Machine 
Vale a Pena Ouvir: Art Of Cope, Untitled

                                                                                    Então é só e flw!!!    

Analisando Discografias - GORDÃO DO PC

                  

Victor Era Meu Nome de Nerd – GORDÃO DO PC





















NOTA: 8/10


Em 2023, GORDÃO DO PC lançava seu álbum de estreia, o Victor Era Meu Nome de Nerd. O DJ iniciou sua trajetória por volta de 2018, quando ainda tinha 15 anos, lançando alguns singles de forma esporádica. Só depois de muito tempo, ele conseguiu emplacar seu primeiro grande hit, Vou Morar no Cabaré, em 2021. Após isso, consolidou seu nome como um dos grandes artistas do funk de Belo Horizonte, preparando um álbum que funcionasse tanto para os bailes quanto para uma audição mais descontraída. Produzido inteiramente por ele mesmo, o disco reúne graves extremamente comprimidos, kicks secos, linhas de sintetizador minimalistas, efeitos eletrônicos, vocal chops e batidas construídas para gerar impacto imediato, dialogando com as MTGs e com elementos de linhas de baixo mais agressivas que remetem ao Funk Mandelão. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e muito bem ordenadas. Enfim, é um ótimo álbum e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Halls na Língua – Remix, Só Lamento, Puxou Raspou 
Vale a Pena Ouvir: Set Gordão do PC, Noite Perfeita, Novo Balanço – Remix, Estelionato

Super MTG Game – GORDÃO DO PC & DJ PH DA SERRA





















NOTA: 5/10


No ano seguinte, GORDÃO DO PC lançou seu álbum mais recente até então, Super MTG Game. Após o Victor Era Meu Nome de Nerd, ele decidiu fazer um projeto colaborativo com DJ PH DA SERRA, que traz uma proposta de transformar a nostalgia dos videogames clássicos em matéria-prima para o Funk de BH, utilizando referências diretas a séries como Grand Theft Auto, Metal Slug, Super Mario, Pac-Man e Aladdin, sem deixar de lado a identidade dos bailes. Produzido pela dupla, trabalha em cima da estética do MTG, ou seja, com cortes rápidos, mudanças repentinas de andamento, batidas comprimidas e graves muito destacados. Além disso, incorpora sintetizadores, pequenos efeitos em 8 bits e melodias adaptadas ao ritmo do Funk. No entanto, o disco soa bastante repetitivo e acaba se tornando cansativo de escutar. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fracas e genéricas. Enfim, apesar da proposta interessante, é um trabalho fraco. 

Melhores Faixas: Mega do Gta, Mtg do Aladin - Vem de Novo, Mega do Metal Slug 1 
Piores Faixas: Mega do Aladin 1, Mega do Mário, Mtg do Pac Man, Mega do Metal Slug 2

 

Review: Brejo Das Almas do José Arimatéa

                     

Brejo Das Almas – José Arimatéa





















NOTA: 8,5/10


Em 2022, José Arimatéa lançou seu único álbum até então, intitulado Brejo das Almas. O trompetista, que já tocava o instrumento desde os 9 anos de idade, acabou se firmando como músico a partir dos 20 anos, quando trabalhou ao lado de nomes como João Donato, Leny Andrade e Emílio Santiago. Esse álbum não serve simplesmente para apresentá-lo como solista, mas para inseri-lo dentro de uma construção coletiva, na qual cada músico participa ativamente do desenvolvimento das peças. Produzido por Sylvio Fraga e Marcelo Galter, o disco apresenta uma sonoridade extremamente orgânica, valorizando a dinâmica natural dos instrumentos. Tanto que mistura elementos do Afro-Jazz, Post-Bop e traços de Modal Jazz, tendo como principal destaque a percussão de Luizinho do Jêje e o piano do Marcelo Galter, que atua como um verdadeiro arquiteto sonoro. O repertório contém 6 faixas longas, mas que conseguem ser muito suaves. No fim, é um ótimo disco, bastante dinâmico. 

Melhores Faixas: Guru Guru, Corneteiro Lopes 
Vale a Pena Ouvir: Brejo Das Almas, Eu Me Recordo


quinta-feira, 16 de julho de 2026

Review: Nova Nação do Caio Ocean

                   

Nova Nação – Caio Ocean






















NOTA: 7/10


Recentemente, o Caio Ocean lançou seu 2º EP, intitulado Nova Nação, que seguiu por um caminho diferente. Após o EP Garoto Oceano, o rapper lançou alguns singles nesse meio-tempo e decidiu preparar um trabalho voltado para reflexões sociais, políticas e existenciais, utilizando uma linguagem bastante simbólica e poética. Produzido inteiramente por OuvidoPai, o EP aposta em um som cru e direto, com uso de texturas ambientais, sintetizadores discretos, baterias eletrônicas pouco convencionais e vocais nos quais Caio abandona o Rap em favor de um canto bastante suave, gravado de forma muito próxima ao ouvinte. A sonoridade dialoga com o Liquid Drum and Bass e traz influências do 2-Step e do UK Garage. O repertório é bem curto, com 6 faixas bastante divertidas e profundas. Em suma, é um ótimo EP, que demonstra muito da sua versatilidade. 

Melhores Faixas: Mudar, Masmorras 
Vale a Pena Ouvir: Papagaios & Canhões / Total 12
 

                                                                                        É isso, então flw!!!                

Review: Loveland da Suki Waterhouse

                   

Loveland – Suki Waterhouse





















NOTA: 8,6/10


Semana passada, a Suki Waterhouse retornou com seu 3º álbum de estúdio, o Loveland. Após seu álbum anterior, a cantora assinou com a Island Records e procurou fazer um trabalho mais coeso. Em vez de apostar na variedade extrema do disco anterior, Suki concentrou seus esforços em construir uma identidade sonora consistente, baseada no Pop Rock dos anos 70, com pitadas da música alternativa. A produção, assinada por Aaron Dessner, Gabe Simon, Dan Wilson, entre outros, aposta em uma sonoridade orgânica, com guitarras limpas, baixos bastante presentes, baterias gravadas com pouca compressão, pianos discretos e cordas utilizadas para criar profundidade sem transformar as músicas em grandes baladas orquestrais. Os vocais da Suki são bem suaves e quase sussurrados, dialogando com o Soft Rock, Dream Pop e o Indie Pop. O repertório é muito legal, e as canções são bem envolventes e sentimentais. No fim, é um ótimo álbum e, até então, o melhor de sua carreira. 

Melhores Faixas: Teardrops, Weirdo, When I Get Drunk (I Want You Boy), Happy With It, Almost, Tiny Raisin, Notting Hill 
Vale a Pena Ouvir: Jukebox, Puppy Dog Eyes, Loveland


Analisando Discografias - Pyramid

                  

The Phoenix – Pyramid





















NOTA: 7/10


Em 2014, o Pyramid lançava um de seus vários EPs, intitulado The Phoenix, que trazia algo promissor. Esse projeto, formado pelo DJ e produtor Étienne Copin, começou por volta de 2011 e chamou atenção dentro da cena francesa de música eletrônica por meio de remixes e colaborações, especialmente por sua ligação com a nova geração do chamado French Touch. Tanto que isso despertou o interesse da Kitsuné Musique, que assinou um contrato com ele. A produção, feita pelo próprio Étienne Copin, é extremamente refinada e demonstra um grande cuidado com os detalhes. Os sintetizadores analógicos e digitais possuem um timbre brilhante, os baixos eletrônicos encorpados apresentam um groove muito consistente, e as baterias são programadas de maneira bastante orgânica dialogando com French House e Synthwave. O repertório contém três faixas muito boas e bastante envolventes. No fim, é um EP decente e que consegue ser divertido. 

Melhores Faixas: The Phoenix, Astral 
Vale a Pena Ouvir: Lunar Ghosts

Signals – Pyramid





















NOTA: 5/10


Foi apenas em 2021 que o Pyramid lançou seu único álbum até então, intitulado Signals. Após o EP The Phoenix, Étienne Copin acabou deixando a Kitsuné e passou a lançar seus trabalhos de forma independente. Para esse álbum, ele continuou explorando uma combinação de French House, Nu-Disco e Synthwave, ampliando essa proposta para um formato mais ambicioso, no qual cada composição parece fazer parte de uma mesma narrativa sonora. A produção segue uma sonoridade cinematográfica, com pads amplos responsáveis pela atmosfera, linhas melódicas expressivas e diversos efeitos eletrônicos. A bateria mantém uma abordagem minimalista, com grooves suaves, kicks controlados, caixas secas e hi-hats muito bem distribuídos. Mas é aí que surgem os problemas: muita coisa soa excessivamente arrastada e imprecisa. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fraquinhas. Enfim, é um disco mediano e muito decepcionante. 

Melhores Faixas: Aurevoir, Mother, Frozen Tears 
Piores Faixas: Second Sun, Motor, Space Cadet


Analisando Discografias - Coasts

                  

Coasts – Coasts





















NOTA: 1/10


Em 2016, a banda Coasts lançava seu álbum de estreia autointitulado, sendo mais uma aposta do indie britânico. Formada em 2011 na cidade de Bristol (lar do Trip Hop), a banda contava com Chris Caines (vocais), Liam Willford (guitarra), James Gamage (baixo), David Goulbourn (teclados) e Ben Street (bateria). Eles chamaram certa atenção por meio de uma sequência de singles e EPs que rapidamente conquistaram espaço entre o público do indie britânico e, com o tempo, assinaram com a Capitol Records. A produção contou com Dan Priddy, Duncan Mills, Eliot James, Fraser T. Smith, Mark Crew e Mike Spencer, que deram ao álbum uma sonoridade extremamente polida e voltada para um público amplo. As guitarras são limpas, a cozinha rítmica é bastante sólida, os sintetizadores são discretos e os vocais de Chris parecem uma imitação barata dos de Matty Healy, do The 1975. O repertório é péssimo, e as canções são bastante genéricas. No geral, é um álbum terrível e sem ousadia. 

Melhores Faixas: (........................................) 
Piores Faixas: Wash Away, You, A Rush Of Blood, Oceans, Tonight

This Life, Vol. 1 – Coasts





















NOTA: 1/10


Aí, no ano seguinte, eles lançaram seu 2º e último álbum, intitulado This Life, Vol. 1. Após o álbum de estreia, o Coasts viveu um período de intensa atividade, realizando turnês extensas e consolidando sua presença em festivais britânicos e europeus. Para esse novo trabalho, a banda decidiu seguir por um caminho mais voltado ao pop, supostamente por pressão da gravadora, já que o álbum anterior não teve tanto sucesso. A produção, feita por Mark Crew e Braque, manteve aquele lado polido e acessível. As guitarras continuam brilhantes, os sintetizadores ganham mais destaque e Chris Caines apresenta aqueles vocais limpos e emocionais, dialogando com o Pop Rock e o Synth-pop. Mas é aquilo: tudo soa bastante repetitivo, com a maioria dos momentos de explosão sendo extremamente previsível. O repertório é horrível, e as canções são bastante medíocres. No fim, é mais um álbum terrível da banda e, após isso, em 2019, eles encerraram as atividades. 

Melhores Faixas: (.........................................) 
Piores Faixas: Take Me Back Home, Born to Die, Make It Out Alive, Tomorrow, Come On Over


Analisando Discografias - Five Pointe O

                   Five Pointe O – Five Pointe O NOTA: 5/10 Em 1999, o Five Pointe O lançava um de seus dois primeiros EPs, este levando o n...