quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Review: Listen Up! do New Found Glory

                   

Listen Up! – New Found Glory





















NOTA: 1/10


Bom, recentemente o New Found Glory decidiu retornar com um novo álbum, o Listen Up!. Após aqueles últimos álbuns para encher linguiça, a banda acabou assinando com a Pure Noise Records, além disso, o guitarrista Chad Gilbert enfrentava uma batalha contra um câncer raro (do qual conseguiu se recuperar tempos depois) durante o processo de gravação. Esse cenário acabou influenciando diretamente o tom lírico do trabalho, que gira em torno de resiliência, gratidão e reflexão sobre a trajetória da banda e da vida. A produção, feita por Steve Evetts, trouxe uma abordagem clara e seguindo a vibe do Pop Punk moderno, mas com forte ligação com o som clássico do grupo: guitarras comprimidas, bateria definida e os vocais do Jordan Pundik em primeiro plano para sustentar os refrões melódicos, só que tudo sendo bastante genérico e também bastante cansativo. O repertório é péssimo, e as canções são todas bem chatinhas. Em suma, é outro trabalho sem graça da banda. 

Melhores Faixas: (.......................................) 
Piores Faixas: You Got This, 100%, Boom Roasted, Medicine, Dream Born Again
 

                                                                                É isso, então flw!!!         

Analisando Discografias - LAZER DIM 700

                   

The World Is Yours – LAZER DIM 700





















NOTA: 7/10


Em 2022, o LAZER DIM 700 lançava sua 1ª mixtape intitulada The World Is Yours. O rapper de Atlanta começou sua trajetória ainda pequeno, quando já gravava alguns raps, mas a coisa ficou mais séria em 2019, quando começou a lançar alguns singles sob o nome de Luh4thagod, e foi só dois anos depois que ele se tornou LAZER DIM, trazendo uma abordagem que misturava flows fragmentados, beats minimalistas e uma energia quase improvisada. A produção foi diversificada, contando com BapeBrazy, D6szn e até mesmo Yeat, e eles tiveram que editar algo que foi gravado de forma extremamente Lo-fi, já que possivelmente o rapper gravou no celular, então precisaram encaixar isso com beats densos, loops repetitivos e forte presença de graves e hi-hats acelerados, focando nessa temática de Dark Plugg, embora realmente haja irregularidade. O repertório é legal, com canções divertidas e outras mais fracas. Enfim, é um trabalho interessante e bem caótico. 

Melhores Faixas: buckshot, bad timin, dim, heelflip, jumped out that hise, takelife 
Piores Faixas: sin city, rowdy, 4000

Injoy – LAZER DIM 700





















NOTA: 8/10


Pulando para 2024, foi lançada outra mixtape do LAZER DIM 700 intitulada Injoy, e aqui tivemos uma evolução. Após o The World Is Yours, o rapper já estava ganhando atenção na internet e no rap underground por seu estilo caótico e pouco convencional, com flows fora do tempo e batidas extremamente distorcidas e carregadas de graves, então essa mixtape acabou funcionando também como um retrato do momento em que o rapper estava vivendo um crescimento rápido de popularidade online. A produção contou com 20MOP, Aruit, Dowin, Glozula, entre outros, que seguiram aquela estética crua, com instrumentais muito distorcidos, baixos saturados e sintetizadores simples que lembram timbres de equipamentos antigos ou plugins básicos, mostrando um encontro entre Dark Plugg e Gangsta Rap. O repertório é muito bom, e as canções são bem pesadas e divertidas; no fim, é uma ótima mixtape e mostrou que ele estava no caminho certo. 

Melhores Faixas: evil curse, awsum, must run, li twan, lame fukk 
Vale a Pena Ouvir: moshpit, up strike, sheft

KEEPIN IT CLOUDY – LAZER DIM 700





















NOTA: 8/10


E aí, para o fim de 2024, ele lançou seu álbum de estreia intitulado KEEPIN IT CLOUDY. Após o Injoy, o LAZER DIM estava preparado para sua primeira turnê, anunciada naquele mesmo ano, mas ela acabou sendo cancelada por questões pessoais e também por problemas envolvendo ataques às redes sociais do rapper. Mesmo assim, ele conseguiu voltar e decidiu fazer um projeto que segue a estética que tinha dado certo, com algumas atualizações. A produção foi bastante diversificada, contando com 360hundred, Al Snow, Ark, Mxgc, entre outros, que trouxeram uma sonoridade um pouco mais limpa e organizada, ainda que mantenha as características do chamado Dark Plugg, só que agora com influências do Rage, Jerk e do próprio Plugg tradicional, com beats carregadas de 808s distorcido, sintetizadores sombrios e loops repetitivos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem variadas. Enfim, é um ótimo trabalho e meio subestimado. 

Melhores Faixas: WTM, CALYPSO, LUIGI, FAST & FURIOUS, GREENED OUT 
Vale a Pena Ouvir: KEEPIN IT CLOUDY, MILITANT, LOVELESS, FOREIGN

Sins Aloud – LAZER DIM 700





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, foi lançado seu 2º álbum de estúdio intitulado Sins Aloud, que não trouxe tantas mudanças. Após o KEEPIN IT CLOUDY, o rapper já havia consolidado uma base de fãs significativa, especialmente após projetos anteriores e participações que ajudaram a ampliar sua visibilidade. A estratégia dele foi continuar lançar muitas músicas em sequência, sem grandes intervalos, o que faz com que cada álbum funcione quase como um registro do momento criativo em que ele se encontra. Produção foi diversificada contando com 1kSensei, 6ixdrugspluggz, Sytruz Beats e entre outros, que seguiram para beats minimalistas, graves pesados, hi-hats rápidos e uma atmosfera que mistura Trap com influências do Plugg e um pouquinho do Cloud Rap. Fora que os flows únicos do LAZER DIM ficaram mais misturados juntando essa estética caótica. O repertório é legal, e as canções são bem divertidas e densas. No fim, é um trabalho interessante apesar da pouca inovação. 

Melhores Faixas: Feel Like 2016, Kill Switch, Bullshit, Take His Lid Off, Dripp 
Vale a Pena Ouvir: Ghost, Mesmerized, Ja Morant, 1 Line, Sins

GANGWAY – LAZER DIM 700





















NOTA: 8,2/10


Meses depois, ele voltou a lançar algumas mixtapes, sendo uma delas GANGWAY. Após o Sins Alound, o LAZER DIM 700 quis continuar com sua estratégia de lançar vários trabalhos em sequência dentro do Rap underground. O lançamento também aparece em um momento em que o rapper já tinha consolidado uma estética própria: batidas barulhentas, graves extremos e versos quase improvisados que misturam humor absurdo e agressividade. A produção foi diversificada e contou com Dowin, F1LTHY, gloomdrop e afins, que seguiram a estética do Dark Plugg característico e até com influências do também obscuro Terror Plugg. Com isso, os instrumentais distorcidos, sub-bass pesado, 808s que ficaram bem cheios e loops de sintetizadores repetitivos criam uma atmosfera caótica e hipnótica. O repertório é muito legal, e as canções são bem agressivas e sombrias. No geral, é uma mix interessante e mostrou inovação. 

Melhores Faixas: boxhed, Shoutout dat boy, MIDDLE OF CAR, MAYHEM, OXY 
Vale a Pena Ouvir: Maniac, Demonz, Pints

The Formula – LAZER DIM 700





















NOTA: 8/10


E aí, lá para o mês de novembro, foi lançada mais uma mixtape intitulada The Formula. Após o GANGWAY, o LAZER DIM quis fazer um projeto que seguisse a lógica que caracteriza sua carreira: projetos relativamente curtos por faixa, estética experimental e forte presença, ampliando a ideia já explorada em trabalhos anteriores; em vez de reinventar totalmente o estilo, ele apresenta uma sequência maior de experimentos sonoros e variações dentro do Trap. A produção foi feita em sua maioria por Goxan, mas também contou com Glozula e Prodkade, que colocaram aqui uma abordagem mega crua, carregada de 808s pesados, loops simples e uma estética Lo-fi que mistura energia caótica com minimalismo, seguindo uma estética mais próxima do Terror Plugg e adicionando elementos do Rap industrial para combinar com os flows acelerados do rapper. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e bem pesadas; no fim, é uma ótima mixtape e bem enxuta. 

Melhores Faixas: Arcade Game, Memory, Spread, Darky, Win The Fyte, Skyra, Dark For Win, Get Busy 
Vale a Pena Ouvir: Aryks, Yu Biti, Malc, 12K, Fukk uy

Fwaygo – LAZER DIM 700





















NOTA: 2,5/10


E aí, antes do Natal, foi lançada mais uma mixtape dele intitulada Fwaygo, e aqui tivemos uma queda. Após o The Formula, o LAZER DIM continuou a preparar novas músicas, só que aqui ele quis colocar ainda mais material e fazer um projeto que fosse mais amplo e que juntasse tudo o que ele tinha feito desde seus primeiros lançamentos, mas de forma renovada com sua estética padrão. A produção contou com djafgan, D!rtyleo e ycboi, que seguiram aquela linha de beats minimalistas, graves fortes, hi-hats rápidos e uma estética que mistura tanto Dark quanto Terror plugg, além de implementar elementos do Rap experimental e do industrial, só que o maior problema é que o flow dele continua sendo o mesmo e, como esse projeto é extenso, ele não se encaixa, ficando bem previsível e deixando tudo muito cansativo. O repertório é bem ruim, e as canções são um verdadeiro tanto faz, sendo bem genéricas. No fim, é um trabalho fraquíssimo e bastante arrastado. 

Melhores Faixas: 2 Jokery, Giv no Fukk, Deutch 
Piores Faixas: Karet, TF7, Wya, Salvage, 3 Gunz, WUWITYAHO, A Bando, Scream Mask, Patrick

DOE IN music vol 1. – LAZER DIM 700





















NOTA: 6/10


E aí, no último dia do ano, foi lançada mais uma mixtape do LAZER DIM, DOE IN Music Vol. 1. Após o péssimo Fwaygo, ele decidiu lançar o último projeto dessa leva de vários trabalhos em sequência. Essa mix seguiu um caminho mais puxado para os primeiros trabalhos que foram lançados no início de 2025. A produção foi feita pelos mesmos nomes de sempre, que colocaram beats curtos e diretos, estrutura minimalista típica do Dark Plugg, hi-hats rápidos e agressivos, com grande presença de 808s bem robustos. Além disso, os loops continuam simples e com foco no seu flow irregular, que aqui consegue funcionar, só que, novamente, ele é bem previsível e fica aquele clima de que dava para variar mais, principalmente seguindo a levada de cada faixa. Com isso, o repertório é irregular: há até canções legais, só que também há muitas que são bem repetitivas. Enfim, é um trabalho mediano e mostra que é necessária uma mudança. 

Melhores Faixas: JUNGLE FEVER, Med10 (plxbzh7), U STILL GOT FANS, No sarinder, Barbarian 
Piores Faixas: Trxpwayz, Rezerekshon, A wall, ZOO ANIMAL, simp ahh bitin ahh niggas

  

MELHORES de 2025

Brenno (@obrenno__)

(Betim, MG)


MELHOR DISCO NACIONAL

01. CARO Vapor II - qual a forma de pagamento ? - Don L

02. Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer - BK'

03. natural - terraplana

04. Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto! - Djonga

05. Mateus Aleluia - Mateus Aleluia


MELHOR DISCO INTERNACIONAL

01. Let God Sort Em Out - Clipse

02. Tsunami Sea - Spiritbox

03. Alfredo 2 - Freddie Gibbs & The Alchemist

04. private music - Deftones

05. Balloonerism - Mac Miller


MELHOR MÚSICA INTERNACIONAL

01. “Funny Papers” – Mac Miller

02. “Ensalada” – Freddie Gibbs & The Alchemist feat. Anderson .Paak

03. “milk of the madonna” – Deftones

04. “Chains & Whips” – Clipse feat. Kendrick Lamar

05. “Open Hearts” – The Weeknd


MELHOR MÚSICA NACIONAL

01. “para Kendrick e Kanye” – Don L

02. “JOÃO E MARIA” – Djonga

03. “Te Devo Nada” – BK'

04. “charlie” – terraplana

05. “Cheiro Do Verde” – Febre90s

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Review: dEPOIS dE sOBREVIVER qUERO vIVER dEPOIS dE vIVER qUERO eXISTIR do Makalister

                  

dEPOIS dE sOBREVIVER qUERO vIVER dEPOIS dE vIVER qUERO eXISTIR – Makalister





















NOTA: 8,4/10


Recentemente, o Makalister lançou seu mais recente álbum, o dEPOIS dE sOBREVIVER qUERO vIVER dEPOIS dE vIVER qUERO eXISTIR. Após A Volta da Esperança, o rapper, nesse meio tempo, participou de alguns projetos, sendo um deles o álbum colaborativo com Friod. E, para esse projeto, parece continuar a exploração de temas pessoais e existenciais que já apareciam em trabalhos anteriores, mas agora com um conceito mais explícito ligado à ideia de transformação e amadurecimento artístico. A produção foi diversificada, contando com Efieli, H'erick e DJ Belton, que seguiram aquela linha de beats atmosféricos, minimalistas e orgânicos, colocando elementos do Boom Bap, Rap experimental e até elementos do Drill e de Salsa, que se encaixam com os flows precisos do Maka, além de seguir aquela abordagem abstrata. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem variadas e reflexivas. No fim, é um trabalho muito bom e carregado de mensagens. 

Melhores Faixas: Amante do Ritmo, Flor de Alcaçúz, Todo Lugar Tem Um Jovem, Dois Continentes (Ao Alcance das Mãos) 
Vale a Pena Ouvir: Com Amor, Com Dinheiro, LiBRE!
  

                                                                            É isso, um abraço e flw!!!                     

Analisando Discografias - Das EFX

                 

Dead Serious – Das EFX





















NOTA: 9,5/10


Em 1992, foi lançado o álbum de estreia do grupo Das EFX intitulado Dead Serious. Formado em 1988 na cidade de Petersburg, na Virgínia, pelo duo Dray e Skoob, que desenvolveram um estilo extremamente particular de rima. Em vez de priorizar apenas a narrativa, eles começaram a explorar o som das palavras, criando uma espécie de ritmo verbal próprio. Esse estilo incluía repetições, palavras inventadas e o famoso uso de expressões terminadas em “-iggity”, algo que virou marca registrada do grupo, impressionando o EPMD, entrando no coletivo deles e fechando com a East West Records. A produção, feita pelo duo Solid Scheme, trouxe uma sonoridade crua, com beats secos e diretos, com kicks fortes e snares bem marcados, típicos do Boom Bap. Em vez de ter samples densos, eles optaram por loops relativamente simples, deixando o flow hiperativo da dupla brilhar. O repertório é incrível, e as canções são todas bem divertidas. No fim, é um belo disco de estreia e que é um clássico. 

Melhores Faixas: They Want EFX, Mic Checka, East Coast, If Only, Straight Out The Sewer
Vale a Pena Ouvir: Klap Ya Handz, Jussummen, Brooklyn To T-Neck

Straight Up Sewaside – Das EFX





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, foi lançado o 2º álbum de estúdio deles intitulado Straight Up Sewaside. Após o Dead Serious, vendo que o Hip-Hop/Rap estava mudando rapidamente. O som da Costa Leste começava a ficar mais pesado e mais ligado à estética hardcore, enquanto o Boom Bap se tornava mais técnico e agressivo. O Das EFX percebeu esse movimento e decidiu ajustar parcialmente sua abordagem para o segundo álbum. Produção feita em sua maioria pelo EPDM, colocou uma abordagem que segue uma linha mais pesada e sombria em comparação com o álbum anterior. Ainda tendo uso tradicional de samples de Funk e Soul, mas o clima geral das batidas é mais denso e agressivo. As baterias são mais marcadas e muitas vezes mais lentas, o que cria um contraste interessante com o estilo de rima do Das EFX. O repertório é ótimo, e as canções ficaram mais profundas e agressivas. No geral, é um disco bacana e mostrou um lado mais maduro. 

Melhores Faixas: Check It Out, Baknaffek, Freakit, Kaught In Da Ak, It'z Lik Dat, Wontu 
Vale a Pena Ouvir: Host Wit Da Most (Rappaz Remix), Undaground Rappa, Krazy Wit Da Books

Hold It Down – Das EFX





















NOTA: 8,9/10


Dois anos depois, foi lançado mais um disco do Das EFX intitulado Hold It Down. Após o Straight Up Sewaside, o Rap estava ficando mais sombrio, mais técnico e mais ligado à estética das ruas. A influência de coletivos e artistas associados a Nova York, especialmente aqueles com produção mais pesada e atmosferas urbanas densas, estava redefinindo o som dominante da época. A dupla então percebeu essa mudança e decidiu aprofundar ainda mais a transformação que havia começado no disco anterior. A produção foi mais diversificada, contando com EPMD, DJ Premier, DJ Scratch, Easy Mo Bee e afins, que colocaram batidas mais lentas, graves marcantes e samples que criam atmosferas mais sombrias. As baterias têm mais impacto e presença, muitas vezes com snares secos e kicks profundos que reforçam o peso das faixas. Falando nisso, o repertório é muito bom, e as canções são bem mais reflexivas. Enfim, é um ótimo disco e que aprofundou o que deu certo. 

Melhores Faixas: Real Hip Hop (remix do Pete Rock também é muito bom), Knockin' Niggaz Off, Represent The Real (KRS-One mandou bem demais), Hardcore Rap Act, Hold It Down
Vale a Pena Ouvir: Here It Is, Can't Have Nuttin', 40 & A Blunt, Comin' Thru

Generation EFX – Das EFX





















NOTA: 4/10


Três anos se passaram, e foi lançado mais um trabalho do Das EFX, o Generation EFX, e aqui tivemos uma queda. Após o Hold It Down, a cena tinha mudado bastante: o mainstream estava dominado por artistas com produções mais eletrônicas, enquanto o underground continuava explorando o Boom Bap clássico. Nesse contexto, a dupla precisava encontrar uma forma de permanecer relevante, especialmente porque seu estilo inicial já havia influenciado muitos outros MCs anos antes. A produção contou meio que com os mesmos nomes, que decidiram colocar um equilíbrio entre o Boom Bap clássico e elementos que estavam se tornando comuns no rap do final dos anos 90. Além de trazer samples de Soul e Funk e linhas de baixo fortes, o problema é que os flows do Krazy Drayz e Skoob já estão ultrapassados, ficando bem previsíveis. O repertório é fraquíssimo, com canções chatas e poucas se salvando. No fim, é um disco ruim e mostrou a decadência deles. 

Melhores Faixas: Rap Scholar (o verso do Redman consegue ser melhor que a parte inteira dos cara), Make Noize, Rite Now, New Stuff 
Piores Faixas: Somebody Told Me, Set It Off, Generation EFX

How We Do – Das EFX





















NOTA: 3/10


Então chegamos a 2003, quando foi lançado o 5º álbum e possivelmente o último deles, o How We Do. Após o Generation EFX, o Rap passou a ser dominado por produções mais polidas e pela ascensão de novos estilos regionais. Quando o Das EFX voltou, mesmo estando consolidado, eles precisavam se posicionar em um cenário onde a nova geração de artistas tinha outro tipo de estética sonora e outro público. A produção contou com Dame Grease, Koolade, Rondevu, entre outros, e não teve a participação do EPMD; com isso, colocaram batidas típicas do Rap da Costa Leste, elementos dos anos 2000 e grooves mais polidos, com a dupla mantendo sua identidade lírica baseada em flows rápidos e técnica rítmica, só que, de novo, tendo muitos momentos repetitivos que mostram que a estética deles já estava completamente ultrapassada. O repertório novamente é fraquíssimo, com canções péssimas e poucas que se salvam. Enfim, é um disco muito ruim e, depois disso, só focaram em seus shows. 

Melhores Faixas: Jungle, Let's Get Money, Full Tyme Hussle 
Piores Faixas: How We Do, Greezy, Get It Poppin', B.S.A.P.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Analisando Discografias - Daughters

                 

Daughters – Daughters





















NOTA: 2/10


No ano de 2002, foi lançado o 1º trabalho em formato EP autointitulado do Daughters. A banda, formada naquele ano em Providence, em Rhode Island, pelo vocalista Alexis Marshall, os guitarristas Jeremy Wabiszczewicz e Nicholas Sadler, o baixista Pat Masterson e o baterista Jon Syverson, já estava envolvida em projetos de Grindcore e Hardcore/Punk, e a proposta desde o começo era empurrar esses estilos para um território ainda mais abrasivo e desconstruído. A produção foi minimalista e crua, e a gravação parece buscar exatamente o contrário de polimento: uma sensação de impacto imediato, quase como se a banda estivesse tocando em um espaço pequeno e abafado. O resultado é um som comprimido, barulhento e muito agressivo, com influências de Sass e Mathcore, apesar de ainda mostrar muita irregularidade na base sonora. O repertório tem apenas 4 faixas, que, ainda assim, não empolgam muito. Enfim, era só um projeto de apresentação bem fraquinho. 

Melhor Faixa: Flattery Is A Bunch Of Fucking Bullshit 
Piores Faixas: A Room Full Of Hard-Ons And Nowhere To Sit Down, Hello Assholes, My Stereo Has Mono And So Does My Girlfriend

Canada Songs – Daughters!





















NOTA: 7,8/10


No ano seguinte, foi lançado o álbum de estreia do Daughters, o Canada Songs. Após o EP de 2002, eles estavam com interesse crescente da cena underground, e a banda decidiu registrar um álbum completo que ampliasse essa proposta. Apesar da saída de Nicholas Sadler para a entrada de Perri Peete, eles queriam fazer algo que fosse, de certo modo, mais escrachado. A produção, feita por Keith Souza, segue a lógica de intensidade extrema e minimalismo técnico. O som é seco, comprimido e muito direto. As guitarras são extremamente dissonantes e afiadas, frequentemente usando riffs quebrados que parecem desmontar a lógica tradicional do Mathcore e com um pé no Grind, muito por conta dos vocais extremamente rasgados do Alexis Marshall, só que, ainda assim, as falhas aparecem em alguns arranjos que ficam apenas deslocados. O repertório é até legal, tem canções divertidas e algumas fracas. Enfim, é um disco bom, apesar de erros evidentes. 

Melhores Faixas: The Ghost With The Most, Jones From Indiana, I Don't Give A Shit About Wood, I'm Not A Chemist, Jones From Indiana, And Then The C.H.U.D.S. Came 
Piores Faixas: Nurse, Would You Please Prepare The Patient For Sexual Doctor, Damn Those Blood Suckers And Their Good Qualities

Hell Songs – Daughters





















NOTA: 8,5/10


Três anos depois, foi lançado seu 2º disco, intitulado Hell Songs, e aqui eles mudaram sua temática. Após o Canada Songs, que deixou claro que havia interesse em explorar algo que fosse menos preso à velocidade pura, vieram mudanças na formação: saíram os guitarristas Jeremy Wabiszczewicz e Perri Peete e o baixista Pat Masterson, e entraram Brent Frattini, Samuel Walker e o retorno do Nicholas Sadler. A produção, feita por Andrew Schneider junto com a banda, colocou um som que ganha mais espaço, permitindo que as tensões e dissonâncias se destaquem. As guitarras continuam agressivas, mas agora muitas vezes são mais angulares do que simplesmente rápidas; a cozinha rítmica ficou mais quebrada e dinâmica, e os vocais do Alexis Marshall não têm mais aquela gritaria, ficando algo mais teatral e perturbador, lembrando mais Noise Rock com Mathcore. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem agressivas. No fim, é um disco bacana e mostrou algo promissor. 

Melhores Faixas: Recorded Inside A Pyramid, Cheers, Pricks, Hyperventilationsystem, Providence By Gaslight 
Vale a Pena Ouvir: Fiery, Feisty Snake-Woman

Daughters – Daughters





















NOTA: 9,4/10


Em 2010, foi lançado mais um disco, dessa vez autointitulado, do Daughters antes de entrarem em hiato. Após o Hell Songs, eles decidiram fazer um projeto que representasse uma mudança ainda mais clara em relação ao passado. A música da banda se tornou mais lenta, mais pesada em termos de clima e mais estruturada em torno de grooves estranhos e riffs repetitivos. E assim, quando foram gravar o álbum, o clima já não estava bom: conflitos internos estavam presentes, e o estopim foi a briga entre Alexis Marshall e Nicholas Sadler, que fez eles entrarem em hiato. A produção foi mais espaçosa, mais pesada e muito mais focada em textura e tensão. Com as guitarras seguindo padrões repetitivos, a cozinha rítmica é mais controlada e os vocais do Alexis são mais expressivos, juntando assim Noise Rock, Post-Hardcore, Pigfuck e música industrial. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas. No geral, é um disco sensacional e que é bem sombrio. 

Melhores Faixas: The Hit, The First Supper, The Virgin, The Dead Singer 
Vale a Pena Ouvir: The Unattractive, Portable Head, Our Queens (One Is Many, Many Are One)

You Won't Get What You Want – Daughters





















NOTA: 10/10


Em 2018, foi lançado o 4º e sensacional último álbum do Daughters, o You Won't Get What You Want. Após o disco de 2010, o hiato acabou não durando muito tempo: os integrantes começaram a se reunir novamente para experimentar novas ideias musicais. Essas sessões iniciais não tinham o objetivo imediato de produzir um álbum, mas acabaram reacendendo a dinâmica criativa da banda. A produção, feita por Seth Manchester, colocou uma sonoridade sombria, juntando Noise Rock, Post-Punk, Rock industrial e elementos da No Wave. As guitarras do Nicholas Sadler exploram a dissonância de maneira muito mais controlada e cinematográfica. A bateria do Jon Syverson é precisa e calculada, o baixo do Samuel Walker colocou linhas mais graves e os vocais do Alexis são extremamente intensos e variados. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. No fim, é um baita disco e certamente um clássico; depois disso, a banda acabou. 

Melhores Faixas: Long Road, No Turns, Satan In The Wait, The Reason They Hate Me, Guest House, Ocean Song 
Vale a Pena Ouvir: The Flammable Man, City Song


                                                                            Por hoje é só, então flw!!!       

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Review: Divino do Venere Vai Venus

                   

Divino – Venere Vai Venus





















NOTA: 8,5/10


No ano de 2025, foi lançado o álbum de estreia do Venere Vai Venus, intitulado Divino. Formada em 2023, em São Paulo, pela vocalista Lua Dultra, pelo guitarrista Avila, pela baixista Rey Sky e pelo baterista Caio Luigi, a banda ganhou, nesse meio tempo, certa relevância no circuito independente com singles e apresentações ao vivo energéticas e, com isso, conseguiu contrato com o selo da 48k Records. A produção, feita por Mateus Melo e Raul Alaune, deixou uma abordagem polida, mas que consegue ser orgânica, com a sonoridade sendo uma mistura de Rock alternativo com influências que lembram Rock de garagem, MPB e com traços de Indie Rock. Essa combinação cria uma sonoridade híbrida: guitarras presentes, mas muitas vezes acompanhadas por arranjos mais atmosféricos, e os vocais são bem sentimentais. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem intimistas. No fim, é um ótimo disco de estreia e bem amarrado. 

Melhores Faixas: Ciúmes, Medusa, Deusa, Anjos 
Vale a Pena Ouvir: Eutanásia, Narciso
 

                                                                                        É isso, então flw!!!           

Review: Listen Up! do New Found Glory

                    Listen Up! – New Found Glory NOTA: 1/10 Bom, recentemente o New Found Glory decidiu retornar com um novo álbum, o Listen...