quarta-feira, 17 de junho de 2026

Analisando Discografias - Suki Waterhouse

                  

I Can't Let Go – Suki Waterhouse





















NOTA: 2,7/10


No ano de 2022, a Suki Waterhouse lançava seu álbum de estreia, o I Can't Let Go. A cantora inglesa havia começado sua carreira inicialmente como modelo e, posteriormente, ingressou na atuação, participando de filmes como Amores Canibais e A Garota Que Inventou o Beijo. Foi nesse período, entre 2016 e 2017, que ela iniciou sua carreira musical, lançando alguns singles, sendo o mais destacado Good Looking, que viralizou no TikTok em 2022. Onde ela assinou com a Sub Pop e preparava seu álbum de estreia. A produção, feita por Brad Cook, é bastante sofisticada e acessível. As guitarras ocupam um papel central, frequentemente cobertas por reverberações e efeitos que criam uma sensação de profundidade espacial. Há também sintetizadores discretos e linhas de baixo dialogando com o Alt-Pop, Indie Pop e Dream Pop, embora tudo soe bastante previsível. O repertório é fraquíssimo: há canções boas, mas a maioria é genérica. No fim, é um álbum de estreia bem ruinzinho. 

Melhores Faixas: Moves, My Mind, On Your Thumb 
Piores Faixas: Slip, Wild Side, Bullshit On The Internet, Put Me Through It
  

Milk Teeth – Suki Waterhouse





















NOTA: 7/10


Meses depois, ela lançou o EP Milk Teeth, e aqui trazia uma proposta diferente. Após o I Can't Let Go, esse projeto é marcado por um amadurecimento artístico perceptível. Enquanto seus trabalhos anteriores exploravam uma sonoridade mais dispersa e experimental, este EP surgiu como uma coleção mais coesa de canções, reunidas por temas recorrentes como nostalgia, insegurança emocional, relacionamentos fracassados e a dificuldade de superar experiências do passado. A produção contou com Blue May, Jules Apollinaire e Sammy Witte, que construíram uma sonoridade suave e limpa, com elementos do Dream Pop e Indie Pop. Os arranjos são elaborados com grande cuidado. Guitarras com reverb abundante, sintetizadores discretos, pianos suaves e camadas vocais etéreas aparecem ao longo de todo o projeto. O repertório é curtinho, mas as canções são todas muito boas e profundas. No geral, é um ótimo EP e mostrava algo interessante. 

Melhores Faixas: Good Looking, Brutally 
Vale a Pena Ouvir: Johanna, Neon Signs

Memoir Of A Sparklemuffin – Suki Waterhouse





















NOTA: 8,2/10


Então chegamos a 2024, quando ela lançou seu mais recente álbum, o Memoir of a Sparklemuffin. Após o EP Milk Teeth, Suki Waterhouse trabalhou nesse projeto durante o período de sua gravidez, e o conceito gira em torno da aranha australiana conhecida como "sparklemuffin". Suki encontrou na criatura uma metáfora para a vida moderna: uma dança constante de exposição, vulnerabilidade, sobrevivência e autodescoberta. A produção foi diversificada, contando com John Mark Nelson, Jonathan Rado, Boy Blue e outros colaboradores, que construíram arranjos ricos em guitarras, sintetizadores discretos, pianos e seções rítmicas bastante variadas, com uma abordagem que vai do Pop Rock ao Indie Pop, incorporando também elementos do Dream Pop e música barroca. Além disso, os vocais da Suki estão mais confiantes. O repertório é muito bom, e as canções são profundas e sentimentais. No fim, é um ótimo disco que demonstra uma clara evolução artística. 

Melhores Faixas: Model, Actress, Whatever, Supersad, To Love, Big Love 
Vale a Pena Ouvir: OMG, My Fun, Legendary, Faded


                                                                                        É isso, então flw!!!         

Analisando Discografias - Som Nosso De Cada Dia

                  

Snegs – Som Nosso De Cada Dia



















NOTA: 10/10


No ano de 1974, foi lançado o álbum de estreia do Som Nosso De Cada Dia, o sensacional Snegs. Formado em 1971, na cidade de São Paulo, por Manito (teclados, saxofone e flauta), Pedro Baldanza, o "Pedrão" (baixo, guitarra e vocais), e Pedrinho Batera (bateria e vocais), o grupo já havia conquistado certa reputação nos palcos paulistas e em festivais. Com isso, foi visto por olheiros da gravadora GEL (no caso, a Continental), que assinou com a banda. A produção, feita pelo jovem Pena Schmidt, não foi tão bem gravada, mas conseguiu preservar um som orgânico. O disco apresenta uma sonoridade do Rock progressivo com influências de Jazz-Rock, na qual as guitarras são mais discretas, enquanto o baixo assume o papel de maior protagonista melódico. Os sintetizadores e o órgão Hammond têm bastante presença, e a bateria consegue ser bastante versátil. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. No geral, é um álbum maravilhoso e de uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Sinal Da Paranoia, O Som Nosso De Cada Dia, A Outra Face 
Vale a Pena Ouvir: Direccion De Aquarius, Bicho Do Mato

Som Nosso – Som Nosso De Cada Dia





















NOTA: 8,7/10


Três anos se passaram, e a banda voltou toda reformulada com seu 2º álbum, o Som Nosso. Após o clássico Snegs, eles acabaram não tendo tanta exposição, pois a Continental não ficou satisfeita com o material. O grupo já estava preparando seu próximo disco e, quando ele ficou pronto, o projeto acabou sendo descartado pela gravadora. Com isso, Manito acabou saindo, e novos membros entraram na banda: Dino Vicente e Paulinho Esteves nos teclados, além de Rangel na percussão. Depois assinaram com a CBS. A produção, feita por Tony Bizarro, seguiu um caminho mais acessível e variado, tendo uma fusão do Funk e Soul com alguns elementos do Rock progressivo. As guitarras são bem limpas e presentes, o baixo possui aquele groove característico, os teclados dão sustentação melódica, e a bateria apresenta levadas bastante funkeadas. O repertório é muito legal, e as canções são envolventes e profundas. Enfim, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Pra Swingar, Estação Da Luz, Montanhas, Vida De Artista, Neblina 
Vale a Pena Ouvir: Levante A Cabeça, Rara Confluência
  

Mais Um Dia – Som Nosso





















NOTA: 2,5/10


Foi apenas em 2019 que eles retornaram com seu mais recente disco, o Mais Um Dia. Após o Som Nosso, a banda acabou se desfazendo, e foi apenas nos anos 90 que retornou aos palcos com shows da formação original. Entre pausas e retornos, o grupo continuou suas atividades mesmo após as mortes do Manito e Pedrinho Batera. Agora, ao lado do Pedrão, a banda contava com Marcello Schevano (guitarra e vocais), Fernando Cardoso (teclados), Edson Ghilardi (bateria) e Pedro Calasso (percussão). A produção, feita pelo próprio Pedro Calasso, é mais limpa e detalhada. As guitarras têm certo peso, o baixo fica mais no centro da mixagem, a bateria é swingada, e os metais e sopros aparecem de forma estratégica, reunindo elementos do Funk Rock e do Prog Rock. Porém, boa parte do material soa arrastada e monótona. O repertório é fraco, com algumas canções legais e outras sem graça. No fim, é um álbum ruim e, infelizmente, após seu lançamento, Pedrão acabou falecendo. 

Melhores Faixas: Black Rio, Homem Víbora 
Piores Faixas: Tempos Difíceis, Mais Um Dia, Firmeza Total


terça-feira, 16 de junho de 2026

Analisando Discografias - Cobra The Impaler

                  

Colossal Gods – Cobra The Impaler





















NOTA: 8/10


De novo, em 2022, o supergrupo Cobra The Impaler lançava seu álbum de estreia, o Colossal Gods. Formado em 2020 por membros de outras bandas do metal belga, como Thijs De Cloedt (guitarra), Michélé De Feudis (baixo), Manuel Remmerie (vocal), James Falck (guitarra) e Dirk Verbeuren (bateria), este último acabou saindo e sendo substituído por Ace Zec. O grupo nasceu com a intenção de unir elementos do Metal progressivo e melodias modernas em uma sonoridade que fosse técnica e acessível ao mesmo tempo. A produção, feita pelo próprio Ace Zec, apresenta uma sonoridade limpa, mas sem abrir mão do peso. As guitarras trazem riffs robustos e bem harmonizados, o baixo consegue ser bastante presente e a bateria é poderosa. Já os vocais do Manuel são muito técnicos, dialogando com bandas como Mastodon e Gojira. O repertório é muito bom, e as canções são bastante melódicas e dinâmicas. Enfim, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Blood Eye, Colossal Gods, Spawn Of The Forgotten 
Vale a Pena Ouvir: Scorched Earth, Mountains

Karma Collision – Cobra The Impaler





















NOTA: 8,3/10


Dois anos se passaram, e foi lançado o 2º e mais recente álbum da banda, o Karma Collision. Após o Colossal Gods, que explorava temas ligados à relação entre humanidade e natureza, este novo disco desloca seu foco para questões mais humanas e sociais. O álbum aborda interações entre pessoas, desigualdades, consequências das escolhas, lições aprendidas e os desafios enfrentados individual ou coletivamente. A produção foi praticamente a mesma, mas aqui o som ficou mais detalhado, mantendo aquele peso característico. As guitarras possuem timbres encorpados, seguindo a fórmula do Prog Metal e incorporando influências do Groove Metal e do Sludge Metal. Enquanto isso, a seção rítmica consegue ser bastante precisa e consistente, e os vocais de Manuel alternam entre melodias limpas e interpretações agressivas e urgentes. O repertório é muito bom, e as canções são mais pesadas e imersivas. No final de tudo, é um trabalho bacana e que foi mais profundo. 

Melhores Faixas: Season Of The Savage, Karma Collison, Assassins Of The Vision, My Inferno 
Vale a Pena Ouvir: Magnetic Hex, The Message, The Fountain

                                                                                   Então é isso e flw!!!               

Analisando Discografias - Caio Luccas

                 

Nova Moda – Caio Luccas





















NOTA: 8,5/10


Em 2022, o Caio Luccas lançava seu álbum de estreia, Novo Moda, apresentando uma estética interessante. O rapper carioca, vindo de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, começou sua trajetória por volta de 2019, quando lançou seus primeiros singles e passou a se destacar como um dos artistas mais promissores do underground do Trap RJ. Com isso, despertou o interesse do Filipe Ret, que o contratou para a NADAMAL. Neste trabalho, Caio buscou expressar temas ligados à ascensão social e à autoestima do jovem negro periférico. A produção foi diversificada, contando com nomes como Dallas, Nagalli, Honaiser, entre outros, que construíram beats baseados em graves pesados, hi-hats acelerados, sintetizadores atmosféricos, que dialogam com o Trap e com traços do R&B alternativo. Os flows do Caio são bem cadenciados e variados. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas. Enfim, é um ótimo álbum de estreia e bastante divertido. 

Melhores Faixas: Dinheiro & Putaria (Cabelinho amassando), Melhor Gestão, Minha Vida, Até o Final, Booty Up 2, Fumaça no Studio 
Vale a Pena Ouvir: Mano de Gang (TZ mandou bem), Preto Chique, Documentário

Virus Love – Caio Luccas





















NOTA: 5/10

No ano seguinte, Caio Luccas lançou seu 2º álbum, o Virus Love, que tá na cara qual é a proposta. Após o Novo Moda, este novo trabalho foi inspirado pela fase pessoal que o rapper vivia naquele período, refletindo um momento de estabilidade emocional e um relacionamento sério que influenciou diretamente a construção das músicas. Tanto que o álbum foi lançado justamente no Dia dos Namorados. A produção contou com Dallas, Ayo Th, meLLo, entre outros, que construíram beats suaves com sintetizadores atmosféricos, hi-hats precisos, baterias menos pesadas e melodias que se aproximam do Trap Soul e do R&B. Aqui, Caio segue por um caminho muito mais vulnerável e cadenciado em seus flows. Porém, tudo acaba soando repetitivo e carece de maior dinâmica. O repertório é irregular, contendo alguns love songs interessantes e outras bastante genéricas. No geral, é um álbum mediano que soa como mais do mesmo. 

Melhores Faixas: Coisa Que Eu Sei, Folhas no Outono, Logo Eu (Cabelinho mandou bem de novo) 
Piores Faixas: Vírus Love Novela, Tudo Que Eu Faço (Oruam também é dificil né)

Apocalipse – Caio Luccas





















NOTA: 3/10


Outro ano se passou, e Caio Luccas lançou mais um álbum, intitulado Apocalipse. Após o Virus Love, ele decidiu criar um trabalho mais introspectivo, focado em conflitos internos, fé, paranoia, ambição e sobrevivência. Enquanto os trabalhos anteriores mostravam os resultados da ascensão social, este projeto mostra que Caio continua convivendo com traumas, medos e pressões. A produção contou com os mesmos nomes, mas também trouxe produtores como Bvga Beatz e Viper. Aqui, eles seguiram um caminho mais variado, com beats amplos, hi-hats leves, sintetizadores melancólicos, pianos atmosféricos, linhas de baixo pesadas e baterias que frequentemente priorizam a tensão em vez da explosão, além de elementos do Trapfunk, R&B e Cloud Rap. Só que, novamente, o problema é que os flows são repetitivos e tudo soa bastante previsível. O repertório é péssimo, e as canções são muito genéricas, com poucas exceções. No fim, é um álbum horrível e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: WAR, NÃO VAI ME AMAR (Veigh mandando bem), AMÉM (ótima feat do LEALL), BALENCIAGA 
Piores Faixas: PARANÓIAS (Ret decepcionando), APOCALIPSE, REBELDE (aqui Cabelinho não salvou, passou longe!), LOBO, NOITE CAI, NEUROSES, COLHEITA (Ryan SP e Chefin, PAI AMADO!)

Até O Infinito – Chefin & Caio Luccas





















NOTA: 1/10


Ano passado, Chefin lançou um EP colaborativo com Caio Luccas, o Até O Infinito (capa totalmente desnecessária). Após o fraquíssimo Apocalipse, Caio acabou recebendo uma recepção morna para seu último trabalho e decidiu realizar este projeto ao lado do Chefin, composto majoritariamente por love songs, aproveitando o momento em que o rapper ainda estava no topo das paradas. A produção, feita por LB Único e Rocco, é bastante polida e enxuta, com beats melódicos que privilegiam sintetizadores suaves, linhas melódicas envolventes, baterias discretas e uma estética próxima do Trap Soul. Mas o problema é que tudo soa completamente superficial, com toda a temática sendo extremamente genérica. O repertório é curtíssimo, e as canções são todas descartáveis e bastante medíocres. Em suma, é um EP terrível de dois rappers em completa decadência. 

Melhores Faixas: (.................................) 
Piores Faixas: Nós Dois, O Tempo Para, Madrugada


segunda-feira, 15 de junho de 2026

Analisando Discografias - Vance Joy

                 

God Loves You When You're Dancing – Vance Joy





















NOTA: 1/10


Em 2013, foi lançado o 1º trabalho de Vance Joy, um EP intitulado God Loves You When You're Dancing. O cantor, nascido em Melbourne, capital da Austrália, começou sua trajetória muito antes, quando já escrevia suas letras no período em que atuava como jogador profissional (sim, o cara jogou futebol). Posteriormente, ele largou a carreira esportiva para focar na música, assinando com a Liberation Records. A produção, feita pelo próprio cantor em parceria com Edwin White e John Castle, é bastante simplista. Os violões acústicos ocupam o centro das composições, acompanhados por percussões discretas, ukulele e baixo suave, sendo bem centrado no Stomp and Holler e no Indie Pop. E, claro, os vocais do Vance são carregados daquela leveza comum a vários artistas dessa cena, fazendo com que tudo soe bastante previsível. O repertório é terrível, e as canções são absolutamente genéricas. Enfim, é um trabalho péssimo e era apenas o começo. 

Melhores Faixas: (..............................................) 
Piores Faixas: Snaggletooth, From Afar, Riptide

Dream Your Life Away – Vance Joy





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, o Vance Joy lançou seu álbum de estreia, o Dream Your Life Away. Após o EP God Loves You When You're Dancing, o cantor acabou sendo impulsionado pelo seu hit mundial Riptide, para esse disco em vez de colocar grandes refrões épicos ou produções grandiosas comum daquele Folk Pop da época, suas composições se concentravam em personagens, pequenos detalhes emocionais e observações íntimas. Produção foi praticamente a mesma, foi bastante polida e acessível, com camadas sutis de guitarras acústicas, percussões leves, teclados atmosféricos, cordas discretas e harmonias vocais cuidadosamente construídas. Além daquele vocal do Vance com aquela voz levemente rouca comum do Stomp and Holler, fazendo aquele som genérico e totalmente previsível. O repertório é horroroso, e as canções beiram ao insuportável. No fim, é um disco terrível e que é completamente repetitivo. 

Melhores Faixas: (........................EU MEREÇO...........................) 
Piores Faixas: Best That I Can, Winds Of Change, Mess Is Mine, Georgia, From Afar, Riptide

Nation Of Two – Vance Joy





















NOTA: 1/10


Quatro anos se passaram, e ele lançou seu 2º álbum, o também péssimo Nation Of Two. Após o Dream Your Life Away, havia uma expectativa considerável em torno do sucessor. O desafio não era apenas repetir o êxito comercial do disco anterior, mas também demonstrar evolução como artista. Para este disco, ele quis investigar diversas facetas de um relacionamento amoroso: paixão, companheirismo, vulnerabilidade, saudade, crescimento mútuo e os desafios inerentes à convivência. A produção, feita por Dave Bassett, Phil Ek, Simone Felice e Ryan Hadlock, adota uma abordagem mais ampla, com os violões sempre no centro, dialogando com guitarras suaves, sintetizadores discretos, pianos, percussões mais elaboradas e camadas vocais cuidadosamente trabalhadas. No entanto, é aquele mesmo som de sempre, completamente comprimido e previsível. O repertório é horroroso, e as canções são bastante insuportáveis e genéricas. Enfim, é mais um trabalho ridículo e sem graça. 

Melhores Faixas: (....................................) 
Piores Faixas: I'm With You, One Of These Days, Bonnie & Clyde, Saturday Sun, We're Going Home

In Our Own Sweet Time – Vance Joy





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2022, quando foi lançado o 3º e mais recente álbum do Vance Joy, o In Our Own Sweet Time. Após o Nation Of Two, o cantor passou por um período de intensa atividade em turnês, seguido pela interrupção causada pela pandemia de COVID-19. Para este trabalho, em vez de retratar paixões turbulentas ou grandes conflitos emocionais, o álbum frequentemente encontra beleza em momentos simples, conexões duradouras e experiências cotidianas. A produção contou com Dan Wilson, Dave Bassett, James Earp, entre outros, e se mostra mais sofisticada, com arranjos atmosféricos que seguem o padrão comum do Folk Pop e do Stomp and Holler. Os violões dividem espaço com sintetizadores atmosféricos, guitarras processadas, baterias mais elaboradas e diversas camadas sonoras. Ainda assim, tudo soa bastante previsível e arrastado. O repertório, novamente, é péssimo, com canções chatíssimas. No fim, é um álbum horrível, assim como os anteriores. 

Melhores Faixas: (...........zzzzz...........) 
Piores Faixas: Clarity, Boardwalk, Solid Ground, Missing Piece, Catalonia


                                                                          Então é isso, um abraço e flw!!!            

Analisando Discografias - NERO

                  

Welcome Reality – NERO





















NOTA: 8,8/10


Em 2011, o trio NERO lançava seu álbum de estreia, o Welcome Reality, que trazia uma temática interessante. Formado em 2003, em Londres, por Dan Stephens, Joe Ray e pela vocalista Alana Watson, o grupo já vinha construindo uma reputação desde o final dos anos 2000 com singles que chamaram atenção pela maneira como misturavam Dubstep, Drum and Bass, Electro House, Synthpop e trilhas cinematográficas de ficção científica. Isso fez com que eles assinassem com a Mercury Records, em parceria com o selo MTA. A produção, feita pelo próprio trio, foi extremamente detalhado, combinando os graves pesados do Brostep com camadas de sintetizadores monumentais. Os sintetizadores remetem frequentemente ao universo cyberpunk e ao Electro dos anos 1980. Além disso, somados aos vocais centrais da Alana, conferem um aspecto cinematográfico. O repertório é muito bom, e as canções são bastante divertidas. Enfim, é um ótimo disco e mostrou algo promissor. 

Melhores Faixas: Promises, Doomsday, Me And You, Must Be The Feeling, Innocence 
Vale a Pena Ouvir: My Eyes, Crush On You, Departure

Between II Worlds – NERO





















NOTA: 8/10


Quatro anos depois, o NERO retornou com seu 2º álbum de estúdio, o Between II Worlds. Após o Welcome Reality, eles conseguiram se consolidar no cenário da música eletrônica britânica. Porém, o cenário musical estava mudando, já que o Dubstep começou a ser deixado de lado. Então, o trio passou vários anos trabalhando em novas ideias, buscando uma evolução natural de sua sonoridade sem abandonar os elementos que haviam definido sua personalidade musical. A produção teve um refinamento maior e, aqui, eles dialogam muito mais com o Dubstep melódico e o Electropop, com os sintetizadores sendo o principal elemento da sonoridade, mas agora aparecendo de maneira mais sofisticada. Os graves são bem mais seletivos, e os vocais da Alana ficaram mais vulneráveis. Além disso, muitos dos arranjos têm certa influência do Synth-pop. O repertório é legalzinho, e as canções são bem mais etéreas. No geral, é um disco bacana e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Satisfy, Two Minds, Into The Night 
Vale a Pena Ouvir: Between II Worlds, Circles, Tonight
  

Into The Unknown – NERO





















NOTA: 8,2/10


Então chegamos a 2024, quando o NERO retornou com seu álbum mais recente, o Into The Unknown. Após o Between II Worlds, eles passaram por um longo período de silêncio em relação a trabalhos completos do trio, embora Dan Stephens, Joe Ray e Alana Watson continuassem ativos por meio de remixes, apresentações ao vivo e lançamentos esporádicos. A expectativa em torno do álbum era enorme, e o grupo decidiu fazer um projeto que, de certa forma, reunisse o passado, o presente e o futuro de sua trajetória. A produção foi bem mais variada, incorporando a maioria das vertentes da EDM, como Drum and Bass, House music, Synthwave, French Electro, entre outras. Os sintetizadores evocam paisagens espaciais, cidades futuristas e atmosferas inspiradas na ficção científica. Os vocais da Alana são bastante variados e carregados de emoção. O repertório é ótimo, e as canções são explosivas e envolventes. No fim, é um disco bacana, que é bastante ousado. 

Melhores Faixas: Gravity, Draw Energy, Solar 
Vale a Pena Ouvir: Nowhere To Hide, Running From Reality, Talking To God


domingo, 14 de junho de 2026

Review: you seem pretty sad for a girl so in love da Olivia Rodrigo

                     

you seem pretty sad for a girl so in love – Olivia Rodrigo





















NOTA: 1,2/10


Após três anos, Olivia Rodrigo retornou com seu 3º álbum, o you seem pretty sad for a girl so in love. Após o GUTS, e depois de passar anos explorando os sentimentos da adolescência, desilusões amorosas e inseguranças pessoais, ela chegou a este projeto em uma fase diferente da vida, marcada por relacionamentos mais maduros e experiências emocionais mais complexas. Além disso, decidiu explorar uma sonoridade que incorpora elementos do Rock Alternativo dos anos 80. A produção, feita por Dan Nigro, manteve aquela sonoridade polida e acessível, apostando em arranjos mais elaborados, sintetizadores e guitarras atmosféricas. Juntando elementos do Pop Rock, New Wave, Post-Punk, Jangle Pop e até Dream Pop, mas tudo é bastante arrastado e excessivamente comprimido, fora esse vocal à la Billie Eilish. O repertório é péssimo, e as canções são bastante tediosas. No fim, é um álbum terrível e que não tem nada de especial. 

Melhores Faixas: (............................................) 
Piores Faixas: begged, purple, expectations, drop dead, stupid song, maggots for brains

                                                                             Então é isso e flw!!!               

Analisando Discografias - Suki Waterhouse

                   I Can't Let Go – Suki Waterhouse NOTA: 2,7/10 No ano de 2022, a Suki Waterhouse lançava seu álbum de estreia, o I Can...