terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Analisando Discografias - Weather Report: Parte 2

                    

Heavy Weather – Weather Report





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, foi lançado o aclamado 7º álbum da banda, intitulado Heavy Weather. Após o excepcional Black Market, a entrada definitiva do Jaco Pastorius como membro pleno não apenas redefine o papel do baixo na banda, mas altera completamente o equilíbrio interno do grupo. O Weather Report deixa de ser apenas um coletivo liderado por Joe Zawinul e Wayne Shorter para se tornar um triângulo criativo extremamente potente. Além disso, Alex Acuña assume a bateria, enquanto Manolo Badrena fica responsável pela percussão e também passa a fazer os vocais. Com produção assinada pelo trio ZSP, a banda parte para uma sonoridade bem mais ampla, com Zawinul usando seus sintetizadores como extensões harmônicas e texturais da música. A seção rítmica torna-se mais fluida e precisa, unindo o Jazz Fusion a alguns traços de Smooth Jazz. O repertório é incrível, com canções muito melódicas e suaves. No fim, é um belo disco, apesar de não ser um clássico absoluto. 

Melhores Faixas: Birdland, Teen Town, A Remark You Made 
Vale a Pena Ouvir: The Juggler, Harlequin

Mr. Gone – Weather Report





















NOTA: 8,3/10


Mais um ano se passou, e foi lançado mais um trabalho do Weather Report, o Mr. Gone. Após o Heavy Weather, que levou a banda a um nível de popularidade raríssimo para um grupo instrumental, havia uma expectativa enorme em torno do próximo passo. Em vez de repetir a fórmula que havia funcionado tão bem, o grupo opta por seguir adiante, aprofundando ideias que já estavam latentes. Além disso, com a saída do Alex Acuña e Manolo Badrena, Peter Erskine é incorporado à banda. A produção, assinada por Joe Zawinul e Jaco Pastorius, apresenta um som mais denso. Zawinul explora os sintetizadores de maneira quase arquitetônica, construindo camadas rígidas, pulsos repetitivos e texturas artificiais que dominam o espaço sonoro, tendo a seção rítmica e o saxofone do Wayne Shorter como base estrutural. O repertório é muito bom, com canções mais cadenciadas e intimistas. Enfim, é um álbum interessante e que sustenta bem sua proposta. 

Melhores Faixas: Mr. Gone, River People 
Vale a Pena Ouvir: Pinocchio, The Elders, Young And Fine

Night Passage – Weather Report





















NOTA: 8,5/10


Entrando nos anos 80, o Weather Report lançava mais um disco, o Night Passage. Após o Mr. Gone, marcado por estruturas fragmentadas, clima urbano e forte presença eletrônica, a banda parece sentir a necessidade de reencontrar um ponto de equilíbrio entre experimentação e fluidez musical. Além disso, o grupo passa a contar com um novo percussionista, Robert Thomas Jr. Esse projeto surge como uma resposta implícita às críticas de que a banda estaria se afastando do Jazz enquanto linguagem viva e interativa. A produção é bem mais aberta e dinâmica, com tudo sendo gravado quase ao vivo. Os sintetizadores de Zawinul continuam dominantes, mas agora são usados de forma mais musical e menos opressiva, com a seção rítmica bem mais articulada e o saxofone de Wayne Shorter puxando o som para um território mais próximo do Post-Bop. O repertório é muito bom, e as canções se tornam mais complexas. No final, é um disco até que interessante. 

Melhores Faixas: Port Of Entry, Three Views Of A Secret, Fast City 
Vale a Pena Ouvir: Dream Clock, Madagascar (gravado numa apresentação no Japão)

Weather Report – Weather Report





















NOTA: 8/10


Mais um ano se passou, e foi lançado o 10º álbum da banda, que é autointitulado. Após o Night Passage, com o Jazz Fusion já não ocupando o centro da cultura popular como antes e com os sintetizadores cada vez mais dominantes nos anos 80, o Weather Report precisava redefinir sua identidade sem repetir fórmulas. Assim, o grupo decidiu fazer um disco menos expansivo e menos “espetacular” que seus antecessores, mas deliberadamente mais conciso e introspectivo. A produção, feita pela última vez pelo trio ZSP, segue um caminho mais limpo e seco, com menos camadas exuberantes de teclados e menor ênfase no virtuosismo explícito. Joe Zawinul ainda domina o espaço harmônico com seus sintetizadores, mas agora de forma mais funcional e atmosférica, acompanhado de uma seção rítmica que segue por um caminho mais melódico. O repertório é muito bom, e as canções caminham para um tom mais vibrante. No fim, é um ótimo disco, mais técnico e focado. 

Melhores Faixas: Dara Factor One, Speechless 
Vale a Pena Ouvir: N.Y.C., Volcano For Hire

Procession – Weather Report





















NOTA: 8,2/10


No ano seguinte, foi lançado mais um trabalho novo do Weather Report, o Procession. Após o álbum anterior, a banda passa por mudanças significativas, com a saída do baterista Peter Erskine, do percussionista Robert Thomas Jr. e do baixista Jaco Pastorius, que havia se tornado a alma do grupo. Com isso, Zawinul incorpora Omar Hakim (que também passa a contribuir com guitarras), José Rossy e Victor Bailey, e para esse novo projeto o grupo opta por um caminho mais ritualístico. A produção, conduzida por Zawinul e Shorter, é pensada em camadas, pulsação e atmosfera. Os sintetizadores assumem um papel estrutural absoluto, criando colchões harmônicos, sequências rítmicas e texturas que se sobrepõem lentamente. Wayne Shorter aparece de forma econômica e estratégica: seus sopros não conduzem as músicas, mas comentam, surgem e desaparecem. O repertório é muito bom, e as canções se mostram mais envolventes. Enfim, é um trabalho bacana e coeso. 

Melhores Faixas: Molasses Run, Plaza Real 
Vale a Pena Ouvir: The Well, Procession

Domino Theory – Weather Report





















NOTA: 8/10


Outro ano se passou, e a banda lançava mais um disco, intitulado Domino Theory. Após o Procession, Joe Zawinul assume de vez o papel de arquiteto total da banda, tanto musical quanto estético. Wayne Shorter, embora ainda essencial como voz melódica e conceitual, passa a atuar de forma mais pontual. O Weather Report desse período já não busca tanto a improvisação aberta e coletiva; o foco passa a ser groove, textura, arquitetura sonora e repetição hipnótica. A produção, conduzida junto com Omar Hakim, é extremamente limpa, abraçando sem medo drum machines, sequencers, samplers e camadas eletrônicas, não como substitutos da performance humana, mas como extensões dela. As ambiências são criadas artificialmente, os timbres são altamente programados e o espaço sonoro é bem delimitado. O repertório é ótimo, e as canções se mostram mais variadas. No fim, é um disco legal e muito subestimado. 

Melhores Faixas: Predator, Can It Be Done 
Vale a Pena Ouvir: Swamp Cabbage, Blue Sound - Note 3

Sportin' Life – Weather Report





















NOTA: 3/10


Em 1985, o Weather Report lançava mais um trabalho, o Sportin’ Life, já no final de sua trajetória. Após o Domino Theory, Joe Zawinul passa a comandar praticamente todo o funcionamento da banda, enquanto Wayne Shorter parece menos interessado em disputar espaço e mais focado em intervenções cirúrgicas, quase narrativas. Também ocorre a saída do José Rossy e a entrada meteórica do Mino Cinélu. A produção, conduzida pela dupla Shorter e Zawinul, resulta em um som polido e denso, com grande uso de sintetizadores, camadas MIDI, programação rítmica e efeitos eletrônicos, além da tentativa de se conectar com uma seção rítmica mais groovada e com o sax econômico de Shorter. No entanto, tudo soa bastante sem graça e com falta de dinâmica, com repetições de arranjos que não agregam em nada. O repertório é muito fraco, com algumas poucas canções boas e outras chatíssimas. No fim, é um disco péssimo e mal orientado. 

Melhores Faixas: Confians, Indiscretions 
Piores Faixas: Ice-Pick Willy, What's Going On, Pearl On The Half Shell

This Is This – Weather Report





















NOTA: 3/10


Então chegamos a 1986, quando foi lançado o último álbum do Weather Report, o This Is This. Após o Sportin' Life, Joe Zawinul e Wayne Shorter, os pilares da banda, já estavam focados em seus projetos solo e novas direções musicais; com isso, Shorter decidiu sair. No entanto, havia um obstáculo contratual: a banda ainda devia um álbum para a Columbia Records. Eles tiveram que gravar às pressas e a única mudança foi o retorno do baterista Peter Erskine. A produção foi basicamente a mesma, com um som extremamente limpo e altamente texturizado; Zawinul utilizou um arsenal massivo de sintetizadores e sequenciadores, criando camadas densas que simulavam percussões mundiais e orquestras futuristas. Com isso, a seção rítmica torna-se praticamente inútil e a presença do sax de Wayne Shorter é quase inexistente. O repertório é muito ruim, tendo em sua maioria canções medíocres. No fim, é outro disco terrível, que fecha a trajetória da banda. 

Melhores Faixas: Man With The Copper Fingers (tem a presença do Carlos Santana), I'll Never Forget You 
Piores Faixas: Face The Fire, China Blues, This Is This
 

                                                                            É isso, um abraço e flw!!!                     

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Analisando Discografias - Weather Report: Parte 1

                 

Weather Report – Weather Report





















NOTA: 9,4/10


Voltando para o ano de 1971, foi lançado o álbum de estreia autointitulado do Weather Report. Formado em 1970 pelos já amigos Joe Zawinul (teclados) e Wayne Shorter (saxofone), que haviam sido peças-chave na fase elétrica de Miles Davis, participando diretamente da transição do Jazz para territórios mais abertos, modais e texturais. Com isso, eles chamaram Miroslav Vitouš (baixo acústico) e, para finalizar, recrutaram Alphonse Mouzon (bateria) e Airto Moreira (percussão). A produção, feita por eles mesmos, é econômica, aberta e profundamente espacial. Não há excesso de overdubs nem uma estética de estúdio grandiosa; o foco está na interação em tempo real entre os músicos. O som privilegia dinâmica, silêncio e textura, em vez de impacto rítmico ou virtuosismo ostensivo, fazendo basicamente uma junção do Jazz Fusion com elementos mais vanguardistas. O repertório é incrível, e as canções são bem atmosféricas. No fim, é um belo disco de estreia e imersivo. 

Melhores Faixas: Milky Way, Tears, Morning Lake, Umbrellas 
Vale a Pena Ouvir: Eurydice, Seventh Arrow

I Sing The Body Electric – Weather Report





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, foi lançado o 2º álbum do Weather Report, o espacial I Sing The Body Electric. Após o álbum de estreia, a banda acabou passando por mudanças, com a saída do Alphonse Mouzon e Airto Moreira, e a entrada do Eric Gravatt e Don Um Romão. Com isso, Joe Zawinul começava a elevar o patamar do grupo para um caminho ainda mais elétrico. Wayne Shorter continuava sendo a voz melódica central, mas cada vez mais integrada ao tecido coletivo. A produção foi mais contrastada do que a do álbum de estreia. O disco alterna faixas gravadas em estúdio com um lado inteiro registrado ao vivo no Japão. Em estúdio, o som é mais denso e elétrico. Os teclados de Zawinul assumem papel central. O baixo vai para uma linguagem mais rítmica, e bateria e percussão tornam-se mais incisivas. As gravações ao vivo, por sua vez, enfatizam a interação coletiva e o risco. O repertório é muito bom, e as canções são mais dissonantes. Enfim, é um trabalho incrível e mais abstrato. 

Melhores Faixas: Medley: T.H. / Dr. Honoris Causa, Unknown Soldier, Crystal 
Vale a Pena Ouvir: Second Sunday In August, The Moors

Sweetnighter – Weather Report





















NOTA: 9,5/10


Mais um ano se passa, e é lançado mais um álbum, intitulado Sweetnighter, no qual ocorrem mudanças significativas. Após o I Sing The Body Electric, acontece uma ruptura consciente com o caráter mais etéreo e abstrato dos dois primeiros discos. Aqui, Joe Zawinul começa a empurrar a banda de forma mais explícita em direção ao ritmo, ao groove e à repetição, elementos que mais tarde definiriam a estética pela qual ficariam marcados, o que não agradava a Miroslav Vitouš. Além disso, há a presença meteórica de Herschel Dwellingham (bateria) e Muruga Booker (percussão). A produção é mais densa, elétrica e frontal do que nos discos anteriores. Zawinul assume controle quase total do espaço sonoro. O baixo acústico do Vitouš permanece presente, mas frequentemente em conflito estético com a lógica mais percussiva e rítmica das composições. O repertório é maravilhoso, e as canções ficam bem mais suaves. No fim, é um trabalho sensacional e bastante essencial. 

Melhores Faixas: 125th Street Congress, Manolete 
Vale a Pena Ouvir: Adios, Boogie Woogie Waltz

Mysterious Traveller – Weather Report





















NOTA: 9,8/10


Outro ano se passou, e foi lançado outro trabalho sensacional do Weather Report, o Mysterious Traveller. Após o Sweetnighter, Miroslav Vitouš já se encontrava em rota de colisão estética com Joe Zawinul, que passa a assumir de forma mais dominante o espaço sonoro com seus teclados e sintetizadores. A presença do baixista elétrico Alphonso Johnson em parte do disco antecipa a saída definitiva do Vitouš e aponta para o som futuro da banda, além da utilização de dois bateristas, Ishmael Wilburn e Skip Hadden. A produção, feita por Zawinul e Shorter, é muito mais assertiva, com um som mais elétrico e mais controlado, com menos espaços vazios e maior sensação de direção. Zawinul domina o espaço sonoro com Fender Rhodes e outros sintetizadores, criando paisagens densas, quentes e rítmicas, muitas vezes substituindo funções tradicionais do baixo. O repertório é incrível, e as canções são todas bem imersivas e vibrantes. No fim, é um baita disco e certamente um clássico. 

Melhores Faixas: Jungle Book, Mysterious Traveller, Blackthorn Rose 
Vale a Pena Ouvir: American Tango, Scarlet Woman

Tale Spinnin' – Weather Report





















NOTA: 8,7/10


Em 1975, foi lançado o 5º álbum de estúdio do Weather Report, intitulado Tale Spinnin’. Após o Mysterious Traveller, Miroslav Vitouš já havia deixado a banda, e o baixo elétrico do Alphonso Johnson passa a ser o alicerce rítmico, permitindo que Joe Zawinul se concentre inteiramente em teclados e texturas. Além disso, ele recruta um baterista definitivo, Leon “Ndugu” Chancler. O percussionista Don Um Romão sai, e em seu lugar entra o brasileiro Alyrio Lima. Wayne Shorter, por sua vez, adota uma postura cada vez mais econômica e poética, tocando menos notas, mas com maior peso expressivo. A produção é muito mais detalhada e altamente equilibrada. Cada instrumento ocupa um espaço bem definido, e o som do grupo soa orgânico, apesar do uso intenso de eletrônica. Com a presença do Ndugu, o grupo adiciona um groove sofisticado, com clara influência do Funk. O repertório é bacana, e as canções são bem técnicas. No geral, é um disco bacana e que aponta algo promissor. 

Melhores Faixas: Lusitanos, Freezing Fire 
Vale a Pena Ouvir: Man In The Green Shirt, Between The Thighs

Black Market – Weather Report





















NOTA: 9,8/10


Então chegamos a 1976, quando foi lançado outro álbum fantástico do Weather Report, o Black Market. Após o Tale Spinnin’, o baixista Alphonso Johnson estava perto de sair da banda, mas Joe Zawinul tinha uma carta na manga, já que colocou Jaco Pastorius para participar de duas faixas, algo que seria importante para o futuro do grupo. Além disso, tivemos a presença de outros músicos, como os bateristas Narada Michael Walden e Chester Thompson e os percussionistas Alex Acuña e Don Alias. A produção, feita por Zawinul e Shorter, é mais nítida e rítmica. Os teclados do Zawinul tornam-se mais funcionais, enquanto a seção rítmica passa a ser a base de tudo: Alphonso Johnson oferece linhas de baixo elásticas, e Jaco Pastorius, nas faixas em que aparece, traz uma nova concepção do instrumento como voz melódica dominante. O repertório é simplesmente sensacional, parecendo até uma coletânea. No final, é um trabalho sensacional e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Black Market, Elegant People, Herandnu 
Vale a Pena Ouvir: Cannon Ball, Gibraltar


                                                                                               Bom é isso e flw!!!        

Analisando Discografias - Al Di Meola: Parte 3

                 

The Guitar Trio – Paco De Lucía, Al Di Meola, John McLaughlin





















NOTA: 9,7/10


Indo para 1996, foi lançado o último álbum do trio McLaughlin, Di Meola e De Lucía, o The Guitar Trio. Após o lançamento do Orange And Blue, os três decidem retornar, e já haviam expandido profundamente seus universos individuais: Paco como o grande modernizador do Flamenco, McLaughlin como um arquiteto do Jazz Fusion, e Di Meola como um compositor cada vez mais interessado em lirismo, música do mundo e forma. Decidem fazer um álbum que é bem mais camerístico e composicional. A produção, conduzida por ambos, é deliberadamente limpa, íntima e transparente, focada em capturar o timbre natural de cada instrumento e, sobretudo, a interação entre eles. Não há tentativa de criar ilusão de grandeza nem de preencher espaços: o silêncio, o respiro entre frases e o ataque das cordas fazem parte da arquitetura sonora do álbum. O repertório é incrível, e as canções, apesar de complexas, passam aquele clima de leveza. No fim, é um baita disco e um clássico. 

Melhores Faixas: Beyond The Mirage, Manhã De Carnaval, La Estiba, Espiritu 
Vale a Pena Ouvir: Le Monastère Dans Les Montagnes, Midsummer Night

The Infinite Desire – Al Di Meola





















NOTA: 8/10


Dois anos se passaram, e foi lançado mais um material novo do Al Di Meola, o The Infinite Desire. Após o The Guitar Trio, com a chegada do fim dos anos 90, Di Meola estava cada vez mais interessado em formas acessíveis sem abrir mão da complexidade, aproximando-se de estruturas mais melódicas, grooves definidos e arranjos com peso rítmico. Fazendo um álbum que dialoga tanto com ouvintes de Jazz Fusion quanto com públicos mais amplos interessados em música instrumental moderna. A produção, conduzida por ele junto com Hernan Romero, é polida e contemporânea, com grande atenção à textura sonora. Di Meola assume controle criativo absoluto, equilibrando guitarras elétricas altamente definidas com camadas de teclados, percussões eletrônicas e acústicas, além de algumas participações vocais pontuais. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas. No fim, é um disco interessante e com bastante imersão. 

Melhores Faixas: The Infinite Desire, Istanbul 
Vale a Pena Ouvir: Invention Of The Monsters, Big Sky Azzura, Shaking The Spirits

Winter Nights – Al Di Meola





















NOTA: 8,2/10


Chegando a 1999, foi lançado outro trabalho de Al Di Meola, intitulado Winter Nights. Após o The Infinite Desire, Di Meola se afasta da exuberância rítmica e da ambição “cinematográfica” do disco anterior para construir um trabalho intimista, acústico e contemplativo, fortemente ligado à ideia de recolhimento. É um disco menos “global” e mais emocionalmente localizado, onde o guitarrista parece interessado em traduzir estados de espírito. A produção, feita mais uma vez junto com Hernan Romero, é minimalista e calorosa, privilegiando o violão acústico e a sensação de proximidade física com o instrumento. O som é captado de forma muito direta, com pouca intervenção artificial, deixando evidentes o ataque das cordas, o corpo do violão e até pequenas imperfeições naturais da execução, que aqui funcionam como elementos expressivos. O repertório ficou muito bom, e as canções passam muito bem esse lado atmosférico. Enfim, é um disco bacana e intimista. 

Melhores Faixas: Greensleeves, Inverno, Ave Maria 
Vale a Pena Ouvir: Have Yourself A Merry Little Christmas, Zima, First Snow

Consequence Of Chaos – Al Di Meola





















NOTA: 8/10


Pulando para 2006, Al Di Meola lança mais um trabalho novo, o Consequence Of Chaos. Após o Winter Nights, Di Meola decide aqui reassumir a guitarra elétrica como centro expressivo, mas sem qualquer nostalgia direta do Jazz Fusion setentista. O álbum também reflete um artista atento ao clima político e social do início dos anos 2000. O próprio título sugere uma leitura crítica do mundo contemporâneo, marcado por conflitos, instabilidade e tensões globais. A produção, feita inteiramente por ele próprio, é densa, musculosa e altamente controlada, com clara influência da estética moderna do Fusion contemporâneo. A guitarra elétrica surge com timbre encorpado, cortante e muitas vezes distorcido, ocupando o primeiro plano, enquanto baixo e bateria constroem bases rítmicas rígidas, quase industriais em alguns momentos. O repertório é muito bom, e as canções passam aquele lado mais imersivo. No geral, é um disco bacana e consistente em sua proposta. 

Melhores Faixas: Cry For You, Tempest 
Vale a Pena Ouvir: Azucar, Red Moon, Black Pearls, Turquoise

Elysium – Al Di Meola





















NOTA: 5/10


Em 2015, Al Di Meola retorna com um disco novo intitulado Elysium, que é bem fraquinho. Após o Consequence Of Chaos, o guitarrista focou mais em suas turnês e, quando decidiu lançar um material novo, quis integrar diferentes fases de seu som, como Jazz Fusion, Flamenco Jazz e música de influência mediterrânea, em uma obra que visava equilíbrio entre expressão emocional e virtuosidade técnica. A produção, conduzida inteiramente por ele próprio, combina elementos elétricos e acústicos de maneira bastante integrada, destacando a guitarra em várias cores e timbres diferentes, desde o violão de cordas de nylon suave até guitarras elétricas de ataque mais incisivo. Além disso, não há presença de baixo elétrico tradicional, o que dá ao conjunto uma textura menos cheia; só que, no geral, muita coisa parece repetitiva e carece de mais acabamento. O repertório é mediano: tem canções boas e outras fraquíssimas. No final, é um disco irregular e bem cansativo. 

Melhores Faixas: Sierra, Cascade, Adour 
Piores Faixas: Esmeralda, Etcetera In E-Minor, La Lluvia

Twentyfour – Al Di Meola





















NOTA: 7,2/10


Então chegamos a 2024, quando foi lançado o último álbum até então do Al Di Meola, o Twentyfour. Após o Elysium, ele começou a preparar esse projeto na época da pandemia da COVID-19, quando passou a compor em isolamento, inicialmente com a ideia de um álbum mais acústico e introspectivo. Com o tempo, entretanto, a obra cresceu e evoluiu para algo mais expansivo, mesclando guitarras acústicas e elétricas, influências latinas e elementos sinfônicos ou camerísticos. A produção, feita como sempre por ele próprio, resulta em um som que alterna entre arranjos amplamente instrumentados e momentos mais intimistas ou acústicos. É quase uma aula de escrita sinfônica para guitarra, com momentos de grande amplitude emocional e outros de contato íntimo com o instrumento, apesar de haver algumas repetições. O repertório é bom: tem canções legais e outras sem graça. Mas, enfim, é um trabalho bom, apesar de poucas inovações. 

Melhores Faixas: Esmeralda, Ava's Dance In The Moonlight, Immeasurable Part 3, Precocious, Fandango, For Only You 
Piores Faixas: Paradox Of Puppets, Close Your Eyes, Testament 24, Eden, Genetik


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Analisando Discografias - Al Di Meola: Parte 2

                  

Elegant Gypsy – Al Di Meola





















NOTA: 10/10


No ano seguinte, foi lançado o espetacular e sensacional 2º álbum solo do Al Di Meola, o Elegant Gypsy. Após o Land of the Midnight Sun, que ainda carregava muito da estética e da urgência do Jazz Fusion herdado do Return to Forever, este novo projeto representa um salto de identidade. Aqui, Di Meola deixa de ser apenas o jovem prodígio da guitarra veloz e passa a afirmar uma linguagem própria, baseada em uma fusão muito mais consciente entre Jazz, Rock, música latina e referências mediterrâneas. A produção, feita obviamente por ele próprio, é extremamente cuidadosa e revela um controle muito maior do espaço sonoro em relação ao álbum anterior. O som é limpo, preciso e bem definido, permitindo que cada instrumento tenha uma função clara dentro dos arranjos. Com isso, percebe-se a influência do Jazz latino e do Flamenco nesse caldeirão elétrico. O repertório é sensacional, fazendo o álbum parecer até uma coletânea. Enfim, é um trabalho incrível e certamente um clássico. 

Melhores Faixas: Mediterranean Sundance, Flight Over Rio 
Vale a Pena Ouvir: Elegant Gypsy Suite, Race With Devil On Spanish Highway

Casino – Al Di Meola





















NOTA: 9,8/10


Outro ano se passou, e foi lançado outro trabalho fantástico dele, intitulado Casino. Após o excepcional Elegant Gypsy, ele decidiu avançar para um território mais urbano, funkado e acessível, refletindo também o contexto do final dos anos 70, quando o Jazz Fusion começava a flertar com formatos mais diretos e grooves mais pesados. Di Meola não abdica de sua palhetada agressiva e de sua obsessão rítmica, mas reorganiza esses elementos em estruturas mais compactas, com temas mais evidentes e arranjos menos labirínticos. A produção, feita mais uma vez pelo próprio guitarrista, é mais polida e controlada, com foco evidente na clareza dos grooves e no impacto rítmico. O som é mais seco, menos atmosférico e mais direto, privilegiando a seção rítmica e a articulação precisa da guitarra. O repertório é incrível, e as canções são bem mais cadenciadas e vibrantes. No fim, é um baita disco, que mostrou um lado ainda mais amplo. 

Melhores Faixas: Dark Eye Tango, Casino 
Vale a Pena Ouvir: Chasin' The Voodoo

Splendido Hotel – Al Di Meola





















NOTA: 8,6/10


Entrando nos anos 80, foi lançado mais um trabalho novo do Al Di Meola, o Splendido Hotel. Após o Casino, Di Meola passa a se enxergar menos como um guitarrista tradicional e mais como um compositor interessado em narrativa, atmosfera e imagem sonora. O disco surge em um contexto em que o Jazz Fusion dos anos 70 começava a perder força criativa. Muitos músicos migravam para formas mais acessíveis, enquanto outros buscavam novas estruturas conceituais, e com isso ele decidiu tentar fazer algo mais variado. A produção foi a mesma, só que ficou mais polida e atmosférica. O som é cuidadosamente equilibrado para evitar excessos: a guitarra elétrica surge com timbres mais suaves, frequentemente menos distorcidos, enquanto o violão acústico ganha destaque como elemento expressivo e não apenas técnico, além de arranjos limpos. O repertório é muito bom, e as canções ficaram mais variadas. Enfim, é um disco interessante e bem subestimado. 

Melhores Faixas: Splendido Sundance, Roller Jubilee, Silent Story In Her Eyes 
Vale a Pena Ouvir: Spanish Eyes, Alien Chase On Arabian Desert

Electric Rendezvous – Al Di Meola





















NOTA: 8,7/10


Dois anos depois, foi lançado outro disco, intitulado Electric Rendezvous (ainda bem que isso não é Hair Metal). Após o Splendido Hotel, Al Di Meola decidiu fazer um projeto que fosse uma resposta clara à necessidade de reativar a energia do Jazz-Rock, agora filtrada por um músico mais maduro, consciente de forma, timbre e estrutura, focando na precisão rítmica, no groove e na clareza composicional, mais do que na demonstração contínua de velocidade. A produção foi feita junto com Dennis Mackay e seguiu para um som seco, direto e extremamente definido, com a guitarra elétrica em posição frontal, ataque agressivo e pouco espaço para ambiências excessivas. A seção rítmica é tratada como eixo do álbum: baixo e bateria sustentam grooves sólidos, muitas vezes repetitivos, criando uma base quase hipnótica sobre a qual a guitarra se movimenta. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e dinâmicas. No geral, é um disco legal e até pesado. 

Melhores Faixas: Ritmo De La Noche, Cruisin' 
Vale a Pena Ouvir: God Bird Change, Passion, Grace & Fire

Scenario – Al Di Meola





















NOTA: 6/10


Mais um ano se passa, e então foi lançado o fraquíssimo álbum Scenario, que tentou ser mais acessível. Após o Electric Rendezvous, depois de muito resistir à sua sonoridade característica, Al Di Meola seguiu por um caminho que flerta abertamente com a música programada, o ambiente urbano e a estética do Pop instrumental dos anos 80; além disso, ele já estava decidido a sair da gravadora Columbia após este disco. A produção foi mais modernizada, com timbres digitais, uso intenso de sintetizadores, ritmos programados e uma sonoridade mais fria e artificial. Os arranjos são densos, mas não no sentido tradicional do Jazz Fusion; eles se sobrepõem em camadas eletrônicas, criando paisagens sonoras mais do que grooves. Há pouca margem para variações orgânicas e, com isso, parece faltar algo mais concreto, fazendo o álbum soar bastante repetitivo. O repertório é irregular: há canções legais e outras bem enjoativas. No final de tudo, é um trabalho mediano e inconsistente. 

Melhores Faixas: Scenario, African Night, Calliope 
Piores Faixas: Hypnotic Conviction, Island Dreamer, Scoundrel
 

Passion, Grace & Fire – John McLaughlin, Al Di Meola & Paco De Lucía





















NOTA: 8/10


Naquele mesmo ano, foi lançado um álbum colaborativo intitulado Passion, Grace & Fire. Após o Scenario, Al Di Meola havia recém se tornado amigo de Paco de Lucía, um dos maiores guitarristas de flamenco, e eles fariam uma turnê junto com John McLaughlin, que resultou no álbum ao vivo Friday Night in San Francisco, um grande sucesso. Agora, decidiram fazer um álbum de estúdio que fosse mais equilibrado e refinado. A produção, feita pelo trio, é extremamente limpa e transparente, com foco absoluto na articulação, no timbre e na dinâmica entre os três instrumentos. Não há artifícios: nada de overdubs excessivos, efeitos ou camadas artificiais. Cada instrumento cumpre um papel preciso: McLaughlin tende ao papel harmônico-modal, Di Meola à precisão rítmica, e Paco de Lucía ao centro expressivo e rítmico, com seu fraseado flamenco. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem aconchegantes. Enfim, é um ótimo álbum e bem consistente. 

Melhores Faixas: Orient Blue, Passion, Grace And Fire 
Vale a Pena Ouvir: Chiquito

Cielo E Terra – Al Di Meola





















NOTA: 6/10


Dois anos se passaram, e foi lançado novamente mais um trabalho solo dele, o Cielo e Terra. Após o Passion, Grace & Fire, este álbum surge como uma tentativa clara de reunificar polos opostos de sua linguagem: o elétrico e o acústico, o racional e o emocional, o rigor técnico e o lirismo mediterrâneo. Agora, já vinculado à Manhattan Records, ele se submete a uma lógica mais orgânica, devolvendo centralidade à melodia, ao violão acústico e à sensação de espaço humano. A produção foi feita por ele junto com David Baker e é mais quente, com a presença de elementos eletrônicos, mas usados de forma muito mais discreta, quase sempre como pano de fundo. O foco volta a ser o timbre natural da guitarra e do violão, com atenção especial à dinâmica e ao ataque das notas, mostrando influências do Flamenco Jazz e do estilo de Jazz associado à gravadora ECM. O repertório é muito bom, e as canções são bem atmosféricas. No fim, é um disco bacana e consistente. 

Melhores Faixas: Coral, Atavism Of Twilight 
Vale a Pena Ouvir: Cielo E Terra, Solace

Soaring Through A Dream – Al Di Meola Project





















NOTA: 8,2/10


Ainda naquele mesmo ano, foi lançado o álbum Soaring Through a Dream, do chamado Al Di Meola Project. Após o Cielo e Terra, Di Meola decidiu fazer um projeto que fosse um espaço de experimentação mais leve, atmosférica e contemplativa, menos preocupado com afirmações de identidade e mais com fluxo e sensação. O uso do nome “Project” não é casual: ele indica uma obra menos autorreferente e menos centrada na figura do guitarrista virtuoso, já que ele reúne uma formação com Phil Markowitz (teclados), Chip Jackson (baixo), Danny Gottlieb (bateria) e Airto Moreira (percussão). A produção, feita junto com David Baker, resulta em uma sonoridade etérea e polida. Os timbres são suaves, com guitarras elétricas pouco distorcidas, violões delicados e teclados que funcionam como camadas de ar e luz, combinando Jazz Fusion, New Age e Smooth Jazz. O repertório é muito bom, e as canções são bem suaves. No fim, é um disco interessante e atmosférico. 

Melhores Faixas: Capoeira, Marina (Airto arriscou nos vocais aqui) 
Vale a Pena Ouvir: Soaring Through A Dream

Tirami Su – Al Di Meola Project





















NOTA: 8/10


Mais dois anos se passam, e foi lançado outro álbum dessa fase, o Tirami Su, que tem um contexto diferente. Após o Soaring Through a Dream, a formação que Al Di Meola havia montado acabou se desmanchando, e com isso ele teve que reunir alguns músicos desconhecidos para fazer parte do projeto. Com esse disco, ele buscou criar uma obra de atmosfera, feita para fluir, para acompanhar estados de espírito, para existir mais como ambiente do que como discurso. A produção, feita por ele mesmo, é bem mais elegante, com timbres quentes, especialmente no violão, enquanto a guitarra elétrica aparece com ataques suaves e sustain controlado. Os teclados continuam presentes, mas agora plenamente integrados ao conjunto, nunca dominando a cena. A seção rítmica trabalha de maneira discreta, muitas vezes sugerindo pulsos em vez de estabelecer grooves marcados. O repertório é até bacana, com as canções sendo mais técnicas. Mas, enfim, é um disco bom, apesar de faltar algo mais. 

Melhores Faixas: Song To The Pharaoh Kings, Rhapsody Of Fire 
Vale a Pena Ouvir: Song With A View, Arabella, Maraba

World Sinfonia – Al Di Meola





















NOTA: 8,3/10


Indo para 1991, foi lançado outro trabalho de Al Di Meola, o World Sinfonia (que não é tão mundial assim). Após o Tirami Su, Di Meola entra nos anos 90 com uma decisão clara: o centro de sua música volta a ser o violão acústico, e não mais a guitarra elétrica ou os arranjos eletrônicos. Com isso, ele decidiu fazer um trabalho voltado para a música latina e hispano-americana. A produção, conduzida por ele próprio, é sóbria, natural e centrada no timbre acústico. O violão aparece em primeiro plano, com captação limpa, dinâmica ampla e sensação de espaço real. Os arranjos privilegiam instrumentos acústicos (violões adicionais, percussões leves, entre outros), sempre usados com parcimônia. Nada soa excessivo ou ornamental, seguindo um cruzamento direto com a nova identidade que o Flamenco e o Tango conquistaram a partir dos anos 70. O repertório é muito bom, e as canções são mais puxadas para o sentimentalismo. No fim, é um ótimo disco e bem tematizado. 

Melhores Faixas: Tango Suite Part I & II (Allegro), La Cathedral, Last Tango For Astor 
Vale a Pena Ouvir: Orient Blue, No Mystery

Kiss My Axe – The Al Di Meola Project





















NOTA: 8/10


E aí, já perto do fim daquele ano, foi lançado mais um trabalho dele, o Kiss My Axe. Após o World Sinfonia, Al Di Meola sentia a necessidade de reafirmar sua identidade elétrica, mas sem simplesmente retornar ao Jazz Fusion agressivo dos anos 70. Assim, fez um disco que consegue dialogar diretamente com o início dos anos 90, absorvendo referências contemporâneas sem abdicar da assinatura pessoal. A produção, feita junto com Barry Miles, é encorpada e extremamente bem controlada. A guitarra elétrica volta ao centro, mas com timbres mais densos, sustain longo e menos ataque percussivo. Os teclados aparecem com força, criando camadas atmosféricas que aproximam o disco do Pop Rock da época. A bateria e o baixo sustentam grooves sólidos, frequentemente simples, mas eficazes. É um álbum que valoriza a clareza estrutural, e não a complexidade excessiva. O repertório é muito legal, e as canções são bem cadenciadas. Enfim, é um disco interessante e coeso. 

Melhores Faixas: Phantom, Kiss My Axe 
Vale a Pena Ouvir: Purple Orchids, Morocco, One Night Last June

Orange And Blue – Al Di Meola





















NOTA: 8,5/10


Três anos depois, Al Di Meola retorna com mais um álbum novo, o Orange and Blue. Após o Kiss My Axe, ele não quis fazer um projeto de afirmação, nem técnica, nem histórica. O álbum nasce como uma obra de síntese madura, onde convivem Jazz, música latina, Tango, referências mediterrâneas e um senso muito refinado de composição. Assim, faz um trabalho que soa menos conceitual e mais orgânico, quase como um diário musical, com muitas influências tiradas de sua passagem pela Grécia. A produção, feita junto com Hernán Romero, é transparente, equilibrada e profundamente musical. A guitarra elétrica e o violão coexistem com naturalidade, sem hierarquia rígida. A seção rítmica é elegante e sempre a serviço do groove, nunca da demonstração técnica, enquanto os teclados aparecem de forma discreta, criando texturas suaves. O repertório é muito legal, e as canções são mais melódicas. No geral, é um trabalho interessante e profundo. 

Melhores Faixas: This Way Before, Precious Little You, Cyprus 
Vale a Pena Ouvir: Theme Of The Mother Ship, Chilean Pipe Song, Orange And Blue

Então é isso, um abraço e flw!!!                 

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