quinta-feira, 9 de julho de 2026

Analisando Discografias - Breakbot

                  

Baby I'm Yours – Breakbot





















NOTA: 5/10


Em 2010, o Breakbot lançava um EP intitulado Baby I'm Yours, que trazia algo interessante. O produtor francês Thibaut Berland começou sua carreira em 2006. Anteriormente, trabalhava com computação gráfica e foi o responsável pelo design da nave espacial presente no primeiro álbum do Justice. No entanto, ele já lançava algumas músicas e remixes até assinar com a gravadora Ed Banger. A produção, feita por ele próprio, resgata elementos clássicos da Disco Music e do Funk setentista, com uma produção extremamente limpa e detalhada. As baterias possuem caixas suaves, grooves precisos e uma sensação de músicos tocando juntos. Os sintetizadores têm aquelas camadas que dão um ar de nostalgia, e as guitarras possuem timbres limpos e ritmos sincopados. O repertório é legal e conta com canções divertidas; apenas os remixes acabam prejudicando o conjunto. Mas, enfim, mesmo sendo um trabalho mediano, trouxe algo promissor. 

Melhores Faixas: Baby I'm Yours, Make You Mine 
Piores Faixas: Baby I'm Yours (os dois remixes do Siriusmo e La Funk Mob)
  

By Your Side – Breakbot





















NOTA: 8,4/10


Dois anos se passaram, o Breakbot lançava seu álbum de estreia, o By Your Side. Após o EP Baby I'm Yours, ele já havia se tornado um dos nomes mais promissores da nova geração da música eletrônica francesa, mas ainda existia uma dúvida sobre sua capacidade de sustentar um álbum inteiro. Em vez de seguir as tendências do EDM, decidiu aprofundar sua identidade musical baseada na nostalgia da Disco music e do Funk. A produção segue uma proposta mais orgânica e limpa. Os sintetizadores têm timbres que lembram os instrumentos analógicos dos anos 80. As linhas de baixo são profundas, e as guitarras aparecem constantemente, utilizando ritmos sincopados inspirados no Funk clássico e em bandas como o Chic. A bateria também é bastante variada, resultando em uma fusão de Nu-Disco e Funktronica. O repertório é muito bom, e as canções são envolventes e suaves. Enfim, é um disco de estreia muito legal bastante coeso. 

Melhores Faixas: Baby I'm Yours, You Should Know, One Out Of Two, Why, Intersection 
Vale a Pena Ouvir: Programme, By Your Side Part 2, A Mile Away

Still Waters – Breakbot





















NOTA: 8/10


Quatro anos se passaram, e o Breakbot lançou seu último álbum até o momento, o Still Waters. Após o By Your Side, o EDM comercial ainda dominava parte do mercado, mas também havia um crescente interesse pelo retorno das sonoridades da Disco Music. Nesse contexto, o DJ, junto de seu parceiro Irfane, decidiu não realizar uma mudança radical em sua identidade. Em vez disso, procurou amadurecer sua proposta artística, tornando-a mais sofisticada e introspectiva. A produção seguiu um caminho em que se juntam Nu-Disco, Synth Funk e traços do R&B, mas seguindo uma abordagem mais elegante e menos imediata. Os sintetizadores possuem timbres analógicos extremamente suaves, as linhas de baixo ficaram mais controladas, as guitarras são bastante funkeadas e as baterias apresentam grooves discretos e extremamente precisos. O repertório é muito bom, e as canções são bastante divertidas. No geral, é um álbum bem bacana e acessível. 

Melhores Faixas: Get Lost, Arrested 
Vale a Pena Ouvir: Turning Around, All It Takes, The Sweetest Romance, In Return


                                                                                        É isso, então flw!!!          

Analisando Discografias: Magic Man

                  

Real Life Color – Magic Man





















NOTA: 7/10


No ano de 2010, o Magic Man lançava seu álbum de estreia, intitulado Real Life Color. A banda foi formada um ano antes por um grupo de universitários de Boston, Massachusetts, liderado por Alex Caplow (vocais) e Sam Lee (guitarras e teclados), e com o tempo teve a entrada de Gabe Goodman (baixo), Justine Bowe (teclados) e Joey Sulkowski (bateria). Eles traziam uma abordagem bem romantizada, vinda do Synth-pop dos anos 80 e de melodias do Indie Pop. A produção, feita pela própria banda, é extremamente polida e aposta em uma sonoridade ampla. Os sintetizadores dominam, criando texturas luminosas. As guitarras aparecem de forma mais discreta, servindo principalmente para dar corpo aos arranjos, enquanto o baixo e a bateria mantêm ritmos dançantes e energéticos. Além disso, os vocais suaves do Alex se destacam. O repertório é legal, com canções divertidas e outras mais fraquinhas. Enfim, é um ótimo trabalho, mostrando que estavam no caminho certo. 

Melhores Faixas: Polygons, Darling, Daughter, Layers 
Piores Faixas: Like Sailors, Monster

Before The Waves – Magic Man





















NOTA: 8/10


Quatro anos depois, a banda lançou seu 2º e último álbum, o Before The Waves. Após o Real Life Color, o Magic Man teve uma crescente popularidade dentro da cena Indie. Diferentemente do álbum de estreia, que funcionava como uma declaração de intenções, este acabou sendo uma obra de transição, expandindo algumas ideias que a banda já havia apresentado anteriormente e reforçando sua identidade musical, muito porque eles tinham mais recursos, já que estavam na gravadora Columbia. A produção, feita por Alex Aldi, deixou o som mais limpo, com os sintetizadores preenchendo os arranjos com camadas brilhantes e criando uma atmosfera quase cinematográfica. As guitarras funcionam mais como um complemento melódico, e os vocais do Alex são bem variados, resultando em um Synth-pop com Indie Pop. O repertório é muito bom, e as canções são bastante envolventes. No fim, é um ótimo disco, e é uma pena que eles também tenham acabado. 

Melhores Faixas: Tonight, Paris, Waves, Chicagoland 
Vale a Pena Ouvir: Apollo, It All Starts Here, Too Much


quarta-feira, 8 de julho de 2026

Analisando Discografias: Frankie Knuckles

                  

Ultimate Production – Frankie Knuckles




















NOTA: 8/10


No ano de 1987, o lendário Frankie Knuckles lançava o esquecido EP Ultimate Production. O DJ, nascido em Nova Iorque, havia se mudado para Chicago nos anos 70 e, em 1977, tornou-se DJ da boate Warehouse, onde, naquele período, bombava a Disco music. Só que, na transição dos anos 70 para os anos 80, aconteceu a Disco Demolition Night, liderada pelo radialista e rockeiro Steve Dahl. Para sobreviver, Knuckles passou a estender introduções e breaks, além de adicionar novas batidas para revitalizar antigos sucessos, formando assim a House music. A produção, feita por ele próprio, apresenta arranjos que evoluem lentamente, adicionando e retirando elementos para manter uma constante sensação de movimento. A utilização da Roland TR-909 deixa um bumbo firme, caixas secas e hi-hats extremamente definidos. O repertório contém quatro faixas muito legais e envolventes. No geral, é um EP muito bom e que mostrou um pouco daquela cultura periférica. 

Melhores Faixas: Your Love, Baby Wants To Ride 
Vale a Pena Ouvir: Cold World, Bad Boys

Beyond The Mix – Frankie Knuckles





















NOTA: 9/10


Em 1991, o Frankie Knuckles lançava seu álbum de estreia, intitulado Beyond The Mix. Após o EP Ultimate Production, Knuckles buscava um trabalho que mostrasse uma visão mais ampla da música eletrônica, optando por explorar diferentes atmosferas e aproximando a House de influências vindas do Soul, Jazz, Funk e do emergente Chillout. A produção é orgânica, com um som extremamente limpo e sofisticado para a época. As programações eletrônicas permanecem centrais, mas nunca parecem artificiais. As baterias combinam elementos do Chicago House com percussões orgânicas; os baixos sintetizados têm um padrão repetitivo e melódico, além da presença de pianos elétricos, pads atmosféricos e sintetizadores analógicos. Há também os vocais das cantoras, que aparecem em destaque, com o DJ valorizando suas nuances. O repertório é ótimo, e as canções são bem suaves e até atmosféricas. No fim, é um belo álbum, extremamente coeso. 

Melhores Faixas: The Whistle Song, Rain Falls, Soon I Will Be Done, It's Hard Sometime, Right Thing 
Vale a Pena Ouvir: Sold On Love, Party At My House

                                                                                   Então é isso e flw!!!                  

Analisando Discografias - Duquesa

                  

Taurus – Duquesa





















NOTA: 1/10


Em 2023, a Duquesa lançava sua mixtape intitulada Taurus, que trazia algo até que interessante. A rapper, vinda de Feira de Santana, na Bahia, começou sua trajetória por volta de 2015, quando participou de alguns trabalhos locais, mas foi apenas em 2019 que ela começou a lançar singles de forma frequente, tanto que chegou a assinar com a Boogie Naipe, onde lançou o EP Sinto Muito, em 2022. Neste projeto, apresenta uma personagem muito mais segura, agressiva e consciente do próprio valor, inspirada naquele conceito do Days Before Rodeo. A produção, feita por Go Dassisti e THS, traz beats pesados, graves marcantes, sintetizadores modernos e uma mistura equilibrada entre melodias suaves e transições eficientes que transitam entre Trap e R&B, mas o problema é que tudo soa repetitivo e os flows dela são simplistas. O repertório é fraco, principalmente porque as canções têm uma lírica previsível. Enfim, é um projeto sem graça e cansativo. 

Melhores Faixas: (.........................................) 
Piores Faixas: Taurus, Glória, 99 Problemas, Única

Taurus, Vol. 2 – Duquesa





















NOTA: 1,4/10


No ano seguinte, a Duquesa lançou seu álbum de estreia, o Taurus, Vol. 2, que foi um trabalho mais extenso. Após o lançamento da mixtape, a rapper se tornou um dos principais nomes do rap feminino desta geração e, para esse álbum, decidiu apresentar algo mais maduro, ambicioso e disposto a experimentar novos caminhos sonoros. A produção, feita por Go Dassisti, Iuri Rio Branco, THS, 20prettyhusky, AmandesNoBeat e Bymd.wav, aposta em beats mais orgânicos e variados, com graves fortes, sintetizadores limpos e uma mixagem equilibrada. Aqui, há uma junção do Trap, Drill, R&B contemporâneo e até um pouco do Grime, mas os flows soam bastante repetitivos, dando a sensação de que tudo é praticamente igual. O repertório, novamente, é péssimo, e as canções são bastante genéricas e soam como uma colcha de retalhos de palavras de empoderamento. Enfim, é um álbum ruim e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: (...........................................) 
Piores Faixas: Milionário e José Rico (Jovem Dex tava perdido), Só um Flerte, Disk P@#$%&! (Tasha & Tracie fazendo nada de especial), Primeiro de Maio (Gostosas Inteligentes), Banco do Carona (Baco do Fetiche é difícil de tolerar)
  

Six. – Duquesa





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2025, quando a Duquesa lança um EP intitulado SIX., que serviu como um experimento de ideias. Após o Taurus, Vol. 2, a rapper decidiu lançar um EP cujo objetivo era explorar a pluralidade da música preta e experimentar novas batidas e linguagens, sem ficar presa a uma única direção estética. A produção, feita mais uma vez por Go Dassisti e THS, agora com a presença do IORIGUN, aposta em beats mais orgânicos, mas, claro, seguindo uma abordagem limpa, com a presença de graves constantes, hi-hats precisos e sintetizadores discretos, transitando entre o Trap e influências de Hyphy, Ratchet e até Indie Rock. Mesmo assim, tudo soa bastante repetitivo e com uma lírica que parece ter sido gerada pelo ChatGPT. O repertório é curto, mas as canções são bem sem graça e não têm nada de especial. No fim, é um trabalho que, apesar de interessante, soa apressado. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: Quantas coisas cabem na minha bag?, Fuso e Fuso (Remix) (tanto a versão original quanto essa versão com TZ são bem chatinhas)

     

terça-feira, 7 de julho de 2026

Review: Splat! do Deep Purple

                     

Splat! – Deep Purple





















NOTA: 1,3/10


Recentemente, o Deep Purple retornou lançando um novo disco, intitulado Splat!. Após o =1, que serviu para apresentar Simon McBride como substituto definitivo de Steve Morse, a banda demonstrou confiança renovada. Ian Gillan afirmou que queria um álbum cuja energia remetesse diretamente ao período clássico entre 1969 e 1973, especialmente a discos como In Rock e Machine Head. A produção, feita mais uma vez por Bob Ezrin, aposta em uma sonoridade mais orgânica e pesada. As guitarras apresentam até riffs interessantes, a cozinha rítmica é sólida, o Hammond, os sintetizadores e o piano do Don Airey aparecem de forma constante, e os vocais do Gillan continuam expressivos. Mas, no geral, é apenas um trabalho de Hard Rock com traços do Rock Progressivo, cheio de clichês e que soa bastante monótono. O repertório é chatinho, com canções bastante genéricas. No fim, é só mais um disco fraco e ruim da banda. 

Melhores Faixas: (............................) 
Piores Faixas: The Beating Of Winds, The Rider, Third Call, Diablo, My New Movie

                                                                                        É isso, então flw!!!         

Analisando Discografias - Acid Bath

                  

When The Kite String Pops – Acid Bath





















NOTA: 10/10


No ano de 1994, o Acid Bath lançava seu álbum de estreia, o fenomenal When The Kite String Pops. A banda foi formada em 1991, na cidade de Houma, Louisiana, por Dax Riggs nos vocais, Sammy Duet e Mike Sanchez nas guitarras, Audie Pitre no baixo e Jimmy Kyle na bateria. Eles já tinham um material conhecido por apresentações na cena de NOLA e por gravações demo. Além disso, a capa do álbum, que é um autorretrato do serial killer John Wayne Gacy, tornou-se um de seus elementos mais marcantes. A produção, feita por Spike Cassidy, Greg Troyner e pela própria banda, é bastante crua. As guitarras têm uma afinação extremamente baixa e apresentam enorme peso, a cozinha rítmica é bastante expressiva e os vocais do Dax são bem variados, resultando em um trabalho de Sludge Metal que dialoga com Death Metal, Grunge e Stoner Metal. O repertório é sensacional, parecendo até uma coletânea. No fim, é um disco fantástico e uma completa obra-prima. 

Melhores Faixas: The Blue, Scream Of The Butterfly, Dr. Seuss Is Dead, Tranquilized, Cheap Vodka, Cassie Eats Cockroaches, Jezebel, Fingerpaintings Of The Insane 
Vale a Pena Ouvir: Dope Fiend, Toubabo Koomi

Paegan Terrorism Tactics – Acid Bath





















NOTA: 9,8/10


Dois anos se passaram, e o Acid Bath lançava seu 2º e último álbum, o Paegan Terrorism Tactics. Após When The Kite String Pops, este novo trabalho mostrava um grupo ainda mais confiante para expandir seus horizontes. Em vez de repetir a mesma fórmula, a banda procurou explorar uma dinâmica mais ampla, equilibrando momentos de extrema violência com passagens mais melódicas. A produção, feita por Keith Falgout, manteve o som pesado e orgânico, mas apresenta uma mixagem mais limpa. As guitarras continuam formando uma parede sonora extremamente densa, mas com maior variação de timbres. O baixo é bastante presente, a bateria é bastante dinâmica e os vocais de Dax são mais teatrais e emocionais. Com isso, o Sludge Metal passa a dialogar ainda mais com o Grunge e o Metal Gótico. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem pesadas. No fim, é um baita disco e, depois disso, a banda acabou muito por conta da morte do baixista Audie Pitre. 

Melhores Faixas: Bleed Me An Ocean, Venus Blue, Graveflower, Paegan Love Song, 13 Fingers, Diab Soule 
Vale a Pena Ouvir: New Corpse, Dead Girl


Analisando Discografias - Big L

                  

Lifestylez Ov Da Poor & Dangerous – Big L





















NOTA: 10/10


Em 1995, o Big L lançava seu álbum de estreia, o sensacional Lifestylez Ov Da Poor & Dangerous. O rapper novaiorquino começou sua trajetória por volta de 1992 e já havia conquistado enorme respeito no circuito underground graças às suas batalhas de freestyle. Desde muito jovem, chamava atenção pela facilidade em construir rimas internas extremamente complexas, jogos de palavras inteligentes e punchlines devastadoras, o que despertou o interesse da gravadora Columbia, que o contratou. A produção, feita por Buckwild, Lord Finesse, Showbiz e Craig Boogie, traz beats pesadas, baterias secas, caixas marcantes, linhas de baixo profundas e samples de Soul, Jazz e Funk precisos, que se encaixam perfeitamente com os flows improvisados e técnicos do L, resultando em um trabalho que transita pelo Boom Bap e, em alguns momentos, pelo Horrorcore. O repertório é sensacional, parecendo até uma coletânea. No fim, é um baita disco e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: Put It On, MVP, Street Struck, All Black, No Endz, No Skinz
Vale a Pena Ouvir: Fed Up Wit The Bullshit, Da Graveyard (olhos no jovem Jay-Z), Danger Zone

The Big Picture – Big L





















NOTA: 9/10


Cinco anos depois, o Big L lançava seu 2º álbum que se tornou um lançamento póstumo, o The Big Picture. Após o Lifestylez Ov Da Poor & Dangerous, L estava trabalhando intensamente em um novo disco que representaria uma evolução artística significativa, tanto em termos de produção quanto de projeção comercial. Só que infelizmente no dia 15 de fevereiro de 1999, o rapper foi assassinado onde na época foi falado que seu amigo de infância Gerard Woodley tinha o baleado, mas ele foi liberado por falta de provas. E até hoje ninguém sabe autor do crime. Produção contou com DJ Premier, Lord Finesse, Pete Rock e entre outros, que ainda seguiram a temática do Boom Bap, só que as beats são mais variadas e cinematográficos. As baterias continuam secas e pesadas e se percebe uma evolução nos flows do Big L. O repertório é muito bom, e as canções são bem profundas e energéticas. No geral, é um ótimo disco e que é muito variado. 

Melhores Faixas: The Enemy (Fat Joe amassou), '98 Freestyle, Flamboyant, Deadly Combination, Platinum Plus (ótima feat do Big Daddy Kane), Ebonics, The Heist Revisited
Vale a Pena Ouvir: Holdin' It Down, Size 'Em Up, The Triboro
  

Harlem's Finest: Return Of The King – Big L





















NOTA: 8/10


Em 2025, foi lançado, certamente, o último lançamento póstumo do Big L, o Harlem's Finest: Return Of The King. Após o The Big Picture, esse projeto faz parte da série "Legend Has It...", idealizada pela Mass Appeal para celebrar artistas fundamentais da história do Rap por meio de novos lançamentos baseados em arquivos inéditos, gravações raras e material restaurado. Não existe um projeto original concebido pelo rapper com esse nome. Em vez disso, o disco reúne gravações realizadas entre 1992 e 1999, incluindo freestyles, demos e músicas inacabadas. A produção contou com G Koop, Malay, Lord Finesse, Beat Butcha e outros, que seguiram a estética do Boom Bap, com baterias secas, linhas de baixo marcantes, samples de Soul e Jazz e scratches precisos, criando um equilíbrio entre o moderno e o clássico. O repertório é muito bom, com canções interessantes, embora algumas pareçam muito soltas. Enfim, é um álbum legal que respeita o legado do rapper. 

Melhores Faixas: 7 Minute Freestyle (Jay-Z lá de 95), Forever (Mac Miller de 2010), RHN (Real Harlem Niggas), Fred Samuel Playground (ótima feat do Method Man), How Will I Make It (Park West High School Mix), u aint gotta chance (Nas mandou bem) 
Piores Faixas: Doo Wop Freestyle ('99), Put The Mic Down

    

Analisando Discografias - Breakbot

                   Baby I'm Yours – Breakbot NOTA: 5/10 Em 2010, o Breakbot lançava um EP intitulado Baby I'm Yours, que trazia algo...