sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Whitesnake: Parte 1

                 

Trouble – Whitesnake





















NOTA: 8/10


No ano de 1978, o Whitesnake lançava seu álbum de estreia, intitulado Trouble, que trazia uma proposta interessante. Após o lançamento do Come Taste The Band com o Deep Purple, David Coverdale acabou saindo e decidiu seguir carreira solo, e um de seus discos levava o nome da banda que conhecemos hoje. Como teve a participação de vários músicos, foi montando uma banda de apoio com Coverdale: Micky Moody e Bernie Marsden nas guitarras, Neil Murray no baixo, Jon Lord nos teclados e Dave Dowle na bateria, com eles assinando com a EMI. A produção, feita por Martin Birch, deixou um som orgânico e direto, fazendo uma junção clara do Hard Rock com o Blues Rock. As guitarras possuem momentos cortantes, a cozinha rítmica é bastante sólida e os teclados servem como complemento. Já os vocais do David Coverdale são bem expressivos. O repertório é legalzinho, tendo canções envolventes. No fim, é um ótimo disco e mostrou algo promissor. 

Melhores Faixas: Love To Keep You Warm, The Time Is Right For Love 
Vale a Pena Ouvir: Lie Down (A Modern Love Song), Trouble, Take Me With You

Lovehunter – Whitesnake





















NOTA: 8,7/10


No ano seguinte, o Whitesnake lançava seu 2º álbum, intitulado Lovehunter (oh, capa medonha). Após o Trouble, o Whitesnake começava a ganhar mais espaço dentro da cena britânica. O grupo ainda estava muito distante do fenômeno comercial que se tornaria na década seguinte, mas já havia uma evolução evidente. Coverdale estava ficando mais seguro como compositor e frontman, enquanto a parceria com Bernie Marsden produzia algumas das composições mais fortes dessa primeira fase, que foi chamada de fase do chapéu e bigode. A produção, feita mais uma vez por Martin Birch, deixou um som orgânico e convencional. As guitarras possuem riffs precisos, com alguns momentos em que aparece o slide e frases bluesísticas. A cozinha rítmica é bem sólida, os teclados servem como camada e os vocais do David Coverdale são bem seguros. O repertório é ótimo, e as canções são bem energéticas e melódicas. No final, é um belo álbum e mostrou algo mais ambicioso. 

Melhores Faixas: Walking In The Shadow Of The Blues, Long Way From Home, Mean Business, You 'n' Me 
Vale a Pena Ouvir: Outlaw, Love Hunter, Help Me Thro' The Day

Ready An' Willing – Whitesnake





















NOTA: 9/10


Entrando nos anos 80, o Whitesnake lançava seu 3º álbum de estúdio, o Ready An' Willing. Após o Lovehunter, Dave Dowle deixou a banda e Ian Paice entrou em seu lugar. A chegada de Paice foi especialmente significativa porque reunia novamente três ex-integrantes do Deep Purple: Coverdale, Lord e Paice. Mas a grande diferença é que o Whitesnake já tinha desenvolvido personalidade suficiente para que essa reunião não soasse simplesmente como uma continuação do Deep Purple. A produção foi para uma sonoridade pesada, só que bem mais limpa. A bateria do Ian Paice é bastante presente, dialogando com as guitarras, que ficaram relativamente cruas, mas agora parecem mais bem integradas ao restante da banda. Enquanto os teclados e o baixo complementam os espaços, os vocais do Coverdale são bem calorosos. O repertório é incrível, e as canções são bem divertidas e variadas. No final, é um baita disco e mostrou uma grande evolução. 

Melhores Faixas: Fool For Your Loving, Ain't Gonna Cry No More, Black And Blue, Ready An' Willing 
Vale a Pena Ouvir: Blindman, She's A Woman, Sweet Talker

Come An' Get It – Whitesnake





















NOTA: 8,7/10


Mais um ano se passou, e o Whitesnake volta lançando mais um álbum novo, o Come An' Get It. Após o Ready An' Willing, eles haviam passado da condição de projeto ligado ao passado do David Coverdale no Deep Purple para uma banda com identidade própria dentro do Hard Rock britânico. O objetivo para esse projeto foi manter o Blues e o Hard Rock como fundamentos, mas passar a trabalhar com músicas mais diretas e uma sonoridade progressivamente mais acessível. A produção, como dito, foi para um caminho bem mais limpo, só que sem tirar aquele peso. As guitarras são bem equilibradas, com riffs bluesísticos e pequenas interações entre os instrumentos. A bateria do Ian Paice é bastante orientada ao groove, e o baixo do Neil Murray possui linhas melódicas. Enquanto os teclados do Jon Lord são bem servidos, os vocais do Coverdale são bem melódicos. O repertório é muito legal, e as canções são bastante envolventes. Enfim, é um ótimo disco e que foi um pouco mais amplo. 

Melhores Faixas: Don't Break My Heart Again, Would I Lie To You, Wine, Women An' Song 
Vale a Pena Ouvir: Lonely Days, Lonely Nights, Come An' Get It, Till The Day I Die

Saints & Sinners – Whitesnake





















NOTA: 9,2/10


Se passou então mais um ano, e o Whitesnake lançava o seu maravilhoso 5º álbum, o Saints & Sinners. Após o Come An’ Get It, eles já tinham conquistado uma posição importante no Hard Rock britânico, mas internamente começavam a aparecer problemas relacionados à direção musical, ao gerenciamento e às próprias relações entre os integrantes. Ao mesmo tempo, David Coverdale queria levar o grupo para um nível maior, enquanto parte da formação ainda estava muito ligada ao Blues Rock que havia definido os primeiros discos. A produção ficou nas mãos do Guy Bidmead, mas, devido a vários problemas, foi terminada pelo Martin Birch, que deixou um som bastante orgânico. As guitarras possuem bastante peso e um toque mais bluesístico. A bateria é bastante firme, o baixo é sustentável e os teclados são bem profundos. O repertório é incrível, e as canções são bastante energéticas. No final de tudo, é um baita disco, mesmo em um período conturbado. 

Melhores Faixas: Here I Go Again (original), Young Blood, Crying In The Rain, Victim Of Love, Saints An' Sinners 
Vale a Pena Ouvir: Rough An' Ready, Rock An' Roll Angels

Slide It In – Whitesnake





















NOTA: 9,4/10


Dois anos depois, o Whitesnake lançava mais um álbum novo, o expressivo Slide It In. Após o Saints & Sinners, aconteceu um verdadeiro vai e vem na banda: Bernie Marsden havia saído, e Mel Galley assumiu uma posição ainda mais importante nas guitarras, ao lado de Micky Moody. Colin Hodgkinson entrou no baixo, enquanto Jon Lord continuava nos teclados. A principal mudança, porém, estava na bateria. Cozy Powell substituiu Ian Paice, trazendo uma abordagem muito mais pesada e explosiva. A produção seguiu um som bem mais pesado e robusto, mostrando o melhor que eles faziam do Hard Rock com Blues Rock. As guitarras são bastante pesadas e musculosas, o baixo é bem mais melódico, os teclados preenchem os espaços e a bateria do Powell é extremamente impactante, complementada pelos vocais variados de Coverdale. O repertório é incrível, e as canções são todas bem divertidas e suaves. Mas, enfim, é outro baita disco, antes de uma transformação. 

Melhores Faixas: Love Ain't No Stranger, Slow An' Easy, Gambler, Standing In The Shadow, Give Me More Time 
Vale a Pena Ouvir: Spit It Out, Guilty Of Love

Whitesnake – Whitesnake





















NOTA: 10/10


Então chegamos onde o Whitesnake explode de vez com seu clássico álbum de 1987. Após o Slide It In, a banda estava praticamente desmanchada, só que a grande peça dessa nova fase foi John Sykes. Sua participação no álbum anterior já havia mostrado uma abordagem de guitarra muito mais pesada e agressiva, e agora ele se tornou o principal parceiro de Coverdale na composição. Com isso, a formação foi fechada com Neil Murray no baixo e Aynsley Dunbar na bateria. A produção, feita por Mike Stone e Keith Olsen, colocou uma abordagem polida e poderosa, dialogando não só com o Hard Rock tradicional, como também com o Glam Metal e o AOR. As guitarras possuem riffs grandes, os solos são longos e a distorção é muito mais agressiva. A bateria tem muita força, o baixo é bastante complementar e os vocais do Coverdale são bem variados. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. No fim, é um baita disco e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Is This Love, Here I Go Again 87, Still Of The Night, Give Me All Your Love, Don't Turn Away, Bad Boys 
Vale a Pena Ouvir: Crying In The Rain, Children Of The Night

Slip Of The Tongue – Whitesnake





















NOTA: 8,7/10


Se passaram dois anos, o Whitesnake lançava seu 8º álbum, o Slip Of The Tongue. Após o álbum autointiulado, que consolidou eles como uma das principais bandas do planeta rivalizando com Bon Jovi, Van Halen, Motley Crue e entre outros. A banda queria continuar se mantendo no topo em meio a mudanças de formação que ficou com Rudy Sarzo no baixo, Tommy Aldridge na bateria, Steve Vai na guitarra sendo que inicialmente seria Adrian Vandenberg, mas devido uma lesão na mão ele ficou apenas como compositor. Produção foi bastante acessivel e que foi feita para tocar nas rádios, colocanddo muito elemento do Hard Rock farofa. Com as guitarras do Steve Vai utiliza uma quantidade enorme de efeitos e técnicas virtuosísticas. A cozinha ritmica sendo bastante eficiente e impactante e os vocais do Coverdale sempre no centro. O repertório é bem legal, e as canções são bastante vibrantes. Enfim, é um ótimo disco e que é muito subestimado. 

Melhores Faixas: Now You're Gone, Sailing Ships, Fool For Your Loving, The Deeper The Love 
Vale a Pena Ouvir: Slip Of The Tongue, Judgment Day, Cheap An' Nasty

Restless Heart – David Coverdale & Whitesnake





















NOTA: 4/10


No ano de 1997, e o Whitesnake lançava outro ‘‘álbum’’ intitulado Restless Heart. Após o Slip Of The Tongue, esse trabalho novo, na verdade, seria um projeto solo do David Coverdale, porém a gravadora EMI exigiu que ele colocasse o nome do Whitesnake, o que foi um dos motivos para a rescisão da banda com eles. A proposta era basicamente tentar resgatar o melhor que o grupo conseguiu entregar, principalmente na fase do chapéu e bigode. A produção, feita pelo próprio Coverdale, colocou um som polido e que não abre mão da agressividade. Mas o problema é que ele conseguiu fazer um trabalho de Hard Rock extremamente genérico e sem coesão. As guitarras do Adrian Vandenberg estão extremamente comprimidas, e a seção rítmica soa bem monótona. Além disso, o uso de teclados é muito desconexo. O repertório é péssimo, e as canções são bastante fracas, com poucas exceções. Enfim, é um álbum fraquíssimo e que não serviu de nada. 

Melhores Faixas: Too Many Tears, Woman Trouble Blues, Can't Go On, All In The Name Of Love 
Piores Faixas: Don't Fade Away, Restless Heart, Your Precious Love, Crying, Anything You Want

Good To Be Bad – Whitesnake





















NOTA: 5/10


Foi apenas onze anos depois que o Whitesnake retornou com um novo álbum, o Good To Be Bad. Após o Restless Heart, Coverdale decidiu recuperar o Hard Rock clássico da banda, mas combiná-lo com a sonoridade pesada e moderna dos anos 2000. A mudança mais importante está na guitarra. Doug Aldrich torna-se o principal parceiro de composição. Além disso, a banda se complementou com Timothy Drury nos teclados, Uriah Duffy no baixo e Chris Frazier na bateria. A produção, feita pelos dois junto com Michael McIntyre, traz um som moderno e que traz um pouco daquele lado orgânico dos trabalhos anteriores. As guitarras do Doug possuem riffs cortantes e agressivos, enquanto Reb Beach acrescenta uma camada mais técnica e melódica. A cozinha rítmica sustenta tudo, mas, assim, tudo soa bastante previsível e tedioso. O repertório é mediano, tendo canções fracas e poucas interessantes. No geral, é um álbum irregular e sem graça. 

Melhores Faixas: Best Years, Summer Rain, If You Want Me
Piores Faixas: Lay Down Your Love, Can You Hear The Wind Blow, All I Want All I Need

Forevermore – Whitesnake





















NOTA: 3,5/10


Se passaram três anos para o Whitesnake lançar mais um álbum novo, o Forevermore. Após o Good To Be Bad, eles queriam procurar recuperar ainda mais elementos do Whitesnake clássico. Em vez de simplesmente aumentar o peso, David Coverdale e Doug Aldrich trabalham mais com Blues, riffs tradicionais, baladas e melodias. Além disso, houve as entradas de Michael Devin, assumindo o baixo, e Brian Tichy, na bateria. A produção foi praticamente feita e lançada pelo selo da Frontiers, deixando um som refinado e moderno. As guitarras estão muito bem definidas. Aldrich e Beach criam bem mais camadas e harmonizações, a cozinha rítmica teve uma maior presença e os teclados ficaram mais discretos. Mas é aquilo: tudo é bastante arrastado e completamente previsível. O repertório é fraquíssimo, tendo canções genéricas e poucas legais. No geral, é outro álbum ruim de uma banda que se tornou cover de si mesma. 

Melhores Faixas: All Out Of Luck, I Need You (Shine A Light), One Of These Days, Tell Me How 
Piores Faixas: Steal Your Heart Way, Dogs In The Street, Whipping Boy Blues, Forevermore, Easier Said Than Done

Flesh & Blood – Whitesnake





















NOTA: 6/10


Então chegamos em 2019, quando o Whitesnake lançava seu último álbum de estúdio, o Flesh & Blood. Após o Forevermore, a banda agora tinha em sua formação final: Reb Beach e Joel Hoekstra (guitarras), Michael Devin (baixo), Tommy Aldridge (bateria) e Michele Luppi (teclados). Com isso, David Coverdale decidiu fazer um álbum que juntasse tudo que eles conseguem fazer, principalmente o Hard Rock e o Blues Rock. A produção, feita pela banda junto com Michael McIntyre, deixou aquele som polido e moderno. O maior destaque certamente são as guitarras do Beach e Hoekstra, que formam uma dupla extremamente eficiente, alternando riffs, harmonizações e solos. Agora, o resto, infelizmente, é a mesma coisa de sempre, com momentos bem previsíveis e com os vocais cansados do Coverdale sendo aparentes. O repertório é irregular, começa bem, mas depois decai com canções fracas. Em suma, é um álbum mediano e que foi um fim de trajetória melancólico. 

Melhores Faixas: Trouble Is Your Middle Name, Good To See You Again, Heart Of Stone
Piores Faixas: Shut Up & Kiss Me, Well I Never, When I Think Of You (Color Me Blue)


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                      

Analisando Discografias - Saxon: Parte 2

                 

The Inner Sanctum – Saxon





















NOTA: 8/10


No ano de 2007, o Saxon lançava mais um trabalho novo intitulado The Inner Sanctum. Após o Lionheart, que chegou a dialogar até com Power Metal, o baterista Nigel Glockler acabou voltando depois de oito anos sem gravar algum álbum da banda. E para esse álbum eles decidiram reunir peso, velocidade e impacto. O álbum tem uma atmosfera mais sombria e agressiva, mas sem abandonar os refrões tradicionais e aquela abordagem energética. A produção, feita junto com Charlie Bauerfeind, deixou aquele som pesado e com caráter moderno. As guitarras do Paul Quinn e Doug Scarratt estão muito presentes. O som é encorpado, pesado e bastante definido, principalmente nos riffs mais rápidos. Glockler traz uma bateria bastante dinâmica, o baixo do Nibbs Carter traz linhas grossas e os vocais do Biff continuam muito expressivos, mesmo já estando envelhecidos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem cadenciadas. Enfim, é um ótimo disco e mostrou algo variado. 

Melhores Faixas: Let Me Feel Your Power, I've Got To Rock (To Stay Alive) 
Vale a Pena Ouvir: Red Star Falling, Going Nowhere Fast, Atila The Hun

Into The Labyrinth – Saxon





















NOTA: 8/10


No final dos anos 2000, o Saxon lançava seu 18º álbum de estúdio, o Into The Labyrinth. Após o The Inner Sanctum, a banda estava consolidada, já há uma década dentro da gravadora SPV/Steamhammer, e decidiu misturar histórias, fantasia, guerra, Rock e temas mais contemporâneos. Em vez de construir um álbum completamente baseado em uma única atmosfera, a banda tenta percorrer diferentes lados de sua própria identidade. Produção feita, como sempre, por Charlie Bauerfeind, que colocou uma sonoridade limpa e poderosa. As guitarras do Paul Quinn e Doug Scarratt têm bastante espaço para trabalhar riffs pesados, harmonizações e solos, mas existe uma preocupação maior em criar diferentes texturas. A cozinha rítmica ficou bastante encorpada e impactante em vários momentos, e os vocais do Biff são bem articulados. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem profundas e imersivas. No geral, é um trabalho muito bom e consistente. 

Melhores Faixas: Valley Of The Kings, Voice 
Vale a Pena Ouvir: Slow Lane Blues, Hellcat, Live To Rock

Call To Arms – Saxon





















NOTA: 8,5/10


No ano de 2011, o Saxon lançava mais um álbum novo, o expressivo Call To Arms. Após o Into The Labyrinth, a banda tinha trocado de gravadora, entrando para a UDR. Com isso, eles procuraram fazer um álbum que recuperasse uma sonoridade mais simples e orgânica, aproximando-se novamente do espírito do Heavy Metal britânico tradicional. Ao mesmo tempo, o disco olha bastante para a própria história da banda e para a cultura da classe trabalhadora britânica. Produção feita pelo próprio Biff Byford junto com Toby Jepson, traz um som menos carregado e mais poderoso. As guitarras continuam pesadas, mas existe menos daquela camada moderna, deixando riffs fluidos. A bateria ficou bem mais técnica e o baixo é bastante sustentável. Enquanto os vocais do Biff são, como sempre, bem articulados, além disso, tem a presença do Don Airey nos teclados. O repertório é ótimo, e as canções são bastante imersivas e energéticas. No geral, é um disco bacana e muito coeso. 

Melhores Faixas: Back In 79, Afterburner, Mists Of Avalon, When Doomsday Comes (Hybrid Theory) 
Vale a Pena Ouvir: Chasing The Bullet, Ballad Of The Working Man, Hammer Of The Gods

Sacrifice – Saxon





















NOTA: 8,1/10


Dois anos se passaram para a banda voltar com mais um álbum novo, o Sacrifice. Após o Call To Arms, que tinha momentos mais tradicionais, bluesy e até nostálgicos, aqui decidiram ir para um caminho mais agressivo. A banda parece querer recuperar a sensação de urgência do Heavy Metal clássico, mas utilizando o peso e a clareza de uma produção moderna. Também existe uma preocupação menor em construir grandes conceitos. Produção feita junto com Andy Sneap, que deixou um som mais pesado e orgânico. As guitarras do Paul Quinn e Doug Scarratt estão extremamente fortes. O timbre é grosso, agressivo e bastante definido, com os riffs ocupando uma posição central na mixagem. A cozinha rítmica ficou muito mais sustentável, complementando o peso. Os vocais do Biff Byford são mais graves e ásperos. O repertório é muito bom, e as canções têm uma pegada mais épica. No fim, é um disco bacana e que cumpre bem sua proposta. 

Melhores Faixas: Guardians Of The Tomb, Walking The Steel Vale a Pena Ouvir: Stand Up And Fight, Made In Belfast, Night Of The Wolf

Battering Ram – Saxon





















NOTA: 8,3/10


Se passaram dois anos, e o Saxon lançava mais um projeto novo, o Battering Ram. Após o Sacrifice, eles estavam cada vez mais confortáveis em produzir um Heavy Metal agressivo, moderno e diretamente ligado à tradição britânica. O resultado é um álbum bastante concentrado. A banda praticamente elimina experimentações desnecessárias e trabalha principalmente com riffs tradicionais e temas históricos. Produção feita inteiramente por Andy Sneap, possui um som extremamente pesado e também moderno. As guitarras do Paul Quinn e Doug Scarratt são enormes. Os riffs possuem bastante definição, e a distorção é pesada sem ficar embolada. A bateria do Nigel Glockler também está muito bem captada. O Nibbs Carter coloca linhas sustentáveis, e os vocais do Biff continuam muito bem articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bastante energéticas e imersivas. No final de tudo, é um ótimo álbum e que consegue ser bem variado. 

Melhores Faixas: The Devil's Footprint, Hard And Fast, Top Of The World 
Vale a Pena Ouvir: Battering Ram, Kingdom Of The Cross

Thunderbolt – Saxon





















NOTA: 5/10


No ano de 2018, o Saxon lançava mais um trabalho novo, intitulado Thunderbolt. Após o Battering Ram, eles passaram a lançar seus trabalhos de forma independente. Com isso, decidiram recuperar um pouco mais do lado épico, histórico e aventureiro do Saxon. A banda continua pesada, mas começa a explorar mais atmosferas e temas variados. Também existe uma forte presença da própria história do Heavy Metal. Produção feita mais uma vez por Andy Sneap, é pesada e, ao mesmo tempo, limpa. As guitarras ficaram mais constantes, com riffs que têm definição, e os solos aparecem com clareza. A cozinha rítmica até que consegue se sustentar, mas o problema é que tudo soa muito arrastado, faltando algo mais variado, e nem os vocais do Biff conseguem salvar. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fraquíssimas. Enfim, é um álbum mediano e que foi um tropeço. 

Melhores Faixas: Thunderbolt, The Secret Of Flight, Sniper, Roadies' Song 
Piores Faixas: They Played Rock And Roll, Son Of Din, Nosferatu (The Vampire's Waltz), Predator, Speed Merchants

Carpe Diem – Saxon





















NOTA: 8,1/10


Quatro anos se passaram, e a banda volta com mais um álbum, o ousado Carpe Diem. Após o Thunderbolt, o Saxon decidiu fazer um trabalho mais faminto e agressivo do que muitos trabalhos de bandas muito mais jovens. A ideia parece ser aproveitar o momento, exatamente como o título sugere, e transformar essa longevidade em combustível em vez de tratá-la como uma limitação. A produção foi para um caminho pesado e agressivo em determinados momentos, já que as guitarras estão extremamente encorpadas. Os riffs possuem bastante peso e definição, mas continuam permitindo que as melodias e harmonizações apareçam claramente. A seção rítmica consegue ser bem sólida e preenchendo muito bem os espaços, e os vocais do Biff, mesmo envelhecidos, continuam muito expressivos. O repertório é muito legal, e as canções são bastante energéticas. No geral, é um ótimo álbum e que consertou os erros do antecessor. 

Melhores Faixas: Remember The Fallen, Living On The Limit 
Vale a Pena Ouvir: The Pilgrimage, Carpe Diem (Seize The Day), All For One

Hell, Fire And Damnation – Saxon





















NOTA: 8,5/10


Então chegamos em 2024, quando o Saxon lançou seu mais recente álbum, o Hell, Fire And Damnation. Após o Carpe Diem, o Paul Quinn, guitarrista fundador e uma das figuras fundamentais da história do Saxon, havia anunciado sua aposentadoria das turnês em 2023. Para ocupar seu lugar, entrou Brian Tatler, e ele passou também a participar dos álbuns, com Quinn aparecendo em momentos específicos. Com este novo trabalho, explorando temas como Revolução Francesa, invasões medievais, acontecimentos misteriosos e até a obsessão em torno de Roswell. Produção feita, como sempre, junto com Andy Sneap, que deixou um som definido e pesado. As guitarras são bastante técnicas, o baixo complementa os riffs, a bateria é bastante presente e os vocais do Biff Byford continuam muito expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem profundas e agressivas. No geral, é um ótimo disco e muito denso. 

Melhores Faixas: Hell, Fire And Damnation, Pirates Of The Airwaves, Madame Guillotine, Witches Of Salem 
Vale a Pena Ouvir: There's Something In Roswell, Fire And Steel


Analisando Discografias - Whitesnake: Parte 1

                  Trouble – Whitesnake NOTA: 8/10 No ano de 1978, o Whitesnake lançava seu álbum de estreia, intitulado Trouble, que trazia ...