sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Review: Nobody Loves You More da Kim Deal

                  

Nobody Loves You More – Kim Deal





















NOTA: 8,5/10


Em 2024, Kim Deal lançou inesperadamente seu 1º álbum solo, o Nobody Loves You More. Após o lançamento do All Nerve com o The Breeders, a cantora já havia feito alguns lançamentos solos, como aquela série de singles lançados em 2013. Esse projeto traz uma carga emocional, já que Kim cuidou dos pais, e ambos morreram pouco antes da pandemia. Consequentemente, o álbum acaba abordando temas como envelhecimento, memória, perda, arrependimento, liberdade e a vontade de continuar vivendo apesar de tudo. A produção foi feita pela própria Kim, que deixou uma sonoridade elaborada e orgânica, seguindo aquela abordagem do Indie Rock com elementos do Chamber Pop. As guitarras são bem secas e conseguem dialogar com violinos, arranjos de cordas e metais, além de seus vocais, que estão mais vulneráveis. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem profundas. No final, é um ótimo disco, que proporciona uma experiência muito reflexiva. 

Melhores Faixas: Coast, Nobody Loves You More, Come Running, Wish I Was 
Vale a Pena Ouvir: Disobedience, Crystal Breath, A Good Time Pusheda
  

                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                           

Analisando Discografias - The Breeders

                 

Pod – The Breeders





















NOTA: 1/10


Em 1990, o The Breeders lançava seu álbum de estreia, intitulado Pod, que tentava trazer uma proposta diferente. Antes da gravação do Doolittle com os Pixies, Kim Deal havia se tornado amiga da Tanya Donelly, que fazia parte de outra banda que acompanhou os Pixies na turnê europeia. Após gravarem um material esporádico, essa parceria evoluiu com o tempo, em um período no qual Deal já estava desgastada com a dominância do Black Francis na banda. A formação foi completada com Josephine Wiggs (baixo), Carrie Bradley (violino) e Britt Walford (bateria). A produção do Steve Albini preservou aquele som cru, que dialogava com o Rock Alternativo, o Indie Rock e até alguns elementos do Noise Rock. As guitarras são bastante ásperas e cheias de camadas, o baixo é distorcido e a bateria é tensa, mas tudo soa bem arrastado, e os vocais de Kim não empolgam. O repertório é ruim, e as canções são bem genéricas. Enfim, é um álbum fraco e que não tem nada demais. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: Glorius, Only In 3's, When I Was A Painter, Doe, Fortunately Gone

Last Splash – The Breeders





















NOTA: 1,2/10


Três anos se passaram até o The Breeders voltar com seu 2º álbum, o Last Splash. Após o Pod, Tanya Donelly seguiu seu próprio caminho, e Kelley Deal, irmã gêmea da Kim, entrou na guitarra. Josephine Wiggs permaneceu no baixo, enquanto Jim Macpherson assumiu a bateria, já que Britt Walford quis focar exclusivamente em sua banda, o Slint (falaremos disso depois). A produção, feita pela própria Kim Deal junto com Mark Freegard, deixou aquele som áspero, mas trouxe mais contrastes, combinando Rock Alternativo e Slacker Rock, além de elementos do Noise Pop e do Grunge. As guitarras alternam entre distorção, texturas e momentos limpos. A cozinha rítmica ficou mais aberta, e os vocais da Kim ficaram mais variados, mas tudo continua bastante arrastado, faltando algo que preenchesse melhor os espaços. O repertório é fraquíssimo, e as canções são chatinhas e pouco imersivas. Enfim, é um álbum ruim e que não trouxe tanta inovação. 

Melhores Faixas: (..................................) 
Piores Faixas: Mad Lucas, Flipside, Saints, Cannonball, Roi

Title TK – The Breeders





















NOTA: 1/10


Foi apenas em 2002 que o The Breeders retornou com seu 3º trabalho, o Title TK. Após o Last Splash, todo mundo acabou saindo da banda, restando apenas Kim Deal, que, quando tentou gravar esse material por volta de 1996, não conseguiu devido ao seu abuso de drogas. Foi apenas três anos depois que, junto com sua irmã, Kelley, ela começou a preparar esse projeto, e a formação foi complementada com Richard Presley, Mando Lopez e Jose Medeles. A produção contou novamente com Steve Albini, que deixou aquela sonoridade seca. As guitarras passam a surgir como ruídos, texturas, pequenos acordes, distorções ou ataques repentinos. A cozinha rítmica possui um pouco mais de variação, e os vocais da Kim ficaram mais desinteressados, fazendo o álbum parecer mais um trabalho genérico de Indie Rock. O repertório é péssimo, e as canções são todas muito arrastadas. No fim, é um álbum ruim de uma banda que começou a viver apenas do seu 2º álbum. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Too Alive, Huffer, Off You, London Song, Put On A Side

Mountain Battles – The Breeders





















NOTA: 1/10


Seis anos se passaram até a banda voltar, de forma bem diferente, com Mountain Battles. Após o Title TK, o The Breeders passou por mais uma mudança de formação, com a saída de Richard Presley. Para esse projeto, decidiram fazer um material enxuto e experimental, com momentos em que as faixas são simples e deliberadamente estranhas. O disco parece interessado em registrar o estado da banda naquele momento. A produção seguiu uma sonoridade seca e orgânica, contendo o uso de instrumentos eletrônicos, teclados, bateria processada e arranjos extremamente minimalistas. Já as guitarras são bem variadas, indo de momentos mais psicodélicos a outros mais expansivos. O baixo apresenta linhas melódicas, e a bateria ficou mais econômica, só que tudo soa muito arrastado, parecendo que foi feito só para poder dizer que a banda não fazia a mesma coisa. O repertório é horrível, e as canções são extremamente tediosas. Enfim, é um álbum terrível e sem coesão. 

Melhores Faixas: (.....zzzz.....) 
Piores Faixas: Walk It Off, Mountain Battles, Regalame Esta Noche, Spark, Overglazed, Band On

All Nerve – The Breeders





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2018, quando o The Breeders lançou seu quinto e último álbum até então, o All Nerve. Após o Mountain Battles, a banda acabou retornando com aquela formação clássica do Last Splash. Com esse trabalho, elas recuperaram aquela combinação de secura, estranheza, melodias tortas e agressividade contida. Ao mesmo tempo, há uma maturidade que não estava presente no primeiro álbum. A produção seguiu aquela sonoridade orgânica e, ao mesmo tempo, pesada, que mantém a estrutura tradicional do Rock Alternativo, sem apresentar muito experimentalismo. As guitarras voltam a alternar entre riffs agressivos, acordes distorcidos, linhas mais atmosféricas e pequenos ruídos. A cozinha rítmica ficou muito mais contida, e os vocais de Kim voltam a ser mais discretos, mas, de novo, tudo soa arrastado e volta a repetir as mesmas coisas de sempre. O repertório é horrível, e as canções são todas muito esquecíveis. No geral, é mais um trabalho chato da banda. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Skinhead #2, Howl At The Summit, Dawn: Making An Effort, Megatoth, Nervous Mary


quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Frank Black

                 

Frank Black – Frank Black





















NOTA: 8,7/10


Em 1993, o Black Francis, ou melhor, Frank Black, lançava seu 1º trabalho solo, autointitulado. Após o Trompe Le Monde com os Pixies, a banda acabou e, com isso, Frank começou a focar em um projeto que fosse uma primeira tentativa de mostrar o que ele poderia fazer sem precisar dividir suas decisões criativas com uma banda. A diferença fundamental é que existe aqui uma sensação de liberdade maior. Frank Black parece interessado em experimentar ideias que são mais abrangentes. A produção, feita junto com Eric Drew Feldman, deixou um som pesado. As guitarras possuem bastante presença, com distorções que aparecem de maneira agressiva quando necessário, e uma bateria do Nick Vincent que mantem um movimento. Enquanto isso, o baixo do próprio Eric possui linhas que preenchem os espaços, e os vocais são bem agressivos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas. Enfim, é um ótimo disco e que mostrou algo bem diferenciado. 

Melhores Faixas: Los Angeles, I Heard Ramona Sing, Old Black Dawning, Every Time I Go Around Here, Places Named After Numbers 
Vale a Pena Ouvir: Czar, Hang On To Your Ego, Don't Ya Rile 'Em

Teenager Of The Year – Frank Black





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, o Frank Black lançava seu 2º álbum solo, o sensacional Teenage of the Year. Após o álbum anterior, ele já tinha entendido que não precisava escolher entre ser agressivo, melódico, estranho ou experimental. Essa liberdade também aparece na quantidade de músicas. O disco é enorme para os padrões do Rock alternativo, com uma sequência extensa de composições relativamente curtas. Em vez de construir um álbum baseado em poucas músicas longas e desenvolvidas, Frank Black trabalha com pequenas ideias, cada uma com sua própria personalidade. A produção seguiu uma abordagem mais ampla, com elementos que lembram até Power Pop. As guitarras têm tanto riffs pesados e distorcidos quanto linhas mais limpas e melodiosas. A seção rítmica é bastante dinâmica, e os vocais são muito bem alternados. O repertório é incrível, e as canções são todas bem energéticas e surrealistas. No geral, é um baita disco e muito bem amarrado. 

Melhores Faixas: Speedy Marie, Headache, Thalassocracy, Calistan, Superabound, I Could Stay Here Forever, Big Noise, Two Reelers, White Noise Maker, Olé Mulholland, Pie In The Sky 
Vale a Pena Ouvir: The Vanishing Spies, Pure Denizen Of The Citizens Band, Space Is Gonna Do Me Good, (I Want To Live On An) Abstract Plain

The Cult Of Ray – Frank Black





















NOTA: 6/10


Se passaram dois anos, e Frank Black lançava mais um álbum, o The Cult of Ray. Após o Teenage of the Year, ele decidiu apresentar uma mudança perceptível de abordagem. Em vez da enorme quantidade de ideias e da sensação quase caótica do último álbum, existe aqui uma tentativa de trabalhar com um formato mais direto, mais seco e mais concentrado. O próprio título já aponta para uma parte importante do universo artístico de Frank Black: sua fascinação por ficção científica e cultura popular. Produzido por ele próprio, o álbum segue uma abordagem crua e direta, que combina tanto Rock Alternativo e Indie Rock com elementos do Punk Rock. As guitarras criam riffs e acompanham a estrutura das músicas. A cozinha rítmica é bastante enxuta, mas o problema é que tudo soa muito simplista, e os vocais do Frank às vezes estão fora da proposta pedida. O repertório é mediano, com canções boas e outras sem graça. Enfim, é um trabalho mediano e muito impreciso. 

Melhores Faixas: The Marsist, The Cult Of Ray, Men In Black 
Piores Faixas: The Last Stand Of Shazeb Andleeb, Dance War, The Adventure And The Resolution

Honeycomb – Frank Black





















NOTA: 8/10


Foi apenas em 2005 que Frank Black voltava com um novo álbum intitulado Honeycomb. Após o The Cult of Ray, em vez de continuar trabalhando exclusivamente dentro daquela linguagem de banda, ele passou a olhar com mais atenção para suas influências de Country Music, Blues e Americana. Ele estava interessado em descobrir como suas composições funcionariam quando colocadas nas mãos de músicos profundamente familiarizados com esse tipo de linguagem. A produção de Jon Tiven seguiu uma sonoridade orgânica e quente, que junta elementos do Alt-Country e Country Rock. As guitarras trabalham com dedilhados, acordes limpos, pequenas respostas melódicas e solos discretos. Os teclados colocam camadas que deixam o som aquecido, e a cozinha rítmica é bem relaxada. O repertório é muito bom, e as canções são bem relaxantes e melódicas. No geral, é um disco bacana e que acabou sendo injustamente ignorado pelos fãs. 

Melhores Faixas: Sunday Sunny Mill Valley Groove Day, I Burn Today 
Vale a Pena Ouvir: Honeycomb, Strange Goodbye, Sing For Joy, Lone Child

Fast Man Raider Man – Frank Black





















NOTA: 7/10


Então chegamos em 2006, quando Frank Black lançava seu último álbum até então, o Fast Man Raider Man. Após o Honeycomb, o nosso querido Black Francis quis fazer um trabalho duplo, que juntasse todas as suas influências, como Rock, Country, Gospel, números mais psicodélicos, composições bastante elétricas e momentos extremamente intimistas. O resultado é quase uma coleção de diferentes lados do compositor. A produção foi relativamente a mesma, só que agora tentaram trazer arranjos mais variados. As guitarras continuam sendo fundamentais, alternando entre riffs limpos e pesados; em outras, trabalham com slide guitar ou pedal steel. O baixo e a bateria têm um pouco mais de presença, e o uso de piano e teclados tem muito destaque, apesar de alguns momentos soarem excessivos. O repertório é bom, tem canções legais e algumas genéricas. Em suma, é um álbum interessante, mas que poderia ter sido melhor se tivesse uma seleção única. 

Melhores Faixas: In The Time Of My Ruin, If Your Poison Gets You, Dirty Old Town, I'm Not Dead (I'm In Pittsburgh), The Real El Rey, Don't Cry That Way, Fare Thee Well 
Piores Faixas: Seven Days, The End Of The Summer, Dog Sleep, Holland Town, Kiss My Ring


                                                                                              Bom é isso e flw!!!            

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Pixies

                 

Surfer Rosa – Pixies





















NOTA: 10/10


No ano de 1988, o Pixies lançava seu clássico álbum de estreia, intitulado Surfer Rosa. Formado dois anos antes, na cidade de Boston, Massachusetts, por Black Francis nos vocais e guitarra, Joey Santiago na guitarra, Kim Deal no baixo e vocais e David Lovering na bateria, a banda trazia uma proposta que era meio estranha, já que juntava Noise Rock, Surf Music, Indie Rock e elementos quase surreais que já faziam parte de sua identidade. Foi isso que fez a banda assinar com a gravadora independente 4AD Records, onde lançou um EP e começou a preparar esse álbum. A produção da lenda Steve Albini é extremamente crua e direta. As guitarras do Joey conseguem soar ásperas, cortantes e agressivas sem perder definição, enquanto o baixo da Kim Deal e a bateria do David Lovering dão ao álbum uma base pesada e bastante física, e os vocais são bem alternados. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. Enfim, é um baita disco e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: Where Is My Mind?, Gigantic, Bone Machine, Break My Body, River Euphrates, Brick Is Red 
Vale a Pena Ouvir: Cactus, Vamos, Oh My Golly!

Doolittle – Pixies





















NOTA: 10/10


No ano seguinte, o Pixies lançava seu atemporal e sensacional 2º álbum, o Doolittle. Após o Surfer Rosa, eles queriam fazer um trabalho que fosse ainda mais estranho, agressivo e imprevisível, porém existe uma sensação maior de controle e refinamento nas composições. Black Francis continua sendo o principal responsável pela direção criativa, com seu universo lírico completamente peculiar, misturando imagens religiosas, sexo, violência, morte, natureza, surrealismo e situações aparentemente absurdas. A produção, feita agora por Gil Norton, deixou o som mais definido, sem tirar aquele peso característico, juntando tanto Indie Rock quanto Rock Alternativo tradicional. As guitarras ficaram mais ásperas e agressivas, o baixo é bastante constante e a bateria, econômica, enquanto os vocais da Kim e do Black Francis são bem alternados. O repertório é espetacular, também parecendo uma coletânea. No final, é um disco incrível e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Here Comes Your Man, Monkey Gone To Heaven, Debaser, Gouge Away, Hey, Wave Of Mutilation, I Bleed 
Vale a Pena Ouvir: Dead, There Goes My Gun, Mr. Grieves

Bossanova – Pixies





















NOTA: 9,8/10


Entrando nos anos 90, o Pixies lançava seu 3º álbum, o também sensacional Bossanova. Após o Doolittle, a banda mergulhou muito mais em atmosferas de ficção científica, Surf Rock e texturas mais expansivas, com os Pixies mais preocupados em criar uma atmosfera contínua. Existe menos daquela sensação de que cada música está tentando surpreender o ouvinte imediatamente. Muitas composições trabalham com riffs repetitivos, grooves mais constantes e uma sonoridade mais espaçosa. Produzido mais uma vez por Gil Norton, o álbum apresenta um som mais limpo e espaçoso. As guitarras possuem peso, mas alternam riffs distorcidos, texturas e momentos meio surfistas. O baixo ficou mais sustentável e a bateria, muito dinâmica, enquanto os vocais do Black Francis ficaram mais variados. O repertório é incrível, e as canções são bem pesadas e, ao mesmo tempo, divertidas. Enfim, é outro disco maravilhoso e que também é um clássico. 

Melhores Faixas: Velouria, Dig For Fire, Down To The Well, Alison, The Happening, Ana 
Vale a Pena Ouvir: Havalina, Rock Music, Stormy Wheather, All Over The World

Trompe Le Monde – Pixies





















NOTA: 9,2/10


Mais um ano se passou, e a banda lançava seu 4º álbum, intitulado Trompe Le Monde. Após o Bossanova, eles decidiram fazer um trabalho que recupera parte da energia mais violenta do Surfer Rosa, mas não simplesmente como uma tentativa de voltar ao passado. O disco apresenta guitarras mais pesadas, riffs mais diretos, bateria mais agressiva e uma quantidade considerável de ruído, mas ainda existem melodias Pop, momentos atmosféricos e experimentações. A produção seguiu uma abordagem obviamente mais pesada e robusta, com eles implementando, dentro do universo do Indie Rock deles, elementos do Grunge, Noise Pop, Punk Rock e Shoegaze. As guitarras possuem riffs pesados e distorcidos, o baixo ficou mais sustentável e a bateria assume uma postura mais firme. Os vocais do Black Francis voltaram a ser mais agressivos. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas e espaciais. No fim, é um belo disco e que é muito subestimado. 

Melhores Faixas: Alec Eiffel, Motorway To Roswell, Planet Of Sound, Head On, Sad Punk, Bird Dream Of The Olympus Mons, U-Mass, Letter To Memphis, The Navajo Know 
Vale a Pena Ouvir: Subbacultcha, Trompe Le Monde, Space (I Believe In)

Indie Cindy – Pixies





















NOTA: 6/10


Foi apenas em 2014 que o Pixies retornou com seu 5º álbum, intitulado Indie Cindy. Após o Trompe Le Monde, a banda praticamente acabou devido a várias tensões criativas, e cada um seguiu seu caminho, até que, em 2003, eles retornaram, focando apenas em suas turnês, até que, em 2012, Kim Deal decidiu sair de vez e, no seu lugar, entrou temporariamente Simon Deal. Para seu primeiro projeto depois de anos, decidiram fazer algo bem mais despretensioso. A produção contou com Gil Norton, que deixou um som deliberadamente limpo e controlado. As guitarras possuem riffs distorcidos e algumas texturas bastante interessantes, o baixo ficou bem mais sustentável e servindo mais como complemento, e a bateria tem sua eficiência, assim como os vocais do Black Francis. Mas tudo soa muito sem imersão e faltando algo bem mais preciso. O repertório é irregular, tem canções boas e outras muito nada a ver. Enfim, é um álbum mediano e muito desanimado. 

Melhores Faixas: Indie Cindy, Greens And Blues, Silver Snail 
Piores Faixas: Jaime Bravo, Ring The Bell, Blue Eyed Haxe

Head Carrier – Pixies





















NOTA: 8,2/10


Dois anos se passaram, e o Pixies lançava mais um trabalho novo, o Head Carrier. Após o Indie Cindy, a banda teve a entrada de Paz Lenchantin, que assume o baixo e também contribui vocalmente. Eles decidiram fazer um equilíbrio entre sua fase clássica e uma abordagem mais moderna. Existem guitarras distorcidas, riffs fortes, mudanças de dinâmica e vocais agressivos, mas também aparecem músicas mais melódicas e atmosferas menos abrasivas. A produção, feita por Tom Dalgety, deixou uma sonoridade limpa e com uma certa clareza. As guitarras variam entre riffs pesados, linhas mais melódicas e texturas distorcidas. A cozinha rítmica consegue ser bem movimentada, e os vocais do Black Francis conseguem alternar entre momentos agressivos e momentos suaves. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e, algumas vezes, mais agressivas. Enfim, é um disco bacana e que envelheceu muito bem. 

Melhores Faixas: All I Think About Now, Classic Masher, Talent 
Vale a Pena Ouvir: Might As Well Be Gone, Head Carrier, Plaster Of Paris

Beneath The Eyrie – Pixies





















NOTA: 8,5/10


Três anos se passam, e os Pixies voltam com outro ótimo álbum, o Beneath the Eyrie. Após o Head Carrier, eles decidiram fazer algo bem mais diferenciado, explorando um universo nunca imaginado. Existe uma atmosfera mais sombria, quase gótica em determinados momentos, com referências a criaturas estranhas, religião, morte, natureza e situações misteriosas. Black Francis continua utilizando sua maneira peculiar de escrever, mas agora as imagens parecem dialogar ainda mais diretamente com a música. A produção seguiu uma sonoridade mais orgânica e encorpada, que junta tanto Rock Alternativo quanto Rock Gótico. As guitarras variam entre riffs pesados, linhas melódicas e passagens mais atmosféricas. O baixo ficou mais presente e a bateria é bem eficiente, enquanto os vocais do Black Francis alternam muito bem entre momentos melódicos e agressivos. O repertório é muito legal, e as canções são bem noturnas. No geral, é um disco bacana e merece ser redescoberto. 

Melhores Faixas: Catfish Kate, Graveyard Hill, Daniel Boone, Ready For Love, Long Rider
Vale a Pena Ouvir: Silver Bullet, This Is My Fate, St. Nazaire

Doggerel – Pixies





















NOTA: 5/10


Três anos depois, os Pixies voltavam com seu 8º álbum de estúdio, o fraquíssimo Doggerel. Após o Beneath the Eyrie, a banda estava muito mais interessada em deixar as músicas se desenvolverem de maneira mais convencional. O objetivo aqui é trabalhar com uma versão mais ampla e acessível da identidade deles, misturando Rock Alternativo, Indie Rock, Folk e momentos mais pesados. A produção foi bem mais organizada e explorou várias temáticas. As guitarras possuem bastante definição, o baixo aparece com clareza e a bateria tem um peso controlado. Já os vocais do Black Francis alternam momentos agressivos e melódicos, além da voz da Paz, que complementa alguns espaços que ficam vazios. Mas o problema é que tudo aqui soa muito arrastado e com momentos que são muito simplistas. O repertório é irregular, tem canções legais e outras que são bem chatinhas. Enfim, é um álbum mediano e que só existe mesmo. 

Melhores Faixas: Vault Of Heaven, Who's More Sorry Now?, There's A Moon On 
Piores Faixas: Doggerel, Haunted House, Pagan Man

The Night The Zombies Came – Pixies





















NOTA: 6/10


Então chegamos em 2024, quando eles lançaram seu mais recente álbum, o The Night the Zombies Came. Após o Doggerel, Paz Lenchantin deixou a banda, depois de cerca de uma década, e Emma Richardson assumiu seu lugar no baixo. O contexto do álbum também é curioso, porque o título sugere um disco conceitual de horror, mas ele não é exatamente um álbum sobre zumbis. Black Francis explicou que “zombies” acabou funcionando como uma espécie de palavra-chave durante a criação. A produção, feita mais uma vez por Tom Dalgety, colocou um som limpo e controlado. As guitarras do Joey são distorcidas e com riffs bastante tradicionais. O baixo ficou mais integrado e a bateria continua muito controlada. Já os vocais do Frank Black estão mais melódicos, e, com isso, temos uma banda que está, do começo ao fim, completamente limitada. O repertório é fraco, tem canções boas e outras genéricas. Enfim, é outro álbum mediano e sem ousadia. 

Melhores Faixas: Primrose, Hypnotised, The Vegas Suite, Motoroller 
Piores Faixas: Oyster Beds, You're So Impatient, Ernest Evans, Mercy Me


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                         

Review: Nobody Loves You More da Kim Deal

                   Nobody Loves You More – Kim Deal NOTA: 8,5/10 Em 2024, Kim Deal lançou inesperadamente seu 1º álbum solo, o Nobody Loves ...