segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Review: Cursum Perficio do Anthrax

                  

Cursum Perficio – Anthrax





















NOTA: 8,7/10


Dez anos depois, o Anthrax enfim retornou com um álbum novo, o Cursum Perficio. Após o For All Kings, a banda passou boa parte desse período excursionando, enquanto o processo de composição do novo trabalho sofreu atrasos e acabou sendo afetado pela pandemia. Scott Ian contou que a intenção inicial era trabalhar no álbum por volta de 2020, mas os planos foram interrompidos. Com isso, esse álbum seria meio que uma junção de todas as fases pelas quais a banda passou, só que de forma única. A produção, conduzida por Jay Ruston, deixou uma sonoridade pesada e definida. As guitarras do Scott Ian e Jonathan Donais possuem riffs secos, o baixo do Frank Bello consegue ser bem preciso, a bateria do Charlie Benante é muito bem alternada e os vocais do Joey Belladonna são bem articulados, juntando tanto Thrash Metal quanto Heavy Metal. O repertório é muito bom, e as canções são bastante robustas. No fim, é um baita disco e um retorno triunfante. 

Melhores Faixas: The Edge Of Perfection, Cursum Perficio, The Long Goodbyes, Target On My Back 
Vale a Pena Ouvir: Infectious, My Victory, Everybody's Got A Plan
  

                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                             

Review: Anatomy Of A Brief Romance do Bloc Party

                  

Anatomy Of A Brief Romance – Bloc Party





















NOTA: 1/10


Algumas semanas atrás, o Bloc Party retornou com seu tenebroso 7º álbum, o Anatomy Of A Brief Romance. Após o Alpha Games, o baixista Justin Harris acabou saindo da banda e foi substituído por Harry Deacon. Esse trabalho é uma experiência amorosa real do Kele e acompanha cronologicamente o nascimento, a empolgação, os conflitos, a ruptura e o período posterior ao fim de um relacionamento. A produção, do Trevor Horn, foi bem mais cinematográfica e limpa, juntando os mundos do Indie Rock e do Indietronica, com elementos do Post-Punk e Synth-pop. As guitarras alternam entre riffs pesados e momentos que servem como textura. O baixo ganha presença, os sintetizadores funcionam como parte estrutural das músicas e a bateria é muito discreta. Só que tudo é extremamente malfeito e inacabado, e os vocais do Kele chegam a dar dor no ouvido. O repertório é tenebroso, e as canções são terríveis. No fim, é certamente um dos piores discos deles e da história. 

Melhores Faixas: (...........................) 
Piores Faixas: Moving On, Love Bombs, Eulogy, Pigwig, Not Your Problem, Worst Birthday Ever, Muscleworks


Analisando Discografias - King Diamond: Parte 2

                 

The Eye – King Diamond





















NOTA: 1,2/10


Entrando nos anos 90, o King Diamond lançava seu 5º álbum solo, intitulado The Eye. Após o Conspiracy, o baterista Mikkey Dee acabou saindo e, no seu lugar, entrou Snowy Shaw. Para esse disco, a narrativa acompanha Jeanne Dibasson, uma mulher acusada de bruxaria, e a maneira como a violência religiosa e a superstição interferem em sua vida. O conceito também gira em torno de um objeto sobrenatural, o chamado “olho”, que funciona como elemento central da história. A produção, feita junto com Roberto Falcao, segue aquela base do Heavy Metal, mas agora o som ficou menos grandioso e mais denso. As guitarras possuem bastante peso, porém não ficam o tempo inteiro dominando a mixagem. A bateria ficou bem mais energética e o baixo, mais integrado, enquanto os vocais do Diamond ficaram mais teatrais. Mas é aquilo: tudo soa muito previsível. O repertório é ruim, tendo canções fracas e pouco interessantes. No final, é um álbum que é bastante sem graça. 

Melhores Faixas: (..................) 
Piores Faixas: The Curse, The Meetings, Eye Of The Witch, The Trial (Chambre Ardente), Behind These Walls

The Spider's Lullabye – King Diamond





















NOTA: 1/10


Cinco anos se passaram para o King Diamond retornar à sua carreira solo com The Spider's Lullabye. Após o The Eye, representa uma tentativa de recuperar uma abordagem mais direta. O álbum continua tendo horror, personagens perturbadores, violência e elementos sobrenaturais, mas não depende de uma narrativa única atravessando todas as faixas. Fora isso, a banda estava com uma nova formação, com Herb Simonsen (guitarra), Chris Estes (baixo) e Darrin Anthony (bateria). A produção, feita novamente pelo próprio Diamond, possui uma abordagem pesada e direta. As guitarras do Andy LaRocque e Simonsen alternam entre riffs pesados, melodias e solos, mas existe uma sensação maior de objetividade. O baixo ficou mais encorpado e a bateria está mais firme, e há um certo uso de efeitos em determinados momentos, mas tudo continua bastante previsível. O repertório é péssimo, e as canções são bastante genéricas. Enfim, é outro álbum ruim e completamente sem coesão. 

Melhores Faixas: (......................) 
Piores Faixas: Six Feet Under, Dreams, Room 17, Killer, From The Other Side

The Graveyard – King Diamond





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, o King Diamond lançava seu 7º álbum de estúdio, o The Graveyard. Após o The Spider's Lullabye, esse novo trabalho traz uma história que acompanha o protagonista e sua relação com o prefeito da cidade, uma figura extremamente autoritária e perturbadora. A narrativa mistura abuso de poder, violência, obsessão e elementos sobrenaturais, criando uma atmosfera bastante pesada. O protagonista passa por uma situação em que sua própria percepção dos acontecimentos começa a ser colocada em dúvida. A produção, feita junto com Tim Kimsey, traz uma sonoridade bem mais sombria e densa. As guitarras alternam entre riffs pesados e momentos melódicos, a cozinha rítmica ficou mais precisa e o uso de teclados, efeitos e mudanças de dinâmica ganha bastante importância. Só que tudo continua muito repetitivo e faltando imersão. O repertório é péssimo, e as canções são muito chatinhas. No final, é um álbum ruim e bastante entediante. 

Melhores Faixas: (..........zzz..........) 
Piores Faixas: Daddy, I Am, Meet Me At Midnight, Black Hill Sanitarium, Whispers, I'm Not A Stranger

Voodoo – King Diamond





















NOTA: 1/10


Se passaram então dois anos para o King Diamond lançar mais um álbum, o Voodoo. Após o The Graveyard, a banda passou novamente por uma troca de baterista, dessa vez com a entrada de John Luke Hébert no lugar de Darrin Anthony. Para esse novo trabalho, a história se passa em 1932 e acompanha uma família que se muda para uma propriedade localizada perto de uma comunidade praticante de vodu. O conflito começa justamente quando os novos moradores entram em contato com esse ambiente e passam a interferir em práticas que não compreendem. A produção, feita junto com Sterling Winfield, foi um pouco mais atmosférica e cheia de detalhes. As guitarras possuem riffs pesados e passagens mais lentas, o baixo ficou mais encorpado e a bateria, mais dinâmica, mas tudo continua excessivamente dramático e sem imersão. O repertório é horrível, e as canções são todas bem genéricas. Enfim, é mais um trabalho fraco deles. 

Melhores Faixas: (.................) 
Piores Faixas: A Secret, Life After Death, Unclean Spirits, Cross Of Baron Samedi, Salem

House Of God – King Diamond





















NOTA: 1/10


Entrando nos anos 2000, o King Diamond lançava mais um trabalho novo, o House of God. Após o Voodoo, o vocalista voltou a focar em sua carreira solo devido ao novo encerramento das atividades do Mercyful Fate. Com isso, agora com a presença de novos integrantes, o guitarrista Glen Drover e o baixista Paul David Harbour, a banda seguiu em frente. Esse novo trabalho possui um conceito que acompanha um protagonista que encontra uma igreja aparentemente abandonada e passa a descobrir que existe algo muito mais sinistro por trás daquele lugar. Produzido por Diamond com o auxílio de Kol Marshall, segue aquela abordagem do Heavy Metal tradicional com elementos do Metal progressivo. As guitarras ficaram mais variadas, a cozinha rítmica, mais encorpada, e os vocais, mais teatrais, mas tudo continua bastante maçante. O repertório é horrível, e as canções são completamente genéricas e irritantes. No geral, é mais um trabalho ruim e sem expressão. 

Melhores Faixas: (......................) 
Piores Faixas: Black Devil, Passage To Hell, The Pact, Peace Of Mind, Follow The Wolf

Abigail II: The Revenge – King Diamond





















NOTA: 1/10


No ano de 2002, o King Diamond lançava seu 10º álbum, o Abigail II: The Revenge. Após o House of God, King decide revisitar o universo de Abigail e construir uma continuação para os acontecimentos do álbum de 1987. Com a história se passando anos depois dos acontecimentos originais, a narrativa acompanha novamente Jonathan Laeyers, agora marcado pelo trauma e pelas consequências daquilo que aconteceu na mansão. A produção seguiu uma abordagem bem mais pesada e quase sombria. As guitarras possuem bastante presença, e o instrumental é mais agressivo, com as harmonizações criando um ambiente assustador. O baixo ficou mais constante e a bateria teve um pouco mais de variação, mas, assim, tudo soa bastante monótono, parecendo que eles reciclaram as ideias originais. O repertório é ruim, e as canções são muito chatinhas. No final, é um álbum ruim que escorou no sucesso do original, sem qualquer novidade. 

Melhores Faixas: (...................) 
Piores Faixas: Little One, Broken Glass, More Than Pain, Miriam, The Storm

The Puppet Master – King Diamond





















NOTA: 1,2/10


No ano seguinte, a banda voltava lançando mais um trabalho novo, o The Puppet Master. Após o Abigail II: The Revenge, a formação voltou a contar com Hal Patino no baixo e Mike Wead na guitarra. Aqui, a história se passa em Praga, no século XIX, e acompanha um casal que entra em contato com um teatro de marionetes aparentemente comum, mas que esconde um segredo macabro. As marionetes não são apenas objetos utilizados em apresentações: existe uma ligação sobrenatural entre elas e seus criadores. A produção seguiu aquela abordagem pesada de sempre, só que agora mais atmosférica. As guitarras possuem bastante peso, alternando entre melodias, harmonizações e mudanças de andamento que ajudam a construir o clima teatral. O baixo tenta ser o mais encorpado possível e a bateria, mais firme, só que é aquilo: tudo continua bastante sem graça e entediante. O repertório é ruim, com canções medíocres. Em suma, é um álbum fraco e que não é interessante. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: The Puppet Master, Magic, Christmas, No More Me, Midnight

Give Me Your Soul... Please – King Diamond





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2007, quando o King Diamond lançava seu 12º e último álbum até o momento, o Give Me Your Soul... Please. Após o The Puppet Master, esse projeto conta com um protagonista que encontra uma menina fantasma que aparece durante a noite. Aos poucos, ele percebe que aquela criança está ligada a acontecimentos muito mais macabros e que existe uma relação entre ela, sua irmã e uma pintura que representa uma situação sobrenatural. A produção, conduzida pelo próprio Diamond, deixou um som pesado e definido. As guitarras do Andy LaRocque e Mike Wead trabalham com riffs pesados, harmonizações e melodias sombrias, acompanhando tanto os momentos agressivos quanto os momentos mais dramáticos. Já a cozinha rítmica é mais precisa e os vocais, variados, só que tudo continua muito sem graça. O repertório é fraco, e as canções são bastante insuportáveis. No fim, é mais um trabalho chato, uma extensão do Mercyful Fate. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Black Of Night, Mirror Mirror, Moving On, The Dead, The Girl In The Bloody Dress


domingo, 20 de setembro de 2026

Review: ESTILHAÇOS & CICATRIZES - 2º ATO do TOKIODK

                  

ESTILHAÇOS & CICATRIZES - 2º ATO – TOKIODK





















NOTA: 2/10


Recentemente, o TOKIODK lançou ESTILHAÇOS & CICATRIZES - 2º ATO, que foi bem mais intimista. Após o Conspiracy, o rapper tinha encerrado seu vínculo com a HHR Records e assinado com a Warner Music. Essa continuação da futura trilogia traz ele indo para um caminho mais sentimental. Se o primeiro capítulo estava preocupado com a construção do personagem, este segundo momento olha para suas fragilidades, principalmente através do amor, da saudade, da frustração e da dificuldade de abandonar determinadas experiências. A produção contou com LB Único, Manel Beats, Ajaxx, entre outros, que seguiram uma abordagem que coloca elementos do Trap Soul, R&B contemporâneo e um pouco do Boom Bap, com beats limpos e loops minimalistas, mas tudo soa muito simplista, e a variação não funciona bem. O repertório é ruim, tendo canções que são bem sem graça e previsíveis. Em suma, é um álbum que fugiu completamente da proposta anterior. 

Melhores Faixas: ELEVADOR 
Piores Faixas: MEU AMOR É SEU, PRECISO TE ESQUECER (Vulgo FK só ficou no refrão, coitado), GÊNIO INDOMÁVEL
  

                                                                                   Então é isso e flw!!!                

Analisando Discografias - King Diamond: Parte 1

                  

King Diamond – King Diamond





















NOTA: 1,5/10


Voltando para o ano de 1986, King Diamond entrava em sua carreira solo com Fatal Portrait. Após o lançamento do Don't Break The Oath com o Mercyful Fate, como o guitarrista Hank Shermann queria que a banda adotasse um som comercial, Diamond se recusou e decidiu sair. Com isso, ele montou uma banda com Andy LaRocque e Michael Denner nas guitarras, além de Timi Hansen no baixo e Mikkey Dee na bateria. Com isso, esse projeto seria muito mais concentrado em sua personalidade artística, na narrativa de horror e na presença de uma história atravessando o álbum. A produção, feita junto com Rune Höyer e Michael Denner, segue uma abordagem pesada e sombria. As guitarras alternam entre riffs rápidos e agressivos e melodias mais trabalhadas. A cozinha rítmica é bem mais marcada, e os vocais do Diamond são bem narrativos. Só que o repertório é muito sem graça, e as canções são muito arrastadas. Enfim, é um álbum chato e muito monótono. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: Dressed In White, Lurking In The Dark, Charon, Halloween
  

Abigail – King Diamond





















NOTA: 1,5/10


No ano seguinte, King Diamond lançava seu 2º álbum, o aclamadíssimo Abigail. Após o Fatal Portrait, King pega aquelas ideias do Heavy Metal, horror, teatralidade e múltiplas vozes e transforma tudo em uma obra um pouco mais coesa. O álbum acompanha Jonathan La’Fey e Miriam Natias, um jovem casal que chega a uma antiga mansão herdada por Jonathan. A partir daí, a história vai envolvendo a casa, acontecimentos sobrenaturais, uma presença fantasmagórica e a gravidez de Miriam. A produção, feita pelo próprio King Diamond, segue uma abordagem pesada e definida. As guitarras possuem bastante presença, a bateria tem impacto e o baixo ajuda a sustentar a parte grave sem desaparecer completamente na mixagem. Mas tudo soa bastante exagerado e faltando algo mais imersivo. O repertório é muito ruim, tendo canções chatas e monótonas. No fim, é um disco fraquíssimo e também muito superestimado. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: The Family Ghost, The Possession, Omens, A Mansion In Darkness

"Them" – King Diamond





















NOTA: 1/10


Mais um ano se passou para a banda lançar seu 3º álbum, intitulado Them, que foi ainda mais narrativo. Após o Abigail, esse novo trabalho acompanha a história de King, sua avó e sua mãe em uma antiga casa familiar. A presença sobrenatural conhecida como "Them" domina boa parte da narrativa, principalmente através da misteriosa Casa Amon e dos acontecimentos que envolvem a avó. Fora isso, a formação mudou com as entradas de Hal Patino (baixo) e Pete Blakk (guitarra). A produção, feita junto com Roberto Falcão (obviamente não é o jogador), buscou um som grandioso e, ao mesmo tempo, muito pesado. As guitarras possuem presença e definição, enquanto a bateria e o baixo têm impacto suficiente para sustentar os momentos mais agressivos, enquanto os vocais do Diamond continuam bem teatrais, mas é aquilo: tudo soa bastante repetitivo. O repertório é fraquíssimo, tendo canções medíocres. No fim, é um álbum completamente pavoroso. 

Melhores Faixas: (................) 
Piores Faixas: Bye, Bye, Missy, Tea, Mother's Getting Weaker, Welcome Home, A Broken Spell

Conspiracy – King Diamond





















NOTA: 1,3/10


No final dos anos 80, King Diamond lança seu 4º álbum, o também idolatrado Conspiracy. Após o Them, que havia terminado com King sendo levado para um hospital psiquiátrico depois dos acontecimentos envolvendo sua família, esse disco parte justamente das consequências daquele final. Aqui, ele retoma a história depois dos acontecimentos sobrenaturais da casa e passa a explorar uma situação ainda mais perturbadora. A narrativa deixa de depender tanto da descoberta do sobrenatural e começa a trabalhar com conspiração, manipulação, vingança e violência. A produção foi para um caminho ainda mais atmosférico e sombrio. As guitarras ficaram mais alternadas, com presença de riffs fortes e harmonizações, o baixo ficou mais constante e a bateria, agressiva, fora os vocais do Diamond, que são enérgicos, mas, como sempre, tudo sendo muito arrastado. O repertório é muito ruim, com canções chatíssimas. No geral, é um álbum fraco e sem expressão. 

Melhores Faixas: (..........) 
Piores Faixas: The Wedding Dream, Something Weird, Lies, "Amon" Belongs To "Them"


Analisando Discografias - Mercyful Fate

                 

Melissa – Mercyful Fate





















NOTA: 1,5/10


No ano de 1983, o Mercyful Fate lançava seu álbum de estreia, intitulado Melissa. Formado dois anos antes na capital dinamarquesa, Copenhague, por King Diamond nos vocais, Hank Shermann e Michael Denner nas guitarras, Timi Hansen no baixo e Kim Ruzz na bateria, eles traziam uma abordagem interessante, que era a mistura do Heavy Metal com uma atmosfera sombria e elementos de horror. Com eles lançando um EP que chamou bastante atenção, a banda conseguiu assinar com a Roadrunner. A produção, feita por Henrik Lund, foi bastante crua e pesada, com as guitarras tendo riffs pesados, harmonizações e solos no momento certo. O baixo preenche os espaços, e a bateria tem uma certa dinâmica, além, é claro, do vocal do King Diamond, que alterna entre teatralidade e agressividade. Mas, assim, tudo soa muito repetitivo do começo ao fim. O repertório é horroroso, e as canções são bem chatinhas. No fim, é um trabalho de estreia que é bastante fraco. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: At The Sound Of The Demon Bell, Into The Coven, Black Funeral, Satan’s Fall

Don't Break The Oath – Mercyful Fate





















NOTA: 1,5/10


No ano seguinte, o Mercyful Fate retorna com seu também aclamado 2º álbum, o Don't Break The Oath. Após o Melissa, a banda quis seguir a mesma base, mas trabalhar tudo de maneira ainda mais ambiciosa, refinada e coesa. Com eles decidindo aprofundar tudo o que fizeram anteriormente, só que sem precisar escolher entre ser pesado, melódico ou sombrio, conseguindo trabalhar essas características simultaneamente. A produção, feita novamente por Henrik Lund, foi para uma sonoridade bem mais poderosa e definida, seguindo, como sempre, as bases do Heavy Metal. As guitarras possuem timbres agressivos e relativamente secos, o que favorece bastante os riffs e solos. A cozinha rítmica ficou muito mais impactante, e os vocais do King Diamond ficaram mais alternados e encaixados, mas é aquilo: tudo soa bastante previsível e tedioso. O repertório é ruim, tendo canções que são bastante sem graça. No fim, é um álbum chato e muito superestimado. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: Desecration Of Souls, Welcome Princess Of Hell, To One Far Away, Night Of The Unborn

In The Shadows – Mercyful Fate





















NOTA: 1/10


Foi apenas em 1993 que o Mercyful Fate decidiu retornar com seu 3º álbum, o In The Shadows. Após o Don't Break The Oath, King Diamond seguiu carreira solo, enquanto Hank Shermann também desenvolveu outros projetos. Durante esse período, a banda ficou afastada, e o retorno aconteceu anos depois. Esse álbum representa justamente a tentativa de recuperar aquela identidade sem simplesmente fingir que o tempo não havia passado. Fora isso, eles trocaram de gravadora, estando agora na Metal Blade, e entrou o baterista Morten Nielsen. A produção, feita pela banda junto com Tim Kimsey, deixou uma sonoridade mais encorpada. As guitarras são baseadas em riffs pesados, harmonizações e solos, mas agora com mais variação. O baixo ficou mais denso e a bateria, com uma maior dinâmica, mas tudo continua muito sem graça e faltando dinâmica. O repertório é ruim, tendo canções bem previsíveis e genéricas. No final, é um álbum horrível e cansativo. 

Melhores Faixas: (.............................) 
Piores Faixas: Shadows, The Bell Witch, The Old Oak, Thirteen Invitations, Is That You, Melissa

Time – Mercyful Fate





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, eles retornam com mais um disco intitulado Time, que foi bem mais tematizado. Após o In The Shadows, eles estavam tendo uma preocupação maior com a construção das músicas como conjuntos completos, em vez de simplesmente apresentar uma sequência de riffs e solos. O Mercyful Fate passa a se importar mais com a forma como esses elementos são organizados para criar atmosfera, tensão e dinâmica. A produção foi basicamente a mesma, só que agora deixando uma abordagem mais limpa e definida. As guitarras continuam ocupando uma posição central e possuem definição suficiente para que os riffs e as harmonizações sejam percebidos com clareza. O baixo ficou mais sustentável, a bateria tem mais dinâmica e os vocais do King Diamond estão mais variados, mas tudo continua bastante previsível e sem variação. O repertório é ruim, tendo canções que são bem genéricas. No final, é um álbum terrível e muito tedioso. 

Melhores Faixas: (..............) 
Piores Faixas: Lady In Black, Witches' Dance, Castillo Del Mortes, My Demon, Time

Into The Unknown – Mercyful Fate





















NOTA: 1/10


Se passaram dois anos para a banda voltar lançando um projeto novo, o Into The Unknown. Após o Time, eles tinham trocado de integrantes, com a entrada do baixista Sharlee D'Angelo e do baterista Bjarne T. Holm. Além disso, esse álbum traz um Mercyful Fate com uma sensação de exploração ao longo do disco, como se eles estivessem tentando levar sua sonoridade para ambientes diferentes sem abandonar completamente aquilo que o tornou reconhecível. A produção, feita junto com Brian Slagel, colocou de volta uma sonoridade pesada, só que mais definida. As guitarras ficaram mais presentes e contando com riffs mais graves e muita harmonização. O baixo está mais encorpado e a bateria tem mais variação, enquanto os vocais do King Diamond estão muito mais teatrais, só que tudo é muito arrastado, chegando a beirar o tédio. O repertório é horrível, e as canções são bastante medíocres e sem graça. Enfim, é um álbum muito ruim e esquecível. 

Melhores Faixas: (......zzzz......) 
Piores Faixas: Fifteen Men (And A Bottle Of Rum), Listen To The Bell, Holy Water, The Uninvited Guest

Dead Again – Mercyful Fate





















NOTA: 1/10


Se passaram dois anos para o Mercyful Fate lançar mais um álbum intitulado Dead Again. Após o Into The Unknown, a banda acabou se desfazendo do guitarrista Michael Denner e o substituiu por Mike Wead. Além de manter o Heavy Metal sombrio, os riffs elaborados, as harmonizações de guitarra, as mudanças de andamento e a teatralidade do King Diamond, existe uma sensação maior de maturidade. A produção, feita por Sterling Winfield junto com a banda, seguiu uma abordagem bem mais limpa e com uma maior clareza no som. As guitarras possuem um pouco mais de riffs pesados, harmonizações e solos, mas existe uma abordagem um pouco mais direta em vários momentos. A cozinha rítmica ficou ainda mais sustentável e com poucas variações, deixando bem mais no centro os vocais de Diamond, mas tudo soa ainda mais arrastado e beirando a monotonia. O repertório é horrível, e as canções são insuportáveis. Enfim, é outro álbum terrível da banda. 

Melhores Faixas: (..................) 
Piores Faixas: The Lady Who Cries, Since Forever, Dead Again, The Night, Sucking Your Blood

9 – Mercyful Fate





















NOTA: 1,2/10


Então chegamos a 1999, quando eles lançaram seu 7º e último álbum até então, o 9. Após o Dead Again, o Mercyful Fate já estava completamente estabelecido em sua segunda encarnação. Ao mesmo tempo, existe uma característica importante nesse período: a banda começa a trabalhar com uma sonoridade mais pesada e moderna, sem abandonar completamente os elementos tradicionais. A produção, conduzida por Kol Marshall junto com a banda, seguiu uma abordagem mais pesada e moderna. As guitarras aparecem com bastante corpo, e os riffs têm uma presença mais encorpada, especialmente nas partes mais agressivas. A bateria ficou mais energética e o baixo está bem mais presente, enquanto os vocais do King Diamond estão mais variados. Mas, no geral, tudo é bem repetitivo e fica muito maçante. O repertório é péssimo, e as canções são genéricas e sem imersão. No final, é só mais um álbum chato deles antes de pararem e depois voltarem. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Kiss The Demon, Insane, Burn In Hell, Buried Alive, Last Rites


Review: Cursum Perficio do Anthrax

                   Cursum Perficio – Anthrax NOTA: 8,7/10 Dez anos depois, o Anthrax enfim retornou com um álbum novo, o Cursum Perficio. Ap...