sábado, 6 de junho de 2026

Analisando Discografias - Lord Infamous

                 

The Man The Myth The Legacy – Lord Infamous





















NOTA: 8/10


No ano de 2007, Lord Infamous lançou seu 1º álbum solo, o The Man, The Myth, The Legacy. Após o Da Unbreakables, o rapper deixou o Three 6 Mafia e passou a desenvolver sua própria trajetória por meio da Black Rain Entertainment, selo criado ao lado de II Tone. O álbum surgiu como seu primeiro grande trabalho solo distribuído nacionalmente, algo que os fãs aguardavam havia muitos anos desde o período das mixtapes dos anos 90. A produção ficou a cargo de D.J. Sounds, Enigma, Jae Bino, Quota e St. Kittz, que utilizaram graves pesados, baterias agressivas, sintetizadores sombrios e uma atmosfera urbana carregada. Os beats alternam entre o Memphis Rap e o Crunk, mantendo a crueza característica e colocando o flow preciso e acelerado de Infamous no centro. O repertório é ótimo, e as canções são agressivas e, ao mesmo tempo, descontraídas. No geral, é um ótimo álbum de estreia que acabou passando despercebido. 

Melhores Faixas: Pussy Stank, Jump, Ism 
Vale a Pena Ouvir: These Hoes, Money, Parking Lot, Club House Click

Scarecrow Tha Terrible – Lord Infamous





















NOTA: 8/10


Quatro anos depois, Lord Infamous lançou seu 2º álbum solo, o Scarecrow Tha Terrible. Após o The Man The Myth The Legacy, esse novo disco demonstra um esforço maior para recuperar elementos que haviam tornado o rapper uma figura cultuada no underground. O resultado é um trabalho mais obscuro, mais agressivo e mais alinhado à imagem que os fãs antigos associavam ao artista. A produção ficou a cargo de Mr. Maceo em parceria com o próprio rapper, seguindo um caminho mais moderno, com baterias mais limpas e graves pesados. Por outro lado, boa parte da atmosfera remete ao Memphis Rap dos anos 1990 e ao Horrorcore. Os sintetizadores sombrios, os efeitos assustadores, os timbres ameaçadores e os climas quase cinematográficos aparecem constantemente ao longo do disco. O repertório é ótimo, e as canções são bastante sombrias e energéticas. No fim, é um ótimo disco e que é bem pesado. 

Melhores Faixas: Come Back To Hell, Not All There 
Vale a Pena Ouvir: Wow, Vengeance, Psycho, Getcha Touched

King Of Horrorcore – Lord Infamous





















NOTA: 8,5/10


No ano seguinte, Lord Infamous lançava mais um álbum solo, o King of Horrorcore. Após o Scarecrow Tha Terrible, ele já estava estabelecido em sua carreira solo, e esse álbum reflete algo que havia construído ao longo dos anos: uma reputação baseada em letras macabras, narrativas violentas, imagens sobrenaturais e um flow que parecia saído diretamente de um pesadelo. Ao adotar esse título, ele praticamente reivindicava sua posição dentro do gênero. A produção ficou a cargo de Mr. Maceo, Psycho Child, Shy One e Vybe Beatz, que utilizam baterias secas, linhas de baixo pesadas, sintetizadores ameaçadores e melodias minimalistas. Em vários momentos, os beats lembram uma atualização moderna da estética que ele ajudou a moldar naquele período. O repertório é ótimo, e as canções alternam entre momentos mais divertidos e outros mais enérgicos. No geral, é um ótimo disco e, certamente, o melhor de sua carreira. 

Melhores Faixas: Bind Torture Kill, Darkness Of Da Kut, Skitzofrantic, I Just Want To Fuck 
Vale a Pena Ouvir: Make It Bubble, Black Days, 100 Shots

Scarecrow Tha Terrible (Part Two) – Lord Infamous





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2013, ano em que foi lançado o último álbum dO Lord Infamous, o Scarecrow Tha Terrible (Part Two). Após o King of Horrorcore, o rapper decidiu continuar a proposta apresentada naquele álbum de 2011. O personagem Scarecrow continua sendo o centro da narrativa, refletindo um pouco da persona que Infamous construiu ao longo da carreira: um narrador sombrio e quase sobrenatural, que observa o mundo por uma perspectiva marcada pelo crime, pelo horror psicológico e pela sobrevivência nas ruas. A produção ficou mais uma vez a cargo de Mr. Maceo e seguiu essa temática sombria e pesada, com beats inspirados no Horrorcore, graves constantes, baterias impactantes e sintetizadores sombrios. O problema, porém, é a falta de uma maior dinâmica. O repertório é irregular, apresentando algumas canções boas e outras mais fracas. No fim, é um disco mediano e, após isso, Lord Infamous veio a falecer em decorrência de uma parada cardíaca. 

Melhores Faixas: Formaldehyde, 6 Feet Deep, Blocking 
Piores Faixas: Drug Abuse, Bodybag, Blades


                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!            

Analisando Discografias - Gangsta Boo

                 

Enquiring Minds – Gangsta Boo





















NOTA: 6/10


Em 1998, a Gangsta Boo lançava seu 1º trabalho solo, intitulado Enquiring Minds. Após o Chapter 2: World Domination, ela já era uma das figuras mais reconhecidas e respeitadas da cena de Memphis. Mesmo sendo ainda uma adolescente naquela época, já havia conquistado respeito por sua agressividade no microfone e por conseguir competir em igualdade com o restante dos integrantes do Three 6 Mafia. A produção foi conduzida por DJ Paul e Juicy J, que utilizaram caixas secas, linhas de baixo profundas, teclados fantasmagóricos, samples minimalistas e beats que alternam entre o Horrorcore, Dirty South e o Crunk. Gangsta Boo demonstra enorme versatilidade. Em alguns momentos, assume uma postura ameaçadora típica do rap de rua de Memphis; em outros, apresenta letras mais íntimas ou provocativas. O repertório é ótimo, e as canções são profundas e, ao mesmo tempo, envolventes. No fim, é um ótimo disco, bastante consistente. 

Melhores Faixas: Where Dem Dollas At, Wanna Go To War, Don't Stand So Close, High Off That Weed, F**k You, This Is Personal, Money And The Powder 
Vale a Pena Ouvir: Da Ones Close, Know Most, Life In The Metro, Be Real

Both Worlds, *69 – Gangsta Boo





















NOTA: 9/10


Entrando em 2001, ela retorna com seu 2º disco solo, o *Both Worlds, 69, que se mostrou um trabalho mais profundo. Após o Enquiring Minds, ela continuou trabalhando ao lado do Three 6 Mafia enquanto o coletivo alcançava níveis cada vez maiores de popularidade dentro do Rap sulista. Nesse cenário, Gangsta Boo buscou equilibrar duas identidades: a rapper agressiva criada no circuito underground de Memphis e uma artista capaz de dialogar com um público mais amplo. A produção ficou a cargo da mesma equipe do álbum anterior, mas agora soa bem mais limpa, utilizando linhas de baixo extremamente profundas, baterias secas, sintetizadores sombrios e atmosferas características do Memphis Rap. A voz dela continua firme, onde alterna entre flows agressivos, momentos mais melódicos e interpretações carregadas de sarcasmo. O repertório é incrível, e as canções são bastante pesadas e imersivas. No fim, é um baita disco e o melhor de sua carreira. 

Melhores Faixas: Mask 2 My Face, Love Don't Live (U Abandoned Me), Victim Of Yo' Own Shit, Same Block, Hard Not 2 Kill, I Faked It Last Night 
Vale a Pena Ouvir: Good & Ho, Chop Shop, I Thought U Knew

Enquiring Minds II - The Soap Opera – Gangsta Boo





















NOTA: 4/10


Então chegamos a 2003, ano em que foi lançado seu último álbum solo, o Enquiring Minds II: The Soap Opera. Após o Both Worlds, 69, Gangsta Boo estava passando por uma fase de afastamento do Three 6 Mafia, grupo com o qual havia construído sua reputação. O disco acabou funcionando como uma espécie de redefinição artística, mostrando uma rapper tentando estabelecer uma identidade própria fora da sombra do coletivo de Memphis. A produção foi bem mais diversificada, contando com nomes como Drumma Boy e Kool Ace, entre outros. Os sintetizadores fantasmagóricos e os beats claustrofóbicos típicos de Memphis ainda aparecem ocasionalmente, mas agora dividem espaço com instrumentais mais limpos que dialogam com o Crunk. Com isso, o álbum soa repetitivo. O repertório é fraquíssimo, tendo poucas canções realmente interessantes. No fim, é um disco ruim e, após seu lançamento passou a lançar trabalhos esporádicos até seu falecimento, no início de 2023. 

Melhores Faixas: Let Me Get That Off You, 3-Way (Infatuation, Lust & Love), City Streets, Down Chick 
Piores Faixas: Jail Talk, Where They Hang, Weed & Cocaine, Posted @ Tha Bar, Cutty Girl

     

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Analisando Discografias - Koopsta Knicca

                 

Da Devil's Playground: Underground Solo – Koopsta Knicca





















NOTA: 9,7/10


Em 1999, Koopsta Knicca lançava seu sensacional 1º álbum solo, o Da Devil's Playground: Underground Solo. Após o Chapter 2: World Domination, ele ganhou a oportunidade de demonstrar sua própria identidade artística. Koopsta sempre se destacou por seu tom de voz hipnótico, sua entrega quase fantasmagórica e suas letras que misturavam ocultismo, espiritualidade sombria e narrativas de rua. Mesmo assim, este trabalho soa como um álbum do Three 6 Mafia disfarçado de álbum solo de um de seus integrantes. A produção ficou a cargo do DJ Paul e Juicy J, que criaram beats que não dependem de complexidade técnica. Pelo contrário, a força da produção está justamente na simplicidade, utilizando teclados sinistros, linhas de baixo profundas e amostras vocais que criam uma sensação constante de ameaça, incorporando a estética do Memphis Rap. O repertório é incrível, e as canções são bastante pesadas. No fim, é um baita disco e um verdadeiro clássico. 

Melhores Faixas: Stash Pot (Original), Judgement Nite, Crucifix, Robbers, Smoking On A J., Front A Busta, Now I'm Hi (Pt. 2) 
Vale a Pena Ouvir: Purple Thang, Ready 2 Ride, Anna Got Me Clickin'

Da K Project – Koopsta Knicca





















NOTA: 3/10


Em 2002, Koopsta Knicca retorna com seu 2º álbum solo, o fraquíssimo Da K Project. Após o clássico Da Devil's Playground: Underground Solo, Koopsta encontrava-se afastado do núcleo principal do Three Six Mafia. Aqui, ele decidiu fazer um trabalho que seguia as tendências comerciais que começavam a favorecer o som mais acessível do sul dos Estados Unidos. A produção ficou por conta de Blac Elvis, Niko Lyras e Ski Mask, que criaram beats mais orgânicos, utilizando linhas de baixo pesadas, baterias secas, teclados sombrios e melodias minimalistas. Os produtores exploram ambientes ameaçadores e obscuros, mas algumas faixas se aproximam mais do Gangsta Rap tradicional, incorporando elementos do Dirty South e Memphis Rap. Ainda assim, tudo soa bastante repetitivo e marcado por uma falta de variação nos flows. O repertório é muito ruim, e as canções são bastante genéricas, com poucas interessantes. No geral, é um álbum péssimo e chatíssimo. 

Melhores Faixas: No Respect, When The Shit Hitz The Fan, End Of The Line 
Piores Faixas: Benjamins, Mr. Merchant, Smoke It Up, See A Ho, Judy Lynn, Beat A Ho, It’s Not Right

Undaground Muzic Volume One – Koopsta Knicca





















NOTA: 5/10


No ano seguinte, ele retorna lançando mais um álbum, o Undaground Muzic Volume One. Após o Da K Project, Koopsta Knicca, diferentemente de seus antigos companheiros de grupo, que alcançavam níveis cada vez maiores de exposição comercial, permanecia ligado ao circuito underground, produzindo música para uma base de fãs que valorizava justamente suas características mais obscuras e autênticas. A produção foi feita por ele junto com Boogaloo, DJ Jus Borne, entre outros, que apostaram em beats mais variados, utilizando baterias eletrônicas pesadas, linhas de baixo profundas e sintetizadores melancólicos, mantendo vínculos claros com a tradição de Memphis. Mas o grande problema é que muitos momentos parecem reciclados, tornando o álbum bastante maçante. O repertório até começa bem, mas depois decai com canções chatíssimas. Enfim, é um álbum bastante mediano e que apresenta muitas falhas. 

Melhores Faixas: Hoe Don't Violate (Ghetto), Thinkin' Deadly, Cracked House, Ghetto 
Piores Faixas: Month 1/2 Left, Porno Movie 2, Lookin' 4 A Stallion, Bald Heads

De Inevitable – Koopsta Knicca





















NOTA: 3/10


Mais um ano se passou, e outro álbum foi lançado: De Inevitable, que trouxe pouquíssimas novidades. Após o Undaground Muzic Volume One, Koopsta queria continuar reforçando tudo aquilo que já havia definido sua carreira: letras sombrias, referências às ruas, paranoia, violência, consumo de drogas e a atmosfera obscura típica do Memphis Rap. Com isso, ele decidiu apostar em uma sonoridade mais ampla, com um foco maior no cotidiano urbano. Produzido por ele junto com Blac Elvis, Lil Pat e Scan Man, o álbum segue aquela abordagem em que os beats têm grande uso de graves pesados, baterias eletrônicas secas e sintetizadores sombrios, incorporando também influências do Crunk e do Rap sulista que dominavam o período. Só que tudo soa bastante repetitivo, com a maioria dos flows sendo previsível. O repertório é muito ruim, e as canções são bem fracas, com poucas exceções. No final de tudo, é outro disco fraco e bastante tedioso. 

Melhores Faixas: Bout' To Lose My Mind, Whoop Dat Bitch, North, South, East Memphis
Piores Faixas: Smokin On Dat Dro, Halloween, Black Rain, Kick Shit, Fiya, Sadity Bitches, Bustin Heads

The Mind Of Robert Cooper – Koopsta Knicca





















NOTA: 8/10


Então chegamos a 2005, quando foi lançado seu 5º e último álbum, o The Mind Of Robert Cooper. Após o De Inevitable, Koopsta escolheu utilizar seu nome de batismo, Robert Cooper, sugerindo uma exploração mais direta de seus pensamentos, experiências e visão de mundo. O álbum foi lançado pela 40 West Records e serviria como uma demonstração de que ele poderia seguir sua carreira sem o apoio do Three 6. A produção feita junto com Lil Pat, Scan Man, entre outros, e segue a fórmula de sempre: os beats continuam fortemente ligados ao Rap de Memphis, mas apresentam influências do Crunk. Os graves permanecem pesados e as baterias são secas. Porém, o maior problema é que tudo soa bastante previsível e arrastado. O repertório é fraquíssimo, e as canções são, em sua maioria, bastante esquecíveis. No geral, esse álbum foi uma demonstração de que Koopsta teve uma gestão de carreira ruim e permaneceu assim até seu falecimento, em 2015. 

Melhores Faixas: Life In Bondage, No Action, Memphis To Hollywood, Top Secret 
Piores Faixas: Because Of You, Shit Starter, I Spot You, Soar High, Wanksta, Everlast
  

                                                                               Então é isso e flw!!!             

Analisando Discografias - Juicy J: Parte 2

                  

Mental Trillness 2 – Juicy J





















NOTA: 6/10


No ano de 2024, ele retorna lançando Mental Trillness 2, que não trouxe tantas mudanças. Após o Mental Trillness, Juicy J parece ainda mais reflexivo e autoconsciente do que no primeiro volume. Em vez de retornar à fórmula de festas e excessos que dominou grande parte de sua carreira, ele continua explorando as consequências emocionais da fama, dos vícios, do envelhecimento e dos relacionamentos pessoais. A produção foi feita pelo rapper junto com Tizzle, TrashBaggBeats, entre outros, misturando elementos clássicos do Memphis Rap com abordagens mais modernas. Alguns instrumentais incorporam samples ou releituras de músicas antigas, criando uma sensação constante de diálogo com o passado. Há também elementos de Trap e Jazz Rap, embora os mesmos erros do trabalho anterior se repitam. O repertório é irregular, com canções divertidas e outras bastante sem graça. No fim, são dois trabalhos medianos que deixam a desejar. 

Melhores Faixas: Bury My Problems, Money Flippa, My Hood, Cut Back 
Piores Faixas: Desperate Measures, All It Takes, Switched Up, 4 Life

Ravenite Social Club – Juicy J





















NOTA: 8,5/10


Meses depois, foi lançado o mais recente álbum deo Juicy J até então, o Ravenite Social Club. Após as mixtapes Mental Trillness, o rapper decidiu fazer uma mudança radical de direção artística. O álbum foi apresentado como um trabalho fortemente influenciado por Jazz Rap e Boom Bap, algo que poucos imaginavam ouvir de um dos criadores da estética da Three 6 Mafia. O título faz referência ao famoso Ravenite Social Club, um clube localizado em Little Italy, Nova York, que ficou conhecido por suas ligações históricas com figuras da máfia ítalo-americana. A produção é bem mais diferenciada, apostando em pianos de Jazz, baterias orgânicas, linhas de baixo suaves, arranjos Soul e uma instrumentação muito mais refinada. Com isso, Juicy utiliza seu flow simples e direto, mas agora o coloca sobre instrumentais muito mais sofisticados. O repertório é muito bom, e as canções são profundas e cheias de mensagem. Enfim, é um ótimo disco e muito reflexivo. 

Melhores Faixas: Suicide Doors, To You, Don't Go Out, Deserve It, One In A Million 
Vale a Pena Ouvir: Sometimes, Everything All Good, Things Changed


quinta-feira, 4 de junho de 2026

Analisando Discografias - Juicy J: Parte 1

                 

Chronicles Of The Juice Man (Underground Album) – Juicy J





















NOTA: 8,2/10


Em 2002, o Juicy J lançava seu primeiro trabalho solo, intitulado Chronicles Of The Juice Man (Underground Album). Após o lançamento do When the Smoke Clears: Sixty 6, Sixty 1, Juicy aproveitou a oportunidade para mostrar sua identidade individual sem abandonar a estética coletiva de Memphis. Em vez de buscar uma reinvenção artística, ele utiliza o disco para reforçar os elementos que haviam tornado o Three 6 Mafia famoso. A produção, feita por ele em parceria com DJ Paul, é marcada por baterias secas, graves pesados, sintetizadores sombrios, samples manipulados e uma sensação constante de paranoia urbana. Outro aspecto interessante é a presença de diversos elementos que conectam o álbum à tradição das mixtapes underground do rapper, com Juicy demonstrando muita entrega em cada faixa. Falando nisso, o repertório é muito bom, e as canções são bastante divertidas. Enfim, é um ótimo disco e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Who Da Buckest, Mafia Niggaz, Buck Gangsta Beat 
Vale a Pena Ouvir: Smoke Dat Weed, Soldiers From The Northside, Like A Pimp, Killa Klan

Hustle Till I Die – Juicy J





















NOTA: 8/10


Foi só em 2009 que ele retornou com seu 2º álbum solo, intitulado Hustle Till I Die. Após o Chronicles Of The Juice Man (Underground Album), o Three 6 Mafia começava a mostrar sinais de desgaste interno, com a saída de membros importantes e mudanças na dinâmica que havia definido sua era clássica. Nesse cenário, Juicy J decidiu lançar um álbum que servisse como reafirmação de sua identidade. A produção, feita pelo próprio rapper, apresenta uma sonoridade pesada: os graves são enormes, os sintetizadores são ameaçadores, as baterias são secas e agressivas, e os refrões são construídos para funcionar em carros equipados com sistemas de som potentes seguindo a temática do Trap. Seus flows continuam bastante precisos e conseguem sustentar a imersão proposta pelo álbum. O repertório é muito bom, e as canções são bem tematizadas e até profundas. No fim, é um disco bacana e bastante subestimado. 

Melhores Faixas: 30 Inches (Gucci Mane roubando a cena), You Can Get Murked, Let's Get High 
Vale a Pena Ouvir: Violent, North Memphis Like Me, Real D Boyz, Ugh Ugh Ugh

Blue Dream & Lean – Juicy J





















NOTA: 9/10


No ano de 2011, o Juicy J lançava a mixtape Blue Dream & Lean, que foi extremamente importante. Após o Hustle Till I Die, o rapper estava cada vez mais próximo da Taylor Gang do Wiz Khalifa e começava a se transformar numa figura central da cultura Stoner Rap que dominaria boa parte do início da década de 2010. O próprio título resume a proposta do trabalho: maconha ("Blue Dream", uma variedade popular da droga) e lean (mistura de xarope com refrigerante). Produção feita por ele junto com DJ Scream, Lex Luger, Sonny Digital e entre outros, seguiram por beats orgânicas com 808s gigantescos, caixas explosivas, sintetizadores ameaçadores e uma sensação constante de grandiosidade. Com eles basicamente misturando Trap, Dirty South e Gangsta Rap e sendo tudo bem amarrado e com os flows do Juicy J sendo bem variados. O repertório é incrível, e as canções são todas bem energéticas. No geral, é uma ótima mixtape e que é um clássico. 

Melhores Faixas: Riley, Juicy J Can’t, Real Hustler's Don't Sleep (A$AP Rocky mandou bem demais), Get Higher, Got A New One, Aint Allowed Where I'm From, Stoners Night Pt 2 (ótima feat do Wiz Khalifa), I Don't Play With Guns, Zip & A Double Cup Rmx 
Vale a Pena Ouvir: U Trippy Mane, Been Gettin' Money, Lucky Charm, You Want Deez Rackz, Countin Faces

Stay Trippy – Juicy J





















NOTA: 8/10


Dois anos depois, o Juicy J retorna com um novo álbum intitulado Stay Trippy, que foi mais acessível. Após o Blue Dream & Lean, esse trabalho foi lançado em parceria da Kemosabe Records, Columbia Records e em parceria com a Taylor Gang do Wiz Khalifa, consolidando a aliança que vinha sendo construída desde o início da década. Nesse período, o Trap havia se tornado a principal força do Rap sulista, e Juicy J conseguiu algo raro: permanecer relevante mais de vinte anos após iniciar sua carreira. Produção feita por ele junto com nomes como Supa Dups, Timbaland, Young Chop e entre outros, que foram para um lado mais polido e acessível, com os graves sendo gigantescos, os hi-hats acelerados continuam presentes e os refrões seguem extremamente repetitivos, dialogando tanto com Trap e Memphis Rap. O repertório é muito bom, e as canções vão desde um lado melódico ao profundo. No geral, é um ótimo disco e que é injustamente subestimado. 

Melhores Faixas: Bandz A Make Her Dance (ótima feat do Lil Wayne), Smokin' Rollin' (Pimp C mandando bem), Smoke A N***a (Wiz Khalifa amassando), Bounce It 
Vale a Pena Ouvir: So Much Money, Scholarship (A$AP Rocky foi bem), Stop It, Money A Do It

Rubba Band Business – Juicy J





















NOTA: 6/10


Quatro anos depois, Juicy J lançou mais um álbum novo, o Rubba Band Business. Após o Stay Trippy, ele procurou criar um trabalho mais próximo das ruas e da estética do Trap. A expectativa dos fãs era justamente ouvir uma mistura entre o Juicy J clássico da era Three 6 Mafia e o Juicy J moderno que havia conquistado uma nova geração ao lado de Wiz Khalifa. A produção foi diversificada, contando com Metro Boomin, Lex Luger, Mike Will Made It, entre outros, que entregam bases pesadas, carregadas de 808s, hi-hats acelerados e sintetizadores sombrios. Ao mesmo tempo, Juicy mantém sua identidade por meio de refrões simples, flows variados, ad-libs característicos e da atmosfera hedonista que o acompanha desde os anos 90. O problema é que tudo soa bastante repetitivo e carece de mais dinâmica. O repertório até começa bem, mas depois decai com canções fraquinhas. No geral, é um álbum irregular e que é bem tedioso. 

Melhores Faixas: Too Many (Wiz Khalifa e Denzel Curry mandaram bem), A Couple, No English (ótima feat do Travis Scott) 
Vale a Pena Ouvir: Flood Watch, Hot As Hell, Buckets

The Hustle Continues – Juicy J





















NOTA: 8/10


Indo para 2020, Juicy J lançou seu 5º álbum solo, intitulado The Hustle Continues. Após o Rubba Band Business, o rapper acabou saindo da Columbia Records e passou a lançar seus trabalhos de forma independente. O disco funciona como uma celebração de sua longevidade. Com quase três décadas de carreira, Juicy não tenta provar que é o artista mais inovador da cena; ele simplesmente demonstra por que continua relevante. A produção, feita em sua maioria por ele mesmo, retoma uma estética sombria e pesada. Os graves são profundos, as baterias são pesadas, os hi-hats acelerados, os sintetizadores obscuros e as linhas de baixo extremamente presentes. Existe uma preocupação evidente em equilibrar nostalgia e modernidade, algo que funciona muito bem graças aos flows de Juicy, que se adaptam perfeitamente a essa proposta mais voltada para o Trap. O repertório é muito bom, e as canções são bastante densas. Enfim, é um ótimo álbum e bastante ousado. 

Melhores Faixas: Po Up (A$AP Rocky amassando), In A Min 
Vale a Pena Ouvir: Gad Damn High (Wiz Khalifa marcando presença), 1995 (Logic mandando bem), Memphis To LA

Mental Trillness – Juicy J





















NOTA: 6/10


Então chegamos em 2023, quando foi lançado o que é praticamente o último álbum do You Me At Six, o Truth Decay. Após o Suckapunch, o disco surge como um movimento de reconexão com a essência emocional e energética que originalmente definiu o grupo, com eles revisitando elementos do passado junto da experiência acumulados ao longo de mais de uma década de carreira. Produzido novamente por Dan Austin, o álbum foi bem mais pesado e direto, com a banda voltando a fazer aquele equilíbrio entre Rock alternativo, Pop Punk e até um pouco de Emo-Pop. As guitarras possuem riffs rápidos, e agressivos, e os vocais de Josh Franceschi conseguem ser bem intensos e ter uma entrega emocional direta. Porém, tudo fica muito repetitivo e com falta de uma dinâmica maior, já que existe um vazio na instrumentação. O repertório é mediano, tendo canções boas e outras genéricas. No final de tudo, é um álbum de despedida bem decepcionante e irregular. 

Melhores Faixas: God Bless The 90s Kids, Deep Cuts, Smile To Make You Weak(er) At The Knees 
Piores Faixas: Mydopamine, Who Needs Revenge When I've Got Ellen Era, Breakdown


                                                                             Por hoje é só, então flw!!!    

Analisando Discografias - Lord Infamous

                  The Man The Myth The Legacy – Lord Infamous NOTA: 8/10 No ano de 2007, Lord Infamous lançou seu 1º álbum solo, o The Man, ...