sábado, 24 de outubro de 2026

Review: Álbum Autointitulado da Pitty

                   

PITTY – PITTY





















NOTA: 6/10


Recentemente, a Pitty retornou com seu 6º álbum de estreia autointitulado, e as coisas ficaram estranhas. Após o Matriz, a cantora nesse meio tempo enfrentou pandemia, retorno aos palcos e claro, teve mudança de formação. Já que o baixista Guilherme Almeida e ao Paulo Kishimoto teve que assumir o instrumento. Também uma troca de bateristas já que Daniel Weksler saiu (isso antes do fim do casamento dele com a Pitty), aí entrou Jean Dollabella que ficou pouco tempo e entrou a Nicolly Demeneghe. A produção feita como sempre junto com Rafael Ramos, fizeram um equilíbrio entre peso e acessibilidade, ainda seguindo Rock alternativo com elementos da música Pop e Dance alternativo. As guitarras servindo mais como sustento harmônico, o baixo e bateria tem mais presença e elementos eletrônicos são constantes, mesmo que seja pouco variado. O repertório é irregular, tem canções boas e outras esquisitas. No final, é um álbum mediano e sem consistência. 

Melhores Faixas: Sobriedade Seletiva, Álbum De Casamento, Sobremesa, Armadura 
Piores Faixas: Cuidada, Desobediente, Madame, "Amiga,"
 

                                                                                        É isso, então flw!!!              

Analisando Discografias - Art Popular

                 

O Canto Da Razão – Art Popular





















NOTA: 1/10


Em 1993, o Art Popular lançava seu álbum de estreia, intitulado O Canto da Razão. Formado por volta de 1984, na capital paulista, o grupo contava com Leandro Lehart (vocal e cavaquinho), Denilson Pimpolho (tantã), Malli (percussão), Evandro (repique), Tcharlinho (percussão) e Márcio Art (vocal e reco-reco). No começo, eles tocavam em bares, mas pararam no início dos anos 90 e, aproveitando a popularidade do Raça Negra, decidiram tentar lançar um álbum pelo selo Kaskata’s. A produção foi feita pelo próprio grupo, que colocou um som acessível, mesmo com todas as suas limitações, juntando tanto o Pagode romântico quanto o Samba. A percussão é bem constante, trazendo movimento e envolvência, e o uso do banjo e do cavaquinho deixa tudo com uma sonoridade bastante raiz. Porém, tudo é muito genérico, e o grande destaque fica sempre para os vocais do Lehart. O repertório é ruim, com canções bem chatinhas. Enfim, é um álbum fraco, mas que fez sucesso. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: Utopia, O Canto Da Razão, Percepção, Doce Viagem

Nova Era – Art Popular





















NOTA: 1/10


Dois anos se passaram até o Art Popular lançar seu 2º álbum de estúdio, o Nova Era. Após O Canto da Razão alcançar muito sucesso, a gravadora EMI ficou interessada e assinou com o grupo. A mudança para uma gravadora de maior porte trouxe a oportunidade de ampliar a produção e alcançar uma audiência mais abrangente. A produção foi conduzida pelo próprio Leandro Lehart, com um som mais limpo e polido, seguindo totalmente a estética do pagode romântico daquele período. O cavaquinho, o banjo, o tantã, o repique e o pandeiro continuam fundamentais para o balanço, mas a presença da bateria em boa parte do repertório amplia a sustentação rítmica e permite variar a intensidade das músicas. Porém, o problema é que tudo soa exatamente como uma cópia do que o Raça Negra estava fazendo. O repertório é muito ruim, com canções bastante constrangedoras. No geral, é outro álbum ruim, e foi aqui que aconteceu a explosão comercial do grupo. 

Melhores Faixas: (.................................) 
Piores Faixas: Botando Pra Quebrar, Dindinha, Iraê, Dar As Mãos, Nova Era

Temporal – Art Popular





















NOTA: 1,2/10


No ano seguinte, o Art Popular retornou com seu 3º álbum, o Temporal, que foi mais diversificado. Após o Nova Era, o grupo alterna momentos de energia e descontração com canções mais sentimentais, dando ao disco uma identidade que não depende exclusivamente das baladas românticas. O próprio título sugere uma dimensão emocional mais instável, embora a proposta geral do trabalho seja mais abrangente do que a de um álbum centrado apenas em desilusões amorosas. A produção seguiu aquela abordagem limpa e mais ampla, colocando o pagode romântico em diálogo com elementos do Adult Contemporary, Forró e da Soul music. O cavaquinho, o banjo, o tantã, o pandeiro e o repique são preservados, mas o grupo procura variar a maneira como esses elementos se relacionam com a melodia e a marcação rítmica. Só que tudo parece extremamente pasteurizado. O repertório é ruim, e as canções são muito ridículas. No final, é um álbum péssimo e irritante. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Nani, Vermelhão, Um Auê Com Você, Pimpolho, Vestida De Doida

Sambapopbrasil – Art Popular





















NOTA: 1/10


Mais um ano se passou até o grupo lançar um novo trabalho, o Sambapopbrasil. Após o Temporal, o Art Popular manteve sua trajetória ascendente e demonstrou interesse em ampliar a linguagem do pagode com diferentes referências musicais. O próprio título sintetiza a proposta de aproximar o samba de outras linguagens da música popular brasileira e internacional. A produção de Lehart seguiu uma abordagem bem limpa e muito mais variada, juntando o pagode com elementos do Samba-canção, Adult Contemporary, Sertanejo e até da música eletrônica. Só que, claro, os cavaquinhos e a percussão continuam presentes, mas os arranjos procuram abrir espaço para texturas mais modernas, com bases rítmicas organizadas. Porém, tudo é muito irregular, e fica a sensação de que tudo está completamente bagunçado. O repertório é horrível, e as canções são todas muito genéricas. No fim, é outro álbum extremamente esquecível. 

Melhores Faixas: (....zzz....) 
Piores Faixas: Mensagem De Revista, Vestida De Louca (Vestida De Doida), Requebrabum, Bota A Calça, Tomateira

Ao Vivo Sem Abuso – Art Popular





















NOTA: 1,4/10


Então chegamos a 2003, quando o Art Popular lançou aquela que seria sua obra definitiva, o Ao Vivo Sem Abuso. Após o Sambapopbrasil, o grupo continuou lançando alguns trabalhos, mas, no começo dos anos 2000, Leandro Lehart saiu, com Márcio Art assumindo como principal vocalista. Porém, isso não durou muito tempo, já que Lehart voltou. Esse projeto foi realizado ao vivo na casa de espetáculos Broadway, em São Paulo, no dia 12 de junho de 2003, e trouxe composições inéditas. A produção, feita, como sempre, pelo próprio Leandro Lehart, contou com o auxílio do Marcos Sabóia, que conseguiram estabelecer uma abordagem orgânica. O cavaquinho e a percussão sustentam o balanço, enquanto a interação entre as vozes cria uma dimensão coletiva bastante certeira, mesmo que a abordagem continue a mesma de sempre. O repertório é fraquinho, com canções esquecíveis. No fim, é outro álbum chato, e, depois dele, o grupo continuou lançando outros projetos. 

Melhores Faixas: (...........) 
Piores Faixas: Fraldinha, Dança Do Patati, Gandaia, Sincera, Você Em Mim

  

Analisando Discografias - Grupo Menos É Mais

                 

Churrasaquinho Menos É Mais (Ao Vivo) – Grupo Menos É Mais





















NOTA: 8,2/10


No ano de 2020, o Grupo Menos É Mais lançava o álbum ao vivo Churrasquinho Menos É Mais. Formado em 2017, lá em Gama, no Distrito Federal, por Gustavo Goes (repique), Jorge Farias (tantã) e Pietro Silva, que era vocalista, mas acabou saindo, o grupo passou por mudanças em sua formação. Com o tempo, entraram Paulinho Félix (pandeiro), Ramon Alvarenga (surdo) e Duzão Menezes como novo vocalista. Inicialmente, seus primeiros trabalhos eram bem mais puxados para pot-pourris de regravações de clássicos do Pagode, e eles tinham recém-assinado com a Som Livre. A produção foi feita pelo próprio grupo, que seguiu uma sonoridade limpa. O cavaquinho coloca linhas melódicas, a percussão dá movimento e os vocais do Duzão, mesmo com suas limitações, são bem calorosos. O repertório ficou muito bom, com canções que estão bem conectadas e são bem interpretadas. Enfim, é um ótimo álbum que cumpre sua proposta. 

Melhores Faixas: Melhor Eu Ir / Ligando Os Fatos / Sonho de Amor / Deixa Eu Te Querer, Quem / Frenesi / Deixa Alagar 
Vale a Pena Ouvir: Tempo de Aprender / Energia Surreal / Não Pedi Pra Me Apaixonar / Deixa Acontecer, Vai Me Dando Corda

Plano Piloto – Grupo Menos É Mais





















NOTA: 8,5/10


No ano seguinte, foi lançado mais um álbum do Menos É Mais, o Plano Piloto, que apresentou uma mudança. Após o Churrasquinho Menos É Mais, o grupo precisava demonstrar que também poderia construir um repertório próprio, criar refrões memoráveis e desenvolver uma identidade que não dependesse exclusivamente da nostalgia. A mudança não exigia abandonar a tradição do pagode, mas encontrar novas composições capazes de funcionar dentro da linguagem musical que já havia conquistado seus ouvintes. A produção, feita agora por Rafael dos Anjos, seguiu um som limpo e elaborado. O violão e o cavaquinho estabelecem a base harmônica, enquanto o baixo reforça a pulsação e a percussão mantém o movimento característico do gênero. Os vocais do Duzão continuam melódicos e naturais. O repertório é muito legal, e as canções são muito divertidas. Enfim, é um ótimo trabalho que mostrou uma evolução. 

Melhores Faixas: Adorei, Pagando Mal Com Mal, Quase 3 Semanas, Ela é Pagodeira (participação do Xande De Pilares) 
Vale a Pena Ouvir: Jurerê, Plano A Plano B, Drama

Churrasquinho 3 (Ao Vivo) – Grupo Menos É Mais





















NOTA: 5/10


Se passou um tempo, e o Menos É Mais lançava, o Churrasquinho 3, que voltou aquela abordagem minimalista. Após o Plano Piloto, o grupo lançou alguns álbuns ao vivo com uma estrutura maior, mas decidiram voltar as origens do primeiro da até então trilogia Churrasquinho. Só que agora em vez de fazer um trabalho só de Pout-Pourri com clássicos do Pagode, aqui tem composições inéditas e material próprio. A produção feita pelo Dudu Borges e Paulinho Félix, capturou a gravação local e deixaram uma sonoridade intimista que deixa essa abordagem do Pagode romântico sempre no centro. Com isso, temos uma temática quase que um roda de samba, tendo muito uso de cavaquinhos, violões que aumentam a harmonia e a percussão que deixa algo movimentado, mas é aquilo muita coisa soa repetitiva e com tempo fica bem cansativo. O repertório é mediano, tem canções legais e outras que são só genéricas. No final, é um álbum irregular e a partir daí começou uma queda. 

Melhores Faixas: Jejum de Amor / Caixa Postal / Vida Vazia, Oposto, Pra Você / Coisa Linda / O Que Eu Também Não Entendo 
Piores Faixas: Página de Amigos / Inevitável / Flor, Mais Do Mesmo, Coração Partido (Corazón Partío)

Churrasquinho 4 (Ao Vivo) – Grupo Menos É Mais





















NOTA: 3/10


No final de 2025, o Grupo Menos É Mais lançava Churrasquinho 4, que foi um pouco mais variado. Após o Churrasquinho 3, foram revelados os motivos da saída de Jorge Farias, que estava afastado dos palcos desde 2023. O motivo foi que ele quis continuar no ramo, mas como empresário de artistas. Com isso, o grupo continuou como um quarteto e já estava completamente consolidado como um dos principais nomes do pagode moderno. A produção foi relativamente a mesma, só que agora colocando elementos mais abrangentes, como os cavaquinhos, que ficaram mais articulados, a percussão, que sustenta tudo e cria movimento, e os vocais do Duzão, são aquilo de sempre. O problema é que eles tentaram mudar os arranjos de músicas conhecidas, só que tudo fica muito sem forma. O repertório, por mais interessante que seja, tem interpretações decepcionantes e poucas canções decentes. No fim, é um álbum fraco que mostrou que eles se tornaram reféns do mainstream. 

Melhores Faixas: Brinda Aê, Dois Rivais / Aventureiro, Promessas De Vidro 
Piores Faixas: Traumas, Dois Habitantes, Quero Ser Feliz Também / Será / Tempo Perdido, Amor Sem Fim / Ah Moleque, Beija Eu

MOLHO (Ao Vivo) – Grupo Menos É Mais





















NOTA: 2,5/10


Recentemente, o Menos É Mais lançou mais um álbum intitulado MOLHO (que, por sinal, gostaram dessa palavra). Após o Churrasquinho 4, o grupo decidiu reunir algumas faixas que havia lançado anteriormente que se tornaram sucesso, além de incluir algumas inéditas e pot-pourris. A nova etapa do projeto tem uma ligação especial com Belém, no Pará. A gravação audiovisual, realizada no início de junho de 2026, aconteceu no Mercado de São Brás, espaço tradicional da capital paraense. A produção feita por Dudu Borges, Paulinho Félix e do próprio grupo, que mantiveram aquele som caloroso. A grande mudança foi a valorização dos instrumentos orgânicos, já que o cavaquinho fica sempre no centro e a percussão está mais variada, só que tudo fica muito previsível e recheado daqueles mesmos clichês. O repertório, mais uma vez, apesar de promissor, é bem fraco, com várias canções genéricas e mal interpretadas. Em suma, é um álbum ruim e entediante. 

Melhores Faixas: Pela Última Vez, Tarde Demais / Mágica / Oh! Chuva 
Piores Faixas: Champanhe, Saudade Inconveniente, 40 Graus De Amor / A Carta / Fica, P do Pecado (Simone Mendes estragou bem a música)

  

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Richard Ashcroft

                 

Alone With Everybody – Richard Ashcroft





















NOTA: 9/10


Em 2000, Richard Ashcroft lançou seu 1º trabalho solo, o Alone With Everybody. Após o Urban Hymns com o The Verve, a banda acabou se separando, e ele precisava demonstrar que sua capacidade de criar canções emocionantes, melódicas e grandiosas não dependia exclusivamente da contribuição dos antigos companheiros. Com isso, ele desenvolveu um projeto que optava por explorar as características que já dominava, aproximando o Rock alternativo de uma abordagem mais acessível. A produção, feita por Chris Potter junto com o cantor, apresenta um som polido e grandioso, combinando Pop Rock e elementos do Post-Britpop com Chamber Pop. As guitarras servem como sustentação harmônica, enquanto a utilização de cordas, metais, piano, guitarra pedal steel e instrumentos de percussão complementares deixa o som mais exuberante. O repertório é incrível, e as canções são bem profundas e suaves. No final, é um disco bacana e muito consistente. 

Melhores Faixas: A Song For The Lovers, Slow Was My Heart, I Get My Beat, C'mon People (We're Making It Now), Crazy World 
Vale a Pena Ouvir: New York, Everybody, Money To Burn

Human Conditions – Richard Ashcroft





















NOTA: 8,5/10


Dois anos se passaram até Richard Ashcroft lançar seu 2º álbum solo, o Human Conditions. Após o Alone With Everybody, o disco parte dessa mesma base, mas procura ampliar a dimensão emocional e temática das composições. O título sugere um interesse pelas contradições da experiência humana, incluindo a solidão, a esperança, a fé, o sofrimento, a necessidade de conexão e a dificuldade de encontrar sentido em meio às incertezas da vida. A produção segue a mesma temática, mas apresenta uma sonoridade mais elaborada. As guitarras continuam sendo importantes, embora não dominem todas as músicas da mesma maneira. A seção rítmica também apresenta uma abordagem flexível. O uso de teclados e arranjos de cordas deixa o som mais refinado, e os vocais de Richard estão bem mais ásperos. O repertório é muito legal, e as canções ficaram bastante reflexivas. Enfim, é um ótimo trabalho e um excelente complemento ao álbum anterior. 

Melhores Faixas: Check The Meaning, God In The Numbers, Science Of Science, Running Away 
Vale a Pena Ouvir: Lord I've Been Trying, Paradise

Keys To The World – Richard Ashcroft





















NOTA: 8,3/10


Quatro anos se passaram até Richard lançar mais um disco, o Keys to the World. Após o Human Conditions, o cantor procura tornar essa fórmula mais direta, dinâmica e acessível. A proposta continua ligada ao rock britânico, mas o repertório apresenta uma aproximação mais evidente com o Pop e com elementos da música orquestral, dando às composições uma energia que contrasta com a introspecção de determinados momentos do álbum anterior. A produção segue uma abordagem acessível e refinada, que combina elementos do Pop Rock e do Post-Britpop. As guitarras são bem variadas, ora sustentando as composições, ora servindo como elementos de destaque com timbres limpos. O baixo e a bateria contribuem para a sensação de movimento que caracteriza boa parte do álbum. Os arranjos de cordas acrescentam uma dimensão grandiosa, deixando os vocais de Richard bastante expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem melódicas. Enfim, é um álbum bacana e muito consistente. 

Melhores Faixas: Break The Night With Colour, Cry Til The Morning, Keys To The World 
Vale a Pena Ouvir: Music Is Power, Simple Song, World Keeps Turning

These People – Richard Ashcroft





















NOTA: 8/10


Dez anos se passaram até Richard Ashcroft lançar seu 4º álbum solo, o These People. Após o Keys to the World, ele procurou recuperar parte da grandiosidade de sua fase anterior, mas também introduz uma atmosfera que reflete um período de inquietação social e política. O próprio título sugere uma reflexão sobre as pessoas, seus comportamentos e as estruturas que influenciam a maneira como vivem. A produção foi novamente realizada em conjunto com Chris Potter e deixou uma sonoridade mais sombria e ampla, que trazia elementos do Britpop, mas agora apresentava influências da Indietronica e do Dance alternativo. Com isso, as guitarras ficaram bem mais limpas, e os elementos eletrônicos passaram a participar da estrutura das composições, ajudando a estabelecer ritmos, texturas e transições. Só que tudo parece não se encaixar, ficando entediante. O repertório é muito ruim, e as canções são medíocres, com poucas exceções. No geral, é um álbum terrível e um tropeço. 

Melhores Faixas: They Don't Own Me, Hold On, Black Lines 
Vale a Pena Ouvir: Everybody Needs Somebody To Hurt, Ain't The Future So Bright, This Is How It Feels, Songs Of Experience

Natural Rebel – Richard Ashcroft





















NOTA: 4/10


Dois anos se passaram até ele voltar com um novo álbum, o Natural Rebel, e as coisas só decaíram. Após o These People, Ashcroft decidiu voltar à sua zona de conforto, que consistia em desenvolver características que já faziam parte de seu repertório: refrões expansivos, guitarras de sonoridade clássica, interpretações vocais intensas e letras voltadas para sentimentos pessoais e reflexões sobre a vida. A produção, feita junto com Jon Kelly e Emre Ramazanoglu, trouxe aquela sonoridade orgânica e limpa. As guitarras são fundamentais para a identidade do disco, alternando entre bases acústicas, acordes abertos e intervenções elétricas. O baixo mantém uma presença discreta, enquanto a bateria estabelece uma condução firme e regular, evitando ritmos excessivamente elaborados. Mesmo assim, tudo fica muito arrastado e carece de variação. O repertório é ruim: o álbum começa mal e só consegue melhorar no final. Enfim, é outro álbum fraco e uma completa decepção. 

Melhores Faixas: A Man In Motion, We All Bleed, Born To Be Strangers, Streets Of Amsterdam Piores Faixas: Money Money, Surprised By The Joy, Birds Fly, All My Dreams, That's How Strong

Lovin' You – Richard Ashcroft





















NOTA: 6/10


Então chegamos ao ano de 2025, quando foi lançado o álbum mais recente de Richard Ashcroft, o Lovin’ You. Após o Natural Rebel, esse novo trabalho chega em um momento em que sua trajetória voltou a receber atenção graças à sua participação como convidado especial na turnê de estádios do Oasis. Esse novo projeto incorpora elementos do Dance alternativo e intervenções de produção mais evidentes, aproximando algumas faixas de uma linguagem contemporânea sem abandonar inteiramente suas raízes no rock. A produção, feita pelo cantor junto com Chris Potter e Emre Ramazanoglu, apresenta uma sonoridade acessível, combinando elementos do Post-Britpop com o Pop Rock tradicional. As guitarras são bastante limpas, enquanto o uso de programações, batidas marcadas e texturas de sintetizador assume posições importantes, deixando tudo muito sem forma. O repertório é irregular, com canções boas e outras esquecíveis. Enfim, é um álbum mediano e esquecível. 

Melhores Faixas: Out Of These Blues, Heavy News, Live With Hope 
Piores Faixas: Lovin’ You, Lover, I'm A Rebel

  

                                                                                              Bom é isso e flw!!!            

Analisando Discografias - The Verve

                 

A Storm In Heaven – The Verve





















NOTA: 9,8/10


No ano de 1993, o The Verve lançou seu álbum de estreia, intitulado A Storm in Heaven. Formada em 1990, na cidade de Wigan, na Inglaterra, por Richard Ashcroft nos vocais, Nick McCabe nas guitarras, Peter Salisbury na bateria e Simon Jones no baixo, a banda surgiu em um período em que o Shoegaze estava completamente no seu ápice criativo. Eles entraram nessa onda, lançando alguns EPs, mas com um grande diferencial, já que misturavam o gênero com a psicodelia. A produção do John Leckie e lançado pelo selo Hut, o álbum apresenta um som dinâmico e detalhado, combinando Shoegaze, Neo-psicodelia e Space Rock. As guitarras são carregadas de camadas, reverbs e texturas, o baixo possui linhas melódicas, a bateria apresenta marcações diretas e os vocais de Richard são bastante frágeis e intensos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bastante atmosféricas e densas. No final, é um baita disco e certamente um clássico. 

Melhores Faixas: Slide Away, Star Sail, The Sun, The Sea, Already There, Butterfly 
Vale a Pena Ouvir: See You In The Next One (Have A Good Time), Make It 'Til Monday, Beautiful Mind

A Northern Soul – The Verve





















NOTA: 9,2/10


Dois anos se passaram até o The Verve lançar seu 2º álbum de estúdio, A Northern Soul. Após A Storm in Heaven, a banda estava desenvolvendo uma identidade que não se limitava ao Rock alternativo convencional. O grupo combinava elementos da psicodelia, do Shoegaze e do Space Rock com uma sensibilidade melódica que, em alguns momentos, permitia que as músicas assumissem proporções quase épicas, só que agora os integrantes passaram a dialogar um pouco mais com as tendências. A produção, feita por Owen Morris junto com a banda, traz um som mais orgânico e detalhado, seguindo muito mais a temática do Britpop. As guitarras são carregadas de efeitos, distorções e ruídos constantes, a cozinha rítmica possui bem mais presença, colocando movimento nas composições, e os vocais do Richard Ashcroft estão mais melódicos e diretos. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas. Enfim, é um belo disco que marcou uma transição. 

Melhores Faixas: History, A New Decade, On Your Own, This Is Music, Life's An Ocean, No Knock On My Door
Vale a Pena Ouvir: Stormy Clouds, A Northern Soul, So It Goes

Urban Hymns – The Verve





















NOTA: 10/10


No ano de 1997, o The Verve chegou ao ápice, lançando seu 3º álbum, o clássico Urban Hymns. Após A Northern Soul, McCabe deixou o grupo, e o The Verve chegou a se separar. Ashcroft, entretanto, reuniu a banda novamente para desenvolver um novo trabalho, com Simon Jones no baixo e Peter Salisbury na bateria. Simon Tong também participou dessa fase, acrescentando guitarra e outros elementos instrumentais ao conjunto. A produção, feita junto com Chris Potter, seguiu uma abordagem bem mais limpa e polida, combinando muito mais Britpop com música psicodélica. As guitarras possuem linhas melódicas, reverbs e efeitos espaciais, a cozinha rítmica ficou muito mais dinâmica, o uso de arranjos de cordas e teclados deixou o som mais refinado, e os vocais de Richard Ashcroft ficaram mais vulneráveis. O repertório é maravilhoso, parecendo uma coletânea completa. No final, é um disco fantástico e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: Bitter Sweet Symphony, Sonnet, Lucky Man, The Drugs Don't Work, Catching The Butterfly, Space And Time 
Vale a Pena Ouvir: Velvet Morning, One Day, The Rolling People

Forth – The Verve





















NOTA: 8,2/10


Dez anos se passaram até o lançamento do 4º e último álbum da banda, o Forth. Após o Urban Hymns, a banda havia chegado ao topo, mas, ao mesmo tempo, tornou-se uma espécie de one-hit wonder devido ao sucesso de Bitter Sweet Symphony em vários países. Além disso, as tensões entre Richard Ashcroft e Nick McCabe haviam chegado ao limite. Com isso, eles pararam e, depois de um tempo, decidiram voltar com um trabalho que fosse uma junção de tudo. A produção, feita por Chris Potter e Tim Bran em conjunto com a banda, deixou a sonoridade mais ampla, combinando psicodelia, Post-Britpop e Britpop. As guitarras voltaram a apresentar diferentes camadas, utilizando efeitos e variações de timbre para criar ambientes. A seção rítmica tem muita presença, embora possa se tornar cansativa. O repertório é legalzinho, com canções divertidas e atmosféricas, mas também algumas fraquinhas. No geral, é um álbum de despedida decente, mas o mais fraco da banda. 

Melhores Faixas: Love Is Noise, I See Houses, Noise Epic, Rather Be 
Piores Faixas: Valium Skies, Appalachian Spring


Review: Álbum Autointitulado da Pitty

                    PITTY – PITTY NOTA: 6/10 Recentemente, a Pitty retornou com seu 6º álbum de estreia autointitulado, e as coisas ficaram ...