quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Review: ESCORPIÃO do MC Cabelinho

                  

ESCORPIÃO – MC Cabelinho





















NOTA: 2,5/10


Recentemente, o MC Cabelinho lançou seu 6º álbum de estúdio, intitulado ESCORPIÃO. Após o EP ÊXTASE, o rapper lançou um álbum colaborativo com TZ da Coronel (um dia falaremos) e também focou mais em suas turnês. Para esse álbum, ele decidiu fazer um projeto que pega o conceito do escorpião, que, depois de cada história, acaba se afogando em um aquário e permanece sozinho. Essa imagem conecta o signo ao próprio Cabelinho e transforma o álbum em uma espécie de ciclo emocional. A produção contou com Bamma, Dallass, Palma, entre outros, que colocaram beats limpos e mais suaves, que fazem transitar entre Trap Soul e momentos puxados para o R&B contemporâneo. Mas o problema é que tudo é bastante previsível, fora que os flows do Cabelinho são muito repetitivos, e ele insiste em uma série de clichês saturados. O repertório é muito ruim, e as canções são genéricas, com poucas que são interessantes. No geral, é um álbum horrível e um tropeço feio. 

Melhores Faixas: ESCORPIANA, FALSO 9 
Piores Faixas: JOGO PERDIDO, PONTAS NO CINZEIRO, RÓTULOS
  

                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                              

Analisando Discografias - Redlight

                  

X Colour – Redlight





















NOTA: 8/10


No final do ano de 2015, o Redlight lançava seu álbum de estreia, intitulado X Colour. O DJ inglês começou sua trajetória por volta de 1999 e, nesse meio-tempo, utilizou vários nomes, além de ter lançado uma cassetada de singles. Mas as coisas se firmaram após adotar esse pseudônimo, que o tornou conhecido, quando lançou alguns EPs, saindo um pouco daquela pegada exclusivamente do UK Bass. Para seu 1º projeto ambicioso, ele decidiu ficar num meio-termo, alternando momentos mais dançantes com faixas mais atmosféricas e outras que exploram uma abordagem vocal mais evidente. A produção dele seguiu uma abordagem controlada e definida, trabalhando com graves marcantes, batidas eletrônicas bem definidas e sintetizadores que aparecem tanto como elementos melódicos quanto como texturas, fazendo muito diálogo com o Deep House. O repertório é muito legal, e as canções são bem divertidas. No fim, é um ótimo álbum que consegue ser bem energético. 

Melhores Faixas: Shine, Gold Teeth 
Vale a Pena Ouvir: Me & You, W.T.L, Threshold

Radius – Redlight





















NOTA: 6/10


Indo para 2021, foi lançado o mais recente álbum do Redlight, o Radius, que foi para um caminho estranho. Após o X Colour, esse novo projeto se encaixa em uma fase em que Hugh Pescod vinha explorando diferentes possibilidades dentro da House music, UK Bass e Garage, tentando encontrar um equilíbrio entre faixas mais voltadas para o impacto imediato e outras construídas a partir de atmosfera e textura. A produção seguiu um caminho mais atmosférico e cinematográfico em determinados momentos, já que passou a dialogar bastante com Breaks progressivo. As linhas de baixo são muito constantes, a bateria possui batidas mais firmes e o uso de sintetizadores varia entre criar melodias ou servir como textura. Mas o problema é que tudo soa muito arrastado, com alguns momentos faltando uma melhor variação nos ganchos. O repertório é irregular, tem canções boas e outras muito esquecíveis. Enfim, é um trabalho mediano e ao qual faltou algo mais. 

Melhores Faixas: Dream Quest, Crystal Rain 
Piores Faixas: Cassini, Every

 

Analisando Discografias - Speelburg

                  

Lay It Right – Speelburg





















NOTA: 2/10


Em 2015, o cantor Speelburg lançava seu EP intitulado Lay It Right, que trazia uma abordagem diferente. A carreira do francês começou um ano antes e, nesse meio-tempo, lançou alguns singles que mostravam uma estética que não depende apenas de melodias fáceis ou de uma produção eletrônica chamativa, mas tenta criar uma atmosfera própria, geralmente combinando elementos orgânicos com sons processados e uma interpretação vocal bastante característica. A produção, feita junto com Jamie McCormack, seguiu uma abordagem limpa e extremamente clara, equilibrando Pop Rock com Indie Pop. Ele se apoia bastante em bases eletrônicas, sintetizadores, batidas programadas e guitarras texturizadas, mas muita coisa soa muito inacabada, sendo um conjunto de ideias desconexas. O repertório contém 3 faixas, com apenas uma que consegue ser interessante. Enfim, é um trabalho fraco, de alguém que poderia evoluir. 

Melhor Faixa: Lay It Right 
Piores Faixas: You Got Another Thing Coming (If the Only Thing That's on Your Mind Is Me), Gleason

Porsche – Speelburg





















NOTA: 8/10


No ano de 2020, o Speelburg lançou seu único álbum, intitulado Porsche, que mostrou uma evolução. Após o EP Lay It Right, o cantor decidiu ampliar sua linguagem e tentar transformar suas características em uma identidade mais completa. A impressão é de um artista que não quer ficar preso a um único gênero, mas também não pretende simplesmente juntar estilos diferentes de maneira aleatória. A produção, feita inteiramente por Jamie McCormack, fez uso de elementos eletrônicos, sintetizadores, baterias programadas, baixo, guitarras variadas e diferentes camadas de efeitos, criando uma sonoridade que consegue ser moderna sem depender exclusivamente de uma produção excessivamente polida. Além disso, os vocais do Speelburg são bem descontraídos, com alguns momentos mais intimistas. O repertório é muito legal, e as canções ficaram mais envolventes e imersivas. No fim, é um disco bacana e que trouxe muitos acertos. 

Melhores Faixas: Stay On The Ground, Lay It Right 
Vale a Pena Ouvir: Life In Between, When You Want Me, Everything I Know

 

Analisando Discografias - Slayyyter

                 

Slayyyter – Slayyyter





















NOTA: 8,4/10


No ano de 2019, a Slayyyter lançava seu 1º trabalho no formato de mixtape, que levava seu nome. A cantora, vinda de Kirkwood, Missouri, um subúrbio a oeste de St. Louis, começou sua trajetória no ano anterior. Nesse período, ela tinha lançado vários singles que tinham muita influência da música Pop dos anos 2000, do Electroclash, do Dance-Pop e da estética de Internet que posteriormente seria associada ao Hyperpop. Aqui, ela mantém boa parte dessa personalidade, mas começa a ampliar consideravelmente o repertório de referências. A produção contou com Ayesha Erotica, Good Intent, AOBeats, entre outros, que seguiram uma abordagem que lembra muito o Electropop, contando assim com sintetizadores brilhantes, graves fortes, baterias programadas e uma quantidade considerável de processamento vocal, que faz lembrar muito a Britney Spears no auge. O repertório é muito bom, e as canções são bem caóticas. No geral, é uma ótima mixtape e bem coesa. 

Melhores Faixas: Alone, Motorcycle, Mine, Touch My Body, Celebrity
Vale a Pena Ouvir: Candy, Devil, Ghosttt

Troubled Paradise – Slayyyter





















NOTA: 5/10


Aí, em 2021, a Slayyyter lançava seu 1º álbum de estúdio, o irregular Troubled Paradise. Após sua mixtape, a cantora decidiu manter boa parte dessa personalidade, só que agora ela passa a adotar um lado muito mais variado, já que o título resume bem essa mudança. Existe uma ideia de paraíso artificial, colorido e extremamente Pop, mas que esconde frustração, insegurança, relacionamentos problemáticos e uma sensação de descontrole. A produção contou agora com Robokid, Wuki, Chris Greatti, entre outros, que seguiram uma abordagem que passou a equilibrar Electropop e Hyperpop, apresentando momentos mais agressivos, com graves enormes, baterias eletrônicas comprimidas, sintetizadores distorcidos e efeitos. Mas o problema é que tudo fica muito repetitivo, e essa vibe de pastiche da Britney já fica bem cansativa. O repertório é mediano, tem canções boas e outras sem graça. Enfim, é um disco fraco e que mostrou que era hora de mudar. 

Melhores Faixas: Troubled Paradise, Self Destruct, Clouds, Letters 
Piores Faixas: Dog House, Throatzillaaa, Cowboys, Villain

Starfucker – Slayyyter





















NOTA: 9,1/10


Dois anos depois, a Slayyyter volta com seu 2º álbum, o extremamente ambicioso Starfucker. Após o Troubled Paradise, a cantora decidiu fazer um trabalho que gira em torno de fama, desejo, sexo, festas, relacionamentos e da própria imagem de uma estrela Pop. Existe uma espécie de contradição entre a fantasia de ser uma celebridade e o lado mais vazio ou destrutivo dessa vida, com ela explorando esse universo, só que sem abandonar o humor e a provocação que sempre fizeram parte de sua persona. A produção foi feita por Nicopop, junto com Jordan Palmer, Valley Girl e afins, que seguiram uma abordagem equilibrada, que dialoga com Dance-Pop e Electropop, com alguns elementos de Synth-pop, Synthwave e Electroclash. Há muito uso de sintetizadores, baterias eletrônicas, baixos pulsantes, vocais processados e uma forte influência da música de pista. O repertório é incrível, e as canções são todas bem divertidas e passam uma vibe noturna. Enfim, é um grande disco que consegue ser bem variado. 

Melhores Faixas: Miss Belladonna, Erotic Electronic, Purr, Out Of Time, Plastic, Dramatic 
Vale a Pena Ouvir: Memories Of You, Girl Like Me, I Love Hollywood!

WOR$T GIRL IN AMERICA – Slayyyter





















NOTA: 10/10


Nesse ano, a Slayyyter lançava o seu sensacional 3º álbum, o WOR$T GIRL IN AMERICA. Após o Starfucker, a cantora decidiu, nesse trabalho, colocar a sujeira e a agressividade muito mais à frente. Com esse conceito, que mostra a “pior garota da América” como uma personagem extremamente hedonista, autodestrutiva, arrogante, sexualizada e obcecada por fama, o projeto gradualmente revela que essa personalidade não é simplesmente uma fantasia divertida. A produção conta com Austin Corona, Wyatt Bernard, entre outros, que seguiram uma abordagem bem áspera, juntando Electropop, Electroclash e Electro House, mostrando-a entrando muito nessa abordagem do revival do Indie Sleaze. Os sintetizadores são granulados, os baixos distorcidos, as baterias eletrônicas agressivas e os vocais processados são bem variados. O repertório é excepcional, sendo praticamente uma coletânea de puro caos. No final, é um baita disco e certamente uma obra-prima. 

Melhores Faixas: DANCE…, BEAT UP CHANEL$, CRANK, $T. LOSER, YES GODDD, GAS STATION, OLD TECHNOLOGY, CANNIBALISM! 
Vale a Pena Ouvir: BRITTANY MURPHY., UNKNOWN LOVERZ, I’M ACTUALLY KINDA FAMOUS

   

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Belo

                 

Desafio – Belo





















NOTA: 1/10


Naquele ano de 2000, Belo lançava seu 1º trabalho solo, intitulado Desafio, que teve algumas controvérsias. Após o lançamento do Farol das Estrelas com o Soweto, o cantor acabou saindo do grupo e, assim, teve aquela polêmica com Denilson, que tinha comprado os direitos do grupo Soweto. Belo acabou saindo sem avisar e, com isso, o jogador então o processou por quebra de contrato. Mas, apesar disso, ele ganhou total aval da EMI para poder gravar seu disco solo. A produção de Prateado seguiu uma abordagem extremamente limpa e sofisticada, equilibrando o pagode, representado pelo cavaquinho, banjo, tantã, pandeiro, ganzá e demais elementos de percussão. Do outro lado, aparecem teclados, bateria eletrônica, cordas, metais e diferentes texturas que aproximam do R&B e do Adult Contemporary, mas tudo é excessivamente plastificado. O repertório é ruim, e as canções são muito genéricas. No final, é um álbum sem graça e muito monótono. 

Melhores Faixas: (...............................) 
Piores Faixas: Aeroporto, Procura-se Um Amor, Desafio, Quem É Você, Voar Com Você, Quem Será

Valeu Esperar – Belo





















NOTA: 1/10


Dois anos depois, Belo lançava seu 2º álbum solo, intitulado Valeu Esperar (tava pique Ronnie Von na capa). Após o Desafio, o cantor já não precisava mais apresentar sua carreira solo ao público. Agora, o desafio era dar continuidade ao sucesso e mostrar que seu último trabalho não tinha sido apenas um golpe de sorte. Ele continuava seguindo o pagode romântico como centro, mas explorava outras possibilidades. A produção seguiu com uma abordagem extremamente limpa e acessível, que colocou bastante influência de arranjos de metais, efeitos eletrônicos e até momentos mais orquestrados, que dialogam com o R&B contemporâneo daquele período. Com isso, os vocais do Belo ficaram bem mais melódicos e suaves. Mas tudo continua bastante repetitivo e sem imersão. O repertório é ruim, e as canções são todas carregadas de clichês e monotonia. No fim, é outro álbum fraco e que não tem nada demais. 

Melhores Faixas: (.........................) 
Piores Faixas: Vício, Segredo De Amor, Fim Da Tristeza, Amante Amor Amiga, Abrigo

Seu Fã – Belo





















NOTA: 1/10


Dois anos se passaram, e o Belo lançava seu 3º trabalho solo, intitulado Seu Fã. Após o Valeu Esperar, o cantor tinha recém-assinado com a Sony Music e começou a demonstrar uma preocupação maior em diversificar a produção dentro do universo do Pagode romântico. Em vez de simplesmente repetir a fórmula do disco anterior, aqui ele decidiu trabalhar com diferentes produtores e compositores. Com isso, a produção contou com Prateado e foi arranjada por Bruno Batista, que deixaram aquele som polido e extremamente radiofônico. Aqui passaram a utilizar um pouco mais de teclados, piano, metais e outros elementos que aproximam o Pagode de uma estética mais Pop, além de deixar o vocal de Belo mais intimista e no centro. Mas é aquilo: tudo continua bastante monótono e previsível. O repertório é ruim, tendo canções chatinhas e muito insuportáveis. No final de tudo, é mais um trabalho terrível e mais do mesmo. 

Melhores Faixas: (......zzz......) 
Piores Faixas: Meu Amor, Sou Seu Anjo, Seu Fã, Ainda É Cedo Pra Dizer Bye-Bye, Luz Das Estrelas

Pra Ver O Sol Brilhar (Ao Vivo) – Belo



















NOTA: 1,2/10


No ano de 2008, Belo lança seu aclamado álbum ao vivo, o Pra Ver o Sol Brilhar. Após o Seu Fã, o cantor decidiu fazer um projeto audiovisual que reunia quase como uma retrospectiva da fase solo do cantor até aquele momento, juntando assim seus sucessos de trabalhos anteriores e material inédito, criando uma espécie de panorama da carreira. Essa apresentação aconteceu no Centro de Convenções de Salvador, na Bahia. A produção de Prateado deixou aquela abordagem limpa e bastante clara, além de preservar a energia do ao vivo. Com isso, temos uma mistura do Pagode romântico, R&B e Samba Soul, com os arranjos ficando mais orquestrados e tendo muito uso de metais, além do vocal de Belo estar sempre no centro. Mas, como sempre, tudo continua a mesma coisa de sempre. O repertório é ruim, e as canções são todas bem genéricas. No fim, é um álbum ruim e que não tem nada demais. 

Melhores Faixas: (.............................) 
Piores Faixas: Desse Jeito É Ruim Pra Mim (coitada da Negra Li), Depois Do Amor, Desse Jeito É Ruim Pra Mim, Vem / Não Dá Mais Pra Segurar (Explode Coração), Pra Ver O Sol Brilhar

Tudo Novo – Belo





















NOTA: 1/10


Indo para 2013, Belo voltava a lançar mais um álbum de estúdio, intitulado Tudo Novo. Após o Pra Ver o Sol Brilhar, o cantor, além de ter mudado seu visual e ter lançado alguns trabalhos esporádicos, decidiu fazer um álbum mais leve, dançante e “para cima”. Ele também explicou que tinha algumas músicas já prontas, mas preferiu deixá-las de lado inicialmente para procurar autores que ainda não havia gravado. A produção, feita agora por Pézinho, seguiu um som limpo e bem mais sofisticado, que ainda segue aquela estética padrão do pagode romântico. O uso de banjo e de arranjos acústicos consegue dialogar com momentos mais orquestrados, mas tudo continua muito previsível e sem qualquer novidade. O repertório é fraquíssimo, e as canções são bastante medíocres e não têm nada de especial. Enfim, é só mais um álbum sem graça do Belo. 

Melhores Faixas: (....................................) 
Piores Faixas: Provocação, A Gente Faz Amor, Fica Mais Relax, Eu Aprendi, Um Herói

Mistério – Belo





















NOTA: 1/10


No ano de 2014, Belo lançava seu mais recente álbum de estúdio, que foi Mistério. Após o Tudo Novo, já existia uma tentativa de renovar sua fórmula, com maior variedade de abordagens e uma postura menos presa ao sofrimento amoroso tradicional. Esse novo trabalho leva essa ideia ainda mais longe, com o cantor falando que pegou muita inspiração nos trabalhos da música brasileira. A produção seguiu a mesma abordagem de sempre, utilizando de forma frequente piano, cordas e uma introdução com clima próximo da Bossa Nova, criando uma atmosfera muito mais elegante do que seria esperado de um disco convencional de Pagode romântico. Com isso, os vocais ficaram mais intimistas e carregados de dor, mas, mesmo assim, tudo soa muito arrastado e com falta de sustentação. O repertório é ruim, e as canções são todas bem genéricas. No final, é outro álbum chato dele e, após isso, ele focou em seus shows e até na carreira como ator. 

Melhores Faixas: (.....................................) 
Piores Faixas: Lembra, Porta Aberta, Voyeur, Feliz, Danço Com O Vento, Até O Sol Não Nascer Mais

                                                                                  Por hoje é só, então flw!!!            

Analisando Discografias - Soweto

                 

Vento Dos Areais – Grupo Soweto





















NOTA: 1/10


No ano de 1994, o Soweto lançava seu álbum de estreia, intitulado Vento dos Areais. Formado três anos antes, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, por Robson Buiú, juntamente com seu amigo Claudinho de Oliveira, o grupo depois foi complementado por Marcinho, Criseverton e Belo. Depois de formado, o grupo batizou seu nome em homenagem a um bar de Claudinho, que era inspirado em uma das músicas de Djavan, e, com isso, conseguiu a chance de lançar um álbum independente pela Five Star Records. A produção de Prateado deixou de lado aquela abordagem do nascente pagode romântico, mas manteve a estrutura percussiva e a identidade do samba, enquanto os teclados e o baixo ajudam a criar uma sonoridade mais melódica e romântica. O cavaquinho e o banjo colocam movimento sem sobrecarregar os arranjos, mas é tudo bastante cheio de clichês. O repertório é ruim, e as canções são todas bem cansativas e medíocres. No fim, é um álbum chato e muito inchado. 

Melhores Faixas: (......................) 
Piores Faixas: Pura Solidão, Abismo, Batuqueiro, Sob a Luz do Sol, A Rolinha / Passarinho

Refém Do Coração – Soweto





















NOTA: 1/10


Três anos se passaram, e o Soweto volta com seu 2º álbum, o Refém do Coração. Após o Vento dos Areais, o grupo acabou saindo da Five Star Records, que já estava em condições precárias, além de tê-los desprezado. Graças ao empresário Jorge Hamilton, que ajudou a colocar o grupo na EMI, abriu-se uma oportunidade completamente diferente para eles. Quando tudo estava pronto para ser lançado, aconteceu o assassinato do Robson Buiú, um dos fundadores do Soweto e amigo de infância de Belo, que foi vítima de um latrocínio. A produção do Bira Hawai seguiu um som limpo e mais polido, colocando elementos do Samba Soul dentro daquela temática padrão do pagode romântico. Os vocais de apoio, o cavaquinho e a percussão continuam essenciais, mas agora Belo está sempre no centro. Só que tudo parece uma cópia do Exaltasamba. O repertório é ruim, e as canções são todas bem insuportáveis. Enfim, é um álbum fraco e que beira o tédio. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Derê, Desejo, Imaginação, Tô Que Tô, Chuva De Verão

Farol Das Estrelas – Soweto





















NOTA: 1,2/10


No ano de 1999, o Soweto alcança certamente seu auge com o álbum Farol das Estrelas. Após o Refém do Coração, o grupo estava praticamente no seu auge, com Belo se tornando uma figura cada vez mais conhecida fora do próprio Soweto. Em 1998, ele gravou “Ângela” ao lado de Neguinho da Beija-Flor e, posteriormente, foi convidado para puxar o samba-enredo da Beija-Flor no Carnaval de 1999. Fora isso, esse álbum se tornou certamente o ápice criativo deles. A produção, feita mais uma vez por Bira Hawai, deixou uma sonoridade polida e extremamente limpa. A voz de Belo fica no centro da produção. Ele não precisa disputar espaço com a instrumentação. O acompanhamento existe para sustentar a interpretação e fazer as melodias crescerem, mas, assim, é aquela mesma coisa de sempre, cheia de clichês e padrões do pagode daquele período. O repertório é chatíssimo, e as canções são bem fraquinhas. No geral, é um álbum ruim e muito superestimado. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: Preciso Te Amar, Restou Saudade, Entre A Cruz E A Espada, Tempo de Aprender, Tudo Fica Blue, Briga De Paixão

Fotografia – Soweto





















NOTA: 1/10


No começo dos anos 2000, o Soweto lançava o que é praticamente seu álbum final, o Fotografia. Após o Farol das Estrelas, o grupo sofreu com uma perda bastante significativa, já que Belo decidiu sair para seguir carreira solo, sendo substituído por Henrique Santos. A troca não foi pequena. Não se tratava apenas de substituir um integrante. O Soweto precisava provar que poderia continuar existindo comercialmente depois da saída de seu principal vocalista. A produção, feita por Bira Hawai, seguiu aquela abordagem limpa de sempre, fazendo aquela combinação de cavaquinho, violão, pandeiro, percussão, baixo e teclados, mas a produção de estúdio amplia bastante a dimensão melódica. Como os vocais de Henrique eram mais intimistas, percebe-se a influência do samba-joia, mas tudo continua bastante repetitivo. O repertório é ruim, e as canções são bastante genéricas. No final, é um álbum horrível e, após isso, eles preferiram fazer apenas turnês. 

Melhores Faixas: (......................) 
Piores Faixas: Fotografia, Pecado Original, Overdose De Amor, Meu Mundo Fica Mudo, Boa Sorte

  

Review: ESCORPIÃO do MC Cabelinho

                   ESCORPIÃO – MC Cabelinho NOTA: 2,5/10 Recentemente, o MC Cabelinho lançou seu 6º álbum de estúdio, intitulado ESCORPIÃO. ...