terça-feira, 28 de abril de 2026

Review: Your Favorite Toy do Foo Fighters

                  

Your Favorite Toy – Foo Fighters





















NOTA: 3/10


Alguns dias atrás, o Foo Fighters lançou seu 12º álbum de estúdio, o Your Favorite Toy. Após o But Here We Are, Dave Grohl havia passado por alguns problemas, como, por exemplo, ter assumido um filho fora do casamento, o que fez a banda dar uma pausa; nesse meio tempo, começaram a trabalhar intensamente em demos, que foram mais de cinquenta, mostrando uma abordagem bem crua, além de aproveitarem a presença do novo baterista Ilan Rubin. A produção, feita pela banda junto com Oliver Roman, é bastante pesada e direta, já que tudo foi gravado na casa de Grohl; temos aqui guitarras saturadas, vocais por vezes distorcidos e uma mixagem deliberadamente áspera, dialogando bastante com o Rock garageiro e o Rock alternativo, mas parece que tudo foi mal mixado e comprimido de forma excessiva. O repertório é horrível, e as canções são bem genéricas, com poucas interessantes. Em suma, é um álbum terrível e sem sentido. 

Melhores Faixas: Asking For A Friend, Caught In The Echo, Window 
Piores Faixas: Unconditional, Your Favorite Toy, Child Actor, Spit Shine
  

                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                        

Analisando Discografias - Kele: Parte 1

                 

The Boxer – Kele





















NOTA: 3/10


No ano de 2010, foi lançado o 1º trabalho solo do Kele Okereke, intitulado The Boxer. Após o lançamento do Intimacy com o Bloc Party, a banda entrou em um pequeno hiato, e o cantor aproveitou esse intervalo não apenas como uma pausa, mas como uma oportunidade de redefinir sua própria voz artística. Ao invés de seguir qualquer expectativa ligada ao som da banda, ele opta por um caminho mais voltado à música eletrônica. A produção, conduzida por XXXChange, apresenta uma abordagem polida, em que a temática é construída sobre bases eletrônicas densas e batidas de EDM. Os sintetizadores são protagonistas absolutos, criando atmosferas que variam entre o melancólico e o eufórico. Há uma forte presença de kicks marcados e texturas digitais que remetem ao Electropop do final dos anos 2000, só que há muita coisa que soa bastante repetitiva. O repertório é ruinzinho, com algumas canções legais e outras genéricas. Enfim, é um disco péssimo e esquecível. 

Melhores Faixas: Everything You Wanted, Unholy Thoughts, All The Things I Could Never Say
Piores Faixas: On The Lam, Rise, Walk Tall, The New Rules

Trick – Kele





















NOTA: 3/10


Quatro anos se passaram, e Kele Okereke lançou seu 2º disco, intitulado Trick, que foi ainda mais sem graça. Após o The Boxer, esse novo trabalho nasce de um momento mais estável e, de certa forma, mais confortável na trajetória do artista. Ele parece menos interessado em provar algo e mais disposto a simplesmente explorar sonoridades que o agradam. Querendo abordar temas como identidade, desejo e sexualidade, muito disso porque o cantor havia assumido sua homossexualidade no início da década. A produção, feita pelo cantor junto com XXXChange e Tom Belton, é ainda mais polida e acessível, em que abraçam com mais clareza as convenções da música eletrônica contemporânea, especialmente do Deep House e do UK Garage. Só que tudo ficou bastante genérico, e fica aquele sentimento de não haver quase nenhuma variação. O repertório é muito ruim, e as canções são bem chatas, com poucas se salvando. Enfim, é um disco péssimo e mais do mesmo. 

Melhores Faixas: Doubt, Stay The Night, Year Zero 
Piores Faixas: Humour Me, Closer, My Hotel Room, Like We Used To

Fatherland – Kele Okereke





















NOTA: 2,5/10


Pulando para 2017, Kele Okereke lançou mais um álbum solo, o Fatherland, que tentou ser mais intimista. Após o Trick, esse trabalho surge em um momento de transformação pessoal profunda: Kele havia se tornado pai, estava em um relacionamento estável e atravessava uma fase de maior maturidade emocional. Decidindo que, nesse projeto, ele abandonaria as batidas eletrônicas para abraçar uma sonoridade acústica e fortemente ligada ao Folk. A produção, feita por Justin Harris, é deliberadamente minimalista. Com bastante uso de violões, pianos discretos e arranjos sutis de cordas, os arranjos são econômicos, muitas vezes deixando espaços vazios que reforçam a sensação de intimidade. Mas o grande problema é que o vocal do Kele é muito forçado e, com essa abordagem, soa bem monótono. O repertório é muito ruim, e as canções são bem insípidas, com poucas interessantes. Enfim, é outro álbum péssimo e com escolhas erradas. 

Melhores Faixas: Capers, Do U Right 
Piores Faixas: Road To Ibadan, Versions Of Us, Grounds For Resentment, Savannah, Yemaya

2042 – Kele





















NOTA: 2,5/10


Dois anos se passaram, e foi lançado outro trabalho bem ruim do Kele Okereke, intitulado 2042. Após o Fatherland, o cantor decidiu seguir por um caminho mais orientado à Black music, agora com uma bagagem emocional e temática muito mais madura, colocando um comentário social mais direto, sem abandonar a introspecção que se tornou mais forte depois de seu último trabalho. A produção, feita por Gethin Pearson, segue um caminho mais variado, reunindo elementos que transitam entre o R&B e o Neo-Soul, com pequenos toques de Funk e Rock psicodélico; com isso, temos guitarras “glitchadas”, batidas quebradas, grooves dançantes e momentos contemplativos coexistindo dentro da mesma obra. Mas é aquilo: tudo é bastante arrastado e soa muito deslocado, já que sua voz não combina com essa abordagem. O repertório é péssimo, com poucas canções interessantes. No geral, é outro álbum terrível e chatíssimo. 

Melhores Faixas: Ceiling Games, Catching Feelings 
Piores Faixas: Cyril's Blood, My Business, Ocean View, St Kaepernick Wept, Natural Hair

The Waves Pt. 1 – Kele





















NOTA: 4/10


Pulando para 2021, Kele Okereke começou a lançar o 1º álbum de uma trilogia, iniciada com The Waves Pt. 1. Após o 2042, o projeto foi concebido durante o isolamento, em um período em que o cantor estava em casa como pai de família, lidando com o cotidiano doméstico, reflexões pessoais e um ritmo de vida completamente diferente do habitual. Assim, esse trabalho consiste em gravações feitas a partir de ideias desenvolvidas em casa, muitas delas derivadas de exercícios com guitarra e composições espontâneas. A produção, feita pelo próprio Kele, é bastante minimalista e experimental, com as guitarras sendo manipuladas com loops, efeitos e camadas, criando texturas que se aproximam da música ambiente, enquanto seus vocais variam entre o canto e o spoken word; ainda assim, há muitos equívocos e falta maior imersão. O repertório é fraquinho, com algumas canções legais e outras bem sem graça. No fim, é outro álbum ruim e bastante tedioso. 

Melhores Faixas: The Way We Live Now, The Patriots, How To Beat The Lie Detector, From A Place Of Love 
Piores Faixas: They Didn't See It Coming, Cradle You, Intention, Message From The Spirit World, The One Who Held You Up

  

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Review: The Cloud Of Unknowing do Sepultura

                   

The Cloud Of Unknowing – Sepultura





















NOTA: 5/10


Alguns dias atrás, o Sepultura lançou um EP intitulado The Cloud of Unknowing. Após o Quadra, esse material surge no contexto da turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”, funcionando como o último registro de estúdio da banda. Houve poucas mudanças, como a já comentada saída de Eloy Casagrande e a entrada do ex-baterista do Suicidal Tendencies, Greyson Nekrutman. A produção, conduzida por Stanley Soares, busca equilibrar peso moderno e textura crua. A bateria do Nekrutman é particularmente destacada e com uma pegada mais solta, enquanto as guitarras trazem riffs pesados, e os vocais limpos do Derrick funcionam bem; o maior problema é que se trata basicamente de uma junção de ideias que não têm muita conexão, resultando em um Thrash Metal mais do mesmo. O repertório contém 4 faixas, que até trazem uma temática interessante, apesar de serem previsíveis. No fim, é um EP mediano e sem nada de especial. 

Melhores Faixas: All Souls Rising, The Place 
Piores Faixas: Sacred Books, Beyond The Dream
 

                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!          

Analisando Discografias - Bloc Party

                 

Silent Alarm – Bloc Party





















NOTA: 10/10


Em 2005, o Bloc Party lançava seu álbum de estreia intitulado Silent Alarm, que trazia uma temática interessante. Formada em 1999, em Londres, pelo vocalista e guitarrista Kele Okereke e pelo também guitarrista Russell Lissack, a banda contou, posteriormente, com a entrada do baixista Gordon Moakes e do baterista Matt Tong. Sendo mais uma banda Indie inserida na cena do revival do Post-Punk, após lançar uma série de singles, assinou com a Wichita Recordings. A produção, feita pela banda junto com Paul Epworth, adota uma abordagem crua, com o som firmado no Post-Punk, Dance-Punk e com traços de Math Pop. As guitarras do Russell servem como camadas atmosféricas e percussivas, dialogando com a bateria precisa do Matt, enquanto o baixo do Moakes mantém tudo ancorado, além dos vocais expressivos do Kele. O repertório é simplesmente sensacional, chegando a parecer uma coletânea. No fim, é um baita disco de estreia e, certamente, um clássico. 

Melhores Faixas: Helicopter, Banquet, Like Eating Glass, Luno, This Modern Love, The Pioneers 
Vale a Pena Ouvir: Positive Tension, Plans, Blue Light

A Weekend In The City – Bloc Party





















NOTA: 8,7/10


Dois anos se passaram, e o Bloc Party retornava lançando seu 2º álbum, A Weekend in the City. Após o clássico Silent Alarm, a banda não quis recriar o som anterior, mas sim fazer um trabalho que fosse uma necessidade de expansão temática e emocional. O contexto pós-atentados de Londres, além de discussões sobre identidade, religião, violência urbana e alienação social, permeia o disco de forma evidente. Há uma tentativa clara de transformar o álbum em algo mais conceitual, quase como um retrato fragmentado da vida em uma grande metrópole. A produção, feita por Jacknife Lee, aposta em uma abordagem mais expansiva e detalhista. Há um uso muito mais evidente de camadas sonoras, texturas eletrônicas e ambientações. As guitarras, por exemplo, muitas vezes aparecem mais processadas e atmosféricas. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem melódicas e profundas. Enfim, é um ótimo disco, que foi bastante cinematográfico. 

Melhores Faixas: Hunting For Witches, I Still Remember, Uniform, Kreuzberg 
Vale a Pena Ouvir: The Prayer, On, Sunday

Intimacy – Bloc Party





















NOTA: 5,4/10


Aí no ano seguinte, o Bloc Party lançou mais um álbum novo intitulado Intimacy. Após A Weekend in the City, a banda se encontrava em um momento de incerteza criativa. A tentativa de expandir seu som havia sido bem recebida por parte da crítica, mas também gerou críticas de fãs que esperavam algo mais próximo da energia do debut. Assim, decidiram que esse projeto tivesse um foco em relações pessoais, sexualidade, vulnerabilidade e conflitos internos. A produção, feita por Paul Epworth e Jacknife Lee, traz uma forte presença de elementos eletrônicos: batidas programadas, sintetizadores, loops e manipulação vocal aparecem de forma muito mais evidente. Com isso, as guitarras passam a ser tratadas como textura, e a seção rítmica ficou muito mais híbrida, dialogando mais com o New Rave e a Indietronica, o que deixa tudo excessivamente claustrofóbico. O repertório é mediano, com canções legais e outras genéricas. No fim, é um álbum irregular e bastante impreciso. 

Melhores Faixas: Ares, Ion Square, Halo 
Piores Faixas: Sings, Mercury, Zephyrus

Four – Bloc Party





















NOTA: 6/10


Foi so em 2012, que Block Party retornava lançado um álbum novo intitulado Four. Após o Intimacy, a banda entrou em um hiato e os membros se envolveram em projetos paralelos, e houve uma sensação geral de que a banda precisava se redefinir. E agora estando em uma nova gravadora a Frenchkiss, eles decidiram fazer um álbum que reconectasse com a energia visceral que marcou o início da banda, mas agora com uma bagagem emocional mais pesada. Produção conduzida por Alex Newport, que deixou uma abordagem crua e direta. Com as guitarras voltando ao centro do som, agora mais distorcidas e pesadas do que nunca e a secção rítmica que ficou mais precisa, fora os vocais do Kele que voltaram para aquele lado expressivo. Porém, mesmo que eles tentaram juntar Rock alternativo com Indie, tem muita coisa que ficou repetitivo. O repertório é irregular, tendo canções boas e outras fraquinhas. Em suma, é um álbum mediano e que faltou algo mais. 

Melhores Faixas: Octopus, Kettling, V.A.L.I.S. 
Piores Faixas: We Are Not Good People, Real Talk, Coliseum

The Nextwave Sessions – Bloc Party





















NOTA: 5/10


Em 2013, o Bloc Party lançou um EP intitulado The Nextwave Sessions, que trazia poucas novidades. Após o Four, eles decidiram lançar esse material como uma extensão, mantendo a energia do último álbum, além de apontar para possíveis direções futuras, especialmente no equilíbrio entre peso e melodia. A produção, conduzida por Dan Carey, mantém uma abordagem mais crua, direta e centrada em guitarras, embora haja uma leve abertura para maior clareza melódica. O som continua orgânico, com menos ênfase em elementos eletrônicos, mas também sem o mesmo nível de abrasividade constante do álbum anterior, focando muito mais no Indie Rock tradicional. Porém, há muita coisa previsível, e novamente fica aquele sentimento de que faltou algo a mais. O repertório contém 5 faixas, com algumas boas e outras mais fracas. Enfim, é um trabalho mediano que serve como uma demonstração de ideias. 

Melhores Faixas: Ratchet, Montreal 
Piores Faixas: French Exit, Obscene

Hymns – Bloc Party





















NOTA: 2/10


Em 2016, o Bloc Party retornou lançando seu 5º álbum, a atrocidade intitulada Hymns. Após o EP The Nextwave Sessions, a banda passou por mudanças, com a saída do baixista Gordon Moakes e do baterista Matt Tong, sendo substituídos por Justin Harris e Louise Bartle (embora quem tenha gravado as baterias no disco tenha sido Alex Thomas), além de assinarem com a BMG. A produção, feita por Tim Bran e Roy Kerr, aposta em uma estética limpa e, muitas vezes, minimalista. As guitarras ficaram menos angulares, mais atmosféricas e discretas; em muitos momentos, servem apenas como pano de fundo, enquanto sintetizadores suaves e arranjos vocais ganham protagonismo, misturando Indietronica, Pop alternativo e Synth-pop. Porém, tudo soa muito deslocado e beira o ridículo. O repertório é simplesmente terrível, com apenas uma canção se salvando. No fim, é um álbum horrível e que está mais para um projeto solo do Kele. 

Melhor Faixa: So Real 
Piores Faixas: My True Name, Different Drugs, The Love Within, Living Lux, Fortress

Alpha Games – Bloc Party





















NOTA: 4/10


Então chegamos em 2022, quando o Bloc Party lançou seu mais recente álbum, o Alpha Games. Após o terrível Hymns, eles decidiram retornar com uma proposta mais direta, energética e centrada em guitarras, lembrando, em parte, o espírito de Silent Alarm. No entanto, não se trata de um simples revival: há também uma tentativa de atualizar o som, incorporando elementos contemporâneos de produção e mantendo certa flexibilidade estilística. A produção, feita por Nick Launay e Adam Greenspan, é mais polida e acessível, mas sem abrir mão da energia. O som é limpo, com bastante clareza entre os instrumentos, como, por exemplo, as guitarras, que voltam a ser angulares, mas de forma mais controlada; além disso, quando tentam seguir por um caminho mais caótico, acabam não se sustentando, resultando em um Post-Punk genérico. O repertório é bem ruim, com canções pouco interessantes, sendo que poucas se salvam. No fim, é um trabalho muito ruim e tedioso. 

Melhores Faixas: Traps, If We Get Caught, You Should Know The Truth, In Situ 
Piores Faixas: Callum Is A Snake, Sex Magik, By Any Means Necessary, The Girls Are Fighting, Of Things Yet To Come


domingo, 26 de abril de 2026

Review: Long Long Road do Ringo Starr

                   

Long Long Road – Ringo Starr





















NOTA: 3/10


Recentemente, o Ringo Starr retornou lançando seu 22º álbum, o Long Long Road. Após o Look Up, que acabou sendo até bem aceito pela critica o que surpreendeu o ex-Beatle, fez com que ele planejasse um trabalho continuasse onde parou. Onde ele seguiu uma temática que lida com passagem do tempo, memória e aceitação. Produção feita mais uma vez por T Bone Burnett, assume uma abordagem minimalista, orgânica e profundamente enraizada na tradição do Country mesmo que esteja dialogando muito mais com a temática contemporânea. Onde o som ficou muito mais contido e também ficou repetitivo, mas o que acabou toda a vibe do álbum foi esse auto tune que colocaram na voz do Ringo que ficou muito ruim e que na maioria das vezes sobrepõem os arranjos. O repertório é bem ruim, e as canções são bem genéricas e com poucas que ficaram legais. Em suma, esse álbum é basicamente uma consequência que escorou no antecessor. 

Melhores Faixas: Returning Without Tears, It's Been Too Long 
Piores Faixas: Baby Don't Go, She's Gone, I Don't See Me In Your Eyes Anymore, Choose Love
  

                                                                          É isso, um abraço e flw!!!                     

Review: Spare Parts do Amplify Dot

                     

Spare Parts – Amplify Dot





















NOTA: 1/10


No ano de 2012, a rapper Amplify Dot lançava sua primeira mixtape, intitulada Spare Parts. Sua trajetória começou 11 anos antes, fazendo algumas aparições no cenário underground do Rap inglês. Até que, na década de 2010, ela começou a lançar alguns EPs e singles, o que a fez assinar com a Virgin Records, decidindo, assim, lançar uma mixtape na qual selecionou algumas faixas que servissem como um presente para os fãs, antes de lançar um álbum (o que nunca aconteceu). A produção, feita por DJ Hotsteppa, trouxe uma abordagem mais pesada, com beats agressivos, graves intensos e estrutura típica do Grime londrino, enquanto outras faixas caminham para produções mais melódicas e radiofônicas. Só que o maior problema é que a Amplify Dot rima muito mal, e seus flows são repetitivos. O repertório é péssimo, com canções bem chatinhas e sem graça. No fim, é um trabalho bem ruinzinho; o lado bom é que ela se encontrou muito mais como apresentadora. 

Melhores Faixas: (...........................) 
Piores Faixas: Mars, Three Little Pigs, Don't Go Cold, Rubble, Origami


Analisando Discografias - American Authors

                 

Oh, What A Life – American Authors





















NOTA: 8/10


Em 2014, o American Authors lançava seu álbum de estreia, intitulado Oh, What A Life. A banda, formada em 2006 na cidade de Boston pelo vocalista Zac Barnett, pelo baixista Dave Rublin, pelo guitarrista James Adam Shelley e pelo baterista Matt Sanchez, vinha de um contexto universitário, já que os integrantes estudavam na Berklee College of Music e anteriormente se chamavam The Blue Pages. Com isso, foram descobertos pela Mercury Records, com quem assinaram contrato. A produção, feita por Shep Goodman e Aaron Accetta, é altamente polida e radiofônica, com uso constante de percussões marcadas, batidas quase tribais em alguns momentos e uma presença forte de instrumentos acústicos, que ajudam a construir uma sensação de proximidade, dialogando com o Stomp and Holler e o Pop Rock. O repertório é legalzinho, e as canções são todas bem envolventes. Enfim, é um disco de estreia bacana para uma banda muito odiada. 

Melhores Faixas: Believer, Hit It 
Vale a Pena Ouvir: Heart Of Stone, Trouble, Best Day Of My Life

What We Live For – American Authors





















NOTA: 5/10


Em 2016, o American Authors lançava seu 2º disco, o fraquíssimo What We Live For. Após o Oh, What A Life, a banda alcançou uma certa popularidade, principalmente por conta do único hit deles: a detestada Best Day of My Life. A banda, agora na Island Records, continuou explorando o circuito de grandes festivais. No entanto, havia também uma expectativa de amadurecimento, tanto lírico quanto sonoro. A produção, feita pelos mesmos nomes, é ainda mais comercial e acaba tirando aquele protagonismo acústico. Ainda assim, os violões e as percussões orgânicas continuam presentes, funcionando como uma assinatura da banda. Os arranjos são construídos com foco total em impacto imediato, com refrões ainda mais amplificados e pensados para aqueles fãs do Imagine Dragons e OneRepublic, ou seja, ficou mais Pop. O repertório é irregular: tem boas canções e outras bastante genéricas. No fim, é um álbum mediano, e aqui começou a degringolar. 

Melhores Faixas: What We Live For, Go Big Or Go Home, Pocket Full Of Gold 
Piores Faixas: Mess With Your Heart, Pride, I'm Born To Run

Seasons – American Authors





















NOTA: 2/10


Três anos se passaram, e o American Authors retorna com um disco terrível, o Seasons. Após o irregular What We Live For, a banda já não estava conseguindo emplacar hits; em vez disso, queria explorar um território mais introspectivo, lidando com questões como crescimento pessoal, transições de vida e a inevitabilidade das mudanças. Só que a Island Records os pressionou a entregar algo que conseguisse dialogar com o mainstream da época. A produção foi feita pela banda junto com Aaron Accetta, Shep Goodman, entre outros, e seguiu para um lado mais moderno, com maior presença de sintetizadores, beats eletrônicos e texturas digitais. O som se aproxima mais do Pop alternativo e do Pop Rock, só que tudo é arrastado e completamente comercial, já que nada aqui consegue se sustentar, com tudo se baseando em pontes e refrões simplistas. O repertório é horrível, com apenas uma canção se salvando. Enfim, é um álbum péssimo e, infelizmente, ainda viria mais. 

Melhor Faixa: Bring It On Home 
Piores Faixas: Real Place, Can't Stop Me Now, Calm Me Down, Say Amen

Best Night Of My Life – American Authors





















NOTA: 1/10


Pulando para 2023, a banda retornou com um álbum simplesmente pavoroso, o Best Night Of My Life. Após o terrível Seasons, o American Authors passou por algumas mudanças, tornando-se um power trio, já que o guitarrista James Adam Shelley acabou saindo e Zac assumiu a função de tocar guitarra. Além disso, eles saíram da Island Records e começaram a preparar esse trabalho de forma independente. A produção foi feita por eles junto com Matt Sanchez, Gregg Wattenberg e Benzi, seguindo um direcionamento moderno e alinhado ao Pop atual, com forte presença de sintetizadores, beats eletrônicos e texturas digitais refinadas. Tentando encaixar Stomp and Holler com influências de Reggaetón e Indie Pop, tudo se torna muito previsível e não funciona, além de eles plagiarem descaradamente o Imagine Dragons. O repertório é horrível, e as canções chegam a beirar o insuportável. No fim, é um álbum horroroso, com 27 minutos que soam como alguns dos mais repetitivos possíveis. 

Melhores Faixas: (.........................................................) 
Piores Faixas: All Roads Lead To You, Same Bed, Good Times, We Happy, Best Night Of My Life

Call Your Mother – American Authors





















NOTA: 2,3/10


Então chegamos a 2024, quando o American Authors lançou seu 5º e último álbum até então, o Call Your Mother. Após o Best Night Of My Life, eles quiseram se afastar de um lado mais comercial, e o novo trabalho aponta para um equilíbrio mais consciente entre leveza e profundidade, trazendo uma preocupação maior com conexões humanas, responsabilidade emocional e maturidade. A produção, feita pela banda junto com Matt Sanchez, tenta ser mais orgânica, buscando juntar instrumentação acústica com sintetizadores sutis e beats modernos. Com isso, os arranjos são mais contidos e apostam em construções mais progressivas e em nuances emocionais. Só que tudo soa uma bagunça, já que há momentos em que é Stomp and Holler e outros em que se aproxima do Folk Pop ou Indie Folk, sendo tudo muito impreciso. O repertório é péssimo, tendo algumas canções boas, mas a maioria é bem genérica. Enfim, é um álbum péssimo e bastante desconexo. 

Melhores Faixas: Save Tonight, Life Ain't Easy 
Piores Faixas: So Much Worth Fighting For, Bon Voyage, Come Too Far, My Last Dime

 

Review: Your Favorite Toy do Foo Fighters

                   Your Favorite Toy – Foo Fighters NOTA: 3/10 Alguns dias atrás, o Foo Fighters lançou seu 12º álbum de estúdio, o Your Fav...