Fabrico Cuero – Illya Kuryaki & The Valderramas
NOTA: 5/10
Em 1991, o duo Illya Kuryaki & The Valderramas lançava seu álbum de estreia, Fabrico Cuero. Formado por volta de 1987 por Dante Spinetta (filho da lenda Luis Alberto Spinetta) e Emmanuel Horvilleur (filho de Eduardo Martí), eles já estavam meio inseridos no meio artístico. Inicialmente, chegaram a formar uma banda com seus irmãos mais novos, mas a ideia não deu certo. Com isso, a dupla decidiu focar em um projeto apenas entre eles, assinando com a gravadora EMI. A produção foi feita pelo próprio Luis Alberto Spinetta, que acabou deixando tudo com um aspecto bem artesanal. Beats simples, programações de bateria básicas e o uso de samples ainda primitivos que dialoga com o Mid-School hip hop. Há elementos de Rap Rock e Funk Rock, mas o maior problema certamente é o flow irregular e a falta de variação. O repertório é mediano: há canções legais e outras bem fraquinhas. No fim, é um álbum irregular, mas que já mostrava algo interessante.
Melhores Faixas: Jubilados Violentos, Nacidos Para Ser Argentos
Piores Faixas: Fabrico Cuero, No Caigas
Horno Para Calentar Los Mares – Illya Kuryaki & The Valderramas
NOTA: 8,7/10
Dois anos se passaram, e eles voltaram lançando seu 2º disco, o Horno Para Calentar Los Mares. Após o Fabrico Cuero, que era um experimento adolescente dentro do Hip-Hop/Rap, aqui a dupla já aparece consciente de si mesma como projeto artístico. A mudança de gravadora para a PolyGram e o maior investimento estrutural indicavam que havia expectativa de crescimento comercial. A produção, feita por Tweety González junto com a dupla, mostrou os dois tocando instrumentos diretamente, guitarra e baixo, respectivamente, abandonando parcialmente a dependência de bases programadas. O resultado é um disco mais orgânico e agressivo. As guitarras ganham protagonismo, os grooves ficam mais densos e a dinâmica entre as faixas se amplia, fazendo aquela junção do Rap Rock e Rap latino que os consolidaria. O repertório é muito bom, e as canções são profundas e divertidas. Enfim, é um disco bacana, mas que acabou sendo um fracasso comercial.
Melhores Faixas: No Way José, Virgen De Riña, Algo Huele Mal, Abbey Road, Vela El Sol, Como Crece La Lengua En Los Salones
Vale a Pena Ouvir: Oscura, Van A Ver, Tal Vez
Chaco – Illya Kuryaki & The Valderramas
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: Abarajame, Jaguar House, No Es Tu Sombra, Abismo, Remisero, Hombre Blanco
Vale a Pena Ouvir: Hermoza From Heaven, Hermana Sista, Chaco, En El Reino (La Hija De La Esgrima)
Versus – Illya Kuryaki & The Valderramas
NOTA: 9,9/10
Se passaram mais dois anos, e foi lançado outro álbum espetacular da dupla, intitulado Versus. Após o Chaco, Dante Spinetta e Emmanuel Horvilleur optam por uma ruptura estética profunda. Essa ruptura começa ainda no período do MTV Unplugged: Ninja Mental, em que a dupla já demonstrava interesse em rearranjos mais sofisticados e em uma abordagem menos centrada no Rap. O contexto também inclui a decisão de gravar nos Estados Unidos, aproximando-se diretamente da indústria musical internacional. A produção, conduzida por eles mesmos, aposta em um som extremamente polido, com graves encorpados, texturas sofisticadas e uma espacialidade sonora muito mais ampla do que em Chaco. A principal transformação está na linguagem musical: o disco abandona parcialmente o Rap, priorizando Soul, Funk e grooves mais lentos e densos. O repertório é incrível, e as canções são bem cadenciadas e intimistas. No geral, é um belo disco e mais um clássico deles.
Melhores Faixas: Galaxia, Jugo, Ruégame, Discovery Buda, El Fin Del Precipicio Rojo, Ruégame, Expedición Al Klama Hama, Mariposas Y Cebras, Xanadú
Vale a Pena Ouvir: Das 2, Da Cosmos, Prométeme Paraíso
Leche – Illya Kuryaki & The Valderramas
NOTA: 9/10
Entrando no fim dos anos 90, foi lançado mais um trabalho do Illya Kuryaki & The Valderramas, o Leche. Após o Versus, marcado por lentidão, sensualidade sombria e um foco mais restrito no Soul, esse novo projeto nasce com uma proposta quase oposta: recuperar energia, dança e impacto físico. A própria dupla declarou que precisava “voltar a tocar e quebrar tudo”, construindo o disco a partir de ensaios com banda e com letras muitas vezes escritas no estúdio. Nem preciso dizer que essa capa acabou sendo censurada em seu lançamento. A produção deixa mais clara aquela fusão do Acid Jazz, Funk, Rap, Rock e psicodelia, integrada de maneira fluida e dançante, com muito uso de grooves constantes e linhas de baixo extremamente presentes. O repertório é belíssimo, e as canções são bem envolventes e até sarcásticas. No geral, é um disco incrível, e a ousadia realmente valeu a pena.
Melhores Faixas: Cello, Jennifer Del Estero, Lo Que Nos Mata, De Qué Me Hablás?, Latín Geisha, Hecho Mierda, Nadie Más
Vale a Pena Ouvir: Joya+Guinda+Fuego, Apocalipsis Wow!, Wacho
Kuryakistan – IKV
NOTA: 4/10
Melhores Faixas: A-Dios, Remisero (New Mix), Jennifer Del Estero, Hermano
Piores Faixas: Masaje (Vainilla), Jugo, Another One Bites The Dust (Otro Muerde El Polvo), Cool-O (Remix Kuryakistan), Jaguar House 2001
Chances – Illya Kuryaki & The Valderramas
NOTA: 8,4/10
Melhores Faixas: Funky Futurista, Adelante, Águila Amarilla, Soy Música
Vale a Pena Ouvir: Celebración, Safari Espiritual, El Encuentro, Yacaré
L.H.O.N. (La Humanidad O Nosotros) – Illya Kuryaki & The Valderramas
NOTA: 5/10
Melhores Faixas: Sigue, Ey Dios, Ritmo Mezcal
Piores Faixas: Mi Futuro, Hombre Libre, Espantapájaros
Por hoje é só, então flw!!!























