quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Review: Sunshine do Jungle

                    

Sunshine – Jungle





















NOTA: 8/10


Na semana passada, o Jungle lançou seu 5º álbum de estúdio, o sofisticado Sunshine. Após o Volcano, o trio ganhou muita visibilidade por conta de “Back on 74”, só que, em vez de tentar reproduzir aquela fórmula de maneira mais comercial ou buscar outro grande hit imediatamente, o grupo parece ter escolhido um caminho mais tranquilo e com uma estética ensolarada. A produção, feita mais precisamente por J Lloyd e Lydia Kitto, segue uma abordagem em que juntaram Boogie com Smooth Soul, só que com um som polido, mas que consegue ser bem variado. Com isso, temos baixos presentes, bateria precisa, guitarras limpas, sintetizadores discretos, harmonias vocais, elementos do Neo-Soul e Disco Music. Além de uma presença de coros e arranjos de metais, que combinam com os vocais da Lydia. O repertório é muito bom, e as canções são bem elegantes e divertidas. Enfim, é um disco bacana e que se mostrou mais consistente. 

Melhores Faixas: The Wave, Where Are You Now? 
Vale a Pena Ouvir: Carry On, Someday, Somewhere, Reflection, Come Back To Me
 

                                                                                   Então é isso e flw!!!                     

Analisando Discografias - SD9

                  

40º.40 – SD9





















NOTA: 9/10


Em 2020, o SD9 lançava seu álbum de estreia, o 40º .40*, que trazia uma estética diferenciada. O rapper carioca vindo de Bonsucesso, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, começou sua trajetória por volta de 2018, quando fazia parte da TBC Mob, e trazia uma abordagem diferente dentro da cena do Rap nacional, que já começava a ver toda aquela leva do Trap. O SD9 estava fazendo uma temática mais puxada para o Grime, tanto que ele foi um dos primeiros nomes a aparecer no Brasil Grime Show. A produção foi diversificada, contando com DiniBoy, DIIGO, VHOOR, entre outros, que colocaram beats agressivos, com graves pesados, hi-hats constantes e andamentos distorcidos, tudo isso juntando Grime com Drill, Speed Garage e traços do Funk. Os flows do SD9 conseguem transitar entre momentos quebrados ou precisos. O repertório é incrível, e as canções são divertidas e, ao mesmo tempo, profundas. No fim, é um baita álbum e muito coeso. 

Melhores Faixas: 40º.40 (VND amassou), Astra 1.8, Números, Poze do Rodo, Jukebox (Drope e LEALL mandaram bem), Hb20 
Vale a Pena Ouvir: Oi, ODP & Sangue

40°.40 (Deluxe) – SD9





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, o SD9 lançou seu 2º álbum, intitulado 40º .40 (Deluxe), que trouxe novidades. Após o álbum original, o rapper continuou mantendo uma certa constância, lançando alguns singles e, claro, fazendo umas aparições no Brasil Grime Show (que ele é quase dono kkkk). Para essa continuação, ele procura aprofundar assuntos que ficaram de fora ou foram suavizados no trabalho anterior. A produção contou com aqueles mesmos nomes, agora com a presença do Alexay Beats, que seguiram aquela estética de beats agressivos, com 808s e graves distorcidos e secos, seguindo a estética do Grime com elementos do Funk. Os flows do SD9 ficaram muito mais agressivos e cheios de variações à medida que os beats vão fluindo. O repertório é muito bom, e as canções ficaram bem divertidas, incluindo os remixes. No geral, é um ótimo álbum e conseguiu servir como um bom complemento. 

Melhores Faixas: Kenner, Jukebox - Remix 
Vale a Pena Ouvir: Hediondo, Oi (Remix), Traficantes, 40º.40, Pt II (MC Smith mandou bem), Verão (VND e Drope foram bem)


Analisando Discografias - Living In A Box

                  

Living In A Box – Living In A Box





















NOTA: 8/10


Em 1987, o Living In A Box lançava seu álbum de estreia autointitulado, fazendo algo que era bem comum. Formado em 1985, na cidade de Sheffield, na Inglaterra, por Richard Darbyshire nos vocais e guitarra, Marcus Vere nos teclados e Anthony “Tich” Critchlow na bateria, a banda surgiu em um momento em que a música Pop britânica estava implementando elementos vindos do Funk, Soul, R&B, Dance e da música eletrônica. A produção foi feita por Richard James Burgess, com alguns pitacos do Tom Lord-Alge, que colocou um som bem polido e que seguia aquele som típico da época, orientado para o Pop sofisticado e o Dance-Pop. Os teclados e sintetizadores ocupam bastante espaço, as programações rítmicas são fundamentais para a construção das músicas e os baixos têm uma presença muito forte, além dos vocais do Richard, que são bem melódicos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem envolventes. Enfim, é um ótimo disco, mesmo com suas limitações. 

Melhores Faixas: Living In A Box, Scales Of Justice 
Vale a Pena Ouvir: From Beginning To End, Love Is The Art, Can't Stop The Wheel

Gatecrashing – Living In A Box





















NOTA: 5/10


Em 1989, foi lançado o 2º e último álbum do trio, o Gatecrashing, e as coisas não evoluíram. Após o álbum de estreia, eles ganharam muito destaque, principalmente pelo único grande hit deles, a faixa que levava o nome da banda. Eles procuraram se aproximar mais dos elementos da Soul Music que estavam ganhando força no final da década. A produção foi mais diversificada, contando com Tom Lord-Alge, Leon Sylvers III, entre outros, além do trio, claro. E aqui eles seguiram aquela abordagem do Pop sofisticado com o Dance-Pop, só que agora os sintetizadores são integrados a linhas de baixo mais encorpadas, baterias programadas e acústicas, guitarras discretas, percussão e uma quantidade considerável de backing vocals. Mas o problema é que tudo soa previsível, com os vocais do Richard Darbyshire sendo excessivamente sentimentais. O repertório começa bem, mas depois decai rapidamente. No fim, é um álbum mediano e, após brigas com a Chrysalis, a banda acabou. 

Melhores Faixas: Room In Your Heart, All The Difference In The World, Blow The House Down
Piores Faixas: Gatecrashing, Mistaken Identity, Touch Sensitive


Analisando Discografias - Chipset Zero

                  

Deep Blue – Chipset Zero





















NOTA: 9/10


No ano de 2004, o Chipset Zero lançava seu álbum de estreia, intitulado Deep Blue. Formado em 1997, na cidade de São Paulo, por Tubarão (vocais), Ronny e Bozzo (guitarras), Ayka (baixo), Jamil (bateria), Jabha (percussão) e Alê (DJ), depois de anos de luta no underground, eles lançaram um álbum em uma época em que o Nu Metal ainda estava no mainstream, mas adaptando aquela linguagem para uma realidade brasileira. A produção foi feita por Átila Aradauny junto com a banda, trazendo um som cru e direto, com guitarras bastante pesadas, bateria com forte presença, baixo sustentando os grooves e uma quantidade considerável de efeitos, samples e percussões. Os vocais do Tubarão também são bem expressivos, deixando uma estética centrada no Nu Metal, com elementos do Metal industrial que dão ao disco uma atmosfera cyberpunk. O repertório é incrível, e as canções são bem pesadas. No fim, é um baita disco de estreia e muito diferenciado. 

Melhores Faixas: Don't Cut My Fingers, Face The Reality, Electrofixx, Plasma Spark, Switch Power Supply, Hit Of Violence 
Vale a Pena Ouvir: Cable-Mind, Stryck-9, Blow Up

Red-O-Matic – Chipset Zero





















NOTA: 8/10


Quatro anos depois, eles voltam lançando seu 2º e último álbum, o Red-O-Matic. Após o Deep Blue, a banda conseguiu uma certa relevância não só no underground nacional como também no sul-americano. Para esse álbum, eles decidiram incorporar de maneira muito mais evidente o Rap, a música eletrônica e, principalmente, elementos da música brasileira. A produção, feita por Brendan Duffey, deixou aquele som pesado, só que com uma maior definição. Fazendo aquela junção do Nu Metal e do Metal industrial, com toques do Metalcore, e as guitarras têm bastante presença, mas não ocupam todo o espaço; samples, programação, percussão e efeitos eletrônicos são colocados de maneira mais integrada. A cozinha rítmica sustenta os ritmos, enquanto os vocais do Tubarão são bem raivosos. O repertório é legal, tem canções pesadas, só que algumas acabam ficando deslocadas. Enfim, é um ótimo álbum e, em 2009, a banda infelizmente acabou. 

Melhores Faixas: Hybrid Song, M78, Dead Eyes, Expired, Mental Cage 
Piores Faixas: Off, Eternal Flame


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Analisando Discografias - The Kooks

                 

Inside In / Inside Out – The Kooks





















NOTA: 8,4/10


No começo de 2006, surgia o álbum de estreia do The Kooks, o Inside In / Inside Out. Formado em 2004, na cidade de Brighton, na Inglaterra, por Luke Pritchard (vocais e guitarras), Hugh Harris (guitarras), Max Rafferty (baixo) e Paul Garred (bateria), eles surgem com uma proposta simples: canções curtas, guitarras marcantes, refrões fáceis de memorizar e uma postura mais descontraída, sem tentar parecer uma banda excessivamente sofisticada, o que levou a banda a assinar com a Virgin Records. A produção, feita por Tony Hoffer, colocou um som limpo, mas que consegue preservar aquela energia do ao vivo, com guitarras que possuem momentos agressivos e linhas melódicas, enquanto a cozinha rítmica é bem eficiente. Os vocais do Luke são bem energéticos e possuem aquele caráter juvenil, dialogando com o Indie Rock e um pouco do Britpop. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem envolventes. No geral, é um ótimo disco de estreia de uma banda promissora. 

Melhores Faixas: She Moves In Her Own Way, Naive, Match Box, Sofa Song, Ooh Lah, Jackie Big Tits 
Vale a Pena Ouvir: Seaside, Got No Love, See The World

Konk – The Kooks





















NOTA: 3,5/10


Dois anos se passaram, e foi lançado um novo álbum do The Kooks, intitulado Konk. Após o Inside In / Inside Out, a intenção deles foi ampliar essa sonoridade e fazer algo mais ambicioso, com músicas mais trabalhadas e uma presença maior de elementos pop. Só que foi aí que começaram os problemas internos da banda, já que, por conta dessa guinada em direção a um som mais comercial, eles começaram a entrar em várias brigas. A produção, feita mais uma vez por Tony Hoffer, colocou um som bem mais polido e feito para as rádios, seguindo uma linha que equilibra Indie Rock com Pop Rock. As guitarras ficaram cheias de camadas e com uma sonoridade mais trabalhada. O baixo e a bateria funcionam de maneira simplista, e os vocais do Luke seguiram a mesma abordagem juvenil. Com isso, tudo soa repetitivo e beira o tédio. O repertório é muito ruim; tem canções legais, mas a maioria é muito medíocre. Enfim, é um álbum fraco e muito sem alma. 

Melhores Faixas: Always Where I Need To Be, Do You Wanna, Down To The Market, Shine On 
Piores Faixas: Mr. Maker, Love It All, Sway, Gap, Tick Of Time

Junk Of The Heart – The Kooks





















NOTA: 3/10


Em 2011, eles voltaram lançando seu 3º álbum, o Junk Of The Heart, em um momento de mudanças. Após o Konk, Max Rafferty ficou completamente insatisfeito e acabou saindo, entrando um novo baixista, Peter Denton. Fora que eles já estavam enfrentando desgaste de turnês e dificuldades para encontrar uma direção para as novas composições. A intenção era fazer um álbum que seguisse aquela abordagem Pop, só que experimentando coisas diferentes. A produção foi relativamente a mesma, só que agora dando mais espaço para instrumentos e texturas diferentes. As guitarras ainda têm presença, só que agora elas convivem com sintetizadores brilhantes, arranjos de cordas e percussões. Fora a cozinha rítmica, que continua sustentando tudo. Enfim, eles acabaram dominados pela síndrome dos Strokes, completamente monótonos. O repertório é ruim, tem canções chatinhas e poucas realmente interessantes. No fim, é outro álbum péssimo e tedioso. 

Melhores Faixas: Taking Pictures Of You, Eskimo Kiss, Is It Me 
Piores Faixas: Petulia, Runaway, Junk Of The Heart (Happy), Rosie, Time Above The Earth

Listen – The Kooks





















NOTA: 5/10


Três anos se passaram, e eles voltaram lançando mais um novo álbum, o Listen, que tentou ser mais híbrido. Após o Junk Of The Heart, o baterista Paul Garred acabou saindo da banda e, no seu lugar, entrou Alexis Nunez. Para esse novo trabalho, eles quiseram fazer um som mais aberto, permitindo que batidas, sintetizadores, programação, influências do Gospel, R&B, música eletrônica e elementos do Hip-Hop entrassem na estrutura das canções. A produção, feita dessa vez pelo Inflo, acabou sendo mais ampla, com as guitarras servindo mais como textura e uma predominância maior da bateria, que ganhou mais presença, enquanto os sintetizadores são usados para colocar um toque brilhante nos arranjos. Mas tudo soa como uma cópia da abordagem adotada pelo Arctic Monkeys, só que totalmente sem alma. O repertório é mediano, tem canções legais e outras muito genéricas. No fim, é um álbum irregular e que acabou ficando muito sem forma. 

Melhores Faixas: Sweet Emotion, Around Town, Bad Habit 
Piores Faixas: Are We Electric, See Me Now, Down

Let's Go Sunshine – The Kooks





















NOTA: 3/10


No ano de 2018, eles voltaram lançando seu novo álbum, intitulado Let's Go Sunshine. Após o Listen, eles passaram operar de forma independente e, com isso, tentaram fazer um álbum que fosse uma tentativa de retorno às raízes, com Luke Pritchard buscando escrever material mais forte e mais pessoal, trabalhando bastante com temas como amor, insegurança, amadurecimento, lembranças e a tentativa de encontrar alguma forma de felicidade em meio às dificuldades. A produção, feita pela própria banda, seguiu uma abordagem mais orgânica, só que mantendo aquela sonoridade limpa característica. As guitarras voltaram a ter mais presença, com timbres amplos, o baixo possui linhas melódicas e a bateria ganhou um pouquinho mais de peso, só que, novamente, tudo soa muito monótono e acaba sendo apenas mais um álbum qualquer de Indie Rock. O repertório é muito ruim, tendo canções chatinhas e poucas realmente interessantes. Mas, enfim, é outro disco péssimo da banda. 

Melhores Faixas: Fractured And Dazed, Chicken Bone, Swing Low 
Piores Faixas: All The Time, Believe, Pamela, Kids, Weight Of The World, Honey Bee, Picture Frame

10 Tracks To Echo In The Dark – The Kooks





















NOTA: 1/10


No ano de 2022, eles retornaram lançando mais um trabalho novo, o 10 Tracks To Echo In The Dark (capa à la Imagine Dragons). Após o Let’s Go Sunshine, o baixista Peter Denton acabou saindo da banda e, com isso, The Kooks passou a ser um power trio, com Hugh Harris assumindo também a função de baixista. Nesse novo álbum, eles quiseram fazer algo mais urbano e eletrônico, mas, ao mesmo tempo, existe uma preocupação constante com a conexão humana. A produção, feita por Tobias Kuhn junto com a banda, deixou um som extremamente polido e moderno, com as guitarras voltando a dar espaço para os sintetizadores e as baterias eletrônicas, que colocam aquela abordagem do Synth-pop e Pop Rock oitentista. Os vocais do Luke ficaram cheios de efeitos e harmonizações, só que tudo é extremamente malfeito e reciclado. O repertório é tenebroso, com canções insuportáveis e sem alma. No fim, é um álbum terrível e um dos piores da banda. 

Melhores Faixas: (............) 
Piores Faixas: Oasis, Without A Doubt, Beautiful World, Closer, Cold Heart

Never/Know – The Kooks





















NOTA: 2,5/10


Então chegamos em 2025, quando foi lançado o 7º e mais recente álbum do The Kooks, o Never/Know. Após o péssimo 10 Tracks To Echo In The Dark, Luke Pritchard e sua trupe decidiram fazer justamente o movimento contrário: parar de perseguir uma sonoridade “atual” e voltar a pensar naquilo que fazia a banda funcionar. Só que, em vez da ansiedade juvenil dos primeiros discos, há uma espécie de gratidão madura. A produção feita pelo próprio Luke, que ainda fez uma junção do Pop Rock com aquela pegada mais Indie Pop. As guitarras voltaram a ter presença, com riffs bem mais secos, o baixo voltou a ter linhas melódicas que sustentam o movimento e a bateria relativamente econômica consegue colocar aquele groove. Mas, de novo, tudo é muito repetitivo, com eles imitando uma abordagem que já fizeram antes. O repertório é muito ruim, tendo canções excessivamente melosas, com poucas realmente legais. Em suma, é um álbum terrível de uma banda que nunca amadureceu. 

Melhores Faixas: All Over The World, Compass Will Fracture 
Piores Faixas: Arrow Through Me, China Town, Let You Go, Tough At The Top

                                                                                        É isso, então flw!!!          

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Cut Copy

                 

Bright Like Neon Love – Cut Copy



















NOTA: 8,8/10


Em 2004, o Cut Copy lançava seu álbum de estreia, o ambicioso Bright Like Neon Love. Formado em 2001, em Melbourne, na Austrália, por Dan Whitford (vocais, guitarras e teclados), Tim Hoey (guitarras e samplers), Mitchell Scott (bateria) e Bennett Foddy (baixo), o grupo decidiu fazer um trabalho que juntasse uma atmosfera mais íntima, juvenil, experimental e até um pouco desajeitada, sendo um equilíbrio entre um álbum feito sozinho e outro de uma banda tradicional. Produzido pelo próprio Dan Whitford e lançado pelo selo Modular, apresenta um som extremamente híbrido: sintetizadores e drum machines formam a base, mas instrumentos tradicionais entram constantemente para impedir que tudo pareça excessivamente eletrônico. O resultado faz uma junção do Electropop e Synth-pop com traços do Indietronica e Dance alternativo. O repertório é belíssimo, e as canções são bem divertidas e imersivas. No fim, é um ótimo disco que mostrou um caminho promissor. 

Melhores Faixas: Future, Time Stands Still, Going Nowhere, Bright Neon Payphone, Autobahn Music Box Vale a Pena Ouvir: The Twilight, That Was Just A Dream
Vale a Pena Ouvir: Heaven & Hell, Can It Be All So Simple (Remix), Ice Water

In Ghosts Colour – Cut /// Copy




















NOTA: 9,2/10


Quatro anos se passaram, e o Cut Copy lançava seu 2º álbum, o In Ghost Colours. Após o Bright Like Neon Love, o grupo já tinha passado pela experiência de tocar ao vivo, viajar e transformar aquelas construções eletrônicas em uma apresentação de banda, e isso ajudou a ampliar bastante sua concepção musical. Com isso, passou a tratar a música eletrônica como uma linguagem que poderia absorver guitarras, psicodelia, música Pop e elementos dançantes sem precisar escolher apenas um desses caminhos. A produção foi feita pela banda junto com Tim Goldsworthy, que colocaram o som bem mais sofisticado. Os sintetizadores possuem diferentes frequências, as guitarras são texturizadas, as linhas de baixo são bem melódicas e a bateria possui batidas firmes, enquanto os vocais do Dan são bem discretos e contam com efeitos bem colocados. O repertório é incrível, e as canções são todas bem divertidas. No fim, é um belo disco e uma verdadeira evolução. 

Melhores Faixas: Lights And Music, Hearts On Fire, Strangers In The Wind, Feel The Love, Nobody Lost, Nobody Found, Out There On The Ice, So Haunted 
Vale a Pena Ouvir: Unforgettable Season, Eternity One Night Only

Zonoscope – Cut/Copy





















NOTA: 8,3/10


Em 2011, o Cut Copy volta com um novo álbum, o Zonoscope, que trouxe algumas mudanças. Após o In Ghost Colours, a banda tinha se estabilizado com a entrada do baixista Ben Browning, que entrou no lugar do Bennett Foddy, que se tornou designer de games. Para esse álbum, eles decidiram manter a capacidade melódica que tornou o grupo tão acessível, mas reduziram bastante a importância das guitarras e daquele componente Indie. A produção do Dan Whitford foi mais expansiva e eletrônica, tendo uma preocupação muito maior com a construção de atmosfera, textura e dinâmica de longo prazo. Os sintetizadores são brilhantes, tendo linhas pulsantes e pads atmosféricos, enquanto a bateria eletrônica possui batidas precisas. As guitarras e os baixos são mais discretos, focando mais na abordagem do Synth-pop tradicional. O repertório é muito legal, e as canções ficaram bem mais envolventes. Enfim, é um ótimo disco e bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Need You Now, Take Me Over, Hanging Onto Every Heartbeat, Blink And You'll Miss A Revolution 
Vale a Pena Ouvir: Alisa, Strange Nostalgia For The Future, Corner Of The Sky

Free Your Mind – Cut / Copy





















NOTA: 9/10


Dois anos depois, o Cut Copy lança mais um álbum novo, intitulado Free Your Mind. Após o Zonoscope, eles decidiram fazer um projeto mais voltado para a cultura de pista e para o espírito psicodélico associado ao final dos anos 60 e, principalmente, à segunda onda da chamada “Summer of Love”, no final dos anos 80. Passando a trabalhar com uma ideia de liberdade, euforia, comunidade, dança e escapismo. A produção foi extremamente colorida e expansiva, com eles entrando de cabeça no Electropop e no Dance alternativo, com elementos da House music, do Pop psicodélico e do Baggy. As batidas são fortes, os baixos possuem bastante presença e os sintetizadores aparecem com enorme quantidade de brilho. Os vocais do Dan continuam discretos, mas também há a implementação de vocais adicionais, o que cria uma sensação colaborativa. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e energéticas. No fim, é um belo disco e bem detalhado. 

Melhores Faixas: Free Your Mind, Footsteps, In Memory Capsule, Meet Me In A House Of Love, Take Me Higher, Walking In The Sky 
Vale a Pena Ouvir: Let Me Show You Love, Dark Corners & Mountain Tops

Haiku From Zero – Cut Copy





















NOTA: 8/10


No ano de 2017, foi lançado mais um álbum do Cut Copy, o cintilante Haiku From Zero. Após o Free Your Mind, o grupo tinha saído da Modular Records e assinado com a Astralwerks Records. Para esse novo trabalho, eles não abandonam a pista de dança. A diferença é que a euforia agora aparece acompanhada por uma sensação muito maior de ansiedade, nostalgia e incerteza. O próprio conceito faz parte dessa tentativa de encontrar alguma beleza ou poesia em meio ao excesso de informações do mundo contemporâneo. A produção feita, como sempre, por Dan, junto com Ben H. Allen, foram para um som mais limpo, com os sintetizadores possuindo timbres nervosos, as guitarras trazendo aquele movimento, enquanto o baixo e a bateria possuem grooves marcantes, dialogando mais com o Electropop e com traços do Nu-Disco. O repertório é muito bom, e as canções são bem mais suaves. Enfim, é um disco bacana e que tem sua coesão. 

Melhores Faixas: Black Rainbows, Memories We Share, No Fixed Destination 
Vale a Pena Ouvir: Living Upside Down, Standing In The Middle Of The Field

Freeze, Melt – Cut Copy





















NOTA: 8,2/10


Em 2020, a banda retorna com seu 6º álbum de estúdio, o aquático Freeze, Melt. Após o Haiku From Zero, o Cut Copy voltou a ser independente e passou a trabalhar com silêncio, espaço e contemplação. Nesse período, Dan Whitford estava vivendo em Copenhague e desenvolvendo ideias durante um período mais introspectivo. Essa mudança não acontece simplesmente porque a banda queria fazer um álbum “calmo”, já que há um conceito que aborda isolamento, passagem do tempo, natureza e a sensação de distanciamento do mundo. A produção foi bem mais minimalista, com os sintetizadores utilizados de maneira muito mais discreta. Eles aparecem como pequenas linhas melódicas, drones e texturas atmosféricas. Enquanto isso, as baterias eletrônicas são mais simples, e as guitarras são econômicas, criando assim um equilíbrio entre o Synth-pop, o Ambient Pop e o Chillwave. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem aconchegantes. No geral, é um disco bacana e muito experimental. 

Melhores Faixas: Cold Water, Running In The Grass, Like Breaking Glass 
Vale a Pena Ouvir: Love Is All We Share, A Perfect Day

Moments – Cut Copy





















NOTA: 7,2/10


Em 2025, foi lançado o mais recente álbum do Cut Copy, o Moments, que foi um pouco mais modernizado. Após o Freeze, Melt, Dan Whitford começou a acumular uma quantidade enorme de demos durante os anos seguintes ao isolamento provocado pela pandemia. O disco preserva a tranquilidade do trabalho anterior, mas recupera algumas das melodias Pop e dos grooves que fizeram parte da identidade da banda. A diferença é que tudo aparece de maneira muito mais suave e adulta. A produção foi bem mais limpa e que tenta ser grandiosa. Os sintetizadores criam verdadeiras paisagens sonoras, a bateria eletrônica é mais econômica, ficando muito monótono, enquanto os baixos e as guitarras conseguem sustentar aquele groove. Além disso, os vocais processados funcionam bem, fazendo um equilíbrio entre o Synth-pop e o Dance alternativo. O repertório é legal, tem canções divertidas e outras sem graça. Em suma, é um trabalho bom, mas que é o mais fraco deles. 

Melhores Faixas: Solid, Belong To You, Gravity, Children Of Fairlight 
Piores Faixas: When This Is Over, Still See Love

                                                                                                Bom é isso e flw!!!        

Review: Sunshine do Jungle

                     Sunshine – Jungle NOTA: 8/10 Na semana passada, o Jungle lançou seu 5º álbum de estúdio, o sofisticado Sunshine. Após o...