sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Scorpions: Parte 2

                 

Taken By Force – Scorpions





















NOTA: 1,2/10


Se passou mais um ano para o Scorpions lançar seu 5º álbum, o Taken By Force. Após o Virgin Killer, o baterista Rudy Lenners acabou saindo da banda e, entrando no seu lugar, Herman Rarebell. Além disso, esse projeto ficou marcado pela banda querer consolidar seu lado pesado com melodias. Agora, a questão passa a ser juntar todas essas características dentro de um repertório realmente consistente. Produção do Dieter Dierks, segue uma abordagem que junta tanto Heavy Metal com Hard Rock, tudo em uma sonoridade que consegue ser bem definida. As guitarras estão mais agressivas, a bateria possui mais impacto, o baixo ficou mais constante e os vocais do Klaus Meine aparecem com bastante clareza, mas tudo continua bastante sem graça e faltando algo a mais. O repertório é ruim, tendo canções que são bem chatinhas. No fim, é um disco fraco e sem graça. 

Melhores Faixas: (.............................) 
Piores Faixas: Born To Touch Your Feelings, Your Light, Steamrock Fever, The Riot Of Your Time

Lovedrive – Scorpions





















NOTA: 1/10


Chegando ao final dos anos 70, a banda lança mais um álbum de estúdio, o Lovedrive. Após o Taken By Force, o guitarrista Uli Jon Roth acabou saindo da banda, sendo substituído por Matthias Jabs. Com eles começando a se preocupar com riffs fortes, refrões memoráveis e melodias vocais. O Scorpions ainda consegue fazer músicas atmosféricas e experimentais, mas agora existe uma preocupação muito maior em tornar as estruturas imediatamente reconhecíveis. A produção seguiu um caminho bem mais equilibrado, juntando peso e melodia. As guitarras continuam com aquele caráter orgânico dos anos 70, mas agora existe uma definição maior e uma sensação mais forte de impacto, fora que o ex-membro Michael Schenker aparece aqui. A cozinha rítmica ficou muito mais variada e os vocais do Klaus estão mais seguros, só que ficando muito engessados. O repertório, de novo, é fraco, e as canções são bem previsíveis. Enfim, é outro álbum bastante chato da banda. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: Lovedrive, Coast To Coast, Loving You Sunday Morning, Always Somewhere

Animal Magnetism – Scorpions





















NOTA: 1/10


Entrando nos anos 80, o Scorpions chegava lançando seu 7º álbum, o Animal Magnetism. Após o Lovedrive, a banda sabia que, com a entrada dessa nova década, eles precisavam tocar nas rádios e já tinham essa ambição, principalmente para, quem sabe, entrar no mercado americano, que era a grande meta deles. Com isso, esse novo trabalho tem uma proposta mais sombria, mais sensual e, em vários momentos, mais pesada. A produção seguiu uma abordagem um pouco mais acessível e, ao mesmo tempo, orgânica. As guitarras passam a ter timbres encorpados e riffs mais grandiosos, enquanto a bateria ficou mais firme e o baixo dando corpo aos arranjos. Mas, como sempre, tudo soa recheado de clichês e faltando algo muito mais variado no encadeamento, mesmo que os vocais do Klaus estejam mais variados. O repertório é chatíssimo, tendo canções genéricas e sem imersão. No final, é só mais um trabalho ruim da banda. 

Melhores Faixas: (..........) 
Piores Faixas: Animal Magnetism, Only A Man, Make It Real, Don't Make No Promises (Your Body Can't Keep), Lady Starlight

Blackout – Scorpions





















NOTA: 1,5/10


No ano de 1982, o Scorpions chega ao topo com seu idolatrado álbum Blackout. Após o Animal Magnetism, Klaus Meine enfrentou sérios problemas vocais durante o processo. Isso poderia ter comprometido completamente o trabalho. Em vez de simplesmente desistir ou substituir o vocalista, a banda continuou trabalhando até encontrar uma maneira de preservar sua participação, em um momento em que a banda estava fazendo um material mais confiante. A produção do Dieter Dierks seguiu uma abordagem mais limpa, só que sem tirar o peso e a agressividade, juntando tanto Hard Rock quanto Heavy Metal. As guitarras agora possuem uma divisão natural e ficam mais agressivas, a cozinha rítmica ficou mais variada e os vocais do Klaus estão mais enérgicos, mas, mesmo com uma ótima produção, tudo soa monótono e faltando bem mais variação. O repertório é ruim, tendo canções que são bem insípidas. No fim, é um álbum fraco e muito superestimado. 

Melhores Faixas: (............) 
Piores Faixas: You Give Me All I Need, Arizona, Now!, Dinamite

Love At First Sting – Scorpions





















NOTA: 1,3/10


Se passaram então dois anos para o Scorpions retornar com um álbum novo, o Love at First Sting. Após o Blackout, a banda decidiu fazer um álbum que mantém a força das guitarras e da bateria, porém trabalha ainda mais com melodias, refrões grandes e estruturas extremamente eficientes. O que eles quiseram fazer foi pegar toda a estrutura deles de Hard Rock e transformar em algo mais grandioso e que pudesse ser extremamente eficiente. A produção deixou aquele som pesado, mas agora bem mais orgânico e com estruturas radiofônicas. As guitarras agora possuem timbres definidos, com Rudolf Schenker e Matthias Jabs alternando entre riffs e solos mais melódicos. A bateria se tornou mais encaixada, enquanto o baixo ficou mais profundo e os vocais do Klaus estão mais variados, mas tudo soa extremamente genérico e faltando precisão. O repertório é ruim, tendo canções genéricas e outras medíocres. No fim, é um álbum chato e sem consistência. 

Melhores Faixas: (.........................) 
Piores Faixas: I'm Leaving You, Coming Home, Rock You Like A Hurricane, Still Loving You

Savage Amusement – Scorpions





















NOTA: 1/10


Quatro anos se passaram, e o Scorpions lança seu 10º álbum, o Savage Amusement. Após o sucesso do Love At First Sting, as bandas de Hard Rock dos anos 80 estavam cada vez mais preocupadas com produção grandiosa, refrões enormes, guitarras muito bem trabalhadas e uma sonoridade mais polida. O Scorpions já vinha caminhando nessa direção, mas aqui essa característica fica muito mais evidente. A produção do Dieter Dierks foi para uma abordagem extremamente polida e feita para poder tocar nas rádios, com ele colocando o Hard Rock farofa e AOR dentro da abordagem sonora da banda. As guitarras ficaram muito mais definidas, a bateria ficou mais sustentável, assim como o baixo do Francis Buchholz, e os vocais do Klaus ficaram bem mais claros. Com isso, tudo ficou extremamente plastificado e com uso excessivo de processamentos. O repertório é terrível, e as canções são todas bem esquecíveis. Enfim, é um álbum horrível e sem forma. 

Melhores Faixas: (.........................) 
Piores Faixas: Walking On The Edge, We Let It Rock...You Let It Roll, Rhythm Of Love, Passion Rules The Game, Believe In Love

Crazy World – Scorpions





















NOTA: 1/10


Indo para 1990, o Scorpions retornou com o álbum Crazy World, que foi mais ambicioso. Após o Savage Amusement, a banda queria recuperar parte do peso e da espontaneidade que tinham caracterizado os grandes discos anteriores. Com isso, eles voltam a explorar aquele peso antigo, mas mantendo a capacidade de criar refrões gigantescos que haviam desenvolvido durante os anos 80. A produção, feita agora por Keith Olsen junto com a banda, deixou um som bem mais pesado, só que sem tirar aquele caráter limpo apresentado antes e tendo um retorno daquele equilíbrio entre Hard Rock e Heavy Metal. As guitarras possuem bastante corpo e distorção, mas estão bem mais definidas. A cozinha rítmica ficou mais sólida, não servindo só como sustentação, e os vocais do Klaus ficaram mais poderosos, mas tudo soa repetitivo e beira o tedioso. O repertório é horrível, e as canções são chatíssimas, principalmente as baladas. No geral, é um álbum terrível e monótono. 

Melhores Faixas: (...........DIFÍCIL............) 
Piores Faixas: Lust Or Love, Money And Fame, Tease Me Please Me, Send Me An Angel, Wind Of Change

Face The Heat – Scorpions





















NOTA: 1/10


Três anos se passaram para o Scorpions voltar com outro álbum, o Face the Heat. Após o Crazy World, vendo que o começo daquela década viu a indústria deixando de lado o Hard Rock farofa e AOR para dar destaque ao Rock alternativo e Grunge. Fora isso, o Francis Buchholz já não fazia parte da banda, e Ralph Rieckermann assume o baixo. Com isso, eles decidiram fazer um trabalho que não repetisse a fórmula de seus dois últimos lançamentos e que fosse mais seco. A produção, feita por Bruce Fairbairn junto com a banda, foi um pouco mais pesada, só que equilibrando com uma abordagem limpa. As guitarras possuem mais presença, com alternação entre solos melódicos e riffs constantes. O baixo ficou mais encorpado e a bateria muito mais firme, enquanto os vocais do Klaus continuam poderosos, mas tudo continua previsível e muito sem graça. O repertório é horrível, e as canções parecem totalmente recicladas. No final, é outro álbum péssimo e cansativo. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: Hate To Be Nice, Under The Same Sun, Someone To Touch, Alien Nation, Lonely Nights, Woman


                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                            

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Scorpions: Parte 1

                 

Lonesome Crow – Scorpions





















NOTA: 1/10


Em 1972, o Scorpions lançava seu álbum de estreia intitulado Lonesome Crow, que trazia uma abordagem diferente. Formado em 1965 na cidade de Hannover, na Alemanha, pelos adolescentes Rudolf Schenker (guitarra) e Wolfgang Dziony (bateria), que se reuniam com os amigos de banda para tocar covers de bandas de sucesso da época. Mas, à medida que veio a fase adulta, a banda ficou mais séria e passou por várias mudanças de integrantes até fechar a formação com Klaus Meine (vocais), Michael Schenker (guitarra) e Lothar Heimberg (baixo). A produção, feita pelo Conny Plank e lançada pelo selo da Brain, trouxe um som pesado e orgânico que juntava Hard Rock, Rock progressivo e elementos do Krautrock. As guitarras são variadas, o baixo e a bateria servem como sustento e os vocais do Klaus têm expressão, mas é tudo muito arrastado e cansativo. O repertório é ruim, tendo canções que são bem chatas. Enfim, é um álbum de estreia bem fraquinho. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Action, Inheritance, It All Depends

Fly To The Rainbow – Scorpions





















NOTA: 1/10


Dois anos se passaram para o Scorpions lançar seu 2º álbum, o Fly To The Rainbow. Após o Lonesome Crow, o guitarrista Michael Schenker acabou recebendo uma proposta de outro grupo e acabou saindo da banda. Além disso, Lothar Heimberg e Wolfgang Dziony acabaram saindo, e a banda acabou sendo reconstruída com Ulrich Roth para a guitarra, Francis Buchholz para o baixo e Jürgen Rosenthal para a bateria. Fora isso, eles assinaram com a gravadora RCA e, com isso, passaram a tentar fazer um som mais pesado. A produção do Frank Bornemann trouxe um som orgânico e mais controlado, colocando bem mais influência do Hard Rock. As guitarras possuem uma característica mais aberta e psicodélica, e os solos ficaram mais sustentáveis, além dos vocais do Klaus, que ficaram mais energéticos. Mas tudo soa bem previsível e faltando algo mais variado. O repertório é péssimo, e as canções são bem esquecíveis. No fim, é outro álbum ruim e que não tem nada demais. 

Melhores Faixas: (.........................) 
Piores Faixas: Fly To The Rainbow, This Is My Song, Drifting Sun, Speedy's Coming

In Trance – Scorpions





















NOTA: 1/10


Mais um ano se passou para o Scorpions lançar seu 3º álbum de estúdio, o In Trance. Após o Fly To The Rainbow, eles passaram a trabalhar com composições mais enxutas, riffs mais marcantes e uma relação muito mais equilibrada entre peso, melodia e atmosfera. Com isso, eles começaram a largar aquelas influências progressivas e da música psicodélica para poder fazer um som que seguia a vibe do Hard Rock mainstream, que passou a dominar a identidade da banda. A produção, feita agora por Dieter Dierks, seguiu um som mais organizado e definido. As guitarras são o centro absoluto da produção. Rudolf Schenker mantém uma base rítmica firme, enquanto Uli Roth ocupa o espaço dos solos e das linhas mais atmosféricas. A cozinha rítmica ficou mais presente e os vocais do Klaus são mais energéticos, mas, no geral, tudo continua bastante monótono. O repertório é chatinho, tendo canções bastante medíocres. Enfim, é outro álbum muito fraco da banda. 

Melhores Faixas: (............................................) 
Piores Faixas: Living And Dying, Robot Man, Night Lights, Longing For Fire

Virgin Killer – Scorpions





















NOTA: 1/10


Se passou outro ano, e foi lançado o polêmico 4º álbum da banda, o Virgin Killer. Após o In Trance, o Scorpions decidiu pegar toda a evolução que tiveram e ir para um lado do Hard Rock pesado, sem abandonar completamente a personalidade experimental trazida principalmente por Uli Jon Roth, além de aproveitar que tinham aval de quem sabia entrar no mercado americano. Fora isso, essa capa originalmente era outra, que não foi escolhida pela banda, e sim pelos executivos da gravadora, que colocaram uma garota nua de dez anos (por favor, não vá atrás disso). A produção do Dieter Dierks seguiu um som bem mais agressivo e até mais cru. As guitarras ficaram muito mais constantes, alternando entre riffs cortantes e solos bluesísticos. Além da cozinha rítmica e teclados que preenchem espaços, só que tudo é bastante genérico e previsível. O repertório é chatíssimo, tendo canções ruins e pouco variadas. No final, é um álbum terrível e que foi um fiasco comercial. 

Melhores Faixas: (.............) 
Piores Faixas: Backstage Queen, Crying Days, In Your Park, Hell Cat


                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!            

Analisando Discografias - Def Leppard: Parte 2

                 

Adrenalize – Def Leppard





















NOTA: 3/10


Indo para 1992, o Def Leppard lançava seu 5º álbum de stúdio, o fraquíssimo Adrenalize. Após o sucesso do Hysteria, a banda passou pela morte do guitarrista Steve Clark devido a uma overdose acidental de álcool com morfina. Com isso, a banda decidiu fazer um trabalho que honrasse seu legado e consolidasse essa fase de sucesso que eles alcançaram, mesmo em um período em que o Hard Rock farofa tinha sido chutado pelo Grunge e Rock alternativo. A produção feita pelo Mike Shipley junto com a banda, que seguiu uma sonoridade limpa e polida. Phil Collen assume praticamente sozinho a responsabilidade de tocar guitarra, colocando riffs fortes e solos precisos. A bateria eletrônica continuou presente e o baixo ficou mais discreto, mas é aquilo: tudo soa bastante previsível e parece que reciclaram ideias anteriores. O repertório é muito ruim, tendo canções genéricas e poucas interessantes. No final, é um disco péssimo e que foi o último momento no topo. 

Melhores Faixas: Heaven Is, I Wanna Touch U, Stand Up (Kick Love Into Motion) 
Piores Faixas: Tear It Down, Personal Property, Tonight, Have You Ever Needed Someone So Bad

Slang – Def Leppard





















NOTA: 2,5/10


Quatro anos se passaram para o Def Leppard voltar com um novo álbum, o também péssimo Slang. Após o Adrenalize, a banda estava tentando se adaptar àquela década de 90 que tinha passado a ter o Rock alternativo como predominante. Além disso, eles contrataram o guitarrista Vivian Campbell (ex-Dio e Whitesnake), então, nesse novo projeto, eles decidiram fazer um trabalho mais pesado e, claro, que seguisse as tendências. A produção do Pete Woodroffe junto com a banda seguiu uma sonoridade mais orgânica e seca, juntando tanto Hard Rock quanto um pouco do AOR e Rock alternativo. As guitarras possuem riffs mais secos e com muita presença de groove, assim como o baixo, que ficou mais groovado, e a bateria, que deixou de ser eletrônica, mas tudo aqui soa extremamente sem forma e não tendo qualquer tipo de coesão. O repertório é terrível, e as canções, medíocres, com poucas exceções. No final, é um álbum terrível e, a partir daqui, a queda foi iminente. 

Melhores Faixas: Turn To Dust, Where Does Love Go When It Dies 
Piores Faixas: Pearl Of Euphoria, Deliver Me, Slang, Gift Of Flesh, Blood Runs Cold

Euphoria – Def Leppard





















NOTA: 4/10


No fim dos anos 90, a banda voltou com um novo álbum, o Euphoria, tentando voltar ao que eles sabiam fazer. Após o Slang, o Def Leppard olha novamente para sua própria história e recupera vários elementos da sonoridade clássica. Não chega a ser uma simples tentativa de copiar os anos 80, mas existe claramente uma vontade de reconectar a banda com aquilo que seus fãs tradicionalmente esperavam. A produção seguiu um caminho bem mais limpo e polido, seguindo muito a abordagem do Hard Rock com pequenos toques modernos. As guitarras voltaram a ter mais camadas, mais harmonizações e mais preocupação em construir uma parede sonora melódica. A bateria do Rick Allen ficou mais definida e o baixo mais constante. Só que muita coisa aqui soa repetitiva e faltando energia, e os vocais do Joe Elliott soam excessivamente controlados. O repertório é fraquíssimo, e as canções são sem graça, com poucas interessantes. No fim, é outro álbum fraco da banda. 

Melhores Faixas: Promises, Paper Sun, 21st Century Sha La La La Girl, Disintegrate 
Piores Faixas: Day After Day, Guilty, All Night, Back In Your Face, Goodbye

X – Def Leppard





















NOTA: 1/10


Indo para 2002, o Def Leppard retorna com seu terrível 8º álbum de estúdio intitulado X. Após o Euphoria, a banda, vendo que o mainstream estava completamente diferente do que era nos anos 80, viu o sucesso do Bon Jovi e pensou: “Por que não fazer algo parecido?”. Então, eles decidiram fazer um álbum muito mais no lado melódico, romântico e acessível, além de poder conquistar uma nova geração. A produção, feita pela banda com auxílio do Per Aldeheim, Andreas Carlsson e Pete Woodroffe, seguiu uma abordagem limpa e completamente polida, seguindo a abordagem do Pop Rock daquele período, com pequenos traços do Hard Rock. As guitarras passaram a servir como elementos de sustentação, enquanto teclados, programações, efeitos e camadas vocais ganham bastante espaço, mas tudo soa extremamente plastificado e sem profundidade. O repertório é simplesmente pavoroso, com canções sofríveis. No fim, é um álbum horrível e uma completa porcaria. 

Melhores Faixas: (..................triste...................) 
Piores Faixas: Girl Like You, Gravity, Torn To Shreds, Everyday, You're So Beautiful

Yeah – Def Leppard





















NOTA: 4/10


Quatro anos se passaram, e o Def Leppard retorna com outro álbum novo, o Yeah!. Após o X, cresceu uma vontade dentro da banda de fazer algo que não dependesse de tentar competir com as tendências contemporâneas. Então, a banda decidiu gravar um álbum inteiramente de covers, mergulhando principalmente no Rock britânico e no Glam Rock dos anos 60 e 70, passando por artistas como T. Rex, David Bowie, Sweet, Roxy Music, Thin Lizzy e outros nomes fundamentais daquele período. A produção, feita junto com Ronan McHugh, deixou aquele som limpo e com uma abordagem orgânica. As guitarras do Phil Collen e Vivian Campbell conseguem transformar muitas das músicas em algo mais pesado, mas sem exagerar na distorção. Só que muita coisa foge totalmente da proposta das canções originais escolhidas, e até as escolhas vocais do Joe Elliott não conseguem funcionar direito. O repertório, apesar de ser bom, não é muito bem interpretado em sua maioria. No geral, é só um álbum ruim e que é bastante esquecido. 

Melhores Faixas: Rock On (David Essex), Drive-In Saturday (David Bowie), Little Bit Of Love (Free), 10538 Overture (Electric Light Orchestra) 
Piores Faixas: Hanging On The Telephone (The Nerves), He's Gonna Step on You Again (John Kongos), Waterloo Sunset (The Kinks), Stay With Me (Faces), Don't Believe A Word (Thin Lizzy)

Songs From The Sparkle Lounge – Def Leppard





















NOTA: 3/10


Se passaram então dois anos para eles voltarem com um material inédito, o Songs From The Sparkle Lounge. Após o Yeah!, eles decidiram voltar com um álbum que fosse uma tentativa de recuperar uma sonoridade mais puxada para o Hard Rock, mas sem voltar completamente ao passado. Com eles querendo mostrar que ainda tinham interesse em explorar diferentes lados do seu próprio som. A produção, feita por Ronan McHugh junto com a banda, seguiu uma abordagem limpa e acessível. As guitarras do Phil Collen e Vivian Campbell conseguem trabalhar com riffs mais pesados, mas também mantêm as harmonias e os arranjos melódicos. Além disso, a cozinha rítmica ficou muito mais sustentável e os vocais do Joe Elliott estão mais confortáveis, mas tudo fica bem maçante e faltando algo mais variado. O repertório é fraquíssimo, tem canções sem graça e poucas que sejam interessantes. Mas, enfim, é outro trabalho fraco da banda que não apresenta nada demais. 

Melhores Faixas: Bad Actress, Tomorrow, Come Undone 
Piores Faixas: Gotta Let It Go, Love, Go, Nine Lives

Def Leppard – Def Leppard





















NOTA: 4,5/10


Apenas sete anos depois, a banda voltou lançando seu 11º álbum autointitulado, que tentou resgatar sua fase de auge. Após o Songs From The Sparkle Lounge, esse novo trabalho chega depois de um período em que o Def Leppard já havia se acostumado a trabalhar sem a pressão comercial que existia durante os anos 80. Isso permite que as músicas tenham uma abordagem mais relaxada, tanto que eles passaram a lançar seus álbuns de forma independente. A produção foi para um caminho bem mais moderno e, ao mesmo tempo, polido, tentando fazer um equilíbrio do Glam Metal e Hard Rock tradicional. As guitarras do Phil Collen e Vivian Campbell possuem bastante presença. Os riffs são mais encorpados e, às vezes, bem encaixados. A cozinha rítmica ficou excessivamente controlada, com isso, tudo fica muito sem expressão e faltando um nível maior de detalhes. O repertório é fraquíssimo, tem umas canções interessantes e outras medíocres. Enfim, é um álbum ruim e que poderia ter sido sólido. 

Melhores Faixas: Dangerous, Blind Faith, All Time High, Let’s Go, Battle Of My Own 
Piores Faixas: Broke ‘N’ Brokenhearted, Wings Of An Angel, Energized, Invincible, Last Dance, We Belong

Diamond Star Halos – Def Leppard





















NOTA: 3/10


Então chegamos em 2022, quando o Def Leppard lançou seu mais recente álbum, o Diamond Star Halos. Após o álbum de 2015, a banda decidiu fazer um projeto que fosse uma espécie de síntese das várias fases que tiveram. Há músicas pesadas que lembram a tradição do Hard Rock, baladas melódicas, momentos Pop, experimentações atmosféricas e faixas que recuperam claramente o espírito da fase farofa. A produção foi relativamente a mesma, só que deixando mais aparente uma abordagem mais moderna com a junção dos elementos clássicos da banda. As guitarras ficaram um pouco mais definidas, alternando entre riffs, solos e camadas, enquanto a cozinha rítmica ficou mais sólida. Mas, é aquilo: tudo soa muito previsível e sem sustentação, fora os vocais oscilantes do Joe Elliott, que ficaram muito aparentes. O repertório é péssimo, e as canções são bastante esquecíveis, com poucas interessantes. No geral, é um álbum ruim de uma banda que se perdeu. 

Melhores Faixas: All We Need, Kick, Unbreakable 
Piores Faixas: Fire It Up, From Here To Eternity, U Rok Mi, Goodbye For Good This Time


Analisando Discografias - Scorpions: Parte 2

                  Taken By Force – Scorpions NOTA: 1,2/10 Se passou mais um ano para o Scorpions lançar seu 5º álbum, o Taken By Force. Após...