sábado, 21 de março de 2026

Review: Caindo Em Si do Derxan

                    

Caindo Em Si – Derxan





















NOTA: 7/10


Recentemente, Derxan finalmente voltou, lançando o EP Caindo em Si, em um momento de transformações. Após O Lado Bom do Homem Mau, o rapper meio que entrou em uma pausa em sua carreira, já que havia se convertido ao cristianismo. Com isso, preferiu focar em sua fé e melhorar sua saúde mental de certo modo, decidindo então retornar com um trabalho que mostrasse um lado mais pessoal e sensível. A produção, feita por Pedro Apoema e Manel Beats, segue uma abordagem mais minimalista e introspectiva. Diferente de trabalhos mais agressivos ou voltados ao impacto imediato, aqui os instrumentais funcionam como suporte emocional para suas rimas, sendo basicamente uma junção de Rap cristão com elementos do Drill e Jazz Rap. O repertório tem apenas 4 faixas, que são bem profundas e apresentam um lado mais atmosférico. No fim, é um trabalho interessante e que pode ser uma prévia para algo grandioso. 

Melhores Faixas: Nem tudo é sobre Mim, Eu Venço 
Vale a Pena Ouvir: Caindo em si, Passado
 

    Então é só e flw!!! 

Analisando Discografias - Elton John: Parte 4

                 

Ice On Fire – Elton John





















NOTA: 2,5/10


Então, já na metade dos anos 80, foi lançado outro disco do Elton John, o Ice on Fire. Após o Breaking Hearts, e vendo que a música Pop se tornava cada vez mais orientada por sintetizadores, baterias eletrônicas e produções altamente polidas, influenciadas tanto pela New Wave quanto pela ascensão da MTV, o cantor precisava continuamente adaptar sua sonoridade para permanecer relevante nesse novo contexto. A produção foi basicamente aquela mesma de sempre: extremamente polida e radiofônica, refletindo a estética do Pop daquele período, incorporando extensivamente sintetizadores, baterias eletrônicas e técnicas de produção modernas típicas da época. Apesar disso, o piano do Elton John continua sendo o eixo central das composições; só que, ainda assim, tudo soa excessivamente açucarado e completamente repetitivo. O repertório é muito ruim, e as canções chegam a beirar o insuportável, com algumas exceções. No fim, é um disco ruim e bem descartável. 

Melhores Faixas: Cry To Heaven, Tell Me What The Papers Say 
Piores Faixas: Candy By The Pound, Wrap Her Up (participação do George Michael totalmente desperdiçada), Nikita, Satellite

Leather Jackets – Elton John




















NOTA: 1/10


Então, se passou mais um ano e foi lançado outro álbum terrível do Elton John, o Leather Jackets. Após o Ice on Fire, Elton John enfrentava problemas pessoais, incluindo exaustão causada por sua agenda intensa de turnês e dificuldades relacionadas ao uso excessivo de substâncias, além de passar por um bom momento como presidente do Watford (sim, aquele time que disputou a Premier League recentemente; o cantor comandava o clube havia 10 anos). A produção foi feita por Gus Dudgeon, que trouxe uma sonoridade fortemente marcada pela estética Pop da metade dos anos 80. Há uma presença significativa de sintetizadores e arranjos orientados para o rádio, só que o grande problema é que os vocais do Elton John foram colocados depois, por cima das bases, e praticamente não funcionam, ficando tudo muito bagunçado. O repertório é horrível, e as canções são completamente insuportáveis. Em suma, é uma das maiores porcarias lançadas em sua carreira. 

Melhores Faixas: (........................................) 
Piores Faixas: Gypsy Heart, I Fall Apart, Leather Jackets, Memory Of Love, Hoop On Fire

Reg Strikes Back – Elton John





















NOTA: 4/10


Dois anos se passaram, e foi lançado mais um trabalho novo do Elton John, o Reg Strikes Back. Após o terrível Leather Jackets, ele lidava com questões pessoais importantes, incluindo problemas de saúde vocal que eventualmente o levariam a realizar uma cirurgia nas cordas vocais em 1987. Essa cirurgia alteraria permanentemente o timbre de sua voz, tornando-a mais grave e rouca. Além disso, ele também deixou de ser presidente do Watford e decidiu focar muito mais em sua carreira. A produção foi conduzida por Chris Thomas, que buscou equilibrar o estilo clássico do Piano Rock do Elton com a sonoridade Synth-pop. Como mencionado, houve muito uso de sintetizadores, baterias eletrônicas e arranjos altamente polidos, embora muita coisa soe bastante clichê e falte algo mais preciso. O repertório é bem fraquinho, com algumas canções melhores e outras mais genéricas. No fim, é um disco ruim, mas mostra uma tentativa de consistência. 

Melhores Faixas: I Don't Wanna Go On With You Like That, The Camera Never Lies, Poor Cow 
Piores Faixas: Town Of Plenty, A Word In Spanish, Since God Invented Girls, Goodbye Marlon Brando

Sleeping With The Past – Elton John





















NOTA: 8/10


E aí, chega ao fim dos anos 80, e Elton John lança Sleeping with the Past, e aqui as coisas melhoram. Após o Reg Strikes Back, o cantor queria fazer algo bem diferente, então a ideia surgiu de uma sugestão do letrista Bernie Taupin, que propôs que o álbum fosse inspirado pela Soul music e pelo R&B, estilos que haviam exercido grande influência sobre Elton durante seus anos formativos como músico. A produção, feita por Chris Thomas, enfatizava clareza sonora, melodias fortes e arranjos cuidadosamente equilibrados, capturando a atmosfera da Soul music. Para isso, os arranjos frequentemente incorporam elementos característicos desse estilo, como linhas de baixo marcantes, seções de sopro discretas, harmonias vocais e grooves rítmicos, além do uso de sintetizadores para manter um caráter moderno. O repertório é bem legal, com canções que vão de um lado mais suave e envolvente a momentos mais enérgicos. No fim, é um ótimo disco e que deu muito certo. 

Melhores Faixas: Sacrifice, Stone's Throw From Hurtin' 
Vale a Pena Ouvir: Whispers, Sleeping With The Past, Durban Deep

The One – Elton John





















NOTA: 8/10


Quatro anos se passam, e é lançado mais um trabalho novo do cantor, intitulado The One. Após o Sleeping with the Past, Elton John enfrentou diversos desafios relacionados à sua saúde e ao abuso de substâncias, o que o levou a iniciar um processo de reabilitação. Em 1990, ele entrou em tratamento para superar dependências químicas, iniciando uma fase de recuperação que teria enorme impacto em sua vida e em sua música. A produção, conduzida por Chris Thomas, segue um caminho polido e refinado, com arranjos grandiosos, frequentemente incorporando sintetizadores, guitarras atmosféricas e seções de cordas que criam uma sensação de amplitude emocional, combinando com o vocal mais grave do Elton John após a cirurgia. O repertório é bem legal, com canções mais profundas e de temática vulnerável. No fim, é um ótimo disco e é bem subestimado pelos fãs. 

Melhores Faixas: Whitewash County, Emily 
Vale a Pena Ouvir: The North, Simple Life, The Last Song

Made In England – Elton John





















NOTA: 8,2/10


Indo para 1995, Elton John retorna com mais um disco novo, o Made in England. Após o The One, o cantor estava em um momento de grande revitalização em sua carreira, tanto musicalmente, onde vinha se aperfeiçoando, quanto em popularidade, já que havia feito parte da trilha sonora do filme O Rei Leão com as canções Can You Feel the Love Tonight e Circle of Life. Para esse novo projeto, ele decidiu seguir por um caminho mais melódico. A produção, feita por Greg Penny junto com o cantor, aposta em uma sonoridade orgânica e elegante. O piano do Elton John continua sendo o centro das composições, mas os arranjos frequentemente incluem cordas, guitarras atmosféricas e camadas instrumentais que criam uma sensação de profundidade sonora, enquanto sua voz soa mais delicada e carregada de sentimentalismo. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem imersivas. No fim, é um disco bacana e que mostra um lado elegante. 

Melhores Faixas: Latitude, Pain, Blessed 
Vale a Pena Ouvir: Belfast, Lies, Made In England

The Big Picture – Elton John





















NOTA: 5/10


Se passaram dois anos, e foi lançado o 25º álbum do Elton John, intitulado The Big Picture. Após o Made in England, Elton vivia uma fase de grande estabilidade pessoal e profissional. Ele havia consolidado sua recuperação de problemas relacionados ao abuso de substâncias, encontrava-se artisticamente maduro e continuava mantendo uma parceria extremamente sólida com o letrista Bernie Taupin. Além disso, voltou à presidência do Watford (só que não deu muito certo). A produção, feita mais uma vez por Chris Thomas, segue uma abordagem grandiosa e cinematográfica. As músicas frequentemente utilizam arranjos orquestrais amplos, camadas de teclados e guitarras atmosféricas que criam uma sensação de escala emocional bastante ampla, dialogando bastante com o Adult Contemporary daquele período, mas de forma bem genérica. O repertório até começa bem, mas depois decai rapidamente. Enfim, é um trabalho mediano e bem exagerado. 

Melhores Faixas: Live Like Horses, The Big Picture, Long Way From Happiness 
Piores Faixas: Love's Got A Lot To Answer For, Recover Your Soul, Can't Steer My Heart Clear Of You

Songs From The West Coast – Elton John





















NOTA: 8,4/10


Indo agora para 2001, Elton John retornava lançando mais um disco, o Songs from the West Coast. Após o The Big Picture, Elton começou a refletir sobre sua identidade musical. Ele desejava retornar a um som mais orgânico e centrado no piano, algo que lembrasse seus discos mais celebrados da primeira metade dos anos 70. Esse desejo também foi compartilhado por seu parceiro criativo de longa data, Bernie Taupin. A produção, feita por Patrick Leonard, trouxe uma abordagem que privilegiava a simplicidade instrumental e a clareza das melodias, evitando excessos de produção. O piano do Elton John volta a ocupar o centro das composições, enquanto guitarras, baixo e bateria criam uma base instrumental sólida, muitas vezes remetendo à estética dos discos clássicos do artista. O repertório é bem legal, com canções introspectivas e suaves. Enfim, é um trabalho interessante que demonstra maior consistência. 

Melhores Faixas: I Want Love, American Triangle, Mansfield 
Vale a Pena Ouvir: Original Sin, Dark Diamond, Love Her Like Me


sexta-feira, 20 de março de 2026

Analisando Discografias - Elton John: Parte 3

                 

Blue Moves – Elton John





















NOTA: 8,5/10


No ano seguinte, foi lançado mais um disco duplo do Elton John, intitulado Blue Moves. Após o Rock of the Westies, o cantor começava a enfrentar sinais de desgaste criativo e emocional. O ritmo intenso de gravações, turnês e exposição pública começava a afetar o artista. Ao mesmo tempo, sua parceria com o letrista Bernie Taupin também atravessava um período de transformação. Taupin passou a escrever letras mais introspectivas, sombrias e reflexivas, refletindo um estado emocional mais complexo. A produção foi a de sempre, apresentando arranjos sofisticados e bastante variados. O piano do Elton continua sendo o núcleo das composições, mas o disco também explora fortemente sintetizadores, arranjos orquestrais, guitarras elétricas e estruturas musicais mais complexas. O repertório é bem interessante, e as canções são mais introspectivas e imersivas. Enfim, é um disco consistente, apesar de não ter repetido o sucesso anterior. 

Melhores Faixas: Between Seventeen And Twenty, One Horse Town, Sorry Seems To Be The Hardest Word, Someone's Final Song 
Vale a Pena Ouvir: Out Of The Blue, Tonight, Crazy Water

A Single Man – Elton John





















NOTA: 8/10


Se passaram dois anos, e foi lançado mais um trabalho novo do Elton John, A Single Man. Após o Blue Moves, o cantor decidiu trabalhar com o letrista Gary Osborne, compositor britânico que havia colaborado anteriormente com diversos artistas da música Pop. A parceria entre Elton e Osborne trouxe uma abordagem lírica diferente em comparação com o estilo altamente narrativo e simbólico de Bernie Taupin. A produção, feita agora por Clive Franks junto com o cantor, foi bem mais refinada e menos exuberante, misturando o Pop daquele período com elementos do Soft Rock. O piano do Elton continua sendo o centro das composições, mas os arranjos também incorporam sintetizadores discretos e seções de cordas elegantes. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas e envolventes. Enfim, é um projeto interessante, mas que passou bem batido. 

Melhores Faixas: Song For Guy, Big Dipper 
Vale a Pena Ouvir: Part Time Love, I Don’t Care, Shooting Star

Victim Of Love – Elton John





















NOTA: 8,3/10


E aí, no fim dos anos 70, Elton John lançou um dos maiores tiros no pé: o terrível Victim of Love. Após A Single Man, o cantor decidiu experimentar novas direções musicais. A Disco Music estava no auge da popularidade internacional naquele momento, impulsionada por artistas e produções que dominavam as rádios e os clubes noturnos, e muitos músicos do Rock estavam implementando esses elementos, e Elton foi mais um a fazer isso. A produção, feita por Pete Bellotte, deixou tudo muito pasteurizado, colocando linhas de baixo pulsantes, guitarras rítmicas e arranjos de sintetizadores que aumentam aquele clima dançante. Posteriormente, Elton John entrou em estúdio apenas para gravar seus vocais sobre essas bases já finalizadas, e, assim, tudo soa muito bagunçado e simplesmente não funciona. O repertório é péssimo, e as canções ficaram insuportáveis, com apenas uma exceção. Enfim, é um disco horroroso e autoexplicativo quanto ao fato de o cantor renegá-lo. 

Melhores Faixas: Street Boogie 
Piores Faixas: Victim Of Love, Spotlight, Born Bad

21 At 33 – Elton John





















NOTA: 3,2/10


Entrando nos anos 80, foi lançado mais um álbum do Elton John, intitulado 21 at 33. Após o péssimo Victim of Love, o cantor retoma parte de suas raízes musicais, voltando a enfatizar o piano, a composição melódica e estruturas mais próximas do Pop Rock que haviam marcado seus trabalhos clássicos. Outro aspecto importante é que o álbum marcou a retomada parcial da colaboração com Bernie Taupin, apesar de ele não ter composto todas as faixas. A produção, feita pelo cantor junto com Clive Franks, teve uma abordagem excessivamente polida, combinando Soft Rock com certos lampejos do Yacht Rock, com uso de sintetizadores discretos e seções rítmicas mais orgânicas, mas, no geral, é tudo bem inconsistente e, ao mesmo tempo, repetitivo. O repertório é muito ruim, com canções chatinhas e poucas interessantes. No fim, é um álbum fraco e que ficou bem genérico. 

Melhores Faixas: Little Jeannie, Dear God, Sartorial Eloquence 
Piores Faixas: Chasing The Crown, Give Me The Love, Never Gonna Fall In Love Again, Take Me Back

The Fox – Elton John





















NOTA: 2,5/10


No ano seguinte, foi lançado mais um trabalho horrível de Elton John, o The Fox. Após o 21 at 33, ele decidiu fazer um projeto que dialogasse com a música pop, que estava em seu auge, com novas tecnologias de gravação, sintetizadores e influências da New Wave, que começavam a moldar o som da década de 80. Com isso, Elton John explora essas novas possibilidades sonoras, enquanto ainda mantém elementos característicos de seu estilo. A produção, feita por Chris Thomas e Clive Franks, adotou uma abordagem polida, com grande uso de sintetizadores, guitarras elétricas, seções de cordas e estruturas rítmicas influenciadas pelo Pop Rock da época, só que tudo parece absolutamente reciclado do disco anterior, sendo bastante arrastado e previsível. O repertório é horrível, e as canções são bem ridículas, com poucas interessantes. Enfim, é um álbum muito chato e com muita inconsistência. 

Melhores Faixas: Nobody Wins, Elton’s Song 
Piores Faixas: Heart In The Right Place, The Fox, Fascist Faces

Jump Up! – Elton John





















NOTA: 3/10


Outro ano se passou, e foi lançado mais um álbum do Elton John, intitulado Jump Up!. Após o The Fox, o cantor continuava a seguir as tendências, como o uso crescente de sintetizadores, novas técnicas de produção e a influência da New Wave. Esse trabalho basicamente reflete essas transformações, mas também preserva elementos clássicos do estilo do cantor. A produção, conduzida por Chris Thomas, seguiu uma abordagem polida e radiofônica, apresentando uma combinação equilibrada entre Piano Rock e o som do Adult Contemporary. Os sintetizadores aparecem com mais frequência do que em muitos discos anteriores de Elton, mas sem substituir completamente os elementos orgânicos da banda; ainda assim, aqui tudo parece reutilizado dos últimos trabalhos, ficando bem previsível. O repertório é muito ruim, e as canções são bem chatinhas, com poucas interessantes. No fim, é um álbum péssimo e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: Blue Eyes, Dear John, Legal Boys 
Piores Faixas: Where Have All The Good Times Gone?, Spiteful Child, Empty Garden (Hey Hey Johnny), I Am Your Robot

Too Low For Zero – Elton John





















NOTA: 3/10


Mais um ano se passou, e foi lançado outro álbum bem fraquinho do cantor, o Too Low for Zero. Após o Jump Up!, a parceria entre Elton John e Bernie Taupin voltou a todo vapor, com eles escrevendo todas as letras. Assim, eles queriam equilibrar as tendências contemporâneas da música Pop com o estilo clássico do cantor, criando um disco que parecia, ao mesmo tempo, moderno e familiar. A produção, feita por Chris Thomas, teve uma abordagem polida e bastante radiofônica, na qual os sintetizadores aparecem com maior destaque do que em muitos discos anteriores do Elton John, mas são utilizados de forma complementar ao piano, em vez de substituí-lo, além de contar com uma banda de apoio competente; ainda assim, tudo soa bem genérico e bastante sem graça. O repertório é fraquíssimo, com algumas canções legais e outras chatíssimas. Enfim, é um álbum que, apesar do sucesso, é bem ruinzinho. 

Melhores Faixas: I'm Still Standing, Kiss The Bride, Too Low For Zero 
Piores Faixas: I Guess That's Why They Call It The Blues, Saint, One More Arrow, Cold As Christmas (In The Middle Of The Year)

Breaking Hearts – Elton John





















NOTA: 3/10


Mais um ano se passa, e Elton John lançava mais um disco intitulado Breaking Hearts. Após o sucesso do Too Low For Zero, o cantor estava confiante que o público ainda respondia fortemente à combinação do Piano Rock energético, melodias marcantes e letras introspectivas que caracterizavam sua parceria com Taupin. Dessa forma, esse trabalho surge basicamente como uma continuação natural desse momento, mantendo a mesma equipe criativa e o mesmo espírito musical. Produção feita mais uma vez por Chris Thomas, privilegiou aquela clareza sonora, arranjos equilibrados e uma forte ênfase nas melodias. Só que diferente de outros trabalhos tudo foi gravado meio que ao vivo no estúdio, com pouquíssimos overdubs adicionais. Isso deu ao disco uma energia mais direta e orgânica, só que de novo tudo é bastante sem graça e repetitivo. O repertório novamente é fraquíssimo, e com poucas canções interessantes. No fim, é outro disco ruim e tedioso. 

Melhores Faixas: Sad Songs (Say So Much), Breaking Hearts (Ain't What It Used To Be), In Neon 
Piores Faixas: Passengers, Restless, Li'l 'Frigerator, Did He Shoot Her?


                                                                            Então um abraço e flw!!!                 

quinta-feira, 19 de março de 2026

Analisando Discografias - Elton John: Parte 2

                 

Madman Across The Water – Elton John





















NOTA: 9,7/10


E aí, perto do fim daquele ano, foi lançado seu 4º álbum de estúdio, intitulado Madman Across the Water. Após a trilha sonora de Friends, a parceria de Elton John com o letrista Bernie Taupin estava se aprofundando ainda mais. As letras de Taupin tornavam-se progressivamente mais complexas, explorando personagens imaginários e imagens poéticas que frequentemente misturavam realismo e fantasia. Elton, por sua vez, continuava desenvolvendo sua habilidade de transformar essas letras em composições ricas. A produção foi feita novamente por Gus Dudgeon, que equilibrou a intensidade emocional das composições do cantor com arranjos ricos e cinematográficos, conduzidos mais uma vez por Paul Buckmaster, misturando Piano Rock, elementos de Rock progressivo e arranjos orquestrais densos. Aqui, a seção rítmica foi importante para que o piano se sustentasse. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas. No fim, é um baita disco, cheio de ousadia. 

Melhores Faixas: Tiny Dancer, Levon, Rotten Peaches, All The Nasties, Madman Across The Water 
Vale a Pena Ouvir: Indian Sunset, Razor Face

Honky Château – Elton John





















NOTA: 9,8/10


No ano seguinte, foi lançado o 5º álbum do Elton John, o ainda mais ousado Honky Château. Após o Madman Across the Water, o cantor havia se firmado como uma estrela internacional, além de consolidar sua banda de apoio com o guitarrista Davey Johnstone, o baixista Dee Murray e o baterista Nigel Olsson. Ainda assim, ele buscava um álbum que unisse plenamente seu talento melódico com uma abordagem mais direta e espontânea do Rock. Então, Elton e sua equipe viajaram para a França e instalaram-se no Château d'Hérouville, um castelo transformado em estúdio de gravação. A produção foi a mesma, mas agora o piano de Elton continua sendo o elemento central, integrando-se de maneira mais dinâmica com guitarras, baixo e bateria. Isso deixou a atmosfera bem mais livre e experimental, já que o estúdio improvisado foi essencial nesse processo. O repertório é belíssimo, e as canções são suaves e variadas. Enfim, é outro disco fantástico, considerado um clássico. 

Melhores Faixas: Rocket Man (I Think It's Going To Be A Long, Long Time), Honky Cat, Mona Lisas And Mad Hatters, Mellow, Hercules, I Think I'm Going To Kill Myself 
Vale a Pena Ouvir: Salvation, Susie (Dramas)

Don't Shoot Me I'm Only The Piano Player – Elton John





















NOTA: 9/10


No início de 1973, Elton John lançou outro disco, o Don't Shoot Me I'm Only the Piano Player. Após o Honky Château, Elton e Taupin chegaram a considerar a criação de um álbum conceitual inspirado no cinema mudo. O projeto teria explorado personagens e histórias no estilo das comédias clássicas do início do século XX. No entanto, essa ideia acabou sendo abandonada durante o processo criativo, e o resultado final tornou-se uma coleção mais livre de canções. A produção seguiu aquela mesma abordagem, sendo gravado novamente no Château d'Hérouville, misturando Pop Rock, Piano Rock e Folk. O piano continua sendo o eixo central das composições, mas os arranjos frequentemente incorporam guitarras elétricas marcantes, harmonias vocais ricas e variações rítmicas que mantêm o disco constantemente interessante. O repertório é bem legal, e as canções são vibrantes. Enfim, é um ótimo disco e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Crocodile Rock, Daniel, Blues For My Baby And Me, Have Mercy On The Criminal, Teacher I Need You 
Vale a Pena Ouvir: High Flying Bird, Texan Love Song, Elderberry Wine

Goodbye Yellow Brick Road – Elton John





















NOTA: 10/10


Então se passaram vários meses e foi lançado o atemporal Goodbye Yellow Brick Road. Após o Don't Shoot Me I'm Only the Piano Player, Elton e sua equipe planejaram gravar o álbum na Jamaica, buscando um ambiente novo que pudesse inspirar a criação musical, porém isso não foi possível devido a problemas logísticos, e com isso decidiram ficar na França. O projeto acabou se transformando em um álbum duplo. Essa decisão permitiu que Elton John e Bernie Taupin explorassem uma enorme variedade de estilos musicais, temas narrativos e experimentações sonoras. A produção, feita por Gus Dudgeon, adotou uma abordagem refinada e muito bem estruturada, mantendo o piano de Elton no centro e permitindo que o restante da instrumentação brilhasse, misturando Piano Rock, Glam Rock, Gospel e Pop progressivo. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea, e assim só tendo canções incríveis. No fim, é um álbum sensacional e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Goodbye Yellow Brick Road, Bennie And The Jets, Saturday Night's Alright For Fighting, Funeral For A Friend/Love Lies Bleeding, Sweet Painted Lady, I've Seen That Movie Too 
Vale a Pena Ouvir: Roy Rogers, This Song Has No Title, Your Sister Can't Twist (But She Can Rock 'n Roll)

Caribou – Elton John





















NOTA: 8,7/10


Passou-se mais um ano, e Elton John retornou com um novo disco, o Caribou (com essa capa peculiar). Após o atemporal Goodbye Yellow Brick Road, sua parceria com Bernie Taupin, que continuava escrevendo letras repletas de personagens excêntricos, imagens poéticas e narrativas curiosas, estava no auge. No entanto, o contexto de gravação para esse projeto foi diferente de muitos trabalhos anteriores: o álbum foi criado em um período relativamente curto, o que influenciaria tanto seu processo criativo quanto sua recepção crítica posterior. A produção foi feita por Gus Dudgeon, como sempre, e trouxe uma sonoridade mais direta, misturando elementos de Pop Rock, Glam Rock e Pop progressivo. O piano do Elton continua sendo o elemento central das composições, e os arranjos são bem elaborados. O repertório é bem legal, e as canções são divertidas e apresentam um lado mais eclético. No fim, é um disco bacana, que foi injustamente criticado na época. 

Melhores Faixas: Don't Let The Sun Go Down On Me, The Bitch Is Back, Pinky, Ticking 
Vale a Pena Ouvir: Grimsby, I've Seen The Saucers, You're So Static

Captain Fantastic And The Brown Dirt Cowboy – Elton John





















NOTA: 10/10


Em 1975, foi lançado outro álbum magnífico de Elton John, o Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy. Após o Caribou, o cantor e Bernie Taupin decidiram fazer algo diferente: contar a própria história dos dois artistas durante os primeiros anos de suas carreiras. No conceito do álbum, Elton John assume a persona do “Captain Fantastic”, enquanto Bernie Taupin aparece como “Brown Dirt Cowboy”. As músicas narram as dificuldades enfrentadas pela dupla no final dos anos 60, quando ambos eram jovens aspirantes tentando sobreviver na indústria musical britânica. A produção foi aquela mesma de sempre, mas com uma abordagem mais cinematográfica e polida, combinando Piano Rock, Pop Rock, Glam Rock e elementos orquestrados que se equilibram bem com a banda de apoio de Elton, que segue por um caminho mais imersivo. O repertório é sensacional, e as canções são profundas. No fim, é um baita disco e também uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Someone Saved My Life Tonight, Captain Fantastic And The Brown Dirt Cowboy, Writing, We All Fall In Love Sometimes, Tower Of Babel 
Vale a Pena Ouvir: Curtains, (Gotta Get A) Meal Ticket, Tell Me When The Whistle Blows

Rock Of The Westies – Elton John





















NOTA: 8,2/10


Mais alguns meses se passaram, e foi lançado o 10º álbum do Elton John, intitulado Rock of the Westies. Após o Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy, o cantor decidiu voltar a apresentar uma abordagem mais solta, energética e voltada ao Rock, além de promover uma mudança significativa na formação da banda que o acompanhava. O baterista Nigel Olsson e o baixista Dee Murray haviam deixado o grupo pouco antes das gravações. A nova formação incluía o baterista Roger Pope, o baixista Caleb Quaye e o guitarrista Davey Johnstone, que permaneceu. A produção foi bem mais crua e direta, com algumas influências de Funk Rock e Glam Rock. As guitarras ganham maior destaque, enquanto o piano continua sendo o centro das composições. O repertório é bem legal, e as canções são divertidas e energéticas. No final, é um disco interessante, que tentou soar mais contemporâneo. 


Melhores Faixas: Island Girl, Street Kids 
Vale a Pena Ouvir: Feed Me, Dan Dare (Pilot Of The Future), I Feel Like A Bullet (In The Gun Of Robert Ford)

                                                                        Então é isso, um abraço e flw!!!                     

Review: Caindo Em Si do Derxan

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