sábado, 25 de abril de 2026

Review: ADULTO IDEAL VOL.2 do Ryu, The Runner

                  

ADULTO IDEAL VOL.2 – Ryu, The Runner





















NOTA: 8,7/10


Recentemente, Ryu, The Runner voltou lançando a continuação do ADULTO IDEAL. Após a mixtape original, o rapper acabou resolvendo sua treta com Tchelo, chegando até a fazer uma feat em suas respectivas faixas extras em seus projetos mais recentes. Além disso, o Ryu anunciou sua saída da Salve Crazy e entrou no selo TANDAWORLD, e, com isso, essa continuação mostra uma grande evolução, sendo mais ambiciosa. A produção contou com 6ee, Neckklace, Nicholas Arashiro, entre outros, seguindo bases com 808 e hi-hats característicos, mas trabalhando melhor textura, ambiência e dinâmica. Há mais espaço para atmosferas introspectivas e beats que flertam com o Rage, Tread e até um certo flerte com Dark Plugg, muito por conta dos flows mais quebrados e variados do Ryu. O repertório é ótimo, e as canções são bem divertidas e até dinâmicas. No fim, é uma ótima tape, que superou sua antecessora. 

Melhores Faixas: PRÊMIO MULTISHOW, SWAG IDEAL, POTÊNCIA (Emitê Único mandou bem), FÉRIAS, PRÓXIMO CAPÍTULO, CELINE 
Vale a Pena Ouvir: RITMO HIPNÓTICO, MUN RÁ (Zlatan mandou bem), PRESSÃO
  

                                                                                     É isso, então flw!!!       

Analisando Discografias - Nabru

                  

Marquises e Jardins – Nabru





















NOTA: 7/10


Em 2019, a Nabru lançava seu primeiro trabalho em formato de EP, intitulado Marquises e Jardins. A trajetória da rapper, vinda de Belo Horizonte, começa por volta de 2018, quando era mais uma nova artista despontando após a fase de ouro do rap de BH, momento em que começava a consolidar sua identidade estética e lírica, mas já demonstrava um nível de consciência poética e observação urbana muito acima da média para uma estreia. A produção, feita por Gustmdes, Pxtvto Hevd, entre outros, privilegia beats secos, atmosferas intimistas e uma textura levemente “empoeirada”, típica do underground brasileiro da época, firmando uma abordagem voltada ao Boom Bap e ao Jazz Rap, com pequenos elementos de Cloud Rap e até Trap, enquanto os flows da Nabru são bem cadenciados, com algumas variações. No fim, é um trabalho bacana que já apontava para algo interessante. 

Melhores Faixas: 4 Escadas, Marquises e Jardins 
Vale a Pena Ouvir: 25G ou Algumas Dolas de 5 Depois, Dandara

Porque Prefiro Falar de Amor – Nabru





















NOTA: 6/10


Meses se passaram, e foi lançada sua 1ª e única mixtape, intitulada Porque Prefiro Falar de Amor. Após o EP Marquises e Jardins, a Nabru partiu para uma liberdade mais formal. O projeto é frequentemente classificado como mixtape justamente por essa natureza mais solta apresentando diferentes atmosferas e uma sensação de laboratório criativo. A produção contou com os mesmos nomes, que seguiram aquela abordagem bastante Lo-fi, com uma atmosfera introspectiva e minimalista, com as bases agora caminhando muito mais para o Boom Bap. Os beats são, em geral, econômicos, muitas vezes baseados em loops simples, com pouca ornamentação, o que coloca mais no centro os flows dela, mas, ainda assim, há muitos momentos em que isso não se encaixa com a proposta de determinadas faixas. Falando nisso, o repertório é mediano, com canções boas e outras mais fracas. Enfim, é um trabalho irregular, ao qual faltou mais atenção. 

Melhores Faixas: Milagres (Parte II), Quem Vigia os Vigilantes?, Corte de Gastos 
Vale a Pena Ouvir: Fritanu, Queen Mama Chanter, Causa

0701 – Nabru & GVTX





















NOTA: 7,1/10


E aí, no comecinho de 2020, foi lançado outro EP da rapper mineira intitulado 0701. Após o Porque Prefiro Falar de Amor, esse projeto meio colaborativo traz uma proposta mais de nicho, e comentários de ouvintes frequentemente destacam justamente esse aspecto: um trabalho “cheio de nuances”, onde os beats intimistas do GVTX se encontram com o lirismo pouco convencional da Nabru. A produção, como já dito, é feita pelo GVTX, com beats extremamente econômicos, muitas vezes compostos por poucos elementos, como linhas de baixo suaves, baterias discretas e texturas ambientais, tendo como principal influência a abordagem Lo-fi, com faixas que soam quase como fragmentos ou sketches. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem imersivas, mesmo sendo curtinhas. Enfim, é um EP legalzinho que cumpre bem sua proposta. 

Melhores Faixas: Chun-Li, Gin, Limon Y Menta 
Vale a Pena Ouvir: Espera, Js 10:25

Desenredo – Nabru





















NOTA: 8,6/10


Em 2024, enfim foi lançado o álbum de estreia da Nabru, intitulado Desenredo, que trouxe muita evolução. Após o EP 0701, a rapper passou por um momento decisivo: a mudança de Belo Horizonte para São Paulo, o afastamento da família e o amadurecimento artístico aparecem como motores conceituais do álbum. Nesse meio tempo, ela lançou apenas alguns singles e foi se aperfeiçoando, e, com esse título, surge a ideia de reorganizar narrativas, “desenredar” a própria história, entender os fios que formam identidade, memória e trajetória. A produção, feita por CIANO, GVTX, SonoTWS, entre outros, vai para um lado mais ambicioso, mas ainda seguindo aquela estética underground, com uma abordagem do Boom Bap dos anos 90 e elementos do Jazz Rap, com o flow da Nabru ficou bem mais impactante. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem reflexivas e carregadas de mensagem. No fim, é um ótimo álbum, bastante profundo. 

Melhores Faixas: Risco da Profissão, Cidade Encantada, A Crítica das Armas, Confissões de um Vira-Lata, Letramento, 4Shared, Passarinho Urbano 
Vale a Pena Ouvir: Consciente (Caneta e Papel), Lithium, Das Pressas e das Preces, Agradeço às Esquinas

  

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Review: Baggy Pants Music do Medekine

                     

Baggy Pants Music – Medekine





















NOTA: 8/10


No ano passado, o Medekine lançou seu álbum de estreia, intitulado Baggy Pants Music. Gus Clayton, vindo do Gloucester, na Inglaterra, começou sua trajetória um ano antes, lançando alguns singles, e basicamente faz uma reconstrução estética dos anos 2000, especialmente da cultura do Nu Metal, Rap Rock e do imaginário adolescente ligado ao PlayStation 2, CDs físicos e à cultura de pista alternativa. A produção, feita por ele mesmo, e, por sinal, ele toca todos os instrumentos, traz guitarras distorcidas relativamente simples, linhas de baixo diretas e batidas que variam entre o Rap lento e grooves mais pesados, típicos do Nu Metal. Ao mesmo tempo, há forte presença de samples, scratches e manipulação digital, além de seus vocais, que vão do abafado ao mais cadenciado. O repertório é legalzinho, e as canções são bem energéticas e variadas. No geral, é um ótimo álbum de estreia que mostra uma estética que ainda pode ser mais aprofundada. 

Melhores Faixas: Wash Away, Familiar Places 
Vale a Pena Ouvir: Lament Of Innocence, RIU, Like

                                                                           Então é isso e flw!!!             

Analisando Discografias - Porter Robinson

                  

Spitfire – Porter Robinson





















NOTA: 5/10


Em 2011, o Porter Robinson lançava seu primeiro trabalho em formato de EP, intitulado Spitfire. A sua trajetória começou por volta de 2005, quando ele ainda tinha 12 anos, usando o nome de Ekowraith, sob o qual lançou alguns singles, até que, por volta de 2010, passou a usar seu nome próprio e lançou Say My Name, que fez um relativo sucesso e chamou a atenção do Skrillex, que o convidou para fazer parte de sua gravadora, a OWSLA. A produção foi conduzida por ele próprio, que contou com forte presença de sintetizadores distorcidos, basslines serrilhadas e uma estrutura focada em builds explosivos seguidos de drops intensos, o design de som é agressivo, com camadas densas que ocupam todo o espectro sonoro, mostrando o que ele chamava de Complextro, mesmo que tudo aqui seja bem impreciso. O repertório é mediano, com canções legais e outras estranha. Enfim, é um trabalho irregular que funciona mais como uma apresentação. 

Melhores Faixas: Spitfire, Unison 
Piores Faixas: The State, 100% In The Bitch

Worlds – Porter Robinson





















NOTA: 9,2/10


Três anos depois, o Porter Robinson lançava seu álbum de estreia, intitulado Worlds. Após o EP Spitfire, rapidamente se consolidou dentro da cena EDM mais mainstream, especialmente pelo impacto de faixas voltadas para festivais. Mas ele estava evoluindo musicalmente de forma rápida, se afastando da estética agressiva e funcional de pista para construir um álbum conceitual, introspectivo e altamente influenciado por elementos externos à EDM tradicional. A produção, feita por ele mesmo, aposta em camadas atmosféricas, texturas etéreas e uma construção sonora muito mais orgânica. Os sintetizadores continuam sendo o elemento central, mas agora são usados de forma mais delicada e expressiva, frequentemente processados para criar uma sensação de nostalgia e até fragilidade, cruzando, assim, os mundos do Synth-pop, Electropop e EDM atual. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e imersivas. No fim, é um belo e profundo trabalho de estreia. 

Melhores Faixas: Goodbye To A World, Divinity, Sad Machine, Hear The Bells, Sea Of Voices, Fresh Static Snow, Fellow Feeling 
Vale a Pena Ouvir: Polygon Dust, Years Of War

Nurture – Porter Robinson





















NOTA: 10/10


Foi apenas em 2021 que o Porter Robinson lançou seu tão aguardado segundo álbum, o sensacional Nurture. Após o Worlds, ele passou anos lidando com bloqueio criativo, ansiedade e problemas no processo de composição, período marcado por poucas músicas lançadas e por um silêncio relativamente incomum para um artista que havia acabado de redefinir sua identidade. Nesse contexto, saiu da Astralwerks e assinou com a gravadora independente Mom + Pop Music. A produção segue um caminho mais orgânico, leve e propositalmente imperfeito, com uma estética sonora marcada por texturas suaves e timbres inspirados em instrumentos acústicos, além do uso de sua voz, frequentemente alterada para um timbre mais agudo e andrógino, combinando, assim, elementos de Electropop, Synth-pop e Indietronica. O repertório é maravilhoso, quase como uma coletânea, e as canções são cheias de profundidade. Em suma, é um álbum espetacular e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Musician, Look At The Sky, Something Comforting, Get Your Wish, Mirror, Unfold, Mother 
Vale a Pena Ouvir: Sweet Time, Blossom, Wind Tempos

SMILE! :D – Porter Robinson





















NOTA: 8,8/10


Então chegamos a 2024, quando o Porter Robinson lançou seu mais recente álbum, o SMILE! :D. Após o Nurture, ele retorna com uma proposta que, à primeira vista, parece mais leve, mas que, na prática, é talvez a mais complexa de sua carreira. Se o álbum anterior foi um processo de reconstrução emocional, este novo trabalho surge como uma reflexão sobre o que vem depois da cura: viver, performar e existir em um mundo hiperconectado, onde identidade e imagem são constantemente mediadas. A produção é mais ampla, com momentos melódicos e outros mais caóticos, nos quais mistura elementos de Indietronica, Electropop e até Pop Rock. Os vocais continuam sendo centrais, mas agora aparecem com uma abordagem ainda mais variada: em alguns momentos, limpos e diretos; em outros, completamente distorcidos, pitch-shifted ou fragmentados. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e até sarcásticas. Enfim, é um ótimo álbum e bastante variado. 

Melhores Faixas: Cheerleader, Russian Roulette, Is There Really No Happiness?, Knock Yourself Out XD 
Vale a Pena Ouvir: Mona Lisa, Year Of The Cup, Easier To Love You

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Analisando Discografias - Tensnake

                 

Glow – Tensnake





















NOTA: 8/10


Em 2014, o Tensnake lançava seu álbum de estreia, intitulado Glow, que carregava toda a sua trajetória. O DJ alemão Marco Niemerski começou sua carreira por volta de 2006, quando lançava alguns EPs que traziam pequenos singles, até que, quatro anos depois, passou a ser conhecido pelo seu maior sucesso: Coma Cat. Com isso, ele assinou com a Virgin Records e começou a preparar esse projeto, testando ideias e descartando versões até chegar ao resultado final. A produção foi feita por ele, com alguns pitacos do Jacques Lu Cont, que mergulharam numa fusão de Deep House, Nu-Disco e R&B alternativo, criando uma sonoridade brilhante, polida e altamente acessível. Há a presença de linhas de baixo inspiradas no Chic (inclusive com a participação do Nile Rodgers em alguns momentos), sintetizadores cintilantes e “aéreos”, além de grooves dançantes. O repertório é bem interessante, e as canções são todas muito divertidas. Enfim, é um ótimo trabalho de estreia e bem coeso. 

Melhores Faixas: Pressure, Love Sublime (Nile Rodgers aparece aqui), See Right Through
Vale a Pena Ouvir: No Colour, Good Enough To Keep, Things Left To Say, No Relief

Freundchen – Tensnake





















NOTA: 7/10


Dois anos se passaram, e foi lançado outro EP do Tensnake, intitulado Freundchen. Após o Glow, ele decidiu se afastar parcialmente das ambições Pop do álbum de estreia e retornar a um formato mais direto, focado nas pistas de dança. Além disso, Marco passou a investir fortemente em seu próprio selo, a True Romance, já que havia recém-saído da Virgin Records. A produção foi feita, obviamente, por ele próprio, e tudo aqui gira em torno de groove, repetição e energia de pista. Ele aposta em basslines marcantes e repetitivas, loops filtrados típicos da Disco music, principalmente com aquela percussão 4/4 sólida e constante (122–124 BPM), e, com isso, apresenta uma abordagem mais crua, mas que ainda funciona muito bem. O repertório contém três faixas, todas bem envolventes e com boa variação. No fim, é um ótimo trabalho, e poucos imaginavam que seria o último realmente consistente. 

Melhores Faixas: Freundchen 
Vale a Pena Ouvir: No Fool, Tazaar

L.A. – Tensnake





















NOTA: 6/10


Foi só quatro anos depois que foi lançado um novo álbum do Tensnake, intitulado L.A.. Após o EP Freundchen, o DJ acabou assinando com a gravadora do Armin van Buuren, a Armada Music. Esse projeto funciona como uma espécie de diário de sua experiência quando morou por uma temporada em Los Angeles, capturando desde o fascínio inicial com a cidade até sentimentos mais ambíguos e melancólicos, ligados ao fim de um relacionamento e ao eventual retorno à Alemanha. A produção é mais variada, abandonando quase totalmente o formato Club tradicional e abraçando uma estrutura de Dance-Pop e Nu-Disco. O som é mais compacto e orientado à canção, com presença de sintetizadores que evocam a atmosfera dos anos 80 e grooves setentistas, mas ainda assim há muita coisa reciclada, com ideias que parecem bagunçadas. O repertório é mediano, com canções boas e outras genéricas. No fim, é um trabalho fraco, ao qual faltou coesão. 

Melhores Faixas: Make You Mine, Antibodies, Somebody Else, Rules 
Piores Faixas: Call Me, Overnight, Automatic, Latching Onto You

Stimulate – Tensnake





















NOTA: 5/10


Três anos se passaram, e foi lançado seu 3º álbum, o também fraquíssimo Stimulate. Após o L.A., o Tensnake passou a preparar esse projeto durante o período da pandemia, buscando equilibrar a sonoridade das pistas de dança com uma identidade autoral, sem as hesitações que marcaram seus trabalhos anteriores. A ideia era fazer um álbum que funcionasse como uma celebração do retorno ao clima das discotecas. A produção é mais polida, e ele tenta abandonar a indecisão estrutural entre Disco e Dance-Pop, passando a trabalhar com uma fusão mais orgânica dos dois estilos. Assim, há uma combinação entre o groove de pista, com basslines contínuas e repetição hipnótica, e a estrutura pop, com vocais claros e refrões definidos, mas, novamente, tudo soa bastante reciclado e carece de elementos que realmente prendam a atenção. O repertório é irregular, com canções divertidas e outras bastante genéricas. Enfim, é um álbum mediano e cheio de clichês. 

Melhores Faixas: Sunshine, Fiesta Mágica, Take Your Time (Do It Right) 
Piores Faixas: It's Easy, Keep It Secret, Brain Food

Free – Tensnake





















NOTA: 3/10


Recentemente, foi lançado o álbum mais recente do Tensnake, intitulado Free (oh, criatividade). Após o Stimulate, depois de focar em suas turnês e lançar alguns singles, ele decidiu capturar a essência da experiência Club de forma direta, imediata e emocional. Com isso, optou por fazer um álbum mais moderno, que refletisse o momento atual do EDM. A produção foi feita, como sempre, por ele mesmo, seguindo por um caminho mais centrado no groove, não apenas como estrutura rítmica, mas também como sensação física. Basslines pulsantes, loops filtrados e batidas 4/4 constantes criam uma base contínua sobre a qual o álbum se desenvolve, configurando uma junção de Dance-Pop com elementos de House, que voltam a ter mais presença. Porém, tudo parece bastante curto e feito para viralizar no TikTok. O repertório é muito ruim, com muitas canções sem graça, salvo algumas exceções. Enfim, é um álbum péssimo e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: Got Me Good, Free, Positive Energy 
Piores Faixas: Never Gonna Dance Again, Everybody, Come Back to Life, Good Vibrations, Push


                                                                            Por hoje é só, então flw!!!         

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Analisando Discografias - Pedro Sampaio

                 

CHAMA MEU NOME – Pedro Sampaio





















NOTA: 1/10


Em 2022, o Pedro Sampaio lançava seu álbum de estreia intitulado CHAMA MEU NOME. A trajetória do DJ carioca começou por volta de 2017, quando estourou com singles virais como Vai Menina e Sentadão, além de colaborações estratégicas, construindo uma imagem muito associada à exposição midiática, ao TikTok e ao consumo imediato, período em que firmou contrato com a Warner Music. A produção foi feita por ele junto com Maikinho DJ, KVSH, entre outros, resultando em uma abordagem extremamente polida e acessível, com batidas comprimidas, graves evidentes, BPMs pensados para a dança e estruturas curtas, principalmente voltadas à viralização no TikTok. As bases transitam entre o Funk e o Pop, além de trazer influências de Reggaeton, Piseiro e Dance-Pop, mas tudo isso soa completamente insuportável e repetitivo. O repertório é horroroso, com canções ridículas e participações genéricas. No fim, esse álbum é um completo desastre. 

Melhores Faixas: (...................................) 
Piores Faixas: DANÇARINA (ressuscitou MC Pedrinho), SURREAL, CHAMA MEU NOME, NO CHÃO NOVINHA (Anitta né), ATENÇÃO (música que é a cara da Luísa Sonza), GALOPA (oh raiva dessa música e ainda vinha coisa pior)

ASTRO – Pedro Sampaio





















NOTA: 1/10


E aí, dois anos depois, ele retorna lançando outro álbum terrível intitulado ASTRO (que capa horrorosa, meu Deus!). Após o péssimo CHAMA MEU NOME, e depois de se consolidar como um dos principais produtores do Pop brasileiro, o Pedro Sampaio acabou assumindo sua bissexualidade no Lollapalooza de 2023, e esse projeto associa “astro” à ideia de brilho individual e conexão com o seu público, que é bem amplo (se é que você me entende). A produção é feita mais uma vez por ele junto com MC PR, Rafinha RSQ, DJ Topo e Delano, que seguem aquela abordagem extremamente polida, com batidas recicladas, graves evidentes e BPMs ainda mais equilibrados, mas tudo é uma bagunça: uma hora ele quer ir para o Funk 150 bpm, Mandelão e até para o Funk de BH, com tudo sendo repetitivo e previsível. O repertório, novamente, é horrível, com canções genéricas. No fim de tudo, é outro álbum simplesmente pavoroso. 

Melhores Faixas: (..........QUE TORTURA..........) 
Piores Faixas: MINHA VIDA, ESCADA DO PRÉDIO (pobre Marina Sena), BOTA UM FUNK (Anitta e MC Gw presentes nessa bomba atómica), PERVERSA (não me surpreendi com J Balvin presente aqui), FAMA (Luísa Sonza de novo), QUINA DA CAMA, POCPOC (OH MÚSICA INSUPORTAVÉL)

SEQUÊNCIAS #1 – Pedro Sampaio





















NOTA: 1/10


No ano passado, foi lançado seu trabalho mais recente, um compilado intitulado SEQUÊNCIAS #1. Após o ASTRO, em vez de seguir a lógica tradicional de um álbum Pop, o Pedro Sampaio formaliza um projeto que já existia paralelamente: as “sequências”, formato muito popular dentro do Funk, especialmente em sets de DJs e na cultura de pista. Com isso, ele larga aquele lado cantor, entupido de auto-tune, dos seus dois álbuns e passa a se portar mais como DJ. A produção, feita inteiramente pelo próprio Pedro Sampaio, aposta em beats curtos, entradas e saídas rápidas de vozes de funkeiros, repetição extrema e foco absoluto no groove. Ele segue por um caminho mais ligado ao Funk automotivo, com algumas influências do Eletrofunk e do Miami Bass, mas tudo soa sem forma e beira ao insuportável. O repertório é péssimo, e as faixas são terríveis e repetitivas. Em suma, é um trabalho horrível e que, assim, reforça a ideia de alguém que entra em uma cultura que não é sua. 

Melhores Faixas: (.................................) 
Piores Faixas: SEQUÊNCIA LARISSA AGRESSIVA, SEQUÊNCIA REVOLUCIONÁRIA, SEQUÊNCIA CARAMELO


                                                                          Então é isso, um abraço e flw!!!           

Analisando Discografias - Phife Dawg

                  

Ventilation: Da LP – Phife Dawg





















NOTA: 5/10


Entrando nos anos 2000, o Phife Dawg lançava seu 1º trabalho solo, o Ventilation: Da LP. Após o lançamento do The Love Movement com o A Tribe, o rapper assinou com a Groove Attack e queria fazer algo que o reposicionasse na cena, que naquela época havia voltado os olhos para o Rap do sul. Além disso, Phife convivia com sérios problemas de saúde relacionados à diabetes, que o acompanhava desde os anos 90, e isso influenciava seu senso de urgência. A produção, feita por J Dilla, Pete Rock, Rick Rock e Hi-Tek, apresenta uma abordagem orgânica, com beats robustas e rítmicas, frequentemente baseadas em baterias fortes, linhas de grave densas e samples que privilegiam o groove acima da ornamentação, seguindo as bases do boom bap. No entanto, o maior problema é que os flows do Phife parecem não se encaixar nessas beats. O repertório é mediano, com algumas canções boas e outras genéricas. Enfim, é um álbum irregular e impreciso. 

Melhores Faixas: Flawless, Beats, Rhymes & Phife, D.R.U.G.S. 
Piores Faixas: Ventilation, The Club Hoppa, Miscellaneous

Forever – Phife Dawg





















NOTA: 8,6/10


No ano de 2022, foi lançado o tão aguardado 2º e último álbum solo do Phife Dawg, o Forever. Após Ventilation: Da LP, esse disco nasceu de sessões que Phife vinha desenvolvendo antes de falecer e foi finalizado com a participação decisiva de colaboradores próximos, especialmente Dion Liverpool (DJ Rasta Root), além do apoio de sua família e de parceiros criativos que procuraram preservar sua visão original. A produção é bastante diversificada, contando não só com Rasta Root, mas também com 9th Wonder, Nottz, entre outros, que trazem batidas orgânicas, cheias de swing, frequentemente mais suaves do que agressivas. Há graves profundos, baterias com balanço, texturas Soul, samples muito bem integrados e arranjos que respiram, dialogando com os flows precisos do Phife, que se encaixam no Jazz Rap, Boom Bap e Neo-Soul. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e profundas. No geral, é um ótimo álbum póstumo e bastante respeitoso. 

Melhores Faixas: Nutshell Pt. 2 (Redman e Busta Rhymes mandaram bem), Dear Dilla (Reprise), Wow Factor, Forever 
Vale a Pena Ouvir: God Send, French Kiss Trois (Redman marcando presença mais uma vez), Fallback

 

Review: ADULTO IDEAL VOL.2 do Ryu, The Runner

                   ADULTO IDEAL VOL.2 – Ryu, The Runner NOTA: 8,7/10 Recentemente, Ryu, The Runner voltou lançando a continuação do ADULTO I...