Sonic Brew – Black Label Society
NOTA: 8,7/10
Voltando para o ano de 1999, o Black Label Society lançava seu álbum de estreia, o Sonic Brew. Formado um ano antes, na cidade de Los Angeles, na Califórnia, pelo guitarrista da banda de Ozzy Osbourne, Zakk Wylde, junto com o baterista Phil Ondich, o grupo decidiu fazer um projeto que trazia uma proposta que mantinha sua ligação com o Heavy Metal, mas acrescentava uma atmosfera muito mais sombria, arrastada e carregada de influências do Southern Rock e do Blues, fazendo com que ele assinasse com a Spitfire Records. Produzido junto com The Albert Brothers, o álbum trouxe um som encorpado, áspero e bastante orgânico. Com as guitarras, consegue explorar diferentes texturas sem abandonar o peso: há riffs grossos, solos cheios de bends e vibratos e aquela característica utilização de efeitos que ajuda a criar uma atmosfera quase sufocante, com a bateria complementando tudo. O repertório é muito bom, e as canções são bastante densas. No fim, é um ótimo disco de estreia e mostrava algo promissor.
Melhores Faixas: Spoke In The Wheel, Hey You (Batch Of Lies), Bored To Tears, Black Pearl, Low Down
Vale a Pena Ouvir: Mother Mary, Born To Lose, The Rose Petalled Garden
Stronger Than Death – Black Label Society
NOTA: 8,5/10
Aí, no ano seguinte, foi lançado o 2º álbum de estúdio do Black Label Society, o Stronger Than Death. Após o Sonic Brew, esse novo trabalho vem justamente para consolidar essa identidade, deixando de lado um pouco da sensação de estreia e apostando em uma abordagem mais agressiva, pesada e sombria. Zakk continua sendo o grande comandante do projeto, cuidando das guitarras, vocais e baixo, enquanto Phil Ondich permanece na bateria. Produzido pelo próprio Zakk Wylde, o álbum seguiu uma abordagem crua e bastante densa, juntando Southern Metal com Heavy Metal e Groove Metal. As guitarras possuem distorções grossas, riffs com bastante ganho e solos que frequentemente parecem estar prestes a explodir. A bateria do Phil é bastante seca e pesada, e as linhas de baixo são bastante grossas. Além, é claro, dos vocais agressivos do Zakk. O repertório é muito bom, e as canções são bem pesadas. No geral, é um disco bacana e que foi mais ousado.
Melhores Faixas: Stronger Than World, 13 Years Of Grief, Counterfeit God, Love Reign Dow
Vale a Pena Ouvir: Rust, All For You, Just Killing Time
1919 Eternal – Black Label Society
NOTA: 8,7/10
Melhores Faixas: Bridge To Cross, Graveyard Disciples, Lost Heaven, Berserkers, Genocide Junkies
Vale a Pena Ouvir: Life, Birth, Blood, Doom, Bleed For Me
The Blessed Hellride – Black Label Society
NOTA: 9,4/10
No ano de 2003, o Black Label Society lançava seu 4º álbum de estúdio, o The Blessed Hellride. Após o 1919 Eternal, Zakk Wylde tinha deixado para trás a ideia de simplesmente montar um projeto paralelo e transformado a banda em seu principal veículo criativo. O caminho percorrido pelos três primeiros trabalhos também mostrou uma evolução clara e, para esse projeto, agora contando com um novo baterista, Craig Nunenmacher, foram para um caminho que explora diferentes climas. A produção foi bastante pesada e mais densa, seguindo aquela junção do Heavy Metal com Southern Metal. As guitarras possuem riffs grossos e bastante impacto, enquanto os solos exploram bends, vibratos e notas sustentadas, e a cozinha rítmica é bastante robusta e orgânica, além dos vocais rasgados do Zakk que são cheios de urgência. O repertório é maravilhoso, e as canções são energéticas e imersivas. No final de tudo, é um baita disco e que mostrou uma grande evolução.
Melhores Faixas: Stillborn (participação do Ozzy Osbourne), Stoned And Drunk, We Live No More, Funeral Bell, Blackened Waters, The Blessed Hellride
Vale a Pena Ouvir: Doomsday Jesus, Destruction Overdrive, Final Solution
Hangover Music Vol. VI – Black Label Society
NOTA: 8/10
No ano seguinte, a banda lançava um trabalho mais diferenciado com o Hangover Music Vol. VI. Após o The Blessed Hellride, em vez de tentar fazer outro álbum de Heavy Metal esmagador, Zakk decide explorar principalmente seu lado mais melódico e bluesy. O próprio título já transmite essa ideia de ressaca, de um momento posterior à euforia, quando sobra apenas a reflexão. É um álbum muito mais contemplativo e emocional, funcionando quase como uma pausa dentro da discografia do Black Label Society. A produção feita pelo próprio Zakk Wylde, seguiu uma abordagem mais mais limpa e aberta. As guitarras continuam presentes, mas a distorção deixa de ocupar todo o espaço. Existe mais utilização de violões, pianos, teclados e arranjos que permitem que as músicas respirem deixando uma junção do Hard Rock com Rock acustico. O repertório é legalzinho, e as canções são bem introspectivas. Enfim, é um disco bacana e que é injustamente desprezado pelos fãs.
Melhores Faixas: Won't Find It Here, Whiter Shade Of Pale, House Of Doom
Vale a Pena Ouvir: Layne, Queen Of Sorrow, Steppin’ Stone, Woman Don’t Cry, Fear
Mafia – Black Label Society
NOTA: 8,5/10
Melhores Faixas: Suicide Messiah, In This River, Spread Your Wings, Fire It Up
Vale a Pena Ouvir: Say What You Will, What's In You, Been A Long Time
Shot To Hell – Black Label Society
NOTA: 5/10
Se passou mais um ano para o Black Label Society lançar outro disco, o Shot to Hell. Após o Mafia, a banda passou por uma mudança com a saída de James LoMenzo, que se juntou ao Megadeth, e, no seu lugar, entrou John DeServio. Para esse trabalho, eles decidiram juntar toda a agressividade característica com um material acústico, melancólico e bastante emocional. Produzido por Zakk Wylde junto com Michael Beinhorn, inclusive lançado pela Roadrunner, o álbum deixou um som pesado e mais encorpado. As guitarras ocupam muito espaço e possuem uma distorção espessa, fazendo com que os riffs tenham bastante impacto. Enquanto a cozinha rítmica ficou muito mais sustentável, já que há muita presença de teclados e sintetizadores, o que deixa tudo muito harmônico de forma excessiva e torna o álbum bastante arrastado. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fraquíssimas. Enfim, é um álbum mediano e inconsistente.
Melhores Faixas: Concrete Jungle, Black Mass Reverends, Hell Is High, Blood Is Thicker Than Water
Piores Faixas: Devil's Dime, Sick Of It All, Nothing's The Same, The Last Goodbye
Order Of The Black – Black Label Society
NOTA: 8,6/10
Quatro anos se passaram para o Black Label Society lançar mais um trabalho novo, o Order of the Black. Após o Shot to Hell, o baterista Craig Nunenmacher acabou saindo e foi substituído por Will Hunt. Além disso, esse projeto aparece depois de uma fase em que Zakk Wylde havia enfrentado problemas de saúde e precisou reduzir o ritmo. Isso dá ao álbum uma sensação de retorno. A produção foi extremamente pesada e moderna, com as guitarras possuindo muito corpo, bastante ganho e uma presença enorme na mixagem. Zakk continua utilizando aquele timbre grave e encorpado que se tornou uma de suas marcas, mas o som aqui parece um pouco mais controlado e definido. A bateria possui bastante groove, tendo caixas fortes, e o baixo é completo, grosso e cheio de variação. Enquanto os vocais do Zakk ficaram bem mais agressivos e articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bastante vibrantes. No fim, é um ótimo disco e muito ousado.
Melhores Faixas: Crazy Horse, Southern Dissolution, War Of Heaven, Parade Of The Dead
Vale a Pena Ouvir: Darkest Days, Riders Of The Damned, Godspeed Hellbound
Catacombs Of The Black Vatican – Black Label Society
NOTA: 1/10
Melhores Faixas: Angel Of Mercy, I've Gone Away
Vale a Pena Ouvir: Beyond The Down, Empty Promises, Believe
Grimmest Hits – Black Label Society
NOTA: 9/10
Mais quatro anos se passaram, e o Black Label Society lançava seu 10º álbum, o Grimmest Hits. Após o Catacombs of the Black Vatican, a banda novamente trocou de baterista. Agora, de forma definitiva, contrataram Jeff Fabb, que já tinha se tornado membro por pouco tempo nas turnês de 2012. Nesse novo projeto, eles pegam elementos que já haviam aparecido em diferentes momentos de sua carreira e os reorganizam em músicas novas. Produzido pelo próprio Zakk Wylde, o álbum segue uma abordagem limpa e, ao mesmo tempo, muito encorpada, agora não só colocando Heavy Metal, como também elementos do Stoner Metal e Blues. As guitarras possuem aquele timbre grave e cheio de distorção, mas existe bastante definição nos riffs, e os solos são bem expressivos. A bateria é bastante firme e agressiva, e os baixos são muito distorcidos e dialogam com o vocal rasgado do Zakk. O repertório é incrível, e as canções são esmagadoras. No final, é um disco excelente e muito coeso.
Melhores Faixas: Room of Nightmares, A Love Unreal, Trampled Down Below, Disbelief, Bury Your Sorrow, The Day That Heaven Had Gone Away
Vale a Pena Ouvir: The Betrayal, Nothing Left To Say, The Only Words
É isso, então flw!!!























