sábado, 17 de outubro de 2026

Review: Palace For The People do Greta Van Fleet

                  

Palace For The People – Greta Van Fleet





















NOTA: 1/10


Recentemente, o Greta Van Fleet retornou com seu 4º álbum, o Palace For The People. Após o Starcatcher, esse trabalho surge como uma tentativa de reunir a experiência acumulada nos últimos álbuns, preservando a grandiosidade e ampliando sua liberdade musical. O título foi inspirado pelo Alexandra Palace, em Londres, e pela ideia de que a música pode funcionar como um espaço coletivo, aberto à experiência humana. A produção, feita por Mike Elizondo, seguiu aquela abordagem de sempre, com um som acessível dentro de um Hard Rock comum. As guitarras continuam no centro, e a seção rítmica continua sendo apenas decente. Já os vocais do Josh Kiszka são completamente insuportáveis, com gritos e berros imprecisos, tornando um som já previsível ainda mais irritante. O repertório é horrível, e as canções são extremamente esquecíveis. Em suma, é um álbum tenebroso de uma banda que nunca sairá da sombra do Led Zeppelin. 

Melhores Faixas: (......................) 
Piores Faixas: Born Into This, Lost In The Golden, Heya, Saw You Stand, Tear It Down, Boughten Bliss, Play Your Games
  

                                                                                 Então um abraço e flw!!!                         

Analisando Discografias - Twisted Teens

                  

Twisted Teens – Twisted Teens





















NOTA: 9/10


No ano de 2024, foi lançado o álbum de estreia autointitulado do Twisted Teens, com uma temática interessante. Formado naquele mesmo ano, na cidade de Nova Orleans, na Louisiana, o grupo é composto pelo vocalista e multi-instrumentista Caspian Halliwell e pelo guitarrista de pedal steel RJ Santos. Os músicos seguem uma direção mais espontânea, valorizando a imperfeição, a personalidade dos integrantes e a sensação de que as músicas estão sendo construídas no próprio momento da execução. A produção, feita pelos próprios músicos, apresenta uma abordagem extremamente caseira, que combina Slacker Rock com Alt-Country, além de influências do Blues, do Rock Garageiro e do Punk. As guitarras privilegiam frases curtas e riffs simples, a seção rítmica é bastante discreta e os vocais do CPN são ásperos e energéticos. O repertório é muito bom, e as canções são muito divertidas. No geral, é um ótimo disco, mesmo com suas limitações. 

Melhores Faixas: Twisted Teen, Tic Tac Toe, Marionette, Waiting For The Whip, Sea Of Love 
Vale a Pena Ouvir: Rando, The Valley Spirit Never Dies

Blame The Clown – Twisted Teens





















NOTA: 8,4/10


No ano seguinte, a dupla voltou com seu segundo álbum, o espontâneo Blame The Clown. Após o álbum de estreia, começou uma nova etapa na trajetória do grupo, aprofundando algumas das características apresentadas no trabalho anterior, mas direcionando o repertório para uma sonoridade mais melódica, com maior presença do Power Pop e composições que enfatizam refrões, melodias e estruturas relativamente diretas. A produção seguiu um caminho bem mais cru e direto, mas com ênfase na melodia. As guitarras continuam sendo fundamentais, mas a produção permite que os elementos do Alt-Country apareçam com maior clareza. Com isso, temos frases melódicas e acordes diretos que aparecem em momentos precisos. Além disso, o uso de uma console steel guitar acrescenta linhas melódicas deslizantes. O repertório é legalzinho, e as canções ficaram um pouco mais introspectivas. Enfim, é um trabalho bacana, mesmo com poucas novidades. 

Melhores Faixas: 100 Bill Is Gone!, Is it Real?, Pekaboo Hand, White Hot Coal, Who Could It Be? 
Vale a Pena Ouvir: Little Seed, Hurricane, Not Real

Florida Water Blues – Twisted Teens





















NOTA: 9,7/10


Então chegamos a 2026, quando o Twisted Teens lançou seu 3º álbum, o Florida Water Blues. Após o Blame The Clown, esse projeto apresenta uma dimensão mais melancólica, na qual personagens desgastados, relações frustradas e situações cotidianas difíceis ocupam uma posição central. A banda continua soando irreverente, mas existe uma sensação mais evidente de cansaço e vulnerabilidade por trás das guitarras distorcidas. A produção segue aquela estética Lo-fi, mas apresenta uma abordagem mais aberta e detalhada. As guitarras continuam ásperas, os vocais mantêm uma textura rouca e a execução conserva aquela sensação de urgência característica do Alt-Country, Slacker Rock e do Punk Garageiro. Além disso, o uso de bateria eletrônica acrescenta preenchimentos abruptos, batidas tortas e interrupções que reforçam a sensação de espontaneidade. O repertório é incrível, e as canções são muito imersivas. No fim, é um baita disco, muito coeso. 

Melhores Faixas: Florida Water Blues, Why Did You Miss It?, Javelina, Hand Me A Cigarette, Riding, Weather The Season, Guided Thunder, Top Of The World Hwy No. 2 
Vale a Pena Ouvir: Swamp, Business

    

Analisando Discografias - Ultraspank

                  

Ultraspank – Ultraspank





















NOTA: 8,8/10


Em 1998, o Ultraspank lançava seu álbum de estreia autointitulado, que trazia uma abordagem interessante. Formada em 1996, na cidade de Santa Barbara, na Califórnia, a banda era composta por Pete Murray (vocais e programação), Neil Godfrey e Jerry Oliviera (guitarras), Dan Ogden (baixo) e Tyler Clark (bateria). A banda inicialmente se chamava Spank, mas teve que mudar de nome para evitar problemas legais. O grupo ganhou muita atenção no underground e despertou o interesse da EMI, que assinou com a banda. A produção do David Bottrill trouxe um som pesado e sombrio, que mesclava Nu Metal com certas influências do Metal industrial. As guitarras possuem riffs graves e distorções densas, enquanto o baixo é robusto e a bateria privilegia a força dos grooves. Os vocais de Pete alternam entre momentos contidos e agressivos. O repertório é excepcional, e as canções são bastante pesadas. No fim, é um ótimo disco, embora tenha acabado sendo limitado pela gravadora. 

Melhores Faixas: 5, Sponge, Slip, Perfect, Burnt 
Vale a Pena Ouvir: Butter, Wrapped, Worn

Progress – Ultraspank





















NOTA: 9/10


No ano de 2000, o Ultraspank lançava seu 2º e último álbum, o ainda mais agressivo Progress. Após o álbum de 1998, o baterista Tyler Clark acabou saindo, e entrou em seu lugar o ex-baterista do Snot, James “Fed” Carol. A banda quis aproveitar parte de sua identidade para desenvolver um repertório que procurasse equilibrar o peso característico de seu som com uma abordagem mais dinâmica. A intenção não era abandonar as suas raízes, mas explorar melhor as possibilidades oferecidas. Produção, feita por Peter Collins, manteve aquela abordagem do Nu Metal, mas com mais elementos do Metal Alternativo. As guitarras alternam entre momentos contidos e riffs distorcidos, as linhas de baixo são encorpadas e a bateria trabalha com grooves marcantes, além dos vocais do Pete Murray, que ficaram mais variados. O repertório é sensacional, e todas as canções são bem robustas. No fim, é um baita disco, e é uma pena que eles tenham encerrado suas atividades. 

Melhores Faixas: Crumble, Click, Push, Jackass, Stuck, Where 
Vale a Pena Ouvir: Smile, Left, Feed


sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Gin Wigmore

                 

Holy Smoke – Gin





















NOTA: 5/10


No ano de 2009, Gin Wigmore lançava seu álbum de estreia, o Holy Smoke, que trazia algo já conhecido. A cantora, natural de Auckland, na Nova Zelândia, começou sua trajetória no ano anterior. Após ganhar o Concurso Internacional de Composição Musical dos EUA em 2004, ela conseguiu assinar contrato com a Universal Records e preparou um projeto que explora conflitos emocionais, além de apresentar uma sonoridade que procura equilibrar acessibilidade e personalidade. A produção, feita por Mike Elizondo, segue um som polido e, de certo modo, orgânico. Embora seja orientada para o Pop Rock, também apresenta elementos de Blues, Gospel e Soul. As guitarras são bem limpas, o baixo e a bateria mantêm uma base firme, e as cordas acrescentam sofisticação, assim como os vocais da Gin, embora tudo soe muito como uma cópia da Amy Winehouse. O repertório é mediano, com canções boas e outras esquecíveis. No geral, é um álbum irregular e pouco inovador. 

Melhores Faixas: Too Late For Lovers, New Revolution, One Last Look 
Piores Faixas: Golden Ship, Oh My, Mr. Freakshow

Gravel And Wine – Gin Wigmore





















NOTA: 9/10


Dois anos se passaram até Gin Wigmore voltar com seu 2º álbum, o Gravel & Wine. Após o Holy Smoke, ela decidiu repaginar seu conceito artístico para transmitir mais força e dramaticidade. O Rock ganha importância na construção de algumas faixas, enquanto o Blues e o Soul ajudam a estabelecer uma atmosfera mais carregada de atitude. Vale lembrar que ela foi gravar esse projeto no Mississippi e no Alabama, ou seja, referências não faltaram. Produção, conduzida por Butch Walker, apresenta um som mais encorpado e, ao mesmo tempo, acessível. As guitarras possuem ritmos marcados e momentos mais pesados, enquanto a cozinha rítmica ficou mais variada, preenchendo melhor os espaços. Os vocais da Gin ficaram mais agressivos, embora apresentem momentos de maior vulnerabilidade. O repertório é incrível, e as canções são belíssimas e muito fluidas. No fim, é um baita disco que merecia ser redescoberto. 

Melhores Faixas: Kill Of The Night, Black Sheep, Dirty Love, Saturday Smile, The Devil In Me, Sweet Hell 
Vale a Pena Ouvir: If Only, Singing My Soul, Man Like That

Blood To Bone – Gin Wigmore





















NOTA: 8/10


Quatro anos se passaram até ela retornar com seu 3º álbum, intitulado Blood to Bone. Após o Gravel & Wine, esse novo trabalho caminha em direção a uma sonoridade mais contemporânea, incorporando elementos da música Pop e da produção eletrônica à base de Rock que já fazia parte de sua identidade. Essa mudança permite que o álbum apresente uma abordagem mais variada, embora também aproxime algumas composições de estruturas mais convencionais. A produção foi realizada pela cantora junto com Stuart Crichton, que seguiram uma abordagem mais acessível, transitando entre o Pop Rock e o Rock alternativo. As guitarras ficaram um pouco mais contidas, mas contribuem com solos precisos. O baixo e a bateria conferem certa flexibilidade aos arranjos, e os vocais da Gin estão bem mais provocadores. O repertório é muito bom, e as canções são profundas e contemplativas. Enfim, é um disco bacana, mas que ficou à sombra do anterior. 

Melhores Faixas: New Rush, Holding On To Hell 
Vale a Pena Ouvir: Written In The Water, I Will Love You, Nothing To No One

Iovry – Gin Wigmore





















NOTA: 8/10


No ano de 2018, Gin Wigmore lançava mais um álbum, o Ivory, que se mostrou mais variado. Após o Blood to Bone, em vez de depender exclusivamente da energia das guitarras ou de uma postura mais provocadora, a proposta desse trabalho dá espaço a uma abordagem na qual a produção e a melodia desempenham papéis importantes. A produção segue um caminho mais abrangente e contemporâneo, combinando elementos do Rock alternativo com a música Pop e um pouco de Blue-Eyed Soul. As guitarras dividem espaço com outros elementos, como teclados, sintetizadores e arranjos de sopros. A bateria apresenta ritmos mais variados, com momentos mais controlados, enquanto o baixo é bastante movimentado. Já os vocais da Gin estão bem mais vulneráveis e intimistas. O repertório é legalzinho, e as canções são suaves e até mais cadenciadas. Enfim, é um disco bacana e mais sofisticado. 

Melhores Faixas: Beatnik Trip, Head To Head, Bad Got Me Good 
Vale a Pena Ouvir: Cold Cave, Dirty Mercy, Girl Gang

Beautiful Mess – Gin Wigmore





















NOTA: 3/10


Então chegamos a 2026, quando Gin lançou seu mais recente álbum, o Beautiful Mess. Após o Ivory, ela acabou se afastando da grande mídia devido a transformações pessoais, mudanças de residência, maternidade, dificuldades profissionais e ao fim de seu casamento com Jason Aalon Butler. Quando retornou, decidiu fazer um álbum dividido em duas partes: a primeira, sendo mais pessoal, enquanto a segunda, aborda a reconstrução da vida. A produção segue uma direção extremamente orgânica e delicada, combinando Pop Rock com elementos do Power Pop e Country music. As guitarras ficaram bem mais distorcidas, mas, ao mesmo tempo, controladas, para não fugir de sua proposta característica. Além disso, há uma seção rítmica fluida e o uso de pedal steel. No entanto, tudo soa bastante previsível e, ao mesmo tempo, muito fragmentado. O repertório é ruim, com canções genéricas e poucas faixas interessantes. Enfim, é um álbum péssimo e sem carisma. 

Melhores Faixas: Rodeo, Die On The Porch, Beautiful Mess 
Piores Faixas: Stuck Inside A Dream, Tip Of My Tongue, Well Well, I Like It, StrangeLove
  

                                                                                  É isso, um abraço e flw!!!                      

Analisando Discografias - Alison Wonderland

                 

Run – Alison Wonderland





















NOTA: 8,5/10


No ano de 2015, Alison Wonderland lançava seu álbum de estreia, intitulado Run. Sua carreira começou por volta de 2013, em Sydney, na Austrália. Ela começou remixando singles de alguns artistas locais, até passar a lançar suas próprias músicas e, com o tempo, chamar a atenção da EMI, com a qual acabou assinando contrato. Esse trabalho apresenta uma DJ interessada em explorar diferentes possibilidades dentro da música eletrônica contemporânea. A produção, feita por ela em conjunto com Djemba Djemba, Lido, entre outros, apresenta uma abordagem variada, já que combina graves pesados, sintetizadores atmosféricos, batidas quebradas e elementos melódicos que dialogam com o Trap (EDM) e o Future Bass. Com isso, temos subgraves e linhas de baixo distorcidas que dão peso às composições, além de vocais variados e bem encaixados. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas. Enfim, é um ótimo disco de estreia e bastante coeso. 

Melhores Faixas: I Want U, Run, Games, Cold 
Vale a Pena Ouvir: Naked, Already Gone, Ignore

Awake – Alison Wonderland





















NOTA: 4/10


Três anos se passaram até ela retornar com seu 2º álbum, o Awake, que trouxe alguns problemas. Após o Run, trabalho que apresentou sua combinação de música eletrônica pesada, elementos do Trap, melodias Pop e momentos de vulnerabilidade emocional, ela desenvolve essa identidade, procurando construir um álbum que mantenha a energia das pistas de dança, mas que também explore conflitos internos, inseguranças, relacionamentos e a necessidade de recuperar o controle sobre a própria vida. A produção, feita em conjunto com Joel Little e Lido, traz uma base com graves profundos, sintetizadores de diferentes timbres, percussão eletrônica incisiva e vocais processados, combinando elementos do Trap (EDM) com o Electropop. Ou seja, as mesmas coisas foram repetidas e, claro, tudo parece muito mais do mesmo. O repertório é ruim, tem até canções boas, mas a maioria é muito genérica. No geral, é um álbum fraco e com pouquíssima consistência. 

Melhores Faixas: Dreamy Dragon (Chief Keef levou o som para ele), Good Enough, Church, Cry 
Piores Faixas: Sometimes Love, No, High (Trippie Redd mais perdido que barata tonta), Happy Place, Here 4 U

Loner – Alison Wonderland





















NOTA: 5/10


Quatro anos se passaram até Alison Wonderland lançar mais um álbum, o Loner. Após o Awake, ela decidiu apresentar um disco que procura transmitir uma sensação mais intensa de isolamento, independência e enfrentamento das próprias dificuldades. A artista trabalha com uma perspectiva mais pessoal, explorando a solidão, as relações complicadas, a desilusão e a necessidade de encontrar força em situações difíceis. A produção é bastante diversificada, contando com Said The Sky, Blush, Jacob Ray, entre outros, que procuraram um equilíbrio entre peso e acessibilidade. Os graves continuam presentes, com subgraves de peso dominante. Os sintetizadores possuem texturas brilhantes, e as batidas apresentam ataques fortes, além de vocais mais melódicos. O álbum segue aquela temática de sempre, embora haja momentos em que soe bastante repetitivo. O repertório é mediano, com canções legais e outras genéricas. No fim, é um álbum irregular ao qual faltou algo a mais. 

Melhores Faixas: Something Real, Down The Line, Fear Of Dying, Fuck U Love U 
Piores Faixas: Cocaine, Thirst, Forever, Safe Life

Ghost World – Alison Wonderland





















NOTA: 8,7/10


Então chegamos a 2025, quando Alison Wonderland lançou seu mais recente álbum, o Ghost World. Após o Loner, Alison passou por problemas de saúde, cirurgias, dificuldades emocionais e mudanças importantes na vida familiar, incluindo o nascimento de seu primeiro filho. Ao mesmo tempo, a redução na quantidade de apresentações e as dúvidas sobre sua posição na indústria musical contribuíram para uma sensação de estar perdida. No entanto, ela decidiu voltar às suas raízes, mas incorporando elementos variados. A produção, feita por ela junto com Memba, Dylan Ragland, entre outros, apresenta um som bem mais amplo, combinando Trap (EDM) com Future Bass, House e Dubstep. Os graves possuem distorção, que contribui para a densidade dos sintetizadores, enquanto a irregularidade das batidas ajuda a transmitir ansiedade e frustração. O repertório é ótimo, e as canções são bastante energéticas. Enfim, é um disco bacana e que representa um acerto. 

Melhores Faixas: Heaven, Psycho, Get Started, Floating Away, Sirens 
Vale a Pena Ouvir: Everything Comes In Waves, Ghost World, Again? Fuck.


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Maruja

                  

Knocknarea – Maruja





















NOTA: 1/10


Em 2023, o Maruja lançou um de seus vários EPs, sendo Knocknarea um trabalho que marcou uma grande mudança. Formada em 2014, na cidade de Manchester, na Inglaterra, por Harry Wilkinson (vocais e guitarra), Matt Buonaccorsi (baixo), Joe Carroll (saxofone) e Jacob Hayes (bateria). Inicialmente, o grupo também contava com Liam Laurence na guitarra, mas ainda não tinham uma identidade bem definida. Foi somente após a saída de Laurence que passaram a seguir uma abordagem muito mais experimental. Produzido por Samuel William Jones, o EP apresenta uma sonoridade crua e orgânica, que combina Post-Punk, Post-Rock e influências claras do Jazz-Rock. As guitarras apresentam acordes dissonantes e camadas de distorção, a cozinha rítmica é repetitiva, o saxofone coloca mais dimensão e os vocais são bem firmes, mas tudo soa como um pastiche do Swans. O repertório possui 4 faixas chatíssimas. Enfim, é um trabalho fraco e nada interessante. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: The Tinker, Kakistocracy, Blind Spot, Thunder

Connla's Well – Maruja





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, o Maruja lançou outro EP, intitulado Connla’s Well, que seguiu por um caminho mais amplo. Após o Knocknarea, eles decidiram expandir sua proposta para explorar novas possibilidades, pois o repertório apresenta contrastes mais evidentes entre atmosferas instrumentais, faixas de curta duração e composições que combinam energia rítmica com uma abordagem vocal mais incisiva. A produção manteve aquela abordagem suja, mas demonstrou preocupação com o contraste entre os instrumentos. As guitarras exploram acordes dissonantes, distorções e padrões repetitivos que criam uma atmosfera inquietante. O baixo ficou mais variado, a bateria é bastante estável e o saxofone acrescenta aspereza e tensão ao conjunto. Mas tudo continua bastante monótono, repetindo a mesma temática. O repertório é terrível, contendo cinco canções bastante excessivas. No geral, é outro trabalho fraquíssimo e esquecível. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: One Hand Behind The Devil, The Invisible Man, Connla’s Well, Resisting Resistance, Zeigeist

Pain To Power – Maruja





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2025, quando o Maruja lançou seu aguardado álbum de estreia, o Pain to Power. Após o EP Connla’s Well, a banda acabou assinando com a Music for Nations e, ao mesmo tempo, consolidou-se como um dos principais nomes da cena Windmill. O título do álbum evidencia algumas de suas preocupações, abordando temas como alienação, desigualdade, violência, solidariedade e responsabilidade individual. A produção de Samuel W. Jones seguiu uma abordagem mais pesada e áspera, combinando Post-Rock e Post-Punk com elementos de Rap Rock, Post-Hardcore e Jazz-Rock. As guitarras apresentam variações maiores, a seção rítmica é mais dinâmica e o saxofone amplia o espectro sonoro, enquanto os vocais do Harry são mais urgentes. Só que agora, tudo soa como uma bagunça de Swans com Mahavishnu Orchestra e Rage Against the Machine. O repertório é terrível, e as canções são bem esquecíveis. Enfim, é um disco chato e sem coesão. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Born To Die, Break The Tension, Saoirse, Zaytoun

                                                                                        É isso, então flw!!!             

Analisando Discografias - Bark Psychosis

                  

Hex – Bark Psychosis





















NOTA: 9/10


No ano de 1994, o Bark Psychosis lançou seu álbum de estreia, intitulado como Hex. Formada em 1986, também em Londres, pelo vocalista e multi-instrumentista Graham Sutton e pelo baixista John Ling, quando ambos ainda estavam na adolescência. Com o passar do tempo, se firmaram com baterista e percussionista Mark Simnett e do tecladista Daniel Gish. Com isso, eles lançaram alguns singles e assinaram com a gravadora independente Circa. A produção, feita pela própria banda, seguiu uma abordagem atmosférica, combinando Post-Rock com elementos de Jazz, Ambient e Slowcore. As guitarras desempenham funções ambientais, com linhas fragmentadas, notas suspensas e pequenas figuras melódicas. A cozinha rítmica é sustentável, enquanto os teclados e as camadas eletrônicas ampliam o espectro sonoro. Os vocais do Graham são bem contidos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem melancólicas. No fim, é um belíssimo disco, muito consistente. 

Melhores Faixas: Absent Friend, A Secret Scene, Pendulum Man 
Vale a Pena Ouvir: The Loom, Eyes & Smiles

Codename: Dustsucker – Bark Psychosis





















NOTA: 8,7/10


Dez anos se passaram até o Bark Psychosis lançar seu 2º e último álbum, o Codename: Dustsucker. Após o Hex, a banda praticamente se desfez, restando apenas Graham Sutton. Para este trabalho, porém, ele contou com um colaborador ilustre: Lee Harris, ex-baterista do Talk Talk. Com isso, o novo álbum foi gravado ao longo de quatro anos e preserva o caráter experimental do projeto, embora apresente uma combinação própria de canções, passagens instrumentais e texturas ambientais. A produção, feita pelo próprio Graham, que tocou a maior parte dos instrumentos, seguiu uma combinação entre a delicadeza dos arranjos, a presença de instrumentos acústicos e elétricos e uma organização sonora que permite às composições desenvolverem personalidades próprias, resultando em algo mais dinâmico e com maior variação. O repertório é muito bom, e as canções são mais sombrias. Enfim, é um disco bacana que cumpre sua proposta. 

Melhores Faixas: From What Is Said To When It's Read, Shapeshifting, Burning The City 
Vale a Pena Ouvir: The Black Meat, INQB8TR, 400 Winters

  

Review: Palace For The People do Greta Van Fleet

                   Palace For The People – Greta Van Fleet NOTA: 1/10 Recentemente, o Greta Van Fleet retornou com seu 4º álbum, o Palace Fo...