Melissa – Mercyful Fate
NOTA: 1,5/10
No ano de 1983, o Mercyful Fate lançava seu álbum de estreia, intitulado Melissa. Formado dois anos antes na capital dinamarquesa, Copenhague, por King Diamond nos vocais, Hank Shermann e Michael Denner nas guitarras, Timi Hansen no baixo e Kim Ruzz na bateria, eles traziam uma abordagem interessante, que era a mistura do Heavy Metal com uma atmosfera sombria e elementos de horror. Com eles lançando um EP que chamou bastante atenção, a banda conseguiu assinar com a Roadrunner. A produção, feita por Henrik Lund, foi bastante crua e pesada, com as guitarras tendo riffs pesados, harmonizações e solos no momento certo. O baixo preenche os espaços, e a bateria tem uma certa dinâmica, além, é claro, do vocal do King Diamond, que alterna entre teatralidade e agressividade. Mas, assim, tudo soa muito repetitivo do começo ao fim. O repertório é horroroso, e as canções são bem chatinhas. No fim, é um trabalho de estreia que é bastante fraco.
Melhores Faixas: (.....................)
Piores Faixas: At The Sound Of The Demon Bell, Into The Coven, Black Funeral, Satan’s Fall
Don't Break The Oath – Mercyful Fate
NOTA: 1,5/10
No ano seguinte, o Mercyful Fate retorna com seu também aclamado 2º álbum, o Don't Break The Oath. Após o Melissa, a banda quis seguir a mesma base, mas trabalhar tudo de maneira ainda mais ambiciosa, refinada e coesa. Com eles decidindo aprofundar tudo o que fizeram anteriormente, só que sem precisar escolher entre ser pesado, melódico ou sombrio, conseguindo trabalhar essas características simultaneamente. A produção, feita novamente por Henrik Lund, foi para uma sonoridade bem mais poderosa e definida, seguindo, como sempre, as bases do Heavy Metal. As guitarras possuem timbres agressivos e relativamente secos, o que favorece bastante os riffs e solos. A cozinha rítmica ficou muito mais impactante, e os vocais do King Diamond ficaram mais alternados e encaixados, mas é aquilo: tudo soa bastante previsível e tedioso. O repertório é ruim, tendo canções que são bastante sem graça. No fim, é um álbum chato e muito superestimado.
Melhores Faixas: (....................)
Piores Faixas: Desecration Of Souls, Welcome Princess Of Hell, To One Far Away, Night Of The Unborn
In The Shadows – Mercyful Fate
NOTA: 1/10
Foi apenas em 1993 que o Mercyful Fate decidiu retornar com seu 3º álbum, o In The Shadows. Após o Don't Break The Oath, King Diamond seguiu carreira solo, enquanto Hank Shermann também desenvolveu outros projetos. Durante esse período, a banda ficou afastada, e o retorno aconteceu anos depois. Esse álbum representa justamente a tentativa de recuperar aquela identidade sem simplesmente fingir que o tempo não havia passado. Fora isso, eles trocaram de gravadora, estando agora na Metal Blade, e entrou o baterista Morten Nielsen. A produção, feita pela banda junto com Tim Kimsey, deixou uma sonoridade mais encorpada. As guitarras são baseadas em riffs pesados, harmonizações e solos, mas agora com mais variação. O baixo ficou mais denso e a bateria, com uma maior dinâmica, mas tudo continua muito sem graça e faltando dinâmica. O repertório é ruim, tendo canções bem previsíveis e genéricas. No final, é um álbum horrível e cansativo.
Melhores Faixas: (.............................)
Piores Faixas: Shadows, The Bell Witch, The Old Oak, Thirteen Invitations, Is That You, Melissa
Time – Mercyful Fate
NOTA: 1/10
No ano seguinte, eles retornam com mais um disco intitulado Time, que foi bem mais tematizado. Após o In The Shadows, eles estavam tendo uma preocupação maior com a construção das músicas como conjuntos completos, em vez de simplesmente apresentar uma sequência de riffs e solos. O Mercyful Fate passa a se importar mais com a forma como esses elementos são organizados para criar atmosfera, tensão e dinâmica. A produção foi basicamente a mesma, só que agora deixando uma abordagem mais limpa e definida. As guitarras continuam ocupando uma posição central e possuem definição suficiente para que os riffs e as harmonizações sejam percebidos com clareza. O baixo ficou mais sustentável, a bateria tem mais dinâmica e os vocais do King Diamond estão mais variados, mas tudo continua bastante previsível e sem variação. O repertório é ruim, tendo canções que são bem genéricas. No final, é um álbum terrível e muito tedioso.
Melhores Faixas: (..............)
Piores Faixas: Lady In Black, Witches' Dance, Castillo Del Mortes, My Demon, Time
Into The Unknown – Mercyful Fate
NOTA: 1/10
Se passaram dois anos para a banda voltar lançando um projeto novo, o Into The Unknown. Após o Time, eles tinham trocado de integrantes, com a entrada do baixista Sharlee D'Angelo e do baterista Bjarne T. Holm. Além disso, esse álbum traz um Mercyful Fate com uma sensação de exploração ao longo do disco, como se eles estivessem tentando levar sua sonoridade para ambientes diferentes sem abandonar completamente aquilo que o tornou reconhecível. A produção, feita junto com Brian Slagel, colocou de volta uma sonoridade pesada, só que mais definida. As guitarras ficaram mais presentes e contando com riffs mais graves e muita harmonização. O baixo está mais encorpado e a bateria tem mais variação, enquanto os vocais do King Diamond estão muito mais teatrais, só que tudo é muito arrastado, chegando a beirar o tédio. O repertório é horrível, e as canções são bastante medíocres e sem graça. Enfim, é um álbum muito ruim e esquecível.
Melhores Faixas: (......zzzz......)
Piores Faixas: Fifteen Men (And A Bottle Of Rum), Listen To The Bell, Holy Water, The Uninvited Guest
Dead Again – Mercyful Fate
NOTA: 1/10
Se passaram dois anos para o Mercyful Fate lançar mais um álbum intitulado Dead Again. Após o Into The Unknown, a banda acabou se desfazendo do guitarrista Michael Denner e o substituiu por Mike Wead. Além de manter o Heavy Metal sombrio, os riffs elaborados, as harmonizações de guitarra, as mudanças de andamento e a teatralidade do King Diamond, existe uma sensação maior de maturidade. A produção, feita por Sterling Winfield junto com a banda, seguiu uma abordagem bem mais limpa e com uma maior clareza no som. As guitarras possuem um pouco mais de riffs pesados, harmonizações e solos, mas existe uma abordagem um pouco mais direta em vários momentos. A cozinha rítmica ficou ainda mais sustentável e com poucas variações, deixando bem mais no centro os vocais de Diamond, mas tudo soa ainda mais arrastado e beirando a monotonia. O repertório é horrível, e as canções são insuportáveis. Enfim, é outro álbum terrível da banda.
Melhores Faixas: (..................)
Piores Faixas: The Lady Who Cries, Since Forever, Dead Again, The Night, Sucking Your Blood
9 – Mercyful Fate
NOTA: 1,2/10
Então chegamos a 1999, quando eles lançaram seu 7º e último álbum até então, o 9. Após o Dead Again, o Mercyful Fate já estava completamente estabelecido em sua segunda encarnação. Ao mesmo tempo, existe uma característica importante nesse período: a banda começa a trabalhar com uma sonoridade mais pesada e moderna, sem abandonar completamente os elementos tradicionais. A produção, conduzida por Kol Marshall junto com a banda, seguiu uma abordagem mais pesada e moderna. As guitarras aparecem com bastante corpo, e os riffs têm uma presença mais encorpada, especialmente nas partes mais agressivas. A bateria ficou mais energética e o baixo está bem mais presente, enquanto os vocais do King Diamond estão mais variados. Mas, no geral, tudo é bem repetitivo e fica muito maçante. O repertório é péssimo, e as canções são genéricas e sem imersão. No final, é só mais um álbum chato deles antes de pararem e depois voltarem.
Melhores Faixas: (..........................)
Piores Faixas: Kiss The Demon, Insane, Burn In Hell, Buried Alive, Last Rites