People's Instinctive Travels And The Paths Of Rhythm – A Tribe Called Quest
NOTA: 9,8/10
Em 1990, o grupo A Tribe Called Quest lançava seu álbum de estreia, o People's Instinctive Travels and the Paths of Rhythm. Formado em 1985, no Queens, em Nova York, pelos amigos de infância Q-Tip e Phife Dawg (que ingressou posteriormente), o grupo surgiu a partir das participações de Tip como MC de batalha, em que fazia parceria com seu amigo de escola Ali Shaheed Muhammad, e foi só com a entrada do Jarobi White que Phife começou a fazer parte. E, com o surgimento do coletivo Native Tongues, do qual faziam parte, eles assinaram com a Jive Records. A produção feita pelo grupo é bastante solta, com Tip e Ali construindo beats que recusam o peso excessivo do Boom Bap mais agressivo e privilegiam o groove do Jazz Rap. As baterias são leves, quase flutuantes, enquanto os samples criam paisagens sonoras quase oníricas. O repertório é sensacional, e as canções são todas bem profundas. No fim, é um baita disco de estreia e um clássico do Rap.
Melhores Faixas: Can I Kick It?, Bonita Applebum, Footprints, Push It Along, Luck Of Lucien, Youthful Expression
Vale a Pena Ouvir: Ham 'N' Eggs, I Left My Wallet In El Segundo, Public Enemy, After Hours
The Low End Theory – A Tribe Called Quest
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: Check The Rhime, Jazz (We've Got), Scenario (cypher com a tropa do Busta Rhymes), Excursions, Show Business, Butter, Buggin' Out
Vale a Pena Ouvir: Verses From The Abstract, Everything Is Fair, Skypager
Midnight Marauders – A Tribe Called Quest
NOTA: 10/10
Dois anos se passaram, e foi lançado o 3º álbum deles, o também sensacional Midnight Marauders. Após o clássico The Low End Theory, A Tribe passou a aprofundar essa consolidação. O som está mais confiante, mais polido e mais coeso. A química entre Q-Tip e Phife Dawg atinge seu auge criativo, enquanto Ali Shaheed Muhammad ajuda a estruturar uma identidade sonora ainda mais sofisticada. Eles queriam aprofundar sua estética em vez de correr atrás de maior presença comercial, em um momento em que o Gangsta Rap se consolidava. A produção foi bem mais fluida e acessível; o uso de samples são integrados de forma ainda mais orgânica. Os beats são quentes, os grooves são envolventes e há uma sensação constante de movimento. O baixo continua sendo elemento-chave, mas agora há maior variedade de texturas. O repertório novamente é incrível e também parece uma coletânea. No final de tudo, é outro disco excepcional e uma obra-prima.
Melhores Faixas: Electric Relaxation, Award Tour, We Can Get Down, Midnight, God Lives Through, Steve Biko (Stir It Up), Oh My God (feat indireta do Busta Ryhmes)
Vale a Pena Ouvir: The Chase, Part II, 8 Million Stories, Clap Your Hands
É isso, então flw!!!

















