domingo, 26 de abril de 2026

Review: Long Long Road do Ringo Starr

                   

Long Long Road – Ringo Starr





















NOTA: 3/10


Recentemente, o Ringo Starr retornou lançando seu 22º álbum, o Long Long Road. Após o Look Up, que acabou sendo até bem aceito pela critica o que surpreendeu o ex-Beatle, fez com que ele planejasse um trabalho continuasse onde parou. Onde ele seguiu uma temática que lida com passagem do tempo, memória e aceitação. Produção feita mais uma vez por T Bone Burnett, assume uma abordagem minimalista, orgânica e profundamente enraizada na tradição do Country mesmo que esteja dialogando muito mais com a temática contemporânea. Onde o som ficou muito mais contido e também ficou repetitivo, mas o que acabou toda a vibe do álbum foi esse auto tune que colocaram na voz do Ringo que ficou muito ruim e que na maioria das vezes sobrepõem os arranjos. O repertório é bem ruim, e as canções são bem genéricas e com poucas que ficaram legais. Em suma, esse álbum é basicamente uma consequência que escorou no antecessor. 

Melhores Faixas: Returning Without Tears, It's Been Too Long 
Piores Faixas: Baby Don't Go, She's Gone, I Don't See Me In Your Eyes Anymore, Choose Love
  

                                                                          É isso, um abraço e flw!!!                     

Review: Spare Parts do Amplify Dot

                     

Spare Parts – Amplify Dot





















NOTA: 1/10


No ano de 2012, a rapper Amplify Dot lançava sua primeira mixtape, intitulada Spare Parts. Sua trajetória começou 11 anos antes, fazendo algumas aparições no cenário underground do Rap inglês. Até que, na década de 2010, ela começou a lançar alguns EPs e singles, o que a fez assinar com a Virgin Records, decidindo, assim, lançar uma mixtape na qual selecionou algumas faixas que servissem como um presente para os fãs, antes de lançar um álbum (o que nunca aconteceu). A produção, feita por DJ Hotsteppa, trouxe uma abordagem mais pesada, com beats agressivos, graves intensos e estrutura típica do Grime londrino, enquanto outras faixas caminham para produções mais melódicas e radiofônicas. Só que o maior problema é que a Amplify Dot rima muito mal, e seus flows são repetitivos. O repertório é péssimo, com canções bem chatinhas e sem graça. No fim, é um trabalho bem ruinzinho; o lado bom é que ela se encontrou muito mais como apresentadora. 

Melhores Faixas: (...........................) 
Piores Faixas: Mars, Three Little Pigs, Don't Go Cold, Rubble, Origami


Analisando Discografias - American Authors

                 

Oh, What A Life – American Authors





















NOTA: 8/10


Em 2014, o American Authors lançava seu álbum de estreia, intitulado Oh, What A Life. A banda, formada em 2006 na cidade de Boston pelo vocalista Zac Barnett, pelo baixista Dave Rublin, pelo guitarrista James Adam Shelley e pelo baterista Matt Sanchez, vinha de um contexto universitário, já que os integrantes estudavam na Berklee College of Music e anteriormente se chamavam The Blue Pages. Com isso, foram descobertos pela Mercury Records, com quem assinaram contrato. A produção, feita por Shep Goodman e Aaron Accetta, é altamente polida e radiofônica, com uso constante de percussões marcadas, batidas quase tribais em alguns momentos e uma presença forte de instrumentos acústicos, que ajudam a construir uma sensação de proximidade, dialogando com o Stomp and Holler e o Pop Rock. O repertório é legalzinho, e as canções são todas bem envolventes. Enfim, é um disco de estreia bacana para uma banda muito odiada. 

Melhores Faixas: Believer, Hit It 
Vale a Pena Ouvir: Heart Of Stone, Trouble, Best Day Of My Life

What We Live For – American Authors





















NOTA: 5/10


Em 2016, o American Authors lançava seu 2º disco, o fraquíssimo What We Live For. Após o Oh, What A Life, a banda alcançou uma certa popularidade, principalmente por conta do único hit deles: a detestada Best Day of My Life. A banda, agora na Island Records, continuou explorando o circuito de grandes festivais. No entanto, havia também uma expectativa de amadurecimento, tanto lírico quanto sonoro. A produção, feita pelos mesmos nomes, é ainda mais comercial e acaba tirando aquele protagonismo acústico. Ainda assim, os violões e as percussões orgânicas continuam presentes, funcionando como uma assinatura da banda. Os arranjos são construídos com foco total em impacto imediato, com refrões ainda mais amplificados e pensados para aqueles fãs do Imagine Dragons e OneRepublic, ou seja, ficou mais Pop. O repertório é irregular: tem boas canções e outras bastante genéricas. No fim, é um álbum mediano, e aqui começou a degringolar. 

Melhores Faixas: What We Live For, Go Big Or Go Home, Pocket Full Of Gold 
Piores Faixas: Mess With Your Heart, Pride, I'm Born To Run

Seasons – American Authors





















NOTA: 2/10


Três anos se passaram, e o American Authors retorna com um disco terrível, o Seasons. Após o irregular What We Live For, a banda já não estava conseguindo emplacar hits; em vez disso, queria explorar um território mais introspectivo, lidando com questões como crescimento pessoal, transições de vida e a inevitabilidade das mudanças. Só que a Island Records os pressionou a entregar algo que conseguisse dialogar com o mainstream da época. A produção foi feita pela banda junto com Aaron Accetta, Shep Goodman, entre outros, e seguiu para um lado mais moderno, com maior presença de sintetizadores, beats eletrônicos e texturas digitais. O som se aproxima mais do Pop alternativo e do Pop Rock, só que tudo é arrastado e completamente comercial, já que nada aqui consegue se sustentar, com tudo se baseando em pontes e refrões simplistas. O repertório é horrível, com apenas uma canção se salvando. Enfim, é um álbum péssimo e, infelizmente, ainda viria mais. 

Melhor Faixa: Bring It On Home 
Piores Faixas: Real Place, Can't Stop Me Now, Calm Me Down, Say Amen

Best Night Of My Life – American Authors





















NOTA: 1/10


Pulando para 2023, a banda retornou com um álbum simplesmente pavoroso, o Best Night Of My Life. Após o terrível Seasons, o American Authors passou por algumas mudanças, tornando-se um power trio, já que o guitarrista James Adam Shelley acabou saindo e Zac assumiu a função de tocar guitarra. Além disso, eles saíram da Island Records e começaram a preparar esse trabalho de forma independente. A produção foi feita por eles junto com Matt Sanchez, Gregg Wattenberg e Benzi, seguindo um direcionamento moderno e alinhado ao Pop atual, com forte presença de sintetizadores, beats eletrônicos e texturas digitais refinadas. Tentando encaixar Stomp and Holler com influências de Reggaetón e Indie Pop, tudo se torna muito previsível e não funciona, além de eles plagiarem descaradamente o Imagine Dragons. O repertório é horrível, e as canções chegam a beirar o insuportável. No fim, é um álbum horroroso, com 27 minutos que soam como alguns dos mais repetitivos possíveis. 

Melhores Faixas: (.........................................................) 
Piores Faixas: All Roads Lead To You, Same Bed, Good Times, We Happy, Best Night Of My Life

Call Your Mother – American Authors





















NOTA: 2,3/10


Então chegamos a 2024, quando o American Authors lançou seu 5º e último álbum até então, o Call Your Mother. Após o Best Night Of My Life, eles quiseram se afastar de um lado mais comercial, e o novo trabalho aponta para um equilíbrio mais consciente entre leveza e profundidade, trazendo uma preocupação maior com conexões humanas, responsabilidade emocional e maturidade. A produção, feita pela banda junto com Matt Sanchez, tenta ser mais orgânica, buscando juntar instrumentação acústica com sintetizadores sutis e beats modernos. Com isso, os arranjos são mais contidos e apostam em construções mais progressivas e em nuances emocionais. Só que tudo soa uma bagunça, já que há momentos em que é Stomp and Holler e outros em que se aproxima do Folk Pop ou Indie Folk, sendo tudo muito impreciso. O repertório é péssimo, tendo algumas canções boas, mas a maioria é bem genérica. Enfim, é um álbum péssimo e bastante desconexo. 

Melhores Faixas: Save Tonight, Life Ain't Easy 
Piores Faixas: So Much Worth Fighting For, Bon Voyage, Come Too Far, My Last Dime

 

sábado, 25 de abril de 2026

Review: ADULTO IDEAL VOL.2 do Ryu, The Runner

                  

ADULTO IDEAL VOL.2 – Ryu, The Runner





















NOTA: 8,7/10


Recentemente, Ryu, The Runner voltou lançando a continuação do ADULTO IDEAL. Após a mixtape original, o rapper acabou resolvendo sua treta com Tchelo, chegando até a fazer uma feat em suas respectivas faixas extras em seus projetos mais recentes. Além disso, o Ryu anunciou sua saída da Salve Crazy e entrou no selo TANDAWORLD, e, com isso, essa continuação mostra uma grande evolução, sendo mais ambiciosa. A produção contou com 6ee, Neckklace, Nicholas Arashiro, entre outros, seguindo bases com 808 e hi-hats característicos, mas trabalhando melhor textura, ambiência e dinâmica. Há mais espaço para atmosferas introspectivas e beats que flertam com o Rage, Tread e até um certo flerte com Dark Plugg, muito por conta dos flows mais quebrados e variados do Ryu. O repertório é ótimo, e as canções são bem divertidas e até dinâmicas. No fim, é uma ótima tape, que superou sua antecessora. 

Melhores Faixas: PRÊMIO MULTISHOW, SWAG IDEAL, POTÊNCIA (Emitê Único mandou bem), FÉRIAS, PRÓXIMO CAPÍTULO, CELINE 
Vale a Pena Ouvir: RITMO HIPNÓTICO, MUN RÁ (Zlatan mandou bem), PRESSÃO
  

                                                                                     É isso, então flw!!!       

Analisando Discografias - Nabru

                  

Marquises e Jardins – Nabru





















NOTA: 7/10


Em 2019, a Nabru lançava seu primeiro trabalho em formato de EP, intitulado Marquises e Jardins. A trajetória da rapper, vinda de Belo Horizonte, começa por volta de 2018, quando era mais uma nova artista despontando após a fase de ouro do rap de BH, momento em que começava a consolidar sua identidade estética e lírica, mas já demonstrava um nível de consciência poética e observação urbana muito acima da média para uma estreia. A produção, feita por Gustmdes, Pxtvto Hevd, entre outros, privilegia beats secos, atmosferas intimistas e uma textura levemente “empoeirada”, típica do underground brasileiro da época, firmando uma abordagem voltada ao Boom Bap e ao Jazz Rap, com pequenos elementos de Cloud Rap e até Trap, enquanto os flows da Nabru são bem cadenciados, com algumas variações. No fim, é um trabalho bacana que já apontava para algo interessante. 

Melhores Faixas: 4 Escadas, Marquises e Jardins 
Vale a Pena Ouvir: 25G ou Algumas Dolas de 5 Depois, Dandara

Porque Prefiro Falar de Amor – Nabru





















NOTA: 6/10


Meses se passaram, e foi lançada sua 1ª e única mixtape, intitulada Porque Prefiro Falar de Amor. Após o EP Marquises e Jardins, a Nabru partiu para uma liberdade mais formal. O projeto é frequentemente classificado como mixtape justamente por essa natureza mais solta apresentando diferentes atmosferas e uma sensação de laboratório criativo. A produção contou com os mesmos nomes, que seguiram aquela abordagem bastante Lo-fi, com uma atmosfera introspectiva e minimalista, com as bases agora caminhando muito mais para o Boom Bap. Os beats são, em geral, econômicos, muitas vezes baseados em loops simples, com pouca ornamentação, o que coloca mais no centro os flows dela, mas, ainda assim, há muitos momentos em que isso não se encaixa com a proposta de determinadas faixas. Falando nisso, o repertório é mediano, com canções boas e outras mais fracas. Enfim, é um trabalho irregular, ao qual faltou mais atenção. 

Melhores Faixas: Milagres (Parte II), Quem Vigia os Vigilantes?, Corte de Gastos 
Vale a Pena Ouvir: Fritanu, Queen Mama Chanter, Causa

0701 – Nabru & GVTX





















NOTA: 7,1/10


E aí, no comecinho de 2020, foi lançado outro EP da rapper mineira intitulado 0701. Após o Porque Prefiro Falar de Amor, esse projeto meio colaborativo traz uma proposta mais de nicho, e comentários de ouvintes frequentemente destacam justamente esse aspecto: um trabalho “cheio de nuances”, onde os beats intimistas do GVTX se encontram com o lirismo pouco convencional da Nabru. A produção, como já dito, é feita pelo GVTX, com beats extremamente econômicos, muitas vezes compostos por poucos elementos, como linhas de baixo suaves, baterias discretas e texturas ambientais, tendo como principal influência a abordagem Lo-fi, com faixas que soam quase como fragmentos ou sketches. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem imersivas, mesmo sendo curtinhas. Enfim, é um EP legalzinho que cumpre bem sua proposta. 

Melhores Faixas: Chun-Li, Gin, Limon Y Menta 
Vale a Pena Ouvir: Espera, Js 10:25

Desenredo – Nabru





















NOTA: 8,6/10


Em 2024, enfim foi lançado o álbum de estreia da Nabru, intitulado Desenredo, que trouxe muita evolução. Após o EP 0701, a rapper passou por um momento decisivo: a mudança de Belo Horizonte para São Paulo, o afastamento da família e o amadurecimento artístico aparecem como motores conceituais do álbum. Nesse meio tempo, ela lançou apenas alguns singles e foi se aperfeiçoando, e, com esse título, surge a ideia de reorganizar narrativas, “desenredar” a própria história, entender os fios que formam identidade, memória e trajetória. A produção, feita por CIANO, GVTX, SonoTWS, entre outros, vai para um lado mais ambicioso, mas ainda seguindo aquela estética underground, com uma abordagem do Boom Bap dos anos 90 e elementos do Jazz Rap, com o flow da Nabru ficou bem mais impactante. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem reflexivas e carregadas de mensagem. No fim, é um ótimo álbum, bastante profundo. 

Melhores Faixas: Risco da Profissão, Cidade Encantada, A Crítica das Armas, Confissões de um Vira-Lata, Letramento, 4Shared, Passarinho Urbano 
Vale a Pena Ouvir: Consciente (Caneta e Papel), Lithium, Das Pressas e das Preces, Agradeço às Esquinas

  

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Review: Baggy Pants Music do Medekine

                     

Baggy Pants Music – Medekine





















NOTA: 8/10


No ano passado, o Medekine lançou seu álbum de estreia, intitulado Baggy Pants Music. Gus Clayton, vindo do Gloucester, na Inglaterra, começou sua trajetória um ano antes, lançando alguns singles, e basicamente faz uma reconstrução estética dos anos 2000, especialmente da cultura do Nu Metal, Rap Rock e do imaginário adolescente ligado ao PlayStation 2, CDs físicos e à cultura de pista alternativa. A produção, feita por ele mesmo, e, por sinal, ele toca todos os instrumentos, traz guitarras distorcidas relativamente simples, linhas de baixo diretas e batidas que variam entre o Rap lento e grooves mais pesados, típicos do Nu Metal. Ao mesmo tempo, há forte presença de samples, scratches e manipulação digital, além de seus vocais, que vão do abafado ao mais cadenciado. O repertório é legalzinho, e as canções são bem energéticas e variadas. No geral, é um ótimo álbum de estreia que mostra uma estética que ainda pode ser mais aprofundada. 

Melhores Faixas: Wash Away, Familiar Places 
Vale a Pena Ouvir: Lament Of Innocence, RIU, Like

                                                                           Então é isso e flw!!!             

Analisando Discografias - Porter Robinson

                  

Spitfire – Porter Robinson





















NOTA: 5/10


Em 2011, o Porter Robinson lançava seu primeiro trabalho em formato de EP, intitulado Spitfire. A sua trajetória começou por volta de 2005, quando ele ainda tinha 12 anos, usando o nome de Ekowraith, sob o qual lançou alguns singles, até que, por volta de 2010, passou a usar seu nome próprio e lançou Say My Name, que fez um relativo sucesso e chamou a atenção do Skrillex, que o convidou para fazer parte de sua gravadora, a OWSLA. A produção foi conduzida por ele próprio, que contou com forte presença de sintetizadores distorcidos, basslines serrilhadas e uma estrutura focada em builds explosivos seguidos de drops intensos, o design de som é agressivo, com camadas densas que ocupam todo o espectro sonoro, mostrando o que ele chamava de Complextro, mesmo que tudo aqui seja bem impreciso. O repertório é mediano, com canções legais e outras estranha. Enfim, é um trabalho irregular que funciona mais como uma apresentação. 

Melhores Faixas: Spitfire, Unison 
Piores Faixas: The State, 100% In The Bitch

Worlds – Porter Robinson





















NOTA: 9,2/10


Três anos depois, o Porter Robinson lançava seu álbum de estreia, intitulado Worlds. Após o EP Spitfire, rapidamente se consolidou dentro da cena EDM mais mainstream, especialmente pelo impacto de faixas voltadas para festivais. Mas ele estava evoluindo musicalmente de forma rápida, se afastando da estética agressiva e funcional de pista para construir um álbum conceitual, introspectivo e altamente influenciado por elementos externos à EDM tradicional. A produção, feita por ele mesmo, aposta em camadas atmosféricas, texturas etéreas e uma construção sonora muito mais orgânica. Os sintetizadores continuam sendo o elemento central, mas agora são usados de forma mais delicada e expressiva, frequentemente processados para criar uma sensação de nostalgia e até fragilidade, cruzando, assim, os mundos do Synth-pop, Electropop e EDM atual. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e imersivas. No fim, é um belo e profundo trabalho de estreia. 

Melhores Faixas: Goodbye To A World, Divinity, Sad Machine, Hear The Bells, Sea Of Voices, Fresh Static Snow, Fellow Feeling 
Vale a Pena Ouvir: Polygon Dust, Years Of War

Nurture – Porter Robinson





















NOTA: 10/10


Foi apenas em 2021 que o Porter Robinson lançou seu tão aguardado segundo álbum, o sensacional Nurture. Após o Worlds, ele passou anos lidando com bloqueio criativo, ansiedade e problemas no processo de composição, período marcado por poucas músicas lançadas e por um silêncio relativamente incomum para um artista que havia acabado de redefinir sua identidade. Nesse contexto, saiu da Astralwerks e assinou com a gravadora independente Mom + Pop Music. A produção segue um caminho mais orgânico, leve e propositalmente imperfeito, com uma estética sonora marcada por texturas suaves e timbres inspirados em instrumentos acústicos, além do uso de sua voz, frequentemente alterada para um timbre mais agudo e andrógino, combinando, assim, elementos de Electropop, Synth-pop e Indietronica. O repertório é maravilhoso, quase como uma coletânea, e as canções são cheias de profundidade. Em suma, é um álbum espetacular e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Musician, Look At The Sky, Something Comforting, Get Your Wish, Mirror, Unfold, Mother 
Vale a Pena Ouvir: Sweet Time, Blossom, Wind Tempos

SMILE! :D – Porter Robinson





















NOTA: 8,8/10


Então chegamos a 2024, quando o Porter Robinson lançou seu mais recente álbum, o SMILE! :D. Após o Nurture, ele retorna com uma proposta que, à primeira vista, parece mais leve, mas que, na prática, é talvez a mais complexa de sua carreira. Se o álbum anterior foi um processo de reconstrução emocional, este novo trabalho surge como uma reflexão sobre o que vem depois da cura: viver, performar e existir em um mundo hiperconectado, onde identidade e imagem são constantemente mediadas. A produção é mais ampla, com momentos melódicos e outros mais caóticos, nos quais mistura elementos de Indietronica, Electropop e até Pop Rock. Os vocais continuam sendo centrais, mas agora aparecem com uma abordagem ainda mais variada: em alguns momentos, limpos e diretos; em outros, completamente distorcidos, pitch-shifted ou fragmentados. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e até sarcásticas. Enfim, é um ótimo álbum e bastante variado. 

Melhores Faixas: Cheerleader, Russian Roulette, Is There Really No Happiness?, Knock Yourself Out XD 
Vale a Pena Ouvir: Mona Lisa, Year Of The Cup, Easier To Love You

 

Review: Long Long Road do Ringo Starr

                    Long Long Road – Ringo Starr NOTA: 3/10 Recentemente, o Ringo Starr retornou lançando seu 22º álbum, o Long Long Road. A...