domingo, 18 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Emílio Santiago

                 

Emílio Santiago – Emílio Santiago





















NOTA: 10/10


Em 1975, Emílio Santiago lançava seu álbum de estreia, que trazia uma abordagem interessante. O cantor carioca começou sua carreira por volta de 1968, quando era crooner da orquestra de Ed Lincoln. Em 1973, lançou seu primeiro compacto pela Polydor, com as canções “Transa de Amor” e “Saravá Nega”, o que o levou a uma maior participação em rádios e programas de televisão. Com isso, ele começou a preparar um álbum que contava com composições de artistas consagrados, mas que acabaram engavetadas. A produção, feita por Durval Ferreira, deixou uma sonoridade bem detalhada, que juntava Samba Soul com elementos de Funk, Jazz e Bossa Nova. O uso do piano elétrico acrescenta certa sofisticação, enquanto os metais trazem brilho, profundidade e movimento. Os vocais de Emílio são bastante expressivos. O repertório é sensacional, sendo praticamente uma coletânea. No final, é um baita disco e um clássico da música brasileira. 

Melhores Faixas: Brother, Bananeira, Sessão Das 10, Quero Alegria, Nega Dina 
Vale a Pena Ouvir: Porque Somos Iguais, Batendo A Porta, Depois

Comigo É Assim – Emílio Santiago





















NOTA: 9,8/10


Dois anos depois, Emílio Santiago lançava seu 2º álbum, o Comigo É Assim, que apresentava algo mais sofisticada. Após o álbum de estreia, ele ampliou o espaço dedicado ao samba, às composições de caráter popular e às canções que exploram o relacionamento amoroso. Como a música brasileira nesse período estava em um processo de ebulição, Emílio se encontrava em uma posição privilegiada para explorar esse cenário. A produção, feita por Roberto Santana, seguiu uma abordagem harmônica bastante sofisticada, com o samba aparecendo tanto em suas formas mais tradicionais quanto em abordagens mais modernas, enquanto as canções românticas oferecem espaço para interpretações vocais mais delicadas. Na verdade, os vocais do Emílio são bastante variados e descontraídos. O repertório é incrível, com canções bastante divertidas e algumas mais intimistas. Enfim, é outro disco fenomenal e extremamente consistente. 

Melhores Faixas: Minha Esquina, Nega, Descarrego, Preconceito (Pura Tolice), Domingo, Dança, Comigo É Assim 
Vale a Pena Ouvir: Descarrego, Quando Chegares, No Balanço Do Trem, Dança Mineira

Feito Para Ouvir – Emilio Santiago





















NOTA: 9,2/10


Naquele mesmo ano, Emílio lançava mais um álbum, intitulado Feito Para Ouvir. Após o Comigo É Assim, embora ele já tivesse demonstrado versatilidade em seus discos anteriores, aqui a intenção era direcionar essa capacidade para canções que valorizassem a sutileza, a riqueza melódica e a expressividade vocal. Vale lembrar que o cantor havia conquistado seu espaço dentro da gravadora Philips, que havia assinado contrato com ele no ano anterior. A produção seguiu uma abordagem sofisticada e dinâmica, que junta MPB com samba-soul. A riqueza está nos arranjos, na escolha dos timbres e na maneira como os músicos trabalham as harmonias. O piano acústico e o piano elétrico do Laércio de Freitas são elementos centrais dessa linguagem, oferecendo tanto acompanhamentos delicados quanto passagens de maior complexidade harmônica. O repertório é sensacional, e as canções ficaram muito mais melancólicas. No geral, é um belo disco e bastante relaxante. 

Melhores Faixas: Beijo Partido, Tristeza De Nós Dois, Beijo Partido, Se Pelo Menos Você Fosse Minha, Rua Deserta, E Agora 
Vale a Pena Ouvir: Última Forma, Olha Maria

Emilio – Emilio





















NOTA: 9/10


Mais um ano se passou até Emílio lançar seu 4º álbum de estúdio, que levava seu nome. Após o Feito Para Ouvir, decidiram investir em uma seleção mais ampla de ritmos, com espaço para sambas tradicionais, composições dançantes e canções sentimentais. Essa diversidade não significa que o cantor tenha abandonado a sofisticação interpretativa; pelo contrário, ela permite que suas qualidades vocais sejam exploradas em contextos bastante distintos. A produção ficou a cargo de Sérgio de Carvalho e Roberto Santana, que procuraram adaptar os arranjos às características de cada composição. O piano, os violões, as guitarras e os instrumentos de sopro desempenham papéis diferentes ao longo do repertório, enquanto o baixo, a bateria e a percussão estabelecem bases que podem ser mais suaves ou dançantes. O repertório é maravilhoso, e as canções são bastante melódicas e cadenciadas. No final, é outro belo disco, que também é bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Cabelo Pixaim, Por Uma Vez Só, Total Abandono, Vida Maré, Não Quero Mais Chorar, Amante Amado 
Vale a Pena Ouvir: Afina O Meu Violão, Compositor, Menina Danada

O Canto Crescente De Emilio Santiago – Emilio Santiago





















NOTA: 9,8/10


No ano de 1979, o cantor lançava mais um álbum, O Canto Crescente de Emilio Santiago. Após o álbum anterior, esse novo trabalho dá continuidade àquela variedade que vinha sendo apresentada, mas traz uma seleção particularmente forte de composições ligadas à tradição do samba e à interpretação sentimental. O título do álbum sugere uma trajetória artística em expansão, algo coerente com a fase que o cantor atravessava. A produção, assinada por Sérgio de Carvalho, conseguiu estabelecer um equilíbrio perfeito entre MPB, Samba, Bossa Nova e até traços de Jazz. Essa alternância favorece a diversidade, mas também torna a voz de Emílio o principal elemento de unidade. O cantor possui um fraseado bastante flexível, consegue articular as palavras com clareza e sabe adaptar a intensidade da interpretação ao conteúdo de cada música. O repertório é maravilhoso, e as canções são todas belíssimas. Enfim, é um baita disco e outro clássico. 

Melhores Faixas: As Rosas Não Falam, Trocando Em Miúdos, Logo Agora, Rola Bola, Amigo É Pra Essas Coisas, Bufete E Cascudo, Homenagem Ao Malandro 
Vale a Pena Ouvir: Recado, Caridade, Dores De Amores

Amor De Lua – Emilio Santiago





















NOTA: 8,7/10


Em 1981, Emílio Santiago entrava na nova década com Amor de Lua, que apresentava uma abordagem diferente. Após O Canto Crescente*, em vez de se limitar a uma coleção de sambas tradicionais ou de canções românticas convencionais, o álbum reúne compositores de diferentes gerações e arranjos que incorporam elementos da música popular urbana. Isso se deve ao fato de que, naquele período, como já explicado várias vezes, todos os grandes nomes daquela geração precisavam tocar nas rádios. A produção apresenta uma sonoridade refinada e acessível, que combina Samba Soul e MPB com alguns elementos do Boogie. Ao mesmo tempo, o trabalho conserva uma unidade graças à voz de Emílio, que funciona como elo entre materiais bastante diferentes. Mesmo quando a instrumentação ganha maior densidade, a interpretação não se torna exagerada. O repertório é legalzinho, com canções bastante profundas. Enfim, é um disco bastante decente. 

Melhores Faixas: Nós Ou Ninguém, Me Dá, Me Dá, Desafogo, Estranho 
Vale a Pena Ouvir: Breve, Mais Uma Vez, Leva E Traz

Ensaios De Amor – Emilio Santiago





















NOTA: 9,2/10


No ano seguinte, Emílio entrava de cabeça na modernidade com o álbum Ensaios de Amor. Após o Amor de Lua, o momento era especialmente interessante para a música brasileira. A presença de sintetizadores, guitarras, baixos marcados, percussão e metais permitia explorar uma sonoridade mais urbana e dançante, que dialogava com tendências internacionais sem abandonar as raízes nacionais. Emílio tinha o perfil ideal para esse tipo de repertório. Produção, feita por João Augusto e com arranjos do Lincoln Olivetti, apresenta uma sonoridade extremamente acessível e polida. Há momentos dominados por teclados e sintetizadores, outros que destacam guitarras, percussão e metais, além de passagens mais discretas nas quais o piano, os violões e a voz ganham maior protagonismo. O álbum consegue transitar bem entre o Samba Soul e o Boogie. O repertório é incrível, e as canções são envolventes e cadenciadas. No fim, é um baita disco que envelheceu bem. 

Melhores Faixas: Dentro De Você, Flor Dos Trópicos, Pelo Amor De Deus, Velas Içadas, Se Quiseres Me Deixar 
Vale a Pena Ouvir: Gente Séria, Ensaios De Amor, Lua Nova

Mais Que Um Momento – Emílio Santiago





















NOTA: 9,7/10


Mais um ano se passou até Emílio lançar outro álbum fantástico, o Mais Que Um Momento. Após o Ensaios de Amor, o cantor venceu o festival MPB Shell em 1982 com a canção Pelo Amor de Deus. Embalado por todo esse destaque, decidiu preparar um projeto que apresentasse algo mais amplo. Vale lembrar que Lincoln Olivetti e Robson Jorge participaram da construção de uma sonoridade elétrica e sofisticada, enquanto outros arranjadores ajudaram a dar características distintas a cada faixa. A produção, feita por Alexandre Agra e Durval Ferreira, manteve aquela sonoridade polida e radiofônica, mas variou um pouco entre o Boogie, elementos do Samba Soul, Jazz-Funk e Pop sofisticado. Com isso, temos sintetizadores que acrescentam brilho e uma textura moderna, enquanto as guitarras, o baixo e a bateria dão sustentação ao groove. O repertório é excepcional, e as canções são bastante envolventes. No final, é um baita disco, que também se destaca por sua ousadia. 

Melhores Faixas: O Amigo De Nova York, Quebra-Mar, Vem Menina, Mais Que Um Momento, Um Homem E Uma Mulher 
Vale a Pena Ouvir: Coragem Pra Se Separar, Carícia E Sedução, Ardume, Todos Os Tons

Aquarela Brasileira – Emilio Santiago





















NOTA: 8,5/10


Foi só cinco anos depois que o cantor retornou, lançando a série de álbuns intitulada Aquarela Brasileira. Após o Mais Que Um Momento, o cantor havia encerrado seu vínculo com a Philips e assinado contrato com a Som Livre. E, assim, ele ainda não havia alcançado a mesma dimensão de popularidade que conquistaria com esse projeto. A mudança veio a partir de uma proposta do produtor Roberto Menescal, que idealizou uma série dedicada à interpretação de grandes canções do repertório brasileiro. A produção, feita pelo próprio Menescal, deixou uma sonoridade acessível e muito sofisticada, que combina elementos da MPB com o Adult Contemporary. A instrumentação acompanha essa proposta, com arranjos voltados à clareza e à valorização da voz de Emílio, que ocupa o centro das atenções, enquanto o acompanhamento sustenta as melodias. O repertório é muito bom, com canções bem interpretadas. No geral, é um disco bacana que foi um estouro. 

Melhores Faixas: Nada Por Mim / Fullgás, Aquarela Do Brasil / Bye Bye Brasil, Anos Dourados / Eu Sei Que Vou Te Amar 
Vale a Pena Ouvir: Você É Linda / Coisas Do Coração, Ronda / Sampa

Aquarela Brasileira 2 – Emilio Santiago





















NOTA: 9/10


Aí, no final daquela década, foi lançado Aquarela Brasileira 2, e aqui ocorreu foi a consolidação. Após o primeiro volume, que foi um grande sucesso, a ideia central permanece a mesma neste segundo: revisitar composições conhecidas, aproximar diferentes gerações de compositores e apresentar um panorama da música brasileira por meio de uma interpretação vocal sofisticada. A produção seguiu a mesma abordagem, só que agora com um acabamento instrumental bastante polido, que se encaixa na sonoridade da MPB daquele final dos anos 1980. Os acompanhamentos, os teclados e as bases rítmicas dão suporte às melodias, enquanto os arranjos procuram manter a voz em evidência. Sua voz possui extensão, projeção e um timbre encorpado, mas sua maior qualidade está na capacidade de controlar a intensidade e adaptar o fraseado ao caráter de cada composição. O repertório é maravilhoso e muito bem interpretado. No fim, é um baita disco que fez sucesso. 

Melhores Faixas: Saigon, Ela Disse-Me Assim / Volta / Esses Moços, Desenho De Giz / Papel Marché, Mania De Você / Lança Perfume, Pérola Negra / Bem Que Se Quis 
Vale a Pena Ouvir: Universo Do Teu Corpo / Hoje, Preconceito / Louco (Ela É O Seu Mundo)

Bossa Nova – Emílio Santiago





















NOTA: 8/10


Já no começo dos anos 2000, Emílio Santiago lançava um novo projeto, o Bossa Nova. Após gravar sete volumes da série Aquarela Brasileira, o cantor já havia explorado boa parte do repertório clássico da música popular brasileira em diferentes formatos. A proposta de um disco de bossa nova permitiria apresentar um lado mais intimista de sua interpretação, além de contar com o apoio integral de sua nova gravadora, a Sony Music. A produção, conduzida por José Milton, apostou em uma sonoridade extremamente elegante e limpa. A presença de arranjos de cordas é um dos elementos centrais dessa abordagem. Em vez de funcionarem apenas como ornamento romântico, eles ajudam a criar uma atmosfera envolvente, especialmente nas músicas mais contemplativas. A voz do Emílio, por sua vez, é bastante segura, transmitindo aquela sensação de proximidade. O repertório é, obviamente, muito bom, e as canções são bem interpretadas. Enfim, é um ótimo disco e vale a pena ir atrás. 

Melhores Faixas: Naquela Estação, Corcovado 
Vale a Pena Ouvir: Doce Viver, A Felicidade, Chuva, Manhã De Carnaval

De Um Jeito Diferente – Emílio Santiago





















NOTA: 5/10


Então chegamos ao último álbum lançado em vida por Emílio Santiago, o De Um Jeito Diferente. Após o Bossa Nova, o cantor havia gravado vários trabalhos ao vivo, mas, dessa vez, decidiu apresentar um repertório que mistura composições recentes, parcerias com músicos experientes e canções que dialogam com diferentes momentos da música brasileira. A produção, conduzida por Ricardo Silveira, resultou em uma sonoridade orgânica, que combina Bossa Nova e MPB. O baixo e a bateria sustentam o balanço, enquanto a percussão dá movimento. E a guitarra do Ricardo ajuda a dar unidade ao álbum sem ocupar espaço excessivo. Os vocais continuam bastante seguros e intimistas. Mas o problema é que tudo soa muito arrastado, com muita repetição de arranjos. O repertório é fraco, com algumas canções legais e outras que são apenas mais do mesmo. Em suma, é um álbum mediano. Infelizmente, em 2013, Emílio nos deixou, vítima de um AVC. 

Melhores Faixas: De Um Jeito Diferente, Olhos Negros (participação da Nana Caymmi), Dindi
Piores Faixas: Valeu, Não Me Balança Mais, E Era Copacabana, Contradição


                                                                            Então é isso, um abraço e flw!!!                 

sábado, 17 de outubro de 2026

Review: Palace For The People do Greta Van Fleet

                  

Palace For The People – Greta Van Fleet





















NOTA: 1/10


Recentemente, o Greta Van Fleet retornou com seu 4º álbum, o Palace For The People. Após o Starcatcher, esse trabalho surge como uma tentativa de reunir a experiência acumulada nos últimos álbuns, preservando a grandiosidade e ampliando sua liberdade musical. O título foi inspirado pelo Alexandra Palace, em Londres, e pela ideia de que a música pode funcionar como um espaço coletivo, aberto à experiência humana. A produção, feita por Mike Elizondo, seguiu aquela abordagem de sempre, com um som acessível dentro de um Hard Rock comum. As guitarras continuam no centro, e a seção rítmica continua sendo apenas decente. Já os vocais do Josh Kiszka são completamente insuportáveis, com gritos e berros imprecisos, tornando um som já previsível ainda mais irritante. O repertório é horrível, e as canções são extremamente esquecíveis. Em suma, é um álbum tenebroso de uma banda que nunca sairá da sombra do Led Zeppelin. 

Melhores Faixas: (......................) 
Piores Faixas: Born Into This, Lost In The Golden, Heya, Saw You Stand, Tear It Down, Boughten Bliss, Play Your Games
  

                                                                                 Então um abraço e flw!!!                         

Analisando Discografias - Twisted Teens

                  

Twisted Teens – Twisted Teens





















NOTA: 9/10


No ano de 2024, foi lançado o álbum de estreia autointitulado do Twisted Teens, com uma temática interessante. Formado naquele mesmo ano, na cidade de Nova Orleans, na Louisiana, o grupo é composto pelo vocalista e multi-instrumentista Caspian Halliwell e pelo guitarrista de pedal steel RJ Santos. Os músicos seguem uma direção mais espontânea, valorizando a imperfeição, a personalidade dos integrantes e a sensação de que as músicas estão sendo construídas no próprio momento da execução. A produção, feita pelos próprios músicos, apresenta uma abordagem extremamente caseira, que combina Slacker Rock com Alt-Country, além de influências do Blues, do Rock Garageiro e do Punk. As guitarras privilegiam frases curtas e riffs simples, a seção rítmica é bastante discreta e os vocais do CPN são ásperos e energéticos. O repertório é muito bom, e as canções são muito divertidas. No geral, é um ótimo disco, mesmo com suas limitações. 

Melhores Faixas: Twisted Teen, Tic Tac Toe, Marionette, Waiting For The Whip, Sea Of Love 
Vale a Pena Ouvir: Rando, The Valley Spirit Never Dies

Blame The Clown – Twisted Teens





















NOTA: 8,4/10


No ano seguinte, a dupla voltou com seu segundo álbum, o espontâneo Blame The Clown. Após o álbum de estreia, começou uma nova etapa na trajetória do grupo, aprofundando algumas das características apresentadas no trabalho anterior, mas direcionando o repertório para uma sonoridade mais melódica, com maior presença do Power Pop e composições que enfatizam refrões, melodias e estruturas relativamente diretas. A produção seguiu um caminho bem mais cru e direto, mas com ênfase na melodia. As guitarras continuam sendo fundamentais, mas a produção permite que os elementos do Alt-Country apareçam com maior clareza. Com isso, temos frases melódicas e acordes diretos que aparecem em momentos precisos. Além disso, o uso de uma console steel guitar acrescenta linhas melódicas deslizantes. O repertório é legalzinho, e as canções ficaram um pouco mais introspectivas. Enfim, é um trabalho bacana, mesmo com poucas novidades. 

Melhores Faixas: 100 Bill Is Gone!, Is it Real?, Pekaboo Hand, White Hot Coal, Who Could It Be? 
Vale a Pena Ouvir: Little Seed, Hurricane, Not Real

Florida Water Blues – Twisted Teens





















NOTA: 9,7/10


Então chegamos a 2026, quando o Twisted Teens lançou seu 3º álbum, o Florida Water Blues. Após o Blame The Clown, esse projeto apresenta uma dimensão mais melancólica, na qual personagens desgastados, relações frustradas e situações cotidianas difíceis ocupam uma posição central. A banda continua soando irreverente, mas existe uma sensação mais evidente de cansaço e vulnerabilidade por trás das guitarras distorcidas. A produção segue aquela estética Lo-fi, mas apresenta uma abordagem mais aberta e detalhada. As guitarras continuam ásperas, os vocais mantêm uma textura rouca e a execução conserva aquela sensação de urgência característica do Alt-Country, Slacker Rock e do Punk Garageiro. Além disso, o uso de bateria eletrônica acrescenta preenchimentos abruptos, batidas tortas e interrupções que reforçam a sensação de espontaneidade. O repertório é incrível, e as canções são muito imersivas. No fim, é um baita disco, muito coeso. 

Melhores Faixas: Florida Water Blues, Why Did You Miss It?, Javelina, Hand Me A Cigarette, Riding, Weather The Season, Guided Thunder, Top Of The World Hwy No. 2 
Vale a Pena Ouvir: Swamp, Business

    

Analisando Discografias - Ultraspank

                  

Ultraspank – Ultraspank





















NOTA: 8,8/10


Em 1998, o Ultraspank lançava seu álbum de estreia autointitulado, que trazia uma abordagem interessante. Formada em 1996, na cidade de Santa Barbara, na Califórnia, a banda era composta por Pete Murray (vocais e programação), Neil Godfrey e Jerry Oliviera (guitarras), Dan Ogden (baixo) e Tyler Clark (bateria). A banda inicialmente se chamava Spank, mas teve que mudar de nome para evitar problemas legais. O grupo ganhou muita atenção no underground e despertou o interesse da EMI, que assinou com a banda. A produção do David Bottrill trouxe um som pesado e sombrio, que mesclava Nu Metal com certas influências do Metal industrial. As guitarras possuem riffs graves e distorções densas, enquanto o baixo é robusto e a bateria privilegia a força dos grooves. Os vocais de Pete alternam entre momentos contidos e agressivos. O repertório é excepcional, e as canções são bastante pesadas. No fim, é um ótimo disco, embora tenha acabado sendo limitado pela gravadora. 

Melhores Faixas: 5, Sponge, Slip, Perfect, Burnt 
Vale a Pena Ouvir: Butter, Wrapped, Worn

Progress – Ultraspank





















NOTA: 9/10


No ano de 2000, o Ultraspank lançava seu 2º e último álbum, o ainda mais agressivo Progress. Após o álbum de 1998, o baterista Tyler Clark acabou saindo, e entrou em seu lugar o ex-baterista do Snot, James “Fed” Carol. A banda quis aproveitar parte de sua identidade para desenvolver um repertório que procurasse equilibrar o peso característico de seu som com uma abordagem mais dinâmica. A intenção não era abandonar as suas raízes, mas explorar melhor as possibilidades oferecidas. Produção, feita por Peter Collins, manteve aquela abordagem do Nu Metal, mas com mais elementos do Metal Alternativo. As guitarras alternam entre momentos contidos e riffs distorcidos, as linhas de baixo são encorpadas e a bateria trabalha com grooves marcantes, além dos vocais do Pete Murray, que ficaram mais variados. O repertório é sensacional, e todas as canções são bem robustas. No fim, é um baita disco, e é uma pena que eles tenham encerrado suas atividades. 

Melhores Faixas: Crumble, Click, Push, Jackass, Stuck, Where 
Vale a Pena Ouvir: Smile, Left, Feed


Analisando Discografias - Emílio Santiago

                  Emílio Santiago – Emílio Santiago NOTA: 10/10 Em 1975, Emílio Santiago lançava seu álbum de estreia, que trazia uma aborda...