terça-feira, 13 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Godspeed You! Black Emperor

                 

all lights fucked on the hairy amp drooling – god speed you black emperor!





















NOTA: 3/10


No ano de 1994, o Godspeed You! Black Emperor lançava um trabalho caseiro, o all lights fucked on the hairy amp drooling. Formado naquele mesmo ano em Montreal, no Canadá, por Efrim Menuck (guitarra e vocais), Mike Moya (guitarra) e Mauro Pezzente (baixo), o grupo começou a fazer shows de forma bastante esporádica e logo começou a gravar esse trabalho, que seria muito mais rudimentar, obscuro e experimental, funcionando como um documento de uma fase embrionária do projeto. A produção, feita pelo próprio Efrim, trouxe uma sonoridade extremamente Lo-fi e uma sensação de proximidade física, como se o ouvinte estivesse escutando uma gravação feita em condições bastante precárias. Mesmo com as guitarras servindo como massas sonoras, tudo soa muito inacabado e parece faltar algo mais conciso. O repertório é excessivamente extenso, tendo algumas canções boas e outras ridículas. Enfim, era o começo de tudo, e eles ainda não tinham muito com que trabalhar. 

Melhores Faixas: Diminishing Shine, Beep, Son Of A Diplomat, Daughter Of A Politician, All Angels Gone 
Piores Faixas: $13.13, Buried Ton, Deterior 23, Dadmomdaddy, Shot Thru Tubes, Drifting Intro Open, Three Three Three, Dress Like Shit

F♯ A♯ ∞ - Godspeed You Black Emperor!





















NOTA: 9/10


No ano de 1997, o Godspeed You! Black Emperor lançava seu álbum de estreia, o F♯ A♯ ∞ (F-sharp, A-sharp, Infinity). Após o all lights fucked on the hairy amp drooling, a banda passou a contar com mais um guitarrista (David Bryant), um baixista (Thierry Amar), dois bateristas (Aidan Girt e Bruce Cawdron), dois violinistas (Chris Comte e Norsola Johnson), uma trompetista (Thea Pratt) e um tecladista (Grayson Walker). Com esse trabalho, a banda constrói um mundo apocalíptico marcado por um ciclo de decadência. A produção aposta em uma sonoridade crua e, ao mesmo tempo, atmosférica, combinando Post-Rock com elementos de música ambiente e música de câmara. As guitarras constroem camadas, desenvolvendo crescendos e criando drones, enquanto o uso de sopros e cordas acrescenta uma dimensão emocional, assim como a seção rítmica. O repertório contém 2 faixas bastante densas. Enfim, é um baita disco, muito bem elaborado. 

Melhor Faixa: Nervous, Sad, Poor... 
Vale a Pena Ouvir: Bleak, Uncertain, Beautiful...

Lift Your Skinny Fists Like Antennas To Heaven – Godspeed You Black Emperor!





















NOTA: 9,2/10


Entrando nos anos 2000, o Godspeed You! lançava seu aclamado 2º álbum, o Lift Your Skinny Fists Like Antennas to Heaven. Após o F♯ A♯ ∞, Thea Pratt e Grayson Walker acabaram saindo, enquanto Christophe Comte também deixou a banda e Sophie Trudeau entrou, além da entrada de mais um guitarrista, Roger Tellier-Craig. Esse novo álbum seria uma experiência instrumental extensa, cinematográfica e profundamente atmosférica, funcionando como um grande manifesto sobre a condição humana, a alienação urbana, o capitalismo tardio e a busca desesperada por esperança. A produção do Daryl Smith apostou em um som mais orgânico e interativo, combinando Post-Rock com aquelas influências de drone, música ambiente e de câmara. As guitarras se alternam, as cordas ampliam a dimensão emocional e a seção rítmica é bastante consistente. O repertório contém 4 faixas belíssimas, divididas em movimentos que te prendem. No fim, é um baita disco e um clássico. 

Melhores Faixas: Sleep, Storm 
Vale a Pena Ouvir: Static, Antennas To Heaven...

Yanqui U.X.O. – Godspeed You! Black Emperor





















NOTA: 9/10

Dois anos se passaram até que eles lançassem seu terceiro álbum, o Yanqui U.X.O.. Após o Lift Your Skinny Fists Like Antennas to Heaven, o GY!BE apresenta aqui uma abordagem que mantém a grandiosidade instrumental, mas enfatiza ainda mais o peso das guitarras, a tensão e o desenvolvimento de longas estruturas musicais. O título combina a imagem de um poder militar com a ideia de consequências que permanecem presentes mesmo depois do fim imediato de um conflito. A produção, conduzida dessa vez pelo lendário Steve Albini, resultou em um som muito mais expansivo e denso. As guitarras apresentam notas prolongadas, distorções e sobreposições que modificam gradualmente a percepção da música, enquanto as cordas criam um contraste com momentos que oscilam entre delicadeza e agressividade, mantendo uma dinâmica consistente. O repertório contém 5 faixas bastante atmosféricas. No final, é outro disco incrível e tenso. 

Melhores Faixas: 09-15-00, Rockets Fall On Rocket Falls. 
Vale a Pena Ouvir: Motherfucker=Redeemer, 09-15-00 (Cont.), Motherfucker=Redeemer (Cont.)

'Allelujah! Don't Bend Ascend – God’s Pee





















NOTA: 8,8/10


Passaram-se dez anos até que o Godspeed You! retornasse com Allelujah! Don't Bend! Ascend!. Após o Yanqui U.X.O., a banda passou por alguns problemas, como o episódio de 2003, quando seus integrantes foram confundidos com terroristas, além de divergências musicais que levaram o grupo a entrar em um hiato. Quando retornou, a formação era praticamente a mesma, mas Bruce Cawdron decidiu sair e, em seu lugar, entrou Timothy Herzog. Com isso, a banda quis reunir o que fazia de melhor, como longas composições instrumentais, gravações de campo e drones. A produção foi realizada em parceria com Howard Bilerman, seguindo uma abordagem crua e analógica. As guitarras funcionam como linhas melódicas repetitivas ou massas de distorção, a seção rítmica contribui para o avanço das composições e as cordas acrescentam dimensão sonora. O repertório possui 4 faixas bastante sombrias e densas. No final, é um disco bacana e que é muito coeso. 

Melhores Faixas: Mladic, We Drift Like Worried Fire 
Vale a Pena Ouvir: Strung Like Lights At Thee Printemps Erable, Their Helicopters' Sing

Asunder, Sweet And Other Distress – Godspeed You! Black Emperor





















NOTA: 2,5/10


Em 2017, o Godspeed You! retornava com mais um trabalho, o Luciferian Towers. Após o Asunder, Sweet and Other Distress, a banda queria fazer um projeto que preservasse sua identidade característica sem recorrer tanto ao drone. Além disso, o título combina o imaginário religioso associado a Lúcifer com a ideia de torres, construções verticais e símbolos de autoridade. Essa combinação cria uma imagem de grandeza que também pode ser interpretada como opressiva ou decadente. A produção seguiu um caminho mais orgânico e um pouco mais organizado. As guitarras voltaram a apresentar riffs repetitivos, com maior foco na distorção, enquanto as cordas acrescentam um lado mais melancólico, criando uma combinação interessante. Mas é aquilo: tudo soa como uma repetição do que a banda já fez anteriormente, só que sem brilho. O repertório é fraco, com poucas faixas realmente interessantes. Enfim, é outro trabalho ruim e monótono. 

Melhor Faixa: Bosses Hang 
Piores Faixas: Anthem For No State, Undoing A Luciferian Towers, Fam / Famine

Luciferian Towers – Godspeed You! Black Emperor





















NOTA: 8,5/10


Três anos se passam, e os Pixies voltam com outro ótimo álbum, o Beneath the Eyrie. Após o Head Carrier, eles decidiram fazer algo bem mais diferenciado, explorando um universo nunca imaginado. Existe uma atmosfera mais sombria, quase gótica em determinados momentos, com referências a criaturas estranhas, religião, morte, natureza e situações misteriosas. Black Francis continua utilizando sua maneira peculiar de escrever, mas agora as imagens parecem dialogar ainda mais diretamente com a música. A produção seguiu uma sonoridade mais orgânica e encorpada, que junta tanto Rock Alternativo quanto Rock Gótico. As guitarras variam entre riffs pesados, linhas melódicas e passagens mais atmosféricas. O baixo ficou mais presente e a bateria é bem eficiente, enquanto os vocais do Black Francis alternam muito bem entre momentos melódicos e agressivos. O repertório é muito legal, e as canções são bem noturnas. No geral, é um disco bacana e merece ser redescoberto. 

Melhores Faixas: Catfish Kate, Graveyard Hill, Daniel Boone, Ready For Love, Long Rider
Vale a Pena Ouvir: Silver Bullet, This Is My Fate, St. Nazaire

G_d's Pee At State's End! – Godspeed You! Black Emperor





















NOTA: 4/10


Quatro anos se passaram até que eles voltassem com um novo disco, o G_d's Pee at State's End!. Após o Luciferian Towers, a banda quis organizar o álbum em duas composições longas, separadas em movimentos, como no período do Lift Your Skinny, e outras duas peças instrumentais mais curtas, criando uma estrutura que combina desenvolvimento prolongado e mudanças de perspectiva. Produção, feita por Jace Lasek, resultou em uma sonoridade mais orgânica. As guitarras continuam apresentando padrões repetitivos, mas ganham dimensão à medida que são acompanhadas por novos instrumentos e pela intensificação da distorção. A seção rítmica está mais discreta, e as cordas acrescentam aquela sensação de melancolia, mesmo que tudo continue muito arrastado e explore ideias anteriores. O repertório é ruim, com apenas uma faixa interessante. No fim, é um álbum fraco, de uma banda que virou cover de si mesma. 

Melhor Faixa: “Government Came” (9980.0 kHz 3617.1 kHz 4521.0 kHz) / Cliffs Gaze / Cliffs’ Gaze At Empty Waters’ Rise / Ashes To Sea Or Nearer To Thee 
Piores Faixas: A Military Alphabet (Five Eyes All Blind) (4521.0 kHz 6730.0 kHz 4109.09 kHz) / Job’s Lament / First Of The Last Glaciers / Where We Break How We Shine (Rockets For Mary), Our Side Has To Win (For D.H.), Fire At Static Valley

No Title As Of 13 February 2024 28,340 Dead – Godspeed You! Black Emperor





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2024, quando o God’s Pee lançou seu álbum mais recente, o No Title As Of 13 February 2024 28,340 Dead. A banda quis fazer um trabalho temático, já que o título faz referência às 28.340 mortes palestinas contabilizadas até 13 de fevereiro de 2024, segundo o número citado pela própria banda no contexto da guerra em Gaza. Dessa forma, a obra apresenta uma data e uma contagem de mortos, confrontando diretamente o ouvinte com a dimensão humana da violência. A produção, feita mais uma vez por Jace Lasek, resultou em um som mais denso. As guitarras alternam entre melodias claras e acúmulos de ruídos, distorções e reverberação, até perderem parte de sua definição individual. As cordas acabam transmitindo uma sensação de fragilidade e uma possibilidade de alívio, mesmo que tudo soe repetitivo e faltando mais variação. O repertório é mediano, com ótimas canções e outras tediosas. Em suma, é um álbum irregular e mais do mesmo. 

Melhores Faixas: Babys In A Thundercloud, Pale Spectator Takes Photographs 
Piores Faixas: Grey Rubble — Green Shoots, Broken Spires At Dead Kapitalc


                                                                                    Então é só e flw!!!    

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Review: Drainland do Michael Gira

                   

Drainland – M. Gira





















NOTA: 9/10


Voltando para 1995, Michael Gira lançava seu único álbum solo, o interessante Drainland. Antes de lançar The Great Annihilator com o Swans, o cantor constrói aqui um universo próprio, marcado por uma atmosfera sufocante e uma abordagem profundamente desconfortável da experiência humana. Sua força está na maneira como transforma pequenos gestos, silêncios, ruídos e interpretações vocais carregadas de tensão em elementos centrais da composição. A produção, realizada em conjunto com Jarboe e Bill Rieflin, segue um som sombrio que combina Rock Experimental, Neofolk e elementos industriais. Os arranjos são econômicos em sua maioria, com instrumentos acústicos que acrescentam uma carga emocional às composições, enquanto as texturas instrumentais deixam uma sensação de abandono e os vocais são graves e carregados de tensão. O repertório é incrível, e as canções são carregadas de desilusão. Em suma, é um belo disco e muito profundo. 

Melhores Faixas: Blind, Where Does Your Body Begin?, You See Through Me, Fan Letter, Your Naked Body 
Vale a Pena Ouvir: Why I Ate My Wife, Low Life Form,
 

                                                                                        É isso, então flw!!!             

Analisando Discografias - Swans: Parte 2

                 

To Be Kind – Swans




















NOTA: 1/10


Se passaram três anos até o Swans voltar com um novo disco, o agressivo To Be Kind. Após o The Seer, a banda quis dar continuidade à sua proposta, mas apresentou uma organização ainda mais concentrada em padrões rítmicos insistentes, riffs repetitivos e explosões de intensidade. A banda parece compreender cada vez melhor como utilizar a repetição para criar movimento, fazendo com que estruturas aparentemente simples adquiram dimensões enormes ao longo de vários minutos. A produção seguiu um som denso e sombrio, que juntou Rock Experimental com Post-Rock, além de elementos do Krautrock e do Noise Rock. As guitarras alternam entre crescendos, riffs repetitivos e distorções, a cozinha rítmica é bem consistente, criando a sensação de uma marcha interminável, e os vocais de Michael Gira continuam bastante variados, mesmo que tudo soe monótono. O repertório contém um monte de músicas insuportáveis. Enfim, é outro álbum cansativo da banda. 

Melhores Faixas: (............................) 
Piores Faixas: Nathalie Neal, Bring The Sun / Toussaint L'Ouverture, Screen Shot, Kirsten Supine, To Be Kind

The Glowing Man – Swans





















NOTA: 1/10


Mais dois anos se passam até o Swans voltar com outro disco, o The Glowing Man. Após o To Be Kind, esse novo álbum procura explorar de maneira ainda mais profunda a relação entre repetição, atmosfera, transformação e transcendência. O som continua intenso, e várias passagens apresentam uma instrumentação capaz de produzir uma enorme pressão sonora. A diferença está na maneira como essa intensidade é organizada. A produção continua bem densa, só que agora foram colocados ainda mais detalhes nos arranjos. As guitarras continuam servindo como fontes de textura e distorção, o baixo e a bateria ficaram mais estáveis, e a percussão traz aquela sensação ritualística, assim como os vocais de Michael Gira. Além disso, há passagens que dialogam com a música ambiente e o totalismo, só que tudo aquilo é bastante arrastado. O repertório novamente é horrível, e as canções são medíocres. No geral, é outro álbum fraco e pretensioso. 

Melhores Faixas: (.............................) 
Piores Faixas: People Like Us, Finally, Peace, When Will I Return?, Cloud Of Unknowing, Cloud Of Forgetting

leaving meaning. – Swans





















NOTA: 1/10


Chegando ao fim da década de 2010, a banda lançava seu 15º álbum, o leaving meaning. Após o The Glowing Man, o Swans quis fazer algo um pouco mais variado. A formação passou por mudanças, com a entrada do pianista Paul Wallfisch, do baterista Larry Mullins e do baixista Yoyo Röhm. Michael Gira então passou a demonstrar interesse em explorar outras possibilidades dentro de sua linguagem, permitindo que as músicas assumissem formas diferentes e que os instrumentos tivessem funções mais flexíveis. A produção seguiu um som mais amplo, passando a incorporar mais elementos do Neofolk, do Country e de abordagens vanguardistas. As guitarras estão mais variadas, a seção rítmica está mais discreta, e a percussão e os instrumentos de sopro aparecem mais na construção das atmosferas, ampliando a sensação de estranheza, só que tudo continua sem coesão. O repertório, como sempre, é muito ruim, com canções chatíssimas. No fim, é outro álbum péssimo deles. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Sunfucker, Amnesia, My Phantom Limb, Annaline, The Nub

The Beggar – Swans





















NOTA: 1/10


Em 2023, o Swans retornou com mais um trabalho novo, o The Beggar, em meio a várias mudanças. Após o Leaving Meaning, a banda passou por algumas baixas, como o falecimento do multi-instrumentista Bill Rieflin e as saídas do Thor Harris, Paul Wallfisch e Yoyo Röhm. Com isso, Gira quis equilibrar a disposição para construir músicas a partir de pequenas células rítmicas e camadas instrumentais que se transformam lentamente com uma dimensão mais meditativa e uma instrumentação quase ambiental. A produção seguiu um som orgânico e recheado de nuances, sendo meio que uma junção de tudo o que eles já fizeram. As guitarras ficaram ainda mais texturizadas, a cozinha rítmica funciona como um mecanismo constante, e elementos como drones, reverbs e afins ampliam uma sensação de introspecção, só que tudo soa muito vazio. O repertório é terrível, e as canções são todas insuportáveis. Enfim, é mais um trabalho medíocre e arrastado. 

Melhores Faixas: (................................) 
Piores Faixas: The Beggar, Unforming, Paradise Is Mine, Los Angeles: City Of Death, The Beggar Lover (Three) (43 MINUTOS MANO)

Birthing – Swans





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2025, quando o Swans lançou seu 17º e mais recente álbum, o Birthing. Após o The Beggar, Michael Gira descreveu esse novo trabalho como sua última incursão nesse universo sonoro expansivo, antecipando uma mudança de direção para a banda. Além disso, o título combina com a ideia de criação e transformação que atravessa o trabalho. As composições parecem surgir de estruturas rudimentares e ganhar corpo por meio da interação entre os músicos. A produção, feita pelo próprio Gira, apresenta bem mais variedade nas texturas e camadas, não ficando apenas no Post-Rock, já que incorpora várias influências anteriores. As guitarras possuem notas prolongadas e linhas flutuantes. A seção rítmica ficou mais tensa, e os teclados são mais atmosféricos, mas tudo continua muito pretensioso e excessivamente arrastado. O repertório é terrível, e as canções são muito exageradas. No geral, é um álbum carregado de monotonia. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: Birthing, The Merge, The Healers, Red Yellow


domingo, 11 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Swans: Parte 1

                 

Filth – Swans





















NOTA: 1/10


No ano de 1983, o Swans lançava seu peculiar álbum de estreia, intitulado Filth. Formada em 1981, na cidade de Nova York, por Michael Gira (vocais e baixo) e Jonathan Kane (bateria), a banda surgiu em um período marcado pelo No Wave, movimento que reunia bandas experimentais com uma visão de mundo niilista, abrasiva, confrontadora e antissistema. Nesse meio-tempo, Gira e Kane lançaram um EP e assinaram com a Neutral Records, fechando a formação com Roli Mosimann (bateria), Norman Westberg (guitarra) e Harry Crosby (baixo). A produção, feita pela própria banda, traz um som seco e carregado, que combina Post-Punk, Noise Rock, Pigfuck e o nascente Rock Industrial. O álbum conta com guitarras agressivas, baterias quase mecânicas e um baixo dissonante, além da interpretação ameaçadora de Gira, mas tudo é muito chato. O repertório é péssimo, e as canções são muito monótonas. Enfim, é um álbum terrível e entediante. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: Stay Here, Blackout, Right Wrong, Freak

Cop – Swans





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, o Swans retornava com seu 2º álbum, intitulado Cop, que era ainda mais abrasivo. Após o Filth, o baterista Jonathan Kane acabou saindo, deixando a banda apenas com Roli Mosimann na bateria. Para esse trabalho, em vez de construir uma experiência coerente, na qual os riffs, a bateria, o baixo e os vocais funcionam como partes de uma estrutura sonora opressora, a banda explorou um conceito que faz referência ao serviço policial e utiliza essa ideia como metáfora de sensações relacionadas à dominação, à violência e à submissão. A produção trouxe um som ainda mais sujo e denso. A bateria ainda possui aquela sensação mecânica, com seus golpes industriais, enquanto o baixo oferece uma base opressora e as guitarras continuam dissonantes. Mas, como sempre, tudo soa muito arrastado e carregado de monotonia. O repertório é terrível, e as canções parecem cópias das do álbum anterior. No fim, é apenas outro álbum péssimo, que se escora no antecessor. 

Melhores Faixas: (.............................) 
Piores Faixas: Clay Man, Half Life, Butcher, Job

Greed – Swans





















NOTA: 1/10


Dois anos se passaram até a banda voltar com mais um disco, o Greed, que trouxe algumas mudanças. Após o Cop, o Swans começou a explorar uma sonoridade que preserva o desconforto e a repetição, mas amplia as possibilidades de instrumentação. Além disso, houve a entrada de vários novos integrantes, como Jarboe, que atuava como segunda vocalista em determinados momentos, e os bateristas Ronaldo Gonzalez e Ivan Nahem. A produção, feita pelo próprio Michael Gira junto com Estabon, mantém aquele som áspero, mas com mais detalhes. O uso de guitarras, baixo e bateria continua presente, mas agora esses instrumentos passam a dialogar com piano, camadas vocais, texturas ambientais e diferentes configurações rítmicas, deixando a sonoridade mais orientada ao Rock Industrial, embora tudo continue muito monótono. O repertório é horrível, e as canções são muito arrastadas. Enfim, é mais um trabalho chato da banda. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Heaven, Fool, Nobody, Money Is Flesh

Holy Money – Swans





















NOTA: 1/10


Apenas um mês depois, o Swans já lançava mais um álbum, o Holy Money, que não trouxe tantas novidades. Após o Greed, a banda continuou na mesma direção, aprofundando a combinação entre brutalidade, solenidade e experimentação. Michael Gira permanece no centro dessa identidade. Sua visão artística não se limita à construção de músicas pesadas: existe um interesse evidente em explorar relações humanas marcadas por violência, submissão, poder, obsessão e degradação. A produção permaneceu relativamente a mesma, mas agora o som passou a apresentar mais camadas. A cozinha rítmica continua servindo como base de tudo, enquanto as guitarras do Norman Westberg acrescentam dissonância e aspereza, o piano introduz uma carga sombria e os vocais continuam ameaçadores, embora tudo soe muito inexpressivo. O repertório é chato, e as canções são simplesmente ruins. Enfim, é outro trabalho fraco e sem expressão. 

Melhores Faixas: (...............) 
Piores Faixas: Another You, Coward, Fool (# 2), You Need Me

Children Of God – Swans





















NOTA: 1,2/10


Aí, no ano seguinte, o Swans lançou seu aclamado 6º álbum, o Children of God. Após o Holy Money, a banda teve a entrada definitiva de Ted Parsons na bateria e, além disso, assinou com a Caroline Records. Para esse trabalho, decidiu preservar boa parte da brutalidade característica do grupo, mas passou a incorporar elementos da música industrial, do Post-Punk, do Neofolk e, principalmente, referências religiosas e gospel. A produção de Rico Conning, em parceria com Michael Gira, resultou em uma sonoridade bem mais experimental, além de elementos do Rock Gótico. As guitarras continuam pesadas e dissonantes, mas agora dialogam com a seção rítmica, que ficou mais hipnótica, e com o uso ocasional de arranjos orquestrados, além, é claro, dos vocais variados do Michael e Jarboe. No entanto, tudo é muito pretensioso e excessivamente dramático. O repertório é ruim, e as canções são todas muito repetitivas. No fim, é um álbum fraco e muito impreciso. 
Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Beautiful Child, Trust Me, In My Garden, Like A Drug (Sha La La La), Sex God Sex

The Burning World – Swans





















NOTA: 1/10


Chegando ao fim dos anos 80, a banda lançava mais um álbum, o The Burning World. Após o Children of God, o Swans decidiu dar continuidade à aproximação de formas mais acessíveis de composição, mas modificou o equilíbrio que havia tornado o trabalho anterior tão interessante. Aqui, a banda se aproxima mais claramente do Folk, do Rock Alternativo e de estruturas melódicas tradicionais. Além disso, houve a entrada de Jason Asnes no baixo e de Virgil Moorefield na bateria, e a banda passou a integrar o catálogo da gravadora Uni. A produção do Bill Laswell, com pitacos do Michael Gira, seguiu uma abordagem mais limpa e acessível, na qual os instrumentos são dispostos de maneira a valorizar as melodias e as interpretações vocais, resultando em uma combinação sem graça de Neofolk com Rock Gótico. Fora isso, Gira virou uma espécie de Johnny Cash sem grife. O repertório é tenebroso, e as canções são muito genéricas. Enfim, é um álbum terrível e esquecível. 

Melhores Faixas: (........zzzz.......) 
Piores Faixas: Jane Mary, Cry One Tear, Let It Come Down, Mona Lisa, Mother Earth, Saved, The River That Runs With Love Won't Run Dry

White Light From The Mouth Of Infinity – Swans





















NOTA: 1,2/10


No ano de 1991, o Swans retornava com um novo álbum, o White Light From The Mouth of Infinity. Após o The Burning World, a banda passou por algumas mudanças, com a entrada dos guitarristas Kristof Hahn e Clinton Steele, além de Anton Fier na bateria e Jenny Wade no baixo. Além disso, em vez de continuar trocando de gravadora, Michael Gira fundou seu próprio selo independente, a Young God Records. Nesse novo álbum, a banda decidiu recuperar a agressividade que havia deixado de lado e combiná-la com seu lado melódico. A produção, feita inteiramente por Michael Gira, seguiu uma abordagem densa, que mais uma vez combinava Neofolk com Rock Gótico. As guitarras alternam entre momentos pesados e camadas atmosféricas, a cozinha rítmica apresenta maior variedade e os violões ganham mais destaque, mas tudo continua muito sem imersão. O repertório é ruim, e as canções são completamente sem graça. No final, é um álbum chato e mais do mesmo. 

Melhores Faixas: (................................) 
Piores Faixas: Better Than You, You Know Nothing, Miracle Of Love, Song For Dead Time, When She Breathes, We Will Survive

Love Of Life – Swans





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, a banda lançou praticamente uma continuação de seu trabalho anterior, o Love of Life. Após o White Light From the Mouth of Infinity, Vincent Signorelli entrou temporariamente na banda como segundo baterista, enquanto Algis Kizys se tornou o novo baixista. Esse álbum apresenta uma estrutura mais fragmentada, alternando canções completas, passagens instrumentais, pequenas peças atmosféricas e momentos que parecem funcionar como interlúdios. A produção manteve aquela sonoridade densa, só que um pouco mais limpa, alternando entre passagens pesadas, músicas mais convencionais, instrumentos acústicos e pequenas composições instrumentais. No entanto, tudo continua sendo uma repetição do álbum anterior, com uma verdadeira encheção de linguiça por meio dos interlúdios e um uso de teclados que deixa tudo muito datado. O repertório é horrível, e as canções são muito medíocres. Enfim, é outro trabalho que se escora no anterior. 

Melhores Faixas: (......................................) 
Piores Faixas: Her, Love of Life, God Loves America, Amnesia, The Golden Boy That Was Swallowed By The Sea

The Great Annihilator – Swans





















NOTA: 1/10


Em 1995, o Swans lançava aquela que seria uma espécie de obra definitiva de sua fase clássica, o The Great Annihilator. Após o Love of Life, a banda dispensou Ted Pearson, que foi substituído por Bill Rieflin, do Ministry. A banda decidiu fazer um trabalho que estabelece um equilíbrio interessante entre acessibilidade, repetição, peso e atmosfera. Algumas composições parecem avançar com uma energia quase mecânica, enquanto outras criam ambientes sombrios, contemplativos ou perturbadores. A produção ficou bem mais densa e atmosférica, combinando Post-Punk, Rock Experimental e Rock Gótico, além de alguns elementos da música industrial. As guitarras ficaram muito mais variadas, o baixo apresenta linhas hipnóticas, a bateria soa mais firme e os vocais de Michael Gira e Jarboe são bastante vulneráveis, mas tudo é extremamente arrastado e dramático até demais. O repertório é horrível, e as canções são insuportáveis. No final, é um álbum medíocre e cansativo. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: My Buried Child, Telepathy, Where Does A Body End?, I Am The Sun, In, Mind/Body/Light/Sound

Soundtracks For The Blind – Swans





















NOTA: 1,5/10


No ano de 1996, o Swans lançava seu aclamadíssimo álbum, o Soundtracks for the Blind. Após o The Great Annihilator, Michael Gira estava exausto das exigências financeiras e criativas de manter o Swans e decidiu fazer uma declaração final definitiva. Ao longo dos anos, ele acumulou uma grande coleção de gravações, que variavam de fitas cassete portáteis e material de vigilância a sons encontrados e sessões multitrack. A produção, feita pelo próprio Gira, seguiu uma abordagem atmosférica e bastante carregada, que combinava Rock Experimental e Post-Rock, além de incorporar elementos industriais, música ambiente e colagem sonora. As guitarras são cheias de texturas, criando até mesmo drones, enquanto a cozinha rítmica é controlada e o uso de gravações da Jarboe e Gira está sempre presente, resultando em uma bagunça pretensiosa. O repertório é ruim, e as canções são muito arrastadas. No final, é um álbum fraco e bastante superestimado. 

Melhores Faixas: (...................................) 
Piores Faixas: How They Suffer, Minus Something, YRP, Helpless Child, Red Velvet Corridor, Surrogate 2, Surrogate Drone, Hypogirl

My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky – Swans





















NOTA: 1/10


Foi apenas em 2010 que o Swans retornou com o álbum My Father Will Guide Me Up a Rope to the Sky. Após o Soundtracks for the Blind, Michael Gira acabou se dedicando a outros projetos e, claro, decidiu dar uma pequena descansada, enquanto Jarboe não retornou à banda. Somente depois de vários anos o grupo foi revivido, contando com Norman Westberg e Kristof Hahn nas guitarras e multi-instrumentista Bill Rieflin, como antes, além da entrada do baixista Chris Pravdica e dos bateristas Thor Harris e Phil Puleo. A produção tem aquela sonoridade áspera de sempre, incorporando as influências adquiridas ao longo dos anos. As guitarras são pesadas e cheias de camadas, o baixo ficou mais encorpado e a bateria volta a ser mecânica, enquanto o uso de instrumentos acústicos também está presente. Só que tudo parece uma colcha de retalhos. O repertório é horrível, e as canções são bastante insuportáveis. Mas, enfim, a banda retornou fazendo mais um trabalho chato. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: Eden Prison, You Fucking People Make Me Sick, My Birth, Jim

The Seer – Swans





















NOTA: 1,3/10


Dois anos se passaram até o Swans lançar seu 12º álbum, o megalomaníaco The Seer. Após o My Father Will Guide Me Up a Rope to the Sky, esse novo projeto seria uma síntese de diferentes aspectos deles. De um lado, existe a agressividade industrial e o peso opressivo dos primeiros trabalhos; de outro, aparecem elementos do Post-Rock, do experimentalismo, dos drones e de passagens próximas de uma espécie de Rock Progressivo desconstruído. A produção do Michael Gira foi, como sempre, bastante orgânica e apresentou um som muito mais ameaçador. O uso de repetição e de crescendos ficou mais constante, com as guitarras explorando distorções, notas prolongadas e texturas que se transformam gradualmente. A cozinha rítmica transmite uma sensação quase de marcha ou ritual, mas tudo é muito inexpressivo e excessivamente arrastado. O repertório é ruim, e as canções nem são tão interessantes. No final, é um álbum medíocre e também superestimado. 

Melhores Faixas: (............................) 
Piores Faixas: The Wolf, The Apostate, The Daughter Brings The Water, Mother Of The World

                                                                                 Então um abraço e flw!!!                       

Analisando Discografias - Godspeed You! Black Emperor

                  all lights fucked on the hairy amp drooling – god speed you black emperor! NOTA: 3/10 No ano de 1994, o Godspeed You! Blac...