domingo, 19 de julho de 2026

Review: Daughter From Hell da Gracie Abrams

                   

Daughter From Hell – Gracie Abrams





















NOTA: 1/10


Recentemente, a Gracie Abrams voltou com seu 3º álbum, o Daughter From Hell. Após o The Secret of Us, e depois de a cantora conquistar grande relevância na mídia, ela decidiu adotar uma abordagem emocionalmente mais pesada, menos focada em relacionamentos específicos e mais voltada para ansiedade, culpa, amadurecimento, pressão da fama, identidade e autodestruição. A produção, feita por ela em conjunto com Aaron Dessner e Dan Nigro, é extremamente limpa e acessível, com guitarras limpas, piano, sintetizadores discretos e bateria orgânica. Porém, o disco apresenta arranjos mais cinematográficos e climáticos do que seus antecessores. Só que tudo aqui soa como um álbum de Folk e Alt-Pop extremamente sem graça, repleto dos clichês mais previsíveis, e os vocais sussurrados da Gracie não empolgam. O repertório é simplesmente terrível, com canções repetitivas e genéricas. Em suma, é outro álbum péssimo e sem ambição. 

Melhores Faixas: (..................................................) 
Piores Faixas: What If It’s Right?, Sober, Men Like You, The Knife, Hit The Wall, Look At My Life
 

                                                                                   É isso, então flw!!!                 

Analisando Discografias - Cocteau Twins

                 

Garlands – Cocteau Twins





















NOTA: 9/10


Em 1982, o Cocteau Twins lançava seu álbum de estreia, intitulado Garlands, trazendo algo inovador. Formado em 1979, na cidade de Grangemouth, Stirlingshire, na Escócia, por Robin Guthrie (guitarra e bateria eletrônica) e Will Heggie (baixo), o grupo acabou conhecendo a jovem Elizabeth Fraser, que se tornou a vocalista da banda. Eles chamaram a atenção da gravadora 4AD, que viu neles exatamente o que buscava: uma sonoridade atmosférica, melancólica e pouco convencional. A produção foi feita pela banda junto com Ivo Watts-Russell, criando um som cinematográfico e denso. As guitarras são distorcidas, cheias de eco e feedback. As linhas de baixo são repetitivas, hipnóticas e ameaçadoras, e a bateria é seca e minimalista. Os vocais da Elizabeth são usados como uma textura, resultando em um Post-Punk com Ethereal Wave. O repertório é ótimo, e as canções são bastante imersivas. Enfim, é um excelente álbum de estreia que mostrava um caminho promissor. 

Melhores Faixas: Wax And Wane, Shallow Then Halo, The Hollow Men 
Vale a Pena Ouvir: Blood Bitch, Garlands

Head Over Heels – Cocteau Twins





















NOTA: 9,8/10


No ano seguinte, o Cocteau Twins lançava seu sensacional 2º álbum, o Head Over Heels. Após o Garlands, Elizabeth Fraser e Robin Guthrie começaram a abandonar aquelas referências do Post-Punk tradicional para construir uma identidade completamente própria. No entanto, eles passaram a atuar como uma dupla devido à saída do baixista Will Heggie, com Guthrie assumindo o baixo de forma temporária. A produção ficou mais sofisticada e seguiu por um caminho mais cinematográfico. As guitarras possuem verdadeiras camadas de timbres. Chorus, delay, reverb e diversas formas de processamento transformam a guitarra em algo próximo de sintetizadores. As baterias ficaram mais variadas, e Elizabeth Fraser agora apresenta vocais que trabalham sílabas, registros extremamente agudos e melodias imprevisíveis, juntando Rock gótico com Ethereal Wave. O repertório é sensacional, e as canções são bastante atmosféricas. No geral, é um baita disco e um clássico absoluto. 

Melhores Faixas: Sugar Hiccup, Musette And Drums, Five Ten Fiftyfold, In Our Angelhood, The Tinderbox (Of A Heart) 
Vale a Pena Ouvir: My Love Paramour, Glass Candle Grenades

Treasure – Cocteau Twins





















NOTA: 10/10


Em 1984, o Cocteau Twins lançava seu atemporal e clássico 3º álbum, o Treasure. Após o Head Over Heels, Elizabeth Fraser e Robin Guthrie já haviam encontrado uma identidade artística praticamente única. A entrada definitiva de Simon Raymonde, que assumiu o baixo e os teclados após a saída de Will Heggie, completou a formação clássica da banda e trouxe uma nova dimensão harmônica às composições. A produção foi bem refinada e bastante cinematográfica. As guitarras utilizam efeitos como chorus, delay, reverberação e modulações para transformar o instrumento em uma fonte praticamente inesgotável de texturas. O baixo é extremamente elegante, a bateria é bastante sutil, e os vocais da Elizabeth abandonam qualquer compromisso com uma dicção convencional. Com isso, temos as bases do Ethereal Wave e do Dream Pop. O repertório é sensacional, sendo praticamente uma coletânea de grandes canções. No fim, é um álbum fantástico e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Lorelei, Donimo, Ivo, Pandora (For Cindy), Persephone 
Vale a Pena Ouvir: Amelia, Aloysius, Beatrix

Aikea-Guinea – Cocteau Twins





















NOTA: 8,4/10


Mais um ano se passou, e o Cocteau Twins lançava um de seus vários EPs, o Aikea-Guinea. Após o Treasure, a banda voltou a lançar um EP, formato que sempre serviu como um laboratório de ideias para lançamentos futuros, e aqui revela uma faceta um pouco mais leve, espontânea e até acessível. A atmosfera continua profundamente etérea, mas existe uma sensação maior de movimento e luminosidade. A produção foi bem mais limpa, mas seguiu aquela estética característica. Robin Guthrie continua utilizando inúmeras camadas de guitarra processadas com chorus, delay e reverberação, só que de forma mais fluida. A bateria ficou bem mais simples, enquanto Simon Raymonde desenvolve melodias próprias com seu baixo, dialogando constantemente com as guitarras. Os vocais da Elizabeth Fraser alternam registros agudos, médios e graves com enorme naturalidade. O repertório contém 4 faixas muito boas e etéreas. Enfim, é um belo EP e mostrava o caminho para o futuro.

Melhores Faixas: Aikea-Guinea, Quisquose 
Vale a Pena Ouvir: Kookaburra, Rococo

Victorialand – Cocteau Twins





















NOTA: 9,2/10


No começo de mais um ano, a banda lançou seu 4º álbum de estúdio, o Victorialand. Após o Aikea-Guinea, Elizabeth Fraser e Robin Guthrie optaram por reduzir drasticamente os elementos musicais. O resultado foi o álbum mais minimalista, contemplativo e silencioso de toda a carreira do grupo. Outro fator importante é que Simon Raymonde não participou das gravações por estar envolvido em outros projetos naquele período. A produção foi extremamente atmosférica em todos os sentidos. O som dialoga com o Dream Pop, mas tem muita influência do que viria a ser o Ambient Pop. As guitarras seguem aquele padrão, só que agora são muito mais leves. A ausência quase completa da bateria modifica profundamente o ritmo do álbum, assim como a falta do baixo deixa um espaço maior para que os vocais da Elizabeth sirvam como um instrumento. O repertório é incrível, e as canções são bem aconchegantes e suaves. Enfim, é um belo disco e muito ousado. 

Melhores Faixas: Lazy Calm, Oomingmak, Little Spacey, Whales Tails, The Thinner The Air Vale a Pena Ouvir: Feet-Like Fins, How To Bring A Blush To The Snow

The Moon And The Melodies – Harold Budd ▪ Elizabeth Fraser ▪ Robin Guthrie ▪ Simon Raymonde





















NOTA: 9/10


Meses depois, o Cocteau Twins lançou um álbum colaborativo com Harold Budd, o The Moon and the Melodies. Após o Victorialand, o trio vinha de uma sequência criativa impressionante. Os EPs de 1985 mostravam uma banda completamente segura de sua linguagem, mas agora a presença de Harold Budd traz uma concepção musical baseada na repetição, no silêncio e na valorização do espaço entre as notas. A produção, feita por ambos, resultou em um som extremamente elaborado. A guitarra do Robin Guthrie continua repleta de chorus, delay e reverberação, mas agora cada nota recebe muito mais espaço para respirar. O piano do Budd aposta em pequenas frases repetidas, acordes espaçados e notas sustentadas por longos períodos. Os vocais da Elizabeth Fraser tornam-se ainda mais suaves, quase transparentes. O repertório é incrível, e as canções são melódicas e mais cadenciadas. No fim, é um trabalho muito bacana e que deve ser ouvido com atenção. 

Melhores Faixas: Sea, Swallow Me, Bloody And Blunt, Memory Gongs 
Vale a Pena Ouvir: The Ghost Has No Home, Why Do You Love Me?

Blue Bell Knoll – Cocteau Twins





















NOTA: 9,9/10


Se passaram então dois anos para o Cocteau Twins lançar mais um disco, o Blue Bell Knoll. Após o The Moon and the Melodies, com Harold Budd, a banda decidiu fazer um trabalho muito mais luminoso, fluido e colorido. Há uma sensação constante de movimento, como se cada música estivesse em permanente transformação, mas sem perder a delicadeza que sempre caracterizou o grupo. A produção foi bem mais ampla e seguiu por um caminho mais dinâmico. Nas guitarras, existe uma clareza muito maior entre as diversas camadas, principalmente no uso de efeitos como chorus, delay e reverberação, que ficaram mais precisos. A bateria ficou bem definida, e o baixo do Simon Raymonde constrói linhas extremamente melódicas. Os vocais da Elizabeth Fraser têm um controle absoluto sobre dinâmica, timbre e articulação. O repertório é excepcional, e as canções são brilhantes e surrealistas. No geral, é um trabalho maravilhoso e que parecia representar o auge da banda. 

Melhores Faixas: Carolyn's Fingers, Athol-Brose, Blue Bell Knoll, The Itchy Glowbo Blow, Cico Buff, For Phoebe Still A Baby 
Vale a Pena Ouvir: Ella Megalast Burls Forever, Suckling The Mender

Heaven Or Las Vegas – Cocteau Twins





















NOTA: 10/10


Entrando nos anos 90, o Cocteau Twins nos presenteava com outro álbum atemporal, o Heaven or Las Vegas. Após o Blue Bell Knoll, os integrantes passavam por dificuldades, enquanto lidavam com mudanças profundas em suas vidas particulares. Ao mesmo tempo, Elizabeth Fraser experimentava a maternidade, fator que influenciou o tom emocional de várias composições. A produção é extremamente sofisticada e clara. As guitarras continuam etéreas, mas parecem mais luminosas, com o uso de delay e reverb de forma precisa. As linhas de baixo do Simon Raymonde continuam bem elegantes, a bateria é bastante definida, e os vocais da Elizabeth são muito expressivos e apresentam uma clareza ainda maior. Temos, assim, uma obra definitiva do Dream Pop, com pequenos traços do Shoegaze que a própria banda ajudou a influenciar. O repertório é espetacular; é praticamente uma coletânea. No final de tudo, é um clássico e um dos melhores álbuns de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Heaven Or Las Vegas, Cherry-Coloured Funk, Frou-Frou Foxes In Midsummer Fires, Pitch The Baby, Fotzepolitic, Fifty-fifty Clown 
Vale a Pena Ouvir: Iceblink Luck, I Wear Your Ring

Four-Calendar Café – Cocteau Twins





















NOTA: 9,4/10


Três anos se passaram, e foi lançado o 7º álbum do Cocteau Twins, o Four-Calendar Café. Após o Heaven or Las Vegas, a banda deixou a 4AD Records, e passou a trabalhar com uma grande gravadora, a Fontana. Essa mudança coincidiu com um período extremamente turbulento na vida pessoal dos integrantes. A relação entre Elizabeth Fraser e Robin Guthrie, que já vinha se desgastando durante os anos anteriores, estava praticamente chegando ao fim. A produção seguiu por um caminho mais equilibrado, com um som mais sofisticado. As guitarras passaram a ter timbres mais limpos e discretos. A bateria é mais seca e definida, o baixo é extremamente melódico, e os vocais da Elizabeth Fraser ficaram mais claros e transmitem vulnerabilidade. Com isso, o som segue no Dream Pop, mas também apresenta influências do Jangle Pop. O repertório é sensacional, e as canções são bastante imersivas. No fim, é um belo disco e muito subestimado. 

Melhores Faixas: Bluebeard, Know Who You Are At Every Age, Evangeline, Summerhead, Squeeze-Wax 
Vale a Pena Ouvir: Oil Of Angels, My Truth

Milk & Kisses – Cocteau Twins





















NOTA: 8,7/10


Três anos se passaram, e o Cocteau Twins lançava seu último álbum, Milk & Kisses. Após o Four-Calendar Café, a banda tentou recuperar parte da magia sonora dos trabalhos anteriores, mas sem simplesmente repetir o passado. A banda estava trabalhando com uma linguagem que dominava completamente, buscando uma espécie de síntese de tudo aquilo que havia desenvolvido ao longo dos anos. A produção foi, como sempre, bastante refinada, contando com guitarras cheias de camadas, efeitos e texturas, mas aqui existe uma abordagem um pouco mais controlada. A cozinha rítmica ficou bem mais discreta, com o baixo ainda sendo bastante melódico e os vocais da Elizabeth cheios de vocalizações incompreensíveis, mas agora existe uma maior sensação de intenção emocional. O repertório é muito bom, e as canções são bastante melódicas e imersivas, mesmo com algumas faixas ruins. Enfim, é um ótimo trabalho de despedida, apesar de ser o álbum mais fraco deles. 

Melhores Faixas: Serpentskirt, Violaine, Seekers Who Are Lovers, Treasure Hiding 
Piores Faixas: Half-Gifts, Calfskin Smack


sábado, 18 de julho de 2026

Analisando Discografias - D2x

                  

Hotel 1105 – D2x





















NOTA: 8,4/10


Em 2023, D2x lançava seu álbum de estreia, intitulado Hotel 1105, que trazia uma temática interessante. O rapper, vindo de Chicago, começou sua trajetória por volta de 2017, quando inicialmente era jogador de basquete, fazendo parte de um time da Divisão da liga universitária. Porém, decidiu largar a carreira de atleta para focar no Rap e, após lançar alguns projetos esporádicos, resolveu lançar um álbum com um conceito que gira em torno da ideia de um hotel como um espaço de fuga, descanso e contemplação. A produção, feita por Bailey Daniel, Ovrkast., Ro Moore, entre outros, apresenta um som elegante e orgânico. Com beats variados acompanhados por pianos, teclados elétricos, baixos suaves, guitarras discretas e baterias de timbre quente, o álbum dialoga com o Jazz Rap e o Boom Bap. Os flows do D2x são bem técnicos e cadenciados. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem profundas. No geral, é um álbum muito bom e consistente. 

Melhores Faixas: Waves & Moonlights, Dreams of an Adolescent, Faith, From Hotel 1105 with Love 
Vale a Pena Ouvir: I Am Here, Suite Life, Blue In Green

THE HUNGER ERA – D2x





















NOTA: 8/10


Em 2024, D2x lançou um EP intitulado THE HUNGER ERA, que seguiu um caminho mais urbano. Após o Hotel 1105, o rapper decidiu fazer um trabalho que gira em torno da persistência, da disciplina, da confiança em si mesmo e da busca pelo sucesso. A proposta é mostrar um artista que já sabe quem é, mas que ainda sente que precisa conquistar seu verdadeiro lugar dentro da cena. A produção, conduzida por Ro Moore, Gold Haze, Playa Haze, 99 e T4L, apresenta beats orgânicos, com baterias mais agressivas, linhas de baixo mais pesadas e caixas secas, além de colocar vocais acelerados como base para diversos beats que dialogam tanto com o Boom Bap quanto com o Chipmunk Soul. Os flows do D2x ficaram mais acelerados e agressivos, mostrando bem mais da sua versatilidade. O repertório é muito bom, e as canções são bastante profundas e carregadas de mensagem. No fim, é um ótimo EP que consegue ser muito agradável. 

Melhores Faixas: BE (HOME), WOW! 
Vale a Pena Ouvir: HILLS & HURDLES, THE ART OF HUNGER, FIRE

                                                                                   Então é isso e flw!!!                  

Analisando Discografias - Brother Tom Sos

                  

DOORS NO MAN CAN SHUT – Brother Tom Sos





















NOTA: 7/10


Em fevereiro desse ano, Brother Tom Sos lançou um de seus primeiros EPs, o DOORS NO MAN CAN SHUT. O rapper, vindo de Buffalo, em Nova York, começou sua trajetória em 2024, quando lançou alguns singles esporádicos que trouxeram reconhecimento dentro da cena underground, especialmente por participações em projetos ligados ao universo da Griselda, já que Westside Gunn o chamou para entrar no coletivo. A produção, feita pelo rapper junto com Elijah Hooks, apresenta uma abordagem crua e extremamente Lo-fi, com samples de piano, texturas Soul, poucos elementos percussivos e batidas secas que dialogam bastante com o Drumless e pequenos traços do Boom Bap e Jazz Rap. Os flows do rapper são bem cadenciados e mostram um lado técnico. O repertório contém 4 faixas muito boas, e as canções são bem profundas. Enfim, é um ótimo EP, carregado de imersão. 

Melhores Faixas: MILLIONAIRE SPEEDY (JANNAH), DIOR DUAS 
Vale a Pena Ouvir: GANG’S EULOGY, MURAKAMI MAYHEM

THE LADDER I CLIMBED – Brother Tom Sos





















NOTA: 7/10


Recentemente, há cerca de três meses, ele lançou seu EP mais recente, o THE LADDER I CLIMBED. Após o DOORS NO MAN CAN SHUT, esse novo trabalho procura ampliar sua identidade artística através de uma abordagem mais voltada para a superação pessoal, o amadurecimento e a ascensão dentro da cena underground. A produção ainda contém beats minimalistas, porém existe um cuidado maior na construção das texturas e na utilização dos samples. Além disso, há bastante presença de Drumless e um pouco de Boom Bap, contando também com pianos, cordas discretas, Soul, Jazz e pequenos detalhes ambientais que ajudam a criar profundidade sem comprometer a simplicidade da proposta. Os flows do BTS seguem aquele lado cadenciado e técnico. O repertório contém 5 faixas muito boas e suaves. No geral, é um EP bacana, apesar de apresentar pouca evolução. 

Melhores Faixas: TWO TWENTY-EIGHT, ABLOH MAYBACH 
Vale a Pena Ouvir: LIVING PROOF, LAZURUS, MR. KONES


Review: Living In Black Paradise do Samuelle

                     

Living In Black Paradise – Samuelle





















NOTA: 6/10


Em 1990, Samuelle lançava seu único álbum de estúdio, o Living In Black Paradise. O cantor, que inicialmente fazia parte do grupo Club Nouveau, decidiu tentar carreira solo quando o New Jack Swing vivia seu auge comercial. O mercado do R&B naquele período era dominado pela combinação entre o Soul tradicional, as batidas do Hip-Hop/Rap e as melodias Pop, fórmula que artistas como Johnny Gill e Bobby Brown ajudavam a consolidar. A produção, conduzida por Foster & McElroy, apresenta um som extremamente limpo e acessível. As baterias eletrônicas possuem timbres secos e muito definidos. Os teclados digitais criam praticamente toda a identidade sonora do álbum, utilizando pads suaves, pianos elétricos, sintetizadores atmosféricos e pequenos efeitos, mas tudo acaba ficando bastante repetitivo com o tempo. O repertório começa bem, mas depois decai drasticamente. Enfim, é um álbum mediano e, após isso, o cantor simplesmente sumiu. 

Melhores Faixas: So You Like What You See, Black Paradise, Stay 
Piores Faixas: I’m So In Love, Circle Of Love, Take My Heart

 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Analisando Discografias - Five Pointe O

                  

Five Pointe O – Five Pointe O





















NOTA: 5/10


Em 1999, o Five Pointe O lançava um de seus dois primeiros EPs, este levando o nome da banda. O grupo foi formado em Joliet, Illinois, pelo vocalista Daniel Struble, pela guitarrista Sharon Grzelinski e pelo baixista Sean Pavey. Algum tempo depois, recrutou Eric Wood como segundo guitarrista, Tony Starcevich na bateria e Casey Mejia nos teclados. Eles surgiram durante o período de consolidação do Nu Metal, mas, em vez de apostar em melodias acessíveis, a banda escolheu desde o início um caminho muito mais agressivo. Produzido pelos próprios integrantes, o EP apresenta uma sonoridade bastante crua, com fortes influências do Nu Metal e Metalcore. As guitarras trabalham com riffs repetitivos, a cozinha rítmica é bem precisa e os vocais de Daniel Struble são até bem variados, mas soam muito contidos, sendo ofuscados pelos teclados. O repertório contém 4 faixas, algumas boas e outras nem tanto. Enfim, é um EP fraco, mas que já mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: King Of The Hill, GP2 
Piores Faixas: Waiting To Fall, Awake

Untitled – Five Ponte O





















NOTA: 9/10


Foi apenas em 2002 que o Five Pointe O lançou seu 1º e único álbum, o Untitled. Após o lançamento de seus EPs, a banda ganhou destaque na cena underground, aproximando-se do Post-Hardcore caótico, do Metal Alternativo e de grupos que exploravam uma tensão emocional extrema. Com isso, assinou contrato com a Roadrunner Records. Produzido por Colin Richardson, que colocou um som pesado, mas extremamente detalhado. As guitarras possuem afinações graves e uma enorme variedade de texturas. As linhas de baixo são densas, a bateria alterna entre momentos cadenciados e explosões violentas, os teclados aparecem nos momentos certos e os vocais do Daniel Struble alternam entre passagens rasgadas e momentos mais emocionais, dialogando com o Nu Metal e Metalcore. O repertório é sensacional, e as canções são pesadíssimas. No fim, é um baita disco, e é uma pena que, com a saída do Daniel e Sharon, a banda não tenha continuado. 

Melhores Faixas: Double X Minus, King Of The Hill, Sympathetic Climate Control, The Infinity, Purity 01, Breathe Machine 
Vale a Pena Ouvir: Art Of Cope, Untitled

                                                                                    Então é só e flw!!!    

Analisando Discografias - GORDÃO DO PC

                  

Victor Era Meu Nome de Nerd – GORDÃO DO PC





















NOTA: 8/10


Em 2023, GORDÃO DO PC lançava seu álbum de estreia, o Victor Era Meu Nome de Nerd. O DJ iniciou sua trajetória por volta de 2018, quando ainda tinha 15 anos, lançando alguns singles de forma esporádica. Só depois de muito tempo, ele conseguiu emplacar seu primeiro grande hit, Vou Morar no Cabaré, em 2021. Após isso, consolidou seu nome como um dos grandes artistas do funk de Belo Horizonte, preparando um álbum que funcionasse tanto para os bailes quanto para uma audição mais descontraída. Produzido inteiramente por ele mesmo, o disco reúne graves extremamente comprimidos, kicks secos, linhas de sintetizador minimalistas, efeitos eletrônicos, vocal chops e batidas construídas para gerar impacto imediato, dialogando com as MTGs e com elementos de linhas de baixo mais agressivas que remetem ao Funk Mandelão. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e muito bem ordenadas. Enfim, é um ótimo álbum e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Halls na Língua – Remix, Só Lamento, Puxou Raspou 
Vale a Pena Ouvir: Set Gordão do PC, Noite Perfeita, Novo Balanço – Remix, Estelionato

Super MTG Game – GORDÃO DO PC & DJ PH DA SERRA





















NOTA: 5/10


No ano seguinte, GORDÃO DO PC lançou seu álbum mais recente até então, Super MTG Game. Após o Victor Era Meu Nome de Nerd, ele decidiu fazer um projeto colaborativo com DJ PH DA SERRA, que traz uma proposta de transformar a nostalgia dos videogames clássicos em matéria-prima para o Funk de BH, utilizando referências diretas a séries como Grand Theft Auto, Metal Slug, Super Mario, Pac-Man e Aladdin, sem deixar de lado a identidade dos bailes. Produzido pela dupla, trabalha em cima da estética do MTG, ou seja, com cortes rápidos, mudanças repentinas de andamento, batidas comprimidas e graves muito destacados. Além disso, incorpora sintetizadores, pequenos efeitos em 8 bits e melodias adaptadas ao ritmo do Funk. No entanto, o disco soa bastante repetitivo e acaba se tornando cansativo de escutar. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fracas e genéricas. Enfim, apesar da proposta interessante, é um trabalho fraco. 

Melhores Faixas: Mega do Gta, Mtg do Aladin - Vem de Novo, Mega do Metal Slug 1 
Piores Faixas: Mega do Aladin 1, Mega do Mário, Mtg do Pac Man, Mega do Metal Slug 2

 

Review: Daughter From Hell da Gracie Abrams

                    Daughter From Hell – Gracie Abrams NOTA: 1/10 Recentemente, a Gracie Abrams voltou com seu 3º álbum, o Daughter From Hel...