quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Analisando Discografias - The Knocks

                  

55 – The Knocks





















NOTA: 5/10


No ano de 2016, o The Knocks lançava seu álbum de estreia, intitulado como 55. Formado em 2008, na cidade de Nova York, o duo é composto por Ben "B-Roc" Ruttner e James "Mr. JPatt" Patterson. Os dois produziam beats e remixes de artistas famosos, mas foi só no começo da década de 2010 que começaram a lançar singles e EPs que ganharam bastante destaque no cenário da música eletrônica. Com isso, assinaram com a Big Beat Records e começaram a preparar um projeto ambicioso. A produção, feita pela dupla junto com Mike Del Rio, Ryan McMahon, entre outros, apresenta uma sonoridade limpa, seguindo uma abordagem que combina elementos da Funktronica, Synth-pop e do Dance-Pop. Com isso, temos sintetizadores que acrescentam melodias, acordes e graves profundos, mesmo que tudo fique bastante repetitivo. O repertório é irregular, com canções boas e outras sem graça. No fim, é um álbum mediano e bastante inconsistente. 

Melhores Faixas: Tied To You, Love Me Like That, Cinderella, Classic 
Piores Faixas: Purple Eyes, The Key, Comfortable, Dancing With Myself

New York Narcotic – The Knocks





















NOTA: 5/10


No ano de 2018, o The Knocks lançava seu 2º álbum, o New York Narcotic (cuja capa faz referência à Pen & Pixel). Após o 55, a dupla retorna com um projeto que amplia sua relação com a música eletrônica, o Dance-Pop, FFunk, Disco music e o Hip-Hop/Rap. O resultado é um trabalho que procura unir a energia da pista de dança a uma sonoridade urbana, com referências à cidade de Nova York e à diversidade musical associada a ela. A produção, feita pela própria dupla, equilibra acessibilidade e momentos energéticos. As batidas eletrônicas geralmente apresentam uma pulsação firme, com percussões que estabelecem o andamento e permitem que as melodias se desenvolvam sem perder a conexão com a pista de dança. Os sintetizadores alternam entre momentos brilhantes e festivos, mesmo que tudo fique muito excessivo e cansativo. O repertório é irregular, com canções fracas e algumas boas. Em suma, é outro álbum bastante mediano. 

Melhores Faixas: Retrograded, Brazilian Soul, Goodbyes (participação do Method Man), Wizard of Bushwick 
Piores Faixas: Fung Wah Bus, Limo, New York Narcotic, Ride Or Die (Foster The People é complicado também)


                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!             

Analisando Discografias - BROODS

                 

Evergreen – BROODS





















NOTA: 8,5/10


Em 2014, o duo BROODS lançava seu álbum de estreia, o promissor Evergreen. Formado no ano anterior, na cidade de Nelson, na Nova Zelândia, pelos irmãos Georgia Nott e Caleb Nott, o duo inicialmente nem estava tão focado em desenvolver um projeto musical. Foi só depois que conheceram um produtor local que começaram a lançar singles, os quais já mostravam o que viria a ser o álbum, que traz temas como insegurança, desejo, solidão e vulnerabilidade. A produção do Joel Little seguiu uma sonoridade extremamente limpa, que combina Synth-pop com elementos do Pop alternativo (Alt-Pop). Os sintetizadores do Caleb criam texturas flutuantes e outros elementos mais rítmicos, enquanto as batidas eletrônicas são bem controladas e os graves, profundos. Os vocais da Georgia são delicados e expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são muito atmosféricas. Enfim, é um ótimo álbum de estreia que mostrou algo interessante. 

Melhores Faixas: Mother & Father, L.A.F, Bridges, Killing You, Evergreen 
Vale a Pena Ouvir: Four Walls, Everytime, Medicine

Conscious – BROODS





















NOTA: 8/10


Dois anos se passaram até o BROODS lançar seu 2º álbum de estúdio, o Conscious. Após o Evergreen, o duo procurou equilibrar seu lado contemplativo com músicas mais rítmicas, refrões grandiosos e arranjos que privilegiam o impacto imediato. A dupla mantém sua preferência por melodias acessíveis, mas demonstra maior interesse em explorar diferentes maneiras de construir tensão, movimento e intensidade. A produção, realizada por Joel Little, Alex Hope e Captain Cuts, em conjunto com a dupla, manteve aquela sonoridade limpa e passou a equilibrar o Synth-Pop e Alt-Pop com elementos do Electropop. O disco aposta em uma sonoridade mais encorpada, com sintetizadores de diferentes texturas, batidas programadas, graves profundos e camadas vocais que ajudam a construir refrões mais expansivos. O repertório é legalzinho, com canções bem mais suaves e outras mais tensas. Enfim, é um disco interessante, que demonstrou algo mais ampla. 

Melhores Faixas: We Had Everything, Couldn't Believe 
Vale a Pena Ouvir: Recovery, Bedroom Door, Free

Don't Feed The Pop Monster – BROODS





















NOTA: 5/10


No ano de 2019, o duo voltou com mais um álbum, o Don't Feed the Pop Monster. Após o Conscious, o BROODS assinou com a New Gold Records e decidiu fazer um projeto que levasse adiante a direção que vinha seguindo, além de explorar uma sonoridade que incorpora elementos do dance-pop, electropop e outras tendências da música pop daquele período. Ou seja, decidiu fazer um trabalho bastante comercial. A produção foi bastante diversificada, contando com Jack & Coke, Tommy Schleiter, Mark Rankin, entre outros. Eles mantiveram os sintetizadores atmosféricos e as camadas vocais dos trabalhos anteriores, mas incorporaram uma variedade maior de texturas, incluindo elementos de piano, percussões mais pronunciadas e efeitos digitais. No entanto, tudo ficou extremamente pasteurizado, tirando a qualidade que eles tinham. O repertório é irregular, com canções genéricas e poucas faixas interessantes. No fim, é um álbum mediano que demonstra uma queda. 

Melhores Faixas: Everything Goes (Wow), Sucker, To Belong, Hospitalized 
Piores Faixas: Falling Apart, Peach, Too Proud, Old Dog

Space Island – BROODS





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2022, quando o BROODS lançou seu 4º e último álbum até então, o Space Island. Após o Don't Feed the Pop Monster, a dupla direcionou sua atenção para uma abordagem mais contemplativa e escapista. O conceito sugerido pelo título ajuda a compreender a proposta geral: a ideia de uma ilha espacial evoca um lugar afastado da realidade cotidiana, um ambiente imaginário em que sentimentos, lembranças e experiências pessoais podem ser examinados sob outra perspectiva. A produção segue relativamente a mesma linha dos trabalhos anteriores, mas está totalmente imersa no Alt-Pop contemporâneo. Os sintetizadores continuam sendo fundamentais, mas a dupla explora timbres que estão mais voltados à criação de ambientes, enquanto os vocais de Georgia estão mais sonhadores, mesmo que tudo continue sem muita sustentação. O repertório é fraco, com canções chatíssimas e poucas exceções. No geral, é mais um trabalho irregular. 

Melhores Faixas: Days Are Passing, If You Fall In Love, Distance And Drugs 
Piores Faixas: Gaslight, Piece Of My Mind, Goodbye World, Hello Space Island

 

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Analisando Discografias - IZA

                  

Dona De Mim – IZA





















NOTA: 5/10


Indo agora para 2018, IZA lançava seu álbum de estreia, o Dona de Mim, que trazia algo promissor. A cantora carioca começou sua carreira por volta de 2016, quando acabou sendo descoberta por meio de seu canal no YouTube, onde fazia covers. Isso despertou o interesse da Warner Music, que assinou contrato com IZA. Com isso, esse projeto seria originalmente lançado no fim de 2017, mas teve que ser adiado devido a algumas das participações. A produção do Pablo Bispo, Ruxell e Sérgio Santos deixou um som limpo e extremamente acessível, que junta música Pop com R&B contemporâneo e alguns elementos do Rap. O uso de sintetizadores, sons programados, batidas digitais e baixos ajuda a construir uma sonoridade contemporânea. O problema é que o álbum fica bastante inchado, com muita bagunça nos arranjos. O que salva são os vocais potentes da cantora. O repertório começa bem, mas depois decai, com canções fraquinhas. No geral, é um álbum irregular e sem brilho. 

Melhores Faixas: Dona De Mim, Ginga (ótima feat do Rincon), Pesadão (Marcelo Falcão foi até bem), Saudade Daquilo 
Piores Faixas: Você Não Vive Sem, No Ponto, É Noix (Thiaguinho esquecível demais), Rebola (Gloria Groove estragando a música)

AFRODHIT – IZA





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2023, quando IZA lançou seu 2º e mais recente álbum, o AFRODHIT. Após o Dona de Mim, ela consolidou sua posição no Pop nacional, acumulou sucessos e desenvolveu uma imagem pública associada à potência vocal e à valorização da identidade negra. Nesse trabalho, a referência a Afrodite, figura da mitologia grega associada ao amor, à beleza e ao desejo, é combinada à palavra “afro”, que remete à identidade negra e às matrizes africanas presentes em parte da linguagem musical do álbum. A produção foi diversificada, contando com André Nine, Nave, Papatinho e outros nomes, que seguiram uma abordagem limpa, com elementos do R&B, Afrobeats e Pop. O álbum apresenta synths discretos, baterias programadas com ritmos flutuantes e o uso de hi-hats em determinados momentos, mas muitas ideias parecem não se encaixar. O repertório é irregular, com canções fraquinhas e poucas interessantes. Em suma, é um álbum mediano ao qual faltou algo a mais. 

Melhores Faixas: Uma Vida É Pouco Pra Te Amar, Nunca Mais, Que Se Vá, Sintoniza (ótima feat do Djonga) 
Piores Faixas: Tédio, Batucada, Fé Nas Maluca (MC Carol não teve culpa), Boombasstic


                                                                                        É isso, então flw!!!             

Analisando Discografias - Hungria

                 

Hip Hop Tuning – Hungria Hip Hop





















NOTA: 3/10


No ano de 2009, o Hungria Hip Hop lançava seu álbum de estreia, o Hip Hop Tunning. O rapper brasiliense começou sua carreira em 2005, aos 14 anos, quando ainda era bastante aspirante. Foi somente durante a adolescência que ele começou a lançar alguns singles e ganhou certa notoriedade dentro da cena, já que suas composições tinham um certo apelo popular e aproximavam o Rap de elementos associados à cultura automotiva, às roupas de marca, às festas e à ostentação. A produção, conduzida por DJ Mix, apresenta um som direto e, ao mesmo tempo, acessível, já que isso aqui é praticamente Crunk, muito inspirado no Rap sulista americano. Com isso, temos 808s marcados e ritmos fortes. O problema é que tudo soa extremamente datado, e os flows do Hungria são simplistas. O repertório é ruim, com canções medíocres e poucas faixas interessantes. No fim, é um álbum terrível que envelheceu muito mal. 

Melhores Faixas: Bens Materiais, Trinca Os Graves, Quantas Vezes Vi 
Piores Faixas: Paga Pau, Fumaça, La No Posto É Nós Que Manda (Remix), Quer Parar?!

Meu Carona – Hungria Hip Hop





















NOTA: 5/10


Seis anos se passaram até Hungria estourar de vez com seu 2º álbum, o Meu Carona. Após o Hip Hop Tunning, o rapper passou a fazer parte do grupo Son d’Play, com o qual chegou a lançar alguns trabalhos, mas, em 2013, acabou voltando para sua carreira solo. Decidiu, então, fazer um álbum em que a figura dos veículos funciona como cenário para histórias de relacionamentos, festas, amizades, conflitos e conquistas. As produções de Neguim e DuckJay seguiram aquela abordagem do Crunk, mas já apresentavam alguns elementos que viriam a fazer parte do Trap no Brasil. Temos beats amplos, com a presença de 808s graves, pads que deixam o som mais atmosférico e uma percussão digital muito marcada. Mesmo assim, tudo soa impreciso, com momentos excessivos. Já os flows do Hungria até apresentam alguma variação, mas não se sustentam. O repertório é mediano: tem canções legais e outras esquecíveis. No final, é um álbum irregular, mas que foi um sucesso. 

Melhores Faixas: Zorro Do Asfalto, Sai Do Meu Pé, O Playboy Rodou 
Piores Faixas: Baú Dos Piratas, Meu Carona, Cama De Casal

Atmosfera – Hungria





















NOTA: 2,5/10


Foi apenas em 2023 que Hungria voltou com seu 3º álbum, intitulado Atmosfera. Após o Meu Carona, o rapper continuou ampliando seu território dentro do Rap nacional, já que lançou vários singles de sucesso nesse meio-tempo, como Lembranças, Dubai, Provavelmente, Beijo Com Trap e Amor e Fé. Foi só depois de um tempo que ele lançou um projeto que procurava ampliar a dimensão emocional de suas composições por meio de arranjos sinfônicos, cordas e uma interpretação musical pensada para criar uma experiência mais cinematográfica. A produção contou com WC no Beat, Duckjay, entre outros, que apresentaram um som acessível, unindo Rap, Pop Soul e elementos de música orquestral. Só que tudo soa extremamente arrastado e não consegue se sustentar. Até os vocais de Hungria soam muito confusos. O repertório é ruim: tem canções até decentes e outras que são simplesmente ridículas. No final, é um álbum chato que não funcionou. 

Melhores Faixas: Céu Aberto, Atmosfera 
Piores Faixas: Seu Pai Falou, Preta, Rolê

Virou Verão – Hungria





















NOTA: 2/10


Então chegamos a 2025, quando Hungria lançou seu álbum mais recente, o Virou Verão. Após o Atmosfera, Hungria explicou que sempre teve facilidade para circular entre diferentes estilos, citando influências que vão do Sertanejo ao Forró e ao Rap. Ele também ressaltou que o objetivo era reunir amigos da música e apresentar uma nova versão de sua identidade artística, com mais espaço para a mistura de ritmos. A produção contou com DJ Mall No Beat, Deko e vários outros, que criaram beats amplos que, como dito, transitam entre Pagode, Trap, Piseiro, entre outros estilos, lembrando que isso foi gravado no complexo Thermas da Mata, em Cotia, na Grande São Paulo, então teve edição em estúdio. Mas tudo aqui soa extremamente sem alma e bagunçado, feito apenas para continuar no topo das paradas e também viralizar no TikTok. O repertório é horrível, e as canções são ridículas, com apenas uma exceção. Enfim, é um álbum tenebroso e uma mancha podre. 

Melhores Faixas: Vagabundo de Luxo (WIU mandou bem) 
Piores Faixas: Minha Quebrada (Grelo indo mal), Só Deus (Turma Do Pagode esquecíveis), Lua de Mel (vou falar, o que do Léo Santana?)


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Analisando Discografias - TZ da Coronel

                 

É o Trem! – TZ da Coronel





















NOTA: 5/10


Em 2022, o TZ da Coronel lançava seu álbum de estreia, intitulado É o Trem!, que ainda era um teste de ideias. O rapper começou sua carreira por volta de 2017, quando participava de batalhas de rimas, mas foi só em 2019 que começou a lançar seus singles dentro da cena underground do trap carioca, tornando-se um dos nomes promissores do gênero ao se afiliar ao selo independente Calli Cartel. Com isso, ele preparou um projeto que relatasse vivências, ambições e a realidade das favelas cariocas. A produção ficou a cargo de Maolee, Vinta e Victor WAO, que criaram uma sonoridade orgânica que mistura o Trapfunk com pequenos elementos do No Melody. O trabalho conta com beats pesados, hi-hats constantes, 808s marcados e uso de synths bem discretos. O problema é que tudo acaba ficando muito repetitivo, e os flows do TZ apresentam pouca variação. O repertório é irregular, com canções boas e outras esquecíveis. No final, é um trabalho fraquinho, que funciona mais como uma apresentação. 

Melhores Faixas: Não Faz Isso Comigo Não, Mirante (boa feat do BG), Lente Transparente
Piores Faixas: Grife, Império, MDL City, Show Do Milhão

Dacoromode – TZ da Coronel





















NOTA: 6/10


No ano seguinte, o TZ da Coronel lançou seu 2º álbum, o ambicioso Dacoromode. Após o É o Trem!, o rapper começou a ganhar muito destaque, inclusive chegando a participar do Poesia Acústica 13 e assinando com a gravadora Nadamal, do Filipe Ret. No entanto, ele ficou pouco tempo na gravadora, já que fundou sua própria label, a Cúpula. O conceito desse trabalho parte da experiência de crescer em uma comunidade periférica, enfrentar obstáculos e tentar conquistar uma posição de destaque sem esquecer de onde veio. A produção feita pelo próprio TZ, junto com nomes como 6ee, Galdino, Ariel Donato, entre outros, que criaram beats limpos, com 808s pesados, pads atmosféricos e hi-hats firmes, misturando o Trapfunk com alguns elementos do R&B, Detroit e Afrobeats. Mas o problema é que tudo soa muito inchado, e os flows voltam a se repetir. O repertório é mediano, com canções boas e outras genéricas. Enfim, é um álbum cansativo e excessivo. 

Melhores Faixas: Ela Joga no 7 (KayBlack mandou bem e Ryan SP só existe aí), Cheiro de Sexo, Barras (ótima feat do Leviano), Sonho, Posso Dizer 
Piores Faixas: Ouro e Fuzil, Boa Sorte Mesmo, 01 do R, Eu Vi, Skyfall

Direto da Selva – TZ da Coronel





















NOTA: 8,7/10


No ano de 2024, o TZ lançou seu terceiro álbum, o Direto da Selva, que seguiu por um caminho interessante. Após o Dacoromode, ele decidiu fazer um trabalho que utiliza a imagem da selva como metáfora para um sistema em que os indivíduos precisam competir para conquistar espaço. O conceito dá continuidade a temas que já apareciam nos trabalhos anteriores, mas a diferença é que, aqui, esses assuntos são organizados em torno de uma ideia mais específica. A produção contou com Nagalli, meLLo, Murilo e LT no Beat e vários outros nomes, que criaram beats bem mais pesados, com 808s constantes, hi-hats discretos, pads atmosféricos e uso preciso de synths, seguindo uma abordagem muito mais voltada para o Trap tradicional, com elementos do Drill. Além disso, os flows do TZ estão bem variados e precisos. O repertório é muito legal, com canções divertidas e algumas faixas reflexivas. No final, é um ótimo álbum e um grande acerto. 

Melhores Faixas: Qual é seu desejo?, Não Temos Medo, Acordado Eu Sonho, Mente Além, Ando Só, Direto da Selva 
Vale a Pena Ouvir: 17 de Janeiro, Amanheceu, Nossa Postura

Direto da Selva (Deluxe) – TZ da Coronel





















NOTA: 2,5/10


No final daquele mesmo ano, o rapper decidiu lançar a versão deluxe do Direto da Selva. Após o álbum original, que consolidou ainda mais o TZ como um dos principais nomes do Trap RJ, o rapper decidiu lançar uma continuação que amplia esse universo sem abandonar o conceito central. Ele continua explorando sua relação com a comunidade, a importância de sua trajetória, a conquista financeira e as dificuldades de confiar nas pessoas. A produção permaneceu relativamente a mesma, mas, agora, a abordagem alterna entre momentos mais limpos e outros mais crus. As batidas ficaram um pouco mais amplas, com maior uso de hi-hats e pads firmes, enquanto os 808s estão mais contidos. O flow do TZ consegue ser bem variado, mas o problema é que tudo soa muito sem inspiração e parece ter sido feito às pressas. O repertório é ruim, com canções sem brilho e poucas faixas interessantes. Em suma, é um álbum fraco que não acrescenta praticamente nada. 

Melhores Faixas: Ambições (Ryu amassando), Prefiro o Tz Antigo 
Piores Faixas: Nem Quero Que Essa Bomba, Não Temos Medo (Remix) (Ret e Orochi esquecíveis), A Verdade Machuca

MIXTAPE DE VERÃO: GOSTOSAS OUVEM TZ – TZ da Coronel





















NOTA: 2/10


No final do ano seguinte, foi lançada MIXTAPE DE VERÃO: GOSTOSAS OUVEM TZ. Após o Direto da Selva (Deluxe), o TZ começou a se aventurar no boxe, lutando no Fight Music Show, um evento de lutas amadoras entre famosos. Mas, tirando isso, ele não só mudou sua aparência, como também decidiu fazer um projeto que funcionasse em diferentes situações: ouvindo individualmente, em festas, durante passeios ou em momentos de descontração. A produção ficou a cargo de DJ Alle da Coro, meLLo e TKD, que criaram beats limpos, com graves destacados, linhas de baixo profundas, programações eletrônicas e hi-hats para sustentar o balanço vocal, dialogando com o Trap, Dancehall e o Funk. Mas o problema é que tudo soa sem qualquer coesão, com repetição excessiva de arranjos e, além disso, o flow do TZ da Coronel não ajuda. O repertório é horrível, e as canções são muito medíocres, com apenas uma exceção. Enfim, é um trabalho terrível e um fiasco. 

Melhores Faixas: VAI DESCE BABY (Veigh mandou bem) 
Piores Faixas: ELA É 01, FUZUÊ NA CORONEL, DAILY, MUSA DO VERÃO

PALÁCIO DE LONA – MC Cabelinho & TZ da Coronel





















NOTA: 3/10


Então chegamos a 2026, quando MC Cabelinho e TZ da Coronel lançaram um álbum colaborativo, o PALÁCIO DE LONA. Após o MIXTAPE DE VERÃO: GOSTOSAS OUVEM TZ, os dois, que já haviam colaborado em vários de seus respectivos projetos, decidiram fazer um trabalho que tenta construir uma imagem de sucesso que não depende de abandonar as próprias origens, mas de levá-las para os novos espaços ocupados pelos artistas. A produção ficou a cargo de Dallass, Nagalli, Palma, entre outros, que criaram beats pesados, com uso de 808s profundos, synths melódicos, pads atmosféricos e hi-hats rápidos. Só que o grande problema é que tudo soa muito repetitivo, com poucos momentos de variedade, além de as performances de ambos parecerem excessivamente contidas e insistirem nos mesmos clichês de sempre. O repertório é muito ruim, com canções genéricas e esquecíveis. Enfim, é um álbum fraco e muito decepcionante. 

Melhores Faixas: GLOCKS & BERÇA, BOM E NOVO, FATOR SURPRESA 
Piores Faixas: MENOR SUICIDA, TÁ COM ESSA DAÍ, BAILE DE MORRO, LOBO MAU (Poze e Oruam piorando o que já era ruim), PUSSY

                                                                                  Por hoje é só, então flw!!!            

Analisando Discografias - The Knocks

                   55 – The Knocks NOTA: 5/10 No ano de 2016, o The Knocks lançava seu álbum de estreia, intitulado como 55. Formado em 2008...