quarta-feira, 20 de maio de 2026

Analisando Discografias - The Royal Concept

                  

Goldrushed – The Royal Concept





















NOTA: 1/10


Voltando para 2013, a banda The Royal Concept lançava seu álbum de estreia, o Goldrushed. Formada em 2010, na capital da Suécia, Estocolmo, pelo vocalista e tecladista David Larson, o guitarrista Filip Bekic, o baixista Magnus Robert e o baterista Povel Olsson, a banda também contou com Oscar Nilsson nos vocais, mas ele permaneceu por pouco tempo. Eles surgiram como mais uma banda sueca tentando despontar no mainstream e acabaram assinando com a Lava Records, subsidiária da Universal Music Group. A produção, feita por eles mesmos, é bastante polida e colorida, juntando instrumentos orgânicos e programação eletrônica para criar uma textura moderna, com guitarras comprimidas, sintetizadores completamente entupidos e os vocais emocionais do David sempre no centro. Porém, eles basicamente soam como uma espécie de Coldplay em versão Indie Pop. O repertório é péssimo, e as canções beiram o insuportável. Enfim, é um disco terrível e bastante maçante. 

Melhores Faixas: (.............................) 
Piores Faixas: Cabin Down Below, D-D-Dance, Goldrushed, On Our Way, Girls Girls Girls

The Man Without Qualities – The Royal Concept





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2019, ano em que foi lançado o 2º e, último álbum até então deles, o The Man Without Qualities. Após o tenebroso Goldrushed, o The Royal Concept construiu uma reputação como um dos nomes mais eficientes do Indie Pop escandinavo, especialmente por unir refrães explosivos, grooves dançantes e um forte apelo radiofônico. Porém, aqui eles decidiram acompanhar várias bandas da época que estavam indo para um lado mais imersivo. A produção, feita por Chris Seefried, Markus Jägerstedt junto com a banda, ficou bastante sofisticada. As guitarras foram para uma linha mais atmosférica, os sintetizadores ficaram centralizados e os vocais do David Larson receberam reverbs e harmonizações amplas. Porém, tudo soa bastante comprimido, e essa junção de Indie Pop com psicodelia acaba não funcionando. O repertório é péssimo, e as canções são bastante genéricas. Em suma, é outro álbum que beira o insuportável. 

Melhores Faixas: (..............DEU NÉ.................) 
Piores Faixas: Up All Night, Kick It, The Man Without Qualities, Need To Know

 

                                                                                    É isso, então flw!!!             

Analisando Discografias - The Naked And Famous

                 

This Machine – The Naked And Famous





















NOTA: 7/10


Em 2008, o The Naked and Famous lançava seu 1º trabalho no formato EP, o This Machine. Formada um ano antes, na cidade de Auckland, na Nova Zelândia, por Alisa Xayalith (vocais e teclados) e Thom Powers (vocais e guitarra), a banda começou a fazer um projeto que juntasse elementos da Indietronica com o Indie Rock tradicional e, para completar a formação, chamaram Aaron Short (teclados), Ben Knapp (baixo) e Jordan Clark (bateria). A produção foi feita por eles mesmos, deixando um som que alterna entre o grandioso e o claustrofóbico, com presença de sintetizadores largos, camadas eletrônicas densas, guitarras discretas, baterias processadas e vocais que alternam fragilidade e explosão. O repertório contém 6 faixas muito legais e bem cadenciadas. Enfim, é um ótimo EP que mostra algo bastante promissor. 

Melhores Faixas: Serenade, Post 
Vale a Pena Ouvir: Kill The Littleblackdots, Spies Spies Spies

No Light – The Naked And Famous





















NOTA: 7,2/10


Alguns meses depois, foi lançado o 2º EP deles, intitulado No Light, que partiu para outra abordagem. Após o This Machine, eles decidiram fazer com que a melancolia deixasse de ser apresentada como algo explosivo e passasse a soar como um estado constante. O EP parece mergulhado em uma espécie de escuridão silenciosa, refletindo temas como ansiedade, perda de identidade e a dificuldade de encontrar estabilidade em meio ao caos psicológico. A produção é mais atmosférica e marcada por uma tensão emocional constante. Os sintetizadores possuem texturas frias e nebulosas, muitas vezes funcionando mais como ambiência emocional do que como elementos melódicos principais. As guitarras são bem mais angulares e contam com bastante uso de reverb, enquanto os vocais da Alisa soam mais vulneráveis, dialogando com o Post-Punk Revival. O repertório novamente contém 6 faixas, todas elas bem imersivas. No fim, é um EP que mostrou uma certa evolução. 

Melhores Faixas: Bells, Who Are You Talking To? 
Vale a Pena Ouvir: Birds, Part 2

Passive Me • Aggressive You – The Naked And Famous





















NOTA: 8,2/10


Entrando em 2010, o The Naked and Famous lançou seu álbum de estreia, o Passive Me • Aggressive You. Após o EP No Light, a banda passou por algumas mudanças, efetivando Aaron Short na formação, enquanto Ben Knapp e Jordan Clark saíram, sendo substituídos por David Beadle e Jesse Wood. Esse trabalho é fortemente carregado pela sensação da juventude. Mesmo quando aborda inseguranças e crises emocionais, existe uma urgência e um sentimento de descoberta contínua. A produção foi conduzida por eles mesmos, abraçando a estética da Indietronica com sintetizadores gigantescos, baterias expansivas, guitarras atmosféricas e refrões construídos para soar enormes. O disco também consegue dialogar com o Synth-pop e o Rock alternativo, enquanto os vocais de Alisa Xayalith e Thom Powers funcionam de maneira excelente juntos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem envolventes. No fim, é um ótimo disco de estreia e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Young Blood, Punching In A Dream, Eyes 
Vale a Pena Ouvir: The Sun, Spank, Jilted Lovers

In Rolling Waves – The Naked And Famous





















NOTA: 6/10


Três anos se passaram, e foi lançado o 2º álbum do The Naked and Famous, o In Rolling Waves. Após o Passive Me • Aggressive You, a banda passou por mudanças intensas relacionadas à rotina de turnês, desgaste emocional e crescimento artístico. Isso influenciou diretamente a sonoridade e os temas do álbum, levando-o para um tom mais cansado, introspectivo e emocionalmente complexo. Além disso, eles tinham recém-assinado com a Fiction Records. A produção, conduzida por eles junto do Justin Meldal-Johnsen, foi para um lado mais sofisticado e mergulhou de cabeça no Synth-pop, mas sem deixar a Indietronica característica de lado. Os sintetizadores possuem texturas mais profundas e menos explosivamente brilhantes, enquanto as guitarras até conseguem soar bem densas. Porém, tudo acaba parecendo bastante arrastado e ficando muito monótono. O repertório é mediano, com algumas canções legais e outras fraquíssimas. No fim, é um álbum irregular e repetitivo. 

Melhores Faixas: Hearts Like Ours, A Small Reunion, Waltz 
Piores Faixas: The Mess, To Move With Purpose, Grow Old

Simple Forms – T/N/A/F





















NOTA: 5,6/10


Passaram-se então mais três anos, e foi lançado outro álbum deles, intitulado Simple Forms. Após o In Rolling Waves, se antes os trabalhos do The Naked and Famous eram mais expansivos, esse novo disco tenta apostar em composições mais limpas, refrões imediatos e uma produção mais acessível. O grupo parece interessado em equilibrar vulnerabilidade emocional com uma energia mais luminosa. A produção, feita por eles com alguns pitacos do Sombear, se torna mais limpa, mais colorida e mais focada em acessibilidade imediata. Os sintetizadores continuam sendo centrais, mas agora possuem texturas mais brilhantes e menos densas. Porém, o grande problema é que eles abusaram bastante da bateria eletrônica para deixar o som mais dançante, só que tudo acaba soando bastante comprimido. O repertório é irregular, tendo canções bem genéricas e poucas que realmente se salvam. No geral, é um disco mediano e bastante sem graça. 

Melhores Faixas: Higher, Losing Our Control, Falling 
Piores Faixas: The Runners, Last Forever, My Energy

Recover – The Naked And Famous





















NOTA: 2/10


Então chegamos a 2020, ano em que foi lançado o 4º e, último álbum até então, o Recover. Após o Simple Forms, o The Naked and Famous acabou enfrentando um desgaste interno. As saídas de David Beadle e Jesse Wood, além dos fantasmas do fim do relacionamento entre Alisa Xayalith e Thom Powers, acabaram influenciando o tom do disco inteiro. A produção foi bastante diversificada, contando com Sam McCarthy e Luna Shadows, entre outros. Ela é marcada por contenção, delicadeza e um forte foco atmosférico, com a banda tentando unir Indie Pop, Indietronica e Pop Alternativo. Os sintetizadores são mais nebulosos, as baterias eletrônicas mais controladas e há uma presença maior da Alisa nos vocais. Porém, novamente a “síndrome dos Strokes” aparece, só que em uma versão bastante pasteurizada. O repertório é muito ruim, com poucas canções legais. No fim, é um álbum péssimo e que mostrou eles completamente desesperados para retornar ao mainstream. 

Melhores Faixas: (An)Aesthetic, Come As You Are 
Piores Faixas: Count On You, Death, The Sound Of My Voice, Monument, Sunseeker, Well-Rehearsed

  

terça-feira, 19 de maio de 2026

Analisando Discografias - The Colourist

                  

The Colourist – The Colourist





















NOTA: 8/10


No ano de 2014, o The Colourist lançava seu álbum de estreia autointitulado, com uma proposta interessante. Formado em 2009, em Orange County, na Califórnia, por Adam Castilla (vocais e guitarra), Maya Aoki Tuttle (bateria e vocais), Kollin Johannsen (baixo) e Justin Wagner (teclados), o grupo começou, em seus primeiros anos, a construir seu nome no cenário underground, até que, em 2012, foi contratado pela Republic Records, subsidiária da Universal. A produção, conduzida por Carlos De La Garza, foi bastante polida e cuidadosamente encaixada para soar leve e imediata. O disco inteiro trabalha com texturas brilhantes, guitarras limpas, sintetizadores discretos e baterias muito secas e definidas, encaixando assim Indie Pop com Power Pop, com os vocais energéticos do Castilla e os emocionais do Maya se entrelaçam muito bem. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas. No final de tudo, é um ótimo álbum de estreia e muito preciso. 

Melhores Faixas: Little Games, Oh Goodbye 
Vale a Pena Ouvir: Fix This, Stray Away, What Can I Say

Will You Wait for Me – The Colourist





















NOTA: 2/10


E aí, no ano de 2015, The Colourist lançou um EP com material inédito, o Will You Wait for Me. Após o álbum de estreia, a banda acabou se separando da Republic Records e voltou a trabalhar de forma independente, e esse trabalho serviria mais como uma transição entre a leveza extremamente juvenil a uma abordagem um pouco mais emocional. A produção, feita pelo vocalista Adam Castilla junto com Carlos De La Garza e Lars Stalfors, foi menos explosiva e mais atmosférica. As guitarras continuam presentes, porém frequentemente aparecem mais texturizadas e suaves. Os sintetizadores acabam tendo mais presença, sendo bem etéreos, e a cozinha rítmica seguiu aquelas linhas sólidas, com eles acrescentando elementos do Synth-pop. O problema é que tudo soa bastante reciclado. O repertório contém 4 faixas bem fraquinhas, com apenas uma interessante. Enfim, é um trabalho fraco e, após isso, a banda se separou, mas voltou em 2021 sem lançar nada até então. 

Melhores Faixa: Time Waster 
Piores Faixas: Set It Right, Romancing, When I'm Away
  

                                                                                  É isso, um abraço e flw!!!                      

Analisando Discografias - The Chain Gang Of 1974

                 

White Guts – The Chain Gang Of 1974





















NOTA: 3,5/10


No ano de 2010, foi lançado o 1º álbum do The Chain Gang Of 1974, o White Guts. O grande nome por trás desse projeto é Kamtin Mohager, vindo de San Jose, na Califórnia. Ele começou sua trajetória por volta de 2007, quando tocou em algumas bandas como baixista, até que, no início dos anos 2010, começou a lançar projetos sob esse nome artístico, trazendo uma abordagem que juntava sintetizadores amplos, vocais melancólicos e uma mistura de romantismo com desgaste psicológico. A produção foi feita por Christophe Eagleton, que colocou espaços amplos, reverbs longos e texturas eletrônicas brilhantes, criando uma sensação de imersão emocional muito forte. Existe uma influência evidente do Synth-pop e da New Wave, além de incorporar elementos da Indietronica, mesmo que isso nem sempre funcione bem, faltando um melhor encaixe entre as ideias. O repertório é ruim, tendo canções boas e outras medíocres. No fim, é um álbum de estreia fraco e impreciso. 

Melhores Faixas: Devil Is A Lady, Matter Of Time, F'n Head 
Piores Faixas: Don't Walk Away, Stop!, Dancekisslovemove, Funk Giants

Wayward Fire – The Chain Gang Of 1974





















NOTA: 3/10


No ano seguinte, o The Chain Gang retorna com seu 2º disco, intitulado Wayward Fire. Após o White Guts, para esse trabalho ele quis fazer algo mais consciente da atmosfera que queria construir. É um álbum que abraça plenamente a ideia de música noturna, tentando transmitir a impressão de alguém buscando intensidade emocional em um ambiente artificial e excessivamente urbano. A produção, feita pelo próprio cantor junto de Isom Innis, foi bem mais focada na atmosfera, com os sintetizadores criando camadas hipnóticas imersivas. E os vocais do Kamtin Mohager soam mais cansados e com uma interpretação bem emocional, mas ainda assim os mesmos erros de antes se repetem, com essa junção de Indietronica e Synth-pop não se encaixando bem. O repertório é muito ruim, tendo canções interessantes e outras fracas, além de regravações desnecessárias. No fim, é um álbum péssimo e mostrava que já estava na hora de mudar. 

Melhores Faixas: Heartbreakin' Scream, Matter Of Time, Teenagers 
Piores Faixas: Tell Me, Stop, Don't Walk Away, Undercover

Daydrem Forever – The Chain Gang Of 1974





















NOTA: 8/10


Indo para 2014, o The Chain Gang Of 1974 retorna lançando um novo disco, o Daydream Forever. Após o Wayward Fire, Kamtin Mohager acabou chamando a atenção da Warner Bros., que decidiu contratá-lo para a gravadora, e agora, com mais recursos, ele resolveu fazer um álbum mais contemplativo, quase narcótico em alguns momentos. A produção foi basicamente a mesma, só que agora extremamente sofisticada na maneira como trabalha a profundidade atmosférica. O álbum aposta fortemente em ambiência, reverberação e texturas eletrônicas expansivas. Os sintetizadores possuem timbres brilhantes e melancólicos que reforçam constantemente a sensação de sonho e desconexão emocional. As baterias eletrônicas são bem controladas, e os vocais do Mohager trazem toda aquela vulnerabilidade, juntando assim Indietronica com Alt-Pop. O repertório é muito bom, e as canções são bastante atmosféricas. Enfim, é um ótimo disco e mostrou evolução. 

Melhores Faixas: Sleepwalking, Plum 
Vale a Pena Ouvir: Miko, Godless Girl, Death Metal Punk

Felt – The Chain Gang Of 1974





















NOTA: 8/10


Três anos depois, foi lançado mais um disco do The Chain Gang Of 1974, o Felt, que se mostrou mais ousado. Após o Daydream Forever, esse novo trabalho, diferente dos anteriores que demonstravam fascínio pela melancolia urbana e pelo Synth-pop noturno, parece levar tudo isso para uma escala mais íntima, transmitindo constantemente a sensação de alguém tentando processar emoções profundas enquanto permanece preso em estados de ansiedade, memória e desgaste afetivo. Produzido por Thom Powers, do The Naked And Famous, o álbum é extremamente refinado em termos atmosféricos. O disco aposta fortemente em espaços amplos, reverbs profundos e texturas sonoras suaves, criando uma sensação constante de suspensão emocional, com os vocais do Kamtin Mohager atingindo um lado mais variado e articulado. O repertório é muito legal, e as canções são bem melódicas e suaves. No geral, é um ótimo disco e mostra um lado mais pacífico. 

Melhores Faixas: Looking For Love, Wallflowers 
Vale a Pena Ouvir: Forget (participação da Alisa Xayalith do The Naked And Famous), Human, I Still Wonder

Honey Moon Drips – The Chain Gang Of 1974





















NOTA: 8,5/10


Então chegamos em 2020, quando foi lançado o último álbum até então do The Chain Gang Of 1974, o Honey Moon Drips. Após o Felt, Kamtin Mohager voltou a ser um artista independente e participou de outros projetos paralelos, decidindo fazer um álbum bem mais retrô, que usa estruturas da música Pop enquanto mergulha em sentimentos de alienação, ansiedade, desgaste afetivo e vazio urbano. A produção contou com Jason Suwito, Nathaniel Motte e TWINKIDS, que seguiram por uma estética brilhante. Os sintetizadores são luminosos, mas quase sempre existe algo emocionalmente quebrado por trás deles. As baterias eletrônicas possuem um impacto limpo e moderno, enquanto guitarras cheias de efeitos adicionam uma camada nebulosa que aproxima o som do Dream Pop, mesmo estando mais orientado para o Synth-pop e para uma vibe inspirada nos New Romantics. O repertório é muito bom, e as canções são sentimentais e leves. Enfim, é um ótimo disco e muito consistente. 

Melhores Faixas: YDLMA, Times We Had, Such A Shame, Philosophy Of Love 
Vale a Pena Ouvir: Honey Moon Drips, Bends, 4AM, Still Lonely

     

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Analisando Discografias - The 1975

                 

The 1975 – The 1975





















NOTA: 8,3/10


Em 2013, The 1975 lançava seu álbum de estreia autointitulado, trazendo algo interessante. Formado lá em 2002, em Wilmslow, pelos adolescentes Matty Healy (vocais e guitarras), Adam Hann (guitarra), Ross MacDonald (baixo) e o então “gurizinho” George Daniel (bateria), o grupo, naquele período dos anos 2000, era apenas uma banda que tocava covers. A coisa só começou a ficar séria por volta de 2010, quando mudaram para o nome que conhecemos hoje e assinaram com a gravadora independente Dirty Hit. A produção foi feita pela própria banda junto com Mike Crossey, seguindo um som extremamente limpo, detalhista e atmosférico. Existe um cuidado enorme com as texturas: guitarras brilhantes, sintetizadores etéreos, vocais tratados de forma quase sonhadora e baterias orgânicas e as vezes eletrônica, juntando assim Pop Rock, New Wave, Synth-pop e Alt-Pop. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e sentimentais. No fim, é um ótimo disco de estreia e bem coeso. 

Melhores Faixas: Sex, Robbers, The City, Chocolate 
Vale a Pena Ouvir: Girls, Heart Out, Pressure

I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It – The 1975





















NOTA: 8/10


Três anos se passaram, e The 1975 retornou com seu 2º álbum, o I Like It When You Sleep, for You Are So Beautiful yet So Unaware of It. Após o álbum de estreia, eles haviam deixado de ser apenas um fenômeno Indie britânico para se tornarem um nome global do Pop alternativo. A banda decidiu fazer um álbum que fosse um retrato completo da cultura jovem moderna: internet, fama, ansiedade, sexo, drogas, ironia, narcisismo e vazio emocional. A produção foi bem sofisticada, com os sintetizadores possuindo uma profundidade quase cinematográfica. As guitarras aparecem cheias de textura, o baixo do Ross MacDonald conduz grooves dançantes e a bateria do George Daniel é extremamente inventiva, enquanto os vocais do Matty são bem confiantes e teatrais. Com isso, temos elementos do Synth-pop, New Wave e até traços de Shoegaze e música ambiente. O repertório é muito bom, e as canções são bem atmosféricas. No fim, é um ótimo disco e foi uma obra muito ousada. 

Melhores Faixas: Somebody Else, She’s American, A Change Of Heart 
Vale a Pena Ouvir: The Sound, Lostmyhead, Love Me, This Must Be My Dream

A Brief Inquiry Into Online Relationships – The 1975





















NOTA: 8,5/10


Dois anos depois, foi lançado o terceiro disco do The 1975, A Brief Inquiry Into Online Relationships. Após o I Like It When You Sleep, a banda decidiu fazer um álbum conceitual conectado por diversos temas abrangentes. Esse trabalho serve como uma declaração política de alerta, questionando as implicações da relação da sociedade com a tecnologia e seu impacto sobre a geração millennial. O final da década de 2010 foi dominado por ansiedade digital, polarização política e uma sensação constante de esgotamento psicológico. A produção, feita junto com Jonathan Gilmore, foi mais fragmentada, imprevisível e, às vezes, extremamente luxuosa e expansiva, com sintetizadores atmosféricos, baixos elegantes, guitarras texturizadas e os vocais emocionalmente cansados do Matty. Fazendo assim um trabalho de Art Pop com elementos do Synth-pop e Jazz. O repertório é muito bom, e as canções são bem dinâmicas. No fim, é um ótimo disco e bem consistente. 

Melhores Faixas: Sincerity Is Scary, I Always Wanna Die (Sometimes), It's Not Living (If It's Not With You), I Couldn't Be More In Love 
Vale a Pena Ouvir: Love It If We Made It, Give Yourself A Try, Surrounded By Heads And Bodies

Notes On A Conditional Form – The 1975





















NOTA: 4/10


Entrando nessa década, The 1975 retornou com um disco fraquíssimo, o Notes on a Conditional Form. Após A Brief Inquiry Into Online Relationships, inicialmente esse trabalho seria lançado pouco depois do anterior, mas, conforme o projeto cresceu, acabou se transformando em um álbum gigantesco. Fora isso, Matty Healy, após anos de exposição extrema, dependência química e crises existenciais, parecia menos interessado em construir uma persona glamourosa e mais disposto a revelar vulnerabilidade. A produção foi bem mais experimental, abraçando uma fragmentação completa, com mudanças de ritmo sem qualquer transição óbvia. Há uma presença maior da música eletrônica, com ecos claros de Future Garage e IDM espalhados pelo disco, dentro desse caldeirão de Art Pop que soa bem impreciso e como uma colcha de retalhos. O repertório é ruim, tendo muitas canções fracas e poucas interessantes. Enfim, é um álbum horrível e sem coesão. 

Melhores Faixas: Me & You Together Song, Then Because She Goes, If You're Too Shy (Let Me Know), Jesus Christ 2005 God Bless America, Streaming, I Think There's Something You Should Know 
Piores Faixas: The Birthday Party, Playing On My Mind, Nothing Revealed / Everything Denied, Roadkill, What Should I Say, Don't Worry, Frail State Of Mind, Shiny Collarbone

Being Funny In A Foreign Language – The 1975





















NOTA: 8,7/10


Então chegamos a 2022, ano em que The 1975 lançou seu álbum mais recente, o Being Funny in a Foreign Language. Após o Notes on a Conditional Form, parecia existir um certo desgaste em torno da banda. O maximalismo caótico do álbum anterior acabou sendo criticado pela duração excessiva, falta de foco e sensação de dispersão artística. Para esse trabalho, eles decidiram voltar a fazer algo contagiante e que gerasse impacto. A produção, feita pela banda junto com Jack Antonoff, foi bem polida e elegante. Os arranjos são extremamente sofisticados, com maior foco no Pop Rock e Pop sofisticado. As guitarras atmosféricas do Adam Hann continuam fundamentais, assim como o baixo elegante do Ross MacDonald. A bateria do George Daniel possui grooves sofisticados, enquanto os vocais do Matty Healy são bem emocionais. O repertório é ótimo, e as canções são bem envolventes e imersivas. No fim, é um disco belíssimo e bastante sentimental. 

Melhores Faixas: About You, I'm In Love With You, All I Need To Hear, When We Are Together
Vale a Pena Ouvir: Happiness, Wintering, Oh Caroline


                                                                            Por hoje é só, então flw!!!          

Analisando Discografias - The Royal Concept

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