Honest – Future
NOTA: 8,2/10
Dois anos depois, o Future lança seu segundo álbum, intitulado Honest, que apresenta foi mais variado. Após o Pluto, o rapper pretendia seguir uma direção muito mais melódica e romântica, chegando, inclusive, a utilizar o título Future Hendrix, em referência ao desejo de ampliar sua identidade musical para além do Trap tradicional. Conforme o projeto evoluiu, novas músicas foram sendo gravadas, grandes singles surgiram e a direção artística mudou diversas vezes. Produção contou com Mike Will Made It, Metro Boomin, TM88, DJ Spinz e outros produtores, que criaram beats variados, ora agressivos, ora atmosféricos, com presença de sintetizadores industriais e graves pesados. O uso do Auto-Tune por Future também é bastante alternado, dialogando tanto com o Trap quanto com o R&B. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e melódicas. Enfim, é um ótimo disco, que também é bastante injustiçado.
Melhores Faixas: Benz Friendz (Whatchutola) (baita feat do André 3000), Move That Dope (Pharrell e Pusha T mandando bem demais), Honest, Covered N Money
Vale a Pena Ouvir: I Be U, I Won (ótima feat do Kanye West), Blood, Sweat, Tears
Monster – Future
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: Codeine Crazy, Monster, Fuck Up Some Commas, My Savages, After That (Lil Wayne encaixou demais)
Vale a Pena Ouvir: Mad Luv, Fetti, 2Pac
DS2 – Future
NOTA: 10/10
Aí, no ano seguinte, o Future lançava seu 3º álbum, o clássico e atemporal DS2 (Dirty Sprite 2). Após o Monster, que mostrava aquela estética sombria e segura de sua identidade, esse álbum se tornou sua consolidação. Em vez de tentar agradar às rádios, o rapper decidiu lançar um álbum praticamente sem concessões comerciais, extremamente sombrio e dominado por temas como dependência química, paranoia, riqueza, isolamento, sexo e culpa. A produção foi feita, como sempre, por Metro Boomin, com a presença dos mesmos nomes de antes, que trouxeram uma abordagem variada, com beats orgânicos, sintetizadores frios, linhas de baixo extremamente profundas, hi-hats rápidos, caixas secas e pequenos detalhes atmosféricos espalhados pelas faixas. Além disso, os vocais do Future atingem, talvez, seu maior equilíbrio no uso do Auto-Tune. O repertório é sensacional e também é praticamente uma coletânea. No fim, é um baita disco e uma verdadeira obra-prima.
Melhores Faixas: I Serve The Base, Stick Talk, Thought It Was A Drought, Blood On The Money, Where Ya At (Drake foi bem), Slave Master, Groupies
Vale a Pena Ouvir: Colossal, Freak Hoe
What A Time To Be Alive – Drake & Future
NOTA: 6/10
Melhores Faixas: Jumpman, Plastic Bag, Digital Dash
Piores Faixas: Big Rings, Live From The Gutter, Change Locations
EVOL – Future
NOTA: 8,7/10
Mais um ano se passou, e o Future lançou mais um álbum, o EVOL, que foi bem mais sombrio. Após a mixtape What a Time to Be Alive, ao lado do Drake, esse novo trabalho, cujo título é simplesmente "LOVE" escrito ao contrário, sintetiza perfeitamente a proposta do disco. Só que a palavra "amor" quase nunca aparece como afeto genuíno; ela surge associada à desconfiança, ao sexo, ao dinheiro, ao ego e à dificuldade de estabelecer conexões verdadeiras. A produção foi relativamente a mesma, com beats mais escuros e dominados por graves profundos, embora exista uma preocupação maior com atmosferas melódicas e ambientes quase etéreos. Como esse projeto é extremamente focado no Trap, os sintetizadores são espaciais, os hi-hats são rápidos e o uso do Auto-Tune por Future serve quase como uma textura emocional. O repertório é muito legal, e as canções são bem sombrias e imersivas. Enfim, é um disco bacana e bastante subestimado.
Melhores Faixas: Low Life (baita feat do The Weeknd), Fly Shit Only, Ain't No Time, Lil Haiti Baby, Lie To Me
Vale a Pena Ouvir: Seven Rings, Xanny Family
FUTURE – Future
NOTA: 8,5/10
Em 2017, o Future lançou mais um álbum, dessa vez autointitulado, que trazia uma capa meio ostentação. Após o EVOL, o rapper parecia dizer que não havia necessidade de criar uma nova persona. Outro detalhe foi a decisão de lançar um disco praticamente sem participações especiais. A edição padrão é inteiramente conduzida por Future, algo incomum para um grande lançamento de Rap daquela época. Além disso, ele estava fazendo um experimento, já que faria um lançamento contínuo (só que isso falaremos depois). A produção foi diversificada, contando com DJ Esco, DJ Spinz, Southside e até mesmo DJ Khaled, seguindo um lado mais sofisticado, mas com beats frios, sintetizadores escuros, baterias secas, graves profundos e melodias discretas. Além disso, o uso do Auto-Tune mostra um Future mais relaxado e controlado. O repertório é bem legal, e as canções são bem densas e envolventes. No fim, é um trabalho bacana e que era apenas o primeiro.
Melhores Faixas: Feds Did A Sweep, Mask Off, Draco, POA, Poppin' Tags, Zoom
Vale a Pena Ouvir: I'm So Groovy, When I Was Broke, Good Dope, High Demand
HNDRXX – Future
NOTA: 8,8/10
Aí, praticamente uma semana depois, o Future já lançava seu 6º álbum de estúdio, o HNDRXX. Após o álbum autointitulado, o que aconteceu foi que esse projeto foi lançado uma semana depois como uma espécie de experimento para o rapper. Como o disco anterior era focado mais no Trap, este segue uma linha mais puxada para o R&B, tanto que os temas explorados são vulnerabilidade, relacionamentos fracassados, arrependimento e solidão. O próprio título faz referência ao alter ego "Future Hendrix", que é uma inspiração óbvia em Jimi Hendrix. A produção foi a mesma, só que aqui seguiu um lado mais refinado. Embora ainda tenha elementos do Trap, especialmente os graves profundos e os 808s característicos, o álbum se aproxima muito mais do R&B alternativo e do Soul moderno. O repertório é muito legal, e as canções são bem suaves, passando uma vibe introspectiva. No geral, é um ótimo disco e supera seu antecessor.
Melhores Faixas: Sorry, Solo, Comin' Out Strong (The Weeknd quase levou o som para ele), Selfish (ótima feat do Rihanna) Fresh Air, My Collection
Vale a Pena Ouvir: Use Me, Neva Missa Lost, Lookin Exotic, Keep Quiet
The Wizrd – Future
NOTA: 9/10
Dois anos se passaram, e o Future lançava mais um álbum, intitulado The WIZRD. Após o HNDRXX, o rapper lançou algumas mixtapes, sendo algumas colaborativas, e esse álbum marcou um retorno a uma sonoridade mais sombria. O título faz referência ao apelido que ele recebeu ao longo da carreira. Que simboliza a maneira como muitos enxergam sua capacidade de criar melodias, desenvolver atmosferas e influenciar toda uma geração de artistas. A produção contou com ATL Jacob, TM88, Tay Keith, Southside e outros produtores, que apostaram em uma estética mais cinematográfica e até psicodélica. Os beats são bem minimalistas, com uso recorrente de sintetizadores melancólicos, graves muito profundos e baterias secas. Aqui, os vocais do Future alternam entre Rap, canto e improvisação, com o Auto-Tune bem integrado. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas e até profundas. Mas, enfim, é um ótimo disco e bastante consistente.
Melhores Faixas: F&N, Crushed Up, Never Stop, First Off (Travis amassou), Call The Coroner, Stick To The Models, Jumpin On A Jet, Faceshot, Unicorn Purp (Young Thug mandou bem), Temptation
Vale a Pena Ouvir: Rocket Ship, Krazy But True, Goin Dummi
High Off Life – Future
NOTA: 5/10
No ano de 2020, o Future lançou mais um trabalho novo, o ambicioso High Off Life. Após o The WIZRD, esse projeto seria chamado Life Is Good, aproveitando o enorme sucesso do single homônimo com Drake. Só que o título acabou sendo alterado, o que fez mais sentido, porque o álbum vai muito além da ideia de celebrar uma vida boa. Ao longo das músicas, o rapper descreve alguém que vive permanentemente cercado por dinheiro, fama, drogas e excessos, mas cuja satisfação nunca parece completa. A produção contou com os mesmos nomes de sempre, que seguiram uma abordagem explosiva e atmosférica, com beats mais refinados, além da presença de graves profundos e baterias secas. Mas o problema é que tudo soa bastante excessivo e repetitivo, além de os vocais do Future soarem bem previsíveis. O repertório é irregular, com canções legais e outras bastante genéricas. Enfim, é um álbum mediano que mostrava uma queda de qualidade.
Melhores Faixas: Life Is Good (Drake mandou bem), Trapped In The Sun, Solitaires (mais uma ótima feat do Travis Scott), Too Comfortable, All Bad (Lil Uzi mandou bem), 100 Shooters
Piores Faixas: Life Is Good (Remix), Accepting My Flaws, Up The River, Pray For A Key, One Of My, Trillonaire, Harlem Shake
Pluto x Baby Pluto – Future & Lil Uzi Vert
NOTA: 2,5/10
E aí, lá para o final daquele ano pandêmico, foi lançado o álbum colaborativo do Future com Lil Uzi Vert, o Pluto x Baby Pluto. Após o High Off Life, os dois rappers já tinham colaborado algumas vezes. Isso aqui foi meio que uma realização para Uzi, que sempre admirou Future, tanto que, no início da carreira, utilizava o apelido "Baby Pluto" como homenagem, além de tentarem fazer algo único. A produção contou com DJ Esco, Zaytoven, Buddah Bless e vários outros, que trouxeram uma junção de tudo o que eles fazem, ou seja, os beats espaciais por parte do Lil Uzi e os sombrios por parte do Future. Assim, há graves muito profundos, 808s agressivos e um contraste entre os vocais, com um seguindo uma linha mais cadenciada e o outro mais acelerada. Só que tudo aqui soa como um álbum colaborativo de Trap totalmente genérico e tedioso. O repertório é péssimo, com poucas canções interessantes. No fim, é um álbum terrível e uma mancha para ambos.
Melhores Faixas: Drankin N Smokin, Real Baby Pluto
Piores Faixas: Off Dat, Bankroll, Plastic, Bought A Bad Bitch, Lullaby (Lil Uzi tava com preguiça)
I Never Liked You – Future
NOTA: 6/10
Se passaram então dois anos, e o Future lançou seu 9º álbum de estúdio, o I Never Liked You. Após o terrível Pluto x Baby Pluto, com Lil Uzi Vert, esse projeto reforça sua imagem pública construída ao longo dos anos: um personagem frio, distante e emocionalmente contraditório, capaz de alternar demonstrações de arrogância com momentos de enorme vulnerabilidade. Entretanto, por trás dessa postura existe um álbum muito mais complexo do que seu nome sugere. A produção foi aquela mesma de sempre, só que aqui eles tentaram seguir um caminho mais variado, com beats orgânicos e uma sonoridade muito sofisticada, combinando peso, melodias e texturas atmosféricas de maneira até que equilibrada. Mas o grande problema é que tudo fica bem repetitivo e, com o tempo, os flows do Future ficam bem maçantes. O repertório é fraco; até começa bem, mas depois soa como mais do mesmo. No final, é outro disco mediano e cansativo.
Melhores Faixas: PUFFIN ON ZOOTIEZ, KEEP IT BURNIN (Kanye amassou), 712BPM, HOLY GHOST, THE WAY THINGS GOING
Piores Faixas: I'M ON ONE (Drake foi mal aqui), GOLD STACKS, LOVE YOU BETTER, VOODOO (Kodak Black não entregou nada), MASSAGING ME
We Don't Trust You – Future & Metro Boomin
NOTA: 8,5/10
Chega o movimentado ano de 2024, quando Future e Metro Boomin lançam We Don't Trust You. Após o I Never Liked You, os dois confirmaram que iriam lançar dois discos colaborativos em sequência, criando imediatamente um enorme interesse em torno da proposta. Dentro da carreira do Future, esse álbum representa um retorno à parceria que ajudou a definir sua melhor fase artística. A produção de Metro Boomin contou com Boi-1da, Mike Dean, Lil 88 e outros produtores, que adotaram uma abordagem extremamente cinematográfica. Os beats vão do mais agressivo ao minimalismo, com graves profundos, baterias secas e hi-hats que preservam a velocidade característica do Trap. Enquanto isso, os vocais do Future alternam muito bem entre flows agressivos e melodias suaves. O repertório é ótimo, e as canções são bem energéticas e noturnas. No final de tudo, é um disco bacana e que consegue ser divertido.
Melhores Faixas: Like That (eu nem preciso dizer que o Kendrick fez aqui), Type Shit (Travis e Carti amassando), Young Metro, We Don't Trust You, Everyday Hustle (ótima feat do Rick Ross), Cinderella (mais uma do Travis), WTFYM
Vale a Pena Ouvir: Ice Attack, Runnin Outta Time, Claustrophobic, Seen It All
É isso, um abraço e flw!!!

















.jpg)

