domingo, 13 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Heart: Parte 1

                 

Dreamboat Annie – Heart





















NOTA: 10/10


No ano de 1976, o Heart lançava seu clássico álbum de estreia, o Dreamboat Annie. Formado dois anos antes no Pacific Northwest, lá em Seattle, com a maioria dos integrantes vindo de Vancouver, no Canadá, o grupo contava com as irmãs Ann e Nancy Wilson, Roger Fisher (guitarra), Howard Leese (guitarra e teclados), Steve Fossen (baixo) e Mike Derosier (bateria). Surgindo em um momento em que o Hard Rock clássico estava no topo da mídia e com eles assinando com uma gravadora independente, a Mushroom. A produção, feita por Mike Flicker, deixou um som equilibrado que junta elementos do Hard Rock com Folk e até Rock progressivo. As guitarras são bastante variadas, desde momentos melódicos até agressivos, a cozinha rítmica é bastante eficiente e os vocais delicados de Ann Wilson são o coração das canções. Falando nisso, o repertório é sensacional, parecendo uma completa coletânea. No final, é um baita disco de estreia e uma completa obra-prima. 

Melhores Faixas: Crazy On You, Magic Man, Love Me Like Music (I'll Be Your Song), Soul Of The Sea 
Vale a Pena Ouvir: Dreamboat Annie (Fantasy Child), How Deep It Goes

Little Queen – Heart





















NOTA: 9,5/10


No ano seguinte, o Heart lançava seu sensacional 2º álbum, o Little Queen, em meio a uma confusão gigantesca. Após o Dreamboat Annie, a banda tinha conseguido ganhar bastante atenção da mídia e, com isso, assinou com a Portrait Records. Algo que enfureceu os executivos da Mushroom Records, que tinham um contrato firmado com a banda, e isso desencadeou algo que falarei daqui a pouco. Esse projeto seguiu um caminho em que decidiram explorar momentos intimistas com arranjos mais encorpados. A produção, feita mais uma vez por Mike Flicker, seguiu um som pesado e com maior nível de detalhamento, seguindo muito a abordagem do Folk Rock, mas com pitadas de Hard Rock e Pop Rock. As guitarras ficaram ainda mais variadas, transitando entre solos e bases mais abertas. A cozinha rítmica ficou mais cadenciada e os vocais de Ann ficaram mais variados. O repertório é incrível, e as canções são bem imersivas. No geral, é um belo disco e que é muito profundo. 

Melhores Faixas: Barracuda, Little Queen, Love Alive, Dream Of The Archer, Cry To Me 
Vale a Pena Ouvir: Kick It Out, Treat Me Well

Magazine – Heart





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, foi lançado de forma oficial o 3º álbum do Heart, o Magazine, que foi uma completa dor de cabeça. Antes de lançarem o Little Queen, o que aconteceu foi que a antiga gravadora da banda, a Mushroom Records, tinha um contrato para eles lançarem mais um álbum sob o selo deles. Mas, como eles assinaram com a Arista, esse material foi gravado em poucos dias e, como eles não conseguiram terminá-lo, foi só com a ajuda da nova gravadora que conseguiriam remixar todo esse disco. A produção de Mike Flicker seguiu uma sonoridade mais variada, com momentos que dialogam entre Pop Rock, Hard Rock, Folk e Pop barroco. As guitarras colocam um devido peso, o baixo é bastante sustentável, a bateria é bastante orgânica e ajuda em momentos de peso, e os vocais de Ann continuam bem delicados. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e cadenciadas. Enfim, é um disco bacana, mesmo com todo o processo intenso. 

Melhores Faixas: Heartless, Magazine 
Vale a Pena Ouvir: Without You, I've Got The Music In Me, Just The Wine

Dog & Butterfly – Heart





















NOTA: 9/10


Ainda naquele mesmo ano, foi lançado outro álbum do Heart, o sensacional Dog & Butterfly. Após o Magazine, a banda também estava cada vez mais confortável explorando diferentes lados de sua sonoridade. O Hard Rock continuava presente, mas não precisava mais dominar o álbum inteiro. E é justamente essa característica que define esse álbum. O disco parece dividido entre dois estados de espírito: de um lado, músicas mais pesadas; do outro, composições acústicas, atmosféricas e introspectivas. A produção, feita por Mike Flicker, Michael Fisher junto com a banda, seguiu para uma sonoridade limpa e organizada, sem tirar o caráter orgânico que os consolidou. As guitarras continuam tendo presença, mas existe uma preocupação maior com texturas, dinâmica e espaço. Além disso, há uma presença de violões e arranjos acústicos que deixa tudo mais sofisticado. O repertório é maravilhoso, e as canções são belíssimas. No geral, é um baita disco e muito subestimado. 

Melhores Faixas: Dog And Butterfly, Cook With Fire, Lighter Touch, Straight On 
Vale a Pena Ouvir: Mistral Wind, Nada One

Bebe Le Strange – Heart





















NOTA: 8,3/10


Entrando nos anos 80, o Heart lançava mais um álbum novo, o Bebe Le Strange. Após o Dog & Butterfly, o guitarrista Roger Fisher acabou sendo demitido da banda, assim como seu irmão Michael, e acabou não tendo substituição. Com isso, a banda entra na nova década tentando se reafirmar em um cenário em que o Hard Rock melódico começaria a dominar o mercado musical daquela época. A produção, feita por Mike Flicker junto com a banda, deixou uma abordagem mais acessível e moderna. Com isso, as guitarras, agora assumidas inteiramente por Nancy Wilson, possuem momentos mais pesados e passagens sonoras. A bateria ficou bem mais firme e o baixo ainda mais controlado, enquanto os vocais de Ann ficaram muito mais energéticos, mostrando que estavam querendo dialogar com o Hard Rock daquele período. O repertório é legalzinho, tendo canções pesadas e outras mais cadenciadas. Enfim, é um disco bacana, mas que não fez sucesso. 

Melhores Faixas: Bebe Le Strange, Sweet Darlin, Strange Night 
Vale a Pena Ouvir: Rockin Heaven Down, Silver Wheels

Private Audition – Heart





















NOTA: 4/10


Dois anos se passaram, e o Heart lançava seu 6º álbum de estúdio, o fraquíssimo Private Audition. Após o Bebe Le Strange, Ann e Nancy Wilson precisavam assumir ainda mais responsabilidade para manter a banda funcionando como uma unidade. O álbum surge, portanto, em um momento de busca por uma nova identidade, com elas ainda buscando encontrar completamente aquela sonoridade mais comercial que marcaria parte importante de sua trajetória posterior. A produção foi basicamente a mesma, só que agora extremamente comercial. As guitarras continuam sendo importantes, aparecendo em momentos pesados e outros mais cadenciados, em que os teclados ocupam mais espaço. Fora isso, a bateria ficou bastante comprimida, muito para deixar uma abordagem Pop Rock oitentista, só que isso ferra muito a imersão do álbum. O repertório é péssimo, e as canções são genéricas, com poucas interessantes. Enfim, é um álbum ruim e que deu muito errado. 

Melhores Faixas: Bright Light Girl, City’s Burning, The Situation, Hey Darlin Darlin 
Piores Faixas: Angels, The Man Is Mine, America, Fast Times, Perfect Stranger

Passionworks – Heart





















NOTA: 5/10


Aí, no ano seguinte, elas voltam com mais um álbum, dessa vez com o Passionworks. Após o Private Audition, vendo que o início dos anos 80 estava trazendo uma mudança enorme na estética do Rock, sintetizadores, produções mais limpas, baterias mais destacadas e uma preocupação maior com músicas acessíveis começavam a dominar o gênero. O Heart percebeu essa transformação e tentou acompanhar. A produção, feita inteiramente por Keith Olsen, deixou um som mais limpo e extremamente radiofônico. As guitarras continuam presentes, mas agora divide espaço com os sintetizadores e outros elementos que aproximam o grupo do AOR e do Hard Rock farofa que estava dominando o mainstream. Mas muita coisa ainda soa sem imersão e faltando algo que não soasse como mais uma tentativa de continuar no topo. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fraquíssimas. No geral, é um álbum mediano e que precisava de alguns ajustes. 

Melhores Faixas: How Can I Refuse, Blue Guitar, Language Of Love 
Piores Faixas: Ambush, Together Now, Johnny Moon

Heart – Heart





















NOTA: 9/10


Então chegamos ao decisivo ano de 1985, quando o Heart lançava seu 8º álbum autointitulado. Após o Passionworks, a banda passou por mudanças, com a entrada de Mark Andes no baixo e Denny Carmassi na bateria. Além disso, a banda decidiu reconstruir sua identidade e apresentar uma versão mais moderna, acessível e comercial de seu som, algo que também teve pitaco da gravadora Capitol por trás. A produção, feita por Ron Nevison, seguiu um som limpo e extremamente polido, que dialoga tanto com o Hard Rock farofento daquele período quanto com o AOR. As guitarras possuem riffs e bases variadas, enquanto os solos ganham aquele caráter grandioso típico do Rock de arena. A bateria também ganha bastante impacto, as linhas de baixo são bem melódicas e os vocais de Ann ficaram bem mais energéticos e cadenciados. O repertório é muito bom, e as canções são bem vibrantes e imersivas. No fim, é um disco incrível e que finalmente foi um sucesso. 

Melhores Faixas: These Dreams, If Looks Could Kill, What About Love, Nothin' At All, Never
Vale a Pena Ouvir: Shell Shock, The Wolf

Bad Animals – Heart





















NOTA: 8,5/10


Dois anos se passaram, e o Heart lança seu 9º álbum de estúdio, o Bad Animals. Após o álbum de 1985, que colocou de novo eles como uma das bandas principais do Hard Rock, eles decidiram se manter no topo, já que foi difícil voltar a ocupar uma posição que, há muito tempo, eles estavam completamente longe, abraçando a sua identidade oitentista e procurando fazer um disco ainda mais direto. A produção, feita mais uma vez por Ron Nevison, seguiu aquela abordagem polida e extremamente comercial do AOR e Hard Rock farofa daquele período. As guitarras ficaram bem mais limpas e com riffs e solos poderosos, a bateria tem impacto e o baixo dá sustentação, enquanto os sintetizadores preenchem os espaços. E os vocais de Ann Wilson continuam bastante variados e carregados de energia. O repertório é muito bom, e as canções ficaram ainda mais melódicas e intimistas. No final de tudo, é outro álbum bacana e que teve mais variação. 

Melhores Faixas: Alone, Who Will You Run To, Strangers Of The Heart, You Ain't So Tough
Vale a Pena Ouvir: There's The Girl, Bad Animals, I Want You So Bad


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                       

Analisando Discografias - Lou Gramm

                  

Ready Or Not – Lou Gramm







NOTA: 8,3/10


Em 1987, Lou Gramm decidiu se aventurar em sua carreira solo com o álbum Ready Or Not. Após o lançamento do Inside Information com o Foreigner, o cantor queria explorar suas próprias ideias e mostrar que sua identidade artística não dependia exclusivamente da banda. O disco representa uma oportunidade para Gramm sair um pouco da estrutura da banda e trabalhar um repertório mais pessoal. A produção, feita junto com Pat Moran, traz uma sonoridade limpa, organizada e bastante acessível. As guitarras são carregadas de riffs precisos, enquanto teclados e elementos de estúdio ajudam a construir aquele ambiente grandioso característico da época. A bateria é relativamente controlada e o baixo é extremamente eficiente, enquanto os vocais de Lou Gramm estão bem variados, não se transformando em mais um trabalho genérico de AOR. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas. No fim, é um disco bacana e que foi um acerto. 

Melhores Faixas: Midnight Blue, If I Don't Have You, Arrow Thru Your Heart, Until I Make You Mine 
Vale a Pena Ouvir: Time, Heartache, Lover Come Back

Long Hard Look – Lou Gramm







NOTA: 8/10


Se passaram dois anos, para o Lou Gramm lançar seu 2º e possivelmente álbum solo, o Long Hard Look. Após o Ready Or Not, o cantor decidiu fazer um trabalho que mostrasse uma certa evolução como por exemplo trazendo uma sensação de maior ambição, como se Gramm estivesse tentando consolidar de vez sua carreira individual em vez de simplesmente apresentar um projeto paralelo. Produção feita por Peter Wolf e Eric "ET" Thorngren, seguiu aquele som limpo, grande e cuidadosamente trabalhado, com guitarras elétricas ocupando espaço importante, teclados preenchendo as camadas e uma bateria bastante definida. Existe aquela preocupação típica do AOR em fazer cada elemento soar polido e pronto para o rádio, mas sem eliminar completamente a força do Hard Rock. Fora isso, os vocais do Lou Gramm são bastante energeticos e bem articulados. O repertório é muito legal, e as canções são bem divertidas. Enfim, é um ótimo álbum e que cumpre sua proposta. 

Melhores Faixas: Broken Dreams, Warmest Rising Sun 
Vale a Pena Ouvir: Angel With A Dirty Face, Just Between You And Me, I'll Know When It's Over

  

Analisando Discografias - Foreigner

                 

Foreigner – Foreigner





















NOTA: 9,6/10


No ano de 1977, foi lançado o álbum de estreia autointitulado do Foreigner, que foi um divisor de águas. Formado um ano antes em Nova York por Lou Gramm nos vocais, Mick Jones e Ian McDonald nas guitarras, Al Greenwood (teclados), Ed Gagliardi (baixo) e Dennis Elliott (bateria), eles traziam uma abordagem diferente: em vez de apostar em um Rock extremamente agressivo, o grupo constrói um som pesado, mas extremamente melódico, com riffs marcantes e refrões fortes. A produção feita por John Sinclair e Gary Lyons junto com a banda deixou um som limpo e extremamente polido, que juntava os elementos do Hard Rock e do nascente AOR. As guitarras conseguem alternar entre riffs mais diretos, bases densas e momentos mais melódicos. A cozinha rítmica é bastante orgânica, os teclados criam atmosferas e os vocais do Gramm são bem articulados. O repertório é maravilhoso, e as canções são imersivas. No fim, é um baita disco de estreia e um clássico. 

Melhores Faixas: Cold As Ice, Feels Like The First Time, The Damage Is Done, Long, Long Way From Home, Starrider 
Vale a Pena Ouvir: At War With The World, Fool For You Anyway, Headknocker

Double Vision – Foreigner





















NOTA: 8,7/10


No ano seguinte, o Foreigner lançava seu 2º álbum, o expressivo Double Vision. Após o álbum de estreia, a banda estava tentando consolidar aquilo que havia construído no álbum anterior. A formação continuava essencialmente a mesma, com Mick Jones e Ian McDonald comandando a parte instrumental e Lou Gramm novamente como principal voz. A diferença é que agora a banda já tinha mais experiência e uma noção muito mais clara de como transformar sua sonoridade em algo ainda mais direto e eficiente. A produção, feita junto com Keith Olsen, seguiu uma abordagem limpa e acessível, com eles continuando a juntar os elementos do AOR e Hard Rock. As guitarras possuem bastante força e riffs precisos, a bateria tem impacto e o baixo sustenta as músicas de maneira firme. O uso de teclados é bem aproveitado e os vocais do Gramm continuam bem articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bem variadas. Enfim, é um ótimo disco e que teve mais imersão. 

Melhores Faixas: Double Vision, Blue Morning, Blue Day, Hot Blooded 
Vale a Pena Ouvir: You're All I Am, Love Has Taken Its Toll

Head Games – Foreigner





















NOTA: 8,5/10


Chegando ao final dos anos 70, o Foreigner lançava mais um disco, o subestimadíssimo Head Games. Após o Double Vision, a banda acabou passando por mudanças, com a saída do baixista Ed Gagliardi e a entrada de Rick Wills (ex-Roxy Music). E, para esse álbum, decidiram fazer algo que pegasse parte da agressividade apresentada antes e equilibrá-la com uma preocupação maior com melodias e arranjos comerciais. A produção, feita por Mick Jones e Ian McDonald junto com o lendário Roy Thomas Baker, seguiu por um som limpo e extremamente organizado. As guitarras continuam tendo presença, mas o som já demonstra uma preocupação maior em deixar tudo muito bem definido e acessível. A bateria é firme, o baixo sustenta bem as músicas e os teclados continuam sendo usados para ampliar os arranjos. O repertório é muito bom, e as canções são bastante energéticas. No fim, é um disco bacana e que acabou não vendendo muito. 

Melhores Faixas: Head Games, Women, Dirty White Boy, The Modern Day 
Vale a Pena Ouvir: Love On The Telephone, Do What You Like, I'll Get Even With You

4 – Foreigner





















NOTA: 9,8/10


No ano de 1981, o Foreigner lançava seu clássico 4º álbum, intitulado apenas como 4. Após o Head Games, Ian McDonald e Al Greenwood deixaram a banda, fazendo com que o Foreigner passasse de um sexteto para um quarteto, com Mick Jones, Lou Gramm, Dennis Elliott e Rick Wills. Essa redução poderia ter deixado o som mais limitado, mas aconteceu justamente o contrário: Jones assume ainda mais controle sobre a direção musical, enquanto a banda passa a trabalhar com uma estrutura mais enxuta. A produção de Mick Jones junto com Robert John "Mutt" Lange deixou uma abordagem polida e extremamente radiofônica, com eles equilibrando Hard Rock, AOR e pitadas de música Pop. As guitarras são muito bem trabalhadas, alternando riffs pesados e bases mais limpas. O baixo é bastante presente, a bateria é precisa e os vocais do Lou Gramm são bem melódicos. O repertório é sensacional, e as canções são bem cadenciadas. No fim, é um baita disco e que foi o auge deles. 

Melhores Faixas: Waiting For A Girl Like You, Urgent, Juke Box Hero, I’m Gonna Win, Girl Of The Moon, Night Life 
Vale a Pena Ouvir: Break It Up, Don't Let Go

Agent Provocateur – Foreigner





















NOTA: 8,7/10


Se passaram três anos para o Foreigner voltar com seu 5º álbum, o Agent Provocateur. Após o 4, eles tinham se tornado uma das principais bandas do Hard Rock daquele período, mas estavam cada vez mais se distanciando dessa abordagem. A banda passa a explorar com mais intensidade o Pop Rock, sintetizadores, baladas e uma produção grandiosa, refletindo muito bem o ambiente musical da primeira metade dos anos 80. A produção, feita por Mick Jones junto com Alex Sadkin, deixou um som grandioso e radiofônico. As guitarras continuam presentes, mas já não possuem a mesma posição dominante que tinham nos primeiros trabalhos. A bateria é bastante limpa e controlada, o baixo acompanha de maneira sólida e os teclados ajudam a preencher boa parte do espaço sonoro. E os vocais do Lou Gramm ficaram mais variados. O repertório é muito legal, e as canções ficaram mais intimistas. No geral, é um disco bacana e que envelheceu bem. 

Melhores Faixas: I Want To Know What Love Is, That Was Yesterday, Down On Love, Tooth And Nail 
Vale a Pena Ouvir: Reaction To Action, Two Different Worlds, Stranger In My Own House

Inside Information – Foreigner





















NOTA: 6/10


Mais três anos se passaram, e o Foreigner lançava mais um álbum novo, o Inside Information. Após o Agent Provocateur, eles estavam completamente no topo e, obviamente, queriam se manter lá. Mas eles queriam tentar recuperar um pouco mais de equilíbrio. Existe uma preocupação maior em trazer guitarras e momentos mais pesados, sem abandonar a acessibilidade conquistada durante a década. A produção, feita junto com Frank Filipetti, deixou aquele som limpo, só que mais detalhado. Mick Jones tem um papel muito importante na construção dessa sonoridade. As guitarras são utilizadas tanto para criar riffs quanto para complementar os teclados e os vocais. O baixo e a bateria funcionam de maneira muito controlada, mas o problema é que há muitos momentos arrastados e faltando variação, com os vocais de Lou Gramm nem conseguindo salvar. O repertório é irregular, tem canções boas e outras genéricas. No geral, é um álbum mediano e impreciso. 

Melhores Faixas: Inside Information, Say You Will, Out Of The Blue 
Piores Faixas: Face To Face, I Don't Want To Live Without You, Can’t Wait

Unusual Heat – Foreigner





















NOTA: 5/10


Indo para 1991, o Foreigner voltava com seu 7º álbum de estúdio, o Unusual Heat. Após o Inside Information, o vocalista Lou Gramm decidiu sair da banda e, no seu lugar, Mick Jones contratou Johnny Edwards. Mas havia um problema naquele período: o AOR tinha deixado de ser tendência e já tinha perdido espaço para o Rock alternativo, e a banda achou que ainda teria espaço na mídia seguindo a mesma fórmula. A produção de Mick Jones junto com Terry Thomas seguiu aquela mesma abordagem de sempre, buscando algo mais grandioso. As guitarras possuem uma presença maior e alguns arranjos são mais densos, dando ao álbum uma aparência mais roqueira. Enquanto a cozinha rítmica sustenta tudo e os vocais do Johnny são bem parecidos com os de Gramm, conseguindo até mandar bem, mas é aquilo: tudo soa bastante previsível. O repertório é mediano, tem canções legais e outras esquecíveis. Enfim, é um álbum irregular e que chega a ser tedioso. 

Melhores Faixas: I'll Fight For You, Ready For The Rain, When The Night Comes Down 
Piores Faixas: Mountain Of Love, Unusual Heat, Safe In My Heart

Mr. Moonlight – Foreigner





















NOTA: 3/10


Mais três anos se passaram, e a banda lança mais um trabalho, o Mr. Moonlight. Após o Unusual Heat, o Foreigner tinha encerrado seu vínculo com a Atlantic Records, com a qual esteve desde o início, e assinou com a Arista. Além disso, o vocalista Lou Gramm retornou à banda, mas, ao mesmo tempo, o baixista Rick Wills e o baterista Dennis Elliott acabaram saindo, e entraram Bruce Turgon e Mark Schulman. A produção feita pela banda junto com Mike Stone deixou aquele som acessível e, ao mesmo tempo, moderno para os padrões dos anos 90. As guitarras ficaram mais pesadas, com presença de solos e harmonizações em determinados momentos, e os vocais de Lou Gramm ficaram bastante posicionados no centro. Mas tudo aqui soa bastante repetitivo e insistente em fórmulas obsoletas. O repertório é péssimo, e as canções são bastante genéricas, com poucas exceções. No final de tudo, é um disco péssimo de uma banda totalmente perdida. 

Melhores Faixas: All I Need To Know, Until End Of The Time, Under The Gun 
Piores Faixas: Real World, White Lie, Rain, Hand On My Heart, Big Dog

Can't Slow Down – Foreigner





















NOTA: 3/10


Então chegamos em 2009, quando o Foreigner lançava seu 9º e último álbum, o Can’t Slow Down. Após o Mr. Moonlight, a banda continuou, só que focando muito mais em suas turnês, até que, lá para 2005, Mick Jones reformulou a banda com Michael Bluestein nos teclados, Thom Gimbel na guitarra, Jeff Pilson no baixo e Brian Tichy na bateria. Mas a principal mudança foi a entrada de Kelly Hansen como vocalista, após a saída definitiva de Lou Gramm. Com isso, esse trabalho seria uma tentativa de se recolocar para uma nova geração, lançando esse projeto pela Rhino. A produção, feita por Marti Frederiksen e Mark Ronson, seguiu por uma abordagem limpa, com toques modernos. As guitarras têm passagens melódicas, a bateria é mais encorpada e o baixo aparece com uma definição melhor, mas, mesmo assim, tudo soa bastante arrastado e previsível. O repertório é bem ruim, com poucas canções dignas. Em suma, é um álbum fraco e, após isso, a banda só focou em turnês. 

Melhores Faixas: In Pieces, Angel Tonight, Give Me A Sign 
Piores Faixas: Too Late, When It Comes To Love, Living In A Dream, As Long As I Live, I Can't Give Up


Analisando Discografias - Heart: Parte 1

                  Dreamboat Annie – Heart NOTA: 10/10 No ano de 1976, o Heart lançava seu clássico álbum de estreia, o Dreamboat Annie. Form...