Words From The Genius – Genius (GZA)
NOTA: 5/10
Em 1991, o GZA, que na época era conhecido apenas como The Genius, lançava seu álbum de estreia, o Words from the Genius. Antes de entrar para o Wu-Tang Clan, ele se destacou nas batalhas de Rap e estava na correria para, quem sabe, lançar um disco. Assim, conseguiu um contrato com a Cold Chillin' Records, responsável por artistas como Big Daddy Kane, Kool G Rap e Biz Markie. Com isso, o rapper sofreu certa pressão para entregar um trabalho que dialogasse com os nomes já citados. A produção ficou por conta de Easy Mo Bee, Patrick Harvey e Jesse West, que criaram batidas mais limpas. Com isso, temos baterias secas, linhas de baixo bem marcadas, scratches constantes e diversos samples de Soul, Jazz e Funk. O álbum apresenta elementos do chamado Mid-School Hip Hop, com alguns traços de Boom Bap, mas tudo soa bastante genérico. O repertório é irregular: há canções legais e outras chatinhas. Enfim, é um álbum mediano e parecendo uma cópia do Kane.
Melhores Faixas: Words From A Genius, Come Do Me, Drama, Feel The Pain
Piores Faixas: Life Of A Drug Dealer, Superfreak, Living Foul, The Genius Is Slammin'
Liquid Swords – Genius / GZA
NOTA: 10/10
Indo para 1995, foi lançado o sensacional e clássico 2º álbum do GZA, o Liquid Swords. Após o Words from the Genius, o rapper acabou se juntando ao Wu-Tang Clan e, após o lançamento do álbum de estreia do grupo, cada integrante lançou um trabalho solo. Nosso mano GZA estava preparando um projeto que trazia versos elaborados, repletos de metáforas, referências científicas, jogos de palavras, filosofia oriental, violência urbana e observações sociais. A produção foi feita inteiramente pelo RZA, que criou batidas cruas e minimalistas. As baterias são pesadas, as linhas de baixo são profundas e os samples de Soul, Jazz e trilhas sonoras antigas são manipulados de forma extremamente criativa. A sonoridade segue o Boom Bap, criando um ambiente escuro e quase claustrofóbico. Os flows do rapper são bem precisos e técnicos. O repertório é sensacional, parecendo uma verdadeira coletânea. No geral, é um disco atemporal e um dos melhores de todos os tempos.
Melhores Faixas: 4th Chamber (RZA amassou), Shadowboxin' (baita feat do Method Man), Liquid Swords, Basic Instructions Before Leaving Earth, Duel Of The Iron Mic (que time: Inspektah Deck, Masta Killa, Ol' Dirty Bastard), Cold World
Vale a Pena Ouvir: Living In The World Today, Swordsman, Gold
Beneath The Surface – GZA / Genius
NOTA: 8/10
Quatro anos se passaram, e o GZA lança mais um álbum, o Beneath the Surface. Após o clássico Liquid Swords, o rapper optou por manter sua identidade lírica, mas dentro de uma produção mais diversificada. O álbum também reflete um período de transição para o Wu-Tang Clan. O RZA já não produzia sozinho todos os trabalhos do grupo, abrindo espaço para outros produtores ligados ao coletivo. A produção, feita pelo próprio GZA, contou com Mathematics, Arabian Knight, entre outros. Eles seguiram uma abordagem mais acessível. Com isso, as batidas são bem minimalistas, as baterias são pesadas, mas controladas, e há uma maior presença de linhas de baixo marcantes, teclados discretos e melodias mais desenvolvidas. Os flows do GZA são bastante técnicos e não têm tanta agressividade como antes. O repertório é ótimo, e as canções ficaram mais imersivas e até melancólicas. Enfim, é um álbum bem bacana e consistente.
Melhores Faixas: Beneath The Surface, Publicity Vale a Pena Ouvir: Feel Like An Enemy, Crash Your Crew (ótima feat do Ol’ Dirty Bastard e RZA), 1112 (Masta Killa mandou bem), Amplified Sample
Legend Of The Liquid Sword – GZA / Genius
NOTA: 9/10
No final do ano de 2002, o GZA lançou seu 4º álbum solo, o Legend of the Liquid Sword. Após o Beneath the Surface, o rapper tenta recuperar parte do espírito de seu maior clássico, mas sem simplesmente repetir a fórmula. O próprio título faz referência ao universo criado em Liquid Swords, remetendo novamente às imagens de artes marciais, disciplina e precisão. A produção foi feita por ele, junto com RZA, DJ Muggs, Arabian Knight, entre outros, que criaram batidas amplas, com presença de baterias secas, linhas de baixo marcantes e atmosferas densas. Porém, existe uma tentativa maior de modernizar o som para o início dos anos 2000. Os flows do Genius seguem um caminho mais cadenciado, utilizando sua técnica no momento certo sem se tornarem repetitivos. O repertório é incrível, e as canções são bem profundas e carregadas de crítica social. No fim, é um baita disco e criminosamente subestimado pelos fãs.
Melhores Faixas: Did Ya Say That, Highway Robbery, Stay In Line, Sparring Minds (Inspectah Deck mandou bem), Fame, Animal Planet, Luminal
Vale a Pena Ouvir: Silent (Ghostface mandou bem), Uncut Material, Fam (Members Only)
Pro Tools – GZA / Genius
NOTA: 5/10
Então chegamos a 2008, quando o GZA lançou seu 5º e último álbum até então, o Pro Tools. Após o Legend of the Liquid Swords, o rapper ainda era muito cobrado para fazer um trabalho que chegasse ao patamar de seu álbum clássico de 1995. O título faz referência tanto ao software utilizado na produção musical quanto às ferramentas necessárias para construir uma grande obra. A produção foi diversificada, contando com RZA, Black Milk, Dreddy Kruger, entre outros, que seguiram uma sonoridade mais moderna, mas ainda carregando os elementos clássicos do Boom Bap. As baterias ficaram bem mais minimalistas, com uma presença constante de loops, samples de Soul e estruturas simples. Porém, o maior problema é que os flows do GZA muitas vezes não se encaixam, havendo poucos momentos em que ele consegue ir bem. O repertório é fraquinho: há canções boas e outras bastante genéricas. Em suma, é um álbum mediano e, depois disso, não tivemos mais nada.
Melhores Faixas: Groundbreaking, Alphabets, Firehouse, 0% Finance
Piores Faixas: Paper Plate, Life Is A Movie, Columbian Ties, Pencil
Então é isso e flw!!!

























