sábado, 27 de junho de 2026

Review: Anxiety do Trompas

                   

Anxiety – Trompas





















NOTA: 7/10


Recentemente, a nova banda do Wally (ex-CPM 22), o Trompas, lançou seu EP de estreia, o Anxiety. Formado em 2024, em São Paulo, como já dito, por Wally (vocais e guitarra), Benhur Lima (baixo) e Thiago Caurio (bateria), o projeto marca o retorno de Caurio e Wally após o fim precoce do Astafix, e aqui a proposta foi explorar temas de desgaste emocional, repetição e ansiedade como eixo conceitual. A produção foi bem crua e direta, com uma sonoridade que dialoga com Sludge Metal e com elementos do Grunge e Stoner Metal, com foco em timbres graves, riffs lentos e atmosfera sufocante. Além disso, a bateria consegue ser bem precisa, e os vocais do Wally conseguem transitar entre fúria e momentos melódicos. O repertório é curtinho, contendo 5 faixas que são bem pesadas. No fim, é um ótimo EP e mostra algo bastante promissor. 

Melhores Faixas: Fading Face, Trip 
Vale a Pena Ouvir: Anxiety, Ten Year Hate, Lost Again
 

                                                                                        É isso, então flw!!!                

Analisando Discografias - Adorável Clichê

                  

O Que Existe Dentro de Mim – Adorável Clichê





















NOTA: 10/10


Em 2018, o Adorável Clichê lançava seu álbum de estreia, o sensacional O Que Existe Dentro de Mim. Formado em 2013, em Blumenau, Santa Catarina, por Gabrielle Philippi (vocais e guitarra), Marlon Lopes da Silva (guitarra), Lucas Toledo Lugones (baixo) e Diogo Leal (bateria), o grupo lançou, nesse período de cinco anos, uma demo e um EP que não eram lá grande coisa, mas já deixavam clara a base estética da banda: letras confessionais, uma abordagem emocional direta e uma sonoridade que mistura delicadeza melódica com distorções suaves. A produção, feita pela banda, consegue ser limpa e apresenta uma sonoridade densa, com guitarras com reverb e delay, camadas atmosféricas suaves e melancólicas, e os vocais da Gabrielle levemente enterrados na mixagem, dialogando assim com Dream Pop e Shoegaze. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. No fim, é um baita disco e um clássico do Rock nacional. 

Melhores Faixas: Traços, Falsa Valsa, Poluição, Eu Só Queria Que Tudo Tivesse Um Fim, Sobre Cair de Bicicleta 
Vale a Pena Ouvir: Crescer, Compressa

Sonhos Que Nunca Morrem – Adorável Clichê





















NOTA: 9/10


Seis anos depois, o Adorável Clichê lançava seu 2º álbum de estúdio, o sonhos que nunca morrem. Após O Que Existe Dentro de Mim, o baterista Diogo Leal acabou saindo, e quem entrou foi o guitarrista Felipe Protski. Então, as composições passaram a ser feitas diretamente no estúdio, com o uso de sintetizadores e batidas programadas. Nesse meio tempo, eles lançaram singles e esse álbum pelo selo Balaclava Records. A produção foi mais refinada e linear, as camadas são mais equilibradas, os sintetizadores ganham mais presença estrutural, e as guitarras deixam de ser apenas “neblina emocional” para se tornarem elementos de construção melódica mais clara. Eles seguem uma abordagem mais puxada para o Dream Pop e Indie Rock tradicional, com poucos momentos de Shoegaze. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem melódicas e com uma sensação nostálgica. No fim, é um baita disco e bastante maduro. 

Melhores Faixas: amarga, as coisas mudam pra melhor, medo, devagar, fogo 
Vale a Pena Ouvir: um sorriso que se vai, como era antes

  

Analisando Discografias - Alison's Halo

                  

Eyedazzler 1992-1996 – Alison’s Halo





















NOTA: 10/10


Em 1997, o Alison’s Halo lançou seu 1º álbum/coletânea intitulado Eyedazzler 1992–1996. Formado em 1992, na cidade de Tempe, no Arizona, por Catherine Cooper (vocais e guitarra) e Adam Cooper (guitarra), a banda teve a participação de vários baixistas e bateristas ao longo do tempo, mas os mais marcantes são certamente Roger Brogan (bateria) e David Rogers (baixo). Assim, a banda lançou demos em fita cassete, mas como os Estados Unidos não davam tanta atenção ao Shoegaze, eles não conseguiram ganhar destaque. A produção, feita pela própria banda, foi bastante crua e gravada de forma analógica, trazendo aquelas camadas de guitarra saturada, reverbs longos e uma mistura embaçada, do Shoegaze, mas com uma sensibilidade melódica do Dream Pop, e os vocais da Catherine servem como um elemento adicional na textura. O repertório é sensacional, e as canções são bem etéreas e melódicas. No fim, é um baita disco e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: Dozen, Raindrop, Calendar, Torn, Wishes, Leech 
Vale a Pena Ouvir: Melt, Chime

Skywide EP – Alison’s Halo





















NOTA: 8/10


Em 2025, a banda voltou lançando um EP novo: Skywide, que trouxe material inédito. Após o Eyedazzler, a banda acabou, já que eles nunca tiveram a devida atenção e cada um seguiu seu caminho. Só que, com o tempo, o Alison’s Halo acabou se tornando uma banda cultuada pela cena do Shoegaze e, com isso, eles retornaram em 2017 fazendo turnês. Esse EP nasce de fitas antigas de ensaio e demos gravadas por volta de 1996, que só décadas depois foram revisitadas, restauradas e finalizadas. A produção foi bem mais modernizada, já que eles pegaram um material bruto dos anos 90 e consertaram o que estava mal mixado, mantendo aquela estética deles, com camadas densas, sensação de distância emocional e uma mistura constante entre clareza melódica e névoa sonora. O repertório é muito bom, e as 5 faixas são bem dinâmicas. Enfim, é um ótimo EP e bem consistente. 

Melhores Faixas: So Far Away, Happy 
Vale a Pena Ouvir: Dozen ’96, Skywide, Tangled Up Inside

  

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Analisando Discografias - Lil Peep

                 

LIL PEEP; PART ONE – Lil Peep





















NOTA: 9,2/10


Em 2015, o Lil Peep lançava sua 1ª mixtape, a sensacional Lil Peep; Part One. O rapper, vindo de Allentown, na Pensilvânia, começou sua trajetória um ano antes, quando havia se mudado para Los Angeles após abandonar os estudos e decidir investir integralmente na música. Sem apoio da indústria e trabalhando com recursos extremamente limitados, ele começou a divulgar suas faixas no SoundCloud. A produção foi diversificada, contando com Fleance, Rozz Dyliams, GREAF e outros produtores, que deram ao projeto uma abordagem crua e extremamente Lo-fi. Os beats são lentos, com presença de baterias moderadas, guitarras distorcidas e sintetizadores etéreos, além de samples do Rock alternativo e Midwest Emo, mostrando as bases do Emo Rap com toques do Cloud Rap. Fora seus vocais, que, mesmo imperfeitos, conseguem funcionar. O repertório é sensacional, e as canções são bem melancólicas. Enfim, é uma baita mixtape e muito bem-feita. 

Melhores Faixas: The Way I See Things, Ghost Boy, Praying To The Sky, Five Degrees, Wanna Be, High School 
Vale a Pena Ouvir: Veins, Nothing To U

CALIFORNIA GIRLS – Lil Peep





















NOTA: 8/10


No começo do ano de 2016, o Lil Peep lançava o EP CALIFORNIA GIRLS, que seguia por um caminho mais introspectivo. Após o PART ONE, esse novo trabalho mostra o rapper muito mais confiante sobre a direção que desejava seguir. O projeto surgiu poucos meses após sua estreia oficial e ajudou a consolidar a reputação de Peep dentro da cena Emo Rap que começava a se formar na internet. A produção, feita inteiramente por Nedarb, constrói uma paisagem sonora extremamente atmosférica, utilizando guitarras etéreas, sintetizadores envolventes, linhas de baixo discretas e baterias suaves, que frequentemente remetem ao Cloud Rap, Trap e ao Dream Pop. O uso de auto-tune por Lil Peep se tornou mais intenso, e agora existe um maior controle melódico. O repertório é curtinho, contendo 6 faixas belíssimas e carregadas de emoção. No final de tudo, é um ótimo EP, bastante coeso. 

Melhores Faixas: Beamer Boy, California World 
Vale a Pena Ouvir: Let Me Bleed, Pray I Die

Crybaby – Lil Peep





















NOTA: 8,7/10


Cinco meses se passaram, e o Lil Peep lançou mais uma mixtape intitulada Crybaby. Após o EP CALIFORNIA GIRLS, ele estava em um período de intensa produtividade criativa. Morando em Los Angeles e cada vez mais envolvido com a cena do SoundCloud, ele começava a construir uma base de fãs extremamente dedicada. O título resume perfeitamente a estética do projeto. Em vez de esconder suas vulnerabilidades, Peep as transforma no elemento central de sua arte. A produção contou com Lederrick, Charlie Shuffler, Nedarb, entre outros, que mantiveram aquela estética Lo-fi, mas com um refinamento maior. Os beats são bem orgânicos, com aqueles samples do Rock alternativo; as baterias são bem precisas, as guitarras ocupam um papel central, com presença de ecos, e os vocais do Lil Peep funcionam como complemento. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e suaves. Enfim, é uma ótima mixtape e mostrou mais ousadia. 

Melhores Faixas: White Tee, Falling 4 Me, Ghost Girl, Nineteen, Big City Blues 
Vale a Pena Ouvir: Lil Jeep, Skyscrapers, Driveaway

HELLBOY – Lil Peep





















NOTA: 8,5/10


Em setembro, para fechar aquele movimentado ano de 2016, o Lil Peep lançou HELLBOY. Após o Crybaby, Peep alcançou um nível de ambição, consistência e impacto cultural significativamente maior. Enquanto muitos artistas do SoundCloud dependiam fortemente de tendências passageiras, o rapper parecia estar desenvolvendo uma estética própria. O personagem apresentado ao longo da mixtape é alguém consumido por relacionamentos fracassados, abuso de substâncias, ansiedade, depressão e uma sensação permanente de deslocamento social. A produção contou com Smokeasac, Horse Head e outros, que criaram beats lentos com samples variados da cena alternativa. As baterias são mais sustentadas, assim como as guitarras, e os vocais de Lil Peep são bem articulados e variados, dialogando com Emo Rap, Cloud Rap e Trap. O repertório é muito bom, e as canções são profundas e sombrias. No fim, é uma ótima mixtape e muito pessoal. 

Melhores Faixas: Cobain, Hellboy, Gucci Mane, We Think Too Much, Walk Away As The Door Slams, The Song They Played (When I Crashed Into The Wall), OFMG, Girls 
Vale a Pena Ouvir: Drive-By, The Last Thing I Wanna Do, Interlude

Come Over When You're Sober, Pt. 1 – Lil Peep





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, o Lil Peep lançou seu tão aguardado álbum de estreia, o Come Over When You're Sober, Pt. 1. Após o HELLBOY, este novo trabalho o colocou em uma trajetória rumo ao reconhecimento mainstream. Diferentemente das mixtapes anteriores, que surgiam dentro de uma lógica mais espontânea, este projeto foi concebido com uma estrutura muito mais próxima da de um álbum profissional. Produzido por Smokeasac e IIVI, ele apresenta uma sonoridade bem mais limpa; os beats são mais amplos, além da presença de guitarras que assumem papel central em praticamente todas as músicas. Enquanto isso, os vocais do Peep são mais confiantes, com ele alternando entre fragilidade e agressividade, criando um álbum de Emo Rap e Cloud Rap bem encaixado. O repertório é curtinho, e as canções são carregadas de emoção e muito imersivas. No fim, é um baita disco, e uma pena que tenha acontecido uma tragédia. 

Melhores Faixas: Save That Shit, Benz Truck (гелик), U Said 
Vale a Pena Ouvir: The Brightside, Problems

Come Over When You're Sober, Pt. 2 – Lil Peep





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2018, quando foi lançado o único trabalho póstumo de maior importância do Lil Peep, o Come Over When You're Sober, Pt. 2. Após a primeira parte, em novembro de 2017 o rapper foi encontrado morto em seu ônibus de turnê por seu empresário, e a causa da morte foi uma overdose acidental devido aos efeitos combinados de fentanil e Xanax. Com isso, este trabalho foi preparado a partir de material que já havia sido gravado, sendo que a intenção do rapper, era que tivesse uma continuação. A produção contou com os mesmos nomes, além da presença do Mike Will Made It e 66swords, que seguiram uma abordagem mais polida. Os beats são variados, as guitarras acompanham arranjos mais elaborados e as baterias tiveram mais presença. Só que o problema é que essa sonoridade excessivamente limpa não se encaixa com a temática do Peep. O repertório é irregular, com canções boas e outras fraquíssimas. Enfim, é um álbum mediano e com escolhas equivocadas. 

Melhores Faixas: Life Is Beautiful, 16 Lines, Runaway 
Vale a Pena Ouvir: Leanin', Hate Me, White Girl
 

                                                                                    Então é só e flw!!!   

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Review: Mi’raj do Edu Falaschi

                     

Mi’raj – Edu Falaschi





















NOTA: 8/10


Recentemente, o Edu Falaschi fechou sua trilogia de álbuns com Mi'raj, e aqui as coisas ficaram interessantes. Após o Eldorado, esse novo trabalho encerra a trilogia conceitual criada em parceria com Fábio Caldeira, acompanhando a jornada do personagem Jorge por temas como identidade, perdas e transcendência espiritual. Com a narrativa ambientada no Oriente Médio do século XVI. A produção, realizada pelo próprio cantor ao lado do Dennis Ward e Thiago Bianchi, segue uma abordagem limpa e cinematográfica. Os elementos orientais deixam de ser apenas detalhes decorativos e passam a influenciar diretamente melodias e harmonias. As guitarras são bastante técnicas, as orquestrações trazem uma sensação épica coesa e os vocais do Edu são expressivos, resultando em um Power Metal com influências progressivas. O repertório é muito bom, e as canções são bastante enérgicas. Enfim, é um ótimo disco e muito bem amarrado. 

Melhores Faixas: Watchers of the Light, Unchained 
Vale a Pena Ouvir: On Your Own, Mi'raj (participação da Veronica Bordacchini do Fleshgod Apocalypse), Intuição (participação do Rafael Bittencourt)

                                                                               Então é isso e flw!!!               

Review: Our Time With You... do Relative Ash

                     

Our Time With You... – Relative Ash





















NOTA: 9/10


No ano de 2000, o Relative Ash lançava seu único álbum de estreia, o Our Time With You.... Formada em 1996, em Chicago, por Marcus Harrington (vocais), Carlos Salazar, Francisco Antunez (guitarras), Charles Ford (baixo) e John Salazar (bateria), a banda conseguiu certa visibilidade abrindo shows e participando de turnês antes de assinar contrato com uma grande gravadora, a Island Records, no mesmo período do Primer 55. Produção, feita por Steve Thompson, apresenta um som pesado e bem definido, seguindo a sonoridade do Nu Metal, mais precisamente dos primeiros trabalhos do Deftones. As guitarras privilegiam afinações graves, riffs sincopados e texturas atmosféricas, enquanto a cozinha rítmica é dinâmica e os vocais de Marcus alternam entre gritos desesperados, melodias frágeis e sussurros. O repertório é incrível, com canções agressivas e letras profundas. Enfim, é um baita disco e uma pena que a banda não tenha durado muito tempo. 

Melhores Faixas: Pout, Breathe (Tiny Hands), Be Mighty (If He Falls Go Pick Him Up), Bounce, Flavor, Good Form 
Vale a Pena Ouvir: Sperm, Hymen


Analisando Discografias - Metro Boomin

                  

Not All Heroes Wear Capes – Metro Boomin





















NOTA: 8,5/10


Em 2018, o Metro Boomin lançou seu primeiro trabalho solo, intitulado Not All Heroes Wear Capes. A carreira do produtor começou por volta de 2009, quando, após abandonar a faculdade de Administração, passou a produzir beats para artistas locais. Com o tempo, ele ganhou bastante reconhecimento e praticamente se tornou um selo de qualidade dentro do Trap. Dessa forma, de maneira relativamente discreta, ele preparava esse álbum, que reuniria alguns dos principais nomes do Trap naquele período. A produção, que também contou com o auxílio de Dre Moon, Southside, Wheezy e afins, segue uma linha baseada em 808s pesados, linhas de baixo profundas, sintetizadores sombrios e atmosferas cinematográficas que frequentemente evocam tensão e grandiosidade, transitando entre o Trap e o R&B alternativo. O repertório é muito bom, e as canções são pesadas e atmosféricas. Enfim, trata-se de um ótimo álbum, e que podia ser aprimorado futuramente. 

Melhores Faixas: Don't Come Out The House, 10 Freaky Girls (21 Savage amassou nas duas), Overdue (Travis Scott no Prime não tem o que falar), Space Cadet (Gunna mandou bem) 
Vale a Pena Ouvir:  Up To Something (Thug e Travis se encaixaram bem), No More (mesma coisa pro Savage, Travis com Kodak Black)

Heroes & Villains – Metro Boomin





















NOTA: 9,2/10


Quatro anos depois, o Metro Boomin retornou com seu 2º álbum, o sensacional Heroes & Villains. Após o Not All Heroes Wear Capes, Metro acabou focando em outros projetos, como alguns álbuns colaborativos com outros rappers. Para este álbum, ele decidiu criar uma experiência mais cinematográfica. O próprio marketing reforçou essa ideia, com trailers inspirados em filmes de super-heróis e narrativas envolvendo o conflito entre heroísmo e vilania. A produção, que contou com TM88, OZ, DaHeala e outros colaboradores, é mais cinematográfica, incorporando orquestrações e transições elaboradas. Os beats são variados, os sintetizadores criam uma atmosfera de tensão, as baterias apresentam dinâmica e os hi-hats são precisos, resultando em um álbum de Trap muito bem estruturado. O repertório é sensacional, e as canções são bastante divertidas, com cada rapper desempenhando bem o seu papel. Enfim, é um baita disco e um clássico do gênero. 

Melhores Faixas: Too Many Nights (Future e Don Toliver amassaram), Feel The Fiyaaaah (A$AP Rocky e Takeoff encaixaram demais), Creepin' (The Weeknd e 21 Savage combinaram demais), Trance (Travis Scott e Young Thug mandaram bem de novo), Superhero (Heroes & Villains) (Future bem demais, agora o Chris Brown..................), Metro Spider (Thug mandou bem) 
Vale a Pena Ouvir: Around Me (Toliver mandando bem de novo), Umbrella (Savage e Young Nudy mandou bem), Niagara Falls (Foot Or 2) (Savage e Travis combinaram)
  

A Futuristic Summa – Metro Boomin





















NOTA: 5/10


Então chegamos ao ano passado, quando o Metro Boomin lançou a mixtape A Futuristic Summa. Após o Heroes & Villains e alguns álbuns colaborativos com outros rappers, Metro decidiu seguir um caminho completamente diferente. Em vez de apostar em um Trap moderno, a mixtape presta homenagem ao Rap de Atlanta do fim dos anos 2000 e início dos anos 2010, período que influenciou diretamente sua formação musical. Tanto que ela conta até mesmo com um host, resgatando o formato clássico das mixtapes daquela época. A produção, que contou com Bobby Kritical, DJ Spinz e entre outros, é marcada por sintetizadores brilhantes e baterias inspiradas no Snap, Futuristic Swag e no Trap inicial de Atlanta. Mesmo mantendo seus tradicionais 808s fortes, Metro opta por timbres muito mais alegres, mas essa abordagem acaba se tornando repetitiva. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fraquinhas. Enfim, é uma mixtape irregular e excessivamente longa. 

Melhores Faixas: Butterflies (Right Now) (Quavo foi bem demais), U Deserve (T.I. mandou bem), I Want It All, Stealin All The Swag, They Wanna Have Fun (Gucci Mane marcou presença), Clap 
Piores Faixas: I Need (Where U From), Issa Party, Take Me Thru Dere, Birthday (Young Thug decepcionou), WTF Going, Don't Stop Dancin (que música chata)

   

Review: Anxiety do Trompas

                    Anxiety – Trompas NOTA: 7/10 Recentemente, a nova banda do Wally (ex-CPM 22), o Trompas, lançou seu EP de estreia, o Anx...