terça-feira, 30 de junho de 2026

Analisando Discografias - Future: Parte 2

                   

Honest – Future





















NOTA: 8,2/10


Dois anos depois, o Future lança seu segundo álbum, intitulado Honest, que apresenta foi mais variado. Após o Pluto, o rapper pretendia seguir uma direção muito mais melódica e romântica, chegando, inclusive, a utilizar o título Future Hendrix, em referência ao desejo de ampliar sua identidade musical para além do Trap tradicional. Conforme o projeto evoluiu, novas músicas foram sendo gravadas, grandes singles surgiram e a direção artística mudou diversas vezes. Produção contou com Mike Will Made It, Metro Boomin, TM88, DJ Spinz e outros produtores, que criaram beats variados, ora agressivos, ora atmosféricos, com presença de sintetizadores industriais e graves pesados. O uso do Auto-Tune por Future também é bastante alternado, dialogando tanto com o Trap quanto com o R&B. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e melódicas. Enfim, é um ótimo disco, que também é bastante injustiçado. 

Melhores Faixas: Benz Friendz (Whatchutola) (baita feat do André 3000), Move That Dope (Pharrell e Pusha T mandando bem demais), Honest, Covered N Money 
Vale a Pena Ouvir: I Be U, I Won (ótima feat do Kanye West), Blood, Sweat, Tears

Monster – Future





















NOTA: 10/10


Apenas seis meses depois, o Future lançava sua clássica mixtape Monster, que se tornou um marco na cena. Após o Honest, o projeto não foi recebido com o entusiasmo esperado, levando o rapper a questionar a direção artística que vinha seguindo. Ao mesmo tempo, sua vida pessoal atravessava um período extremamente turbulento. O término altamente divulgado de seu relacionamento com a cantora Ciara transformou sua imagem pública. A produção foi feita, em sua maioria, por Metro Boomin, mas também contou com a colaboração de Southside, TM88, entre outros, contendo beats diretos, com hi-hats acelerados, caixas secas e 808s extremamente pesados. Além disso, os vocais do Future fazem um ótimo uso do Auto-Tune, que consegue funcionar tanto nos momentos agressivos quanto nos melódicos. O repertório é sensacional; é praticamente uma coletânea, com um clássico atrás do outro. Enfim, é uma mixtape sensacional e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Codeine Crazy, Monster, Fuck Up Some Commas, My Savages, After That (Lil Wayne encaixou demais) 
Vale a Pena Ouvir: Mad Luv, Fetti, 2Pac

DS2 – Future





















NOTA: 10/10


Aí, no ano seguinte, o Future lançava seu 3º álbum, o clássico e atemporal DS2 (Dirty Sprite 2). Após o Monster, que mostrava aquela estética sombria e segura de sua identidade, esse álbum se tornou sua consolidação. Em vez de tentar agradar às rádios, o rapper decidiu lançar um álbum praticamente sem concessões comerciais, extremamente sombrio e dominado por temas como dependência química, paranoia, riqueza, isolamento, sexo e culpa. A produção foi feita, como sempre, por Metro Boomin, com a presença dos mesmos nomes de antes, que trouxeram uma abordagem variada, com beats orgânicos, sintetizadores frios, linhas de baixo extremamente profundas, hi-hats rápidos, caixas secas e pequenos detalhes atmosféricos espalhados pelas faixas. Além disso, os vocais do Future atingem, talvez, seu maior equilíbrio no uso do Auto-Tune. O repertório é sensacional e também é praticamente uma coletânea. No fim, é um baita disco e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: I Serve The Base, Stick Talk, Thought It Was A Drought, Blood On The Money, Where Ya At (Drake foi bem), Slave Master, Groupies 
Vale a Pena Ouvir: Colossal, Freak Hoe

What A Time To Be Alive – Drake & Future





















NOTA: 6/10


Meses depois, o Drake lançou uma mixtape colaborativa com Future, o What a Time to Be Alive. Após o DS2, devido ao sucesso de "Where Ya At", os dois começaram a colaborar com mais frequência. A convivência acabou evoluindo rapidamente para sessões de estúdio realizadas em Atlanta, onde a mixtape foi gravada em poucos dias. Essa velocidade de produção influencia diretamente o resultado final. A produção foi feita por Metro Boomin e 40, com a participação de outros nomes. Os beats são bem orgânicos, com graves extremamente pesados, hi-hats em alta velocidade e sintetizadores discretos, criando atmosferas escuras sem sobrecarregar as músicas. Mas o grande problema é que, apesar de ambos estarem no auge, muita coisa soa como uma colcha de retalhos, faltando mais coesão. O repertório é mediano, com canções boas e outras sem graça. Enfim, é um projeto irregular e sem consistência. 

Melhores Faixas: Jumpman, Plastic Bag, Digital Dash 
Piores Faixas: Big Rings, Live From The Gutter, Change Locations

EVOL – Future





















NOTA: 8,7/10


Mais um ano se passou, e o Future lançou mais um álbum, o EVOL, que foi bem mais sombrio. Após a mixtape What a Time to Be Alive, ao lado do Drake, esse novo trabalho, cujo título é simplesmente "LOVE" escrito ao contrário, sintetiza perfeitamente a proposta do disco. Só que a palavra "amor" quase nunca aparece como afeto genuíno; ela surge associada à desconfiança, ao sexo, ao dinheiro, ao ego e à dificuldade de estabelecer conexões verdadeiras. A produção foi relativamente a mesma, com beats mais escuros e dominados por graves profundos, embora exista uma preocupação maior com atmosferas melódicas e ambientes quase etéreos. Como esse projeto é extremamente focado no Trap, os sintetizadores são espaciais, os hi-hats são rápidos e o uso do Auto-Tune por Future serve quase como uma textura emocional. O repertório é muito legal, e as canções são bem sombrias e imersivas. Enfim, é um disco bacana e bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Low Life (baita feat do The Weeknd), Fly Shit Only, Ain't No Time, Lil Haiti Baby, Lie To Me 
Vale a Pena Ouvir: Seven Rings, Xanny Family

FUTURE – Future





















NOTA: 8,5/10


Em 2017, o Future lançou mais um álbum, dessa vez autointitulado, que trazia uma capa meio ostentação. Após o EVOL, o rapper parecia dizer que não havia necessidade de criar uma nova persona. Outro detalhe foi a decisão de lançar um disco praticamente sem participações especiais. A edição padrão é inteiramente conduzida por Future, algo incomum para um grande lançamento de Rap daquela época. Além disso, ele estava fazendo um experimento, já que faria um lançamento contínuo (só que isso falaremos depois). A produção foi diversificada, contando com DJ Esco, DJ Spinz, Southside e até mesmo DJ Khaled, seguindo um lado mais sofisticado, mas com beats frios, sintetizadores escuros, baterias secas, graves profundos e melodias discretas. Além disso, o uso do Auto-Tune mostra um Future mais relaxado e controlado. O repertório é bem legal, e as canções são bem densas e envolventes. No fim, é um trabalho bacana e que era apenas o primeiro. 

Melhores Faixas: Feds Did A Sweep, Mask Off, Draco, POA, Poppin' Tags, Zoom 
Vale a Pena Ouvir: I'm So Groovy, When I Was Broke, Good Dope, High Demand

HNDRXX – Future





















NOTA: 8,8/10


Aí, praticamente uma semana depois, o Future já lançava seu 6º álbum de estúdio, o HNDRXX. Após o álbum autointitulado, o que aconteceu foi que esse projeto foi lançado uma semana depois como uma espécie de experimento para o rapper. Como o disco anterior era focado mais no Trap, este segue uma linha mais puxada para o R&B, tanto que os temas explorados são vulnerabilidade, relacionamentos fracassados, arrependimento e solidão. O próprio título faz referência ao alter ego "Future Hendrix", que é uma inspiração óbvia em Jimi Hendrix. A produção foi a mesma, só que aqui seguiu um lado mais refinado. Embora ainda tenha elementos do Trap, especialmente os graves profundos e os 808s característicos, o álbum se aproxima muito mais do R&B alternativo e do Soul moderno. O repertório é muito legal, e as canções são bem suaves, passando uma vibe introspectiva. No geral, é um ótimo disco e supera seu antecessor. 

Melhores Faixas: Sorry, Solo, Comin' Out Strong (The Weeknd quase levou o som para ele), Selfish (ótima feat do Rihanna) Fresh Air, My Collection 
Vale a Pena Ouvir: Use Me, Neva Missa Lost, Lookin Exotic, Keep Quiet

The Wizrd – Future





















NOTA: 9/10


Dois anos se passaram, e o Future lançava mais um álbum, intitulado The WIZRD. Após o HNDRXX, o rapper lançou algumas mixtapes, sendo algumas colaborativas, e esse álbum marcou um retorno a uma sonoridade mais sombria. O título faz referência ao apelido que ele recebeu ao longo da carreira. Que simboliza a maneira como muitos enxergam sua capacidade de criar melodias, desenvolver atmosferas e influenciar toda uma geração de artistas. A produção contou com ATL Jacob, TM88, Tay Keith, Southside e outros produtores, que apostaram em uma estética mais cinematográfica e até psicodélica. Os beats são bem minimalistas, com uso recorrente de sintetizadores melancólicos, graves muito profundos e baterias secas. Aqui, os vocais do Future alternam entre Rap, canto e improvisação, com o Auto-Tune bem integrado. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas e até profundas. Mas, enfim, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: F&N, Crushed Up, Never Stop, First Off (Travis amassou), Call The Coroner, Stick To The Models, Jumpin On A Jet, Faceshot, Unicorn Purp (Young Thug mandou bem), Temptation 
Vale a Pena Ouvir: Rocket Ship, Krazy But True, Goin Dummi

High Off Life – Future





















NOTA: 5/10


No ano de 2020, o Future lançou mais um trabalho novo, o ambicioso High Off Life. Após o The WIZRD, esse projeto seria chamado Life Is Good, aproveitando o enorme sucesso do single homônimo com Drake. Só que o título acabou sendo alterado, o que fez mais sentido, porque o álbum vai muito além da ideia de celebrar uma vida boa. Ao longo das músicas, o rapper descreve alguém que vive permanentemente cercado por dinheiro, fama, drogas e excessos, mas cuja satisfação nunca parece completa. A produção contou com os mesmos nomes de sempre, que seguiram uma abordagem explosiva e atmosférica, com beats mais refinados, além da presença de graves profundos e baterias secas. Mas o problema é que tudo soa bastante excessivo e repetitivo, além de os vocais do Future soarem bem previsíveis. O repertório é irregular, com canções legais e outras bastante genéricas. Enfim, é um álbum mediano que mostrava uma queda de qualidade. 

Melhores Faixas: Life Is Good (Drake mandou bem), Trapped In The Sun, Solitaires (mais uma ótima feat do Travis Scott), Too Comfortable, All Bad (Lil Uzi mandou bem), 100 Shooters
Piores Faixas: Life Is Good (Remix), Accepting My Flaws, Up The River, Pray For A Key, One Of My, Trillonaire, Harlem Shake

Pluto x Baby Pluto – Future & Lil Uzi Vert





















NOTA: 2,5/10


E aí, lá para o final daquele ano pandêmico, foi lançado o álbum colaborativo do Future com Lil Uzi Vert, o Pluto x Baby Pluto. Após o High Off Life, os dois rappers já tinham colaborado algumas vezes. Isso aqui foi meio que uma realização para Uzi, que sempre admirou Future, tanto que, no início da carreira, utilizava o apelido "Baby Pluto" como homenagem, além de tentarem fazer algo único. A produção contou com DJ Esco, Zaytoven, Buddah Bless e vários outros, que trouxeram uma junção de tudo o que eles fazem, ou seja, os beats espaciais por parte do Lil Uzi e os sombrios por parte do Future. Assim, há graves muito profundos, 808s agressivos e um contraste entre os vocais, com um seguindo uma linha mais cadenciada e o outro mais acelerada. Só que tudo aqui soa como um álbum colaborativo de Trap totalmente genérico e tedioso. O repertório é péssimo, com poucas canções interessantes. No fim, é um álbum terrível e uma mancha para ambos. 

Melhores Faixas: Drankin N Smokin, Real Baby Pluto 
Piores Faixas: Off Dat, Bankroll, Plastic, Bought A Bad Bitch, Lullaby (Lil Uzi tava com preguiça)

I Never Liked You – Future





















NOTA: 6/10


Se passaram então dois anos, e o Future lançou seu 9º álbum de estúdio, o I Never Liked You. Após o terrível Pluto x Baby Pluto, com Lil Uzi Vert, esse projeto reforça sua imagem pública construída ao longo dos anos: um personagem frio, distante e emocionalmente contraditório, capaz de alternar demonstrações de arrogância com momentos de enorme vulnerabilidade. Entretanto, por trás dessa postura existe um álbum muito mais complexo do que seu nome sugere. A produção foi aquela mesma de sempre, só que aqui eles tentaram seguir um caminho mais variado, com beats orgânicos e uma sonoridade muito sofisticada, combinando peso, melodias e texturas atmosféricas de maneira até que equilibrada. Mas o grande problema é que tudo fica bem repetitivo e, com o tempo, os flows do Future ficam bem maçantes. O repertório é fraco; até começa bem, mas depois soa como mais do mesmo. No final, é outro disco mediano e cansativo. 

Melhores Faixas: PUFFIN ON ZOOTIEZ, KEEP IT BURNIN (Kanye amassou), 712BPM, HOLY GHOST, THE WAY THINGS GOING 
Piores Faixas: I'M ON ONE (Drake foi mal aqui), GOLD STACKS, LOVE YOU BETTER, VOODOO (Kodak Black não entregou nada), MASSAGING ME

We Don't Trust You – Future & Metro Boomin





















NOTA: 8,5/10


Chega o movimentado ano de 2024, quando Future e Metro Boomin lançam We Don't Trust You. Após o I Never Liked You, os dois confirmaram que iriam lançar dois discos colaborativos em sequência, criando imediatamente um enorme interesse em torno da proposta. Dentro da carreira do Future, esse álbum representa um retorno à parceria que ajudou a definir sua melhor fase artística. A produção de Metro Boomin contou com Boi-1da, Mike Dean, Lil 88 e outros produtores, que adotaram uma abordagem extremamente cinematográfica. Os beats vão do mais agressivo ao minimalismo, com graves profundos, baterias secas e hi-hats que preservam a velocidade característica do Trap. Enquanto isso, os vocais do Future alternam muito bem entre flows agressivos e melodias suaves. O repertório é ótimo, e as canções são bem energéticas e noturnas. No final de tudo, é um disco bacana e que consegue ser divertido. 

Melhores Faixas: Like That (eu nem preciso dizer que o Kendrick fez aqui), Type Shit (Travis e Carti amassando), Young Metro, We Don't Trust You, Everyday Hustle (ótima feat do Rick Ross), Cinderella (mais uma do Travis), WTFYM 
Vale a Pena Ouvir: Ice Attack, Runnin Outta Time, Claustrophobic, Seen It All

                                                                                 É isso, um abraço e flw!!!                      

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Analisando Discografias - Future: Parte 1

                  

Dirty Sprite – Future





















NOTA: 6/10


Voltando agora para 2011, o Future lançava uma de suas várias mixtapes, o Dirty Sprite (com essa capa clássica). O rapper, vindo da capital do Trap e também da Geórgia, Atlanta, começou sua trajetória por volta de 2003, só que, nesse período, lançou singles esporádicos. Ele só foi ganhar uma chance lá por 2010, quando assinou com o selo independente A1. Como ele era ligado à organização Dungeon Family, principalmente por ser primo de Rico Wade, integrante do lendário coletivo Organized Noize, aqui teve uma maior visibilidade. A produção foi feita por DJ Spinz, Mike WiLL Made-It, Zaytoven e afins, que colocaram beats pesados, com forte presença de 808s pesados, hi-hats acelerados e caixas secas. Um dos grandes pontos fortes já mostrados aqui era como o Future sabia usar o auto-tune, mesmo que tenha momentos imprecisos. O repertório é mediano, tem canções boas e outras sem graça. Enfim, é uma mixtape fraca, mas que mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: Much More, Conceited, We Winnin', Dirty Sprite, 100 Racks 
Piores Faixas: Stand, I Got Yo Bitch, We On Top, My People, Never Been This High

Pluto – Future





















NOTA: 8/10


Entrando para o ano de 2012, o Future lançava seu álbum de estreia, intitulado Pluto. Após o Dirty Sprite, o rapper passou a chamar a atenção das grandes gravadoras e assinou com a Epic Records, levando seu trabalho para uma escala nacional. Sua proposta era menos baseada em agressividade como era com nomes como T.I. e Gucci Mane, e sim mais voltada para melodias, refrões cantados e atmosferas melancólicas. Produção foi diversificada contando com K.E. on the Track, Mike Will Made It, Juicy J e entre outros, que deixaram uma abordagem mais refinada e com presença de sintetizadores espaciais, linhas de baixo extremamente profundas, 808s pesados e melodias carregadas de emoção. Além disso, o uso de auto-tune do Future consegue ser mais preciso e funcionar em cada faixa transitando desde Trap, R&B e Futuristic Swag. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas, mas com algumas ressalvas. No final de tudo, é um disco bacana e bem subestimado. 

Melhroes Faixas: Same Damn Time, I'm Trippin (Juicy J amassando como sempre), Tony Montana (ótima feat do Future), Turn On The Lights, Astronaut Chick 
Piores Faixas: You Deserve It, Parachute

                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!              

Analisando Discografias - Drake: Parte 2

                 

Certified Lover Boy – Drake





















NOTA: 2,5/10


No ano de 2021, o seu Aubrey deu novamente as caras com um novo álbum, o Certified Lover Boy. Após o Scorpion, o Drake tinha lançado uma mixtape que era bem mais uma coleção de demos e, assim, ele já preparava esse novo projeto, só que com o advento da pandemia e uma cirurgia no joelho que obrigou o cantor a adiar diversas atividades, incluindo a finalização do disco. Fora que esse trabalho foi lançado num momento em que aumentou a rivalidade com Kanye West, com esses lançamentos sendo feitos de forma simultânea. A produção contou com 40, Metro Boomin, TM88 e vários outros, que deixaram uma abordagem polida, com os beats sendo mais orgânicos, com presença de sintetizadores atmosféricos, graves profundos e baterias minimalistas, mas é aquilo: tudo soa bastante excessivo e com os flows sendo fracos. O repertório é péssimo, e as canções são bastante medíocres, com algumas boas. Enfim, é um álbum terrível e completamente sem alma. 

Melhores Faixas: Fair Trade (Travis carregou tanto até deslocar a coluna), You Only Live Twice (Rick Ross e Lil Wayne mandaram bem) 
Piores Faixas: The Remorse, Race My Mind, Fountains (mais uma tentativa de fazer um One Dance 2), Way 2 Sexy (que decepção Young Thug e Future aqui), Papi's Home, Fucking Fans, In The Bible (todo país tem um BIN que merece), Girls Want Girls

Honestly, Nevermind – Drake





















NOTA: 2/10


No ano seguinte, ele lançou mais um álbum intitulado Honestly, Nevermind, que tentou ser algo diferente. Após o Certified Lover Boy, depois de ter se consolidado no Rap e R&B, ele decidiu fazer um projeto mais focado na house music e que fazia parte dessa trilogia que havia iniciado no álbum anterior. Fora que esse trabalho tem uma dedicação emocional ao estilista Virgil Abloh, amigo de Drake que faleceu em 2021 (que, para quem não lembra, também era amigo de Kanye West). A produção contou com Black Coffee, Gordo, entre outros, que tentaram seguir uma abordagem variada, com as batidas sendo contínuas em quatro tempos, linhas de baixo profundas, sintetizadores extremamente suaves e percussões discretas. Fazendo um álbum que tenta equilibrar House com R&B alternativo, só que tudo soa extremamente comprimido e sem dinâmica, e os vocais do Drake nem fazem sentido. O repertório é péssimo, e as canções são completamente vazias e sem graça. No geral, é um álbum horroroso e que não funcionou. 

Melhor Faixa: Jimmy Cooks (21 Savage salvou) 
Piores Faixas: Tie That Binds, Liability, Texts Go Green, Currents, Flight's Booked, Calling My Name

For All The Dogs – Drake





















NOTA: 3/10


Mais um ano se passou, e o Drake lançou seu 8º álbum, o For All the Dogs, que seria um retorno às raízes. Após o Honestly, Nevermind e o álbum colaborativo com 21 Savage, o cantor desde o início falava que esse trabalho seria um “retorno para os fãs do velho Drake”. Só que eles receberam um trabalho profundamente interessado em relacionamentos, frustrações amorosas e vulnerabilidade emocional. A produção foi diversificada, contando com aqueles mesmos nomes, com beats variados, desde momentos suaves até mais pesados, já que há presença do Trap, R&B alternativo e Chipmunk Soul. Os sintetizadores são constantes e houve muito uso de samples de Soul, Gospel e Jazz. Mas, assim, é tudo muito maçante, com escolhas desnecessárias, fora que os flows do Drake não têm tanto destaque assim. O repertório é ruim, tem canções divertidas e outras bastante genéricas. No fim, é um álbum fraquíssimo e que poderia ter sido mais enxuto. 

Melhores Faixas: First Person Shooter (J. Cole mandou bem e teve indireta), 8am In Charlotte, Virginia Beach, IDGAF (ótima feat do Yeat), What Would Pluto Do, Daylight 
Piores Faixas: Polar Opposites, Rich Baby Daddy (SZA perdida aqui), Gently (aproveitou hype do Bad Bunny chamou ele, ainda forçou sotaque caribenho! Que fase seu Aubrey!), Amen, Drew A Picasso, All The Parties (Chief Keef totalmente esquecível), Tried Our Best, Members Only (de novo PARTYNEXTDOOR)

ICEMAN – Drake





















NOTA: 3/10


Então chegamos em 2026, onde o Drake lança praticamente um álbum triplo começando com ICEMAN. Após o For All the Dogs, em resumo o que aconteceu foi que a sua treta com Kendrick Lamar chegou ao ápice e aconteceu a troca de diss entre eles em 2024. Mesmo tendo lançado a boa Family Matters, ele foi completamente humilhado pelo Kendrick em “Meet the Grahams” e “Not Like Us”, fora também a apresentação no Grammy. Depois disso, ele lançou o álbum colaborativo com PARTYNEXTDOOR, que foi um fiasco pela crítica, retornando agora com um álbum ambicioso. A produção contou com B4U, OZ e entre outros, que deixaram uma sonoridade fria e ampla, colocando trap, R&B e chipmunk soul, com os beats sendo minimalistas e os sintetizadores muito mais agressivos, mas é aquilo: tudo é bem previsível e bastante reciclado. O repertório é muito ruim, começa bem, mas depois piora. No geral, é outro álbum péssimo, só que calma, ainda tem os outros. 

Melhores Faixas: Whisper My Name, Make Them Cry, Ran To Atlanta (Future mandou bem)
Piores Faixas: Burning Bridges, Dust, What Did I Miss?, Shabang, Make Them Remember, B's On The Table (21 Savage totalmente perdido), Don't Worry, Little Birdie

MAID OF HONOUR – Drake





















NOTA: 1/10


Agora vamos para o 2º álbum (lembrando, não há uma ordem oficial específica), o MAID OF HONOUR. Esse trabalho é o projeto mais Pop e dançante da trilogia, com forte presença da Dance music, influências caribenhas e colaborações voltadas para o mainstream. Mas o pior de tudo certamente é essa capa, com ele colocando uma foto da mãe em um disco que explora temas vulgares. A produção foi praticamente a mesma, só que aqui é marcada por batidas rápidas, leves e bastante acessíveis, com grande uso de sintetizadores brilhantes e percussões tropicais. Fazendo uma salada de frutas confusa, misturando Miami Bass, Electro, Dancehall, Hip House e até mesmo o nosso Funk em algo totalmente mal mixado, com os vocais do Drake beirando o ridículo. O repertório é terrível, e as canções são certamente ridículas e asquerosas. Enfim, é certamente um dos piores álbuns de todos os tempos... 

Melhores Faixas: (............................) 
Piores Faixas: Which One (Central Cee totalmente perdido), BBW, Cheetah Print, New Bestie, Goose And The Juice, Princess

HABIBTI – Drake





















NOTA: 1/10


E, para finalizar essa trilogia simplesmente pavorosa, temos o álbum HABIBTI, mais puxado para o R&B. Aqui, o Drake surge com um projeto mais voltado ao lado emocional e atmosférico. Ele não aposta na agressividade do Rap nem na energia de pista do outro álbum paralelo, mas sim em um espaço intermediário entre R&B, Trap Soul e influências regionais mais suaves. A produção foi para um caminho mais suave, com uma proposta lenta, focada em sintetizadores espaçosos, pads suaves e percussões discretas, que raramente quebram o fluxo emocional do álbum, acrescentando alguns elementos do Downtempo. Só que tudo é bastante vazio, mal mixado, e o auto-tune é mal utilizado, além de manipulações vocais que beiram o insuportável. O repertório é horroroso, e as canções são genéricas e sem qualquer imersão. No fim, o que eu posso dizer é que esses novos lançamentos demonstram o porquê de o Drake ter se tornado um artista saturado e completamente megalomaníaco. 

Melhores Faixas: (................INACREDITAVEL.................) 
Piores Faixas: Prioritizing, White Bone, Classic, Hurrr Nor Thurr, Rusty Intro


Analisando Discografias - Future: Parte 2

                    Honest – Future NOTA: 8,2/10 Dois anos depois, o Future lança seu segundo álbum, intitulado Honest, que apresenta foi ma...