Filth – Swans
NOTA: 1/10
No ano de 1983, o Swans lançava seu peculiar álbum de estreia, intitulado Filth. Formada em 1981, na cidade de Nova York, por Michael Gira (vocais e baixo) e Jonathan Kane (bateria), a banda surgiu em um período marcado pelo No Wave, movimento que reunia bandas experimentais com uma visão de mundo niilista, abrasiva, confrontadora e antissistema. Nesse meio-tempo, Gira e Kane lançaram um EP e assinaram com a Neutral Records, fechando a formação com Roli Mosimann (bateria), Norman Westberg (guitarra) e Harry Crosby (baixo). A produção, feita pela própria banda, traz um som seco e carregado, que combina Post-Punk, Noise Rock, Pigfuck e o nascente Rock Industrial. O álbum conta com guitarras agressivas, baterias quase mecânicas e um baixo dissonante, além da interpretação ameaçadora de Gira, mas tudo é muito chato. O repertório é péssimo, e as canções são muito monótonas. Enfim, é um álbum terrível e entediante.
Melhores Faixas: (..............................)
Piores Faixas: Stay Here, Blackout, Right Wrong, Freak
Cop – Swans
NOTA: 1/10
No ano seguinte, o Swans retornava com seu 2º álbum, intitulado Cop, que era ainda mais abrasivo. Após o Filth, o baterista Jonathan Kane acabou saindo, deixando a banda apenas com Roli Mosimann na bateria. Para esse trabalho, em vez de construir uma experiência coerente, na qual os riffs, a bateria, o baixo e os vocais funcionam como partes de uma estrutura sonora opressora, a banda explorou um conceito que faz referência ao serviço policial e utiliza essa ideia como metáfora de sensações relacionadas à dominação, à violência e à submissão. A produção trouxe um som ainda mais sujo e denso. A bateria ainda possui aquela sensação mecânica, com seus golpes industriais, enquanto o baixo oferece uma base opressora e as guitarras continuam dissonantes. Mas, como sempre, tudo soa muito arrastado e carregado de monotonia. O repertório é terrível, e as canções parecem cópias das do álbum anterior. No fim, é apenas outro álbum péssimo, que se escora no antecessor.
Melhores Faixas: (.............................)
Piores Faixas: Clay Man, Half Life, Butcher, Job
Greed – Swans
NOTA: 1/10
Dois anos se passaram até a banda voltar com mais um disco, o Greed, que trouxe algumas mudanças. Após o Cop, o Swans começou a explorar uma sonoridade que preserva o desconforto e a repetição, mas amplia as possibilidades de instrumentação. Além disso, houve a entrada de vários novos integrantes, como Jarboe, que atuava como segunda vocalista em determinados momentos, e os bateristas Ronaldo Gonzalez e Ivan Nahem. A produção, feita pelo próprio Michael Gira junto com Estabon, mantém aquele som áspero, mas com mais detalhes. O uso de guitarras, baixo e bateria continua presente, mas agora esses instrumentos passam a dialogar com piano, camadas vocais, texturas ambientais e diferentes configurações rítmicas, deixando a sonoridade mais orientada ao Rock Industrial, embora tudo continue muito monótono. O repertório é horrível, e as canções são muito arrastadas. Enfim, é mais um trabalho chato da banda.
Melhores Faixas: (........................)
Piores Faixas: Heaven, Fool, Nobody, Money Is Flesh
Holy Money – Swans
NOTA: 1/10
Melhores Faixas: (...............)
Piores Faixas: Another You, Coward, Fool (# 2), You Need Me
Children Of God – Swans
NOTA: 1,2/10
Aí, no ano seguinte, o Swans lançou seu aclamado 6º álbum, o Children of God. Após o Holy Money, a banda teve a entrada definitiva de Ted Parsons na bateria e, além disso, assinou com a Caroline Records. Para esse trabalho, decidiu preservar boa parte da brutalidade característica do grupo, mas passou a incorporar elementos da música industrial, do Post-Punk, do Neofolk e, principalmente, referências religiosas e gospel. A produção de Rico Conning, em parceria com Michael Gira, resultou em uma sonoridade bem mais experimental, além de elementos do Rock Gótico. As guitarras continuam pesadas e dissonantes, mas agora dialogam com a seção rítmica, que ficou mais hipnótica, e com o uso ocasional de arranjos orquestrados, além, é claro, dos vocais variados do Michael e Jarboe. No entanto, tudo é muito pretensioso e excessivamente dramático. O repertório é ruim, e as canções são todas muito repetitivas. No fim, é um álbum fraco e muito impreciso.
Melhores Faixas: (........................)
Piores Faixas: Beautiful Child, Trust Me, In My Garden, Like A Drug (Sha La La La), Sex God Sex
The Burning World – Swans
NOTA: 1/10
Chegando ao fim dos anos 80, a banda lançava mais um álbum, o The Burning World. Após o Children of God, o Swans decidiu dar continuidade à aproximação de formas mais acessíveis de composição, mas modificou o equilíbrio que havia tornado o trabalho anterior tão interessante. Aqui, a banda se aproxima mais claramente do Folk, do Rock Alternativo e de estruturas melódicas tradicionais. Além disso, houve a entrada de Jason Asnes no baixo e de Virgil Moorefield na bateria, e a banda passou a integrar o catálogo da gravadora Uni. A produção do Bill Laswell, com pitacos do Michael Gira, seguiu uma abordagem mais limpa e acessível, na qual os instrumentos são dispostos de maneira a valorizar as melodias e as interpretações vocais, resultando em uma combinação sem graça de Neofolk com Rock Gótico. Fora isso, Gira virou uma espécie de Johnny Cash sem grife. O repertório é tenebroso, e as canções são muito genéricas. Enfim, é um álbum terrível e esquecível.
Melhores Faixas: (........zzzz.......)
Piores Faixas: Jane Mary, Cry One Tear, Let It Come Down, Mona Lisa, Mother Earth, Saved, The River That Runs With Love Won't Run Dry
White Light From The Mouth Of Infinity – Swans
NOTA: 1,2/10
Melhores Faixas: (................................)
Piores Faixas: Better Than You, You Know Nothing, Miracle Of Love, Song For Dead Time, When She Breathes, We Will Survive
Love Of Life – Swans
NOTA: 1/10
No ano seguinte, a banda lançou praticamente uma continuação de seu trabalho anterior, o Love of Life. Após o White Light From the Mouth of Infinity, Vincent Signorelli entrou temporariamente na banda como segundo baterista, enquanto Algis Kizys se tornou o novo baixista. Esse álbum apresenta uma estrutura mais fragmentada, alternando canções completas, passagens instrumentais, pequenas peças atmosféricas e momentos que parecem funcionar como interlúdios. A produção manteve aquela sonoridade densa, só que um pouco mais limpa, alternando entre passagens pesadas, músicas mais convencionais, instrumentos acústicos e pequenas composições instrumentais. No entanto, tudo continua sendo uma repetição do álbum anterior, com uma verdadeira encheção de linguiça por meio dos interlúdios e um uso de teclados que deixa tudo muito datado. O repertório é horrível, e as canções são muito medíocres. Enfim, é outro trabalho que se escora no anterior.
Melhores Faixas: (......................................)
Piores Faixas: Her, Love of Life, God Loves America, Amnesia, The Golden Boy That Was Swallowed By The Sea
The Great Annihilator – Swans
NOTA: 1/10
Em 1995, o Swans lançava aquela que seria uma espécie de obra definitiva de sua fase clássica, o The Great Annihilator. Após o Love of Life, a banda dispensou Ted Pearson, que foi substituído por Bill Rieflin, do Ministry. A banda decidiu fazer um trabalho que estabelece um equilíbrio interessante entre acessibilidade, repetição, peso e atmosfera. Algumas composições parecem avançar com uma energia quase mecânica, enquanto outras criam ambientes sombrios, contemplativos ou perturbadores. A produção ficou bem mais densa e atmosférica, combinando Post-Punk, Rock Experimental e Rock Gótico, além de alguns elementos da música industrial. As guitarras ficaram muito mais variadas, o baixo apresenta linhas hipnóticas, a bateria soa mais firme e os vocais de Michael Gira e Jarboe são bastante vulneráveis, mas tudo é extremamente arrastado e dramático até demais. O repertório é horrível, e as canções são insuportáveis. No final, é um álbum medíocre e cansativo.
Melhores Faixas: (....................)
Piores Faixas: My Buried Child, Telepathy, Where Does A Body End?, I Am The Sun, In, Mind/Body/Light/Sound
Soundtracks For The Blind – Swans
NOTA: 1,5/10
No ano de 1996, o Swans lançava seu aclamadíssimo álbum, o Soundtracks for the Blind. Após o The Great Annihilator, Michael Gira estava exausto das exigências financeiras e criativas de manter o Swans e decidiu fazer uma declaração final definitiva. Ao longo dos anos, ele acumulou uma grande coleção de gravações, que variavam de fitas cassete portáteis e material de vigilância a sons encontrados e sessões multitrack. A produção, feita pelo próprio Gira, seguiu uma abordagem atmosférica e bastante carregada, que combinava Rock Experimental e Post-Rock, além de incorporar elementos industriais, música ambiente e colagem sonora. As guitarras são cheias de texturas, criando até mesmo drones, enquanto a cozinha rítmica é controlada e o uso de gravações da Jarboe e Gira está sempre presente, resultando em uma bagunça pretensiosa. O repertório é ruim, e as canções são muito arrastadas. No final, é um álbum fraco e bastante superestimado.
Melhores Faixas: (...................................)
Piores Faixas: How They Suffer, Minus Something, YRP, Helpless Child, Red Velvet Corridor, Surrogate 2, Surrogate Drone, Hypogirl
My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky – Swans
NOTA: 1/10
Melhores Faixas: (..............................)
Piores Faixas: Eden Prison, You Fucking People Make Me Sick, My Birth, Jim
The Seer – Swans
NOTA: 1,3/10
Melhores Faixas: (............................)
Piores Faixas: The Wolf, The Apostate, The Daughter Brings The Water, Mother Of The World
Então um abraço e flw!!!

















