sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Analisando Discografias - Björk

                 

Debut – Björk





















NOTA: 10/10


No ano de 1993, Björk lançava seu álbum de estreia, que ironicamente vinha com o título Debut. A cantora, vinda de Reykjavík, na Islândia, começou sua trajetória por volta de 1977, ainda quando criança. Com a chegada dos anos 80, ela chegou a ser vocalista de uma banda chamada The Sugarcubes, que não durou tanto tempo. Com isso, começou a procurar uma direção musical que permitisse explorar suas próprias referências e interesses sem as limitações de uma banda convencional. A produção, feita por Nellee Hooper junto com a cantora, seguiu uma abordagem muito orgânica, que juntou Art Pop com elementos da House Music, Dance-Pop e Downtempo, contando com batidas programadas, sequências eletrônicas e linhas de baixo que sustentam boa parte das composições, além de sintetizadores que alternam entre timbres delicados e luminosos. O repertório é sensacional, e as canções são todas bem variadas. No final, é um baita disco de estreia e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Venus As A Boy, Human Behaviour, Big Time Sensuality, Come To Me, Crying, Like Someone In Love 
Vale a Pena Ouvir: One Day, Violently Happy, There's More To Life Than This (Recorded Live At The Milk Bar Toilets)

Post – Björk





















NOTA: 10/10


Dois anos se passaram até que ela voltasse com seu fantástico 2º álbum, o ousado Post. Após Debut, a cantora decidiu explorar contrastes mais acentuados, incorporando elementos de música eletrônica, orquestral, Jazz e até referências à música de cabaré. Essa variedade acompanha a intenção da cantora de apresentar diferentes aspectos de sua personalidade, trabalhando tanto com momentos de euforia quanto com sentimentos mais introspectivos. A produção, feita junto com Nellee Hooper, Graham Massey, Tricky e Howie B, seguiu uma abordagem mais diversificada, mantendo a temática do Art Pop com elementos de Trip Hop, Dance Alternativo e House Music. As batidas eletrônicas aparecem com maior variedade, os sintetizadores assumem diferentes funções dentro dos arranjos e os instrumentos orgânicos são utilizados de maneira mais dramática. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. No geral, é um disco impecável e outro clássico da cantora. 

Melhores Faixas: Army Of Me, Hyper-Ballad, Isobel, It's Oh So Quiet, Enjoy, Possibly Maybe
Vale a Pena Ouvir: The Modern Things, I Miss You, You've Been Flirting Again

Homogenic – Björk





















NOTA: 10/10


Passaram-se mais dois anos até Björk lançar seu 3º álbum, o fantástico Homogenic. Após o Post, esse novo trabalho foi marcado por transformações pessoais e profissionais. A experiência de viver em Londres, o contato com diferentes ambientes culturais e a exposição constante à indústria musical haviam proporcionado novas oportunidades, mas também trouxeram uma sensação de desgaste. Com isso, ela decidiu retornar à Islândia, reconectando-se com suas origens. A produção, feita junto com Mark Bell, Guy Sigsworth, Howie B e Markus Dravs, seguiu uma sonoridade ainda mais diversificada, incorporando um pouco mais de elementos do Trip Hop, IDM e da música de câmara. Agora, com batidas industriais, linhas de baixo profundas, sintetizadores cósmicos, programações rítmicas pesadas e arranjos de cordas muito imersivos. O repertório é sensacional, também parecendo uma coletânea. Enfim, é um disco incrível e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Jóga, Bachelorette, Unravel, Hunter, Alarm Call 
Vale a Pena Ouvir: All Neon Like, Pluto, All Is Full Of Love

Vespertine – Björk





















NOTA: 10/10


Foi apenas em 2001 que Björk lançou seu clássico e atemporal 4º álbum, o Vespertine. Após o Homogenic, a cantora participou do filme Dancer in the Dark (2000), dirigido por Lars von Trier, interpretando a personagem Selma Ježková. Além de atuar, a cantora também ficou responsável pela música do projeto, algo que influenciou bastante suas composições, passando, assim, a investir em uma abordagem mais intimista, delicada e introspectiva. A produção, feita junto com Thomas Knak, Martin Gretschmann e Marius de Vries, seguiu uma sonoridade extremamente detalhada, que juntou Art Pop, Glitch Pop e música eletrônica, apostando em texturas delicadas, programações discretas e camadas sonoras próximas. Enquanto isso, os vocais da cantora estão, como sempre, bem alternados, mas muito mais expressivos. O repertório é excepcional, sendo uma completa coletânea. No geral, isso é um dos melhores álbuns de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Pagan Poetry, Unison, Hidden Place, Undo, It's Not Up To You, Cocoon, Sun In My Mouth 
Vale a Pena Ouvir: Aurora, Heirloom, Harm Of Will

Medúlla – Björk





















NOTA: 9/10


Três anos se passaram até que ela voltasse com um álbum totalmente diferente, o Medúlla. Após o clássico Vespertine, a cantora decidiu abandonar boa parte dos elementos instrumentais tradicionais que haviam caracterizado seus trabalhos anteriores para explorar uma proposta baseada quase inteiramente na voz humana. O resultado é um álbum experimental, bastante peculiar e construído a partir de uma investigação sobre as possibilidades da voz como instrumento musical. A produção, feita dessa vez apenas com Mark Bell, resultou em um som muito mais atmosférico. Björk trabalha com diferentes registros vocais para construir ritmos, linhas de baixo, texturas atmosféricas e acompanhamentos harmônicos, além de apresentar momentos que exploram batidas agressivas e beatboxing. Fora, claro, que seus vocais estão totalmente em A cappella. O repertório é incrível, e as canções são todas muito aconchegantes. No final, é um belo disco e que é injustamente subestimado. 

Melhores Faixas: Who Is It (Carry My Joy On The Left, Carry My Pain On The Right), Where Is The Line, Oceania, Desired Constellation, Submarine, Mouth's Cradle 
Vale a Pena Ouvir: Pleasure Is All Mine, Triumph Of A Heart, Vökuró

Volta – Björk





















NOTA: 8,7/10


Mais três anos se passaram até que ela voltasse com seu 6º álbum de estúdio, o Volta. Após o Medúlla, Björk decidiu retornar a uma sonoridade mais expansiva, rítmica e acessível, recuperando parte da energia eletrônica de seus primeiros trabalhos, mas incorporando novas influências e instrumentações. A cantora demonstrou interesse em trabalhar com instrumentos de sopro, percussões e sonoridades que apresentassem uma dimensão mais orgânica. A produção contou com Timbaland, Danja, Mark Bell e Damian Taylor, que apostaram em uma sonoridade elaborada e mais direta, com batidas que assumem uma posição central e arranjos que frequentemente trabalham com contrastes entre timbres acústicos e digitais. Só que o uso de instrumentos de sopro deixou o trabalho ainda mais marcante. O repertório é legalzinho, tendo canções cadenciadas e outras mais hipnóticas. No fim, é um ótimo trabalho que tentou ser mais expansivo. 

Melhores Faixas: Wanderlust, Declare Independence, Earth Intruders, The Dull Flame Of Desire 
Vale a Pena Ouvir: Innocence, Hope, My Juvenile

Biophilia – Björk





















NOTA: 9,2/10


vIndo para 2011, a cantora voltou com um álbum totalmente conceitual, o Biophilia. Após o Volta, em vez de trabalhar apenas com a ideia tradicional de compor músicas e organizá-las em uma sequência, ela desenvolveu um projeto multimídia no qual cada composição estaria relacionada a um fenômeno natural ou científico. Além disso, durante todo o período de gravação, a Islândia passava por uma crise financeira que abalou toda a população. A produção, feita junto com 16bit, apresentou uma abordagem extremamente moderna e eletrônica, com sintetizadores minimalistas, instrumentos acústicos, percussões criativas, vozes e mecanismos experimentais, criando uma sonoridade que frequentemente parece funcionar de maneira independente das estruturas tradicionais da música Pop. O repertório é sensacional, e as canções são todas carregadas de profundidade. No final de tudo, é um belo disco que consegue ser muito consistente. 

Melhores Faixas: Crystalline, Virus, Mutual Core, Cosmogony 
Vale a Pena Ouvir: Moon, Sacrifice, Dark Matter

Vulnicura – Björk





















NOTA: 9,9/10


Quatro anos se passaram até que Björk lançasse outro álbum fenomenal, o Vulnicura. Após o Biophilia, a cantora decidiu desenvolver uma obra muito mais introspectiva, concentrada em experiências pessoais, especialmente no término de seu relacionamento com o artista Matthew Barney. Criando uma narrativa que acompanha diferentes etapas do processo de separação, desde os primeiros sinais de deterioração da relação até a aceitação da perda e a tentativa de reconstruir a própria identidade. A produção, feita junto com Arca e The Haxan Cloak, resultou em um som extremamente atmosférico, que junta Art Pop com música eletrônica, além de elementos do Ambient Pop. As cordas alternam entre passagens delicadas e momentos de tensão, os sintetizadores são utilizados como texturas e as batidas eletrônicas são muito seletivas. O repertório é excepcional, e as canções são bem melancólicas. Enfim, é um baita disco e muito bem construído. 

Melhores Faixas: Black Lake, Stonemilker, Family, Lionsong 
Vale a Pena Ouvir: Mouth Mantra, Atom Dance, History Of Touches

Utopia – Björk





















NOTA: 8,7/10


Dois anos depois, ela voltou lançando mais um disco intitulado Utopia, que foi bem mais etéreo. Após o Vulnicura, a cantora decidiu explorar uma perspectiva mais esperançosa, procurando construir um ambiente artístico relacionado à reconstrução, à liberdade, ao amor e à possibilidade de imaginar uma realidade diferente. Além disso, aqui há uma grande presença de instrumentação concentrada em flautas, sintetizadores, programações e diferentes elementos acústicos. A produção, feita, como sempre, pela própria Björk junto com Arca, seguiu um caminho mais nebuloso e fluido, combinando Art Pop com Glitch Pop, com as flautas desenvolvendo melodias, padrões repetitivos e diferentes texturas que acompanham a voz da cantora. Já os sintetizadores e as programações criam ambientes, mesmo que pudessem ter um pouco mais de presença. O repertório é legalzinho, tendo canções interessantes e algumas sem graça. No fim, é um ótimo álbum, mesmo sendo o mais fraco dela. 

Melhores Faixas: Arisen My Senses, Body Memory, Future Forever, Courtship, Utopia, Saint
Piores Faixas: Features Creatures, Losss, Sue Me, Paradisa

Fossora – Björk





















NOTA: 8,8/10


Então chegamos a 2022, quando Björk lançou seu 10º e último álbum, o Fossora. Após o Utopia, a concepção deste projeto está profundamente relacionada à morte da mãe da cantora, Hildur Rúna Hauksdóttir, em 2018, acontecimento que influenciou diretamente a abordagem emocional do trabalho. Mas aqui existe uma preocupação em compreender como as relações familiares, as experiências pessoais e as lembranças permanecem presentes mesmo depois da perda de alguém importante. A produção, feita inteiramente pela própria Björk, resultou em um som que segue pelo Art Pop e pela música eletrônica, mas agora com elementos do Post-Industrial. A principal mudança foi o uso frequente de clarinetes baixos e batidas eletrônicas aceleradas que fazem referência ao Gabber, além do uso de sintetizadores que alternam entre passagens contemplativas e experimentais. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas. Enfim, é um ótimo disco, que é muito sombrio. 

Melhores Faixas: Fossora, Ancestress, Allow, Fungal City, Victimhood 
Vale a Pena Ouvir: Her Mother's House, Atopos, Ovule

                                                                                Por hoje é só, então flw!!!      

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Review: Lado Mau do TZ da Coronel

                   

Lado Mau – TZ da Coronel





















NOTA: 5,2/10


Recentemente, o TZ da Coronel lançou seu novo álbum, o Lado Mau, que trouxe uma abordagem diferente. Após o PALÁCIO DE LONA, com MC Cabelinho, o rapper começou a preparar um projeto que inicialmente teria o nome de Nova Ordem Musical, cuja proposta era justamente dar início a uma iniciativa para fortalecer a nova geração do Trap, aproximando artistas que ainda estão construindo seus espaços na indústria. A produção, feita junto com nomes como Bvga Beatz, Nagalli, meLLo e afins, apresenta uma abordagem mais pesada e orgânica, seguindo praticamente o Trap tradicional, com elementos do Rage e R&B alternativo. Há uma presença constante de 808s, hi-hats rápidos e pads atmosféricos. O problema é que tudo soa muito repetitivo, além de os momentos em que TZ utiliza o baby voice não funcionarem, sem contar alguns flows preguiçosos. O repertório é irregular, com canções boas e outras cansativas. Em suma, é um trabalho mediano e cheio de excessos. 

Melhores Faixas: Nova Ordem Musical, Nem Vem (baita feat do Senndy), Rima e Batida, Armas Não Flor, Mundo Fashion (Matuê mandou bem até) 
Piores Faixas: Espelho, Espelho Meu, Boate, Big Vibe, Overlay, Preciso Ir
 

                                                                                   Então é isso e flw!!!                       

Analisando Discografias - Miami Horror

                  

Illumination – Miami Horror





















NOTA: 8,7/10


No ano de 2010, o Miami Horror lançava seu álbum de estreia, intitulado Illumination. Formado em 2008, na cidade de Melbourne, na Austrália, pelo produtor Benjamin Plant, o grupo também contava com Benjamin Plant (baixo e teclados), Daniel Whitechurch (teclados e guitarras) e Rhythm Luna (bateria). A banda ganhou bastante destaque pela combinação de sintetizadores retrô, melodias bastante acessíveis e ritmos dançantes, o que a levou a assinar com a EMI. A produção, feita pelo próprio Benjamin, apresenta uma abordagem acessível, que combina Electropop, Synth-pop e elementos de Disco Music. Com o uso de sintetizadores brilhantes, constrói uma sonoridade que remete aos anos 80. As baterias são construídas com programação eletrônica e elementos inspirados em ritmos tradicionais de pista, enquanto os vocais são bastante diversificados. O repertório é sensacional, e as canções são todas bem envolventes. No fim, é um baita disco de estreia e muito consistente. 

Melhores Faixas: Sometimes, Holidays, Soft Light, Ultraviolet, Summersun 
Vale a Pena Ouvir: I Look To You, Grand Illusion, Moon Theory
  

All Possible Futures – Miami Horror





















NOTA: 8/10


Cinco anos se passaram até o Miami Horror voltar com seu 2º disco, o All Possible Futures. Após o Illumination, o grupo passou por uma mudança na formação, com a saída do Rhythm Luna e a entrada do Aaron Shanahan em seu lugar. Com esse novo trabalho, eles decidiram apostar em uma produção mais refinada e em uma preocupação maior com a diversidade dos arranjos, permitindo que as composições explorem diferentes atmosferas. A produção seguiu uma abordagem mais acessível e sofisticada, fazendo aquele mesmo cruzamento de sempre, mas agora com elementos de Nu-Disco e Dream Pop. Os sintetizadores aparecem através de melodias brilhantes, acordes expansivos, sequências eletrônicas e texturas atmosféricas que ajudam a preencher os arranjos. As baterias são bem variadas, e as linhas de baixo são bastante funkeadas. O repertório é muito bom, e as canções são muito divertidas. Enfim, é um ótimo disco que cumpre seu papel. 

Melhores Faixas: Wild Motion, All It Ever Was, American Dream 
Vale a Pena Ouvir: Out Of Sight, Real Slow, Who Is Gonna Save Us?

We Always Had Tomorrow – Miami Horror





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2025, quando eles voltaram com seu mais recente álbum, o We Always Had Tomorrow. Após o All Possible Futures, Aaron acabou saindo, e o projeto passou a contar apenas com Benjamin, Daniel e Joshua. Com isso, o grupo passou a procurar explorar uma dimensão mais introspectiva e nostálgica. A música continua sendo dançante em diversos momentos, mas existe uma preocupação maior em desenvolver uma experiência que tenha continuidade temática entre as faixas. A produção seguiu uma abordagem mais orgânica, mas agora voltada totalmente para o Synth-pop, com alguns elementos do Nu-Disco e Alt-Pop. Os sintetizadores alternam entre momentos brilhantes e outros feitos para a pista de dança. As batidas ficaram mais marcadas, e o uso de samples deixa a sonoridade mais dimensional. Mas tudo soa muito fragmentado e parece faltar algo a mais. O repertório é irregular, com canções boas e outras fraquinhas. No fim, é um álbum mediano e impreciso. 

Melhores Faixas: TOGETHER, WE'RE ALL MADE OF STARS, REMEMBER 
Piores Faixas: AURORA, DEAD FLOWERS, ANOTHER TIME

 

Analisando Discografias - Kidnap

                  

Alphaville EP – Kidnap Kid





















NOTA: 7/10


Em 2012, o DJ Kidnap Kid lançava um de seus primeiros trabalhos, intitulado Alphaville EP. A carreira do produtor inglês começou um ano antes e, em seus primeiros trabalhos, ele vinha construindo sua identidade a partir de uma combinação de Deep House, UK Garage, Future Garage e elementos de música eletrônica mais atmosférica, procurando desenvolver composições que não dependessem exclusivamente de batidas dançantes. A produção, feita obviamente por ele próprio, apresenta uma sonoridade bastante atmosférica, construída através de sintetizadores, linhas de baixo profundas, batidas cadenciadas e sincopadas e elementos percussivos cuidadosamente distribuídos. Os efeitos de reverberação e os vocais processados aumentam ainda mais essa atmosfera etérea. O repertório contém apenas três faixas bem legais e imersivas. No geral, é um ótimo EP que mostrou algo interessante. 

Melhor Faixa: Vehl 
Vale a Pena Ouvir: Be More, Lazarus Taxon

Grow – Kidnap





















NOTA: 8/10


Foi apenas em 2019 que o Kidnap lançou seu álbum de estreia, intitulado Glow. Após o Alphaville EP, o DJ havia retirado o “Kid” de seu nome artístico, deixando-o mais minimalista. Com isso, começou a demonstrar maior interesse por composições que trabalham com melodias, instrumentações mais orgânicas e elementos vocais, aproximando sua música de uma sonoridade que transita entre a música eletrônica e influências indie. A produção seguiu um caminho mais variado, juntando Deep House com Tech House e influências de música clássica. Trabalhando com sintetizadores, pads profundos, linhas de baixo, baterias eletrônicas e diferentes texturas ambientais, constrói arranjos que valorizam tanto a profundidade sonora quanto a parte melódica. O repertório é muito bom, e as canções são todas bastante atmosféricas. Enfim, é um disco bacana e que merecia reconhecimento. 

Melhores Faixas: Ursa Minor, Start Again 
Vale a Pena Ouvir: Birds That Fly, Tempest, Moments


quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Review: you made me / skin on linen do PISS

                   

you made me / skin on linen – PISS





















NOTA: 9,8/10


Alguns dias atrás, a banda PISS lançou seu álbum de estreia, o avassalador you made me / skin on linen. Formada dois anos antes, em Vancouver, no Canadá, por Taylor Zantingh nos vocais, Tyler Paterson na guitarra, Gavin Moya no baixo e Garreth Roberts na bateria, a banda desenvolveu uma identidade artística que ultrapassa os limites convencionais do Punk, aproximando sua música da poesia, das colagens sonoras, das artes visuais e das performances teatrais, o que a levou a assinar com a Sub Pop Records. A produção, conduzida por Colin Stewart e Max Frazer, trouxe uma abordagem crua e sufocante, que junta Post-Hardcore e Noise Rock com elementos do Pigfuck e do Rock experimental. Traz guitarras distorcidas e ásperas, uma cozinha rítmica firme e os vocais da Taylor, que são desesperados e exploram o Spoken Word. O repertório é sensacional, e as canções são carregadas de profundidade. Em suma, é um baita disco e um verdadeiro soco na cara. 

Melhores Faixas: blocking a scene you can't remember, Rote Zora. “Resistance Is Possible.” Emma, No. 6, June 1984, Pp. 39-41., i wanted to be a singer, i keep trying to change the ending, time loop at hot slit, there was a door, time loop at hot slit 
Vale a Pena Ouvir: toni, self-blame with thorn necklace and hummingbird, a little girl's horse craze betrays her
 

                                                                                        É isso, então flw!!!             

Analisando Discografias - Sheck Wes

                   

Mudboy – Sheck Wes





















NOTA: 8/10


Voltando para o ano de 2018, Sheck Wes lançou seu único álbum até hoje, o MUDBOY. O rapper nova-iorquino começou sua trajetória por volta de 2016, quando passou a lançar singles de forma esporádica, mas foi graças a um certo single que chamou a atenção tanto de Kanye West quanto de Travis Scott, o que o fez assinar com a GOOD Music e com a recém-fundada Cactus Jack, firmando também um contrato com a Interscope Records. A produção contou com nomes como Digital Nas, YungLunchBox, WondaGurl e vários outros, que seguiram aquela abordagem característica do Trap, com beats pesados, contando com 808s graves, hi-hats acelerados, percussões digitais e synths atmosféricos. Além disso, os flows do Sheck conseguem ser bem agressivos e, às vezes, até mais cadenciados. O repertório é ótimo, e as canções são bem divertidas e peculiares. Enfim, é um ótimo disco que tem sua consistência. 

Melhores Faixas: Mo Bamba, Chippi Chippi, Live Sheck Wes, Vetements Socks 
Vale a Pena Ouvir: Jiggy On The S***s, Wanted, Kyrie

JACKBOYS – JACKBOYS





















NOTA: 8,5/10


No ano de 2019, o coletivo da Cactus Jack, vulgo JACKBOYS, lançava seu 1º álbum autointitulado. Após o lançamento do ASTROWORLD, Travis Scott havia criado seu próprio selo para dar novas oportunidades a talentos promissores dentro do Trap americano. Com isso, entraram Chase B, como produtor, e os promissores rappers Sheck Wes e Don Toliver. Então, esse projeto apresenta diferentes combinações entre os integrantes e seus convidados. A produção contou com Mike Dean, TM88, 808Melo e afins, que trouxeram uma abordagem variada dentro do Trap, com beats secos, contando com 808s pesados, hi-hats rápidos, percussões digitais e pads profundos. Cada um consegue se destacar muito bem com flows precisos e um uso consistente de autotune e efeitos vocais. O repertório é ótimo, e as canções são divertidas e carregadas de ousadia. No final de tudo, é um trabalho muito legal e que envelheceu muito bem. 

Melhores Faixas: HAD ENOUGH, GATTI (Pop Smoke amassando), OUT WEST (ótima feat do Young Thug) 
Vale a Pena Ouvir: WHAT TO DO?, GANG GANG

JACKBOYS 2 – JACKBOYS





















NOTA: 2,8/10


Foi apenas em 2025 que foi lançado o tão aguardado 2º álbum do JACKBOYS. Após o álbum de 2019, cada um focou em seus próprios projetos. Foi só depois do lançamento de UTOPIA que Travis confirmou que estava começando a produzir a continuação do álbum do coletivo. Quando ficou pronto, antes do lançamento, estava ocorrendo uma troca de farpas entre Travis Scott e Pusha T, muito porque havia sido lançado recentemente Let God Sort ’Em Out, do Clipse. A produção contou com T-Minus, F1lthy, McEvoy e vários outros, que seguiram uma abordagem mais densa e sombria, com beats pesados carregados de 808s distorcidos, hi-hats constantes, pads atmosféricos e synths discretos. O problema é que tudo parece ter sido feito às pressas e com uma mixagem extremamente abafada. Além disso, os flows de cada integrante beiram o preguiçoso. O repertório é horrível, contendo canções medíocres e com poucas exceções. Enfim, é um disco tenebroso e esquecível. 

Melhores Faixas: CHAMPAIN & VACAY, CONTEST, CANT STOP (Future foi bem aqui) 
Vale a Pena Ouvir: MM3, BEEP BEEP, DUMBO, KICK OUT (21 Savage foi mal), NO COMMENTS, ILMB, PBT


Analisando Discografias - Björk

                  Debut – Björk NOTA: 10/10 No ano de 1993, Björk lançava seu álbum de estreia, que ironicamente vinha com o título Debut. A...