(What's The Story) Morning Glory? – Oasis
NOTA: 10/10
No ano de 1995, o Oasis lançava seu clássico e atemporal 2º álbum, o (What's the Story) Morning Glory?. Após o sensacional Definitely Maybe, o baterista Tony McCarroll acabou sendo demitido da banda, e, em seu lugar, entrou Alan White. Para esse trabalho, decidiram investir em composições mais melódicas, refrões grandiosos e arranjos capazes de alcançar um público muito maior. Vale lembrar também que a rivalidade com o Blur já estava a todo vapor, tanto que houve a dita batalha de singles entre as duas bandas. A produção, feita por Owen Morris junto com o próprio Noel Gallagher, resultou em uma sonoridade mais ampla dentro do Britpop. As guitarras alternam entre acordes abertos, riffs diretos, distorções e texturas acústicas, enquanto o baixo sustenta tudo e a bateria é muito firme. Os vocais do Liam têm bastante daquela aspereza característica. O repertório é maravilhoso, sendo praticamente uma coletânea. No final, é um baita disco e um dos melhores de todos os tempos.
Melhores Faixas: Don't Look Back In Anger, Wonderwall, Champagne Supernova, Morning Glory, Some Might Say, Hey Now!, Roll With It
Vale a Pena Ouvir: Hello, Cast No Shadow
Be Here Now – Oasis
NOTA: 9/10
Dois anos se passaram até o Oasis lançar seu 3º álbum, o injustiçado Be Here Now. Após o (What's the Story) Morning Glory?, a banda estava cercada por uma atmosfera de excesso, marcada pela fama, pelo dinheiro, pelas festas e pela confiança de que praticamente tudo o que produzisse seria recebido como um acontecimento. Mas os conflitos internos começaram a se manifestar, principalmente entre os dois irmãos. Esse trabalho teria o peso da agressividade de antes, só que bem mais carregado. A produção seguiu uma sonoridade bem mais densa. As guitarras aparecem em grandes camadas, frequentemente dobradas e sobrepostas, formando uma parede de som. O baixo e a bateria sustentam o conjunto com uma abordagem relativamente direta. Já os vocais do Liam são bastante frontais, alternando entre momentos de impacto e fraseado incisivo. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas. No final, é um baita disco que envelheceu bem.
Melhores Faixas: Stand By Me, D'You Know What I Mean?, Hope, I Think, I Know, Be Here Now, Don't Go Away, It's Gettin' Better (Man!!)
Vale a Pena Ouvir: Magic Pie, My Big Mouth, The Girl In The Dirty Shirt
Standing On The Shoulder Of Giants – Oasis
NOTA: 8,7/10
Entrando nos anos 2000, a banda volta com um novo disco, o Standing on the Shoulder of Giants. Após o Be Here Now, o Britpop tinha praticamente deixado de ser mainstream, enquanto seu sucessor espiritual, o Post-Britpop, já estava ganhando bastante destaque. Além disso, a banda passou por mudanças com a saída de Paul Arthurs, conhecido como Bonehead, e Paul McGuigan, o Guigsy. Tempos depois, entraram Gem Archer e Andy Bell (que era do Ride), mas eles não participaram das gravações. A produção, feita por Mark "Spike" Stent junto com Noel, seguiu uma sonoridade muito mais encorpada, juntando Britpop com Neopsicodelia. Foram utilizados efeitos eletrônicos, texturas psicodélicas, guitarras processadas e camadas atmosféricas para construir um ambiente mais variado. A cozinha rítmica tem mais firmeza, e os vocais dos dois irmãos conseguem se alternar bem. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas. Enfim, é um ótimo disco, além de ser muito denso.
Melhores Faixas: Sunday Morning Call, Go Let It Out, Gas Panic!, Put Yer Money Where Yer Mouth Is
Vale a Pena Ouvir: Where Did It All Go Wrong?, Roll It Over, Little James
Heathen Chemistry – Oasis
NOTA: 8,6/10
Passaram-se dois anos até o Oasis retornar com mais um álbum, intitulado Heathen Chemistry. Após o Standing on the Shoulder of Giants, a banda procurou recuperar uma abordagem mais direta, aproximando-se novamente do peso, das melodias acessíveis e dos refrões que haviam definido sua identidade nos anos 90. Além disso, a banda podia lançar seus trabalhos por um selo próprio, a Big Brother, algo que começou a acontecer desde o álbum anterior. A produção, feita pela própria banda, deixou uma sonoridade encorpada, com guitarras elétricas em primeiro plano, baixo firme e bateria que sustenta as composições sem grandes complicações. Já os vocais do Liam apresentam aquele estilo áspero e nasal bem reconhecível, além de momentos em que Noel também canta com seu tom mais contido. O repertório é legalzinho, tendo canções variadas, mas algumas são imprecisas. Enfim, é um álbum bacana, mas o mais fraco deles.
Melhores Faixas: Stop Crying Your Heart Out, Songbird, Little By Little, Force Of Nature, Born On A Different Cloud
Piores Faixas: (Probably) All In The Mind, Better Man
Don't Believe The Truth – Oasis
NOTA: 9/10
Três anos se passaram até o Oasis lançar seu 6º álbum de estúdio, o Don't Believe the Truth. Após o Heathen Chemistry, o baterista Alan White acabou saindo da banda, e, em seu lugar, entrou Zak Starkey. Para esse projeto, eles procuraram conciliar sua identidade clássica com uma sonoridade mais direta, econômica e diversificada. Em vez de tentar superar seus primeiros álbuns por meio de produções gigantescas, a banda investe em arranjos mais enxutos e ritmos variados. A produção, feita em parceria com Dave Sardy, resultou em uma sonoridade mais orgânica, seguindo uma linha muito mais próxima do Rock alternativo tradicional. As guitarras possuem riffs diretos, acordes abertos, passagens acústicas e texturas que remetem ao Rock psicodélico. O baixo ficou mais consistente, a bateria está mais precisa e firme, e os vocais de Liam estão um pouco mais carregados. O repertório é incrível, e as canções são todas bem melódicas. No geral, é um disco sensacional e muito subestimado.
Melhores Faixas: The Importance Of Being Idle, Lyla, Part Of The Queue, Keep Let There Be Love, The Dream Alive
Vale a Pena Ouvir: Mucky Fingers, The Meaning Of Soul
Dig Out Your Soul – Oasis
NOTA: 9,2/10
Então chegamos a 2008, quando o Oasis lançou seu 7º e certamente último álbum, o Dig Out Your Soul. Após o Don't Believe the Truth, a banda quis continuar na mesma linha, mas seguiu por um caminho um pouco diferente. Em vez de apostar principalmente no rock britânico tradicional e nas melodias pop que sempre caracterizaram a banda, o álbum incorpora com mais intensidade elementos de psicodelia, Rock dos anos 60 e música de caráter hipnótico. A produção, feita por Dave Sardy, resultou em um som bem mais pesado e denso. As guitarras do Noel e Gem possuem camadas adicionais, efeitos e texturas que ajudam a construir uma atmosfera mais carregada. O baixo do Andy Bell tem mais densidade, a bateria do Zak é muito presente, e os vocais do Liam estão mais variados e, às vezes, etéreos. O repertório é maravilhoso, e as canções são muito atmosféricas. No final de tudo, é um baita disco, e, após isso, só tivemos a reunião recente.
Melhores Faixas: Falling Down, The Shock Of The Lightning, I'm Outta Time, Bag It Up, Soldier On, To Be Where There's Life
Vale a Pena Ouvir: Waiting For The Rapture, (Get Off Your) High Horse Lady, Ain't Got Nothin'