13 Songs – Fugazi
NOTA: 9/10
No ano de 1989, foi lançada uma coletânea de uma banda chamada Fugazi, intitulada 13 Songs. Ian MacKaye, que já tinha sido um nome fundamental para a cultura Straight Edge e para o nascimento do Emo, decidiu formar uma nova banda ao lado de Joe Lally (baixo) e Brendan Canty (bateria), inicialmente com uma formação que ainda passaria por mudanças até a entrada definitiva do Guy Picciotto. Com isso, podemos dizer que o Embrace e o Rites Of Spring se unificaram e se tornaram essa nova banda. A produção do Ted Niceley e John Loder preservou essa abordagem crua e pesada. As guitarras do Ian e Guy dialogam com riffs secos, acordes e pequenas respostas, além de seus vocais, que são muito bem divididos. O baixo coloca muito peso, e a bateria é bastante dinâmica, formando assim as bases do Post-Hardcore. O repertório é sensacional, e as canções são bem energéticas e carregadas de crítica social. No fim, essa unificação dos dois primeiros EPs funcionou bem.
Melhores Faixas: Waiting Room, Bad Mouth, Suggestion, Give Me The Cure, And The Same, Promises, Bulldog Front
Vale a Pena Ouvir: Burning Too, Glue Man, Provisional
Repeater – Fugazi
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: Turnover, Repeater, Blueprint, Shut The Door, Merchandise, Sieve-Fisted Find
Vale a Pena Ouvir: Reprovisional, Styrofoam, Greed
Steady Diet Of Nothing – Fugazi
NOTA: 8,7/10
No ano seguinte, o Fugazi lançava seu 2º álbum de estúdio, o Steady Diet Of Nothing. Após o Repeater, eles decidiram fazer um disco mais paciente, mais contido em vários momentos e mais interessado em trabalhar com tensão. A banda parece menos preocupada em apresentar riffs memoráveis e mais interessada em construir atmosferas, padrões rítmicos e estruturas que vão se revelando aos poucos. A produção seguiu um caminho orgânico, mas que não abre mão do peso. O baixo cria linhas independentes que ajudam a determinar o movimento da composição. A bateria tem bastante precisão, principalmente nas mudanças de ritmo. Enquanto as guitarras do Ian e do Guy conseguem criar tensão e contrastes, fora, é claro, seus vocais, que estão mais melódicos, mas não deixam de lado aquela urgência. O repertório é muito bom, e as canções são bem mais profundas e carregadas de comentários políticos. Enfim, é um ótimo disco, mas que é, de certo modo, o mais fraco.
Melhores Faixas: Exit Only, Long Division, Reclamation, Nice New Outfit, KYEO
Vale a Pena Ouvir: Polish, Stacks, Runaway Return
In On The Kill Taker – Fugazi
NOTA: 9,9/10
Passaram-se então dois anos para o Fugazi lançar seu 3º disco, o In On The Kill Taker. Após o Steady Diet Of Nothing, a banda decidiu buscar um som bem mais áspero, dissonante e, em vários momentos, menos imediatamente acessível. A banda continua utilizando grooves e estruturas relativamente simples, mas passa a explorar muito mais o desconforto produzido pela combinação entre ruído, mudanças bruscas e riffs que parecem deliberadamente tortos. A produção foi feita inicialmente por Steve Albini, mas as gravações não agradaram à banda. Com isso, decidiram regravar junto com Ted Niceley, buscando um som mais agressivo dentro dos padrões do Post-Hardcore, além de incorporar elementos do Noise Rock. As guitarras ficaram mais angulares, a cozinha rítmica é muito precisa, e os vocais do Ian e do Guy continuam muito bem alternados. O repertório é incrível, e as canções são todas bem pesadas. No final de tudo, é um disco sensacional e outro clássico.
Melhores Faixas: Public Witness Program, Facet Squared, Rend It, Instrument, Smallpox Champion, Returning The Screw
Vale a Pena Ouvir: Great Cop, Cassavetes, 23 Beats Off, Sweet And Low
Então é isso, um abraço e flw!!!











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