Obscene Humanity – Nails
NOTA: 8/10
Em 2009, o Nails lançava seu primeiro trabalho no formato EP, intitulado Obscene Humanity. Formado em 2007 na cidade de Oxnard, na Califórnia, por Todd Jones (vocais e guitarra), John Gianelli (baixo) e Tom Hogan (bateria), o grupo trazia uma proposta extremamente agressiva e direta. O objetivo parecia ser justamente trabalhar com intensidade, velocidade e brutalidade, recuperando aquela sensação de urgência do hardcore mais extremo. A produção feita por Alex Estrada, que colocou um som extremamente cru e pesado, unindo elementos do Grindcore com o Metalcore. Com isso, temos guitarras agressivas, enquanto a bateria transmite uma sensação quase caótica, e o baixo ajuda a engrossar a massa sonora. Os vocais dp Todd são extremamente ásperos e funcionam quase como uma extensão dos instrumentos. O repertório é muito bom, e as canções são bastante pesadas e claustrofóbicas. Enfim, é um belo EP e era apenas uma amostra.
Melhores Faixas: Disorder, Alienate You I, White Walls
Vale a Pena Ouvir: Lies, Alienate You II
Unsilent Death – Nails
NOTA: 10/10
Se passaram dois anos, e foi lançado o segundo álbum deles, o Contra, que seguiu uma abordagem mais ampla. Após o álbum de estreia, o Vampire Weekend se tornou um dos nomes mais discutidos do Indie americano, mas também uma banda cercada por polêmicas culturais. Muitos críticos enxergavam o grupo como símbolo de privilégio universitário, exotização estética e elitismo intelectual. Para rebater isso, eles decidiram fazer um álbum em que as letras continuam repletas de referências culturais, imagens de classe alta e observações irônicas sobre a juventude privilegiada. A produção ficou mais rica e detalhada, incorporando mais elementos do Indietronica e World Music. As guitarras servem como textura rítmica, os sintetizadores são discretos, a cozinha rítmica é mais integrada e os vocais do Ezra Koenig soam mais emocionais. O repertório é muito bom, e as canções são bem variadas. No geral, é um ótimo disco e bastante ousado.
Melhores Faixas: Holiday, Diplomat's Son, Cousins, White Sky
Vale a Pena Ouvir: Giving Up The Gun, Run, Horchata
Abandon All Life – Nails
NOTA: 9,8/10
Melhores Faixas: Wide Open Wound, Suum Cuique, In Exodus, God's Cold Hands
Vale a Pena Ouvir: Tyrant, Pariah, No Surrender, Absolute Control
You Will Never Be One Of Us – Nails
NOTA: 9/10
Três anos se passaram, e o Nails lançava um trabalho novo, o You Will Never Be One of Us. Após o Abandon All Life, a banda chega a um ponto de maior maturidade sem abandonar aquilo que sempre foi essencial para ela: músicas curtas, agressivas, riffs esmagadores e uma postura extremamente confrontadora. A banda deixa sua sonoridade ainda mais pesada e trabalha melhor os contrastes entre velocidade, groove e momentos mais arrastados, aproveitando agora o fato de estar em uma das maiores gravadoras de Metal, a Nuclear Blast. A produção ficou extremamente seca e agressiva, mas que tem muita definição. As guitarras possuem uma distorção muito densa, enquanto a bateria e o baixo são extremamente presentes, e os vocais do Todd Jones continuam ásperos. Com isso, a banda consegue juntar todas as suas influências em um único álbum. O repertório é incrível, e as canções são esmagadoras e sufocantes. No geral, é outro álbum espetacular e preciso.
Melhores Faixas: You Will Never Be One Of Us, Violence Is Forever, Life Is A Death Sentence, They Come Crawling Back
Vale a Pena Ouvir: Friend To All, Into Quietus, In Pain
Every Bridge Burning – Nails
NOTA: 8,7/10
No ano de 2024, foi lançado o 4º e mais recente álbum da banda, o Every Bridge Burning. Após o You Will Never Be One of Us, o Nails enfrentou uma grande baixa: durante a pandemia, o baixista John Gianelli e o baterista Taylor Young acabaram saindo, e, no lugar deles, entraram Andrew Solis e Carlos Cruz. Além disso, houve a entrada de um guitarrista adicional, Shelby Lermo. Com isso, a banda toda repaginada, volta com uma abordagem mais metálica e guitarras mais trabalhadas. A produção seguiu por um caminho pesado e ainda mais denso, juntando Grindcore, Metalcore e Powerviolence. As guitarras possuem bastante corpo e distorção, a bateria apresenta ataques rápidos e grooves impactantes, o baixo consegue ser bem cortante, e os vocais do Todd continuam ásperos e carregados de uma ferocidade infernal. O repertório é muito bom, e as canções são bem pesadas e carregam temas de desconforto. No fim, é um ótimo disco, mesmo que seja o mais fraco deles.
Melhores Faixas: Give Me The Painkiller, No More River To Cross, Every Bridge Burning, Lacking The Ability To Process Empathy
Vale a Pena Ouvir: Dehumanized, Punishment Map, Imposing Will
Bom é isso e flw!!!

















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