sábado, 18 de julho de 2026

Analisando Discografias - D2x

                  

Hotel 1105 – D2x





















NOTA: 8,4/10


Em 2023, D2x lançava seu álbum de estreia, intitulado Hotel 1105, que trazia uma temática interessante. O rapper, vindo de Chicago, começou sua trajetória por volta de 2017, quando inicialmente era jogador de basquete, fazendo parte de um time da Divisão da liga universitária. Porém, decidiu largar a carreira de atleta para focar no Rap e, após lançar alguns projetos esporádicos, resolveu lançar um álbum com um conceito que gira em torno da ideia de um hotel como um espaço de fuga, descanso e contemplação. A produção, feita por Bailey Daniel, Ovrkast., Ro Moore, entre outros, apresenta um som elegante e orgânico. Com beats variados acompanhados por pianos, teclados elétricos, baixos suaves, guitarras discretas e baterias de timbre quente, o álbum dialoga com o Jazz Rap e o Boom Bap. Os flows do D2x são bem técnicos e cadenciados. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem profundas. No geral, é um álbum muito bom e consistente. 

Melhores Faixas: Waves & Moonlights, Dreams of an Adolescent, Faith, From Hotel 1105 with Love 
Vale a Pena Ouvir: I Am Here, Suite Life, Blue In Green

THE HUNGER ERA – D2x





















NOTA: 8/10


Em 2024, D2x lançou um EP intitulado THE HUNGER ERA, que seguiu um caminho mais urbano. Após o Hotel 1105, o rapper decidiu fazer um trabalho que gira em torno da persistência, da disciplina, da confiança em si mesmo e da busca pelo sucesso. A proposta é mostrar um artista que já sabe quem é, mas que ainda sente que precisa conquistar seu verdadeiro lugar dentro da cena. A produção, conduzida por Ro Moore, Gold Haze, Playa Haze, 99 e T4L, apresenta beats orgânicos, com baterias mais agressivas, linhas de baixo mais pesadas e caixas secas, além de colocar vocais acelerados como base para diversos beats que dialogam tanto com o Boom Bap quanto com o Chipmunk Soul. Os flows do D2x ficaram mais acelerados e agressivos, mostrando bem mais da sua versatilidade. O repertório é muito bom, e as canções são bastante profundas e carregadas de mensagem. No fim, é um ótimo EP que consegue ser muito agradável. 

Melhores Faixas: BE (HOME), WOW! 
Vale a Pena Ouvir: HILLS & HURDLES, THE ART OF HUNGER, FIRE

                                                                                   Então é isso e flw!!!                  

Analisando Discografias - Brother Tom Sos

                  

DOORS NO MAN CAN SHUT – Brother Tom Sos





















NOTA: 7/10


Em fevereiro desse ano, Brother Tom Sos lançou um de seus primeiros EPs, o DOORS NO MAN CAN SHUT. O rapper, vindo de Buffalo, em Nova York, começou sua trajetória em 2024, quando lançou alguns singles esporádicos que trouxeram reconhecimento dentro da cena underground, especialmente por participações em projetos ligados ao universo da Griselda, já que Westside Gunn o chamou para entrar no coletivo. A produção, feita pelo rapper junto com Elijah Hooks, apresenta uma abordagem crua e extremamente Lo-fi, com samples de piano, texturas Soul, poucos elementos percussivos e batidas secas que dialogam bastante com o Drumless e pequenos traços do Boom Bap e Jazz Rap. Os flows do rapper são bem cadenciados e mostram um lado técnico. O repertório contém 4 faixas muito boas, e as canções são bem profundas. Enfim, é um ótimo EP, carregado de imersão. 

Melhores Faixas: MILLIONAIRE SPEEDY (JANNAH), DIOR DUAS 
Vale a Pena Ouvir: GANG’S EULOGY, MURAKAMI MAYHEM

THE LADDER I CLIMBED – Brother Tom Sos





















NOTA: 7/10


Recentemente, há cerca de três meses, ele lançou seu EP mais recente, o THE LADDER I CLIMBED. Após o DOORS NO MAN CAN SHUT, esse novo trabalho procura ampliar sua identidade artística através de uma abordagem mais voltada para a superação pessoal, o amadurecimento e a ascensão dentro da cena underground. A produção ainda contém beats minimalistas, porém existe um cuidado maior na construção das texturas e na utilização dos samples. Além disso, há bastante presença de Drumless e um pouco de Boom Bap, contando também com pianos, cordas discretas, Soul, Jazz e pequenos detalhes ambientais que ajudam a criar profundidade sem comprometer a simplicidade da proposta. Os flows do BTS seguem aquele lado cadenciado e técnico. O repertório contém 5 faixas muito boas e suaves. No geral, é um EP bacana, apesar de apresentar pouca evolução. 

Melhores Faixas: TWO TWENTY-EIGHT, ABLOH MAYBACH 
Vale a Pena Ouvir: LIVING PROOF, LAZURUS, MR. KONES


Review: Living In Black Paradise do Samuelle

                     

Living In Black Paradise – Samuelle





















NOTA: 6/10


Em 1990, Samuelle lançava seu único álbum de estúdio, o Living In Black Paradise. O cantor, que inicialmente fazia parte do grupo Club Nouveau, decidiu tentar carreira solo quando o New Jack Swing vivia seu auge comercial. O mercado do R&B naquele período era dominado pela combinação entre o Soul tradicional, as batidas do Hip-Hop/Rap e as melodias Pop, fórmula que artistas como Johnny Gill e Bobby Brown ajudavam a consolidar. A produção, conduzida por Foster & McElroy, apresenta um som extremamente limpo e acessível. As baterias eletrônicas possuem timbres secos e muito definidos. Os teclados digitais criam praticamente toda a identidade sonora do álbum, utilizando pads suaves, pianos elétricos, sintetizadores atmosféricos e pequenos efeitos, mas tudo acaba ficando bastante repetitivo com o tempo. O repertório começa bem, mas depois decai drasticamente. Enfim, é um álbum mediano e, após isso, o cantor simplesmente sumiu. 

Melhores Faixas: So You Like What You See, Black Paradise, Stay 
Piores Faixas: I’m So In Love, Circle Of Love, Take My Heart

 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Analisando Discografias - Five Pointe O

                  

Five Pointe O – Five Pointe O





















NOTA: 5/10


Em 1999, o Five Pointe O lançava um de seus dois primeiros EPs, este levando o nome da banda. O grupo foi formado em Joliet, Illinois, pelo vocalista Daniel Struble, pela guitarrista Sharon Grzelinski e pelo baixista Sean Pavey. Algum tempo depois, recrutou Eric Wood como segundo guitarrista, Tony Starcevich na bateria e Casey Mejia nos teclados. Eles surgiram durante o período de consolidação do Nu Metal, mas, em vez de apostar em melodias acessíveis, a banda escolheu desde o início um caminho muito mais agressivo. Produzido pelos próprios integrantes, o EP apresenta uma sonoridade bastante crua, com fortes influências do Nu Metal e Metalcore. As guitarras trabalham com riffs repetitivos, a cozinha rítmica é bem precisa e os vocais de Daniel Struble são até bem variados, mas soam muito contidos, sendo ofuscados pelos teclados. O repertório contém 4 faixas, algumas boas e outras nem tanto. Enfim, é um EP fraco, mas que já mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: King Of The Hill, GP2 
Piores Faixas: Waiting To Fall, Awake

Untitled – Five Ponte O





















NOTA: 9/10


Foi apenas em 2002 que o Five Pointe O lançou seu 1º e único álbum, o Untitled. Após o lançamento de seus EPs, a banda ganhou destaque na cena underground, aproximando-se do Post-Hardcore caótico, do Metal Alternativo e de grupos que exploravam uma tensão emocional extrema. Com isso, assinou contrato com a Roadrunner Records. Produzido por Colin Richardson, que colocou um som pesado, mas extremamente detalhado. As guitarras possuem afinações graves e uma enorme variedade de texturas. As linhas de baixo são densas, a bateria alterna entre momentos cadenciados e explosões violentas, os teclados aparecem nos momentos certos e os vocais do Daniel Struble alternam entre passagens rasgadas e momentos mais emocionais, dialogando com o Nu Metal e Metalcore. O repertório é sensacional, e as canções são pesadíssimas. No fim, é um baita disco, e é uma pena que, com a saída do Daniel e Sharon, a banda não tenha continuado. 

Melhores Faixas: Double X Minus, King Of The Hill, Sympathetic Climate Control, The Infinity, Purity 01, Breathe Machine 
Vale a Pena Ouvir: Art Of Cope, Untitled

                                                                                    Então é só e flw!!!    

Analisando Discografias - GORDÃO DO PC

                  

Victor Era Meu Nome de Nerd – GORDÃO DO PC





















NOTA: 8/10


Em 2023, GORDÃO DO PC lançava seu álbum de estreia, o Victor Era Meu Nome de Nerd. O DJ iniciou sua trajetória por volta de 2018, quando ainda tinha 15 anos, lançando alguns singles de forma esporádica. Só depois de muito tempo, ele conseguiu emplacar seu primeiro grande hit, Vou Morar no Cabaré, em 2021. Após isso, consolidou seu nome como um dos grandes artistas do funk de Belo Horizonte, preparando um álbum que funcionasse tanto para os bailes quanto para uma audição mais descontraída. Produzido inteiramente por ele mesmo, o disco reúne graves extremamente comprimidos, kicks secos, linhas de sintetizador minimalistas, efeitos eletrônicos, vocal chops e batidas construídas para gerar impacto imediato, dialogando com as MTGs e com elementos de linhas de baixo mais agressivas que remetem ao Funk Mandelão. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e muito bem ordenadas. Enfim, é um ótimo álbum e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Halls na Língua – Remix, Só Lamento, Puxou Raspou 
Vale a Pena Ouvir: Set Gordão do PC, Noite Perfeita, Novo Balanço – Remix, Estelionato

Super MTG Game – GORDÃO DO PC & DJ PH DA SERRA





















NOTA: 5/10


No ano seguinte, GORDÃO DO PC lançou seu álbum mais recente até então, Super MTG Game. Após o Victor Era Meu Nome de Nerd, ele decidiu fazer um projeto colaborativo com DJ PH DA SERRA, que traz uma proposta de transformar a nostalgia dos videogames clássicos em matéria-prima para o Funk de BH, utilizando referências diretas a séries como Grand Theft Auto, Metal Slug, Super Mario, Pac-Man e Aladdin, sem deixar de lado a identidade dos bailes. Produzido pela dupla, trabalha em cima da estética do MTG, ou seja, com cortes rápidos, mudanças repentinas de andamento, batidas comprimidas e graves muito destacados. Além disso, incorpora sintetizadores, pequenos efeitos em 8 bits e melodias adaptadas ao ritmo do Funk. No entanto, o disco soa bastante repetitivo e acaba se tornando cansativo de escutar. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fracas e genéricas. Enfim, apesar da proposta interessante, é um trabalho fraco. 

Melhores Faixas: Mega do Gta, Mtg do Aladin - Vem de Novo, Mega do Metal Slug 1 
Piores Faixas: Mega do Aladin 1, Mega do Mário, Mtg do Pac Man, Mega do Metal Slug 2

 

Review: Brejo Das Almas do José Arimatéa

                     

Brejo Das Almas – José Arimatéa





















NOTA: 8,5/10


Em 2022, José Arimatéa lançou seu único álbum até então, intitulado Brejo das Almas. O trompetista, que já tocava o instrumento desde os 9 anos de idade, acabou se firmando como músico a partir dos 20 anos, quando trabalhou ao lado de nomes como João Donato, Leny Andrade e Emílio Santiago. Esse álbum não serve simplesmente para apresentá-lo como solista, mas para inseri-lo dentro de uma construção coletiva, na qual cada músico participa ativamente do desenvolvimento das peças. Produzido por Sylvio Fraga e Marcelo Galter, o disco apresenta uma sonoridade extremamente orgânica, valorizando a dinâmica natural dos instrumentos. Tanto que mistura elementos do Afro-Jazz, Post-Bop e traços de Modal Jazz, tendo como principal destaque a percussão de Luizinho do Jêje e o piano do Marcelo Galter, que atua como um verdadeiro arquiteto sonoro. O repertório contém 6 faixas longas, mas que conseguem ser muito suaves. No fim, é um ótimo disco, bastante dinâmico. 

Melhores Faixas: Guru Guru, Corneteiro Lopes 
Vale a Pena Ouvir: Brejo Das Almas, Eu Me Recordo


quinta-feira, 16 de julho de 2026

Review: Nova Nação do Caio Ocean

                   

Nova Nação – Caio Ocean






















NOTA: 7/10


Recentemente, o Caio Ocean lançou seu 2º EP, intitulado Nova Nação, que seguiu por um caminho diferente. Após o EP Garoto Oceano, o rapper lançou alguns singles nesse meio-tempo e decidiu preparar um trabalho voltado para reflexões sociais, políticas e existenciais, utilizando uma linguagem bastante simbólica e poética. Produzido inteiramente por OuvidoPai, o EP aposta em um som cru e direto, com uso de texturas ambientais, sintetizadores discretos, baterias eletrônicas pouco convencionais e vocais nos quais Caio abandona o Rap em favor de um canto bastante suave, gravado de forma muito próxima ao ouvinte. A sonoridade dialoga com o Liquid Drum and Bass e traz influências do 2-Step e do UK Garage. O repertório é bem curto, com 6 faixas bastante divertidas e profundas. Em suma, é um ótimo EP, que demonstra muito da sua versatilidade. 

Melhores Faixas: Mudar, Masmorras 
Vale a Pena Ouvir: Papagaios & Canhões / Total 12
 

                                                                                        É isso, então flw!!!                

Analisando Discografias - D2x

                   Hotel 1105 – D2x NOTA: 8,4/10 Em 2023, D2x lançava seu álbum de estreia, intitulado Hotel 1105, que trazia uma temática i...