terça-feira, 8 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Skid Row (70)

                  

Skid – Skid Row





















NOTA: 8/10


No ano de 1970, surgia uma banda chamada Skid Row (não é aquela dos anos 80) com seu álbum de estreia, intitulado Skid. Formado três anos antes também na capital irlandesa, Dublin, o grupo era composto por Brendan “Brush” Shiels (baixo), Gary Moore (guitarra e vocais) e Noel Bridgeman (bateria), que antes havia contado com a participação do Phil Lynott, mas este acabou saindo para montar o Thin Lizzy. O grupo vinha de uma cena em que o Blues Rock estava sendo transformado em algo cada vez mais pesado, e eles conseguiram um contrato com a CBS. Produção feita por Clifford Davis, deixou um som pesado e que consegue manter uma certa clareza. A guitarra de Moore naturalmente acaba ocupando bastante espaço. O interessante é que ele ainda não possui exatamente o estilo que desenvolveria posteriormente, mas tinha muitas influências. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem cadenciadas. No fim, é um ótimo disco de uma banda promissora. 

Melhores Faixas: Unco-Up Showband Blues, Virgo’s Daughter 
Vale a Pena Ouvir: For Those Who Do, Felicity, Mad Dog Woman

34 Hours – Skid Row





















NOTA: 8,4/10


Aí, no ano seguinte, foi lançado o 2º e último álbum da banda, o ousado 34 Hours. Após o Skid, o grupo ainda estava procurando uma identidade definitiva. O primeiro trabalho já havia revelado um guitarrista como Gary Moore, extremamente talentoso, mas aqui a banda parece mais consciente de como utilizar esse talento dentro das próprias composições. Produção conduzida por Clifford Davis, colocou um som bem mais cru e pesado, com eles juntando Blues Rock e Hard Rock, alguns elementos do Rock Progressivo e da música psicodélica. A guitarra de Gary Moore recebe novamente grande destaque, tendo riffs, texturas e mudanças de dinâmica. O baixo é bastante presente, e a bateria possui bastante força, mesmo quando as músicas começam a se tornar mais abertas. O repertório é curtinho, tendo 6 faixas que são bem imersivas e fluídas. No fim, é um ótimo disco, só que, após Gary Moore sair, a banda não conseguiu continuar. 

Melhores Faixas: Mar, Night Of The Warm Witch 
Vale a Pena Ouvir: Lonesome Still

                                                                                        É isso, então flw!!!           

Analisando Discografias - Thin Lizzy: Parte 2

                 

Johnny The Fox – Thin Lizzy





















NOTA: 9,8/10


No ano de 2004, o Motörhead lançava seu 17º álbum de estúdio, intitulado Inferno. Após o Hammered, a banda já não precisava provar sua importância histórica e também não precisava acompanhar as tendências do Metal dos anos 2000. A proposta era simplesmente fazer um disco pesado, agressivo e concentrado, mas com uma produção capaz de dar ao trio uma força renovada. Lemmy, Campbell e Dee parecem completamente confortáveis dentro de seus papéis. A produção, feita por Cameron Webb, traz uma sonoridade muito mais pesada, encorpada e moderna, mantendo aquele tradicional Heavy Metal e Hard Rock da banda. O baixo do Lemmy continua distorcido e agressivo, mas possui uma definição excelente. As guitarras do Phil possuem timbres grossos e bastante agressivos, enquanto a bateria do Dee é bastante impactante e precisa. O repertório é sensacional, e as canções são todas muito divertidas. Enfim, é um baita disco, bastante variado e cheio de energia. 

Melhores Faixas: Terminal Show, In The Name Of Tragedy, Whorehouse Blues, Killers, Suicide, Smiling Like A Killer 
Vale a Pena Ouvir: Fight, In The Year Of The Wolf, Life's A Bitch

Bad Reputation – Thin Lizzy





















NOTA: 9,7/10


No ano seguinte, a banda lançava seu 8º álbum de estúdio, o ambicioso Bad Reputation. Após o Johnny the Fox, a banda também estava passando por um período turbulento. Brian Robertson havia sofrido uma grave lesão na mão durante uma apresentação, o que dificultou sua participação nas atividades do grupo. Isso acabou influenciando diretamente a preparação do novo álbum. Em vez de abandonar o projeto, o Thin Lizzy seguiu trabalhando com uma participação mais limitada de Robertson e com Scott Gorham assumindo uma carga ainda maior nas guitarras. Produção feita pela própria banda junto com Tony Visconti, o álbum seguiu uma abordagem mais limpa e controlada. As guitarras de Gorham assumem uma posição muito mais dominante, enquanto Robertson participa de maneira mais seletiva. O baixo do Phil Lynott é mais integrado, e a bateria é bastante dinâmica. O repertório é excepcional, cheio de canções contagiantes. No geral, é um baita disco e que deu muito certo. 

Melhores Faixas: Dancing In The Moonlight (It's Caught Me In It's Spotlight), Bad Reputation, Soldier Of Fortune ,That Woman's Gonna Break Your Heart 
Vale a Pena Ouvir: Southbound, Killer Without A Cause

Black Rose (A Rock Legend) – Thin Lizzy





















NOTA: 10/10


Aí se passaram dois anos para o Thin Lizzy retornar com um álbum novo, o maravilhoso Black Rose (A Rock Legend). Após o Bad Reputation, Brian Robertson havia deixado novamente o grupo, e Phil Lynott precisava encontrar uma solução para manter a característica das duas guitarras, que havia se tornado fundamental para a identidade da banda. A solução foi trazer Gary Moore de volta. Moore já tinha passado pelo Thin Lizzy anteriormente, mas, desta vez, sua participação seria muito mais significativa. Produção feita mais uma vez junto com Tony Visconti, deixou um som poderoso e carregado de peso na medida certa. As guitarras conseguem ser exploradas com riffs precisos e momentos mais cadenciados, com o baixo dp Lynott acompanhando com linhas melódicas, enquanto a bateria do Brian Downey é extremamente eficiente. O repertório é maravilhoso, parecendo uma completa coletânea. No final, é um disco sensacional e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Do Anything You Want To, Roisin Dubh (Black Rose) A Rock Legend, My Sarah, Toughest Street In Town, Waiting For An Alibi 
Vale a Pena Ouvir: With Love, Got To Give It Up

Chinatown – Thin Lizzy





















NOTA: 8,7/10


Entrando nos anos 80, o Thin Lizzy lançava seu 10º álbum de estúdio, o Chinatown. Após o Black Rose (A Rock Legend), Gary Moore havia deixado novamente o grupo, encerrando uma formação que tinha produzido um disco excepcional, e Phil Lynott e Scott Gorham precisavam encontrar uma nova configuração para seguir em frente. O substituto de Moore foi Snowy White, guitarrista com uma abordagem consideravelmente diferente. Produção feita pela banda junto com Kit Woolven, deixou aquele som pesado e encorpado. As guitarras do Gorham e White são o principal elemento instrumental. A seção rítmica do Brian Downey e Phil Lynott continua funcionando muito bem, com o cantor mantendo aquele baixo melódico que frequentemente funciona como uma terceira voz dentro das composições. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas. Enfim, é um ótimo álbum e que é muito subestimado. 

Melhores Faixas: Chinatown, Killer Of The Loose, We Will Be Strong, Hey You 
Vale a Pena Ouvir: Sweetheart, Genocide (The Killing Of The Buffalo)

Renegade – Thin Lizzy





















NOTA: 8,8/10


No ano seguinte, foi lançado mais um trabalho da banda, o também subestimado Renegade. Após o Chinatown, eles haviam passado pela saída de Gary Moore e pela entrada de Snowy White, que já tinha participado do álbum anterior. A diferença é que, neste momento, White estava definitivamente integrado à formação, ao lado de Scott Gorham, Phil Lynott e Brian Downey. Fora isso, eles ainda estavam tentando se encaixar nos padrões que a grande mídia queria. Produção feita junto com Chris Tsangarides, que seguiu uma abordagem acessível, mas que não tirou aquele peso característico. As guitarras de Gorham e White continuam importantes, carregando solos eficientes. A entrada do tecladista Darren Wharton coloca alguns dos elementos que marcaram os anos 80 e consegue acompanhar a cozinha rítmica. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem melódicas e variadas. No fim, é um ótimo disco e também muito subestimado. 

Melhores Faixas: Leave This Town, Hollywood (Down On Your Luck), Angel Of Death, The Pressure Will Blow 
Vale a Pena Ouvir: No One Told Him, Renegade

Thunder And Lightning – Thin Lizzy





















NOTA: 9,8/10


Então se passaram dois anos para o Thin Lizzy lançar seu 12º e último álbum, o maravilhoso Thunder and Lightning. Após o Renegade, a banda passou por mais uma mudança, com a saída do guitarrista Snowy White e a entrada do jovem e promissor John Sykes em seu lugar. Mas, naquele período, os vícios de Phil Lynott estavam ainda mais preocupantes. Seus problemas com drogas e álcool estavam cada vez mais sérios, e isso dava ao álbum uma dimensão particularmente amarga. A produção foi aquela de sempre, com eles juntando o Heavy Metal e o Hard Rock a elementos modernos, mas com bastante peso. As guitarras possuem muito mais presença, os riffs têm mais peso, e a bateria do Brian Downey soa mais agressiva. O baixo do Lynott continua bastante audível, mas agora está inserido em uma parede sonora muito mais pesada, além de seus vocais expressivos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem energéticas. Enfim, é um baita disco e uma despedida triunfal. 

Melhores Faixas: Cold Sweat, Thunder And Lightning, The Sun Goes Down, Bad Habits, This Is The One 
Vale a Pena Ouvir: The Holy War, Baby Please Don't Go

 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Thin Lizzy: Parte 1

                 

Thin Lizzy – Thin Lizzy





















NOTA: 7,8/10


Voltando ao ano de 1971, o Thin Lizzy lançava seu álbum de estreia autointitulado. Formado em 1969, na capital irlandesa, Dublin, pelo baixista e vocalista Phil Lynott e pelo baterista Brian Downey, que se conheceram no período de escola. Após participarem de algumas bandas locais, montaram a própria banda, que foi complementada pelo guitarrista Eric Bell. Após vários corres, eles assinaram com a Decca Records e decidiram gravar um álbum quando ainda estavam procurando sua identidade. A produção, feita por Scott English e Nick Tauber, colocou uma sonoridade relativamente simples e orgânica, que juntava elementos de Hard Rock, Folk e Blues Rock. As guitarras têm bastante espaço, enquanto a cozinha rítmica é bastante sustentável, com os vocais do Phil sendo bem mais variados. O repertório é legal, tem canções divertidas e outras mais cadenciadas. Enfim, é um disco de estreia legal, mas ainda mostrava que eles precisavam amadurecer. 

Melhores Faixas: Look What The Wind Blew In, Diddy Levine 
Vale a Pena Ouvir: Clifton Grange Hotel, Ray-Gun, Remembering

Shades Of A Blue Orphanage – Thin Lizzy





















NOTA: 5/10


No ano seguinte, o Thin Lizzy lançava seu 2º álbum, o Shades of a Blue Orphanage. Após o álbum de estreia, a banda continuava a explorar elementos de Hard Rock pesado, Blues, Folk, música acústica e passagens psicodélicas, já que eles não sabiam o caminho que iriam seguir. Isso faz com que o disco seja menos imediatamente acessível do que os grandes trabalhos posteriores, com eles ainda tentando encontrar a sua identidade. A produção, feita pelo Nick Tauber, é bastante orgânica. A guitarra do Eric Bell mistura riffs de Blues e solos psicodélicos, enquanto a cozinha rítmica continuava sendo bem sustentável e os vocais do Phil Lynott mostravam uma certa evolução. Mas o problema é que esse álbum é muito confuso, já que eles parecem pular entre diferentes vertentes e não sabem desenvolvê-las. O repertório é mediano, tem canções legais e outras que só existem mesmo. No fim, é um álbum irregular e que mostrava que eles tinham que se firmar em algo. 

Melhores Faixas: Sarah, Baby Face, Buffalo Gal 
Piores Faixas: Brought Down, Shades Of A Blue Orphanage, I Don't Want To Forget How To Jive

Vagabonds Of The Western World – Thin Lizzy





















NOTA: 9/10


Mais um ano se passa, e o Thin Lizzy acaba mostrando uma evolução com Vagabonds of the Western World. Após o Shades of a Blue Orphanage, a banda havia enfim encontrado uma identidade própria. Phil Lynott começava a desenvolver aquela combinação particular de narrativa, melancolia, romantismo e personagens que posteriormente se tornaria uma das grandes características de suas letras. Produção, conduzida por Nick Tauber junto com o próprio Lynott, foi para um som mais cru e agressivo, agora juntando elementos de Hard Rock e Blues Rock. A guitarra do Eric Bell recebe bastante espaço para explorar tanto riffs quanto solos, enquanto o baixo serve muitas vezes como parte fundamental da construção melódica. A bateria é bastante variada e os vocais do Phil estão mais seguros. O repertório é incrível, e as canções são pesadas e cadenciadas. No fim, é um baita disco e já mostrava que algo mais viria ser explorado. 

Melhores Faixas: The Rocker, Mama Nature Said, Little Girl In Bloom, The Hero And The Madman 
Vale a Pena Ouvir: Vagabond Of The Western World, A Song For While I'm Away

Night Life – Thin Lizzy





















NOTA: 8,7/10


Outro ano se passou, e eles voltam lançando seu 4º álbum, intitulado Nightlife, que foi para algo mais amplo. Após o Vagabonds of the Western World, o guitarrista Eric Bell acabou saindo e, com isso, houve uma substituição ambiciosa com a entrada de Scott Gorham e Brian Robertson (e olha que eles tinham Gary Moore à disposição). Com isso, eles decidiram fazer um projeto que reorganizasse a casa após essa mudança. A produção, feita agora por Ron Nevison junto com o próprio Phil Lynott, seguiu uma abordagem mais refinada e que podia chegar às rádios, com eles ainda seguindo o Hard Rock, mas com muita presença do Blues Rock. O baixo do Lynott permanece bastante importante, enquanto a bateria do Brian Downey possui uma presença mais encorpada. Já as guitarras conseguem explorar texturas e abordagens distintas. O repertório é muito bom, e as canções ficaram bem mais intimistas. Enfim, é um ótimo disco que foi mais uma adaptação. 

Melhores Faixas: Still In Love With You, She Knows, Sha-La-La, Showdown 
Vale a Pena Ouvir: Night Life, Philomena, Dear Heart

Fighting – Thin Lizzy





















NOTA: 9,8/10


Em 1975, o Thin Lizzy volta com mais um álbum novo, o Fighting, que foi para um caminho mais explosivo. Após o Nightlife, a banda começava, enfim, a construir a base do seu som clássico e com total confiança da sua então gravadora, a Vertigo. Phil Lynott estava amadurecendo rapidamente como compositor. Suas letras continuavam passando por temas pessoais, romances, conflitos, personagens e histórias, mas agora existia uma confiança maior na maneira de transformar essas ideias em canções de Rock. A produção, feita pelo próprio Phil Lynott, deixou um som cru e direto. As guitarras do Scott Gorham e Brian Robertson criam diferentes camadas e estabelecem uma interação que se tornaria uma das marcas registradas da banda, o baixo é bastante melódico e conduz determinadas passagens, e a bateria é muito precisa. O repertório é incrível, e as canções são todas bem energéticas e épicas. No fim, é um baita disco que é praticamente um clássico. 

Melhores Faixas: Rosalie, Suicide, Freedom Song, For Those Who Love To Live, Silver Dollar
Vale a Pena Ouvir: Ballad Of The Hard Man, Wild One

Jailbreak – Thin Lizzy





















NOTA: 10/10


Aí chega o movimentado ano de 1976, quando eles lançam seu clássico e atemporal Jailbreak. Após o Fighting, o Thin Lizzy queria transformar todas suas influências em um Hard Rock muito mais melódico, pesado e imediatamente reconhecível. Phil Lynott também estava em um momento particularmente forte como compositor. Ele conseguia escrever tanto músicas de grande impacto quanto histórias cheias de personagens e imagens. A produção, feita por John Alcock, colocou um som encorpado e agressivo. As guitarras possuem bastante presença, alternando riffs, preenchimentos, harmonias e solos; o baixo do Phil é audível, e a bateria do Downey tem peso suficiente para sustentar os momentos mais intensos. Além dos vocais do próprio Phil, que têm uma mistura de autoridade e vulnerabilidade. O repertório é simplesmente sensacional, parecendo quase uma coletânea. No fim, é um baita disco e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: The Boys Are Back In Town, Jailbreak, Romeo And The Lonely Girl, Cowboy Song, Emerald 
Vale a Pena Ouvir: Running Black, Warriors

                                                                                  Por hoje é só, então flw!!!           

Analisando Discografias - Motörhead: Parte 2

                 

Inferno – Motörhead





















NOTA: 9,8/10


No ano de 2004, o Motörhead lançava seu 17º álbum de estúdio, intitulado Inferno. Após o Hammered, a banda já não precisava provar sua importância histórica e também não precisava acompanhar as tendências do Metal dos anos 2000. A proposta era simplesmente fazer um disco pesado, agressivo e concentrado, mas com uma produção capaz de dar ao trio uma força renovada. Lemmy, Campbell e Dee parecem completamente confortáveis dentro de seus papéis. A produção, feita por Cameron Webb, traz uma sonoridade muito mais pesada, encorpada e moderna, mantendo aquele tradicional Heavy Metal e Hard Rock da banda. O baixo do Lemmy continua distorcido e agressivo, mas possui uma definição excelente. As guitarras do Phil possuem timbres grossos e bastante agressivos, enquanto a bateria do Dee é bastante impactante e precisa. O repertório é sensacional, e as canções são todas muito divertidas. Enfim, é um baita disco, bastante variado e cheio de energia. 

Melhores Faixas: Terminal Show, In The Name Of Tragedy, Whorehouse Blues, Killers, Suicide, Smiling Like A Killer 
Vale a Pena Ouvir: Fight, In The Year Of The Wolf, Life's A Bitch

Kiss Of Death – Motörhead





















NOTA: 8,3/10


Dois anos se passaram para o Motörhead lançar mais um disco, o Kiss of Death. Após o Inferno, a situação da banda era bastante confortável. O trio estava junto havia muitos anos, Campbell já dominava completamente o papel de único guitarrista e Mikkey Dee estava cada vez mais integrado ao processo criativo. Lemmy, por sua vez, continuava sendo o principal elemento de identidade do grupo, mas sua voz já carregava naturalmente mais desgaste. Em vez de esconder isso, o álbum utiliza essa característica a seu favor. A produção do Cameron Webb seguiu um caminho que teve uma combinação certeira de peso, clareza e agressividade. Com isso, temos guitarras com riffs encorpados e agressivos, o baixo possui uma distorção certeira e a bateria apresenta impacto e definição. O repertório é muito bom, e as canções conseguem ser bem divertidas e variadas. Enfim, é um álbum bacana, mas que acabou ficando na sombra de seu antecessor. 

Melhores Faixas: God Was Never On Your Side, Sucker, Trigger, Kingdom Of The Worm, Living In The Past 
Vale a Pena Ouvir: Devil I Know, Under The Gun, Sword Of Glory

Motörizer – Motörhead





















NOTA: 8/10


Mais dois anos se passaram, e foi lançado o 19º álbum deles, o decente Motörizer. Após o Kiss of Death, a formação já estava completamente estabelecida e funcionava como uma unidade muito bem entrosada. Em 2008, Lemmy já tinha mais de 60 anos e o grupo estava há décadas na estrada. Mesmo assim, não existe no álbum uma tentativa de diminuir a intensidade para acompanhar a idade dos músicos. A produção foi aquela de sempre, um equilíbrio preciso entre agressividade e clareza, juntando os universos do Heavy Metal e do Hard Rock com alguns elementos de Speed Metal e daquilo que Lemmy chamava de Rock ‘n’ Roll. O baixo permanece enorme e distorcido, a guitarra do Phil tem bastante espaço para os riffs e solos, enquanto a bateria do Mikkey Dee apresenta impacto e precisão sem parecer artificialmente comprimida. O repertório é legalzinho, tendo canções divertidas e outras mais cadenciadas. No geral, é um ótimo disco que entrega o básico. 

Melhores Faixas: The Thousand Names Of God, Teach You How To Sing The Blues, Rock Out
Vale a Pena Ouvir: One Short Life, Back On The Chain, Buried Alive

The Wörld Is Yours – Motörhead





















NOTA: 8/10


No ano de 2010, foi lançado mais um álbum da banda, o The Wörld Is Yours, que foi mais caótico. Após o Motörizer, eles não precisavam recuperar prestígio nem provar que ainda conseguiam fazer música pesada. O objetivo era manter o nível. O Motörhead já havia encontrado uma fórmula bastante confortável nos anos 2000: produção pesada, riffs diretos, mistura de Heavy Metal e Hard Rock, além da personalidade inconfundível de Lemmy. A produção seguiu um caminho mais definido, mas ainda deixando aquele peso característico. A bateria do Mikkey Dee possui bastante impacto, especialmente no bumbo e na caixa, e a execução permanece extremamente precisa. As guitarras possuem um timbre grosso, agressivo e relativamente seco, e o baixo do Lemmy permanece distorcido e muito presente. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas e mais carregadas de urgência. Enfim, é um ótimo disco que cumpre sua proposta. 

Melhores Faixas: I Know How To Die, Brotherhood Of Man, Devils In My Head 
Vale a Pena Ouvir: Rock 'N' Roll Music, Born To Loose, Get Back In Line

Aftershock – Motörhead





















NOTA: 8,5/10


Se passaram três anos para que eles lançassem seu penúltimo álbum, o Aftershock. Após o The Wörld Is Yours, Lemmy já estava com sua saúde se deteriorando, e isso dava ao trabalho um peso adicional quando ouvido retrospectivamente. Ainda assim, esse trabalho não é feito com espírito de despedida. Pelo contrário: existe uma postura extremamente desafiadora, como se a banda estivesse determinada a continuar funcionando normalmente apesar das circunstâncias. A produção seguiu um caminho eficiente, pesado e orgânico. O baixo do Lemmy permanece como uma das principais armas da produção, sendo distorcido e acompanhando boa parte do espectro sonoro. As guitarras do Phil Campbell ficam mais definidas e menos escondidas atrás do baixo, enquanto a bateria do Mikkey Dee é extremamente presente. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem energéticas e carregadas de sinceridade. Enfim, é um ótimo disco e foi mais imersivo. 

Melhores Faixas: Lost Woman Blues, Dust And Glass, Coup De Grace, Crying Shame, Queen Of The Damned 
Vale a Pena Ouvir: End Of Time, Knife, Silence When You Speak To Me

Bad Magic – Motörhead





















NOTA: 8,6/10


Em 2015, chegamos ao último álbum do Motörhead, o Bad Magic, que não trouxe algo muito diferente. Após o Aftershock, Lemmy já estava bastante debilitado fisicamente, e esse trabalho foi lançado apenas quatro meses antes de sua morte, em dezembro de 2015. É importante não transformar o álbum em uma espécie de “disco de despedida” artificial, porque ele não foi concebido dessa maneira. A banda continuava trabalhando como sempre, com a mesma atitude agressiva e o mesmo desprezo por qualquer tentativa de suavizar sua identidade. A produção foi feita, como sempre, por Cameron Webb, que colocou aquele som agressivo e equilibrado, juntando o melhor do Heavy Metal e do Hard Rock que eles sabiam fazer. O baixo distorcido, a guitarra definida do Phil e a bateria dinâmica do Mikkey, além dos vocais expressivos do Lemmy, estão aqui. O repertório é muito legal, e as canções são bem divertidas e satisfatórias. No fim, é um ótimo disco que foi uma despedida decente. 

Melhores Faixas: Victory Or Die, Thunder & Lightning, Fire Storm Hotel, Sympathy For The Devil, Till The End 
Vale a Pena Ouvir: Electricity, When The Sky Comes Looking For You, Choking On Your Screams


Analisando Discografias - Skid Row (70)

                   Skid – Skid Row NOTA: 8/10 No ano de 1970, surgia uma banda chamada Skid Row (não é aquela dos anos 80) com seu álbum de ...