Chaos And Disorder – Prince
NOTA: 8/10
No ano seguinte, o Prince lançava mais um trabalho novo, o Chaos and Disorder. Após o The Gold Experience, a Warner Bros. tinha atrasado o lançamento deste álbum, e Prince, completamente revoltado, começou a fazer aparições públicas com a palavra “escravo” escrita em seu rosto. Então, este projeto seria praticamente o último a sair pela gravadora, além de que ele já tinha mandado outro (só que esse será comentado mais tarde). Aqui, o cantor decidiu fazer um álbum bem mais puxado para o Rock e sendo muito direto. Produzido pelo próprio Prince, traz um som limpo, mas não totalmente polido, dialogando com o Hard Rock e o Funk Rock. As guitarras voltaram a ficar no centro, mostrando a habilidade de Prince, que entregou riffs secos e solos espontâneos. A cozinha rítmica cria um groove sólido, e os teclados servem mais como textura. O repertório é ótimo, e as canções são bem divertidas. No geral, é um disco bacana e que foi muito injustiçado.
Melhores Faixas: I Like It There, Into The Light
Vale a Pena Ouvir: The Same December, I Rock, Therefore I Am, Chaos And Disorder
Emancipation – Prince
NOTA: 8,7/10
Melhores Faixas: Jam Of The Year, Betcha By Golly Wow, The Holy River, White Mansion, My Computer, I Can't Make U Love Me, The Love We Make, Emale
Vale a Pena Ouvir: Right Back Here In My Arms, Sex In The Summer, White Mansion
Crystal Ball – Prince
NOTA: 8/10
Se passaram dois anos para Prince lançar mais um álbum, desta vez quádruplo, o Crystal Ball. Após o Emancipation, esse projeto foi uma verdadeira reunião do material que ele havia acumulado durante diferentes fases de sua carreira, principalmente músicas que tinham sido deixadas de fora de projetos anteriores, faixas que permaneceram inéditas por anos e algumas gravações mais recentes. A produção foi feita, como sempre, pelo próprio Prince, só que é extremamente variada e explora várias facetas, desde R&B, Dance-Pop, New Jack Swing e Funk até alguns momentos de Pop Rock. Contando em sua maioria com programação eletrônica e sintetizadores, colocando aquela sensação mecânica que ajuda a conduzir o groove do baixo e da bateria. Além das guitarras, que conseguem botar um certo peso, seus vocais são bastante variados. O repertório é bem legal, e as canções são bem imersivas. Enfim, é um disco bacana, mas não é para qualquer um.
Melhores Faixas: Crucial, Last Heart, Calhoun Square, So Dark, Welcome 2 the Dawn
Vale a Pena Ouvir: Sexual Suicide, Fascination, Last Heart, Tell Me How U Wanna B Done
The Vault ... Old Friends 4 Sale – Prince
NOTA: 8,2/10
Melhores Faixas: When The Lights Go Down, It's About That Walk
Vale a Pena Ouvir: There Is Lonely, 5 Women
Rave Un2 The Joy Fantastic – Prince
NOTA: 3,5/10
Naquele mesmo ano, o Prince lançou mais um trabalho novo, o Rave Un2 The Joy Fantastic. Após o The Vault ... Old Friends 4 Sale, esse novo projeto representa uma tentativa mais direta de voltar ao grande público através de um álbum Pop sofisticado, acessível e cheio de convidados. Só que a indústria havia mudado, o Rap havia se tornado ainda mais dominante e o R&B contemporâneo estava muito mais próximo do Pop, e ele sabia disso muito bem. Produção foi bem mais polida e acessível, colocando um som colorido e muito mais abrangente. Os metais possuem papel importante em determinados momentos, aproximando algumas músicas do Funk tradicional. Em outras, os sintetizadores e a programação dominam completamente o arranjo. Mas, o problema é que muito bagunçado uma hora tem Rap, outra hora um R&B genérico, ficando sem imersão. O repertório é ruim, tem canções legais e outras sem graça. No fim, é um álbum fraco e que não funcionou.
Melhores Faixas: The Greatest Romance Ever Sold, I Love U, But I Don't Trust U Anymore, Everyday Is A Winding Road, Silly Game
Piores Faixas: Tangerine, Wherever U Go, Whatever U Do, Strange But True, Man'O'War, Baby Knows, The Sun, The Moon And Stars
Musicology – Prince
NOTA: 8,5/10
Em 2003, foi lançado mais um trabalho novo de Prince, o Musicology, em um momento estável. Após o Rave Un2 the Joy Fantastic, o cantor tinha formado uma parceria com a Sony Music, e entra nos anos 2000 com uma postura diferente: em vez de tentar provar que podia produzir mais música do que qualquer outro artista, passa a concentrar sua atenção em construir um álbum mais compacto, mais acessível e baseado principalmente em Funk, Soul, R&B, Pop e Rock. A produção segue um som bem mais limpo, só que não excessivamente esterilizado. O baixo possui presença, a bateria tem peso e os metais são utilizados como elementos rítmicos e melódicos. Os vocais também são cuidadosamente empilhados, principalmente nas músicas românticas, criando aquelas harmonias características do cantor, o que dialoga muito com o Neo-Soul. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas. Enfim, é um ótimo álbum e muito consistente.
Melhores Faixas: Musicology, Call My Name, What Do U Want Me 2 Do?, Cinnamon Girl
Vale a Pena Ouvir: On The Couch, Dead Mr. Man, Life 'O' The Party
3121 – Prince
NOTA: 8,6/10
Dois anos se passaram, e Prince voltou com um novo disco, o 3121, que foi ainda mais exuberante. Após o Musicology, ele estava muito mais confortável dentro dessa nova fase. Esse título está associado à casa que Prince alugava em Los Angeles, chamada “3121”, que também funcionava como espaço de festas e sessões musicais. Aqui, ele decidiu pegar tudo que fez anteriormente e fazer algo mais eletrônico, sensual e futurista. A produção seguiu um caminho limpo e moderno, contando com sintetizadores e baterias eletrônicas que colocam um groove dinâmico; os baixos e as guitarras sustentam a maioria dos ritmos, enquanto a bateria tradicional tem aquele som orgânico, e a presença de metais e instrumentos de sopro deixa um toque refinado, além do uso de vocais processados que deixam uma estética contemporânea. O repertório é muito bom, e as canções são mais envolventes e energéticas. Enfim, é outro disco muito legal e consistente.
Melhores Faixas: Black Sweat, Get On The Boat, The Word, Fury
Vale a Pena Ouvir: 3121, Incense And Candle, Beautiful, Loved And Blessed
Planet Earth – Prince
NOTA: 8/10
No ano de 2007, foi lançado outro trabalho do Prince, o Planet Earth, que foi mais orgânico. Após 3121, o cantor decidiu fazer um trabalho que fosse menos preocupado em construir um conceito fechado e mais interessado em mostrar a amplitude de suas composições. Em vez de simplesmente seguir as regras da indústria, ele continuava procurando maneiras próprias de apresentar sua música. A produção foi bastante refinada e eclética, juntando os dois mundos do Funk e do Pop Rock. Além disso, os músicos de apoio, alguns vindos da fase do Revolution e outros do New Power Generation, ajudam a construir o disco; com isso, temos uma bateria que entrega peso e organicidade, as linhas de baixo sustentam os grooves, as guitarras e os teclados servem mais como textura, e os metais também são utilizados com bastante inteligência. O repertório é muito legal, e as canções são todas bem suaves e cadenciadas. Enfim, é um trabalho muito interessante e bastante subestimado.
Melhores Faixas: Somewhere Here On Earth, Lion Of Judah
Vale a Pena Ouvir: Guitar, Planet Earth, Chelsea Rodgers, All The Midnights In The World
Art Official Age – Prince
NOTA: 5/10
Em 2014, Prince voltou lançando, o Art Official Age, que teve um contexto curioso. Após o Planet Earth, esse projeto foi, como sempre, lançado pelo selo da NPG, só que, em vez de ser distribuído por uma Sony ou Columbia, foi pela Warner Bros., já que naquele ano aconteceu um acordo em que o cantor voltou a ser dono de suas gravações master, enquanto a gravadora teria direito de licenciar e lançar o material globalmente. Para esse álbum, ele decidiu juntar a modernidade com seu estilo característico. A produção, feita pelo cantor junto com Joshua Welton, seguiu um caminho limpo, criando uma sonoridade que combina elementos orgânicos com uma quantidade considerável de manipulação eletrônica. O destaque é o uso de cordas, que aumenta a dimensão cinematográfica de determinadas músicas, mas, no geral, é bem mais do mesmo. O repertório é fraquíssimo, tendo canções legais e outras genéricas. No fim, é um álbum mediano, que precisava de algo a mais.
Melhores Faixas: This Could Be Us, Funknroll, Breakdown
Piores Faixas: Way Back Home, Art Official Cage, The Gold Standard
HITnRUN Phase One – Prince
NOTA: 8/10
Indo para o ano de 2015, Prince lançava o HITnRUN Phase One, que foi mais comercial. Após o Art Official Age, o cantor não quis abandonar aquela aproximação com sintetizadores, programação, R&B contemporâneo e estética futurista, mas levou essas características para um terreno muito mais agressivo, acelerado e orientado para a pista. A produção foi mais polida, só que, como dito anteriormente, feita para as pistas de dança, já que temos baterias programadas que possuem impacto seco e bastante compressão, os graves são fortes, os sintetizadores aparecem em camadas densas e os efeitos eletrônicos são utilizados não apenas como decoração, mas como elementos fundamentais da música. Enquanto os vocais de Prince, mesmo com o uso de processamento, conseguem funcionar muito bem em momentos puxados para o Dance-Pop. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e fluidas. No geral, é um disco bacana e muito consistente.
Melhores Faixas: FALLINLOVE2NITE, LIKE A MACK
Vale a Pena Ouvir: THIS COULD B US, JUNE, AIN'T ABOUT 2 STOP
HITnRUN Phase Two – Prince
NOTA: 8,7/10
E aí, no fim daquele ano, foi lançado HITnRUN Phase Two, que seguiu uma estética mais nostálgica. Após o Phase One, que representou um lado mais eletrônico de sua produção, o segundo representa o lado mais orgânico, funky e tradicional. Isso dá ao conjunto dos dois álbuns uma lógica interessante: primeiro, Prince mergulha na tecnologia; depois, volta aos instrumentos, grooves e estruturas que remetem diretamente a diferentes momentos de sua carreira. A produção foi bem mais orgânica, contando muito mais com um baixo presente, uma bateria sem efeitos excessivos e que conduz o groove, além de teclados ocupando espaços naturais nos arranjos. As guitarras possuem maior definição, e os vocais de Prince são carregados de emoção, com uso de falsetes quando necessário, cruzando, assim, Funk, Pop Soul e R&B contemporâneo. O repertório é muito legal, e as canções são bem envolventes e suaves. No fim, é um belo disco, antes de ele nos deixar no ano seguinte.
Melhores Faixas: Baltimore, Stare, Look At Me, Look At U, Revelation, Xtralovable
Vale a Pena Ouvir: Groovy Potential, Rocknroll Loveaffair, Big City
Welcome 2 America – Prince
NOTA: 8/10
Em 2021, foi lançado o que realmente foi o 1º trabalho póstumo do Prince, o Welcome 2 America. Após o HITnRUN Phase Two, infelizmente, no dia 21 de abril de 2016, o cantor acabou falecendo devido a uma overdose acidental do opioide fentanil. Depois de sua morte, muito de seu material acabou sendo reorganizado, com este surgindo de uma gravação feita no início de 2010. Nela, Prince estava profundamente interessado em discutir os Estados Unidos, a transformação tecnológica da sociedade, a política e o avanço da tecnologia. A produção foi bastante orgânica, sem abandonar completamente os recursos eletrônicos. A base rítmica formada por baixo e bateria é extremamente sólida, contendo um groove que possui movimento e dinâmica. Além disso, as guitarras são nítidas, os teclados são constantes e os vocais do Prince são bem expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são bem profundas. No geral, é um disco bacana e intrigante ao mesmo tempo.
Melhores Faixas: Hot Summer, Born 2 Ride
Vale a Pena Ouvir: Welcome 2 America, One Day We Will All B Free, 1010 (Rin Tin Tin), Stand Up And B Strong
Então é isso e flw!!!


























