quarta-feira, 27 de maio de 2026

Review: MALINO do Leviano

                     

MALINO – Leviano





















NOTA: 8,5/10


Alguns dias atrás, o Leviano voltou lançando seu 2º álbum duplo, intitulado MALINO (capa foda!). Após o EP Ghetto Gospel, ele chegou ao ápice da sua crise pública envolvendo a Mainstreet Records, além da incansável treta com Orochi. Assim, esse trabalho quase funciona como um manifesto de independência artística, especialmente por surgir cercado pela campanha “Free Vetin”, que tomou conta das redes nas semanas anteriores ao lançamento. A produção, feita por ele junto com OG Bahia, L. Abner, paniagonobeat, entre outros, segue uma abordagem crua e suja. As beats são pesadíssimas, com graves estourados, synths distorcidos, instrumentais comprimidos e atmosferas sufocantes, dialogando tanto com o Trap tradicional quanto com o Rage. Além disso, seus flows são bem agressivos e precisos, com trocadilhos interessantes. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e até reflexivas. Em suma, é um ótimo álbum e que consegue te prender. 

Melhores Faixas: X9 (Brandão amassando), ESCRAVO MODERNO, CALISTENIA, THE BOX, DELÍRIO, TODOS QUEREM SER IGUAIS A MIM, MIL A MENOS, MIL A MAIS, OCEANO, MUITA ONDA 
Vale a Pena Ouvir: MAIS PROBLEMAS QUE AMIGOS, FORTAL NÃO TEM NEVE, MANOS DO PRIMEIRO DIA, FALSOS NÃO VÃO PASSAR

                                                                             É isso, um abraço e flw!!!                     

Analisando Discografias - Ebony: Parte 1

                  

Condessa – Ebony





















NOTA: 5/10


Em 2020, a Ebony lançava seu 1º trabalho no formato de EP, intitulado Condessa. Sua carreira começou um ano antes, quando lançou seus singles pela plataforma SoundCloud, além de participações em cyphers e projetos importantes da cena underground. Ela já era vista como uma das grandes revelações femininas do Rap brasileiro, especialmente por unir agressividade técnica, estética sofisticada e um lirismo emocional pouco comum dentro do Trap nacional. A produção foi feita por AJ Wav, Pedro Lotto, Nagalli e Celo1st, que criaram beats minimalistas, carregados de ambiência, hi-hats espaçados e graves muito profundos. Os flows técnicos dela se encaixam bem numa temática do Trap com R&B, mesmo que muitas coisas soem repetitivas. O repertório é irregular, com canções boas e outras mais fraquinhas. Enfim, é mais um trabalho de apresentação, mas que já mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: Paris, Paris (Sidoka no auge) 
Piores Faixas: Bugatti, Lipsticks

Visão Periférica – Ebony





















NOTA: 8,4/10


Então chegamos a 2019, ano em que foi lançado o 2º e, último álbum até então deles, o The Man Without Qualities. Após o tenebroso Goldrushed, o The Royal Concept construiu uma reputação como um dos nomes mais eficientes do Indie Pop escandinavo, especialmente por unir refrães explosivos, grooves dançantes e um forte apelo radiofônico. Porém, aqui eles decidiram acompanhar várias bandas da época que estavam indo para um lado mais imersivo. A produção, feita por Chris Seefried, Markus Jägerstedt junto com a banda, ficou bastante sofisticada. As guitarras foram para uma linha mais atmosférica, os sintetizadores ficaram centralizados e os vocais do David Larson receberam reverbs e harmonizações amplas. Porém, tudo soa bastante comprimido, e essa junção de Indie Pop com psicodelia acaba não funcionando. O repertório é péssimo, e as canções são bastante genéricas. Em suma, é outro álbum que beira o insuportável. 

Melhores Faixas: (..............DEU NÉ.................) 
Piores Faixas: Up All Night, Kick It, The Man Without Qualities, Need To Know 


Analisando Discografias - Vulgo FK

                 

Perdas & Ganhos – Vulgo FK





















NOTA: 9/10


Em 2023, o Vulgo FK lançava seu álbum de estreia intitulado Perdas & Ganhos. A trajetória do rapper paulista começou por volta de 2017, quando lançou o single Meu Bem, além de fazer vídeos de covers nas redes sociais, até que foi descoberto pelo saudoso MC Kevin, que o apadrinhou. Com o tempo, ele foi lançando singles até assinar com a Som Livre. Esse trabalho carrega um conceito que gira em torno da dualidade entre ascensão financeira e desgaste emocional. A produção foi diversificada, contando com Nagalli, Wall Hein, Bvga Beatz, Pedro Lotto, entre outros, que trouxeram uma abordagem polida, com beats melódicos, reverbs amplos, linhas de teclado atmosféricas e baterias secas, criando uma sensação constante de solidão, mesmo nas músicas mais luxuosas, fazendo um equilíbrio interessante entre Trap e R&B. O repertório é incrível, e as canções são todas bem envolventes. No fim, é um belo álbum de estreia, além de ser um trabalho bastante coeso. 

Melhores Faixas: Ballena (Veigh e MC PH combinaram demais), Voltar No Tempo, Perdas (Introdução), 2023 (MC Ryan SP até mandou bem), Bad, Amanda, Jacaré No Peito (Borges e KayBlack mandando bem) 
Vale a Pena Ouvir: Meu Neném, Celine (KayBlack amassando), Porsche Hortelã

O Último Romântico Online – Xamã & Vulgo FK





















NOTA: 2,5/10


Ainda naquele ano, o Xamã e Vulgo FK lançavam um EP colaborativo, O Último Romântico Online. Antes de lançar Perdas & Ganhos, o FK foi convidado pelo Xamã para fazer um trabalho bem mais orientado a love songs e que também unisse dois universos: o romantismo boêmio e poético do Xamã misturado à sensualidade noturna e emocional do FK. A produção, feita por Pedro Lotto, Galdino, entre outros, foi extremamente polida e orientada para o streaming, com beats extremamente melódicos, atmosféricos e focados em melodias pegajosas. Mas o grande problema é que o principal nome do projeto é completamente ofuscado pelas feats e pelo Vulgo FK, que basicamente tenta carregar esse projeto nas costas, enquanto o Xamã só aparece na metade das músicas, além de fazer um flow repetitivo e usar mal o auto-tune. O repertório é péssimo, e as canções são bem genéricas, com poucas que se salvam. No fim, é um EP horrível e esquecível. 

Melhores Faixas: O Último Romântico Online (Chefin sendo melhor que o Xamã), Conteúdo Exclusivo (Orochi indo bem) 
Piores Faixas: Dona Encrenca, Meia Noite, Se Acaba (Don Juan e Ryan SP mal demais)

F**K SONGS – Vulgo FK





















NOTA: 2,5/10


No ano seguinte, o Vulgo FK retornava com seu 2º álbum, o F**K Songs (capa feia eu sei). Após Perdas & Ganhos, o rapper decidiu fazer um trabalho que priorizasse a sensualidade e as relações amorosas, em vez da dualidade existencial de antes. Além disso, o título funciona como um trocadilho entre “FK” e “fuck songs”, deixando claro o foco temático do projeto: sexo, desejo e noites urbanas. A produção foi bastante diversificada, contando com Murillo e LT no Beat, Honaiser e afins, que tentaram trazer uma abordagem mais comercial, com um maior foco no Trap Soul, com elementos do R&B alternativo e música Pop. As beats são mais sofisticadas, com sintetizadores suaves, baixos profundos, mas discretos, e baterias minimalistas. Porém, o maior problema é que tudo fica muito arrastado e beira o repetitivo. O repertório é fraquíssimo, com love songs bem sem graça e poucas realmente boas. No geral, é um álbum péssimo e que acabou sendo um tropeço. 

Melhores Faixas: OI (Ryu carregou), FORA DE COGITAÇÃO, PAUSA (Yunk Vino mandou bem) 
Piores Faixas: FOGO E GASOLINA, USEM CAMISINHA, LEONINO (Caio Luccas dessa época é triste), CALVIN KLEIN (coitado do Veigh), CABE NA MINHA MÃO, IPHONE 15

FKAY – Vulgo FK & Kayblack





















NOTA: 2/10


Então chegamos a 2025, quando Vulgo FK e KayBlack lançaram o álbum colaborativo FKAY. Após o péssimo F**K Songs, o FK, que já tinha uma certa parceria com o KayBlack, decidiu se reunir com ele em um projeto que, advinha, seria focado em love songs, já que ambos sempre abordaram temas ligados a romance, vulnerabilidade, noites urbanas e ascensão social. A produção contou com os mesmos nomes, além de alguns novos, como Fepache e D Santana, que seguiram uma abordagem altamente comercial, colocando aqueles mesmos beats melódicos, synths etéreos, reverbs profundos, baterias discretas e baixos suaves que dominam praticamente todas as faixas, misturando Trap, R&B alternativo e Trapfunk (em 2025, putz). E assim, novamente, tudo soa repetitivo e feito para hitar no TikTok. O repertório é péssimo, e as canções são todas bem genéricas, com poucas realmente interessantes. No fim, é um álbum terrível e que não funcionou. 

Melhores Faixas: ERREI DNV 🔄, TEMPO PASSA ⏳ 
Piores Faixas: TENTAR SER BREVE 🤷🏾‍♀️, INTERFERIR 🚫, FOTO BOMBA 💣, RELAÇÃO 👩‍❤️‍👨

  

terça-feira, 26 de maio de 2026

Review: Komm, Wir Bleiben Stehen do OK KID

                     

Komm, Wir Bleiben Stehen – OK KID





















NOTA: 2/10


Recentemente, o OK KID retornou com um novo disco, o Komm, Wir Bleiben Stehen. Após o Drei, o grupo anunciou, em 2024, uma pausa por tempo indeterminado. O silêncio foi quase total: poucas aparições públicas, afastamento das redes sociais e ausência de lançamentos. Em uma indústria musical cada vez mais movida por algoritmos, essa retirada acabou funcionando quase como um manifesto e influenciaria esse projeto. A produção contou com David Trapp, Moritz Rech, Raffi Balboa e Sven Ludwig, que seguiram uma abordagem mais sofisticada, com presença de sintetizadores melancólicos, baterias híbridas pesadas, guitarras Indie, texturas eletrônicas densas e influências do Synth-pop e Alt-Pop, mas, novamente, os mesmos erros se repetem, soando bastante repetitivo e arrastado, fora que o flow do Jonas não ajuda. O repertório é muito ruim, e as canções são bem chatinhas, com poucas que se salvam. No fim, é mais um disco péssimo deles. 

Melhores Faixas: Wie Ein Echter Mann, Ein Ganzer See 
Piores Faixas: Einfach So, Clowns, Hoffnung Stirbt 3, 50823

                                                                                        É isso, então flw!!!        

Review: Feeling Electric do Parade Of Lights

                     

Feeling Electric – Parade Of Lights





















NOTA: 8,2/10


No ano de 2015, o Parade of Lights lançou seu único álbum de estúdio, intitulado Feeling Electric. Formada em 2010, em Los Angeles, por Ryan Daly (vocais e guitarra) e Anthony Improgo (bateria), que antes tocavam numa banda chamada Polus, que lançou apenas um EP antes de entrar em hiato, sendo posteriormente reativada com esse novo nome, fechando a formação com Randy Schulte (baixo) e Michelle Ashley (teclados), além de assinarem com a Astralwerks. A produção, feita pela própria banda, foi bastante cinematográfica, já que os sintetizadores são muito brilhantes, ocupando quase todo o espaço sonoro. As baterias, tanto orgânicas quanto eletrônicas, são bem híbridas, e as guitarras têm muita textura, deixando os vocais do Ryan brilharem, dialogando assim com Synth-pop, Electropop e Big Music. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e densas. Enfim, é um ótimo disco, e é uma pena que a banda não tenha seguido em frente. 

Melhores Faixas: Feeling Electric, Silver And Gold, Golden 
Vale a Pena Ouvir: We're The Kids, Memory

 

Analisando Discografias - Genesis Owusu

                  

Smiling With No Teeth – Genesis Owusu





















NOTA: 10/10


No ano de 2021, o Genesis Owusu lançava seu sensacional álbum de estreia, Smiling with No Teeth. O rapper de origem ganesa teve que migrar para Canberra, na Austrália, e começou sua trajetória por volta de 2015, quando seu irmão, Citizen Kay, decidiu lhe dar uma chance, o que o impulsionou a começar a lançar singles. Com o tempo, começou a preparar esse álbum, cuja espinha dorsal conceitual foca no “black dog”, que seria uma metáfora para depressão, autossabotagem e pressão psicológica. A produção, feita por Matt Corby, Dave Hammer, Andrew Klippel e Harvey Sutherland, é bem variada, já que aqui há uma junção de Neo-Soul com Post-Punk, Dance alternativo e Funk. Com isso, temos graves secos, guitarras distorcidas, mas a maior versatilidade vem da sua voz, que vai de um lado vulnerável até explosões e flows rápidos. O repertório é sensacional, sendo quase uma coletânea, só tendo canção incrível. No fim, é um álbum de estreia fenomenal e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Don't Need You, The Other Black Dog, Waitin' On Ya, No Looking Back, Gold Chains, A Song About Fishing, Whip Cracker 
Vale a Pena Ouvir: Bye Bye, I Don't See Colour, Drown

Struggler – Genesis Owusu





















NOTA: 9/10


Dois anos depois, o Genesis Owusu retornou lançando seu 2º disco, intitulado Struggler. Após o sensacional Smiling with No Teeth, esse novo trabalho gira inteiramente em torno da ideia da luta constante da vida humana, do sofrimento inevitável de existir, trabalhar, sobreviver e tentar encontrar significado em um mundo opressivo. Genesis Owusu descreve figuras esmagadas por sistemas sociais, emoções, vícios, inseguranças e pela própria condição humana. A produção foi diversificada, contando com Jason Evigan, Dave Hammer, Mikey Freedom Hart, entre outros, sendo absurdamente rica em textura e dinâmica. O álbum abraça completamente influências do Post-Punk e Dance-Punk, criando linhas de baixo extremamente vivas, guitarras cortantes e baterias precisas, além dos vocais versáteis do Genesis, mostrando muitas influências do Talking Heads. O repertório é ótimo, e as canções são bem divertidas e reflexivas. Enfim, é um álbum muito legal e bem construído. 

Melhores Faixas: Leaving The Light, Tied Up!, Freak Boy, See Ya There, Stay Blessed, The Roach 
Vale a Pena Ouvir: That's Life (A Swamp), Balthazar, Stuck To The Fan
  

Redstar Wu And The Worldwide Scourge – Genesis Owusu





















NOTA: 9,8/10


Então chegamos em 2026, quando o Genesis Owusu retornou com Redstar Wu and the Worldwide Scourge. Após o Struggler, ele decidiu fazer um trabalho bem mais politizado até então. O álbum nasceu da frustração do artista com a radicalização online, o racismo, o extremismo político, a manipulação social, o capitalismo predatório e a paranoia cultural moderna. A produção, feita inteiramente por Dann Hume, foi bem grandiosa, já que aqui há uma junção de Rap com Post-Punk, além de elementos do Rap experimental, Neo-Soul, Synth Punk e música industrial. Aqui, as guitarras se tornaram mais presentes, a bateria cria uma sensação de tensão, enquanto o baixo cria um groove até nos momentos mais densos, e os sintetizadores trazem aquela pegada meio futurista, que se complementa com os flows agressivos e os vocais melódicos do Genesis. O repertório é incrível, e as canções são todas carregadas de urgência. No fim, é um belo disco e um dos melhores do ano. 

Melhores Faixas: The Worldwide Scourge, Stampede, Pirate Radio, Death Cult Zombie, Falling Both Ways (participação da Ladyhawke), Life Keeps Going, Big Dog 
Vale a Pena Ouvir: Most Normal American Voter:, Runnin Outta Time, Blessed Are The Meek


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Analisando Discografias - D'Angelo

                  

Brown Sugar – D’Angelo





















NOTA: 10/10


Voltando ao ano de 2004, o Black Alien lançava seu 1º trabalho solo, o Babylon By Gus - Volume 1 - O Ano Do Macaco. Após o fim do Planet Hemp, o rapper de São Gonçalo já era reconhecido como um dos MCs tecnicamente mais impressionantes do país, dono de um vocabulário incomum, flows elásticos e uma escrita que misturava filosofia de rua, humor ácido, referências espirituais, crônicas urbanas e observações sociais extremamente sofisticadas. Esse trabalho também é carregado de crítica social, além de trazer uma referência a Bob Marley no título. A produção, conduzida por Alexandre Basa, cria um som que mistura o peso do Boom Bap com a fluidez do Reggae jamaicano. Há linhas de baixo extremamente profundas, guitarras dubadas, percussões orgânicas, scratches discretos e baterias que alternam entre agressividade e swing. O repertório é sensacional e parece uma coletânea, já que só tem canções excepcionais. No fim, é um baita disco e um clássico do Rap nacional. 

Melhores Faixas: Babylon By Gus, Como Eu Te Quero, Estilo Do Gueto, Mister Niteroi, From Hell Do Céu, Caminhos Do Destino, Na Segunda Vinda 
Vale a Pena Ouvir: América 21, U-Informe

Voodoo – D’Angelo





















NOTA: 10/10


No começo dos anos 2000, D'Angelo retornava com seu espetacular 2º álbum, o Voodoo. Após o Brown Sugar, o cantor não estava interessado em simplesmente repetir a fórmula. Ele queria criar algo muito mais profundo, orgânico e espiritualmente intenso. Grande parte do álbum nasceu das famosas jam sessions realizadas no Electric Lady Studios, estúdio criado por Jimi Hendrix em New York City, tornando o projeto uma obra muito mais experimental. A produção, feita pelo cantor com ajuda de DJ Premier, Raphael Saadiq e J Dilla, foi extremamente revolucionária, muito por conta da bateria de Questlove e do baixo do Pino Palladino, que seguem um constante arrasto rítmico. D’Angelo canta de forma ainda mais livre, às vezes murmurando, improvisando ou deslizando entre notas. Com isso, temos uma junção do Neo-Soul, Funk e Rap. O repertório é belíssimo e praticamente uma coletânea. No fim, é um disco fenomenal e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Untitled (How Does It Feel), Feel Like Makin' Love, Devil's Pie, Send It On, Playa Playa, Spanish Joint, Chicken Grease 
Vale a Pena Ouvir: Left & Right (ótima feat do Method Man & Redman), The Root
  

Black Messiah – D’Angelo





















NOTA: 9,7/10


Então chegamos em 2014, onde D’Angelo lança o que é seu último álbum em vida, o Black Messiah. Após o Voodoo, o sucesso de Untitled (How Does It Feel) acabou transformando sua imagem em algo muito mais sexualizado, gerando um enorme desconforto psicológico. Além disso, problemas com vício, crises de identidade artística e a pressão da indústria fizeram com que ele se afastasse profundamente dos holofotes. Depois de se recuperar, assinou com a RCA Records e decidiu fazer um trabalho mais politizado. Produção foi mais complexa e psicodélica, juntando Neo-Soul com Soul progressivo e Funk. A instrumentação é riquíssima, possuindo múltiplas camadas de guitarras, baixos, teclados, percussões e vocais que frequentemente se misturam de maneira quase nebulosa. O repertório é incrível, e as canções são bem profundas. No fim, é um belo disco, que finalizou a trajetória de uma lenda que infelizmente veio a nos deixar no ano passado. 

Melhores Faixas: Ain't That Easy, Betray My Heart, Another Life, Sugah Daddy, The Charade, Really Love, Till It's Done (Tutu) 
Vale a Pena Ouvir: 1000 Deaths, The Door


                                                                                   Então é só e flw!!!  

Review: MALINO do Leviano

                      MALINO – Leviano NOTA: 8,5/10 Alguns dias atrás, o Leviano voltou lançando seu 2º álbum duplo, intitulado MALINO (capa...