quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Review: you made me / skin on linen do PISS

                   

you made me / skin on linen – PISS





















NOTA: 9,8/10


Alguns dias atrás, a banda PISS lançou seu álbum de estreia, o avassalador you made me / skin on linen. Formada dois anos antes, em Vancouver, no Canadá, por Taylor Zantingh nos vocais, Tyler Paterson na guitarra, Gavin Moya no baixo e Garreth Roberts na bateria, a banda desenvolveu uma identidade artística que ultrapassa os limites convencionais do Punk, aproximando sua música da poesia, das colagens sonoras, das artes visuais e das performances teatrais, o que a levou a assinar com a Sub Pop Records. A produção, conduzida por Colin Stewart e Max Frazer, trouxe uma abordagem crua e sufocante, que junta Post-Hardcore e Noise Rock com elementos do Pigfuck e do Rock experimental. Traz guitarras distorcidas e ásperas, uma cozinha rítmica firme e os vocais da Taylor, que são desesperados e exploram o Spoken Word. O repertório é sensacional, e as canções são carregadas de profundidade. Em suma, é um baita disco e um verdadeiro soco na cara. 

Melhores Faixas: blocking a scene you can't remember, Rote Zora. “Resistance Is Possible.” Emma, No. 6, June 1984, Pp. 39-41., i wanted to be a singer, i keep trying to change the ending, time loop at hot slit, there was a door, time loop at hot slit 
Vale a Pena Ouvir: toni, self-blame with thorn necklace and hummingbird, a little girl's horse craze betrays her
 

                                                                                        É isso, então flw!!!             

Analisando Discografias - Sheck Wes

                   

Mudboy – Sheck Wes





















NOTA: 8/10


Voltando para o ano de 2018, Sheck Wes lançou seu único álbum até hoje, o MUDBOY. O rapper nova-iorquino começou sua trajetória por volta de 2016, quando passou a lançar singles de forma esporádica, mas foi graças a um certo single que chamou a atenção tanto de Kanye West quanto de Travis Scott, o que o fez assinar com a GOOD Music e com a recém-fundada Cactus Jack, firmando também um contrato com a Interscope Records. A produção contou com nomes como Digital Nas, YungLunchBox, WondaGurl e vários outros, que seguiram aquela abordagem característica do Trap, com beats pesados, contando com 808s graves, hi-hats acelerados, percussões digitais e synths atmosféricos. Além disso, os flows do Sheck conseguem ser bem agressivos e, às vezes, até mais cadenciados. O repertório é ótimo, e as canções são bem divertidas e peculiares. Enfim, é um ótimo disco que tem sua consistência. 

Melhores Faixas: Mo Bamba, Chippi Chippi, Live Sheck Wes, Vetements Socks 
Vale a Pena Ouvir: Jiggy On The S***s, Wanted, Kyrie

JACKBOYS – JACKBOYS





















NOTA: 8,5/10


No ano de 2019, o coletivo da Cactus Jack, vulgo JACKBOYS, lançava seu 1º álbum autointitulado. Após o lançamento do ASTROWORLD, Travis Scott havia criado seu próprio selo para dar novas oportunidades a talentos promissores dentro do Trap americano. Com isso, entraram Chase B, como produtor, e os promissores rappers Sheck Wes e Don Toliver. Então, esse projeto apresenta diferentes combinações entre os integrantes e seus convidados. A produção contou com Mike Dean, TM88, 808Melo e afins, que trouxeram uma abordagem variada dentro do Trap, com beats secos, contando com 808s pesados, hi-hats rápidos, percussões digitais e pads profundos. Cada um consegue se destacar muito bem com flows precisos e um uso consistente de autotune e efeitos vocais. O repertório é ótimo, e as canções são divertidas e carregadas de ousadia. No final de tudo, é um trabalho muito legal e que envelheceu muito bem. 

Melhores Faixas: HAD ENOUGH, GATTI (Pop Smoke amassando), OUT WEST (ótima feat do Young Thug) 
Vale a Pena Ouvir: WHAT TO DO?, GANG GANG

JACKBOYS 2 – JACKBOYS





















NOTA: 2,8/10


Foi apenas em 2025 que foi lançado o tão aguardado 2º álbum do JACKBOYS. Após o álbum de 2019, cada um focou em seus próprios projetos. Foi só depois do lançamento de UTOPIA que Travis confirmou que estava começando a produzir a continuação do álbum do coletivo. Quando ficou pronto, antes do lançamento, estava ocorrendo uma troca de farpas entre Travis Scott e Pusha T, muito porque havia sido lançado recentemente Let God Sort ’Em Out, do Clipse. A produção contou com T-Minus, F1lthy, McEvoy e vários outros, que seguiram uma abordagem mais densa e sombria, com beats pesados carregados de 808s distorcidos, hi-hats constantes, pads atmosféricos e synths discretos. O problema é que tudo parece ter sido feito às pressas e com uma mixagem extremamente abafada. Além disso, os flows de cada integrante beiram o preguiçoso. O repertório é horrível, contendo canções medíocres e com poucas exceções. Enfim, é um disco tenebroso e esquecível. 

Melhores Faixas: CHAMPAIN & VACAY, CONTEST, CANT STOP (Future foi bem aqui) 
Vale a Pena Ouvir: MM3, BEEP BEEP, DUMBO, KICK OUT (21 Savage foi mal), NO COMMENTS, ILMB, PBT


Analisando Discografias - Don Toliver: Parte 2

                 

Life Of A DON – Don Toliver





















NOTA: 6/10


No ano seguinte, Don Toliver lançava seu 2º disco, intitulado Life Of A Don, que tentou ser mais variado. Após o Heaven Or Hell, em vez de procurar aprofundar as características que haviam definido seu trabalho anterior, o artista investiu em temáticas com atmosferas psicodélicas. Existe uma preocupação maior com a construção de ambientes sonoros, com músicas que frequentemente apresentam transições suaves, camadas instrumentais sobrepostas e interpretações vocais que se misturam aos próprios instrumentais. A produção contou com Chase B, Hit-Boy, Metro Boomin, entre outros, que trouxeram beats mais atmosféricos dentro do Trap e do R&B alternativo, com 808s submersos, hi-hats definidos, pads e synths melódicos. Mas é aquilo: tudo continua muito monótono, até a performance de Don deixa a desejar. O repertório é irregular, com algumas canções boas e outras fraquíssimas. No final, é um álbum mediano e impreciso. 

Melhores Faixas: You, Flocky Flocky (Travis amassou nas duas), Crossfaded, 5x 
Piores Faixas: Way Bigger, Smoke, Swangin' On Westheimer, Get Throwed

Love Sick – Don Toliver





















NOTA: 5/10


Dois anos se passaram, para o rapper voltar com um novo álbum, o Love Sick, que foi mais amplo. Após o Life Is A Don, esse projeto apresenta uma direção temática mais concentrada nos relacionamentos amorosos, nas experiências sentimentais, na atração física, nas frustrações e nas contradições envolvendo a vida afetiva. O título estabelece justamente essa proposta, trabalhando com diferentes perspectivas sobre o amor, desde momentos de envolvimento e paixão até situações de distanciamento e insatisfação. Produção foi como sempre bem diversificada contando com Boi-1da, Ronny J, OZ e vários outros, que seguiram aquela temática característica com beats amplas com 808s encoprados, hi-hats discretos, pads melódicos e synths atmosféricos, mas agora explorando bem mais texturas. Só que ainda faltou algo mais imersivo e uma menor dependência de flows melódicos. O repertório começa bem, mas depois decai bruscamente. Enfim, é um álbum mediano e pouco variado. 

Melhores Faixas: Bus Stop, Go Down, Do It Right, Let Her Go 
Piores Faixas: Company Pt. 3, LoveSickness, Private Landing

HARDSTONE PSYCHO – Don Toliver





















NOTA: 8,7/10


No ano seguinte, o Don Toliver lançava seu 5º álbum, o HARDSTONE PSYCHO. Após o Love Sick, o rapper decidiu explorar uma identidade mais agressiva, sombria e influenciada pelo Rock, especialmente por meio de guitarras distorcidas, riffs pesados e uma estética associada à cultura das motocicletas. O conceito visual e musical gira em torno dessa estética, com referências ao universo das estradas, da velocidade, das roupas de couro e de uma personalidade mais rebelde. A produção contou com nomes como Bryvn, Buddy Ross, Zaytoven e afins, que seguiram uma temática mais puxada para o Trap, com elementos do R&B alternativo ainda presentes. Os beats são mais atmosféricos, contando com 808s pesados, guitarras distorcidas, synths melódicos e hi-hats rápidos, deixando os vocais de Don Toliver mais alternados. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e dinâmicas. No geral, é um ótimo trabalho que deu muito certo. 

Melhores Faixas: KRYPTONITE, TORE UP, NEW DROP, BANDIT, GLOCK, INSIDE (Travis Scott mandou bem), HARDSTONE NATIONAL ANTHEM 
Vale a Pena Ouvir: ICE AGE, DEEP IN THE WATER, 4X4

OCTANE – Don Toliver





















NOTA: 2,5/10


Em 1996, o Ride, já completamente desorientado, lançava seu 4º álbum, o Tarantula. Após o Carnival Of Light, as divergências criativas entre os integrantes chegaram ao ápice, especialmente entre Andy Bell e Mark Gardener, que assumiam papéis importantes na composição e nos vocais. Quando esse álbum começou a tomar forma, o ambiente interno do grupo já estava deteriorado. As diferenças de direção artística, os conflitos pessoais e o desgaste acumulado prejudicaram a continuidade da banda. A produção, feita por Richard "Digby" Smith e Paul Motion, deixou uma sonoridade crua e frontal, que ainda segue totalmente pelo Britpop. As guitarras aparecem mais separadas, com riffs reconhecíveis e ataques mais agressivos, mas o problema é que tudo soa sem sustentação, e os vocais de Andy e Mark não funcionam bem juntos. O repertório é fraquíssimo, e as canções são, em sua maioria, genéricas. Enfim, é um álbum horrível e que foi um grande tropeço. 

Melhores Faixas: Black Nite Crash, The Dawn Patrol 
Piores Faixas: Walk On Water, Starlight Motel, Burnin', Deep Inside My Pocket, Castle On The Hill


terça-feira, 3 de novembro de 2026

Analisando Discografias - Don Toliver: Parte 1

                  

Donny Womack – Don Toliver





















NOTA: 8,4/10


No ano de 2018, Don Toliver lançava uma mixtape intitulada Donny Womack, que trazia uma abordagem interessante. O rapper, também vindo de Houston, no Texas, começou sua carreira em 2015, quando lançou alguns singles que despertaram o interesse de gravadoras, e quem acabou se saindo bem foi a Atlantic Records. Esse trabalho funciona como uma apresentação de uma combinação de Trap, R&B contemporâneo e elementos melódicos, explorando uma abordagem vocal que alterna entre o Rap tradicional, o canto mais suave e interpretações carregadas de efeitos. A produção contou com RamyOnTheBeat, Taz Taylor e vários outros, que trouxeram beats limpos, com 808s suaves, hi-hats rápidos, pads espaciais e synths discretos. Além disso, Don utiliza autotune e reverberações que conseguem se encaixar com cada proposta dos arranjos. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. Enfim, é um ótimo trabalho que impressionou. 

Melhores Faixas: Issues, Diva, Diamonds, Video Girl, Talk No More 
Vale a Pena Ouvir: Mamma Mia, AMG, Holdin’ Steel

Heaven Or Hell – Don Toliver





















NOTA: 5/10


Dois anos se passaram até Don Toliver lançar seu álbum de estreia, o Heaven or Hell. Após o Donny Womack, o rapper ganhou muito destaque devido às suas colaborações com Travis Scott, o que o fez entrar para a Cactus Jack, tornando-se um dos primeiros nomes a integrar a gravadora junto com Sheck Wes. Para seu primeiro projeto, ele decidiu procurar transformar o potencial apresentado anteriormente em um trabalho mais estruturado. A produção foi diversificada, contando com WondaGurl, Dean e Cubeatz, que combinaram Trap com R&B alternativo e elementos do Cloud Rap. Os beats são bem amplos, contando com 808s constantes, hi-hats e synths discretos. Além disso, Don passou a explorar muito mais o canto em suas composições. O problema é que tudo fica muito repetitivo e falta mais personalidade. O repertório é irregular, com canções boas e outras que são genéricas. No final, é um álbum mediano que ficou bem abaixo das expectativas. 

Melhores Faixas: No Idea, Cardigan, Wasted 
Piores Faixas: Heaven Or Hell, Candy, Company


                                                                                    Então é só e flw!!!    

Analisando Discografias - Travis Scott

                  

Owl Pharaoh – Travi$ Scott





















NOTA: 5,6/10


No ano de 2013, Travis Scott lançava sua 1ª mixtape, o diversificado Owl Pharaoh. O rapper, vindo de Houston, no Texas, começou sua carreira por volta de 2008, quando lançou alguns singles com seu amigo, com quem formou o The Classmates, mas esse projeto só durou até 2012. Além disso, ele passava por problemas financeiros, o que o fez se mudar várias vezes. Só que a virada de chave foi quando T.I. ouviu uma de suas músicas, viu seu potencial e, assim, Travis assinou com a Grand Hustle Records. A produção feita pelo próprio rapper, com o auxílio do J Gramm Beats, DJ Dahi, entre outros, seguindo uma sonoridade carregada, construída a partir de 808s encorpados, hi-hats acelerados, percussões digitais e diferentes camadas de sintetizadores. Além disso, utiliza até que bem o autotune, mesmo que muita coisa ainda precisasse de complementos. O repertório é mediano, com canções legais e outras esquecíveis. Enfim, era praticamente o começo de tudo. 

Melhores Faixas: Upper Echelon (ótima feat do T.I.), Uptown, MIA 
Piores Faixas: Blocka La Flame, Naked, Quintana

Days Before Rodeo – Travi$ Scott





















NOTA: 8,5/10


No ano seguinte, Travis Scott lançava sua 2ª mixtape, o Days Before Rodeo, que preparou o terreno para seu álbum. Após o Owl Pharaoh, Travis estava consolidando sua posição na indústria musical, especialmente depois de suas experiências com Kanye West e sua aproximação com diferentes produtores. O trabalho também funciona como uma espécie de preparação para Rodeo, seu primeiro álbum de estúdio, lançado no ano seguinte. Toda a abordagem desse projeto é quase como a trilha sonora de um filme distópico. A produção, feita junto com Metro Boomin, DJ Dahi, Lex Luger e afins, seguiu uma abordagem padrão do Trap, mas com elementos do Rap experimental, R&B e Neo-psicodelia. Os beats são muito amplos, contando com 808s constantes, hi-hats pontiagudos, synths e pads atmosféricos, além de os flows do Travis estarem mais precisos. O repertório é muito bom, e as canções são bem pesadas e atmosféricas. Enfim, é um ótimo trabalho que preparou bem o terreno. 

Melhores Faixas: Drugs You Should Try It, Mamacita, Skyfall, Don’t Play, Basement Freestyle
Vale a Pena Ouvir: Days Before Rodeo: The Prayer, Zombies, Backyard

Birds In The Trap Sing McKnight – Travis Scott





















NOTA: 6,5/10


Outro ano se passou, até Travis Scott lançar seu 2º álbum, o Birds in the Trap Sing McKnight. Após o Rodeo, o rapper procurou desenvolver uma abordagem mais acessível, mas sem abandonar completamente as características que haviam definido seus trabalhos anteriores. O próprio título estabelece uma relação com a ideia de aprisionamento e isolamento, utilizando a imagem de pássaros presos como uma representação das dificuldades de alcançar a liberdade dentro de determinados ambientes. A produção contou com Murda Beatz, TM88 e vários outros, que seguiram mais ou menos a mesma abordagem, mas agora os beats estão mais densos, contando com 808s profundos, hi-hats discretos e aquele uso de pads e synths nos momentos certos. Mas o grande problema é que muitas das escolhas parecem apressadas e carecem de consistência. O repertório começa bem, mas depois decai, com canções fracas. No final, é um álbum mediano e pouco inspirado. 

Melhores Faixas: goosebumps (Kendrick foi bem demais), pick up the phone (compartilhou com Young Thug), the ends (baita feat do André 3000), sdp interlude 
Piores Faixas: beibs in the trap, first take, sweet sweet, guidance

ASTROWORLD – Travis Scott





















NOTA: 10/10


Se passaram dois anos até Travis Scott voltar com seu 3º álbum, o sensacional ASTROWORLD. Após o Birds in the Trap Sing McKnight, o rapper havia fundado sua própria gravadora, a Cactus Jack, com o objetivo de lançar novos nomes. Esse novo projeto faz referência ao antigo parque de diversões Six Flags AstroWorld, localizado em Houston, cidade natal de Travis. O parque foi fechado em 2005, mas permaneceu como uma referência cultural importante para diversas pessoas da região, mostrando, assim, uma tentativa de recuperar uma parte da memória de sua infância. A produção contou com TM88, Thundercat, Mike Dean e vários outros, que seguiram essa abordagem de Trap com elementos de R&B alternativo, Cloud Rap e psicodelia. Com isso, temos 808s profundos, hi-hats discretos e synths melódicos, além do uso de autotune, deixando tudo ainda mais atmosférico. O repertório é maravilhoso, parecendo uma coletânea. No geral, é um baita disco e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: SICKO MODE (Drake mandando bem), STARGAZING, CAROUSEL (baita feat do Frank Ocean), BUTTERFLY EFFECT, R.I.P SCREW, NO BYSTANDERS (ótima feat do Juice WRLD e Sheck Wes), SKELETONS (juntaram Tame Impala, The Weeknd e Pharrell Williams tudo na mesma canção), CAN'T SAY (Don Toliver brilhando), YOSEMITE 
Vale a Pena Ouvir: 5% TINT, ASTROTHUNDER, WAKE UP

UTOPIA – Travis Scott





















NOTA: 9/10


No ano de 2023, foi lançado o mais recente álbum do rapper, intitulado UTOPIA. Após o clássico ASTROWORLD, Travis precisou lidar com as expectativas criadas pelo sucesso de seu trabalho anterior, que havia consolidado sua posição como um dos principais nomes do Trap contemporâneo. Travis demonstrava interesse em recuperar algumas características presentes em seus primeiros trabalhos, principalmente a utilização de atmosferas densas. A produção foi extremamente diversificada, contando com WondaGurl, Wheezy, Kanye West, Jahaan Sweet e vários outros, que combinaram Trap com Rap experimental em uma sonoridade extremamente sombria. Os beats são bem pesados, contando com 808s distorcidos, hi-hats acelerados, pads e synths atmosféricos, além de os flows de Travis estarem mais variados. O repertório é incrível, e as canções são bastante imersivas. Enfim, é um baita disco e muito ousado. 

Melhores Faixas: MY EYES, HYAENA, FE!N (baita feat do Carti), MELTDOWN (Drake mandou bem), I KNOW ?, LOST FOREVER (Westside Gunn amassou), DELRESTO (ECHOES) (ótima feat da Beyoncé), CIRCUS MAXIMUS (The Weeknd mandou bem), TELEKINESIS (Future e SZA mandaram bem), THANK GOD 
Vale a Pena Ouvir: TIL FURTHER NOTICE (ótima feat do 21 Savage), SKITZO (Young Thug mandou bem), SIRENS, MODERN JAM

  

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Review: Pendulum do Fuel

                    

Pendulum – Fuel





















NOTA: 3/10


Recentemente, o Fuel lançou seu 7º álbum de estúdio, o Pendulum, que tentou algo diferente. Após o Anomaly, John Consale acabou sendo demitido da banda e, em seu lugar, entrou Aaron Scott, simplesmente porque ele performou Hemorrhage (In My Hands) no The Voice americano (pois é). Esse novo disco procura recuperar uma característica que não recebia a devida atenção durante o ápice comercial deles: o seu peso. A produção, feita pela própria banda, seguiu um caminho um pouco mais cru e agressivo, combinando Post-Grunge e Metal Alternativo. Com isso, as guitarras apresentam muito mais riffs encorpados, distorções e acordes de impacto, enquanto a cozinha rítmica está bem mais firme e consistente. Os vocais do Aaron são bastante intensos, mas tudo parece soar como uma cópia sem graça do Shinedown. O repertório é muito ruim, e as canções são bastante genéricas, com poucas interessantes. No final, é um álbum bastante esquecível. 

Melhores Faixas: Enemy, For You, Walk Away 
Piores Faixas: Bad at Love, Blame, Hotel California, Innocent
 

                                                                                   Então é isso e flw!!!                      

Analisando Discografias - Joey Valence & Brae

                  

PUNK TACTICS – Joey Valence & Brae





















NOTA: 9,4/10


No ano de 2023, o Joey Valence & Brae lançava seu álbum de estreia, o PUNK TACTICS. Formada dois anos antes, em State College, na Pensilvânia, a dupla é composta por Joseph Bertolino e Braedan Lugue, que se conheceram no primeiro ano da universidade e começaram a lançar singles seguindo o estilo DIY. A proposta deles era unir o Mid-School Hip Hop à música eletrônica, recuperando características de diferentes períodos da música alternativa dos anos 80, além das influencias do Beastie Boys. A produção, feita pela dupla junto com Patrick Nissley, apresenta uma abordagem pesada, com batidas cruas que contam com baterias secas, utilização de Breakbeats, batidas aceleradas, linhas de baixo bastante presentes e sintetizadores que frequentemente assumem uma função central nos arranjos, além dos flows da dupla, que são bem excêntricos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem divertidas. No final, é um baita disco de estreia e muito ousado. 

Melhores Faixas: PUNK TACTICS, HOOLIGANG, STARTAFIGHT, KILL BILL, WATCH YO STEP, DROP!!, DANCE NOW, RN 
Vale a Pena Ouvir: TANAKA 2 (Logic mandou bem), CLUB SANDWICH, GUMDROP
  

NO HANDS – Joey Valence & Brae





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, o Joey Valence & Brae lançou seu 2º álbum, o sensacional NO HANDS. Após o PUNK TACTICS, os dois passaram a trabalhar com uma identidade mais reconhecível, aproveitando o crescimento de sua popularidade para desenvolver um repertório que também abordasse suas experiências pessoais e as mudanças que estavam acontecendo em suas vidas. O próprio conceito está relacionado às ideias de independência, confiança e superação, apresentando a trajetória da dupla como exemplo de que é possível construir uma carreira artística seguindo caminhos próprios. A produção seguiu um caminho mais variado, já que aqui encontramos Boom Bap, Breakbeat, EDM e Jazz Rap. As batidas estão mais amplas, contando com caixas bem definidas, hi-hats que aparecem em diferentes velocidades, elementos eletrônicos e linhas de baixo que ajudam a sustentar os arranjos. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas. No final, é outro disco sensacional da dupla. 

Melhores Faixas: THE BADDEST, BUSSIT, PACKAPUNCH (Danny Brown amassou), NO HANDS, WHAT U NEED, OK 
Vale a Pena Ouvir: WHERE U FROM, DOUGHBOY, JOHN CENA

HYPERYOUTH – Joey Valence & Brae





















NOTA: 9/10


Então chegamos em 2025, quando a dupla lançou seu mais recente álbum, o HYPERYOUTH. Após o NO HANDS, o Joey Valence & Brae procuraram ir além da fórmula que tinha dado certo, incorporando elementos do R&B e música de pista, sem abandonar completamente a energia que caracterizou seus trabalhos anteriores. Um dos aspectos centrais do álbum é justamente a relação entre juventude, amadurecimento e a dificuldade de aceitar as transformações provocadas pela passagem do tempo. Produção feita inteiramente pelo próprio Joey Valence e lançado pela RCA, traz um som mais acessível e diversificada contando com elementos do Miami Bass, EDM e até um pouco de Crank. Contando com graves precisos, baterias eletrônicas aceleradas e sintetizadores distorcidos. Com os vocais da dupla sendo muito expressivos e dinâmicos. O repertório é muito bom, e as canções são todas muito envolventes. Enfim, é mais um trabalho incrível e consistente. 

Melhores Faixas: HYPERYOUTH, LIVE RIGHT, THE PARTY SONG, BUST DOWN, WASSUP (ótima feat do JPEGMAFIA), MYSELF, PARTY'S OVER 
Vale a Pena Ouvir: BILLIE JEAN, GIVE IT TO ME, GO HARD

 

Review: you made me / skin on linen do PISS

                    you made me / skin on linen – PISS NOTA: 9,8/10 Alguns dias atrás, a banda PISS lançou seu álbum de estreia, o avassalad...