Certified Lover Boy – Drake
NOTA: 2,5/10
No ano de 2021, o seu Aubrey deu novamente as caras com um novo álbum, o Certified Lover Boy. Após o Scorpion, o Drake tinha lançado uma mixtape que era bem mais uma coleção de demos e, assim, ele já preparava esse novo projeto, só que com o advento da pandemia e uma cirurgia no joelho que obrigou o cantor a adiar diversas atividades, incluindo a finalização do disco. Fora que esse trabalho foi lançado num momento em que aumentou a rivalidade com Kanye West, com esses lançamentos sendo feitos de forma simultânea. A produção contou com 40, Metro Boomin, TM88 e vários outros, que deixaram uma abordagem polida, com os beats sendo mais orgânicos, com presença de sintetizadores atmosféricos, graves profundos e baterias minimalistas, mas é aquilo: tudo soa bastante excessivo e com os flows sendo fracos. O repertório é péssimo, e as canções são bastante medíocres, com algumas boas. Enfim, é um álbum terrível e completamente sem alma.
Melhores Faixas: Fair Trade (Travis carregou tanto até deslocar a coluna), You Only Live Twice (Rick Ross e Lil Wayne mandaram bem)
Piores Faixas: The Remorse, Race My Mind, Fountains (mais uma tentativa de fazer um One Dance 2), Way 2 Sexy (que decepção Young Thug e Future aqui), Papi's Home, Fucking Fans, In The Bible (todo país tem um BIN que merece), Girls Want Girls
Honestly, Nevermind – Drake
NOTA: 2/10
No ano seguinte, ele lançou mais um álbum intitulado Honestly, Nevermind, que tentou ser algo diferente. Após o Certified Lover Boy, depois de ter se consolidado no Rap e R&B, ele decidiu fazer um projeto mais focado na house music e que fazia parte dessa trilogia que havia iniciado no álbum anterior. Fora que esse trabalho tem uma dedicação emocional ao estilista Virgil Abloh, amigo de Drake que faleceu em 2021 (que, para quem não lembra, também era amigo de Kanye West). A produção contou com Black Coffee, Gordo, entre outros, que tentaram seguir uma abordagem variada, com as batidas sendo contínuas em quatro tempos, linhas de baixo profundas, sintetizadores extremamente suaves e percussões discretas. Fazendo um álbum que tenta equilibrar House com R&B alternativo, só que tudo soa extremamente comprimido e sem dinâmica, e os vocais do Drake nem fazem sentido. O repertório é péssimo, e as canções são completamente vazias e sem graça. No geral, é um álbum horroroso e que não funcionou.
Melhor Faixa: Jimmy Cooks (21 Savage salvou)
Piores Faixas: Tie That Binds, Liability, Texts Go Green, Currents, Flight's Booked, Calling My Name
For All The Dogs – Drake
NOTA: 3/10
Mais um ano se passou, e o Drake lançou seu 8º álbum, o For All the Dogs, que seria um retorno às raízes. Após o Honestly, Nevermind e o álbum colaborativo com 21 Savage, o cantor desde o início falava que esse trabalho seria um “retorno para os fãs do velho Drake”. Só que eles receberam um trabalho profundamente interessado em relacionamentos, frustrações amorosas e vulnerabilidade emocional. A produção foi diversificada, contando com aqueles mesmos nomes, com beats variados, desde momentos suaves até mais pesados, já que há presença do Trap, R&B alternativo e Chipmunk Soul. Os sintetizadores são constantes e houve muito uso de samples de Soul, Gospel e Jazz. Mas, assim, é tudo muito maçante, com escolhas desnecessárias, fora que os flows do Drake não têm tanto destaque assim. O repertório é ruim, tem canções divertidas e outras bastante genéricas. No fim, é um álbum fraquíssimo e que poderia ter sido mais enxuto.
Melhores Faixas: First Person Shooter (J. Cole mandou bem e teve indireta), 8am In Charlotte, Virginia Beach, IDGAF (ótima feat do Yeat), What Would Pluto Do, Daylight
Piores Faixas: Polar Opposites, Rich Baby Daddy (SZA perdida aqui), Gently (aproveitou hype do Bad Bunny chamou ele, ainda forçou sotaque caribenho! Que fase seu Aubrey!), Amen, Drew A Picasso, All The Parties (Chief Keef totalmente esquecível), Tried Our Best, Members Only (de novo PARTYNEXTDOOR)
ICEMAN – Drake
NOTA: 3/10
Então chegamos em 2026, onde o Drake lança praticamente um álbum triplo começando com ICEMAN. Após o For All the Dogs, em resumo o que aconteceu foi que a sua treta com Kendrick Lamar chegou ao ápice e aconteceu a troca de diss entre eles em 2024. Mesmo tendo lançado a boa Family Matters, ele foi completamente humilhado pelo Kendrick em “Meet the Grahams” e “Not Like Us”, fora também a apresentação no Grammy. Depois disso, ele lançou o álbum colaborativo com PARTYNEXTDOOR, que foi um fiasco pela crítica, retornando agora com um álbum ambicioso. A produção contou com B4U, OZ e entre outros, que deixaram uma sonoridade fria e ampla, colocando trap, R&B e chipmunk soul, com os beats sendo minimalistas e os sintetizadores muito mais agressivos, mas é aquilo: tudo é bem previsível e bastante reciclado. O repertório é muito ruim, começa bem, mas depois piora. No geral, é outro álbum péssimo, só que calma, ainda tem os outros.
Melhores Faixas: Whisper My Name, Make Them Cry, Ran To Atlanta (Future mandou bem)
Piores Faixas: Burning Bridges, Dust, What Did I Miss?, Shabang, Make Them Remember, B's On The Table (21 Savage totalmente perdido), Don't Worry, Little Birdie
MAID OF HONOUR – Drake
NOTA: 1/10
Agora vamos para o 2º álbum (lembrando, não há uma ordem oficial específica), o MAID OF HONOUR. Esse trabalho é o projeto mais Pop e dançante da trilogia, com forte presença da Dance music, influências caribenhas e colaborações voltadas para o mainstream. Mas o pior de tudo certamente é essa capa, com ele colocando uma foto da mãe em um disco que explora temas vulgares. A produção foi praticamente a mesma, só que aqui é marcada por batidas rápidas, leves e bastante acessíveis, com grande uso de sintetizadores brilhantes e percussões tropicais. Fazendo uma salada de frutas confusa, misturando Miami Bass, Electro, Dancehall, Hip House e até mesmo o nosso Funk em algo totalmente mal mixado, com os vocais do Drake beirando o ridículo. O repertório é terrível, e as canções são certamente ridículas e asquerosas. Enfim, é certamente um dos piores álbuns de todos os tempos...
Melhores Faixas: (............................)
Piores Faixas: Which One (Central Cee totalmente perdido), BBW, Cheetah Print, New Bestie, Goose And The Juice, Princess
HABIBTI – Drake
NOTA: 1/10
E, para finalizar essa trilogia simplesmente pavorosa, temos o álbum HABIBTI, mais puxado para o R&B. Aqui, o Drake surge com um projeto mais voltado ao lado emocional e atmosférico. Ele não aposta na agressividade do Rap nem na energia de pista do outro álbum paralelo, mas sim em um espaço intermediário entre R&B, Trap Soul e influências regionais mais suaves. A produção foi para um caminho mais suave, com uma proposta lenta, focada em sintetizadores espaçosos, pads suaves e percussões discretas, que raramente quebram o fluxo emocional do álbum, acrescentando alguns elementos do Downtempo. Só que tudo é bastante vazio, mal mixado, e o auto-tune é mal utilizado, além de manipulações vocais que beiram o insuportável. O repertório é horroroso, e as canções são genéricas e sem qualquer imersão. No fim, o que eu posso dizer é que esses novos lançamentos demonstram o porquê de o Drake ter se tornado um artista saturado e completamente megalomaníaco.
Melhores Faixas: (................INACREDITAVEL.................)
Piores Faixas: Prioritizing, White Bone, Classic, Hurrr Nor Thurr, Rusty Intro