domingo, 23 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Derek: Parte 1

                 

Paris – Derek





















NOTA: 8,7/10


Em 2016, Derek já lançava seu 1º álbum solo, intitulado Paris, onde trazia uma abordagem interessante. O rapper recém havia fundado a Recayd, só que, nesse meio tempo, já estava preparando seu 1º projeto, muito antes do lançamento do Calzones Tapes, Vol. 1. No álbum, ele quis mostrar a experiência de um jovem que sonha com uma vida de riqueza, carros, dinheiro, poder e ascensão. A produção, feita por Lucas Spike e Pifo Beats, colocou beats pesados, com uma forte presença de graves, 808s agressivos, sintetizadores e texturas que criam uma sensação de vazio e espaço. Os flows de Derek são bem mais variados e carregados de agressividade, dialogando tanto com Trap quanto com Cloud Rap. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas e até profundas em alguns momentos. No fim, é um ótimo álbum de estreia e bem variado. 

Melhores Faixas: Paris, Intro (Baco mandou bem demais), Resiliência, 5 Minutos, Calzone (Igu amassando) Vale a Pena Ouvir: Super Saiyan, Ferrari, Chefe
Vale a Pena Ouvir: What U Rep, Y.B.E., Gun Play

Ícone – Derek





















NOTA: 9/10


No ano de 2020, Derek retornou com seu 2º álbum, o Ícone, que foi um pouco mais profundo. Após o Paris, o rapper conseguiu se consolidar tanto na Recayd Mob quanto em sua carreira solo, tornando-se um dos principais nomes da primeira safra do Trap nacional. Esse projeto seria uma afirmação de que alguns daqueles sonhos apresentados antes já haviam sido realizados. A produção foi diversificada, contando com Lucas Spike, Nagalli, Pedro Lotto, entre outros, que colocaram uma abordagem mais refinada, com beats mais orgânicos, ainda contando com graves fortes, sintetizadores profundos, hi-hats discretos e mudanças de textura, dialogando com Trap e Cloud Rap, além de alguns elementos do R&B alternativo e do Emo Rap. Os flows do Derek conseguem transitar entre momentos agressivos e outros mais cadenciados. O repertório é incrível, e as canções são bem profundas e, claro, divertidas. No geral, é um ótimo álbum e muito imersivo. 

Melhores Faixas: For Real, Fé Fé Fé (Jé amassando), Ferrari, Pt. 2, Me Sinto Sozinho (Lucas Silveira da Fresno até que ficou legal aqui), Bandido Artista 
Vale a Pena Ouvir: Lounge (Dfideliz mandou bem), Baby Me Desculpa

EL DEREK – Derek





















NOTA: 8,2/10


No início do ano seguinte, Derek lançava sua 1ª mixtape, intitulada El Derek, que trazia uma estética diferente. Após o Ícone, o rapper estava começando a explorar um caminho bem mais sujo em sua abordagem, decidindo registrar seu momento na cena por meio de um grande compilado de músicas, funcionando quase como uma fotografia de sua estética naquele período. A produção foi diversificada, contando com Darez, Nagalli, Celo1st, entre outros, que colocaram 808s distorcidos, loops melódicos, baterias relativamente espaçadas e sintetizadores que criam uma atmosfera sombria, que dialoga tanto com Trap tradicional quanto com No Melody e Drill. Derek coloca flows bem mais agressivos e também segue uma temática que lembra muito a estética do Playboi Carti. O repertório é legalzinho, tem canções divertidas e outras que são bem pesadas. Enfim, é uma ótima mixtape e foi uma preparação para o futuro. 

Melhores Faixas: BABY DRACO, TOKYO, XANAX CRAZY (The Boy sendo uma das melhores duplas pro Derek), ISSO É RAP?, DING DONG, MEDLEY 
Vale a Pena Ouvir: HOLD ON, LIL JON (MC Igu mandou bem), FOGO NA BOATE, BITCH NOVA

Trap The Fato – Derek





















NOTA: 9,2/10


Em 2022, Derek lançava a sensacional mixtape Trap The Fato, em um momento de transição. Após o El Derek, o rapper decidiu aperfeiçoar ainda mais a sua estética, além de ter criado recentemente o selo TTF, que abriu as portas para novos nomes da cena underground. Com isso, esse projeto seria uma junção de tudo o que ele havia aperfeiçoado, além de dar uma chance também para novos nomes. A produção contou com Neccklace, Celo1st, éoTGL, retroboy, entre outros, que colocaram beats extremamente pesados, com 808s fortes, sintetizadores graves, hi-hats discretos, baterias secas e loops minimalistas, dialogando bastante tanto com o emergente Hard Trap quanto com Cloud Rap, Detroit e Plugg. Além disso, os flows do Derek são bastante agressivos e muito variados, conseguindo deixar tudo muito fluido. O repertório é maravilhoso, e as canções são muito divertidas e, ao mesmo tempo, pesadas. No fim, é uma baita mixtape e se tornou um clássico. 

Melhores Faixas: BARRAS & BARRAS, TRAP THE FATO NÓIS FEZ EM 5 (Tchelo AMASSANDO), Trap The Fato (Leviano e Brandão mandando bem), PRESENÇA VIP 2 (reunião dos goats: Raffa Moreira e MC Igu), R.I.P. VON (ótima feat do Big Rush), DE JET NO PORSHE (Tchelo de novo), SCOOBY DOO, ATRÁS DE TU (The Boy foi bem), CLASSE EXECUTIVA, ESSA É A VIDA DE UM GANGSTA 2 
Vale a Pena Ouvir: SOLA DO FORCE, ACOSTUME-SE (Igu mandando bem), ALEXANDER MCQUEEN, PRADA, PET (Alee mandou bem), FUMANDO EM LUGAR PÚBLICO


                                                                            Por hoje é só, então flw!!!           

Analisando Discografias - Recayd Mob

                  

Callzones Tapes, Vol. 1 – Recayd Mob





















NOTA: 8,4/10


Em 2017, a Recayd Mob lançava sua primeira mixtape, intitulada Calzones Tapes, Vol. 1. Formado no ano anterior, em 2016, na cidade de São Paulo, o que era inicialmente para ser um grupo de festas, mas, com o tempo, eles passaram a fazer Trap, quando o gênero ainda era completamente mato aqui no Brasil, contando com Derek, Jé Santiago, Dfideliz, MC Igu, Lucas Spike, The Boy, Klyn, entre outros. O nome do coletivo era inicialmente Recaídos, depois que encontraram um homem deitado no chão, e posteriormente se tornou o que conhecemos hoje, fazendo muita referência à A$AP Mob. A produção ficou sob responsabilidade do The Boy, Lucas Spike, Minizu, entre outros, que colocaram beats crus, com graves bastante presentes, baterias secas, sintetizadores simples, vozes carregadas de efeitos e uma estética próxima do Trap, Cloud Rap e Plugg. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. Enfim, é uma ótima tape, e aqui começava uma revolução. 

Melhores Faixas: CASANAPRAIA, Agora, Cola Com Nois 
Vale a Pena Ouvir: Cypher, Quando Eu Tinha Uma Glock
  

Callzones Tapes, Vol. 2 – Recayd Mob





















NOTA: 8,8/10


No ano seguinte, a Recayd Mob lançava sua 2ª mixtape, o Calzones Tapes, Vol. 2. Após o Volume 1, que tinha funcionado como uma espécie de cartão de visitas do coletivo, apresentando a mistura de Trap, referências do Rap americano, estética de rua e a personalidade dos integrantes, eles ganharam muita visibilidade no underground, chegando a aparecer na Rap Box. Isso foi um preparativo para o que viria a ser o ano de 2018, que seria revolucionário para o Rap nacional. A produção foi basicamente a mesma, só que agora havia um maior controle sobre os beats e, principalmente, sobre a dinâmica entre cada um. Contando, assim, com graves fortes, 808s marcados, hi-hats precisos, sintetizadores espaciais e efeitos vocais, fora que há uma evolução nos flows dos integrantes, que estão mais claros. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e até mais cadenciadas. No geral, é uma ótima tape e representa uma grande evolução. 

Melhores Faixas: Lifestyle Fake, Flack Jack, Endolar, Recayd Mob, Uzi 2 
Vale a Pena Ouvir: George Bush, Confortável, Jordan I

Calzone Tapes 3 – Recayd Mob





















NOTA: 9,4/10


No ano de 2021, a Recayd Mob lançava sua 3ª e mais recente mixtape, o Calzones Tapes 3. Após o Volume 2, o coletivo ganhou grande relevância, principalmente por conta dos hits Plaqtudum e Mlks de SP, só que, nesse meio tempo, houve conflitos internos, como a saída do Klyn e a conturbada treta entre Dfideliz e Spinardi, da Haikaiss, pelos versos em uma música já citada. Para esse trabalho, eles decidiram estudar o que estava sendo ouvido na cena e fazer algo mais ambicioso. A produção, feita por Lucas Spike, DJ Durel e Murda Beatz, colocou um som pesado e, ao mesmo tempo, com uma maior clareza. Com beats orgânicos, presença de 808s distorcidos, hi-hats constantes e sintetizadores atmosféricos que dialogam tanto com o Trap tradicional quanto com Drill, Plugg e No Melody, com todos esses elementos se encaixando bem. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas e até mais imersivas. No fim, é um baita trabalho e, certamente, o melhor deles. 

Melhores Faixas: Lean na Fanta, Trap, Gangshit, ICE ON MY WIRST, Um Minuto, Vícios, Rich Nigg* Sh*t (Sidoka mandou bem), Babe, Haters, BANDO 
Vale a Pena Ouvir: Fashion e Usa Droga, Toolio, OkOk - Zona Sul, 3 Preto Quebrada e um Japonês

   

sábado, 22 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Westside Cowboy

                  

So Much Country ‘Till We Get There – Westside Cowboy





















NOTA: 8,4/10


No começo desse ano, o Westside Cowboy lançou um de seus dois EPs, o So Much Country ‘Till We Get There. A banda foi formada três anos antes, em Manchester, na Inglaterra, por Jimmy Bradbury (vocais e guitarra), Reuben Haycocks (vocais e guitarra), Aoife Anson O'Connell (vocais e baixo) e Paddy Murphy (bateria). Eles surgiram dentro de uma cena de jovens bandas britânicas interessadas em recuperar guitarras, Folk, Country e Rock alternativo, mas sem simplesmente reproduzir o Indie britânico tradicional. A produção foi feita por Loren Humphrey, que deixou um som pesado e que mantém certa clareza. Com isso, temos guitarras ásperas, linhas de baixo bem melódicas e uma bateria extremamente eficiente, além da presença de sintetizadores e violoncelo, que deixam uma sensação dinâmica e são complementados pelos vocais melódicos de cada um. O repertório contém cinco faixas que são muito boas. No fim, é um ótimo EP e muito enxuto. 

Melhores Faixas: Don’t Throw Rocks, Can’t See 
Vale a Pena Ouvir: Strange Taxidermy, The Wahs, In The Morning

It Goes On – Westside Cowboy





















NOTA: 9,7/10


Recentemente, o Westside Cowboy lançou seu álbum de estreia, intitulado It Goes On. Após o EP So Much Country ‘Till We Get There, a banda ganhou bastante popularidade na cena underground britânica, além de ter assinado com a Island Records. Com esse álbum, eles decidiram trazer a sensação de quatro músicos descobrindo até onde conseguem levar uma música. A produção foi feita mais uma vez por Loren Humphrey, que deixou uma sonoridade melódica e que junta elementos do Indie Rock com influências do Power Pop e do Alt-Country. Com isso, temos guitarras ásperas e quase dissonantes, linhas de baixo bem presentes e a bateria do Paddy Murphy frequentemente funcionando como o motor sonoro. Enquanto os vocais divididos entre os integrantes funcionam muito bem, os destaques certamente são Reuben e Aoife. O repertório é incrível, e as canções são bem imersivas. No fim, é um belo disco de estreia que traz uma sensação nostálgica. 

Melhores Faixas: Pin Up Boys, Kick Stones (The Boys), Coyote, Dobro, Paperchains, Worried Age 
Vale a Pena Ouvir: Patchwork, Well Done Kid, You Did It

                                                                                        É isso, então flw!!!           

Analisando Discografias - César Camargo Mariano

                  

São Paulo • Brasil – Cesar Mariano & Cia





















NOTA: 10/10


Em 1977, César Camargo Mariano lançava seu sensacional álbum São Paulo • Brasil. O pianista começou sua carreira por volta de 1958, ainda adolescente, quando foi reconhecido como um verdadeiro talento. Com isso, participou de alguns grupos até começar a trabalhar como arranjador para vários nomes da MPB, tendo como principal parceria a cantora Elis Regina, com quem foi casado naquele período. Esse disco nasceu com uma proposta bastante específica: transformar a cidade de São Paulo em matéria musical. A produção foi feita pelo próprio César Camargo Mariano, que colocou um som bastante sofisticado, com um cruzamento perfeito entre Jazz Fusion e Samba-jazz. O baixo elétrico está bastante presente, a bateria é dinâmica, as guitarras são limpas e os sintetizadores são usados como elementos melódicos e atmosféricos. O repertório é sensacional, parecendo uma verdadeira coletânea. No geral, é um baita disco e um dos melhores álbuns da música brasileira. 

Melhores Faixas: Metrópole, Fábrica, Estação Do Norte, Poluição 
Vale a Pena Ouvir: Litoral, Futebol De Bar
  

Cesar Camargo Mariano & Cia. – Cesar Camargo Mariano & Cia.





















NOTA: 8,6/10


Entrando nos anos 80, César lançou outro álbum, dessa vez levando o nome César Camargo Mariano & Cia. Após o clássico São Paulo • Brasil e depois de ter feito apresentações com seu grupo, ele basicamente aproveitou essa experiência como ponto de partida. Mariano entrou em estúdio para fazer um disco que ampliaria consideravelmente a paleta instrumental utilizada anteriormente. A produção foi feita, como sempre, pelo próprio Mariano, que colocou um som mais cheio e moderno, que reúne ainda as influências do Jazz Fusion, mas também apresenta elementos do Jazz-Funk, Disco e um pouco da temática da MPB. Com isso, temos um foco bem maior nos grooves, que são extremamente movimentados pela bateria e pelo baixo, enquanto as guitarras e os acordeões funcionam como complemento. Além, claro, dos sintetizadores e teclados, que estão sempre no centro. O repertório é muito bom, e as canções são mais envolventes. No fim, é um ótimo disco e muito subestimado. 

Melhores Faixas: Pedra Verde, Nabanera, Nove Luas, Reflexo 
Vale a Pena Ouvir: Pesqueiro De São José, Água De Cheiro

A Todas As Amizades – César Camargo Mariano





















NOTA: 4/10


Em 1983, César Camargo Mariano lançava o álbum A Todas As Amizades, e aqui tivemos problemas. Após o César Camargo Mariano & Cia., apesar de seus trabalhos estarem sendo aclamados pela crítica, eles não vendiam muito. Então, a gravadora CBS exigiu que César fizesse um trabalho que tocasse nas rádios. Com isso, temos um trabalho que juntou nomes conhecidos da música brasileira para fazer algo no mínimo ambicioso. A produção foi feita por Max Pierre e Raymundo Bittencourt, que colocaram um som bem mais limpo e refinado, mas que dialoga com elementos do Smooth Jazz, Boogie e Pop sofisticado. Os sintetizadores e teclados ainda estão no centro, só que agora com a presença de vocais tanto em inglês quanto em português, o que deixa tudo muito pasteurizado e semelhante aos projetos dos gigantes da MPB daquele período. O repertório é ruim; apesar de ter canções legais, há outras que são deslocadas. Enfim, é um álbum fraco e que passou despercebido. 

Melhores Faixas: Nos Bailes Da Vida, Aquarela Do Brasil, Blue Moon, Novo Tempo 
Piores Faixas: Aventureiro, Flávia, Avenida Paulista, A Todas As Amizades, História De Amor

  

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Review: AHHCade do PNAU

                  

AHHCade – PNAU





















NOTA: 3/10


Recentemente, o PNAU lançou um trabalho novo, o AHHCade, que tentou ser mais acessível. Após o Hyperbolic, eles decidiram revisitar algumas das raízes eletrônicas de Nick Littlemore. Só que o projeto tomou outro rumo durante o processo de composição. A dupla acabou se voltando para a memória dos fliperamas e das primeiras experiências com máquinas eletrônicas, enxergando esses espaços como lugares de descoberta, surpresa, diversão e uma espécie de proto-rave. Produção feita como sempre, pelo trio, aposta em sintetizadores brilhantes, linhas de baixo pulsantes, batidas compactas, vocais bastante processados e uma enorme quantidade de ganchos melódicos, fazendo aquela junção do Dance-Pop com elementos do Electropop. Mas tudo aqui soa muito previsível e não consegue apresentar variações que façam a audição ser interessante. O repertório é muito ruim, e as canções são muito genéricas, com poucas que sejam realmente boas. Enfim, é outro trabalho fraco do trio. 

Melhores Faixas: Rollin', Chemistry, Change 
Piores Faixas: Tu Corazón (Your Heart) (The Warning estando aqui para nada), Light Me Up, Eternal, Crash
  

                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                            

Review: É o Grelo do Grelo

                  

É o Grelo – Grelo





















NOTA: 3/10


No ano de 2024, o Grelo lançava seu álbum de estreia, o É o Grelo, trazendo uma proposta que não tinha nada de inovador. O cantor de Anápolis, Goiás, já havia começado sua carreira inicialmente em 2013 como compositor para diversas duplas sertanejas que estão no mainstream brasileiro. Foi só onze anos depois que adotou esse nome artístico, com Henrique & Juliano apadrinhando-o e dando a oportunidade para que saísse da posição de compositor e assumisse suas próprias músicas. Produção feita por ele próprio, tem um som acessível e imediato, juntando as abordagens do Arrocha e do Piseiro. Tendo um uso constante de teclados, bases eletrônicas e bateria programada, deixando os vocais do Grelo, que são bem anasalados, no centro. Mas, assim, muita coisa é repetitiva e feita para viralizar no TikTok. O repertório é ruim: tem algumas canções boas e outras ruins (incluindo os covers). Enfim, é um álbum péssimo, de um artista que ainda tem certo potencial. 

Melhores Faixas: Só Fé, Longe e Se Querendo, Perto De Você 
Piores Faixas: Vida Loka (Pt 1) (Racionais MC’s), De Graça Ou Pagando, Palavras Ao Vento (Cássia Eller), Alma De Pipa


Review: Álbum Autointitulado do MC João

                  

MC João – MC João





















NOTA: 3/10


Em 2016, o MC João lançava seu único álbum, que leva seu nome, em um momento inesperado de sua carreira. O funkeiro da Zona Norte da cidade de São Paulo começou sua carreira no ano anterior, em um momento em que conciliava seu trabalho como office boy com a música, tornando-se um dos primeiros nomes a assinar com a GR6. Ganhou certa relevância por conta de uma música, o que lhe deu a oportunidade de lançar um álbum. A produção, feita por DJ R7, DJ Gugga e DJ Buggas, seguiu aquela abordagem do Funk ostentação da década passada: batidas secas, graves fortes, loops minimalistas, efeitos de voz, frases repetidas e estruturas curtas pensadas muito mais para o baile. E o problema é esse: tudo soa muito repetitivo e carregado de clichês que não fazem diferença. O repertório é ruim, tem canções legais e outras que são medíocres. No geral, é um trabalho horrível e, depois disso, o MC João não quis lançar mais nenhum álbum. 

Melhores Faixas: Baile de Favela (seu grande hit), Golpe Fenomenal, Aonde o Coro Come
Piores Faixas: Caçador De Perereca, Tá Duvidando, Vai Tomar, Loucura, Moça de Família 


Analisando Discografias - Derek: Parte 1

                  Paris – Derek NOTA: 8,7/10 Em 2016, Derek já lançava seu 1º álbum solo, intitulado Paris, onde trazia uma abordagem intere...