quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Scorpions: Parte 1

                 

Lonesome Crow – Scorpions





















NOTA: 1/10


Em 1972, o Scorpions lançava seu álbum de estreia intitulado Lonesome Crow, que trazia uma abordagem diferente. Formado em 1965 na cidade de Hannover, na Alemanha, pelos adolescentes Rudolf Schenker (guitarra) e Wolfgang Dziony (bateria), que se reuniam com os amigos de banda para tocar covers de bandas de sucesso da época. Mas, à medida que veio a fase adulta, a banda ficou mais séria e passou por várias mudanças de integrantes até fechar a formação com Klaus Meine (vocais), Michael Schenker (guitarra) e Lothar Heimberg (baixo). A produção, feita pelo Conny Plank e lançada pelo selo da Brain, trouxe um som pesado e orgânico que juntava Hard Rock, Rock progressivo e elementos do Krautrock. As guitarras são variadas, o baixo e a bateria servem como sustento e os vocais do Klaus têm expressão, mas é tudo muito arrastado e cansativo. O repertório é ruim, tendo canções que são bem chatas. Enfim, é um álbum de estreia bem fraquinho. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Action, Inheritance, It All Depends

Fly To The Rainbow – Scorpions





















NOTA: 1/10


Dois anos se passaram para o Scorpions lançar seu 2º álbum, o Fly To The Rainbow. Após o Lonesome Crow, o guitarrista Michael Schenker acabou recebendo uma proposta de outro grupo e acabou saindo da banda. Além disso, Lothar Heimberg e Wolfgang Dziony acabaram saindo, e a banda acabou sendo reconstruída com Ulrich Roth para a guitarra, Francis Buchholz para o baixo e Jürgen Rosenthal para a bateria. Fora isso, eles assinaram com a gravadora RCA e, com isso, passaram a tentar fazer um som mais pesado. A produção do Frank Bornemann trouxe um som orgânico e mais controlado, colocando bem mais influência do Hard Rock. As guitarras possuem uma característica mais aberta e psicodélica, e os solos ficaram mais sustentáveis, além dos vocais do Klaus, que ficaram mais energéticos. Mas tudo soa bem previsível e faltando algo mais variado. O repertório é péssimo, e as canções são bem esquecíveis. No fim, é outro álbum ruim e que não tem nada demais. 

Melhores Faixas: (.........................) 
Piores Faixas: Fly To The Rainbow, This Is My Song, Drifting Sun, Speedy's Coming

In Trance – Scorpions





















NOTA: 1/10


Mais um ano se passou para o Scorpions lançar seu 3º álbum de estúdio, o In Trance. Após o Fly To The Rainbow, eles passaram a trabalhar com composições mais enxutas, riffs mais marcantes e uma relação muito mais equilibrada entre peso, melodia e atmosfera. Com isso, eles começaram a largar aquelas influências progressivas e da música psicodélica para poder fazer um som que seguia a vibe do Hard Rock mainstream, que passou a dominar a identidade da banda. A produção, feita agora por Dieter Dierks, seguiu um som mais organizado e definido. As guitarras são o centro absoluto da produção. Rudolf Schenker mantém uma base rítmica firme, enquanto Uli Roth ocupa o espaço dos solos e das linhas mais atmosféricas. A cozinha rítmica ficou mais presente e os vocais do Klaus são mais energéticos, mas, no geral, tudo continua bastante monótono. O repertório é chatinho, tendo canções bastante medíocres. Enfim, é outro álbum muito fraco da banda. 

Melhores Faixas: (............................................) 
Piores Faixas: Living And Dying, Robot Man, Night Lights, Longing For Fire

Virgin Killer – Scorpions





















NOTA: 1/10


Se passou outro ano, e foi lançado o polêmico 4º álbum da banda, o Virgin Killer. Após o In Trance, o Scorpions decidiu pegar toda a evolução que tiveram e ir para um lado do Hard Rock pesado, sem abandonar completamente a personalidade experimental trazida principalmente por Uli Jon Roth, além de aproveitar que tinham aval de quem sabia entrar no mercado americano. Fora isso, essa capa originalmente era outra, que não foi escolhida pela banda, e sim pelos executivos da gravadora, que colocaram uma garota nua de dez anos (por favor, não vá atrás disso). A produção do Dieter Dierks seguiu um som bem mais agressivo e até mais cru. As guitarras ficaram muito mais constantes, alternando entre riffs cortantes e solos bluesísticos. Além da cozinha rítmica e teclados que preenchem espaços, só que tudo é bastante genérico e previsível. O repertório é chatíssimo, tendo canções ruins e pouco variadas. No final, é um álbum terrível e que foi um fiasco comercial. 

Melhores Faixas: (.............) 
Piores Faixas: Backstage Queen, Crying Days, In Your Park, Hell Cat


                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!            

Analisando Discografias - Def Leppard: Parte 2

                 

Adrenalize – Def Leppard





















NOTA: 3/10


Indo para 1992, o Def Leppard lançava seu 5º álbum de stúdio, o fraquíssimo Adrenalize. Após o sucesso do Hysteria, a banda passou pela morte do guitarrista Steve Clark devido a uma overdose acidental de álcool com morfina. Com isso, a banda decidiu fazer um trabalho que honrasse seu legado e consolidasse essa fase de sucesso que eles alcançaram, mesmo em um período em que o Hard Rock farofa tinha sido chutado pelo Grunge e Rock alternativo. A produção feita pelo Mike Shipley junto com a banda, que seguiu uma sonoridade limpa e polida. Phil Collen assume praticamente sozinho a responsabilidade de tocar guitarra, colocando riffs fortes e solos precisos. A bateria eletrônica continuou presente e o baixo ficou mais discreto, mas é aquilo: tudo soa bastante previsível e parece que reciclaram ideias anteriores. O repertório é muito ruim, tendo canções genéricas e poucas interessantes. No final, é um disco péssimo e que foi o último momento no topo. 

Melhores Faixas: Heaven Is, I Wanna Touch U, Stand Up (Kick Love Into Motion) 
Piores Faixas: Tear It Down, Personal Property, Tonight, Have You Ever Needed Someone So Bad

Slang – Def Leppard





















NOTA: 2,5/10


Quatro anos se passaram para o Def Leppard voltar com um novo álbum, o também péssimo Slang. Após o Adrenalize, a banda estava tentando se adaptar àquela década de 90 que tinha passado a ter o Rock alternativo como predominante. Além disso, eles contrataram o guitarrista Vivian Campbell (ex-Dio e Whitesnake), então, nesse novo projeto, eles decidiram fazer um trabalho mais pesado e, claro, que seguisse as tendências. A produção do Pete Woodroffe junto com a banda seguiu uma sonoridade mais orgânica e seca, juntando tanto Hard Rock quanto um pouco do AOR e Rock alternativo. As guitarras possuem riffs mais secos e com muita presença de groove, assim como o baixo, que ficou mais groovado, e a bateria, que deixou de ser eletrônica, mas tudo aqui soa extremamente sem forma e não tendo qualquer tipo de coesão. O repertório é terrível, e as canções, medíocres, com poucas exceções. No final, é um álbum terrível e, a partir daqui, a queda foi iminente. 

Melhores Faixas: Turn To Dust, Where Does Love Go When It Dies 
Piores Faixas: Pearl Of Euphoria, Deliver Me, Slang, Gift Of Flesh, Blood Runs Cold

Euphoria – Def Leppard





















NOTA: 4/10


No fim dos anos 90, a banda voltou com um novo álbum, o Euphoria, tentando voltar ao que eles sabiam fazer. Após o Slang, o Def Leppard olha novamente para sua própria história e recupera vários elementos da sonoridade clássica. Não chega a ser uma simples tentativa de copiar os anos 80, mas existe claramente uma vontade de reconectar a banda com aquilo que seus fãs tradicionalmente esperavam. A produção seguiu um caminho bem mais limpo e polido, seguindo muito a abordagem do Hard Rock com pequenos toques modernos. As guitarras voltaram a ter mais camadas, mais harmonizações e mais preocupação em construir uma parede sonora melódica. A bateria do Rick Allen ficou mais definida e o baixo mais constante. Só que muita coisa aqui soa repetitiva e faltando energia, e os vocais do Joe Elliott soam excessivamente controlados. O repertório é fraquíssimo, e as canções são sem graça, com poucas interessantes. No fim, é outro álbum fraco da banda. 

Melhores Faixas: Promises, Paper Sun, 21st Century Sha La La La Girl, Disintegrate 
Piores Faixas: Day After Day, Guilty, All Night, Back In Your Face, Goodbye

X – Def Leppard





















NOTA: 1/10


Indo para 2002, o Def Leppard retorna com seu terrível 8º álbum de estúdio intitulado X. Após o Euphoria, a banda, vendo que o mainstream estava completamente diferente do que era nos anos 80, viu o sucesso do Bon Jovi e pensou: “Por que não fazer algo parecido?”. Então, eles decidiram fazer um álbum muito mais no lado melódico, romântico e acessível, além de poder conquistar uma nova geração. A produção, feita pela banda com auxílio do Per Aldeheim, Andreas Carlsson e Pete Woodroffe, seguiu uma abordagem limpa e completamente polida, seguindo a abordagem do Pop Rock daquele período, com pequenos traços do Hard Rock. As guitarras passaram a servir como elementos de sustentação, enquanto teclados, programações, efeitos e camadas vocais ganham bastante espaço, mas tudo soa extremamente plastificado e sem profundidade. O repertório é simplesmente pavoroso, com canções sofríveis. No fim, é um álbum horrível e uma completa porcaria. 

Melhores Faixas: (..................triste...................) 
Piores Faixas: Girl Like You, Gravity, Torn To Shreds, Everyday, You're So Beautiful

Yeah – Def Leppard





















NOTA: 4/10


Quatro anos se passaram, e o Def Leppard retorna com outro álbum novo, o Yeah!. Após o X, cresceu uma vontade dentro da banda de fazer algo que não dependesse de tentar competir com as tendências contemporâneas. Então, a banda decidiu gravar um álbum inteiramente de covers, mergulhando principalmente no Rock britânico e no Glam Rock dos anos 60 e 70, passando por artistas como T. Rex, David Bowie, Sweet, Roxy Music, Thin Lizzy e outros nomes fundamentais daquele período. A produção, feita junto com Ronan McHugh, deixou aquele som limpo e com uma abordagem orgânica. As guitarras do Phil Collen e Vivian Campbell conseguem transformar muitas das músicas em algo mais pesado, mas sem exagerar na distorção. Só que muita coisa foge totalmente da proposta das canções originais escolhidas, e até as escolhas vocais do Joe Elliott não conseguem funcionar direito. O repertório, apesar de ser bom, não é muito bem interpretado em sua maioria. No geral, é só um álbum ruim e que é bastante esquecido. 

Melhores Faixas: Rock On (David Essex), Drive-In Saturday (David Bowie), Little Bit Of Love (Free), 10538 Overture (Electric Light Orchestra) 
Piores Faixas: Hanging On The Telephone (The Nerves), He's Gonna Step on You Again (John Kongos), Waterloo Sunset (The Kinks), Stay With Me (Faces), Don't Believe A Word (Thin Lizzy)

Songs From The Sparkle Lounge – Def Leppard





















NOTA: 3/10


Se passaram então dois anos para eles voltarem com um material inédito, o Songs From The Sparkle Lounge. Após o Yeah!, eles decidiram voltar com um álbum que fosse uma tentativa de recuperar uma sonoridade mais puxada para o Hard Rock, mas sem voltar completamente ao passado. Com eles querendo mostrar que ainda tinham interesse em explorar diferentes lados do seu próprio som. A produção, feita por Ronan McHugh junto com a banda, seguiu uma abordagem limpa e acessível. As guitarras do Phil Collen e Vivian Campbell conseguem trabalhar com riffs mais pesados, mas também mantêm as harmonias e os arranjos melódicos. Além disso, a cozinha rítmica ficou muito mais sustentável e os vocais do Joe Elliott estão mais confortáveis, mas tudo fica bem maçante e faltando algo mais variado. O repertório é fraquíssimo, tem canções sem graça e poucas que sejam interessantes. Mas, enfim, é outro trabalho fraco da banda que não apresenta nada demais. 

Melhores Faixas: Bad Actress, Tomorrow, Come Undone 
Piores Faixas: Gotta Let It Go, Love, Go, Nine Lives

Def Leppard – Def Leppard





















NOTA: 4,5/10


Apenas sete anos depois, a banda voltou lançando seu 11º álbum autointitulado, que tentou resgatar sua fase de auge. Após o Songs From The Sparkle Lounge, esse novo trabalho chega depois de um período em que o Def Leppard já havia se acostumado a trabalhar sem a pressão comercial que existia durante os anos 80. Isso permite que as músicas tenham uma abordagem mais relaxada, tanto que eles passaram a lançar seus álbuns de forma independente. A produção foi para um caminho bem mais moderno e, ao mesmo tempo, polido, tentando fazer um equilíbrio do Glam Metal e Hard Rock tradicional. As guitarras do Phil Collen e Vivian Campbell possuem bastante presença. Os riffs são mais encorpados e, às vezes, bem encaixados. A cozinha rítmica ficou excessivamente controlada, com isso, tudo fica muito sem expressão e faltando um nível maior de detalhes. O repertório é fraquíssimo, tem umas canções interessantes e outras medíocres. Enfim, é um álbum ruim e que poderia ter sido sólido. 

Melhores Faixas: Dangerous, Blind Faith, All Time High, Let’s Go, Battle Of My Own 
Piores Faixas: Broke ‘N’ Brokenhearted, Wings Of An Angel, Energized, Invincible, Last Dance, We Belong

Diamond Star Halos – Def Leppard





















NOTA: 3/10


Então chegamos em 2022, quando o Def Leppard lançou seu mais recente álbum, o Diamond Star Halos. Após o álbum de 2015, a banda decidiu fazer um projeto que fosse uma espécie de síntese das várias fases que tiveram. Há músicas pesadas que lembram a tradição do Hard Rock, baladas melódicas, momentos Pop, experimentações atmosféricas e faixas que recuperam claramente o espírito da fase farofa. A produção foi relativamente a mesma, só que deixando mais aparente uma abordagem mais moderna com a junção dos elementos clássicos da banda. As guitarras ficaram um pouco mais definidas, alternando entre riffs, solos e camadas, enquanto a cozinha rítmica ficou mais sólida. Mas, é aquilo: tudo soa muito previsível e sem sustentação, fora os vocais oscilantes do Joe Elliott, que ficaram muito aparentes. O repertório é péssimo, e as canções são bastante esquecíveis, com poucas interessantes. No geral, é um álbum ruim de uma banda que se perdeu. 

Melhores Faixas: All We Need, Kick, Unbreakable 
Piores Faixas: Fire It Up, From Here To Eternity, U Rok Mi, Goodbye For Good This Time


quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Def Leppard: Parte 1

                  

On Through The Night – Def Leppard





















NOTA: 9/10


No comecinho dos anos 80, era lançado o álbum de estreia do Def Leppard, o On Through The Night. Formado em 1976, a banda era formada por um grupo de amigos da escola que deu primeiro o nome de Deaf Leopard, ainda explorando o que viriam a fazer até se tornar uma das várias bandas promissoras da New Wave Of British Heavy Metal, consolidando a formação com Joe Elliott nos vocais, Steve Clark e Pete Willis nas guitarras, Rick Savage no baixo e Rick Allen na bateria. Produzido por Tom Allom e lançado pelo selo da Vertigo, trouxe uma sonoridade crua e bastante orgânica, contendo alguns elementos do Hard Rock. As guitarras do Steve Clark e Pete Willis trabalham principalmente com riffs pesados, bases dobradas e harmonias. A cozinha rítmica consegue ser bem variada e dinâmica, e os vocais do Joe Elliott são bem articulados. O repertório é incrível, e as canções são todas bem divertidas. No fim, é um baita disco de estreia e muito coeso. 

Melhores Faixas: Wasted, Rock Brigade, Rocks Off, Hello America, It Could Be You 
Vale a Pena Ouvir: Sorrow Is A Woman, Overture, When The Walls Came Tumblin' Down
  

High 'N' Dry – Def Leppard





















NOTA: 9,4/10


No ano seguinte, o Def Leppard voltou com seu 2º álbum de estúdio, o High ‘N’ Dry. Após o On Through The Night, a banda tinha servido como banda de abertura para a turnê do AC/DC, e essa experiência já mostrou uma mudança de direção, com eles começando a se afastar daquela imagem de simplesmente mais um grupo da New Wave of British Heavy Metal, para, quem sabe, poder fazer um som que conseguisse entrar no mercado americano. A produção, feita por Robert John "Mutt" Lange, ainda deixou um som pesado, porém bem mais definido, além de ter um equilíbrio perfeito entre Hard Rock e Heavy Metal. As guitarras de Clark e Willis possuem riffs dobrados, harmonizações e diferentes texturas. A cozinha rítmica é bastante dinâmica e energética, assim como os vocais do Joe Elliott, que variam entre agressividade e controle. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem energéticas e fluídas. No geral, é um belo disco e que é muito divertido. 

Melhores Faixas: Bringin' On The Heartbreak, Let It Go, High 'N' Dry (Saturday Night), Another Hit And Run, You Got Me Runnin'
Vale a Pena Ouvir: On Through The Night, Lady Strange, Mirror, Mirror (Look Into My Eyes)

Pyromania – Def Leppard





















NOTA: 9,8/10


Dois anos se passaram para o Def Leppard voltar com seu clássico 3º álbum, o Pyromania. Após o High ‘N’ Dry, a banda tinha largado de vez aquela cena do NWOBHM para poder entrar no mercado americano. Com isso, eles estavam compreendendo que o impacto não precisa vir apenas da distorção ou da velocidade: pode vir também de uma parede de guitarras e de um refrão enorme. Fora que, nas gravações, Pete Willis, que tinha gravado todas as suas guitarras, foi demitido por abuso de álcool e foi substituído por Phil Collen. A produção do Robert John "Mutt" Lange foi muito mais limpa e controlada, mas sem abandonar completamente o peso, com eles entrando de cabeça no Hard Rock farofa. As guitarras possuem riffs definidos, os solos aparecem com clareza e as bases possuem peso, a cozinha rítmica ficou bem mais calculada e os vocais do Joe são mais variados. O repertório é sensacional, e as canções são bastante vibrantes. Enfim, é um baita disco e um clássico. 

Melhores Faixas: Photograph, Rock Of Ages, Rock Rock (Till You Drop), Foolin', Comin' Under Fire, Too Late For Love 
Vale a Pena Ouvir: Die Hard The Hunter, Billy's Got A Gun

Hysteria – Def Leppard





















NOTA: 10/10


Quatro anos se passaram, e o Def Leppard enfim retorna com seu icônico álbum Hysteria. Após o Pyromania, a banda passou por alguns problemas, como o acidente do Rick Allen junto de sua namorada, que resultou na perda de seu braço esquerdo, e isso poderia facilmente ter encerrado sua carreira como baterista. Em vez disso, o grupo decidiu continuar junto e adaptar sua maneira de trabalhar para permitir que Allen permanecesse atrás da bateria. Além disso, a banda passou a lançar seus trabalhos pela Mercury Records. A produção, feita como sempre por John "Mutt" Lange, colocou um som polido e extremamente radiofônico, contendo a junção do Hard Rock farofa com AOR. As guitarras ficaram muito mais cheias de camadas, e a bateria é totalmente eletrônica por conta das limitações do Allen, além de muita coisa ser recheada de clichês previsíveis. O repertório é irregular, tem canções boas e outras insuportáveis. No final, é um álbum mediano e que mostrou uma queda. 

Melhores Faixas: Pour Some Sugar On Me, Animal, Rocket, Hysteria 
Piores Faixas: Gods Of War, Excitable, Women, Love Bites

                                                                            Então é isso, um abraço e flw!!!                

Analisando Discografias - Queensrÿche: Parte 2

                 

Empire – Queensrÿche





















NOTA: 9,4/10


Entrando nos anos 90, a banda chega ao seu ápice comercial com seu 4º álbum, o Empire. Após o Operation: Mindcrime, o Queensrÿche havia se transformado em uma das propostas mais ambiciosas do Metal americano. Mas, para esse disco, eles decidiram continuar trabalhando com Metal progressivo e Heavy Metal, mas existe uma preocupação muito maior com estrutura, refrões, melodias e espaço. A produção, feita por Peter Collins, foi para uma sonoridade mais equilibrada e limpa, chegando até a dialogar um pouco com o Hard Rock da época. As guitarras do Chris DeGarmo e Michael Wilton são bem variadas, com riffs pesados, bases mais limpas e solos extremamente melódicos. O baixo do Eddie Jackson é bastante presente, a bateria do Scott Rockenfield é muito dinâmica e os vocais do Geoff Tate ficaram bem mais articulados. O repertório é sensacional, e as canções são bastante profundas. No fim, é um baita disco e que também é um clássico. 

Melhores Faixas: Silent Lucidity, Another Rainy Night (Without You), Jet City Woman, Della Brown, Best I Can, Empire 
Vale a Pena Ouvir: Anybody Listening?, The Thin Line, Resistance

Promised Land – Queensrÿche





















NOTA: 8,8/10


Quatro anos se passaram, e o Queensrÿche voltava com um novo disco, o Promised Land. Após o Empire, a banda decidiu fazer um trabalho mais introspectivo, melancólico e pessoal. É um álbum que parece menos interessado em conquistar o ouvinte imediatamente e muito mais interessado em criar um estado emocional. Passando a trabalhar com temas como frustração, solidão, perda, desilusão, relações familiares, pressão social e o questionamento de se alguma ação vale a pena. A produção, feita pela própria banda junto com James Barton, foi para uma sonoridade mais orgânica e detalhada, conseguindo dialogar até com o Rock alternativo. As guitarras continuam bem pesadas, só que agora usadas como camadas e elementos atmosféricos, enquanto a cozinha rítmica é sólida, e o uso de teclados e efeitos deixa tudo mais imersivo. O repertório é muito bom, e as canções são bem reflexivas. Enfim, é um ótimo disco, antes de uma enorme queda. 

Melhores Faixas: Bridge, Damaged, Lady Jane, I Am I, Someone Else? 
Vale a Pena Ouvir: Promised Land, One More Time, Out Of Mind

Hear In The Now Frontier – Queensrÿche





















NOTA: 4/10


Se passaram então três anos para o Queensrÿche voltar com seu 6º álbum, o Hear In The Now Frontier. Após o Promised Land, o Heavy Metal tradicional havia perdido muito espaço para o Grunge, Rock Alternativo e outras vertentes mais diretas. Com isso, a banda tentou seguir as tendências, abandonando parte da complexidade que a tornou famosa, e passou a trabalhar com estruturas mais enxutas, riffs mais diretos e músicas que dependem mais de clima e melodia. A produção, feita por Peter Collins, deixou uma sonoridade orgânica e sofisticada, entrando de cabeça no Hard Rock e Post-Grunge. As guitarras passam a ter bases simples, pequenos detalhes, texturas e solos relativamente curtos. O baixo ficou bem mais discreto e a bateria tem uma abordagem bem mais contida. Com isso, tudo soa muito repetitivo e faltando variação. O repertório é ruim, tem canções legais e outras esquecíveis. Enfim, é um disco péssimo e que foi o começo de uma decadência. 

Melhores Faixas: The Voice Inside, Sign Of The Times, Hero, You
Piores Faixas: Anytime / Anywhere, Reach, Cuckoo's Nest, Get A Life, All I Want, Saved

Q2k – Queensrÿche





















NOTA: 2,5/10


No final dos anos 90, a banda lançava mais um álbum novo, o também péssimo Q2K. Após o Hear In The Now Frontier, o guitarrista Chris DeGarmo acabou saindo e se tornou piloto de jatos. Em seu lugar, entrou Kelly Gray. Além disso, eles tinham trocado de gravadora, já que a EMI faliu, e, com isso, assinaram com a Atlantic. Para esse novo disco, o Queensrÿche queria encontrar uma identidade mais moderna e agressiva, ainda tentando dialogar com as tendências. A produção, feita pela própria banda, seguiu uma abordagem pesada e, ao mesmo tempo, acessível. As guitarras são mais sujas e preocupadas com texturas e riffs menos constantes. A cozinha rítmica ficou muito contida, e os vocais do Geoff continuam mais introspectivos, mas tudo soa extremamente monótono e previsível. O repertório é terrível, tendo canções extremamente genéricas e poucas interessantes. No final de tudo, é um álbum horrível e em que insistiram no erro. 

Melhores Faixas: How Could I?, Burning Man 
Piores Faixas: One Life, Wot Kinda Man, Liquid Sky, When The Rain Comes...

Tribe – Queensrÿche





















NOTA: 3/10


Em 2003, o Queensrÿche lançava seu 8º álbum de estúdio, intitulado Tribe, que tentou ser mais fluido. Após o Q2K, Geoff Tate estava cada vez mais envolvido em questões criativas e pessoais, enquanto a banda tentava encontrar uma direção que não dependesse apenas da nostalgia. Além disso, o guitarrista Kelly Gray decidiu sair, e quem assumiu foi Mike Stone, além, é claro, de Chris DeGarmo, que participou de algumas músicas desse projeto. A produção seguiu um caminho relativamente moderno e pesado, as guitarras ganharam mais presença e mais densidade. Além disso, a cozinha rítmica ganhou um pouco mais de destaque, mas é aquilo: tudo soa bastante previsível e não consegue ter variação nos ritmos, deixando tudo muito cansativo, e nem os vocais do Geoff Tate conseguem salvar. O repertório é muito ruim, tendo canções medíocres e poucas interessantes. Mas, enfim, é um álbum terrível e que não deu certo. 

Melhores Faixas: Desert Dance, The Great Divide, The Art Of Life 
Piores Faixas: Blood, Falling Behind, Open, Tribe

Operation: Mindcrime II – Queensrÿche





















NOTA: 4/10


Três anos depois, o Queensrÿche lançava o completamente desnecessário Operation: Mindcrime II. Após o Tribe, a banda decidiu fazer uma continuação de seu clássico álbum de 1988. A história acompanha um Nikki mais velho, consumido pelo desejo de vingança contra o Dr. X. O conceito é mais pessoal e menos político do que o original, trazendo uma busca por se livrar de anos de ressentimento. A produção, feita por Jason Slater e lançada pelo selo da Rhino, trouxe um som mais pesado e encorpado, voltando a dialogar com Heavy Metal e Metal progressivo. As guitarras voltaram a ter riffs mais agressivos e distorcidos, mas possuem solos muito magrinhos. A cozinha rítmica até que faz sua parte, e os vocais de Geoff Tate voltaram a ser mais expressivos, mas tudo aqui parece não ter coesão, ficando tudo muito sem imersão. O repertório é ruim, tem canções boas e outras totalmente medíocres. No final, é um álbum fraquíssimo que se escorou no sucesso do original. 

Melhores Faixas: Re-Arrange You, The Chase, If I Could Change It All, Hostage, The Hands
Piores Faixas: Circles, Signs Say Go, All The Promises, An Intentional Confrontation, Murder?, I'm American

American Soldier – Queensrÿche





















NOTA: 3/10


Em 2009, o Queensrÿche lançava outro álbum novo, o American Soldier, que tentou ser mais crítico. Após o Operation: Mindcrime II, eles decidiram ir para um tema específico: a experiência dos soldados americanos em guerras e conflitos militares. Com esse trabalho procurando mostrar o lado humano de quem participa desses conflitos, incluindo medo, trauma, saudade, culpa, distância da família e dificuldade de retornar à vida normal. A produção foi conduzida por Jason Slater e Kelly Gray, que deixaram aquela sonoridade pesada, com toques modernos. As guitarras utilizam riffs mais simples e diretos, com bastante distorção e uma preocupação maior com peso do que com virtuosismo. Enquanto o baixo e a bateria servem mais como sustento, mas, no geral, tudo soa muito sem expressão e beirando o tedioso. O repertório é terrível, tendo canções chatíssimas e poucas interessantes. Enfim, é um álbum péssimo e que beira o esquecível. 

Melhores Faixas: Home Again, Hundred Mile Stare, At 30,000 Ft 
Piores Faixas: A Dead Man's Words, Remember Me, Silver, The Killer, The Voice

Dedicated To Chaos – Queensrÿche





















NOTA: 1/10


Aí, dois anos depois, o Queensrÿche lançava seu tenebroso 10º álbum, o Dedicated To Chaos. Após o American Soldier, a banda, agora contando com um novo guitarrista, Parker Lundgren, decidiu fazer um projeto que seguisse algumas tendências mais modernas que vinham aparecendo nos trabalhos anteriores. Com eles dispostos a experimentar com Rock Alternativo, elementos eletrônicos, grooves contemporâneos e estruturas mais simples. A produção foi conduzida pelos mesmos nomes, que deixaram essa abordagem moderna e direta. As guitarras funcionam mais como elementos de sustentação para os arranjos do que como responsáveis por conduzir as músicas. As linhas de baixo são bem mais marcadas, e a bateria assume uma função mais rítmica e direta, fora o uso de elementos eletrônicos, mas tudo aqui é extremamente sem direção e mal conduzido. O repertório é horroroso, contando com canções terríveis. Enfim, é um álbum péssimo e foi o fundo do poço para a banda. 

Melhores Faixas: (.................................) 
Piores Faixas: Higher, Got It Bad, Retail Therapy, Hot Spot Junkie, The Lie

Queensrÿche – Queensrÿche





















NOTA: 8,5/10


Se passaram dois anos, e o Queensrÿche lançava um álbum autointitulado, em um momento de recomeço. Após o Dedicated To Chaos, o convívio com Geoff Tate ficou insustentável e, após um show controverso aqui no Brasil em 2012, ele foi demitido e, com isso, começou a rolar um processo na Justiça para decidir quem poderia usar o nome da banda. Com isso, eles seguiram e contrataram Todd La Torre, decidindo fazer um projeto que fosse um verdadeiro retorno às suas raízes. A produção, feita por James "Jimbo" Barton, deixou um som pesado e orgânico, que voltou a dialogar com Metal progressivo e Heavy Metal. As guitarras voltaram a estar no centro, com riffs bem definidos e muito presentes. O baixo ficou muito mais sustentável e a bateria é bastante firme, enquanto os vocais de Todd são bem energéticos. O repertório é muito bom, e as canções são bem pesadas. Enfim, é um ótimo disco e que foi um grande retorno. 

Melhores Faixas: Spore, Vindication, Open Road, Fallout 
Vale a Pena Ouvir: Don't Look Back, Redemption

Condition Hüman – Queensrÿche





















NOTA: 8,5/10


Dois anos depois, o Queensrÿche retorna com um novo álbum, o Condition Hüman. Após o álbum de 2013, a banda finalmente parecia ter encontrado uma formação e uma direção musical capazes de devolver estabilidade ao grupo. Com eles querendo aprofundar a combinação entre peso, melodias, atmosferas e elementos progressivos. A ideia é recuperar aquela sensação de que as músicas possuem várias camadas sem necessariamente transformar cada composição em uma demonstração de virtuosismo. A produção, feita por Chris "Zeuss" Harris, conseguiu fazer um equilíbrio entre um som pesado e limpo. As guitarras possuem bastante presença, mas não são exageradamente comprimidas, permitindo perceber os diferentes riffs, bases e texturas. O baixo de Eddie Jackson serve como um ótimo complemento, e a bateria de Scott Rockenfield é extremamente eficiente. O repertório é muito legal, e as canções são bastante vibrantes. No geral, é um disco bacana e muito variado. 

Melhores Faixas: Hourglass, Condition Human, Guardian, Bulletproof 
Vale a Pena Ouvir: Toxic Remedy, Eye 9, Just Us

The Verdict – Queensrÿche





















NOTA: 8,1/10


No ano de 2019, o Queensrÿche lançava mais um projeto novo, o voraz The Veredict. Após o Condition Hüman, Scott Rockenfield, baterista histórico do Queensrÿche, estava afastado das atividades da banda. Isso fez com que Todd La Torre assumisse também a bateria durante as gravações, enquanto Casey Grillo ficou responsável pela bateria nas apresentações ao vivo. Para esse projeto, decidiram fazer algo que explorasse temas como conflito, corrupção, violência e as relações humanas. A produção seguiu aquela abordagem orgânica e moderna, tendo guitarras com bastante presença, que conseguem alternar entre riffs cortantes, bases densas e momentos mais melódicos. O baixo consegue dar profundidade aos riffs, a bateria do Todd ficou bastante precisa e com muito impacto, fora seu vocal, que continua muito bem variado e poderoso. O repertório é muito legal, e as canções são bem cadenciadas e imersivas. No fim, é um disco bacana e muito consistente. 

Melhores Faixas: Man The Machine, Dark Reverie, Portrait 
Vale a Pena Ouvir: Bent, Blood Of The Levant, Inner Unrest

Digital Noise Alliance – Queensrÿche





















NOTA: 9/10


Então chegamos em 2022, onde o Queensrÿche lançou seu mais recente álbum, o Digital Noise Alliance. Após o The Veredict, Casey Grillo, que vinha ocupando a bateria ao vivo desde o afastamento de Scott Rockenfield, passa a integrar efetivamente essa nova fase do grupo. Eles decidiram fazer um álbum que não fosse um conceitual fechado. Ele trabalha diferentes assuntos, passando por questões humanas, conflitos sociais e reflexões sobre o mundo contemporâneo. Produção feita como sempre pelo Zeuss, apresenta um som bastante equilibrado entre peso e clareza. As guitarras possuem presença trabalhando tanto com riffs pesados e passagens melodicas, o baixo tem corpo e a bateria de Casey Grillo traz bastante impacto. Além dos vocais poderosos do Todd La Torre deixando aquela abordagem clássica do Heavy Metal e Metal progressivo. O repertório é incrivel, e as canções são bem profundas e tendo muito peso. No final de tudo, é um baita álbum e o melhor dessa nova fase. 

Melhores Faixas: Lost In Sorrow, Out Of The Black, In Extremis, Forest, Tormentum, Behind The Walls 
Vale a Pena Ouvir: Realms, Sicdeth


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