Sir Lucious Left Foot: The Son Of Chico Dusty – Big Boi
NOTA: 8,5/10
Voltando para 2010, Big Boi lançava seu 1º trabalho solo, intitulado Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty. Após o fim do OutKast, havia uma expectativa enorme sobre como os dois integrantes se desenvolveriam individualmente, especialmente Big Boi, que historicamente era visto como o contraponto mais “tradicional” ao experimentalismo do André 3000. Esse trabalho era planejado para ser lançado pela Jive Records, mas, por questões contratuais, isso não aconteceu, e o projeto foi lançado pela Purple Ribbon Records. A produção foi bem diversificada, contando com Lil Jon, J Beatzz, Organized Noize, entre outros, deixando um som enraizado no sul dos Estados Unidos, mas que não se limita ao rótulo de “Southern Rap”, com beats secas e precisas. Há uma fusão sofisticada de Funk, R&B e até elementos psicodélicos. O repertório é ótimo, e as canções são bem pesadas e imersivas. No fim, é um álbum bacana e bem consistente.
Melhores Faixas: Shine Blockas (Gucci Mane amassou), Shutterbugg, Tangerine (ótima feat do T.I.), Fo Yo Sorrows (ótima feat do George Clinton Too $hort), Daddy Fat Sax
Vale a Pena Ouvir: Be Still, Follow Us, The Train Pt. 2 (Sir Lucious Left Foot Saves The Day)
Vicious Lies And Dangerous Rumors – Big Boi
NOTA: 3,8/10
Dois anos se passaram, e foi lançado seu 2º álbum solo, o Vicious Lies and Dangerous Rumors. Após o Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty, Big Boi se encontrava em uma posição curiosa: ele já havia provado sua capacidade como artista solo, mas ainda existia uma expectativa constante de que operasse dentro da sombra estética do OutKast. Com isso, esse álbum não apenas se afasta desse legado, mas tenta expandir radicalmente o seu escopo sonoro. A produção foi feita pelo rapper, mas contou com Chris Carmouche, John Hill, Phantogram, entre outros. Eles seguem uma abordagem polida, com beats orgânicas, grooves marcantes e estruturas rítmicas que sustentam o flow técnico do Big Boi, juntando influências do Rap com Indietronica, R&B, Trip Hop e até Electropop, só que tudo soa muito plastificado, ficando bem sem alma. O repertório é bem ruinzinho, com canções genéricas e poucas interessantes. No fim, é um álbum fraco e bem esquecível.
Melhores Faixas: In The A (T.I. e Ludacris amassaram), Lines (A$AP Rocky mandou bem), Shoes For Running, She Hates Me (Kid Cudi nem foi tão bem, mas a música é boa)
Piores Faixas: Raspberries, Thom Pettie, Mama Told Me (Kelly Rowland bem esquecível), CPU, Tremendous Damage
Boomiverse – Big Boi
NOTA: 5/10
Então chegamos a 2017, quando foi lançado o último trabalho solo até o momento de Big Boi, o Boomiverse. Após o Vicious Lies and Dangerous Rumors, Big Boi parece interessado em reequilibrar sua identidade: recuperar o foco no Rap, nos grooves sulistas e na sua habilidade como performer, sem abandonar completamente o ecletismo. A produção foi feita por ele, mas contou com vários nomes como Organized Noize, DJ Dahi, Mannie Fresh, entre outros, sendo bem mais enxuta e direta, enraizada no Funk e no Bounce do sul dos Estados Unidos, com linhas de baixo marcantes, beats pesados, baterias bem definidas e uso estratégico de sintetizadores. Ao mesmo tempo, há uma atualização estética: influências do Trap aparecem de forma sutil, só que há um excesso de elementos que deixa o som bem massivo. O repertório é mediano, com canções legais e outras bem fraquinhas. No fim, é um álbum mediano ao qual faltou algo mais.
Melhores Faixas: In The South (Gucci Mane e Pimp C mandaram bem demais), Kill Jill, Follow Deez, Da Next Day
Piores Faixas: Order Of Operations, Freakanomics, Get Wit It (Snoop Dogg nem fedeu nem cheirou), Chocolate
Então é isso, um abraço e flw!!!