Life Of A DON – Don Toliver
NOTA: 6/10
No ano seguinte, Don Toliver lançava seu 2º disco, intitulado Life Of A Don, que tentou ser mais variado. Após o Heaven Or Hell, em vez de procurar aprofundar as características que haviam definido seu trabalho anterior, o artista investiu em temáticas com atmosferas psicodélicas. Existe uma preocupação maior com a construção de ambientes sonoros, com músicas que frequentemente apresentam transições suaves, camadas instrumentais sobrepostas e interpretações vocais que se misturam aos próprios instrumentais. A produção contou com Chase B, Hit-Boy, Metro Boomin, entre outros, que trouxeram beats mais atmosféricos dentro do Trap e do R&B alternativo, com 808s submersos, hi-hats definidos, pads e synths melódicos. Mas é aquilo: tudo continua muito monótono, até a performance de Don deixa a desejar. O repertório é irregular, com algumas canções boas e outras fraquíssimas. No final, é um álbum mediano e impreciso.
Melhores Faixas: You, Flocky Flocky (Travis amassou nas duas), Crossfaded, 5x
Piores Faixas: Way Bigger, Smoke, Swangin' On Westheimer, Get Throwed
Love Sick – Don Toliver
Dois anos se passaram, para o rapper voltar com um novo álbum, o Love Sick, que foi mais amplo. Após o Life Is A Don, esse projeto apresenta uma direção temática mais concentrada nos relacionamentos amorosos, nas experiências sentimentais, na atração física, nas frustrações e nas contradições envolvendo a vida afetiva. O título estabelece justamente essa proposta, trabalhando com diferentes perspectivas sobre o amor, desde momentos de envolvimento e paixão até situações de distanciamento e insatisfação. Produção foi como sempre bem diversificada contando com Boi-1da, Ronny J, OZ e vários outros, que seguiram aquela temática característica com beats amplas com 808s encoprados, hi-hats discretos, pads melódicos e synths atmosféricos, mas agora explorando bem mais texturas. Só que ainda faltou algo mais imersivo e uma menor dependência de flows melódicos. O repertório começa bem, mas depois decai bruscamente. Enfim, é um álbum mediano e pouco variado.
Melhores Faixas: Bus Stop, Go Down, Do It Right, Let Her Go
Piores Faixas: Company Pt. 3, LoveSickness, Private Landing
HARDSTONE PSYCHO – Don Toliver
NOTA: 8,7/10
No ano seguinte, o Don Toliver lançava seu 5º álbum, o HARDSTONE PSYCHO. Após o Love Sick, o rapper decidiu explorar uma identidade mais agressiva, sombria e influenciada pelo Rock, especialmente por meio de guitarras distorcidas, riffs pesados e uma estética associada à cultura das motocicletas. O conceito visual e musical gira em torno dessa estética, com referências ao universo das estradas, da velocidade, das roupas de couro e de uma personalidade mais rebelde. A produção contou com nomes como Bryvn, Buddy Ross, Zaytoven e afins, que seguiram uma temática mais puxada para o Trap, com elementos do R&B alternativo ainda presentes. Os beats são mais atmosféricos, contando com 808s pesados, guitarras distorcidas, synths melódicos e hi-hats rápidos, deixando os vocais de Don Toliver mais alternados. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e dinâmicas. No geral, é um ótimo trabalho que deu muito certo.
Melhores Faixas: KRYPTONITE, TORE UP, NEW DROP, BANDIT, GLOCK, INSIDE (Travis Scott mandou bem), HARDSTONE NATIONAL ANTHEM
Vale a Pena Ouvir: ICE AGE, DEEP IN THE WATER, 4X4
OCTANE – Don Toliver
NOTA: 2,5/10
Em 1996, o Ride, já completamente desorientado, lançava seu 4º álbum, o Tarantula. Após o Carnival Of Light, as divergências criativas entre os integrantes chegaram ao ápice, especialmente entre Andy Bell e Mark Gardener, que assumiam papéis importantes na composição e nos vocais. Quando esse álbum começou a tomar forma, o ambiente interno do grupo já estava deteriorado. As diferenças de direção artística, os conflitos pessoais e o desgaste acumulado prejudicaram a continuidade da banda. A produção, feita por Richard "Digby" Smith e Paul Motion, deixou uma sonoridade crua e frontal, que ainda segue totalmente pelo Britpop. As guitarras aparecem mais separadas, com riffs reconhecíveis e ataques mais agressivos, mas o problema é que tudo soa sem sustentação, e os vocais de Andy e Mark não funcionam bem juntos. O repertório é fraquíssimo, e as canções são, em sua maioria, genéricas. Enfim, é um álbum horrível e que foi um grande tropeço.
Melhores Faixas: Black Nite Crash, The Dawn Patrol
Piores Faixas: Walk On Water, Starlight Motel, Burnin', Deep Inside My Pocket, Castle On The Hill