sexta-feira, 5 de junho de 2026

Analisando Discografias - Koopsta Knicca

                 

Da Devil's Playground: Underground Solo – Koopsta Knicca





















NOTA: 9,7/10


Em 1999, Koopsta Knicca lançava seu sensacional 1º álbum solo, o Da Devil's Playground: Underground Solo. Após o Chapter 2: World Domination, ele ganhou a oportunidade de demonstrar sua própria identidade artística. Koopsta sempre se destacou por seu tom de voz hipnótico, sua entrega quase fantasmagórica e suas letras que misturavam ocultismo, espiritualidade sombria e narrativas de rua. Mesmo assim, este trabalho soa como um álbum do Three 6 Mafia disfarçado de álbum solo de um de seus integrantes. A produção ficou a cargo do DJ Paul e Juicy J, que criaram beats que não dependem de complexidade técnica. Pelo contrário, a força da produção está justamente na simplicidade, utilizando teclados sinistros, linhas de baixo profundas e amostras vocais que criam uma sensação constante de ameaça, incorporando a estética do Memphis Rap. O repertório é incrível, e as canções são bastante pesadas. No fim, é um baita disco e um verdadeiro clássico. 

Melhores Faixas: Stash Pot (Original), Judgement Nite, Crucifix, Robbers, Smoking On A J., Front A Busta, Now I'm Hi (Pt. 2) 
Vale a Pena Ouvir: Purple Thang, Ready 2 Ride, Anna Got Me Clickin'

Da K Project – Koopsta Knicca





















NOTA: 3/10


Em 2002, Koopsta Knicca retorna com seu 2º álbum solo, o fraquíssimo Da K Project. Após o clássico Da Devil's Playground: Underground Solo, Koopsta encontrava-se afastado do núcleo principal do Three Six Mafia. Aqui, ele decidiu fazer um trabalho que seguia as tendências comerciais que começavam a favorecer o som mais acessível do sul dos Estados Unidos. A produção ficou por conta de Blac Elvis, Niko Lyras e Ski Mask, que criaram beats mais orgânicos, utilizando linhas de baixo pesadas, baterias secas, teclados sombrios e melodias minimalistas. Os produtores exploram ambientes ameaçadores e obscuros, mas algumas faixas se aproximam mais do Gangsta Rap tradicional, incorporando elementos do Dirty South e Memphis Rap. Ainda assim, tudo soa bastante repetitivo e marcado por uma falta de variação nos flows. O repertório é muito ruim, e as canções são bastante genéricas, com poucas interessantes. No geral, é um álbum péssimo e chatíssimo. 

Melhores Faixas: No Respect, When The Shit Hitz The Fan, End Of The Line 
Piores Faixas: Benjamins, Mr. Merchant, Smoke It Up, See A Ho, Judy Lynn, Beat A Ho, It’s Not Right

Undaground Muzic Volume One – Koopsta Knicca





















NOTA: 5/10


No ano seguinte, ele retorna lançando mais um álbum, o Undaground Muzic Volume One. Após o Da K Project, Koopsta Knicca, diferentemente de seus antigos companheiros de grupo, que alcançavam níveis cada vez maiores de exposição comercial, permanecia ligado ao circuito underground, produzindo música para uma base de fãs que valorizava justamente suas características mais obscuras e autênticas. A produção foi feita por ele junto com Boogaloo, DJ Jus Borne, entre outros, que apostaram em beats mais variados, utilizando baterias eletrônicas pesadas, linhas de baixo profundas e sintetizadores melancólicos, mantendo vínculos claros com a tradição de Memphis. Mas o grande problema é que muitos momentos parecem reciclados, tornando o álbum bastante maçante. O repertório até começa bem, mas depois decai com canções chatíssimas. Enfim, é um álbum bastante mediano e que apresenta muitas falhas. 

Melhores Faixas: Hoe Don't Violate (Ghetto), Thinkin' Deadly, Cracked House, Ghetto 
Piores Faixas: Month 1/2 Left, Porno Movie 2, Lookin' 4 A Stallion, Bald Heads

De Inevitable – Koopsta Knicca





















NOTA: 3/10


Mais um ano se passou, e outro álbum foi lançado: De Inevitable, que trouxe pouquíssimas novidades. Após o Undaground Muzic Volume One, Koopsta queria continuar reforçando tudo aquilo que já havia definido sua carreira: letras sombrias, referências às ruas, paranoia, violência, consumo de drogas e a atmosfera obscura típica do Memphis Rap. Com isso, ele decidiu apostar em uma sonoridade mais ampla, com um foco maior no cotidiano urbano. Produzido por ele junto com Blac Elvis, Lil Pat e Scan Man, o álbum segue aquela abordagem em que os beats têm grande uso de graves pesados, baterias eletrônicas secas e sintetizadores sombrios, incorporando também influências do Crunk e do Rap sulista que dominavam o período. Só que tudo soa bastante repetitivo, com a maioria dos flows sendo previsível. O repertório é muito ruim, e as canções são bem fracas, com poucas exceções. No final de tudo, é outro disco fraco e bastante tedioso. 

Melhores Faixas: Bout' To Lose My Mind, Whoop Dat Bitch, North, South, East Memphis
Piores Faixas: Smokin On Dat Dro, Halloween, Black Rain, Kick Shit, Fiya, Sadity Bitches, Bustin Heads

The Mind Of Robert Cooper – Koopsta Knicca





















NOTA: 8/10


Então chegamos a 2005, quando foi lançado seu 5º e último álbum, o The Mind Of Robert Cooper. Após o De Inevitable, Koopsta escolheu utilizar seu nome de batismo, Robert Cooper, sugerindo uma exploração mais direta de seus pensamentos, experiências e visão de mundo. O álbum foi lançado pela 40 West Records e serviria como uma demonstração de que ele poderia seguir sua carreira sem o apoio do Three 6. A produção feita junto com Lil Pat, Scan Man, entre outros, e segue a fórmula de sempre: os beats continuam fortemente ligados ao Rap de Memphis, mas apresentam influências do Crunk. Os graves permanecem pesados e as baterias são secas. Porém, o maior problema é que tudo soa bastante previsível e arrastado. O repertório é fraquíssimo, e as canções são, em sua maioria, bastante esquecíveis. No geral, esse álbum foi uma demonstração de que Koopsta teve uma gestão de carreira ruim e permaneceu assim até seu falecimento, em 2015. 

Melhores Faixas: Life In Bondage, No Action, Memphis To Hollywood, Top Secret 
Piores Faixas: Because Of You, Shit Starter, I Spot You, Soar High, Wanksta, Everlast
  

                                                                               Então é isso e flw!!!             

Analisando Discografias - Juicy J: Parte 2

                  

Mental Trillness 2 – Juicy J





















NOTA: 6/10


No ano de 2024, ele retorna lançando Mental Trillness 2, que não trouxe tantas mudanças. Após o Mental Trillness, Juicy J parece ainda mais reflexivo e autoconsciente do que no primeiro volume. Em vez de retornar à fórmula de festas e excessos que dominou grande parte de sua carreira, ele continua explorando as consequências emocionais da fama, dos vícios, do envelhecimento e dos relacionamentos pessoais. A produção foi feita pelo rapper junto com Tizzle, TrashBaggBeats, entre outros, misturando elementos clássicos do Memphis Rap com abordagens mais modernas. Alguns instrumentais incorporam samples ou releituras de músicas antigas, criando uma sensação constante de diálogo com o passado. Há também elementos de Trap e Jazz Rap, embora os mesmos erros do trabalho anterior se repitam. O repertório é irregular, com canções divertidas e outras bastante sem graça. No fim, são dois trabalhos medianos que deixam a desejar. 

Melhores Faixas: Bury My Problems, Money Flippa, My Hood, Cut Back 
Piores Faixas: Desperate Measures, All It Takes, Switched Up, 4 Life

Ravenite Social Club – Juicy J





















NOTA: 8,5/10


Meses depois, foi lançado o mais recente álbum deo Juicy J até então, o Ravenite Social Club. Após as mixtapes Mental Trillness, o rapper decidiu fazer uma mudança radical de direção artística. O álbum foi apresentado como um trabalho fortemente influenciado por Jazz Rap e Boom Bap, algo que poucos imaginavam ouvir de um dos criadores da estética da Three 6 Mafia. O título faz referência ao famoso Ravenite Social Club, um clube localizado em Little Italy, Nova York, que ficou conhecido por suas ligações históricas com figuras da máfia ítalo-americana. A produção é bem mais diferenciada, apostando em pianos de Jazz, baterias orgânicas, linhas de baixo suaves, arranjos Soul e uma instrumentação muito mais refinada. Com isso, Juicy utiliza seu flow simples e direto, mas agora o coloca sobre instrumentais muito mais sofisticados. O repertório é muito bom, e as canções são profundas e cheias de mensagem. Enfim, é um ótimo disco e muito reflexivo. 

Melhores Faixas: Suicide Doors, To You, Don't Go Out, Deserve It, One In A Million 
Vale a Pena Ouvir: Sometimes, Everything All Good, Things Changed


quinta-feira, 4 de junho de 2026

Analisando Discografias - Juicy J: Parte 1

                 

Chronicles Of The Juice Man (Underground Album) – Juicy J





















NOTA: 8,2/10


Em 2002, o Juicy J lançava seu primeiro trabalho solo, intitulado Chronicles Of The Juice Man (Underground Album). Após o lançamento do When the Smoke Clears: Sixty 6, Sixty 1, Juicy aproveitou a oportunidade para mostrar sua identidade individual sem abandonar a estética coletiva de Memphis. Em vez de buscar uma reinvenção artística, ele utiliza o disco para reforçar os elementos que haviam tornado o Three 6 Mafia famoso. A produção, feita por ele em parceria com DJ Paul, é marcada por baterias secas, graves pesados, sintetizadores sombrios, samples manipulados e uma sensação constante de paranoia urbana. Outro aspecto interessante é a presença de diversos elementos que conectam o álbum à tradição das mixtapes underground do rapper, com Juicy demonstrando muita entrega em cada faixa. Falando nisso, o repertório é muito bom, e as canções são bastante divertidas. Enfim, é um ótimo disco e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Who Da Buckest, Mafia Niggaz, Buck Gangsta Beat 
Vale a Pena Ouvir: Smoke Dat Weed, Soldiers From The Northside, Like A Pimp, Killa Klan

Hustle Till I Die – Juicy J





















NOTA: 8/10


Foi só em 2009 que ele retornou com seu 2º álbum solo, intitulado Hustle Till I Die. Após o Chronicles Of The Juice Man (Underground Album), o Three 6 Mafia começava a mostrar sinais de desgaste interno, com a saída de membros importantes e mudanças na dinâmica que havia definido sua era clássica. Nesse cenário, Juicy J decidiu lançar um álbum que servisse como reafirmação de sua identidade. A produção, feita pelo próprio rapper, apresenta uma sonoridade pesada: os graves são enormes, os sintetizadores são ameaçadores, as baterias são secas e agressivas, e os refrões são construídos para funcionar em carros equipados com sistemas de som potentes seguindo a temática do Trap. Seus flows continuam bastante precisos e conseguem sustentar a imersão proposta pelo álbum. O repertório é muito bom, e as canções são bem tematizadas e até profundas. No fim, é um disco bacana e bastante subestimado. 

Melhores Faixas: 30 Inches (Gucci Mane roubando a cena), You Can Get Murked, Let's Get High 
Vale a Pena Ouvir: Violent, North Memphis Like Me, Real D Boyz, Ugh Ugh Ugh

Blue Dream & Lean – Juicy J





















NOTA: 9/10


No ano de 2011, o Juicy J lançava a mixtape Blue Dream & Lean, que foi extremamente importante. Após o Hustle Till I Die, o rapper estava cada vez mais próximo da Taylor Gang do Wiz Khalifa e começava a se transformar numa figura central da cultura Stoner Rap que dominaria boa parte do início da década de 2010. O próprio título resume a proposta do trabalho: maconha ("Blue Dream", uma variedade popular da droga) e lean (mistura de xarope com refrigerante). Produção feita por ele junto com DJ Scream, Lex Luger, Sonny Digital e entre outros, seguiram por beats orgânicas com 808s gigantescos, caixas explosivas, sintetizadores ameaçadores e uma sensação constante de grandiosidade. Com eles basicamente misturando Trap, Dirty South e Gangsta Rap e sendo tudo bem amarrado e com os flows do Juicy J sendo bem variados. O repertório é incrível, e as canções são todas bem energéticas. No geral, é uma ótima mixtape e que é um clássico. 

Melhores Faixas: Riley, Juicy J Can’t, Real Hustler's Don't Sleep (A$AP Rocky mandou bem demais), Get Higher, Got A New One, Aint Allowed Where I'm From, Stoners Night Pt 2 (ótima feat do Wiz Khalifa), I Don't Play With Guns, Zip & A Double Cup Rmx 
Vale a Pena Ouvir: U Trippy Mane, Been Gettin' Money, Lucky Charm, You Want Deez Rackz, Countin Faces

Stay Trippy – Juicy J





















NOTA: 8/10


Dois anos depois, o Juicy J retorna com um novo álbum intitulado Stay Trippy, que foi mais acessível. Após o Blue Dream & Lean, esse trabalho foi lançado em parceria da Kemosabe Records, Columbia Records e em parceria com a Taylor Gang do Wiz Khalifa, consolidando a aliança que vinha sendo construída desde o início da década. Nesse período, o Trap havia se tornado a principal força do Rap sulista, e Juicy J conseguiu algo raro: permanecer relevante mais de vinte anos após iniciar sua carreira. Produção feita por ele junto com nomes como Supa Dups, Timbaland, Young Chop e entre outros, que foram para um lado mais polido e acessível, com os graves sendo gigantescos, os hi-hats acelerados continuam presentes e os refrões seguem extremamente repetitivos, dialogando tanto com Trap e Memphis Rap. O repertório é muito bom, e as canções vão desde um lado melódico ao profundo. No geral, é um ótimo disco e que é injustamente subestimado. 

Melhores Faixas: Bandz A Make Her Dance (ótima feat do Lil Wayne), Smokin' Rollin' (Pimp C mandando bem), Smoke A N***a (Wiz Khalifa amassando), Bounce It 
Vale a Pena Ouvir: So Much Money, Scholarship (A$AP Rocky foi bem), Stop It, Money A Do It

Rubba Band Business – Juicy J





















NOTA: 6/10


Quatro anos depois, Juicy J lançou mais um álbum novo, o Rubba Band Business. Após o Stay Trippy, ele procurou criar um trabalho mais próximo das ruas e da estética do Trap. A expectativa dos fãs era justamente ouvir uma mistura entre o Juicy J clássico da era Three 6 Mafia e o Juicy J moderno que havia conquistado uma nova geração ao lado de Wiz Khalifa. A produção foi diversificada, contando com Metro Boomin, Lex Luger, Mike Will Made It, entre outros, que entregam bases pesadas, carregadas de 808s, hi-hats acelerados e sintetizadores sombrios. Ao mesmo tempo, Juicy mantém sua identidade por meio de refrões simples, flows variados, ad-libs característicos e da atmosfera hedonista que o acompanha desde os anos 90. O problema é que tudo soa bastante repetitivo e carece de mais dinâmica. O repertório até começa bem, mas depois decai com canções fraquinhas. No geral, é um álbum irregular e que é bem tedioso. 

Melhores Faixas: Too Many (Wiz Khalifa e Denzel Curry mandaram bem), A Couple, No English (ótima feat do Travis Scott) 
Vale a Pena Ouvir: Flood Watch, Hot As Hell, Buckets

The Hustle Continues – Juicy J





















NOTA: 8/10


Indo para 2020, Juicy J lançou seu 5º álbum solo, intitulado The Hustle Continues. Após o Rubba Band Business, o rapper acabou saindo da Columbia Records e passou a lançar seus trabalhos de forma independente. O disco funciona como uma celebração de sua longevidade. Com quase três décadas de carreira, Juicy não tenta provar que é o artista mais inovador da cena; ele simplesmente demonstra por que continua relevante. A produção, feita em sua maioria por ele mesmo, retoma uma estética sombria e pesada. Os graves são profundos, as baterias são pesadas, os hi-hats acelerados, os sintetizadores obscuros e as linhas de baixo extremamente presentes. Existe uma preocupação evidente em equilibrar nostalgia e modernidade, algo que funciona muito bem graças aos flows de Juicy, que se adaptam perfeitamente a essa proposta mais voltada para o Trap. O repertório é muito bom, e as canções são bastante densas. Enfim, é um ótimo álbum e bastante ousado. 

Melhores Faixas: Po Up (A$AP Rocky amassando), In A Min 
Vale a Pena Ouvir: Gad Damn High (Wiz Khalifa marcando presença), 1995 (Logic mandando bem), Memphis To LA

Mental Trillness – Juicy J





















NOTA: 6/10


Então chegamos em 2023, quando foi lançado o que é praticamente o último álbum do You Me At Six, o Truth Decay. Após o Suckapunch, o disco surge como um movimento de reconexão com a essência emocional e energética que originalmente definiu o grupo, com eles revisitando elementos do passado junto da experiência acumulados ao longo de mais de uma década de carreira. Produzido novamente por Dan Austin, o álbum foi bem mais pesado e direto, com a banda voltando a fazer aquele equilíbrio entre Rock alternativo, Pop Punk e até um pouco de Emo-Pop. As guitarras possuem riffs rápidos, e agressivos, e os vocais de Josh Franceschi conseguem ser bem intensos e ter uma entrega emocional direta. Porém, tudo fica muito repetitivo e com falta de uma dinâmica maior, já que existe um vazio na instrumentação. O repertório é mediano, tendo canções boas e outras genéricas. No final de tudo, é um álbum de despedida bem decepcionante e irregular. 

Melhores Faixas: God Bless The 90s Kids, Deep Cuts, Smile To Make You Weak(er) At The Knees 
Piores Faixas: Mydopamine, Who Needs Revenge When I've Got Ellen Era, Breakdown


                                                                             Por hoje é só, então flw!!!    

Analisando Discografias - DJ Paul: Parte 2

                 

Person Of Interest – DJ Paul





















NOTA: 6/10


No ano de 2012, o DJ Paul lançou seu 3º álbum solo, intitulado Person Of Interest. Após o Scale-A-Ton (Skeleton), Paul buscava reafirmar sua relevância como artista solo em um cenário que agora era amplamente dominado pelo Trap, gênero que, ironicamente, carregava forte influência de seu próprio trabalho realizado em Memphis nas décadas anteriores. Com isso, ele decidiu seguir as tendências, criando um trabalho mais contemporâneo. A produção, feita por ele próprio, também contou com Shawty Trap, Dream Drumz, entre outros, que utilizaram graves extremamente pesados, hi-hats acelerados, sintetizadores sombrios e uma abordagem minimalista que favorece a criação de atmosferas ameaçadoras. O problema é que tudo soa bastante repetitivo ao longo do álbum, e o flow do DJ Paul também acaba se tornando cansativo. O repertório até começa bem, mas depois decai drasticamente. No geral, é um álbum mediano e bastante cansativo. 

Melhores Faixas: I’m Dat Raw, Chin Up, I Can't Take It, Leggo, Unstoppable 
Piores Faixas: If I Want 2, My Best (My Pimpin), Had Ta Eat, I'm Sprung, Get 'Em Done

Underground Vol.17 - For Da Summa – DJ Paul





















NOTA: 3/10


Cinco anos depois, o DJ Paul retornou com mais um álbum, o Underground Vol. 17: For Da Summa. Após o Person Of Interest, DJ Paul decidiu revisitar suas origens em Memphis, recuperando a estética que ajudou a construir durante os anos 90. O álbum funciona quase como uma cápsula do tempo. Grande parte de sua identidade está ligada às antigas gravações underground que circularam em fitas cassete durante os primeiros anos da carreira do Three 6 Mafia. A produção é bastante crua e orgânica; os beats apresentam texturas ásperas, graves pesados, loops simples e teclados sinistros que remetem diretamente às antigas produções caseiras de Memphis. A proposta era unir elementos atuais do Trap ao Memphis Rap, mas, novamente, tudo soa bastante repetitivo e acaba se tornando arrastado. O repertório é péssimo, e as canções são bastante genéricas, com poucas faixas interessantes. Enfim, é um álbum fraquíssimo que não funcionou. 

Melhores Faixas: Ain't Gonna Love It, Bitch Move (Lil Jon e Lord Infamous mandaram bem), Go Back 
Piores Faixas: Litty Up, No Sex, No Cryin', Spend Sum, Headshot Hair Do, My Shadow, Poe Up Wetty

Goat of All Goats – DJ Paul





















NOTA: 3,5/10


Então chegamos em 2026, onde o DJ Paul retornou com mais um álbum, o Goat of All Goats. Após o Underground Vol.17 - For Da Summa, depois de lançar alguns singles e participar de projetos paralelos ele retorna com esse trabalho em que o título é uma brincadeira com a expressão "Greatest of All Time", deixa clara a intenção do projeto: reafirmar a importância do DJ Paul na história do Hip-Hop/Rap. Produção foi aquela de sempre, com graves esmagadores, sintetizadores obscuros, linhas melódicas minimalistas e baterias pesadas. Porém, a mixagem é moderna, limpa e adaptada aos padrões atuais. O álbum alterna entre momentos de Memphis Rap e faixas mais contemporâneas orientadas para o Trap, porem tudo soa bem repetitivo e com ele sendo carregado pelas feats. O repertório é ruim, tendo poucas canções interessantes e com a maioria sendo bem chatinha. No fim, é um álbum péssimo e bem esquecível. 

Melhores Faixas: Find Out (Freddie Gibbs salvou), Fading, 12 At Night, Uhaulin (Remix)
Piores Faixas: From The Bottom Of The Bottom, Throw Some Money, Popped Out A Slingshot, I Beat The Odds, We Made It (Akon e Krayzie Bone mal demais), Munyun, She Gone Up, Stupid A B

    

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Analisando Discografias - DJ Paul: Parte 1

                  

Underground Vol. 16 (For Da Summa) – DJ Paul





















NOTA: 8,2/10


No ano de 2002, DJ Paul lançava seu verdadeiro 1º álbum solo, o Underground Vol. 16 (For Da Summa). Após When the Smoke Clears: Sixty 6, Sixty 1, embora a série Underground já existisse desde os anos 90 na forma de fitas independentes distribuídas localmente em Memphis, este projeto representou algo diferente: uma oportunidade para Paul assumir completamente o protagonismo, sem deixar de carregar a identidade sonora que ajudou a criar. A produção foi aquela tradicional que o marcou: linhas de baixo extremamente pesadas, caixas secas, hi-hats rápidos, teclados sombrios e samples manipulados para criar atmosferas ameaçadoras. Há também uma forte presença de melodias minimalistas, além de seus flows bem cadenciados, que combinam com a temática do Memphis Rap. O repertório é muito bom, e as canções são bastante pesadas e profundas. No fim, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Where Is Da Bud Part II, King Of Kings 
Vale a Pena Ouvir: Flaugin Azz Niggas/Bitches, Beatin These Hoes Down, Break Da Law, Back Da Fuck Back

Scale-A-Ton (Skeleton) – DJ Paul





















NOTA: 8,5/10


Em 2009, DJ Paul retornou com seu 2º álbum solo, intitulado Scale-A-Ton (Skeleton). Após o Underground Vol. 16 (For Da Summa) e com o fim do Three 6 Mafia, Paul preferiu permanecer fiel à estética sombria e agressiva que o tornou conhecido. Em um período em que o Rap sulista já estava absolutamente consolidado e o Trap começava sua ascensão comercial, diversos artistas mais jovens utilizavam fórmulas que tinham suas raízes na própria sonoridade desenvolvida em Memphis por Paul e seus parceiros. A produção é bem pesada e orgânica, com graves massivos, sintetizadores texturizados, além do uso de hi-hats rápidos, linhas de baixo profundas e atmosferas minimalistas que criam uma sensação constante de tensão, além da grande presença do Lord Infamous. O repertório é muito bom, e as canções conseguem ser bastante energéticas e tensas. Em suma, é um ótimo disco e um dos trabalhos mais crus de sua carreira. 

Melhores Faixas: Stay Wit Me, Pop A Pill, Internet Wh@%e, She Wanna Get High 
Vale a Pena Ouvir: Jus Like Dat???, Fuckboy, Doin All Da Doin, Jook, Wanta Be Like You, I'm Drunk
  

                                                                             É isso, um abraço e flw!!!                     

Review: CrazyNDaLazDayz do Tear Da Club Up Thugs Of Three 6 Mafia

                     

CrazyNDaLazDayz – Tear Da Club Up Thugs Of Three 6 Mafia





















NOTA: 9/10


No ano de 1999, foi lançado o projeto paralelo Tear Da Club Up Thugs com o álbum CrazyNDaLazDayz. Após o lançamento do Chapter 2: World Domination, o grupo surgiu como um projeto paralelo formado por membros do universo Three 6 Mafia, principalmente DJ Paul, Juicy J e Lord Infamous. O próprio nome do grupo já demonstrava sua proposta: levar ao extremo o lado mais agressivo, violento e destrutivo da estética do Three 6 Mafia. A produção foi feita, como sempre, por DJ Paul e Juicy J, que adotaram uma abordagem extremamente pesada. Os beats são construídos em torno de caixas secas, kicks profundos e linhas de baixo que dominam completamente o espaço sonoro. Além disso, há sintetizadores com timbres fantasmagóricos, ad-libs e ecos que ampliam a sensação de loucura coletiva presente naquela estética do Crunk. O repertório é incrível, e as canções são bastante divertidas e energéticas. No fim, é um baita disco e bastante essencial. 

Melhores Faixas: Slob On My Nob, Who The Crunkest, Undercover Freaks (Too $hort mandou bem), Throw Your Sets, Hypnotize Cash Money (chamaram a tropa da Cash Money Records), Get Buck, Get Wild, Push 'Em Off 
Vale a Pena Ouvir: Paper Chase, All Dirty Hoes, Triple 6 Clubhouse, Big Business, Smoked Out

  

Analisando Discografias - Koopsta Knicca

                  Da Devil's Playground: Underground Solo – Koopsta Knicca NOTA: 9,7/10 Em 1999, Koopsta Knicca lançava seu sensacional ...