Sunburn – Fuel
NOTA: 9/10
Em 1998, o Fuel lançava seu álbum de estreia, intitulado Sunburn, em um momento interessante. Formado em 1993, na capital da Pensilvânia, Harrisburg, por Brett Scallions (vocais e guitarra), Carl Bell (guitarra), Jeff Abercrombie (baixo) e, inicialmente, Jody Abbott (bateria), este último acabou saindo no período em que a banda havia atingido seu pico no underground e recém-assinado com a 550, subsidiária da Sony. A produção feita por Steve Haigler, que colocou um som acessível, mas que consegue ser bem pesado, deixando aquela estética característica do Post-Grunge. As guitarras são bem distorcidas, com riffs precisos; o baixo é bastante encorpado e a bateria tocada pelo Jonathan Mover é muito impactante. Já os vocais do Brett Scallions têm aquela vibe do Eddie Vedder, só que mais rouca, transmitindo vulnerabilidade. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e energéticas. No fim, é um belo disco de estreia e o melhor da banda.
Melhores Faixas: Shimmer, Sunburn, Hideaway, Bittersweet, Song For You, New Thing
Vale a Pena Ouvir: Mary Pretends, Jesus Or A Gun
Something Like Human – Fuel
NOTA: 8,5/10
Melhores Faixas: Hemorrhage (In My Hands), Last Time, Down, Empty Spaces
Vale a Pena Ouvir: Bad Day, Solace, Innocent
Natural Selection – Fuel
NOTA: 8,7/10
No ano de 2003, o Fuel lançava seu 3º álbum de estúdio, o vibrante Natural Selection. Após o Something Like Human, a banda decidiu absorver algumas das tendências daquele período, principalmente no peso das guitarras e em determinadas escolhas de afinação, mas sem abandonar sua característica fundamental. Fora que esse álbum demorou para ser lançado devido a alguns conflitos internos, e o vocalista Brett Scallions teve que passar por uma cirurgia que prejudicou sua voz. A produção, conduzida por Michael Beinhorn junto com Carl Bell, buscou um som mais pesado, mas que mantém aquela clareza. As guitarras são mais agressivas e possuem riffs cortantes, enquanto a cozinha rítmica é bastante precisa e tem seu devido peso. Os vocais do Brett são bem expressivos e até mais agressivos. Com isso, temos uma junção do Post-Grunge, Hard Rock e Metal alternativo. O repertório é ótimo, e as canções são bem energéticas. Enfim, é um disco bacana e muito ousado.
Melhores Faixas: Falls On Me, Quarter, Most Of All, Won’t Back Down, Million Miles
Vale a Pena Ouvir: Die Like This, Running Away, Getting Thru?
Angels & Devils – Fuel
NOTA: 3/10
Quatro anos se passaram, e o Fuel lançava mais um álbum novo, o Angels & Devils. Após o Natural Selection, Brett Scallions acabou saindo da banda, já que estava bastante desgastado e alegando que estava com burnout. Em seu lugar, entrou Toryn Green, além da saída do baterista Kevin Miller, que foi substituído por Tommy Stewart (ex-baterista do Godsmack), mas que acabou não participando do projeto. A produção, feita por Scott Humphrey e Carl Bell, seguiu um som limpo e bastante acessível, fazendo aquele equilíbrio entre o Post-Grunge e o Hard Rock. As guitarras ficaram mais encorpadas e com menos riffs pesados, o baixo ficou mais encorpado, e a bateria, alternada entre Josh Freese e Tommy Lee, busca um certo impacto. Já os vocais de Toryn são uma espécie de Layne Staley, só que mais melódicos, mas tudo soa muito previsível. O repertório é ruim, tendo canções genéricas e poucas interessantes. No fim, é um álbum péssimo e que foi um fiasco.
Melhores Faixas: Not This Time, Gone, Again
Piores Faixas: Leave The Memories Alone, Forever, Angels Take A Soul, Hangin Round
Puppet Strings – Fuel
NOTA: 4/10
Em 2014, o Fuel voltou lançando um novo disco, o Puppet Strings, de forma totalmente repaginada. Após o Angels & Devils, a banda acabou saindo da Epic Records e assinou com o selo independente Megaforce. Além disso, o vocalista Brett Scallions acabou retornando, só que o baterista Tommy Stewart, o baixista Jeff Abercrombie e, principalmente, o guitarrista Carl Bell acabaram saindo. Com isso, a banda foi reformada com Andy Andersson na guitarra, Brady Stewart no baixo (ex-Shinedown) e Ken Schalk na bateria. A produção, feita pelo vocalista junto com Eddie Wohl, deixou aquele som limpo, só que colocando um maior peso. As guitarras ficaram mais pesadas, mas com espaço para melodias; o baixo ficou mais expressivo, e a bateria tem bastante impacto. O problema é que eles fizeram um trabalho bem monótono, com um Hard Rock sem graça. O repertório é ruim, apesar de ter algumas canções boas, o restante é genérico. No geral, é um álbum fraco e muito repetitivo.
Melhores Faixas: Cold Summer, Wander, Time For Me To Stop, Soul To Preach To Piores Faixas: Hey, Mama, What We Can Never Have, Headache, Puppet Strings, I Can See The Sun
ÅNOMÅLY – Fuel
NOTA: 2,5/10
Então chegamos em 2021, quando o Fuel lançou seu mais recente álbum, o ÅNOMÅLY. Após o Puppet Strings, a banda fez suas turnês até o período em que foi impedida de continuar por causa da pandemia, até que aconteceu uma grande reformulação, já que Brett Scallions acabou saindo de forma definitiva, enquanto Carl Bell e Kevin Miller retornaram à banda e recrutaram Tommy Nat para o baixo e John Corsale para ser seu novo vocalista e guitarrista. Com eles, a banda preparou um projeto que fosse bem mais direto e equilibrado. A produção, feita inteiramente pelo próprio Carl Bell, deixou um som mais pesado, que junta Hard Rock com Post-Grunge. Mas tudo aqui é muito malfeito: as guitarras são muito simplistas, o baixo é muito discreto, a bateria carrega demais as estruturas e John praticamente imita Brett Scallions. O repertório é terrível, tendo canções medíocres e poucas que se salvam. No final de tudo, é um álbum horrível, que parece que foi feito às pressas.
Melhores Faixas: The Only Ones, 4 Walls Piores Faixas: Hard, Alive, Heaven's Waiting 4 U, Give, Landslide
Por hoje é só, então flw!!!




















