sábado, 12 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Night Ranger

                  

Dawn Patrol – Night Ranger





















NOTA: 9,8/10


Em 1982, o Night Ranger lançava seu álbum de estreia, o fantástico Dawn Patrol. Formado naquele mesmo ano na cidade de São Francisco na California por Jack Blades no baixo e vocais, Kelly Keagy na bateria, Brad Gillis e Jeff Watson nas guitarras e Alan Fitzgerald nos teclados. E eles eram mais uma banda a ocupar esse espaço entre o peso do Hard Rock e a acessibilidade do AOR, ganhando a chance de lançar um álbum pela gravadora Broadwalk. Produção feita por Pat Glasser, traz um equilibrio entre peso e acessibilidade fazendo um trabalho completamente de AOR. As guitarras alternam entre riffs, bases, harmonizações e solos. O baixo serve como complemento, enquanto a bateria do Kelly Keagy dá bastante impacto às partes mais pesadas. Os teclados colocam um toque especial e os vocais do Jack são bastante articulados. O repertório é maravilhoso, e as canções são bastante energeticas e melódicas. No fim, é um baita disco de estreia e muito consistente. 

Melhores Faixas: Don't Tell Me You Love Me, Sing Me Away, Night Ranger, Call My Name, Eddie's Comin' Out Tonight 
Vale a Pena Ouvir: At Night She Sleeps, Can't Find Me A Thrill, Play Rough

Midnight Madness – Night Ranger





















NOTA: 9,4/10


No ano seguinte, o Night Ranger lançava seu 2º álbum de estúdio, o Midnight Madness. Após o Dawn Patrol, a banda tinha assinado com a MCA Records e estava com uma ambição maior. O álbum procura ampliar o alcance comercial da banda, mas sem abandonar completamente o peso apresentado na estreia. A diferença é que agora as composições estão mais refinadas e existe uma preocupação ainda maior em transformá-los em uma banda que competisse com Journey e Boston. A produção, feita mais uma vez por Pat Glasser, foi bastante limpa e radiofônica, com eles fazendo melhor o equilíbrio entre AOR e Hard Rock. Com as guitarras de Brad Gillis e Jeff Watson criando diferenças entre as bases, harmonias e solos. A cozinha rítmica é bastante sólida e os teclados preenchem espaços, além, é claro, dos vocais absolutamente articulados de Jack Blades. O repertório é incrível, e as canções são bastante vibrantes e melódicas. No geral, é um baita disco e que foi a virada de chave. 

Melhores Faixas: Sister Christian, (You Can Still) Rock In America, When You Close Your Eyes, Touch Madness 
Vale a Pena Ouvir: Rumours In The Air, Why Does Love Have To Change, Let Him Run

7 Wishes – Night Ranger





















NOTA: 8,7/10


Mais um ano se passou, e eles retornam com seu 3º álbum, o 7 Wishes, que foi um pouco mais pesado. Após o sucesso de Midnight Madness, o Night Ranger já havia deixado de ser apenas uma promessa do Hard Rock melódico e tinha encontrado um espaço importante dentro do Rock de arena dos anos 80. Com a banda fazendo um projeto que não tenta abandonar o Hard Rock, mas passa a trabalhar ainda mais com melodias acessíveis, refrões grandes e arranjos cuidadosamente construídos. A produção seguiu um caminho, como sempre, bastante acessível e refinado. As guitarras de Brad Gillis e Jeff Watson exploram bastante as possibilidades de harmonização, solos e diferentes texturas. A cozinha rítmica ficou mais definida e sustentando os ritmos, os vocais do Jack continuam muito expressivos, e os teclados de Alan Fitzgerald aparecem de forma constante. O repertório é muito bom, e as canções ficaram mais melódicas. No final, é um ótimo álbum e mais recheado. 

Melhores Faixas: Seven Wishes, Sentimental Street, Goodbye, Four In The Morning 
Vale a Pena Ouvir: Night Machine, Faces, This Boy Needs To Rock

Big Life – Night Ranger





















NOTA: 8/10


Se passaram dois anos, e o Night Ranger lançava mais um álbum novo, o Big Life. Após o 7 Wishes, a fórmula que eles construíram começou a correr o risco de ficar previsível. Esse álbum tenta continuar o caminho dos trabalhos anteriores, mas também procura atualizar o som para o final dos anos 80. O resultado é um álbum que mantém vários elementos tradicionais da banda, porém com uma abordagem mais voltada para as tendências daquele período. A produção, feita por Kevin Elson junto com a banda, seguiu uma abordagem polida e muito alinhada ao que o AOR e o Hard Rock estavam fazendo, chegando até a dialogar com o Glam Metal. As guitarras ficaram bem mais cheias de solos, a cozinha rítmica continua servindo como sustento dos riffs, e os teclados aparecem em determinados momentos. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e até mais variadas. Enfim, é um disco legal e que é bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Love Is Standing Near, Hearts Away, Better Let It Go 
Vale a Pena Ouvir: Big Life, The Secret Of My Success, Carry On

Man In Motion – Night Ranger





















NOTA: 9/10


Chega o ano de 1988, quando o Night Ranger lançava seu 5º álbum de estúdio, o injustiçadíssimo Man in Motion. Após o Big Life, a banda acabou tendo mudanças com a saída do tecladista Alan Fitzgerald, que foi substituído por Jesse Bradman. Além disso, a banda queria tentar fazer um trabalho que juntasse tudo o que eles haviam construído, buscando uma abordagem mais moderna para aquele momento. A produção, feita por Keith Olsen junto com Brian Foraker, colocou um som extremamente limpo e grandioso. As guitarras apresentam bons riffs, solos e harmonizações em momentos precisos, os teclados ajudam a preencher os espaços e deixam o som mais encorpado. A bateria possui um som limpo e poderoso, enquanto o baixo mantém a base sem chamar excessivamente a atenção, fora que os vocais de Jack Blades ficaram mais alternados. O repertório é incrível, e as canções são bem enérgicas. No fim, é um baita disco e carregado de ousadia. 

Melhores Faixas: Don't Start Thinking (I'm Alone Tonight), Man In Motion, Right On You, I Did It For Love, Restless Kind, Here She Comes Again 
Vale a Pena Ouvir: Kiss Me Where It Hurts, Reason To Be, Halfway To The Sun

Feeding Off The Mojo – Night Ranger





















NOTA: 5/10


Foi apenas em 1995 que o Night Ranger lançava novamente um álbum novo, o Feeding Off the Mojo. Após o Man in Motion, a banda acabou entrando em um completo desgaste e acabou se separando. Nesse meio tempo, o Grunge e o Rock Alternativo tinham dominado o mainstream, e aquele Hard Rock e AOR oitentista acabou se tornando obsoleto. Mas eles acabaram retornando em um power trio, com Gary Moon nos vocais e baixo, e ainda tendo Kelly Keagy na bateria e Brad Gillis como único guitarrista. A produção, feita por David Prater, seguiu aquela abordagem característica deles, mas com toques modernos. As guitarras possuem muito mais solos e riffs cortantes, dialogando com o Hard Rock tradicional, e a seção rítmica, como sempre, serve mais para dar dinâmica, mas o problema é que tudo soa muito sem alma, e Gary Moon, em vários momentos, parece não se encaixar. O repertório é irregular, tem canções legais e outras genéricas. Enfim, é um álbum mediano e esquecível. 

Melhores Faixas: Last Chance, The Night Has A Way, So Far Gone 
Piores Faixas: Longest Days, Do You Feel Like I Do / Tomorrow Never Knows (desonraram Peter Frampton e os Beatles), Precious Time

Neverland – Night Ranger





















NOTA: 6/10


Dois anos se passaram para o Night Ranger lançar seu 7º álbum de estúdio, o Nevermore. Após o Feeding Off the Mojo, a banda acabou sendo novamente reunida com a formação clássica e lançando seus trabalhos pela Legacy Recordings. Com esse trabalho, eles decidiram fazer algo que conciliasse sua identidade de Hard Rock melódico com um cenário musical menos favorável ao estilo. A produção, feita agora por Ron Nevison, deixou uma abordagem orgânica e, ao mesmo tempo, pesada. As guitarras possuem bastante espaço, e o som não depende tanto de teclados exuberantes ou de camadas excessivas para parecer grandioso. A bateria e o baixo dão aquela sustentação para as guitarras e mantêm o disco conectado ao Hard Rock, mas é aquilo: tudo soa muito previsível e faltando variação. O repertório começa bem, mas depois decai drasticamente com canções fracas. No geral, é um álbum mediano e ao qual faltou mais força. 

Melhores Faixas: Forever All Over Again, Anything For You, Someday I Will 
Piores Faixas: As Always I Remain, Neverland, Sunday Morning

Seven – Night Ranger





















NOTA: 8,2/10


Mais um ano se passou, e o Night Ranger lançava mais um trabalho novo, o Seven. Após o Neverland, eles decidiram tentar equilibrar passado e presente. A banda já possuía uma identidade muito consolidada: duas guitarras, vocais melódicos, refrões fortes, influência de AOR e uma base do Hard Rock. A questão era descobrir como utilizar esses elementos sem transformar o álbum em uma mera coleção de músicas nostálgicas. A produção, feita por Noel Golden junto com Ron Nevison, seguiu aquela abordagem orgânica e que mantém o peso. As guitarras têm bastante riffs pesados, solos e harmonizações, mas sem transformar cada música em uma demonstração técnica. O baixo e a bateria possuem bastante variação, e os teclados são colocados no momento certo, enquanto os vocais do Jack Blades são bastante enérgicos e até mais agressivos. O repertório é ótimo, e as canções são todas bastante pesadas. No final, é um disco bacana e que envelheceu bem. 

Melhores Faixas: Panic In Jane, Soul Survivor, Don't Ask Me Why 
Vale a Pena Ouvir: Mother Mayhem, Revelation, Peace Sign

Hole In The Sun – Night Ranger





















NOTA: 4/10


Se passaram quase dez anos, e a banda retorna com um novo álbum, o Hole in the Sun. Após o Seven, o Night Ranger acabou passando por uma pequena mudança na formação, com a entrada do Michael Lardie no lugar do Alan Fitzgerald. Com esse trabalho novo, a banda procurava apresentar uma versão mais pesada e moderna, mantendo a essência melódica, mas deixando as guitarras assumirem novamente bastante espaço. A produção, feita pela própria banda e lançada pelo selo da Frontiers, deixou um som muito mais pesado e com uma maior dinamica. As guitarras continuam sendo um dos grandes diferenciais. Os riffs possuem mais força, e os solos aparecem de maneira bastante natural. Só que o problema é que muitos dos arranjos parecem reciclados, além de, às vezes, Jack Blades tentar fazer vocal de Rap, e não funciona. O repertório é fraquíssimo, tendo canções muito chatas e poucas que são legais. No final de tudo, é um álbum ruim e que foi um tropeço. 

Melhores Faixas: Whatever Happened, Revelation 4 Am, Wrap it Up, Hole Is The Sun 
Piores Faixas: Drama Queen, Tell Your Vision, Rockstar, Being, White Knuckle Ride

Somewhere In California – Night Ranger





















NOTA: 8,5/10


Indo para 2011, o Night Ranger lançava mais um álbum novo, o Somewhere in California. Após o Hole in the Sun, a banda acabou tendo mudanças na formação, com as entradas do guitarrista Joel Hoekstra e do tecladista Eric Levy, após as saídas de Jeff Watson e Michael Lardie. E aqui eles decidiram recuperar algumas das características que fizeram seus primeiros discos funcionarem tão bem: refrões fortes, guitarras em destaque, melodias acessíveis e aquela mistura entre Hard Rock e AOR. A produção, feita mais uma vez pela própria banda, deixou um som limpo e robusto. As guitarras possuem uma boa variedade de riffs, solos e harmonizações, mantendo aquela característica instrumental que os caracterizou. Enquanto os vocais de Jack Blades, como sempre, estão bem articulados e variados. O repertório é muito bom, e as canções são muito mais intimistas e vibrantes. No geral, é um disco bacana e em que acertaram em cheio. 

Melhores Faixas: Time Of Our Lives, No Time To Lose, End Of The Day 
Vale a Pena Ouvir: Growin' Up In California, Follow Your Heart, Rock N' Roll Tonite

High Road – Night Ranger





















NOTA: 8/10


No ano de 2014, o Night Ranger lançava seu 11º álbum, o ainda mais variado High Road. Após o Somewhere in California, a banda já havia recuperado uma estabilidade maior em sua carreira e vinha trabalhando com uma formação capaz de reunir músicos da fase clássica com integrantes incorporados posteriormente. A proposta aqui é bastante clara: continuar explorando o Hard Rock melódico característico, só que com um caráter mais moderno. A produção foi para um caminho que equilibra peso com uma abordagem limpa. Eles não abandonam aquela característica de trabalhar com duas guitarras, harmonizações e solos. O baixo e a bateria também possuem uma presença mais encorpada do que em algumas produções mais pasteurizadas associadas ao AOR. A bateria tem impacto, e o baixo ajuda a sustentar as músicas sem ficar escondido. O repertório é ótimo, e as canções são bem melódicas e vibrantes. Enfim, é um disco básico, mas muito bom. 

Melhores Faixas: High Road, Only For You 
Vale a Pena Ouvir: I'm Coming Home, Knock Knock Never Stop, Brothers

Don't Let Up – Night Ranger





















NOTA: 8/10


Se passaram três anos para que a banda voltasse com um novo projeto, o Don’t Let Up. Após o High Road, o Night Ranger passou por uma pequena mudança com a saída do guitarrista Joel Hoekstra, que entrou para a fase final do Whitesnake, e Keri Kelli entrou em seu lugar. Para esse álbum, decidiram fazer um trabalho que juntasse tudo o que eles construíram nos últimos anos, como uma abordagem bem mais raiz do Hard Rock. A produção seguiu aquela abordagem moderna, deixando o som limpo, encorpado e bastante definido, principalmente nas guitarras. Com elas trabalhando riffs, harmonizações e solos com bastante liberdade, Keri e Brad transmitem muita segurança. Já o baixo continua bastante variado, assim como os vocais do Jack, a bateria é bastante impactante, e o uso de teclados ficou bem mais discreto. O repertório é ótimo, e as canções são bem mais enérgicas e agressivas. Enfim, é um disco bacana e que trouxe uma proposta interessante. 

Melhores Faixas: Truth, Comfort Me 
Vale a Pena Ouvir: (Won’t Be Your) Fool Again, Nothing Left Of Yesterday, Somehow Someway

ATBPO – Night Ranger





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2021, quando o Night Ranger lançou seu mais recente álbum, o ATBPO. Após o Don’t Let Up, a banda já não precisava provar mais nada, já que conseguiu ser uma das bandas de maior longevidade dos anos 80. E o título desse trabalho, And the Band Played On, resume muito bem essa ideia de continuidade: a banda passou por mudanças na indústria, mudanças de formação e várias décadas de carreira, mas continua tocando. A produção continuou seguindo aquela abordagem limpa e pesada, com eles juntando tanto Hard Rock quanto AOR. As guitarras têm riffs precisos e momentos de harmonização, enquanto a bateria ficou muito mais impactante, dando aquela sensação de uma banda tocando na garagem. Mas, no geral, esse trabalho é muito cheio de clichês e fórmulas que eles já tinham feito nos últimos álbuns. O repertório é irregular, tendo canções interessantes e outras esquecíveis. Em suma, é um álbum mediano e que é muito monótono. 

Melhores Faixas: Hard To Make It Easy, Breakout, Cold As December 
Piores Faixas: Bring It All Home To Me, The Hardest Road, Can't Afford A Hero

                                                                                    Então é isso e flw!!!               

Analisando Discografias - Mr. Mister

                  

I Wear The Face – Mr. Mister





















NOTA: 8,4/10


Em 1984, o Mr. Mister lançava seu álbum de estreia, intitulado I Wear the Face, que trazia uma abordagem interessante. Formado dois anos antes na cidade de Phoenix, no Arizona, por Richard Page nos vocais e baixo, Steve George nos teclados, sintetizadores e saxofone, Steve Farris na guitarra e Pat Mastelotto na bateria, a banda lançava esse trabalho pela RCA Victor, dando um primeiro passo de uma banda que ainda estava tentando descobrir exatamente até onde poderia levar sua mistura de Pop Rock e AOR com elementos da New Wave. A produção, feita por Peter McIan, deixou uma sonoridade limpa e organizada. O uso de sintetizadores tem bastante evidência e consegue combinar com a guitarra de Steve Farris, que possui riffs discretos e muito uso de camadas, enquanto a cozinha rítmica é bastante precisa, além dos vocais de Page, que são bem articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. No fim, é um ótimo disco e que foi mais um teste. 

Melhores Faixas: Hunters Of The Night, Talk The Talk, Code Of Love, I Get Lost Sometimes 
Vale a Pena Ouvir: Partners In Crime, Life Goes On, I'll Let You Drive

Welcome To The Real World – Mr. Mister





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, o Mr. Mister lançava seu 2º álbum de estúdio, o Welcome to the Real World. Após o I Wear the Face, passa a trabalhar de maneira mais ambiciosa nas composições, contando novamente com John Lang como parceiro importante. Existe uma preocupação maior em criar músicas com grandes melodias, refrões fortes e arranjos que pudessem funcionar no rádio sem transformá-los em uma banda completamente genérica. A produção, feita junto com Paul DeVilliers, deixou uma sonoridade polida e extremamente radiofônica, com eles abraçando de vez o Pop Rock e AOR. Com isso, os sintetizadores ficaram bem mais amplos, criando atmosferas. As guitarras ficaram mais processadas, o baixo sustenta com linhas melódicas, a bateria de Mastelotto varia entre a tradicional e a eletrônica, e os vocais do Page são bastante expressivos. O repertório é incrível, e as canções são bem cadenciadas. No fim, é um baita disco e que foi o ápice deles. 

Melhores Faixas: Broken Wings, Is It Love, Kyrie, Uniform Of Youth, Black / White 
Vale a Pena Ouvir: Welcome To The Real World, Into My Own Hands, Tangent Tears

Go On... – Mr. Mister





















NOTA: 3/10


Dois anos depois, o Mr. Mister lança seu 3º e último álbum, o Go On..., e aqui as coisas deram errado. Após o Welcome to the Real World, eles decidiram fazer um trabalho que opta por uma abordagem mais madura e menos imediatamente comercial, optando menos pelo impacto imediato e fazendo um projeto com arranjos mais detalhados e experimentando novos formatos de som. A produção, feita junto com Kevin Killen, seguiu uma abordagem polida e acessível, com eles juntando aqui Pop Rock e AOR com elementos do Pop Progressivo, Adult Contemporary e até um pouco do Yacht Rock. Com os sintetizadores ainda marcando presença, a cozinha rítmica ficou mais sustentável e as guitarras ficaram mais constantes, porém tudo aqui soa como um trabalho solo sem forma de Richard Page e com pouquíssima inovação. O repertório é muito ruim, tendo canções medíocres e poucas interessantes. Mas, enfim, é um álbum fraquíssimo e, após isso, a banda acabou. 

Melhores Faixas: Something Real (Inside Me / Inside You), Watching The World, The Border
Piores Faixas: Healing Waters, Man Of A Thousand Dances, Dust, Control

 

Analisando Discografias - David Coverdale

                  

Whitesnake – David Coverdale





















NOTA: 8/10


Voltando para o ano de 1977, David Coverdale lançava seu 1º trabalho solo, o Whitesnake. Após o “fim” do Deep Purple, o vocalista queria fazer um trabalho que explorasse com mais liberdade suas influências de Blues, Soul, R&B e Gospel, estilos que já faziam parte de sua identidade vocal. Isso também ajuda a entender por que o disco é bem menos pesado e muito mais descontraído do que aquilo que o público poderia esperar do vocalista de uma das bandas mais comentadas daquela década. A produção, feita por Roger Glover, traz uma sonoridade limpa e mais aberta. Com as guitarras de Micky Moody, o disco trabalha muito mais com um estilo bluesístico, slide, riffs simples e texturas. Além disso, há uma bateria precisa do Simon Phillips e o baixo do Glover, que é bem orgânico, além de uma presença considerável de teclados, deixando os vocais do Coverdale mais intimistas. O repertório é muito legal, e as canções são bastante melódicas. No fim, é um ótimo disco e trouxe algo promissor. 

Melhores Faixas: Goldie's Place, Peace Lovin' Man 
Vale a Pena Ouvir: Blindman, Hole In The Sky, Time On My Side

Northwinds – David Coverdale





















NOTA: 8,3/10


No ano seguinte, David Coverdale lançava seu 2º álbum solo, o ainda mais melódico Northwinds. Após o Whitesnake, Coverdale continuava trabalhando com o guitarrista Micky Moody, cuja linguagem bluesística combinava muito bem com sua voz, e a parceria entre os dois começava a formar a base do que posteriormente seria o Whitesnake. Embora ainda seja oficialmente um álbum solo, ele já funciona praticamente como uma ponte entre o fim do Deep Purple e o nascimento da nova banda. A produção, feita mais uma vez por Roger Glover, deixou um som bastante expressivo e refinado, com as guitarras tendo uma abordagem muito mais baseada em sentimento, riffs e timbres bluesísticos do que em virtuosismo. Isso combina perfeitamente com Coverdale, porque permite que a voz seja o verdadeiro centro das músicas, além da presença de teclados, que deixa tudo mais elegante. O repertório é ótimo, e as canções são bem variadas. No fim, é um disco bacana e que foi uma virada de chave. 

Melhores Faixas: Queen Of Hearts, Breakdown, Give Me Kindness 
Vale a Pena Ouvir: Keep On Giving Me Love, Only My Soul

Coverdale • Page – Coverdale • Page





















NOTA: 9/10


Em 1992, David Coverdale e Jimmy Page lançavam um álbum colaborativo que pouca gente deu a devida atenção. Após o lançamento do Slip of the Tongue com o Whitesnake, Coverdale acabou se aproximando de Page, que, nesse meio tempo, trabalhou em alguns projetos de forma esporádica. A expectativa naturalmente era enorme: juntar o vocalista do Whitesnake com o guitarrista do Led Zeppelin praticamente convidava todo mundo a esperar uma espécie de encontro entre duas grandes escolas do Rock britânico. A produção, feita pelos dois junto com Mike Fraser, deixou um som pesado e grandioso que junta o melhor do Hard Rock e Blues Rock com toques modernos. As guitarras variadas de Page possuem muito destaque, com riffs, texturas e camadas. A cozinha rítmica é bastante robusta e sustenta os ritmos, enquanto os vocais de David Coverdale variam entre momentos enérgicos e melódicos. O repertório é sensacional, e as canções são todas bem divertidas. Enfim, é um baita disco que merece ser redescoberto. 

Melhores Faixas: Shake My Tree, Feeling Hot, Easy Does It, Absolution Blues, Waiting For You 
Vale a Pena Ouvir: Take Me For A Little While, Whisper A Prayer For The Dying, Over Now

 

Analisando Discografias - Night Ranger

                   Dawn Patrol – Night Ranger NOTA: 9,8/10 Em 1982, o Night Ranger lançava seu álbum de estreia, o fantástico Dawn Patrol. F...