Nova Moda – Caio Luccas
NOTA: 8,5/10
Em 2022, o Caio Luccas lançava seu álbum de estreia, Novo Moda, apresentando uma estética interessante. O rapper carioca, vindo de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, começou sua trajetória por volta de 2019, quando lançou seus primeiros singles e passou a se destacar como um dos artistas mais promissores do underground do Trap RJ. Com isso, despertou o interesse do Filipe Ret, que o contratou para a NADAMAL. Neste trabalho, Caio buscou expressar temas ligados à ascensão social e à autoestima do jovem negro periférico. A produção foi diversificada, contando com nomes como Dallas, Nagalli, Honaiser, entre outros, que construíram beats baseados em graves pesados, hi-hats acelerados, sintetizadores atmosféricos, que dialogam com o Trap e com traços do R&B alternativo. Os flows do Caio são bem cadenciados e variados. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas. Enfim, é um ótimo álbum de estreia e bastante divertido.
Melhores Faixas: Dinheiro & Putaria (Cabelinho amassando), Melhor Gestão, Minha Vida, Até o Final, Booty Up 2, Fumaça no Studio
Vale a Pena Ouvir: Mano de Gang (TZ mandou bem), Preto Chique, Documentário
Virus Love – Caio Luccas
NOTA: 5/10
No ano seguinte, Caio Luccas lançou seu 2º álbum, o Virus Love, que tá na cara qual é a proposta. Após o Novo Moda, este novo trabalho foi inspirado pela fase pessoal que o rapper vivia naquele período, refletindo um momento de estabilidade emocional e um relacionamento sério que influenciou diretamente a construção das músicas. Tanto que o álbum foi lançado justamente no Dia dos Namorados. A produção contou com Dallas, Ayo Th, meLLo, entre outros, que construíram beats suaves com sintetizadores atmosféricos, hi-hats precisos, baterias menos pesadas e melodias que se aproximam do Trap Soul e do R&B. Aqui, Caio segue por um caminho muito mais vulnerável e cadenciado em seus flows. Porém, tudo acaba soando repetitivo e carece de maior dinâmica. O repertório é irregular, contendo alguns love songs interessantes e outras bastante genéricas. No geral, é um álbum mediano que soa como mais do mesmo.
Melhores Faixas: Coisa Que Eu Sei, Folhas no Outono, Logo Eu (Cabelinho mandou bem de novo)
Piores Faixas: Vírus Love Novela, Tudo Que Eu Faço (Oruam também é dificil né)
Apocalipse – Caio Luccas
NOTA: 3/10
Outro ano se passou, e Caio Luccas lançou mais um álbum, intitulado Apocalipse. Após o Virus Love, ele decidiu criar um trabalho mais introspectivo, focado em conflitos internos, fé, paranoia, ambição e sobrevivência. Enquanto os trabalhos anteriores mostravam os resultados da ascensão social, este projeto mostra que Caio continua convivendo com traumas, medos e pressões. A produção contou com os mesmos nomes, mas também trouxe produtores como Bvga Beatz e Viper. Aqui, eles seguiram um caminho mais variado, com beats amplos, hi-hats leves, sintetizadores melancólicos, pianos atmosféricos, linhas de baixo pesadas e baterias que frequentemente priorizam a tensão em vez da explosão, além de elementos do Trapfunk, R&B e Cloud Rap. Só que, novamente, o problema é que os flows são repetitivos e tudo soa bastante previsível. O repertório é péssimo, e as canções são muito genéricas, com poucas exceções. No fim, é um álbum horrível e bastante esquecível.
Melhores Faixas: WAR, NÃO VAI ME AMAR (Veigh mandando bem), AMÉM (ótima feat do LEALL), BALENCIAGA
Piores Faixas: PARANÓIAS (Ret decepcionando), APOCALIPSE, REBELDE (aqui Cabelinho não salvou, passou longe!), LOBO, NOITE CAI, NEUROSES, COLHEITA (Ryan SP e Chefin, PAI AMADO!)
Até O Infinito – Chefin & Caio Luccas
NOTA: 1/10
Ano passado, Chefin lançou um EP colaborativo com Caio Luccas, o Até O Infinito (capa totalmente desnecessária). Após o fraquíssimo Apocalipse, Caio acabou recebendo uma recepção morna para seu último trabalho e decidiu realizar este projeto ao lado do Chefin, composto majoritariamente por love songs, aproveitando o momento em que o rapper ainda estava no topo das paradas. A produção, feita por LB Único e Rocco, é bastante polida e enxuta, com beats melódicos que privilegiam sintetizadores suaves, linhas melódicas envolventes, baterias discretas e uma estética próxima do Trap Soul. Mas o problema é que tudo soa completamente superficial, com toda a temática sendo extremamente genérica. O repertório é curtíssimo, e as canções são todas descartáveis e bastante medíocres. Em suma, é um EP terrível de dois rappers em completa decadência.
Melhores Faixas: (.................................)
Piores Faixas: Nós Dois, O Tempo Para, Madrugada