Madman Across The Water – Elton John
NOTA: 9,7/10
E aí, perto do fim daquele ano, foi lançado seu 4º álbum de estúdio, intitulado Madman Across the Water. Após a trilha sonora de Friends, a parceria de Elton John com o letrista Bernie Taupin estava se aprofundando ainda mais. As letras de Taupin tornavam-se progressivamente mais complexas, explorando personagens imaginários e imagens poéticas que frequentemente misturavam realismo e fantasia. Elton, por sua vez, continuava desenvolvendo sua habilidade de transformar essas letras em composições ricas. A produção foi feita novamente por Gus Dudgeon, que equilibrou a intensidade emocional das composições do cantor com arranjos ricos e cinematográficos, conduzidos mais uma vez por Paul Buckmaster, misturando Piano Rock, elementos de Rock progressivo e arranjos orquestrais densos. Aqui, a seção rítmica foi importante para que o piano se sustentasse. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas. No fim, é um baita disco, cheio de ousadia.
Melhores Faixas: Tiny Dancer, Levon, Rotten Peaches, All The Nasties, Madman Across The Water
Vale a Pena Ouvir: Indian Sunset, Razor Face
Honky Château – Elton John
NOTA: 9,8/10
No ano seguinte, foi lançado o 5º álbum do Elton John, o ainda mais ousado Honky Château. Após o Madman Across the Water, o cantor havia se firmado como uma estrela internacional, além de consolidar sua banda de apoio com o guitarrista Davey Johnstone, o baixista Dee Murray e o baterista Nigel Olsson. Ainda assim, ele buscava um álbum que unisse plenamente seu talento melódico com uma abordagem mais direta e espontânea do Rock. Então, Elton e sua equipe viajaram para a França e instalaram-se no Château d'Hérouville, um castelo transformado em estúdio de gravação. A produção foi a mesma, mas agora o piano de Elton continua sendo o elemento central, integrando-se de maneira mais dinâmica com guitarras, baixo e bateria. Isso deixou a atmosfera bem mais livre e experimental, já que o estúdio improvisado foi essencial nesse processo. O repertório é belíssimo, e as canções são suaves e variadas. Enfim, é outro disco fantástico, considerado um clássico.
Melhores Faixas: Rocket Man (I Think It's Going To Be A Long, Long Time), Honky Cat, Mona Lisas And Mad Hatters, Mellow, Hercules, I Think I'm Going To Kill Myself
Vale a Pena Ouvir: Salvation, Susie (Dramas)
Don't Shoot Me I'm Only The Piano Player – Elton John
NOTA: 9/10
No início de 1973, Elton John lançou outro disco, o Don't Shoot Me I'm Only the Piano Player. Após o Honky Château, Elton e Taupin chegaram a considerar a criação de um álbum conceitual inspirado no cinema mudo. O projeto teria explorado personagens e histórias no estilo das comédias clássicas do início do século XX. No entanto, essa ideia acabou sendo abandonada durante o processo criativo, e o resultado final tornou-se uma coleção mais livre de canções. A produção seguiu aquela mesma abordagem, sendo gravado novamente no Château d'Hérouville, misturando Pop Rock, Piano Rock e Folk. O piano continua sendo o eixo central das composições, mas os arranjos frequentemente incorporam guitarras elétricas marcantes, harmonias vocais ricas e variações rítmicas que mantêm o disco constantemente interessante. O repertório é bem legal, e as canções são vibrantes. Enfim, é um ótimo disco e bastante coeso.
Melhores Faixas: Crocodile Rock, Daniel, Blues For My Baby And Me, Have Mercy On The Criminal, Teacher I Need You
Vale a Pena Ouvir: High Flying Bird, Texan Love Song, Elderberry Wine
Goodbye Yellow Brick Road – Elton John
NOTA: 10/10
Então se passaram vários meses e foi lançado o atemporal Goodbye Yellow Brick Road. Após o Don't Shoot Me I'm Only the Piano Player, Elton e sua equipe planejaram gravar o álbum na Jamaica, buscando um ambiente novo que pudesse inspirar a criação musical, porém isso não foi possível devido a problemas logísticos, e com isso decidiram ficar na França. O projeto acabou se transformando em um álbum duplo. Essa decisão permitiu que Elton John e Bernie Taupin explorassem uma enorme variedade de estilos musicais, temas narrativos e experimentações sonoras. A produção, feita por Gus Dudgeon, adotou uma abordagem refinada e muito bem estruturada, mantendo o piano de Elton no centro e permitindo que o restante da instrumentação brilhasse, misturando Piano Rock, Glam Rock, Gospel e Pop progressivo. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea, e assim só tendo canções incríveis. No fim, é um álbum sensacional e um dos melhores de todos os tempos.
Melhores Faixas: Goodbye Yellow Brick Road, Bennie And The Jets, Saturday Night's Alright For Fighting, Funeral For A Friend/Love Lies Bleeding, Sweet Painted Lady, I've Seen That Movie Too
Vale a Pena Ouvir: Roy Rogers, This Song Has No Title, Your Sister Can't Twist (But She Can Rock 'n Roll)
Caribou – Elton John
NOTA: 8,7/10
Passou-se mais um ano, e Elton John retornou com um novo disco, o Caribou (com essa capa peculiar). Após o atemporal Goodbye Yellow Brick Road, sua parceria com Bernie Taupin, que continuava escrevendo letras repletas de personagens excêntricos, imagens poéticas e narrativas curiosas, estava no auge. No entanto, o contexto de gravação para esse projeto foi diferente de muitos trabalhos anteriores: o álbum foi criado em um período relativamente curto, o que influenciaria tanto seu processo criativo quanto sua recepção crítica posterior. A produção foi feita por Gus Dudgeon, como sempre, e trouxe uma sonoridade mais direta, misturando elementos de Pop Rock, Glam Rock e Pop progressivo. O piano do Elton continua sendo o elemento central das composições, e os arranjos são bem elaborados. O repertório é bem legal, e as canções são divertidas e apresentam um lado mais eclético. No fim, é um disco bacana, que foi injustamente criticado na época.
Melhores Faixas: Don't Let The Sun Go Down On Me, The Bitch Is Back, Pinky, Ticking
Vale a Pena Ouvir: Grimsby, I've Seen The Saucers, You're So Static
Captain Fantastic And The Brown Dirt Cowboy – Elton John
NOTA: 10/10
Em 1975, foi lançado outro álbum magnífico de Elton John, o Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy. Após o Caribou, o cantor e Bernie Taupin decidiram fazer algo diferente: contar a própria história dos dois artistas durante os primeiros anos de suas carreiras. No conceito do álbum, Elton John assume a persona do “Captain Fantastic”, enquanto Bernie Taupin aparece como “Brown Dirt Cowboy”. As músicas narram as dificuldades enfrentadas pela dupla no final dos anos 60, quando ambos eram jovens aspirantes tentando sobreviver na indústria musical britânica. A produção foi aquela mesma de sempre, mas com uma abordagem mais cinematográfica e polida, combinando Piano Rock, Pop Rock, Glam Rock e elementos orquestrados que se equilibram bem com a banda de apoio de Elton, que segue por um caminho mais imersivo. O repertório é sensacional, e as canções são profundas. No fim, é um baita disco e também uma obra-prima.
Melhores Faixas: Someone Saved My Life Tonight, Captain Fantastic And The Brown Dirt Cowboy, Writing, We All Fall In Love Sometimes, Tower Of Babel
Vale a Pena Ouvir: Curtains, (Gotta Get A) Meal Ticket, Tell Me When The Whistle Blows
Rock Of The Westies – Elton John
NOTA: 8,2/10
Mais alguns meses se passaram, e foi lançado o 10º álbum do Elton John, intitulado Rock of the Westies. Após o Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy, o cantor decidiu voltar a apresentar uma abordagem mais solta, energética e voltada ao Rock, além de promover uma mudança significativa na formação da banda que o acompanhava. O baterista Nigel Olsson e o baixista Dee Murray haviam deixado o grupo pouco antes das gravações. A nova formação incluía o baterista Roger Pope, o baixista Caleb Quaye e o guitarrista Davey Johnstone, que permaneceu. A produção foi bem mais crua e direta, com algumas influências de Funk Rock e Glam Rock. As guitarras ganham maior destaque, enquanto o piano continua sendo o centro das composições. O repertório é bem legal, e as canções são divertidas e energéticas. No final, é um disco interessante, que tentou soar mais contemporâneo.
Melhores Faixas: Island Girl, Street Kids
Vale a Pena Ouvir: Feed Me, Dan Dare (Pilot Of The Future), I Feel Like A Bullet (In The Gun Of Robert Ford)
Então é isso, um abraço e flw!!!