sábado, 23 de maio de 2026

Analisando Discografias - You Me At Six

                 

Take Off Your Colours – You Me At Six





















NOTA: 8/10


No ano de 2008, o You Me At Six lançava seu álbum de estreia intitulado Take Off Your Colours. Formado em 2004, na cidade de Weybridge, Surrey, na Inglaterra, por Josh Franceschi (vocais), Chris Miller e Max Helyer (guitarras), Matt Barnes (baixo) e Joe Phillips (bateria), que não ficou muito tempo e foi substituído por Dan Flint, o grupo surgiu em um momento em que a indústria inglesa passou a dar atenção para bandas vindas do Pop Punk e do Emo. Eles ganharam certa notoriedade pelo lançamento de EPs em sua cena local, assinando com a Slam Dunk Records. A produção, feita por Matt O'Grady e John Mitchell, foi bem limpa, com presença de guitarras comprimidas, bateria brilhante, baixo sustentável e vocais limpos. Ainda assim, o álbum consegue manter certa personalidade graças à mistura entre agressividade Pop Punk e melodias mais emotivas. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas. No fim, é um ótimo disco de estreia e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Call That A Comeback, Tigers And Sharks 
Vale a Pena Ouvir: You've Made Your Bed (So Sleep In It), Nasty Habits, Gossip

Hold Me Down – You Me At Six





















NOTA: 8,3/10


Dois anos depois, eles retornam lançando seu 2º álbum, o Hold Me Down, que trouxe mudanças. Após Take Off Your Colours, que era impulsivo, juvenil e claramente moldado pela energia da adolescência, aqui o You Me At Six tenta amadurecer sua identidade, além de ter assinado com a Virgin Records. Fora que, naquele período, o Emo comercial começava a perder força no mainstream, enquanto bandas procuravam expandir o som em direções mais próximas do Rock alternativo. A produção foi basicamente a mesma, só que agora mais polida e acessível, com eles seguindo muito mais o Pop Punk e influências do Rock alternativo. As guitarras ficaram bem mais densas, a bateria ficou mais pesada e definida, o baixo ficou mais encorpado e os vocais do Josh Franceschi são bem confiantes e articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bem mais energéticas e até cadenciadas. No fim, é um disco bacana e que mostrou uma evolução. 

Melhores Faixas: Stay With Me, Playing The Blame Game, Fireworks, Hard To Swallow 
Vale a Pena Ouvir: Underdog, Liquid Confidence, There’s No Such Thing As Accidental Infidelity

Sinners Never Sleep – You Me At Six





















NOTA: 8,7/10


No ano seguinte, foi lançado mais um álbum do You Me At Six, o Sinners Never Sleep. Após o Hold Me Down, eles foram uma das bandas que percebeu rapidamente a necessidade de evolução. Em vez de insistir totalmente na fórmula juvenil dos primeiros trabalhos, eles começaram a expandir ainda mais sua identidade para algo mais próximo do Rock alternativo moderno e claro, preservando a vulnerabilidade emocional que sempre definiu o grupo. Produzido por Garth Richardson, foi para um lado mais grandioso e polido, com isso, as guitarras ficaram mais pesadas, bateria mais impactante, baixo ficou mais definido e vocais do Josh Franceschi são mais dramáticos e ao mesmo tempo agressivos. Com isso, temos um cruzamento entre o Pop Punk com Power Pop, Post-Hardcore e Rock alternativo. O repertório é incrível, e as canções vão desde um lado pesado ao melódico. No geral, é um ótimo disco e certamente o melhor da banda. 

Melhores Faixas: Bite My Tongue (participação do Oli Sykes do Bring Me The Horizon), Little Death, Reckless, Jaws On The Floor, Crash 
Vale a Pena Ouvir: This Is The First Thing, Little Bit Of Truth, When We Were Younger

Cavalier Youth – You Me At Six





















NOTA: 8,3/10


Se passaram então dois anos, e foi lançado mais um disco do You Me At Six, o Cavalier Youth. Após o Sinners Never Sleep, a banda praticamente abraçou por completo uma abordagem do Rock alternativo moderno, priorizando refrões gigantescos e produção expansiva. O título do álbum ajuda bastante a entender a proposta. Existe um sentimento constante de juventude impulsiva convivendo com desgaste emocional e amadurecimento. Produção, feita pelo renomado Neal Avron, deixou a sonoridade extremamente refinada, limpa e grandiosa. As guitarras trabalham bastante com texturas amplas e riffs acessíveis, a cozinha rítmica é bastante consistente e possui muita clareza, enquanto os vocais do Josh soam mais controlados, menos impulsivos e muito mais confortáveis dentro de refrões grandiosos. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e variadas. No fim, é um ótimo álbum e bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Lived A Lie, Fresh Start Fever, Hope For The Best 
Vale a Pena Ouvir: Room To Breathe, Win Some, Lose Some

Night People – You Me At Six





















NOTA: 4/10


Em 2017, o You Me At Six volta totalmente repaginado, lançando seu 5º álbum, o Night People. Após o Cavalier Youth, a banda tenta construir algo mais sombrio, pesado e estilisticamente moderno. O próprio título do disco já aponta para essa atmosfera. Existe uma sensação constante de vida noturna, excessos, tensão emocional, escapismo e desgaste psicológico. Além disso, eles acabaram decidindo lançar seus trabalhos de forma independente pelo selo da Infectious. A produção, conduzida por Jacquire King, foi para um lado mais pesado, mas claro, com aquela abordagem limpa. As guitarras se aproximam de um Hard Rock com Rock alternativo, trabalhando riffs mais densos e diretos em vez das texturas emocionais amplas. A cozinha rítmica ficou mais marcada e consistente, porém tudo soa bem repetitivo e com falta de dinâmica. O repertório é fraco, tendo canções legais e outras genéricas. No fim, é um disco ruim e bastante inchado. 

Melhores Faixas: Take On The World, Brand New, Give 
Piores Faixas: Heavy Soul, Swear, Plus One, Can't Hold Back

VI – You Me At Six





















NOTA: 2,3/10


Então se passou mais um ano, e eles retornam com um disco horroroso intitulado VI. Após o Night People, a banda estava em um completo desgaste natural, e esse trabalho transmite um pouco da sensação de cansaço emocional, tentativa de amadurecimento e necessidade de reconstrução pessoal. Fora isso, o You Me At Six foi para uma abordagem mais acessível, para que pudessem tocar nas rádios. A produção, feita pela banda junto com Dan Austin, Joel Pott e Eg White, foi extremamente polida e orientada ao impacto imediato, sendo muito mais voltada ao Pop Rock, com pequenos traços do Funk e Rock alternativo. As guitarras são agressivas, mas agora aparecem de forma atmosférica, a bateria ficou mais suavizada e os vocais do Josh são mais centrais, mas tudo aqui soa como uma espécie de Maroon 5 desnutrido. O repertório é terrível, e as canções são bem medíocres, com poucas exceções. Enfim, é um álbum bastante esquecível. 

Melhores Faixas: Predictable0 3AM 
Piores Faixas: Back Again, Pray For Me, Straight To My Head, Danger

Suckapunch – You Me At Six





















NOTA: 5/10


Foi apenas em 2021 que eles retornaram com um disco novo, o Suckapunch, que tentou ser mais híbrido. Após o VI, a banda decidiu fazer uma síntese de diferentes eras da própria carreira, com momentos pesados lembrando Night People, atmosferas emocionais mais abertas próximas do Cavalier Youth, vulnerabilidade introspectiva semelhante a VI e até pequenas referências à energia alternativa dos trabalhos antigos, além de adotar uma abordagem moderna para deixar o som mais encorpado. A produção, feita por Dan Austin, foi bem mais ampla, já que existe uma junção de elementos do Rock alternativo com Indietronica, R&B e Dance-Punk. As guitarras são mais orientadas para texturas, a cozinha rítmica é bem presente e os vocais do Josh Franceschi são bem articulados, mesmo que haja momentos em que tudo fique excessivamente contido. O repertório é irregular, tendo canções boas e outras sem graça. No fim, é um disco mediano, com ideias que não se encaixam. 

Melhores Faixas: Beautiful Way, Kill The Mood, What's It Like 
Piores Faixas: Adrenaline, Nice To Me, WYDRN

Truth Decay – You Me At Six





















NOTA: 6/10


Então chegamos em 2023, quando foi lançado o que é praticamente o último álbum do You Me At Six, o Truth Decay. Após o Suckapunch, o disco surge como um movimento de reconexão com a essência emocional e energética que originalmente definiu o grupo, com eles revisitando elementos do passado junto da experiência acumulados ao longo de mais de uma década de carreira. Produzido novamente por Dan Austin, o álbum foi bem mais pesado e direto, com a banda voltando a fazer aquele equilíbrio entre Rock alternativo, Pop Punk e até um pouco de Emo-Pop. As guitarras possuem riffs rápidos, e agressivos, e os vocais de Josh Franceschi conseguem ser bem intensos e ter uma entrega emocional direta. Porém, tudo fica muito repetitivo e com falta de uma dinâmica maior, já que existe um vazio na instrumentação. O repertório é mediano, tendo canções boas e outras genéricas. No final de tudo, é um álbum de despedida bem decepcionante e irregular. 

Melhores Faixas: God Bless The 90s Kids, Deep Cuts, Smile To Make You Weak(er) At The Knees 
Piores Faixas: Mydopamine, Who Needs Revenge When I've Got Ellen Era, Breakdown


                                                                             Por hoje é só, então flw!!!   

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Analisando Discografias - Wretch 32

                 

Wretchrospective – Wretch 32





















NOTA: 8/10


No ano de 2008, foi lançado o álbum de estreia do Wretch 32, o Wretchrospective. O rapper londrino começou sua trajetória dois anos antes. Vindo de uma família jamaicana, ele surgiu em um período em que o Rap inglês era muito mais cru, periférico e fortemente ligado a DVDs de freestyle. O álbum foi construído após o impacto das primeiras mixtapes do artista, especialmente depois de ele começar a ganhar notoriedade entre 2006 e 2007 com performances e participações em coletivos da cena Grime. A produção contou com J.F.L.O.W.S, JD, Scorcher, entre outros, que colocaram beats secos e minimalistas, com forte presença do Grime tradicional e da estética do Rap inglês daquele período. Além disso, o disco soa como uma compilação de sessões de estúdio com participantes da cena, mas, claro, com Wretch sempre no centro. O repertório é muito bom, e as canções são bastante divertidas. No fim, é um ótimo disco e já mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: Take This From Me, All That I Need 
Vale a Pena Ouvir: Ina Di Ghetto, Remember The Titan, Wretchrospective, On Fire

Black And White – Wretch 32





















NOTA: 8,4/10


Indo para 2011, o Wretch 32 lançava seu 2º álbum, o Black and White, que seguiu por um lado mais acessível. Após o Wretchrospective, ele começou a ganhar enorme visibilidade com singles que circularam fortemente nas rádios britânicas, mostrando assim uma clara mudança de direção: menos foco no Grime cru e mais na construção de canções com estrutura Pop, refrões fortes e apelo radiofônico, algo que se confirmou quando ele assinou com a Ministry of Sound. A produção foi diversificada, contando com Future Cut, Rachel Moulden e Paul Heard, que trouxeram uma abordagem que combina beats eletrônicos refinados, instrumentação mais melódica e atmosférica, uso frequente de refrões cantados e forte presença de elementos do R&B, mas, claro, sem abandonar alguns aspectos do Grime. Além disso, os flows do Wretch atingiram um lado mais cadenciado. O repertório é muito bom, e as canções são bem mais melódicas. No geral, é um ótimo disco e foi mais estruturado. 

Melhores Faixas: Unorthdox, Don't Go, Long Way Home 
Vale a Pena Ouvir: Let Yourself Go, Black And White

Growing + Over + Life – Wretch 32





















NOTA: 8,2/10


Então se passaram cinco anos, e foi lançado um novo álbum dele, o Growing Over Life. Após o Black and White, Wretch 32 entrou em uma fase mais instável em termos de presença comercial. Só que, naquele período, o Rap britânico já não estava mais na fase de explosão da cena Grime. Em 2016, a cena estava mais fragmentada e competitiva, com artistas como Skepta em nova ascensão e o Drill começando a ganhar força. A produção foi feita pelo rapper junto de nomes como Jonny Coffer, KzDidIt, entre outros, seguindo uma abordagem mais suave e melódica, com beats mais lentos e espaçados, além de forte presença de elementos do R&B contemporâneo e do Rap britânico moderno. Os flows vão de um lado mais cadenciado a momentos ainda mais cadenciados. O repertório é muito bom, e as canções são carregadas de profundidade. No fim de tudo, é um trabalho bastante reflexivo. 

Melhores Faixas: 6 Words, Open Conversation / Mark Duggan, Cooked Food 
Vale a Pena Ouvir: Pressure, Something, I.O.U

FR32 – Wretch 32





















NOTA: 3/10


No ano seguinte, foi lançado o quarto álbum do Wretch 32, intitulado FR32, tentando se enquadrar nas tendências. Após o Growing Over Life, o rapper precisava continuar mantendo sua relevância, vendo que a cena começava a absorver influências do Afro-Swing, Trap e sonoridades mais globais, então ele decidiu seguir essa abordagem para permanecer no topo. A produção contou com Joshua McKenzie, KzDidIt, PW, entre outros, e eles diversificaram bastante, com momentos de Grime mais direto, faixas com forte influência de Afro-Swing e também espaços do Rap mais tradicional com beats secos. A mixagem acompanha essa diversidade, alternando entre sons mais polidos e outros mais crus, mas tudo acaba ficando bastante bagunçado, e os flows repetitivos do Wretch também não ajudam. O repertório é ruim, com canções fracas e poucas realmente interessantes. Enfim, é um disco péssimo e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: Good Morning, Happy, Colour Purple 
Piores Faixas: Break-Fast, Time, Gracious, DPMO, Power

Upon Reflection – Wretch 32





















NOTA: 2,5/10


Dois anos depois, Wretch 32 retorna com mais um álbum novo, o Upon Reflection. Após o FR32, a cena já era dominada por múltiplas vertentes coexistindo: o Grime continuava relevante, o Afro-Swing se consolidava comercialmente, e o Trap britânico crescia muito por conta do UK Drill. Nesse ambiente, o rapper já não ocupava mais o papel de figura central da inovação ou dos hits, mas sim o de um artista veterano que revisita sua trajetória com mais calma. A produção, conduzida por nomes como 169, FortyOneSix, J-Roc e afins, seguiu uma sonoridade mais uniforme, suave e contemplativa. As beats são geralmente lentas ou mid-tempo, com forte presença de piano, texturas atmosféricas, elementos do R&B moderno e, claro, do Trap, mas tudo soa bastante arrastado, e a falta de variação no flow é algo frequente. O repertório é péssimo, com canções genéricas e raras exceções. No geral, é um álbum terrível e bastante tedioso. 

Melhores Faixas: Upon Reflection, 10/10 
Piores Faixas: Spin Around, Last Night, Insurance, All In, Mummy's Boy

little BIG man – Wretch 32





















NOTA: 7/10


Indo para 2021, foi lançado um EP do Wretch 32, o little BIG man, que mostrava uma volta às raízes. Após o péssimo Upon Reflection, com o passar do tempo, o rapper passou a assumir cada vez mais a posição de veterano que não está competindo pela hegemonia da cena, mas sim consolidando legado e identidade artística. O EP nasce a partir dessa lógica: menos preocupado com hits e mais focado em narrativa pessoal, herança cultural e no retorno às suas raízes no Grime. A produção contou com 169, PRGRSHN, Sons of Sonix, entre outros, e trabalha com espaços abertos, beats contidos e forte foco na voz e na mensagem. Há predominância de elementos de piano, texturas ambientais, batidas lentas e construção atmosférica que favorece a narrativa. O repertório é muito bom, e as canções conseguem ser profundas e mais tematizadas. Enfim, é um ótimo EP e um retorno que funcionou. 

Melhores Faixas: Anxiety, Last Night / No One Can Relate 
Vale a Pena Ouvir: On My Life, Take Care Of Me

Home? – Wretch 32





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2025, quando Wretch 32 lançou seu 6º e mais recente álbum, o Home?. Após o EP little BIG man, o rapper assume uma posição quase de “cronista cultural”, alguém que atravessou diferentes eras do Rap britânico e agora olha para o conceito desse álbum não como um lugar fixo, mas como uma construção histórica, familiar e política. A produção foi mais uma vez diversificada, contando com 2 Fvded, Crumz, Greatness Jones, entre outros, que decidiram seguir uma abordagem orgânica e variada, misturando Afrobeats, R&B, Grime, UK Garage e um pouco da abordagem do Rap inglês moderno. As beats vão de um lado mais pesado a momentos mais cadenciados, com Wretch usando uma variação maior no flow, embora muitas vezes isso acabe ficando repetitivo. O repertório é irregular: há canções legais e outras bem fraquinhas e mais do mesmo. Em suma, é um álbum mediano e cansativo. 

Melhores Faixas: Black and British, Windrush, Like Home, Me & Mine 
Piores Faixas: Transitional Chapter, Seven Seater, God's Work, Bridge Is Burning


                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!           

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Analisando Discografias - Vampire Weekend

                 

Vampire Weekend – Vampire Weekend





















NOTA: 9/10


No ano de 2008, foi lançado o álbum de estreia autointitulado do Vampire Weekend. Formado em 2006, em Nova Iorque, por Ezra Koenig (vocais e guitarra), Chris Baio (baixo), Rostam Batmanglij (teclados e guitarra) e Christopher Tomson (bateria), a banda se conheceu na Universidade de Columbia e vinha de uma juventude universitária nova-iorquina cosmopolita, literária e interessada em música africana, cinema europeu, cultura preppy e referências históricas pouco usuais dentro da cena Indie da época. Produzido pelo próprio Rostam e lançado pelo selo da XL, o álbum apresenta um som extremamente claro e detalhado. O som parece leve o tempo inteiro, quase sem peso físico, mas isso não significa ausência de complexidade, já que eles juntam Indie Pop e Indie Rock com influências de World Music, Chamber Pop e Soukous. O repertório é ótimo, e as canções são bem tematizadas e dinâmicas. No fim de tudo, é um belo disco que envelheceu muito bem. 

Melhores Faixas: A-Punk, Campus, Oxford Comma, Walcott, I Stand Corrected 
Vale a Pena Ouvir: The Kids Don't Stand A Chance, Cape Cod Kwassa Kwassa,

Contra – Vampire Weekend





















NOTA: 8,7/10


Se passaram dois anos, e foi lançado o segundo álbum deles, o Contra, que seguiu uma abordagem mais ampla. Após o álbum de estreia, o Vampire Weekend se tornou um dos nomes mais discutidos do Indie americano, mas também uma banda cercada por polêmicas culturais. Muitos críticos enxergavam o grupo como símbolo de privilégio universitário, exotização estética e elitismo intelectual. Para rebater isso, eles decidiram fazer um álbum em que as letras continuam repletas de referências culturais, imagens de classe alta e observações irônicas sobre a juventude privilegiada. A produção ficou mais rica e detalhada, incorporando mais elementos do Indietronica e World Music. As guitarras servem como textura rítmica, os sintetizadores são discretos, a cozinha rítmica é mais integrada e os vocais do Ezra Koenig soam mais emocionais. O repertório é muito bom, e as canções são bem variadas. No geral, é um ótimo disco e bastante ousado. 

Melhores Faixas: Holiday, Diplomat's Son, Cousins, White Sky 
Vale a Pena Ouvir: Giving Up The Gun, Run, Horchata

Modern Vampires Of The City – Vampire Weekend





















NOTA: 10/10


Indo para 2013, o Vampire Weekend lançava seu maravilhoso 3º álbum, o Modern Vampires of the City. Após Contra, a banda percebeu que, se continuasse seguindo a mesma abordagem, acabaria virando uma cópia de si mesma. Então, o grupo decidiu fazer um álbum sobre passagem do tempo, mortalidade, fé, ansiedade existencial e desgaste emocional. A produção de Rostam Batmanglij contou com Ariel Rechtshaid e ficou bem mais sofisticada. As guitarras soam mais abafadas e envelhecidas, a cozinha rítmica ficou mais refinada, os vocais do Ezra ficaram bem mais intimistas e há uma presença maior de piano, trazendo um lado emocional ao disco. Tudo isso se junta ao Indie Pop com influências barrocas, principalmente pelo uso de compressão, reverberações vintage, ruídos discretos e manipulações analógicas para criar uma sensação de memória deteriorada. O repertório é belíssimo, parecendo até uma coletânea. No fim, é um baita disco e certamente um clássico. 

Melhores Faixas: Step, Hannah Hunt, Don't Lie, Worship You, Unbelievers, Obvious Bicycle, Ya Hey 
Vale a Pena Ouvir: Finger Back, Everlasting Arms

Father Of The Bride – Vampire Weekend





















NOTA: 7,2/10


Foi só seis anos depois que eles retornaram com um novo disco, o Father of the Bride. Após o sensacional Modern Vampires of the City, o Vampire Weekend passou por mudanças, sendo a principal delas a saída do Rostam Batmanglij, que era peça fundamental da química criativa ao lado do Ezra Koenig. Então, Ezra passou a assumir praticamente tudo, tanto que a banda assinou com a Columbia Records, enquanto o baixista Chris Baio e o baterista Christopher Tomson ficaram de fora. Produção contou com Ariel Rechtshaid, BloodPop, DJ Dahi e, por incrível que pareça, o próprio Rostam, seguindo uma direção mais expansiva ao juntar Indie Pop com Sunshine Pop, Chamber Pop e até um pouco de Folk. As guitarras são mais orgânicas, a bateria ficou mais solta e os teclados e sintetizadores trazem harmonias suaves, mesmo que, às vezes, fique bem arrastado. O repertório é legalzinho, tendo canções boas e outras fraquinhas. Enfim, é um álbum bom, mas que possui seus excessos. 

Melhores Faixas: This Life, Harmony Hall, Married In A Gold Rush, Jerusalem, New York, Berlin, Sunflower 
Piores Faixas: Hold You Now, Spring Snow, My Mistake

Only God Was Above Us – Vampire Weekend





















NOTA: 9/10


Então chega o ano de 2024, quando foi lançado o álbum mais recente do Vampire Weekend, o Only God Was Above Us. Após o Father of the Bride, a banda decidiu fazer um disco que representasse um retorno à tensão urbana, à densidade emocional e a uma visão mais fragmentada do mundo contemporâneo. O álbum inteiro trabalha essa sensação de fragmentação de sentido. A produção, feita junto com Ariel Rechtshaid, contou com um uso intenso de samples, cortes abruptos e mudanças estruturais inesperadas. As guitarras ficaram mais discretas, a bateria assumiu um papel mais híbrido, o baixo ganhou mais sustentação, enquanto os vocais do Ezra soam mais próximos, deixando os arranjos orquestrais em maior destaque. Tudo isso junta elementos do Chamber Pop, Indie, psicodelia e Noise Pop, criando uma atmosfera quase cinematográfica. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e leves. Enfim, é um belo disco e muito imersivo. 

Melhores Faixas: Classical, Capicorn, Hope, Mary Boone, Ice Cream Piano 
Vale a Pena Ouvir: The Surfer, Gen-X Cops


                                                                                         Bom é isso e flw!!!         

Analisando Discografias - You Me At Six

                  Take Off Your Colours – You Me At Six NOTA: 8/10 No ano de 2008, o You Me At Six lançava seu álbum de estreia intitulado T...