sexta-feira, 22 de maio de 2026

Analisando Discografias - Wretch 32

                 

Wretchrospective – Wretch 32





















NOTA: 8/10


No ano de 2008, foi lançado o álbum de estreia do Wretch 32, o Wretchrospective. O rapper londrino começou sua trajetória dois anos antes. Vindo de uma família jamaicana, ele surgiu em um período em que o Rap inglês era muito mais cru, periférico e fortemente ligado a DVDs de freestyle. O álbum foi construído após o impacto das primeiras mixtapes do artista, especialmente depois de ele começar a ganhar notoriedade entre 2006 e 2007 com performances e participações em coletivos da cena Grime. A produção contou com J.F.L.O.W.S, JD, Scorcher, entre outros, que colocaram beats secos e minimalistas, com forte presença do Grime tradicional e da estética do Rap inglês daquele período. Além disso, o disco soa como uma compilação de sessões de estúdio com participantes da cena, mas, claro, com Wretch sempre no centro. O repertório é muito bom, e as canções são bastante divertidas. No fim, é um ótimo disco e já mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: Take This From Me, All That I Need 
Vale a Pena Ouvir: Ina Di Ghetto, Remember The Titan, Wretchrospective, On Fire

Black And White – Wretch 32





















NOTA: 8,4/10


Indo para 2011, o Wretch 32 lançava seu 2º álbum, o Black and White, que seguiu por um lado mais acessível. Após o Wretchrospective, ele começou a ganhar enorme visibilidade com singles que circularam fortemente nas rádios britânicas, mostrando assim uma clara mudança de direção: menos foco no Grime cru e mais na construção de canções com estrutura Pop, refrões fortes e apelo radiofônico, algo que se confirmou quando ele assinou com a Ministry of Sound. A produção foi diversificada, contando com Future Cut, Rachel Moulden e Paul Heard, que trouxeram uma abordagem que combina beats eletrônicos refinados, instrumentação mais melódica e atmosférica, uso frequente de refrões cantados e forte presença de elementos do R&B, mas, claro, sem abandonar alguns aspectos do Grime. Além disso, os flows do Wretch atingiram um lado mais cadenciado. O repertório é muito bom, e as canções são bem mais melódicas. No geral, é um ótimo disco e foi mais estruturado. 

Melhores Faixas: Unorthdox, Don't Go, Long Way Home 
Vale a Pena Ouvir: Let Yourself Go, Black And White

Growing + Over + Life – Wretch 32





















NOTA: 8,2/10


Então se passaram cinco anos, e foi lançado um novo álbum dele, o Growing Over Life. Após o Black and White, Wretch 32 entrou em uma fase mais instável em termos de presença comercial. Só que, naquele período, o Rap britânico já não estava mais na fase de explosão da cena Grime. Em 2016, a cena estava mais fragmentada e competitiva, com artistas como Skepta em nova ascensão e o Drill começando a ganhar força. A produção foi feita pelo rapper junto de nomes como Jonny Coffer, KzDidIt, entre outros, seguindo uma abordagem mais suave e melódica, com beats mais lentos e espaçados, além de forte presença de elementos do R&B contemporâneo e do Rap britânico moderno. Os flows vão de um lado mais cadenciado a momentos ainda mais cadenciados. O repertório é muito bom, e as canções são carregadas de profundidade. No fim de tudo, é um trabalho bastante reflexivo. 

Melhores Faixas: 6 Words, Open Conversation / Mark Duggan, Cooked Food 
Vale a Pena Ouvir: Pressure, Something, I.O.U

FR32 – Wretch 32





















NOTA: 3/10


No ano seguinte, foi lançado o quarto álbum do Wretch 32, intitulado FR32, tentando se enquadrar nas tendências. Após o Growing Over Life, o rapper precisava continuar mantendo sua relevância, vendo que a cena começava a absorver influências do Afro-Swing, Trap e sonoridades mais globais, então ele decidiu seguir essa abordagem para permanecer no topo. A produção contou com Joshua McKenzie, KzDidIt, PW, entre outros, e eles diversificaram bastante, com momentos de Grime mais direto, faixas com forte influência de Afro-Swing e também espaços do Rap mais tradicional com beats secos. A mixagem acompanha essa diversidade, alternando entre sons mais polidos e outros mais crus, mas tudo acaba ficando bastante bagunçado, e os flows repetitivos do Wretch também não ajudam. O repertório é ruim, com canções fracas e poucas realmente interessantes. Enfim, é um disco péssimo e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: Good Morning, Happy, Colour Purple 
Piores Faixas: Break-Fast, Time, Gracious, DPMO, Power

Upon Reflection – Wretch 32





















NOTA: 2,5/10


Dois anos depois, Wretch 32 retorna com mais um álbum novo, o Upon Reflection. Após o FR32, a cena já era dominada por múltiplas vertentes coexistindo: o Grime continuava relevante, o Afro-Swing se consolidava comercialmente, e o Trap britânico crescia muito por conta do UK Drill. Nesse ambiente, o rapper já não ocupava mais o papel de figura central da inovação ou dos hits, mas sim o de um artista veterano que revisita sua trajetória com mais calma. A produção, conduzida por nomes como 169, FortyOneSix, J-Roc e afins, seguiu uma sonoridade mais uniforme, suave e contemplativa. As beats são geralmente lentas ou mid-tempo, com forte presença de piano, texturas atmosféricas, elementos do R&B moderno e, claro, do Trap, mas tudo soa bastante arrastado, e a falta de variação no flow é algo frequente. O repertório é péssimo, com canções genéricas e raras exceções. No geral, é um álbum terrível e bastante tedioso. 

Melhores Faixas: Upon Reflection, 10/10 
Piores Faixas: Spin Around, Last Night, Insurance, All In, Mummy's Boy

little BIG man – Wretch 32





















NOTA: 7/10


Indo para 2021, foi lançado um EP do Wretch 32, o little BIG man, que mostrava uma volta às raízes. Após o péssimo Upon Reflection, com o passar do tempo, o rapper passou a assumir cada vez mais a posição de veterano que não está competindo pela hegemonia da cena, mas sim consolidando legado e identidade artística. O EP nasce a partir dessa lógica: menos preocupado com hits e mais focado em narrativa pessoal, herança cultural e no retorno às suas raízes no Grime. A produção contou com 169, PRGRSHN, Sons of Sonix, entre outros, e trabalha com espaços abertos, beats contidos e forte foco na voz e na mensagem. Há predominância de elementos de piano, texturas ambientais, batidas lentas e construção atmosférica que favorece a narrativa. O repertório é muito bom, e as canções conseguem ser profundas e mais tematizadas. Enfim, é um ótimo EP e um retorno que funcionou. 

Melhores Faixas: Anxiety, Last Night / No One Can Relate 
Vale a Pena Ouvir: On My Life, Take Care Of Me

Home? – Wretch 32





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2025, quando Wretch 32 lançou seu 6º e mais recente álbum, o Home?. Após o EP little BIG man, o rapper assume uma posição quase de “cronista cultural”, alguém que atravessou diferentes eras do Rap britânico e agora olha para o conceito desse álbum não como um lugar fixo, mas como uma construção histórica, familiar e política. A produção foi mais uma vez diversificada, contando com 2 Fvded, Crumz, Greatness Jones, entre outros, que decidiram seguir uma abordagem orgânica e variada, misturando Afrobeats, R&B, Grime, UK Garage e um pouco da abordagem do Rap inglês moderno. As beats vão de um lado mais pesado a momentos mais cadenciados, com Wretch usando uma variação maior no flow, embora muitas vezes isso acabe ficando repetitivo. O repertório é irregular: há canções legais e outras bem fraquinhas e mais do mesmo. Em suma, é um álbum mediano e cansativo. 

Melhores Faixas: Black and British, Windrush, Like Home, Me & Mine 
Piores Faixas: Transitional Chapter, Seven Seater, God's Work, Bridge Is Burning


                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!           

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Analisando Discografias - Vampire Weekend

                 

Vampire Weekend – Vampire Weekend





















NOTA: 9/10


No ano de 2008, foi lançado o álbum de estreia autointitulado do Vampire Weekend. Formado em 2006, em Nova Iorque, por Ezra Koenig (vocais e guitarra), Chris Baio (baixo), Rostam Batmanglij (teclados e guitarra) e Christopher Tomson (bateria), a banda se conheceu na Universidade de Columbia e vinha de uma juventude universitária nova-iorquina cosmopolita, literária e interessada em música africana, cinema europeu, cultura preppy e referências históricas pouco usuais dentro da cena Indie da época. Produzido pelo próprio Rostam e lançado pelo selo da XL, o álbum apresenta um som extremamente claro e detalhado. O som parece leve o tempo inteiro, quase sem peso físico, mas isso não significa ausência de complexidade, já que eles juntam Indie Pop e Indie Rock com influências de World Music, Chamber Pop e Soukous. O repertório é ótimo, e as canções são bem tematizadas e dinâmicas. No fim de tudo, é um belo disco que envelheceu muito bem. 

Melhores Faixas: A-Punk, Campus, Oxford Comma, Walcott, I Stand Corrected 
Vale a Pena Ouvir: The Kids Don't Stand A Chance, Cape Cod Kwassa Kwassa,

Contra – Vampire Weekend





















NOTA: 8,7/10


Se passaram dois anos, e foi lançado o segundo álbum deles, o Contra, que seguiu uma abordagem mais ampla. Após o álbum de estreia, o Vampire Weekend se tornou um dos nomes mais discutidos do Indie americano, mas também uma banda cercada por polêmicas culturais. Muitos críticos enxergavam o grupo como símbolo de privilégio universitário, exotização estética e elitismo intelectual. Para rebater isso, eles decidiram fazer um álbum em que as letras continuam repletas de referências culturais, imagens de classe alta e observações irônicas sobre a juventude privilegiada. A produção ficou mais rica e detalhada, incorporando mais elementos do Indietronica e World Music. As guitarras servem como textura rítmica, os sintetizadores são discretos, a cozinha rítmica é mais integrada e os vocais do Ezra Koenig soam mais emocionais. O repertório é muito bom, e as canções são bem variadas. No geral, é um ótimo disco e bastante ousado. 

Melhores Faixas: Holiday, Diplomat's Son, Cousins, White Sky 
Vale a Pena Ouvir: Giving Up The Gun, Run, Horchata

Modern Vampires Of The City – Vampire Weekend





















NOTA: 10/10


Indo para 2013, o Vampire Weekend lançava seu maravilhoso 3º álbum, o Modern Vampires of the City. Após Contra, a banda percebeu que, se continuasse seguindo a mesma abordagem, acabaria virando uma cópia de si mesma. Então, o grupo decidiu fazer um álbum sobre passagem do tempo, mortalidade, fé, ansiedade existencial e desgaste emocional. A produção de Rostam Batmanglij contou com Ariel Rechtshaid e ficou bem mais sofisticada. As guitarras soam mais abafadas e envelhecidas, a cozinha rítmica ficou mais refinada, os vocais do Ezra ficaram bem mais intimistas e há uma presença maior de piano, trazendo um lado emocional ao disco. Tudo isso se junta ao Indie Pop com influências barrocas, principalmente pelo uso de compressão, reverberações vintage, ruídos discretos e manipulações analógicas para criar uma sensação de memória deteriorada. O repertório é belíssimo, parecendo até uma coletânea. No fim, é um baita disco e certamente um clássico. 

Melhores Faixas: Step, Hannah Hunt, Don't Lie, Worship You, Unbelievers, Obvious Bicycle, Ya Hey 
Vale a Pena Ouvir: Finger Back, Everlasting Arms

Father Of The Bride – Vampire Weekend





















NOTA: 7,2/10


Foi só seis anos depois que eles retornaram com um novo disco, o Father of the Bride. Após o sensacional Modern Vampires of the City, o Vampire Weekend passou por mudanças, sendo a principal delas a saída do Rostam Batmanglij, que era peça fundamental da química criativa ao lado do Ezra Koenig. Então, Ezra passou a assumir praticamente tudo, tanto que a banda assinou com a Columbia Records, enquanto o baixista Chris Baio e o baterista Christopher Tomson ficaram de fora. Produção contou com Ariel Rechtshaid, BloodPop, DJ Dahi e, por incrível que pareça, o próprio Rostam, seguindo uma direção mais expansiva ao juntar Indie Pop com Sunshine Pop, Chamber Pop e até um pouco de Folk. As guitarras são mais orgânicas, a bateria ficou mais solta e os teclados e sintetizadores trazem harmonias suaves, mesmo que, às vezes, fique bem arrastado. O repertório é legalzinho, tendo canções boas e outras fraquinhas. Enfim, é um álbum bom, mas que possui seus excessos. 

Melhores Faixas: This Life, Harmony Hall, Married In A Gold Rush, Jerusalem, New York, Berlin, Sunflower 
Piores Faixas: Hold You Now, Spring Snow, My Mistake

Only God Was Above Us – Vampire Weekend





















NOTA: 9/10


Então chega o ano de 2024, quando foi lançado o álbum mais recente do Vampire Weekend, o Only God Was Above Us. Após o Father of the Bride, a banda decidiu fazer um disco que representasse um retorno à tensão urbana, à densidade emocional e a uma visão mais fragmentada do mundo contemporâneo. O álbum inteiro trabalha essa sensação de fragmentação de sentido. A produção, feita junto com Ariel Rechtshaid, contou com um uso intenso de samples, cortes abruptos e mudanças estruturais inesperadas. As guitarras ficaram mais discretas, a bateria assumiu um papel mais híbrido, o baixo ganhou mais sustentação, enquanto os vocais do Ezra soam mais próximos, deixando os arranjos orquestrais em maior destaque. Tudo isso junta elementos do Chamber Pop, Indie, psicodelia e Noise Pop, criando uma atmosfera quase cinematográfica. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e leves. Enfim, é um belo disco e muito imersivo. 

Melhores Faixas: Classical, Capicorn, Hope, Mary Boone, Ice Cream Piano 
Vale a Pena Ouvir: The Surfer, Gen-X Cops


                                                                                         Bom é isso e flw!!!         

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Analisando Discografias - The Royal Concept

                  

Goldrushed – The Royal Concept





















NOTA: 1/10


Voltando para 2013, a banda The Royal Concept lançava seu álbum de estreia, o Goldrushed. Formada em 2010, na capital da Suécia, Estocolmo, pelo vocalista e tecladista David Larson, o guitarrista Filip Bekic, o baixista Magnus Robert e o baterista Povel Olsson, a banda também contou com Oscar Nilsson nos vocais, mas ele permaneceu por pouco tempo. Eles surgiram como mais uma banda sueca tentando despontar no mainstream e acabaram assinando com a Lava Records, subsidiária da Universal Music Group. A produção, feita por eles mesmos, é bastante polida e colorida, juntando instrumentos orgânicos e programação eletrônica para criar uma textura moderna, com guitarras comprimidas, sintetizadores completamente entupidos e os vocais emocionais do David sempre no centro. Porém, eles basicamente soam como uma espécie de Coldplay em versão Indie Pop. O repertório é péssimo, e as canções beiram o insuportável. Enfim, é um disco terrível e bastante maçante. 

Melhores Faixas: (.............................) 
Piores Faixas: Cabin Down Below, D-D-Dance, Goldrushed, On Our Way, Girls Girls Girls

The Man Without Qualities – The Royal Concept





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2019, ano em que foi lançado o 2º e, último álbum até então deles, o The Man Without Qualities. Após o tenebroso Goldrushed, o The Royal Concept construiu uma reputação como um dos nomes mais eficientes do Indie Pop escandinavo, especialmente por unir refrães explosivos, grooves dançantes e um forte apelo radiofônico. Porém, aqui eles decidiram acompanhar várias bandas da época que estavam indo para um lado mais imersivo. A produção, feita por Chris Seefried, Markus Jägerstedt junto com a banda, ficou bastante sofisticada. As guitarras foram para uma linha mais atmosférica, os sintetizadores ficaram centralizados e os vocais do David Larson receberam reverbs e harmonizações amplas. Porém, tudo soa bastante comprimido, e essa junção de Indie Pop com psicodelia acaba não funcionando. O repertório é péssimo, e as canções são bastante genéricas. Em suma, é outro álbum que beira o insuportável. 

Melhores Faixas: (..............DEU NÉ.................) 
Piores Faixas: Up All Night, Kick It, The Man Without Qualities, Need To Know

 

                                                                                    É isso, então flw!!!             

Analisando Discografias - The Naked And Famous

                 

This Machine – The Naked And Famous





















NOTA: 7/10


Em 2008, o The Naked and Famous lançava seu 1º trabalho no formato EP, o This Machine. Formada um ano antes, na cidade de Auckland, na Nova Zelândia, por Alisa Xayalith (vocais e teclados) e Thom Powers (vocais e guitarra), a banda começou a fazer um projeto que juntasse elementos da Indietronica com o Indie Rock tradicional e, para completar a formação, chamaram Aaron Short (teclados), Ben Knapp (baixo) e Jordan Clark (bateria). A produção foi feita por eles mesmos, deixando um som que alterna entre o grandioso e o claustrofóbico, com presença de sintetizadores largos, camadas eletrônicas densas, guitarras discretas, baterias processadas e vocais que alternam fragilidade e explosão. O repertório contém 6 faixas muito legais e bem cadenciadas. Enfim, é um ótimo EP que mostra algo bastante promissor. 

Melhores Faixas: Serenade, Post 
Vale a Pena Ouvir: Kill The Littleblackdots, Spies Spies Spies

No Light – The Naked And Famous





















NOTA: 7,2/10


Alguns meses depois, foi lançado o 2º EP deles, intitulado No Light, que partiu para outra abordagem. Após o This Machine, eles decidiram fazer com que a melancolia deixasse de ser apresentada como algo explosivo e passasse a soar como um estado constante. O EP parece mergulhado em uma espécie de escuridão silenciosa, refletindo temas como ansiedade, perda de identidade e a dificuldade de encontrar estabilidade em meio ao caos psicológico. A produção é mais atmosférica e marcada por uma tensão emocional constante. Os sintetizadores possuem texturas frias e nebulosas, muitas vezes funcionando mais como ambiência emocional do que como elementos melódicos principais. As guitarras são bem mais angulares e contam com bastante uso de reverb, enquanto os vocais da Alisa soam mais vulneráveis, dialogando com o Post-Punk Revival. O repertório novamente contém 6 faixas, todas elas bem imersivas. No fim, é um EP que mostrou uma certa evolução. 

Melhores Faixas: Bells, Who Are You Talking To? 
Vale a Pena Ouvir: Birds, Part 2

Passive Me • Aggressive You – The Naked And Famous





















NOTA: 8,2/10


Entrando em 2010, o The Naked and Famous lançou seu álbum de estreia, o Passive Me • Aggressive You. Após o EP No Light, a banda passou por algumas mudanças, efetivando Aaron Short na formação, enquanto Ben Knapp e Jordan Clark saíram, sendo substituídos por David Beadle e Jesse Wood. Esse trabalho é fortemente carregado pela sensação da juventude. Mesmo quando aborda inseguranças e crises emocionais, existe uma urgência e um sentimento de descoberta contínua. A produção foi conduzida por eles mesmos, abraçando a estética da Indietronica com sintetizadores gigantescos, baterias expansivas, guitarras atmosféricas e refrões construídos para soar enormes. O disco também consegue dialogar com o Synth-pop e o Rock alternativo, enquanto os vocais de Alisa Xayalith e Thom Powers funcionam de maneira excelente juntos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem envolventes. No fim, é um ótimo disco de estreia e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Young Blood, Punching In A Dream, Eyes 
Vale a Pena Ouvir: The Sun, Spank, Jilted Lovers

In Rolling Waves – The Naked And Famous





















NOTA: 6/10


Três anos se passaram, e foi lançado o 2º álbum do The Naked and Famous, o In Rolling Waves. Após o Passive Me • Aggressive You, a banda passou por mudanças intensas relacionadas à rotina de turnês, desgaste emocional e crescimento artístico. Isso influenciou diretamente a sonoridade e os temas do álbum, levando-o para um tom mais cansado, introspectivo e emocionalmente complexo. Além disso, eles tinham recém-assinado com a Fiction Records. A produção, conduzida por eles junto do Justin Meldal-Johnsen, foi para um lado mais sofisticado e mergulhou de cabeça no Synth-pop, mas sem deixar a Indietronica característica de lado. Os sintetizadores possuem texturas mais profundas e menos explosivamente brilhantes, enquanto as guitarras até conseguem soar bem densas. Porém, tudo acaba parecendo bastante arrastado e ficando muito monótono. O repertório é mediano, com algumas canções legais e outras fraquíssimas. No fim, é um álbum irregular e repetitivo. 

Melhores Faixas: Hearts Like Ours, A Small Reunion, Waltz 
Piores Faixas: The Mess, To Move With Purpose, Grow Old

Simple Forms – T/N/A/F





















NOTA: 5,6/10


Passaram-se então mais três anos, e foi lançado outro álbum deles, intitulado Simple Forms. Após o In Rolling Waves, se antes os trabalhos do The Naked and Famous eram mais expansivos, esse novo disco tenta apostar em composições mais limpas, refrões imediatos e uma produção mais acessível. O grupo parece interessado em equilibrar vulnerabilidade emocional com uma energia mais luminosa. A produção, feita por eles com alguns pitacos do Sombear, se torna mais limpa, mais colorida e mais focada em acessibilidade imediata. Os sintetizadores continuam sendo centrais, mas agora possuem texturas mais brilhantes e menos densas. Porém, o grande problema é que eles abusaram bastante da bateria eletrônica para deixar o som mais dançante, só que tudo acaba soando bastante comprimido. O repertório é irregular, tendo canções bem genéricas e poucas que realmente se salvam. No geral, é um disco mediano e bastante sem graça. 

Melhores Faixas: Higher, Losing Our Control, Falling 
Piores Faixas: The Runners, Last Forever, My Energy

Recover – The Naked And Famous





















NOTA: 2/10


Então chegamos a 2020, ano em que foi lançado o 4º e, último álbum até então, o Recover. Após o Simple Forms, o The Naked and Famous acabou enfrentando um desgaste interno. As saídas de David Beadle e Jesse Wood, além dos fantasmas do fim do relacionamento entre Alisa Xayalith e Thom Powers, acabaram influenciando o tom do disco inteiro. A produção foi bastante diversificada, contando com Sam McCarthy e Luna Shadows, entre outros. Ela é marcada por contenção, delicadeza e um forte foco atmosférico, com a banda tentando unir Indie Pop, Indietronica e Pop Alternativo. Os sintetizadores são mais nebulosos, as baterias eletrônicas mais controladas e há uma presença maior da Alisa nos vocais. Porém, novamente a “síndrome dos Strokes” aparece, só que em uma versão bastante pasteurizada. O repertório é muito ruim, com poucas canções legais. No fim, é um álbum péssimo e que mostrou eles completamente desesperados para retornar ao mainstream. 

Melhores Faixas: (An)Aesthetic, Come As You Are 
Piores Faixas: Count On You, Death, The Sound Of My Voice, Monument, Sunseeker, Well-Rehearsed

  

Analisando Discografias - Wretch 32

                  Wretchrospective – Wretch 32 NOTA: 8/10 No ano de 2008, foi lançado o álbum de estreia do Wretch 32, o Wretchrospective. O...