quinta-feira, 16 de julho de 2026

Review: Nova Nação do Caio Ocean

                   

Nova Nação – Caio Ocean






















NOTA: 7/10


Recentemente, o Caio Ocean lançou seu 2º EP, intitulado Nova Nação, que seguiu por um caminho diferente. Após o EP Garoto Oceano, o rapper lançou alguns singles nesse meio-tempo e decidiu preparar um trabalho voltado para reflexões sociais, políticas e existenciais, utilizando uma linguagem bastante simbólica e poética. Produzido inteiramente por OuvidoPai, o EP aposta em um som cru e direto, com uso de texturas ambientais, sintetizadores discretos, baterias eletrônicas pouco convencionais e vocais nos quais Caio abandona o Rap em favor de um canto bastante suave, gravado de forma muito próxima ao ouvinte. A sonoridade dialoga com o Liquid Drum and Bass e traz influências do 2-Step e do UK Garage. O repertório é bem curto, com 6 faixas bastante divertidas e profundas. Em suma, é um ótimo EP, que demonstra muito da sua versatilidade. 

Melhores Faixas: Mudar, Masmorras 
Vale a Pena Ouvir: Papagaios & Canhões / Total 12
 

                                                                                        É isso, então flw!!!                

Review: Loveland da Suki Waterhouse

                   

Loveland – Suki Waterhouse





















NOTA: 8,6/10


Semana passada, a Suki Waterhouse retornou com seu 3º álbum de estúdio, o Loveland. Após seu álbum anterior, a cantora assinou com a Island Records e procurou fazer um trabalho mais coeso. Em vez de apostar na variedade extrema do disco anterior, Suki concentrou seus esforços em construir uma identidade sonora consistente, baseada no Pop Rock dos anos 70, com pitadas da música alternativa. A produção, assinada por Aaron Dessner, Gabe Simon, Dan Wilson, entre outros, aposta em uma sonoridade orgânica, com guitarras limpas, baixos bastante presentes, baterias gravadas com pouca compressão, pianos discretos e cordas utilizadas para criar profundidade sem transformar as músicas em grandes baladas orquestrais. Os vocais da Suki são bem suaves e quase sussurrados, dialogando com o Soft Rock, Dream Pop e o Indie Pop. O repertório é muito legal, e as canções são bem envolventes e sentimentais. No fim, é um ótimo álbum e, até então, o melhor de sua carreira. 

Melhores Faixas: Teardrops, Weirdo, When I Get Drunk (I Want You Boy), Happy With It, Almost, Tiny Raisin, Notting Hill 
Vale a Pena Ouvir: Jukebox, Puppy Dog Eyes, Loveland


Analisando Discografias - Pyramid

                  

The Phoenix – Pyramid





















NOTA: 7/10


Em 2014, o Pyramid lançava um de seus vários EPs, intitulado The Phoenix, que trazia algo promissor. Esse projeto, formado pelo DJ e produtor Étienne Copin, começou por volta de 2011 e chamou atenção dentro da cena francesa de música eletrônica por meio de remixes e colaborações, especialmente por sua ligação com a nova geração do chamado French Touch. Tanto que isso despertou o interesse da Kitsuné Musique, que assinou um contrato com ele. A produção, feita pelo próprio Étienne Copin, é extremamente refinada e demonstra um grande cuidado com os detalhes. Os sintetizadores analógicos e digitais possuem um timbre brilhante, os baixos eletrônicos encorpados apresentam um groove muito consistente, e as baterias são programadas de maneira bastante orgânica dialogando com French House e Synthwave. O repertório contém três faixas muito boas e bastante envolventes. No fim, é um EP decente e que consegue ser divertido. 

Melhores Faixas: The Phoenix, Astral 
Vale a Pena Ouvir: Lunar Ghosts

Signals – Pyramid





















NOTA: 5/10


Foi apenas em 2021 que o Pyramid lançou seu único álbum até então, intitulado Signals. Após o EP The Phoenix, Étienne Copin acabou deixando a Kitsuné e passou a lançar seus trabalhos de forma independente. Para esse álbum, ele continuou explorando uma combinação de French House, Nu-Disco e Synthwave, ampliando essa proposta para um formato mais ambicioso, no qual cada composição parece fazer parte de uma mesma narrativa sonora. A produção segue uma sonoridade cinematográfica, com pads amplos responsáveis pela atmosfera, linhas melódicas expressivas e diversos efeitos eletrônicos. A bateria mantém uma abordagem minimalista, com grooves suaves, kicks controlados, caixas secas e hi-hats muito bem distribuídos. Mas é aí que surgem os problemas: muita coisa soa excessivamente arrastada e imprecisa. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fraquinhas. Enfim, é um disco mediano e muito decepcionante. 

Melhores Faixas: Aurevoir, Mother, Frozen Tears 
Piores Faixas: Second Sun, Motor, Space Cadet


Analisando Discografias - Coasts

                  

Coasts – Coasts





















NOTA: 1/10


Em 2016, a banda Coasts lançava seu álbum de estreia autointitulado, sendo mais uma aposta do indie britânico. Formada em 2011 na cidade de Bristol (lar do Trip Hop), a banda contava com Chris Caines (vocais), Liam Willford (guitarra), James Gamage (baixo), David Goulbourn (teclados) e Ben Street (bateria). Eles chamaram certa atenção por meio de uma sequência de singles e EPs que rapidamente conquistaram espaço entre o público do indie britânico e, com o tempo, assinaram com a Capitol Records. A produção contou com Dan Priddy, Duncan Mills, Eliot James, Fraser T. Smith, Mark Crew e Mike Spencer, que deram ao álbum uma sonoridade extremamente polida e voltada para um público amplo. As guitarras são limpas, a cozinha rítmica é bastante sólida, os sintetizadores são discretos e os vocais de Chris parecem uma imitação barata dos de Matty Healy, do The 1975. O repertório é péssimo, e as canções são bastante genéricas. No geral, é um álbum terrível e sem ousadia. 

Melhores Faixas: (........................................) 
Piores Faixas: Wash Away, You, A Rush Of Blood, Oceans, Tonight

This Life, Vol. 1 – Coasts





















NOTA: 1/10


Aí, no ano seguinte, eles lançaram seu 2º e último álbum, intitulado This Life, Vol. 1. Após o álbum de estreia, o Coasts viveu um período de intensa atividade, realizando turnês extensas e consolidando sua presença em festivais britânicos e europeus. Para esse novo trabalho, a banda decidiu seguir por um caminho mais voltado ao pop, supostamente por pressão da gravadora, já que o álbum anterior não teve tanto sucesso. A produção, feita por Mark Crew e Braque, manteve aquele lado polido e acessível. As guitarras continuam brilhantes, os sintetizadores ganham mais destaque e Chris Caines apresenta aqueles vocais limpos e emocionais, dialogando com o Pop Rock e o Synth-pop. Mas é aquilo: tudo soa bastante repetitivo, com a maioria dos momentos de explosão sendo extremamente previsível. O repertório é horrível, e as canções são bastante medíocres. No fim, é mais um álbum terrível da banda e, após isso, em 2019, eles encerraram as atividades. 

Melhores Faixas: (.........................................) 
Piores Faixas: Take Me Back Home, Born to Die, Make It Out Alive, Tomorrow, Come On Over


quarta-feira, 15 de julho de 2026

Analisando Discografias - Sade

                 

Diamond Life – Sade





















NOTA: 10/10


No ano de 1984, a Sade lançava seu clássico álbum de estreia, o Diamond Life. A banda da cantora nigeriana, que anteriormente estudava moda e chegou a trabalhar como modelo, começou a ganhar destaque quando ela foi backing vocal da banda Pride. Foi dali que ela se juntou a Stuart Matthewman (guitarras e saxofone), Andrew Hale (teclados) e Paul Spencer Denman (baixo). O som deles era um resgate ao Soul clássico com elementos do Jazz de forma sofisticada, o que despertou o interesse da Epic Records. A produção de Robin Millar segue um caminho bastante sofisticado e com foco no espaço. O baixo do Paul, com linhas melódicas, funciona como uma segunda voz; Matthewman alterna entre guitarras limpas e saxofones extremamente elegantes; Hale utiliza pianos e sintetizadores de maneira muito discreta; e os vocais da Sade são bastante limpos. O repertório é sensacional, parecendo até uma coletânea. No geral, é um belíssimo disco e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Smooth Operator, Your Love Is King, Cherry Pie, Hang On To Your Love
Vale a Pena Ouvir: Frankie's First Affair, When Am I Going To Make A Living

Promise – Sade





















NOTA: 10/10


No final de 1985, eles voltaram lançando o também maravilhoso 2º álbum, o Promise. Após o clássico Diamond Life, Sade e sua trupe escolheram um caminho bastante consciente. Em vez de modificar completamente sua identidade para surpreender o público, preferiram aperfeiçoar aquilo que já faziam com excelência. Tanto que as letras deixaram de lado as histórias de personagens urbanos com romances sofisticados para seguir um caminho mais voltado aos sentimentos humanos. A produção contou com Robin Millar, Mike Pela e Ben Rogan e foi extremamente refinada, entregando uma obra perfeita do Pop sofisticado e Smooth Soul. As linhas de baixo são profundas e extremamente elegantes; o trabalho do Matthewman com guitarras limpas e saxofones é preciso; a bateria ficou mais econômica; e os vocais da Sade são bem aconchegantes. O repertório novamente é sensacional, parecendo uma coletânea. Enfim, é outro trabalho belíssimo e um clássico absoluto. 

Melhores Faixas: The Sweetest Taboo, Is It A Crime, War Of The Hearts, Tar Baby, Never As Good As The First Time 
Vale a Pena Ouvir: Jezebel, Maureen

Stronger Than Pride – Sade





















NOTA: 9,5/10


Três anos se passaram, e a Sade lançou mais um álbum novo, o Stronger Than Pride. Após o Promise, a banda passou um período maior compondo e experimentando novas ideias, trabalhando em diferentes locais e permitindo que as músicas amadurecessem antes da gravação. Esse processo mais relaxado reflete diretamente no resultado final, que demonstra maior interesse em criar uma atmosfera contínua. A produção, feita pela banda, segue uma abordagem mais orgânica e espaçosa, com arranjos extremamente econômicos. O baixo do Paul Spencer permanece extremamente melódico, mas agora adota linhas ainda mais suaves e circulares; as guitarras limpas têm mais destaque; os teclados são bem atmosféricos; e os vocais da Sade continuam bastante naturais. Além disso, a sonoridade incorpora elementos do Reggae, música latina e ritmos africanos. O repertório é ótimo, e as canções são bem suaves e sentimentais. Enfim, é um álbum incrível e um muito ousado. 

Melhores Faixas: Paradise, Love Is Stronger Than Pride, Keep Looking, Clean Heart, I Never Thought I'd See The Day 
Vale a Pena Ouvir: Turn My Back On You, Siempre Hay Esperanza

Love Deluxe – Sade





















NOTA: 10/10


Entrando em 1992, a Sade lançou o atemporal e fantástico 4º álbum, o Love Deluxe. Após o Stronger Than Pride, eles decidiram permanecer fiéis à própria identidade no começo dos anos 90, período que estava recheado de novas tendências, mas incorporando discretamente algumas texturas modernas que não descaracterizassem sua essência. Com isso, decidiram fazer um projeto bem mais íntimo. A produção foi bem mais profunda e cinematográfica. Os arranjos são mais minimalistas; as linhas de baixo do Paul Denman são mais suaves; Andrew Hale utiliza pads, pianos elétricos e sintetizadores ambientes que ampliam a profundidade sonora; Stuart Matthewman deixa as guitarras limpas mais presentes; e os vocais da Sade são bem próximos. Já a bateria une elementos do Downtempo, Smooth Soul e Pop sofisticado. O repertório é simplesmente espetacular, parecendo uma coletânea. No fim, é um disco fantástico e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Kiss Of Life, No Ordinary Love, Like A Tattoo, Cherish The Day, Feel No Pain 
Vale a Pena Ouvir: Pearls, Bullet Proof Soul

Lovers Rock – Sade





















NOTA: 9,8/10


Oito anos se passaram e, na virada do século, a Sade lança seu 5º álbum, o Lovers Rock. Após o Love Deluxe, Sade Adu viveu mudanças importantes em sua vida, incluindo a maternidade, e isso influenciou profundamente o conteúdo das letras. O resultado foi um trabalho que apresenta uma visão muito mais ampla do amor. O álbum fala sobre relacionamentos afetivos, maternidade, amizade, imigração, sofrimento humano, escravidão, perdão e superação. A produção, feita em conjunto com Mike Pela, adota uma abordagem bem mais minimalista, entrando de cabeça no Neo Soul com elementos de Smooth Soul e Trip Hop. O baixo do Paul Spencer é quase protagonista em determinados momentos; Andrew Hale faz uso de pads suaves e pianos discretos; as guitarras são mais presentes; e a bateria traz uma vibe jamaicana e os vocais da Sade são mais íntimos. O repertório é incrível, e as canções são bem profundas e calmas. Enfim, é um álbum maravilhoso e um clássico. 

Melhores Faixas: By Your Side, Fly, Every Word, King Of Sorrow, Immigrant, Slave Song, All About Our Love 
Vale a Pena Ouvir: Lovers Rock, Somebody Already Broke My Heart

Soldier Of Love – Sade





















NOTA: 8,7/10


Então chegamos a 2010, quando foi lançado o último álbum da banda até então, o Soldier Of Love. Após o Lovers Rock, os integrantes continuaram suas vidas pessoais. A banda nunca trabalhou sob cronogramas rígidos, preferindo esperar até que houvesse inspiração suficiente para produzir um novo álbum. Aqui, os temas envolvendo o amor surgem como resistência, sobrevivência, reconstrução emocional e força diante das dificuldades da vida. A produção segue aquela abordagem minimalista, com os arranjos permanecendo econômicos, mas agora apresentando uma sonoridade mais pesada. As linhas de baixo são bem elegantes, a bateria possui mais impacto, os sintetizadores são bem atmosféricos, as guitarras têm riffs marcantes e os vocais de Sade soam mais contidos. O repertório é legalzinho, com belas canções, embora algumas pareçam meio deslocadas. No final de tudo, é um álbum bacana, mesmo que tenha certas falhas. 

Melhores Faixas: Soldier Of Love, In Another Time, Skin, Bring Me Home 
Piores Faixas: Babyfather, The Safest Place

                                                                                  É isso, um abraço e flw!!!                       

terça-feira, 14 de julho de 2026

Analisando Discografias - Beth Gibbons

                  

Out Of Season – Beth Gibbons & Rustin Man





















NOTA: 9/10


No ano de 2002, Beth Gibbons lançou um álbum colaborativo com Paul Webb, do Talk Talk, intitulado Out of Season. Após o Portishead II, a cantora sempre demonstrou certo desconforto com a fama e com as expectativas depositadas sobre sua figura. Em vez de seguir produzindo um novo projeto para o Portishead, ela decidiu trilhar um caminho diferente, unindo-se ao ex-baixista do Talk Talk, com quem compartilhava gostos semelhantes por canções lentas, arranjos minimalistas, Folk e música barroca. Produzido pelos dois, o álbum aposta em uma instrumentação acústica e orgânica. Há cordas, piano, acordeão, flautas, metais, percussões discretas e guitarras suaves, tudo gravado de maneira extremamente calorosa. O trabalho dialoga com a estética do Folk e do Jazz dos anos 60 e 70, enquanto os vocais da Beth revelam seu lado mais emocional. O repertório é incrível, e as canções são imersivas e introspectivas. No fim, é um belíssimo disco, bastante ousado. 

Melhores Faixas: Tom The Model, Spider Monkey, Funny Time Of Year, Sand River, Mysteries
Vale a Pena Ouvir: Drake, Romance

Lives Outgrown – Beth Gibbons





















NOTA: 9,2/10


Indo para 2024, Beth Gibbons lançou seu 1º álbum solo, o sensacional Lives Outgrown. Após o Out of Season com Rustin Man (vulgo Paul Webb), e depois de participar de alguns projetos esporádicos, Beth passou por uma profunda fase de reflexão sobre envelhecimento, mortalidade, despedidas e mudanças inevitáveis da vida. A cantora afirmou que esse disco nasceu de "muitos adeus": adeus a amigos, familiares e até mesmo a versões anteriores de si mesma. Produzido por ela em parceria com James Ford, o álbum construiu um trabalho extremamente orgânico, utilizando instrumentos acústicos, percussões incomuns, cordas, sopros e arranjos de caráter quase folclórico. Os arranjos são densos. Há uma sensação constante de movimento orgânico, como se os instrumentos respirassem junto com a voz da Beth, dialogando com o Chamber Folk e Art Rock. O repertório é maravilhoso, e as canções são carregadas de profundidade. Em suma, é um baita álbum, muito reflexivo. 

Melhores Faixas: Floating On A Moment, Reaching Out, Tell Me Who You Are Today, Whispering Love, Burden Of Life 
Vale a Pena Ouvir: Beyond The Sun, Lost Changes, Oceans

                                                                               Então é isso e flw!!!               

Analisando Discografias - Portishead

                  

Dummy – Portishead





















NOTA: 10/10


No ano de 1994, o Portishead lançava seu lendário álbum de estreia, intitulado Dummy. Formado em 1991 na cidade de Bristol, na Inglaterra, pela cantora Beth Gibbons, pelo produtor e multi-instrumentista Geoff Barrow e pelo guitarrista Adrian Utley, o grupo surgiu em um período em uma cena underground se desenvolvia. Nesse contexto, a cena de Bristol começava a ganhar destaque por misturar elementos do Soul, Dub, Jazz e Rap. Produzido pela banda e lançada pelo selo Go! Beat Records, o álbum faz uso de samples e batidas programadas, mas combina esses elementos como arranjos de cordas, guitarras, órgãos e efeitos cinematográficos. A bateria geralmente é lenta e pesada, criando uma sensação de tensão constante, e os vocais da Beth transmitem uma sensação de melancolia e sofrimento, mostrando as bases do Trip Hop. O repertório é sensacional, parecendo até uma coletânea. No fim, é um disco maravilhoso e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Glory Box, Roads, Sour Times, Biscuit, Mysterons, Wandering Star 
Vale a Pena Ouvir: Strangers, It Could Be Sweet
  

Portishead – Portishead





















NOTA: 10/10


Três anos se passaram, e o Portishead lançou seu clássico 2º álbum, que pode ser chamado de Portishead II. Após o atemporal Dummy, que havia sido aclamado pela crítica e ajudou a transformar o Trip Hop em um dos gêneros mais importantes da música alternativa dos anos 90, a banda enfrentou um processo de criação bastante desgastante. Nesse período, Beth Gibbons passava por problemas emocionais, enquanto Geoff Barrow estava cada vez mais interessado em técnicas de produção experimentais. Produzido por eles junto com Dave McDonald, tem um som mais agressivo e obscuro. Barrow e Adrian Utley passaram muito tempo criando texturas sonoras únicas, utilizando, por exemplo, uma enorme quantidade de ruídos, distorções, efeitos de fita e entre outros recursos. Os vocais da Beth Gibbons soam ainda mais angustiados. O repertório novamente é sensacional, parecendo uma coletânea. No geral, é um belíssimo trabalho e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: All Mine, Cowboys, Only You, Humming, Mourning Air
Vale a Pena Ouvir: Western Eyes, Over, Half Day Closing

Third – Portishead





















NOTA: 9,1/10


Então se passaram onze anos, e a banda lançou seu 3º e possivelmente último álbum, o Third. Após o Portishead II, o trio praticamente desapareceu dos holofotes, alimentando rumores de separação e fazendo com que muitos acreditassem que a banda jamais voltaria. Em vez de um retorno nostálgico, apresentou o trabalho mais estranho, sombrio e experimental de sua carreira. A produção foi bastante experimental, na qual implementaram sintetizadores analógicos, baterias eletrônicas, drones, ruídos industriais e influências vindas do Krautrock, Post-Rock, Rock Experimental e até da música eletrônica dos anos 70. A sonoridade é mais seca, fria e agressiva. Com isso, a bateria adota o estilo motorik com aquele ritmo mecânico, enquanto os vocais da Beth Gibbons soam bem mais frágeis. O repertório é muito bom, e as canções são bastante sombrias, embora algumas pareçam deslocadas. No final, é um belo álbum e muito atmosférico. 

Melhores Faixas: The Rip, Machine Gun, Threads, Hunter, Silence 
Piores Faixas: Small, We Carry On, Deep Water

 

Review: Nova Nação do Caio Ocean

                    Nova Nação – Caio Ocean NOTA: 7/10 Recentemente, o Caio Ocean lançou seu 2º EP, intitulado Nova Nação, que seguiu por um...