quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Frank Black

                 

Frank Black – Frank Black





















NOTA: 8,7/10


Em 1993, o Black Francis, ou melhor, Frank Black, lançava seu 1º trabalho solo, autointitulado. Após o Trompe Le Monde com os Pixies, a banda acabou e, com isso, Frank começou a focar em um projeto que fosse uma primeira tentativa de mostrar o que ele poderia fazer sem precisar dividir suas decisões criativas com uma banda. A diferença fundamental é que existe aqui uma sensação de liberdade maior. Frank Black parece interessado em experimentar ideias que são mais abrangentes. A produção, feita junto com Eric Drew Feldman, deixou um som pesado. As guitarras possuem bastante presença, com distorções que aparecem de maneira agressiva quando necessário, e uma bateria do Nick Vincent que mantem um movimento. Enquanto isso, o baixo do próprio Eric possui linhas que preenchem os espaços, e os vocais são bem agressivos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas. Enfim, é um ótimo disco e que mostrou algo bem diferenciado. 

Melhores Faixas: Los Angeles, I Heard Ramona Sing, Old Black Dawning, Every Time I Go Around Here, Places Named After Numbers 
Vale a Pena Ouvir: Czar, Hang On To Your Ego, Don't Ya Rile 'Em

Teenager Of The Year – Frank Black





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, o Frank Black lançava seu 2º álbum solo, o sensacional Teenage of the Year. Após o álbum anterior, ele já tinha entendido que não precisava escolher entre ser agressivo, melódico, estranho ou experimental. Essa liberdade também aparece na quantidade de músicas. O disco é enorme para os padrões do Rock alternativo, com uma sequência extensa de composições relativamente curtas. Em vez de construir um álbum baseado em poucas músicas longas e desenvolvidas, Frank Black trabalha com pequenas ideias, cada uma com sua própria personalidade. A produção seguiu uma abordagem mais ampla, com elementos que lembram até Power Pop. As guitarras têm tanto riffs pesados e distorcidos quanto linhas mais limpas e melodiosas. A seção rítmica é bastante dinâmica, e os vocais são muito bem alternados. O repertório é incrível, e as canções são todas bem energéticas e surrealistas. No geral, é um baita disco e muito bem amarrado. 

Melhores Faixas: Speedy Marie, Headache, Thalassocracy, Calistan, Superabound, I Could Stay Here Forever, Big Noise, Two Reelers, White Noise Maker, Olé Mulholland, Pie In The Sky 
Vale a Pena Ouvir: The Vanishing Spies, Pure Denizen Of The Citizens Band, Space Is Gonna Do Me Good, (I Want To Live On An) Abstract Plain

The Cult Of Ray – Frank Black





















NOTA: 6/10


Se passaram dois anos, e Frank Black lançava mais um álbum, o The Cult of Ray. Após o Teenage of the Year, ele decidiu apresentar uma mudança perceptível de abordagem. Em vez da enorme quantidade de ideias e da sensação quase caótica do último álbum, existe aqui uma tentativa de trabalhar com um formato mais direto, mais seco e mais concentrado. O próprio título já aponta para uma parte importante do universo artístico de Frank Black: sua fascinação por ficção científica e cultura popular. Produzido por ele próprio, o álbum segue uma abordagem crua e direta, que combina tanto Rock Alternativo e Indie Rock com elementos do Punk Rock. As guitarras criam riffs e acompanham a estrutura das músicas. A cozinha rítmica é bastante enxuta, mas o problema é que tudo soa muito simplista, e os vocais do Frank às vezes estão fora da proposta pedida. O repertório é mediano, com canções boas e outras sem graça. Enfim, é um trabalho mediano e muito impreciso. 

Melhores Faixas: The Marsist, The Cult Of Ray, Men In Black 
Piores Faixas: The Last Stand Of Shazeb Andleeb, Dance War, The Adventure And The Resolution

Honeycomb – Frank Black





















NOTA: 8/10


Foi apenas em 2005 que Frank Black voltava com um novo álbum intitulado Honeycomb. Após o The Cult of Ray, em vez de continuar trabalhando exclusivamente dentro daquela linguagem de banda, ele passou a olhar com mais atenção para suas influências de Country Music, Blues e Americana. Ele estava interessado em descobrir como suas composições funcionariam quando colocadas nas mãos de músicos profundamente familiarizados com esse tipo de linguagem. A produção de Jon Tiven seguiu uma sonoridade orgânica e quente, que junta elementos do Alt-Country e Country Rock. As guitarras trabalham com dedilhados, acordes limpos, pequenas respostas melódicas e solos discretos. Os teclados colocam camadas que deixam o som aquecido, e a cozinha rítmica é bem relaxada. O repertório é muito bom, e as canções são bem relaxantes e melódicas. No geral, é um disco bacana e que acabou sendo injustamente ignorado pelos fãs. 

Melhores Faixas: Sunday Sunny Mill Valley Groove Day, I Burn Today 
Vale a Pena Ouvir: Honeycomb, Strange Goodbye, Sing For Joy, Lone Child

Fast Man Raider Man – Frank Black





















NOTA: 7/10


Então chegamos em 2006, quando Frank Black lançava seu último álbum até então, o Fast Man Raider Man. Após o Honeycomb, o nosso querido Black Francis quis fazer um trabalho duplo, que juntasse todas as suas influências, como Rock, Country, Gospel, números mais psicodélicos, composições bastante elétricas e momentos extremamente intimistas. O resultado é quase uma coleção de diferentes lados do compositor. A produção foi relativamente a mesma, só que agora tentaram trazer arranjos mais variados. As guitarras continuam sendo fundamentais, alternando entre riffs limpos e pesados; em outras, trabalham com slide guitar ou pedal steel. O baixo e a bateria têm um pouco mais de presença, e o uso de piano e teclados tem muito destaque, apesar de alguns momentos soarem excessivos. O repertório é bom, tem canções legais e algumas genéricas. Em suma, é um álbum interessante, mas que poderia ter sido melhor se tivesse uma seleção única. 

Melhores Faixas: In The Time Of My Ruin, If Your Poison Gets You, Dirty Old Town, I'm Not Dead (I'm In Pittsburgh), The Real El Rey, Don't Cry That Way, Fare Thee Well 
Piores Faixas: Seven Days, The End Of The Summer, Dog Sleep, Holland Town, Kiss My Ring


                                                                                              Bom é isso e flw!!!            

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Pixies

                 

Surfer Rosa – Pixies





















NOTA: 10/10


No ano de 1988, o Pixies lançava seu clássico álbum de estreia, intitulado Surfer Rosa. Formado dois anos antes, na cidade de Boston, Massachusetts, por Black Francis nos vocais e guitarra, Joey Santiago na guitarra, Kim Deal no baixo e vocais e David Lovering na bateria, a banda trazia uma proposta que era meio estranha, já que juntava Noise Rock, Surf Music, Indie Rock e elementos quase surreais que já faziam parte de sua identidade. Foi isso que fez a banda assinar com a gravadora independente 4AD Records, onde lançou um EP e começou a preparar esse álbum. A produção da lenda Steve Albini é extremamente crua e direta. As guitarras do Joey conseguem soar ásperas, cortantes e agressivas sem perder definição, enquanto o baixo da Kim Deal e a bateria do David Lovering dão ao álbum uma base pesada e bastante física, e os vocais são bem alternados. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. Enfim, é um baita disco e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: Where Is My Mind?, Gigantic, Bone Machine, Break My Body, River Euphrates, Brick Is Red 
Vale a Pena Ouvir: Cactus, Vamos, Oh My Golly!

Doolittle – Pixies





















NOTA: 10/10


No ano seguinte, o Pixies lançava seu atemporal e sensacional 2º álbum, o Doolittle. Após o Surfer Rosa, eles queriam fazer um trabalho que fosse ainda mais estranho, agressivo e imprevisível, porém existe uma sensação maior de controle e refinamento nas composições. Black Francis continua sendo o principal responsável pela direção criativa, com seu universo lírico completamente peculiar, misturando imagens religiosas, sexo, violência, morte, natureza, surrealismo e situações aparentemente absurdas. A produção, feita agora por Gil Norton, deixou o som mais definido, sem tirar aquele peso característico, juntando tanto Indie Rock quanto Rock Alternativo tradicional. As guitarras ficaram mais ásperas e agressivas, o baixo é bastante constante e a bateria, econômica, enquanto os vocais da Kim e do Black Francis são bem alternados. O repertório é espetacular, também parecendo uma coletânea. No final, é um disco incrível e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Here Comes Your Man, Monkey Gone To Heaven, Debaser, Gouge Away, Hey, Wave Of Mutilation, I Bleed 
Vale a Pena Ouvir: Dead, There Goes My Gun, Mr. Grieves

Bossanova – Pixies





















NOTA: 9,8/10


Entrando nos anos 90, o Pixies lançava seu 3º álbum, o também sensacional Bossanova. Após o Doolittle, a banda mergulhou muito mais em atmosferas de ficção científica, Surf Rock e texturas mais expansivas, com os Pixies mais preocupados em criar uma atmosfera contínua. Existe menos daquela sensação de que cada música está tentando surpreender o ouvinte imediatamente. Muitas composições trabalham com riffs repetitivos, grooves mais constantes e uma sonoridade mais espaçosa. Produzido mais uma vez por Gil Norton, o álbum apresenta um som mais limpo e espaçoso. As guitarras possuem peso, mas alternam riffs distorcidos, texturas e momentos meio surfistas. O baixo ficou mais sustentável e a bateria, muito dinâmica, enquanto os vocais do Black Francis ficaram mais variados. O repertório é incrível, e as canções são bem pesadas e, ao mesmo tempo, divertidas. Enfim, é outro disco maravilhoso e que também é um clássico. 

Melhores Faixas: Velouria, Dig For Fire, Down To The Well, Alison, The Happening, Ana 
Vale a Pena Ouvir: Havalina, Rock Music, Stormy Wheather, All Over The World

Trompe Le Monde – Pixies





















NOTA: 9,2/10


Mais um ano se passou, e a banda lançava seu 4º álbum, intitulado Trompe Le Monde. Após o Bossanova, eles decidiram fazer um trabalho que recupera parte da energia mais violenta do Surfer Rosa, mas não simplesmente como uma tentativa de voltar ao passado. O disco apresenta guitarras mais pesadas, riffs mais diretos, bateria mais agressiva e uma quantidade considerável de ruído, mas ainda existem melodias Pop, momentos atmosféricos e experimentações. A produção seguiu uma abordagem obviamente mais pesada e robusta, com eles implementando, dentro do universo do Indie Rock deles, elementos do Grunge, Noise Pop, Punk Rock e Shoegaze. As guitarras possuem riffs pesados e distorcidos, o baixo ficou mais sustentável e a bateria assume uma postura mais firme. Os vocais do Black Francis voltaram a ser mais agressivos. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas e espaciais. No fim, é um belo disco e que é muito subestimado. 

Melhores Faixas: Alec Eiffel, Motorway To Roswell, Planet Of Sound, Head On, Sad Punk, Bird Dream Of The Olympus Mons, U-Mass, Letter To Memphis, The Navajo Know 
Vale a Pena Ouvir: Subbacultcha, Trompe Le Monde, Space (I Believe In)

Indie Cindy – Pixies





















NOTA: 6/10


Foi apenas em 2014 que o Pixies retornou com seu 5º álbum, intitulado Indie Cindy. Após o Trompe Le Monde, a banda praticamente acabou devido a várias tensões criativas, e cada um seguiu seu caminho, até que, em 2003, eles retornaram, focando apenas em suas turnês, até que, em 2012, Kim Deal decidiu sair de vez e, no seu lugar, entrou temporariamente Simon Deal. Para seu primeiro projeto depois de anos, decidiram fazer algo bem mais despretensioso. A produção contou com Gil Norton, que deixou um som deliberadamente limpo e controlado. As guitarras possuem riffs distorcidos e algumas texturas bastante interessantes, o baixo ficou bem mais sustentável e servindo mais como complemento, e a bateria tem sua eficiência, assim como os vocais do Black Francis. Mas tudo soa muito sem imersão e faltando algo bem mais preciso. O repertório é irregular, tem canções boas e outras muito nada a ver. Enfim, é um álbum mediano e muito desanimado. 

Melhores Faixas: Indie Cindy, Greens And Blues, Silver Snail 
Piores Faixas: Jaime Bravo, Ring The Bell, Blue Eyed Haxe

Head Carrier – Pixies





















NOTA: 8,2/10


Dois anos se passaram, e o Pixies lançava mais um trabalho novo, o Head Carrier. Após o Indie Cindy, a banda teve a entrada de Paz Lenchantin, que assume o baixo e também contribui vocalmente. Eles decidiram fazer um equilíbrio entre sua fase clássica e uma abordagem mais moderna. Existem guitarras distorcidas, riffs fortes, mudanças de dinâmica e vocais agressivos, mas também aparecem músicas mais melódicas e atmosferas menos abrasivas. A produção, feita por Tom Dalgety, deixou uma sonoridade limpa e com uma certa clareza. As guitarras variam entre riffs pesados, linhas mais melódicas e texturas distorcidas. A cozinha rítmica consegue ser bem movimentada, e os vocais do Black Francis conseguem alternar entre momentos agressivos e momentos suaves. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e, algumas vezes, mais agressivas. Enfim, é um disco bacana e que envelheceu muito bem. 

Melhores Faixas: All I Think About Now, Classic Masher, Talent 
Vale a Pena Ouvir: Might As Well Be Gone, Head Carrier, Plaster Of Paris

Beneath The Eyrie – Pixies





















NOTA: 8,5/10


Três anos se passam, e os Pixies voltam com outro ótimo álbum, o Beneath the Eyrie. Após o Head Carrier, eles decidiram fazer algo bem mais diferenciado, explorando um universo nunca imaginado. Existe uma atmosfera mais sombria, quase gótica em determinados momentos, com referências a criaturas estranhas, religião, morte, natureza e situações misteriosas. Black Francis continua utilizando sua maneira peculiar de escrever, mas agora as imagens parecem dialogar ainda mais diretamente com a música. A produção seguiu uma sonoridade mais orgânica e encorpada, que junta tanto Rock Alternativo quanto Rock Gótico. As guitarras variam entre riffs pesados, linhas melódicas e passagens mais atmosféricas. O baixo ficou mais presente e a bateria é bem eficiente, enquanto os vocais do Black Francis alternam muito bem entre momentos melódicos e agressivos. O repertório é muito legal, e as canções são bem noturnas. No geral, é um disco bacana e merece ser redescoberto. 

Melhores Faixas: Catfish Kate, Graveyard Hill, Daniel Boone, Ready For Love, Long Rider
Vale a Pena Ouvir: Silver Bullet, This Is My Fate, St. Nazaire

Doggerel – Pixies





















NOTA: 5/10


Três anos depois, os Pixies voltavam com seu 8º álbum de estúdio, o fraquíssimo Doggerel. Após o Beneath the Eyrie, a banda estava muito mais interessada em deixar as músicas se desenvolverem de maneira mais convencional. O objetivo aqui é trabalhar com uma versão mais ampla e acessível da identidade deles, misturando Rock Alternativo, Indie Rock, Folk e momentos mais pesados. A produção foi bem mais organizada e explorou várias temáticas. As guitarras possuem bastante definição, o baixo aparece com clareza e a bateria tem um peso controlado. Já os vocais do Black Francis alternam momentos agressivos e melódicos, além da voz da Paz, que complementa alguns espaços que ficam vazios. Mas o problema é que tudo aqui soa muito arrastado e com momentos que são muito simplistas. O repertório é irregular, tem canções legais e outras que são bem chatinhas. Enfim, é um álbum mediano e que só existe mesmo. 

Melhores Faixas: Vault Of Heaven, Who's More Sorry Now?, There's A Moon On 
Piores Faixas: Doggerel, Haunted House, Pagan Man

The Night The Zombies Came – Pixies





















NOTA: 6/10


Então chegamos em 2024, quando eles lançaram seu mais recente álbum, o The Night the Zombies Came. Após o Doggerel, Paz Lenchantin deixou a banda, depois de cerca de uma década, e Emma Richardson assumiu seu lugar no baixo. O contexto do álbum também é curioso, porque o título sugere um disco conceitual de horror, mas ele não é exatamente um álbum sobre zumbis. Black Francis explicou que “zombies” acabou funcionando como uma espécie de palavra-chave durante a criação. A produção, feita mais uma vez por Tom Dalgety, colocou um som limpo e controlado. As guitarras do Joey são distorcidas e com riffs bastante tradicionais. O baixo ficou mais integrado e a bateria continua muito controlada. Já os vocais do Frank Black estão mais melódicos, e, com isso, temos uma banda que está, do começo ao fim, completamente limitada. O repertório é fraco, tem canções boas e outras genéricas. Enfim, é outro álbum mediano e sem ousadia. 

Melhores Faixas: Primrose, Hypnotised, The Vegas Suite, Motoroller 
Piores Faixas: Oyster Beds, You're So Impatient, Ernest Evans, Mercy Me


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                         

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Analisando Discografias - ChocQuibTown

                  

Oro – ChocQuibTown





















NOTA: 4/10


Em 2010, foi lançado o álbum de estreia do ChocQuibTown, intitulado Oro, que vinha depois de uma série de acontecimentos. Formado em 2003, na cidade de Chocó, na Colômbia, pelos irmãos Miguel "Slow" Martínez e Gloria "Goyo" Martínez, além de Carlos "Tostão" Valencia. Três amigos que decidiram formar um projeto que fosse uma fusão da música afro-caribenha colombiana com o Rap, a partir da perspectiva do povo afro-caribenho do Chocó, e para promover esse canto e essa cultura negligenciados da Colômbia. Com isso, lançaram projetos independentes até assinar com a National Records. A produção, feita por Slow Mike, colocou um som limpo, só que muito orgânico, com beats que têm uma lógica corporal muito forte. O baixo ocupa uma posição importante, enquanto as percussões ajudam a criar um movimento constante, só que tem muita coisa que soa imprecisa. O repertório é fraco, tem canções boas e outras genéricas. Enfim, é um álbum ruim e que tem muitos erros. 

Melhores Faixas: De Donde Vengo Yo, Somos Pacifico, Rumba Sin Pelea 
Piores Faixas: El Bombo (Toquemen El Bombo), Te Saco A Corre, Son Bereju, Oro, Infiel

Eso Es Lo Que Hay – ChocQuibTown





















NOTA: 8,5/10


No ano seguinte, o ChocQuibTown se consolida com seu 2º álbum, intitulado Eso Es Lo Que Hay. Após o Oro, o grupo acabou assinando com a Sony Music e, com isso, decidiu fazer um disco interessado em demonstrar que a cultura do Pacífico poderia ocupar um espaço importante dentro da música popular sem precisar ser apresentada de maneira folclórica ou excessivamente tradicional. A produção, feita por Andrés Castro e Slow Mike junto com o próprio Miguel “Slow” Martínez, segue uma abordagem mais ampla, juntando tanto o Rap latino quanto a música latina alternativa. Os beats são bem abertos, contando com baterias econômicas e muito uso de percussão. O baixo também tem presença suficiente para sustentar os grooves e criar uma conexão entre o Rap e as influências afro-latinas, fora os vocais, que são bem destacados, principalmente os da Gloria. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem divertidas. Enfim, é um disco bacana e muito bem estruturado. 

Melhores Faixas: Calentura, Uh La La, Robber, Hasta El Techo 
Vale a Pena Ouvir: Tu Canción, En El Aire, Lindo Cielo

El Mismo – ChocQuibTown





















NOTA: 8/10


Em 2015, foi lançado o 3º e possivelmente o último álbum do trio, intitulado El Mismo. Após o Eso Es Lo Que Hay, esse trabalho possui uma ideia de continuidade, de permanecer fiel àquilo que o grupo é, mesmo diante de uma expansão cada vez maior de sua sonoridade. O grupo já tinha demonstrado que era possível levar referências do Pacífico colombiano para um público muito maior sem precisar transformá-las em algo puramente folclórico. A produção, feita por Andrés Castro & Slow Mike, seguiu uma abordagem polida e, ao mesmo tempo, orgânica. O elemento que mais chama atenção é a maneira como baixo, percussão e batidas eletrônicas trabalham juntos para manter praticamente todo o disco em movimento. O uso de ritmos afro-colombianos continua presente, além de os vocais terem ficado mais melódicos e saído um pouco do Rap. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem envolventes. Enfim, é um disco bacana e, após isso, o trio se desfez. 

Melhores Faixas: Nadie Dijo, Desde El Día En Que Te Fuiste 
Vale a Pena Ouvir: Salsa & Choke, Nuquí (Te Quiero Para Mí), Cuando Te Veo, No Te Espero Más

                                                                                        É isso, então flw!!!             

Analisando Discografias - Holy Ghost!

                  

Holy Ghost! – Holy Ghost!





















NOTA: 9/10


No ano de 2011, o Holy Ghost! lançava seu álbum de estreia autointitulado, que trazia uma proposta interessante. Formado em 2007, no Brooklyn, em Nova York, pelo duo Nick Millhiser e Alex Frankel, eles decidiram fazer um trabalho que resgatava a abordagem clássica dos anos 80 com uma temática moderna. Com eles assinando com a DFA Records, decidiram fazer um álbum que dá bastante importância aos sintetizadores, às linhas de baixo, às batidas mecânicas e à construção de grooves que possam sustentar uma faixa durante vários minutos. A produção, feita pela própria dupla, é bastante limpa e sofisticada, com eles juntando Synth-pop, Dance-Pop e pitadas do Electropop. Os sintetizadores criam melodias enquanto estabelecem camadas atmosféricas, o baixo é bastante constante e as baterias eletrônicas servem como bases firmes. O repertório é incrível, e as canções são bastante divertidas. Enfim, é um baita disco de estreia e muito consistente. 

Melhores Faixas: Do It, Again, Hold On, Wait & See, Hold My Breath, Static On The Wire 
Vale a Pena Ouvir: Say My Name, Some Children

Dynamics – Holy Ghost!





















NOTA: 8,5/10


Se passaram dois anos para o Holy Ghost! lançar seu 2º álbum de estúdio, o Dynamics. Após o álbum de estreia, o duo decidiu fazer um projeto mais bem construído. Existe uma tentativa maior de organizar as músicas dentro de uma sequência, explorar diferentes velocidades e ampliar a paleta instrumental sem abandonar a essência dançante. Em vez de fazer outro disco predominantemente voltado para grandes faixas de pista, eles tentam incorporar momentos mais melancólicos e até mais lentos. A produção seguiu uma abordagem mais detalhada, só que sem tirar a acessibilidade. Existe uma quantidade enorme de sintetizadores e teclados que exploram diferentes camadas, timbres e texturas, além de dialogarem com as baterias, que são bem firmes, e com um uso de guitarra que deixa uma abordagem bem New Wave. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes e atmosféricas. No fim, é um disco bacana e que teve mais variação. 

Melhores Faixas: Bridge And Tunnel, Okay, I Wanna Be Your Hand, It Must Be The Weather Vale a Pena Ouvir: Changing Of The Guard, Don't Look Down, Dub Disco Ideas

Work – Holy Ghost!





















NOTA: 5/10


Então chegamos em 2019, quando o Holy Ghost! lançou seu 3º e mais recente álbum, o Work. Após o Dynamics, a dupla acabou saindo da DFA Records e passou a lançar seus trabalhos pela West End Records, uma subsidiária da BMG. Com isso, decidiram ter uma preocupação maior em transformar as influências do duo em uma sonoridade mais madura, mais espaçosa e, em vários momentos, mais melancólica. A produção deles seguiu uma sonoridade mais espaçosa e aberta, com eles colocando uma influência maior de Nu-Disco, só que dialogando com o Electropop e o Synth-pop característicos. Os sintetizadores alternam entre linhas melódicas e momentos atmosféricos, a bateria teve uma maior rigidez e o baixo conduz o groove. O problema é que tudo soa quase como uma repetição do último trabalho, só que carecendo de imersão. O repertório é mediano, contendo canções boas e outras muito sem graça. No final, é um álbum irregular e que não é muito interessante. 

Melhores Faixas: Do This, Epton On Broadway (Part I), Heaven Forbid 
Piores Faixas: Soon, Heaven Knows What, Anxious

                                                                                        É isso, então flw!!!             

Analisando Discografias - Frank Black

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