quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Blur

                 

Leisure – Blur





















NOTA: 8/10


Em 1991, o Blur lançava seu álbum de estreia, o diferenciado e curioso Leisure. Formada em 1988 e vinda da capital Londres, a banda contava com Damon Albarn nos vocais, Graham Coxon nas guitarras, Alex James no baixo e Dave Rowntree na bateria. Eles começaram a ganhar destaque na cena alternativa, o que os levou assinar com a Food Records. O negócio é que, para esse trabalho, a banda ainda estava seguindo as tendências que dominavam o Rock britânico. A produção contou com Steve Lovell, Steve Power, Stephen Street e Mike Thorne, que seguiram uma abordagem meio enevoada, já que segue totalmente o Baggy, mas com elementos do Shoegaze, Noise Pop e da psicodelia. Com isso, temos guitarras reverberadas, linhas de baixo encorpadas e uma bateria consistente, além, é claro, dos vocais relaxados do Damon. O repertório é legalzinho, com algumas canções boas e outras fraquinhas. Enfim, é um disco bom, mas ainda faltava algo a mais. 

Melhores Faixas: There's No Other Way, Sing, She's So High, Fool, Slow Down, Wear Me Down 
Piores Faixas: Come Together, High Cool

Modern Life Is Rubbish – Blur





















NOTA: 9,3/10


Dois anos se passaram até o Blur lançar seu 2º álbum, intitulado Modern Life Is Rubbish. Após o Leisure, a banda começou a se afastar dessas referências para desenvolver uma sonoridade mais pessoal, ligada à tradição da música pop britânica e à observação da vida cotidiana no Reino Unido. Essa necessidade se tornou especialmente importante depois que a popularidade do Shoegaze e do Madchester começou a perder força, obrigando diversas bandas britânicas a repensar suas propostas. A produção contou mais ou menos com os mesmos nomes, que adotaram uma abordagem limpa e totalmente voltada para o Britpop. As guitarras do Graham Coxon ficaram mais diversificadas, contando com riffs diretos e acordes abertos; o baixo do Alex James possui linhas melódicas; a bateria do Dave Rowntree é bem variada; e os vocais de Damon são bem expressivos. O repertório é incrível, e as canções são muito divertidas. Enfim, é um baita disco e foi certeiro. 

Melhores Faixas: For Tomorrow, Chemical World, Blue Jeans, Advert, Sunday Sunday, Star Shaped, Resigned, Villa Rosie 
Vale a Pena Ouvir: Colin Zeal, Coping, Miss America

Parklife – Blur





















NOTA: 10/10


No ano de 1994, o Blur lançava seu clássico e sensacional 3º álbum de estúdio, o Parklife. Após o Modern Life Is Rubbish, o grupo aprofundou sua aproximação com a tradição da música Pop britânica, além de explorar diferentes aspectos da vida urbana, desde a rotina dos trabalhadores e o comportamento das pessoas em espaços públicos até a alienação, o consumismo e a sensação de que a modernidade pode produzir experiências simultaneamente banais e absurdas. A produção seguiu um som polido, mas que não tira um certo peso, combinando Britpop com Rock Alternativo e elementos do Power Pop e da New Wave. As guitarras do Graham alternam entre riffs secos e acordes abertos; o baixo do Alex James apresenta linhas que estabelecem movimento; a bateria do Dave está mais firme; e os vocais do Damon são muito versáteis. O repertório é maravilhoso, parecendo uma coletânea. No final, é um baita disco e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: Parklife, Girls & Boys, End Of A Century, Tracy Jacks, Trouble In The Message Centre, To The End, Badhead 
Vale a Pena Ouvir: Clover Over Dover, This Is A Low, Bank Holiday

The Great Escape – Blur





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, o Blur lançava seu 4º álbum de estúdio, intitulado The Great Escape. Após o Parklife, eles decidiram fazer um trabalho que explora com maior insistência a solidão, o isolamento e a sensação de que muitas pessoas estão presas a vidas das quais gostariam de escapar. O álbum também surgiu em um período de grande visibilidade para o Britpop, quando a rivalidade entre Blur e Oasis passou a ocupar uma posição importante na discussão sobre a música britânica. A produção foi feita inteiramente por Stephen Street, que deixou a sonoridade mais carregada. As guitarras alternam entre riffs incisivos e distorções, com momentos complementares; o baixo mantém uma presença marcante, contribuindo tanto para o movimento rítmico quanto para a construção melódica; e a bateria continua variando entre momentos acelerados e cadenciados. O repertório é sensacional, e as canções são bem energéticas. Enfim, é um disco bacana, mas que ficou atrás do seu rival. 

Melhores Faixas: The Universal, Country House, Charmless Man, Stereotypes, It Could Be You, Globe Alone, He Thought Of Cars, Entertain Me 
Vale a Pena Ouvir: Ernold Same, Yuko And Hiro, Best Days

Blur – Blur





















NOTA: 9/10


Dois anos se passaram até a banda retornar com seu 5º álbum, autointitulado, que trouxe mudanças. Após o The Great Escape, em vez de continuar aprofundando a combinação do Pop britânico, referências à cultura nacional, arranjos teatrais e observações satíricas que caracterizava os discos anteriores, o grupo passou a incorporar influências do Rock Alternativo norte-americano e do Noise Pop. A produção, feita em conjunto com Stephen Street, foi extremamente pesada e apresentou momentos quase Lo-fi. As guitarras do Graham Coxon possuem distorções, ruídos, riffs repetitivos e acordes mais ásperos, que ajudam a estabelecer a personalidade do álbum. A cozinha rítmica é bastante eficiente e até mais intensa, e os vocais do Damon Albarn estão mais agressivos, embora em alguns momentos sejam mais contidos. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas e imersivas. Enfim, é um baita disco, que foi bastante ousado. 

Melhores Faixas: Song 2, Beetlebum, You’re So Great, Country Sad Ballad Man, I'm Just A Killer For Your Love, Look Inside America, Movin' On 
Vale a Pena Ouvir: Strange News From Another Star, Chinese Bombs, M.O.R.

13 – Blur





















NOTA: 10/10


Chegando ao fim dos anos 90, o Blur lança outro álbum fantástico, intitulado 13. Após o disco anterior, a banda estava praticamente deixando de lado aquela pegada do Britpop e parecia cada vez mais interessada em descobrir até onde poderia levar sua própria identidade. A composição passou a acomodar sentimentos contraditórios, passagens prolongadas, mudanças de intensidade e momentos atmosféricos. A produção foi feita junto com William Orbit, que ajudou a construir uma sonoridade bem mais experimental e detalhada, juntando Rock Alternativo, Art Rock e música psicodélica. As guitarras do Graham Coxon estão mais ásperas e possuem bem mais texturas; o baixo do Alex James e a bateria do Dave Rowntree oferecem uma base que consegue ser firme e abstrata; e os vocais de Damon estão mais vulneráveis. O repertório é maravilhoso, também parecendo uma coletânea. No final, é um baita disco e um dos melhores álbuns de todos os tempos.

Melhores Faixas: Tender, No Distance Left To Run, Cofee & TV, Caramel, 1992, Bugman 
Vale a Pena Ouvir: Trimm Trabb, Swamp Song, Mellow Song

Think Tank – Blur





















NOTA: 8,7/10


No ano de 2003, o Blur lançava mais um álbum, o Think Tank, que foi bem mais introspectivo. Após o clássico 13, as tensões criativas entre Damon Albarn e Graham Coxon se intensificaram durante o processo de criação, até que o guitarrista deixou de participar das gravações do álbum. Com isso, eles meio que decidiram fazer um projeto que reduz a importância da guitarra como força principal e coloca a banda em contato com uma linguagem mais cosmopolita e eletrônica. A produção foi feita em conjunto com Ben Hillier, Fatboy Slim e William Orbit, que seguiram um caminho sonoro mais denso e variado. Embora ainda mantenha elementos do Rock Alternativo, tem muitas influências da música eletrônica e do Trip Hop. A bateria do Dave Rowntree consegue ser muito variada, o baixo ficou bem integrado e o uso de efeitos e programação deixa tudo mais mecânico. O repertório é muito bom, e as canções são bem atmosféricas. Enfim, é um trabalho legal e muito coeso. 

Melhores Faixas: Out Of Time, Good Song, Ambulance, Crazy Beat, Jets, Sweet Song 
Vale a Pena Ouvir: Caravan, On The Way To The Club, Gene By Gene

The Magic Whip – Blur





















NOTA: 8,5/10


Doze anos se passaram até a banda retornar com seu 8º álbum, o The Magic Whip. Após o Think Tank, o Blur acabou entrando em um pequeno hiato, com cada um se concentrando em seus próprios projetos. É claro que eles voltaram a se reunir, mas sem gravar material novo. Até que, em 2013, começaram a gravar a partir de sessões realizadas em Hong Kong, durante um período em que a banda estava reunida na cidade por causa de compromissos profissionais. A produção, feita como sempre junto com Stephen Street, deixou a sonoridade muito equilibrada. As guitarras do Graham alternam entre riffs incisivos, linhas melódicas delicadas e texturas que acrescentam uma certa estranheza. A seção rítmica é muito bem conduzida, e o uso de sintetizadores e efeitos cria momentos dissonantes e modifica o ambiente, enquanto os vocais do Damon parecem mais distantes. O repertório é ótimo, e as canções são mais críticas. No geral, é um disco bacana e que teve mais confronto. 

Melhores Faixas: Go Out, Ghost Ship, There Are Too Many Of Us, Ice Cream Man 
Vale a Pena Ouvir: New World Towers, Pyongyang, I Broadcast

The Ballad Of Darren – Blur





















NOTA: 8,8/10


Então, chegamos a 2023, quando o Blur lançou seu álbum mais recente, o The Ballad Of Darren. Após o The Magic Whip, Damon Albarn continuou envolvido em diferentes projetos, enquanto os demais também seguiram com suas atividades individuais. Esse novo projeto trabalha com sentimentos relacionados à passagem do tempo, à perda, à fragilidade e à incerteza. A música reflete uma postura mais madura, na qual as experiências acumuladas ao longo da carreira parecem ter substituído a urgência de antes. A produção, feita inteiramente por James Ford, trouxe um som muito dinâmico, que junta Art Rock e Indie Pop, além de elementos psicodélicos. As guitarras do Graham Coxon ficaram mais melódicas e atmosféricas; o baixo do Alex James é mais presente; a bateria do Dave Rowntree sustenta tudo; e os vocais do Damon estão mais introspectivos. O repertório é muito bom, e as canções conseguem ser bastante profundas. Em suma, é um ótimo disco que merece ser revisitado. 

Melhores Faixas: The Narcissist, The Heights, Barbaric, St. Charles Square 
Vale a Pena Ouvir: The Ballad, Goodbye Albert, Avalon


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                          

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Analisando Discografias - John Squire

                  

Time Changes Everything – John Squire





















NOTA: 8/10


No ano de 2002, John Squire lançava seu 1º álbum solo, o Time Changes Everything. Após o fim do The Stone Roses, o guitarrista passou a desenvolver outros caminhos musicais. Essa trajetória permitiu que ele explorasse referências mais próximas do rock tradicional, do blues e da psicodelia, sem depender exclusivamente da identidade sonora que havia construído com sua banda original. A produção, feita em parceria com Simon Dawson, seguiu uma sonoridade orgânica, muito orientada para o Folk, com elementos do Heartland Rock. A guitarra de Squire é o principal elemento de identidade do disco, tanto pela construção dos riffs quanto pelas frases melódicas e intervenções instrumentais, além, é claro, de seus vocais, que são bem crus e espontâneos. O repertório é muito bom, e as canções são bem profundas e melancólicas. Enfim, é um disco bacana que vale a pena ir atrás. 

Melhores Faixas: Time Changes Everything, Transatlantic Near Death Experience 
Vale a Pena Ouvir: I Miss You, Shine A Little Light, Strange Feeling
  

Marshall's House – John Squire





















NOTA: 7/10


Dois anos se passaram até John Squire lançar seu 2º álbum solo, o Marshall’s House. Após o Time Changes Everything, o guitarrista decidiu fazer um trabalho menos dependente de tendências contemporâneas e mais ligado à instrumentação, às melodias e às possibilidades expressivas do formato de banda. O álbum apresenta uma espécie de conceito, no qual cada faixa tem o nome de uma pintura de Edward Hopper. A produção, feita novamente por Squire em parceria com Simon Dawson, seguiu uma abordagem bem mais limpa e tradicional. As guitarras apresentam uma combinação de acordes abertos, riffs de andamento moderado, linhas melódicas e intervenções instrumentais que acrescentam movimento. A seção rítmica utiliza grooves relativamente descontraídos, embora haja momentos em que tudo soa muito pouco desenvolvido. O repertório é legalzinho, tem canções boas e algumas esquisitas. No final, é um álbum bom, mas que tem suas falhas. 

Melhores Faixas: Hotel Room, Summertime, Room In Brooklyn, Marshall's House 
Piores Faixas: Cape Cod Morning, Tables For Ladies, People In The Sun

Liam Gallagher John Squire – Liam Gallagher & John Squire





















NOTA: 5/10


Em 2024, Liam Gallagher e John Squire lançaram um álbum colaborativo que ninguém estava esperando. Após o Marshall's House, o guitarrista acabou se concentrando mais no retorno do The Stone Roses, que durou até 2017, e, depois disso, passou a se dedicar a outros projetos. Com isso, após tocar em alguns shows do Liam, surgiu o convite para que os dois fizessem um trabalho colaborativo. A produção, feita por Greg Kurstin, seguiu um som limpo e, ao mesmo tempo, detalhado. As guitarras do Squire apresentam todo aquele estilo do Blues Rock, além de passagens psicodélicas, solos prolongados e acompanhamentos mais melódicos. A seção rítmica desempenha um papel importante na sustentação dessa proposta, e os vocais do Liam são bem reconhecíveis. Ainda assim, muita coisa soa sem inspiração e carece de algo mais imersivo. O repertório é irregular, com canções legais e outras entediantes. Em suma, é um álbum mediano e muito decepcionante. 

Melhores Faixas: Mars To Liverpool, Make It Up As You Go Along, Mother Nature's Song Piores Faixas: I'm So Bored, Love You Forever, You're Not The Only One


                                                                                    Então é só e flw!!!      

Analisando Discografias - Ian Brown

                 

Unfinished Monkey Business – Ian Brown





















NOTA: 8/10


No ano de 1998, Ian Brown lançava seu 1º álbum solo, intitulado Unfinished Monkey Business. Após o lançamento do Second Coming com o Stone Roses, a banda encerrou suas atividades e, com isso, o cantor decidiu preparar um disco solo que fosse uma mistura de Rock alternativo, psicodelia e Downtempo. O resultado não é uma ruptura completa com o passado, mas uma tentativa de reorganizar algumas das características que fizeram sua antiga banda se tornar tão marcante. Produzido pelo próprio Ian Brown, o álbum segue uma sonoridade contida e direta. O uso de recursos eletrônicos faz muita diferença dentro dos arranjos, que, complementados pela seção rítmica, muito orientada ao groove, proporcionam uma sensação mais física. Enquanto isso, as guitarras contribuem para a atmosfera por meio de efeitos, repetições e frases que se encaixam entre os outros instrumentos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem densas. Enfim, é um disco bacana e bastante ousado. 

Melhores Faixas: Corpses In Their Mouths, Nah Nah, Can’t See Me 
Vale a Pena Ouvir: My Star, Sunshine, Deep Pile Dreams

Golden Greats – Ian Brown





















NOTA: 8,7/10


Dois anos se passaram, e Ian Brown lançava seu 2º trabalho solo, o Golden Greats. Após o Unfinished Monkey Business, Brown continuou explorando uma combinação de Rock alternativo, psicodelia e elementos eletrônicos. Com este disco, ele dá continuidade a essa busca, mas apresenta uma abordagem mais orientada para canções acessíveis, com melodias mais evidentes e uma produção que procura equilibrar a experimentação com estruturas Pop. A produção segue relativamente a mesma linha, mas agora é voltada à combinação de texturas psicodélicas, batidas eletrônicas e elementos variados. As guitarras mantêm uma presença importante, mas frequentemente dividem espaço com sintetizadores, órgãos, efeitos digitais e camadas que ampliam a dimensão espacial das músicas. Os vocais contidos do Ian deixam tudo bem abrangente. O repertório é muito legal, e as canções são bem divertidas e imersivas. No geral, é um disco bacana e mais consistente. 

Melhores Faixas: Set My Baby Free, Golden Gaze, Gettin’ High, Dolphins Were Monkeys, First World 
Vale a Pena Ouvir: Love Like A Fountain, So Many Soldiers, Babasonicos

Music Of The Spheres – Ian Brown





















NOTA: 9/10


No ano de 2001, o Ian Brown lançava seu 3º álbum solo, o Music of the Spheres. Após o Golden Greats, o cantor já havia demonstrado interesse em combinar rock alternativo com música eletrônica. Neste novo trabalho, essa exploração ganha uma dimensão mais atmosférica, com maior presença de texturas eletrônicas, arranjos espaciais e composições que procuram estabelecer ambientes sonoros próprios. A produção, feita por Francis Dunnery, seguiu um caminho bem mais minimalista e atmosférico, investindo em uma combinação de programações eletrônicas, sintetizadores, cordas, baixo, bateria e guitarras que privilegia a criação de ambientes sonoros. O resultado é um disco que mantém uma ligação com o Rock alternativo e o Downtempo, mas incorpora elementos do Trip-Hop, da música ambiente e da psicodelia. O repertório é incrível, e as canções são bem cadenciadas. Enfim, é um baita disco, bastante pacífico. 

Melhores Faixas: F.E.A.R., Stardust, Whispers, Northern Lights 
Vale a Pena Ouvir: Shadow Of A Saint, Bubbles

Solarized – Ian Brown





















NOTA: 8,7/10


Três anos se passaram até o cantor voltar com mais um disco, o diversificado Solarized. Após o Music of the Spheres, ele decidiu dar continuidade a essa trajetória, mas procura conciliar essas experiências com uma apresentação mais concentrada em canções. O título sugere uma associação com a luz solar, o calor e uma atmosfera mais luminosa. Essa ideia combina com a direção musical do álbum, que alterna momentos de energia rítmica, passagens psicodélicas e composições mais contemplativas. A produção, feita em parceria com Dave McCracken, faz uma junção do Britpop com o Downtempo, resultando em uma sonoridade variada. Os elementos eletrônicos alternam entre batidas regulares e uma sensação de movimento constante. A seção rítmica deixa tudo bem orgânico, enquanto as guitarras variam entre momentos de distorção e como complemento. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas. Enfim, é um ótimo álbum, muito bem elaborado. 

Melhores Faixas: Keep What Ya Got, Time Is My Everything, The Sweet Fantastic, Longsight M13
Vale a Pena Ouvir: Solarized, One Way Ticket To Paradise, Home Is Where The Heart Is

The World Is Yours – Ian Brown





















NOTA: 8/10


Mais três anos se passaram até Ian Brown lançar mais um álbum, o The World Is Yours. Após o Solarized, Brown decidiu trabalhar com bases rítmicas, texturas eletrônicas e arranjos que frequentemente se aproximam da música dançante. A proposta não é abandonar suas raízes britânicas, mas colocá-las em contato com outras linguagens, criando um repertório que alterna momentos de maior energia com passagens mais introspectivas. A produção, conduzida por Emile Haynie, Robert Maxfield e Tim Wills, seguiu uma sonoridade mais cinematográfica e fluida, combinando Trip-Hop e Britpop com elementos do Chamber Pop. Com isso, o baixo ajuda a estabelecer o balanço, enquanto a bateria e os elementos programados dão movimento às músicas. As guitarras, carregadas de camadas, e os arranjos orquestrados contribuem para criar uma sonoridade grandiosa. O repertório é incrível, e as canções são bem dinâmicas. No geral, é um ótimo disco e muito subestimado. 

Melhores Faixas: Some Folks Are Hollow, Eternal Flame, Sister Rose 
Vale a Pena Ouvir: The World Is Yours, Illegal Attacks (participação da Sinéad O’Connor), Goodbye To The Broken

My Way – Ian Brown





















NOTA: 8,2/10


Em 2009, Ian Brown voltava lançando seu 6º álbum de estúdio, o abrangente My Way. Após o The World Is Yours, esse novo trabalho apresenta uma proposta que procura equilibrar a familiaridade de sua sonoridade com uma abordagem mais direta e acessível. Em vez de apostar em mudanças estilísticas radicais, Brown trabalha com elementos que já fazem parte de seu repertório musical, buscando novas combinações entre ritmos, guitarras, teclados e melodias. A produção, feita, como sempre, por Dave McCracken, seguiu uma abordagem mais acessível, combinando tanto o Rock alternativo quanto o Dance alternativo. As guitarras funcionam como componentes melódicos e texturais, complementando as linhas de baixo, as batidas e os teclados. Além disso, os vocais de Ian exploram linhas expressivas, indo além daquele lado mais contido. O repertório é legalzinho, e as canções conseguem ser envolventes e atmosféricas. No final, é um disco bacana e muito variado. 

Melhores Faixas: Stellify, Always Remember Me, In The Year 2525 
Vale a Pena Ouvir: Marathon Man, Crowning Of The Poor, Vanity Kills, By All Means Necessary

  

Analisando Discografias - Blur

                  Leisure – Blur NOTA: 8/10 Em 1991, o Blur lançava seu álbum de estreia, o diferenciado e curioso Leisure. Formada em 1988 ...