quinta-feira, 30 de julho de 2026

Analisando Discografias - Method Man: Parte 1

                  

Tical – Method Man





















NOTA: 9,8/10


No ano de 1994, o Method Man lançava seu 1º álbum solo, o Tical, que inaugurou os álbuns solos dos membros da Wu-Tang. Após o Enter the Wu-Tang (36 Chambers), Meth era provavelmente o integrante mais popular do grupo. Seu carisma, sua voz rouca, o flow extremamente relaxado e a presença marcante lhe renderam grande destaque, levando-o a assinar contrato com a Def Jam, algo que demonstrava a confiança da gravadora em seu potencial comercial. A produção, feita inteiramente por RZA, foi marcada por problemas, já que as gravações originais foram roubadas, obrigando a equipe a regravar boa parte do material. A sonoridade é marcada pelo Boom Bap daquele período, com beats cruas, baterias pesadas, linhas de baixo discretas, pianos distorcidos e samples de Soul e trilhas de filmes orientais. O repertório é incrível, e as canções são bem divertidas e profundas. No fim, é um baita disco de estreia e carregado de imersão. 

Melhores Faixas: Bring The Pain, Tical, Release Yo' Delf, Meth Vs. Chef (Raekwon amassando), P.L.O. Style, I Get My Thang In Action, Mr. Sandman (Inspectah Deck e RZA amassaram) 
Vale a Pena Ouvir: All I Need, What The Blood Clot, Stimulation

Tical 2000: Judgement Day – Method Man





















NOTA: 8/10


Indo para 1998, o Method Man lançava seu 2º álbum solo, o Tical 2000: Judgement Day. Após o Tical, esse novo trabalho nasceu em um momento em que o Wu-Tang Clan já era um fenômeno comercial. Os integrantes estavam expandindo seus horizontes, e Method Man decidiu fazer um disco maior e mais ambicioso. O conceito gira em torno do fim do mundo, da decadência da sociedade, do caos urbano e da sobrevivência, utilizando o "Dia do Julgamento" como metáfora para diversos problemas sociais e pessoais. A produção contou com RZA, True Master, Erick Sermon, entre outros, que construíram uma sonoridade mais variada, transitando entre o Boom Bap, o Jazz Rap e até momentos puxados para o R&B. As beats ficaram mais limpas, com baterias suaves, linhas de baixo profundas e graves constantes. O flow do Method Man é bem técnico. O repertório é muito bom, e as canções são bastante variadas. Enfim, é um ótimo disco e muito injustiçado. 

Melhores Faixas: Judgement Day, Torture, Break Ups 2 Make Ups (ótima feat do D’Angelo), Dangerous Grounds, Big Dogs (Redman amassou), Party Crasher 
Vale a Pena Ouvir: Grid Iron Rap, Cradle Rock, Suspect Chin Music

                                                                                   Então é isso e flw!!!                   

Analisando Discografias - Raekwon

                 

Only Built 4 Cuban Linx... – Raekwon





















NOTA: 10/10


Em 1995, o Raekwon lançava seu clássico 1º álbum solo, o Only Built 4 Cuban Linx.... Após o Enter the Wu-Tang (36 Chambers) com o Wu-Tang, o rapper, junto com RZA, decidiu criar um álbum com uma narrativa contínua, inspirado em filmes de máfia como Scarface e The Godfather. Outro aspecto importante foi o enorme protagonismo de Ghostface Killah. Embora o disco seja oficialmente do Raekwon, Ghost aparece em praticamente todas as músicas, funcionando como um coprotagonista da história. A produção, feita pelo próprio RZA, segue uma sonoridade bastante refinada e cinematográfica, com beats elegantes, baterias pesadas e secas, linhas de baixo profundas, samples de Soul e trechos de filmes antigos. Os flows do Raekwon são extremamente precisos nessa junção de Boom Bap com a temática do Rap mafioso e do Coke Rap. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. No fim, é um disco fantástico e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Ice Cream (que time: Method Man, Ghostface Killah e Cappadonna), Guillotine (Swordz) (baita feat do Inspectah Deck e GZA), Criminology, Incarcerated Scarfaces, Knowledge God, Wu-Gambinos (Method Man, Ghost amassando de novo junto com RZA e Masta Killa), Verbal Intercourse (Nas amassou) 
Vale a Pena Ouvir: Heaven & Hell, Can It Be All So Simple (Remix), Ice Water

Immobilarity – Raekwon





















NOTA: 4/10


Quatro anos se passaram, e o Raekwon lançou seu 2º álbum solo, o Immobilarity. Após o clássico Only Built 4 Cuban Linx..., os fãs esperavam uma continuação direta daquela narrativa cinematográfica, mas Raekwon optou por um caminho diferente. O rapper acabou decidindo fazer um disco bem mais acessível, só que o maior problema foi a ausência do Ghostface Killah, que não participou do projeto por questões contratuais envolvendo a Epic Records e a Razor Sharp. A produção contou com The Infinite Arkatechz, Pete Rock, Naheen "Pop" Bowens, entre outros, que construíram um som mais amplo, com beats pesadas e limpas, baterias secas, graves constantes e loops frequentemente minimalistas. Os flows do Raekwon ficaram mais agressivos, mas o problema é que eles não combinam com a proposta das beats. O repertório é fraquinho, com canções boas e outras bastante genéricas. Enfim, é um álbum ruim e que foi um tropeço. 

Melhores Faixas: Live From New York, Casablanca, The Table (Masta Killa mandou bem), Jury, 100 Rounds 
Piores Faixas: Forecast, Sneakers, My Favorite Dred, Yae Yo, Power, Pop Shit, Raw

The Lex Diamond Story – Raekwon





















NOTA: 3,5/10


Quatro anos se passaram, e o Raekwon lançou mais um álbum, o The Lex Diamond Story. Após o Immobilarity, esse novo trabalho enfrentou uma série de problemas devido a diversos adiamentos. Com esse álbum, o rapper tentou equilibrar o moderno com a estética clássica que já havia estabelecido, funcionando como uma coleção de histórias independentes sobre tráfico, sobrevivência, riqueza, traição, violência e a vida nas ruas. A produção, feita por DJ Khalil, Mizza, Crummie Beats, entre outros, aposta em uma sonoridade polida e acessível, com beats mais amplas, linhas de baixo mais limpas e baterias mais encorpadas, dialogando tanto com o Boom Bap quanto com o Chipmunk Soul. Só que o problema é que isso aqui é apenas mais um trabalho de Gangsta Rap genérico, com o flow do Raekwon bastante repetitivo. O repertório é muito ruim, tendo canções chatinhas e apenas algumas exceções. No geral, é um álbum péssimo e bastante esquecível. 


Melhores Faixas: Missing Watch (Ghostface Killah amassando), Pit Bull Fights, Clientele Kidd (Ghost e Fat Joe mandaram bem), Missing Watch, All Over Again 
Piores Faixas: Once Upon A Time, Robbery, Smith Bros., The Hood, Ice Cream Pt. 2 (Method Man e Cappaddonna decepcionaram), Planet Of The Apes, Musketeers Of Pig Alley (Masta Killa e Inspectah Deck nem estavam afim)

Only Built 4 Cuban Linx... Pt. II – Raekwon





















NOTA: 9,8/10


Em 2009, o Raekwon retornou com a 2ª parte do Only Built 4 Cuban Linx..., que veio com uma sonoridade mais modernizada. Após o péssimo The Lex Diamond Story, o rapper voltou a trabalhar de forma mais próxima de RZA e Ghostface Killah. O sucesso artístico do Fishscale (2006), do Ghostface, e o fortalecimento da relação entre os integrantes do Wu-Tang ajudaram a reacender a ideia de produzir uma continuação digna do clássico de 1995. A produção, feita por RZA junto com Mathematics, The Alchemist, Dr. Dre, J Dilla, entre outros, trouxe uma abordagem ampla e crua, com beats diretas, baterias pesadas, baixos profundos, loops constantes e samples de música oriental e trilhas cinematográficas, dialogando com o Boom Bap e o Chipmunk Soul. Os flows do Raekwon são bem precisos e até mais técnicos. O repertório é maravilhoso, com canções profundas e tensas. No geral, é um baita disco e foi um grande acerto. 

Melhores Faixas: New Wu (Ghost e Method Man amassando), House Of Flying Daggers (mesma coisa, só que agora com Inspectah Deck), Ason Jones, Surgical Gloves, Penitentiary, 10 Bricks (Ghost carregou Cappadonna), Black Mozart (Deck e RZA mandaram bem), Kiss The Ring (Deck e Masta Killa foram bem), Sonny’s Missing 
Vale a Pena Ouvir: Baggin’ Crack, We Will Rob You (Slick Rick, Masta Killa e GZA mandaram bem), Cold Outside, Canal Street

Shaolin Vs. Wu-Tang – Raekwon





















NOTA: 8,6/10


Indo para 2011, o Raekwon lançou mais um álbum, o Shaolin vs. Wu-Tang, que foi ainda mais urbano. Após o Only Built 4 Cuban Linx... Pt. II, o rapper decidiu fazer um trabalho que celebrasse a cultura do Wu-Tang Clan. O título faz referência à antiga rivalidade fictícia entre os estilos de kung fu Shaolin e Wu-Tang, tema recorrente nos filmes de artes marciais que inspiraram a identidade do grupo desde o início da carreira. A produção, feita por Scram Jones, Eric Sermon, DJ Khalil, entre outros, aposta em uma sonoridade bem variada, alternando entre beats cruas e outras mais suaves. O álbum conta com baterias dinâmicas, baixos profundos, sintetizadores discretos e atmosferas sombrias, seguindo, é claro, a abordagem do Boom Bap e até do Cloud Rap. O rapper consegue apresentar flows bem variados e até mais cadenciados. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e imersivas. Enfim, é um álbum legal e que merecia ser redescoberto. 

Melhores Faixas: Masters Of Our Fates (Black Thought levando som para ele), Chop Chop Ninja (Deck mandou bem demais), Butter Knives, Snkae Pond, Last Trip To Scotland, Molasses (Rick Ross mandou bem até), Silver Rings (Ghostface Killah amassou) 
Vale a Pena Ouvir: Crane Style, Every Soldier In The Hood (ótima feat do Method Man), Rich And Black (Nas foi até bem)

The Wild – Raekwon





















NOTA: 7,1/10


Seis anos se passaram, e o rapper retornou com um disco novo, o The Wild, que tentou ser mais variado. Após o Shaolin vs. Wu-Tang, esse projeto funciona como uma coleção de histórias e reflexões sobre a experiência de um veterano do Rap. Raekwon continua explorando temas como criminalidade, riqueza, respeito, sobrevivência e os códigos das ruas, mas agora sob a perspectiva de alguém que já conquistou reconhecimento e observa sua trajetória com mais maturidade. A produção foi diversificada, contando com Dame Grease, Dan the Band e Frank G., que trouxeram beats amplas, baterias mais limpas, graves encorpados e uma sonoridade que transita entre o Boom Bap, Jazz Rap, Trap e até o Drumless. Os flows do Raekwon são variados na medida certa, mesmo que, em alguns momentos, ele erre. O repertório é muito bom, e as canções são bem mais melódicas, mesmo que haja outras mais fracas. No fim, é um álbum bacana, mesmo que tenha pequenos erros. 

Melhores Faixas: Marvin, This Is What It Comes Too, Nothing, Can't You See, M & N 
Piores Faixas: Visiting Hour, Crown of Thorns, My Corner (Lil Wayne foi mal), Purple Brick Road

The Emperor's New Clothes – Raekwon





















NOTA: 8,2/10


Então chegamos a 2025, quando o Raekwon lançou seu mais recente álbum, o The Emperor's New Clothes. Após o The Wild, esse trabalho foi mais um projeto da série Legend Has It..., da Mass Appeal, e aqui o rapper demonstra maturidade ao refletir sobre envelhecimento, legado e permanência em uma cultura que mudou profundamente desde os anos 90. A produção contou com Snipe Beatz, Nottz, Frank G., entre outros, que trouxeram beats cruas e diretas, com baterias suaves, linhas de baixo profundas e loops constantes, dialogando tanto com o Boom Bap quanto com Jazz Rap e o Chipmunk Soul. Os flows do Raekwon variam de momentos mais cadenciados a outros mais agressivos, conseguindo se encaixar perfeitamente nesse universo do Gangsta Rap mafioso. O repertório é muito bom, e as canções são bastante reflexivas e carregadas de mensagem. Em suma, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Wild Corsicans (chamou o Griselda inteiro aqui), The Omerta (Nas mandou bem), Mac & Lobster (Ghostface amassando), 600 School (ótima feat do Ghostface Killah e Method Man) 
Vale a Pena Ouvir: Get Outta Here (Ghost aqui de novo), Bear Hill, Pomogranite (Inspectah Deck foram bem)


quarta-feira, 29 de julho de 2026

Analisando Discografias - U-God

                 

Golden Arms Redemption – U-God





















NOTA: 5/10


No ano de 1999, o U-God lançava seu 1º álbum solo, o Golden Arms Redemption. Após o Wu-Tang Forever, ele foi mais um a tentar a sorte fazendo um trabalho solo. Ele era visto como um integrante de apoio, normalmente responsável por versos curtos, voz grave e presença marcante dentro das músicas do grupo. Então, tentou equilibrar o tradicional som do Wu-Tang com as tendências do final dos anos 90. A produção contou com Inspectah Deck, RZA, Hak Da Navigator e vários outros, que apostaram nas características cruas do Boom Bap, ou seja, baterias secas, linhas de baixo profundas, samples de Soul, Jazz e trilhas sonoras orientais, além de loops constantes. Só que o problema é que tudo parece bem bagunçado, o que também não combina com o flow repetitivo do rapper. O repertório é irregular, com canções divertidas e outras que são apenas genéricas. Enfim, é um álbum mediano e que beira o sem graça. 

Melhores Faixas: Pleasure Or Pain, Rumble (Inspectah Deck e Method Man amassaram), Night The City Cried, Knockin At Your Door, Lay Down 
Piores Faixas: Dats Gangsta, Stay In Your Lane, Turbo Charge, Hungry, Shell Shock, Turbulence

Mr. Xcitement – U-God





















NOTA: 1/10


No ano de 2005, o U-God lança seu 2º álbum, o Mr. Xcitement, e aqui as coisas se perderam. Após o Golden Arms Redemption, esse trabalho surgiu como uma tentativa de reafirmar sua carreira individual, mas também revelou um rapper disposto a experimentar sonoridades diferentes das tradicionais produções obscuras. Com isso, ele decidiu fazer um álbum que dialogasse com as tendências. A produção foi diversificada, contando com DJ Homicide, Mike Baiardi, The Produkt e afins, que colocaram uma sonoridade limpa e acessível, com beats mais suaves, maior presença de sintetizadores, linhas de baixo mais pronunciadas e baterias menos cruas. Mas tudo soa completamente mal-feito e não se encaixa com o flow do U-God, que também está horrível e extremamente repetitivo. O repertório é péssimo, e as canções são ridículas e completamente genéricas. No geral, é um trabalho terrível e que, obviamente, foi um fiasco comercial. 

Melhores Faixas (...................................) 
Piores Faixas: You Don't Want To Dance, Jenny, Hit 'Em Up, Roll Out, Get Down, Heart Of Stone, You Don't Want To Dance, Bump

Dopium – U-God





















NOTA: 5/10


Quatro anos se passaram, e o rapper lançou seu 3º álbum solo, o Dopium, que foi um pouco mais coeso. Após o Mr. Xcitement, U-God decidiu fazer um trabalho que fosse mais a ver com suas origens, tanto que o título é uma referência à combinação entre "dope" e "opium", simbolizando algo viciante e poderoso, uma metáfora para sua música e sua presença artística. O projeto também contou com uma grande quantidade de participações, incluindo vários integrantes do Wu-Tang Clan. Produção feita por Teddy Ted, J. Serbe, Hak Da Navigator, entre outros, que criaram beats amplos, com baterias fortes, linhas de baixo marcantes e uma atmosfera cinematográfica. Há uma preocupação em criar ambientes densos, com os flows do U-God ficando mais agressivos, mas que, mesmo assim, continuam repetitivos. O repertório é mediano, tem canções boas e outras genéricas, além de ser carregado pelas feats. No fim, é um álbum irregular e ao qual faltou algo mais. 

Melhores Faixas: Wu-Tang (Method Man levou o som para ele), God Is Love (Cappadonna mandou bem), Train Trussle (ótima feat do Ghostface Killah) 
Piores Faixas: Rims Pokin' Out, Hips, Lipton

The Keynote Speaker – U-God





















NOTA: 5/10


Em 2013, o U-God lançou mais um trabalho novo, intitulado The Keynote Speaker. Após o Dopium, o rapper decidiu fazer um trabalho que retratasse um veterano refletindo sobre sua trajetória, sua posição dentro do Wu-Tang Clan e sua visão sobre a cultura do Rap depois de décadas de carreira. Tanto que esse projeto foi feito para ser bem fiel ao seu trabalho de estreia. A produção foi diversificada, como sempre, contando com RZA, DJ Homicide, Teddy Powell e afins, incorporaram uma sonoridade moderna, incluindo sintetizadores, graves mais fortes e uma presença de 808s. Além de, claro, colocar elementos clássicos do Boom Bap, o problema, novamente, é que há muita coisa que soa reciclada, e os flows do U-God continuam bastante repetitivos e sem variação. O repertório é fraquinho, tem umas canções legais e outras que são bem genéricas. Mas enfim, é um disco mediano e que não consegue empolgar. 

Melhores Faixas: Fire, Heavyweight, Heads Up, Get Mine 
Piores Faixas: Room Keep Spinning, Fame, Keynote Speaker, Stars

Venom – U-God





















NOTA: 6/10


Então chegamos a 2018, quando o U-God lança seu último álbum até então, o Venom. Após o The Keynote Speaker, esse projeto seria mais uma tentativa de recuperar elementos do passado, com o rapper buscando novamente uma sonoridade ligada ao Rap de rua, além de participações de vários nomes associados ao universo Wu-Tang e uma atmosfera que lembra os anos dourados do grupo. A produção contou com nomes como DJ Green Lantern, Large Professor, Lord Finesse e DJ Homicide, que seguiram uma abordagem mais crua e direta, com beats pesados, baterias secas, linhas de baixo profundas e loops discretos, equilibrando o Boom Bap com pequenos traços do Drumless e até do Trap. Só que, novamente, tudo é muito repetitivo e, embora haja uma variação nos flows do U-God, isso não empolga. O repertório é irregular; até começa bem, só que acaba decaindo com canções fraquíssimas. Em suma, é um álbum mediano e cheio de erros, assim como os anteriores. 

Melhores Faixas: Whole World Watchin', Epicenter (ótima feat do Inspectah Deck e do Raekwon), Exordium 
Piores Faixas: Elegance, Unstoppable, Venom


                                                                               Por hoje é só, então flw!!!        

Analisando Discografias - Inspectah Deck

                 

Uncontrolled Substance – Inspectah Deck





















NOTA: 8,8/10


Em 1999, o Inspectah Deck lançava seu 1º trabalho solo, intitulado Uncontrolled Substance. Após o Wu-Tang Forever, o rapper decidiu se aventurar em sua carreira solo, fazendo um trabalho que passou por uma série de problemas, como um incêndio que destruiu boa parte das gravações originais do álbum, obrigando Deck a reconstruir praticamente todo o projeto. A produção foi feita pelo rapper junto de RZA, 4th Disciple, entre outros, que criaram beats crus e pesados, com aquela presença de baterias mais secas, linhas de baixo mais evidentes e arranjos menos caóticos. Adotando aquela abordagem clássica do Boom Bap com traços do Jazz Rap, o álbum faz com que os flows do Deck soem bem fluidos, mantendo toda aquela agressividade e técnica. O repertório é ótimo, e as canções são bem profundas e carregadas de mensagem. No fim das contas, é um ótimo disco e, mesmo com os atrasos, valeu a pena. 

Melhores Faixas: Uncontrolled Substance, Elevation, Touble Man, R.E.C. Room, Longevity, Movas & Shakers, Femme Fatale 
Vale a Pena Ouvir: The Cause, 9th Chamber, The Grand Prix

The Movement – Inspectah Deck





















NOTA: 4/10


Quatro anos se passaram, e o Inspectah Deck lança um álbum novo, o The Movement. Após o Uncontrolled Substance, ele permaneceu bastante ativo dentro do universo Wu-Tang Clan, participando de projetos coletivos, álbuns de outros integrantes e consolidando ainda mais sua reputação como um dos MCs mais consistentes do grupo. Para esse novo projeto, ele ainda queria seguir fiel às suas características, priorizando letras complexas, narrativas urbanas e uma postura mais tradicional. A produção, feita por Arabian Knight, Ayatollah, Falling Down e Phantom of the Beats, seguiu aquela abordagem do Boom Bap tradicional, com baterias secas, graves constantes e linhas de baixo profundas, mas com elementos modernos, como pianos discretos, cordas melancólicas e vocais sampleados. Só que tudo soa bem impreciso, e o flow do Deck não consegue se encaixar. O repertório é bem ruim, tendo canções medíocres e poucas interessantes. No fim, é um disco fraco e nada marcante. 

Melhores Faixas: The Movement, It’ Like That, Big City, That Nigga, Framed 
Piores Faixas: U Wanna Be, The Stereotype, It's Like That, Shorty Right There, Get Right, Bumpin And Grindin

The Resident Patient – Inspectah Deck





















NOTA: 3/10


Em 2005, o Inspectah Deck lançou mais um álbum, o The Resident Patient, que foi mais caseiro. Após o The Movement, o rapper, em vez de buscar hits, prefere construir um trabalho voltado aos fãs do Boom Bap tradicional, apostando em letras densas, instrumentais sombrios e um clima bastante introspectivo. A produção foi feita por ele junto de Concrete Beats, Mondee, entre outros, que colocaram beats crus e diretos, contando com baterias secas, baixos encorpados, samples de Soul e Jazz e loops constantes. O clima predominante é sombrio. Muitos beats utilizam pianos melancólicos, cordas suaves e vocalizações sampleadas. Mas o problema é, certamente, que o flow do Deck está bastante repetitivo e, às vezes, até irregular, com momentos em que fica até fora da proposta de cada beat. O repertório é fraquíssimo, tem canções bastante medíocres e poucas que se salvam. No final, é um trabalho ruim e que acabou não funcionando. 

Melhores Faixas: What They Want, A Lil Story, C.R.E.E.P.S. 
Piores Faixas: Handle That, My Style, Get Down Wit Me, All I Want Is Mine, H.G. Is My Life, Do My Thang

Chamber No. 9 – Inspectah Deck





















NOTA: 8/10


Então chegamos a 2019, quando o Inspectah Deck lançava seu mais recente álbum solo, o Chamber No. 9. Após o The Resident Patient, Deck não tinha mais a pressão de provar seu talento. Seu status como um dos maiores letristas da história do Rap já estava consolidado. Dessa forma, o álbum foi concebido como uma celebração de sua carreira e da tradição do Boom Bap nova-iorquino, sem qualquer preocupação em seguir tendências contemporâneas como a do Trap. A produção, feita apenas por Boo Buddy e Danny Caiazzo, colocou beats densos e crus, mas que não são sobrecarregados. Contando, como sempre, com baterias fortes, linhas de baixo marcantes, samples de Soul, Funk e Jazz cuidadosamente manipulados. Os flows do rapper são bem cadenciados e técnicos. O repertório é muito bom, e as canções são bastante reflexivas. Enfim, é um disco bacana e que ficou muito consistente. 

Melhores Faixas: Can´t Stay Away, Game Don´t Change, Certified 
Vale a Pena Ouvir: No Good, Chamber No. 9, 24K (Cappadonna mandou bem)


terça-feira, 28 de julho de 2026

Analisando Discografias - Cappadonna

                  

The Pillage – Cappadonna





















NOTA: 8,7/10


Em 1998, o Cappadonna lançou seu 1º álbum solo, intitulado The Pillage, em um momento conturbado. Após o Wu-Tang Forever, mesmo não tendo o mesmo reconhecimento de outros membros do coletivo, o rapper vinha de uma sequência extremamente forte de participações especiais. Seu desafio era provar que conseguiria sustentar um disco inteiro apenas com sua personalidade artística. A produção ficou por conta de RZA, 4th Disciple, Goldfinghaz, Mathematics e True Master, que criaram aquela atmosfera sombria, com batidas cruas, baterias pesadas e secas e linhas de baixo profundas. Os samples orientais continuam presentes, assim como trechos de filmes de kung fu, uma marca registrada do universo Wu-Tang. Os flows do Cappadonna são bem agressivos e precisos. O repertório é bem legal, e as canções são bastante reflexivas e carregadas de mensagem. No fim, é um disco bacana e que merece ser redescoberto. 

Melhores Faixas: Dart Throwing (Raekwon amassou junto com Method Man), Supa Ninjaz (U-God e Method Man mandaram bem), Run, Slang Editorial, Milk The Cow 
Vale a Pena Ouvir: Pump Your Fist, MCF, Pillage
  

The Yin And The Yang – Cappadonna





















NOTA: 2,5/10


Em 2001, o Cappadonna lançou seu segundo álbum, intitulado The Yin and the Yang, e aqui as coisas degringolaram. Após o The Pillage, o rapper enfrentava um momento complicado dentro da própria Wu-Tang. O grupo passava por dificuldades internas, agendas separadas e carreiras solo que já não possuíam o mesmo impacto comercial. Ainda assim, Cappadonna optou por permanecer fiel à estética construída ao lado do coletivo, sem tentar adaptar completamente seu estilo às tendências da época. A produção foi feita por True Master, 8-Off, Neonek, entre outros, que seguiram uma abordagem mais moderna, com beats mais acessíveis, mantendo baterias secas, linhas de baixo mais encorpadas, sintetizadores discretos e arranjos menos minimalistas. Mas tudo é bem previsível, e o flow do Cappadonna é extremamente repetitivo. O repertório é ruim, com canções medíocres e poucas que se salvam. No geral, é um álbum péssimo e cansativo. 

Melhores Faixas: Big Business, Revenge 
Piores Faixas: One Way 2 Zion, Super Model, Love Is The Message, We Know

The Angel Of Rap, Solar Eclipse – Cappadonna





















NOTA: 2/10


Chegamos a 2025, quando o Cappadonna lançou seu mais recente álbum, o The Angel of Rap: Solar Eclipse. Após o lançamento do The Yin and the Yang, o rapper lançou vários projetos, mas o problema é que todos eles têm exatamente os mesmos defeitos do álbum citado anteriormente: beats fracos e flows completamente repetitivos e, em alguns momentos, até constrangedores. Neste álbum, ele quis trazer o conceito de um eclipse solar como metáfora para momentos em que a escuridão parece dominar temporariamente. A produção foi feita por Bangavelli, Cashmere Brown, M80, entre outros, que seguiram uma abordagem mais moderna, embora ainda ligada ao Boom Bap, mas com traços até de Trap, utilizando baterias pesadas e graves mais definidos. Só que, de novo, o problema é que tudo soa reciclado, e os flows são horríveis. O repertório é terrível, com canções péssimas e poucas realmente interessantes. No final, é apenas mais um dos vários trabalhos ridículos do rapper.

Melhores Faixas: It's Only Right, Heavenly 
Piores Faixas: Another Dose, Smoke Clears..., Y'all Know What I Mean, New York To BMore


                                                                                        É isso, então flw!!!          

Analisando Discografias - Method Man: Parte 1

                   Tical – Method Man NOTA: 9,8/10 No ano de 1994, o Method Man lançava seu 1º álbum solo, o Tical, que inaugurou os álbuns ...