Run – Alison Wonderland
NOTA: 8,5/10
No ano de 2015, Alison Wonderland lançava seu álbum de estreia, intitulado Run. Sua carreira começou por volta de 2013, em Sydney, na Austrália. Ela começou remixando singles de alguns artistas locais, até passar a lançar suas próprias músicas e, com o tempo, chamar a atenção da EMI, com a qual acabou assinando contrato. Esse trabalho apresenta uma DJ interessada em explorar diferentes possibilidades dentro da música eletrônica contemporânea. A produção, feita por ela em conjunto com Djemba Djemba, Lido, entre outros, apresenta uma abordagem variada, já que combina graves pesados, sintetizadores atmosféricos, batidas quebradas e elementos melódicos que dialogam com o Trap (EDM) e o Future Bass. Com isso, temos subgraves e linhas de baixo distorcidas que dão peso às composições, além de vocais variados e bem encaixados. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas. Enfim, é um ótimo disco de estreia e bastante coeso.
Melhores Faixas: I Want U, Run, Games, Cold
Vale a Pena Ouvir: Naked, Already Gone, Ignore
Awake – Alison Wonderland
NOTA: 4/10
Três anos se passaram até ela retornar com seu 2º álbum, o Awake, que trouxe alguns problemas. Após o Run, trabalho que apresentou sua combinação de música eletrônica pesada, elementos do Trap, melodias Pop e momentos de vulnerabilidade emocional, ela desenvolve essa identidade, procurando construir um álbum que mantenha a energia das pistas de dança, mas que também explore conflitos internos, inseguranças, relacionamentos e a necessidade de recuperar o controle sobre a própria vida. A produção, feita em conjunto com Joel Little e Lido, traz uma base com graves profundos, sintetizadores de diferentes timbres, percussão eletrônica incisiva e vocais processados, combinando elementos do Trap (EDM) com o Electropop. Ou seja, as mesmas coisas foram repetidas e, claro, tudo parece muito mais do mesmo. O repertório é ruim, tem até canções boas, mas a maioria é muito genérica. No geral, é um álbum fraco e com pouquíssima consistência.
Melhores Faixas: Dreamy Dragon (Chief Keef levou o som para ele), Good Enough, Church, Cry
Piores Faixas: Sometimes Love, No, High (Trippie Redd mais perdido que barata tonta), Happy Place, Here 4 U
Loner – Alison Wonderland
NOTA: 5/10
Quatro anos se passaram até Alison Wonderland lançar mais um álbum, o Loner. Após o Awake, ela decidiu apresentar um disco que procura transmitir uma sensação mais intensa de isolamento, independência e enfrentamento das próprias dificuldades. A artista trabalha com uma perspectiva mais pessoal, explorando a solidão, as relações complicadas, a desilusão e a necessidade de encontrar força em situações difíceis. A produção é bastante diversificada, contando com Said The Sky, Blush, Jacob Ray, entre outros, que procuraram um equilíbrio entre peso e acessibilidade. Os graves continuam presentes, com subgraves de peso dominante. Os sintetizadores possuem texturas brilhantes, e as batidas apresentam ataques fortes, além de vocais mais melódicos. O álbum segue aquela temática de sempre, embora haja momentos em que soe bastante repetitivo. O repertório é mediano, com canções legais e outras genéricas. No fim, é um álbum irregular ao qual faltou algo a mais.
Melhores Faixas: Something Real, Down The Line, Fear Of Dying, Fuck U Love U
Piores Faixas: Cocaine, Thirst, Forever, Safe Life
Ghost World – Alison Wonderland
NOTA: 8,7/10
Então chegamos a 2025, quando Alison Wonderland lançou seu mais recente álbum, o Ghost World. Após o Loner, Alison passou por problemas de saúde, cirurgias, dificuldades emocionais e mudanças importantes na vida familiar, incluindo o nascimento de seu primeiro filho. Ao mesmo tempo, a redução na quantidade de apresentações e as dúvidas sobre sua posição na indústria musical contribuíram para uma sensação de estar perdida. No entanto, ela decidiu voltar às suas raízes, mas incorporando elementos variados. A produção, feita por ela junto com Memba, Dylan Ragland, entre outros, apresenta um som bem mais amplo, combinando Trap (EDM) com Future Bass, House e Dubstep. Os graves possuem distorção, que contribui para a densidade dos sintetizadores, enquanto a irregularidade das batidas ajuda a transmitir ansiedade e frustração. O repertório é ótimo, e as canções são bastante energéticas. Enfim, é um disco bacana e que representa um acerto.
Melhores Faixas: Heaven, Psycho, Get Started, Floating Away, Sirens
Vale a Pena Ouvir: Everything Comes In Waves, Ghost World, Again? Fuck.