sábado, 15 de agosto de 2026

Analisando Discografias - VANDAL

                  

TIPOLAZVEGAZH MIXTAPE – VANDAL





















NOTA: 8,7/10


Em 2015, o VANDAL lançava seu 1º projeto, o TIPOLAZVEGAZH MIXTAPEH, que trouxe uma temática ambiciosa. O rapper baiano começou sua trajetória lá pela metade dos anos 2000, quando, nesse meio-tempo, lançou alguns singles. Ele lançou um trabalho quando o Trap estava ganhando força, mas não trata essas linguagens como um pacote pronto importado dos Estados Unidos. Ele as junta com as influências da música baiana. A produção, feita pelo rapper junto com A.MA.SSA, Diego 157, RDD e SekoBass, trouxe beats variados e um som bem áspero, já que os 808s são distorcidos, os hi-hats são discretos e os loops são constantes, fazendo uma junção do Drill, Grime e Rap experimental com elementos do Pagodão, Brostep e Rap industrial. Os flows do VANDAL são bem agressivos e precisos. O repertório é muito bom, e as canções são bem profundas e carregadas de mensagem. No fim, é uma ótima mixtape e mostrou um artista cheio de versatilidade. 

Melhores Faixas: EMOCIONADUH, TIPOLAZVEGAZH, NOVAH SALVADORH, ESSEKARATEMH 
Vale a Pena Ouvir: BALAH IH FOGOH, BOOKROSAH

VANGUARDAH – VANDAL





















NOTA: 9/10


Recentemente, o VANDAL enfim lançou seu álbum de estreia, o VANGUARDAH. Após o TIPOLAZVEGAZH MIXTAPEH, o rapper lançou, nesse meio-tempo, alguns singles e EPs, decidindo voltar com um projeto que fosse marcado por identidade, ancestralidade e consciência. Ele deixa aquela estética da pichação para construir uma assinatura imediatamente reconhecível, relacionando o uso do “H” em suas palavras à construção de uma identidade visual e sonora particular. A produção, feita por Tiago Simões, Icaro Sá, Calibre MC e SekoBass, trouxe uma certa sofisticação, mas que não tira aquela temática áspera, já que temos percussão afro-baiana, instrumentos acústicos, arranjos orquestrais, guitarras e elementos eletrônicos convivendo no mesmo espaço, enquanto os flows do VANDAL ficam mais cadenciados. O repertório é incrível, e as canções são bastante reflexivas e espirituais. Em suma, é um belo álbum e muito bem-feito. 

Melhores Faixas: PONTOH DEH REVOLTAH, AH VERDADEH DAH CIDADEH, VANGUARDAH, SONÂMBULOH, SUPEREH 
Vale a Pena Ouvir: MULHEREZH DAH MINHAH VIDAH, AVEMARIAH

                                                                                      Então é isso e flw!!!                   

Analisando Discografias - Manitu

                  

Passagem De Ida – Manitu





















NOTA: 8/10


Em 2003, o Manitu lançava seu álbum de estreia, intitulado Passagem de Ida, em um momento interessante. Formado em 2001, na capital mineira, Belo Horizonte, por Alexandre Maia (vocais), Fabão (baixo), Daniel Couto (guitarra) e Emerson Neiva (bateria), eles surgem num período em que o reggae nacional estava no seu ápice comercial, tornando-se uma banda realmente orientada para o gênero, já que a coisa mais parecida que havia na época era o Skank. A produção, feita por BRFerretti e pela própria banda, seguiu um som limpo e dinâmico. As guitarras skankeadas são bastante definidas, o baixo possui linhas melódicas e a bateria é bem sustentável. Os vocais do Xande são bem melódicos e descontraídos, dialogando, assim, com o Pop Reggae e um pouco do Pop Rock. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas, trazendo uma atmosfera bastante leve. No fim, é um ótimo disco de estreia e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Fico a te esperar, Menina do mar, Ócio Criativo 
Vale a Pena Ouvir: Tô na estrada, Estória, Fuchiqueira, Dez Segundos
  

Manitu – Manitu





















NOTA: 8,4/10


No ano de 2006, o Manitu lançava seu 2º disco autointitulado, que trouxe algumas pequenas mudanças. Após o Passagem de Ida, eles tinham conseguido consolidar um público na cena underground e lançaram alguns EPs nesse meio-tempo. Com isso, decidiram fazer um trabalho que fosse bem mais amplo e que mostrasse um amadurecimento em seus temas, abordando acontecimentos cotidianos, relacionamentos e frustrações. A produção, feita pela banda junto com Eduardo Toledo, caminhou para um som mais acessível, mas que manteve aquela essência deles, puxada para o Pop Reggae, com Rock e alguns elementos do Ska. As guitarras ficaram mais expressivas e com riffs influenciados pelo Skank, o baixo possui linhas melódicas e a bateria consegue ser bem variada, enquanto os vocais do Xande ficaram mais seguros. O repertório é ótimo, com algumas canções mais melódicas e outras mais cadenciadas. Enfim, é um disco bacana que mostrou uma evolução. 

Melhores Faixas: E Agora, Fico a te esperar, Tanta Ideia 
Vale a Pena Ouvir: Ócio Criativo, Bizarre Love Triangle, Estrela Perfeita

De tempos em tempos – Manitu





















NOTA: 3/10


Três anos se passaram, e o Manitu lança seu último álbum até então, o De tempos em tempos. Após o álbum de 2006, a banda tinha começado a aparecer em grandes festivais, inclusive chegando a abrir o show do New Order. Para esse novo álbum, eles queriam demonstrar que sua identidade não dependia de ficar presa a um único gênero. Os temas giram em torno dessa ideia de amadurecimento sem abandonar as raízes: a banda queria evoluir musicalmente, mas continuar reconhecível. Produção, conduzida por Clemente Magalhães, colocou um som bem mais polido e radiofônico, com as guitarras ficando bem mais definidas, o baixo tendo um maior protagonismo com linhas expressivas e a bateria trazendo um pouco mais daquela influência jamaicana. Só que isso acaba virando uma bagunça, já que, uma hora, é Pop Reggae; depois, Ska ou Surf music. O repertório é muito fraco, com várias canções ruins e poucas que se salvam. No fim, é um disco ruim e muito confuso. 

Melhores Faixas: Lembrar de Amar, Foi Você, A cada Olhar 
Piores Faixas: Amigos, Linda, Sonho, Surreal, De Tempos em Tempos

 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Review: American Me do C.L. Smooth

                   

American Me – C.L. Smooth





















NOTA: 3/10


Em 2006, C.L. Smooth lançava seu único álbum solo, o American Me, que foi bastante confuso. Após o lançamento do The Main Ingredient com Pete Rock, o rapper acabou participando de alguns projetos de seu antigo parceiro e meio que negava estar como feat. de outros rappers, até que, em 2004, começou a aparecer com mais frequência e já começava a preparar seu projeto solo. A produção contou com Mike Loe, KayGee, Squarte e até Pete Rock, que tentaram fazer um equilíbrio entre uma abordagem limpa e moderna do Rap daquele período com sua temática característica. Com os beats sendo suaves, contando com baterias fortes, baixos discretos e loops em determinados momentos, seguindo muito a temática do Chipmunk Soul, com C.L. colocando seus flows cadenciados e precisos, mas tudo soa extremamente inconsistente. O repertório é muito ruim, tendo canções genéricas e poucas interessantes. No geral, é um álbum péssimo e que parece deslocado. 

Melhores Faixas: It's A Love Thing, Call On Me, Smoke In The Air 
Piores Faixas: Warm Outside, Gorilla Pimpin, CL Smooth Unplugged, The Stroll, The Impossible
 

                                                                                        É isso, então flw!!!          

Analisando Discografias - Pete Rock

                  

Soul Survivor – Pete Rock





















NOTA: 9,2/10


No ano de 1998, Pete Rock lançava seu 1º álbum solo, o sensacional Soul Survivor. Após o The Main Ingredient com C.L. Smooth, o produtor precisava transformar sua própria identidade de produtor em uma obra com personalidade de álbum, assumindo também a posição de MC em várias faixas e, ao mesmo tempo, construindo uma espécie de vitrine para uma quantidade enorme de convidados. A produção, feita por ele com um auxílio do Grap Luva, teve beats sofisticados e, ao mesmo tempo, pesados, com baterias secas, baixos gordurosos e uma presença de arranjos de cordas, metais e teclados. Fora, é claro, o uso de samples obscuros de Soul e Jazz, que deixam uma atmosfera elegante, com cada rapper conseguindo encaixar bem seus flows, nessa sonoridade puxada para o Boom Bap e com alguns elementos de Jazz Rap e Neo-Soul. O repertório é incrível, e as canções são bem divertidas e, claro, profundas. Enfim, é um belo disco e muito bem-feito. 

Melhores Faixas: Half Man Half Amazin (Method Man amassou), Tha Game (que time: Ghostface Killah, Raekwon e Prodigy), Truly Yours 98 (Kool G Rap e Large Professor bem demais), It's About That Time (ótima feat do Black Thought), #1 Soul Brother, One Life To Live (MC Eith foi bem), Da Two (C.L. Smooth foi bem), Verbal Murder 2 (baita feat do Big Pun), Strange Fruit (Cappadona foi bem até) 
Vale a Pena Ouvir: Tru Master (Kurupt e Inspectah Deck mandaram bem), Soul Survivor, Mind Blowin'
  

PeteStrumentals – Pete Rock





















NOTA: 9/10


Três anos se passaram, e Pete Rock lança um álbum inteiramente instrumental, o PeteStrumentals. Após o Soul Survivor, o produtor tinha ficado impressionado com o álbum Welcome to Detroit, do J Dilla, o que fez com que procurasse o selo BBE Records para poder fazer sua própria contribuição para aquela série, que foi chamada de Beat Generation. A produção, feita obviamente pelo próprio Pete Rock, mostra ele manipulando aqueles samples de Soul, Funk e Jazz, só que construindo grooves. A bateria é bastante encorpada, as linhas de baixo são bem profundas, além de conseguir fazer uma linha de piano ou uma seção de metais funcionar quase como outro instrumento rítmico, seguindo praticamente aquela estética do Boom Bap e preservando uma sensação humana, já que há imperfeições e uma busca pela batida perfeita. O repertório é maravilhoso, e as faixas são bem relaxantes e atmosféricas. No fim, é um belo disco e bastante imersivo. 

Melhores Faixas: Pete's Jazz, A Little Soul, Smooth Sailing, Play Dis Only At Night, For The People, What You Waiting For, Walk On By 
Vale a Pena Ouvir: The Boss, Something Funky, Hip Hopcrisy

Center Of Attention – Pete Rock & Inl





















NOTA: 9,8/10


Em 2003, Pete Rock lança um álbum junto com o coletivo InI, o Center Of Attention. Após o PeteStrumentals, esse projeto foi concebido lá nos anos 90, quando Pete começou a trabalhar com o InI, grupo formado por Rob-O, Grap Luva e Ras G, com uma proposta extremamente ligada ao underground nova-iorquino. A intenção era apresentar um grupo de MCs relativamente jovens nas produções do Pete Rock, aproveitando justamente aquele momento em que sua estética tinha se consolidado. A produção foi bastante elegante e bem detalhada, os beats são bem orgânicos, contando com baterias pesadas, linhas de baixo encorpadas, graves constantes e presença de piano, metais, cordas e vibrafone, deixando aquela junção perfeita do Boom Bap e Jazz Rap, com cada rapper colocando seus flows precisos e cada um seguindo sua característica individual. O repertório é incrível, e as canções são bem reflexivas e atmosféricas. Enfim, é um baita disco e é um clássico. 

Melhores Faixas: Square One, Grown Man Sport, Fakin' Jax, Step Up, Props, To Each His Own (ótima feat do Q-Tip e Large Professor), Microphonist Wanderlust 
Vale a Pena Ouvir: Mind Over Matter, The Life I Live, No More Words


Analisando Discografias - Pete Rock & C.L. Smooth

                  

All Souled Out – Pete Rock & C.L. Smooth





















NOTA: 8/10


Em 1991, Pete Rock & C.L. Smooth lançava seu 1º trabalho no formato EP, o All Souled Out. O duo, formado em 1989 na cidade de Mount Vernon, em Nova York, era composto pelo DJ Pete Rock, que se tornou conhecido por usar discos obscuros de Soul e Jazz, e por C.L. Smooth, um rapper promissor que trazia letras carregadas de consciência. Eles se conheceram na época da escola e, após isso, passaram a gravar demos e enviá-las para as gravadoras, até que conseguiram assinar com a Elektra Records. A produção foi feita inteiramente pelo próprio Pete Rock, que colocou um som quente e encorpado, com os beats sendo orgânicos, contando com baterias pesadas, samples obscuros, linhas de baixo profundas e presença de flautas e metais. Enquanto C.L. coloca flows precisos e cadenciados, dialogando com o Boom Bap e o Jazz Rap. O repertório é legal, com canções profundas e imersivas. No fim, é um ótimo trabalho e mostrava um grande potencial. 

Melhores Faixas: Mecca & The Soul Brother, Good Life 
Vale a Pena Ouvir: The Creator, All Souled Out, Go With The Flow
  

Mecca And The Soul Brother – Pete Rock & C.L. Smooth





















NOTA: 9,9/10


No ano seguinte, Pete Rock & C.L. Smooth lançavam seu álbum de estreia, o clássico Mecca And The Soul Brother. Após o EP All Souled Out, a dupla decidiu fazer um álbum que fosse ambicioso e que juntasse a estética da produção sofisticada do Pete Rock e as rimas afiadas e carregadas de mensagem do C.L. Smooth, transformando, assim, as referências da cultura negra em uma linguagem própria. A produção, feita pelo Pete Rock, contou com umas ajudinhas do Nevelle Hodge e Large Professor, seguindo por um som caloroso e elegante, já que os beats são orgânicos, com as baterias sendo pesadas, baixos fortes e a presença de samples de metais e teclados, além do uso de samples obscuros, criando verdadeiras texturas. Já o C.L. coloca flows precisos e cadenciados, mantendo aquele equilíbrio perfeito do Boom Bap e Jazz Rap. O repertório é sensacional, e as canções são bem reflexivas e variadas. No fim, é um baita disco e ainda nem era o ápice. 

Melhores Faixas: They Reminisce Over You (T.R.O.Y.), For Pete's Sake, Return Of The Mecca, Can't Front On Me, The Basement, Ghettos Of The Mind, Lots Of Lovin 
Vale a Pena Ouvir: Skinz, It's Like That, Act Like You Know, Soul Brother #1

The Main Ingredient – Pete Rock & C.L. Smooth





















NOTA: 10/10


Dois anos depois, Pete Rock & C.L. Smooth lançam o 2º e último álbum deles, o The Main Ingredient. Após o sensacional Mecca And The Soul Brother, esse novo trabalho nasce como uma continuação de uma parceria que já havia atingido um nível bastante elevado, com a dupla decidindo fazer um álbum bem mais compacto, mais atmosférico e, em vários momentos, mais introspectivo. A produção foi muito mais elegante, trazendo um som quente e melódico, com os beats do Pete Rock ficando mais orientados ao groove, com baterias encorpadas, linhas de baixo profundas, graves constantes e uma presença marcante de metais e teclados, deixando os samples de Soul e Jazz respirarem, com pequenas mudanças de textura, enquanto C.L. Smooth encaixa flows precisos e seguros. O repertório é espetacular, parecendo uma coletânea, com canções profundas e cheias de vivências urbanas. No fim, é um disco atemporal e um dos melhores álbuns de todos os tempos. 

Melhores Faixas: I Get Physical, In The House, I Gotta Love, Take You There, Carmel City, Searching, All The Places, The Main Ingredient, It's On You 
Vale a Pena Ouvir: Sun Won't Come Out, Tell Me, Check It Out


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Fuel

                 

Sunburn – Fuel





















NOTA: 9/10


Em 1998, o Fuel lançava seu álbum de estreia, intitulado Sunburn, em um momento interessante. Formado em 1993, na capital da Pensilvânia, Harrisburg, por Brett Scallions (vocais e guitarra), Carl Bell (guitarra), Jeff Abercrombie (baixo) e, inicialmente, Jody Abbott (bateria), este último acabou saindo no período em que a banda havia atingido seu pico no underground e recém-assinado com a 550, subsidiária da Sony. A produção feita por Steve Haigler, que colocou um som acessível, mas que consegue ser bem pesado, deixando aquela estética característica do Post-Grunge. As guitarras são bem distorcidas, com riffs precisos; o baixo é bastante encorpado e a bateria tocada pelo Jonathan Mover é muito impactante. Já os vocais do Brett Scallions têm aquela vibe do Eddie Vedder, só que mais rouca, transmitindo vulnerabilidade. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e energéticas. No fim, é um belo disco de estreia e o melhor da banda. 

Melhores Faixas: Shimmer, Sunburn, Hideaway, Bittersweet, Song For You, New Thing 
Vale a Pena Ouvir: Mary Pretends, Jesus Or A Gun

Something Like Human – Fuel





















NOTA: 8,5/10


Entrando nos anos 2000, o Fuel lança seu 2º álbum, o Something Like Human, que foi bem-sucedido. Após o Sunburn, a banda contratou o baterista Kevin Miller, e aqui eles queriam fazer um trabalho mais seguro de sua capacidade de escrever refrões grandes, trabalhar contrastes entre peso e delicadeza e produzir músicas que funcionassem tanto dentro do Rock alternativo quanto no rádio. Fazendo assim, um trabalho mais confiante e mais preocupado com grandes melodias. A produção feita por Ben Grosse, com pitacos do guitarrista Carl Bell, que buscaram um som polido e com peso moderado. As guitarras são pesadas, tendo seu devido controle; o baixo é bem mais marcante, a bateria tem bastante peso e está muito presente, e os vocais do Brett ficaram mais seguros e suaves, dialogando tanto com o Post-Grunge quanto com o Hard Rock. O repertório é muito bom, e as canções são mais melódicas e introspectivas. Enfim, é um disco bacana e que foi o ápice comercial deles. 

Melhores Faixas: Hemorrhage (In My Hands), Last Time, Down, Empty Spaces 
Vale a Pena Ouvir: Bad Day, Solace, Innocent

Natural Selection – Fuel





















NOTA: 8,7/10


No ano de 2003, o Fuel lançava seu 3º álbum de estúdio, o vibrante Natural Selection. Após o Something Like Human, a banda decidiu absorver algumas das tendências daquele período, principalmente no peso das guitarras e em determinadas escolhas de afinação, mas sem abandonar sua característica fundamental. Fora que esse álbum demorou para ser lançado devido a alguns conflitos internos, e o vocalista Brett Scallions teve que passar por uma cirurgia que prejudicou sua voz. A produção, conduzida por Michael Beinhorn junto com Carl Bell, buscou um som mais pesado, mas que mantém aquela clareza. As guitarras são mais agressivas e possuem riffs cortantes, enquanto a cozinha rítmica é bastante precisa e tem seu devido peso. Os vocais do Brett são bem expressivos e até mais agressivos. Com isso, temos uma junção do Post-Grunge, Hard Rock e Metal alternativo. O repertório é ótimo, e as canções são bem energéticas. Enfim, é um disco bacana e muito ousado. 

Melhores Faixas: Falls On Me, Quarter, Most Of All, Won’t Back Down, Million Miles 
Vale a Pena Ouvir: Die Like This, Running Away, Getting Thru?

Angels & Devils – Fuel





















NOTA: 3/10


Quatro anos se passaram, e o Fuel lançava mais um álbum novo, o Angels & Devils. Após o Natural Selection, Brett Scallions acabou saindo da banda, já que estava bastante desgastado e alegando que estava com burnout. Em seu lugar, entrou Toryn Green, além da saída do baterista Kevin Miller, que foi substituído por Tommy Stewart (ex-baterista do Godsmack), mas que acabou não participando do projeto. A produção, feita por Scott Humphrey e Carl Bell, seguiu um som limpo e bastante acessível, fazendo aquele equilíbrio entre o Post-Grunge e o Hard Rock. As guitarras ficaram mais encorpadas e com menos riffs pesados, o baixo ficou mais encorpado, e a bateria, alternada entre Josh Freese e Tommy Lee, busca um certo impacto. Já os vocais de Toryn são uma espécie de Layne Staley, só que mais melódicos, mas tudo soa muito previsível. O repertório é ruim, tendo canções genéricas e poucas interessantes. No fim, é um álbum péssimo e que foi um fiasco. 

Melhores Faixas: Not This Time, Gone, Again 
Piores Faixas: Leave The Memories Alone, Forever, Angels Take A Soul, Hangin Round

Puppet Strings – Fuel





















NOTA: 4/10


Em 2014, o Fuel voltou lançando um novo disco, o Puppet Strings, de forma totalmente repaginada. Após o Angels & Devils, a banda acabou saindo da Epic Records e assinou com o selo independente Megaforce. Além disso, o vocalista Brett Scallions acabou retornando, só que o baterista Tommy Stewart, o baixista Jeff Abercrombie e, principalmente, o guitarrista Carl Bell acabaram saindo. Com isso, a banda foi reformada com Andy Andersson na guitarra, Brady Stewart no baixo (ex-Shinedown) e Ken Schalk na bateria. A produção, feita pelo vocalista junto com Eddie Wohl, deixou aquele som limpo, só que colocando um maior peso. As guitarras ficaram mais pesadas, mas com espaço para melodias; o baixo ficou mais expressivo, e a bateria tem bastante impacto. O problema é que eles fizeram um trabalho bem monótono, com um Hard Rock sem graça. O repertório é ruim, apesar de ter algumas canções boas, o restante é genérico. No geral, é um álbum fraco e muito repetitivo. 

Melhores Faixas: Cold Summer, Wander, Time For Me To Stop, Soul To Preach To 
Piores Faixas: Hey, Mama, What We Can Never Have, Headache, Puppet Strings, I Can See The Sun

ÅNOMÅLY – Fuel





















NOTA: 2,5/10


Então chegamos em 2021, quando o Fuel lançou seu mais recente álbum, o ÅNOMÅLY. Após o Puppet Strings, a banda fez suas turnês até o período em que foi impedida de continuar por causa da pandemia, até que aconteceu uma grande reformulação, já que Brett Scallions acabou saindo de forma definitiva, enquanto Carl Bell e Kevin Miller retornaram à banda e recrutaram Tommy Nat para o baixo e John Corsale para ser seu novo vocalista e guitarrista. Com eles, a banda preparou um projeto que fosse bem mais direto e equilibrado. A produção, feita inteiramente pelo próprio Carl Bell, deixou um som mais pesado, que junta Hard Rock com Post-Grunge. Mas tudo aqui é muito malfeito: as guitarras são muito simplistas, o baixo é muito discreto, a bateria carrega demais as estruturas e John praticamente imita Brett Scallions. O repertório é terrível, tendo canções medíocres e poucas que se salvam. No final de tudo, é um álbum horrível, que parece que foi feito às pressas. 

Melhores Faixas: The Only Ones, 4 Walls 
Piores Faixas: Hard, Alive, Heaven's Waiting 4 U, Give, Landslide

                                                                                  Por hoje é só, então flw!!!          

Analisando Discografias - VANDAL

                   TIPOLAZVEGAZH MIXTAPE – VANDAL NOTA: 8,7/10 Em 2015, o VANDAL lançava seu 1º projeto, o TIPOLAZVEGAZH MIXTAPEH, que troux...