quarta-feira, 10 de junho de 2026

Review: Decrepitizing Din Of The Cerebral Psyopticon do Fake Dust

                   

Decrepitizing Din Of The Cerebral Psyopticon – Fake Dust





















NOTA: 9/10


No mês passado, outra banda lançou seu álbum de estreia: o Fake Dust, com Decrepitizing Din Of The Cerebral Psyopticon. Formada em 2022, na cidade de Portland, no Oregon, por Tony (vocais), Brennan Butler (bateria), Ezra (baixo) e Aidan (guitarra), a banda chamou atenção no underground por meio de demos que já demonstravam uma abordagem extremamente agressiva e técnica do Grindcore, despertando o interesse da Iron Lung Records. Produzido por Sasha Stroud, entrega um som definido. A guitarra apresenta uma distorção serrilhada e compacta, enquanto o baixo atua como uma camada densa que engrossa o ataque sonoro. A bateria contém blast beats violentíssimos e mudanças abruptas de andamento. Os vocais utilizam uma combinação de guturais e gritos rasgados. O repertório é maravilhoso, e as canções são bastante agressivas, além de ter uma pegada futurista. No fim, é um disco incrível que soa como a obra de uma banda já consolidada. 

Melhores Faixas: Cooked At Conception, Detaching, Paranoid Epiphany, Envisaging Psychosomatic Operations, Marker, Implanted Imperative, Mind War Deployment, Substance Abuse Lifestyle, Stalker, Delete, Living Conditions 
Vale a Pena Ouvir: Little Bottle (Public Transportation Pt. 2), Lost Signal, Mosaic
 

                                                                                        É isso, então flw!!!               

Review: Ascension do Nedgravd

                   

Ascension – Nedgravd





















NOTA: 9/10


Recentemente, uma banda chamada Nedgravd lançou seu álbum de estreia, Ascension. Formada em 2020, na capital norueguesa Oslo, por Torbjørn Kirby Torbo, Gryla (baixo e vocais), Lars Valstad Nielsen, Aksel Rostadmo (guitarras) e Olav Kjartan Rostadmo (bateria), a banda também contou com o guitarrista Eirik Halvorsen, que não permaneceu por muito tempo na formação. A proposta do grupo era clara: ressuscitar o Death Metal ocultista e extremamente sombrio do início dos anos 1990. A produção, feita pela própria banda, lembra uma gravação realizada em fita cassete, quase como uma demo. As guitarras são densas e envoltas por uma camada de reverberação que cria uma sensação constante de claustrofobia. O baixo contribui para engrossar a parede sonora, enquanto a bateria evita excessos técnicos e mantém uma execução bastante sólida. Já os vocais do Gryla apostam em guturais profundos. O repertório é curto, mas repleto de canções sensacionais. No fim, é um baita álbum de estreia de uma banda bastante promissora. 

Melhores Faixas: Qhurra (Storms Of...), Sentiential Incantation 
Vale a Pena Ouvir: Black Blood Descension, Paragon Of Impiety 


Analisando Discografias - AJULLIACOSTA

                 

Aju – AJULLIACOSTA





















NOTA: 7/10


Em 2022, a AJULIACOSTA lançava seu 1º trabalho no formato EP, intitulado Aju. A rapper, vinda de Mogi das Cruzes, começou sua trajetória por volta de 2020, quando passou a lançar alguns singles. Nesse projeto, o objetivo era transformar suas experiências como mulher preta periférica em um trabalho que abordasse autoestima, espiritualidade, relações afetivas, machismo, identidade e sobrevivência dentro da indústria musical. A produção contou com DJ Victor, IAMLOPE$$, MAT (BRA) e Ykymani, que criaram beats bem minimalistas, transitando entre Trapfunk, Boom Bap, Trap Soul e elementos melódicos que ampliam a expressividade das composições. O grande diferencial está no flow da Aju, que é preciso e alterna entre vulnerabilidade e agressividade. O repertório contém 6 faixas, que são ao mesmo tempo divertidas e profundas. Enfim, é um ótimo EP e serviu como uma boa apresentação. 

Melhores Faixas: Marido de Bandida, 7 Ruas 
Vale a Pena Ouvir: O Suficiente, Homens Como Você

Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva – AJULLIACOSTA





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, foi lançado seu álbum de estreia, o Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva. Após o EP Aju, AJULLIACOSTA decidiu fazer um trabalho que questiona a expectativa de que mulheres negras precisem ser permanentemente fortes, resistentes e inabaláveis. A artista busca mostrar sentimentos que normalmente são invisibilizados, como amor, vulnerabilidade, medo, carência e frustração, sem abandonar o conteúdo político que caracteriza sua obra. A produção foi feita por IAMLOPE$$, MAT, Bvga Beatz, Nagalli e Toledo, que criaram beats variados e secos, priorizando texturas suaves, linhas melódicas acolhedoras e instrumentais que deixam espaço para as rimas e os flows cadenciados da Aju. Aqui, é possível perceber uma mistura do Trapfunk e Trap Soul. O repertório é muito bom, e as canções são bastante divertidas, transitando entre um lado mais emocional e outro marcado por críticas sociais. No geral, é um ótimo álbum de estreia e bastante ousado. 

Melhores Faixas: Queen Chavosa, Você Não É Meu Homem 
Vale a Pena Ouvir: Brutas Também Choram, Pq a Policia Smp Acaba Com a Festa?, Mil e uma Treta

Novo Testamento – AJULLIACOSTA





















NOTA: 9/10


E aí, no ano passado, Aju lançou seu 2º álbum e mais recente até então, o Novo Testamento. Após o Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva, ela passou a ganhar bastante reconhecimento na cena do Rap feminino. Além disso, participou do Poetas no Topo 4, onde foi um dos grandes destaques. Nesse trabalho, ela busca equilibrar crítica social, afirmação feminina, espiritualidade, amor-próprio e ambição artística. A produção foi diversificada, contando com KL Jay, Galdino, Maffalda, Nave Beatz, entre outros, que criaram beats variados, transitando entre momentos emocionais e minimalistas, com influências do Boom Bap, Trap, R&B e Drill. Além disso, Aju demonstra grande versatilidade, alternando entre flows agressivos, trechos mais melódicos e momentos quase falados. O repertório é incrível, e as canções são profundas e carregadas de mensagem. No final de tudo, é um baita álbum que demonstra uma clara evolução artística. 

Melhores Faixas: Dharma, O que a Julia vai ser?, Toc Toc Toc, Sob a luz do seu olhar, Quero saber 
Vale a Pena Ouvir: Acorde, Pense como uma diva

       

terça-feira, 9 de junho de 2026

Analisando Discografias - Just Kiddin

                  

Intimacy EP – Just Kiddin





















NOTA: 7/10


Em 2013, o Just Kiddin lançou seu 1º EP, intitulado Intimacy EP, que seguia uma abordagem tradicional. Formado em 2010, em Kettering, Northamptonshire, na Inglaterra, por Lewis Thompson e Laurie Revell, o duo ainda estava construindo sua reputação dentro da cena house, mas já chamava atenção por seus remixes para artistas conhecidos e por uma abordagem que misturava House music com certas influências do Nu-Disco, assinando com o selo Nervous Records. A produção, feita pela própria dupla, segue uma abordagem mais refinada, próxima do Deep House. Os sintetizadores possuem timbres quentes e luminosos, as linhas de baixo são elásticas e dançantes, e a percussão mantém um groove constante sem recorrer a exageros. Há uma preocupação evidente com textura e atmosfera. O repertório contém 3 faixas muito legais, que são bastante divertidas. No fim, é um ótimo EP de estreia que mostrou algo promissor, mas só enganou. 

Melhor Faixa: Pray 
Vale a Pena Ouvir: Soul Drop, I Want U

Time, Space & Honey – Just Kiddin





















NOTA: 1/10


E, alguns meses depois, eles retornaram com outro EP, o terrível Time, Space & Honey. Após o Intimacy EP, o Just Kiddin começou a ganhar reconhecimento dentro da cena House underground britânica. O duo já vinha recebendo apoio de DJs, como Jonas Rathsman e Boys Noize, consolidando uma reputação de artistas promissores dentro desse cenário. Só que aí surgiu um problema, já que eles tentaram fazer algo mais ousado, seguindo por um caminho mais superficial, com esse trabalho sendo lançado pelo selo HK. A produção buscou unir dinâmica, ritmo e textura. Os elementos percussivos são relativamente simples. Os kicks mantêm uma pulsação constante, enquanto hi-hats e percussões secundárias acrescentam movimento sem sobrecarregar as mixagens. No entanto, a tentativa de combinar House com Techno ficou bastante bagunçado. O repertório contém 2 faixas, e ambas são muito ruins. No final de tudo, é um EP péssimo e, após isso, lançaram apenas singles. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: Time, Space & Honey, The One

                                                                                   Então é isso e flw!!!              

Analisando Discografias - All Tvvins

                 

llVV – All Tvvins





















NOTA: 8/10


Em 2016, o All Tvvins lançava seu álbum de estreia, intitulado IIVV, que trazia algo interessante. Formado em 2014, em Dublin, na Irlanda, pela dupla Conor Adams e Lar Kaye após o encerramento das atividades de suas bandas anteriores, o projeto surgiu em um período em que ambos buscavam uma direção criativa diferente daquela que haviam seguido durante boa parte de suas carreiras, sendo mais voltado a canções de grande alcance emocional e comercial. Com produção de Matt Schwartz e lançado pela Warner Music, o álbum seguiu uma abordagem polida e moderna. As guitarras frequentemente aparecem processadas com efeitos que ampliam sua textura. Os sintetizadores ocupam tanto linhas melódicas principais quanto texturas ambientais e elementos rítmicos, resultando em uma combinação do Dance alternativo, Indietronica e Synth-pop. O repertório é muito bom, e as canções são todas bastante envolventes. No fim, é um ótimo disco de estreia e muito divertido. 

Melhores Faixas: Thank You, Resurrect Me 
Vale a Pena Ouvir: Darkest Ocean, End Of The Day, Unbelievable

Just To Exist – All Tvvins





















NOTA: 8,2/10


Três anos se passaram, e foi lançado o 2º álbum deles, o Just To Exist, que foi mais estruturado. Após o IIVV, o All Tvvins acabou saindo da Warner e voltou a lançar seus trabalhos de forma independente pela Faction Records. O disco apresenta a dupla mais confiante em suas capacidades, interessada em ampliar sua paleta sonora e explorar temas relacionados à existência cotidiana, à busca por significado, aos relacionamentos e às pressões emocionais da vida moderna. Produção feita por James Vincent McMorrow, o álbum adota uma abordagem mais detalhista, focada em uma junção do Indie Pop e Indietronica. Os sintetizadores são utilizados para construir ambientes sonoros complexos, enquanto as guitarras são integradas aos elementos eletrônicos de maneira tão orgânica que a distinção entre ambos se torna menos evidente. O repertório ficou muito bom, e as canções conseguem ser leves e sentimentais ao mesmo tempo. Enfim, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Build a Bridge, Just to Exist, I Heard You 
Vale a Pena Ouvir: Hell Of A Party, In the Dark, No One Is Any Fun

Your Country – All Tvvins





















NOTA: 2/10


Então chegamos a 2023, quando foi lançado o último trabalho da dupla até então, o EP Your Country. Após o Just To Exist, a dupla quis, de certa forma, se reestruturar, mas continuou interessada em misturar elementos eletrônicos, guitarras processadas e melodias Pop, agora com uma abordagem ainda mais moderna. Produção conduzida por Cormac Butler, o EP apresenta uma sonoridade extremamente limpa e contemporânea. Os sintetizadores permanecem como o elemento central da identidade musical da dupla. No entanto, há menos dependência das guitarras como força motriz principal. Elas continuam presentes, mas frequentemente aparecem integradas às camadas eletrônicas em vez de liderarem os arranjos. Os vocais também receberam mais tratamento, mas o resultado acaba soando impreciso e deslocado. O repertório contém apenas 5 faixas, mas somente uma ficou legal. No fim, é um EP fraquíssimo e que ficou bastante esquisito. 

Melhor Faixa: Every Minute 
Piores Faixas: Mouth of God, What's Happening, Blessed and Cursed, Something Special

      

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Review: Hum Of Hurt do Converge

                     

Hum Of Hurt – Converge





















NOTA: 9,1/10


Alguns dias atrás, de forma surpreendente, o Converge lançou mais um disco, o Hum Of Hurt. Após o Love Is Not Enough, a banda tinha cerca de 27 ideias de músicas e pelo menos 17 faixas completas. Conforme o material foi tomando forma, os integrantes perceberam que haviam criado dois trabalhos distintos e decidiram separá-los em dois álbuns independentes. A produção, feita pela própria banda, manteve aquela brutalidade característica, mas com uma atenção maior à construção atmosférica e às dinâmicas emocionais. Os riffs do Kurt Ballou continuam abrasivos, só que agora mais dramático. Nate Newton oferece linhas de baixo pesadas, Ben Koller entrega uma bateria devastadora. Já os vocais do Jacob Bannon transmitem exaustão e desespero em medidas praticamente iguais, dialogando com elementos do Post-Hardcore e Metalcore. O repertório é incrível, e as canções são pesadas e urgentes. No fim, é um belo disco que demonstra a versatilidade da banda. 

Melhores Faixas: Doom In Bloom, Dream Debris, Slip The Noose, Detonator 
Vale a Pena Ouvir: I Won't Let You Go, Nothing Is Over

                                                                                        É isso, então flw!!!         

Analisando Discografias - Nas: Parte 2

                 

King's Disease II – Nas





















NOTA: 8,9/10


No ano seguinte, Nas lançou o King's Disease II, que seguiu por um caminho ainda mais variado. Após o King's Disease, o rapper encontrava-se em uma posição rara: mais de vinte e cinco anos após sua estreia com Illmatic, ele vivia um dos períodos mais elogiados de sua trajetória artística, estando completamente confortável em seu papel de veterano respeitado e utilizando décadas de experiência para refletir sobre riqueza, legado, sobrevivência, família e crescimento pessoal. A produção do Hit-Boy foi mais expansiva e ambiciosa, com samples bastante variados, indo do Soul, Funk, R&B e Gospel. Tudo isso transita entre Boom Bap, Jazz Rap e alguns momentos de trap, fazendo com que Nas explore um flow mais variado, algo que funciona muito bem. O repertório é ótimo, e as canções são profundas e bem construídas. No fim, é um ótimo disco, bastante elegante e reflexivo. 

Melhores Faixas: Moments (Lauryn Hill amassou), Death Row East, Moments, Store Run, The Pressure, Rare, Nas Is Good 
Vale a Pena Ouvir: 40 Side, Count Me In, My Bible

Magic – Nas





















NOTA: 9,8/10


Aí, no final daquele ano de 2021, foi lançado mais um álbum do Nas, intitulado Magic. Após o King's Disease II, que possuía um conceito relativamente definido em torno de sucesso, maturidade e legado, Magic foi apresentado como um projeto mais livre. O próprio Nas descreveu o disco como uma espécie de presente para os fãs, criado para capturar a espontaneidade e a energia de um artista que vivia um momento especialmente produtivo. A produção, feita mais uma vez por Hit-Boy, traz beats diretos que combinam samples de soul, pianos melancólicos, baterias secas e linhas de baixo marcantes. Existe uma forte influência do rap nova-iorquino clássico, mas sem transformar o álbum em um mero exercício de nostalgia, sendo composto não apenas por Boom Bap, mas também por Drumless e Chipmunk Soul. O repertório é sensacional, e as canções são profundas, relaxantes e muito bem construídas. No geral, é um baita disco, bastante espontâneo. 

Melhores Faixas: Wave Gods (A$AP Rocky mandou bem demais, fora a presença do DJ Premier), Dedicated, Speechless, 40-16 Building 
Vale a Pena Ouvir: Meet Joe Black, Wu For The Children

King's Disease III – Nas





















NOTA: 10/10


E aí, no fim do ano de 2022, ele enfim retornou com o tão aguardado King's Disease III. Após O Magic, a expectativa para essa continuação era enorme. Muitos fãs se perguntavam se ainda existiam novos caminhos a serem explorados dentro do conceito iniciado em 2020. Em vez de simplesmente repetir fórmulas anteriores, Nas utilizou o álbum como uma oportunidade para fazer um balanço abrangente de sua vida, sua carreira e seu legado. A produção de Hit-Boy foi para um lado mais diversificado, com beats bem orgânicos; pianos elegantes, cordas discretas, baixos profundos e baterias cuidadosamente programadas aparecem constantemente. Os elementos dO Boom Bap, Jazz Rap, Trap e Chipmunk Soul são combinados de forma riquíssima, enquanto os flows do Nas atingem um nível técnico impressionante. O repertório é sensacional, sendo praticamente uma coletânea, só tendo música incrível. Enfim, é um álbum sensacional e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Legit, Thun, Reminisce, Michael & Quincy, Once A Man, Twice A Child, First Time, I'm On Fire, Beef 
Vale a Pena Ouvir: Get Light, Ghetto Reporter, Don't Shoot

Magic 2 – Nas





















NOTA: 8,8/10


Mais um ano se passou, e Nas lançou Magic 2, que seguiu um caminho diferente. Após o fim da trilogia King's Disease, foi decidido voltar para essa outra trilogia, focada em álbuns menos conceituais e mais centrados na química entre Nas e Hit-Boy, na excelência técnica e na capacidade de criar músicas envolventes. O álbum apresenta o rapper confortável com sua posição histórica, mas ainda curioso, criativo e disposto a explorar diferentes atmosferas musicais. A produção seguiu por um aspecto mais diversificado, com beats mais variados, transitando entre Jazz Rap, Boom Bap e Trap. Os samples são mais puxados para Soul, Funk e até Reggae, mostrando que Hit-Boy ampliou seu leque musical. Com isso, temos texturas sonoras variadas e arranjos que mantêm a audição dinâmica. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas, além de bastante profundas. Enfim, é um ótimo disco que consegue ser muito agradável. 

Melhores Faixas: Motion, Office Hours (50 Cent mandou bem), What This All Really Means, One Mic, One Gun (ótima feat do 21 Savage) 
Vale a Pena Ouvir: Bokeem Woodbine, Earvin Magic Johnson, Slow It Down

Magic 3 – Nas





















NOTA: 9/10


Poucos meses depois, essa trilogia foi finalizada com Magic 3, que representou uma junção de tudo o que veio antes. Após o Magic 2, essa conclusão serve como uma síntese de tudo o que Nas e Hit-Boy construíram ao longo daqueles anos. O álbum mistura nostalgia, maturidade, observação social, técnica refinada e celebração artística. Além disso, Nas encontrava-se em uma posição única dentro do Rap. Pouquíssimos artistas de sua geração continuavam lançando música em alto nível. A produção foi bastante equilibrada, reunindo elementos de Boom Bap, Trap, Chipmunk Soul e até um pouco de Cloud Rap, tudo alinhado em beats orgânicos, samples discretos e baterias igualmente discretas. Além disso, o flow do Nas consegue ser bastante técnico e, em alguns momentos, até agressivo. O repertório é ótimo, e as canções são reflexivas, variadas e muito bem construídas. No final de tudo, é um disco bacana que encerra de forma decente essa parceria. 

Melhores Faixas: I Love This Feeling, Never Die (nunca imaginei Lil Wayne num Boom Bap), Based On True Events, Pt. 2, Jodeci Member, Based On True Events, Speechless, Pt. 2 
Vale a Pena Ouvir: Superhero Status, Japanese Soul Bar, Blue Bentley, Pretty Young Girl

Light-Years – Nas & DJ Premier





















NOTA: 8,4/10


Então chegamos a 2025, quando Nas lançou seu mais recente álbum colaborativo com DJ Premier, o Light Years. Após o Magic 3, ele decidiu revisitar uma parceria histórica que ajudou a definir sua identidade artística desde Illmatic. Porém, em vez de simplesmente recriar o passado, o álbum procura estabelecer uma ponte entre diferentes momentos de sua carreira. Com Nas frequentemente olhando para trás, ele revisita experiências antigas e reflete sobre o tempo, mas sem abandonar completamente o presente. A produção é crua, com beats pesados, baterias secas, scratches, samples de Soul e loops cuidadosamente construídos. O álbum dialoga bastante com o Boom Bap dos anos 90, além de incorporar elementos de Jazz Rap e Turntablism, fazendo com que os flows do Nas sejam precisos e cadenciados. O repertório é bem legal, e as canções são leves e bem profundas. No geral, é um ótimo disco que vai envelhecer muito bem. 

Melhores Faixas: Writers, My Story Your Story (AZ mandou bem), Madman 
Vale a Pena Ouvir: Welcome To The Underground, Sons (Young Kings), Pause Tapes, Bouquet (To The Ladies)


Review: Decrepitizing Din Of The Cerebral Psyopticon do Fake Dust

                    Decrepitizing Din Of The Cerebral Psyopticon – Fake Dust NOTA: 9/10 No mês passado, outra banda lançou seu álbum de estr...