sábado, 11 de abril de 2026

Review: Herança Boiadeira Rodeio (Ao Vivo) da Ana Castela

                     

Herança Boiadeira Rodeio (Ao Vivo) – Ana Castela





















NOTA: 1/10


Recentemente, para a tristeza de muitos, a Ana Castela lançou mais um álbum ao vivo, o Herança Boiadeira Rodeio. Após o péssimo Let’s Go Rodeo, a cantora, nesse meio tempo, teve seu nome aparecendo sempre em páginas de fofoca por conta do seu meteórico relacionamento com Zé Felipe. Deixando isso de lado, esse trabalho seria basicamente uma tentativa de homenagem ao sertanejo de raiz e ao modão. A produção, feita por Eduardo Godoy e gravada na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, segue uma abordagem bastante polida e com grande clareza sonora, onde a banda de apoio faz bem a sua parte, tocando muito bem, enquanto os vocais da Ana são editados em estúdio (algo tradicional no Sertanejo atual), e nem os convidados escapam; na verdade, nem eles sabem por que aceitaram estar nesse circo bastante sem graça. O repertório ficou terrível, e as canções, são ridículas e, em outros, estragadas. Em suma, é outro álbum péssimo e bastante insuportável. 

Melhores Faixas: (............................................) 
Piores Faixas: Você Vai Ver / No Dia em Que Eu Saí de Casa (Zezé Di Camargo cantando mal & Luciano totalmente atípico), Romaria (pobre Sérgio Reis sendo cúmplice de um quase assassinato do Renato Teixeira), Mamãe, Barulho da Camioneta, Não Deixe Seu Filho Ser um Cowboy, Saudade é Mato.

                                                                           Então é isso e flw!!!            

Review: Transcedental do Diogo Gomes

                     

Transcedental – Diogo Gomes





















NOTA: 8,2/10


Em 2022, o trompetista Diogo Gomes lançou seu álbum de estreia, o Transcedental. O músico carioca é filho do renomado trombonista Cesário Constâncio Gomes, que foi responsável por toda a sua formação musical. Após se formar na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atuou como solista em concertos da Orquestra Sinfônica da UFRJ e de Porto Alegre, o que o levou a participar como músico de apoio em trabalhos de outros artistas e, com isso, ganhou a chance de fazer um álbum solo que reflete sua formação, suas referências e, principalmente, sua história de vida. A produção, feita por ele próprio, é bastante minimalista, já que foi gravada de forma analógica e ao vivo, privilegiando a interação entre os músicos e a organicidade sonora. O quinteto segue a lógica do Samba-jazz, mas apresenta influências do Jazz Fusion, Afoxé e elementos afro-brasileiros. O repertório é muito bom, e as canções são bem dinâmicas. No fim, é um ótimo disco e bem coeso. 

Melhores Faixas: Singelo, Ouro Branco, Resenha 
Vale a Pena Ouvir: Herança, Tatá no Nordeste (Afoxé Blues), Real Engenho


Analisando Discografias - FM-84

                  

Los Angeles – FM-84





















NOTA: 7/10


Em 2015, o projeto FM-84 lançava seu 1º trabalho em formato EP, intitulado Los Angeles. Formado no começo daquele ano na Califórnia pelo produtor escocês Col Bennett, tornou-se mais um a se inserir no universo da Synthwave, onde decidiu, nesse trabalho, tentar recriar especialmente o mito de Los Angeles como cidade de sonhos, cinema e noites infinitas. A produção, feita obviamente por ele próprio, traz uma paleta sonora típica do gênero: sintetizadores analógicos simulados, linhas de baixo pulsantes, pads atmosféricos e leads melódicos altamente emotivos. Em vez de outros conterrâneos que acabam se apoiando numa nostalgia superficial e dialogando mais com uma House music tradicional, aqui as camadas sonoras são cuidadosamente equilibradas, criando uma sensação cinematográfica contínua. O repertório contém 4 faixas que são bem interessantes, apesar de uma mais fraquinha. No fim, é um EP interessante e que prepara para algo maior. 

Melhores Faixas: Delorean, Los Angeles, Nightdrive 
Pior Faixa: Outatime

Atlas – FM-84





















NOTA: 10/10


E aí, no ano de 2016, foi lançado o sensacional e único álbum do FM-84, intitulado Atlas. Após o EP Los Angeles, o projeto passou a se tornar um duo com a entrada do vocalista Ollie Wride, que ajudou a transformar o som em algo mais próximo do Synth-pop oitentista. Esse trabalho foi um ponto de virada para a própria Synthwave enquanto estilo musical, que ainda era muito associada a produções instrumentais nostálgicas; com esse álbum, há uma expansão para uma linguagem mais acessível. A produção foi obviamente feita pelo próprio Col Bennett e foi profundamente inspirada na estética dos anos 80, mas com acabamento moderno. Os sintetizadores são cristalinos, os pads são expansivos e os leads são altamente melódicos, formando uma estrutura de canção em que os vocais do Ollie Wride e de outras colaborações são bem expressivos. O repertório é sensacional, e as canções são bem envolventes. No fim, é um baita disco e certamente um clássico. 

Melhores Faixas: Running In The Night, Arcade Summer, Wild Ones, Let's Talk (participação do Josh Dally), Don't Want To Change Your Mind 
Vale a Pena Ouvir: Goodbye (participação do Clive Farrington do When In Rome), Everything, Jupiter

 

Review: ESTAR SOZINHA NÃO É UM SENTIMENTO da Plumasdecera

                  

ESTAR SOZINHA NÃO É UM SENTIMENTO – Plumasdecera





















NOTA: 7/10


Em 2024, a Plumasdecera lançava seu 1º trabalho no formato EP, o ESTAR SOZINHA NÃO É UM SENTIMENTO. A rapper/cantora paulista começou sua trajetória por volta de 2022, sendo mais uma promessa vinda dessa nova geração que faz PluggnB, apesar de sua abordagem ir muito mais além disso, chegando até a dialogar com as estruturas tradicionais da música brasileira. A produção, feita por Brennin (não sou eu, tá!) e otrashy, traz uma sonoridade limpa e minimalista: beats suaves, linhas melódicas simples e uma ênfase muito grande na voz delicada da Plumas como elemento central. Os instrumentais tendem a usar bases eletrônicas leves, com texturas etéreas e batidas que flertam com o PluggnB, conseguindo dialogar também com a Bossa Nova e o R&B tradicional. O repertório contém 4 faixas belíssimas. No fim, é um ótimo trabalho e mostra uma artista muito talentosa. 

Melhores Faixas: NÃO ME FAÇA PENSAR NISSO, DESASTRE 
Vale a Pena Ouvir: EXAGERO, AINDA HOJE

 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Review: VERAS I do Vera Fischer Era Clubber

                  

VERAS I – Vera Fischer Era Clubber





















NOTA: 8/10


No ano passado, a banda Vera Fischer Era Clubber lançava seu álbum de estreia, o VERAS I. Formada em 2023, em Niterói, no Rio de Janeiro, pela vocalista Crystal, pela baixista Malu, pelo tecladista Vickluz e pela Gloria Pek0 nos beats, a banda ganhou reputação em ambientes alternativos e em apresentações ao vivo, inserindo-se em uma cena que resgata elementos da cultura clubber dos anos 2000, mas reinterpretados com ironia, teatralidade e uma estética deliberadamente exagerada. A produção, feita por Augusto Feres, aposta em uma sonoridade deliberadamente crua e estilizada, misturando Electroclash, Darkwave, EBM e New Rave. Aqui, percebe-se uma abordagem noturna constante: batidas eletrônicas minimalistas, sintetizadores sombrios e texturas que remetem à música industrial, além dos vocais da Crystal, que vão do canto ao Spoken Word. O repertório é legalzinho, e as canções são todas muito divertidas. No fim, é um álbum bacana e, de certo modo, maluco. 

Melhores Faixas: A Gata Agora, Eu Sem Depressão 
Vale a Pena Ouvir: Vera Fischer Era Clubber, Fantasmas
  

                                                                                     É isso, então flw!!!      

Analisando Discografias - Jungle

                 

Jungle – Jungle





















NOTA: 9/10


No ano de 2014, o grupo Jungle lançava seu álbum de estreia autointitulado, trazendo uma abordagem bem diferente. Formado um ano antes em Londres pelos produtores Josh Lloyd-Watson e Tom McFarland, o projeto nasceu de uma parceria de longa data entre os dois, que desde jovens experimentavam com gravações caseiras e tinham um forte interesse em sonoridades vintage, mais precisamente Soul, Funk e Disco music. A produção, feita obviamente por ambos, opta por uma abordagem extremamente controlada, onde seguem bases rítmicas simples, porém altamente eficazes. Linhas de baixo repetitivas, guitarras limpas bem funkeadas e batidas secas criam uma sensação de continuidade quase hipnótica, enquanto os vocais servem mais como textura, resultando em uma fusão de Synth Funk, Smooth Soul e Funktronica. O repertório é incrível, e as canções são todas bem divertidas, com uma vibe suave. No fim, é um baita disco, sendo muito elegante. 

Melhores Faixas: Busy Earnin’, The Heat, Time, Julia, Drops, Lucky I Got What I Want 
Vale a Pena Ouvir: Accelerate, Crumbler

For Ever – Jungle





















NOTA: 8,2/10


Se passaram quatro anos, e foi lançado o 2º álbum deles, o For Ever, que foi mais sofisticado. Após o álbum de estreia, se antes parecia quase uma experiência de estúdio comandada exclusivamente por Josh Lloyd-Watson e Tom McFarland, durante esse período eles se consolidaram como uma banda completa, com mais músicos envolvidos e uma dimensão maior nos shows. Com isso, esse trabalho é mais ensolarado, emocional e expansivo, o que se reflete nos temas apresentados. A produção é extremamente polida e cuidadosamente construída, mas agora existe uma preocupação maior em preencher os espaços e criar canções mais desenvolvidas melodicamente. Há também mais instrumentos simultaneamente, mais camadas vocais, maior uso de cordas, sintetizadores e harmonias elaboradas, além de influências da Disco music setentista e Neo-Soul. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes. Enfim, é um ótimo álbum, bem coeso. 

Melhores Faixas: Casio, Heavy, California, Cosurmyne 
Vale a Pena Ouvir: Happy Man, Give Over, Smile

Loving In Stereo – Jungle





















NOTA: 8,5/10


Em 2021, o Jungle lançava mais um álbum, o Loving in Stereo, em um momento de mudanças. Após o For Ever, o duo havia recém-saído da gravadora XL Recordings e lançado seu próprio selo, Caiola Records, realizando um trabalho, nesse período de pandemia, que foi praticamente oposto ao clima geral: em vez de introspecção pesada ou melancolia dominante, o grupo opta por criar um disco vibrante, direto e celebratório. A produção é muito mais polida e, até certo modo, acessível, intensificando o uso de elementos do Synth Funk, Disco, Soul e do R&B contemporâneo, deixando um pouco de lado a estética da Funktronica. As linhas de baixo continuam sendo essenciais, mas agora dividem espaço com sintetizadores mais brilhantes, batidas mais marcadas e arranjos mais dinâmicos. O repertório é muito legal, e as canções são bem melódicas, trazendo aquele lado dançante. No fim, é um ótimo álbum, bastante divertido. 

Melhores Faixas: Keep Moving, All Of The Time, Goodbye My Love, Talk About It, Bonnie Hill, Truth 
Vale a Pena Ouvir: No Rules, Romeo, Just Fly, Don't Worry

Volcano – Jungle





















NOTA: 7,2/10


Então, dois anos se passam, e foi lançado o álbum mais recente do Jungle, o Volcano. Após o Loving in Stereo, o duo acabou meio que se tornando um trio com a entrada da também produtora e multi-instrumentista Lydia Kitto. Eles já haviam definido claramente sua identidade sonora: grooves inspirados na Black Music, vocais em camadas e uma estética visual fortíssima. Aqui, seguem por um caminho mais refinado, que acompanha um pouco da identidade Pop adquirida anteriormente. A produção é bastante sofisticada, e há uma sensação maior de fluidez entre as faixas. Muitas músicas parecem se conectar naturalmente, criando um fluxo contínuo, quase como um DJ set cuidadosamente planejado, fazendo uma junção do Nu-Disco com influências de Pop Soul, Funky House e Neo-Soul, apesar de haver momentos repetitivos. O repertório é legalzinho, com canções divertidas e outras mais fraquinhas. Enfim, é um álbum bom, mas que apresenta algumas falhas. 

Melhores Faixas: Back On 74, Problemz, Don't Play, I've Been In Love 
Piores Faixas: Good At Breaking Hearts, Coming Back


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Analisando Discografias - Boston

                 

Don't Look Back – Boston





















NOTA: 8,7/10


Em 1978, o Boston retornava lançando seu 2º álbum de estúdio, o Don't Look Back. Após o clássico álbum de estreia, a banda voltou dois anos depois, consolidando o que viria a ser chamado de AOR, com sua sonoridade limpa, grandiosa e extremamente bem produzida. A pressão da gravadora Epic Records por um novo lançamento foi enorme. O sucesso comercial do primeiro disco exigia uma resposta rápida, mas o guitarrista Tom Scholz e sua trupe não trabalhavam sob prazos convencionais. A produção, feita pelo próprio Scholz, foi bem polida, com camadas densas de guitarras processadas por ele e por Barry Goudreau, além da bateria do Sib Hashian e do baixo do Fran Sheehan sustentando as bases, além dos vocais cristalinos do Brad Delp e de um uso altamente refinado de tecnologia analógica. O repertório é interessante, com canções bem melódicas e envolventes. Enfim, é um ótimo álbum, mas que, infelizmente, ficou à sombra do anterior. 

Melhores Faixas: Don't Look Back, Feelin' Satisfied, A Man I'll Never Be 
Vale a Pena Ouvir: It's Easy, Don't Be Afraid

Third Stage – Boston





















NOTA: 3/10


Então em 1986, o Boston retornava com seu 3º álbum, o fraquíssimo Third Stage. Após Don't Look Back, a banda passou por alguns problemas, já que Tom Scholz se envolveu em disputas legais com a Epic Records, o que atrasou significativamente qualquer novo lançamento, e, após vencer essa batalha judicial, assinaram com a MCA Records. Mas, claro, a banda sofreu um desgaste nesse meio-tempo, já que houve as saídas do Barry Goudreau (guitarra), Fran Sheehan (baixo) e Sib Hashian (bateria), e as entradas do Gary Pihl, David Sikes e o retorno temporário do Jim Masdea. A produção foi ainda mais polida e radiofônica, explorando ao máximo camadas de guitarras, sintetizadores e efeitos. Tudo isso para ficar o mais alinhado possível ao AOR da época, e conseguiram, já que o resultado ficou bastante previsível e genérico. O repertório é muito ruim, e as canções são terríveis, só melhorando no final. Em suma, é um álbum péssimo e muito sem graça. 

Melhores Faixas: To Be A Man, Hollyann, I Think I Like It 
Piores Faixas: My Destination, We're Ready, A New World, Amanda (oh balada insuportável)

Walk On – Boston





















NOTA: 3,2/10


Pulando lá para 1994, o Boston voltou mais uma vez, lançando outro disco, o Walk On. Após o Third Stage, aconteceram mudanças profundas na estrutura da banda. O vocalista clássico Brad Delp se afastou durante parte do processo, e o guitarrista Tom Scholz passou a trabalhar com um novo cantor, Fran Cosmo. Esse álbum vem em um momento em que o AOR tinha sido completamente engolido pelo tempo, e o que predominava agora era o Rock alternativo e o Grunge, já não cabendo mais uma sonoridade altamente grandiosa. A produção, feita pelo próprio Scholz, traz múltiplas camadas e cheio de detalhes. As guitarras ficaram bem mais agressivas, com riffs densos, e os sintetizadores são bem mais discretos. Só que, no geral, tudo é bastante reciclado de ideias anteriores, sendo basicamente a mesma abordagem, só que com um vocalista novo. O repertório é bem ruim, com canções genéricas e poucas interessantes. No fim, é um álbum péssimo e tedioso. 

Melhores Faixas: Livin' For You, Walk On, We Can Make It 
Piores Faixas: Get Organ-ized, Surrender To Me, I Need Your Love, Magdalene

Corporate America – Boston





















NOTA: 3/10


Passaram-se oito anos para que um novo álbum do Boston fosse lançado, o Corporate America. Após o Walk On, a banda assinou com a gravadora Artemis. Esse novo trabalho seria meio que um experimento de várias dinâmicas, além de vir com uma nova formação, agora com quatro guitarristas, com a presença do Anthony Cosmo, da baixista Kimberley Dahme e do baterista Jeff Neal, além do retorno do vocalista Brad Delp. A produção foi altamente polida, com múltiplas camadas de guitarra e uma mixagem extremamente limpa. No entanto, há uma tentativa mais evidente de modernização, com elementos eletrônicos, loops e até influências sutis do Pop Rock, além das guitarras sendo comprimidas. Só que é tudo muito bagunçado, com um conceito de ideias mal organizado. O repertório é péssimo, e as canções são bem medíocres, com algumas exceções. Enfim, é um álbum terrível e que foi um completo fiasco. 

Melhores Faixas: Someone, Didn't Mean To Fall In Love, With You (música cantada pela Kimberley) 
Piores Faixas: Turn It Off, Stare Out Your Window, You Gave Up On Love, Cryin', Corporate America

Life, Love & Hope – Boston





















NOTA: 2/10


Então chegamos a 2013, quando foi lançado o 6º e último álbum do Boston, o horrível Life, o Love & Hope. Após o Corporate America, Tom Scholz acabou processando, tempos depois, a Artemis Records pela falta de distribuição do álbum anterior. Só que o duro golpe foi o falecimento do Brad Delp, em 2007, que tirou a própria vida, e isso foi devastador para a banda. Com isso, eles se reformularam, agora com Tommy DeCarlo (vocais), David Victor (guitarra), Tracy Ferrie (baixo) e Curly Smith (bateria), além de assinar com a bendita gravadora Frontiers Records. A produção, como sempre, foi feita por Scholz, que combinou gravações realizadas ao longo de diferentes períodos com a voz do Delp e novas sessões com DeCarlo, que se encaixa na sonoridade característica da banda, só que com um toque moderno, mas tudo é bem mal organizado. O repertório é péssimo, com poucos momentos interessantes. No final de tudo, é um disco terrível, e, após isso, a banda focou em suas turnês. 

Melhores Faixas: Didn't Mean To Fall In Love, Someday 
Piores Faixas: If You Were In Love, You Gave Up On Love (2.0), Sail Away, Life, Love & Hope

                                                                                           Bom é isso e flw!!!          

Review: Herança Boiadeira Rodeio (Ao Vivo) da Ana Castela

                      Herança Boiadeira Rodeio (Ao Vivo) – Ana Castela NOTA: 1/10 Recentemente, para a tristeza de muitos, a Ana Castela lan...