quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Rich The Kid

                 

The World Is Yours – Rich The Kid





















NOTA: 6/10


Em 2018, o Rich The Kid lançava seu álbum de estreia, intitulado The World Is Yours. O rapper, vindo de College Park, na Geórgia, começou sua carreira por volta de 2013, quando lançou várias mixtapes que ganharam bastante destaque na cena underground do trap. Foi só depois de um tempo que ele assinou com a Interscope Records, trazendo um álbum que reúne uma entrega vocal descontraída e versos voltados para dinheiro, joias, luxo, relacionamentos e ascensão financeira, temas que o tornaram conhecido. A produção contou com WondaGurl, FrancisGotHeat, Ben Jayne, entre outros, que trouxeram beats pesadas, com 808s graves, hi-hats rápidas, synths melódicos e pads atmosféricos, alternando entre Trap, Cloud Rap e até Plugg. Mas o problema é que tudo fica muito monótono e, em alguns momentos, os flows de Rich se repetem demais. O repertório é irregular, com canções legais e outras esquecíveis. Enfim, é um álbum mediano ao qual faltou algo a mais. 

Melhores Faixas: Plug Walk, New Freezer (Kendrick amassando), End Of Discussion (ótima feat do Lil Wayne) 
Piores Faixas: Dead Friends, Lost It, Drippin (Chris Brown né)

The World Is Yours 2 – Rich The Kid





















NOTA: 4/10


No ano seguinte, foi lançado o 2º álbum do Rich The Kid, que deu continuidade a The World Is Yours. Após o álbum anterior, ele decidiu seguir a mesma fórmula, mantendo a imagem de artista bem-sucedido, confiante e inserido no universo do luxo. O título reforça essa ligação direta com o primeiro álbum, sugerindo que o rapper pretende dar sequência à mesma identidade em vez de abandonar a fórmula que o ajudou a conquistar espaço na indústria. A produção contou com DA Doman, T-Minus, Wheezy, CashMoneyAP, entre outros, que seguiram uma abordagem ainda mais acessível, com beats amplas, 808s constantes, hi-hats acelerados, synths melódicos e pads suaves. Porém, tudo parece exatamente a mesma coisa apresentada anteriormente, faltando variação tanto nas batidas quanto nos flows. O repertório é fraquíssimo, com canções genéricas e poucas faixas interessantes. Enfim, é um álbum ruim que se escorou no sucesso do anterior. 

Melhores Faixas: Fall Threw, Save That, Woah, Racks Today 
Piores Faixas: 4 Phones, Slide, Wrong Thing, Like Mike, Ring Ring

Boss Man – Rich The Kid





















NOTA: 3,2/10


Mais um ano se passou até Rich The Kid lançar um novo trabalho, o BOSS MAN. Após o The World Is Yours 2, o rapper estava completamente confortável, já que, em vez de buscar uma transformação radical ou explorar um conceito narrativo complexo, a proposta era apresentar faixas diretas, refrões de fácil assimilação, participações que acrescentassem diferentes vozes e instrumentais que priorizassem o impacto imediato. A produção foi praticamente a mesma, mas agora o som ficou bem mais acessível e alinhado ao trap mainstream, com beats amplas, 808s fortes, linhas de baixo profundas, hi-hats acelerados e sintetizadores que criam atmosferas variadas sem abandonar a estrutura comercial. Mas, de novo, tudo soa extremamente repetitivo, e os flows do Rich continuam sem qualquer variação. O repertório é péssimo, contando com canções terríveis e poucas exceções. Enfim, é outro álbum horrível que foi um completo fiasco. 

Melhores Faixas: I Want Mo, Red, Ain't No Doubts 
Piores Faixas: You, Sick, Not Sorry (péssima feat da Nick Minaj), For That, V12 (Post Malone né....)

Life's A Gamble – Rich The Kid





















NOTA: 3/10


Então chegamos a 2024, quando Rich The Kid lançou seu 4º e último álbum até então, o Life’s a Gamble. Após o terrível BOSS MAN, o rapper lançou singles nesse meio-tempo e participou de alguns projetos. Quando decidiu retornar, ele havia preparado um projeto com a participação executiva da dupla Kanye West e Ty Dolla $ign, o que criou expectativas de uma sonoridade diferente daquela que Rich vinha explorando em seus trabalhos anteriores (pena que Vultures foi lançado antes). A produção da dupla, junto com nomes como SkipOnDaBeat, Murda Beatz, D.A. Got That Dope e outros, trouxe um som limpo e acessível, com beats mais variadas, 808s afiados, hi-hats discretos, caixas secas e loops constantes. Mas tudo é completamente previsível, e os flows do Rich continuam muito repetitivos. O repertório é horrível, com canções extremamente genéricas e poucas faixas interessantes. No geral, é um álbum terrível de um talento desperdiçado. 

Melhores Faixas: Gimme A Second, Louie Coat (Chief Keef roubou o som para ele), Keep It Exclusive 
Piores Faixas: New Chanel Freestyle, Tell Me, No Mileage, Rocking & Rolling, Sometimes


                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                            

Analisando Discografias - XXXTENTACION

                 

Revenge – XXXTENTACION





















NOTA: 8,2/10


No ano de 2017, o XXXTENTACION tinha lançado a mixtape Revenge, que mostrou sua grande versatilidade. O rapper, vindo de Broward County, na Flórida, começou sua carreira em 2013, quando lançou vários singles e se tornou um dos principais nomes daquela cena do SoundCloud Rap, movimento que abriu espaço para artistas que misturavam Rap, Emo, Punk, Rock Alternativo e produção musical Lo-fi. Esse trabalho funciona como um retrato das diferentes facetas de sua personalidade artística naquele período. A produção, feita pelo próprio rapper junto com Khaed, Duval, Rojas, entre outros, segue uma abordagem crua e extremamente pesada, que combina Emo Rap com Trap Metal, R&B Alternativo, Cloud Rap e Rap Industrial. As batidas são muito variadas, com o uso de baterias secas, hi-hats rápidos e 808s carregados. O repertório é muito bom, e as canções transmitem muita urgência. No geral, é uma ótima mixtape, que demonstra sua versatilidade. 

Melhores Faixas: Look At Me!, RIP Roach, Slipknot 
Vale a Pena Ouvir: YuNg BrAtZ, King

17 – XXXTENTACION





















NOTA: 9/10


Meses se passaram até o X lançar seu álbum de estreia, o idolatrado e também odiado 17. Após a mixtape Revenge, o rapper tinha enfrentado alguns problemas, como sua prisão após ter agredido sua ex-namorada, que estava supostamente grávida. Nesse período, ele já tinha preparado seu álbum, que procura transmitir um estado emocional instável, alternando momentos de tristeza profunda, ressentimento, desilusão amorosa e tentativas de compreender as próprias experiências. A produção, feita por ele junto com Natra Average, Potsu, entre outros, apresenta batidas simples, marcadas por texturas melancólicas e pela maneira como os instrumentais deixam espaço para as interpretações vocais. O álbum combina Emo Rap, R&B Alternativo e Folk, com os vocais do X conseguindo alternar entre flows agressivos e cantos melódicos. O repertório é incrível, e as canções são todas muito imersivas. No geral, é um baita disco, muito sincero. 

Melhores Faixas: Fuck Love (nem preciso dizer da feat do Trippie Redd), Jocelyn Flores, Save Me, Carry On 
Vale a Pena Ouvir: Depression & Obsession, Everybody Dies In Their Nightmares

A GHETTO CHRISTMAS CAROL – XXXTENTACION





















NOTA: 3/10


No final daquele ano de 2017, foi lançado um EP intitulado A GHETTO CHRISTMAS CAROL. Após o 17, o X tinha saído da prisão e, ao mesmo tempo, ganhado bastante visibilidade dentro daquela cena do SoundCloud e do Emo Rap, em um período marcado pelo falecimento de Lil Peep. Nesse trabalho, a proposta não está em reproduzir a atmosfera acolhedora, festiva ou nostálgica associada à data. Pelo contrário, o projeto utiliza essa referência de maneira contrastante, apresentando uma identidade ligada à cultura urbana. A produção segue aquela abordagem bastante crua, com batidas pesadas, graves pronunciados, percussão digital e elementos melódicos que ajudam a estabelecer atmosferas agressivas ou sombrias. Mas o fato é que muita coisa soa bastante jogada e sem qualquer tipo de coesão. O repertório contém 5 faixas, das quais as primeiras são boas, enquanto as demais são esquecíveis. Enfim, é um EP fraco, que precisava de mais capricho. 

Melhores Faixas: A Ghetto Christmas Carol, Hate Will Never Win 
Piores Faixas: Up Like An Insomniac, Indecision, Red Light

? – XXXTENTACION





















NOTA: 9,2/10


No ano seguinte, o X lançou seu 2º álbum e último em vida, o ? (Question Mark). Após o EP A GHETTO CHRISTMAS CAROL, o rapper, mesmo com todos os seus problemas, conseguiu liberdade, não perdeu seu contrato com a Capitol Records e já tinha começado a preparar esse álbum. O projeto apresenta uma variedade maior de atmosferas, alternando momentos introspectivos com faixas agressivas, composições melódicas e músicas que se aproximam de uma abordagem mais acessível. A produção, feita em parceria com John Cunningham, TM88 e outros, segue uma abordagem que combina Emo Rap, R&B Alternativo e Trap. As batidas ficaram muito mais amplas, variando entre momentos pesados, com baterias agressivas, guitarras distorcidas e loops minimalistas, e passagens com uso de violão e arranjos acústicos. O repertório é incrível, e as canções são carregadas de profundidade e imersão. Enfim, é um baita disco e um clássico. 

Melhores Faixas: Moonlight, SAD!, Hope, before i close my eyes, ALONE, PART 3, infinity (888) (baita feat do Joey Bada$$), Floor 555 
Vale a Pena Ouvir: the remedy for a broken heart (why am i so in love), $$$

SKINS – XXXTENTACION





















NOTA: 1/10


No final de 2018, foi lançado o primeiro trabalho póstumo do XXXTENTACION, o Skins. Após o ? (Question Mark), o rapper infelizmente acabou sendo assassinado em uma emboscada depois de sair de uma concessionária de motocicletas. Com isso, considerando que esses trabalhos já tinham sido anunciados, decidiram que esse disco seria uma retomada do lado mais instável, agressivo e fragmentado de sua identidade musical. A produção seguiu a abordagem de sempre, mas agora contando com batidas quebradas e minimalistas, graves pronunciados, guitarras distorcidas e texturas atmosféricas. No entanto, parece que tudo foi feito às pressas, já que a maioria das bases parece não se encaixar com o que o X tinha gravado, seja nos momentos em que estava cantando, seja naqueles em que rimava com seus flows agressivos. O repertório é horrível, e as canções são completamente medíocres. No final de tudo, é um álbum péssimo, e ainda viria mais um. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: what are you so afraid of, BAD!, Guardian Angel, One Minute

Bad Vibes Forever – XXXTENTACION





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2019, ano em que foi lançado o 2º e mais vergonhoso álbum póstumo do X, o Bad Vibes Forever. Após o SKINS, o pessoal que tomava conta desse material teve a brilhante ideia de reunir tudo o que tinha sido gravado e juntar um monte de participações em um trabalho extenso. Além de enganar com um título, que remete a características que sempre fizeram parte da identidade do XXXTENTACION: sentimentos negativos, angústia, relacionamentos problemáticos e a alternância entre fragilidade e hostilidade. A produção contou com John Cunningham, Jasper Sheff e outros, que mantiveram aquela estética fragmentada, alternando entre batidas pesadas e momentos acústicos. Juntando Emo Rap, Trap, Indie Folk, Rock Alternativo e muito mais, mas o resultado ficou completamente indefinido e inacabado. O repertório é horroroso, e as canções são extremamente ruins e apressadas. No final, é um álbum tenebroso e um completo desrespeito. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: Northstar Remix, It's All Fading To Black (nem o blink-182, sabe o que eles estão fazendo aqui), Ugly, Ex Bitch, LIMBO, Triumph, Chase / Glass Shards, the interlude that never ends, Royalty


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Analisando Discografias - The Knocks

                  

55 – The Knocks





















NOTA: 5/10


No ano de 2016, o The Knocks lançava seu álbum de estreia, intitulado como 55. Formado em 2008, na cidade de Nova York, o duo é composto por Ben "B-Roc" Ruttner e James "Mr. JPatt" Patterson. Os dois produziam beats e remixes de artistas famosos, mas foi só no começo da década de 2010 que começaram a lançar singles e EPs que ganharam bastante destaque no cenário da música eletrônica. Com isso, assinaram com a Big Beat Records e começaram a preparar um projeto ambicioso. A produção, feita pela dupla junto com Mike Del Rio, Ryan McMahon, entre outros, apresenta uma sonoridade limpa, seguindo uma abordagem que combina elementos da Funktronica, Synth-pop e do Dance-Pop. Com isso, temos sintetizadores que acrescentam melodias, acordes e graves profundos, mesmo que tudo fique bastante repetitivo. O repertório é irregular, com canções boas e outras sem graça. No fim, é um álbum mediano e bastante inconsistente. 

Melhores Faixas: Tied To You, Love Me Like That, Cinderella, Classic 
Piores Faixas: Purple Eyes, The Key, Comfortable, Dancing With Myself

New York Narcotic – The Knocks





















NOTA: 5/10


No ano de 2018, o The Knocks lançava seu 2º álbum, o New York Narcotic (cuja capa faz referência à Pen & Pixel). Após o 55, a dupla retorna com um projeto que amplia sua relação com a música eletrônica, o Dance-Pop, FFunk, Disco music e o Hip-Hop/Rap. O resultado é um trabalho que procura unir a energia da pista de dança a uma sonoridade urbana, com referências à cidade de Nova York e à diversidade musical associada a ela. A produção, feita pela própria dupla, equilibra acessibilidade e momentos energéticos. As batidas eletrônicas geralmente apresentam uma pulsação firme, com percussões que estabelecem o andamento e permitem que as melodias se desenvolvam sem perder a conexão com a pista de dança. Os sintetizadores alternam entre momentos brilhantes e festivos, mesmo que tudo fique muito excessivo e cansativo. O repertório é irregular, com canções fracas e algumas boas. Em suma, é outro álbum bastante mediano. 

Melhores Faixas: Retrograded, Brazilian Soul, Goodbyes (participação do Method Man), Wizard of Bushwick 
Piores Faixas: Fung Wah Bus, Limo, New York Narcotic, Ride Or Die (Foster The People é complicado também)


                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!             

Analisando Discografias - BROODS

                 

Evergreen – BROODS





















NOTA: 8,5/10


Em 2014, o duo BROODS lançava seu álbum de estreia, o promissor Evergreen. Formado no ano anterior, na cidade de Nelson, na Nova Zelândia, pelos irmãos Georgia Nott e Caleb Nott, o duo inicialmente nem estava tão focado em desenvolver um projeto musical. Foi só depois que conheceram um produtor local que começaram a lançar singles, os quais já mostravam o que viria a ser o álbum, que traz temas como insegurança, desejo, solidão e vulnerabilidade. A produção do Joel Little seguiu uma sonoridade extremamente limpa, que combina Synth-pop com elementos do Pop alternativo (Alt-Pop). Os sintetizadores do Caleb criam texturas flutuantes e outros elementos mais rítmicos, enquanto as batidas eletrônicas são bem controladas e os graves, profundos. Os vocais da Georgia são delicados e expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são muito atmosféricas. Enfim, é um ótimo álbum de estreia que mostrou algo interessante. 

Melhores Faixas: Mother & Father, L.A.F, Bridges, Killing You, Evergreen 
Vale a Pena Ouvir: Four Walls, Everytime, Medicine

Conscious – BROODS





















NOTA: 8/10


Dois anos se passaram até o BROODS lançar seu 2º álbum de estúdio, o Conscious. Após o Evergreen, o duo procurou equilibrar seu lado contemplativo com músicas mais rítmicas, refrões grandiosos e arranjos que privilegiam o impacto imediato. A dupla mantém sua preferência por melodias acessíveis, mas demonstra maior interesse em explorar diferentes maneiras de construir tensão, movimento e intensidade. A produção, realizada por Joel Little, Alex Hope e Captain Cuts, em conjunto com a dupla, manteve aquela sonoridade limpa e passou a equilibrar o Synth-Pop e Alt-Pop com elementos do Electropop. O disco aposta em uma sonoridade mais encorpada, com sintetizadores de diferentes texturas, batidas programadas, graves profundos e camadas vocais que ajudam a construir refrões mais expansivos. O repertório é legalzinho, com canções bem mais suaves e outras mais tensas. Enfim, é um disco interessante, que demonstrou algo mais ampla. 

Melhores Faixas: We Had Everything, Couldn't Believe 
Vale a Pena Ouvir: Recovery, Bedroom Door, Free

Don't Feed The Pop Monster – BROODS





















NOTA: 5/10


No ano de 2019, o duo voltou com mais um álbum, o Don't Feed the Pop Monster. Após o Conscious, o BROODS assinou com a New Gold Records e decidiu fazer um projeto que levasse adiante a direção que vinha seguindo, além de explorar uma sonoridade que incorpora elementos do dance-pop, electropop e outras tendências da música pop daquele período. Ou seja, decidiu fazer um trabalho bastante comercial. A produção foi bastante diversificada, contando com Jack & Coke, Tommy Schleiter, Mark Rankin, entre outros. Eles mantiveram os sintetizadores atmosféricos e as camadas vocais dos trabalhos anteriores, mas incorporaram uma variedade maior de texturas, incluindo elementos de piano, percussões mais pronunciadas e efeitos digitais. No entanto, tudo ficou extremamente pasteurizado, tirando a qualidade que eles tinham. O repertório é irregular, com canções genéricas e poucas faixas interessantes. No fim, é um álbum mediano que demonstra uma queda. 

Melhores Faixas: Everything Goes (Wow), Sucker, To Belong, Hospitalized 
Piores Faixas: Falling Apart, Peach, Too Proud, Old Dog

Space Island – BROODS





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2022, quando o BROODS lançou seu 4º e último álbum até então, o Space Island. Após o Don't Feed the Pop Monster, a dupla direcionou sua atenção para uma abordagem mais contemplativa e escapista. O conceito sugerido pelo título ajuda a compreender a proposta geral: a ideia de uma ilha espacial evoca um lugar afastado da realidade cotidiana, um ambiente imaginário em que sentimentos, lembranças e experiências pessoais podem ser examinados sob outra perspectiva. A produção segue relativamente a mesma linha dos trabalhos anteriores, mas está totalmente imersa no Alt-Pop contemporâneo. Os sintetizadores continuam sendo fundamentais, mas a dupla explora timbres que estão mais voltados à criação de ambientes, enquanto os vocais de Georgia estão mais sonhadores, mesmo que tudo continue sem muita sustentação. O repertório é fraco, com canções chatíssimas e poucas exceções. No geral, é mais um trabalho irregular. 

Melhores Faixas: Days Are Passing, If You Fall In Love, Distance And Drugs 
Piores Faixas: Gaslight, Piece Of My Mind, Goodbye World, Hello Space Island

 

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Analisando Discografias - IZA

                  

Dona De Mim – IZA





















NOTA: 5/10


Indo agora para 2018, IZA lançava seu álbum de estreia, o Dona de Mim, que trazia algo promissor. A cantora carioca começou sua carreira por volta de 2016, quando acabou sendo descoberta por meio de seu canal no YouTube, onde fazia covers. Isso despertou o interesse da Warner Music, que assinou contrato com IZA. Com isso, esse projeto seria originalmente lançado no fim de 2017, mas teve que ser adiado devido a algumas das participações. A produção do Pablo Bispo, Ruxell e Sérgio Santos deixou um som limpo e extremamente acessível, que junta música Pop com R&B contemporâneo e alguns elementos do Rap. O uso de sintetizadores, sons programados, batidas digitais e baixos ajuda a construir uma sonoridade contemporânea. O problema é que o álbum fica bastante inchado, com muita bagunça nos arranjos. O que salva são os vocais potentes da cantora. O repertório começa bem, mas depois decai, com canções fraquinhas. No geral, é um álbum irregular e sem brilho. 

Melhores Faixas: Dona De Mim, Ginga (ótima feat do Rincon), Pesadão (Marcelo Falcão foi até bem), Saudade Daquilo 
Piores Faixas: Você Não Vive Sem, No Ponto, É Noix (Thiaguinho esquecível demais), Rebola (Gloria Groove estragando a música)

AFRODHIT – IZA





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2023, quando IZA lançou seu 2º e mais recente álbum, o AFRODHIT. Após o Dona de Mim, ela consolidou sua posição no Pop nacional, acumulou sucessos e desenvolveu uma imagem pública associada à potência vocal e à valorização da identidade negra. Nesse trabalho, a referência a Afrodite, figura da mitologia grega associada ao amor, à beleza e ao desejo, é combinada à palavra “afro”, que remete à identidade negra e às matrizes africanas presentes em parte da linguagem musical do álbum. A produção foi diversificada, contando com André Nine, Nave, Papatinho e outros nomes, que seguiram uma abordagem limpa, com elementos do R&B, Afrobeats e Pop. O álbum apresenta synths discretos, baterias programadas com ritmos flutuantes e o uso de hi-hats em determinados momentos, mas muitas ideias parecem não se encaixar. O repertório é irregular, com canções fraquinhas e poucas interessantes. Em suma, é um álbum mediano ao qual faltou algo a mais. 

Melhores Faixas: Uma Vida É Pouco Pra Te Amar, Nunca Mais, Que Se Vá, Sintoniza (ótima feat do Djonga) 
Piores Faixas: Tédio, Batucada, Fé Nas Maluca (MC Carol não teve culpa), Boombasstic


                                                                                        É isso, então flw!!!             

Analisando Discografias - Hungria

                 

Hip Hop Tuning – Hungria Hip Hop





















NOTA: 3/10


No ano de 2009, o Hungria Hip Hop lançava seu álbum de estreia, o Hip Hop Tunning. O rapper brasiliense começou sua carreira em 2005, aos 14 anos, quando ainda era bastante aspirante. Foi somente durante a adolescência que ele começou a lançar alguns singles e ganhou certa notoriedade dentro da cena, já que suas composições tinham um certo apelo popular e aproximavam o Rap de elementos associados à cultura automotiva, às roupas de marca, às festas e à ostentação. A produção, conduzida por DJ Mix, apresenta um som direto e, ao mesmo tempo, acessível, já que isso aqui é praticamente Crunk, muito inspirado no Rap sulista americano. Com isso, temos 808s marcados e ritmos fortes. O problema é que tudo soa extremamente datado, e os flows do Hungria são simplistas. O repertório é ruim, com canções medíocres e poucas faixas interessantes. No fim, é um álbum terrível que envelheceu muito mal. 

Melhores Faixas: Bens Materiais, Trinca Os Graves, Quantas Vezes Vi 
Piores Faixas: Paga Pau, Fumaça, La No Posto É Nós Que Manda (Remix), Quer Parar?!

Meu Carona – Hungria Hip Hop





















NOTA: 5/10


Seis anos se passaram até Hungria estourar de vez com seu 2º álbum, o Meu Carona. Após o Hip Hop Tunning, o rapper passou a fazer parte do grupo Son d’Play, com o qual chegou a lançar alguns trabalhos, mas, em 2013, acabou voltando para sua carreira solo. Decidiu, então, fazer um álbum em que a figura dos veículos funciona como cenário para histórias de relacionamentos, festas, amizades, conflitos e conquistas. As produções de Neguim e DuckJay seguiram aquela abordagem do Crunk, mas já apresentavam alguns elementos que viriam a fazer parte do Trap no Brasil. Temos beats amplos, com a presença de 808s graves, pads que deixam o som mais atmosférico e uma percussão digital muito marcada. Mesmo assim, tudo soa impreciso, com momentos excessivos. Já os flows do Hungria até apresentam alguma variação, mas não se sustentam. O repertório é mediano: tem canções legais e outras esquecíveis. No final, é um álbum irregular, mas que foi um sucesso. 

Melhores Faixas: Zorro Do Asfalto, Sai Do Meu Pé, O Playboy Rodou 
Piores Faixas: Baú Dos Piratas, Meu Carona, Cama De Casal

Atmosfera – Hungria





















NOTA: 2,5/10


Foi apenas em 2023 que Hungria voltou com seu 3º álbum, intitulado Atmosfera. Após o Meu Carona, o rapper continuou ampliando seu território dentro do Rap nacional, já que lançou vários singles de sucesso nesse meio-tempo, como Lembranças, Dubai, Provavelmente, Beijo Com Trap e Amor e Fé. Foi só depois de um tempo que ele lançou um projeto que procurava ampliar a dimensão emocional de suas composições por meio de arranjos sinfônicos, cordas e uma interpretação musical pensada para criar uma experiência mais cinematográfica. A produção contou com WC no Beat, Duckjay, entre outros, que apresentaram um som acessível, unindo Rap, Pop Soul e elementos de música orquestral. Só que tudo soa extremamente arrastado e não consegue se sustentar. Até os vocais de Hungria soam muito confusos. O repertório é ruim: tem canções até decentes e outras que são simplesmente ridículas. No final, é um álbum chato que não funcionou. 

Melhores Faixas: Céu Aberto, Atmosfera 
Piores Faixas: Seu Pai Falou, Preta, Rolê

Virou Verão – Hungria





















NOTA: 2/10


Então chegamos a 2025, quando Hungria lançou seu álbum mais recente, o Virou Verão. Após o Atmosfera, Hungria explicou que sempre teve facilidade para circular entre diferentes estilos, citando influências que vão do Sertanejo ao Forró e ao Rap. Ele também ressaltou que o objetivo era reunir amigos da música e apresentar uma nova versão de sua identidade artística, com mais espaço para a mistura de ritmos. A produção contou com DJ Mall No Beat, Deko e vários outros, que criaram beats amplos que, como dito, transitam entre Pagode, Trap, Piseiro, entre outros estilos, lembrando que isso foi gravado no complexo Thermas da Mata, em Cotia, na Grande São Paulo, então teve edição em estúdio. Mas tudo aqui soa extremamente sem alma e bagunçado, feito apenas para continuar no topo das paradas e também viralizar no TikTok. O repertório é horrível, e as canções são ridículas, com apenas uma exceção. Enfim, é um álbum tenebroso e uma mancha podre. 

Melhores Faixas: Vagabundo de Luxo (WIU mandou bem) 
Piores Faixas: Minha Quebrada (Grelo indo mal), Só Deus (Turma Do Pagode esquecíveis), Lua de Mel (vou falar, o que do Léo Santana?)


Analisando Discografias - Rich The Kid

                  The World Is Yours – Rich The Kid NOTA: 6/10 Em 2018, o Rich The Kid lançava seu álbum de estreia, intitulado The World Is...