segunda-feira, 29 de junho de 2026

Analisando Discografias - Future: Parte 1

                  

Dirty Sprite – Future





















NOTA: 6/10


Voltando agora para 2011, o Future lançava uma de suas várias mixtapes, o Dirty Sprite (com essa capa clássica). O rapper, vindo da capital do Trap e também da Geórgia, Atlanta, começou sua trajetória por volta de 2003, só que, nesse período, lançou singles esporádicos. Ele só foi ganhar uma chance lá por 2010, quando assinou com o selo independente A1. Como ele era ligado à organização Dungeon Family, principalmente por ser primo de Rico Wade, integrante do lendário coletivo Organized Noize, aqui teve uma maior visibilidade. A produção foi feita por DJ Spinz, Mike WiLL Made-It, Zaytoven e afins, que colocaram beats pesados, com forte presença de 808s pesados, hi-hats acelerados e caixas secas. Um dos grandes pontos fortes já mostrados aqui era como o Future sabia usar o auto-tune, mesmo que tenha momentos imprecisos. O repertório é mediano, tem canções boas e outras sem graça. Enfim, é uma mixtape fraca, mas que mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: Much More, Conceited, We Winnin', Dirty Sprite, 100 Racks 
Piores Faixas: Stand, I Got Yo Bitch, We On Top, My People, Never Been This High

Pluto – Future





















NOTA: 8/10


Entrando para o ano de 2012, o Future lançava seu álbum de estreia, intitulado Pluto. Após o Dirty Sprite, o rapper passou a chamar a atenção das grandes gravadoras e assinou com a Epic Records, levando seu trabalho para uma escala nacional. Sua proposta era menos baseada em agressividade como era com nomes como T.I. e Gucci Mane, e sim mais voltada para melodias, refrões cantados e atmosferas melancólicas. Produção foi diversificada contando com K.E. on the Track, Mike Will Made It, Juicy J e entre outros, que deixaram uma abordagem mais refinada e com presença de sintetizadores espaciais, linhas de baixo extremamente profundas, 808s pesados e melodias carregadas de emoção. Além disso, o uso de auto-tune do Future consegue ser mais preciso e funcionar em cada faixa transitando desde Trap, R&B e Futuristic Swag. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas, mas com algumas ressalvas. No final de tudo, é um disco bacana e bem subestimado. 

Melhroes Faixas: Same Damn Time, I'm Trippin (Juicy J amassando como sempre), Tony Montana (ótima feat do Future), Turn On The Lights, Astronaut Chick 
Piores Faixas: You Deserve It, Parachute

                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!              

Analisando Discografias - Drake: Parte 2

                 

Certified Lover Boy – Drake





















NOTA: 2,5/10


No ano de 2021, o seu Aubrey deu novamente as caras com um novo álbum, o Certified Lover Boy. Após o Scorpion, o Drake tinha lançado uma mixtape que era bem mais uma coleção de demos e, assim, ele já preparava esse novo projeto, só que com o advento da pandemia e uma cirurgia no joelho que obrigou o cantor a adiar diversas atividades, incluindo a finalização do disco. Fora que esse trabalho foi lançado num momento em que aumentou a rivalidade com Kanye West, com esses lançamentos sendo feitos de forma simultânea. A produção contou com 40, Metro Boomin, TM88 e vários outros, que deixaram uma abordagem polida, com os beats sendo mais orgânicos, com presença de sintetizadores atmosféricos, graves profundos e baterias minimalistas, mas é aquilo: tudo soa bastante excessivo e com os flows sendo fracos. O repertório é péssimo, e as canções são bastante medíocres, com algumas boas. Enfim, é um álbum terrível e completamente sem alma. 

Melhores Faixas: Fair Trade (Travis carregou tanto até deslocar a coluna), You Only Live Twice (Rick Ross e Lil Wayne mandaram bem) 
Piores Faixas: The Remorse, Race My Mind, Fountains (mais uma tentativa de fazer um One Dance 2), Way 2 Sexy (que decepção Young Thug e Future aqui), Papi's Home, Fucking Fans, In The Bible (todo país tem um BIN que merece), Girls Want Girls

Honestly, Nevermind – Drake





















NOTA: 2/10


No ano seguinte, ele lançou mais um álbum intitulado Honestly, Nevermind, que tentou ser algo diferente. Após o Certified Lover Boy, depois de ter se consolidado no Rap e R&B, ele decidiu fazer um projeto mais focado na house music e que fazia parte dessa trilogia que havia iniciado no álbum anterior. Fora que esse trabalho tem uma dedicação emocional ao estilista Virgil Abloh, amigo de Drake que faleceu em 2021 (que, para quem não lembra, também era amigo de Kanye West). A produção contou com Black Coffee, Gordo, entre outros, que tentaram seguir uma abordagem variada, com as batidas sendo contínuas em quatro tempos, linhas de baixo profundas, sintetizadores extremamente suaves e percussões discretas. Fazendo um álbum que tenta equilibrar House com R&B alternativo, só que tudo soa extremamente comprimido e sem dinâmica, e os vocais do Drake nem fazem sentido. O repertório é péssimo, e as canções são completamente vazias e sem graça. No geral, é um álbum horroroso e que não funcionou. 

Melhor Faixa: Jimmy Cooks (21 Savage salvou) 
Piores Faixas: Tie That Binds, Liability, Texts Go Green, Currents, Flight's Booked, Calling My Name

For All The Dogs – Drake





















NOTA: 3/10


Mais um ano se passou, e o Drake lançou seu 8º álbum, o For All the Dogs, que seria um retorno às raízes. Após o Honestly, Nevermind e o álbum colaborativo com 21 Savage, o cantor desde o início falava que esse trabalho seria um “retorno para os fãs do velho Drake”. Só que eles receberam um trabalho profundamente interessado em relacionamentos, frustrações amorosas e vulnerabilidade emocional. A produção foi diversificada, contando com aqueles mesmos nomes, com beats variados, desde momentos suaves até mais pesados, já que há presença do Trap, R&B alternativo e Chipmunk Soul. Os sintetizadores são constantes e houve muito uso de samples de Soul, Gospel e Jazz. Mas, assim, é tudo muito maçante, com escolhas desnecessárias, fora que os flows do Drake não têm tanto destaque assim. O repertório é ruim, tem canções divertidas e outras bastante genéricas. No fim, é um álbum fraquíssimo e que poderia ter sido mais enxuto. 

Melhores Faixas: First Person Shooter (J. Cole mandou bem e teve indireta), 8am In Charlotte, Virginia Beach, IDGAF (ótima feat do Yeat), What Would Pluto Do, Daylight 
Piores Faixas: Polar Opposites, Rich Baby Daddy (SZA perdida aqui), Gently (aproveitou hype do Bad Bunny chamou ele, ainda forçou sotaque caribenho! Que fase seu Aubrey!), Amen, Drew A Picasso, All The Parties (Chief Keef totalmente esquecível), Tried Our Best, Members Only (de novo PARTYNEXTDOOR)

ICEMAN – Drake





















NOTA: 3/10


Então chegamos em 2026, onde o Drake lança praticamente um álbum triplo começando com ICEMAN. Após o For All the Dogs, em resumo o que aconteceu foi que a sua treta com Kendrick Lamar chegou ao ápice e aconteceu a troca de diss entre eles em 2024. Mesmo tendo lançado a boa Family Matters, ele foi completamente humilhado pelo Kendrick em “Meet the Grahams” e “Not Like Us”, fora também a apresentação no Grammy. Depois disso, ele lançou o álbum colaborativo com PARTYNEXTDOOR, que foi um fiasco pela crítica, retornando agora com um álbum ambicioso. A produção contou com B4U, OZ e entre outros, que deixaram uma sonoridade fria e ampla, colocando trap, R&B e chipmunk soul, com os beats sendo minimalistas e os sintetizadores muito mais agressivos, mas é aquilo: tudo é bem previsível e bastante reciclado. O repertório é muito ruim, começa bem, mas depois piora. No geral, é outro álbum péssimo, só que calma, ainda tem os outros. 

Melhores Faixas: Whisper My Name, Make Them Cry, Ran To Atlanta (Future mandou bem)
Piores Faixas: Burning Bridges, Dust, What Did I Miss?, Shabang, Make Them Remember, B's On The Table (21 Savage totalmente perdido), Don't Worry, Little Birdie

MAID OF HONOUR – Drake





















NOTA: 1/10


Agora vamos para o 2º álbum (lembrando, não há uma ordem oficial específica), o MAID OF HONOUR. Esse trabalho é o projeto mais Pop e dançante da trilogia, com forte presença da Dance music, influências caribenhas e colaborações voltadas para o mainstream. Mas o pior de tudo certamente é essa capa, com ele colocando uma foto da mãe em um disco que explora temas vulgares. A produção foi praticamente a mesma, só que aqui é marcada por batidas rápidas, leves e bastante acessíveis, com grande uso de sintetizadores brilhantes e percussões tropicais. Fazendo uma salada de frutas confusa, misturando Miami Bass, Electro, Dancehall, Hip House e até mesmo o nosso Funk em algo totalmente mal mixado, com os vocais do Drake beirando o ridículo. O repertório é terrível, e as canções são certamente ridículas e asquerosas. Enfim, é certamente um dos piores álbuns de todos os tempos... 

Melhores Faixas: (............................) 
Piores Faixas: Which One (Central Cee totalmente perdido), BBW, Cheetah Print, New Bestie, Goose And The Juice, Princess

HABIBTI – Drake





















NOTA: 1/10


E, para finalizar essa trilogia simplesmente pavorosa, temos o álbum HABIBTI, mais puxado para o R&B. Aqui, o Drake surge com um projeto mais voltado ao lado emocional e atmosférico. Ele não aposta na agressividade do Rap nem na energia de pista do outro álbum paralelo, mas sim em um espaço intermediário entre R&B, Trap Soul e influências regionais mais suaves. A produção foi para um caminho mais suave, com uma proposta lenta, focada em sintetizadores espaçosos, pads suaves e percussões discretas, que raramente quebram o fluxo emocional do álbum, acrescentando alguns elementos do Downtempo. Só que tudo é bastante vazio, mal mixado, e o auto-tune é mal utilizado, além de manipulações vocais que beiram o insuportável. O repertório é horroroso, e as canções são genéricas e sem qualquer imersão. No fim, o que eu posso dizer é que esses novos lançamentos demonstram o porquê de o Drake ter se tornado um artista saturado e completamente megalomaníaco. 

Melhores Faixas: (................INACREDITAVEL.................) 
Piores Faixas: Prioritizing, White Bone, Classic, Hurrr Nor Thurr, Rusty Intro


domingo, 28 de junho de 2026

Analisando Discografias - Drake: Parte 1

                 

Thank Me Later – Drake





















NOTA: 8/10


Em 2010, o Drake lançava seu álbum de estreia, intitulado Thank Me Later, mostrando algo interessante. O rapper (ou melhor, cantor), vindo de Toronto, no Canadá, veio de uma família bem tradicional e, quando tinha 15 anos, em 2001, fez parte do elenco da série Degrassi: The Next Generation. Mas ele queria seguir carreira no Rap e, com isso, de 2006 em diante, lançou algumas mixtapes até ser descoberto por Jas Prince, que insistiu para Lil Wayne que ele tinha potencial. Com isso, foi contratado pela Young Money Entertainment. A produção foi diversificada, contando com 40, Boi-1da, Swizz Beatz e outros produtores, que deram ao álbum uma abordagem limpa, com batidas lentas e minimalistas. As baterias pesadas, os sintetizadores brilhantes e os graves profundos criam um disco que transita entre o Rap e o R&B, algo que também fica evidente nos vocais de Drake. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e melódicas. Enfim, é um ótimo disco e já mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: The Resistance, Fancy (T.I. mandou bem), Over 
Vale a Pena Ouvir: Fireworks (ótima feat da Alicia Keys), Light Up (Jay-Z amassou), Find Your Love (Lil Wayne foi bem), Miss Me

Take Care – Drake





















NOTA: 9,4/10


No ano seguinte, o Drake lança seu 2º álbum de estúdio, o sensacional Take Care. Após o Thank Me Later, que teve uma recepção mista da grande mídia, com alguns criticando o fato de ser excessivamente comercial e de a gravadora ter influenciado sua direção artística, algo que o próprio cantor reconheceu. Então, ele decidiu fazer um álbum mais pessoal e menos preocupado com hits. Lembrando que, nesse período, ele conheceu The Weeknd, e ali começou a trajetória do Drake de roubar músicas dos outros. Bom, a produção, que contou com Abel, 40, T-Minus e outros produtores, mergulhou em uma abordagem atmosférica. Com as batidas sendo variadas, contando com a presença de graves profundos, sintetizadores etéreos, baterias discretas, pianos delicados e enormes camadas de reverberação, fazendo um cruzamento preciso entre Rap e R&B. O repertório é incrível, e as canções são bem profundas. No fim, é um baita disco e certamente o melhor de sua carreira. 

Melhores Faixas: Headlines, Crew Love (baita música do The Weeknd, né kkk), Marvins Room / Buried Alive (Interlude) (feats que envelheceram mal: Kendrick discursionou), Lord Knows (baita feat do Rick Ross num Boom Bap), Take Care (Rihanna mandou bem), Over My Dead Body 
Vale a Pena Ouvir: Crew Love, Look What You've Done, Shot For Me

Nothing Was The Same – Drake





















NOTA: 9/10


Dois anos depois, o Drake lançou seu 3º álbum de estúdio, o Nothing Was the Same. Após o Take Care, que redefiniu a forma como o Rap e o R&B podiam coexistir em um mesmo projeto, esse novo momento naturalmente alterou sua escrita. Surgia alguém muito mais consciente de sua importância, embora ainda carregasse conflitos internos. Outro aspecto importante foi o crescimento da própria OVO como marca. Drake já possuía uma equipe criativa sólida, novos artistas próximos de seu círculo e maior liberdade para tomar decisões sem tantas interferências comerciais. Produção contou com 40, Boi-1da, Mike Zombie e entre outros, que deixaram uma abordagem limpa e elegante. Com a presença de sintetizadores ambientes, graves profundos e baterias minimalistas, que remetem ao R&B alternativo e a momentos urbanos, além de flows puxados para o Rap. O repertório é ótimo, e as canções são bem diversificadas. Enfim, é um belo disco e muito consistente. 

Melhores Faixas: Hold On, We're Going Home, Furthest Thing, Pound Cake / Paris Morton Music 2 (Jay-Z marcou presença), Tuscan Leather, Too Much, From Time 
Vale a Pena Ouvir: The Language (olha a indireta), Started From The Bottom

If You're Reading This It's Too Late – Drake





















NOTA: 8,7/10


Dois anos depois, o Drake lançou uma nova mixtape, o If You’re Reading This It’s Too Late. Após o Nothing Was the Same, ele estava praticamente no topo, sendo um dos artistas mais populares. Só que, naquele período, já tinha começado de vez a rivalidade dele com Kendrick (mesmo que ainda fosse leve) e também que sua relação com a Cash Money Records não era das melhores, além de a relação com Birdman e Lil Wayne estar desgastada. E assim, praticamente do nada, ele lançou essa mixtape sem avisar. A produção contou com aqueles mesmos nomes, e aqui seguiram para uma abordagem mais minimalista e agressiva. Os beats são bem orgânicos, com presença de sintetizadores frios e graves pesados, que dialogam muito com o Trap, com elementos do Cloud Rap e R&B alternativo. Com isso, os flows do Drake são bem variados e agressivos. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e imersivas. No geral, é uma ótima tape e que funcionou bem.

Melhores Faixas: Energy, Know Yourself, Legend, 6PM In New York (Boom Bap do puro, Seu Aubrey), Used To (Lil Wayne mandou bem), Star67, 10 Bands 
Vale a Pena Ouvir: Jungle, Preach (PARTYNEXTDOOR marcando sua presença), Now & Forever, Madonna

Views – Drake





















NOTA: 6/10


Indo para 2016, o cantor lançou seu 4º álbum, o Views, que é aclamado por alguns. Após o If You’re Reading This It’s Too Late e também a outra mixtape, desta vez colaborativa com Future, este projeto seria profundamente inspirado por sua cidade natal, Toronto, explorando não apenas sua trajetória pessoal, mas também a identidade cultural do lugar onde cresceu. Pela primeira vez em sua carreira, havia uma sensação de que Drake não precisava mais provar absolutamente nada para a indústria, e talvez esse tenha sido o problema. Produzido por 40, Boi-1da, Nineteen85 e até mesmo Kanye West, tem um caminho atmosférico e mais amplo. Com as batidas sendo diversificadas, contando com sintetizadores expressivos, baterias mínimas e linhas de baixo extremamente profundas, dialogando com R&B, Trap e Dancehall, mas tudo soa arrastado e cansativo. O repertório é irregular, com canções boas e outras descartáveis. No final, é um álbum mediano e marca uma queda de qualidade. 

Melhores Faixas: One Dance, Hotline Bling, Weston Road Flows, Keep The Family Close, 9, Views 
Piores Faixas: Pop Style, U With Me?, Still Here, Faithful (Pimp C no R&B não, Drake), Redemption, With You (PARTYNEXTDOOR mal demais)

More Life: A Playlist By October Firm – Drake





















NOTA: 4/10


No ano seguinte, o Drake lançou outra mixtape, o More Life: A Playlist by October Firm. Após o Views, que foi um imenso sucesso e ajudou a consolidar ainda mais sua aproximação com ritmos caribenhos e africanos, ele decidiu fazer algo oposto, lançando uma mixtape. Só que ele fazia questão de afirmar que o projeto era uma "playlist", uma coleção de músicas inspirada pela maneira como as pessoas consumiam música na era do streaming (aí ele pediu também para ser zoado). A produção contou com aqueles mesmos nomes, e basicamente eles seguiram aquela abordagem polida e variada. Com batidas variadas, contando com sintetizadores discretos, graves precisos e baterias secas, o Drake transita entre o Rap, R&B, Dancehall e até House music, mas tudo soa bastante cansativo e sem qualquer coesão. O repertório é muito ruim, com canções genéricas e poucas que se salvam. No fim, é uma mixtape fraca e completamente esquecível. 

Melhores Faixas: Passionfruit, Free Smoke, Do Not Disturb, Gyalchester, Skepta Interlude (ótima essa música que não é do Drake kkkk) 
Piores Faixas: Ice Melts, Sacrifices (Young Thug que decepção), 4422, KMT, Since Way Back (PARTYNEXTDOOR mal de novo)

Scorpion – Drake





















NOTA: 3/10


Mais um ano se passou, e ele voltou lançando um álbum duplo, o Scorpion, e aqui a coisa desandou. Após o More Life, o Drake, mesmo se mantendo no topo, envolveu-se em um conflito público com Pusha T. O rapper lançou a diss track "The Story of Adidon", revelando que Drake tinha um filho com uma ex-produtora de conteúdo adulto, algo que ninguém sabia. E assim, ele preparava esse projeto duplo, que seria dividido em uma parte mais puxada para o Rap e a segunda mais voltada para o Pop. A produção foi feita por nomes como DJ Paul, T-Minus, Murda Beatz, 40 e vários outros, que deixaram uma estética polida e altamente comercial. Com batidas que vão do minimalismo ao suave, além da presença de sintetizadores etéreos e baterias delicadas, o problema é que tudo soa bastante maçante e, muitas vezes, o que estraga são os vocais fracos e imprecisos do Drake. O repertório é péssimo, e as canções são genéricas, com poucas interessantes. Em suma, é um álbum terrível e tedioso. 

Melhores Faixas: God's Plan, Sandra’s Rose, Nice For What, I'm Upset, That's How You Feel
Piores Faixas: Don't Matter to Me (nem a feat forjada do Michael Jackson é interessante), Mob Ties, Can't Take A Joke, Is There More, Summer Games, In My Feelings, Final Fantasy, Peak, Ratchet Happy Birthday


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                    

sábado, 27 de junho de 2026

Review: Anxiety do Trompas

                   

Anxiety – Trompas





















NOTA: 7/10


Recentemente, a nova banda do Wally (ex-CPM 22), o Trompas, lançou seu EP de estreia, o Anxiety. Formado em 2024, em São Paulo, como já dito, por Wally (vocais e guitarra), Benhur Lima (baixo) e Thiago Caurio (bateria), o projeto marca o retorno de Caurio e Wally após o fim precoce do Astafix, e aqui a proposta foi explorar temas de desgaste emocional, repetição e ansiedade como eixo conceitual. A produção foi bem crua e direta, com uma sonoridade que dialoga com Sludge Metal e com elementos do Grunge e Stoner Metal, com foco em timbres graves, riffs lentos e atmosfera sufocante. Além disso, a bateria consegue ser bem precisa, e os vocais do Wally conseguem transitar entre fúria e momentos melódicos. O repertório é curtinho, contendo 5 faixas que são bem pesadas. No fim, é um ótimo EP e mostra algo bastante promissor. 

Melhores Faixas: Fading Face, Trip 
Vale a Pena Ouvir: Anxiety, Ten Year Hate, Lost Again
 

                                                                                        É isso, então flw!!!                

Analisando Discografias - Adorável Clichê

                  

O Que Existe Dentro de Mim – Adorável Clichê





















NOTA: 10/10


Em 2018, o Adorável Clichê lançava seu álbum de estreia, o sensacional O Que Existe Dentro de Mim. Formado em 2013, em Blumenau, Santa Catarina, por Gabrielle Philippi (vocais e guitarra), Marlon Lopes da Silva (guitarra), Lucas Toledo Lugones (baixo) e Diogo Leal (bateria), o grupo lançou, nesse período de cinco anos, uma demo e um EP que não eram lá grande coisa, mas já deixavam clara a base estética da banda: letras confessionais, uma abordagem emocional direta e uma sonoridade que mistura delicadeza melódica com distorções suaves. A produção, feita pela banda, consegue ser limpa e apresenta uma sonoridade densa, com guitarras com reverb e delay, camadas atmosféricas suaves e melancólicas, e os vocais da Gabrielle levemente enterrados na mixagem, dialogando assim com Dream Pop e Shoegaze. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. No fim, é um baita disco e um clássico do Rock nacional. 

Melhores Faixas: Traços, Falsa Valsa, Poluição, Eu Só Queria Que Tudo Tivesse Um Fim, Sobre Cair de Bicicleta 
Vale a Pena Ouvir: Crescer, Compressa

Sonhos Que Nunca Morrem – Adorável Clichê





















NOTA: 9/10


Seis anos depois, o Adorável Clichê lançava seu 2º álbum de estúdio, o sonhos que nunca morrem. Após O Que Existe Dentro de Mim, o baterista Diogo Leal acabou saindo, e quem entrou foi o guitarrista Felipe Protski. Então, as composições passaram a ser feitas diretamente no estúdio, com o uso de sintetizadores e batidas programadas. Nesse meio tempo, eles lançaram singles e esse álbum pelo selo Balaclava Records. A produção foi mais refinada e linear, as camadas são mais equilibradas, os sintetizadores ganham mais presença estrutural, e as guitarras deixam de ser apenas “neblina emocional” para se tornarem elementos de construção melódica mais clara. Eles seguem uma abordagem mais puxada para o Dream Pop e Indie Rock tradicional, com poucos momentos de Shoegaze. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem melódicas e com uma sensação nostálgica. No fim, é um baita disco e bastante maduro. 

Melhores Faixas: amarga, as coisas mudam pra melhor, medo, devagar, fogo 
Vale a Pena Ouvir: um sorriso que se vai, como era antes

  

Analisando Discografias - Future: Parte 1

                   Dirty Sprite – Future NOTA: 6/10 Voltando agora para 2011, o Future lançava uma de suas várias mixtapes, o Dirty Sprite (...