quinta-feira, 18 de junho de 2026

Analisando Discografias - Stevie Ray Vaughan

                 

Texas Flood – Stevie Ray Vaughan And Double Trouble





















NOTA: 10/10


No ano de 1983, Stevie Ray Vaughan lançava seu álbum de estreia, o sensacional Texas Flood. Sua carreira havia começado nos anos 70, e ele já tinha construído uma sólida reputação nos clubes do Texas, especialmente em Austin, onde suas apresentações chamavam atenção pela intensidade, pela técnica impressionante e pela capacidade de unir influências clássicas do Blues à energia do Rock moderno, junto de sua banda de apoio, Double Trouble. Foi graças à apresentação no festival Montreux Jazz Festival, em 1982, que ele assinou com a Epic Records. A produção feita por eles junto com Richard Mullen, foi bastante orgânica. As guitarras do Vaughan têm timbres encorpados, agressivos e extremamente expressivos. Enquanto isso, o baixo do Tommy Shannon é bem sólido, e Chris Layton mantém uma bateria firme e direta. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. No fim, é um baita disco de estreia e de um dos melhores álbuns de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Pride And Joy, Texas Flood, Lenny, Mary Had A Little Lamb, Love Struck Baby 
Vale a Pena Ouvir: I'm Cryin', Dirty Pool

Couldn't Stand The Weather – Stevie Ray Vaughan And Double Trouble





















NOTA: 10/10


No ano seguinte, ele retorna com seu sensacional e clássico 2º álbum, o Couldn't Stand The Weather. Após o Texas Flood, Stevie Ray Vaughan havia se transformado de uma promessa regional do Texas em uma das maiores revelações do Blues e do Blues Rock da década de 80. Para esse disco, eles decidiram ampliar suas influências musicais e demonstraram maior confiança artística, apostando em arranjos mais elaborados e em composições que exigiam diferentes abordagens instrumentais. A produção foi feita mais uma vez em conjunto com Richard Mullen e Jim Capfer, que preservaram aquele som orgânico do Blues elétrico texano, mas com um refinamento maior. As guitarras do Vaughan são mais variadas, acrescentando textura, atmosfera e construção emocional. Enquanto isso, a seção rítmica ficou mais criativa e conta com passagens sutis. O repertório é maravilhoso e também parece uma coletânea. Enfim, é outro disco incrível e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Couldn't Stand The Weather, Voodoo Chile (Slight Return) (Jimi Hendrix se tivesse vivo teria ido para lua), Scuttle Buttin', Tin Pan Alley 
Vale a Pena Ouvir: Honey Bee, The Things (That) I Used To Do

Soul To Soul – Stevie Ray Vaughan And Double Trouble





















NOTA: 8,7/10


Mais um ano se passa, e é lançado mais um álbum do Stevie Ray Vaughan, o Soul To Soul. Após o Couldn't Stand The Weather, esse novo trabalho surgiu em um período no qual Vaughan demonstrava um interesse em expandir seu alcance musical. Só que também marcou o início de uma fase complicada em sua vida pessoal. Seu consumo de álcool e drogas estava aumentando rapidamente, algo que futuramente teria um impacto profundo sobre sua saúde e carreira. A produção teve uma ambição maior nos arranjos, já que a presença do tecladista Reese Wynans acrescenta um complemento a todo o som, sem competir com as guitarras, que continuam sendo o centro das atenções, permanecendo poderosas, cheias de sustain e dinâmica. Enquanto isso, a seção rítmica mantém aquele equilíbrio entre peso e sutileza. O repertório é bem legalzinho, e as canções são divertidas, mesmo com algumas sem graça. Enfim, é um disco bacana, apesar de ser o mais fraco. 

Melhores Faixas: Look At Little Sister, Lookin' Out The Window, Life Without You, Change It
Piores Faixas: Come On (Part III), Gone Home

In Step – Stevie Ray Vaughan And Double Trouble





















NOTA: 9,8/10


No ano de 1989, foi lançado seu 4º e último álbum em vida, intitulado In Step, que foi mais orgânico. Após o Soul To Soul, o enorme sucesso alcançado durante a década havia sido acompanhado por um agravamento constante de seus problemas com álcool e drogas. As turnês tornaram-se cada vez mais desgastantes, sua saúde física começou a se deteriorar e sua carreira entrou numa instabilidade. O ápice dessa situação ocorreu quando ele sofreu um colapso físico durante uma turnê europeia, o que o levou à reabilitação, onde conseguiu ficar sóbrio. A produção foi feita pelo Double Trouble junto com Jim Gaines, que trouxeram uma sonoridade extremamente natural e dinâmica. As guitarras têm maior controle das dinâmicas e mantêm o timbre reconhecível do Vaughan. Já o restante da banda complementa o som de forma competente. O repertório é maravilhoso, e as canções são bastante energéticas e, de certo modo, profundas. No fim, é um belíssimo álbum e mais um clássico. 

Melhores Faixas: Crossfire, Tightrope, Leave My Girl Alone, Wall Of Denial, Riviera Paradise
Vale a Pena Ouvir: The House Is Rockin, Let Me Love You, Love Me Darlin

The Sky Is Crying – Stevie Ray Vaughan And Double Trouble





















NOTA: 9,2/10


Chegamos então a 1991, quando foi lançado o 5º e único álbum póstumo do Stevie Ray Vaughan, o The Sky Is Crying. Após o In Step, o guitarrista vivia um período estável, mas, infelizmente, em agosto de 1990, acabou falecendo aos 35 anos em um acidente de helicóptero. Com isso, sua banda de apoio, Double Trouble, decidiu selecionar músicas que não parecessem simples sobras de estúdio. A produção, feita pelo irmão de Stevie, Jimmie Vaughan, foi mais variada, já que reuniu material gravado entre 1984 e 1989. Ainda assim, eles conseguiram deixar tudo muito bem arranjado e coeso, contendo aquelas guitarras centrais que vão da improvisação às interpretações mais tradicionais, enquanto o restante da banda fornece uma base sólida, unindo o Blues Rock ao Blues elétrico texano. O repertório é incrível, e as canções são bastante divertidas e técnicas. Em suma, é um disco sensacional e uma despedida digna de uma lenda. 

Melhores Faixas: Little Wing, May I Have A Talk With You, Life By The Drop, Empty Arms, Boot Hill 
Vale a Pena Ouvir: Close To You, The Sky Is Crying


                                                                                         Bom é isso e flw!!!          

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Analisando Discografias - Suki Waterhouse

                  

I Can't Let Go – Suki Waterhouse





















NOTA: 2,7/10


No ano de 2022, a Suki Waterhouse lançava seu álbum de estreia, o I Can't Let Go. A cantora inglesa havia começado sua carreira inicialmente como modelo e, posteriormente, ingressou na atuação, participando de filmes como Amores Canibais e A Garota Que Inventou o Beijo. Foi nesse período, entre 2016 e 2017, que ela iniciou sua carreira musical, lançando alguns singles, sendo o mais destacado Good Looking, que viralizou no TikTok em 2022. Onde ela assinou com a Sub Pop e preparava seu álbum de estreia. A produção, feita por Brad Cook, é bastante sofisticada e acessível. As guitarras ocupam um papel central, frequentemente cobertas por reverberações e efeitos que criam uma sensação de profundidade espacial. Há também sintetizadores discretos e linhas de baixo dialogando com o Alt-Pop, Indie Pop e Dream Pop, embora tudo soe bastante previsível. O repertório é fraquíssimo: há canções boas, mas a maioria é genérica. No fim, é um álbum de estreia bem ruinzinho. 

Melhores Faixas: Moves, My Mind, On Your Thumb 
Piores Faixas: Slip, Wild Side, Bullshit On The Internet, Put Me Through It
  

Milk Teeth – Suki Waterhouse





















NOTA: 7/10


Meses depois, ela lançou o EP Milk Teeth, e aqui trazia uma proposta diferente. Após o I Can't Let Go, esse projeto é marcado por um amadurecimento artístico perceptível. Enquanto seus trabalhos anteriores exploravam uma sonoridade mais dispersa e experimental, este EP surgiu como uma coleção mais coesa de canções, reunidas por temas recorrentes como nostalgia, insegurança emocional, relacionamentos fracassados e a dificuldade de superar experiências do passado. A produção contou com Blue May, Jules Apollinaire e Sammy Witte, que construíram uma sonoridade suave e limpa, com elementos do Dream Pop e Indie Pop. Os arranjos são elaborados com grande cuidado. Guitarras com reverb abundante, sintetizadores discretos, pianos suaves e camadas vocais etéreas aparecem ao longo de todo o projeto. O repertório é curtinho, mas as canções são todas muito boas e profundas. No geral, é um ótimo EP e mostrava algo interessante. 

Melhores Faixas: Good Looking, Brutally 
Vale a Pena Ouvir: Johanna, Neon Signs

Memoir Of A Sparklemuffin – Suki Waterhouse





















NOTA: 8,2/10


Então chegamos a 2024, quando ela lançou seu mais recente álbum, o Memoir of a Sparklemuffin. Após o EP Milk Teeth, Suki Waterhouse trabalhou nesse projeto durante o período de sua gravidez, e o conceito gira em torno da aranha australiana conhecida como "sparklemuffin". Suki encontrou na criatura uma metáfora para a vida moderna: uma dança constante de exposição, vulnerabilidade, sobrevivência e autodescoberta. A produção foi diversificada, contando com John Mark Nelson, Jonathan Rado, Boy Blue e outros colaboradores, que construíram arranjos ricos em guitarras, sintetizadores discretos, pianos e seções rítmicas bastante variadas, com uma abordagem que vai do Pop Rock ao Indie Pop, incorporando também elementos do Dream Pop e música barroca. Além disso, os vocais da Suki estão mais confiantes. O repertório é muito bom, e as canções são profundas e sentimentais. No fim, é um ótimo disco que demonstra uma clara evolução artística. 

Melhores Faixas: Model, Actress, Whatever, Supersad, To Love, Big Love 
Vale a Pena Ouvir: OMG, My Fun, Legendary, Faded


                                                                                        É isso, então flw!!!         

Analisando Discografias - Som Nosso De Cada Dia

                  

Snegs – Som Nosso De Cada Dia



















NOTA: 10/10


No ano de 1974, foi lançado o álbum de estreia do Som Nosso De Cada Dia, o sensacional Snegs. Formado em 1971, na cidade de São Paulo, por Manito (teclados, saxofone e flauta), Pedro Baldanza, o "Pedrão" (baixo, guitarra e vocais), e Pedrinho Batera (bateria e vocais), o grupo já havia conquistado certa reputação nos palcos paulistas e em festivais. Com isso, foi visto por olheiros da gravadora GEL (no caso, a Continental), que assinou com a banda. A produção, feita pelo jovem Pena Schmidt, não foi tão bem gravada, mas conseguiu preservar um som orgânico. O disco apresenta uma sonoridade do Rock progressivo com influências de Jazz-Rock, na qual as guitarras são mais discretas, enquanto o baixo assume o papel de maior protagonista melódico. Os sintetizadores e o órgão Hammond têm bastante presença, e a bateria consegue ser bastante versátil. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. No geral, é um álbum maravilhoso e de uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Sinal Da Paranoia, O Som Nosso De Cada Dia, A Outra Face 
Vale a Pena Ouvir: Direccion De Aquarius, Bicho Do Mato

Som Nosso – Som Nosso De Cada Dia





















NOTA: 8,7/10


Três anos se passaram, e a banda voltou toda reformulada com seu 2º álbum, o Som Nosso. Após o clássico Snegs, eles acabaram não tendo tanta exposição, pois a Continental não ficou satisfeita com o material. O grupo já estava preparando seu próximo disco e, quando ele ficou pronto, o projeto acabou sendo descartado pela gravadora. Com isso, Manito acabou saindo, e novos membros entraram na banda: Dino Vicente e Paulinho Esteves nos teclados, além de Rangel na percussão. Depois assinaram com a CBS. A produção, feita por Tony Bizarro, seguiu um caminho mais acessível e variado, tendo uma fusão do Funk e Soul com alguns elementos do Rock progressivo. As guitarras são bem limpas e presentes, o baixo possui aquele groove característico, os teclados dão sustentação melódica, e a bateria apresenta levadas bastante funkeadas. O repertório é muito legal, e as canções são envolventes e profundas. Enfim, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Pra Swingar, Estação Da Luz, Montanhas, Vida De Artista, Neblina 
Vale a Pena Ouvir: Levante A Cabeça, Rara Confluência
  

Mais Um Dia – Som Nosso





















NOTA: 2,5/10


Foi apenas em 2019 que eles retornaram com seu mais recente disco, o Mais Um Dia. Após o Som Nosso, a banda acabou se desfazendo, e foi apenas nos anos 90 que retornou aos palcos com shows da formação original. Entre pausas e retornos, o grupo continuou suas atividades mesmo após as mortes do Manito e Pedrinho Batera. Agora, ao lado do Pedrão, a banda contava com Marcello Schevano (guitarra e vocais), Fernando Cardoso (teclados), Edson Ghilardi (bateria) e Pedro Calasso (percussão). A produção, feita pelo próprio Pedro Calasso, é mais limpa e detalhada. As guitarras têm certo peso, o baixo fica mais no centro da mixagem, a bateria é swingada, e os metais e sopros aparecem de forma estratégica, reunindo elementos do Funk Rock e do Prog Rock. Porém, boa parte do material soa arrastada e monótona. O repertório é fraco, com algumas canções legais e outras sem graça. No fim, é um álbum ruim e, infelizmente, após seu lançamento, Pedrão acabou falecendo. 

Melhores Faixas: Black Rio, Homem Víbora 
Piores Faixas: Tempos Difíceis, Mais Um Dia, Firmeza Total


terça-feira, 16 de junho de 2026

Analisando Discografias - Cobra The Impaler

                  

Colossal Gods – Cobra The Impaler





















NOTA: 8/10


De novo, em 2022, o supergrupo Cobra The Impaler lançava seu álbum de estreia, o Colossal Gods. Formado em 2020 por membros de outras bandas do metal belga, como Thijs De Cloedt (guitarra), Michélé De Feudis (baixo), Manuel Remmerie (vocal), James Falck (guitarra) e Dirk Verbeuren (bateria), este último acabou saindo e sendo substituído por Ace Zec. O grupo nasceu com a intenção de unir elementos do Metal progressivo e melodias modernas em uma sonoridade que fosse técnica e acessível ao mesmo tempo. A produção, feita pelo próprio Ace Zec, apresenta uma sonoridade limpa, mas sem abrir mão do peso. As guitarras trazem riffs robustos e bem harmonizados, o baixo consegue ser bastante presente e a bateria é poderosa. Já os vocais do Manuel são muito técnicos, dialogando com bandas como Mastodon e Gojira. O repertório é muito bom, e as canções são bastante melódicas e dinâmicas. Enfim, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Blood Eye, Colossal Gods, Spawn Of The Forgotten 
Vale a Pena Ouvir: Scorched Earth, Mountains

Karma Collision – Cobra The Impaler





















NOTA: 8,3/10


Dois anos se passaram, e foi lançado o 2º e mais recente álbum da banda, o Karma Collision. Após o Colossal Gods, que explorava temas ligados à relação entre humanidade e natureza, este novo disco desloca seu foco para questões mais humanas e sociais. O álbum aborda interações entre pessoas, desigualdades, consequências das escolhas, lições aprendidas e os desafios enfrentados individual ou coletivamente. A produção foi praticamente a mesma, mas aqui o som ficou mais detalhado, mantendo aquele peso característico. As guitarras possuem timbres encorpados, seguindo a fórmula do Prog Metal e incorporando influências do Groove Metal e do Sludge Metal. Enquanto isso, a seção rítmica consegue ser bastante precisa e consistente, e os vocais de Manuel alternam entre melodias limpas e interpretações agressivas e urgentes. O repertório é muito bom, e as canções são mais pesadas e imersivas. No final de tudo, é um trabalho bacana e que foi mais profundo. 

Melhores Faixas: Season Of The Savage, Karma Collison, Assassins Of The Vision, My Inferno 
Vale a Pena Ouvir: Magnetic Hex, The Message, The Fountain

                                                                                   Então é isso e flw!!!               

Analisando Discografias - Caio Luccas

                 

Nova Moda – Caio Luccas





















NOTA: 8,5/10


Em 2022, o Caio Luccas lançava seu álbum de estreia, Novo Moda, apresentando uma estética interessante. O rapper carioca, vindo de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, começou sua trajetória por volta de 2019, quando lançou seus primeiros singles e passou a se destacar como um dos artistas mais promissores do underground do Trap RJ. Com isso, despertou o interesse do Filipe Ret, que o contratou para a NADAMAL. Neste trabalho, Caio buscou expressar temas ligados à ascensão social e à autoestima do jovem negro periférico. A produção foi diversificada, contando com nomes como Dallas, Nagalli, Honaiser, entre outros, que construíram beats baseados em graves pesados, hi-hats acelerados, sintetizadores atmosféricos, que dialogam com o Trap e com traços do R&B alternativo. Os flows do Caio são bem cadenciados e variados. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas. Enfim, é um ótimo álbum de estreia e bastante divertido. 

Melhores Faixas: Dinheiro & Putaria (Cabelinho amassando), Melhor Gestão, Minha Vida, Até o Final, Booty Up 2, Fumaça no Studio 
Vale a Pena Ouvir: Mano de Gang (TZ mandou bem), Preto Chique, Documentário

Virus Love – Caio Luccas





















NOTA: 5/10

No ano seguinte, Caio Luccas lançou seu 2º álbum, o Virus Love, que tá na cara qual é a proposta. Após o Novo Moda, este novo trabalho foi inspirado pela fase pessoal que o rapper vivia naquele período, refletindo um momento de estabilidade emocional e um relacionamento sério que influenciou diretamente a construção das músicas. Tanto que o álbum foi lançado justamente no Dia dos Namorados. A produção contou com Dallas, Ayo Th, meLLo, entre outros, que construíram beats suaves com sintetizadores atmosféricos, hi-hats precisos, baterias menos pesadas e melodias que se aproximam do Trap Soul e do R&B. Aqui, Caio segue por um caminho muito mais vulnerável e cadenciado em seus flows. Porém, tudo acaba soando repetitivo e carece de maior dinâmica. O repertório é irregular, contendo alguns love songs interessantes e outras bastante genéricas. No geral, é um álbum mediano que soa como mais do mesmo. 

Melhores Faixas: Coisa Que Eu Sei, Folhas no Outono, Logo Eu (Cabelinho mandou bem de novo) 
Piores Faixas: Vírus Love Novela, Tudo Que Eu Faço (Oruam também é dificil né)

Apocalipse – Caio Luccas





















NOTA: 3/10


Outro ano se passou, e Caio Luccas lançou mais um álbum, intitulado Apocalipse. Após o Virus Love, ele decidiu criar um trabalho mais introspectivo, focado em conflitos internos, fé, paranoia, ambição e sobrevivência. Enquanto os trabalhos anteriores mostravam os resultados da ascensão social, este projeto mostra que Caio continua convivendo com traumas, medos e pressões. A produção contou com os mesmos nomes, mas também trouxe produtores como Bvga Beatz e Viper. Aqui, eles seguiram um caminho mais variado, com beats amplos, hi-hats leves, sintetizadores melancólicos, pianos atmosféricos, linhas de baixo pesadas e baterias que frequentemente priorizam a tensão em vez da explosão, além de elementos do Trapfunk, R&B e Cloud Rap. Só que, novamente, o problema é que os flows são repetitivos e tudo soa bastante previsível. O repertório é péssimo, e as canções são muito genéricas, com poucas exceções. No fim, é um álbum horrível e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: WAR, NÃO VAI ME AMAR (Veigh mandando bem), AMÉM (ótima feat do LEALL), BALENCIAGA 
Piores Faixas: PARANÓIAS (Ret decepcionando), APOCALIPSE, REBELDE (aqui Cabelinho não salvou, passou longe!), LOBO, NOITE CAI, NEUROSES, COLHEITA (Ryan SP e Chefin, PAI AMADO!)

Até O Infinito – Chefin & Caio Luccas





















NOTA: 1/10


Ano passado, Chefin lançou um EP colaborativo com Caio Luccas, o Até O Infinito (capa totalmente desnecessária). Após o fraquíssimo Apocalipse, Caio acabou recebendo uma recepção morna para seu último trabalho e decidiu realizar este projeto ao lado do Chefin, composto majoritariamente por love songs, aproveitando o momento em que o rapper ainda estava no topo das paradas. A produção, feita por LB Único e Rocco, é bastante polida e enxuta, com beats melódicos que privilegiam sintetizadores suaves, linhas melódicas envolventes, baterias discretas e uma estética próxima do Trap Soul. Mas o problema é que tudo soa completamente superficial, com toda a temática sendo extremamente genérica. O repertório é curtíssimo, e as canções são todas descartáveis e bastante medíocres. Em suma, é um EP terrível de dois rappers em completa decadência. 

Melhores Faixas: (.................................) 
Piores Faixas: Nós Dois, O Tempo Para, Madrugada


segunda-feira, 15 de junho de 2026

Analisando Discografias - Vance Joy

                 

God Loves You When You're Dancing – Vance Joy





















NOTA: 1/10


Em 2013, foi lançado o 1º trabalho de Vance Joy, um EP intitulado God Loves You When You're Dancing. O cantor, nascido em Melbourne, capital da Austrália, começou sua trajetória muito antes, quando já escrevia suas letras no período em que atuava como jogador profissional (sim, o cara jogou futebol). Posteriormente, ele largou a carreira esportiva para focar na música, assinando com a Liberation Records. A produção, feita pelo próprio cantor em parceria com Edwin White e John Castle, é bastante simplista. Os violões acústicos ocupam o centro das composições, acompanhados por percussões discretas, ukulele e baixo suave, sendo bem centrado no Stomp and Holler e no Indie Pop. E, claro, os vocais do Vance são carregados daquela leveza comum a vários artistas dessa cena, fazendo com que tudo soe bastante previsível. O repertório é terrível, e as canções são absolutamente genéricas. Enfim, é um trabalho péssimo e era apenas o começo. 

Melhores Faixas: (..............................................) 
Piores Faixas: Snaggletooth, From Afar, Riptide

Dream Your Life Away – Vance Joy





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, o Vance Joy lançou seu álbum de estreia, o Dream Your Life Away. Após o EP God Loves You When You're Dancing, o cantor acabou sendo impulsionado pelo seu hit mundial Riptide, para esse disco em vez de colocar grandes refrões épicos ou produções grandiosas comum daquele Folk Pop da época, suas composições se concentravam em personagens, pequenos detalhes emocionais e observações íntimas. Produção foi praticamente a mesma, foi bastante polida e acessível, com camadas sutis de guitarras acústicas, percussões leves, teclados atmosféricos, cordas discretas e harmonias vocais cuidadosamente construídas. Além daquele vocal do Vance com aquela voz levemente rouca comum do Stomp and Holler, fazendo aquele som genérico e totalmente previsível. O repertório é horroroso, e as canções beiram ao insuportável. No fim, é um disco terrível e que é completamente repetitivo. 

Melhores Faixas: (........................EU MEREÇO...........................) 
Piores Faixas: Best That I Can, Winds Of Change, Mess Is Mine, Georgia, From Afar, Riptide

Nation Of Two – Vance Joy





















NOTA: 1/10


Quatro anos se passaram, e ele lançou seu 2º álbum, o também péssimo Nation Of Two. Após o Dream Your Life Away, havia uma expectativa considerável em torno do sucessor. O desafio não era apenas repetir o êxito comercial do disco anterior, mas também demonstrar evolução como artista. Para este disco, ele quis investigar diversas facetas de um relacionamento amoroso: paixão, companheirismo, vulnerabilidade, saudade, crescimento mútuo e os desafios inerentes à convivência. A produção, feita por Dave Bassett, Phil Ek, Simone Felice e Ryan Hadlock, adota uma abordagem mais ampla, com os violões sempre no centro, dialogando com guitarras suaves, sintetizadores discretos, pianos, percussões mais elaboradas e camadas vocais cuidadosamente trabalhadas. No entanto, é aquele mesmo som de sempre, completamente comprimido e previsível. O repertório é horroroso, e as canções são bastante insuportáveis e genéricas. Enfim, é mais um trabalho ridículo e sem graça. 

Melhores Faixas: (....................................) 
Piores Faixas: I'm With You, One Of These Days, Bonnie & Clyde, Saturday Sun, We're Going Home

In Our Own Sweet Time – Vance Joy





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2022, quando foi lançado o 3º e mais recente álbum do Vance Joy, o In Our Own Sweet Time. Após o Nation Of Two, o cantor passou por um período de intensa atividade em turnês, seguido pela interrupção causada pela pandemia de COVID-19. Para este trabalho, em vez de retratar paixões turbulentas ou grandes conflitos emocionais, o álbum frequentemente encontra beleza em momentos simples, conexões duradouras e experiências cotidianas. A produção contou com Dan Wilson, Dave Bassett, James Earp, entre outros, e se mostra mais sofisticada, com arranjos atmosféricos que seguem o padrão comum do Folk Pop e do Stomp and Holler. Os violões dividem espaço com sintetizadores atmosféricos, guitarras processadas, baterias mais elaboradas e diversas camadas sonoras. Ainda assim, tudo soa bastante previsível e arrastado. O repertório, novamente, é péssimo, com canções chatíssimas. No fim, é um álbum horrível, assim como os anteriores. 

Melhores Faixas: (...........zzzzz...........) 
Piores Faixas: Clarity, Boardwalk, Solid Ground, Missing Piece, Catalonia


                                                                          Então é isso, um abraço e flw!!!            

Analisando Discografias - Stevie Ray Vaughan

                  Texas Flood – Stevie Ray Vaughan And Double Trouble NOTA: 10/10 No ano de 1983, Stevie Ray Vaughan lançava seu álbum de es...