terça-feira, 22 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Helloween: Parte 1

                 

Walls Of Jericho – Helloween





















NOTA: 1,2/10


Em 1985, o Helloween lançava seu álbum de estreia, intitulado Walls Of Jericho. Formado um ano antes em Hamburgo, na Alemanha, por Kai Hansen (vocais e guitarra), Michael Weikath (guitarra), Markus Grosskopf (baixo) e Ingo Schwichtenberg (bateria), a banda havia lançado um EP pela Noise Records e, nesse meio tempo, estava fortemente ligada ao Heavy Metal oitentista, ao Speed Metal e a uma abordagem mais veloz, mas já demonstrava uma preocupação enorme com melodias de guitarra, mudanças de andamento e construções mais épicas. A produção ficou a cargo de Harris Johns, que deixou uma sonoridade crua e pesada. As guitarras de Hansen e Weikath possui uma quantidade enorme de riffs, harmonizações e solos que constroem melodias, enquanto o baixo e a bateria servem muito mais como sustentação, deixando algo bem impreciso. O repertório é ruim, contendo canções genéricas. No final, é um disco chato de uma banda inexperiente. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: Reptile, Heavy Metal (Is The Law), Metal Invaders, Guardians

Keeper Of The Seven Keys (Part I) – Helloween





















NOTA: 1,5/10


Dois anos se passaram para o Helloween lançar seu idolatrado 2º álbum, o Keeper Of The Seven Keys (Part I). Após o Walls Of Jericho, a banda acabou colocando Michael Kiske como vocalista, já que Kai Hansen não estava conseguindo conciliar entre tocar guitarra e cantar. Com isso, eles começam a trabalhar com uma visão mais ampla de álbum, e não simplesmente com uma sequência de músicas rápidas. A produção, feita agora por Tommy Newton e Hansen, colocou uma abordagem bem mais energética e orgânica. As guitarras de Kai Hansen e Michael Weikath alternam entre riffs rápidos, harmonizações, solos longos e diversas mudanças de dinâmica. A cozinha rítmica ficou mais eficiente, e os vocais do Michael Kiske são bem poderosos, mas é aquilo: todos os clichês que o Power Metal tem estão aqui. O repertório é chatinho, tendo canções que são bem tediosas. No final, é um álbum chato, mas temos que concordar que foi revolucionário. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: Halloween, Twilight Of The Gods, A Little Time

Keeper Of The Seven Keys - Part II – Helloween





















NOTA: 1,3/10


No ano seguinte, o Helloween lançava a continuação do Keeper Of The Seven Keys. Após a 1ª parte, eles não precisavam mais provar que conseguiam tocar rápido ou construir refrões grandiosos; agora, podiam explorar essas características com muito mais confiança. O álbum consegue funcionar como uma expansão natural do primeiro Keeper, mas possui personalidade suficiente para não parecer simplesmente uma coleção de sobras ou uma continuação automática. A produção foi basicamente a mesma, só que agora o som ficou mais grandioso e, ao mesmo tempo, pesado. As guitarras possuem riffs rápidos, harmonizações e solos bastante melódicos, mas existe uma preocupação ainda maior com a criação de temas reconhecíveis. O baixo ficou mais constante, a bateria, variada, e os vocais de Michael, mais versáteis, mas tudo continua muito monótono. O repertório é fraquíssimo, e as canções são bem chatinhas. Enfim, é um álbum ruim e cansativo quanto o anterior. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: March of Time, Rise And Fall, Keeper Of The Seven Keys, We Got The Right

Pink Bubbles Go Ape – Helloween





















NOTA: 1/10


Em 1991, o Helloween voltava lançando mais um álbum, intitulado Pink Bubbles Go Ape. Após o Keeper Of The Seven Keys - Part II, o guitarrista Kai Hansen foi substituído por Roland Grapow. Além disso, a banda tinha assinado com a EMI e, com isso, passou a explorar mais abertamente elementos do Hard Rock, humor, melodias mais acessíveis e estruturas menos preocupadas em demonstrar velocidade o tempo inteiro. A produção, feita por Chris Tsangarides, colocou um som bem mais claro e acessível, com eles dialogando tanto com o Power Metal quanto com o Heavy Metal. As guitarras transitam entre riffs pesados, passagens melódicas, solos rápidos e momentos mais soft. A cozinha rítmica ficou bem mais sustentável, e os vocais de Michael estão bem mais descontraídos. O repertório é horrível, e as canções são todas bem enjoativas e não têm imersão. No final de tudo, é um álbum terrível e que mostrou que eles deram um tiro no pé. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: Number One, Pink Bubbles Go Ape, The Chance, Heavy Metal Hamsters, Your Turn

Chameleon – Helloween





















NOTA: 1/10


No ano de 1994, o Helloween lançava o tenebroso e esquecível álbum Chameleon. Após o Pink Bubbles Go Ape, a banda praticamente abandona a obrigação de soar como uma banda de Power Metal, porque simplesmente decidiu fazer um trabalho extremamente mais acessível, contando com baladas, elementos acústicos, arranjos mais orquestrais e até algumas características próximas da música Folk. A produção, feita junto com Tommy Hansen e Michael Tibes, deixou uma sonoridade mais aberta e, de certo modo, polida. Contando com a presença de violões, teclados, instrumentos de sopro, cordas e outros elementos de arranjo, que possuem tanto ou mais importância do que as guitarras elétricas, além dos vocais de Michael, que ficaram mais delicados, só que tudo soa como um trabalho de Hard Rock extremamente genérico. O repertório é simplesmente tenebroso, com canções irritantes. Enfim, é um álbum horroroso e que foi uma queda desastrosa. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: First Time, Longing, Music, Giants, Crazy Cat, Windmill

Master Of The Rings – Helloween





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, a banda foi completamente reformulada e lançou o álbum Master Of The Rings. Após o Chameleon, Michael Kiske acabou saindo da banda devido a problemas com o grupo, e o baterista Ingo Schwichtenberg também saiu devido ao seu caso de esquizofrenia. Com isso, entraram Andi Deris nos vocais e Uli Kusch na bateria, além de o Helloween ter encerrado seu vínculo com a EMI e passado a lançar seus álbuns pela Raw Power. A produção foi feita junto com Tommy Hansen e voltou a ser bem mais pesada e direta, com eles retornando de cabeça para o Power Metal. As guitarras voltaram a ser encorpadas, possuem riffs pesados, as melodias continuam presentes e os solos têm bastante espaço. Enquanto a cozinha rítmica ficou bem mais firme e os vocais de Andi conseguem ser bem mais enérgicos, porém tudo soa repetitivo e tedioso. O repertório é ruim, e as canções são todas bem chatinhas. No geral, é mais outro trabalho fraco da banda. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: Sole Survivor, Mr Ego (Take Me Down), Still We Go, The Game Is On, Where The Rain Grows

The Time Of The Oath – Helloween





















NOTA: 1,2/10


Se passaram dois anos para o Helloween lançar mais um trabalho novo, o The Time Of The Oath. Após o Master Of The Rings, a banda começa a equilibrar melhor suas diferentes características. Eles continuam sendo uma banda de Power Metal, mas não ficam presos à velocidade o tempo inteiro. Existem músicas rápidas, outras mais pesadas e cadenciadas, momentos melódicos, passagens sombrias e até composições com estruturas mais elaboradas. A produção do Tommy Hansen seguiu aquela abordagem grandiosa e pesada. As guitarras do Weikath e Grapow são o coração do disco. Os riffs possuem bastante peso, mas as melodias continuam muito importantes. A bateria do Uli Kusch possui muita presença, e o baixo do Grosskopf ajuda a preencher os riffs, enquanto os vocais de Andi ficaram mais expressivos, mas é aquilo: tudo soa bastante arrastado e previsível. O repertório é muito fraco, e as canções são bastante genéricas. Enfim, é um álbum ruim e muito cansativo. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: A Million To One, Wake Up The Mountain, The Time Of The Oath, Mission Motherland, We Burn

Better Than Raw – Helloween





















NOTA: 1/10


Em 1998, a banda lançava seu 8º álbum de estúdio, o ainda mais grandioso Better Than Raw. Após o The Time Of The Oath, esse novo projeto possui uma postura mais bruta, menos preocupada em suavizar as arestas. O Helloween continua melódico, mas existe uma tentativa evidente de deixar a música mais pesada. Também existe uma atmosfera mais sombria. Algumas músicas trabalham com temas e arranjos mais obscuros, enquanto outras utilizam uma abordagem quase teatral. A produção seguiu uma abordagem atmosférica e mais definida nos padrões do Power Metal. As guitarras são o elemento mais evidente. Os riffs possuem bastante peso e presença. A bateria tem bem mais força e variação, enquanto o baixo continua preenchendo os riffs e os vocais de Andi são praticamente os mesmos. Com isso, temos mais um trabalho completamente arrastado. O repertório é terrível, e as canções são todas bem genéricas. No final, é um álbum horrível e muito entediante. 

Melhores Faixas: (....zzzz.....) 
Piores Faixas: Hey Lord!, Midnight Sun, Push, I Can, Revelation

The Dark Ride – Helloween





















NOTA: 1/10


Entrando nos anos 2000, o Helloween lançava mais um álbum novo, o The Dark Ride. Após o Better Than Raw, a banda tinha assinado com a Nuclear Blast e, para esse trabalho, decidiu mergulhar ainda mais em um lado sombrio, pesado e, em determinados momentos, quase melancólico. O próprio conceito do álbum combina com essa mudança, com o grupo não parecendo interessado em produzir simplesmente mais um disco de Power Metal cheio de velocidade e refrões grandiosos. Existe uma preocupação maior com atmosfera, tensão, contraste e peso. A produção, feita por Roy Z e Charlie Bauerfeind, deixou um som pesado e atmosférico. As guitarras possuem riffs mais encorpados e agressivos, o baixo está mais presente, a bateria, mais dinâmica, e os vocais do Andi, mais articulados, apesar de tudo soar como a mesma coisa de sempre. O repertório é terrível, e as canções são todas bastante sem graça. No final, é outro trabalho péssimo e que beira o cansativo. 

Melhores Faixas: (...............................) 
Piores Faixas: If I Could Fly, Escalation 666, The Dark Ride, Mr. Torutre, All Over The Nations


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                        

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Review: Cursum Perficio do Anthrax

                  

Cursum Perficio – Anthrax





















NOTA: 8,7/10


Dez anos depois, o Anthrax enfim retornou com um álbum novo, o Cursum Perficio. Após o For All Kings, a banda passou boa parte desse período excursionando, enquanto o processo de composição do novo trabalho sofreu atrasos e acabou sendo afetado pela pandemia. Scott Ian contou que a intenção inicial era trabalhar no álbum por volta de 2020, mas os planos foram interrompidos. Com isso, esse álbum seria meio que uma junção de todas as fases pelas quais a banda passou, só que de forma única. A produção, conduzida por Jay Ruston, deixou uma sonoridade pesada e definida. As guitarras do Scott Ian e Jonathan Donais possuem riffs secos, o baixo do Frank Bello consegue ser bem preciso, a bateria do Charlie Benante é muito bem alternada e os vocais do Joey Belladonna são bem articulados, juntando tanto Thrash Metal quanto Heavy Metal. O repertório é muito bom, e as canções são bastante robustas. No fim, é um baita disco e um retorno triunfante. 

Melhores Faixas: The Edge Of Perfection, Cursum Perficio, The Long Goodbyes, Target On My Back 
Vale a Pena Ouvir: Infectious, My Victory, Everybody's Got A Plan
  

                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                             

Review: Anatomy Of A Brief Romance do Bloc Party

                  

Anatomy Of A Brief Romance – Bloc Party





















NOTA: 1/10


Algumas semanas atrás, o Bloc Party retornou com seu tenebroso 7º álbum, o Anatomy Of A Brief Romance. Após o Alpha Games, o baixista Justin Harris acabou saindo da banda e foi substituído por Harry Deacon. Esse trabalho é uma experiência amorosa real do Kele e acompanha cronologicamente o nascimento, a empolgação, os conflitos, a ruptura e o período posterior ao fim de um relacionamento. A produção, do Trevor Horn, foi bem mais cinematográfica e limpa, juntando os mundos do Indie Rock e do Indietronica, com elementos do Post-Punk e Synth-pop. As guitarras alternam entre riffs pesados e momentos que servem como textura. O baixo ganha presença, os sintetizadores funcionam como parte estrutural das músicas e a bateria é muito discreta. Só que tudo é extremamente malfeito e inacabado, e os vocais do Kele chegam a dar dor no ouvido. O repertório é tenebroso, e as canções são terríveis. No fim, é certamente um dos piores discos deles e da história. 

Melhores Faixas: (...........................) 
Piores Faixas: Moving On, Love Bombs, Eulogy, Pigwig, Not Your Problem, Worst Birthday Ever, Muscleworks


Analisando Discografias - King Diamond: Parte 2

                 

The Eye – King Diamond





















NOTA: 1,2/10


Entrando nos anos 90, o King Diamond lançava seu 5º álbum solo, intitulado The Eye. Após o Conspiracy, o baterista Mikkey Dee acabou saindo e, no seu lugar, entrou Snowy Shaw. Para esse disco, a narrativa acompanha Jeanne Dibasson, uma mulher acusada de bruxaria, e a maneira como a violência religiosa e a superstição interferem em sua vida. O conceito também gira em torno de um objeto sobrenatural, o chamado “olho”, que funciona como elemento central da história. A produção, feita junto com Roberto Falcao, segue aquela base do Heavy Metal, mas agora o som ficou menos grandioso e mais denso. As guitarras possuem bastante peso, porém não ficam o tempo inteiro dominando a mixagem. A bateria ficou bem mais energética e o baixo, mais integrado, enquanto os vocais do Diamond ficaram mais teatrais. Mas é aquilo: tudo soa muito previsível. O repertório é ruim, tendo canções fracas e pouco interessantes. No final, é um álbum que é bastante sem graça. 

Melhores Faixas: (..................) 
Piores Faixas: The Curse, The Meetings, Eye Of The Witch, The Trial (Chambre Ardente), Behind These Walls

The Spider's Lullabye – King Diamond





















NOTA: 1/10


Cinco anos se passaram para o King Diamond retornar à sua carreira solo com The Spider's Lullabye. Após o The Eye, representa uma tentativa de recuperar uma abordagem mais direta. O álbum continua tendo horror, personagens perturbadores, violência e elementos sobrenaturais, mas não depende de uma narrativa única atravessando todas as faixas. Fora isso, a banda estava com uma nova formação, com Herb Simonsen (guitarra), Chris Estes (baixo) e Darrin Anthony (bateria). A produção, feita novamente pelo próprio Diamond, possui uma abordagem pesada e direta. As guitarras do Andy LaRocque e Simonsen alternam entre riffs pesados, melodias e solos, mas existe uma sensação maior de objetividade. O baixo ficou mais encorpado e a bateria está mais firme, e há um certo uso de efeitos em determinados momentos, mas tudo continua bastante previsível. O repertório é péssimo, e as canções são bastante genéricas. Enfim, é outro álbum ruim e completamente sem coesão. 

Melhores Faixas: (......................) 
Piores Faixas: Six Feet Under, Dreams, Room 17, Killer, From The Other Side

The Graveyard – King Diamond





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, o King Diamond lançava seu 7º álbum de estúdio, o The Graveyard. Após o The Spider's Lullabye, esse novo trabalho traz uma história que acompanha o protagonista e sua relação com o prefeito da cidade, uma figura extremamente autoritária e perturbadora. A narrativa mistura abuso de poder, violência, obsessão e elementos sobrenaturais, criando uma atmosfera bastante pesada. O protagonista passa por uma situação em que sua própria percepção dos acontecimentos começa a ser colocada em dúvida. A produção, feita junto com Tim Kimsey, traz uma sonoridade bem mais sombria e densa. As guitarras alternam entre riffs pesados e momentos melódicos, a cozinha rítmica ficou mais precisa e o uso de teclados, efeitos e mudanças de dinâmica ganha bastante importância. Só que tudo continua muito repetitivo e faltando imersão. O repertório é péssimo, e as canções são muito chatinhas. No final, é um álbum ruim e bastante entediante. 

Melhores Faixas: (..........zzz..........) 
Piores Faixas: Daddy, I Am, Meet Me At Midnight, Black Hill Sanitarium, Whispers, I'm Not A Stranger

Voodoo – King Diamond





















NOTA: 1/10


Se passaram então dois anos para o King Diamond lançar mais um álbum, o Voodoo. Após o The Graveyard, a banda passou novamente por uma troca de baterista, dessa vez com a entrada de John Luke Hébert no lugar de Darrin Anthony. Para esse novo trabalho, a história se passa em 1932 e acompanha uma família que se muda para uma propriedade localizada perto de uma comunidade praticante de vodu. O conflito começa justamente quando os novos moradores entram em contato com esse ambiente e passam a interferir em práticas que não compreendem. A produção, feita junto com Sterling Winfield, foi um pouco mais atmosférica e cheia de detalhes. As guitarras possuem riffs pesados e passagens mais lentas, o baixo ficou mais encorpado e a bateria, mais dinâmica, mas tudo continua excessivamente dramático e sem imersão. O repertório é horrível, e as canções são todas bem genéricas. Enfim, é mais um trabalho fraco deles. 

Melhores Faixas: (.................) 
Piores Faixas: A Secret, Life After Death, Unclean Spirits, Cross Of Baron Samedi, Salem

House Of God – King Diamond





















NOTA: 1/10


Entrando nos anos 2000, o King Diamond lançava mais um trabalho novo, o House of God. Após o Voodoo, o vocalista voltou a focar em sua carreira solo devido ao novo encerramento das atividades do Mercyful Fate. Com isso, agora com a presença de novos integrantes, o guitarrista Glen Drover e o baixista Paul David Harbour, a banda seguiu em frente. Esse novo trabalho possui um conceito que acompanha um protagonista que encontra uma igreja aparentemente abandonada e passa a descobrir que existe algo muito mais sinistro por trás daquele lugar. Produzido por Diamond com o auxílio de Kol Marshall, segue aquela abordagem do Heavy Metal tradicional com elementos do Metal progressivo. As guitarras ficaram mais variadas, a cozinha rítmica, mais encorpada, e os vocais, mais teatrais, mas tudo continua bastante maçante. O repertório é horrível, e as canções são completamente genéricas e irritantes. No geral, é mais um trabalho ruim e sem expressão. 

Melhores Faixas: (......................) 
Piores Faixas: Black Devil, Passage To Hell, The Pact, Peace Of Mind, Follow The Wolf

Abigail II: The Revenge – King Diamond





















NOTA: 1/10


No ano de 2002, o King Diamond lançava seu 10º álbum, o Abigail II: The Revenge. Após o House of God, King decide revisitar o universo de Abigail e construir uma continuação para os acontecimentos do álbum de 1987. Com a história se passando anos depois dos acontecimentos originais, a narrativa acompanha novamente Jonathan Laeyers, agora marcado pelo trauma e pelas consequências daquilo que aconteceu na mansão. A produção seguiu uma abordagem bem mais pesada e quase sombria. As guitarras possuem bastante presença, e o instrumental é mais agressivo, com as harmonizações criando um ambiente assustador. O baixo ficou mais constante e a bateria teve um pouco mais de variação, mas, assim, tudo soa bastante monótono, parecendo que eles reciclaram as ideias originais. O repertório é ruim, e as canções são muito chatinhas. No final, é um álbum ruim que escorou no sucesso do original, sem qualquer novidade. 

Melhores Faixas: (...................) 
Piores Faixas: Little One, Broken Glass, More Than Pain, Miriam, The Storm

The Puppet Master – King Diamond





















NOTA: 1,2/10


No ano seguinte, a banda voltava lançando mais um trabalho novo, o The Puppet Master. Após o Abigail II: The Revenge, a formação voltou a contar com Hal Patino no baixo e Mike Wead na guitarra. Aqui, a história se passa em Praga, no século XIX, e acompanha um casal que entra em contato com um teatro de marionetes aparentemente comum, mas que esconde um segredo macabro. As marionetes não são apenas objetos utilizados em apresentações: existe uma ligação sobrenatural entre elas e seus criadores. A produção seguiu aquela abordagem pesada de sempre, só que agora mais atmosférica. As guitarras possuem bastante peso, alternando entre melodias, harmonizações e mudanças de andamento que ajudam a construir o clima teatral. O baixo tenta ser o mais encorpado possível e a bateria, mais firme, só que é aquilo: tudo continua bastante sem graça e entediante. O repertório é ruim, com canções medíocres. Em suma, é um álbum fraco e que não é interessante. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: The Puppet Master, Magic, Christmas, No More Me, Midnight

Give Me Your Soul... Please – King Diamond





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2007, quando o King Diamond lançava seu 12º e último álbum até o momento, o Give Me Your Soul... Please. Após o The Puppet Master, esse projeto conta com um protagonista que encontra uma menina fantasma que aparece durante a noite. Aos poucos, ele percebe que aquela criança está ligada a acontecimentos muito mais macabros e que existe uma relação entre ela, sua irmã e uma pintura que representa uma situação sobrenatural. A produção, conduzida pelo próprio Diamond, deixou um som pesado e definido. As guitarras do Andy LaRocque e Mike Wead trabalham com riffs pesados, harmonizações e melodias sombrias, acompanhando tanto os momentos agressivos quanto os momentos mais dramáticos. Já a cozinha rítmica é mais precisa e os vocais, variados, só que tudo continua muito sem graça. O repertório é fraco, e as canções são bastante insuportáveis. No fim, é mais um trabalho chato, uma extensão do Mercyful Fate. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Black Of Night, Mirror Mirror, Moving On, The Dead, The Girl In The Bloody Dress


Analisando Discografias - Helloween: Parte 1

                  Walls Of Jericho – Helloween NOTA: 1,2/10 Em 1985, o Helloween lançava seu álbum de estreia, intitulado Walls Of Jericho. ...