sexta-feira, 17 de abril de 2026

Review: Goodbye, World! do miffle

                   

Goodbye, World! – miffle





















NOTA: 8,8/10


No ano passado, foi lançado o 1º álbum do obscuro miffle, intitulado Goodbye, World!. A trajetória desse artista polonês possivelmente começou em 2023, já que esse projeto é dedicado a um amigo próximo que veio a falecer, o que já estabelece um pano de fundo de luto e memória. Esse elemento não aparece de forma explícita em letras, já que o álbum é essencialmente de música Ambient. A produção, feita pelo próprio miffle, foi gravada de forma Lo-fi, em que ele utilizou gravadores de quatro pistas, loops de fita e degradação sonora, o que faz o som literalmente “se desgastar” ao longo do álbum, como uma memória sendo corroída pelo tempo. Além disso, percebe-se a influência de Drone, Folktronica e Sound Collage, com uma forte presença de texturas granuladas, chiados e camadas sobrepostas. O repertório é muito bom, e as canções são melancólicas e com uma atmosfera pacífica. Enfim, é um ótimo álbum de estreia e bastante respeitoso por parte do artista. 

Melhores Faixas: Long Walk Home (You Exist In My Frozen Memories Forever), Static Snow, Cold Concrete Glows Under The Moonlight, Digital Blizzard 
Vale a Pena Ouvir: Remnants Of A Dream, The Invisible Girl, The City Is Calm At This Hour
 

                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!         

Analisando Discografias - Loathe

                 

Prepare Consume Proceed – Loathe





















NOTA: 7/10


Em 2015, o Loathe lançava seu 1º trabalho em formato de EP, o Prepare Consume Proceed. Formado em 2014, em Liverpool, na Inglaterra, pelo vocalista Kadeem France, pelos guitarristas Erik Bickerstaffe e Connor Sweeney, pelo baixista Shayne Smith e pelo baterista Sean Radcliffe, o grupo surgiu em um cenário em que o Metal moderno passava por uma transição significativa, com bandas explorando cada vez mais a fusão entre o peso do Metalcore/Djent e atmosferas vindas da música ambiente e do Shoegaze. A produção, feita principalmente por Sean e Erik, é bastante crua e áspera, e as guitarras possuem uma textura densa. A bateria soa orgânica, porém com certa limitação na mixagem, o que acaba contribuindo para um clima mais claustrofóbico, enquanto os vocais alternam entre gritos agressivos e momentos mais contidos. O repertório é muito bom, e as canções são bem pesadas. No fim, é um ótimo EP que já mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: In Death, Gehenna 
Vale a Pena Ouvir: Rest; In Violence, Banshee

The Cold Sun – Loathe





















NOTA: 9,2/10


E aí, dois anos se passaram, e o Loathe lança seu álbum de estreia, o The Cold Sun. Após o EP Prepare Consume Proceed, eles decidiram dar um salto enorme em ambição, conceito e identidade sonora. Diferente do material anterior, que ainda soava como um conjunto de ideias em formação, aqui a banda já demonstra uma visão muito mais clara do que quer construir, fazendo, assim, um álbum conceitual sobre dois protagonistas que vivem em um mundo pós-apocalíptico. A produção, conduzida pela banda junto com Matt McLellan, é um pouco mais limpa. As guitarras continuam densas, com forte influência do Djent, porém mais bem definidas na mixagem, permitindo que cada riff respire sem perder impacto. A seção rítmica ganhou mais presença, e os vocais do Kadeem ficaram mais variados em intensidade, com tudo isso seguindo a base do Metalcore. O repertório é incrível, e as canções são bem pesadas e imersivas. No fim, é um baita disco de estreia e bem equilibrado. 

Melhores Faixas: Babylon..., It's Yours, Stigmata, East Of Eden, P.U.R.P.L.E 
Vale a Pena Ouvir: Loathe, Dance On My Skin

I Let It In And It Took Everything – Loathe





















NOTA: 10/10


Então, entra o ano de 2020, e foi lançado o sensacional 2º álbum do Loathe, o I Let It In and It Took Everything. Após o The Cold Sun, aconteceu a saída do baixista Shayne Smith, que decidiu se tornar tatuador, e, em seu lugar, entrou Feisal El-Khazragi. Com isso, eles decidiram incorporar de forma mais profunda elementos do Shoegaze, Ambient, Metal alternativo e da música eletrônica, criando uma linguagem muito mais ampla e emocionalmente complexa. A produção, feita pela própria banda, é muito mais orgânica e equilibrada, em que a abordagem do Metalcore continua, só que agora eles absorvem muitas das influências de Deftones e Meshuggah. As guitarras seguem pesadas, mas com camadas densas de ambiência, reverberação e efeitos; a seção rítmica ficou mais dinâmica, e os vocais do Kadeem vão desde gritos viscerais até vocais limpos. O repertório é sensacional e faz até parecer uma coletânea. Em suma, é um belo disco e já é praticamente um clássico. 

Melhores Faixas: Is It Really You?, Two-Way Mirror, Screaming, A Sad Cartoon, Aggressive Evolution, I Let It In And It Took Everything…, New Faces In The Dark 
Vale a Pena Ouvir: Broken Vision Rhythm, Heavy Is The Head That Falls With The Weight Of A Thousand Thoughts, Red Room

The Things They Believe – Loathe





















NOTA: 7,2/10


E aí, no ano seguinte, foi lançado o 3º e último álbum até então, do Loathe, o The Things They Believe. Após o clássico o I Let It In and It Took Everything, eles vêm com um lançamento surpreendente justamente por não seguir o caminho esperado. Em vez de dar continuidade direta ao som híbrido entre Metalcore e Shoegaze do álbum anterior, a banda opta por um projeto totalmente instrumental e focado em Ambient e música eletrônica. A produção fica centrada na textura, no espaço e na construção atmosférica. Diferente de qualquer outro trabalho, aqui não há foco em impacto imediato ou em estrutura rítmica tradicional; tudo gira em torno da criação de ambientes sonoros. Os elementos principais são sintetizadores, drones, camadas de ruído e manipulação digital, mas, ainda assim, há momentos em que soa sem graça e com falta de imersão. O repertório é até legal, com canções interessantes e outras mais fracas. No geral, é um álbum bom, mas que tem suas falhas. 

Melhores Faixas: You Never Came Back, "Do You -, Keep Fighting The Good Fight, Don't Get Hurt, The Rain Outside... 
Piores Faixas: Perpetual Sunday Evening, The Year Everything And Nothing Happened, Black Marble, - Remember -

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Analisando Discografias - Centavrvs

                 

Pacífico – Centavrvs





















NOTA: 7/10


Em 2012, o Centavrvs lançava seu primeiro trabalho em formato de EP, intitulado Pacífico. Formado em 2011, o grupo surge no México com os integrantes Demián Galvéz (guitarras e voz), DJ Rayo (toca-discos), Paco Martinez (baixo) e Alan Santos (percussão), em um contexto de efervescência da música alternativa latina, especialmente de projetos que buscavam reinterpretar tradições regionais com uma linguagem contemporânea eletrônica. Com produção feita por eles mesmos, o som chega a ser orgânico dentro da eletrônica, com texturas que remetem tanto à música tribal quanto à psicodelia latino-americana, com presença de percussões marcadas e tribais, muitas vezes evocando ritmos de Cumbia, Afrobeat e música indígena, além de samples e timbres analógicos, linhas de baixo pulsantes com forte apelo dançante e camadas eletrônicas sutis. O repertório contém cinco faixas que são bem dinâmicas. No fim, é um projeto bacana e bem consistente. 

Melhores Faixas: El Reino Del Cacao, Debajo de la Noche 
Vale a Pena Ouvir: La Valentina, El Caporal, El Vuelo

ANIV DE LA VER – Centavrvs





















NOTA: 7,2/10


No ano seguinte, foi lançado outro EP, sendo este mais estruturado, intitulado ANIV DE LA VER. Após o EP Pacífico, que funcionava como um manifesto estético inicial, aqui a proposta ganha um eixo temático muito mais claro: a releitura da Revolução Mexicana através da música eletrônica. Esse trabalho foi encomendado para um espetáculo audiovisual comemorativo do aniversário da Revolução Mexicana, apresentado no Centro de Cultura Digital em 2012. A produção é bastante orgânica, com bases eletrônicas dançantes que contrastam com o caráter histórico das composições, além do uso de samples históricos e referências sonoras antigas, criando uma sensação de arquivo vivo, percussões híbridas que misturam marchas reais com batidas programadas e construções progressivas e cinematográficas. O repertório é muito legal, e as canções são todas bem imersivas e com muita profundidade. Enfim, é um ótimo trabalho, bem caprichado. 

Melhores Faixas: Maquina 501, Adiós al Soldado
Vale a Pena Ouvir: La Marcha de Zacatecas, Pt. 2

Sombras De Oro – Centavrvs





















NOTA: 8/10


Então chega em 2014, o Centavrvs lança seu álbum de estreia, o Sombras De Oro. Após o EP ANIV DE LA VER, o grupo começou a preparar esse projeto que ele fosse bem mais tematizado, onde decidiram explorar diferentes caminhos dentro do que eles chamam de “novo som mexicano”: uma mistura de Corridos, Cumbia, música regional e eletrônica contemporânea. Produção feita por eles junto com Toy Selectah, colocaram um som mais polido, mais expansivo e, principalmente, mais diverso. O álbum trabalha com uma fusão extremamente rica de elementos: eletrônico (beats, texturas e ambientações digitais), instrumentos e ritmos tradicionais mexicanos e seguindo as bases do Folktronica e música latina alternativa. Além de eles transitar entre euforia, nostalgia, melancolia e intensidade, criando uma experiência fluida e multifacetada. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e introspectivas. Enfim, é um trabalho de estreia bem interessante. 

Melhores Faixas: Por Eso, Sombras de Oro, La Tarde Me Dio 
Vale a Pena Ouvir: La Noche y un Huracán, Mañana No, Por Donde Andaba

Somos Uno – Centavrvs





















NOTA: 8,4/10


Quatro anos se passam, e o Centavrvs lança seu 2º álbum de estúdio, o Somos Uno. Após o Sombras de Oro, o grupo volta com uma ambição ainda maior: ampliar essa mistura para um espectro latino mais amplo, incorporando não apenas referências mexicanas, mas também caribenhas e sul-americanas. O disco também carrega uma proposta conceitual mais direta, e o próprio título funciona como eixo temático, explorando a ideia de unidade cultural, social e emocional. A produção, feita inteiramente pelo renomado Tweety González, é mais refinada, aberta e diversa, ainda com elementos de Cumbia, mas agora aparecendo de forma fragmentada, acelerada, desacelerada e misturada com sintetizadores, guitarras e metais, criando uma atmosfera psicodélica e reforçando a identidade do grupo dentro da música latina alternativa. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem divertidas, transmitindo uma sensação tropical. No fim, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: El Punto Final, Ángel Tropical, Quebrar las Ventanass, Volar Muy Alto, Flor de Mayo 
Vale a Pena Ouvir: Somos Uno, Ojos de Mar, Cataclismos

Levante la mano – Centavrvs





















NOTA: 2/10


Em 2022, o Centavrvs lançou seu mais recente trabalho, em formato de EP, o Levante la mano. Após o Somos Uno, a banda manteve atividade com singles e experimentações, mas o EP surge como um ponto de retomada criativa e também de transição dentro da carreira. Esse material foi desenvolvido ainda antes da pandemia, por volta de 2019, e finalizado posteriormente em um cenário completamente diferente, com processos mais fragmentados e uso intensificado do estúdio como ferramenta criativa. A produção, conduzida pelo próprio grupo, é mais enxuta, mas não menos sofisticada. Em vez de apresentar camadas densas e construções complexas como no álbum anterior, aqui eles apostam em clareza sonora e impacto imediato, seguindo uma abordagem mais eletrônica; porém, tudo soa muito arrastado e carece de algo mais preciso. O repertório contém 4 faixas bem fracas, com apenas uma exceção. Em suma, é um EP ruim e bastante sem graça. 

Melhores Faixas: Plata y Coral 
Piores Faixas: Voy de Aquí Pa'allá, El Efecto, Levante la Mano

                                                                            Então um abraço e flw!!!                  

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Analisando Discografias - Crypta

                  

Echoes Of The Soul – Crypta





















NOTA: 8,7/10


Em 2021, foi lançado o álbum de estreia da Crypta, intitulado Echoes Of The Soul. Formada um ano antes pela baixista e vocalista Fernanda Lira e pela baterista Luana Dametto, que havia recém-saído da banda Nervosa, a formação se completou logo depois com a entrada das guitarristas Tainá Bergamaschi e Sonia Anubis, trazendo uma combinação interessante entre experiência no Thrash e inclinações mais técnicas, apesar de a abordagem que decidiram adotar ser o Death Metal, além de terem assinado com a Napalm Records. A produção foi conduzida por Thiago Vakka, resultando em um som cru e pesado, com cada instrumento bem definido, especialmente o baixo da Fernanda, que não fica soterrado como em muitos discos de Death Metal, além, é claro, da dinâmica entre guitarras e bateria, que alterna entre peso e melodia. O repertório é muito bom, com canções bastante agressivas e carregadas de brutalidade. Enfim, é um ótimo álbum de estreia e bem coeso. 

Melhores Faixas: From The Ashes, Possessed, Starvation 
Vale a Pena Ouvir: Kali, Blood Stained Heritage, Death Arcana

Shades Of Sorrow – Crypta





















NOTA: 9/10


Então chegamos a 2023, quando foi lançado o 2º e, até então, mais recente álbum da Crypta, o Shades Of Sorrow. Após o Echoes Of The Soul, a banda passou por mudanças, com a saída da guitarrista Sonia Anubis e a entrada de Jéssica di Falchi. Este álbum nasce com uma proposta conceitual mais definida, tratando-se de um trabalho semi-conceitual que explora diferentes “tons de dor” e experiências psicológicas, funcionando como uma jornada pelas dificuldades emocionais humanas. A produção, feita por Rafael Augusto Lopes, apresenta um som mais encorpado e detalhado, misturando Death Metal tradicional com elementos mais técnicos e melódicos. Ainda assim, a agressividade está presente em todos os momentos, com guitarras precisas, bateria agressiva e cheia de variações, além de um baixo bem audível e os vocais da Fê mais expressivos. O repertório é incrível, com canções bem pesadas e imersivas. Enfim, é um baita disco, bastante maduro. 

Melhores Faixas: The Outsider, Dark Clouds, Lord Of Ruins, Stronghold, Lift The Blindfold, The Other Side Of Anger 
Vale a Pena Ouvir: Lullaby For The Forsaken, Poisonous Apathy
  

                                                                                  É isso, um abraço e flw!!!                     

Analisando Discografias - Chefin

                 

A Nova Era – Chefin





















NOTA: 8/10


Em 2022, o Chefin lançava seu álbum de estreia, intitulado A Nova Era, mostrando algo promissor. A trajetória do rapper carioca começou dois anos antes, ainda na adolescência, quando fazia parte do coletivo Distrito23, lançando alguns singles que mostravam uma abordagem bem interessante: uma junção de lifestyle com um lado mais consciente, algo que despertou o interesse da Mainstreet Records. Com isso, ele assinou com a gravadora, preparando assim um álbum embalado pelo sucesso do hit 212. A produção foi diversificada, contando com Ajaxx, Portugal No Beat, Galdino, entre outros, que entregam beats que seguem fórmulas já consolidadas: graves pesados, hi-hats acelerados e uma estética minimalista focada na repetição e na criação de atmosfera, fazendo uma junção do Trapfunk, além de algumas influências do R&B. O repertório é legalzinho, com canções divertidas e outras mais pesadas. Enfim, é um ótimo trabalho de estreia, além de ser bem enxuto. 

Melhores Faixas: O Chamado (Poze mandou bem), Skatista 
Vale a Pena Ouvir: Só Basta Crer, Tropa do Mais Novo (boa feat do Vulgo FK), A Nova Era

O Mais Novo Romântico – Chefin




















NOTA: 2/10


No ano seguinte, o rapper retorna lançando seu 2º álbum, O Mais Novo Romântico. Após A Nova Era, o Chefin já havia se consolidado como um nome importante na cena do Trap carioca, além de sua participação no Poesia Acústica 13; agora, ele opta por fazer um trabalho focado em love songs. O próprio rapper afirmou que o projeto foi inspirado em sua vida amorosa. A produção contou novamente com Ajaxx, Portugal No Beat, Tkd, entre outros, mantendo a base do Trapfunk, mas com uma mudança clara de abordagem: há uma suavização dos elementos mais agressivos e uma maior presença de melodias e synths atmosféricos. No entanto, tudo soa muito repetitivo, e isso se estende até aos seus flows cadenciados que são um verdadeiro ‘‘copia e cola’’. O repertório é muito ruim, com canções genéricas e apenas uma que se salva, fora que a maioria das vezes o Chefin é carregado pelas feats. Enfim, é um álbum péssimo e bastante maçante. 

Melhor Faixa: Opções (Veigh e KayBlack levaram o som para eles) 
Piores Faixas: Um Pouco Mais (Caio Luccas não entregando nada), Sentimento, Do Seu Lado (Oruam né)

Nós Era Duro – Chefin





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2024, quando foi lançado o álbum mais recente do Chefin, o péssimo Nós Era Duro. Após o fraquíssimo O Mais Novo Romântico, o rapper parecia se redimir com o hit 10 Carros, e seu próximo trabalho parecia ser uma evocação direta do passado e da vivência periférica. Porém, diferente de um álbum conceitual profundamente estruturado, o disco acaba operando mais como uma coleção de registros dessa vivência, além de servir como uma forma de se manter no topo das paradas. A produção, como sempre, foi bastante diversificada, contando com DJ GR, DJ Rafinha, LB Único, entre outros, e se mostra bem mais comercial e limpa, evidenciando uma guinada quase completa para o Funk carioca, com pouquíssima influência até mesmo do Trapfunk. Com isso, as beats são secas, mas tudo soa completamente medíocre, e o uso de autotune é muito malfeito. O repertório é terrível, com canções insuportáveis. No fim, é um álbum péssimo e um tropeço feíssimo. 

Melhores Faixas: (.................................) 
Piores Faixas: NÓS ERA DURO, ADORO ESSA VIDA $$$ (é so mais uma música com feat do MC LUUKY E Mc Joãozinho VT), NEM PINTADA DE OURO (Oruam mal demais), OS MELHORES NISSO (juntou os dinossauros do Funk e ninguém mandou bem), CHEIA DE MARRA (MC Tuto e MC Ryan Sp como sempre estragando qualquer som que estão)


terça-feira, 14 de abril de 2026

Review: Vocês & Deus, Vol. 1 (Ao Vivo no Rio de Janeiro) do Zé Neto & Cristiano

                  

Vocês & Deus, Vol. 1 (Ao Vivo no Rio de Janeiro) – Zé Neto & Cristiano





















NOTA: 1/10


Recentemente, Zé Neto & Cristiano retornaram com mais um álbum ao vivo, o Vocês & Deus, Vol. 1. Após o Intenso, a dupla ficou mais focada em suas turnês, além de ter gravado um álbum ao vivo mais tradicional, reinterpretando suas canções mais conhecidas. Esse trabalho seria mais direto e emocional, quase como um recorte intimista dentro de um show maior, meio que celebrando os 15 anos de carreira. A produção, feita por Dudu Oliveira, com essa apresentação sendo gravada no Espaço Hall, segue para um som mais grandioso, com uma abordagem mais excessiva naquela dor de corno tradicional, além de focar na sensação de proximidade, como se o foco fosse mais a interpretação do que o espetáculo. Uma coisa que se percebe é que a voz do Zé Neto está muito ruim, já que, uma hora ou outra, ele desafina, e Cristiano nem se salva. O repertório, eu nem preciso dizer, é péssimo, com canções ridículas. Enfim, é mais um álbum péssimo da dupla. 

Melhores Faixas: (..................que bosta....................) 
Piores Faixas: Antes do Amor Virar Saudade, Oi Tudo Bem?, Cadeira Cativa, Pai de Menina (podia ser a melhor música deles, mas é tanta breguice que dá até ódio)
  

                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                       

Analisando Discografias - Saint Raymond

                  

Escapade – Saint Raymond





















NOTA: 7/10


Em 2013, Saint Raymond lançava seu primeiro trabalho solo no formato EP, intitulado Escapade. O cantor, com apenas 18 anos, ainda transitava entre apresentações acústicas em pequenos circuitos de Nottingham e uma rápida ascensão dentro da cena Indie britânica, impulsionada por plataformas como a BBC Introducing e por conexões com nomes como Gabrielle Aplin, cujo selo Never Fade lançou o projeto. A produção, feita por Jacknife Lee, James New e Josef Page, apresenta uma sonoridade polida e leve, apostando em uma instrumentação que mistura guitarras Indie luminosas, bases rítmicas suaves e uma sensibilidade Pop bastante evidente, com a voz do Saint transitando entre um lado mais melódico e outro mais intimista. O repertório contém 4 faixas, todas muito boas e dinâmicas. Enfim, é um ótimo trabalho, que já demonstrava algo promissor. 

Melhores Faixas: Letting Go, Fall At Your Feet 
Vale a Pena Ouvir: The River, Everything She Wants

Ghosts – Saint Raymond





















NOTA: 7/10


No ano seguinte, ele volta lançando seu 2º EP, intitulado Ghosts, que seguia a mesma abordagem. Após o Escapade, o projeto acompanha um momento em que Saint Raymond deixa de ser apenas uma promessa viral e passa a operar dentro de uma engrenagem maior da indústria, com turnês mais estruturadas e maior exposição, além de ter recém-assinado com a Warner. A produção foi basicamente a mesma, mostrando-o indo para um caminho mais pop, brilhante e orientado a hooks, com guitarras cristalinas, sintetizadores discretos e estruturas extremamente acessíveis, colocando, assim, clareza sonora e acabamento radiofônico, com refrões imediatos e altamente memoráveis, além de arranjos sem “atrito”, ou seja, sem grandes riscos ou rupturas, fazendo com que o trabalho dialogue entre Indie Pop e Pop Rock tradicional. O repertório novamente contém 4 faixas, e todas são bem divertidas e aconchegantes. No fim, é um EP interessante antes de virem alguns problemas. 

Melhores Faixas: Brighter Days, Everything She Wants 
Vale a Pena Ouvir: Ghosts, English Rose (Live from Maida Vale for Zane Lowe)

Young Blood – Saint Raymond





















NOTA: 4/10


Entrando em 2015, Saint Raymond lança seu álbum de estreia, intitulado Young Blood. Após o EP Ghosts, esse primeiro projeto vinha com expectativas claras de transformá-lo em um nome relevante do pop britânico. Só que há um detalhe: diversas faixas já haviam sido lançadas anteriormente em trabalhos anteriores, o que cria uma situação curiosa, pois o álbum funciona tanto como estreia quanto como uma compilação refinada de uma fase inicial (o que não seria um bom sinal). A produção, feita por nomes como Edd Holloway, Jacknife Lee, Nick Atkinson, entre outros, adota uma abordagem extremamente polida, radiofônica e imediata, com forte apelo emocional. Há uma ênfase constante em “woah-ohs”, crescendos e estruturas pensadas para multidões, o que faz com que o trabalho se torne um Indie Pop com traços de Stomp and Holler extremamente plastificado. O repertório é ruinzinho: há canções boas e outras genéricas. Enfim, é um álbum de estreia fraquíssimo e sem forma. 

Melhores Faixas: Brighter Days, Wild Heart, Everything She Wants, Letting Go, Fall At Your Feet 
Piores Faixas: Come Back To You, Young Blood, I Want You, Great Escape, Carry Her Home, As We Are Now

We Forgot We Were Dreaming – Saint Raymond





















NOTA: 4/10


E aí chegamos a 2021, quando foi lançado o 2º e último álbum até então do cantor, o We Forgot We Were Dreaming. Após o Young Blood, o Saint Raymond não ficou parado: lançou singles e experimentou novas direções sonoras, além de amadurecer pessoal e artisticamente. Decidindo se afastar do Indie Pop britânico feito por uma grande gravadora, aqui temos um artista mais independente, agora pela Cooking Vinyl, e mais consciente de sua identidade. A produção, feita pelo próprio cantor, contou com nomes como Fred Cox, Nick Atkinson, entre outros, que seguiram uma abordagem mais texturizada, atmosférica e emocionalmente modulada, combinando guitarras limpas, sintetizadores mais presentes e ambiência eletrônica, embora ainda dentro do Indie Pop e com certas influências de um Pop sofisticado, mas faltando mais preenchimento. O repertório é fraquíssimo, com canções genéricas e poucas interessantes. No geral, é um álbum ruim e esquecível. 

Melhores Faixas: Right Way Round, Alright, Only You, Gone By Morning 
Piores Faixas: Love This Way, We Forgot We Were Dreaming, Killer, Amsterdam, Solid Gold


Review: Goodbye, World! do miffle

                    Goodbye, World! – miffle NOTA: 8,8/10 No ano passado, foi lançado o 1º álbum do obscuro miffle, intitulado Goodbye, Worl...