quarta-feira, 29 de abril de 2026

Review: The End Is Not The End do Atreyu

                     

The End Is Not The End – Atreyu





















NOTA: 6/10


Recentemente, o Atreyu retornou com seu 10º álbum de estúdio, o The End Is Not The End. Após o fraquíssimo The Beautiful Dark of Life, a banda acabou regravando, no ano passado, o álbum The Curse, agora com Brandon Saller como principal vocalista e o baixista Porter McKnight fazendo a antiga função de Saller. Nesse novo álbum, eles quiseram reequilibrar duas forças que sempre definiram o Metalcore agressivo dos anos 2000 com uma abordagem mais acessível. A produção, feita por Matthew Pauling, aposta em uma estética ampla: guitarras com afinação grave e compressão moderna convivem com refrões expansivos, backing vocals densos e uma abordagem que flerta com o Metal alternativo, mas o problema é que as ideias parecem recicladas, e os vocais do Saller e McKnight às vezes não se conectam em momentos melódicos. O repertório é irregular, com canções boas e outras bem chatinhas. Enfim, é um álbum mediano, ao qual faltou mais preenchimento. 

Melhores Faixas: Ego Death, Children Of Light (participação do Max Cavalera), Dead, Death Rattle 
Piores Faixas: Wait My Love, I'll Be Home Soon, Afterglow, All For You

                                                                           Então é isso e flw!!!             

Analisando Discografias - Chinza Dopeness

                 

100%Rap – Chinza Dopeness





















NOTA: 8/10


Em 2009, o rapper japonês Chinza Dopeness lançava seu álbum de estreia, o 100%Rap. Sua trajetória começou no final dos anos 90, sendo conhecido no underground japonês por participações com produtores experimentais, além de presença constante em batalhas como o Ultimate MC Battle, onde sua abordagem pouco ortodoxa o tornava um “oponente impossível”. Naquele ano, ele venceu a etapa nacional e já estava acertado com a EMI. A produção contou não só com o rapper, mas também com a presença de Evisbeats, Skyfish, entre outros. Os beats, em geral, são secos, simples e repetitivos, mas não soam banais. Há aqui uma junção de elementos do Boom Bap, Breakbeat, Grime e até do Reggae, que funciona bem com os flows do Dopeness, que são bem técnicos e lapidados. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e profundas. Enfim, é um disco bacana e bem consistente. 

Melhores Faixas: Hip Hop Is..., Hotel Fuckin' City Tokyo, Kanpai 
Vale a Pena Ouvir: PO Pt. 2, Mogu Mogu, Noutenki Yarou

だいぶ気持ちいいね! – Chinza Dopeness





















NOTA: 8/10


Três anos se passaram, e foi lançado seu 2º e último álbum até então, intitulado Daibu Kimochi Ii Ne!. Após o 100%Rap, Chinza Dopeness já havia se consolidado como uma figura singular dentro do Rap japonês. O novo álbum surge, então, com uma missão curiosa: não provar nada, mas aprofundar um estilo que já era, por si só, um desvio, agora contando com a colaboração da Doping Band. A produção foi feita pelo próprio rapper junto com DJ Uppercut, que criaram beats que continuam econômicos, porém mais “quentes” e orgânicos, frequentemente flertando com grooves relaxados, loops mais envolventes e, em alguns momentos, uma estética quase psicodélica. O disco dialoga muitas vezes com o Jazz Rap e com certas influências do Reggae. Além disso, os flows do Dopeness parecem estar mais cadenciados, e a banda de apoio serve como sustentação. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes. No geral, é um disco bacana e mais variado. 

Melhores Faixas: JUST A Tomodachi, Wakattenainoni, Mōdo 
Vale a Pena Ouvir: OS, Mogumogu, Kanpai

T.U.B.E. – Chinza Dopeness





















NOTA: 2/10


E aí, em 2013, veio o seu último lançamento até então, no formato de EP, intitulado T.U.B.E.. Após o Daibu Kimochi Ii Ne!, Chinza Dopeness já não precisava mais provar sua identidade, que já estava estabelecida. Esse EP surge, então, como um exercício de síntese: menos dispersão conceitual e mais foco em groove, sensação e repetição controlada. A produção foi feita novamente por DJ Uppercut, que deixa de lado parte do minimalismo cru dos trabalhos anteriores e adota uma abordagem mais envolvente. Com influências diretas do Trap e um pouco de Jazz Rap, o EP aposta em uma temática mais ensolarada e de verão, mas, dessa vez, o flow do Dopeness não consegue se encaixar, ficando bastante irregular nos momentos de virada rítmica. O repertório contém 4 faixas que são bem abaixo, com apenas uma realmente interessante. Enfim, é um trabalho fraquinho e, após isso, ele colaborou em outros projetos. 

Melhor Faixa: T.U.B.E. 
Piores Faixas: OK!!EE!!NE!!, FULLMONY, Ainō


Analisando Discografias - Kele: Parte 2

                  

The Flames, Pt. 2 – Kele





















NOTA: 3/10


Se passaram dois anos, e foi lançado um trabalho novo do Kele intitulado The Flames, Pt. 2. Após o The Waves Pt. 1, que representava um estado de deriva, contemplação e introspecção quase meditativa, este segundo capítulo surge como um “despertar brusco”, mais intenso, mais ruidoso e mais confrontador. O próprio Kele enxerga os dois trabalhos como uma relação de yin e yang, duas forças opostas que se completam. A produção, feita por Gethin Pearson, deixa de lado aquela abordagem minimalista e focada na guitarra do cantor, mas ainda a utiliza como fonte de textura, ritmo e até percussão. Enquanto isso, seu vocal aparece em diferentes registros: às vezes suave e melódico, outras vezes mais falado ou fragmentado, mostrando que eles seguiram por um caminho mais próximo do Art Rock, só que faltou bastante imersão. O repertório é bem fraquinho, e as canções são bem sem graça, com poucas que sejam legais. Enfim, é outro álbum ruim e sem forma. 

Melhores Faixas: True Love Knows No Death, Vandal, Kerosene 
Piores Faixas: Acting On A Hunch, Her Darkest Hour, No Risk No Reward, I’m In Love With An Outline, And He Never Was The Same Again

The Singing Winds Pt. 3 – Kele





















NOTA: 3/10


No ano de 2025, foi lançado o álbum que finalizou essa trilogia, o The Singing Winds Pt. 3. Após The Flames, Pt. 2, a ideia central dessa trilogia era simbolizar água, fogo e, agora, ar, e esse disco assume esse papel com uma consciência da respiração após o caos. Funcionado como uma síntese, articulando os dois extremos em uma linguagem mais acessível, ainda que igualmente minimalista. A produção, feita novamente por Gethin Pearson, apresenta uma sonoridade mais fluida; os loops são utilizados de forma mais musical e menos experimental por si só. Há grooves mais definidos, texturas mais calorosas e uma tentativa mais clara de transformar essas ideias em canções propriamente ditas dialogando com Indie Pop e Indietronica, mas é aquilo: é tudo sem forma e completamente arrastado. O repertório é ruim, com canções genéricas e poucas interessantes. Enfim, é outro álbum péssimo e mostra que, na carreira solo, ele não funciona sem o pessoal do Bloc Party. 

Melhores Faixas: Breathless, Born Under a Lightning Sky, Money Trouble 
Piores Faixas: Holy Work, The Legend of Archie and Lilibet, The Arrangement, Day and Night

  

terça-feira, 28 de abril de 2026

Review: Your Favorite Toy do Foo Fighters

                  

Your Favorite Toy – Foo Fighters





















NOTA: 3/10


Alguns dias atrás, o Foo Fighters lançou seu 12º álbum de estúdio, o Your Favorite Toy. Após o But Here We Are, Dave Grohl havia passado por alguns problemas, como, por exemplo, ter assumido um filho fora do casamento, o que fez a banda dar uma pausa; nesse meio tempo, começaram a trabalhar intensamente em demos, que foram mais de cinquenta, mostrando uma abordagem bem crua, além de aproveitarem a presença do novo baterista Ilan Rubin. A produção, feita pela banda junto com Oliver Roman, é bastante pesada e direta, já que tudo foi gravado na casa de Grohl; temos aqui guitarras saturadas, vocais por vezes distorcidos e uma mixagem deliberadamente áspera, dialogando bastante com o Rock garageiro e o Rock alternativo, mas parece que tudo foi mal mixado e comprimido de forma excessiva. O repertório é horrível, e as canções são bem genéricas, com poucas interessantes. Em suma, é um álbum terrível e sem sentido. 

Melhores Faixas: Asking For A Friend, Caught In The Echo, Window 
Piores Faixas: Unconditional, Your Favorite Toy, Child Actor, Spit Shine
  

                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                        

Analisando Discografias - Kele: Parte 1

                 

The Boxer – Kele





















NOTA: 3/10


No ano de 2010, foi lançado o 1º trabalho solo do Kele Okereke, intitulado The Boxer. Após o lançamento do Intimacy com o Bloc Party, a banda entrou em um pequeno hiato, e o cantor aproveitou esse intervalo não apenas como uma pausa, mas como uma oportunidade de redefinir sua própria voz artística. Ao invés de seguir qualquer expectativa ligada ao som da banda, ele opta por um caminho mais voltado à música eletrônica. A produção, conduzida por XXXChange, apresenta uma abordagem polida, em que a temática é construída sobre bases eletrônicas densas e batidas de EDM. Os sintetizadores são protagonistas absolutos, criando atmosferas que variam entre o melancólico e o eufórico. Há uma forte presença de kicks marcados e texturas digitais que remetem ao Electropop do final dos anos 2000, só que há muita coisa que soa bastante repetitiva. O repertório é ruinzinho, com algumas canções legais e outras genéricas. Enfim, é um disco péssimo e esquecível. 

Melhores Faixas: Everything You Wanted, Unholy Thoughts, All The Things I Could Never Say
Piores Faixas: On The Lam, Rise, Walk Tall, The New Rules

Trick – Kele





















NOTA: 3/10


Quatro anos se passaram, e Kele Okereke lançou seu 2º disco, intitulado Trick, que foi ainda mais sem graça. Após o The Boxer, esse novo trabalho nasce de um momento mais estável e, de certa forma, mais confortável na trajetória do artista. Ele parece menos interessado em provar algo e mais disposto a simplesmente explorar sonoridades que o agradam. Querendo abordar temas como identidade, desejo e sexualidade, muito disso porque o cantor havia assumido sua homossexualidade no início da década. A produção, feita pelo cantor junto com XXXChange e Tom Belton, é ainda mais polida e acessível, em que abraçam com mais clareza as convenções da música eletrônica contemporânea, especialmente do Deep House e do UK Garage. Só que tudo ficou bastante genérico, e fica aquele sentimento de não haver quase nenhuma variação. O repertório é muito ruim, e as canções são bem chatas, com poucas se salvando. Enfim, é um disco péssimo e mais do mesmo. 

Melhores Faixas: Doubt, Stay The Night, Year Zero 
Piores Faixas: Humour Me, Closer, My Hotel Room, Like We Used To

Fatherland – Kele Okereke





















NOTA: 2,5/10


Pulando para 2017, Kele Okereke lançou mais um álbum solo, o Fatherland, que tentou ser mais intimista. Após o Trick, esse trabalho surge em um momento de transformação pessoal profunda: Kele havia se tornado pai, estava em um relacionamento estável e atravessava uma fase de maior maturidade emocional. Decidindo que, nesse projeto, ele abandonaria as batidas eletrônicas para abraçar uma sonoridade acústica e fortemente ligada ao Folk. A produção, feita por Justin Harris, é deliberadamente minimalista. Com bastante uso de violões, pianos discretos e arranjos sutis de cordas, os arranjos são econômicos, muitas vezes deixando espaços vazios que reforçam a sensação de intimidade. Mas o grande problema é que o vocal do Kele é muito forçado e, com essa abordagem, soa bem monótono. O repertório é muito ruim, e as canções são bem insípidas, com poucas interessantes. Enfim, é outro álbum péssimo e com escolhas erradas. 

Melhores Faixas: Capers, Do U Right 
Piores Faixas: Road To Ibadan, Versions Of Us, Grounds For Resentment, Savannah, Yemaya

2042 – Kele





















NOTA: 2,5/10


Dois anos se passaram, e foi lançado outro trabalho bem ruim do Kele Okereke, intitulado 2042. Após o Fatherland, o cantor decidiu seguir por um caminho mais orientado à Black music, agora com uma bagagem emocional e temática muito mais madura, colocando um comentário social mais direto, sem abandonar a introspecção que se tornou mais forte depois de seu último trabalho. A produção, feita por Gethin Pearson, segue um caminho mais variado, reunindo elementos que transitam entre o R&B e o Neo-Soul, com pequenos toques de Funk e Rock psicodélico; com isso, temos guitarras “glitchadas”, batidas quebradas, grooves dançantes e momentos contemplativos coexistindo dentro da mesma obra. Mas é aquilo: tudo é bastante arrastado e soa muito deslocado, já que sua voz não combina com essa abordagem. O repertório é péssimo, com poucas canções interessantes. No geral, é outro álbum terrível e chatíssimo. 

Melhores Faixas: Ceiling Games, Catching Feelings 
Piores Faixas: Cyril's Blood, My Business, Ocean View, St Kaepernick Wept, Natural Hair

The Waves Pt. 1 – Kele





















NOTA: 4/10


Pulando para 2021, Kele Okereke começou a lançar o 1º álbum de uma trilogia, iniciada com The Waves Pt. 1. Após o 2042, o projeto foi concebido durante o isolamento, em um período em que o cantor estava em casa como pai de família, lidando com o cotidiano doméstico, reflexões pessoais e um ritmo de vida completamente diferente do habitual. Assim, esse trabalho consiste em gravações feitas a partir de ideias desenvolvidas em casa, muitas delas derivadas de exercícios com guitarra e composições espontâneas. A produção, feita pelo próprio Kele, é bastante minimalista e experimental, com as guitarras sendo manipuladas com loops, efeitos e camadas, criando texturas que se aproximam da música ambiente, enquanto seus vocais variam entre o canto e o spoken word; ainda assim, há muitos equívocos e falta maior imersão. O repertório é fraquinho, com algumas canções legais e outras bem sem graça. No fim, é outro álbum ruim e bastante tedioso. 

Melhores Faixas: The Way We Live Now, The Patriots, How To Beat The Lie Detector, From A Place Of Love 
Piores Faixas: They Didn't See It Coming, Cradle You, Intention, Message From The Spirit World, The One Who Held You Up

  

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Review: The Cloud Of Unknowing do Sepultura

                   

The Cloud Of Unknowing – Sepultura





















NOTA: 5/10


Alguns dias atrás, o Sepultura lançou um EP intitulado The Cloud of Unknowing. Após o Quadra, esse material surge no contexto da turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”, funcionando como o último registro de estúdio da banda. Houve poucas mudanças, como a já comentada saída de Eloy Casagrande e a entrada do ex-baterista do Suicidal Tendencies, Greyson Nekrutman. A produção, conduzida por Stanley Soares, busca equilibrar peso moderno e textura crua. A bateria do Nekrutman é particularmente destacada e com uma pegada mais solta, enquanto as guitarras trazem riffs pesados, e os vocais limpos do Derrick funcionam bem; o maior problema é que se trata basicamente de uma junção de ideias que não têm muita conexão, resultando em um Thrash Metal mais do mesmo. O repertório contém 4 faixas, que até trazem uma temática interessante, apesar de serem previsíveis. No fim, é um EP mediano e sem nada de especial. 

Melhores Faixas: All Souls Rising, The Place 
Piores Faixas: Sacred Books, Beyond The Dream
 

                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!          

Analisando Discografias - Bloc Party

                 

Silent Alarm – Bloc Party





















NOTA: 10/10


Em 2005, o Bloc Party lançava seu álbum de estreia intitulado Silent Alarm, que trazia uma temática interessante. Formada em 1999, em Londres, pelo vocalista e guitarrista Kele Okereke e pelo também guitarrista Russell Lissack, a banda contou, posteriormente, com a entrada do baixista Gordon Moakes e do baterista Matt Tong. Sendo mais uma banda Indie inserida na cena do revival do Post-Punk, após lançar uma série de singles, assinou com a Wichita Recordings. A produção, feita pela banda junto com Paul Epworth, adota uma abordagem crua, com o som firmado no Post-Punk, Dance-Punk e com traços de Math Pop. As guitarras do Russell servem como camadas atmosféricas e percussivas, dialogando com a bateria precisa do Matt, enquanto o baixo do Moakes mantém tudo ancorado, além dos vocais expressivos do Kele. O repertório é simplesmente sensacional, chegando a parecer uma coletânea. No fim, é um baita disco de estreia e, certamente, um clássico. 

Melhores Faixas: Helicopter, Banquet, Like Eating Glass, Luno, This Modern Love, The Pioneers 
Vale a Pena Ouvir: Positive Tension, Plans, Blue Light

A Weekend In The City – Bloc Party





















NOTA: 8,7/10


Dois anos se passaram, e o Bloc Party retornava lançando seu 2º álbum, A Weekend in the City. Após o clássico Silent Alarm, a banda não quis recriar o som anterior, mas sim fazer um trabalho que fosse uma necessidade de expansão temática e emocional. O contexto pós-atentados de Londres, além de discussões sobre identidade, religião, violência urbana e alienação social, permeia o disco de forma evidente. Há uma tentativa clara de transformar o álbum em algo mais conceitual, quase como um retrato fragmentado da vida em uma grande metrópole. A produção, feita por Jacknife Lee, aposta em uma abordagem mais expansiva e detalhista. Há um uso muito mais evidente de camadas sonoras, texturas eletrônicas e ambientações. As guitarras, por exemplo, muitas vezes aparecem mais processadas e atmosféricas. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem melódicas e profundas. Enfim, é um ótimo disco, que foi bastante cinematográfico. 

Melhores Faixas: Hunting For Witches, I Still Remember, Uniform, Kreuzberg 
Vale a Pena Ouvir: The Prayer, On, Sunday

Intimacy – Bloc Party





















NOTA: 5,4/10


Aí no ano seguinte, o Bloc Party lançou mais um álbum novo intitulado Intimacy. Após A Weekend in the City, a banda se encontrava em um momento de incerteza criativa. A tentativa de expandir seu som havia sido bem recebida por parte da crítica, mas também gerou críticas de fãs que esperavam algo mais próximo da energia do debut. Assim, decidiram que esse projeto tivesse um foco em relações pessoais, sexualidade, vulnerabilidade e conflitos internos. A produção, feita por Paul Epworth e Jacknife Lee, traz uma forte presença de elementos eletrônicos: batidas programadas, sintetizadores, loops e manipulação vocal aparecem de forma muito mais evidente. Com isso, as guitarras passam a ser tratadas como textura, e a seção rítmica ficou muito mais híbrida, dialogando mais com o New Rave e a Indietronica, o que deixa tudo excessivamente claustrofóbico. O repertório é mediano, com canções legais e outras genéricas. No fim, é um álbum irregular e bastante impreciso. 

Melhores Faixas: Ares, Ion Square, Halo 
Piores Faixas: Sings, Mercury, Zephyrus

Four – Bloc Party





















NOTA: 6/10


Foi so em 2012, que Block Party retornava lançado um álbum novo intitulado Four. Após o Intimacy, a banda entrou em um hiato e os membros se envolveram em projetos paralelos, e houve uma sensação geral de que a banda precisava se redefinir. E agora estando em uma nova gravadora a Frenchkiss, eles decidiram fazer um álbum que reconectasse com a energia visceral que marcou o início da banda, mas agora com uma bagagem emocional mais pesada. Produção conduzida por Alex Newport, que deixou uma abordagem crua e direta. Com as guitarras voltando ao centro do som, agora mais distorcidas e pesadas do que nunca e a secção rítmica que ficou mais precisa, fora os vocais do Kele que voltaram para aquele lado expressivo. Porém, mesmo que eles tentaram juntar Rock alternativo com Indie, tem muita coisa que ficou repetitivo. O repertório é irregular, tendo canções boas e outras fraquinhas. Em suma, é um álbum mediano e que faltou algo mais. 

Melhores Faixas: Octopus, Kettling, V.A.L.I.S. 
Piores Faixas: We Are Not Good People, Real Talk, Coliseum

The Nextwave Sessions – Bloc Party





















NOTA: 5/10


Em 2013, o Bloc Party lançou um EP intitulado The Nextwave Sessions, que trazia poucas novidades. Após o Four, eles decidiram lançar esse material como uma extensão, mantendo a energia do último álbum, além de apontar para possíveis direções futuras, especialmente no equilíbrio entre peso e melodia. A produção, conduzida por Dan Carey, mantém uma abordagem mais crua, direta e centrada em guitarras, embora haja uma leve abertura para maior clareza melódica. O som continua orgânico, com menos ênfase em elementos eletrônicos, mas também sem o mesmo nível de abrasividade constante do álbum anterior, focando muito mais no Indie Rock tradicional. Porém, há muita coisa previsível, e novamente fica aquele sentimento de que faltou algo a mais. O repertório contém 5 faixas, com algumas boas e outras mais fracas. Enfim, é um trabalho mediano que serve como uma demonstração de ideias. 

Melhores Faixas: Ratchet, Montreal 
Piores Faixas: French Exit, Obscene

Hymns – Bloc Party





















NOTA: 2/10


Em 2016, o Bloc Party retornou lançando seu 5º álbum, a atrocidade intitulada Hymns. Após o EP The Nextwave Sessions, a banda passou por mudanças, com a saída do baixista Gordon Moakes e do baterista Matt Tong, sendo substituídos por Justin Harris e Louise Bartle (embora quem tenha gravado as baterias no disco tenha sido Alex Thomas), além de assinarem com a BMG. A produção, feita por Tim Bran e Roy Kerr, aposta em uma estética limpa e, muitas vezes, minimalista. As guitarras ficaram menos angulares, mais atmosféricas e discretas; em muitos momentos, servem apenas como pano de fundo, enquanto sintetizadores suaves e arranjos vocais ganham protagonismo, misturando Indietronica, Pop alternativo e Synth-pop. Porém, tudo soa muito deslocado e beira o ridículo. O repertório é simplesmente terrível, com apenas uma canção se salvando. No fim, é um álbum horrível e que está mais para um projeto solo do Kele. 

Melhor Faixa: So Real 
Piores Faixas: My True Name, Different Drugs, The Love Within, Living Lux, Fortress

Alpha Games – Bloc Party





















NOTA: 4/10


Então chegamos em 2022, quando o Bloc Party lançou seu mais recente álbum, o Alpha Games. Após o terrível Hymns, eles decidiram retornar com uma proposta mais direta, energética e centrada em guitarras, lembrando, em parte, o espírito de Silent Alarm. No entanto, não se trata de um simples revival: há também uma tentativa de atualizar o som, incorporando elementos contemporâneos de produção e mantendo certa flexibilidade estilística. A produção, feita por Nick Launay e Adam Greenspan, é mais polida e acessível, mas sem abrir mão da energia. O som é limpo, com bastante clareza entre os instrumentos, como, por exemplo, as guitarras, que voltam a ser angulares, mas de forma mais controlada; além disso, quando tentam seguir por um caminho mais caótico, acabam não se sustentando, resultando em um Post-Punk genérico. O repertório é bem ruim, com canções pouco interessantes, sendo que poucas se salvam. No fim, é um trabalho muito ruim e tedioso. 

Melhores Faixas: Traps, If We Get Caught, You Should Know The Truth, In Situ 
Piores Faixas: Callum Is A Snake, Sex Magik, By Any Means Necessary, The Girls Are Fighting, Of Things Yet To Come


Review: The End Is Not The End do Atreyu

                      The End Is Not The End – Atreyu NOTA: 6/10 Recentemente, o Atreyu retornou com seu 10º álbum de estúdio, o The End Is ...