You Are Teddybears – Teddybears STHLM
NOTA: 8,2/10
Em 1993, o Teddybears lançava seu álbum de estreia, o You Are Teddybears, em uma vibe totalmente diferente. Formado três anos antes, na capital sueca, Estocolmo, o grupo era composto por Patrik Arve nos vocais, Klas Åhlund na guitarra, Glenn Sundell na bateria e Joakim Åhlund no baixo. No começo, eles eram, na verdade, uma banda de Hardcore Punk, mas já pensavam em trabalhar com a velocidade e a brutalidade do gênero, ao mesmo tempo em que demonstravam interesse por ruídos, efeitos e elementos eletrônicos. A produção feita por Adam Kviman junto com a banda e lançado pelo selo MVG, resultando em um som cru e direto. As guitarras são ásperas, o baixo é sustentado, a bateria é seca e acelerada, e os vocais são utilizados de maneira muito mais próxima de um ataque Hardcore do que de uma interpretação convencional. O repertório é muito bom, e as canções são bastante energéticas e pesadas. Enfim, é um ótimo álbum, carregado de peso.
Melhores Faixas: Goldfinger, The Art Sucks It Up, Only In America, Backbite
Vale a Pena Ouvir: Taken By Surprise, Step On It, Gimme No Producer, Powertrip, Fuse
I Can't Believe It's Teddybears Sthlm – Teddybears Sthlm
NOTA: 8,5/10
Três anos se passaram, e o Teddybears lança seu 2º disco, o I Can't Believe It's Teddybears Sthlm. Após o You Are Teddybears, eles continuavam profundamente ligados à cena Hardcore e ao peso das guitarras, mas começavam a incorporar uma quantidade maior de elementos eletrônicos, scratches, beatbox, percussão e outras texturas que apontavam para uma mudança de direção. Também houve uma mudança na bateria, com Erik Olsson substituindo Glenn Sundell. A produção ficou por conta de Christian Falk junto com a banda, deixando o som mais organizado, mas preservando aquela sujeira, além de juntar elementos do Rock Alternativo e do Trip Hop. As guitarras continuam pesadas e distorcidas, mas não ocupam todo o espaço, deixando o baixo e a bateria terem mais diálogo, enquanto os vocais do Patrik Arve são bem variados. O repertório é muito bom, e as canções ficaram bem divertidas. Enfim, é um disco bacana de uma época subestimada.
Melhores Faixas: Magic Finger, Kanzi, Two Time Nation, Stumbles & Falls, Boris
Vale a Pena Ouvir: Fish Out Of Water, Rude Criminal, Me, Mum & Daddy
Rock 'N' Roll Highschool – Teddybears Sthml
NOTA: 8/10
Foi só cinco anos depois que eles retornaram, nos anos 2000, com Rock 'N' Roll Highschool. Após o I Can't Believe It's Teddybears Sthlm, a banda decidiu largar aquela abordagem do Hardcore Punk e passou a adotar música eletrônica, Rap, Reggae, Dance, Pop e elementos do Rock, enquanto as guitarras agressivas e os vocais gritados que dominavam o início da carreira deixaram de ser protagonistas. A produção ficou por conta do Phat Fabe junto com a banda e seguiu por um caminho mais sofisticado e acessível, passando a trabalhar com loops, samples, programação eletrônica, scratches, baixos mais destacados e baterias construídas para produzir groove. As guitarras ficaram bem mais econômicas, enquanto os vocais passaram a ter maior uso de processamento e variação, dialogando muito com a Indietronica e o Dance Alternativo. O repertório é muito legal, e as canções são até que bem divertidas. Enfim, é um trabalho bem legal e que foi uma mudança de rota.
Melhores Faixas: Punkrocker, Yours To Keep, Rock 'N' Roll Highschool
Vale a Pena Ouvir: Automatic Lover, Ahead Of My Time, Digital Cowboy
Fresh! – Teddybears
NOTA: 3/10
No ano de 2004, foi lançado um novo álbum do Teddybears, intitulado Fresh!, que foi ainda mais eletrônico. Após o Rock 'N' Roll Highschool, a banda já tinha deixado para trás a estética dos primeiros discos, e aqui mostra-se ainda mais interessada em criar músicas que funcionem pelo impacto imediato, pelos grooves e pelos refrões. A influência do Rap continua evidente, principalmente na maneira como as batidas são construídas e nos vocais dos convidados, além do foco nas pistas de dança. A produção ficou muito mais limpa e controlada. A guitarra aparece de maneira pontual, os graves possuem bastante presença e as batidas são construídas para fazer as músicas se movimentarem. Só que o problema é que o uso de scratches, efeitos e distorções deixa tudo muito desorientado, ficando recheado de quebras. O repertório é ruim, tendo canções genéricas e poucas que sejam interessantes. Enfim, é um álbum fraco, e aqui começou a derrocada.
Melhores Faixas: Cobrastyle, Magic Kraut, The Lord's 115th Dream
Piores Faixas: Little Stereo, Hey Boy, Check, Teddybear Music
Soft Machine – Teddybears
NOTA: 4/10
Dois anos se passaram, e foi lançado um novo trabalho, o Soft Machine, que foi bastante ambicioso. Após o Fresh!, a banda tinha assinado com a Big Beat Records, subsidiária da Atlantic. O que decidiram fazer nesse projeto foi pegar algumas músicas que tinham aparecido nos dois últimos álbuns e retrabalhá-las para essa nova fase. Por isso, o disco funciona menos como uma ruptura artística e mais como uma espécie de apresentação definitiva da estética deles. A produção ficou bem mais polida e direcionada para a abordagem do Electropop e do Dance Alternativo daquele período. Com isso, temos baterias programadas, baixos muito presentes, sintetizadores, guitarras processadas, efeitos e camadas eletrônicas, além de vocais que são variados dependendo do convidado. Mas, no geral, tudo é bem repetitivo e soa como um produto de sua época. O repertório continua bem fraquinho: tem algumas canções que ficaram legais e outras nem tanto. Enfim, ainda assim, é um projeto ruim.
Melhores Faixas: Punkrocker (participação do Iggy Pop), Automatic Lover, Black Belt, Cobrastyle
Piores Faixas: Riot Going On, Are You Feelin' It, Alma, Different Sound, Little Stereo
Devil's Music – Teddybears
NOTA: 3/10
Entrando no ano de 2010, eles voltaram com seu 6º álbum, o modernoso Devil’s Music. Após o Soft Machine, Joakim e Klas Åhlund continuaram envolvidos em outros trabalhos musicais. O grupo chega a este disco com uma visão muito mais próxima do Pop eletrônico contemporâneo, mas sem abandonar aquela postura meio debochada e exagerada que sempre esteve presente desde a transformação da banda. A produção foi bastante polida, dialogando com as tendências da música eletrônica do começo da década passada: baterias secas e fortes, graves marcantes, sintetizadores chamativos, riffs simples e repetitivos e uma tendência a construir músicas ao redor de hooks muito fáceis de memorizar. O álbum junta elementos do Electropop com elementos do Dancehall e do Synth-pop, mas fica bem monótono. O repertório é péssimo, tendo poucas canções interessantes, com a maioria sendo sem graça. No geral, é outro álbum terrível de uma banda deslocada.
Melhores Faixas: Cho Cha, Glow In The Dark, Crystal Meth Christian
Piores Faixas: Cardiac Arrest, Wolfman, Devil's Music, Rocket Scientist, Get Fresh With You
Rock On! – Teddybears
NOTA: 2/10
Então chegamos a 2016, quando foi lançado o último álbum até então do Teddybears, o Rock On!. Após o Devil’s Music, eles decidiram fazer um trabalho bem mais enxuto e direto, quase como uma coleção de músicas construídas em torno de diferentes convidados e ritmos. Isso, ao mesmo tempo, seria uma tentativa de força, só que acaba sendo muito mais uma fraqueza. A produção, feita pelo próprio Teddybears, seguiu muito mais uma sonoridade do Dancehall, com alguns elementos do Dance Alternativo. O álbum faz grande uso de baterias eletrônicas, baixos fortes, sintetizadores, guitarras processadas e muita presença de vocoder. Mas tudo soa bastante reciclado e chega a beirar a coisa mais tediosa que você está escutando, já que não há variação e todos os ganchos beiram o insuportável. O repertório é tenebroso, e as canções são ridículas, com apenas uma que se salva. Em suma, é um álbum horroroso e que chega a ser vergonhoso.
Melhor Faixa: Sunshine
Piores Faixas: Rock On, Best You Ever Had, Shades, Ninja, What's Your Problem?, Marathon Man