quinta-feira, 30 de abril de 2026

Review: Next To Die do Six Feet Under

                     

Next To Die – Six Feet Under





















NOTA: 2/10


Recentemente, foi lançado um novo trabalho do Six Feet Under, intitulado Next To Die. Após o terrível Killing for Revenge, a banda quis fazer algumas mudanças na temática, algo que, segundo o guitarrista Jack Owen, consistia em dividir o álbum em duas abordagens: uma metade focada na agressividade do Death Metal tradicional e outra centrada em grooves mais lentos, remetendo à fase clássica do grupo. A produção segue um caminho que equilibra peso e clareza: o baixo tem presença encorpada, as guitarras soam densas sem virar uma massa indistinta, e a bateria exibe definição suficiente para sustentar o impacto rítmico; no entanto, o grande problema, além do vocal terrível do Chris Barnes, que continua sem articulação e mais próximo de uma recitação, é que alguns riffs do Owen soam preguiçosos. O repertório é horrível, com canções péssimas, ainda que haja raras exceções (MILAGRE). Enfim, é mais um disco tenebroso e bem lamentável. 


Melhores Faixas: Unmistakable Smell Of Death, Mind Hell 
Piores Faixas: Mutilated Corpse In The Woods, Skin Coffins, Ill Wishes, Grasped From Beyond, Next To Die, Mister Blood And Guts

                                                                                 É isso, um abraço e flw!!!                    

Analisando Discografias - CHVRCHES

                  

The Bones Of What You Believe – CHVRCHES





















NOTA: 9,5/10


Em 2013, o CHVRCHES lançava seu álbum de estreia, o The Bones Of What You Believe. Formado em 2011, em Glasgow, na Escócia, pelos músicos Iain Cook e Martin Doherty, que começaram a preparar esse projeto até que, quando Cook produziu um EP da banda da qual Lauren Mayberry era baterista e vocalista, ele a convidou para fazer backing vocal; só que a colaboração fluiu tão bem que ela se tornou a vocalista principal e, com isso, eles assinaram com a Virgin Records. A produção, feita pelos próprios Cook e Doherty, apresenta uma abordagem limpa, baseada em sintetizadores, drum machines e camadas eletrônicas, mas evita soar fria ou mecânica; há uma preocupação constante com textura e dinâmica, e os synths não são apenas decorativos, pois constroem tensão e dialogam com as melodias vocais fazendo um Synth-pop charmoso. O repertório é maravilhoso, e as canções são bastante envolventes. Em suma, é um belo disco de estreia e que é um clássico. 

Melhores Faixas: The Mother We Share, We Sink, Gun, Recover, Tether, Lungs 
Vale a Pena Ouvir: Science/Visions, Under The Tide, Night Sky

Every Open Eye – CHVRCHES





















NOTA: 8,2/10


Em 2015, dois anos depois, o CHVRCHES lançava seu 2º álbum de estúdio, o Every Open Eye. Após o The Bones Of What You Believe, eles se viram em uma posição delicada, porém privilegiada: consolidar uma identidade que já havia sido muito bem definida no primeiro trabalho, sem cair na repetição ou perder o frescor. Lauren Mayberry também passou a ganhar ainda mais destaque como figura central do grupo, não apenas pela sua voz marcante, mas também pela forma como suas letras começaram a abordar temas mais diretos e pessoais. A produção foi mais expansiva, polida e deliberadamente voltada para o impacto imediato, com sintetizadores mais densos, timbres mais brilhantes e camadas mais complexas; enquanto isso, a bateria eletrônica ganha mais força e definição, dando um passo que equilibra o Synth-pop com o Electropop. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem energéticas; no fim, é um ótimo álbum, e foi mais amplo. 

Melhores Faixas: Bury It, Clearest Blue, Keep You On My Side 
Vale a Pena Ouvir: Never Ending Circles, Empty Threat, High Enough To Carry You Over, Down Side Of Me

Love Is Dead – CHVRCHES





















NOTA: 5,7/10


Passaram-se então três anos, e um novo álbum foi lançado, o fraquíssimo Love Is Dead. Após o Every Open Eye, o CHVRCHES decidiu dar um passo além, possivelmente por influência da Virgin Records, optando por fazer um disco mais comercial em um momento em que o trio estava com uma agenda intensa de turnês e em meio à crescente exposição da banda, especialmente de Lauren Mayberry, que passou a lidar com maior pressão midiática e ataques online, o que influencia diretamente o tom lírico do disco. A produção foi feita por Greg Kurstin e outros colaboradores; Kurstin trouxe um acabamento mais polido, com foco claro em acessibilidade e impacto imediato. Os sintetizadores continuam centrais, mas muitas vezes assumem uma estética mais próxima do Pop atual; ainda assim, tem muita coisa que soa bastante pasteurizado. O repertório é irregular, com canções interessantes e outras genéricas. No fim, é um álbum mediano que não funcionou tão bem. 

Melhores Faixas: Never Say Die, Forever, Get Out, Graffiti 
Piores Faixas: Graves, My Enemy, God's Plan, Miracle

Screen Violence – CHVRCHES





















NOTA: 9/10


Em 2021, foi lançado o 4º e, último álbum até então do CHVRCHES, o Screen Violence. Após o Love Is Dead, o trio decidiu retomar o controle criativo quase completo, afastando-se da influência dominante de produtores externos e voltando a um processo mais interno e colaborativo. O contexto de criação também é decisivo: o álbum foi concebido durante o período de isolamento da pandemia de COVID-19, o que impacta tanto a sonoridade quanto os temas abordados. A produção, feita inteiramente por eles, é mais equilibrada e atmosférica, com os sintetizadores voltando a ter uma identidade mais orgânica dentro do universo eletrônico da banda; em vez de apenas buscar impacto imediato, eles são usados para construir atmosfera, tensão e narrativa, criando um diálogo interessante entre o Synth-pop, o Rock alternativo e o Darkwave. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e profundas. Enfim, é um belo disco, bastante imersivo. 

Melhores Faixas: How Not To Drown (participação do Robert Smith), Asking For A Friend, Violent Delights, Nightmares, Final Girl 
Vale a Pena Ouvir: California, Lullabies, Better If You Don't

   

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Review: The End Is Not The End do Atreyu

                     

The End Is Not The End – Atreyu





















NOTA: 6/10


Recentemente, o Atreyu retornou com seu 10º álbum de estúdio, o The End Is Not The End. Após o fraquíssimo The Beautiful Dark of Life, a banda acabou regravando, no ano passado, o álbum The Curse, agora com Brandon Saller como principal vocalista e o baixista Porter McKnight fazendo a antiga função de Saller. Nesse novo álbum, eles quiseram reequilibrar duas forças que sempre definiram o Metalcore agressivo dos anos 2000 com uma abordagem mais acessível. A produção, feita por Matthew Pauling, aposta em uma estética ampla: guitarras com afinação grave e compressão moderna convivem com refrões expansivos, backing vocals densos e uma abordagem que flerta com o Metal alternativo, mas o problema é que as ideias parecem recicladas, e os vocais do Saller e McKnight às vezes não se conectam em momentos melódicos. O repertório é irregular, com canções boas e outras bem chatinhas. Enfim, é um álbum mediano, ao qual faltou mais preenchimento. 

Melhores Faixas: Ego Death, Children Of Light (participação do Max Cavalera), Dead, Death Rattle 
Piores Faixas: Wait My Love, I'll Be Home Soon, Afterglow, All For You

                                                                           Então é isso e flw!!!             

Analisando Discografias - Chinza Dopeness

                 

100%Rap – Chinza Dopeness





















NOTA: 8/10


Em 2009, o rapper japonês Chinza Dopeness lançava seu álbum de estreia, o 100%Rap. Sua trajetória começou no final dos anos 90, sendo conhecido no underground japonês por participações com produtores experimentais, além de presença constante em batalhas como o Ultimate MC Battle, onde sua abordagem pouco ortodoxa o tornava um “oponente impossível”. Naquele ano, ele venceu a etapa nacional e já estava acertado com a EMI. A produção contou não só com o rapper, mas também com a presença de Evisbeats, Skyfish, entre outros. Os beats, em geral, são secos, simples e repetitivos, mas não soam banais. Há aqui uma junção de elementos do Boom Bap, Breakbeat, Grime e até do Reggae, que funciona bem com os flows do Dopeness, que são bem técnicos e lapidados. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e profundas. Enfim, é um disco bacana e bem consistente. 

Melhores Faixas: Hip Hop Is..., Hotel Fuckin' City Tokyo, Kanpai 
Vale a Pena Ouvir: PO Pt. 2, Mogu Mogu, Noutenki Yarou

だいぶ気持ちいいね! – Chinza Dopeness





















NOTA: 8/10


Três anos se passaram, e foi lançado seu 2º e último álbum até então, intitulado Daibu Kimochi Ii Ne!. Após o 100%Rap, Chinza Dopeness já havia se consolidado como uma figura singular dentro do Rap japonês. O novo álbum surge, então, com uma missão curiosa: não provar nada, mas aprofundar um estilo que já era, por si só, um desvio, agora contando com a colaboração da Doping Band. A produção foi feita pelo próprio rapper junto com DJ Uppercut, que criaram beats que continuam econômicos, porém mais “quentes” e orgânicos, frequentemente flertando com grooves relaxados, loops mais envolventes e, em alguns momentos, uma estética quase psicodélica. O disco dialoga muitas vezes com o Jazz Rap e com certas influências do Reggae. Além disso, os flows do Dopeness parecem estar mais cadenciados, e a banda de apoio serve como sustentação. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes. No geral, é um disco bacana e mais variado. 

Melhores Faixas: JUST A Tomodachi, Wakattenainoni, Mōdo 
Vale a Pena Ouvir: OS, Mogumogu, Kanpai

T.U.B.E. – Chinza Dopeness





















NOTA: 2/10


E aí, em 2013, veio o seu último lançamento até então, no formato de EP, intitulado T.U.B.E.. Após o Daibu Kimochi Ii Ne!, Chinza Dopeness já não precisava mais provar sua identidade, que já estava estabelecida. Esse EP surge, então, como um exercício de síntese: menos dispersão conceitual e mais foco em groove, sensação e repetição controlada. A produção foi feita novamente por DJ Uppercut, que deixa de lado parte do minimalismo cru dos trabalhos anteriores e adota uma abordagem mais envolvente. Com influências diretas do Trap e um pouco de Jazz Rap, o EP aposta em uma temática mais ensolarada e de verão, mas, dessa vez, o flow do Dopeness não consegue se encaixar, ficando bastante irregular nos momentos de virada rítmica. O repertório contém 4 faixas que são bem abaixo, com apenas uma realmente interessante. Enfim, é um trabalho fraquinho e, após isso, ele colaborou em outros projetos. 

Melhor Faixa: T.U.B.E. 
Piores Faixas: OK!!EE!!NE!!, FULLMONY, Ainō


Analisando Discografias - Kele: Parte 2

                  

The Flames, Pt. 2 – Kele





















NOTA: 3/10


Se passaram dois anos, e foi lançado um trabalho novo do Kele intitulado The Flames, Pt. 2. Após o The Waves Pt. 1, que representava um estado de deriva, contemplação e introspecção quase meditativa, este segundo capítulo surge como um “despertar brusco”, mais intenso, mais ruidoso e mais confrontador. O próprio Kele enxerga os dois trabalhos como uma relação de yin e yang, duas forças opostas que se completam. A produção, feita por Gethin Pearson, deixa de lado aquela abordagem minimalista e focada na guitarra do cantor, mas ainda a utiliza como fonte de textura, ritmo e até percussão. Enquanto isso, seu vocal aparece em diferentes registros: às vezes suave e melódico, outras vezes mais falado ou fragmentado, mostrando que eles seguiram por um caminho mais próximo do Art Rock, só que faltou bastante imersão. O repertório é bem fraquinho, e as canções são bem sem graça, com poucas que sejam legais. Enfim, é outro álbum ruim e sem forma. 

Melhores Faixas: True Love Knows No Death, Vandal, Kerosene 
Piores Faixas: Acting On A Hunch, Her Darkest Hour, No Risk No Reward, I’m In Love With An Outline, And He Never Was The Same Again

The Singing Winds Pt. 3 – Kele





















NOTA: 3/10


No ano de 2025, foi lançado o álbum que finalizou essa trilogia, o The Singing Winds Pt. 3. Após The Flames, Pt. 2, a ideia central dessa trilogia era simbolizar água, fogo e, agora, ar, e esse disco assume esse papel com uma consciência da respiração após o caos. Funcionado como uma síntese, articulando os dois extremos em uma linguagem mais acessível, ainda que igualmente minimalista. A produção, feita novamente por Gethin Pearson, apresenta uma sonoridade mais fluida; os loops são utilizados de forma mais musical e menos experimental por si só. Há grooves mais definidos, texturas mais calorosas e uma tentativa mais clara de transformar essas ideias em canções propriamente ditas dialogando com Indie Pop e Indietronica, mas é aquilo: é tudo sem forma e completamente arrastado. O repertório é ruim, com canções genéricas e poucas interessantes. Enfim, é outro álbum péssimo e mostra que, na carreira solo, ele não funciona sem o pessoal do Bloc Party. 

Melhores Faixas: Breathless, Born Under a Lightning Sky, Money Trouble 
Piores Faixas: Holy Work, The Legend of Archie and Lilibet, The Arrangement, Day and Night

  

terça-feira, 28 de abril de 2026

Review: Your Favorite Toy do Foo Fighters

                  

Your Favorite Toy – Foo Fighters





















NOTA: 3/10


Alguns dias atrás, o Foo Fighters lançou seu 12º álbum de estúdio, o Your Favorite Toy. Após o But Here We Are, Dave Grohl havia passado por alguns problemas, como, por exemplo, ter assumido um filho fora do casamento, o que fez a banda dar uma pausa; nesse meio tempo, começaram a trabalhar intensamente em demos, que foram mais de cinquenta, mostrando uma abordagem bem crua, além de aproveitarem a presença do novo baterista Ilan Rubin. A produção, feita pela banda junto com Oliver Roman, é bastante pesada e direta, já que tudo foi gravado na casa de Grohl; temos aqui guitarras saturadas, vocais por vezes distorcidos e uma mixagem deliberadamente áspera, dialogando bastante com o Rock garageiro e o Rock alternativo, mas parece que tudo foi mal mixado e comprimido de forma excessiva. O repertório é horrível, e as canções são bem genéricas, com poucas interessantes. Em suma, é um álbum terrível e sem sentido. 

Melhores Faixas: Asking For A Friend, Caught In The Echo, Window 
Piores Faixas: Unconditional, Your Favorite Toy, Child Actor, Spit Shine
  

                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                        

Analisando Discografias - Kele: Parte 1

                 

The Boxer – Kele





















NOTA: 3/10


No ano de 2010, foi lançado o 1º trabalho solo do Kele Okereke, intitulado The Boxer. Após o lançamento do Intimacy com o Bloc Party, a banda entrou em um pequeno hiato, e o cantor aproveitou esse intervalo não apenas como uma pausa, mas como uma oportunidade de redefinir sua própria voz artística. Ao invés de seguir qualquer expectativa ligada ao som da banda, ele opta por um caminho mais voltado à música eletrônica. A produção, conduzida por XXXChange, apresenta uma abordagem polida, em que a temática é construída sobre bases eletrônicas densas e batidas de EDM. Os sintetizadores são protagonistas absolutos, criando atmosferas que variam entre o melancólico e o eufórico. Há uma forte presença de kicks marcados e texturas digitais que remetem ao Electropop do final dos anos 2000, só que há muita coisa que soa bastante repetitiva. O repertório é ruinzinho, com algumas canções legais e outras genéricas. Enfim, é um disco péssimo e esquecível. 

Melhores Faixas: Everything You Wanted, Unholy Thoughts, All The Things I Could Never Say
Piores Faixas: On The Lam, Rise, Walk Tall, The New Rules

Trick – Kele





















NOTA: 3/10


Quatro anos se passaram, e Kele Okereke lançou seu 2º disco, intitulado Trick, que foi ainda mais sem graça. Após o The Boxer, esse novo trabalho nasce de um momento mais estável e, de certa forma, mais confortável na trajetória do artista. Ele parece menos interessado em provar algo e mais disposto a simplesmente explorar sonoridades que o agradam. Querendo abordar temas como identidade, desejo e sexualidade, muito disso porque o cantor havia assumido sua homossexualidade no início da década. A produção, feita pelo cantor junto com XXXChange e Tom Belton, é ainda mais polida e acessível, em que abraçam com mais clareza as convenções da música eletrônica contemporânea, especialmente do Deep House e do UK Garage. Só que tudo ficou bastante genérico, e fica aquele sentimento de não haver quase nenhuma variação. O repertório é muito ruim, e as canções são bem chatas, com poucas se salvando. Enfim, é um disco péssimo e mais do mesmo. 

Melhores Faixas: Doubt, Stay The Night, Year Zero 
Piores Faixas: Humour Me, Closer, My Hotel Room, Like We Used To

Fatherland – Kele Okereke





















NOTA: 2,5/10


Pulando para 2017, Kele Okereke lançou mais um álbum solo, o Fatherland, que tentou ser mais intimista. Após o Trick, esse trabalho surge em um momento de transformação pessoal profunda: Kele havia se tornado pai, estava em um relacionamento estável e atravessava uma fase de maior maturidade emocional. Decidindo que, nesse projeto, ele abandonaria as batidas eletrônicas para abraçar uma sonoridade acústica e fortemente ligada ao Folk. A produção, feita por Justin Harris, é deliberadamente minimalista. Com bastante uso de violões, pianos discretos e arranjos sutis de cordas, os arranjos são econômicos, muitas vezes deixando espaços vazios que reforçam a sensação de intimidade. Mas o grande problema é que o vocal do Kele é muito forçado e, com essa abordagem, soa bem monótono. O repertório é muito ruim, e as canções são bem insípidas, com poucas interessantes. Enfim, é outro álbum péssimo e com escolhas erradas. 

Melhores Faixas: Capers, Do U Right 
Piores Faixas: Road To Ibadan, Versions Of Us, Grounds For Resentment, Savannah, Yemaya

2042 – Kele





















NOTA: 2,5/10


Dois anos se passaram, e foi lançado outro trabalho bem ruim do Kele Okereke, intitulado 2042. Após o Fatherland, o cantor decidiu seguir por um caminho mais orientado à Black music, agora com uma bagagem emocional e temática muito mais madura, colocando um comentário social mais direto, sem abandonar a introspecção que se tornou mais forte depois de seu último trabalho. A produção, feita por Gethin Pearson, segue um caminho mais variado, reunindo elementos que transitam entre o R&B e o Neo-Soul, com pequenos toques de Funk e Rock psicodélico; com isso, temos guitarras “glitchadas”, batidas quebradas, grooves dançantes e momentos contemplativos coexistindo dentro da mesma obra. Mas é aquilo: tudo é bastante arrastado e soa muito deslocado, já que sua voz não combina com essa abordagem. O repertório é péssimo, com poucas canções interessantes. No geral, é outro álbum terrível e chatíssimo. 

Melhores Faixas: Ceiling Games, Catching Feelings 
Piores Faixas: Cyril's Blood, My Business, Ocean View, St Kaepernick Wept, Natural Hair

The Waves Pt. 1 – Kele





















NOTA: 4/10


Pulando para 2021, Kele Okereke começou a lançar o 1º álbum de uma trilogia, iniciada com The Waves Pt. 1. Após o 2042, o projeto foi concebido durante o isolamento, em um período em que o cantor estava em casa como pai de família, lidando com o cotidiano doméstico, reflexões pessoais e um ritmo de vida completamente diferente do habitual. Assim, esse trabalho consiste em gravações feitas a partir de ideias desenvolvidas em casa, muitas delas derivadas de exercícios com guitarra e composições espontâneas. A produção, feita pelo próprio Kele, é bastante minimalista e experimental, com as guitarras sendo manipuladas com loops, efeitos e camadas, criando texturas que se aproximam da música ambiente, enquanto seus vocais variam entre o canto e o spoken word; ainda assim, há muitos equívocos e falta maior imersão. O repertório é fraquinho, com algumas canções legais e outras bem sem graça. No fim, é outro álbum ruim e bastante tedioso. 

Melhores Faixas: The Way We Live Now, The Patriots, How To Beat The Lie Detector, From A Place Of Love 
Piores Faixas: They Didn't See It Coming, Cradle You, Intention, Message From The Spirit World, The One Who Held You Up

  

Review: Next To Die do Six Feet Under

                      Next To Die – Six Feet Under NOTA: 2/10 Recentemente, foi lançado um novo trabalho do Six Feet Under, intitulado Next ...