quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Helloween: Parte 2

                 

Rabbit Don't Come Easy – Helloween





















NOTA: 1/10


Três anos se passaram para o Helloween lançar seu 10º álbum de estúdio, o Rabbit Don't Come Easy. Após o The Dark Ride, a banda passou por algumas instabilidades, com a saída do guitarrista Roland Grapow, que foi substituído por Sascha Gerstner, além de ter ficado praticamente sem baterista. Então, eles contaram com vários bateristas, inclusive Mikkey Dee, que já estava no Motörhead, e Mark Cross. Para esse álbum, decidiram fazer um trabalho que recuperasse bastante da energia melódica. A produção seguiu um caminho mais direto e grandioso. As guitarras continuam sendo pesadas e tendo uma alternância entre riffs e harmonizações. A bateria ficou muito mais variada, assim como o baixo, e os vocais do Andi estão mais energéticos. Mas é aquilo: tudo continua sendo cheio de clichês, deixando algo tedioso. O repertório é péssimo, e as canções são completamente genéricas. No final, é um álbum horrível e que beira o cansativo. 

Melhores Faixas: (...................) 
Piores Faixas: Liar, Open Your Life, The Tune, Nothing To Say, Do You Feel Good

Keeper Of The Seven Keys - The Legacy – Helloween





















NOTA: 1/10


Dois anos depois, a banda lançava mais um álbum, dessa vez, o Keeper Of The Seven Keys - The Legacy. Após o Rabbit Don't Come Easy, o Helloween acabou encontrando um novo baterista, Dani Löble. Só que a proposta não era simplesmente fazer um terceiro capítulo direto daquela história. O álbum utiliza a ideia de "Keeper" como uma espécie de herança musical, tentando mostrar que aquela linguagem épica, melódica e grandiosa ainda poderia funcionar décadas depois. A produção do Charlie Bauerfeind seguiu uma abordagem que consegue ser épica e pesada, colocando muitos dos elementos do Metal progressivo naquela temática do Power Metal. As guitarras são pesadas, mas não excessivamente comprimidas, permitindo que os riffs tenham bastante presença, além da cozinha rítmica ter ficado mais variada. Mas tudo continua muito arrastado. O repertório é horrível, e as canções são bem chatinhas. No fim, é um álbum excessivamente pretensioso. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: Silent Rain, Born On Judgment Day, The King For A 1000 Years, Occasion Avenue

Gambling With The Devil – Helloween





















NOTA: 1/10


Se passaram mais dois anos para a banda lançar mais um trabalho novo, o Gambling With The Devil. Após o Keeper Of The Seven Keys - The Legacy, o Helloween mantém a ambição, mas passa a trabalhar de maneira mais objetiva. A banda parece ter percebido que não precisava necessariamente de um disco gigantesco para demonstrar que ainda sabia fazer Power Metal de alto nível. A produção trouxe um som pesado e limpo. As guitarras possuem bastante presença, contendo uma agressividade nos timbres, e a bateria de Dani Löble tem impacto suficiente para fazer as músicas velozes realmente funcionarem. O baixo aparece com boa definição e ajuda a preencher o espaço entre guitarra e bateria, e os vocais do Andi estão muito mais melódicos e expressivos em determinados momentos. Mas é aquilo: tudo continua bastante arrastado e sem imersão. O repertório é terrível, e as canções são todas muito genéricas. No final, é um álbum completamente sem graça. 

Melhores Faixas: (................) 
Piores Faixas: Heaven Tells No Lies, Paint A New World, Fallen To Pieces, The Saints, Kill It

7 Sinners – Helloween





















NOTA: 1/10


Indo para 2010, o Helloween lançava mais um álbum novo, o 7 Sinners, que teve uma pegada mais épica. Após o Gambling With The Devil, a banda decidiu trabalhar aqui com uma imagem mais pesada e apocalíptica. Existe uma preocupação maior com temas ligados à sociedade, comportamento humano, destruição, conflitos e aspectos negativos da vida contemporânea. A produção seguiu uma abordagem bem mais seca e pesada. O som das guitarras é encorpado, pesado e relativamente seco, deixando os riffs bastante evidentes, enquanto a bateria teve bem mais firmeza, com ataques secos do Dani Löble. O baixo do Markus Grosskopf permanece muito importante para a base. Como as guitarras são bastante densas, o baixo precisa ocupar um espaço bem definido para não desaparecer completamente, mas tudo soa muito pretensioso e cansativo. O repertório é chatíssimo, e as canções são totalmente sem profundidade. Enfim, é um álbum horrível e sem coesão. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Far In The Future, You Stupid Mankind, If A Mountain Could Talk, Who Is Mr. Madman ?, Are You Metal ?

Straight Out Of Hell – Helloween





















NOTA: 1/10


Três anos se passaram, e o Helloween decidiu fazer um trabalho mais variado com Straight Out Of Hell. Após o 7 Sinners, eles decidiram procurar recuperar um pouco mais de equilíbrio. O Helloween não abandona o peso, mas volta a dar bastante importância às melodias, aos refrões grandiosos e às diferentes velocidades dentro do repertório, além de dar destaque para os vocais poderosos do Andi Deris. A produção seguiu uma abordagem pesada, só que bem mais definida. As guitarras possuem bastante peso, porém não ocupam absolutamente todo o espaço da mixagem. Isso permite que baixo e bateria tenham presença real. Os riffs conseguem ser percebidos com facilidade, principalmente nos momentos mais rápidos. Além disso, há elementos que dialogam muito com Metal sinfônico, fazendo deles quase um pastiche do Rhapsody, só que sem graça. O repertório é fraquíssimo, e as canções são bem esquecíveis. Enfim, é outro álbum chato da banda. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Asshole, Years, Far From The Stars, Wanna Be God, Church Breaks Down, World Of War

My God-Given Right – Helloween





















NOTA: 1/10


Em 2015, o Helloween lançava mais um trabalho novo, intitulado My God-Given Right. Após o Straight Out Of Hell, eles decidiram fazer um trabalho menos interessado em fazer uma grande declaração conceitual. A própria ideia do álbum está muito ligada à liberdade individual, à capacidade de seguir o próprio caminho e à relação entre o indivíduo e as pressões externas. Existe um tom mais humano e contemporâneo nas letras, em vez de depender apenas de fantasia, mitologia ou histórias épicas. A produção seguiu uma abordagem bastante limpa e moderna, mas preserva uma quantidade razoável de peso. As guitarras são encorpadas e possuem bastante presença, principalmente com riffs harmonizados. A bateria continua muito firme, e o baixo, preciso. Mas tudo aqui soa como um monte de ideias recicladas dos álbuns anteriores, só que sem coesão. O repertório é péssimo, e as canções são bem medíocres. Enfim, é um álbum terrível e muito sem graça. 

Melhores Faixas: (.......zzzz.......) 
Piores Faixas: My God-Given Right, Stay Crazy, Creatures In Heaven, If God Loves Rock 'n' Roll, Heroes

Helloween – Helloween





















NOTA: 1/10


Indo para 2021, o Helloween lançava seu 16º álbum autointitulado, que trouxe surpresas. Após o My God-Given Right, a banda passou a contar com três guitarristas, já que o membro fundador da banda, Kai Hansen, estava de volta, e também Michael Kiske voltou a ser vocalista, dividindo essa função com Andi Deris, que nem sequer foi mandado embora. Com isso, a banda decidiu fazer um projeto que fosse uma verdadeira junção de tudo que eles aprenderam nesses 40 anos de trajetória. A produção de Charlie Bauerfeind, feita agora junto com Dennis Ward, trouxe um som grandioso e pesado. As guitarras se equilibram entre solos que podem se suceder e se complementar, enquanto os riffs continuam suficientemente definidos. A cozinha rítmica é bem variada, só que os vocais do Kai, Andi e Michael são muito sem força e imprecisos. O repertório é aquilo de sempre, contendo canções fraquíssimas. Enfim, é um álbum péssimo e que não tem nada demais. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Mass Pollution, Angels, Out For The Glory, Skyfall, Rise Without Chains

Giants & Monsters – Helloween





















NOTA: 1/10


Então chegamos ao ano de 2025, quando o Helloween lançou seu último álbum até então, o Giants & Monsters. Após o aclamadíssimo álbum de 2021, eles decidiram trabalhar com uma seleção mais concentrada. Essa decisão ajuda bastante o fluxo do álbum, porque há menos sensação de excesso. Além disso, seguem a tradição da banda: gigantes, deuses, salvação, espiritualidade, universo e temas existenciais aparecem ao longo das músicas. A produção foi relativamente a mesma, só que o som ficou mais limpo, mas sem tirar o peso característico. As guitarras possuem bastante presença, com cada uma criando uma camada distinta, mas o baixo continua audível, a bateria tem impacto e os vocais do trio (Kai, Michael e Andi) permanecem muito claros. Só que os mesmos erros se repetem: um som muito arrastado e os vocais sendo muito imprecisos. O repertório é tenebroso, e as canções são insuportáveis e medíocres. No fim, é outro trabalho fraquíssimo da banda. 

Melhores Faixas: (...........................) 
Piores Faixas: Majestic, This Is Tokyo, Hand Of God, A Little Is A Little Too Much, Savior Of The World


                                                                                                 Bom é isso e flw!!!        

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Helloween: Parte 1

                 

Walls Of Jericho – Helloween





















NOTA: 1,2/10


Em 1985, o Helloween lançava seu álbum de estreia, intitulado Walls Of Jericho. Formado um ano antes em Hamburgo, na Alemanha, por Kai Hansen (vocais e guitarra), Michael Weikath (guitarra), Markus Grosskopf (baixo) e Ingo Schwichtenberg (bateria), a banda havia lançado um EP pela Noise Records e, nesse meio tempo, estava fortemente ligada ao Heavy Metal oitentista, ao Speed Metal e a uma abordagem mais veloz, mas já demonstrava uma preocupação enorme com melodias de guitarra, mudanças de andamento e construções mais épicas. A produção ficou a cargo de Harris Johns, que deixou uma sonoridade crua e pesada. As guitarras de Hansen e Weikath possui uma quantidade enorme de riffs, harmonizações e solos que constroem melodias, enquanto o baixo e a bateria servem muito mais como sustentação, deixando algo bem impreciso. O repertório é ruim, contendo canções genéricas. No final, é um disco chato de uma banda inexperiente. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: Reptile, Heavy Metal (Is The Law), Metal Invaders, Guardians

Keeper Of The Seven Keys (Part I) – Helloween





















NOTA: 1,5/10


Dois anos se passaram para o Helloween lançar seu idolatrado 2º álbum, o Keeper Of The Seven Keys (Part I). Após o Walls Of Jericho, a banda acabou colocando Michael Kiske como vocalista, já que Kai Hansen não estava conseguindo conciliar entre tocar guitarra e cantar. Com isso, eles começam a trabalhar com uma visão mais ampla de álbum, e não simplesmente com uma sequência de músicas rápidas. A produção, feita agora por Tommy Newton e Hansen, colocou uma abordagem bem mais energética e orgânica. As guitarras de Kai Hansen e Michael Weikath alternam entre riffs rápidos, harmonizações, solos longos e diversas mudanças de dinâmica. A cozinha rítmica ficou mais eficiente, e os vocais do Michael Kiske são bem poderosos, mas é aquilo: todos os clichês que o Power Metal tem estão aqui. O repertório é chatinho, tendo canções que são bem tediosas. No final, é um álbum chato, mas temos que concordar que foi revolucionário. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: Halloween, Twilight Of The Gods, A Little Time

Keeper Of The Seven Keys - Part II – Helloween





















NOTA: 1,3/10


No ano seguinte, o Helloween lançava a continuação do Keeper Of The Seven Keys. Após a 1ª parte, eles não precisavam mais provar que conseguiam tocar rápido ou construir refrões grandiosos; agora, podiam explorar essas características com muito mais confiança. O álbum consegue funcionar como uma expansão natural do primeiro Keeper, mas possui personalidade suficiente para não parecer simplesmente uma coleção de sobras ou uma continuação automática. A produção foi basicamente a mesma, só que agora o som ficou mais grandioso e, ao mesmo tempo, pesado. As guitarras possuem riffs rápidos, harmonizações e solos bastante melódicos, mas existe uma preocupação ainda maior com a criação de temas reconhecíveis. O baixo ficou mais constante, a bateria, variada, e os vocais de Michael, mais versáteis, mas tudo continua muito monótono. O repertório é fraquíssimo, e as canções são bem chatinhas. Enfim, é um álbum ruim e cansativo quanto o anterior. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: March of Time, Rise And Fall, Keeper Of The Seven Keys, We Got The Right

Pink Bubbles Go Ape – Helloween





















NOTA: 1/10


Em 1991, o Helloween voltava lançando mais um álbum, intitulado Pink Bubbles Go Ape. Após o Keeper Of The Seven Keys - Part II, o guitarrista Kai Hansen foi substituído por Roland Grapow. Além disso, a banda tinha assinado com a EMI e, com isso, passou a explorar mais abertamente elementos do Hard Rock, humor, melodias mais acessíveis e estruturas menos preocupadas em demonstrar velocidade o tempo inteiro. A produção, feita por Chris Tsangarides, colocou um som bem mais claro e acessível, com eles dialogando tanto com o Power Metal quanto com o Heavy Metal. As guitarras transitam entre riffs pesados, passagens melódicas, solos rápidos e momentos mais soft. A cozinha rítmica ficou bem mais sustentável, e os vocais de Michael estão bem mais descontraídos. O repertório é horrível, e as canções são todas bem enjoativas e não têm imersão. No final de tudo, é um álbum terrível e que mostrou que eles deram um tiro no pé. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: Number One, Pink Bubbles Go Ape, The Chance, Heavy Metal Hamsters, Your Turn

Chameleon – Helloween





















NOTA: 1/10


No ano de 1994, o Helloween lançava o tenebroso e esquecível álbum Chameleon. Após o Pink Bubbles Go Ape, a banda praticamente abandona a obrigação de soar como uma banda de Power Metal, porque simplesmente decidiu fazer um trabalho extremamente mais acessível, contando com baladas, elementos acústicos, arranjos mais orquestrais e até algumas características próximas da música Folk. A produção, feita junto com Tommy Hansen e Michael Tibes, deixou uma sonoridade mais aberta e, de certo modo, polida. Contando com a presença de violões, teclados, instrumentos de sopro, cordas e outros elementos de arranjo, que possuem tanto ou mais importância do que as guitarras elétricas, além dos vocais de Michael, que ficaram mais delicados, só que tudo soa como um trabalho de Hard Rock extremamente genérico. O repertório é simplesmente tenebroso, com canções irritantes. Enfim, é um álbum horroroso e que foi uma queda desastrosa. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: First Time, Longing, Music, Giants, Crazy Cat, Windmill

Master Of The Rings – Helloween





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, a banda foi completamente reformulada e lançou o álbum Master Of The Rings. Após o Chameleon, Michael Kiske acabou saindo da banda devido a problemas com o grupo, e o baterista Ingo Schwichtenberg também saiu devido ao seu caso de esquizofrenia. Com isso, entraram Andi Deris nos vocais e Uli Kusch na bateria, além de o Helloween ter encerrado seu vínculo com a EMI e passado a lançar seus álbuns pela Raw Power. A produção foi feita junto com Tommy Hansen e voltou a ser bem mais pesada e direta, com eles retornando de cabeça para o Power Metal. As guitarras voltaram a ser encorpadas, possuem riffs pesados, as melodias continuam presentes e os solos têm bastante espaço. Enquanto a cozinha rítmica ficou bem mais firme e os vocais de Andi conseguem ser bem mais enérgicos, porém tudo soa repetitivo e tedioso. O repertório é ruim, e as canções são todas bem chatinhas. No geral, é mais outro trabalho fraco da banda. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: Sole Survivor, Mr Ego (Take Me Down), Still We Go, The Game Is On, Where The Rain Grows

The Time Of The Oath – Helloween





















NOTA: 1,2/10


Se passaram dois anos para o Helloween lançar mais um trabalho novo, o The Time Of The Oath. Após o Master Of The Rings, a banda começa a equilibrar melhor suas diferentes características. Eles continuam sendo uma banda de Power Metal, mas não ficam presos à velocidade o tempo inteiro. Existem músicas rápidas, outras mais pesadas e cadenciadas, momentos melódicos, passagens sombrias e até composições com estruturas mais elaboradas. A produção do Tommy Hansen seguiu aquela abordagem grandiosa e pesada. As guitarras do Weikath e Grapow são o coração do disco. Os riffs possuem bastante peso, mas as melodias continuam muito importantes. A bateria do Uli Kusch possui muita presença, e o baixo do Grosskopf ajuda a preencher os riffs, enquanto os vocais de Andi ficaram mais expressivos, mas é aquilo: tudo soa bastante arrastado e previsível. O repertório é muito fraco, e as canções são bastante genéricas. Enfim, é um álbum ruim e muito cansativo. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: A Million To One, Wake Up The Mountain, The Time Of The Oath, Mission Motherland, We Burn

Better Than Raw – Helloween





















NOTA: 1/10


Em 1998, a banda lançava seu 8º álbum de estúdio, o ainda mais grandioso Better Than Raw. Após o The Time Of The Oath, esse novo projeto possui uma postura mais bruta, menos preocupada em suavizar as arestas. O Helloween continua melódico, mas existe uma tentativa evidente de deixar a música mais pesada. Também existe uma atmosfera mais sombria. Algumas músicas trabalham com temas e arranjos mais obscuros, enquanto outras utilizam uma abordagem quase teatral. A produção seguiu uma abordagem atmosférica e mais definida nos padrões do Power Metal. As guitarras são o elemento mais evidente. Os riffs possuem bastante peso e presença. A bateria tem bem mais força e variação, enquanto o baixo continua preenchendo os riffs e os vocais de Andi são praticamente os mesmos. Com isso, temos mais um trabalho completamente arrastado. O repertório é terrível, e as canções são todas bem genéricas. No final, é um álbum horrível e muito entediante. 

Melhores Faixas: (....zzzz.....) 
Piores Faixas: Hey Lord!, Midnight Sun, Push, I Can, Revelation

The Dark Ride – Helloween





















NOTA: 1/10


Entrando nos anos 2000, o Helloween lançava mais um álbum novo, o The Dark Ride. Após o Better Than Raw, a banda tinha assinado com a Nuclear Blast e, para esse trabalho, decidiu mergulhar ainda mais em um lado sombrio, pesado e, em determinados momentos, quase melancólico. O próprio conceito do álbum combina com essa mudança, com o grupo não parecendo interessado em produzir simplesmente mais um disco de Power Metal cheio de velocidade e refrões grandiosos. Existe uma preocupação maior com atmosfera, tensão, contraste e peso. A produção, feita por Roy Z e Charlie Bauerfeind, deixou um som pesado e atmosférico. As guitarras possuem riffs mais encorpados e agressivos, o baixo está mais presente, a bateria, mais dinâmica, e os vocais do Andi, mais articulados, apesar de tudo soar como a mesma coisa de sempre. O repertório é terrível, e as canções são todas bastante sem graça. No final, é outro trabalho péssimo e que beira o cansativo. 

Melhores Faixas: (...............................) 
Piores Faixas: If I Could Fly, Escalation 666, The Dark Ride, Mr. Torutre, All Over The Nations


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                        

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Review: Cursum Perficio do Anthrax

                  

Cursum Perficio – Anthrax





















NOTA: 8,7/10


Dez anos depois, o Anthrax enfim retornou com um álbum novo, o Cursum Perficio. Após o For All Kings, a banda passou boa parte desse período excursionando, enquanto o processo de composição do novo trabalho sofreu atrasos e acabou sendo afetado pela pandemia. Scott Ian contou que a intenção inicial era trabalhar no álbum por volta de 2020, mas os planos foram interrompidos. Com isso, esse álbum seria meio que uma junção de todas as fases pelas quais a banda passou, só que de forma única. A produção, conduzida por Jay Ruston, deixou uma sonoridade pesada e definida. As guitarras do Scott Ian e Jonathan Donais possuem riffs secos, o baixo do Frank Bello consegue ser bem preciso, a bateria do Charlie Benante é muito bem alternada e os vocais do Joey Belladonna são bem articulados, juntando tanto Thrash Metal quanto Heavy Metal. O repertório é muito bom, e as canções são bastante robustas. No fim, é um baita disco e um retorno triunfante. 

Melhores Faixas: The Edge Of Perfection, Cursum Perficio, The Long Goodbyes, Target On My Back 
Vale a Pena Ouvir: Infectious, My Victory, Everybody's Got A Plan
  

                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                             

Review: Anatomy Of A Brief Romance do Bloc Party

                  

Anatomy Of A Brief Romance – Bloc Party





















NOTA: 1/10


Algumas semanas atrás, o Bloc Party retornou com seu tenebroso 7º álbum, o Anatomy Of A Brief Romance. Após o Alpha Games, o baixista Justin Harris acabou saindo da banda e foi substituído por Harry Deacon. Esse trabalho é uma experiência amorosa real do Kele e acompanha cronologicamente o nascimento, a empolgação, os conflitos, a ruptura e o período posterior ao fim de um relacionamento. A produção, do Trevor Horn, foi bem mais cinematográfica e limpa, juntando os mundos do Indie Rock e do Indietronica, com elementos do Post-Punk e Synth-pop. As guitarras alternam entre riffs pesados e momentos que servem como textura. O baixo ganha presença, os sintetizadores funcionam como parte estrutural das músicas e a bateria é muito discreta. Só que tudo é extremamente malfeito e inacabado, e os vocais do Kele chegam a dar dor no ouvido. O repertório é tenebroso, e as canções são terríveis. No fim, é certamente um dos piores discos deles e da história. 

Melhores Faixas: (...........................) 
Piores Faixas: Moving On, Love Bombs, Eulogy, Pigwig, Not Your Problem, Worst Birthday Ever, Muscleworks


Analisando Discografias - Helloween: Parte 2

                  Rabbit Don't Come Easy – Helloween NOTA: 1/10 Três anos se passaram para o Helloween lançar seu 10º álbum de estúdio, ...