quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Saxon: Parte 1

                  

Saxon – Saxon





NOTA: 8,2/10


No ano de 1979, o Saxon lançava seu álbum de estreia autointitulado, trazendo uma proposta promissora. Formado em 1975, na cidade de Barnsley, na Inglaterra, por Biff Byford nos vocais, Graham Oliver e Paul Quinn nas guitarras, Steve Dawson no baixo e Pete Gill na bateria. Anteriormente, eles se chamavam Son Of a Bitch e, nesse meio tempo, já se destacavam por suas apresentações ao vivo, que traziam performances agressivas, se tornando um dos principais nomes da recém-formada cena da New Wave Of British Heavy Metal. A produção, feita por John Verity e lançada pelo selo Carrere, trouxe um som pesado e veloz, com as guitarras possuindo bons riffs e uma presença importante, a cozinha rítmica sendo bem sustentada e os vocais de Biff sendo muito expressivos, dialogando tanto com o Heavy Metal quanto com o Hard Rock. O repertório é legalzinho, tendo canções que são bem divertidas. Enfim, é um ótimo álbum, mas eles ainda precisavam se desenvolver. 

Melhores Faixas: Stallions Of The Highway, Judgement Day 
Vale a Pena Ouvir: Backs To The Wall, Rainbow Theme

Wheels Of Steel – Saxon






NOTA: 10/10


Entrando nos anos 80, o Saxon conseguiu se encontrar lançando o sensacional Wheels Of Steel. Após o álbum de estreia, a banda já parecia muito mais consciente de que poderia transformar sua energia ao vivo em um Heavy Metal próprio. Só que, diferente de seus conterrâneos, que tinham uma certa sofisticação, eles tinham uma combinação de riffs simples e pesados, velocidade, refrões fáceis de cantar e uma postura extremamente ligada à vida nas estradas. A produção, feita por Pete Hinton junto com a banda, trouxe um som muito mais pesado e definido. As guitarras do Graham Oliver e Paul Quinn possuem mais presença, os riffs aparecem com maior clareza e a bateria do Pete Gill tem uma energia muito mais convincente. O baixo do Steve Dawson também cumpre um papel importante, e os vocais do Biff Byford são bastante expressivos e melódicos. O repertório é sensacional, parecendo uma completa coletânea. No fim, é um baita disco e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: Motorcycle Man, Wheels Of Steel, 747 (Strangers In The Night), Suzie Hold On, Stand Up And Be Counted 
Vale a Pena Ouvir: See The Light Shining, Street Fighting Gang

Strong Arm Of The Law – Saxon





NOTA: 10/10


No mesmo ano de 1980, o Saxon lançava seu clássico 3º álbum, o Strong Arm Of The Law. Após o atemporal Wheels Of Steel, eles decidiram fazer um projeto que mantivesse o Heavy Metal direto, veloz e baseado em riffs, mas demonstrasse mais confiança para explorar diferentes velocidades, atmosferas e estruturas. A experiência adquirida nos palcos também parece ter sido incorporada às composições: tudo soa feito para ser tocado diante de uma multidão, com refrões fortes, riffs fáceis de memorizar e uma energia quase física. A produção mantém a abordagem relativamente crua e orgânica, só que ficando ainda mais agressiva. As guitarras do Graham Oliver e Paul Quinn são bem encorpadas e fluidas, o baixo do Steve Dawson sustenta os riffs, a bateria do Pete Gill possui um ataque seco e os vocais do Biff são carregados de personalidade. O repertório é maravilhoso, também parecendo uma coletânea. Enfim, é um disco sensacional e uma completa obra-prima. 

Melhores Faixas: Heavy Metal Thunder, Strong Arm Of The Law, To Hell And Back Again, Taking Your Chances 
Vale a Pena Ouvir: Dallas 1 PM, 20,000 Ft

Denim And Leather – Saxon





NOTA: 9,8/10


No ano seguinte, o Saxon volta com seu 4º álbum de estúdio, o maravilhoso Denim And Leather. Após o Strong Arm Of The Law, a banda já havia deixado de ser apenas uma promessa da NWOBHM para se tornar um dos nomes mais importantes daquele movimento. Só que, em vez de tentar reinventar completamente sua fórmula, eles estavam mais seguros e conscientes de seu próprio estilo. A produção, feita agora por Nigel Thomas junto com a banda, trouxe um som mais refinado, só que não deixando toda aquela agressividade característica. As guitarras do Graham Oliver e Paul Quinn continuam sendo o grande centro do som, mas agora aparecem ainda mais confiantes, alternando riffs pesados, harmonias e solos. A bateria do Pete Gill é muito firme e dinâmica, o baixo o Steve Dawson é sólido e os vocais do Biff se mantêm seguros. O repertório é incrível, e as canções ficaram bem mais cadenciadas. No fim, é um baita disco e que é outro clássico deles. 

Melhores Faixas: Princess Of The Night, Play It Loud, Denim And Leather, And The Bands Played On, Never Surrender 
Vale a Pena Ouvir: Fire In The Sky, Out Of Control

Power & The Glory – Saxon





NOTA: 9,2/10


Dois anos se passaram, e o Saxon lançava seu 5º álbum, o robusto Power Of The Glory. Após o Denim And Leather, Nigel Glockler assumia a bateria, substituindo Pete Gill. Outro fator importante é que o Saxon estava começando a olhar mais para o mercado internacional. A banda já havia conquistado uma posição importante na Europa e começava a buscar uma projeção maior, especialmente nos Estados Unidos. A produção, feita por Jeff Glixman, deixou um som bem mais limpo, mas não tirando o peso característico da banda. As guitarras possuem riffs precisos e com uma ótima definição. A bateria do Glockler é mais pesada e possui uma agressividade consistente, o baixo é bastante presente e os vocais do Biff Byford são muito energéticos e articulados. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem energéticas. No geral, é um baita disco e que é bem tematizado. 

Melhores Faixas: Power And The Glory, Watching The Sky, This Town Rocks, The Eagle Has Landed 
Vale a Pena Ouvir: Warrior, Nightmare

Crusader – Saxon





















NOTA: 8,7/10


Mais um ano se passou, e o Saxon lançava mais um trabalho novo, intitulado Crusader. Após o Power & The Glory, eles sabiam que continuar exatamente com a mesma fórmula não iria dar certo, então começaram a flertar com a tentativa de ampliar seu alcance. A resposta foi uma aproximação maior com o Hard Rock e com uma sonoridade mais acessível, especialmente voltada para o mercado norte-americano. A produção, feita por Kevin Beamish, deixou um som mais limpo e espaçoso, só que eles ainda tinham todo aquele peso característico do Heavy Metal. As guitarras do Graham e Quinn possuem bastante clareza, os solos recebem espaço e a bateria do Nigel Glockler ganha uma presença considerável, assim como o baixo do Steve Dawson. Biff Byford também está muito bem gravado, com sua voz aparecendo de maneira bastante nítida. O repertório é muito bom, e as canções ficaram bem mais sérias. Enfim, é um disco bacana e que envelheceu bem. 

Melhores Faixas: Crusader, Run For Your Lives, Just Let Me Rock 
Vale a Pena Ouvir: Set Me Free, Do It All For You, Bad Boys (Like To Rock 'N' Roll)

Innocence Is No Excuse – Saxon





















NOTA: 8/10


Indo para 1985, o Saxon lançava seu 7º álbum, o Innocence Is No Excuse, que foi mais amplo. Após o Crusader, apesar de a formação continuar extremamente forte, eles queriam encontrar um equilíbrio entre a identidade clássica e uma sonoridade que pudesse alcançar um público maior. O álbum é particularmente interessante porque, apesar de toda a preocupação comercial, a tematização é mais consistente do que a reputação do disco às vezes sugere. A produção, feita por Simon Hanhart, deixou o som mais limpo e comercial do que nos primeiros discos. As guitarras continuam presentes, mas já não possuem aquela aspereza, trabalhando mais com melodias e solos. A bateria do Nigel Glocker ficou bem mais definida, o baixo do Steve Dawson permanece importante e os vocais do Biff ficaram mais cadenciados e melódicos. O repertório é legalzinho, tendo canções divertidas e outras mais épicas. Enfim, é um disco bacana, mesmo que tenha fugido da temática deles. 

Melhores Faixas: Broken Heroes, Give It Everything You've 
Vale a Pena Ouvir: Rockin' Again, Back On The Streets, Everybody Up

Rock The Nations – Saxon





















NOTA: 4/10


Mais um ano se passou, para eles lançarem mais um disco, o Rock The Nations, e aqui as coisas começaram a degringolar. Após o Innocence Is No Excuse, Steve Dawson havia deixado o grupo, encerrando sua participação na formação clássica e, com isso, Biff Byford decidiu assumir o baixo, enquanto Paul Johnson posteriormente passou a integrar oficialmente a banda. E, para esse projeto, eles queriam tentar equilibrar acessibilidade com o peso do Heavy Metal. A produção, feita por Gary Lyons, seguiu um som polido. As guitarras têm presença suficiente, possuindo riffs mais tradicionais, mas eles são frequentemente acompanhados por arranjos mais simplificados. A bateria de Nigel tem muito peso e definição. Só que o problema é que o baixo não é bem sustentado e, apesar de Biff entregar uma performance ok nos vocais, muita coisa soa sem imersão. O repertório é ruim, tendo canções genéricas e poucas interessantes. No fim, é um álbum fraco e sem graça. 

Melhores Faixas: Rock The Nations, Northern Lady, We Came Here To Rock 
Piores Faixas: You Ain't No Angel, Waiting For The Night, Running Hot,

Destiny – Saxon





















NOTA: 4/10


Em 1988, o Saxon, completamente perdido, lança outro álbum, o fraquíssimo Destiny. Após o Rock The Nations, a banda tentava de todas as formas fazer um sucesso comercial, mas fracassou em todas. E agora eles decidiram abraçar de maneira ainda mais clara uma estética do Hard Rock farofento típico do período. Fora que eles trocaram de baterista com a entrada meteórica de Nigel Durham. A produção, feita dessa vez por Stephan Galfas, deixou um som polido e extremamente feito para tocar nas rádios, dialogando completamente com o Hard Rock farofa e o AOR, com pouquíssimos elementos do Heavy Metal. As guitarras continuam presentes, mas perderam boa parte da aspereza e do impacto que tinham antes. Já os teclados ganharam mais presença, mas é aquilo: tudo aqui é extremamente datado e genérico com todas as forças. O repertório é muito ruim, tendo poucas canções que são decentes. No fim, é um disco péssimo e que foi um fiasco. 

Melhores Faixas: For Whom The Bell Tolls, Ride Like The Wind, Where The Lightnings Strikes Piores Faixas: Red Alert, Song For Emma, I Can't Wait Anymore, We Are Strong

Solid Ball Of Rock – Saxon





















NOTA: 8,3/10


Em 1991, o Saxon lançava mais um álbum novo, o Solid Ball Of Rock, onde voltou para sua abordagem característica. Após o fraquíssimo Destiny, o Saxon decidiu olhar novamente para suas raízes. A entrada do baixista Nibbs Carter foi especialmente importante, porque ele trouxe uma energia mais agressiva e jovem para a composição. Nigel Glockler também continuava na bateria, enquanto Biff Byford, Paul Quinn e Graham Oliver permaneciam como o núcleo criativo da banda. A produção, feita por Kalle Trapp junto com a banda, trouxe bastante peso, voltando de cabeça no Heavy Metal. As guitarras do Graham Oliver e Paul Quinn voltam a ocupar uma posição central. Os riffs são mais encorpados, agressivos e diretos, e a dupla funciona novamente como uma unidade. A cozinha rítmica é bastante precisa, e os vocais de Biff Byford são bem expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. Enfim, é um ótimo disco e foi um acerto. 

Melhores Faixas: Solid Ball Of Rock, Requiem (We Will Remember), I’m On Fire, Baptism Of Fire 
Vale a Pena Ouvir: Crash Dive, Overture In B-Minor Refugee, Lights In The Sky

Forever Free – Saxon





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, a banda voltava lançando mais um álbum, intitulado Forever Free. Após o Solid Ball Of Rock, o Saxon não estava se tornando uma banda que não conseguia sair da sua zona de conforto. A banda já havia percebido que não precisava seguir as tendências do mercado para continuar relevante. O Heavy Metal tradicional estava enfrentando uma mudança enorme naquele começo dos anos 90, mas o grupo decidiu permanecer fiel ao próprio estilo. A produção, feita pela banda junto com Herwig Ursin, deixou uma sonoridade um pouco mais encorpada e agressiva. As guitarras do Graham Oliver e Paul Quinn recebem bastante espaço e conseguem construir aquele tipo de parede de riffs clássica. A cozinha rítmica ficou mais pesada e presente, enquanto os vocais do Biff Byford estão bem articulados. O repertório é ótimo, e as canções são bem melódicas e robustas. Enfim, é um disco bacana e que foi injustamente menosprezado. 

Melhores Faixas: Get Down And Dirty, One Step Away 
Vale a Pena Ouvir: Forever Free, Hole In The Sky, Cloud Nine

Dogs Of War – Saxon





















NOTA: 8,3/10


Quatro anos depois, o Saxon volta com mais um trabalho novo, intitulado Dogs Of War. Após o Forever Free, a banda ainda queria misturar o Heavy Metal tradicional com uma abordagem mais pesada do Hard Rock e algumas características mais cadenciadas. Existe menos preocupação em soar como uma banda da NWOBHM e mais interesse em produzir um disco pesado para aquele momento. A produção, feita junto com Rainer Hänsel, trouxe uma sonoridade mais pesada e densa. As guitarras do Paul Quinn e Graham Oliver possuem bastante peso e riffs encorpados, enquanto a bateria de Glockler possui bastante impacto, principalmente nos momentos mais cadenciados. O baixo de Nibbs Carter também está bastante presente, e os vocais de Biff Byford são completamente melódicos. O repertório é muito bom, e as canções são bem profundas e energéticas. Enfim, é um ótimo disco e que foi mais sombrio. 

Melhores Faixas: Burning Wheels, Hold On, Demolition Alley 
Vale a Pena Ouvir: Don't Worry, The Great White Buffalo, Dogs Of War

Unleash The Beast – Saxon





NOTA: 8,5/10


Dois anos depois, o Saxon lançava seu 12º álbum de estúdio, o Unleash The Beast. Após o Dogs Of War, o guitarrista Graham Oliver acabou sendo demitido da banda e, no seu lugar, entrou Doug Scarratt, que assumiu a segunda guitarra ao lado de Paul Quinn. O momento também era interessante porque o Heavy Metal estava longe de ocupar o centro do mercado. O Grunge já havia transformado o rock nos anos 90, enquanto estilos alternativos e diferentes vertentes do Metal ganhavam espaço, mas o Saxon quis continuar fiel à sua estética. A produção, feita por Kalle Trapp junto com a banda, trouxe um som extremamente pesado, com as guitarras tendo bastante corpo e distorção, e a presença de Doug Scarratt ajudando a criar uma sonoridade mais agressiva. A cozinha rítmica possui bastante força e precisão, e os vocais de Biff são extremamente confiantes. O repertório é muito legal, e as canções são todas bem vibrantes. No fim, é um ótimo disco e que foi mais explosivo. 

Melhores Faixas: Circle Of Light, Terminal Velocity, Absent Friends, The Thin Red Line 
Vale a Pena Ouvir: Unleash The Beast, All Hell Breaking Loose, The Preacher

Metalhead – Saxon







NOTA: 8,2/10


No final dos anos 90, o Saxon lançava mais um trabalho novo, o agressivo Metalhead. Após o Unleash The Beast, aconteceu um certo imprevisto com o baterista Nigel Glockler, que teve uma grave lesão nervosa no pescoço, e no seu lugar entrou Fritz Randow. Com isso, a banda havia encontrado seu público e aproveitou essa liberdade para fazer um álbum bastante direto e tradicional. A produção, feita junto com Charlie Bauerfeind e Rainer Hänsel, trouxe um som pesado e moderno. As guitarras possuem bastante distorção. Paul Quinn e Doug Scarratt conseguem aparecer claramente, e a dupla produz uma parede de riffs que dá bastante personalidade ao álbum. A cozinha rítmica é bastante firme e tem bastante sustentação, e os vocais do Biff haviam adquirido uma característica mais grave e madura, ficando bem alternados. O repertório é muito legal, e as canções são bem divertidas e vibrantes. Enfim, é um disco bacana e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Are We Travellers In Time, All Guns Blazing, Song Of Evil 
Vale a Pena Ouvir: Sea Of Life, Metalhead, Conquistador

Killing Ground – Saxon





















NOTA: 8/10


Indo para o ano de 2001, o Saxon lançava seu 15º álbum, intitulado Killing Ground. Após o Metalhead, a banda decidiu procurar aqui um equilíbrio um pouco maior entre o peso moderno e o espírito clássico. Eles não queriam abandonar a sonoridade pesada construída nos dois discos anteriores, mas passaram a trabalhar mais com melodias, atmosferas épicas e estruturas que lembram diferentes momentos de sua própria carreira. A produção, feita completamente pelo próprio vocalista Biff Byford, colocou um som pesado e encorpado. As guitarras continuam bastante encorpadas e distorcidas, porém existe um cuidado maior com as melodias e com as diferentes camadas do arranjo. O baixo do Nibbs Carter sustenta bem os riffs, a bateria do Fritz está bem precisa e os vocais do Biff são, como sempre, muito bem alternados. O repertório é muito legal, e as canções são todas muito pesadas e envolventes. Enfim, é um trabalho bacana e muito coeso. 

Melhores Faixas: Killing Ground, Dragon’s Lair 
Vale a Pena Ouvir: You Don't Know What You've Got, Shadows On The Wall, Coming Home

Lionheart – Saxon





















NOTA: 8,7/10


Se passaram três anos, e foi lançado mais um álbum novo da banda, o Lionheart. Após o Killing Ground, a banda ainda continuava desfalcada por conta da lesão de Nigel Glockler e, com isso, quem assumiu o posto foi Jörg Michael. Para esse trabalho, eles trazem uma temática histórica que remete à Inglaterra medieval, especialmente à figura de Ricardo Coração de Leão, mas o disco não fica preso exclusivamente a esse conceito. A banda alterna história, guerra, morte, aventura, identidade britânica e o próprio espírito tradicional do Heavy Metal. A produção, feita por Charlie Bauerfeind, colocou uma sonoridade pesada e grandiosa. As guitarras trabalham tanto com riffs pesados quanto com harmonizações e momentos mais melódicos. A cozinha rítmica é bastante firme e preenche muito bem os espaços, e os vocais de Biff são bastante expressivos. No final de tudo, é um ótimo disco e que é muito bem tematizado. 

Melhores Faixas: Lionheart, English Man 'O' War, Beyond The Grave, Flying On The Edge
Vale a Pena Ouvir: Lionheart, To Live By The Sword, Justice

                                                                                              Bom é isso e flw!!!           

Analisando Discografias - Gary Moore: Parte 2

                  

Close As You Get – Gary Moore





NOTA: 8,2/10


Mais três anos se passaram, e Gary Moore lançava mais um álbum, intitulado Close As You Get. Após o Power Of The Blues, Moore chega aqui sem a necessidade de provar que havia realmente voltado ao Blues. A proposta é mais madura e, ao mesmo tempo, mais simples: fazer um disco do Blues Rock baseado em boas canções, grandes interpretações e uma guitarra extremamente expressiva. A produção foi feita, como sempre, junto com Ian Taylor, que colocou uma sonoridade orgânica e quente. O timbre da guitarra é um dos grandes pontos positivos. Moore consegue um som bastante encorpado, mas menos agressivamente saturado do que no trabalho anterior. Outro destaque certamente é a bateria do Brian Downey, que possui uma pegada muito humana, com pequenas variações e um balanço que combina perfeitamente com o Blues. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes. No fim, é um ótimo disco e bem cadenciado. 

Melhores Faixas: Trouble At Home, I Had A Dream, Evenin' 
Vale a Pena Ouvir: Nowhere Fast, Hard Times

Bad For You Baby – Gary Moore





NOTA: 8,3/10


No ano seguinte, foi lançado o último álbum do Gary Moore, o Bad For You Baby. Após o Close As You Get, o guitarrista já tinha encontrado seu espaço novamente. O álbum soa como um músico veterano trabalhando dentro de uma linguagem que conhecia profundamente, misturando suas influências do Blues americano com a agressividade adquirida durante décadas no Hard Rock. A produção foi feita inteiramente pelo próprio Gary Moore e colocou uma sonoridade bastante orgânica. O timbre da guitarra é excelente. Moore utiliza uma sonoridade cheia, quente e bastante sustentada, mas consegue alternar entre momentos mais limpos e outros extremamente saturados, enquanto o resto da instrumentação sustenta bem, conseguindo preencher os espaços. O repertório é muito legal, e as canções são carregadas de sentimento. No fim, é um disco bacana e, após isso, tudo estava tranquilo até que, em 2011, ele veio a falecer devido a um ataque cardíaco. 

Melhores Faixas: Umbrella Man, Preacher Man Blues, Mojo Boogie 
Vale a Pena Ouvir: Trouble Ain't Far Behind, I Love You More Than You'll Ever Know, Down The Line

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Gary Moore: Parte 1

                 

Grinding Stone – The Gary Moore Band





















NOTA: 8/10


Em 1973, Gary Moore lançou seu 1º álbum junto com uma banda de apoio, o Grinding Stone. Após o 34 Hours, com o Skid Row, o guitarrista tinha recém-saído da banda e firmado um contrato com a CBS Records. Com ele formando um trio com John Curtis (baixo) e Pearse Kelly (bateria), decidiu fazer um álbum que juntava o Blues Rock com o Hard Rock que dominava o começo dos anos 70 e uma crescente curiosidade por estruturas mais experimentais, progressivas e jazzísticas. A produção foi feita pelo novato Martin Birch, que deixou um som orgânico e quente. A guitarra é bastante alternada entre riffs e longas passagens solistas. A bateria e a percussão ajudam a dar movimento às partes mais experimentais, enquanto o baixo mantém uma base suficientemente sólida para que Moore possa improvisar. O repertório contém 6 faixas, e todas elas são bem cadenciadas. Enfim, é um ótimo disco, mas que acabou se tornando obscuro. 

Melhores Faixas: Time To Heal, Grinding Stone 
Vale a Pena Ouvir: Boogie My Way Back Home

Grinding Stone – Gary Moore





















NOTA: 8,8/10


Cinco anos se passaram, e foi lançado o que é descrito como o 1º álbum solo de Gary Moore, o Back On The Streets. Após o Grinding Stone, o guitarrista participou de alguns projetos nesse meio tempo, com esse trabalho sendo uma reunião de todas essas experiências, além de ser lançado pela MCA Records. Ao mesmo tempo, Moore começa a desenvolver uma identidade mais emocional. Sua guitarra continua sendo agressiva quando necessário, mas há uma preocupação maior com melodia, atmosfera e sentimento. A produção foi feita por Chris Tsangarides junto com o guitarrista, que buscaram um som equilibrado e muito focado. As guitarras possuem presença variada entre momentos melódicos e agressivos, os teclados acrescentam dimensão e a bateria é bastante natural. Há um caldeirão que junta Hard Rock e elementos do Blues Rock e Jazz-Rock. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas. Enfim, é um disco bacana e que é bem variado. 

Melhores Faixas: Parisienne Walkways (participação do Phil Lynott), Don't Believe A Word, Flight Of The Snow Moose, Back On The Streets 
Vale a Pena Ouvir: Fanatical Fascists, What Would You Rather Bee Or A Wasp

Corridors of Power – Gary Moore





















NOTA: 8,7/10


No ano de 1982, Gary Moore lançou seu 3º álbum solo, intitlado Corridors of Power. Após o Back on the Streets, ele começa a direcionar tudo isso para uma sonoridade mais pesada e acessível, aproximando-se do Hard Rock e do Heavy Metal que estavam ganhando força naquele período. Pela primeira vez em sua discografia solo, ele assume os vocais principais de maneira integral no álbum, algo que aumenta consideravelmente sua responsabilidade artística. A produção foi feita por Jeff Glixman e, lançado pela Virgin Records, o álbum seguiu um som limpo e pesado na medida certa. As guitarras possuem solos enormes, mas estão muito mais subordinadas à construção das canções. Já seus vocais são bem melódicos e seguros, fora também o resto da instrumentação, que dialoga muito com o AOR daquele período. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem energéticas e intimistas. No fim, é um ótimo disco e que é bem divertido. 

Melhores Faixas: Always Gonna Love You, Don't Take Me For A Loser, I Can't Wait Until Tomorrow, Falling In Love With You 
Vale a Pena Ouvir: End Of The World, Cold Hearted, Wishing Well

Dirty Fingers – Gary Moore





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, o Gary Moore lançava mais um álbum, o Dirty Fingers, que foi mais explosivo. Após o Corridos Of Power, esse novo projeto já tinha sido gravado antes de lançar o álbum anterior. A formação também é bastante forte. Tommy Aldridge na bateria, Jimmy Bain no baixo, Don Airey nos teclados e Charlie Huhn nos vocais formam uma banda extremamente competente. Moore, entretanto, continua sendo o centro absoluto do projeto. Produção conduzida por Chris Tsangarides, deixou um som mais direto e agressivo, com guitarras bastante presentes com riffs encorpados, bateria forte e baixo com peso suficiente para sustentar os riffs. A produção não tenta deixar o disco excessivamente sofisticado; sua prioridade é fazer a banda soar como uma unidade de Hard Rock com umas pitadas do Heavy Metal. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem energeticas. Enfim, é um disco bacana e que cumpre bem sua proposta. 

Melhores Faixas: Hiroshima, Don't Let Me Be Misunderstood 
Vale a Pena Ouvir: Nuclear Attack, Rest In Peace, Run To Your Mama

Victims Of The Future – Gary Moore





















NOTA: 9/10


Naquele mesmo ano, foi lançado mais um trabalho novo do Gary Moore, o Victims of the Future. Após o Dirty Fingers, o guitarrista parecia mais confortável com o peso. O Hard Rock fica mais agressivo, os riffs ganham mais importância e a guitarra assume uma posição ainda mais dominante. Ao mesmo tempo, ele não abandona as baladas nem o lado melódico, criando um contraste que passa a ser uma das características de sua carreira. A produção de Jeff Glixman seguiu um som pesado e, ao mesmo tempo, manteve uma certa clareza. A guitarra do Moore ocupa enorme espaço na mixagem. Os riffs têm peso, os solos são claros e existe bastante definição mesmo quando o arranjo fica carregado. A cozinha rítmica é bem decente, conseguindo ser bem sustentável, e os teclados ampliam a sonoridade. Fora os vocais, que são bem articulados e expressivos. O repertório é incrível, e as canções são muito imersivas. Enfim, é um belo disco e muito subestimado. 

Melhores Faixas: Murder In The Skies, Teenage Idol, Empty Rooms, Law Of The Jungle 
Vale a Pena Ouvir: All I Want, Victims Of The Future

Run For Cover – Gary Moore





















NOTA: 9,2/10


Em 1985, Gary Moore lançou seu 6º álbum de estúdio, o maravilhoso Run for Cover. Após o Victims of the Future, vendo que o Hard Rock estava cada vez mais preocupado com refrões fortes, teclados, grandes solos e músicas capazes de funcionar tanto no rádio quanto nos palcos, Moore absorve esse ambiente, mas sem abandonar aquilo que o diferenciava: seu fraseado profundamente ligado ao Blues e sua capacidade de transformar solos em momentos realmente emocionais. A produção feita pelo cantor foi variada, contando com Andy Johns, Peter Collins, Beau Hill e Mike Stone, que colocaram uma sonoridade pesada e, ao mesmo tempo, polida. As guitarras continuam pesadas, mas existe uma preocupação maior com clareza, refrões e camadas de teclados. Enquanto isso, os vocais, que variam entre Moore e Glenn Hughes, funcionam muito bem. O repertório é excepcional, e as canções são todas bem divertidas. No geral, é um baita disco e carregado de energia. 

Melhores Faixas: Out In The Fields (participação do Phil Lynott), Empty Rooms, Run For Cover, Reach For The Sky, Listen To Your Heartbeat 
Vale a Pena Ouvir: Once In A Lifetime, Military Man

Wild Frontier – Gary Moore





















NOTA: 9,1/10


Dois anos se passaram, e Gary Moore lançou mais um álbum novo, o Wild Frontier. Após o Run for Cover, esse projeto tem uma relação com a Irlanda do Norte, passando a ocupar o centro de sua composição. A viagem de volta a Belfast e o contexto político da região alimentaram um disco muito mais ligado às suas raízes irlandesas. Ao mesmo tempo, a morte do Phil Lynott, em janeiro de 1986, atingiu Moore profundamente. A produção, feita junto com Peter Collins, Pete Smith e James "Jimbo" Barton, buscou um som acessível, mas que não larga o peso. A guitarra do Moore tem bastante presença de médios e agudos, e seus solos continuam tendo aquela característica. Enquanto os teclados e o baixo complementam tudo, além, claro, da bateria eletrônica, que é utilizada de forma eficiente, fazendo esse diálogo do Hard Rock com o Rock Celta. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem cadenciadas e imersivas. Enfim, é um baita disco e muito profundo. 

Melhores Faixas: Over The Hills And Far Away, Wild Frontier, The Loner, Take A Little Time 
Vale a Pena Ouvir: Thunder Rising, Strangers In The Darkness

After The War – Gary Moore





















NOTA: 8,4/10


Chegando ao fim dos anos 80, Gary Moore lançou mais um álbum novo, o After the War. Após o Wild Frontier, Moore procura ampliar novamente seu campo de atuação, recuperando o peso do Heavy Metal de seus trabalhos anteriores e, ao mesmo tempo, mantendo a preocupação com temas políticos, sociais e pessoais. Aproveitando também o momento em que o Hard Rock ainda estava no topo da mídia, mesmo que já houvesse uma certa saturação. A produção, feita inteiramente por Phil Collins, deixou um som limpo e relativamente sofisticado, mas existe uma preocupação maior em preservar o peso das guitarras do que transformar Moore em um produto radiofônico. Com isso, as guitarras possuem timbres bastante encorpados, com bastante sustain e médios suficientes para que seus solos permaneçam claros mesmo quando a banda está tocando de maneira pesada. O repertório é muito bom, e as canções são todas muito melódicas. Enfim, é um disco bacana e consistente. 

Melhores Faixas: The Messiah Will Come Come Again, Running From The Storm, Led Clones (participação do Ozzy Osbourne), Livin' On Dreams 
Vale a Pena Ouvir: Blood Of Emeralds, After The War, This Thing Called Love

Still Got The Blues – Gary Moore





















NOTA: 10/10


Entrando nos anos 90, Gary Moore lançou seu 9º álbum, o clássico Still Got the Blues. Após o After the War, ele já havia conquistado uma identidade muito forte como guitarrista, mas parecia cada vez mais interessado em retornar às suas raízes, já que o Blues sempre esteve presente na maneira como Moore tocava guitarra. Mesmo quando fazia Hard Rock, seus bends, vibratos e sua maneira de construir solos tinham uma forte ligação com guitarristas de Blues. A produção foi feita junto com Ian Taylor, que buscou um som mais orgânico e quente. O timbre da guitarra é obviamente o elemento central. Moore utiliza uma sonoridade encorpada, saturada e extremamente expressiva, permitindo que cada bend e cada vibrato tenham bastante definição, além de sua voz, que consegue ser muito expressiva. Além disso, a seção rítmica e os teclados deixam tudo mais aberto. O repertório é excepcional, parecendo até uma coletânea. No fim, é um baita disco e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: Still Got The Blues, Oh Pretty Woman, Moving On, King Of The Blues, King Of The Blues, Walking By Myself, All Your Love 
Vale a Pena Ouvir: Midnight Blues, Too Tired, That Kind Of Woman

After Hours – Gary Moore





















NOTA: 8,7/10


Dois anos se passaram, e Gary Moore lançou seu 10º álbum, intitulado After Hours. Após o Still Got the Blues, onde encontrou uma combinação extremamente bem-sucedida entre sua experiência no Rock e suas raízes no Blues, em vez de tentar reinventar completamente sua abordagem, ele aprofunda a fórmula: Blues elétrico, baladas melancólicas, releituras de clássicos e participações de grandes nomes do gênero. A produção foi relativamente a mesma, mas apresenta uma instrumentação mais sofisticada. As guitarras ficaram com timbres quentes, encorpados e bastante sustentados; aparecem pianos, teclados, metais e backing vocals, que deixam uma atmosfera elegante. Diferentes combinações de baixo e bateria conseguem sustentar os grooves sem disputar espaço com Moore. O repertório é muito bom, e as canções são todas belíssimas e muito cadenciadas. No final, é um ótimo disco e que é bem variado. 

Melhores Faixas: Story Of The Blues, Cold Day In Hell, Separate Ways, Since I Met You Baby (participação do B.B. King), Nothing’s The Same 
Vale a Pena Ouvir: Only Fool In Town, The Blues Is Alright, Only Fool In Town

Blues For Greeny – Gary Moore





















NOTA: 8,2/10


No ano de 1995, Gary Moore decidiu fazer um álbum em tributo a Peter Green com Blues for Greeny. Após o After Hours, o guitarrista dedicou esse projeto ao guitarrista e fundador do Fleetwood Mac. A ligação entre os dois era particularmente forte. Moore admirava profundamente Green e havia adquirido a famosa Gibson Les Paul de 1959 que pertencera a ele. Portanto, o projeto não funciona apenas como um disco de covers: existe uma tentativa de recuperar uma determinada sonoridade e, principalmente, a maneira emocional de tocar de Green. A produção, feita junto com Ian Taylor, seguiu uma sonoridade sofisticada. A guitarra é bastante expressiva, com menos preocupação em criar uma parede sonora e mais atenção à dinâmica das notas. Moore deixa o sustain trabalhar a seu favor, explorando bends, vibratos e pausas. O repertório nem preciso dizer que é muito bom, e as canções são todas bem interpretadas. Enfim, é um disco bacana e muito honroso. 

Melhores Faixas: Merry Go Round, Need Your Love So Bad, Showbiz Blues, I Loved Another Woman 
Vale a Pena Ouvir: The Supernatural, Love That Burns, If You Be My Baby

Dark Days In Paradise – Gary Moore





















NOTA: 6/10


Se passaram dois anos até Gary Moore lançar seu 12º álbum, o Dark Days in Paradise. Após o Blues for Greeny, o guitarrista decidiu abandonar temporariamente o Blues como centro de sua música e procurar uma sonoridade mais contemporânea. A ideia não era simplesmente voltar ao Hard Rock oitentista. Ele queria incorporar elementos de música eletrônica, Pop, Rock alternativo, música ambiente e outras influências que já faziam parte de sua formação. A produção, feita por ele junto com Chris Tsangarides e Andy Bradfield, buscou uma sonoridade acessível e limpa, que dialoga muito com o Pop Rock e alguns elementos do Dance alternativo, com uso de programação, batidas eletrônicas, teclados e camadas atmosféricas. Claro que a guitarra está presente, mas servindo mais como textura. O problema é que tudo soa arrastado e sem forma. O repertório até começa bem, mas depois decai com canções fracas. No fim, é um álbum mediano e ao qual faltou algo mais. 

Melhores Faixas: One Good Reason, Like Angels, Afraid Of Tomorrow 
Piores Faixas: Always There For You, One Fine Day, Business As Usual

Back To The Blues – Gary Moore



NOTA: 8,5/10


Em 2001, Gary Moore lançou mais um álbum novo, intitulado Back to the Blues. Após o Dark Days in Paradise, já havia experimentado bastante coisa e agora retorna ao Blues com uma abordagem mais direta, pesada e despojada. A intenção parece ser recuperar a força do Blues Rock sem repetir exatamente a estética mais sofisticada dos discos do início dos anos 90. O álbum também surge como uma espécie de reação ao experimentalismo dos trabalhos anteriores. A produção, feita pelo guitarrista junto com Chris Tsangarides, deixou uma sonoridade enxuta e orgânica. O som da guitarra volta a dominar a mixagem, com aquele timbre grosso, sustentado e bastante agressivo. Os teclados aparecem para preencher os espaços, o baixo mantém a estrutura e a bateria dá bastante sustentação aos riffs. O repertório é muito bom, e as canções são bastante melódicas e imersivas. No fim, é um ótimo disco e que é bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Enough Of The Blues, Drowning In Tears, How Many Lies, Stormy Monday
Vale a Pena Ouvir: Picture Of The Moon, Cold Black Night, The Prophet

Power Of The Blues – Gary Moore





NOTA: 6/10


Três anos se passaram, e Gary Moore lançou mais um trabalho novo, o Power of the Blues. Após o Back to the Blues, decidiu fazer um trabalho de Blues Rock pesado, aproveitando a experiência adquirida durante toda a carreira. A formação também favorece essa proposta: Gary Moore na guitarra e voz, Bob Daisley no baixo e Darrin Mooney na bateria, com Jim Watson aparecendo nos teclados em algumas músicas. A produção foi relativamente a mesma, só que agora indo para uma sonoridade crua e agressiva. O baixo do Daisley possui presença, distorção e bastante peso, quase como uma segunda guitarra em alguns momentos. A bateria do Mooney também é mais agressiva do que seria habitual no Blues tradicional. A guitarra do Moore domina naturalmente a produção. O timbre é grosso, saturado e cheio de sustain, mas sem abandonar a expressividade do gênero. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem robustas. Em suma, é um ótimo disco e que é bem pesado. 

Melhores Faixas: That's Why I Play The Blues, There's A Hole, Torn Inside 
Vale a Pena Ouvir: Power Of The Blues, Evil, Memory Pain


                                                                                   Então é isso e flw!!!               

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