Unfinished Monkey Business – Ian Brown
NOTA: 8/10
No ano de 1998, Ian Brown lançava seu 1º álbum solo, intitulado Unfinished Monkey Business. Após o lançamento do Second Coming com o Stone Roses, a banda encerrou suas atividades e, com isso, o cantor decidiu preparar um disco solo que fosse uma mistura de Rock alternativo, psicodelia e Downtempo. O resultado não é uma ruptura completa com o passado, mas uma tentativa de reorganizar algumas das características que fizeram sua antiga banda se tornar tão marcante. Produzido pelo próprio Ian Brown, o álbum segue uma sonoridade contida e direta. O uso de recursos eletrônicos faz muita diferença dentro dos arranjos, que, complementados pela seção rítmica, muito orientada ao groove, proporcionam uma sensação mais física. Enquanto isso, as guitarras contribuem para a atmosfera por meio de efeitos, repetições e frases que se encaixam entre os outros instrumentos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem densas. Enfim, é um disco bacana e bastante ousado.
Melhores Faixas: Corpses In Their Mouths, Nah Nah, Can’t See Me
Vale a Pena Ouvir: My Star, Sunshine, Deep Pile Dreams
Golden Greats – Ian Brown
NOTA: 8,7/10
Dois anos se passaram, e Ian Brown lançava seu 2º trabalho solo, o Golden Greats. Após o Unfinished Monkey Business, Brown continuou explorando uma combinação de Rock alternativo, psicodelia e elementos eletrônicos. Com este disco, ele dá continuidade a essa busca, mas apresenta uma abordagem mais orientada para canções acessíveis, com melodias mais evidentes e uma produção que procura equilibrar a experimentação com estruturas Pop. A produção segue relativamente a mesma linha, mas agora é voltada à combinação de texturas psicodélicas, batidas eletrônicas e elementos variados. As guitarras mantêm uma presença importante, mas frequentemente dividem espaço com sintetizadores, órgãos, efeitos digitais e camadas que ampliam a dimensão espacial das músicas. Os vocais contidos do Ian deixam tudo bem abrangente. O repertório é muito legal, e as canções são bem divertidas e imersivas. No geral, é um disco bacana e mais consistente.
Melhores Faixas: Set My Baby Free, Golden Gaze, Gettin’ High, Dolphins Were Monkeys, First World
Vale a Pena Ouvir: Love Like A Fountain, So Many Soldiers, Babasonicos
Music Of The Spheres – Ian Brown
NOTA: 9/10
No ano de 2001, o Ian Brown lançava seu 3º álbum solo, o Music of the Spheres. Após o Golden Greats, o cantor já havia demonstrado interesse em combinar rock alternativo com música eletrônica. Neste novo trabalho, essa exploração ganha uma dimensão mais atmosférica, com maior presença de texturas eletrônicas, arranjos espaciais e composições que procuram estabelecer ambientes sonoros próprios. A produção, feita por Francis Dunnery, seguiu um caminho bem mais minimalista e atmosférico, investindo em uma combinação de programações eletrônicas, sintetizadores, cordas, baixo, bateria e guitarras que privilegia a criação de ambientes sonoros. O resultado é um disco que mantém uma ligação com o Rock alternativo e o Downtempo, mas incorpora elementos do Trip-Hop, da música ambiente e da psicodelia. O repertório é incrível, e as canções são bem cadenciadas. Enfim, é um baita disco, bastante pacífico.
Melhores Faixas: F.E.A.R., Stardust, Whispers, Northern Lights
Vale a Pena Ouvir: Shadow Of A Saint, Bubbles
Solarized – Ian Brown
NOTA: 8,7/10
Três anos se passaram até o cantor voltar com mais um disco, o diversificado Solarized. Após o Music of the Spheres, ele decidiu dar continuidade a essa trajetória, mas procura conciliar essas experiências com uma apresentação mais concentrada em canções. O título sugere uma associação com a luz solar, o calor e uma atmosfera mais luminosa. Essa ideia combina com a direção musical do álbum, que alterna momentos de energia rítmica, passagens psicodélicas e composições mais contemplativas. A produção, feita em parceria com Dave McCracken, faz uma junção do Britpop com o Downtempo, resultando em uma sonoridade variada. Os elementos eletrônicos alternam entre batidas regulares e uma sensação de movimento constante. A seção rítmica deixa tudo bem orgânico, enquanto as guitarras variam entre momentos de distorção e como complemento. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas. Enfim, é um ótimo álbum, muito bem elaborado.
Melhores Faixas: Keep What Ya Got, Time Is My Everything, The Sweet Fantastic, Longsight M13
Vale a Pena Ouvir: Solarized, One Way Ticket To Paradise, Home Is Where The Heart Is
The World Is Yours – Ian Brown
NOTA: 8/10
Mais três anos se passaram até Ian Brown lançar mais um álbum, o The World Is Yours. Após o Solarized, Brown decidiu trabalhar com bases rítmicas, texturas eletrônicas e arranjos que frequentemente se aproximam da música dançante. A proposta não é abandonar suas raízes britânicas, mas colocá-las em contato com outras linguagens, criando um repertório que alterna momentos de maior energia com passagens mais introspectivas. A produção, conduzida por Emile Haynie, Robert Maxfield e Tim Wills, seguiu uma sonoridade mais cinematográfica e fluida, combinando Trip-Hop e Britpop com elementos do Chamber Pop. Com isso, o baixo ajuda a estabelecer o balanço, enquanto a bateria e os elementos programados dão movimento às músicas. As guitarras, carregadas de camadas, e os arranjos orquestrados contribuem para criar uma sonoridade grandiosa. O repertório é incrível, e as canções são bem dinâmicas. No geral, é um ótimo disco e muito subestimado.
Melhores Faixas: Some Folks Are Hollow, Eternal Flame, Sister Rose
Vale a Pena Ouvir: The World Is Yours, Illegal Attacks (participação da Sinéad O’Connor), Goodbye To The Broken
My Way – Ian Brown
NOTA: 8,2/10
Em 2009, Ian Brown voltava lançando seu 6º álbum de estúdio, o abrangente My Way. Após o The World Is Yours, esse novo trabalho apresenta uma proposta que procura equilibrar a familiaridade de sua sonoridade com uma abordagem mais direta e acessível. Em vez de apostar em mudanças estilísticas radicais, Brown trabalha com elementos que já fazem parte de seu repertório musical, buscando novas combinações entre ritmos, guitarras, teclados e melodias. A produção, feita, como sempre, por Dave McCracken, seguiu uma abordagem mais acessível, combinando tanto o Rock alternativo quanto o Dance alternativo. As guitarras funcionam como componentes melódicos e texturais, complementando as linhas de baixo, as batidas e os teclados. Além disso, os vocais de Ian exploram linhas expressivas, indo além daquele lado mais contido. O repertório é legalzinho, e as canções conseguem ser envolventes e atmosféricas. No final, é um disco bacana e muito variado.
Melhores Faixas: Stellify, Always Remember Me, In The Year 2525
Vale a Pena Ouvir: Marathon Man, Crowning Of The Poor, Vanity Kills, By All Means Necessary