quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Review: O Que Separa Os Homens dos Meninos, Vol. 2 do Sant

                  

O Que Separa Os Homens dos Meninos, Vol. 2 – Sant





















NOTA: 10/10


Depois de dois anos, o Sant volta com o impecável O Que Separa Os Homens dos Meninos, Vol. 2. Após o Convicto, o rapper decidiu revisitar seu EP de 2015, quando ainda era um pupilo do MC Marechal. Só que agora, nesse projeto, mostra-se bem mais amadurecido depois de ter passado por novas experiências, perdas, responsabilidades, relações e pela paternidade. Sendo menos preocupado com o passar do tempo e mais com o lidar com as transformações de sua vida. A produção contou com KL Jay, LP Beatzz e MC Marechal, que colocaram beats que variam entre momentos pesados e sofisticados, contendo assim baterias secas, loops econômicos, texturas orgânicas e linhas de baixo profundas que dialogam bastante com Boom Bap e Jazz Rap, além de uns elementos de Samba e R&B, conseguindo se encaixar bem com o flow cadenciado do Sant. O repertório é espetacular, parecendo uma completa coletânea. No fim, é um baita disco e uma completa obra-prima. 

Melhores Faixas: PERGUNTA SE EU CONSEGUI, O QUE SEPARA OS HOMENS DOS MENINOS 2 (Emicida amassou), MEIO (L7 foi muito bem), CARTAS DE AMOR, CORRE (todo mundo foi bem, nem tem como avaliar), SOBREVIVENTE 
Vale a Pena Ouvir: VIDA REAL (participação da Céu), ÔNUS (Derxan foi bem demais), NOSSA LUTA PARECE INFINITA
  

                                                                                    Então é só e flw!!!    

Review: Humor Negro do Froid

                  

Humor Negro – Froid





















NOTA: 8/10


Alguns dias atrás, o Froid lançou mais um álbum novo, dessa vez, o Humor Negro. Após O Gênio e o Louco e “Entre o Céu e a Terra”, junto com Makalister, o rapper decidiu fazer uma espécie de retorno às características mais sombrias e intimistas do início da carreira, mas sem simplesmente tentar reproduzir os trabalhos antigos, fazendo algo que coloca questões relacionadas à própria mente. A produção, feita por ele próprio junto com Lucas Lobo, trouxe beats mais amplas que dialogam tanto com Boom Bap, Trap, Jazz Rap e até elementos de Dancehall. Com isso, temos baterias secas, loops minimalistas, linhas de baixo profundas e hi-hats discretos, com os flows do Froid tendo ficado mais variados, transitando entre momentos agressivos e mais cadenciados. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem reflexivas e carregadas de densidade. No geral, é um álbum legal e que cumpre sua proposta. 

Melhores Faixas: Ressaca Moral, Colômbia, Endrick 
Vale a Pena Ouvir: Humor Negro, Fique Rico ou Moralismo 2 (Major RD foi bem), Algo Lúcido


Review: Fell Asleep In The Sun do After

                  

Fell Asleep In The Sun – After





















NOTA: 9,1/10


Recentemente, o After lançou seu tão aguardado álbum de estreia, o Fell Asleep In The Sun. Após o lançamento de seus EPs, Graham Epstein e Justine Dorsey nos trouxeram um projeto que resgatava a estética musical e cultural dos anos 2000, mas sem parecer uma reprodução artificial daquela época. Com esse 1º projeto deles sendo meio que uma espécie de viagem por ruas de uma cidade, oceanos, multidões, túneis escuros, luz do sol e montanhas cobertas de neve, carregadas de nostalgia. A produção foi diversificada, contando com Alex Craig, Jackson Shanks, Jeff Hazin, entre outros, que colocaram uma sonoridade limpa e detalhada que junta os elementos do Pop Rock, Indietronica e Trip Hop. Com um uso preciso de baterias eletrônicas, sintetizadores, guitarras, teclados, efeitos atmosféricos, e os vocais da Justine são bem intimistas. O repertório é incrível, e as canções são bem variadas e imersivas. No fim, é um baita disco de estreia e muito fluido. 

Melhores Faixas: Promise (When You Go), Take Me to Sunrise, Breathe Your Air, Open Water, Do or Die, Blind, Blow Out the Candle 
Vale a Pena Ouvir: Fitfully, Feel Asleep In The Sun, Snowburn  


Analisando Discografias - Whethan

                  

Fantasy – Whethan





















NOTA: 3/10


Voltando para o ano de 2020, o Whethan lançava seu álbum de estreia, intitulado Fantasy. A sua carreira começou por volta de 2015, quando já começou a fazer seus sons ainda estando no período de colegial, mas acabou abandonando os estudos, já que ganhou a chance de fazer uma turnê com o The Chainsmokers. Conseguiu retornar para sua formatura e, após isso, passou a lançar alguns EPs e assinou com a Atlantic Records. A produção, feita por ele próprio, seguiu uma paleta extremamente eletrônica, contendo sintetizadores brilhantes, baixos eletrônicos bastante presentes, baterias comprimidas, efeitos digitais, vocais tratados e uma quantidade considerável de camadas pequenas que aparecem e desaparecem ao longo das faixas. O problema é que tudo soa como uma bagunça de subgêneros da EDM dentro de um único álbum. O repertório é fraquíssimo, tendo canções medíocres e poucas interessantes. Enfim, é um álbum péssimo e muito limitado. 

Melhores Faixas: Sunshine (destaque pro The Knocks), Drumdown Mambo, Clouds, Wave 
Piores Faixas: So Good, Outta Here, All I Needed, Hurting On Purpose, Upside Down (o que o Gruplove tá fazendo aqui?)

Midnight – Whethan





















NOTA: 2,5/10


Dois anos depois, ele lançava seu 2º e último álbum até o momento, o Midnight. Após o Fantasy, o Whethan decidiu fazer um trabalho que não ficasse só no EDM, trazendo uma sensação noturna que percorre o trabalho, tanto pela escolha dos timbres quanto pela maneira como as músicas lidam com melancolia, intimidade, energia e escapismo. É um álbum que parece estar interessado naquele período entre o fim da noite e o começo da madrugada. A produção dele seguiu uma abordagem que junta os elementos da música eletrônica moderna com Rage e Digicore (sim, isso mesmo!), com ele colocando sintetizadores atmosféricos, baixos profundos, 808s graves, efeitos, vocais processados e diferentes camadas de textura. Mas tudo é tão sem graça que faz parecer a mesma música por 30 minutos. O repertório é terrível, contendo pequenas exceções. No geral, é outro álbum terrível, de alguém que não mostrou seu potencial. 

Melhores Faixas: Lock It Up (Yeat levou o som para ele), 2 Much
Piores Faixas: Mental, Complicated, Midnight, Thank You Right


Analisando Discografias - The Griswolds

                  

Be Impressive – The Griswolds







NOTA: 5/10


No ano de 2014, o The Griswolds lançava seu álbum de estreia intitulado Be Impressive. Formado dois anos antes em Sydney, na Austrália, pelo vocalista Chris Whitehall, pelo guitarrista e tecladista Daniel Duque-Perez, pelo baixista Tim John e pelo baterista Lachlan West, a banda lançou alguns EPs e singles nesse meio tempo, até que pôde lançar seu 1º trabalho pelo selo da Wind-up. Trazendo uma sequência de músicas rápidas, melódicas e cheias de movimento. A produção, feita por Tony Hoffer, trouxe uma sonoridade limpa e brilhante, juntando Synth-pop, Indie Pop e elementos do Dance alternativo. A bateria possui batidas rápidas e uma condução bastante direta. Os sintetizadores preenchem espaços e reforçam determinadas melodias, mas tudo fica bem cansativo com o passar do tempo, e as guitarras parecem desalinhadas. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fraquíssimas. No geral, é um álbum irregular e que fica enjoativo. 

Melhores Faixas: 16 Years, Right On Track, America 
Piores Faixas: Live This Nightmare, Not Ready Anymore, Be Impressive

High Times For Low Lives – Whethan







NOTA: 2/10


Dois anos depois, eles voltam com seu 2º e último álbum até então, o High Times For Low Lives. Após o Be Impressive, o The Griswolds passa a incorporar de maneira muito mais evidente elementos de música Pop, eletrônica e até algumas referências mais dançantes, fazendo um disco muito mais preocupado com textura, groove, efeitos, sintetizadores e diferentes estilos de vocal. A produção, feita por Andrew Dawson, colocou uma sonoridade extremamente acessível e que ficou muito plastificada. As guitarras continuam presentes, mas frequentemente deixam de ser o centro absoluto do arranjo, já que agora há muita presença de bateria eletrônica e sintetizadores brilhantes, além de o vocal do Chris Whitehall ter ficado mais suave, deixando tudo bastante sem graça e completamente sem dinâmica. O repertório é péssimo, e as canções são bem genéricas, com poucas exceções. No fim, é um álbum horrível e, após isso, a banda se separou. 

Melhores Faixas: Hate That I Don't Hate You, Feel So Right 
Piores Faixas: Get Into My Heart, YDLM, I Want It All, Looking For Love, Role Models, Rufio

  

Analisando Discografias - Borges

                  

Intocável – Borges





















NOTA: 8,8/10


No ano de 2021, o Borges lançava seu álbum de estreia intitulado Intocável, que trazia uma proposta interessante. O rapper vindo do bairro Pavuna, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, começou sua trajetória por volta de 2012, ainda adolescente, quando começou a participar das batalhas, até que, em 2019, começou a integrar a Fire Gang, onde lançou alguns singles, como AK do Flamengo e C Walk. Só que ele acabou saindo, ficando pouco tempo na NGC Records e depois assinando com a Mainstreet. A produção foi diversificada, contando com Ajaxx, Galdino, NeoBeats, entre outros, que colocaram beats pesadas, carregadas de graves fortes, 808s marcados, sintetizadores e atmosferas sombrias, fazendo uma junção do Trap tradicional com No Melody e até traços do Drill, com os flows do BG sendo bem agressivos. O repertório é muito bom, e as canções variam entre profundidade e lifestyle. No fim, é um ótimo álbum de estreia e bem coeso. 

Melhores Faixas: Sodoma e Gomorra (BK’ amassou), Lei Áurea, Aonde Eu Sou Cria (NGC Daddy foi bem), Traidores 
Vale a Pena Ouvir: Preto de Gueto, O Tempo é Rápido Demais (Cabelinho mandou bem)

Amor e Ódio – Borges





















NOTA: 5,5/10


Dois anos se passaram, e o Borges lançou seu 2º álbum, o Amor e Ódio, que foi para um caminho mais variado. Após o Intocável, o rapper acabou ganhando ainda mais destaque depois de lançar o hit Iphone Branco e também chegou a participar do Poesia Acústica 12 (que não foi lá grande coisa). Para esse projeto, ele decidiu trabalhar com dois lados da personalidade e de sua trajetória. Existe o lado da conquista e da vida confortável, mas também aparecem a desconfiança, a falsidade e a sensação de que a ascensão traz novos problemas. A produção contou meio com os mesmos nomes, com alguns novos, como Palma e VT no Beat, que seguiram para beats um pouco mais limpas, com 808s bastante presentes, baterias eletrônicas, hi-hats marcados e synths discretos. Mas o problema é que tudo soa muito repetitivo, e os flows do BG ficam sem variação. O repertório começa bem, mas depois vêm canções fraquíssimas. Enfim, é um álbum mediano e muito impreciso. 

Melhores Faixas: Loucura (ótima feat do Veigh e Cabelinho), Casa Bomba (Dex amassou), Lenda (Ret foi até OK), Federal 
Piores Faixas: Billie Jean, Proibidão Freestyle (Daddy esquecível), Nós É Só Menorzin (Oruam né), Putas e Drogas

O Sol Também Chora – Borges





















NOTA: 9/10


Então chegamos no ano de 2026, o Borges lançou seu mais recente álbum, O Sol Também Chora. Após o Amor e Ódio, o BG passou nesse meio tempo por um periodo dificil passou amadurecer a sua lirica decidindo fazer um projeto muito mais introspectivo e preocupado com questões sociais, espirituais e pessoais. Com a divulgação apresentando uma narrativa que passa por desigualdade, sobrevivência, fé e sucesso, especialmente a partir da experiência de um homem negro dentro de uma sociedade desigual. Produção feita pelo Ajaxx com ajuda do Nansy Silvvz e VT no Beat, que transitaram entre beats de Trap, Boom Bap e Chipmunk Soul, tendo assim graves controlados, synths atmosféricos, 808s discretos e uma utilização relativamente econômica dos elementos instrumentais que deixa o flow do Borges bem consistente. O repertório é incrivel, e as canções são todas carregadas de profundidade. No fim, é um belo álbum e que vai envelhecer muito bem. 

Melhores Faixas: Vença (Emicida sendo a lenda que é), Rei da Noite (BK’ mandou bem), O Show Ainda Não Acabou, Não to Bem, Sofri Demais, Gueto Gospel 
Vale a Pena Ouvir: Seja Como o Sol, Direção (boa feat do Ryu), Acha Que Eu Não Sei

  

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Helloween: Parte 2

                 

Rabbit Don't Come Easy – Helloween





















NOTA: 1/10


Três anos se passaram para o Helloween lançar seu 10º álbum de estúdio, o Rabbit Don't Come Easy. Após o The Dark Ride, a banda passou por algumas instabilidades, com a saída do guitarrista Roland Grapow, que foi substituído por Sascha Gerstner, além de ter ficado praticamente sem baterista. Então, eles contaram com vários bateristas, inclusive Mikkey Dee, que já estava no Motörhead, e Mark Cross. Para esse álbum, decidiram fazer um trabalho que recuperasse bastante da energia melódica. A produção seguiu um caminho mais direto e grandioso. As guitarras continuam sendo pesadas e tendo uma alternância entre riffs e harmonizações. A bateria ficou muito mais variada, assim como o baixo, e os vocais do Andi estão mais energéticos. Mas é aquilo: tudo continua sendo cheio de clichês, deixando algo tedioso. O repertório é péssimo, e as canções são completamente genéricas. No final, é um álbum horrível e que beira o cansativo. 

Melhores Faixas: (...................) 
Piores Faixas: Liar, Open Your Life, The Tune, Nothing To Say, Do You Feel Good

Keeper Of The Seven Keys - The Legacy – Helloween





















NOTA: 1/10


Dois anos depois, a banda lançava mais um álbum, dessa vez, o Keeper Of The Seven Keys - The Legacy. Após o Rabbit Don't Come Easy, o Helloween acabou encontrando um novo baterista, Dani Löble. Só que a proposta não era simplesmente fazer um terceiro capítulo direto daquela história. O álbum utiliza a ideia de "Keeper" como uma espécie de herança musical, tentando mostrar que aquela linguagem épica, melódica e grandiosa ainda poderia funcionar décadas depois. A produção do Charlie Bauerfeind seguiu uma abordagem que consegue ser épica e pesada, colocando muitos dos elementos do Metal progressivo naquela temática do Power Metal. As guitarras são pesadas, mas não excessivamente comprimidas, permitindo que os riffs tenham bastante presença, além da cozinha rítmica ter ficado mais variada. Mas tudo continua muito arrastado. O repertório é horrível, e as canções são bem chatinhas. No fim, é um álbum excessivamente pretensioso. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: Silent Rain, Born On Judgment Day, The King For A 1000 Years, Occasion Avenue

Gambling With The Devil – Helloween





















NOTA: 1/10


Se passaram mais dois anos para a banda lançar mais um trabalho novo, o Gambling With The Devil. Após o Keeper Of The Seven Keys - The Legacy, o Helloween mantém a ambição, mas passa a trabalhar de maneira mais objetiva. A banda parece ter percebido que não precisava necessariamente de um disco gigantesco para demonstrar que ainda sabia fazer Power Metal de alto nível. A produção trouxe um som pesado e limpo. As guitarras possuem bastante presença, contendo uma agressividade nos timbres, e a bateria de Dani Löble tem impacto suficiente para fazer as músicas velozes realmente funcionarem. O baixo aparece com boa definição e ajuda a preencher o espaço entre guitarra e bateria, e os vocais do Andi estão muito mais melódicos e expressivos em determinados momentos. Mas é aquilo: tudo continua bastante arrastado e sem imersão. O repertório é terrível, e as canções são todas muito genéricas. No final, é um álbum completamente sem graça. 

Melhores Faixas: (................) 
Piores Faixas: Heaven Tells No Lies, Paint A New World, Fallen To Pieces, The Saints, Kill It

7 Sinners – Helloween





















NOTA: 1/10


Indo para 2010, o Helloween lançava mais um álbum novo, o 7 Sinners, que teve uma pegada mais épica. Após o Gambling With The Devil, a banda decidiu trabalhar aqui com uma imagem mais pesada e apocalíptica. Existe uma preocupação maior com temas ligados à sociedade, comportamento humano, destruição, conflitos e aspectos negativos da vida contemporânea. A produção seguiu uma abordagem bem mais seca e pesada. O som das guitarras é encorpado, pesado e relativamente seco, deixando os riffs bastante evidentes, enquanto a bateria teve bem mais firmeza, com ataques secos do Dani Löble. O baixo do Markus Grosskopf permanece muito importante para a base. Como as guitarras são bastante densas, o baixo precisa ocupar um espaço bem definido para não desaparecer completamente, mas tudo soa muito pretensioso e cansativo. O repertório é chatíssimo, e as canções são totalmente sem profundidade. Enfim, é um álbum horrível e sem coesão. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Far In The Future, You Stupid Mankind, If A Mountain Could Talk, Who Is Mr. Madman ?, Are You Metal ?

Straight Out Of Hell – Helloween





















NOTA: 1/10


Três anos se passaram, e o Helloween decidiu fazer um trabalho mais variado com Straight Out Of Hell. Após o 7 Sinners, eles decidiram procurar recuperar um pouco mais de equilíbrio. O Helloween não abandona o peso, mas volta a dar bastante importância às melodias, aos refrões grandiosos e às diferentes velocidades dentro do repertório, além de dar destaque para os vocais poderosos do Andi Deris. A produção seguiu uma abordagem pesada, só que bem mais definida. As guitarras possuem bastante peso, porém não ocupam absolutamente todo o espaço da mixagem. Isso permite que baixo e bateria tenham presença real. Os riffs conseguem ser percebidos com facilidade, principalmente nos momentos mais rápidos. Além disso, há elementos que dialogam muito com Metal sinfônico, fazendo deles quase um pastiche do Rhapsody, só que sem graça. O repertório é fraquíssimo, e as canções são bem esquecíveis. Enfim, é outro álbum chato da banda. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Asshole, Years, Far From The Stars, Wanna Be God, Church Breaks Down, World Of War

My God-Given Right – Helloween





















NOTA: 1/10


Em 2015, o Helloween lançava mais um trabalho novo, intitulado My God-Given Right. Após o Straight Out Of Hell, eles decidiram fazer um trabalho menos interessado em fazer uma grande declaração conceitual. A própria ideia do álbum está muito ligada à liberdade individual, à capacidade de seguir o próprio caminho e à relação entre o indivíduo e as pressões externas. Existe um tom mais humano e contemporâneo nas letras, em vez de depender apenas de fantasia, mitologia ou histórias épicas. A produção seguiu uma abordagem bastante limpa e moderna, mas preserva uma quantidade razoável de peso. As guitarras são encorpadas e possuem bastante presença, principalmente com riffs harmonizados. A bateria continua muito firme, e o baixo, preciso. Mas tudo aqui soa como um monte de ideias recicladas dos álbuns anteriores, só que sem coesão. O repertório é péssimo, e as canções são bem medíocres. Enfim, é um álbum terrível e muito sem graça. 

Melhores Faixas: (.......zzzz.......) 
Piores Faixas: My God-Given Right, Stay Crazy, Creatures In Heaven, If God Loves Rock 'n' Roll, Heroes

Helloween – Helloween





















NOTA: 1/10


Indo para 2021, o Helloween lançava seu 16º álbum autointitulado, que trouxe surpresas. Após o My God-Given Right, a banda passou a contar com três guitarristas, já que o membro fundador da banda, Kai Hansen, estava de volta, e também Michael Kiske voltou a ser vocalista, dividindo essa função com Andi Deris, que nem sequer foi mandado embora. Com isso, a banda decidiu fazer um projeto que fosse uma verdadeira junção de tudo que eles aprenderam nesses 40 anos de trajetória. A produção de Charlie Bauerfeind, feita agora junto com Dennis Ward, trouxe um som grandioso e pesado. As guitarras se equilibram entre solos que podem se suceder e se complementar, enquanto os riffs continuam suficientemente definidos. A cozinha rítmica é bem variada, só que os vocais do Kai, Andi e Michael são muito sem força e imprecisos. O repertório é aquilo de sempre, contendo canções fraquíssimas. Enfim, é um álbum péssimo e que não tem nada demais. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Mass Pollution, Angels, Out For The Glory, Skyfall, Rise Without Chains

Giants & Monsters – Helloween





















NOTA: 1/10


Então chegamos ao ano de 2025, quando o Helloween lançou seu último álbum até então, o Giants & Monsters. Após o aclamadíssimo álbum de 2021, eles decidiram trabalhar com uma seleção mais concentrada. Essa decisão ajuda bastante o fluxo do álbum, porque há menos sensação de excesso. Além disso, seguem a tradição da banda: gigantes, deuses, salvação, espiritualidade, universo e temas existenciais aparecem ao longo das músicas. A produção foi relativamente a mesma, só que o som ficou mais limpo, mas sem tirar o peso característico. As guitarras possuem bastante presença, com cada uma criando uma camada distinta, mas o baixo continua audível, a bateria tem impacto e os vocais do trio (Kai, Michael e Andi) permanecem muito claros. Só que os mesmos erros se repetem: um som muito arrastado e os vocais sendo muito imprecisos. O repertório é tenebroso, e as canções são insuportáveis e medíocres. No fim, é outro trabalho fraquíssimo da banda. 

Melhores Faixas: (...........................) 
Piores Faixas: Majestic, This Is Tokyo, Hand Of God, A Little Is A Little Too Much, Savior Of The World


                                                                                                 Bom é isso e flw!!!        

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Helloween: Parte 1

                 

Walls Of Jericho – Helloween





















NOTA: 1,2/10


Em 1985, o Helloween lançava seu álbum de estreia, intitulado Walls Of Jericho. Formado um ano antes em Hamburgo, na Alemanha, por Kai Hansen (vocais e guitarra), Michael Weikath (guitarra), Markus Grosskopf (baixo) e Ingo Schwichtenberg (bateria), a banda havia lançado um EP pela Noise Records e, nesse meio tempo, estava fortemente ligada ao Heavy Metal oitentista, ao Speed Metal e a uma abordagem mais veloz, mas já demonstrava uma preocupação enorme com melodias de guitarra, mudanças de andamento e construções mais épicas. A produção ficou a cargo de Harris Johns, que deixou uma sonoridade crua e pesada. As guitarras de Hansen e Weikath possui uma quantidade enorme de riffs, harmonizações e solos que constroem melodias, enquanto o baixo e a bateria servem muito mais como sustentação, deixando algo bem impreciso. O repertório é ruim, contendo canções genéricas. No final, é um disco chato de uma banda inexperiente. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: Reptile, Heavy Metal (Is The Law), Metal Invaders, Guardians

Keeper Of The Seven Keys (Part I) – Helloween





















NOTA: 1,5/10


Dois anos se passaram para o Helloween lançar seu idolatrado 2º álbum, o Keeper Of The Seven Keys (Part I). Após o Walls Of Jericho, a banda acabou colocando Michael Kiske como vocalista, já que Kai Hansen não estava conseguindo conciliar entre tocar guitarra e cantar. Com isso, eles começam a trabalhar com uma visão mais ampla de álbum, e não simplesmente com uma sequência de músicas rápidas. A produção, feita agora por Tommy Newton e Hansen, colocou uma abordagem bem mais energética e orgânica. As guitarras de Kai Hansen e Michael Weikath alternam entre riffs rápidos, harmonizações, solos longos e diversas mudanças de dinâmica. A cozinha rítmica ficou mais eficiente, e os vocais do Michael Kiske são bem poderosos, mas é aquilo: todos os clichês que o Power Metal tem estão aqui. O repertório é chatinho, tendo canções que são bem tediosas. No final, é um álbum chato, mas temos que concordar que foi revolucionário. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: Halloween, Twilight Of The Gods, A Little Time

Keeper Of The Seven Keys - Part II – Helloween





















NOTA: 1,3/10


No ano seguinte, o Helloween lançava a continuação do Keeper Of The Seven Keys. Após a 1ª parte, eles não precisavam mais provar que conseguiam tocar rápido ou construir refrões grandiosos; agora, podiam explorar essas características com muito mais confiança. O álbum consegue funcionar como uma expansão natural do primeiro Keeper, mas possui personalidade suficiente para não parecer simplesmente uma coleção de sobras ou uma continuação automática. A produção foi basicamente a mesma, só que agora o som ficou mais grandioso e, ao mesmo tempo, pesado. As guitarras possuem riffs rápidos, harmonizações e solos bastante melódicos, mas existe uma preocupação ainda maior com a criação de temas reconhecíveis. O baixo ficou mais constante, a bateria, variada, e os vocais de Michael, mais versáteis, mas tudo continua muito monótono. O repertório é fraquíssimo, e as canções são bem chatinhas. Enfim, é um álbum ruim e cansativo quanto o anterior. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: March of Time, Rise And Fall, Keeper Of The Seven Keys, We Got The Right

Pink Bubbles Go Ape – Helloween





















NOTA: 1/10


Em 1991, o Helloween voltava lançando mais um álbum, intitulado Pink Bubbles Go Ape. Após o Keeper Of The Seven Keys - Part II, o guitarrista Kai Hansen foi substituído por Roland Grapow. Além disso, a banda tinha assinado com a EMI e, com isso, passou a explorar mais abertamente elementos do Hard Rock, humor, melodias mais acessíveis e estruturas menos preocupadas em demonstrar velocidade o tempo inteiro. A produção, feita por Chris Tsangarides, colocou um som bem mais claro e acessível, com eles dialogando tanto com o Power Metal quanto com o Heavy Metal. As guitarras transitam entre riffs pesados, passagens melódicas, solos rápidos e momentos mais soft. A cozinha rítmica ficou bem mais sustentável, e os vocais de Michael estão bem mais descontraídos. O repertório é horrível, e as canções são todas bem enjoativas e não têm imersão. No final de tudo, é um álbum terrível e que mostrou que eles deram um tiro no pé. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: Number One, Pink Bubbles Go Ape, The Chance, Heavy Metal Hamsters, Your Turn

Chameleon – Helloween





















NOTA: 1/10


No ano de 1994, o Helloween lançava o tenebroso e esquecível álbum Chameleon. Após o Pink Bubbles Go Ape, a banda praticamente abandona a obrigação de soar como uma banda de Power Metal, porque simplesmente decidiu fazer um trabalho extremamente mais acessível, contando com baladas, elementos acústicos, arranjos mais orquestrais e até algumas características próximas da música Folk. A produção, feita junto com Tommy Hansen e Michael Tibes, deixou uma sonoridade mais aberta e, de certo modo, polida. Contando com a presença de violões, teclados, instrumentos de sopro, cordas e outros elementos de arranjo, que possuem tanto ou mais importância do que as guitarras elétricas, além dos vocais de Michael, que ficaram mais delicados, só que tudo soa como um trabalho de Hard Rock extremamente genérico. O repertório é simplesmente tenebroso, com canções irritantes. Enfim, é um álbum horroroso e que foi uma queda desastrosa. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: First Time, Longing, Music, Giants, Crazy Cat, Windmill

Master Of The Rings – Helloween





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, a banda foi completamente reformulada e lançou o álbum Master Of The Rings. Após o Chameleon, Michael Kiske acabou saindo da banda devido a problemas com o grupo, e o baterista Ingo Schwichtenberg também saiu devido ao seu caso de esquizofrenia. Com isso, entraram Andi Deris nos vocais e Uli Kusch na bateria, além de o Helloween ter encerrado seu vínculo com a EMI e passado a lançar seus álbuns pela Raw Power. A produção foi feita junto com Tommy Hansen e voltou a ser bem mais pesada e direta, com eles retornando de cabeça para o Power Metal. As guitarras voltaram a ser encorpadas, possuem riffs pesados, as melodias continuam presentes e os solos têm bastante espaço. Enquanto a cozinha rítmica ficou bem mais firme e os vocais de Andi conseguem ser bem mais enérgicos, porém tudo soa repetitivo e tedioso. O repertório é ruim, e as canções são todas bem chatinhas. No geral, é mais outro trabalho fraco da banda. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: Sole Survivor, Mr Ego (Take Me Down), Still We Go, The Game Is On, Where The Rain Grows

The Time Of The Oath – Helloween





















NOTA: 1,2/10


Se passaram dois anos para o Helloween lançar mais um trabalho novo, o The Time Of The Oath. Após o Master Of The Rings, a banda começa a equilibrar melhor suas diferentes características. Eles continuam sendo uma banda de Power Metal, mas não ficam presos à velocidade o tempo inteiro. Existem músicas rápidas, outras mais pesadas e cadenciadas, momentos melódicos, passagens sombrias e até composições com estruturas mais elaboradas. A produção do Tommy Hansen seguiu aquela abordagem grandiosa e pesada. As guitarras do Weikath e Grapow são o coração do disco. Os riffs possuem bastante peso, mas as melodias continuam muito importantes. A bateria do Uli Kusch possui muita presença, e o baixo do Grosskopf ajuda a preencher os riffs, enquanto os vocais de Andi ficaram mais expressivos, mas é aquilo: tudo soa bastante arrastado e previsível. O repertório é muito fraco, e as canções são bastante genéricas. Enfim, é um álbum ruim e muito cansativo. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: A Million To One, Wake Up The Mountain, The Time Of The Oath, Mission Motherland, We Burn

Better Than Raw – Helloween





















NOTA: 1/10


Em 1998, a banda lançava seu 8º álbum de estúdio, o ainda mais grandioso Better Than Raw. Após o The Time Of The Oath, esse novo projeto possui uma postura mais bruta, menos preocupada em suavizar as arestas. O Helloween continua melódico, mas existe uma tentativa evidente de deixar a música mais pesada. Também existe uma atmosfera mais sombria. Algumas músicas trabalham com temas e arranjos mais obscuros, enquanto outras utilizam uma abordagem quase teatral. A produção seguiu uma abordagem atmosférica e mais definida nos padrões do Power Metal. As guitarras são o elemento mais evidente. Os riffs possuem bastante peso e presença. A bateria tem bem mais força e variação, enquanto o baixo continua preenchendo os riffs e os vocais de Andi são praticamente os mesmos. Com isso, temos mais um trabalho completamente arrastado. O repertório é terrível, e as canções são todas bem genéricas. No final, é um álbum horrível e muito entediante. 

Melhores Faixas: (....zzzz.....) 
Piores Faixas: Hey Lord!, Midnight Sun, Push, I Can, Revelation

The Dark Ride – Helloween





















NOTA: 1/10


Entrando nos anos 2000, o Helloween lançava mais um álbum novo, o The Dark Ride. Após o Better Than Raw, a banda tinha assinado com a Nuclear Blast e, para esse trabalho, decidiu mergulhar ainda mais em um lado sombrio, pesado e, em determinados momentos, quase melancólico. O próprio conceito do álbum combina com essa mudança, com o grupo não parecendo interessado em produzir simplesmente mais um disco de Power Metal cheio de velocidade e refrões grandiosos. Existe uma preocupação maior com atmosfera, tensão, contraste e peso. A produção, feita por Roy Z e Charlie Bauerfeind, deixou um som pesado e atmosférico. As guitarras possuem riffs mais encorpados e agressivos, o baixo está mais presente, a bateria, mais dinâmica, e os vocais do Andi, mais articulados, apesar de tudo soar como a mesma coisa de sempre. O repertório é terrível, e as canções são todas bastante sem graça. No final, é outro trabalho péssimo e que beira o cansativo. 

Melhores Faixas: (...............................) 
Piores Faixas: If I Could Fly, Escalation 666, The Dark Ride, Mr. Torutre, All Over The Nations


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                        

Review: O Que Separa Os Homens dos Meninos, Vol. 2 do Sant

                   O Que Separa Os Homens dos Meninos, Vol. 2 – Sant NOTA: 10/10 Depois de dois anos, o Sant volta com o impecável O Que Sep...