Rabbit Don't Come Easy – Helloween
NOTA: 1/10
Três anos se passaram para o Helloween lançar seu 10º álbum de estúdio, o Rabbit Don't Come Easy. Após o The Dark Ride, a banda passou por algumas instabilidades, com a saída do guitarrista Roland Grapow, que foi substituído por Sascha Gerstner, além de ter ficado praticamente sem baterista. Então, eles contaram com vários bateristas, inclusive Mikkey Dee, que já estava no Motörhead, e Mark Cross. Para esse álbum, decidiram fazer um trabalho que recuperasse bastante da energia melódica. A produção seguiu um caminho mais direto e grandioso. As guitarras continuam sendo pesadas e tendo uma alternância entre riffs e harmonizações. A bateria ficou muito mais variada, assim como o baixo, e os vocais do Andi estão mais energéticos. Mas é aquilo: tudo continua sendo cheio de clichês, deixando algo tedioso. O repertório é péssimo, e as canções são completamente genéricas. No final, é um álbum horrível e que beira o cansativo.
Melhores Faixas: (...................)
Piores Faixas: Liar, Open Your Life, The Tune, Nothing To Say, Do You Feel Good
Keeper Of The Seven Keys - The Legacy – Helloween
NOTA: 1/10
Dois anos depois, a banda lançava mais um álbum, dessa vez, o Keeper Of The Seven Keys - The Legacy. Após o Rabbit Don't Come Easy, o Helloween acabou encontrando um novo baterista, Dani Löble. Só que a proposta não era simplesmente fazer um terceiro capítulo direto daquela história. O álbum utiliza a ideia de "Keeper" como uma espécie de herança musical, tentando mostrar que aquela linguagem épica, melódica e grandiosa ainda poderia funcionar décadas depois. A produção do Charlie Bauerfeind seguiu uma abordagem que consegue ser épica e pesada, colocando muitos dos elementos do Metal progressivo naquela temática do Power Metal. As guitarras são pesadas, mas não excessivamente comprimidas, permitindo que os riffs tenham bastante presença, além da cozinha rítmica ter ficado mais variada. Mas tudo continua muito arrastado. O repertório é horrível, e as canções são bem chatinhas. No fim, é um álbum excessivamente pretensioso.
Melhores Faixas: (.....................)
Piores Faixas: Silent Rain, Born On Judgment Day, The King For A 1000 Years, Occasion Avenue
Gambling With The Devil – Helloween
NOTA: 1/10
Se passaram mais dois anos para a banda lançar mais um trabalho novo, o Gambling With The Devil. Após o Keeper Of The Seven Keys - The Legacy, o Helloween mantém a ambição, mas passa a trabalhar de maneira mais objetiva. A banda parece ter percebido que não precisava necessariamente de um disco gigantesco para demonstrar que ainda sabia fazer Power Metal de alto nível. A produção trouxe um som pesado e limpo. As guitarras possuem bastante presença, contendo uma agressividade nos timbres, e a bateria de Dani Löble tem impacto suficiente para fazer as músicas velozes realmente funcionarem. O baixo aparece com boa definição e ajuda a preencher o espaço entre guitarra e bateria, e os vocais do Andi estão muito mais melódicos e expressivos em determinados momentos. Mas é aquilo: tudo continua bastante arrastado e sem imersão. O repertório é terrível, e as canções são todas muito genéricas. No final, é um álbum completamente sem graça.
Melhores Faixas: (................) Piores Faixas: Heaven Tells No Lies, Paint A New World, Fallen To Pieces, The Saints, Kill It
7 Sinners – Helloween
NOTA: 1/10
Indo para 2010, o Helloween lançava mais um álbum novo, o 7 Sinners, que teve uma pegada mais épica. Após o Gambling With The Devil, a banda decidiu trabalhar aqui com uma imagem mais pesada e apocalíptica. Existe uma preocupação maior com temas ligados à sociedade, comportamento humano, destruição, conflitos e aspectos negativos da vida contemporânea. A produção seguiu uma abordagem bem mais seca e pesada. O som das guitarras é encorpado, pesado e relativamente seco, deixando os riffs bastante evidentes, enquanto a bateria teve bem mais firmeza, com ataques secos do Dani Löble. O baixo do Markus Grosskopf permanece muito importante para a base. Como as guitarras são bastante densas, o baixo precisa ocupar um espaço bem definido para não desaparecer completamente, mas tudo soa muito pretensioso e cansativo. O repertório é chatíssimo, e as canções são totalmente sem profundidade. Enfim, é um álbum horrível e sem coesão.
Melhores Faixas: (........................)
Piores Faixas: Far In The Future, You Stupid Mankind, If A Mountain Could Talk, Who Is Mr. Madman ?, Are You Metal ?
Straight Out Of Hell – Helloween
NOTA: 1/10
Três anos se passaram, e o Helloween decidiu fazer um trabalho mais variado com Straight Out Of Hell. Após o 7 Sinners, eles decidiram procurar recuperar um pouco mais de equilíbrio. O Helloween não abandona o peso, mas volta a dar bastante importância às melodias, aos refrões grandiosos e às diferentes velocidades dentro do repertório, além de dar destaque para os vocais poderosos do Andi Deris. A produção seguiu uma abordagem pesada, só que bem mais definida. As guitarras possuem bastante peso, porém não ocupam absolutamente todo o espaço da mixagem. Isso permite que baixo e bateria tenham presença real. Os riffs conseguem ser percebidos com facilidade, principalmente nos momentos mais rápidos. Além disso, há elementos que dialogam muito com Metal sinfônico, fazendo deles quase um pastiche do Rhapsody, só que sem graça. O repertório é fraquíssimo, e as canções são bem esquecíveis. Enfim, é outro álbum chato da banda.
Melhores Faixas: (..........................)
Piores Faixas: Asshole, Years, Far From The Stars, Wanna Be God, Church Breaks Down, World Of War
My God-Given Right – Helloween
NOTA: 1/10
Em 2015, o Helloween lançava mais um trabalho novo, intitulado My God-Given Right. Após o Straight Out Of Hell, eles decidiram fazer um trabalho menos interessado em fazer uma grande declaração conceitual. A própria ideia do álbum está muito ligada à liberdade individual, à capacidade de seguir o próprio caminho e à relação entre o indivíduo e as pressões externas. Existe um tom mais humano e contemporâneo nas letras, em vez de depender apenas de fantasia, mitologia ou histórias épicas. A produção seguiu uma abordagem bastante limpa e moderna, mas preserva uma quantidade razoável de peso. As guitarras são encorpadas e possuem bastante presença, principalmente com riffs harmonizados. A bateria continua muito firme, e o baixo, preciso. Mas tudo aqui soa como um monte de ideias recicladas dos álbuns anteriores, só que sem coesão. O repertório é péssimo, e as canções são bem medíocres. Enfim, é um álbum terrível e muito sem graça.
Melhores Faixas: (.......zzzz.......)
Piores Faixas: My God-Given Right, Stay Crazy, Creatures In Heaven, If God Loves Rock 'n' Roll, Heroes
Helloween – Helloween
NOTA: 1/10
Indo para 2021, o Helloween lançava seu 16º álbum autointitulado, que trouxe surpresas. Após o My God-Given Right, a banda passou a contar com três guitarristas, já que o membro fundador da banda, Kai Hansen, estava de volta, e também Michael Kiske voltou a ser vocalista, dividindo essa função com Andi Deris, que nem sequer foi mandado embora. Com isso, a banda decidiu fazer um projeto que fosse uma verdadeira junção de tudo que eles aprenderam nesses 40 anos de trajetória. A produção de Charlie Bauerfeind, feita agora junto com Dennis Ward, trouxe um som grandioso e pesado. As guitarras se equilibram entre solos que podem se suceder e se complementar, enquanto os riffs continuam suficientemente definidos. A cozinha rítmica é bem variada, só que os vocais do Kai, Andi e Michael são muito sem força e imprecisos. O repertório é aquilo de sempre, contendo canções fraquíssimas. Enfim, é um álbum péssimo e que não tem nada demais.
Melhores Faixas: (........................)
Piores Faixas: Mass Pollution, Angels, Out For The Glory, Skyfall, Rise Without Chains
Giants & Monsters – Helloween
NOTA: 1/10
Então chegamos ao ano de 2025, quando o Helloween lançou seu último álbum até então, o Giants & Monsters. Após o aclamadíssimo álbum de 2021, eles decidiram trabalhar com uma seleção mais concentrada. Essa decisão ajuda bastante o fluxo do álbum, porque há menos sensação de excesso. Além disso, seguem a tradição da banda: gigantes, deuses, salvação, espiritualidade, universo e temas existenciais aparecem ao longo das músicas. A produção foi relativamente a mesma, só que o som ficou mais limpo, mas sem tirar o peso característico. As guitarras possuem bastante presença, com cada uma criando uma camada distinta, mas o baixo continua audível, a bateria tem impacto e os vocais do trio (Kai, Michael e Andi) permanecem muito claros. Só que os mesmos erros se repetem: um som muito arrastado e os vocais sendo muito imprecisos. O repertório é tenebroso, e as canções são insuportáveis e medíocres. No fim, é outro trabalho fraquíssimo da banda.
Melhores Faixas: (...........................) Piores Faixas: Majestic, This Is Tokyo, Hand Of God, A Little Is A Little Too Much, Savior Of The World
Bom é isso e flw!!!

















