segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Review: FUDGE do Michael Kiwanuka

                   

FUDGE – Michael Kiwanuka





















NOTA: 8,9/10


Recentemente, Michael Kiwanuka lançou seu 5º álbum de estúdio, intitulado FUDGE. Após o Small Changes, o cantor estava com vontade de experimentar, aceitar imperfeições e deixar as músicas se desenvolverem sem se preocupar com o resultado final. O lançamento também ganhou uma dimensão particularmente delicada devido aos problemas de saúde enfrentados pelo músico. O lançamento do disco foi adiado por quase um ano, e suas apresentações ao vivo permaneceram suspensas. A produção, feita pelo cantor junto com Dom Monks e Rosie Danvers, seguiu uma sonoridade mais espaçosa e deliberadamente menos rígida, com uma abordagem muito mais voltada ao Smooth Soul. O uso de violões deixa uma pegada mais acústica, complementada pelos arranjos de cordas que, junto com a seção rítmica, conseguem deixar tudo muito fluido. O repertório é muito bom, e as canções são bem cadenciadas. No final, é um disco bacana e muito aconchegante. 

Melhores Faixas: Drowning In Your Heart, Sing, Summer Clothes, California, Love In My Heart
Vale a Pena Ouvir: Move In My Direction, Just Another Moment, Stars
 

                                                                                        É isso, então flw!!!            

Analisando Discografias - The Stone Roses

                  

The Stone Roses – The Stone Roses





















NOTA: 10/10


Voltando para o ano de 1989, o The Stone Roses lançava seu atemporal álbum de estreia autointitulado. Formada em 1983, na cidade de Manchester, por Ian Brown nos vocais, John Squire na guitarra, Mani no baixo e Reni na bateria. O grupo surgiu dentro de uma cena que tinha uma herança psicodélica e dialogava com a Dance music, que se tornou forte nas raves, dando origem ao que passou a ser chamado de Madchester. Assim, a banda tinha uma abordagem orientada a músicas ensolaradas, hipnóticas e dançantes, algo que a levou a assinar com a Silvertone. A produção do John Leckie, com uma ajudinha do Peter Hook, deixou um som direto, que juntou Baggy com Jangle Pop. As guitarras do Squire alternam entre timbres brilhantes e riffs agressivos, o baixo do Mani é bastante hipnótico, a bateria do Reni é muito dinâmica e os vocais do Ian são bem variados. O repertório é sensacional, praticamente uma coletânea de grandes canções. No final, é um baita disco e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: I Wanna Be Adored, Made Of Stone, She Bangs The Drums, Waterfall
Vale a Pena Ouvir: (Song For My) Sugar Spun Sister, Bye Bye Badman, Shoot You Down

Second Coming – The Stone Roses





















NOTA: 8,8/10


Então chegamos a 1994, quando o The Stone Roses lançou seu 2º e último álbum, o Second Coming. Após o clássico álbum de estreia, a banda enfrentou problemas relacionados à gravadora, que a levaram à Geffen Records, disputas contratuais, conflitos internos e dificuldades para concluir um sucessor que correspondesse às expectativas. Só que, agora, o cenário britânico era dominado pelo Britpop, e a banda sabia que não dava para seguir a mesma abordagem. A produção foi feita por Simon Dawson e Paul Schroeder, que deixaram um som pesado e denso, seguindo uma abordagem muito mais voltada ao Rock alternativo, com elementos da música psicodélica. As guitarras possuem timbres variados, a cozinha rítmica ficou mais orientada ao groove e os vocais do Ian Brown vão desde momentos contidos até os mais energéticos. O repertório é legalzinho, com canções bastante robustas. No fim, é um ótimo disco, que acaba sendo bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Love Spreads, Ten Storey Love Song, Driving South, Begging You, Breaking Into Heaven 
Vale a Pena Ouvir: Your Star Will Shine, How Do You Sleep, Tears


Analisando Discografias - Noel Gallagher's High Flying Birds

                 

Noel Gallagher's High Flying Birds – Noel Gallagher's High Flying Birds





















NOTA: 9,4/10


Em 2011, Noel Gallagher, junto com sua banda High Flying Birds, lançava seu 1º álbum autointitulado. Após o Dig Out Your Soul, do Oasis, Noel, depois de se separar de seu irmão, optou por desenvolver um projeto que lhe permitisse trabalhar com diferentes músicos e explorar novas possibilidades sem abandonar completamente as características que marcaram suas composições anteriores. Com isso, ele chamou o tecladista Mike Rowe e o baterista Jeremy Stacey para o projeto. A produção, feita junto com Dave Sardy, deixou uma sonoridade bem detalhada e clara, que juntou Britpop e Rock alternativo tradicional com elementos psicodélicos. As guitarras alternam entre timbres limpos e melodias que dão movimento ao conjunto, o baixo sustenta o peso rítmico, a bateria é precisa, as texturas orquestrais dão personalidade ao disco e os vocais são bem seguros. O repertório é incrível, e as canções são belíssimas. Enfim, é um baita disco e muito bem variado. 

Melhores Faixas: If I Had A Gun..., Dream On, Everybody's On The Run, (Stranded On) The Wrong Beach, AKA... What A Life!, (Stranded On) The Wrong Beach 
Vale a Pena Ouvir: AKA... Broken Arrow, The Death Of You And Me, Stop The Clocks

Chasing Yesterday – Noel Gallagher's High Flying Birds





















NOTA: 9/10


Em 2015, Noel Gallagher retornava com seu 2º álbum solo, o Chasing Yesterday. Após o álbum de 2011, aquela abordagem apresentada anteriormente ganha novas possibilidades, com maior espaço para experimentações instrumentais e uma exploração mais evidente de atmosferas psicodélicas. O álbum também demonstra que Noel não estava interessado em abandonar completamente suas raízes musicais. A produção, feita pelo próprio Noel, seguiu uma sonoridade definida, mas apresenta uma instrumentação mais variada e uma exploração mais acentuada de texturas psicodélicas. As guitarras oferecem riffs diretos e uma base rítmica firme; em outros momentos, aparecem por meio de solos prolongados, efeitos e timbres que ajudam a construir atmosferas mais amplas. A cozinha rítmica ficou muito mais fluida, e os teclados estabelecem ambientes sonoros. O repertório é sensacional, e as canções são bem melódicas. Enfim, é outro belo disco e muito profundo. 

Melhores Faixas: The Dying Of The Light, Lock All The Doors, The Right Stuff, In The Heat Of The Moment, Ballad Of The Mighty I 
Vale a Pena Ouvir: The Girl With X-Ray Eyes, You Know We Can't Go Back, The Mexican

Who Built The Moon? – Noel Gallagher's High Flying Birds





















NOTA: 8/10


Dois anos se passaram até que o Noel Gallagher's High Flying Birds voltasse com o álbum Who Built The Moon?. Após o Chasing Yesterday, o guitarrista decidiu tentar algo diferente, seguindo um caminho em que os arranjos passam a ocupar uma posição ainda mais importante, as batidas eletrônicas ganham espaço e as composições deixam de depender tanto das fórmulas que marcaram a trajetória de Noel no Oasis. A produção, feita inteiramente por David Holmes, seguiu uma sonoridade mais eletrônica e fragmentada, juntando pop rock com elementos da psicodelia. As guitarras passaram a apresentar timbres limpos, servindo como texturas. O baixo e a bateria ficaram mais destacados, e o uso de sintetizadores e programação eletrônica deixou o som mais luminoso e dançante, enquanto os vocais de Noel ficaram muito mais variados. O repertório é muito bom, e as canções conseguem ser divertidas e densas. No geral, é um ótimo disco, com uma sonoridade mais atmosférica. 

Melhores Faixas: She Taught Me How To Fly, It’s A Beautiful World 
Vale a Pena Ouvir: Black & White Sunshine, The Man Who Built The Moon, Holy Mountain, If Love Is The Law

Council Skies – Noel Gallagher's High Flying Birds





















NOTA: 8,7/10


Então chegamos a 2023, quando Noel Gallagher lançou seu álbum mais recente, o Council Skies. Após o Who Built The Moon?, ele quis continuar com a experimentação, mas agora de maneira mais moderada, enquanto as guitarras e as melodias assumem novamente uma posição central. O título do álbum remete à região de Manchester onde Noel cresceu e à relação entre suas origens, suas lembranças e sua trajetória artística. A produção, feita em conjunto com Paul Stacey, retomou uma abordagem bem mais orgânica, dialogando muito mais com o Post-Britpop. As guitarras voltaram a ser mais constantes, com timbres encorpados e riffs acentuados. A seção rítmica oferece uma sustentação consistente, com uma condução que favorece a fluidez das músicas, e os arranjos de cordas dão mais profundidade. O repertório é muito legal, e as canções conseguem ser bem reflexivas e mais cadenciadas. Em suma, é um ótimo disco e muito consistente. 

Melhores Faixas: Dead To The World, Pretty Boy, Council Skies , Think Of A Number 
Vale a Pena Ouvir: There She Blows, Open The Door, See What You Find

  

Analisando Discografias - Liam Gallagher

                  

As You Are – Liam Gallagher





















NOTA: 8,7/10


Voltando para 2017, Liam Gallagher lançava seu 1º trabalho solo, o As You Were. Após o fim do Oasis, o cantor havia se dedicado a outros projetos e, claro, sua figura pública continuava marcada pela irreverência e pela postura provocadora. Mas, para esse álbum, ele decidiu apostar em melodias grandiosas e baladas de caráter introspectivo, recuperando elementos associados ao Oasis sem depender exclusivamente da reprodução de sua fórmula mais conhecida. A produção contou com Greg Kurstin, Dan Grech-Marguerat e Andrew Wyatt, que deixaram um som polido e acessível, seguindo a temática clássica do Britpop. As guitarras possuem timbres saturados, com uso frequente de acordes abertos. A seção rítmica é extremamente eficiente, e os vocais de Liam continuam bem ásperos. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e suaves. Enfim, é um ótimo disco solo e muito consistente. 

Melhores Faixas: For What It's Worth, Wall Of Glass, Paper Crown, Chinatown, You Better Run 
Vale a Pena Ouvir: Bold, I've All I Need, Come Back To Me

Why Me? Why Not. – Liam Gallagher





















NOTA: 9/10


Se passaram dois anos até Liam Gallagher lançar seu 2º álbum solo, o Why Me? Why Not. Após o As You Were, o cantor permanece ligado ao Britpop e ao Rock alternativo, preservando a influência de bandas britânicas clássicas. As guitarras, os refrões amplos e a interpretação vocal rouca continuam sendo os principais elementos de sua identidade, mas agora com uma ambientação bem mais grandiosa. A produção contou com os mesmos nomes e seguiu uma sonoridade limpa, mas agora apresenta arranjos mais amplos. As guitarras aparecem com mais distorção e riffs mais incisivos, mas também com melodias suaves. A bateria ficou bem mais firmes, e as linhas de baixo estão mais variadas. Além disso, o uso de teclados e elementos orquestrais acrescenta profundidade às composições, que são bem complementadas pelos vocais do cantor. O repertório é incrível, e as canções conseguem ser bem aconchegantes. Enfim, é um disco bacana e muito bem-feito. 

Melhores Faixas: One Of Us, Once, Be Still, Why Me? Why Not., The River, Shockwave 
Vale a Pena Ouvir: Alright Now, Halo, Now That I've Found You

C'mon You Know – Liam Gallagher





















NOTA: 8,2/10


Então chegamos a 2022, quando foi lançado o último álbum solo do Liam, até então, o C’mon You Know. Após o Why Me? Why Not., o cantor decidiu explorar uma abordagem mais diversificada, incorporando elementos psicodélicos, experimentações com texturas eletrônicas, arranjos orquestrais, percussões mais elaboradas e influências que ultrapassam o rock britânico convencional, fazendo assim um trabalho que experimenta coisas diferentes sem seguir os clichês tradicionais. A produção seguiu um caminho bem mais variado, juntando Britpop com Baggy, Dance alternativo e Pop psicodélico. As guitarras continuam importantes, mas já não precisam conduzir todas as músicas. Teclados, pianos, órgãos, cordas, corais e percussões assumem funções mais evidentes, criando algo mais grandioso, além de uma seção rítmica variada. O repertório é muito legal, e as canções são todas muito melódicas e imersivas. Enfim, é um disco bacana e que mantém sua coesão. 

Melhores Faixas: Everything's Electric, Diamond In The Dark, Too Good For Giving Up, Don't Go Halfway
Vale a Pena Ouvir: Moscow Rules, Oh Sweet Children, It Was Not Meant To Be


domingo, 25 de outubro de 2026

Review: Álbum Autointitulado do Forbidden

                   

Forbidden – Forbidden





















NOTA: 1/10


Depois de dezesseis anos, o Forbidden retornou com um novo álbum autointitulado. Após o Omega Wave, a banda continuou com suas turnês, mas, em 2012, praticamente entrou em hiato, já que o baixista Matt Camacho havia saído. Foi por volta de 2023 que a banda voltou mais uma vez, mas agora sem Steve Smith, Mark Hernandez e, principalmente, o vocalista Russ Anderson. A formação passou a contar com Norman Skinner nos vocais, Chris Kontos (ex-Machine Head) e Jeremy Von Epp. A produção, feita por Zack Ohren, resultou em um som mais complexo, já que eles entraram de cabeça no Technical Thrash Metal e no Metal progressivo. Com isso, temos guitarras com riffs agressivos e passagens mais cadenciadas, a seção rítmica dando sustentação e os vocais do Norman mais alternados, mas tudo soa extremamente genérico. O repertório é terrível, e as canções são completamente entediantes. Em suma, é mais um álbum que não entrega nada. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: Divided By Zero, Sol Grave, Single Point Failure, Flower Of Life, Jisei
 

                                                                                   Então é isso e flw!!!                      

Analisando Discografias - Oasis

                 

(What's The Story) Morning Glory? – Oasis





















NOTA: 10/10


No ano de 1995, o Oasis lançava seu clássico e atemporal 2º álbum, o (What's the Story) Morning Glory?. Após o sensacional Definitely Maybe, o baterista Tony McCarroll acabou sendo demitido da banda, e, em seu lugar, entrou Alan White. Para esse trabalho, decidiram investir em composições mais melódicas, refrões grandiosos e arranjos capazes de alcançar um público muito maior. Vale lembrar também que a rivalidade com o Blur já estava a todo vapor, tanto que houve a dita batalha de singles entre as duas bandas. A produção, feita por Owen Morris junto com o próprio Noel Gallagher, resultou em uma sonoridade mais ampla dentro do Britpop. As guitarras alternam entre acordes abertos, riffs diretos, distorções e texturas acústicas, enquanto o baixo sustenta tudo e a bateria é muito firme. Os vocais do Liam têm bastante daquela aspereza característica. O repertório é maravilhoso, sendo praticamente uma coletânea. No final, é um baita disco e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Don't Look Back In Anger, Wonderwall, Champagne Supernova, Morning Glory, Some Might Say, Hey Now!, Roll With It 
Vale a Pena Ouvir: Hello, Cast No Shadow

Be Here Now – Oasis





















NOTA: 9/10


Dois anos se passaram até o Oasis lançar seu 3º álbum, o injustiçado Be Here Now. Após o (What's the Story) Morning Glory?, a banda estava cercada por uma atmosfera de excesso, marcada pela fama, pelo dinheiro, pelas festas e pela confiança de que praticamente tudo o que produzisse seria recebido como um acontecimento. Mas os conflitos internos começaram a se manifestar, principalmente entre os dois irmãos. Esse trabalho teria o peso da agressividade de antes, só que bem mais carregado. A produção seguiu uma sonoridade bem mais densa. As guitarras aparecem em grandes camadas, frequentemente dobradas e sobrepostas, formando uma parede de som. O baixo e a bateria sustentam o conjunto com uma abordagem relativamente direta. Já os vocais do Liam são bastante frontais, alternando entre momentos de impacto e fraseado incisivo. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas. No final, é um baita disco que envelheceu bem. 

Melhores Faixas: Stand By Me, D'You Know What I Mean?, Hope, I Think, I Know, Be Here Now, Don't Go Away, It's Gettin' Better (Man!!) 
Vale a Pena Ouvir: Magic Pie, My Big Mouth, The Girl In The Dirty Shirt

Standing On The Shoulder Of Giants – Oasis





















NOTA: 8,7/10


Entrando nos anos 2000, a banda volta com um novo disco, o Standing on the Shoulder of Giants. Após o Be Here Now, o Britpop tinha praticamente deixado de ser mainstream, enquanto seu sucessor espiritual, o Post-Britpop, já estava ganhando bastante destaque. Além disso, a banda passou por mudanças com a saída de Paul Arthurs, conhecido como Bonehead, e Paul McGuigan, o Guigsy. Tempos depois, entraram Gem Archer e Andy Bell (que era do Ride), mas eles não participaram das gravações. A produção, feita por Mark "Spike" Stent junto com Noel, seguiu uma sonoridade muito mais encorpada, juntando Britpop com Neopsicodelia. Foram utilizados efeitos eletrônicos, texturas psicodélicas, guitarras processadas e camadas atmosféricas para construir um ambiente mais variado. A cozinha rítmica tem mais firmeza, e os vocais dos dois irmãos conseguem se alternar bem. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas. Enfim, é um ótimo disco, além de ser muito denso. 

Melhores Faixas: Sunday Morning Call, Go Let It Out, Gas Panic!, Put Yer Money Where Yer Mouth Is 
Vale a Pena Ouvir: Where Did It All Go Wrong?, Roll It Over, Little James

Heathen Chemistry – Oasis





















NOTA: 8,6/10


Passaram-se dois anos até o Oasis retornar com mais um álbum, intitulado Heathen Chemistry. Após o Standing on the Shoulder of Giants, a banda procurou recuperar uma abordagem mais direta, aproximando-se novamente do peso, das melodias acessíveis e dos refrões que haviam definido sua identidade nos anos 90. Além disso, a banda podia lançar seus trabalhos por um selo próprio, a Big Brother, algo que começou a acontecer desde o álbum anterior. A produção, feita pela própria banda, deixou uma sonoridade encorpada, com guitarras elétricas em primeiro plano, baixo firme e bateria que sustenta as composições sem grandes complicações. Já os vocais do Liam apresentam aquele estilo áspero e nasal bem reconhecível, além de momentos em que Noel também canta com seu tom mais contido. O repertório é legalzinho, tendo canções variadas, mas algumas são imprecisas. Enfim, é um álbum bacana, mas o mais fraco deles. 

Melhores Faixas: Stop Crying Your Heart Out, Songbird, Little By Little, Force Of Nature, Born On A Different Cloud 
Piores Faixas: (Probably) All In The Mind, Better Man

Don't Believe The Truth – Oasis





















NOTA: 9/10


Três anos se passaram até o Oasis lançar seu 6º álbum de estúdio, o Don't Believe the Truth. Após o Heathen Chemistry, o baterista Alan White acabou saindo da banda, e, em seu lugar, entrou Zak Starkey. Para esse projeto, eles procuraram conciliar sua identidade clássica com uma sonoridade mais direta, econômica e diversificada. Em vez de tentar superar seus primeiros álbuns por meio de produções gigantescas, a banda investe em arranjos mais enxutos e ritmos variados. A produção, feita em parceria com Dave Sardy, resultou em uma sonoridade mais orgânica, seguindo uma linha muito mais próxima do Rock alternativo tradicional. As guitarras possuem riffs diretos, acordes abertos, passagens acústicas e texturas que remetem ao Rock psicodélico. O baixo ficou mais consistente, a bateria está mais precisa e firme, e os vocais de Liam estão um pouco mais carregados. O repertório é incrível, e as canções são todas bem melódicas. No geral, é um disco sensacional e muito subestimado. 

Melhores Faixas: The Importance Of Being Idle, Lyla, Part Of The Queue, Keep Let There Be Love, The Dream Alive 
Vale a Pena Ouvir: Mucky Fingers, The Meaning Of Soul

Dig Out Your Soul – Oasis





















NOTA: 9,2/10


Então chegamos a 2008, quando o Oasis lançou seu 7º e certamente último álbum, o Dig Out Your Soul. Após o Don't Believe the Truth, a banda quis continuar na mesma linha, mas seguiu por um caminho um pouco diferente. Em vez de apostar principalmente no rock britânico tradicional e nas melodias pop que sempre caracterizaram a banda, o álbum incorpora com mais intensidade elementos de psicodelia, Rock dos anos 60 e música de caráter hipnótico. A produção, feita por Dave Sardy, resultou em um som bem mais pesado e denso. As guitarras do Noel e Gem possuem camadas adicionais, efeitos e texturas que ajudam a construir uma atmosfera mais carregada. O baixo do Andy Bell tem mais densidade, a bateria do Zak é muito presente, e os vocais do Liam estão mais variados e, às vezes, etéreos. O repertório é maravilhoso, e as canções são muito atmosféricas. No final de tudo, é um baita disco, e, após isso, só tivemos a reunião recente. 

Melhores Faixas: Falling Down, The Shock Of The Lightning, I'm Outta Time, Bag It Up, Soldier On, To Be Where There's Life 
Vale a Pena Ouvir: Waiting For The Rapture, (Get Off Your) High Horse Lady, Ain't Got Nothin'

 

sábado, 24 de outubro de 2026

Review: Álbum Autointitulado da Pitty

                   

PITTY – PITTY





















NOTA: 6/10


Recentemente, a Pitty retornou com seu 6º álbum de estreia autointitulado, e as coisas ficaram estranhas. Após o Matriz, a cantora nesse meio tempo enfrentou pandemia, retorno aos palcos e claro, teve mudança de formação. Já que o baixista Guilherme Almeida e ao Paulo Kishimoto teve que assumir o instrumento. Também uma troca de bateristas já que Daniel Weksler saiu (isso antes do fim do casamento dele com a Pitty), aí entrou Jean Dollabella que ficou pouco tempo e entrou a Nicolly Demeneghe. A produção feita como sempre junto com Rafael Ramos, fizeram um equilíbrio entre peso e acessibilidade, ainda seguindo Rock alternativo com elementos da música Pop e Dance alternativo. As guitarras servindo mais como sustento harmônico, o baixo e bateria tem mais presença e elementos eletrônicos são constantes, mesmo que seja pouco variado. O repertório é irregular, tem canções boas e outras esquisitas. No final, é um álbum mediano e sem consistência. 

Melhores Faixas: Sobriedade Seletiva, Álbum De Casamento, Sobremesa, Armadura 
Piores Faixas: Cuidada, Desobediente, Madame, "Amiga,"
 

                                                                                        É isso, então flw!!!              

Review: FUDGE do Michael Kiwanuka

                    FUDGE – Michael Kiwanuka NOTA: 8,9/10 Recentemente, Michael Kiwanuka lançou seu 5º álbum de estúdio, intitulado FUDGE. A...