sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Wyclef Jean

                  

The Carnival – Wyclef Jean Featuring Refugee Allstars





















NOTA: 8,6/10


No ano de 1997, o Wyclef Jean lançava seu 1º álbum solo, intitulado The Carnival. Após o The Score com os Fugees, o rapper não parece interessado em fazer um disco preso a uma única definição do Hip-Hop/Rap. O álbum mistura Rap, Reggae, música Pop e diferentes tradições caribenhas. Essa mistura não funciona apenas como uma coleção de influências colocadas lado a lado. Existe uma tentativa clara de construir uma identidade própria em torno da ideia de carnaval, tanto como celebração quanto como representação de uma cultura extremamente diversa. A produção, feita junto com Salaam Remi, Jerry “Wonda” Duplessis e Pras, trouxe uma abordagem sofisticada, trazendo beats mais amplas. Contando com loops constantes, guitarras variadas, baixos profundos e uso de percussão, deixando algo mais orgânico e conseguindo fazer os flows do Wyclef funcionarem. O repertório é muito bom, e as canções são bem profundas. No fim, é um ótimo disco e merece ser redescoberto. 

Melhores Faixas: We Trying To Stay Alive, Gone Till November, Sang Fezi (ótima feat da Lauryn Hill), Anything Can Happen, Carnival 
Vale a Pena Ouvir: Gunpowder, Year Of The Dragon (Lauryn Hill de novo), Jaspora, Guantanamera

The Ecleftic: 2 Sides II a Book – Wyclef Jean





















NOTA: 5/10


Indo para os anos 2000, Wyclef Jean lançava seu 2º álbum, o fraquíssimo The Ecleftic (2 Sides II A Book). Após o The Carnival, o rapper decidiu trabalhar com duas faces diferentes de sua personalidade artística, colocando lado a lado o lado mais ligado ao Rap e às ruas e outro mais interessado em melodias, experimentação, música Pop, Reggae, melodias caribenhas e diferentes tradições culturais. A produção de Jerry Wonda e Farel Jean foi bem mais constante, deixando uma abordagem bem mais limpa e acessível, com eles variando entre instrumentos reais, programação eletrônica, samples e diferentes texturas. Só que o problema é que tudo soa muito sem imersão e parece uma bagunça, já que uma hora é Rap, depois vai para o Reggae, tudo sem deixar bem amarrado. O repertório é irregular, tendo canções boas e outras sem nenhuma consistência. No fim, é um álbum mediano e, a partir daí, a irregularidade seria bem frequente. 

Melhores Faixas: 911 (Mary J. Blige levou o som para ela), Pullin' Me In, Kenny Rogers - Pharoahe Monch Dub Plate (nem preciso dizer quem tá de feat), Perfect Gentleman, Something About Mary 
Piores Faixas: Da Cypha, However You Want It, Where Fugees At?, Diallo, It Doesn't Matter


                                                                                        É isso, então flw!!!            

Review: The Miseducation Of Lauryn Hill da Lauryn Hill

                  

The Miseducation Of Lauryn Hill – Lauryn Hill





















NOTA: 10/10


Indo para 1998, Lauryn Hill lançava seu 1º e único álbum solo, o The Miseducation of Lauryn Hill. Após o sucesso do The Score com os Fugees, ela tinha passado por algumas experiências, como a pressão da grande mídia e a maternidade, que acaba sendo evidente na própria narrativa artística presente aqui. Já que o conceito “miseducation” funciona como uma espécie de crítica àquilo que a sociedade ensina às pessoas sobre amor, sucesso, relacionamentos e comportamento, mostrando essas lições sendo desmontadas e substituídas por experiências vividas. A produção, feita pela própria rapper, segue uma abordagem orgânica e muito bem detalhada, com uma junção de Neo-Soul, Rap e R&B contemporâneo de forma perfeita, com uma instrumentação quente e com ela variando entre vocais intimistas e flows agressivos. O repertório é simplesmente sensacional e com canções muito imersivas. Enfim, é simplesmente um dos melhores álbuns de todos os tempos.

Melhores Faixas: Doo Wop (That Thing), Ex-Factor, Lost Ones, Can't Take My Eyes Off Of You, To Zion (participação do Carlos Santana), Nothing Even Matters (D’Angelo foi excepcional aqui), Everything Is Everything, I Used To Love Him (Mary J. Blige bem demais)
Vale a Pena Ouvir: Superstar, Forgive Them Father, Tell Him, When It Hurts So Bad

 

Analisando Discografias - Fugees

                  

Blunted On Reality – Fugees (Tranzlator Crew)





















NOTA: 7/10


No ano de 1994, o Fugees lançava seu álbum de estreia, intitulado Blunted on Reality. Formado no início dos anos 1990, na vila de South Orange, em Nova Jersey, por Wyclef Jean, Lauryn Hill e Pras, o grupo antes tinha o nome de Tranzlator Crew. Com eles, gravaram várias demos para gravadoras, conseguindo um contrato com a Ruffhouse, que era uma subsidiária da Columbia Records. A produção, feita por Jean e Pras, junto também com Salaam Remi, Brand X, entre outros, colocou uma sonoridade crua e pesada que juntava os elementos do Boom Bap e do Ragga. Com isso, temos batidas pesadas, contando com baterias secas, baixos profundos e graves sempre presentes. Além, é claro, dos flows de cada um, que conseguem ser bem fluidos, só que dava para ver que ainda havia muitas lacunas que não estavam bem preenchidas. O repertório é legal, tendo canções divertidas e outras esquisitas. Enfim, é um álbum bom, mas ainda mostrava algumas falhas. 

Melhores Faixas: Boof Baf, Nappy Heads, Some Seek Stardom, Refugees On The Mic, Blunted Interlude, Living Like There Ain't No Tomorrow 
Piores Faixas: Temple, How Hard Is It?, Recharge, Giggles

The Score – Fugees





















NOTA: 10/10


Dois anos depois, foi lançado o 2º e último álbum do Fugees, o clássico The Score. Após o Blunted on Reality, eles ganharam uma nova chance e mais recursos da gravadora. O principal salto está justamente na compreensão de que os três integrantes funcionam melhor quando suas diferenças são utilizadas como parte da identidade do grupo. Wyclef traz uma musicalidade muito ligada ao Reggae; Pras possui uma abordagem mais seca; e Lauryn Hill aparece com uma presença vocal e lírica muito mais desenvolvida. A produção, feita pelo trio com a colaboração de nomes como Diamond D, John Forté, entre outros, seguiu uma abordagem mais detalhada, com as batidas ficando mais fluidas, com baterias definidas e os graves com mais impacto, dialogando tanto com Boom Bap, Reggae, Neo-Soul e Jazz Rap. O repertório é simplesmente sensacional, parecendo uma coletânea. No fim, é um baita disco, e é uma pena que, após isso, não tenham lançado mais nada. 

Melhores Faixas: Killing Me Softly, Fu-Gee-La, Ready Or Not, How Many Mics, No Woman, No Cry, The Score 
Vale a Pena Ouvir: The Mask, Zealots, The Beast

 

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Review: O Que Separa Os Homens dos Meninos, Vol. 2 do Sant

                  

O Que Separa Os Homens dos Meninos, Vol. 2 – Sant





















NOTA: 10/10


Depois de dois anos, o Sant volta com o impecável O Que Separa Os Homens dos Meninos, Vol. 2. Após o Convicto, o rapper decidiu revisitar seu EP de 2015, quando ainda era um pupilo do MC Marechal. Só que agora, nesse projeto, mostra-se bem mais amadurecido depois de ter passado por novas experiências, perdas, responsabilidades, relações e pela paternidade. Sendo menos preocupado com o passar do tempo e mais com o lidar com as transformações de sua vida. A produção contou com KL Jay, LP Beatzz e MC Marechal, que colocaram beats que variam entre momentos pesados e sofisticados, contendo assim baterias secas, loops econômicos, texturas orgânicas e linhas de baixo profundas que dialogam bastante com Boom Bap e Jazz Rap, além de uns elementos de Samba e R&B, conseguindo se encaixar bem com o flow cadenciado do Sant. O repertório é espetacular, parecendo uma completa coletânea. No fim, é um baita disco e uma completa obra-prima. 

Melhores Faixas: PERGUNTA SE EU CONSEGUI, O QUE SEPARA OS HOMENS DOS MENINOS 2 (Emicida amassou), MEIO (L7 foi muito bem), CARTAS DE AMOR, CORRE (todo mundo foi bem, nem tem como avaliar), SOBREVIVENTE 
Vale a Pena Ouvir: VIDA REAL (participação da Céu), ÔNUS (Derxan foi bem demais), NOSSA LUTA PARECE INFINITA
  

                                                                                    Então é só e flw!!!    

Review: Humor Negro do Froid

                  

Humor Negro – Froid





















NOTA: 8/10


Alguns dias atrás, o Froid lançou mais um álbum novo, dessa vez, o Humor Negro. Após O Gênio e o Louco e “Entre o Céu e a Terra”, junto com Makalister, o rapper decidiu fazer uma espécie de retorno às características mais sombrias e intimistas do início da carreira, mas sem simplesmente tentar reproduzir os trabalhos antigos, fazendo algo que coloca questões relacionadas à própria mente. A produção, feita por ele próprio junto com Lucas Lobo, trouxe beats mais amplas que dialogam tanto com Boom Bap, Trap, Jazz Rap e até elementos de Dancehall. Com isso, temos baterias secas, loops minimalistas, linhas de baixo profundas e hi-hats discretos, com os flows do Froid tendo ficado mais variados, transitando entre momentos agressivos e mais cadenciados. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem reflexivas e carregadas de densidade. No geral, é um álbum legal e que cumpre sua proposta. 

Melhores Faixas: Ressaca Moral, Colômbia, Endrick 
Vale a Pena Ouvir: Humor Negro, Fique Rico ou Moralismo 2 (Major RD foi bem), Algo Lúcido


Review: Fell Asleep In The Sun do After

                  

Fell Asleep In The Sun – After





















NOTA: 9,1/10


Recentemente, o After lançou seu tão aguardado álbum de estreia, o Fell Asleep In The Sun. Após o lançamento de seus EPs, Graham Epstein e Justine Dorsey nos trouxeram um projeto que resgatava a estética musical e cultural dos anos 2000, mas sem parecer uma reprodução artificial daquela época. Com esse 1º projeto deles sendo meio que uma espécie de viagem por ruas de uma cidade, oceanos, multidões, túneis escuros, luz do sol e montanhas cobertas de neve, carregadas de nostalgia. A produção foi diversificada, contando com Alex Craig, Jackson Shanks, Jeff Hazin, entre outros, que colocaram uma sonoridade limpa e detalhada que junta os elementos do Pop Rock, Indietronica e Trip Hop. Com um uso preciso de baterias eletrônicas, sintetizadores, guitarras, teclados, efeitos atmosféricos, e os vocais da Justine são bem intimistas. O repertório é incrível, e as canções são bem variadas e imersivas. No fim, é um baita disco de estreia e muito fluido. 

Melhores Faixas: Promise (When You Go), Take Me to Sunrise, Breathe Your Air, Open Water, Do or Die, Blind, Blow Out the Candle 
Vale a Pena Ouvir: Fitfully, Feel Asleep In The Sun, Snowburn  


Analisando Discografias - Whethan

                  

Fantasy – Whethan





















NOTA: 3/10


Voltando para o ano de 2020, o Whethan lançava seu álbum de estreia, intitulado Fantasy. A sua carreira começou por volta de 2015, quando já começou a fazer seus sons ainda estando no período de colegial, mas acabou abandonando os estudos, já que ganhou a chance de fazer uma turnê com o The Chainsmokers. Conseguiu retornar para sua formatura e, após isso, passou a lançar alguns EPs e assinou com a Atlantic Records. A produção, feita por ele próprio, seguiu uma paleta extremamente eletrônica, contendo sintetizadores brilhantes, baixos eletrônicos bastante presentes, baterias comprimidas, efeitos digitais, vocais tratados e uma quantidade considerável de camadas pequenas que aparecem e desaparecem ao longo das faixas. O problema é que tudo soa como uma bagunça de subgêneros da EDM dentro de um único álbum. O repertório é fraquíssimo, tendo canções medíocres e poucas interessantes. Enfim, é um álbum péssimo e muito limitado. 

Melhores Faixas: Sunshine (destaque pro The Knocks), Drumdown Mambo, Clouds, Wave 
Piores Faixas: So Good, Outta Here, All I Needed, Hurting On Purpose, Upside Down (o que o Gruplove tá fazendo aqui?)

Midnight – Whethan





















NOTA: 2,5/10


Dois anos depois, ele lançava seu 2º e último álbum até o momento, o Midnight. Após o Fantasy, o Whethan decidiu fazer um trabalho que não ficasse só no EDM, trazendo uma sensação noturna que percorre o trabalho, tanto pela escolha dos timbres quanto pela maneira como as músicas lidam com melancolia, intimidade, energia e escapismo. É um álbum que parece estar interessado naquele período entre o fim da noite e o começo da madrugada. A produção dele seguiu uma abordagem que junta os elementos da música eletrônica moderna com Rage e Digicore (sim, isso mesmo!), com ele colocando sintetizadores atmosféricos, baixos profundos, 808s graves, efeitos, vocais processados e diferentes camadas de textura. Mas tudo é tão sem graça que faz parecer a mesma música por 30 minutos. O repertório é terrível, contendo pequenas exceções. No geral, é outro álbum terrível, de alguém que não mostrou seu potencial. 

Melhores Faixas: Lock It Up (Yeat levou o som para ele), 2 Much
Piores Faixas: Mental, Complicated, Midnight, Thank You Right


Analisando Discografias - The Griswolds

                  

Be Impressive – The Griswolds







NOTA: 5/10


No ano de 2014, o The Griswolds lançava seu álbum de estreia intitulado Be Impressive. Formado dois anos antes em Sydney, na Austrália, pelo vocalista Chris Whitehall, pelo guitarrista e tecladista Daniel Duque-Perez, pelo baixista Tim John e pelo baterista Lachlan West, a banda lançou alguns EPs e singles nesse meio tempo, até que pôde lançar seu 1º trabalho pelo selo da Wind-up. Trazendo uma sequência de músicas rápidas, melódicas e cheias de movimento. A produção, feita por Tony Hoffer, trouxe uma sonoridade limpa e brilhante, juntando Synth-pop, Indie Pop e elementos do Dance alternativo. A bateria possui batidas rápidas e uma condução bastante direta. Os sintetizadores preenchem espaços e reforçam determinadas melodias, mas tudo fica bem cansativo com o passar do tempo, e as guitarras parecem desalinhadas. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fraquíssimas. No geral, é um álbum irregular e que fica enjoativo. 

Melhores Faixas: 16 Years, Right On Track, America 
Piores Faixas: Live This Nightmare, Not Ready Anymore, Be Impressive

High Times For Low Lives – Whethan







NOTA: 2/10


Dois anos depois, eles voltam com seu 2º e último álbum até então, o High Times For Low Lives. Após o Be Impressive, o The Griswolds passa a incorporar de maneira muito mais evidente elementos de música Pop, eletrônica e até algumas referências mais dançantes, fazendo um disco muito mais preocupado com textura, groove, efeitos, sintetizadores e diferentes estilos de vocal. A produção, feita por Andrew Dawson, colocou uma sonoridade extremamente acessível e que ficou muito plastificada. As guitarras continuam presentes, mas frequentemente deixam de ser o centro absoluto do arranjo, já que agora há muita presença de bateria eletrônica e sintetizadores brilhantes, além de o vocal do Chris Whitehall ter ficado mais suave, deixando tudo bastante sem graça e completamente sem dinâmica. O repertório é péssimo, e as canções são bem genéricas, com poucas exceções. No fim, é um álbum horrível e, após isso, a banda se separou. 

Melhores Faixas: Hate That I Don't Hate You, Feel So Right 
Piores Faixas: Get Into My Heart, YDLM, I Want It All, Looking For Love, Role Models, Rufio

  

Analisando Discografias - Borges

                  

Intocável – Borges





















NOTA: 8,8/10


No ano de 2021, o Borges lançava seu álbum de estreia intitulado Intocável, que trazia uma proposta interessante. O rapper vindo do bairro Pavuna, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, começou sua trajetória por volta de 2012, ainda adolescente, quando começou a participar das batalhas, até que, em 2019, começou a integrar a Fire Gang, onde lançou alguns singles, como AK do Flamengo e C Walk. Só que ele acabou saindo, ficando pouco tempo na NGC Records e depois assinando com a Mainstreet. A produção foi diversificada, contando com Ajaxx, Galdino, NeoBeats, entre outros, que colocaram beats pesadas, carregadas de graves fortes, 808s marcados, sintetizadores e atmosferas sombrias, fazendo uma junção do Trap tradicional com No Melody e até traços do Drill, com os flows do BG sendo bem agressivos. O repertório é muito bom, e as canções variam entre profundidade e lifestyle. No fim, é um ótimo álbum de estreia e bem coeso. 

Melhores Faixas: Sodoma e Gomorra (BK’ amassou), Lei Áurea, Aonde Eu Sou Cria (NGC Daddy foi bem), Traidores 
Vale a Pena Ouvir: Preto de Gueto, O Tempo é Rápido Demais (Cabelinho mandou bem)

Amor e Ódio – Borges





















NOTA: 5,5/10


Dois anos se passaram, e o Borges lançou seu 2º álbum, o Amor e Ódio, que foi para um caminho mais variado. Após o Intocável, o rapper acabou ganhando ainda mais destaque depois de lançar o hit Iphone Branco e também chegou a participar do Poesia Acústica 12 (que não foi lá grande coisa). Para esse projeto, ele decidiu trabalhar com dois lados da personalidade e de sua trajetória. Existe o lado da conquista e da vida confortável, mas também aparecem a desconfiança, a falsidade e a sensação de que a ascensão traz novos problemas. A produção contou meio com os mesmos nomes, com alguns novos, como Palma e VT no Beat, que seguiram para beats um pouco mais limpas, com 808s bastante presentes, baterias eletrônicas, hi-hats marcados e synths discretos. Mas o problema é que tudo soa muito repetitivo, e os flows do BG ficam sem variação. O repertório começa bem, mas depois vêm canções fraquíssimas. Enfim, é um álbum mediano e muito impreciso. 

Melhores Faixas: Loucura (ótima feat do Veigh e Cabelinho), Casa Bomba (Dex amassou), Lenda (Ret foi até OK), Federal 
Piores Faixas: Billie Jean, Proibidão Freestyle (Daddy esquecível), Nós É Só Menorzin (Oruam né), Putas e Drogas

O Sol Também Chora – Borges





















NOTA: 9/10


Então chegamos no ano de 2026, o Borges lançou seu mais recente álbum, O Sol Também Chora. Após o Amor e Ódio, o BG passou nesse meio tempo por um periodo dificil passou amadurecer a sua lirica decidindo fazer um projeto muito mais introspectivo e preocupado com questões sociais, espirituais e pessoais. Com a divulgação apresentando uma narrativa que passa por desigualdade, sobrevivência, fé e sucesso, especialmente a partir da experiência de um homem negro dentro de uma sociedade desigual. Produção feita pelo Ajaxx com ajuda do Nansy Silvvz e VT no Beat, que transitaram entre beats de Trap, Boom Bap e Chipmunk Soul, tendo assim graves controlados, synths atmosféricos, 808s discretos e uma utilização relativamente econômica dos elementos instrumentais que deixa o flow do Borges bem consistente. O repertório é incrivel, e as canções são todas carregadas de profundidade. No fim, é um belo álbum e que vai envelhecer muito bem. 

Melhores Faixas: Vença (Emicida sendo a lenda que é), Rei da Noite (BK’ mandou bem), O Show Ainda Não Acabou, Não to Bem, Sofri Demais, Gueto Gospel 
Vale a Pena Ouvir: Seja Como o Sol, Direção (boa feat do Ryu), Acha Que Eu Não Sei

  

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Helloween: Parte 2

                 

Rabbit Don't Come Easy – Helloween





















NOTA: 1/10


Três anos se passaram para o Helloween lançar seu 10º álbum de estúdio, o Rabbit Don't Come Easy. Após o The Dark Ride, a banda passou por algumas instabilidades, com a saída do guitarrista Roland Grapow, que foi substituído por Sascha Gerstner, além de ter ficado praticamente sem baterista. Então, eles contaram com vários bateristas, inclusive Mikkey Dee, que já estava no Motörhead, e Mark Cross. Para esse álbum, decidiram fazer um trabalho que recuperasse bastante da energia melódica. A produção seguiu um caminho mais direto e grandioso. As guitarras continuam sendo pesadas e tendo uma alternância entre riffs e harmonizações. A bateria ficou muito mais variada, assim como o baixo, e os vocais do Andi estão mais energéticos. Mas é aquilo: tudo continua sendo cheio de clichês, deixando algo tedioso. O repertório é péssimo, e as canções são completamente genéricas. No final, é um álbum horrível e que beira o cansativo. 

Melhores Faixas: (...................) 
Piores Faixas: Liar, Open Your Life, The Tune, Nothing To Say, Do You Feel Good

Keeper Of The Seven Keys - The Legacy – Helloween





















NOTA: 1/10


Dois anos depois, a banda lançava mais um álbum, dessa vez, o Keeper Of The Seven Keys - The Legacy. Após o Rabbit Don't Come Easy, o Helloween acabou encontrando um novo baterista, Dani Löble. Só que a proposta não era simplesmente fazer um terceiro capítulo direto daquela história. O álbum utiliza a ideia de "Keeper" como uma espécie de herança musical, tentando mostrar que aquela linguagem épica, melódica e grandiosa ainda poderia funcionar décadas depois. A produção do Charlie Bauerfeind seguiu uma abordagem que consegue ser épica e pesada, colocando muitos dos elementos do Metal progressivo naquela temática do Power Metal. As guitarras são pesadas, mas não excessivamente comprimidas, permitindo que os riffs tenham bastante presença, além da cozinha rítmica ter ficado mais variada. Mas tudo continua muito arrastado. O repertório é horrível, e as canções são bem chatinhas. No fim, é um álbum excessivamente pretensioso. 

Melhores Faixas: (.....................) 
Piores Faixas: Silent Rain, Born On Judgment Day, The King For A 1000 Years, Occasion Avenue

Gambling With The Devil – Helloween





















NOTA: 1/10


Se passaram mais dois anos para a banda lançar mais um trabalho novo, o Gambling With The Devil. Após o Keeper Of The Seven Keys - The Legacy, o Helloween mantém a ambição, mas passa a trabalhar de maneira mais objetiva. A banda parece ter percebido que não precisava necessariamente de um disco gigantesco para demonstrar que ainda sabia fazer Power Metal de alto nível. A produção trouxe um som pesado e limpo. As guitarras possuem bastante presença, contendo uma agressividade nos timbres, e a bateria de Dani Löble tem impacto suficiente para fazer as músicas velozes realmente funcionarem. O baixo aparece com boa definição e ajuda a preencher o espaço entre guitarra e bateria, e os vocais do Andi estão muito mais melódicos e expressivos em determinados momentos. Mas é aquilo: tudo continua bastante arrastado e sem imersão. O repertório é terrível, e as canções são todas muito genéricas. No final, é um álbum completamente sem graça. 

Melhores Faixas: (................) 
Piores Faixas: Heaven Tells No Lies, Paint A New World, Fallen To Pieces, The Saints, Kill It

7 Sinners – Helloween





















NOTA: 1/10


Indo para 2010, o Helloween lançava mais um álbum novo, o 7 Sinners, que teve uma pegada mais épica. Após o Gambling With The Devil, a banda decidiu trabalhar aqui com uma imagem mais pesada e apocalíptica. Existe uma preocupação maior com temas ligados à sociedade, comportamento humano, destruição, conflitos e aspectos negativos da vida contemporânea. A produção seguiu uma abordagem bem mais seca e pesada. O som das guitarras é encorpado, pesado e relativamente seco, deixando os riffs bastante evidentes, enquanto a bateria teve bem mais firmeza, com ataques secos do Dani Löble. O baixo do Markus Grosskopf permanece muito importante para a base. Como as guitarras são bastante densas, o baixo precisa ocupar um espaço bem definido para não desaparecer completamente, mas tudo soa muito pretensioso e cansativo. O repertório é chatíssimo, e as canções são totalmente sem profundidade. Enfim, é um álbum horrível e sem coesão. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Far In The Future, You Stupid Mankind, If A Mountain Could Talk, Who Is Mr. Madman ?, Are You Metal ?

Straight Out Of Hell – Helloween





















NOTA: 1/10


Três anos se passaram, e o Helloween decidiu fazer um trabalho mais variado com Straight Out Of Hell. Após o 7 Sinners, eles decidiram procurar recuperar um pouco mais de equilíbrio. O Helloween não abandona o peso, mas volta a dar bastante importância às melodias, aos refrões grandiosos e às diferentes velocidades dentro do repertório, além de dar destaque para os vocais poderosos do Andi Deris. A produção seguiu uma abordagem pesada, só que bem mais definida. As guitarras possuem bastante peso, porém não ocupam absolutamente todo o espaço da mixagem. Isso permite que baixo e bateria tenham presença real. Os riffs conseguem ser percebidos com facilidade, principalmente nos momentos mais rápidos. Além disso, há elementos que dialogam muito com Metal sinfônico, fazendo deles quase um pastiche do Rhapsody, só que sem graça. O repertório é fraquíssimo, e as canções são bem esquecíveis. Enfim, é outro álbum chato da banda. 

Melhores Faixas: (..........................) 
Piores Faixas: Asshole, Years, Far From The Stars, Wanna Be God, Church Breaks Down, World Of War

My God-Given Right – Helloween





















NOTA: 1/10


Em 2015, o Helloween lançava mais um trabalho novo, intitulado My God-Given Right. Após o Straight Out Of Hell, eles decidiram fazer um trabalho menos interessado em fazer uma grande declaração conceitual. A própria ideia do álbum está muito ligada à liberdade individual, à capacidade de seguir o próprio caminho e à relação entre o indivíduo e as pressões externas. Existe um tom mais humano e contemporâneo nas letras, em vez de depender apenas de fantasia, mitologia ou histórias épicas. A produção seguiu uma abordagem bastante limpa e moderna, mas preserva uma quantidade razoável de peso. As guitarras são encorpadas e possuem bastante presença, principalmente com riffs harmonizados. A bateria continua muito firme, e o baixo, preciso. Mas tudo aqui soa como um monte de ideias recicladas dos álbuns anteriores, só que sem coesão. O repertório é péssimo, e as canções são bem medíocres. Enfim, é um álbum terrível e muito sem graça. 

Melhores Faixas: (.......zzzz.......) 
Piores Faixas: My God-Given Right, Stay Crazy, Creatures In Heaven, If God Loves Rock 'n' Roll, Heroes

Helloween – Helloween





















NOTA: 1/10


Indo para 2021, o Helloween lançava seu 16º álbum autointitulado, que trouxe surpresas. Após o My God-Given Right, a banda passou a contar com três guitarristas, já que o membro fundador da banda, Kai Hansen, estava de volta, e também Michael Kiske voltou a ser vocalista, dividindo essa função com Andi Deris, que nem sequer foi mandado embora. Com isso, a banda decidiu fazer um projeto que fosse uma verdadeira junção de tudo que eles aprenderam nesses 40 anos de trajetória. A produção de Charlie Bauerfeind, feita agora junto com Dennis Ward, trouxe um som grandioso e pesado. As guitarras se equilibram entre solos que podem se suceder e se complementar, enquanto os riffs continuam suficientemente definidos. A cozinha rítmica é bem variada, só que os vocais do Kai, Andi e Michael são muito sem força e imprecisos. O repertório é aquilo de sempre, contendo canções fraquíssimas. Enfim, é um álbum péssimo e que não tem nada demais. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Mass Pollution, Angels, Out For The Glory, Skyfall, Rise Without Chains

Giants & Monsters – Helloween





















NOTA: 1/10


Então chegamos ao ano de 2025, quando o Helloween lançou seu último álbum até então, o Giants & Monsters. Após o aclamadíssimo álbum de 2021, eles decidiram trabalhar com uma seleção mais concentrada. Essa decisão ajuda bastante o fluxo do álbum, porque há menos sensação de excesso. Além disso, seguem a tradição da banda: gigantes, deuses, salvação, espiritualidade, universo e temas existenciais aparecem ao longo das músicas. A produção foi relativamente a mesma, só que o som ficou mais limpo, mas sem tirar o peso característico. As guitarras possuem bastante presença, com cada uma criando uma camada distinta, mas o baixo continua audível, a bateria tem impacto e os vocais do trio (Kai, Michael e Andi) permanecem muito claros. Só que os mesmos erros se repetem: um som muito arrastado e os vocais sendo muito imprecisos. O repertório é tenebroso, e as canções são insuportáveis e medíocres. No fim, é outro trabalho fraquíssimo da banda. 

Melhores Faixas: (...........................) 
Piores Faixas: Majestic, This Is Tokyo, Hand Of God, A Little Is A Little Too Much, Savior Of The World


                                                                                                 Bom é isso e flw!!!        

Analisando Discografias - Wyclef Jean

                   The Carnival – Wyclef Jean Featuring Refugee Allstars NOTA: 8,6/10 No ano de 1997, o Wyclef Jean lançava seu 1º álbum sol...