sexta-feira, 20 de março de 2026

Analisando Discografias - Elton John: Parte 3

                 

Blue Moves – Elton John





















NOTA: 8,5/10


No ano seguinte, foi lançado mais um disco duplo do Elton John, intitulado Blue Moves. Após o Rock of the Westies, o cantor começava a enfrentar sinais de desgaste criativo e emocional. O ritmo intenso de gravações, turnês e exposição pública começava a afetar o artista. Ao mesmo tempo, sua parceria com o letrista Bernie Taupin também atravessava um período de transformação. Taupin passou a escrever letras mais introspectivas, sombrias e reflexivas, refletindo um estado emocional mais complexo. A produção foi a de sempre, apresentando arranjos sofisticados e bastante variados. O piano do Elton continua sendo o núcleo das composições, mas o disco também explora fortemente sintetizadores, arranjos orquestrais, guitarras elétricas e estruturas musicais mais complexas. O repertório é bem interessante, e as canções são mais introspectivas e imersivas. Enfim, é um disco consistente, apesar de não ter repetido o sucesso anterior. 

Melhores Faixas: Between Seventeen And Twenty, One Horse Town, Sorry Seems To Be The Hardest Word, Someone's Final Song 
Vale a Pena Ouvir: Out Of The Blue, Tonight, Crazy Water

A Single Man – Elton John





















NOTA: 8/10


Se passaram dois anos, e foi lançado mais um trabalho novo do Elton John, A Single Man. Após o Blue Moves, o cantor decidiu trabalhar com o letrista Gary Osborne, compositor britânico que havia colaborado anteriormente com diversos artistas da música Pop. A parceria entre Elton e Osborne trouxe uma abordagem lírica diferente em comparação com o estilo altamente narrativo e simbólico de Bernie Taupin. A produção, feita agora por Clive Franks junto com o cantor, foi bem mais refinada e menos exuberante, misturando o Pop daquele período com elementos do Soft Rock. O piano do Elton continua sendo o centro das composições, mas os arranjos também incorporam sintetizadores discretos e seções de cordas elegantes. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas e envolventes. Enfim, é um projeto interessante, mas que passou bem batido. 

Melhores Faixas: Song For Guy, Big Dipper 
Vale a Pena Ouvir: Part Time Love, I Don’t Care, Shooting Star

Victim Of Love – Elton John





















NOTA: 8,3/10


E aí, no fim dos anos 70, Elton John lançou um dos maiores tiros no pé: o terrível Victim of Love. Após A Single Man, o cantor decidiu experimentar novas direções musicais. A Disco Music estava no auge da popularidade internacional naquele momento, impulsionada por artistas e produções que dominavam as rádios e os clubes noturnos, e muitos músicos do Rock estavam implementando esses elementos, e Elton foi mais um a fazer isso. A produção, feita por Pete Bellotte, deixou tudo muito pasteurizado, colocando linhas de baixo pulsantes, guitarras rítmicas e arranjos de sintetizadores que aumentam aquele clima dançante. Posteriormente, Elton John entrou em estúdio apenas para gravar seus vocais sobre essas bases já finalizadas, e, assim, tudo soa muito bagunçado e simplesmente não funciona. O repertório é péssimo, e as canções ficaram insuportáveis, com apenas uma exceção. Enfim, é um disco horroroso e autoexplicativo quanto ao fato de o cantor renegá-lo. 

Melhores Faixas: Street Boogie 
Piores Faixas: Victim Of Love, Spotlight, Born Bad

21 At 33 – Elton John





















NOTA: 3,2/10


Entrando nos anos 80, foi lançado mais um álbum do Elton John, intitulado 21 at 33. Após o péssimo Victim of Love, o cantor retoma parte de suas raízes musicais, voltando a enfatizar o piano, a composição melódica e estruturas mais próximas do Pop Rock que haviam marcado seus trabalhos clássicos. Outro aspecto importante é que o álbum marcou a retomada parcial da colaboração com Bernie Taupin, apesar de ele não ter composto todas as faixas. A produção, feita pelo cantor junto com Clive Franks, teve uma abordagem excessivamente polida, combinando Soft Rock com certos lampejos do Yacht Rock, com uso de sintetizadores discretos e seções rítmicas mais orgânicas, mas, no geral, é tudo bem inconsistente e, ao mesmo tempo, repetitivo. O repertório é muito ruim, com canções chatinhas e poucas interessantes. No fim, é um álbum fraco e que ficou bem genérico. 

Melhores Faixas: Little Jeannie, Dear God, Sartorial Eloquence 
Piores Faixas: Chasing The Crown, Give Me The Love, Never Gonna Fall In Love Again, Take Me Back

The Fox – Elton John





















NOTA: 2,5/10


No ano seguinte, foi lançado mais um trabalho horrível de Elton John, o The Fox. Após o 21 at 33, ele decidiu fazer um projeto que dialogasse com a música pop, que estava em seu auge, com novas tecnologias de gravação, sintetizadores e influências da New Wave, que começavam a moldar o som da década de 80. Com isso, Elton John explora essas novas possibilidades sonoras, enquanto ainda mantém elementos característicos de seu estilo. A produção, feita por Chris Thomas e Clive Franks, adotou uma abordagem polida, com grande uso de sintetizadores, guitarras elétricas, seções de cordas e estruturas rítmicas influenciadas pelo Pop Rock da época, só que tudo parece absolutamente reciclado do disco anterior, sendo bastante arrastado e previsível. O repertório é horrível, e as canções são bem ridículas, com poucas interessantes. Enfim, é um álbum muito chato e com muita inconsistência. 

Melhores Faixas: Nobody Wins, Elton’s Song 
Piores Faixas: Heart In The Right Place, The Fox, Fascist Faces

Jump Up! – Elton John





















NOTA: 3/10


Outro ano se passou, e foi lançado mais um álbum do Elton John, intitulado Jump Up!. Após o The Fox, o cantor continuava a seguir as tendências, como o uso crescente de sintetizadores, novas técnicas de produção e a influência da New Wave. Esse trabalho basicamente reflete essas transformações, mas também preserva elementos clássicos do estilo do cantor. A produção, conduzida por Chris Thomas, seguiu uma abordagem polida e radiofônica, apresentando uma combinação equilibrada entre Piano Rock e o som do Adult Contemporary. Os sintetizadores aparecem com mais frequência do que em muitos discos anteriores de Elton, mas sem substituir completamente os elementos orgânicos da banda; ainda assim, aqui tudo parece reutilizado dos últimos trabalhos, ficando bem previsível. O repertório é muito ruim, e as canções são bem chatinhas, com poucas interessantes. No fim, é um álbum péssimo e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: Blue Eyes, Dear John, Legal Boys 
Piores Faixas: Where Have All The Good Times Gone?, Spiteful Child, Empty Garden (Hey Hey Johnny), I Am Your Robot

Too Low For Zero – Elton John





















NOTA: 3/10


Mais um ano se passou, e foi lançado outro álbum bem fraquinho do cantor, o Too Low for Zero. Após o Jump Up!, a parceria entre Elton John e Bernie Taupin voltou a todo vapor, com eles escrevendo todas as letras. Assim, eles queriam equilibrar as tendências contemporâneas da música Pop com o estilo clássico do cantor, criando um disco que parecia, ao mesmo tempo, moderno e familiar. A produção, feita por Chris Thomas, teve uma abordagem polida e bastante radiofônica, na qual os sintetizadores aparecem com maior destaque do que em muitos discos anteriores do Elton John, mas são utilizados de forma complementar ao piano, em vez de substituí-lo, além de contar com uma banda de apoio competente; ainda assim, tudo soa bem genérico e bastante sem graça. O repertório é fraquíssimo, com algumas canções legais e outras chatíssimas. Enfim, é um álbum que, apesar do sucesso, é bem ruinzinho. 

Melhores Faixas: I'm Still Standing, Kiss The Bride, Too Low For Zero 
Piores Faixas: I Guess That's Why They Call It The Blues, Saint, One More Arrow, Cold As Christmas (In The Middle Of The Year)

Breaking Hearts – Elton John





















NOTA: 3/10


Mais um ano se passa, e Elton John lançava mais um disco intitulado Breaking Hearts. Após o sucesso do Too Low For Zero, o cantor estava confiante que o público ainda respondia fortemente à combinação do Piano Rock energético, melodias marcantes e letras introspectivas que caracterizavam sua parceria com Taupin. Dessa forma, esse trabalho surge basicamente como uma continuação natural desse momento, mantendo a mesma equipe criativa e o mesmo espírito musical. Produção feita mais uma vez por Chris Thomas, privilegiou aquela clareza sonora, arranjos equilibrados e uma forte ênfase nas melodias. Só que diferente de outros trabalhos tudo foi gravado meio que ao vivo no estúdio, com pouquíssimos overdubs adicionais. Isso deu ao disco uma energia mais direta e orgânica, só que de novo tudo é bastante sem graça e repetitivo. O repertório novamente é fraquíssimo, e com poucas canções interessantes. No fim, é outro disco ruim e tedioso. 

Melhores Faixas: Sad Songs (Say So Much), Breaking Hearts (Ain't What It Used To Be), In Neon 
Piores Faixas: Passengers, Restless, Li'l 'Frigerator, Did He Shoot Her?


                                                                            Então um abraço e flw!!!                 

quinta-feira, 19 de março de 2026

Analisando Discografias - Elton John: Parte 2

                 

Madman Across The Water – Elton John





















NOTA: 9,7/10


E aí, perto do fim daquele ano, foi lançado seu 4º álbum de estúdio, intitulado Madman Across the Water. Após a trilha sonora de Friends, a parceria de Elton John com o letrista Bernie Taupin estava se aprofundando ainda mais. As letras de Taupin tornavam-se progressivamente mais complexas, explorando personagens imaginários e imagens poéticas que frequentemente misturavam realismo e fantasia. Elton, por sua vez, continuava desenvolvendo sua habilidade de transformar essas letras em composições ricas. A produção foi feita novamente por Gus Dudgeon, que equilibrou a intensidade emocional das composições do cantor com arranjos ricos e cinematográficos, conduzidos mais uma vez por Paul Buckmaster, misturando Piano Rock, elementos de Rock progressivo e arranjos orquestrais densos. Aqui, a seção rítmica foi importante para que o piano se sustentasse. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas. No fim, é um baita disco, cheio de ousadia. 

Melhores Faixas: Tiny Dancer, Levon, Rotten Peaches, All The Nasties, Madman Across The Water 
Vale a Pena Ouvir: Indian Sunset, Razor Face

Honky Château – Elton John





















NOTA: 9,8/10


No ano seguinte, foi lançado o 5º álbum do Elton John, o ainda mais ousado Honky Château. Após o Madman Across the Water, o cantor havia se firmado como uma estrela internacional, além de consolidar sua banda de apoio com o guitarrista Davey Johnstone, o baixista Dee Murray e o baterista Nigel Olsson. Ainda assim, ele buscava um álbum que unisse plenamente seu talento melódico com uma abordagem mais direta e espontânea do Rock. Então, Elton e sua equipe viajaram para a França e instalaram-se no Château d'Hérouville, um castelo transformado em estúdio de gravação. A produção foi a mesma, mas agora o piano de Elton continua sendo o elemento central, integrando-se de maneira mais dinâmica com guitarras, baixo e bateria. Isso deixou a atmosfera bem mais livre e experimental, já que o estúdio improvisado foi essencial nesse processo. O repertório é belíssimo, e as canções são suaves e variadas. Enfim, é outro disco fantástico, considerado um clássico. 

Melhores Faixas: Rocket Man (I Think It's Going To Be A Long, Long Time), Honky Cat, Mona Lisas And Mad Hatters, Mellow, Hercules, I Think I'm Going To Kill Myself 
Vale a Pena Ouvir: Salvation, Susie (Dramas)

Don't Shoot Me I'm Only The Piano Player – Elton John





















NOTA: 9/10


No início de 1973, Elton John lançou outro disco, o Don't Shoot Me I'm Only the Piano Player. Após o Honky Château, Elton e Taupin chegaram a considerar a criação de um álbum conceitual inspirado no cinema mudo. O projeto teria explorado personagens e histórias no estilo das comédias clássicas do início do século XX. No entanto, essa ideia acabou sendo abandonada durante o processo criativo, e o resultado final tornou-se uma coleção mais livre de canções. A produção seguiu aquela mesma abordagem, sendo gravado novamente no Château d'Hérouville, misturando Pop Rock, Piano Rock e Folk. O piano continua sendo o eixo central das composições, mas os arranjos frequentemente incorporam guitarras elétricas marcantes, harmonias vocais ricas e variações rítmicas que mantêm o disco constantemente interessante. O repertório é bem legal, e as canções são vibrantes. Enfim, é um ótimo disco e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Crocodile Rock, Daniel, Blues For My Baby And Me, Have Mercy On The Criminal, Teacher I Need You 
Vale a Pena Ouvir: High Flying Bird, Texan Love Song, Elderberry Wine

Goodbye Yellow Brick Road – Elton John





















NOTA: 10/10


Então se passaram vários meses e foi lançado o atemporal Goodbye Yellow Brick Road. Após o Don't Shoot Me I'm Only the Piano Player, Elton e sua equipe planejaram gravar o álbum na Jamaica, buscando um ambiente novo que pudesse inspirar a criação musical, porém isso não foi possível devido a problemas logísticos, e com isso decidiram ficar na França. O projeto acabou se transformando em um álbum duplo. Essa decisão permitiu que Elton John e Bernie Taupin explorassem uma enorme variedade de estilos musicais, temas narrativos e experimentações sonoras. A produção, feita por Gus Dudgeon, adotou uma abordagem refinada e muito bem estruturada, mantendo o piano de Elton no centro e permitindo que o restante da instrumentação brilhasse, misturando Piano Rock, Glam Rock, Gospel e Pop progressivo. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea, e assim só tendo canções incríveis. No fim, é um álbum sensacional e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Goodbye Yellow Brick Road, Bennie And The Jets, Saturday Night's Alright For Fighting, Funeral For A Friend/Love Lies Bleeding, Sweet Painted Lady, I've Seen That Movie Too 
Vale a Pena Ouvir: Roy Rogers, This Song Has No Title, Your Sister Can't Twist (But She Can Rock 'n Roll)

Caribou – Elton John





















NOTA: 8,7/10


Passou-se mais um ano, e Elton John retornou com um novo disco, o Caribou (com essa capa peculiar). Após o atemporal Goodbye Yellow Brick Road, sua parceria com Bernie Taupin, que continuava escrevendo letras repletas de personagens excêntricos, imagens poéticas e narrativas curiosas, estava no auge. No entanto, o contexto de gravação para esse projeto foi diferente de muitos trabalhos anteriores: o álbum foi criado em um período relativamente curto, o que influenciaria tanto seu processo criativo quanto sua recepção crítica posterior. A produção foi feita por Gus Dudgeon, como sempre, e trouxe uma sonoridade mais direta, misturando elementos de Pop Rock, Glam Rock e Pop progressivo. O piano do Elton continua sendo o elemento central das composições, e os arranjos são bem elaborados. O repertório é bem legal, e as canções são divertidas e apresentam um lado mais eclético. No fim, é um disco bacana, que foi injustamente criticado na época. 

Melhores Faixas: Don't Let The Sun Go Down On Me, The Bitch Is Back, Pinky, Ticking 
Vale a Pena Ouvir: Grimsby, I've Seen The Saucers, You're So Static

Captain Fantastic And The Brown Dirt Cowboy – Elton John





















NOTA: 10/10


Em 1975, foi lançado outro álbum magnífico de Elton John, o Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy. Após o Caribou, o cantor e Bernie Taupin decidiram fazer algo diferente: contar a própria história dos dois artistas durante os primeiros anos de suas carreiras. No conceito do álbum, Elton John assume a persona do “Captain Fantastic”, enquanto Bernie Taupin aparece como “Brown Dirt Cowboy”. As músicas narram as dificuldades enfrentadas pela dupla no final dos anos 60, quando ambos eram jovens aspirantes tentando sobreviver na indústria musical britânica. A produção foi aquela mesma de sempre, mas com uma abordagem mais cinematográfica e polida, combinando Piano Rock, Pop Rock, Glam Rock e elementos orquestrados que se equilibram bem com a banda de apoio de Elton, que segue por um caminho mais imersivo. O repertório é sensacional, e as canções são profundas. No fim, é um baita disco e também uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Someone Saved My Life Tonight, Captain Fantastic And The Brown Dirt Cowboy, Writing, We All Fall In Love Sometimes, Tower Of Babel 
Vale a Pena Ouvir: Curtains, (Gotta Get A) Meal Ticket, Tell Me When The Whistle Blows

Rock Of The Westies – Elton John





















NOTA: 8,2/10


Mais alguns meses se passaram, e foi lançado o 10º álbum do Elton John, intitulado Rock of the Westies. Após o Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy, o cantor decidiu voltar a apresentar uma abordagem mais solta, energética e voltada ao Rock, além de promover uma mudança significativa na formação da banda que o acompanhava. O baterista Nigel Olsson e o baixista Dee Murray haviam deixado o grupo pouco antes das gravações. A nova formação incluía o baterista Roger Pope, o baixista Caleb Quaye e o guitarrista Davey Johnstone, que permaneceu. A produção foi bem mais crua e direta, com algumas influências de Funk Rock e Glam Rock. As guitarras ganham maior destaque, enquanto o piano continua sendo o centro das composições. O repertório é bem legal, e as canções são divertidas e energéticas. No final, é um disco interessante, que tentou soar mais contemporâneo. 


Melhores Faixas: Island Girl, Street Kids 
Vale a Pena Ouvir: Feed Me, Dan Dare (Pilot Of The Future), I Feel Like A Bullet (In The Gun Of Robert Ford)

                                                                        Então é isso, um abraço e flw!!!                     

quarta-feira, 18 de março de 2026

Analisando Discografias - Elton John: Parte 1

                 

Empty Sky – Elton John





















NOTA: 8/10


Em 1969, foi lançado o álbum de estreia do Elton John, intitulado Empty Sky, que trazia uma abordagem incomum. O cantor, vindo de Pinner, Middlesex, na Inglaterra, começou sua trajetória em 1962, trabalhou como músico de estúdio e integrante de bandas menores, mas sem repercussão. Um momento decisivo ocorreu quando ele respondeu a um anúncio da gravadora Liberty Records, que procurava novos compositores. Foi nesse processo que ele conheceu o letrista Bernie Taupin, formando uma parceria duradoura; com isso, eles foram para a DJM Records. A produção, feita por Steve Brown, apresenta uma mistura interessante de estilos. Há forte presença do piano, instrumento central na identidade artística do Elton John, mas também aparecem arranjos que incorporam guitarras elétricas, elementos do Rock progressivo, Folk e até influências barrocas. O repertório é bem legal, e as canções são mais introspectivas. No fim, é um disco de estreia que mostrou algo promissor. 

Melhores Faixas: Skyline Pigeon, Western Ford Gateway 
Vale a Pena Ouvir: Sails, The Scaffold, Empty Sky

Elton John – Elton John





















NOTA: 8,4/10


E aí, no ano seguinte, foi lançado o 2º álbum do Elton John, que levava seu nome. Após o Empty Sky, o cantor já vinha trabalhando intensamente como compositor para outros artistas e também como músico de estúdio. Seu talento para criar melodias sofisticadas ao piano era evidente, mas ainda faltava um projeto que apresentasse esse potencial de forma mais acessível ao público. Com isso, esse projeto foi pensado de forma muito mais cuidadosa, com foco na construção de um som que valorizasse o piano, as melodias e a expressividade vocal de Elton. A produção, feita por Gus Dudgeon, trouxe uma abordagem mais refinada e cinematográfica, apostando em arranjos orquestrais amplos e em uma sonoridade mais elegante, além de contar com uma seção rítmica sólida, tornando-se a base do que ficou conhecido como Piano Rock. O repertório é bem legal, e as canções são bem envolventes e melódicas. No fim, é um disco bacana e que foi um sucesso. 

Melhores Faixas: Your Song, Sixty Years On, Take Me To The Pilot, Border Song 
Vale a Pena Ouvir: The Cage, No Shoe Strings On Louise

Tumbleweed Connection – Elton John





















NOTA: 10/10


Se passaram, então, seis meses, e foi lançado um dos maiores clássicos de Elton John, Tumbleweed Connection. Após o álbum anterior, que havia finalmente apresentado o cantor ao grande público, especialmente graças ao impacto de Your Song, naquele momento Elton começava a se transformar em uma figura de destaque, mas ainda buscava consolidar uma identidade artística clara. Com isso, ele e Bernie Taupin decidiram fazer um álbum conceitual sobre a América histórica e rural, explorando temas como guerra, deslocamento, vida no interior e mudanças sociais. A produção, feita novamente por Gus Dudgeon, apresenta aqui uma abordagem sonora mais orgânica e voltada para influências de Folk, Country e música americana tradicional. Os arranjos privilegiam instrumentos acústicos, como violões, piano e elementos mais Roots. O repertório é sensacional e é praticamente uma coletânea. No fim, é um álbum incrível e certamente uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Ballad Of A Well-Known Gun, Son Of Your Father, Amoreena, Country Comfort, Love Song, Burn Down The Mission 
Vale a Pena Ouvir: Ballad Of A Well-Known Gun, Come Down In Time

Friends – Elton John





















NOTA: 8/10


E aí, no ano seguinte, foi lançada a trilha sonora do filme francês Friends, composta por Elton John. Após o clássico Tumbleweed Connection, e com o enorme sucesso do cantor, surgiu a oportunidade de compor músicas para o filme, algo que ampliava o alcance de sua música para além do formato tradicional de álbum. O processo criativo manteve a dinâmica habitual da dupla: Bernie Taupin escrevia as letras, e Elton criava as melodias a partir delas. A produção foi mais climática, contando mais uma vez com o maestro Paul Buckmaster, responsável por criar paisagens orquestrais elegantes e cinematográficas. Essa abordagem se encaixava perfeitamente com o caráter de trilha sonora do projeto, pois permitia que as músicas transmitissem emoções e atmosferas adequadas às cenas do filme. O repertório é muito bom, e as canções conseguem ser bem atmosféricas e imersivas. Em suma, é um disco legal e que cumpre sua proposta. 

Melhores Faixas: Can I Put You On, Seasons 
Vale a Pena Ouvir: Friends, Honey Roll
                                                                 

                                                                                    É isso, então flw!!!           

Analisando Discografias - Elton John: Parte 3

                  Blue Moves – Elton John NOTA: 8,5/10 No ano seguinte, foi lançado mais um disco duplo do Elton John, intitulado Blue Moves...