sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Review: Continental do Black Pantera

                   

Continental – Black Pantera





















NOTA: 8,7/10


Algumas semanas atrás, o Black Pantera lançou seu 5º álbum de estúdio, o Continental. Após o Perpétuo, a banda ficou mais interessada em descobrir quantas possibilidades cabem dentro de sua própria identidade. O conceito parte da ideia de um Brasil continental, formado por diferentes culturas, realidades e identidades, ao mesmo tempo em que amplia essa perspectiva para a América Latina. A produção contou com Fernando Delgado, Jorge Guerreiro, Rafael Ramos e ReoLamos, que colocaram uma abordagem limpa e muito bem detalhada. As guitarras possuem riffs secos e camadas muito bem colocadas, o baixo de Chaene consegue ser bem consistente, e a bateria de Pancho é carregada de peso, mostrando muita técnica. Enquanto isso, os vocais de Charles são bem articulados, encaixando tanto no Metal alternativo quanto no Crossover Thrash. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem profundas. Em suma, é um ótimo projeto e cumpre bem sua proposta. 

Melhores Faixas: Velho Jeans Rasgado, Quando Canto (participação da Sandra de Sá), Hórus, Obseleto (participação do Derrick Green), Yasuke 
Vale a Pena Ouvir: Start The Game, Banzo, Punhos Cerrados
 

                                                                                        É isso, então flw!!!           

Analisando Discografias - Little Dragon: Parte 1

                 

Little Dragon – Little Dragon





















NOTA: 9/10


No ano de 2007, o Little Dragon lançava seu álbum de estreia autointitulado, que trazia uma temática interessante. Formado em 1996 na cidade de Gotemburgo, na Suécia, por Yukimi Nagano nos vocais, Erik Bodin na bateria, Fredrik Källgren Wallin no baixo e Håkan Wirenstrand nos teclados, o grupo vinha de uma trajetória bastante ligada à exploração da Soul music e da música eletrônica, com eles assinando com a gravadora Peacefrog. A produção foi feita pelo próprio grupo, que buscou uma sonoridade limpa e minimalista, com a bateria e o baixo criando uma pulsação constante, enquanto os teclados adicionam camadas que podem ser atmosféricas ou diretamente dançantes. Os sintetizadores são bem utilizados, e os vocais do Yukimi conseguem deixar um aspecto noturno e misterioso, juntando assim elementos do Art Pop, Neo-Soul e Downtempo. O repertório é incrível, e as canções são bem cadenciadas. No fim, é um belo disco de estreia e muito coeso. 

Melhores Faixas: Twice, No Love, After The Rain, Recommendation, Stormy Weather, Scribbled Paper 
Vale a Pena Ouvir: Constant Surprises, Test

Machine Dreams – Little Dragon





















NOTA: 9/10


Dois anos se passaram, e o Little Dragon lançou seu 2º álbum, o Machine Dreams. Após o Little Dragon, aqui o grupo demonstra uma direção muito mais definida. A ideia não é simplesmente repetir a fórmula da estreia com músicas novas, mas transformar aquela mistura em algo mais eletrônico, dançante e futurista. Passa a explorar uma relação mais intensa entre o humano e o tecnológico, criando uma música que soa simultaneamente orgânica e artificial. A produção, feita mais uma vez pelo grupo, seguiu uma abordagem sofisticada e até um pouco mais psicodélica, deixando os sintetizadores ocuparem um espaço muito maior. Os teclados são responsáveis por criar ambientes, a bateria mantém um caráter físico e o baixo acrescenta um peso, além, claro, dos vocais melódicos da Yukimi, tendo assim uma junção do Electropop, Indietronica e um pouco do Synth-pop. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes. Enfim, é um disco bacana e que trouxe uma evolução. 

Melhores Faixas: Feather, Never Never, Fortune, Looking Glass, Blinking Pigs, A New 
Vale a Pena Ouvir: Runabout, My Step, Come Home

Ritual Union – Little Dragon





















NOTA: 8,7/10


Indo para 2011, foi lançado o 3º álbum do Little Dragon, o Ritual Union, que foi um pouco mais modernizado. Após o Machine Dreams, eles passaram a circular por um ambiente musical mais amplo e tiveram contato com artistas de diferentes áreas da música eletrônica, do Rap, Soul e do nascente Alt-Pop. Com esse trabalho novo sendo uma junção das fases anteriores, só que em uma proposta mais atmosférica. A produção foi para um caminho mais estruturado e limpo, juntando os elementos do Electropop com Art Pop e traços da Indietronica. A bateria passou a ter uma maior presença física, o baixo cria linhas melódicas e os sintetizadores criam determinadas cores e atmosferas, que são complementadas pelos vocais suaves e sensuais de Yukimi. Isso faz com que o disco tenha uma sonoridade eletrônica sem parecer excessivamente polido. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas e divertidas. Enfim, é um ótimo disco e muito variado. 

Melhores Faixas: Brush The Heat, Ritual Union, Shuffle A Dream, Seconds, Precious 
Vale a Pena Ouvir: Nightlight, Crystalfilm, Little Man

Nabuma Rubberband – Little Dragon





















NOTA: 8,3/10


Três anos se passaram, e o grupo retorna com um novo álbum, o Nabuma Rubberband. Após o Ritual Union, o Little Dragon decide olhar mais diretamente para o R&B dos anos 80 e para o universo das chamadas slow jams, especialmente a vertente mais sensual e atmosférica desse estilo. Com eles decidindo pegar a melancolia, os sintetizadores e os grooves dos trabalhos anteriores e colocá-los em um ambiente mais íntimo. A produção foi para um som extremamente polido, que junta elementos do Synth-pop e do R&B alternativo. Os sintetizadores agora são utilizados para criar uma sensação mais quente e sedutora. A bateria geralmente possui ritmos lentos e econômicos, com bastante espaço entre os golpes. O baixo traz linhas bem mais sustentáveis, e os vocais da Yukimi ficaram mais intimistas e aconchegantes. O repertório é muito bom, e as canções são bem etéreas e suaves. No geral, é um ótimo disco e que envelheceu bem. 

Melhores Faixas: Klapp Klapp, Cat Rider, Killing Me, Pretty Girls 
Vale a Pena Ouvir: Paris, Nabuma Rubberband, Mirror


Analisando Discografias - Gustavo Cerati: Parte 2

                  

Ahí Vamos – Gustavo Cerati





















NOTA: 9/10


Em 2006, Gustavo Cerati lançava mais um trabalho solo, o Ahí Vamos, que voltou para aquele aspecto rockeiro. Após o Siempre Es Hoy, depois de tantos anos explorando possibilidades diferentes, Cerati decidiu voltar a colocar a guitarra no centro de sua música. Mas isso não significa que ele tenha abandonado tudo o que havia aprendido durante sua fase experimental, já que ele aproveita as experiências anteriores para fazer um álbum de rock muito mais seguro e sofisticado. A produção foi feita pelo cantor junto com Tweety González, que buscaram uma sonoridade limpa e poderosa, seguindo aquela abordagem do Rock alternativo com elementos do Hard Rock e do Big Music. As guitarras possuem riffs fortes, distorções, solos e camadas, enquanto a cozinha rítmica consegue ser bem orgânica e consistente, e os vocais de Cerati continuam bem seguros e variados. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e densas. No fim, é um baita disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Crimen, Lago En El Cielo, Adiós, La Excepción, Medium, Dios Nos Libre
Vale a Pena Ouvir: Otra Piel, Al Fin Sucede, Jugo De Luna

Fuerza Natural – Gustavo Cerati





















NOTA: 9,5/10


Então chegamos a 2009, quando Gustavo Cerati lançava seu 5º e último álbum solo, o Fuerza Natural. Após o Ahí Vamos, o cantor decidiu explorar um lado mais acústico, psicodélico e contemplativo. O próprio conceito do álbum está ligado a essa ideia de força natural em oposição ao artificial. Cerati constrói uma obra muito mais aberta, que parece interessada em natureza, viagem, memória, e passagem do tempo. A produção, feita junto com Héctor Castillo, seguiu uma abordagem limpa e espaçosa, não só colocando elementos do Rock alternativo, como também influências do Country alternativo, Folk Rock, Dream Pop e Post-Punk. As guitarras são distorcidas na medida certa e convivem com instrumentos acústicos, o que deixa aquela pegada texturizada. O repertório é maravilhoso, e as canções são todas bem pastorais. No fim, é um belo disco que, precocemente, acabou sendo o último, devido ao AVC que Cerati sofreu no ano seguinte, levando à sua morte em 2014. 

Melhores Faixas: Cactus, Deja Vu, Rapto, Fuerza Natural, He Visto A Lucy, Naturaleza Muerta, # 
Vale a Pena Ouvir: Convoy, Domino, Magia

 

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Gustavo Cerati: Parte 1

                  

Amor Amarillo – Gustavo Cerati





















NOTA: 9,8/10


Voltando para o ano de 1993, Gustavo Cerati embarca em sua carreira solo com Amor Amarillo. Após o Dynamo com o Soda, ele havia trabalhado com Daniel Melero em Colores Santos, que havia aberto ainda mais espaço para texturas, sintetizadores, programação e uma abordagem menos dependente do formato convencional do Rock. Só que, em vez de ser simplesmente uma continuação dessas experiências, seria um disco muito mais pessoal e doméstico. A produção, feita pelo cantor junto com Zeta Bosio, colocou um som extremamente sofisticado e detalhado, já que aqui temos Dream Pop, Rock alternativo, Shoegaze, Baggy, psicodelia e afins. As guitarras, ao lado de teclados, efeitos, programações e diferentes camadas eletrônicas, criam uma sonoridade bastante texturizada, enquanto os vocais de Cerati conseguem ser bem articulados e expressivos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem dinâmicas e atmosféricas. Enfim, é um baita disco e um clássico. 

Melhores Faixas: Amor Amarillo, Te Llevo Para Que Me Lleves, Lisa, Bajan (Pescado Rabioso), Pulsar 
Vale a Pena Ouvir: A Merced, Cabeza De Medusa, Ahora Es Nunca

Bocanada – Gustavo Cerati





















NOTA: 10/10


Foi só em 1999 que Gustavo Cerati retornou, lançando seu 2º álbum solo, o atemporal Bocanada. Após o Amor Amarillo, com o fim do Soda Stereo, Cerati passou a construir uma linguagem própria, muito mais ambiciosa e pessoal, juntando elementos da música eletrônica, Rock e orquestração em um mesmo universo. O álbum também mostra um artista interessado em trabalhar a própria voz de maneira diferente, explorando camadas, efeitos e interpretações mais atmosféricas. A produção, feita pelo próprio cantor, foi extremamente sofisticada e carregada de detalhes. As programações determinam a própria estrutura das composições. Ao mesmo tempo, guitarras, baixos, baterias e instrumentos acústicos conseguem fazer um verdadeiro equilíbrio com isso, temos uma junção do Art Pop, Downtempo e da Neo-psicodelia. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. No geral, é um álbum excepcional e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Tabú, Puente, Bocanada, Beautiful, Perdonar Es Divino, Engaña, Alma, Río Babel 
Vale a Pena Ouvir: Raíz, Balsa, Y Si El Humo Está En Foco...

Siempre Es Hoy – Gustavo Cerati





















NOTA: 10/10


Indo para 2002, Gustavo Cerati lançava seu 3º álbum, o excepcional Siempre Es Hoy. Após o clássico Bocanada, o cantor queria fazer um trabalho que fosse mais rítmico e potente, com esse material passando por diferentes etapas e tendo cerca de quarenta ideias, entre músicas completas e simples esboços, fazendo um projeto ousado, mas também extremamente extenso. Com o título trazendo a ideia de que passado e futuro acabam convergindo no momento atual. A produção foi para um caminho ainda mais potente e recheado de detalhes, seguindo muito o som do Dance alternativo, com elementos do Indietronica, Trip Hop e do Dream Pop. As guitarras voltam a ter bem mais espaço, só que servindo como texturas, já que o uso de programação, samples e sintetizadores se complementa bem, fora os vocais bem variados do Cerati, que se encaixam com cada arranjo. O repertório é espetacular, carregado de canções variadas. Enfim, é outro álbum que é simplesmente uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Cosas Imposibles, Vivo, Tu Cicatriz En Mi, Artefacto, Karaoke, Fantasma, Amo Dejarte Asi, No Te Creo, Sudestada, Especie 
Vale a Pena Ouvir: Casa, Altar, Naci Para Esto

                                                                                        É isso, então flw!!!            

Analisando Discografias - Soda Stereo

                 

Soda Stereo – Soda Stereo





















NOTA: 8,5/10


No ano de 1984, o Soda Stereo lançava seu álbum de estreia autointitulado, numa temática bem padronizada. Formado em 1982, na capital argentina, Buenos Aires, por Gustavo Cerati (vocais e guitarras), Zeta Bosio (baixo) e Charly Alberti (bateria), o trio vinha construindo uma identidade fortemente ligada à New Wave. Com eles surgindo em um período pós-ditadura militar e com uma nova geração ocupando a indústria musical local, a banda, que havia ganhado muito destaque, assinou com a CBS. A produção, feita por Federico Moura, colocou um som polido e detalhado. As guitarras de Cerati possuem muito mais riffs, efeitos, acordes secos e texturas. As linhas de baixo de Bosio são bastante sustentadas, e a bateria é bem orgânica, fora, claro, os vocais expressivos de Cerati, que estão sempre no centro. O repertório é legalzinho, tendo canções divertidas e outras que envelheceram mal. No fim, é um disco bacana, mas que serviu mais como apresentação. 

Melhores Faixas: Tratame Suavemente, Sobredosis De T.V., El Tiempo Es Dinero, Dietetico
Piores Faixas: Tele-Ka, Mi Novia Tiene Biceps

Nada Personal – Soda Stereo





















NOTA: 9,1/10


No ano seguinte, o Soda Stereo retornou com seu 2º álbum de estúdio, o Nada Personal. Após o álbum de estreia, eles começaram a deixar um pouco de lado a imagem puramente divertida e provocativa do primeiro trabalho. A banda continuava interessada em música Pop, dança e estética moderna, mas Gustavo Cerati passou a explorar letras mais ambíguas, sensuais e introspectivas. A produção, feita pela própria banda, continuou sendo bem limpa e sofisticada, ainda tendo aquele diálogo com a New Wave e com elementos do Synth-pop, Post-Punk, 2-Tone e Funk Rock. As guitarras passam a criar texturas, ambientes e pequenas camadas dentro das músicas. O baixo conduz muito bem, e a bateria é bastante precisa, fora um uso ocasional de sintetizadores. Enquanto isso, os vocais de Cerati ficaram um pouco mais melódicos. O repertório é incrível, e as canções são bem divertidas e energéticas. No fim, é um belo disco e mostrou uma grande evolução. 

Melhores Faixas: Cuando Pase El Temblor, Nada Personal, Juego De Seducción, Estoy Azulado, Danza Rota 
Vale a Pena Ouvir: Si No Fuera Por..., Imágenes Retro, El Cuerpo Del Delito

Signos – Soda Stereo





















NOTA: 9,9/10


Mais um ano se passou, e o Soda Stereo lançava mais um álbum novo, o Signos. Após o Nada Personal, que foi um sucesso gigantesco e saiu até fora da Argentina, Gustavo Cerati, Zeta Bosio e Charly Alberti passaram a trabalhar sob uma pressão muito maior. Só que Cerati estava amadurecendo como compositor. As letras ficaram menos dependentes do humor e da ironia dos primeiros trabalhos e passaram a explorar desejo, obsessão, distância, relações complicadas, insegurança e estados emocionais mais difíceis de definir. A produção foi bem mais sofisticada, com eles fazendo um equilíbrio da New Wave com a Big Music. As guitarras ficaram bem mais variadas, podendo conduzir um riff, criar uma textura atmosférica ou sustentar uma passagem melancólica. A cozinha rítmica consegue ser bem precisa e tem uso moderado de cordas e sintetizadores. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem energéticas. No fim, é um baita disco e certamente um clássico. 

Melhores Faixas: Persiana Americana, Prófugos, El Rito, Signos 
Vale a Pena Ouvir: Sin Sobresaltos, Final Caja Negra

Doble Vida – Soda Stereo





















NOTA: 9/10


De novo se passou outro ano, e o Soda Stereo lançava seu 4º álbum, o Doble Vida. Após o Signos, a banda começou a circular com mais força pela América Latina e percebeu que sua música podia ultrapassar o circuito argentino. Isso também trouxe uma mudança de perspectiva. A banda queria ampliar sua sonoridade e incorporar elementos do Rock, Pop e Funk de maneira mais evidente. A produção, feita por Carlos Alomar, deixou uma sonoridade limpa e encorpada, colocando uma maior preocupação no groove. Com isso, os baixos ganham bastante importância, enquanto Charly Alberti trabalha com uma bateria mais dinâmica e menos presa à estética puramente New Wave. As guitarras de Cerati continuam utilizando efeitos e texturas, mas agora existem momentos mais agressivos, fora seus vocais, que ficaram bem mais seguros e energéticos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem divertidas e suaves. Enfim, é um baita disco e que é muito subestimado. 

Melhores Faixas: En La Ciudad De La Furia, Lo Que Sangra (La Cupula), Corazon Delator, Dia Comun - Doble Vida 
Vale a Pena Ouvir: En El Borde, Terapia De Amor Intensiva

Cancion Animal – Soda Stereo





















NOTA: 10/10


Entrando nos anos 90, o Soda Stereo lança o maravilhoso e atemporal Cancion Animal. Após o Doble Vida, o Soda decide recuperar uma parte mais visceral do Rock argentino que havia marcado sua adolescência, aproximando-se de uma sonoridade muito mais guitarrística, pesada e orgânica. Já que aquela estética da New Wave já tinha se tornado obsleto e ultrapassado, com isso eles decidiram ir de cabeça no Rock alternativo que eles já tinha explorado em determinados momentos. Produção feita novamente pela propria banda, foi para uma sonoridade mais mais encorpada, direta e orgânica. As guitarras do Cerati possuem riffs distorcidos e grandes momentos instrumentais, além claro de seu vocal que ficou ainda mais expressivo. Os baixo é bastante presente e a bateria ganhou bastante peso, tendo assim elementos do Hard Rock e Jangle Pop. O repertório é maravilhoso, parecendo quase que uma coletanea. No fim, é um disco excepcional e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: De Musica Ligera, Un Millon De Años Luz, Cancion Animal, Sueles Dejarme Solo, (En) El Septimo Dia, Entre Canibales 
Vale a Pena Ouvir: Te Para 3, Hombre Al Agua

Dynamo – Soda Stereo





















NOTA: 10/10


Ai em 1992, o Soda Stereo lança outro álbum fantastico, o Dynamo, que foi para uma tematica diferente. Após o Cancion Animal, Cerati e sua trupe decidiu ir de cabeça ainda mais na música alternativa e principalmente adotando o Shoegaze. Já que a banda estava cansada da dimensão gigantesca que havia alcançado e queria recuperar uma sensação de descoberta. Produção feita como sempre pela propria banda, seguiu um som pesado e nebuloso que é completamente orientado ao Shoegaze e Rock alternativo, além de elementos do Baggy, Dance alternativo e Dream Pop. Com isso, as guitarras ficaram mais distorcidas e reverberadas, o baixo do Bosio é bastante marcante e a bateria consegue ser bem organica. Fora o uso de samplers, programação e sintetizadores que deixa algo mais texturizado. O repertório é simplesmente sensacional, também parecendo uma coletanea. No geral, é um disco maravilhoso e que é praticamente uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Primavera 0, Luna Roja, Toma La Ruta, Fué, En Remolinos, Ameba, Secuencia Inicial 
Vale a Pena Ouvir: Camaléon, Texturas, Claroscuro

Sueño Stereo – Soda Stereo





















NOTA: 9,7/10


Em 1995, o Soda Stereo lançava seu 7º e último álbum, o maravilhoso Sueño Stereo. Após o excepcional Dynamo, o Soda passou por uma espécie de pausa, e seus integrantes começaram a desenvolver outros projetos. Gustavo Cerati, em particular, aprofundou ainda mais seu interesse por eletrônica e experimentação. Com esse álbum, a banda soa menos como uma tentativa de descobrir uma nova identidade e mais como uma síntese de tudo aquilo que o trio havia construído. A produção foi para um caminho mais elegante e cinematográfico, conversando com o Rock alternativo e o Art Rock, já que temos elementos de Dream Pop, Chamber Pop e música eletrônica. Com isso, as guitarras ficaram bem texturizadas, o baixo ficou mais discreto, a bateria está mais orgânica, e os sintetizadores, a programação e os efeitos deixam tudo mais atmosférico. O repertório é incrível, e as canções são todas muito imersivas. Enfim, é um baita disco de encerramento de uma banda lendária. 

Melhores Faixas: Ella Usó Mi Cabeza Como Un Revólver, Disco Eterno, Zoom, Angel Eléctrico, Pasos, Efecto Doppler 
Vale a Pena Ouvir: Planta, Ojo De La Tormenta, Paseando Por Roma

  

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Review: This Mirror Weighs a Ton do Interpol

                     

This Mirror Weighs a Ton – Interpol





















NOTA: 9,6/10


Recentemente, o Interpol retornou com seu mais novo álbum, o This Mirror Weighs A Ton. Após o The Other Side of Make-Believe, a banda acabou saindo da Matador Records e assinou com a Partisan, e, para esse projeto, Brad Truax enfim assume o instrumento que Paul Banks vinha tocando desde a saída de Carlos Dengler. Fora isso, esse álbum parece muito mais interessado em questões relacionadas à idade, responsabilidade, tecnologia, violência e ao estado do mundo. A produção, feita por Andrew Wyatt, colocou um som detalhado, que dialoga com o Post-Punk, com elementos do Trip Hop, Dream Pop e o Post-Rock. As guitarras funcionam como texturas atmosféricas, os sintetizadores são nebulosos, o baixo ganha destaque, a bateria possui loops precisos e os vocais do Paul são muito expressivos, com aquele seu estilo grave e distante. O repertório é incrível, e as canções são bem atmosféricas e densas. No fim, é um baita disco e, dessa vez, acertaram em cheio. 

Melhores Faixas: See Out Loud, This Mirror Weighs A Ton, Iron City, Wings On Fire, Wake Up, Wounded Soldier, Bird And The Serpent 
Vale a Pena Ouvir: So Rides The Reindeer, Ever The Actor, Sudden

                                                                                 É isso, um abraço e flw!!!                      

Review: Continental do Black Pantera

                    Continental – Black Pantera NOTA: 8,7/10 Algumas semanas atrás, o Black Pantera lançou seu 5º álbum de estúdio, o Contin...