Da Devil's Playground: Underground Solo – Koopsta Knicca
NOTA: 9,7/10
Em 1999, Koopsta Knicca lançava seu sensacional 1º álbum solo, o Da Devil's Playground: Underground Solo. Após o Chapter 2: World Domination, ele ganhou a oportunidade de demonstrar sua própria identidade artística. Koopsta sempre se destacou por seu tom de voz hipnótico, sua entrega quase fantasmagórica e suas letras que misturavam ocultismo, espiritualidade sombria e narrativas de rua. Mesmo assim, este trabalho soa como um álbum do Three 6 Mafia disfarçado de álbum solo de um de seus integrantes. A produção ficou a cargo do DJ Paul e Juicy J, que criaram beats que não dependem de complexidade técnica. Pelo contrário, a força da produção está justamente na simplicidade, utilizando teclados sinistros, linhas de baixo profundas e amostras vocais que criam uma sensação constante de ameaça, incorporando a estética do Memphis Rap. O repertório é incrível, e as canções são bastante pesadas. No fim, é um baita disco e um verdadeiro clássico.
Melhores Faixas: Stash Pot (Original), Judgement Nite, Crucifix, Robbers, Smoking On A J., Front A Busta, Now I'm Hi (Pt. 2)
Vale a Pena Ouvir: Purple Thang, Ready 2 Ride, Anna Got Me Clickin'
Da K Project – Koopsta Knicca
NOTA: 3/10
Em 2002, Koopsta Knicca retorna com seu 2º álbum solo, o fraquíssimo Da K Project. Após o clássico Da Devil's Playground: Underground Solo, Koopsta encontrava-se afastado do núcleo principal do Three Six Mafia. Aqui, ele decidiu fazer um trabalho que seguia as tendências comerciais que começavam a favorecer o som mais acessível do sul dos Estados Unidos. A produção ficou por conta de Blac Elvis, Niko Lyras e Ski Mask, que criaram beats mais orgânicos, utilizando linhas de baixo pesadas, baterias secas, teclados sombrios e melodias minimalistas. Os produtores exploram ambientes ameaçadores e obscuros, mas algumas faixas se aproximam mais do Gangsta Rap tradicional, incorporando elementos do Dirty South e Memphis Rap. Ainda assim, tudo soa bastante repetitivo e marcado por uma falta de variação nos flows. O repertório é muito ruim, e as canções são bastante genéricas, com poucas interessantes. No geral, é um álbum péssimo e chatíssimo.
Melhores Faixas: No Respect, When The Shit Hitz The Fan, End Of The Line
Piores Faixas: Benjamins, Mr. Merchant, Smoke It Up, See A Ho, Judy Lynn, Beat A Ho, It’s Not Right
Undaground Muzic Volume One – Koopsta Knicca
NOTA: 5/10
No ano seguinte, ele retorna lançando mais um álbum, o Undaground Muzic Volume One. Após o Da K Project, Koopsta Knicca, diferentemente de seus antigos companheiros de grupo, que alcançavam níveis cada vez maiores de exposição comercial, permanecia ligado ao circuito underground, produzindo música para uma base de fãs que valorizava justamente suas características mais obscuras e autênticas. A produção foi feita por ele junto com Boogaloo, DJ Jus Borne, entre outros, que apostaram em beats mais variados, utilizando baterias eletrônicas pesadas, linhas de baixo profundas e sintetizadores melancólicos, mantendo vínculos claros com a tradição de Memphis. Mas o grande problema é que muitos momentos parecem reciclados, tornando o álbum bastante maçante. O repertório até começa bem, mas depois decai com canções chatíssimas. Enfim, é um álbum bastante mediano e que apresenta muitas falhas.
Melhores Faixas: Hoe Don't Violate (Ghetto), Thinkin' Deadly, Cracked House, Ghetto
Piores Faixas: Month 1/2 Left, Porno Movie 2, Lookin' 4 A Stallion, Bald Heads
De Inevitable – Koopsta Knicca
NOTA: 3/10
Mais um ano se passou, e outro álbum foi lançado: De Inevitable, que trouxe pouquíssimas novidades. Após o Undaground Muzic Volume One, Koopsta queria continuar reforçando tudo aquilo que já havia definido sua carreira: letras sombrias, referências às ruas, paranoia, violência, consumo de drogas e a atmosfera obscura típica do Memphis Rap. Com isso, ele decidiu apostar em uma sonoridade mais ampla, com um foco maior no cotidiano urbano. Produzido por ele junto com Blac Elvis, Lil Pat e Scan Man, o álbum segue aquela abordagem em que os beats têm grande uso de graves pesados, baterias eletrônicas secas e sintetizadores sombrios, incorporando também influências do Crunk e do Rap sulista que dominavam o período. Só que tudo soa bastante repetitivo, com a maioria dos flows sendo previsível. O repertório é muito ruim, e as canções são bem fracas, com poucas exceções. No final de tudo, é outro disco fraco e bastante tedioso.
Melhores Faixas: Bout' To Lose My Mind, Whoop Dat Bitch, North, South, East Memphis
Piores Faixas: Smokin On Dat Dro, Halloween, Black Rain, Kick Shit, Fiya, Sadity Bitches, Bustin Heads
The Mind Of Robert Cooper – Koopsta Knicca
NOTA: 8/10
Então chegamos a 2005, quando foi lançado seu 5º e último álbum, o The Mind Of Robert Cooper. Após o De Inevitable, Koopsta escolheu utilizar seu nome de batismo, Robert Cooper, sugerindo uma exploração mais direta de seus pensamentos, experiências e visão de mundo. O álbum foi lançado pela 40 West Records e serviria como uma demonstração de que ele poderia seguir sua carreira sem o apoio do Three 6. A produção feita junto com Lil Pat, Scan Man, entre outros, e segue a fórmula de sempre: os beats continuam fortemente ligados ao Rap de Memphis, mas apresentam influências do Crunk. Os graves permanecem pesados e as baterias são secas. Porém, o maior problema é que tudo soa bastante previsível e arrastado. O repertório é fraquíssimo, e as canções são, em sua maioria, bastante esquecíveis. No geral, esse álbum foi uma demonstração de que Koopsta teve uma gestão de carreira ruim e permaneceu assim até seu falecimento, em 2015.
Melhores Faixas: Life In Bondage, No Action, Memphis To Hollywood, Top Secret
Piores Faixas: Because Of You, Shit Starter, I Spot You, Soar High, Wanksta, Everlast
Então é isso e flw!!!



















