terça-feira, 27 de outubro de 2026

Analisando Discografias - John Squire

                  

Time Changes Everything – John Squire





















NOTA: 8/10


No ano de 2002, John Squire lançava seu 1º álbum solo, o Time Changes Everything. Após o fim do The Stone Roses, o guitarrista passou a desenvolver outros caminhos musicais. Essa trajetória permitiu que ele explorasse referências mais próximas do rock tradicional, do blues e da psicodelia, sem depender exclusivamente da identidade sonora que havia construído com sua banda original. A produção, feita em parceria com Simon Dawson, seguiu uma sonoridade orgânica, muito orientada para o Folk, com elementos do Heartland Rock. A guitarra de Squire é o principal elemento de identidade do disco, tanto pela construção dos riffs quanto pelas frases melódicas e intervenções instrumentais, além, é claro, de seus vocais, que são bem crus e espontâneos. O repertório é muito bom, e as canções são bem profundas e melancólicas. Enfim, é um disco bacana que vale a pena ir atrás. 

Melhores Faixas: Time Changes Everything, Transatlantic Near Death Experience 
Vale a Pena Ouvir: I Miss You, Shine A Little Light, Strange Feeling
  

Marshall's House – John Squire





















NOTA: 7/10


Dois anos se passaram até John Squire lançar seu 2º álbum solo, o Marshall’s House. Após o Time Changes Everything, o guitarrista decidiu fazer um trabalho menos dependente de tendências contemporâneas e mais ligado à instrumentação, às melodias e às possibilidades expressivas do formato de banda. O álbum apresenta uma espécie de conceito, no qual cada faixa tem o nome de uma pintura de Edward Hopper. A produção, feita novamente por Squire em parceria com Simon Dawson, seguiu uma abordagem bem mais limpa e tradicional. As guitarras apresentam uma combinação de acordes abertos, riffs de andamento moderado, linhas melódicas e intervenções instrumentais que acrescentam movimento. A seção rítmica utiliza grooves relativamente descontraídos, embora haja momentos em que tudo soa muito pouco desenvolvido. O repertório é legalzinho, tem canções boas e algumas esquisitas. No final, é um álbum bom, mas que tem suas falhas. 

Melhores Faixas: Hotel Room, Summertime, Room In Brooklyn, Marshall's House 
Piores Faixas: Cape Cod Morning, Tables For Ladies, People In The Sun

Liam Gallagher John Squire – Liam Gallagher & John Squire





















NOTA: 5/10


Em 2024, Liam Gallagher e John Squire lançaram um álbum colaborativo que ninguém estava esperando. Após o Marshall's House, o guitarrista acabou se concentrando mais no retorno do The Stone Roses, que durou até 2017, e, depois disso, passou a se dedicar a outros projetos. Com isso, após tocar em alguns shows do Liam, surgiu o convite para que os dois fizessem um trabalho colaborativo. A produção, feita por Greg Kurstin, seguiu um som limpo e, ao mesmo tempo, detalhado. As guitarras do Squire apresentam todo aquele estilo do Blues Rock, além de passagens psicodélicas, solos prolongados e acompanhamentos mais melódicos. A seção rítmica desempenha um papel importante na sustentação dessa proposta, e os vocais do Liam são bem reconhecíveis. Ainda assim, muita coisa soa sem inspiração e carece de algo mais imersivo. O repertório é irregular, com canções legais e outras entediantes. Em suma, é um álbum mediano e muito decepcionante. 

Melhores Faixas: Mars To Liverpool, Make It Up As You Go Along, Mother Nature's Song Piores Faixas: I'm So Bored, Love You Forever, You're Not The Only One


                                                                                    Então é só e flw!!!      

Analisando Discografias - Ian Brown

                 

Unfinished Monkey Business – Ian Brown





















NOTA: 8/10


No ano de 1998, Ian Brown lançava seu 1º álbum solo, intitulado Unfinished Monkey Business. Após o lançamento do Second Coming com o Stone Roses, a banda encerrou suas atividades e, com isso, o cantor decidiu preparar um disco solo que fosse uma mistura de Rock alternativo, psicodelia e Downtempo. O resultado não é uma ruptura completa com o passado, mas uma tentativa de reorganizar algumas das características que fizeram sua antiga banda se tornar tão marcante. Produzido pelo próprio Ian Brown, o álbum segue uma sonoridade contida e direta. O uso de recursos eletrônicos faz muita diferença dentro dos arranjos, que, complementados pela seção rítmica, muito orientada ao groove, proporcionam uma sensação mais física. Enquanto isso, as guitarras contribuem para a atmosfera por meio de efeitos, repetições e frases que se encaixam entre os outros instrumentos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem densas. Enfim, é um disco bacana e bastante ousado. 

Melhores Faixas: Corpses In Their Mouths, Nah Nah, Can’t See Me 
Vale a Pena Ouvir: My Star, Sunshine, Deep Pile Dreams

Golden Greats – Ian Brown





















NOTA: 8,7/10


Dois anos se passaram, e Ian Brown lançava seu 2º trabalho solo, o Golden Greats. Após o Unfinished Monkey Business, Brown continuou explorando uma combinação de Rock alternativo, psicodelia e elementos eletrônicos. Com este disco, ele dá continuidade a essa busca, mas apresenta uma abordagem mais orientada para canções acessíveis, com melodias mais evidentes e uma produção que procura equilibrar a experimentação com estruturas Pop. A produção segue relativamente a mesma linha, mas agora é voltada à combinação de texturas psicodélicas, batidas eletrônicas e elementos variados. As guitarras mantêm uma presença importante, mas frequentemente dividem espaço com sintetizadores, órgãos, efeitos digitais e camadas que ampliam a dimensão espacial das músicas. Os vocais contidos do Ian deixam tudo bem abrangente. O repertório é muito legal, e as canções são bem divertidas e imersivas. No geral, é um disco bacana e mais consistente. 

Melhores Faixas: Set My Baby Free, Golden Gaze, Gettin’ High, Dolphins Were Monkeys, First World 
Vale a Pena Ouvir: Love Like A Fountain, So Many Soldiers, Babasonicos

Music Of The Spheres – Ian Brown





















NOTA: 9/10


No ano de 2001, o Ian Brown lançava seu 3º álbum solo, o Music of the Spheres. Após o Golden Greats, o cantor já havia demonstrado interesse em combinar rock alternativo com música eletrônica. Neste novo trabalho, essa exploração ganha uma dimensão mais atmosférica, com maior presença de texturas eletrônicas, arranjos espaciais e composições que procuram estabelecer ambientes sonoros próprios. A produção, feita por Francis Dunnery, seguiu um caminho bem mais minimalista e atmosférico, investindo em uma combinação de programações eletrônicas, sintetizadores, cordas, baixo, bateria e guitarras que privilegia a criação de ambientes sonoros. O resultado é um disco que mantém uma ligação com o Rock alternativo e o Downtempo, mas incorpora elementos do Trip-Hop, da música ambiente e da psicodelia. O repertório é incrível, e as canções são bem cadenciadas. Enfim, é um baita disco, bastante pacífico. 

Melhores Faixas: F.E.A.R., Stardust, Whispers, Northern Lights 
Vale a Pena Ouvir: Shadow Of A Saint, Bubbles

Solarized – Ian Brown





















NOTA: 8,7/10


Três anos se passaram até o cantor voltar com mais um disco, o diversificado Solarized. Após o Music of the Spheres, ele decidiu dar continuidade a essa trajetória, mas procura conciliar essas experiências com uma apresentação mais concentrada em canções. O título sugere uma associação com a luz solar, o calor e uma atmosfera mais luminosa. Essa ideia combina com a direção musical do álbum, que alterna momentos de energia rítmica, passagens psicodélicas e composições mais contemplativas. A produção, feita em parceria com Dave McCracken, faz uma junção do Britpop com o Downtempo, resultando em uma sonoridade variada. Os elementos eletrônicos alternam entre batidas regulares e uma sensação de movimento constante. A seção rítmica deixa tudo bem orgânico, enquanto as guitarras variam entre momentos de distorção e como complemento. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas. Enfim, é um ótimo álbum, muito bem elaborado. 

Melhores Faixas: Keep What Ya Got, Time Is My Everything, The Sweet Fantastic, Longsight M13
Vale a Pena Ouvir: Solarized, One Way Ticket To Paradise, Home Is Where The Heart Is

The World Is Yours – Ian Brown





















NOTA: 8/10


Mais três anos se passaram até Ian Brown lançar mais um álbum, o The World Is Yours. Após o Solarized, Brown decidiu trabalhar com bases rítmicas, texturas eletrônicas e arranjos que frequentemente se aproximam da música dançante. A proposta não é abandonar suas raízes britânicas, mas colocá-las em contato com outras linguagens, criando um repertório que alterna momentos de maior energia com passagens mais introspectivas. A produção, conduzida por Emile Haynie, Robert Maxfield e Tim Wills, seguiu uma sonoridade mais cinematográfica e fluida, combinando Trip-Hop e Britpop com elementos do Chamber Pop. Com isso, o baixo ajuda a estabelecer o balanço, enquanto a bateria e os elementos programados dão movimento às músicas. As guitarras, carregadas de camadas, e os arranjos orquestrados contribuem para criar uma sonoridade grandiosa. O repertório é incrível, e as canções são bem dinâmicas. No geral, é um ótimo disco e muito subestimado. 

Melhores Faixas: Some Folks Are Hollow, Eternal Flame, Sister Rose 
Vale a Pena Ouvir: The World Is Yours, Illegal Attacks (participação da Sinéad O’Connor), Goodbye To The Broken

My Way – Ian Brown





















NOTA: 8,2/10


Em 2009, Ian Brown voltava lançando seu 6º álbum de estúdio, o abrangente My Way. Após o The World Is Yours, esse novo trabalho apresenta uma proposta que procura equilibrar a familiaridade de sua sonoridade com uma abordagem mais direta e acessível. Em vez de apostar em mudanças estilísticas radicais, Brown trabalha com elementos que já fazem parte de seu repertório musical, buscando novas combinações entre ritmos, guitarras, teclados e melodias. A produção, feita, como sempre, por Dave McCracken, seguiu uma abordagem mais acessível, combinando tanto o Rock alternativo quanto o Dance alternativo. As guitarras funcionam como componentes melódicos e texturais, complementando as linhas de baixo, as batidas e os teclados. Além disso, os vocais de Ian exploram linhas expressivas, indo além daquele lado mais contido. O repertório é legalzinho, e as canções conseguem ser envolventes e atmosféricas. No final, é um disco bacana e muito variado. 

Melhores Faixas: Stellify, Always Remember Me, In The Year 2525 
Vale a Pena Ouvir: Marathon Man, Crowning Of The Poor, Vanity Kills, By All Means Necessary

  

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Review: FUDGE do Michael Kiwanuka

                   

FUDGE – Michael Kiwanuka





















NOTA: 8,9/10


Recentemente, Michael Kiwanuka lançou seu 5º álbum de estúdio, intitulado FUDGE. Após o Small Changes, o cantor estava com vontade de experimentar, aceitar imperfeições e deixar as músicas se desenvolverem sem se preocupar com o resultado final. O lançamento também ganhou uma dimensão particularmente delicada devido aos problemas de saúde enfrentados pelo músico. O lançamento do disco foi adiado por quase um ano, e suas apresentações ao vivo permaneceram suspensas. A produção, feita pelo cantor junto com Dom Monks e Rosie Danvers, seguiu uma sonoridade mais espaçosa e deliberadamente menos rígida, com uma abordagem muito mais voltada ao Smooth Soul. O uso de violões deixa uma pegada mais acústica, complementada pelos arranjos de cordas que, junto com a seção rítmica, conseguem deixar tudo muito fluido. O repertório é muito bom, e as canções são bem cadenciadas. No final, é um disco bacana e muito aconchegante. 

Melhores Faixas: Drowning In Your Heart, Sing, Summer Clothes, California, Love In My Heart
Vale a Pena Ouvir: Move In My Direction, Just Another Moment, Stars
 

                                                                                        É isso, então flw!!!            

Analisando Discografias - The Stone Roses

                  

The Stone Roses – The Stone Roses





















NOTA: 10/10


Voltando para o ano de 1989, o The Stone Roses lançava seu atemporal álbum de estreia autointitulado. Formada em 1983, na cidade de Manchester, por Ian Brown nos vocais, John Squire na guitarra, Mani no baixo e Reni na bateria. O grupo surgiu dentro de uma cena que tinha uma herança psicodélica e dialogava com a Dance music, que se tornou forte nas raves, dando origem ao que passou a ser chamado de Madchester. Assim, a banda tinha uma abordagem orientada a músicas ensolaradas, hipnóticas e dançantes, algo que a levou a assinar com a Silvertone. A produção do John Leckie, com uma ajudinha do Peter Hook, deixou um som direto, que juntou Baggy com Jangle Pop. As guitarras do Squire alternam entre timbres brilhantes e riffs agressivos, o baixo do Mani é bastante hipnótico, a bateria do Reni é muito dinâmica e os vocais do Ian são bem variados. O repertório é sensacional, praticamente uma coletânea de grandes canções. No final, é um baita disco e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: I Wanna Be Adored, Made Of Stone, She Bangs The Drums, Waterfall
Vale a Pena Ouvir: (Song For My) Sugar Spun Sister, Bye Bye Badman, Shoot You Down

Second Coming – The Stone Roses





















NOTA: 8,8/10


Então chegamos a 1994, quando o The Stone Roses lançou seu 2º e último álbum, o Second Coming. Após o clássico álbum de estreia, a banda enfrentou problemas relacionados à gravadora, que a levaram à Geffen Records, disputas contratuais, conflitos internos e dificuldades para concluir um sucessor que correspondesse às expectativas. Só que, agora, o cenário britânico era dominado pelo Britpop, e a banda sabia que não dava para seguir a mesma abordagem. A produção foi feita por Simon Dawson e Paul Schroeder, que deixaram um som pesado e denso, seguindo uma abordagem muito mais voltada ao Rock alternativo, com elementos da música psicodélica. As guitarras possuem timbres variados, a cozinha rítmica ficou mais orientada ao groove e os vocais do Ian Brown vão desde momentos contidos até os mais energéticos. O repertório é legalzinho, com canções bastante robustas. No fim, é um ótimo disco, que acaba sendo bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Love Spreads, Ten Storey Love Song, Driving South, Begging You, Breaking Into Heaven 
Vale a Pena Ouvir: Your Star Will Shine, How Do You Sleep, Tears


Analisando Discografias - Noel Gallagher's High Flying Birds

                 

Noel Gallagher's High Flying Birds – Noel Gallagher's High Flying Birds





















NOTA: 9,4/10


Em 2011, Noel Gallagher, junto com sua banda High Flying Birds, lançava seu 1º álbum autointitulado. Após o Dig Out Your Soul, do Oasis, Noel, depois de se separar de seu irmão, optou por desenvolver um projeto que lhe permitisse trabalhar com diferentes músicos e explorar novas possibilidades sem abandonar completamente as características que marcaram suas composições anteriores. Com isso, ele chamou o tecladista Mike Rowe e o baterista Jeremy Stacey para o projeto. A produção, feita junto com Dave Sardy, deixou uma sonoridade bem detalhada e clara, que juntou Britpop e Rock alternativo tradicional com elementos psicodélicos. As guitarras alternam entre timbres limpos e melodias que dão movimento ao conjunto, o baixo sustenta o peso rítmico, a bateria é precisa, as texturas orquestrais dão personalidade ao disco e os vocais são bem seguros. O repertório é incrível, e as canções são belíssimas. Enfim, é um baita disco e muito bem variado. 

Melhores Faixas: If I Had A Gun..., Dream On, Everybody's On The Run, (Stranded On) The Wrong Beach, AKA... What A Life!, (Stranded On) The Wrong Beach 
Vale a Pena Ouvir: AKA... Broken Arrow, The Death Of You And Me, Stop The Clocks

Chasing Yesterday – Noel Gallagher's High Flying Birds





















NOTA: 9/10


Em 2015, Noel Gallagher retornava com seu 2º álbum solo, o Chasing Yesterday. Após o álbum de 2011, aquela abordagem apresentada anteriormente ganha novas possibilidades, com maior espaço para experimentações instrumentais e uma exploração mais evidente de atmosferas psicodélicas. O álbum também demonstra que Noel não estava interessado em abandonar completamente suas raízes musicais. A produção, feita pelo próprio Noel, seguiu uma sonoridade definida, mas apresenta uma instrumentação mais variada e uma exploração mais acentuada de texturas psicodélicas. As guitarras oferecem riffs diretos e uma base rítmica firme; em outros momentos, aparecem por meio de solos prolongados, efeitos e timbres que ajudam a construir atmosferas mais amplas. A cozinha rítmica ficou muito mais fluida, e os teclados estabelecem ambientes sonoros. O repertório é sensacional, e as canções são bem melódicas. Enfim, é outro belo disco e muito profundo. 

Melhores Faixas: The Dying Of The Light, Lock All The Doors, The Right Stuff, In The Heat Of The Moment, Ballad Of The Mighty I 
Vale a Pena Ouvir: The Girl With X-Ray Eyes, You Know We Can't Go Back, The Mexican

Who Built The Moon? – Noel Gallagher's High Flying Birds





















NOTA: 8/10


Dois anos se passaram até que o Noel Gallagher's High Flying Birds voltasse com o álbum Who Built The Moon?. Após o Chasing Yesterday, o guitarrista decidiu tentar algo diferente, seguindo um caminho em que os arranjos passam a ocupar uma posição ainda mais importante, as batidas eletrônicas ganham espaço e as composições deixam de depender tanto das fórmulas que marcaram a trajetória de Noel no Oasis. A produção, feita inteiramente por David Holmes, seguiu uma sonoridade mais eletrônica e fragmentada, juntando pop rock com elementos da psicodelia. As guitarras passaram a apresentar timbres limpos, servindo como texturas. O baixo e a bateria ficaram mais destacados, e o uso de sintetizadores e programação eletrônica deixou o som mais luminoso e dançante, enquanto os vocais de Noel ficaram muito mais variados. O repertório é muito bom, e as canções conseguem ser divertidas e densas. No geral, é um ótimo disco, com uma sonoridade mais atmosférica. 

Melhores Faixas: She Taught Me How To Fly, It’s A Beautiful World 
Vale a Pena Ouvir: Black & White Sunshine, The Man Who Built The Moon, Holy Mountain, If Love Is The Law

Council Skies – Noel Gallagher's High Flying Birds





















NOTA: 8,7/10


Então chegamos a 2023, quando Noel Gallagher lançou seu álbum mais recente, o Council Skies. Após o Who Built The Moon?, ele quis continuar com a experimentação, mas agora de maneira mais moderada, enquanto as guitarras e as melodias assumem novamente uma posição central. O título do álbum remete à região de Manchester onde Noel cresceu e à relação entre suas origens, suas lembranças e sua trajetória artística. A produção, feita em conjunto com Paul Stacey, retomou uma abordagem bem mais orgânica, dialogando muito mais com o Post-Britpop. As guitarras voltaram a ser mais constantes, com timbres encorpados e riffs acentuados. A seção rítmica oferece uma sustentação consistente, com uma condução que favorece a fluidez das músicas, e os arranjos de cordas dão mais profundidade. O repertório é muito legal, e as canções conseguem ser bem reflexivas e mais cadenciadas. Em suma, é um ótimo disco e muito consistente. 

Melhores Faixas: Dead To The World, Pretty Boy, Council Skies , Think Of A Number 
Vale a Pena Ouvir: There She Blows, Open The Door, See What You Find

  

Analisando Discografias - Liam Gallagher

                  

As You Are – Liam Gallagher





















NOTA: 8,7/10


Voltando para 2017, Liam Gallagher lançava seu 1º trabalho solo, o As You Were. Após o fim do Oasis, o cantor havia se dedicado a outros projetos e, claro, sua figura pública continuava marcada pela irreverência e pela postura provocadora. Mas, para esse álbum, ele decidiu apostar em melodias grandiosas e baladas de caráter introspectivo, recuperando elementos associados ao Oasis sem depender exclusivamente da reprodução de sua fórmula mais conhecida. A produção contou com Greg Kurstin, Dan Grech-Marguerat e Andrew Wyatt, que deixaram um som polido e acessível, seguindo a temática clássica do Britpop. As guitarras possuem timbres saturados, com uso frequente de acordes abertos. A seção rítmica é extremamente eficiente, e os vocais de Liam continuam bem ásperos. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e suaves. Enfim, é um ótimo disco solo e muito consistente. 

Melhores Faixas: For What It's Worth, Wall Of Glass, Paper Crown, Chinatown, You Better Run 
Vale a Pena Ouvir: Bold, I've All I Need, Come Back To Me

Why Me? Why Not. – Liam Gallagher





















NOTA: 9/10


Se passaram dois anos até Liam Gallagher lançar seu 2º álbum solo, o Why Me? Why Not. Após o As You Were, o cantor permanece ligado ao Britpop e ao Rock alternativo, preservando a influência de bandas britânicas clássicas. As guitarras, os refrões amplos e a interpretação vocal rouca continuam sendo os principais elementos de sua identidade, mas agora com uma ambientação bem mais grandiosa. A produção contou com os mesmos nomes e seguiu uma sonoridade limpa, mas agora apresenta arranjos mais amplos. As guitarras aparecem com mais distorção e riffs mais incisivos, mas também com melodias suaves. A bateria ficou bem mais firmes, e as linhas de baixo estão mais variadas. Além disso, o uso de teclados e elementos orquestrais acrescenta profundidade às composições, que são bem complementadas pelos vocais do cantor. O repertório é incrível, e as canções conseguem ser bem aconchegantes. Enfim, é um disco bacana e muito bem-feito. 

Melhores Faixas: One Of Us, Once, Be Still, Why Me? Why Not., The River, Shockwave 
Vale a Pena Ouvir: Alright Now, Halo, Now That I've Found You

C'mon You Know – Liam Gallagher





















NOTA: 8,2/10


Então chegamos a 2022, quando foi lançado o último álbum solo do Liam, até então, o C’mon You Know. Após o Why Me? Why Not., o cantor decidiu explorar uma abordagem mais diversificada, incorporando elementos psicodélicos, experimentações com texturas eletrônicas, arranjos orquestrais, percussões mais elaboradas e influências que ultrapassam o rock britânico convencional, fazendo assim um trabalho que experimenta coisas diferentes sem seguir os clichês tradicionais. A produção seguiu um caminho bem mais variado, juntando Britpop com Baggy, Dance alternativo e Pop psicodélico. As guitarras continuam importantes, mas já não precisam conduzir todas as músicas. Teclados, pianos, órgãos, cordas, corais e percussões assumem funções mais evidentes, criando algo mais grandioso, além de uma seção rítmica variada. O repertório é muito legal, e as canções são todas muito melódicas e imersivas. Enfim, é um disco bacana e que mantém sua coesão. 

Melhores Faixas: Everything's Electric, Diamond In The Dark, Too Good For Giving Up, Don't Go Halfway
Vale a Pena Ouvir: Moscow Rules, Oh Sweet Children, It Was Not Meant To Be


Analisando Discografias - John Squire

                   Time Changes Everything – John Squire NOTA: 8/10 No ano de 2002, John Squire lançava seu 1º álbum solo, o Time Changes Ev...