sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Richard Ashcroft

                 

Alone With Everybody – Richard Ashcroft





















NOTA: 9/10


Em 2000, Richard Ashcroft lançou seu 1º trabalho solo, o Alone With Everybody. Após o Urban Hymns com o The Verve, a banda acabou se separando, e ele precisava demonstrar que sua capacidade de criar canções emocionantes, melódicas e grandiosas não dependia exclusivamente da contribuição dos antigos companheiros. Com isso, ele desenvolveu um projeto que optava por explorar as características que já dominava, aproximando o Rock alternativo de uma abordagem mais acessível. A produção, feita por Chris Potter junto com o cantor, apresenta um som polido e grandioso, combinando Pop Rock e elementos do Post-Britpop com Chamber Pop. As guitarras servem como sustentação harmônica, enquanto a utilização de cordas, metais, piano, guitarra pedal steel e instrumentos de percussão complementares deixa o som mais exuberante. O repertório é incrível, e as canções são bem profundas e suaves. No final, é um disco bacana e muito consistente. 

Melhores Faixas: A Song For The Lovers, Slow Was My Heart, I Get My Beat, C'mon People (We're Making It Now), Crazy World 
Vale a Pena Ouvir: New York, Everybody, Money To Burn

Human Conditions – Richard Ashcroft





















NOTA: 8,5/10


Dois anos se passaram até Richard Ashcroft lançar seu 2º álbum solo, o Human Conditions. Após o Alone With Everybody, o disco parte dessa mesma base, mas procura ampliar a dimensão emocional e temática das composições. O título sugere um interesse pelas contradições da experiência humana, incluindo a solidão, a esperança, a fé, o sofrimento, a necessidade de conexão e a dificuldade de encontrar sentido em meio às incertezas da vida. A produção segue a mesma temática, mas apresenta uma sonoridade mais elaborada. As guitarras continuam sendo importantes, embora não dominem todas as músicas da mesma maneira. A seção rítmica também apresenta uma abordagem flexível. O uso de teclados e arranjos de cordas deixa o som mais refinado, e os vocais de Richard estão bem mais ásperos. O repertório é muito legal, e as canções ficaram bastante reflexivas. Enfim, é um ótimo trabalho e um excelente complemento ao álbum anterior. 

Melhores Faixas: Check The Meaning, God In The Numbers, Science Of Science, Running Away 
Vale a Pena Ouvir: Lord I've Been Trying, Paradise

Keys To The World – Richard Ashcroft





















NOTA: 8,3/10


Quatro anos se passaram até Richard lançar mais um disco, o Keys to the World. Após o Human Conditions, o cantor procura tornar essa fórmula mais direta, dinâmica e acessível. A proposta continua ligada ao rock britânico, mas o repertório apresenta uma aproximação mais evidente com o Pop e com elementos da música orquestral, dando às composições uma energia que contrasta com a introspecção de determinados momentos do álbum anterior. A produção segue uma abordagem acessível e refinada, que combina elementos do Pop Rock e do Post-Britpop. As guitarras são bem variadas, ora sustentando as composições, ora servindo como elementos de destaque com timbres limpos. O baixo e a bateria contribuem para a sensação de movimento que caracteriza boa parte do álbum. Os arranjos de cordas acrescentam uma dimensão grandiosa, deixando os vocais de Richard bastante expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem melódicas. Enfim, é um álbum bacana e muito consistente. 

Melhores Faixas: Break The Night With Colour, Cry Til The Morning, Keys To The World 
Vale a Pena Ouvir: Music Is Power, Simple Song, World Keeps Turning

These People – Richard Ashcroft





















NOTA: 8/10


Dez anos se passaram até Richard Ashcroft lançar seu 4º álbum solo, o These People. Após o Keys to the World, ele procurou recuperar parte da grandiosidade de sua fase anterior, mas também introduz uma atmosfera que reflete um período de inquietação social e política. O próprio título sugere uma reflexão sobre as pessoas, seus comportamentos e as estruturas que influenciam a maneira como vivem. A produção foi novamente realizada em conjunto com Chris Potter e deixou uma sonoridade mais sombria e ampla, que trazia elementos do Britpop, mas agora apresentava influências da Indietronica e do Dance alternativo. Com isso, as guitarras ficaram bem mais limpas, e os elementos eletrônicos passaram a participar da estrutura das composições, ajudando a estabelecer ritmos, texturas e transições. Só que tudo parece não se encaixar, ficando entediante. O repertório é muito ruim, e as canções são medíocres, com poucas exceções. No geral, é um álbum terrível e um tropeço. 

Melhores Faixas: They Don't Own Me, Hold On, Black Lines 
Vale a Pena Ouvir: Everybody Needs Somebody To Hurt, Ain't The Future So Bright, This Is How It Feels, Songs Of Experience

Natural Rebel – Richard Ashcroft





















NOTA: 4/10


Dois anos se passaram até ele voltar com um novo álbum, o Natural Rebel, e as coisas só decaíram. Após o These People, Ashcroft decidiu voltar à sua zona de conforto, que consistia em desenvolver características que já faziam parte de seu repertório: refrões expansivos, guitarras de sonoridade clássica, interpretações vocais intensas e letras voltadas para sentimentos pessoais e reflexões sobre a vida. A produção, feita junto com Jon Kelly e Emre Ramazanoglu, trouxe aquela sonoridade orgânica e limpa. As guitarras são fundamentais para a identidade do disco, alternando entre bases acústicas, acordes abertos e intervenções elétricas. O baixo mantém uma presença discreta, enquanto a bateria estabelece uma condução firme e regular, evitando ritmos excessivamente elaborados. Mesmo assim, tudo fica muito arrastado e carece de variação. O repertório é ruim: o álbum começa mal e só consegue melhorar no final. Enfim, é outro álbum fraco e uma completa decepção. 

Melhores Faixas: A Man In Motion, We All Bleed, Born To Be Strangers, Streets Of Amsterdam Piores Faixas: Money Money, Surprised By The Joy, Birds Fly, All My Dreams, That's How Strong

Lovin' You – Richard Ashcroft





















NOTA: 6/10


Então chegamos ao ano de 2025, quando foi lançado o álbum mais recente de Richard Ashcroft, o Lovin’ You. Após o Natural Rebel, esse novo trabalho chega em um momento em que sua trajetória voltou a receber atenção graças à sua participação como convidado especial na turnê de estádios do Oasis. Esse novo projeto incorpora elementos do Dance alternativo e intervenções de produção mais evidentes, aproximando algumas faixas de uma linguagem contemporânea sem abandonar inteiramente suas raízes no rock. A produção, feita pelo cantor junto com Chris Potter e Emre Ramazanoglu, apresenta uma sonoridade acessível, combinando elementos do Post-Britpop com o Pop Rock tradicional. As guitarras são bastante limpas, enquanto o uso de programações, batidas marcadas e texturas de sintetizador assume posições importantes, deixando tudo muito sem forma. O repertório é irregular, com canções boas e outras esquecíveis. Enfim, é um álbum mediano e esquecível. 

Melhores Faixas: Out Of These Blues, Heavy News, Live With Hope 
Piores Faixas: Lovin’ You, Lover, I'm A Rebel

  

                                                                                              Bom é isso e flw!!!            

Analisando Discografias - The Verve

                 

A Storm In Heaven – The Verve





















NOTA: 9,8/10


No ano de 1993, o The Verve lançou seu álbum de estreia, intitulado A Storm in Heaven. Formada em 1990, na cidade de Wigan, na Inglaterra, por Richard Ashcroft nos vocais, Nick McCabe nas guitarras, Peter Salisbury na bateria e Simon Jones no baixo, a banda surgiu em um período em que o Shoegaze estava completamente no seu ápice criativo. Eles entraram nessa onda, lançando alguns EPs, mas com um grande diferencial, já que misturavam o gênero com a psicodelia. A produção do John Leckie e lançado pelo selo Hut, o álbum apresenta um som dinâmico e detalhado, combinando Shoegaze, Neo-psicodelia e Space Rock. As guitarras são carregadas de camadas, reverbs e texturas, o baixo possui linhas melódicas, a bateria apresenta marcações diretas e os vocais de Richard são bastante frágeis e intensos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bastante atmosféricas e densas. No final, é um baita disco e certamente um clássico. 

Melhores Faixas: Slide Away, Star Sail, The Sun, The Sea, Already There, Butterfly 
Vale a Pena Ouvir: See You In The Next One (Have A Good Time), Make It 'Til Monday, Beautiful Mind

A Northern Soul – The Verve





















NOTA: 9,2/10


Dois anos se passaram até o The Verve lançar seu 2º álbum de estúdio, A Northern Soul. Após A Storm in Heaven, a banda estava desenvolvendo uma identidade que não se limitava ao Rock alternativo convencional. O grupo combinava elementos da psicodelia, do Shoegaze e do Space Rock com uma sensibilidade melódica que, em alguns momentos, permitia que as músicas assumissem proporções quase épicas, só que agora os integrantes passaram a dialogar um pouco mais com as tendências. A produção, feita por Owen Morris junto com a banda, traz um som mais orgânico e detalhado, seguindo muito mais a temática do Britpop. As guitarras são carregadas de efeitos, distorções e ruídos constantes, a cozinha rítmica possui bem mais presença, colocando movimento nas composições, e os vocais do Richard Ashcroft estão mais melódicos e diretos. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas. Enfim, é um belo disco que marcou uma transição. 

Melhores Faixas: History, A New Decade, On Your Own, This Is Music, Life's An Ocean, No Knock On My Door
Vale a Pena Ouvir: Stormy Clouds, A Northern Soul, So It Goes

Urban Hymns – The Verve





















NOTA: 10/10


No ano de 1997, o The Verve chegou ao ápice, lançando seu 3º álbum, o clássico Urban Hymns. Após A Northern Soul, McCabe deixou o grupo, e o The Verve chegou a se separar. Ashcroft, entretanto, reuniu a banda novamente para desenvolver um novo trabalho, com Simon Jones no baixo e Peter Salisbury na bateria. Simon Tong também participou dessa fase, acrescentando guitarra e outros elementos instrumentais ao conjunto. A produção, feita junto com Chris Potter, seguiu uma abordagem bem mais limpa e polida, combinando muito mais Britpop com música psicodélica. As guitarras possuem linhas melódicas, reverbs e efeitos espaciais, a cozinha rítmica ficou muito mais dinâmica, o uso de arranjos de cordas e teclados deixou o som mais refinado, e os vocais de Richard Ashcroft ficaram mais vulneráveis. O repertório é maravilhoso, parecendo uma coletânea completa. No final, é um disco fantástico e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: Bitter Sweet Symphony, Sonnet, Lucky Man, The Drugs Don't Work, Catching The Butterfly, Space And Time 
Vale a Pena Ouvir: Velvet Morning, One Day, The Rolling People

Forth – The Verve





















NOTA: 8,2/10


Dez anos se passaram até o lançamento do 4º e último álbum da banda, o Forth. Após o Urban Hymns, a banda havia chegado ao topo, mas, ao mesmo tempo, tornou-se uma espécie de one-hit wonder devido ao sucesso de Bitter Sweet Symphony em vários países. Além disso, as tensões entre Richard Ashcroft e Nick McCabe haviam chegado ao limite. Com isso, eles pararam e, depois de um tempo, decidiram voltar com um trabalho que fosse uma junção de tudo. A produção, feita por Chris Potter e Tim Bran em conjunto com a banda, deixou a sonoridade mais ampla, combinando psicodelia, Post-Britpop e Britpop. As guitarras voltaram a apresentar diferentes camadas, utilizando efeitos e variações de timbre para criar ambientes. A seção rítmica tem muita presença, embora possa se tornar cansativa. O repertório é legalzinho, com canções divertidas e atmosféricas, mas também algumas fraquinhas. No geral, é um álbum de despedida decente, mas o mais fraco da banda. 

Melhores Faixas: Love Is Noise, I See Houses, Noise Epic, Rather Be 
Piores Faixas: Valium Skies, Appalachian Spring


quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Rich The Kid

                 

The World Is Yours – Rich The Kid





















NOTA: 6/10


Em 2018, o Rich The Kid lançava seu álbum de estreia, intitulado The World Is Yours. O rapper, vindo de College Park, na Geórgia, começou sua carreira por volta de 2013, quando lançou várias mixtapes que ganharam bastante destaque na cena underground do trap. Foi só depois de um tempo que ele assinou com a Interscope Records, trazendo um álbum que reúne uma entrega vocal descontraída e versos voltados para dinheiro, joias, luxo, relacionamentos e ascensão financeira, temas que o tornaram conhecido. A produção contou com WondaGurl, FrancisGotHeat, Ben Jayne, entre outros, que trouxeram beats pesadas, com 808s graves, hi-hats rápidas, synths melódicos e pads atmosféricos, alternando entre Trap, Cloud Rap e até Plugg. Mas o problema é que tudo fica muito monótono e, em alguns momentos, os flows de Rich se repetem demais. O repertório é irregular, com canções legais e outras esquecíveis. Enfim, é um álbum mediano ao qual faltou algo a mais. 

Melhores Faixas: Plug Walk, New Freezer (Kendrick amassando), End Of Discussion (ótima feat do Lil Wayne) 
Piores Faixas: Dead Friends, Lost It, Drippin (Chris Brown né)

The World Is Yours 2 – Rich The Kid





















NOTA: 4/10


No ano seguinte, foi lançado o 2º álbum do Rich The Kid, que deu continuidade a The World Is Yours. Após o álbum anterior, ele decidiu seguir a mesma fórmula, mantendo a imagem de artista bem-sucedido, confiante e inserido no universo do luxo. O título reforça essa ligação direta com o primeiro álbum, sugerindo que o rapper pretende dar sequência à mesma identidade em vez de abandonar a fórmula que o ajudou a conquistar espaço na indústria. A produção contou com DA Doman, T-Minus, Wheezy, CashMoneyAP, entre outros, que seguiram uma abordagem ainda mais acessível, com beats amplas, 808s constantes, hi-hats acelerados, synths melódicos e pads suaves. Porém, tudo parece exatamente a mesma coisa apresentada anteriormente, faltando variação tanto nas batidas quanto nos flows. O repertório é fraquíssimo, com canções genéricas e poucas faixas interessantes. Enfim, é um álbum ruim que se escorou no sucesso do anterior. 

Melhores Faixas: Fall Threw, Save That, Woah, Racks Today 
Piores Faixas: 4 Phones, Slide, Wrong Thing, Like Mike, Ring Ring

Boss Man – Rich The Kid





















NOTA: 3,2/10


Mais um ano se passou até Rich The Kid lançar um novo trabalho, o BOSS MAN. Após o The World Is Yours 2, o rapper estava completamente confortável, já que, em vez de buscar uma transformação radical ou explorar um conceito narrativo complexo, a proposta era apresentar faixas diretas, refrões de fácil assimilação, participações que acrescentassem diferentes vozes e instrumentais que priorizassem o impacto imediato. A produção foi praticamente a mesma, mas agora o som ficou bem mais acessível e alinhado ao trap mainstream, com beats amplas, 808s fortes, linhas de baixo profundas, hi-hats acelerados e sintetizadores que criam atmosferas variadas sem abandonar a estrutura comercial. Mas, de novo, tudo soa extremamente repetitivo, e os flows do Rich continuam sem qualquer variação. O repertório é péssimo, contando com canções terríveis e poucas exceções. Enfim, é outro álbum horrível que foi um completo fiasco. 

Melhores Faixas: I Want Mo, Red, Ain't No Doubts 
Piores Faixas: You, Sick, Not Sorry (péssima feat da Nick Minaj), For That, V12 (Post Malone né....)

Life's A Gamble – Rich The Kid





















NOTA: 3/10


Então chegamos a 2024, quando Rich The Kid lançou seu 4º e último álbum até então, o Life’s a Gamble. Após o terrível BOSS MAN, o rapper lançou singles nesse meio-tempo e participou de alguns projetos. Quando decidiu retornar, ele havia preparado um projeto com a participação executiva da dupla Kanye West e Ty Dolla $ign, o que criou expectativas de uma sonoridade diferente daquela que Rich vinha explorando em seus trabalhos anteriores (pena que Vultures foi lançado antes). A produção da dupla, junto com nomes como SkipOnDaBeat, Murda Beatz, D.A. Got That Dope e outros, trouxe um som limpo e acessível, com beats mais variadas, 808s afiados, hi-hats discretos, caixas secas e loops constantes. Mas tudo é completamente previsível, e os flows do Rich continuam muito repetitivos. O repertório é horrível, com canções extremamente genéricas e poucas faixas interessantes. No geral, é um álbum terrível de um talento desperdiçado. 

Melhores Faixas: Gimme A Second, Louie Coat (Chief Keef roubou o som para ele), Keep It Exclusive 
Piores Faixas: New Chanel Freestyle, Tell Me, No Mileage, Rocking & Rolling, Sometimes


                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                            

Analisando Discografias - XXXTENTACION

                 

Revenge – XXXTENTACION





















NOTA: 8,2/10


No ano de 2017, o XXXTENTACION tinha lançado a mixtape Revenge, que mostrou sua grande versatilidade. O rapper, vindo de Broward County, na Flórida, começou sua carreira em 2013, quando lançou vários singles e se tornou um dos principais nomes daquela cena do SoundCloud Rap, movimento que abriu espaço para artistas que misturavam Rap, Emo, Punk, Rock Alternativo e produção musical Lo-fi. Esse trabalho funciona como um retrato das diferentes facetas de sua personalidade artística naquele período. A produção, feita pelo próprio rapper junto com Khaed, Duval, Rojas, entre outros, segue uma abordagem crua e extremamente pesada, que combina Emo Rap com Trap Metal, R&B Alternativo, Cloud Rap e Rap Industrial. As batidas são muito variadas, com o uso de baterias secas, hi-hats rápidos e 808s carregados. O repertório é muito bom, e as canções transmitem muita urgência. No geral, é uma ótima mixtape, que demonstra sua versatilidade. 

Melhores Faixas: Look At Me!, RIP Roach, Slipknot 
Vale a Pena Ouvir: YuNg BrAtZ, King

17 – XXXTENTACION





















NOTA: 9/10


Meses se passaram até o X lançar seu álbum de estreia, o idolatrado e também odiado 17. Após a mixtape Revenge, o rapper tinha enfrentado alguns problemas, como sua prisão após ter agredido sua ex-namorada, que estava supostamente grávida. Nesse período, ele já tinha preparado seu álbum, que procura transmitir um estado emocional instável, alternando momentos de tristeza profunda, ressentimento, desilusão amorosa e tentativas de compreender as próprias experiências. A produção, feita por ele junto com Natra Average, Potsu, entre outros, apresenta batidas simples, marcadas por texturas melancólicas e pela maneira como os instrumentais deixam espaço para as interpretações vocais. O álbum combina Emo Rap, R&B Alternativo e Folk, com os vocais do X conseguindo alternar entre flows agressivos e cantos melódicos. O repertório é incrível, e as canções são todas muito imersivas. No geral, é um baita disco, muito sincero. 

Melhores Faixas: Fuck Love (nem preciso dizer da feat do Trippie Redd), Jocelyn Flores, Save Me, Carry On 
Vale a Pena Ouvir: Depression & Obsession, Everybody Dies In Their Nightmares

A GHETTO CHRISTMAS CAROL – XXXTENTACION





















NOTA: 3/10


No final daquele ano de 2017, foi lançado um EP intitulado A GHETTO CHRISTMAS CAROL. Após o 17, o X tinha saído da prisão e, ao mesmo tempo, ganhado bastante visibilidade dentro daquela cena do SoundCloud e do Emo Rap, em um período marcado pelo falecimento de Lil Peep. Nesse trabalho, a proposta não está em reproduzir a atmosfera acolhedora, festiva ou nostálgica associada à data. Pelo contrário, o projeto utiliza essa referência de maneira contrastante, apresentando uma identidade ligada à cultura urbana. A produção segue aquela abordagem bastante crua, com batidas pesadas, graves pronunciados, percussão digital e elementos melódicos que ajudam a estabelecer atmosferas agressivas ou sombrias. Mas o fato é que muita coisa soa bastante jogada e sem qualquer tipo de coesão. O repertório contém 5 faixas, das quais as primeiras são boas, enquanto as demais são esquecíveis. Enfim, é um EP fraco, que precisava de mais capricho. 

Melhores Faixas: A Ghetto Christmas Carol, Hate Will Never Win 
Piores Faixas: Up Like An Insomniac, Indecision, Red Light

? – XXXTENTACION





















NOTA: 9,2/10


No ano seguinte, o X lançou seu 2º álbum e último em vida, o ? (Question Mark). Após o EP A GHETTO CHRISTMAS CAROL, o rapper, mesmo com todos os seus problemas, conseguiu liberdade, não perdeu seu contrato com a Capitol Records e já tinha começado a preparar esse álbum. O projeto apresenta uma variedade maior de atmosferas, alternando momentos introspectivos com faixas agressivas, composições melódicas e músicas que se aproximam de uma abordagem mais acessível. A produção, feita em parceria com John Cunningham, TM88 e outros, segue uma abordagem que combina Emo Rap, R&B Alternativo e Trap. As batidas ficaram muito mais amplas, variando entre momentos pesados, com baterias agressivas, guitarras distorcidas e loops minimalistas, e passagens com uso de violão e arranjos acústicos. O repertório é incrível, e as canções são carregadas de profundidade e imersão. Enfim, é um baita disco e um clássico. 

Melhores Faixas: Moonlight, SAD!, Hope, before i close my eyes, ALONE, PART 3, infinity (888) (baita feat do Joey Bada$$), Floor 555 
Vale a Pena Ouvir: the remedy for a broken heart (why am i so in love), $$$

SKINS – XXXTENTACION





















NOTA: 1/10


No final de 2018, foi lançado o primeiro trabalho póstumo do XXXTENTACION, o Skins. Após o ? (Question Mark), o rapper infelizmente acabou sendo assassinado em uma emboscada depois de sair de uma concessionária de motocicletas. Com isso, considerando que esses trabalhos já tinham sido anunciados, decidiram que esse disco seria uma retomada do lado mais instável, agressivo e fragmentado de sua identidade musical. A produção seguiu a abordagem de sempre, mas agora contando com batidas quebradas e minimalistas, graves pronunciados, guitarras distorcidas e texturas atmosféricas. No entanto, parece que tudo foi feito às pressas, já que a maioria das bases parece não se encaixar com o que o X tinha gravado, seja nos momentos em que estava cantando, seja naqueles em que rimava com seus flows agressivos. O repertório é horrível, e as canções são completamente medíocres. No final de tudo, é um álbum péssimo, e ainda viria mais um. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: what are you so afraid of, BAD!, Guardian Angel, One Minute

Bad Vibes Forever – XXXTENTACION





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2019, ano em que foi lançado o 2º e mais vergonhoso álbum póstumo do X, o Bad Vibes Forever. Após o SKINS, o pessoal que tomava conta desse material teve a brilhante ideia de reunir tudo o que tinha sido gravado e juntar um monte de participações em um trabalho extenso. Além de enganar com um título, que remete a características que sempre fizeram parte da identidade do XXXTENTACION: sentimentos negativos, angústia, relacionamentos problemáticos e a alternância entre fragilidade e hostilidade. A produção contou com John Cunningham, Jasper Sheff e outros, que mantiveram aquela estética fragmentada, alternando entre batidas pesadas e momentos acústicos. Juntando Emo Rap, Trap, Indie Folk, Rock Alternativo e muito mais, mas o resultado ficou completamente indefinido e inacabado. O repertório é horroroso, e as canções são extremamente ruins e apressadas. No final, é um álbum tenebroso e um completo desrespeito. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: Northstar Remix, It's All Fading To Black (nem o blink-182, sabe o que eles estão fazendo aqui), Ugly, Ex Bitch, LIMBO, Triumph, Chase / Glass Shards, the interlude that never ends, Royalty


Analisando Discografias - Richard Ashcroft

                  Alone With Everybody – Richard Ashcroft NOTA: 9/10 Em 2000, Richard Ashcroft lançou seu 1º trabalho solo, o Alone With Eve...