sábado, 28 de fevereiro de 2026

Review: HORA DO TRAP do Jurado

                  

HORA DO TRAP – Jurado





















NOTA: 8/10


No final de 2025, foi lançado o álbum de estreia do Jurado, intitulado HORA DO TRAP. Após o EP Caminho do Pódio com teozzin, o rapper santista passou um tempo de pausa e lançou alguns singles nesse meio-tempo enquanto evoluía sua estética. Ele começou a preparar seu primeiro projeto completo, que seria bem mais maduro e que mostrasse atitude, persistência e afirmação dentro da cena. A produção foi diversificada, contando com ProdCasi, DJ FOLH4, Light Prod, Beck beats, entre outros, que colocaram beats orgânicos carregados de 808s pesados, graves marcantes, hi-hats rápidos e melodias sintéticas, com uma sonoridade que transita desde o Trap tradicional ao Rage, Tread e Drill. E tudo se encaixa bem no flow do Jurado, que ficou mais cadenciado e bastante preciso. O repertório é muito bom, e as canções são bem reflexivas, tendo também outras mais envolventes. Enfim, é um ótimo projeto e mostrou que ele tem muito futuro. 

Melhores Faixas: PERSISTÊNCIA, Prazer, C7 (teozzin marcou presença), Pulso Com Joia
Vale a Pena Ouvir: ESSA MESMICE ME CANSA, NEW WAVE, BOLSO COM PALCO, MONTEIRO LOBATO
  

                                                                          É isso, um abraço e flw!!!                     

Analisando Discografias - Kaleo

                 

Kaleo – Kaleo





















NOTA: 8,2/10


Em 2013, foi lançado o álbum de estreia autointitulado da banda islandesa Kaleo. Formada um ano antes, na cidade de Mosfellsbær, no sul da Islândia, pelo vocalista e guitarrista Jökull Júlíusson, pelo baterista Davíð Antonsson, pelo baixista Daniel Kristjánsson e pelo gaitista Þorleifur Gaukur Davíðsson, que se conheciam desde a escola e decidiram montar uma banda, algo que se tornou possível com a entrada de Rubin Pollock. Eles começaram a ganhar destaque após participar do festival Iceland Airwaves e, com isso, assinaram com a gravadora Sena. A produção seguiu uma linha relativamente simples e orgânica. Em vez de apostar em uma produção muito polida, o disco privilegia a sensação de banda tocando junta, com foco em instrumentos tradicionais do Blues Rock, com as guitarras alternando entre momentos mais rasgados e outros mais contidos. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. No fim, é um disco de estreia bacana e que mostrou algo promissor. 

Melhores Faixas: Rock 'N' Roller, Pretty Boy Floyd 
Vale a Pena Ouvir: Automobile, Broken Bones, Fool

A/B – Kaleo





















NOTA: 8,7/10


Três anos depois, foi lançado o 2º álbum da banda Kaleo, intitulado A/B, que foi uma explosão. Após o álbum de estreia, a banda se mudou para os Estados Unidos e conseguiu um contrato com a Atlantic Records para tentar expandir seu alcance internacional. O sucesso crescente dos singles acabou criando expectativa para o próximo projeto do grupo, que seria responsável por consolidar a identidade sonora da banda em escala global. A produção, feita pela banda junto com Mike Crossey, Arnar Guðjónsson e Jacquire King, apresenta um som mais cinematográfico, com arranjos maiores e um cuidado maior com a atmosfera e a dinâmica. As guitarras agora têm maior uso de reverberação, e a construção gradual das músicas ajuda a dar ao álbum uma sensação mais ampla e emocional, fazendo um equilíbrio entre Blues Rock e Indie Rock e algumas influências de Folk. O repertório é ótimo, e as canções são bem envolventes. No fim, é um trabalho magnífico e que foi um sucesso. 

Melhores Faixas: Way Down We Go, No Good, I Can't Go On Without You, All The Pretty Girls
Vale a Pena Ouvir: Hot Blood, Vor Í Vaglaskógi, Broken Bones

Surface Sounds – Kaleo





















NOTA: 8/10


Cinco anos depois, foi lançado mais um trabalho novo do Kaleo, o álbum Surface Sounds. Após o sucesso do A/B, principalmente devido aos hits Way Down We Go e All the Pretty Girls, eles queriam fazer um trabalho que não tivesse amarras da grande mídia, só que o processo de criação desse álbum acabou sendo mais longo do que o esperado, com a previsão de sair antes, lá pela metade de 2020, mas a banda decidiu trabalhar com mais calma nas composições e na direção sonora, principalmente devido aos acontecimentos da pandemia. A produção, feita pelo vocalista Jökull Júlíusson, com ajuda de Dave Cobb e Mike Elizondo, apresenta um som mais amplo, detalhado e cinematográfico, com arranjos que exploram diferentes atmosferas. Ainda existe uma base forte de Blues Rock, mas agora ela convive com elementos de Soul, Rock alternativo e Folk. O repertório é muito bom, e as canções são mais intimistas. Enfim, é um disco bacana e que é bem subestimado. 

Melhores Faixas: I Want More, Skinny 
Vale a Pena Ouvir: Backbone, Break My Baby, Hey Gringo

Mixed Emotions – Kaleo





















NOTA: 7,2/10


Então chegamos ao ano de 2025, quando foi lançado o 4º e último álbum até o momento da banda Kaleo, o Mixed Emotions. Após o Surface Sounds, esse trabalho surge em uma fase em que a banda já não precisa mais provar seu valor comercial ou artístico. Em vez disso, o foco passa a ser explorar novas nuances do próprio estilo, com o álbum trazendo a ideia de contrastes internos: músicas que misturam sentimentos, atmosferas e estilos dentro de um mesmo projeto. A produção, feita por Jökull Júlíusson junto com Shawn Everett e Eddie Spear, segue a linha expansiva que começou anteriormente, mas com uma diferença importante: aqui eles parecem ainda mais confortáveis em misturar estilos dentro das mesmas músicas. As guitarras vão desde um lado mais bluesy até um maior foco nas texturas, e a base rítmica é bem mais sustentável. O repertório é legal, tem canções bacanas e outras que ficaram bem abaixo. Enfim, é um disco bom, mas ao qual faltou algo mais coeso. 
Melhores Faixas: Run No More, USA Today, Rock N Roller, Legacy 
Piores Faixas: The Good Die Young, Lonely Cowboy
                                                                 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Analisando Discografias - sad alex

                 

songs that you’ll probably never hear – sad alex





















NOTA: 7/10


Em 2019, foi lançado o 1º trabalho da sad alex de uma série de EPs intitulada songs that you’ll probably never hear. A sua carreira começou naquele ano, quando publicou músicas online e desenvolveu uma estética bastante íntima e confessional. Ela usava plataformas como o SoundCloud como forma de divulgação, algo que influenciou diretamente o formato curto e quase “demo” de muitos lançamentos iniciais. Com isso, uma de suas canções que viralizou foi new heartbreak, e, a partir daí, ela decidiu lançar mais músicas. A produção, feita por Gazzo, é extremamente enxuta e alinhada com a lógica do Bedroom Pop: arranjos simples, foco em melodias suaves e vocais próximos do microfone, além de bases minimalistas normalmente construídas com sintetizadores leves, guitarra limpa ou texturas eletrônicas discretas. O repertório contém 3 faixas interessantes, que são bem melancólicas. No geral, é um trabalho interessante, e essa abordagem seguiu nos outros EPs. 

Melhores Faixas: nature 
Vale a Pena Ouvir: ruin it, disarm me

Crydancing – sad alex





















NOTA: 8/10


Dois anos depois, foi lançado seu álbum de estreia, intitulado Crydancing, que mostrou uma temática diferente. Após o lançamento da sua série de EPs, a  sad alex já vinha ganhando visibilidade na internet, especialmente com a música ibtc, que viralizou no TikTok, ampliando bastante seu público. Esse crescimento ajudou a criar expectativa para seu primeiro projeto grande, que explorava diferentes estados emocionais e estilos sonoros dentro do Pop alternativo, agora sob contrato com a gravadora da Red Bull. A produção, feita por ela junto com Alex Ghenea, ByBlood, Gazzo e Rabitt, segue uma abordagem polida e alinhada ao Indie Pop com elementos do Bedroom Pop, mas com um acabamento mais refinado, trazendo instrumentais limpos, sintetizadores suaves e bases rítmicas discretas que dão espaço para o vocal expressivo da cantora. O repertório é muito bom, e as canções são bem intimistas e envolventes. Enfim, é um trabalho bacana e bem enxuto. 

Melhores Faixas: dating myself, ibtc (remix) 
Vale a Pena Ouvir: one that got away, california queen

i thought that i’d know by now – sad alex





















NOTA: 3/10


Em 2024, foi lançado seu 2º álbum, o i thought that i’d know by now, e aqui as coisas decaíram. Após o Crydancing, a sad alex acabou saindo da gravadora da Red Bull e voltou a ser uma artista independente. Esse período ajudou a consolidar sua estética: letras introspectivas, humor melancólico e observações sobre relacionamentos, amadurecimento e inseguranças pessoais, além de encerrar aquela sua série de EPs. Com isso, ela decidiu fazer um trabalho que fosse ainda mais contemporâneo. A produção foi bem diversificada, contando com Andrew Tufano, Daniel Weber, Saw Crowe, entre outros, que colocaram bases eletrônicas suaves, guitarras limpas e discretas e melodias vocais íntimas. Seguindo ainda mais aquela sonoridade do Alt-Pop e com maiores influências do Electropop, só que tudo é muito bagunçado e acaba ficando bem arrastado. O repertório é muito ruim, com canções bem chatinhas e com algumas exceções. No fim, é um trabalho péssimo e excessivo. 

Melhores Faixas: smiling at ur text, hot priest, happy later 
Piores Faixas: boy i’d like to kill, hometown, the gift of loneliness, cranberry, swimming pools

wherever i’m with you – sad alex





















NOTA: 3/10


E aí, na metade do ano passado, ela voltou a lançar um EP intitulado wherever i’m with you. Após o fraquíssimo i thought that i’d know by now, sad alex começou a focar no seu canal no YouTube, onde, além de postar covers, também fazia alguns conteúdos variados, e, quando decidiu lançar um novo projeto, quis fazer algo mais direto: músicas curtas, focadas em sentimentos imediatos e em uma ideia emocional (e isso não era um bom sinal). A produção foi feita por ela junto com timbr, que seguiram uma abordagem mais leve e acolhedora. Em vez de focar tanto na melancolia pura, os arranjos ficaram bem mais sentimentalistas, ainda seguindo aquela estética do Indie Pop moderno, só que, de novo, ela quis mergulhar no Electropop. Mesmo assim, há momentos interessantes e outros cheios de clichês, o que acaba deixando tudo bem previsível. O repertório é ruim, e as canções são bem enjoativas, com poucas interessantes. No fim, é mais um trabalho bastante desanimador. 

Melhores Faixas: i'm gonna be (500 miles), i will follow you into the dark 
Piores Faixas: think less, discover something new

only human – sad alex





















NOTA: 2/10


E aí, para o fim do ano, ela lança outro trabalho no formato de EP intitulado only human. Após o wherever i’m with you, a cantora acabou revisitando algumas de suas composições que não tinham sido exploradas seis anos antes, decidindo manter o estilo confessional que marcou projetos anteriores, mas concentrando a narrativa em temas muito específicos: vulnerabilidade emocional e a aceitação das próprias falhas humanas. A produção seguiu aquela linha minimalista e moderna. Em várias partes do EP, percebem-se arranjos enxutos, baseados em sintetizadores suaves, batidas leves e vocais bastante próximos da mixagem, só que, ainda assim, basicamente os mesmos problemas que aconteceram anteriormente voltam a se repetir, ficando tudo muito previsível. O repertório contém 4 faixas, com apenas uma delas sendo interessante, já que as outras são bem genéricas. No fim, é um trabalho ruim e bem esquecível. 

Melhor Faixa: only human 
Piores Faixas: breakup skinny, song of the summer, broken record
  

                                                                                          Então é isso e flw!!!              

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Analisando Discografias - FAB GODAMN

                 

Godamn Vol.1 – FAB GODAMN





















NOTA: 7/10


Em 2023, foi lançado um dos primeiros projetos do FAB GODAMN, sendo esse em formato de EP. A sua trajetória começou por volta de 2021, vindo de Guarulhos, em São Paulo. Naquele período, a cena do Trap ganhava cada vez mais visibilidade, principalmente no underground, onde alguns subgêneros passaram a receber mais atenção, e um deles foi o Plugg. Com isso, FAB decidiu aproveitar o hype, e uma de suas canções desse período que acabou bombando recentemente foi “Afrodite”. A produção foi conduzida por JOLI, babashawty, Isaac, Flamestezzi, entre outros, que trouxeram uma abordagem bem minimalista e com uma gravação quase Lo-fi. Os beats priorizam impacto imediato: baterias simples, linhas de grave equilibradas e arranjos enxutos que deixam o foco principal na entrega vocal do rapper, que ficou mais puxada para o Mumble Rap, já que as influências vêm do PluggnB. O repertório contém 3 faixas bem interessantes. Enfim, é um EP que serviu mais como um teste. 

Melhores Faixas: Me diz 
Vale a Pena Ouvir: Asmr, Godamn, Vol. 1

Godamn, Vol. 2 – FAB GODAMN





















NOTA: 7/10


Meses após, foi lançada mais uma continuação dessa trilogia de EPs, que foi mais diversificada. Após o Vol. 1, o FAB GODAMN continuava fazendo algo muito mais melódico e puxado para aquela onda do PluggnB, que começava a perder seu hype. Porém, o rapper começou a tentar fazer algo que fosse mais variado, e aqui ele já começou a experimentar novas vertentes que seriam recorrentes com o passar do tempo. A produção foi basicamente a mesma, com os beats sendo bem mais orgânicos, com 808s marcados, baterias rápidas e hi-hats precisos, só que aqui começaram a aparecer influências do Rage e Tread, além de ele ter conseguido fazer um equilíbrio dos seus vocais de Mumble Rap com os mais comuns dentro dos padrões do Plugg. O repertório contém 4 faixas muito legais, e as canções são todas bem cativantes. No final de tudo, é um ótimo EP e mostrou uma evolução. 

Melhores Faixas: 1A6, Óculos escuro 
Vale a Pena Ouvir: Brinquedo (Speed), Godamn, Vol. 2

Godamn, Vol. 3: Nova Hierarquia – FAB GODAMN





















NOTA: 7,2/10


E aí mais alguns meses se passaram, e foi lançado o último EP dessa trilogia, que trazia o título Nova Hierarquia. Após os dois últimos EPs, o que aconteceu na vida do FAB GODAMN não foi exatamente como se tivesse caído um machado na cabeça dele, e sim que ele estava participando do Song Wars, que é um tipo de batalha de rappers, e ali ele pegou um type beat do LAZER DIM 700 e, no puro improviso, deu super certo; nesse momento, o FAB decidiu fazer algumas mudanças. A produção foi feita por JOLI, babashawty, Isaac, Flamestezzi e afins, onde os beats ficaram minimalistas, porém mais variados em ritmo e energia. A sonoridade ainda seguia a estética do PluggnB, só que vieram algumas influências do Jerk e do Dark Plugg, e com isso o flow dele ficou bem dinâmico. O repertório é bem legal, e as canções são bem divertidas e até mais vibrantes. No fim, é um trabalho que encerra bem essa trilogia. 

Melhores Faixas: Glock Nova, Quem Banco Ta Dormindo 
Vale a Pena Ouvir: Ela Não Tá Bem

OU CORRE COM NOIS, OU CORRE DE NOIS – FAB GODAMN





















NOTA: 5/10


Entra o ano de 2024, e o FAB GODAMN lança sua 1ª mixtape, intitulada OU CORRE COM NOIS, OU CORRE DE NOIS. Após aquela série de EPs, o rapper decidiu meio que largar toda aquela estética do PluggnB e seguir um caminho que lembrava a temática do LAZER DIM 700; com isso, esse projeto, já no título, passa uma mensagem de pertencimento em sua nova abordagem. A produção contou com Fevr, Isaac, otrashy, ProdPury, Raffhez e Whyheytor, que colocaram beats curtos e diretos, com presença de 808s e ritmos acelerados, além de uma atmosfera extremamente crua. A abordagem seguiu muito mais para flows irregulares, que passaram a ser uma marca registrada do FAB, agora seguindo totalmente o Dark Plugg, além de trazer algumas influências de Goofy, Tread e Jerk. O repertório é mediano, e as canções são até divertidas, mas tem algumas bem nada a ver. No fim, é um trabalho irregular, mas que mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: FURA PIQUE FACA, GODAMN FREESTYLE, SEGUINDO O EIXO 
Piores Faixas: VAI TER QUE ESPERAR, BABYLISS, WWW

HE HEY – FAB GODAMN





















NOTA: 8/10


Meses depois, foi lançada mais uma mixtape intitulada HE HEY, e aqui mostra que ele se aperfeiçoou. Após o OU CORRE COM NOIS, OU CORRE DE NOIS, o FAB GODAMN já havia desenvolvido uma estética que mistura humor absurdo, caos proposital e flows pouco convencionais, algo que se tornou uma espécie de assinatura artística. Com isso, ele tentou melhorar e fazer algo mais temático, que não ficasse parecendo só uma cópia de gringo. A produção foi feita por Flamestezzi e Whyheytor, que seguiram uma estética ainda mais crua, com beats diretos, uso constante de 808s pesados, subgraves e baterias rápidas e sintetizadores simples, fazendo agora uma abordagem que não fica só no Dark Plugg, tendo também influências do Rage e um pouquinho do Tread, e tudo se encaixa com os flows irregulares do nosso “Machado de Assis”. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e com aquele peso. No fim, é um trabalho bacana e bem consistente. 

Melhores Faixas: EU VOU BOTAR FOGO NELE, PAI 
Vale a Pena Ouvir: LE.VILAIN, ORAL-B

FOGOFOGOFOGO – FAB GODAMN





















NOTA: 8,3/10


E aí, dois meses depois, foi lançada a última mixtape daquele ano, FOGOFOGOFOGO. Após o HE HEY, o FAB GODAMN começou a ganhar um pouco mais de visibilidade por fazer algo que ninguém fazia, e com isso ele decidiu preparar um projeto que fosse mais amplo e que seguisse uma temática que dialogasse com intensidade rápida. A produção foi bastante diversificada, contando com JOLI, prodbymaczin, $upremos e YungGothSkinny, entre outros, que colocaram beats minimalistas, subgraves fortes e texturas agressivas. Muitos instrumentais são curtos e construídos para entrar direto no ponto, evitando longas introduções ou estruturas complexas. Misturando Dark Plugg, Rage, Detroit e um pouquinho de Rap experimental, e aqui os flows do FAB ficaram mais agressivos e encaixados. O repertório é muito legal, e as canções são todas bem energéticas. Enfim, é um projeto bacana e divertido. 

Melhores Faixas: ELA FALO MEU NOME 3 VEZES, SAI DA FRENTE, O TAMBOR GIRA, ANIQUILEI, MACHADO 
Vale a Pena Ouvir: ANTES DO SOL RAIAR, MO FITA, VALE DOS MACHADOS, SANGUE NO OLHO

FATALFATALFATAL – FAB GODAMN





















NOTA: 8,2/10


Recentemente, foi lançada uma nova mixtape do FAB GODAMN, o FATALFATALFATAL. Após o FOGOFOGOFOGO, ele lançou, em sua maioria, singles e participou de alguns projetos, sendo um deles seu freestyle no On The Radar e sua participação no álbum do Matuê, que foi uma vitrine onde ganhou bastante visibilidade; porém, ele recebeu muitas críticas, algumas injustas e outras construtivas, sobre sua estética, só que isso não o abalou, já que ele decidiu se aperfeiçoar ainda mais. A produção ficou ainda mais diversificada, contando com C4rlinhxs, JOLI e prodbymaczin, entre outros, que foram para uma estética ainda mais crua, onde os beats ficaram frenéticos, minimalistas e muitas vezes caóticos, seguindo o seu conceito de anti-música. E aqui os vocais frequentemente se distorcem, além de brincar com o timing irregular de seus flows. O repertório é muito legal, e as canções são todas bem variadas. Em suma, é um trabalho divertido e bem maluco. 

Melhores Faixas: JIGSAW (ótima feat do Caverinha), UHUUL, CHAT 
Vale a Pena Ouvir: CISNE, ROCKFELLER (Raffa Moreira mandou bem demais), CHILLI PEPPER, CPIPTOMOEDAS

                                                                        Então é isso, um abraço e flw!!!                   

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Review: Listen Up! do New Found Glory

                   

Listen Up! – New Found Glory





















NOTA: 1/10


Bom, recentemente o New Found Glory decidiu retornar com um novo álbum, o Listen Up!. Após aqueles últimos álbuns para encher linguiça, a banda acabou assinando com a Pure Noise Records, além disso, o guitarrista Chad Gilbert enfrentava uma batalha contra um câncer raro (do qual conseguiu se recuperar tempos depois) durante o processo de gravação. Esse cenário acabou influenciando diretamente o tom lírico do trabalho, que gira em torno de resiliência, gratidão e reflexão sobre a trajetória da banda e da vida. A produção, feita por Steve Evetts, trouxe uma abordagem clara e seguindo a vibe do Pop Punk moderno, mas com forte ligação com o som clássico do grupo: guitarras comprimidas, bateria definida e os vocais do Jordan Pundik em primeiro plano para sustentar os refrões melódicos, só que tudo sendo bastante genérico e também bastante cansativo. O repertório é péssimo, e as canções são todas bem chatinhas. Em suma, é outro trabalho sem graça da banda. 

Melhores Faixas: (.......................................) 
Piores Faixas: You Got This, 100%, Boom Roasted, Medicine, Dream Born Again
 

                                                                                É isso, então flw!!!         

Analisando Discografias - LAZER DIM 700

                   

The World Is Yours – LAZER DIM 700





















NOTA: 7/10


Em 2022, o LAZER DIM 700 lançava sua 1ª mixtape intitulada The World Is Yours. O rapper de Atlanta começou sua trajetória ainda pequeno, quando já gravava alguns raps, mas a coisa ficou mais séria em 2019, quando começou a lançar alguns singles sob o nome de Luh4thagod, e foi só dois anos depois que ele se tornou LAZER DIM, trazendo uma abordagem que misturava flows fragmentados, beats minimalistas e uma energia quase improvisada. A produção foi diversificada, contando com BapeBrazy, D6szn e até mesmo Yeat, e eles tiveram que editar algo que foi gravado de forma extremamente Lo-fi, já que possivelmente o rapper gravou no celular, então precisaram encaixar isso com beats densos, loops repetitivos e forte presença de graves e hi-hats acelerados, focando nessa temática de Dark Plugg, embora realmente haja irregularidade. O repertório é legal, com canções divertidas e outras mais fracas. Enfim, é um trabalho interessante e bem caótico. 

Melhores Faixas: buckshot, bad timin, dim, heelflip, jumped out that hise, takelife 
Piores Faixas: sin city, rowdy, 4000

Injoy – LAZER DIM 700





















NOTA: 8/10


Pulando para 2024, foi lançada outra mixtape do LAZER DIM 700 intitulada Injoy, e aqui tivemos uma evolução. Após o The World Is Yours, o rapper já estava ganhando atenção na internet e no rap underground por seu estilo caótico e pouco convencional, com flows fora do tempo e batidas extremamente distorcidas e carregadas de graves, então essa mixtape acabou funcionando também como um retrato do momento em que o rapper estava vivendo um crescimento rápido de popularidade online. A produção contou com 20MOP, Aruit, Dowin, Glozula, entre outros, que seguiram aquela estética crua, com instrumentais muito distorcidos, baixos saturados e sintetizadores simples que lembram timbres de equipamentos antigos ou plugins básicos, mostrando um encontro entre Dark Plugg e Gangsta Rap. O repertório é muito bom, e as canções são bem pesadas e divertidas; no fim, é uma ótima mixtape e mostrou que ele estava no caminho certo. 

Melhores Faixas: evil curse, awsum, must run, li twan, lame fukk 
Vale a Pena Ouvir: moshpit, up strike, sheft

KEEPIN IT CLOUDY – LAZER DIM 700





















NOTA: 8/10


E aí, para o fim de 2024, ele lançou seu álbum de estreia intitulado KEEPIN IT CLOUDY. Após o Injoy, o LAZER DIM estava preparado para sua primeira turnê, anunciada naquele mesmo ano, mas ela acabou sendo cancelada por questões pessoais e também por problemas envolvendo ataques às redes sociais do rapper. Mesmo assim, ele conseguiu voltar e decidiu fazer um projeto que segue a estética que tinha dado certo, com algumas atualizações. A produção foi bastante diversificada, contando com 360hundred, Al Snow, Ark, Mxgc, entre outros, que trouxeram uma sonoridade um pouco mais limpa e organizada, ainda que mantenha as características do chamado Dark Plugg, só que agora com influências do Rage, Jerk e do próprio Plugg tradicional, com beats carregadas de 808s distorcido, sintetizadores sombrios e loops repetitivos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem variadas. Enfim, é um ótimo trabalho e meio subestimado. 

Melhores Faixas: WTM, CALYPSO, LUIGI, FAST & FURIOUS, GREENED OUT 
Vale a Pena Ouvir: KEEPIN IT CLOUDY, MILITANT, LOVELESS, FOREIGN

Sins Aloud – LAZER DIM 700





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, foi lançado seu 2º álbum de estúdio intitulado Sins Aloud, que não trouxe tantas mudanças. Após o KEEPIN IT CLOUDY, o rapper já havia consolidado uma base de fãs significativa, especialmente após projetos anteriores e participações que ajudaram a ampliar sua visibilidade. A estratégia dele foi continuar lançar muitas músicas em sequência, sem grandes intervalos, o que faz com que cada álbum funcione quase como um registro do momento criativo em que ele se encontra. Produção foi diversificada contando com 1kSensei, 6ixdrugspluggz, Sytruz Beats e entre outros, que seguiram para beats minimalistas, graves pesados, hi-hats rápidos e uma atmosfera que mistura Trap com influências do Plugg e um pouquinho do Cloud Rap. Fora que os flows únicos do LAZER DIM ficaram mais misturados juntando essa estética caótica. O repertório é legal, e as canções são bem divertidas e densas. No fim, é um trabalho interessante apesar da pouca inovação. 

Melhores Faixas: Feel Like 2016, Kill Switch, Bullshit, Take His Lid Off, Dripp 
Vale a Pena Ouvir: Ghost, Mesmerized, Ja Morant, 1 Line, Sins

GANGWAY – LAZER DIM 700





















NOTA: 8,2/10


Meses depois, ele voltou a lançar algumas mixtapes, sendo uma delas GANGWAY. Após o Sins Alound, o LAZER DIM 700 quis continuar com sua estratégia de lançar vários trabalhos em sequência dentro do Rap underground. O lançamento também aparece em um momento em que o rapper já tinha consolidado uma estética própria: batidas barulhentas, graves extremos e versos quase improvisados que misturam humor absurdo e agressividade. A produção foi diversificada e contou com Dowin, F1LTHY, gloomdrop e afins, que seguiram a estética do Dark Plugg característico e até com influências do também obscuro Terror Plugg. Com isso, os instrumentais distorcidos, sub-bass pesado, 808s que ficaram bem cheios e loops de sintetizadores repetitivos criam uma atmosfera caótica e hipnótica. O repertório é muito legal, e as canções são bem agressivas e sombrias. No geral, é uma mix interessante e mostrou inovação. 

Melhores Faixas: boxhed, Shoutout dat boy, MIDDLE OF CAR, MAYHEM, OXY 
Vale a Pena Ouvir: Maniac, Demonz, Pints

The Formula – LAZER DIM 700





















NOTA: 8/10


E aí, lá para o mês de novembro, foi lançada mais uma mixtape intitulada The Formula. Após o GANGWAY, o LAZER DIM quis fazer um projeto que seguisse a lógica que caracteriza sua carreira: projetos relativamente curtos por faixa, estética experimental e forte presença, ampliando a ideia já explorada em trabalhos anteriores; em vez de reinventar totalmente o estilo, ele apresenta uma sequência maior de experimentos sonoros e variações dentro do Trap. A produção foi feita em sua maioria por Goxan, mas também contou com Glozula e Prodkade, que colocaram aqui uma abordagem mega crua, carregada de 808s pesados, loops simples e uma estética Lo-fi que mistura energia caótica com minimalismo, seguindo uma estética mais próxima do Terror Plugg e adicionando elementos do Rap industrial para combinar com os flows acelerados do rapper. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e bem pesadas; no fim, é uma ótima mixtape e bem enxuta. 

Melhores Faixas: Arcade Game, Memory, Spread, Darky, Win The Fyte, Skyra, Dark For Win, Get Busy 
Vale a Pena Ouvir: Aryks, Yu Biti, Malc, 12K, Fukk uy

Fwaygo – LAZER DIM 700





















NOTA: 2,5/10


E aí, antes do Natal, foi lançada mais uma mixtape dele intitulada Fwaygo, e aqui tivemos uma queda. Após o The Formula, o LAZER DIM continuou a preparar novas músicas, só que aqui ele quis colocar ainda mais material e fazer um projeto que fosse mais amplo e que juntasse tudo o que ele tinha feito desde seus primeiros lançamentos, mas de forma renovada com sua estética padrão. A produção contou com djafgan, D!rtyleo e ycboi, que seguiram aquela linha de beats minimalistas, graves fortes, hi-hats rápidos e uma estética que mistura tanto Dark quanto Terror plugg, além de implementar elementos do Rap experimental e do industrial, só que o maior problema é que o flow dele continua sendo o mesmo e, como esse projeto é extenso, ele não se encaixa, ficando bem previsível e deixando tudo muito cansativo. O repertório é bem ruim, e as canções são um verdadeiro tanto faz, sendo bem genéricas. No fim, é um trabalho fraquíssimo e bastante arrastado. 

Melhores Faixas: 2 Jokery, Giv no Fukk, Deutch 
Piores Faixas: Karet, TF7, Wya, Salvage, 3 Gunz, WUWITYAHO, A Bando, Scream Mask, Patrick

DOE IN music vol 1. – LAZER DIM 700





















NOTA: 6/10


E aí, no último dia do ano, foi lançada mais uma mixtape do LAZER DIM, DOE IN Music Vol. 1. Após o péssimo Fwaygo, ele decidiu lançar o último projeto dessa leva de vários trabalhos em sequência. Essa mix seguiu um caminho mais puxado para os primeiros trabalhos que foram lançados no início de 2025. A produção foi feita pelos mesmos nomes de sempre, que colocaram beats curtos e diretos, estrutura minimalista típica do Dark Plugg, hi-hats rápidos e agressivos, com grande presença de 808s bem robustos. Além disso, os loops continuam simples e com foco no seu flow irregular, que aqui consegue funcionar, só que, novamente, ele é bem previsível e fica aquele clima de que dava para variar mais, principalmente seguindo a levada de cada faixa. Com isso, o repertório é irregular: há até canções legais, só que também há muitas que são bem repetitivas. Enfim, é um trabalho mediano e mostra que é necessária uma mudança. 

Melhores Faixas: JUNGLE FEVER, Med10 (plxbzh7), U STILL GOT FANS, No sarinder, Barbarian 
Piores Faixas: Trxpwayz, Rezerekshon, A wall, ZOO ANIMAL, simp ahh bitin ahh niggas

  

Review: HORA DO TRAP do Jurado

                   HORA DO TRAP – Jurado NOTA: 8/10 No final de 2025, foi lançado o álbum de estreia do Jurado, intitulado HORA DO TRAP. Apó...