Neu! – Neu!
NOTA: 10/10
Em 1972, a banda alemã Neu! lançava seu álbum de estreia autointitulado, trazendo algo diferente. Após o lançamento do 1º álbum do Kraftwerk, Michael Rother e Klaus Dinger decidiram montar um projeto com uma linguagem mais direta, baseada em repetição, movimento e uma relação quase física entre ritmo e melodia. Um elemento fundamental dessa identidade foi o chamado "motorik beat", um ritmo contínuo, preciso e aparentemente infinito, que se tornaria uma das características mais reconhecíveis da banda. A produção, conduzida por Conny Plank e lançada pelo selo Brain, trouxe um som cru e experimental que, mesmo com recursos limitados, contou com uma forte presença de manipulações de fita, efeitos de estúdio, ruídos ambientes e técnicas de edição pouco convencionais, além das camadas de guitarra e baixo do Michael e da bateria hipnótica do Klaus. O repertório é sensacional, e as canções são bem atmosféricas. No fim, é um baita disco e uma obra-prima.
Melhores Faixas: Hallogallo, Negativland
Vale a Pena Ouvir: Weissensee, Lieber Honig
Neu! 2 – Neu!
NOTA: 8,9/10
Melhores Faixas: Für Immer (Forever), Lila Engel (Lilac Angel), Neuschnee, Super 16, Super
Vale a Pena Ouvir: Spitzenqualität, Super 78
Neu! '75 – Neu!
NOTA: 10/10
Dois anos se passaram, e o Neu! lançava o seu 3º álbum, chamado de Neu! '75. Após Neu! 2, a dupla acabou entrando em divergências, já que Klaus Dinger buscava algo mais agressivo, direto e explosivo, explorando aquilo a linha do Proto-Punk. Enquanto isso, Michael Rother estava cada vez mais interessado em atmosferas contemplativas, melodias elegantes e estruturas musicais que enfatizavam a beleza e a fluidez. Assim, eles preferiram meio que juntar essas duas abordagens. A produção, feita junto com Conny Plank, foi bastante elaborada e controlada. As guitarras do Michael recebem um tratamento particularmente cuidadoso, agora com timbres cristalinos e texturas refinadas. Já a bateria do Klaus, com seu ritmo motorik, permanece presente, mas surge em diferentes formas e intensidades. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea, com canções extremamente divertidas. No fim, é um baita disco e um dos melhores de todos os tempos.
Melhores Faixas: Isi, Hero
Vale a Pena Ouvir: Seeland, E-Musik
Neu! 4 – Neu!
NOTA: 5/10
Então chegamos a 2013, ano em que foi lançado o último álbum dO Lord Infamous, o Scarecrow Tha Terrible (Part Two). Após o King of Horrorcore, o rapper decidiu continuar a proposta apresentada naquele álbum de 2011. O personagem Scarecrow continua sendo o centro da narrativa, refletindo um pouco da persona que Infamous construiu ao longo da carreira: um narrador sombrio e quase sobrenatural, que observa o mundo por uma perspectiva marcada pelo crime, pelo horror psicológico e pela sobrevivência nas ruas. A produção ficou mais uma vez a cargo de Mr. Maceo e seguiu essa temática sombria e pesada, com beats inspirados no Horrorcore, graves constantes, baterias impactantes e sintetizadores sombrios. O problema, porém, é a falta de uma maior dinâmica. O repertório é irregular, apresentando algumas canções boas e outras mais fracas. No fim, é um disco mediano e, após isso, Lord Infamous veio a falecer em decorrência de uma parada cardíaca.
Melhores Faixas: Formaldehyde, 6 Feet Deep, Blocking
Piores Faixas: Drug Abuse, Bodybag, Blades
Então é isso, um abraço e flw!!!



















