sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Review: AHHCade do PNAU

                  

AHHCade – PNAU





















NOTA: 3/10


Recentemente, o PNAU lançou um trabalho novo, o AHHCade, que tentou ser mais acessível. Após o Hyperbolic, eles decidiram revisitar algumas das raízes eletrônicas de Nick Littlemore. Só que o projeto tomou outro rumo durante o processo de composição. A dupla acabou se voltando para a memória dos fliperamas e das primeiras experiências com máquinas eletrônicas, enxergando esses espaços como lugares de descoberta, surpresa, diversão e uma espécie de proto-rave. Produção feita como sempre, pelo trio, aposta em sintetizadores brilhantes, linhas de baixo pulsantes, batidas compactas, vocais bastante processados e uma enorme quantidade de ganchos melódicos, fazendo aquela junção do Dance-Pop com elementos do Electropop. Mas tudo aqui soa muito previsível e não consegue apresentar variações que façam a audição ser interessante. O repertório é muito ruim, e as canções são muito genéricas, com poucas que sejam realmente boas. Enfim, é outro trabalho fraco do trio. 

Melhores Faixas: Rollin', Chemistry, Change 
Piores Faixas: Tu Corazón (Your Heart) (The Warning estando aqui para nada), Light Me Up, Eternal, Crash
  

                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                            

Review: É o Grelo do Grelo

                  

É o Grelo – Grelo





















NOTA: 3/10


No ano de 2024, o Grelo lançava seu álbum de estreia, o É o Grelo, trazendo uma proposta que não tinha nada de inovador. O cantor de Anápolis, Goiás, já havia começado sua carreira inicialmente em 2013 como compositor para diversas duplas sertanejas que estão no mainstream brasileiro. Foi só onze anos depois que adotou esse nome artístico, com Henrique & Juliano apadrinhando-o e dando a oportunidade para que saísse da posição de compositor e assumisse suas próprias músicas. Produção feita por ele próprio, tem um som acessível e imediato, juntando as abordagens do Arrocha e do Piseiro. Tendo um uso constante de teclados, bases eletrônicas e bateria programada, deixando os vocais do Grelo, que são bem anasalados, no centro. Mas, assim, muita coisa é repetitiva e feita para viralizar no TikTok. O repertório é ruim: tem algumas canções boas e outras ruins (incluindo os covers). Enfim, é um álbum péssimo, de um artista que ainda tem certo potencial. 

Melhores Faixas: Só Fé, Longe e Se Querendo, Perto De Você 
Piores Faixas: Vida Loka (Pt 1) (Racionais MC’s), De Graça Ou Pagando, Palavras Ao Vento (Cássia Eller), Alma De Pipa


Review: Álbum Autointitulado do MC João

                  

MC João – MC João





















NOTA: 3/10


Em 2016, o MC João lançava seu único álbum, que leva seu nome, em um momento inesperado de sua carreira. O funkeiro da Zona Norte da cidade de São Paulo começou sua carreira no ano anterior, em um momento em que conciliava seu trabalho como office boy com a música, tornando-se um dos primeiros nomes a assinar com a GR6. Ganhou certa relevância por conta de uma música, o que lhe deu a oportunidade de lançar um álbum. A produção, feita por DJ R7, DJ Gugga e DJ Buggas, seguiu aquela abordagem do Funk ostentação da década passada: batidas secas, graves fortes, loops minimalistas, efeitos de voz, frases repetidas e estruturas curtas pensadas muito mais para o baile. E o problema é esse: tudo soa muito repetitivo e carregado de clichês que não fazem diferença. O repertório é ruim, tem canções legais e outras que são medíocres. No geral, é um trabalho horrível e, depois disso, o MC João não quis lançar mais nenhum álbum. 

Melhores Faixas: Baile de Favela (seu grande hit), Golpe Fenomenal, Aonde o Coro Come
Piores Faixas: Caçador De Perereca, Tá Duvidando, Vai Tomar, Loucura, Moça de Família 


Review: The Godfather Of Rap do Spoonie Gee

                  

The Godfather Of Rap – Spoonie Gee





















NOTA: 5/10


Em 1987, o Spoonie Gee lançava seu único álbum, intitulado The Godfather Of Rap. O rapper havia começado a se destacar ainda no final dos anos 70, quando o Rap estava deixando de ser apenas uma prática de festas e começava a ganhar espaço como música gravada. Ele gravou vários singles que se tornaram sucessos, consolidando-o como um dos primeiros grandes nomes do Hip-Hop. Só depois de oito anos ele teve a chance de lançar um álbum pelo selo da Tuff City. A produção, feita por Aaron Fuchs, Teddy Riley e Marley Marl, foi bastante enxuta, com os beats seguindo aquela vibe do Rap old-school, baseado em grooves de Funk, Soul e Disco, com baterias marcadas, linhas de baixo fortes, teclados e arranjos que deixam espaço para os flows do Spoonie, que, infelizmente, não conseguem se sustentar. O repertório é mediano: tem canções legais e outras que são só esquecíveis. No fim, é um álbum irregular, mas que não apaga a história do Spoonin. 

Melhores Faixas: The Godfather (Remix), Hit Man, Did You Come To Party 
Piores Faixas: Mighty Mike Tyson, She’s My Girl, Yum Yum


Review: Depois Do Fim do Bacamarte

                   

Depois Do Fim – Bacamarte





















NOTA: 10/10


No ano de 1983, o Bacamarte lançava seu único álbum de estúdio, o Depois Do Fim. Formado em 1974, no Rio de Janeiro, pelo guitarrista Mario Neto, que, ainda na adolescência, já estava compondo, o projeto ganhou forma três anos depois com a entrada do Sérgio Villarim (teclados), Delto Simas (baixo), Mr. Paul (percussão), Marcus Moura (flautas e acordeão) e Marco Veríssimo (bateria). Após anos de luta, eles enviaram sua fita para a Rádio Fluminense, e suas músicas começaram a tocar. Enfim, conseguiram lançar esse álbum. A produção feita pelo próprio Mario Neto, que colocou um som bem definido. As interações entre as guitarras e a cozinha rítmica funcionam muito bem, além dos teclados, que deixam uma ambiência cósmica, enquanto os vocais de Jane Duboc se encaixam perfeitamente, dialogando bastante com o Rock progressivo sinfônico. O repertório é sensacional, soando como uma coletânea. No fim, é um baita disco e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: UFO, Depois Do Fim, Último Entardecer, Smog Alado 
Vale a Pena Ouvir: Controvérsia, Pássaro De Luz


quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Review: Sunshine do Jungle

                    

Sunshine – Jungle





















NOTA: 8/10


Na semana passada, o Jungle lançou seu 5º álbum de estúdio, o sofisticado Sunshine. Após o Volcano, o trio ganhou muita visibilidade por conta de “Back on 74”, só que, em vez de tentar reproduzir aquela fórmula de maneira mais comercial ou buscar outro grande hit imediatamente, o grupo parece ter escolhido um caminho mais tranquilo e com uma estética ensolarada. A produção, feita mais precisamente por J Lloyd e Lydia Kitto, segue uma abordagem em que juntaram Boogie com Smooth Soul, só que com um som polido, mas que consegue ser bem variado. Com isso, temos baixos presentes, bateria precisa, guitarras limpas, sintetizadores discretos, harmonias vocais, elementos do Neo-Soul e Disco Music. Além de uma presença de coros e arranjos de metais, que combinam com os vocais da Lydia. O repertório é muito bom, e as canções são bem elegantes e divertidas. Enfim, é um disco bacana e que se mostrou mais consistente. 

Melhores Faixas: The Wave, Where Are You Now? 
Vale a Pena Ouvir: Carry On, Someday, Somewhere, Reflection, Come Back To Me
 

                                                                                   Então é isso e flw!!!                     

Analisando Discografias - SD9

                  

40º.40 – SD9





















NOTA: 9/10


Em 2020, o SD9 lançava seu álbum de estreia, o 40º .40*, que trazia uma estética diferenciada. O rapper carioca vindo de Bonsucesso, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, começou sua trajetória por volta de 2018, quando fazia parte da TBC Mob, e trazia uma abordagem diferente dentro da cena do Rap nacional, que já começava a ver toda aquela leva do Trap. O SD9 estava fazendo uma temática mais puxada para o Grime, tanto que ele foi um dos primeiros nomes a aparecer no Brasil Grime Show. A produção foi diversificada, contando com DiniBoy, DIIGO, VHOOR, entre outros, que colocaram beats agressivos, com graves pesados, hi-hats constantes e andamentos distorcidos, tudo isso juntando Grime com Drill, Speed Garage e traços do Funk. Os flows do SD9 conseguem transitar entre momentos quebrados ou precisos. O repertório é incrível, e as canções são divertidas e, ao mesmo tempo, profundas. No fim, é um baita álbum e muito coeso. 

Melhores Faixas: 40º.40 (VND amassou), Astra 1.8, Números, Poze do Rodo, Jukebox (Drope e LEALL mandaram bem), Hb20 
Vale a Pena Ouvir: Oi, ODP & Sangue

40°.40 (Deluxe) – SD9





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, o SD9 lançou seu 2º álbum, intitulado 40º .40 (Deluxe), que trouxe novidades. Após o álbum original, o rapper continuou mantendo uma certa constância, lançando alguns singles e, claro, fazendo umas aparições no Brasil Grime Show (que ele é quase dono kkkk). Para essa continuação, ele procura aprofundar assuntos que ficaram de fora ou foram suavizados no trabalho anterior. A produção contou com aqueles mesmos nomes, agora com a presença do Alexay Beats, que seguiram aquela estética de beats agressivos, com 808s e graves distorcidos e secos, seguindo a estética do Grime com elementos do Funk. Os flows do SD9 ficaram muito mais agressivos e cheios de variações à medida que os beats vão fluindo. O repertório é muito bom, e as canções ficaram bem divertidas, incluindo os remixes. No geral, é um ótimo álbum e conseguiu servir como um bom complemento. 

Melhores Faixas: Kenner, Jukebox - Remix 
Vale a Pena Ouvir: Hediondo, Oi (Remix), Traficantes, 40º.40, Pt II (MC Smith mandou bem), Verão (VND e Drope foram bem)


Review: AHHCade do PNAU

                   AHHCade – PNAU NOTA: 3/10 Recentemente, o PNAU lançou um trabalho novo, o AHHCade, que tentou ser mais acessível. Após o ...