domingo, 14 de junho de 2026

Review: you seem pretty sad for a girl so in love da Olivia Rodrigo

                     

you seem pretty sad for a girl so in love – Olivia Rodrigo





















NOTA: 1,2/10


Após três anos, Olivia Rodrigo retornou com seu 3º álbum, o you seem pretty sad for a girl so in love. Após o GUTS, e depois de passar anos explorando os sentimentos da adolescência, desilusões amorosas e inseguranças pessoais, ela chegou a este projeto em uma fase diferente da vida, marcada por relacionamentos mais maduros e experiências emocionais mais complexas. Além disso, decidiu explorar uma sonoridade que incorpora elementos do Rock Alternativo dos anos 80. A produção, feita por Dan Nigro, manteve aquela sonoridade polida e acessível, apostando em arranjos mais elaborados, sintetizadores e guitarras atmosféricas. Juntando elementos do Pop Rock, New Wave, Post-Punk, Jangle Pop e até Dream Pop, mas tudo é bastante arrastado e excessivamente comprimido, fora esse vocal à la Billie Eilish. O repertório é péssimo, e as canções são bastante tediosas. No fim, é um álbum terrível e que não tem nada de especial. 

Melhores Faixas: (............................................) 
Piores Faixas: begged, purple, expectations, drop dead, stupid song, maggots for brains

                                                                             Então é isso e flw!!!               

Review: Como Se Fosse a Primeira Vez do Derxan

                     

Como Se Fosse a Primeira Vez – Derxan





















NOTA: 5/10


Depois de três meses, Derxan lançou mais um EP, intitulado Como Se Fosse a Primeira Vez. Após o Caindo Em Si, que marcou seu retorno depois de um período afastado da indústria musical. Só que, em vez de trazer aquela agressividade característica do Drill tradicional, ele decidiu fazer um projeto focado na vulnerabilidade emocional e nas lembranças que permanecem após o fim ou a transformação de uma relação. A produção, feita inteiramente por Beat do Ávila, segue uma abordagem sofisticada e limpa, com beats suaves, linhas melódicas delicadas e baterias discretas. Os flows do Derxan caminham para um lado mais cadenciado e confessional. O resultado é um trabalho que se aproxima do Jazz Rap e do R&B contemporâneo, mas tudo soa bastante repetitivo e já soando datado. O repertório é curto, trazendo algumas love songs interessantes e outras mais fracas. No geral, é um EP fraco que poderia ter sido mais bem trabalhado. 

Melhores Faixas: Sozinho, Nunca se acabe 
Piores Faixas: Adam Sandler, E o seu coração?


Analisando Discografias - Kendrick Lamar

                 

Section.80 – Kendrick Lamar





















NOTA: 9,7/10


Em 2011, Kendrick Lamar lançava seu aguardado álbum de estreia, intitulado Section.80. O rapper, vindo diretamente do Compton (referência óbvia), começou sua trajetória por volta de 2003, período em que lançou várias mixtapes sob o nome de K-Dot. Para este álbum, em vez de apenas exibir sua habilidade lírica, decidiu construir uma obra conceitual que analisasse os problemas sociais, psicológicos e culturais enfrentados pela geração nascida durante a década de 80. A produção foi diversificada, contando com Sounwave, Dave Free, entre outros, foi lançado pelo selo TDE. Onde juntaram Jazz Rap, Boom Bap, Cloud Rap e até traços de Neo-Soul, em beats pesados e direto, com presença de linhas de baixo profundas, baterias secas e teclados melancólicos. Além disso, o flow do Kendrick é bastante cadenciado e preciso. O repertório é incrível, e as canções são bem reflexivas e melódicas. No fim, é um baita disco de estreia, e era apenas o começo. 

Melhores Faixas: HiiiPower, A.D.H.D, Rigamortis, Hol’ Up, Ronald Reagan Era (His Evils), Poe Mans Dream (His Vice), Kush & Corinthians (His Pain), Fuck Your Ethnicity 
Vale a Pena Ouvir: Chapter Six, Ab-Soul's Outro, Members Only, Tammy's Song (Her Evils)

good kid, M.A.A.D city – Kendrick Lamar





















NOTA: 10/10


No ano seguinte, Kendrick Lamar lançou seu atemporal 2º álbum, o good kid, m.A.A.d city. Após o Section.80 e ganhar relevância com sua participação na XXL Freshman de 2011, o rapper assinou com a Aftermath e Interscope, e decidiu apresentar, uma narrativa extremamente detalhada sobre juventude e sobrevivência nas ruas do Compton. O álbum acompanha um protagonista inspirado em sua própria adolescência. A narrativa mostra um jovem tentando equilibrar sonhos, amizades, tentações, espiritualidade e a pressão constante do ambiente em que vive. A produção contou com Pharrell Williams, Hit-Boy, T-Minus, entre outros, que seguiram uma abordagem limpa e, ao mesmo tempo, pesada, com beats que contêm linhas de baixo profundas, sintetizadores atmosféricos e baterias marcantes, transitando entre Jazz Rap, Trap e G-Funk. O repertório é simplesmente sensacional, parecendo uma coletânea. Enfim, é um disco fantástico e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Sing About Me, I'm Dying Of Thirst, M.A.A.D City (baita feat do MC Eith), Money Trees, Bitch, Don't Kill My Vibe, Good Kid, Sherane A.K.A Master Splinter's Daughter
Vale a Pena Ouvir: Compton (ótima feat do Dr. Dre),Swimming Pools (Drank) (Extended Version), Poetic Justice (feats que envelheceram mal! Mas, o Drake mandou bem)

To Pimp A Butterfly – Kendrick Lamar





















NOTA: 10/10


Três anos se passaram, e foi lançado um dos maiores clássicos do Rap, o To Pimp a Butterfly. Após o clássico good kid, m.A.A.d city, Kendrick Lamar passou por profundas reflexões sobre fama, identidade, responsabilidade social e herança cultural. As viagens internacionais também tiveram influência em sua visão artística. Mesmo com todo o sucesso, o rapper começou a questionar seu papel dentro da indústria musical e sua responsabilidade diante da comunidade que representava. A produção contou com Thundercat, Flying Lotus, Pharrell Williams, entre outros, que construíram beats orgânicos com presença de baixos pulsantes, baterias dinâmicas, teclados psicodélicos e arranjos complexos, dialogando bastante com o Jazz, além de elementos do Funk e Soul. Os flows do Kendrick são bastante variados e emocionais. O repertório é praticamente uma coletânea, e as canções são carregadas de reflexão. No fim, é um álbum sensacional e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Wesley's Theory (presença da lenda George Clinton), The Blacker The Berry, Alright, King Kunta, i, u, Institutionalized (Snoop Doog mandou bem), How Much A Dollar Cost, These Walls 
Vale a Pena Ouvir: Mortal Man, Complexion (A Zulu Love), Momma

DAMN. – Kendrick Lamar





















NOTA: 10/10


Dois anos depois, foi lançado o 4º álbum do Kendrick, o DAMN., que foi bem mais acessível. Após o espetacular To Pimp a Butterfly, ele já não era apenas um rapper aclamado; havia se tornado uma figura cultural capaz de influenciar debates sobre política, identidade racial, espiritualidade e arte em escala global. Porém, para este trabalho, seguiu por um caminho mais consumível, mas escondendo sob a superfície um álbum que carrega temas como os conflitos entre orgulho e humildade, amor e ódio, fé e pecado, fraqueza e força, disciplina e tentação. A produção contou com Greg Kurstin, The Alchemist, Sounwave, entre outros, que seguiram por beats limpos e modernos, com influência do Trap e do R&B contemporâneo, contendo mudanças bruscas de ritmo e textura. Enquanto isso, os flows do Kendrick alternam entre agressividade e introspecção. O repertório também é maravilhoso, parecendo uma coletânea. Enfim, é outro disco incrível e um clássico absoluto. 

Melhores Faixas: PRIDE., DUCKWORTH., DNA., HUMBLE., FEAR., ELEMENT., XXX. (U2 se segurou para não fazer um Nu Metal) 
Vale a Pena Ouvir: YAH., LOVE., LOYALTY. (Rihanna mandou bem demais)

Mr Morale & The Big Steppers – Kendrick Lamar





















NOTA: 9,9/10


Foi somente em 2022 que Kendrick Lamar enfim retornou com um novo disco, Mr. Morale & The Big Steppers. Após o DAMN., o rapper trabalhou na trilha sonora do filme Pantera Negra e, depois disso, passou por um silêncio prolongado, gerando uma enorme expectativa em torno de seu retorno. E ele voltou com um álbum duplo no qual examina traumas familiares, padrões comportamentais herdados, relacionamentos, culpa e crescimento emocional. A produção contou com os mesmos nomes, e aqui eles seguiram por um caminho mais variado, com beats que utilizam padrões repetitivos, dissonâncias e arranjos incomuns para reforçar o estado emocional das letras. Incorporando elementos do Rap Experimental, Neo-Soul, Trap, Jazz Rap e traços do R&B. Além disso, os flows do Kendrick estão bem mais cadenciados e até exaustos em alguns momentos, acompanhando a proposta do disco. O repertório é espetacular, com a 1ª parte carregado de críticas sociais e a 2ª sendo mais pessoal. Enfim, é um disco incrível e bastante profundo. 

Melhores Faixas: United In Grief, N95, Father Time, Mother I Sober (feat da Beth Gibbons do Portishead), Mirror, Count Me Out, Silent Hill (ótima feat do Kodak Black), Rich Spirit, Savior
Vale a Pena Ouvir: Die Hard, Purple Heartsv (ótima feat do Ghostface Killah), We Cry Together

GNX – Kendrick Lamar





















NOTA: 9,4/10


Então, em 22 de novembro de 2024, de forma inesperada, Kendrick Lamar lançou seu 6º álbum de estúdio, o GNX. Após o Mr. Morale & the Big Steppers, o rapper encerrou seu vínculo com a Aftermath Entertainment e firmou um acordo de licenciamento direto com sua distribuidora, a Interscope Records. Antes do lançamento, a rivalidade entre Kendrick e Drake estava fortíssima, com ambos lançando diss tracks constantemente, até que o nosso querido King Kendrick deu o xeque-mate com Not Like Us. A produção é basicamente uma fusão de elementos clássicos e contemporâneos do Hip-Hop da Costa Oeste, com influências de G-funk e colaborações de produtores como Sounwave e Jack Antonoff, além de outros, já que, como sempre, o time de produtores foi bem diversificado. O repertório é sensacional, repleto de canções diversificadas, e as feats ficaram muito boas. No fim, esse disco é sensacional e foi um ótimo presente surpresa para seus fãs. 

Melhores Faixas: squabble up, tv off, luther, peekaboo 
Vale a Pena Ouvir: reincarnated, gloria, wacced out murals

 

sábado, 13 de junho de 2026

Analisando Discografias - Heavy Temple

                  

Heavy Temple – Heavy Temple





















NOTA: 2/10


Em 2014, o Heavy Temple lançava seu 1º trabalho autointitulado no formato EP. Formado dois anos antes, na Filadélfia, pela vocalista e baixista High Priestess Nighthawk, pelo guitarrista Rattlesnake e pelo baterista Bearadactyl, o grupo decidiu apresentar nesse projeto elementos que definiriam sua sonoridade nos anos seguintes: riffs lentos e massivos, influências evidentes do Black Sabbath e da tradição clássica do Doom Metal, além de uma abordagem moderna que evitava soar simplesmente nostálgica. A produção foi feita pela banda, que decidiram equilibrar crueza e clareza. As guitarras possuem riffs carregados de distorção quente. O baixo e a bateria ajudam no impacto, enquanto os vocais de Priestess são bem articulados e conseguem fluir nessa junção de Doom Metal e Stoner Rock. O repertório contém três faixas, que começam bem, mas depois se torna muito fragmentado. Enfim, é um EP fraco, que mostrava que eles precisavam se aperfeiçoar. 

Melhor Faixa: Dirty Ghost 
Piores Faixas: Legendary Conversations With Ants, Unholy Communion

Lupi Amoris – Heavy Temple





















NOTA: 8,5/10


Sete anos se passaram, e o Heavy Temple lançou seu aguardado álbum de estreia, Lupi Amoris. Após o lançamento do EP, a banda passou por mudanças na formação, com High Priestess Nighthawk dividindo o grupo com Lord Paisley (guitarra) e Baron Lycan (bateria). Com isso, eles ampliaram sua paleta sonora sem abandonar os elementos que definiram sua identidade inicial. O peso permanece presente, mas agora divide espaço com passagens mais atmosféricas e psicodélicas. A produção, realizada por Will Mellor, adotou uma abordagem mais orgânica. As guitarras apresentam riffs de enorme densidade, sustentados por timbres encorpados. O baixo acrescenta profundidade, e a bateria possui maior impacto e dinâmica. Enquanto isso, os vocais da High Priestess Nighthawk alternam entre força e teatralidade, juntando Stoner Metal e Doom Metal. O repertório contém 5 faixas muito legais e bem cadenciadas. Enfim, é um ótimo disco de estreia e mostrou uma clara evolução. 

Melhores Faixas: Isabella (...With Unrelenting Fangs), A Desert Through The Trees 
Vale a Pena Ouvir: The Maiden, Howling Of A Prothalamion, The Wolf
  

Garden Of Heathens – Heavy Temple





















NOTA: 8,7/10


Então chegamos a 2024, quando foi lançado o 2º álbum da banda, o Garden of Heathens. Após o Lupi Amoris e depois de excursionarem, eles decidiram ampliar o alcance estilístico do grupo sem abandonar sua identidade central. A própria banda descreveu o disco como mais diverso e sofisticado, mantendo o peso característico enquanto expandia suas influências para diferentes vertentes do Rock e do Metal. A produção, conduzida por John Forrestal, trouxe um som extremamente pesado, incorporando elementos do Stoner Metal e Heavy Psych. As guitarras possuem timbres espessos e saturados, que conseguem preservar a clareza dos riffs. O baixo funciona como uma camada melódica, enquanto a bateria mantém o foco no peso, no groove e na construção da dinâmica. Enquanto isso, os vocais da High Priestess Nighthawk são mais introspectivos e agressivos. O repertório é muito bom, e as canções são bastante variadas. Enfim, é um ótimo disco e que foi mais estruturado. 

Melhores Faixas: Hiraeth, Jesus Wept, Snake Oil (...And Other Remedies) 
Vale a Pena Ouvir: House Of Warship, Extreme Indifference To Life


                                                                                   Então é só e flw!!!   

Analisando Discografias - Kanonenfieber

                  

Menschenmühle – Kanonenfieber





















NOTA: 8,8/10


Em 2021, o Kanonenfieber lançou seu álbum de estreia, intitulado Menschenmühle. Formado em 2020 na cidade de Bamberg, na Baviera, por um músico conhecido como Noise, o projeto surgiu após uma troca de mensagens com um amigo sobre a ideia de escrever um álbum a respeito da Primeira Guerra Mundial, baseado em cartas e documentos originais da época. Girando em torno da destruição física e psicológica provocada pelos combates de trincheira. A produção foi feita pelo próprio Noise, que também tocou todos os instrumentos, adotando uma abordagem pesada e detalhada. As guitarras alternam entre riffs com tremolo picking típico do Black Metal e passagens inspiradas no Death Metal melódico. O baixo consegue ser percussivo, enquanto a bateria contém blast beats violentos que, junto aos vocais guturais, proporcionam ainda mais imersão. O repertório é incrível, e as canções são muito pesadas. Enfim, é um ótimo disco de estreia e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Die Schlacht Bei Tannenberg, Dicke Bertha, Grabenlieder, Unterstandsangst
Vale a Pena Ouvir: Grabenkampf, In's Niemandsland

Die Urkatastrophe – Kanonenfieber





















NOTA: 9/10


Em 2024, foi lançado o 2º e mais recente álbum do Kanonenfieber, o Die Urkatastrophe. Após o Menschenmühle, esse novo trabalho trouxe um título que significa "A Catástrofe Primordial", expressão frequentemente utilizada por historiadores para definir a Primeira Guerra Mundial como o evento que desencadeou grande parte das tragédias políticas e militares do século XX. O álbum foi novamente dedicado às vítimas do conflito e continuou utilizando cartas, documentos e testemunhos autênticos como base para suas letras. A produção foi um pouco mais refinada, sem retirar todo aquele peso característico. As guitarras possuem riffs que alternam entre o lado mais melódico do Black Metal e Death Metal. A bateria, com aqueles blast beats, apresenta passagens mais cadenciadas e militares, enquanto os vocais de Noise alternam entre guturais e vocais rasgados. O repertório é incrível, e as canções são bem densas. Enfim, é um belo disco e que foi mais sombrio. 

Melhores Faixas: Menschenmühle, Sturmtrupp, Panzerhenker, Waffenbrüder, Gott Mit Der Kavallerie 
Vale a Pena Ouvir: Der Maulwurf, Ritter Der Lüfte, Ausblutungsschlacht

 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Analisando Discografias - NEU!

                 

Neu! – Neu!





















NOTA: 10/10


Em 1972, a banda alemã Neu! lançava seu álbum de estreia autointitulado, trazendo algo diferente. Após o lançamento do 1º álbum do Kraftwerk, Michael Rother e Klaus Dinger decidiram montar um projeto com uma linguagem mais direta, baseada em repetição, movimento e uma relação quase física entre ritmo e melodia. Um elemento fundamental dessa identidade foi o chamado "motorik beat", um ritmo contínuo, preciso e aparentemente infinito, que se tornaria uma das características mais reconhecíveis da banda. A produção, conduzida por Conny Plank e lançada pelo selo Brain, trouxe um som cru e experimental que, mesmo com recursos limitados, contou com uma forte presença de manipulações de fita, efeitos de estúdio, ruídos ambientes e técnicas de edição pouco convencionais, além das camadas de guitarra e baixo do Michael e da bateria hipnótica do Klaus. O repertório é sensacional, e as canções são bem atmosféricas. No fim, é um baita disco e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Hallogallo, Negativland 
Vale a Pena Ouvir: Weissensee, Lieber Honig

Neu! 2 – Neu!





















NOTA: 8,9/10


No ano seguinte, eles voltaram lançando seu 2º disco, Neu! 2, que tentou ser mais variado. Após o Neu! 1, Michael Rother e Klaus Dinger retornaram ao estúdio com o objetivo de aprofundar sua linguagem musical. Entretanto, o que deveria ser um passo natural adiante acabou sendo condicionado por sérias limitações financeiras. Para contornar isso, decidiram fazer um projeto em que o lado A fosse mais convencional e o lado B mais experimental, com a dupla explorando manipulações de gravação. A produção foi mais variada, baseada na manipulação de fitas e na desconstrução do próprio material gravado. O início segue aquele lado mais tradicional do Krautrock da banda, só que a outra metade apresenta mudanças de velocidade, repetições mecânicas e manipulações físicas das fitas, algo totalmente incomum para 1973. O repertório é bem legal, e as canções são densas e obscuras. No geral, é um ótimo disco que foi muito menosprezado. 

Melhores Faixas: Für Immer (Forever), Lila Engel (Lilac Angel), Neuschnee, Super 16, Super
Vale a Pena Ouvir: Spitzenqualität, Super 78

Neu! '75 – Neu!





















NOTA: 10/10


Dois anos se passaram, e o Neu! lançava o seu 3º álbum, chamado de Neu! '75. Após Neu! 2, a dupla acabou entrando em divergências, já que Klaus Dinger buscava algo mais agressivo, direto e explosivo, explorando aquilo a linha do Proto-Punk. Enquanto isso, Michael Rother estava cada vez mais interessado em atmosferas contemplativas, melodias elegantes e estruturas musicais que enfatizavam a beleza e a fluidez. Assim, eles preferiram meio que juntar essas duas abordagens. A produção, feita junto com Conny Plank, foi bastante elaborada e controlada. As guitarras do Michael recebem um tratamento particularmente cuidadoso, agora com timbres cristalinos e texturas refinadas. Já a bateria do Klaus, com seu ritmo motorik, permanece presente, mas surge em diferentes formas e intensidades. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea, com canções extremamente divertidas. No fim, é um baita disco e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Isi, Hero 
Vale a Pena Ouvir: Seeland, E-Musik

Neu! 4 – Neu!





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2013, ano em que foi lançado o último álbum dO Lord Infamous, o Scarecrow Tha Terrible (Part Two). Após o King of Horrorcore, o rapper decidiu continuar a proposta apresentada naquele álbum de 2011. O personagem Scarecrow continua sendo o centro da narrativa, refletindo um pouco da persona que Infamous construiu ao longo da carreira: um narrador sombrio e quase sobrenatural, que observa o mundo por uma perspectiva marcada pelo crime, pelo horror psicológico e pela sobrevivência nas ruas. A produção ficou mais uma vez a cargo de Mr. Maceo e seguiu essa temática sombria e pesada, com beats inspirados no Horrorcore, graves constantes, baterias impactantes e sintetizadores sombrios. O problema, porém, é a falta de uma maior dinâmica. O repertório é irregular, apresentando algumas canções boas e outras mais fracas. No fim, é um disco mediano e, após isso, Lord Infamous veio a falecer em decorrência de uma parada cardíaca. 

Melhores Faixas: Formaldehyde, 6 Feet Deep, Blocking 
Piores Faixas: Drug Abuse, Bodybag, Blades


                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!             

Analisando Discografias - Kraftwerk: Parte 2

                  

The Mix – Kraftwerk





















NOTA: 8,5/10


Em 1991, eles retornaram com um álbum inteiramente de remixes, intitulado The Mix. Após Electric Café, a banda entrou em um período de relativa ausência de novos lançamentos. Enquanto isso, o mundo da música eletrônica passava por uma transformação radical. O Techno de Detroit, o House de Chicago, o Acid House britânico e inúmeras outras vertentes eletrônicas estavam conquistando relevância internacional. Com isso, a banda decidiu juntar o antigo e modernizá-lo com as novas tecnologias. A produção foi para uma sonoridade mais pesada e dançante. Eles utilizaram sintetizadores digitais e baterias eletrônicas que apresentam uma maior variedade de timbres. Basicamente, aqui você tem uma junção, em sua maioria, do Synth-pop e do Techno, com as programações rítmicas tendo mais impacto físico e os graves apresentando maior presença. O repertório ficou muito bom, e as canções ficaram mais envolventes. No fim, é um ótimo disco e bastante divertido. 

Melhores Faixas: Die Roboter, Radioaktivität, Autobahn, Metall Auf Metall 
Vale a Pena Ouvir: Computer Love, Trans Europa Express

Tour De France Soundtracks – Kraftwerk





















NOTA: 8,7/10


Então chegamos a 2003, quando foi lançado o que é praticamente o último álbum do Kraftwerk, o Tour de France Soundtracks. Após o The Mix, Karl Bartos praticamente saiu da banda. Florian e Ralf queriam manter um quarteto até encontrarem Henning Schmitz, que conseguiu se consolidar, assim como Fritz Hilpert havia feito ao substituir Wolfgang Flür. Esse trabalho também coincidiu com o centenário da competição Tour de France, e vale lembrar que Ralf Hütter é um grande entusiasta pelo ciclismo. A produção é bem limpa, e os sintetizadores apresentam uma definição impressionante. A programação rítmica desempenha um papel fundamental, já que traz aquela sensação de pedaladas, batimentos cardíacos, respiração e movimento contínuo, fazendo o álbum dialogar com um Techno minimalista. O repertório é ótimo, e as canções são bastante imersivas. No fim, é um excelente disco e, após isso, eles seguiram realizando turnês, mesmo com a saída e posterior morte do Florian. 

Melhores Faixas: Tour De France, Tour De France Étape 2, Elektro Kardiogramm, Vitamin, La Forme 
Vale a Pena Ouvir: Aéro Dynamik, Tour De France Étape 3


Review: you seem pretty sad for a girl so in love da Olivia Rodrigo

                      you seem pretty sad for a girl so in love – Olivia Rodrigo NOTA: 1,2/10 Após três anos, Olivia Rodrigo retornou com se...