terça-feira, 11 de agosto de 2026

Analisando Discografias - !!!

                 

!!! – !!!





















NOTA: 8,2/10


Em 2000, a banda !!! (Chk Chk Chk) lançava seu álbum de estreia autointitulado. Formada em 1996, na cidade de Sacramento, na Califórnia, por Nic Offer (vocais), Mario Andreoni e Tyler Pope (guitarras), Justin Van Der Volgen (baixo), Dan Gorman (trompete), Allan Wilson (saxofone) e John Pugh (bateria), a banda surge em um período em que começavam a aparecer na cena Indie bandas que revisitavam aquela energia do Dance-Punk, mas acrescentando novos elementos. A produção foi feita pela banda, que seguiram uma estética crua, mas com um som bem definido. A bateria é a principal condutora de tudo, enquanto as linhas de baixo colocam aquele groove, as guitarras trazem riffs repetitivos e angulares, além dos instrumentos de sopro, que complementam a sonoridade, e dos vocais de Nick, que são bem espontâneos. O repertório é legalzinho, tendo canções divertidas e escrachadas. No fim, é um ótimo disco de estreia, mesmo com suas limitações.

Melhores Faixas: Storm The Legion, Intensify, Hammerhead 
Vale a Pena Ouvir: The Step, There's No Fucking Rules, Dude

Louden Up Now – !!!





















NOTA: 8,5/10


Quatro anos se passaram, e a banda voltou com seu 2º disco, o Louden Up Now. Após o álbum de estreia, o !!! já não parecia simplesmente um grupo de Punk tentando fazer música para dançar. Eles estavam começando a tratar a pista de dança como parte central de sua própria linguagem. Tanto que tinham acabado de assinar com o selo independente Touch and Go Records, além da Warp para o resto do mundo. A produção feita pela própria banda, resultando em um som mais elegante e definido. As linhas de baixo são bem repetitivas, dialogando tanto com o Punk quanto com o Funk, enquanto a bateria é bem sofisticada. As guitarras do Tyler Pope servem mais como textura, com ele colocando mais foco na bateria eletrônica e nos sintetizadores, deixando tudo mais mecânico. Os instrumentos de sopro dão aquela densidade, e os vocais do Nic Offer ficaram mais variados. O repertório é ótimo, e as canções ficaram muito mais envolventes. Enfim, é outro disco bacana e muito divertido. 

Melhores Faixas: Me And Giuliani Down By The School Yard (A True Story), Pardon My Freedom, When The Going Gets Tough, The Tough Get Karazzee, Theme From Space Island
Vale a Pena Ouvir: Dear Can, Shit Scheisse Merde Part 1

Myth Takes – !!!





















NOTA: 8,7/10


Em 2007, o !!! lançava seu 3º álbum de estúdio, o Myth Takes, que seguiu para uma abordagem mais ampla. Após o Louden Up Now, eles decidiram fazer um trabalho que mostrasse um grupo muito mais consciente de como utilizar repetição, baixo, bateria, percussão, guitarras e elementos eletrônicos para criar músicas longas e hipnóticas. Além disso, Dan Gorman acabou saindo da banda, e entrou o baterista Gerhardt Fuchs. A produção foi feita pela banda junto com The Brothers, resultando em uma abordagem mais cinematográfica. As linhas de baixo são extremamente móveis e repetitivas. A bateria ficou bem mais percussiva e orgânica, enquanto as guitarras alternam entre texturas e riffs, e os sintetizadores são bem brilhantes. Além disso, os vocais do Nic Offer estão bem mais agressivos e até energéticos. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas e até cadenciadas. Enfim, é um belo disco e certamente o melhor da banda. 

Melhores Faixas: A New Name, Myth Takes, Must Be The Moon, A New Name, Bend Over Beethoven 
Vale a Pena Ouvir: Yadnus, All My Heroes Are Weirdos

Strange Weather, Isn't It? – !!!





















NOTA: 5/10


Entrando nos anos 2010, a banda voltou lançando um novo disco, o Strange Weather, Isn't It?. Após o Myth Takes, houve a implementação de novos integrantes, como Clarice Jensen (cello), Jason Disu e Nick Roseboro (trompetistas), Caito Sanchez (percussão) e Nadia Sirota (viola). Com isso, o !!! começa a trabalhar com uma abordagem mais econômica, deixando de lado parte do excesso instrumental do disco anterior. A produção foi bem mais espacial e com uma abordagem direta. As linhas de baixo ficaram mais eficientes, a bateria é mais orgânica, indo desde momentos eletrônicos até os mais tradicionais, os teclados são mais discretos e os vocais do Nic atingem aquele caminho do canto falado. Mas, no geral, tem muita coisa que soa repetitiva, faltando algo mais variado. O repertório é irregular, tendo canções boas e outras desanimadas. Enfim, é um disco mediano e ao qual faltou algo a mais. 

Melhores Faixas: Steady As The Sidewalk Cracks, Even Judas Gave Jesus A Kiss, Jamie, My Intentions Are Bass 
Piores Faixas: AM/FM, Hollow, The Hammer

Thr!!!er – !!!





















NOTA: 5/10


No ano de 2013, o !!! lançava seu 5º álbum de estúdio, o Thr!!!er, que tentou ser mais acessível. Após o Strange Weather, Isn't It?, a banda acabou tirando toda aquela barca que tinha entrado anteriormente, e Justin Van Der Volgen e John Pugh acabaram saindo. Entraram no lugar o baterista Paul Quattrone e o baixista Rafael Cohen. Para esse trabalho, eles decidiram ir de cabeça em músicas mais diretas e com estruturas mais fortes. A produção feita pela banda junto com Jim Eno, Jas Shaw e Patrick Ford, resultando em um som muito mais limpo e seguindo uma abordagem mais diversificada. A bateria ficou bem mais precisa, e as linhas de baixo são muito mais melódicas para sustentar aquele groove funkeado. Enquanto, o resto da instrumentação peca muito pela repetição e pela falta de presença, com os vocais do Nic ficando bem dispersos. O repertório é irregular, tendo canções divertidas e outras sem graça. No geral, é um trabalho fraco e bem decepcionante. 

Melhores Faixas: One Girl / One Boy, Californiyeah, Fine Fine Fine 
Piores Faixas: Except Death, Even When The Water's Cold, Careful

As If – !!!





















NOTA: 8,2/10


Em 2015, o !!! voltou lançando um disco novo, o As If, onde decidiu mudar seu som. Após o Thr!!!er, eles decidiram pegar toda a sua temática e fazer algo mais acessível e que funcionasse dentro de um álbum extremamente divertido, colorido e imediato. A banda passa a trabalhar com uma quantidade ainda maior de elementos eletrônicos, vocais adicionais e estruturas que podem ser aproveitadas tanto em uma pista de dança quanto no ao vivo. A produção foi feita por eles junto com Jim Eno e Patrick Ford, resultando em uma abordagem polida e que consegue ser equilibrada. A bateria ficou bem mais eletrônica, contando com batidas precisas, os sintetizadores ficaram mais brilhantes e o baixo tem linhas profundas, enquanto os vocais ficaram mais melódicos, dialogando com o Dance alternativo e com elementos da Disco Music e do Funk. O repertório é ótimo, e as canções são bem envolventes e suaves. No final de tudo, é um disco bem legal e muito subestimado. 

Melhores Faixas: Freedom! '15, Sick Ass Moon, Ooo 
Piores Faixas: All The Way, Funk (I Got This), All U Writers

Shake The Shudder – !!!





















NOTA: 3/10


Se passam então dois anos, para que eles retornassem com um projeto novo, o Shake The Shudder. Após o As If, o !!! quis fazer um trabalho que fosse puxado ainda mais para a música eletrônica. Com isso, decidiram ampliar o papel dos vocalistas convidados e trabalhar com uma variedade maior de estilos. Fora que decidiram abordar temas mais profundos, sem abandonar sua temática. A produção foi feita inteiramente pelo James Ford, que seguiu uma abordagem polida, com um foco maior na Funktronica e com os elementos do Dance-Punk ainda presentes. Os sintetizadores foram usados até demais, às vezes sendo brilhantes e, em outras, completamente agressivos. As baterias continuaram sendo alternadas, o baixo ficou mais sustentável, enquanto os vocais do Nic e as guitarras se tornaram quase discretos, deixando tudo muito sem identidade. O repertório é fraquíssimo, com poucas canções interessantes. No fim, é um álbum ruim e que não deu certo. 

Melhores Faixas: Dancing Is The Best Revenge, NRGQ, R Rated Pictures 
Piores Faixas: Imaginary Interviews, Throttle Service, The One 2, Things Get Hard

Wallop – !!!





















NOTA: 3/10


Mais dois anos se passam, e o !!! volta com um novo trabalho, o Wallop, onde tentaram modernizar seu som. Após o Shake The Shudder, o baterista Paul Quattrone acabou saindo, e entrou Chris Egan. A banda decidiu fazer um álbum que fosse uma grande festa, cheia de mudanças de ambiente, voltando a insistir em músicas mais curtas e diretas, além de explorar novas facetas em seu som. A produção foi feita pela banda junto com Patrick Ford, Cole M.G.N. e Graham Walsh, buscando um som mais variado e diversificado, seguindo a linha do Dance alternativo, mas sem abandonar o Dance-Punk. O baixo continua sendo orientado ao groove e a linhas repetitivas, a bateria tem aquela variação de sempre, as guitarras continuam servindo como texturas e os vocais são extremamente melódicos. Com isso, os mesmos erros se repetiram. O repertório é muito ruim, tendo canções genéricas e poucas interessantes. Enfim, é outro disco fraco e muito forçado. 

Melhores Faixas: Domino, This Is The Door, Serbai Drums 
Piores Faixas: This Is The Dub, Off The Grid, Couldn‘t Have Known, Slow Motion, Rhythm Of The Gravity

Let It Be Blue – !!!





















NOTA: 2/10


No ano de 2022, o !!! lançou seu 9º e mais recente álbum, o horroroso Let It Be Blue. Após o Wallop, eles decidiram fazer um trabalho mais eletrônico e, em vários momentos, mais introspectivo. O próprio álbum já aponta para uma mudança de clima: existe uma sensação de melancolia, reflexão e aceitação que não estava tão evidente com em trabalhos anteriores. Produção feita pela banda junto com James Ford, seguindo aquela abordagem acessível e com um foco maior no Dance alternativo, com elementos até do Nu-Disco e do Electropop. O foco ficou maior nos sintetizadores, aparecendo entre sons brilhantes, atmosféricos e até um pouco psicodélicos. A bateria possui batidas mais contidas. Com isso, os vocais, o baixo e a guitarra se tornaram uma completa textura, deixando, assim, um trabalho bagunçado e que já soa ultrapassado. O repertório é terrível, e as canções são ridículas, com algumas exceções. Em suma, é um álbum pavoroso de uma banda que se perdeu. 

Melhores Faixas: Here's What I Need To Know, It's Grey, It's Grey (It's Grey) 
Piores Faixas: Let It Be Blue, This Is Pop 2, Storm Around The World, Un Puente, Panama Canal

                                                                                            Bom é isso e flw!!!        

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Bob Vylan

                  

We Live Here – Bob Vylan





















NOTA: 8/10


No ano de 2019, o duo Bob Vylan lançava seu álbum de estreia, o We Live Here. Formado em 2017, na cidade de Ipswich, na Inglaterra, pelo guitarrista e vocalista Bobby Vylan (Pascal Robinson-Foster) e pelo baterista Bobbie Vylan (Wade Laurence George), a dupla montou um projeto que junta a atitude confrontadora do Punk à cadência, à linguagem e à construção rítmica do Rap britânico. A produção, feita pela dupla, colocou uma sonoridade pesada e desconfortável. As guitarras pesadas contam com riffs secos e carregados de sujeira, enquanto a programação eletrônica e a bateria aproximam muito o som do Grime, sem largar a abordagem principal, que é o Rap Rock e o Punk Rock. Os vocais do Bobby são carregados de urgência, com flows que são precisos. O repertório é muito bom, e as canções são bem profundas e cheias de críticas políticas e sociais. Enfim, é um ótimo álbum, que mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: Lynch Your Leaders, We Live Here, Northern Line 
Vale a Pena Ouvir: Save Yourself, England Ending
  

The Price Of Life – Bob Vylan





















NOTA: 8,2/10


No ano de 2022, eles voltaram lançando seu 2º álbum de estúdio, o The Price Of Life. Após o We Live Here, eles decidiram pegar a estética que haviam criado e organizá-la em torno de uma ideia central muito mais definida: o dinheiro como elemento que determina praticamente todos os aspectos da vida moderna. Mostrando como a lógica financeira se infiltra em diferentes áreas da existência. Saúde, alimentação, trabalho, entretenimento, polícia, guerra, mídia e relações de poder aparecem ligados pela mesma ideia. A produção foi bem mais pesada e agressiva, as guitarras passaram a ter riffs pesados e distorcidos, enquanto os beats e a bateria carregam uma influência muito evidente do Grime e do Rap britânico. Os vocais do Bobby ficaram ainda mais expressivos, alternando entre momentos gritados, flows agressivos e vocais melódicos. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas e reflexivas. Enfim, é um disco bacana e bastante estruturado. 

Melhores Faixas: Take That, Big Man, GDP, He Sold Guns, Drug War 
Vale a Pena Ouvir: Must Be More, Whatchugonnado, Pretty Songs

Humble As The Sun – Bob Vylan





















NOTA: 8,6/10


Em 2024, a dupla voltou com mais um trabalho novo, o Humble As The Sun, que trouxe um maior equilíbrio. Após o The Price Of Life, construído em torno do custo de viver em uma sociedade organizada pelo dinheiro, o Bob Vylan, para esse álbum, em vez de apenas perguntar por que a sociedade está quebrada, passa a discutir como uma pessoa consegue preservar a própria identidade, autoestima, saúde mental e esperança enquanto vive dentro dessa realidade. A produção, feita por eles com o auxílio do Rex Roulette e Laurie Vincent, continuou naquele som urgente, mas que ficou mais variado. As guitarras possuem aqueles riffs secos, que também complementam a bateria eletrônica e os samples, que, em determinados momentos, possuem um papel mais importante, além dos vocais, que são mais variados. Dialogando, assim, com o Rap Rock e com elementos do Big Beat. O repertório é ótimo, e as canções são bastante profundas. No fim, é um disco bacana e muito coeso. 

Melhores Faixas: Dream Big, Right Here, GYAG (Get Yourself A Gun), Makes Me Violent 
Vale a Pena Ouvir: I'm Still Here, Humble As The Sun, Hunger Games


                                                                                    Então é só e flw!!!    

Analisando Discografias - Slipmami

                  

Malvatrem – Slipmami





















NOTA: 8,5/10


Em 2023, Slipmami lançava seu álbum de estreia, o Malvatrem, que mostrava uma abordagem interessante. Após o Happenings, a rapper carioca começou sua trajetória por volta de 2019, quando lançou singles ao longo desse período e ganhou certo destaque na cena underground do Trap BR. Com isso, ela entrou para o selo Heavy Baile e já começou a preparar esse projeto, que apostava em uma temática extremamente exagerada, sexual, agressiva, debochada e propositalmente absurda. A produção foi diversificada, contando com Leo Justi, LARINHX, Vhulto, entre outros, que colocaram beats pesados, com graves fortes, sintetizadores, baterias programadas, efeitos digitais e estruturas relativamente econômicas, transitando entre Trap, Funk, Cloud Rap e Trap Metal. Os flows dela também são bem variados, indo desde momentos agressivos até os mais melódicos. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. Enfim, é um ótimo trabalho de estreia e bastante variado. 

Melhores Faixas: Oompa Loompa, 8x5, Membros Humanos, Mete Ficha 
Vale a Pena Ouvir: acha que a vida é um morango, Problemas de Confiança, Sou Eu

Até aqui, Slip nos ajudou – Slipmami





















NOTA: 5/10


Aí, no ano seguinte, Slipmami lançou seu 2º e mais recente álbum, o Até aqui, Slip nos ajudou. Após o Malvatrem, a rapper tinha entrado em um relacionamento com MC Cabelinho, que acabou sendo bem passageiro, e também ganhou certa visibilidade ao participar da péssima edição do Poesia Acústica 15. Esse novo projeto seguiu por um caminho mais fragmentado e mais interessado em explorar diferentes atmosferas. A produção contou com os mesmos nomes, além de outros novos, como meLLo e Palma, que seguiram uma sonoridade mais agressiva e pesada, com os beats ficando mais fortes, contando com 808s distorcidos, hi-hats discretos, sintetizadores sombrios e efeitos vocais que dialogam mais com Rage e Drill. O problema é que muita coisa soa previsível, e o flow dela fica muito contido em momentos mais hard. O repertório é irregular: tem canções legais e outras muito genéricas. No fim, é um álbum mediano e carregado de repetições. 

Melhores Faixas: Vai, Slip, Eles São Fracos, E.P.A.M. 
Piores Faixas: Não Gosto, Velotrol, Sacríficios de Sangue

 

domingo, 9 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Kasabian

                 

Kasabian – Kasabian





















NOTA: 9/10


No ano de 2004, o Kasabian lançava seu álbum de estreia autointitulado, trazendo uma abordagem interessante. Formado em 1997, na cidade de Leicester, na Inglaterra, por Tom Meighan (vocais), Sergio Pizzorno (guitarra e vocais), Christopher Karloff (guitarra e teclados) e Chris Edwards (baixo), o grupo, nesse começo, nunca teve um baterista fixo, sempre contando com músicos diferentes. Depois de fazer certo barulho na cena inglesa, eles assinaram com a RCA. A produção, feita por eles junto com Jim Abbiss, trouxe uma sonoridade pesada e, ao mesmo tempo, dançante. As guitarras possuem riffs repetitivos e cheios de camadas. A bateria, mesmo sendo eletrônica, possui certo peso, enquanto o baixo é bem pulsante. Já os vocais do Tom são bastante expressivos, contendo efeitos e ecos, dialogando com o Indie Rock, Dance alternativo e a psicodelia. O repertório é incrível, e as canções são bem divertidas e até sombrias. Enfim, é um belo disco de estreia e muito imersivo. 

Melhores Faixas: Club Foot, Reason Is Treason, Running Battle, L.S.F. (Lost Souls Forever), Cutt Off, Butcher Blues 
Vale a Pena Ouvir: Processed Beats, Test Transmission

Empire – Kasabian





















NOTA: 8/10


Dois anos depois, o Kasabian lançava seu 2º álbum, intitulado Empire, que foi bem mais exótico. Após o álbum de estreia, a banda acabou contratando Ian Matthews para ser o baterista fixo e Christopher Karloff acabou saindo. Com isso, eles decidiram pegar aquela fórmula do seu debut e torná-la mais grandiosa, mais coesa e, principalmente, mais ambiciosa. A produção seguiu por um caminho mais orgânico e extremamente controlado. As guitarras agora possuem uma presença maior, dividindo espaço com sintetizadores, efeitos, programação e diferentes texturas. As linhas de baixo são bem hipnóticas e repetitivas, a bateria consegue soar pesada sem perder a fluidez necessária para os momentos de groove, e os vocais do Tom são muito expressivos e até mais provocadores. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes e melódicas. No fim, é um disco bacana e que é muito subestimado. 

Melhores Faixas: Shoot The Runner, By My Side, Sun Rise Light Flies 
Vale a Pena Ouvir: Stuntman, Empire

West Ryder Pauper Lunatic Asylum – Kasabian





















NOTA: 9,4/10


Em 2009, o Kasabian retorna com seu 3º álbum, o West Ryder Pauper Lunatic Asylum. Após o Empire, esse novo projeto foi concebido como uma espécie de trilha sonora para um filme imaginário, fazendo cada faixa parecer pertencer a cenas diferentes de uma mesma obra. O próprio título vem de um antigo hospital psiquiátrico em Yorkshire, só que o nome serve muito mais como uma imagem para a ideia de loucura, criatividade e a fronteira entre genialidade e insanidade. A produção feita por Dan the Automator junto com Sergio Pizzorno, seguiram uma abordagem mais cinematográfica. Com isso, eles juntaram Indie Rock e psicodelia com elementos do Dance alternativo e do Britpop, deixando as guitarras funcionarem como texturas, enquanto o baixo e a bateria criam um groove que parece mais orgânico. Os vocais tanto do Tom quanto do Sergio são bem confiantes. O repertório é sensacional, e as canções são bem energéticas e cadenciadas. No geral, é um belo disco e o melhor da banda. 

Melhores Faixas: Fire, Underdog, Take Aim, West Ryder Silver Bullet, Vlad The Impaler, Where Did All The Love Go 
Vale a Pena Ouvir: Happiness, Thick As Thieves, Ladies And Gentlemen (Roll The Dice)

Velociraptor! – Kasabian





















NOTA: 8,3/10


Dois anos se passaram, e a banda lançou mais um disco novo, o sombrio Velociraptor!. Após o West Ryder Pauper Lunatic Asylum, em vez de abandonar a experimentação, o Kasabian tornou seu som simultaneamente mais acessível e mais psicodélico. A ideia de um velociraptor funciona como uma imagem de ameaça, velocidade e energia, e o ponto de exclamação deixa tudo ainda mais exagerado. A produção foi relativamente a mesma, só que agora o som ficou mais limpo e refinado. As guitarras ficaram mais variadas, alternando entre riffs secos e momentos que servem como textura. Os sintetizadores também têm uma função muito importante. Eles aparecem tanto para criar atmosferas quanto para estabelecer linhas melódicas. Fora, é claro, os vocais de Tom e Sergio, que se entrelaçam entre momentos agressivos e introspectivos. O repertório é muito bom, e as canções são bem suaves. No fim, é um ótimo disco e que foi mais ousado. 

Melhores Faixas: Goodbye Kiss, Re-Wired, Neon Neon, Days Are Forgotten 
Vale a Pena Ouvir: I Hear Voices, La Fee Verte

48:13 – Kasabian





















NOTA: 4/10


Se passaram então três anos para o Kasabian retornar com um novo disco, o 48:13. Após o Velociraptor!, a banda decidiu olhar para trás e recuperar algumas características mais eletrônicas e minimalistas dos primeiros trabalhos, mas colocando tudo dentro de uma abordagem muito mais moderna e controlada. O resultado é um trabalho mais seco, eletrônico e orientado pelo groove. A produção foi feita apenas pelo guitarrista Sergio Pizzorno, que seguiu por um caminho de som limpo, contando com uma presença constante de sintetizadores, samples, baixos eletrônicos e baterias processadas. As guitarras servem muito mais como texturas, assim como os vocais, que agora tiveram uma maior presença do Sergio. Mas, no geral, isso aqui soa como um trabalho de Dance alternativo extremamente genérico e ao qual faltou algo mais imersivo. O repertório é fraquíssimo, com canções chatinhas e poucas interessantes. Enfim, é um álbum ruim e que não funcionou. 

Melhores Faixas: Stevie, Doomsday, Bow, Treat 
Piores Faixas: Explodes, S. p. s., Eez-eh, Bumblebeee, Glass

For Crying Out Loud (2017) – Kasabian





















NOTA: 5/10


Em 2017, a banda tentou voltar a ser como era antes com seu novo álbum, o For Crying Out Loud. Após o 48:13, eles decidiram procurar recuperar uma ideia mais imediata de uma banda de Rock, sem abandonar completamente a eletrônica que sempre fez parte da identidade do Kasabian. Sergio Pizzorno estabeleceu uma espécie de desafio para si mesmo: escrever o álbum em apenas seis semanas, adotando uma abordagem mais direta e evitando excessos e experimentações. A produção seguiu por um caminho mais orgânico, só que mantendo aquele som limpo. As guitarras voltam a estar no centro, contendo riffs hipnóticos, enquanto os vocais servem muito mais como textura. O maior problema é que o ritmo é muito bagunçado, principalmente quando a bateria eletrônica e a bateria do Ian Matthews estão juntas, deixando tudo muito sem coesão. O repertório é mediano: tem canções legais e outras sem graça. No final de tudo, é um álbum irregular e muito inchado. 

Melhores Faixas: Wasted, You're In Love With A Psycho, Are You Looking For Action?, The Party Never Ends 
Piores Faixas: Good Fight, Ill Ray (The King), Bless This Acid House, All Through The Night

The Alchemist’s Euphoria – Kasabian





















NOTA: 3/10


Indo para 2022, o Kasabian volta reformulado com seu 7º álbum, o The Alchemist’s Euphoria. Após o For Crying Out Loud, Tom Meighan acabou sendo demitido da banda devido a acusações de agressão física contra sua noiva. Com isso, Sergio Pizzorno assumiu como vocalista principal e preparou um projeto que fosse muito mais eletrônico, psicodélico, espacial e introspectivo. A produção feita junto com Fraser T. Smith, seguiu um som moderno e cinematográfico. Os sintetizadores são responsáveis por construir ambientes, criar ritmos, substituir guitarras em determinadas músicas e até determinar a estrutura de cada faixa. Com isso, há uma presença de bateria eletrônica, e o vocal do Sergio conta com bastante uso de processamento, mas isso soa extremamente impreciso e malfeito. O repertório é muito ruim, tendo canções medíocres e poucas realmente interessantes. Enfim, é um álbum péssimo e que mostrou que eles estavam desesperados. 

Melhores Faixas: CHEMICALS, STARGAZR, THE WALL 
Piores Faixas: SCRIPTVRE, ALYGATOR, STRICTLY OLD SKOOL, ROCKET FUEL

Happenings – Kasabian





















NOTA: 2,5/10


Então chegamos a 2024, quando foi lançado o 8º e último álbum da banda até então, o Happenings. Após o The Alchemist’s Euphoria, o Kasabian optou por fazer um trabalho extremamente Pop, já que passou a apresentar composições mais curtas, refrões maiores e estruturas muito mais imediatas. Com isso, esse álbum seria bem mais alegre e divertido. A produção foi feita, como sempre, por Sergio junto com Mark Ralph, que seguiram por uma sonoridade limpa e mais voltada para as pistas de dança, ainda juntando Indie Rock, Dance alternativo e New Rave. A bateria tem foco em programações e batidas eletrônicas, os sintetizadores são constantes e as guitarras são discretas, além dos vocais do Sergio estarem no centro. Mas tudo aqui é extremamente pasteurizado e feito para agradar ao algoritmo. O repertório é terrível, tendo canções ridículas e poucas que são boas. Em suma, é um disco horroroso e que é uma mancha podre para eles. 

Melhores Faixas: Coming Back To Me Good, Darkest Lullaby 
Piores Faixas: Hell Of It, Algorithms, Bird In A Cage, Italian Horror


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                      

Analisando Discografias - !!!

                  !!! – !!! NOTA: 8,2/10 Em 2000, a banda !!! (Chk Chk Chk) lançava seu álbum de estreia autointitulado. Formada em 1996, na...