segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Bob Vylan

                  

We Live Here – Bob Vylan





















NOTA: 8/10


No ano de 2019, o duo Bob Vylan lançava seu álbum de estreia, o We Live Here. Formado em 2017, na cidade de Ipswich, na Inglaterra, pelo guitarrista e vocalista Bobby Vylan (Pascal Robinson-Foster) e pelo baterista Bobbie Vylan (Wade Laurence George), a dupla montou um projeto que junta a atitude confrontadora do Punk à cadência, à linguagem e à construção rítmica do Rap britânico. A produção, feita pela dupla, colocou uma sonoridade pesada e desconfortável. As guitarras pesadas contam com riffs secos e carregados de sujeira, enquanto a programação eletrônica e a bateria aproximam muito o som do Grime, sem largar a abordagem principal, que é o Rap Rock e o Punk Rock. Os vocais do Bobby são carregados de urgência, com flows que são precisos. O repertório é muito bom, e as canções são bem profundas e cheias de críticas políticas e sociais. Enfim, é um ótimo álbum, que mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: Lynch Your Leaders, We Live Here, Northern Line 
Vale a Pena Ouvir: Save Yourself, England Ending
  

The Price Of Life – Bob Vylan





















NOTA: 8,2/10


No ano de 2022, eles voltaram lançando seu 2º álbum de estúdio, o The Price Of Life. Após o We Live Here, eles decidiram pegar a estética que haviam criado e organizá-la em torno de uma ideia central muito mais definida: o dinheiro como elemento que determina praticamente todos os aspectos da vida moderna. Mostrando como a lógica financeira se infiltra em diferentes áreas da existência. Saúde, alimentação, trabalho, entretenimento, polícia, guerra, mídia e relações de poder aparecem ligados pela mesma ideia. A produção foi bem mais pesada e agressiva, as guitarras passaram a ter riffs pesados e distorcidos, enquanto os beats e a bateria carregam uma influência muito evidente do Grime e do Rap britânico. Os vocais do Bobby ficaram ainda mais expressivos, alternando entre momentos gritados, flows agressivos e vocais melódicos. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas e reflexivas. Enfim, é um disco bacana e bastante estruturado. 

Melhores Faixas: Take That, Big Man, GDP, He Sold Guns, Drug War 
Vale a Pena Ouvir: Must Be More, Whatchugonnado, Pretty Songs

Humble As The Sun – Bob Vylan





















NOTA: 8,6/10


Em 2024, a dupla voltou com mais um trabalho novo, o Humble As The Sun, que trouxe um maior equilíbrio. Após o The Price Of Life, construído em torno do custo de viver em uma sociedade organizada pelo dinheiro, o Bob Vylan, para esse álbum, em vez de apenas perguntar por que a sociedade está quebrada, passa a discutir como uma pessoa consegue preservar a própria identidade, autoestima, saúde mental e esperança enquanto vive dentro dessa realidade. A produção, feita por eles com o auxílio do Rex Roulette e Laurie Vincent, continuou naquele som urgente, mas que ficou mais variado. As guitarras possuem aqueles riffs secos, que também complementam a bateria eletrônica e os samples, que, em determinados momentos, possuem um papel mais importante, além dos vocais, que são mais variados. Dialogando, assim, com o Rap Rock e com elementos do Big Beat. O repertório é ótimo, e as canções são bastante profundas. No fim, é um disco bacana e muito coeso. 

Melhores Faixas: Dream Big, Right Here, GYAG (Get Yourself A Gun), Makes Me Violent 
Vale a Pena Ouvir: I'm Still Here, Humble As The Sun, Hunger Games


                                                                                    Então é só e flw!!!    

Analisando Discografias - Slipmami

                  

Malvatrem – Slipmami





















NOTA: 8,5/10


Em 2023, Slipmami lançava seu álbum de estreia, o Malvatrem, que mostrava uma abordagem interessante. Após o Happenings, a rapper carioca começou sua trajetória por volta de 2019, quando lançou singles ao longo desse período e ganhou certo destaque na cena underground do Trap BR. Com isso, ela entrou para o selo Heavy Baile e já começou a preparar esse projeto, que apostava em uma temática extremamente exagerada, sexual, agressiva, debochada e propositalmente absurda. A produção foi diversificada, contando com Leo Justi, LARINHX, Vhulto, entre outros, que colocaram beats pesados, com graves fortes, sintetizadores, baterias programadas, efeitos digitais e estruturas relativamente econômicas, transitando entre Trap, Funk, Cloud Rap e Trap Metal. Os flows dela também são bem variados, indo desde momentos agressivos até os mais melódicos. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. Enfim, é um ótimo trabalho de estreia e bastante variado. 

Melhores Faixas: Oompa Loompa, 8x5, Membros Humanos, Mete Ficha 
Vale a Pena Ouvir: acha que a vida é um morango, Problemas de Confiança, Sou Eu

Até aqui, Slip nos ajudou – Slipmami





















NOTA: 5/10


Aí, no ano seguinte, Slipmami lançou seu 2º e mais recente álbum, o Até aqui, Slip nos ajudou. Após o Malvatrem, a rapper tinha entrado em um relacionamento com MC Cabelinho, que acabou sendo bem passageiro, e também ganhou certa visibilidade ao participar da péssima edição do Poesia Acústica 15. Esse novo projeto seguiu por um caminho mais fragmentado e mais interessado em explorar diferentes atmosferas. A produção contou com os mesmos nomes, além de outros novos, como meLLo e Palma, que seguiram uma sonoridade mais agressiva e pesada, com os beats ficando mais fortes, contando com 808s distorcidos, hi-hats discretos, sintetizadores sombrios e efeitos vocais que dialogam mais com Rage e Drill. O problema é que muita coisa soa previsível, e o flow dela fica muito contido em momentos mais hard. O repertório é irregular: tem canções legais e outras muito genéricas. No fim, é um álbum mediano e carregado de repetições. 

Melhores Faixas: Vai, Slip, Eles São Fracos, E.P.A.M. 
Piores Faixas: Não Gosto, Velotrol, Sacríficios de Sangue

 

domingo, 9 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Kasabian

                 

Kasabian – Kasabian





















NOTA: 9/10


No ano de 2004, o Kasabian lançava seu álbum de estreia autointitulado, trazendo uma abordagem interessante. Formado em 1997, na cidade de Leicester, na Inglaterra, por Tom Meighan (vocais), Sergio Pizzorno (guitarra e vocais), Christopher Karloff (guitarra e teclados) e Chris Edwards (baixo), o grupo, nesse começo, nunca teve um baterista fixo, sempre contando com músicos diferentes. Depois de fazer certo barulho na cena inglesa, eles assinaram com a RCA. A produção, feita por eles junto com Jim Abbiss, trouxe uma sonoridade pesada e, ao mesmo tempo, dançante. As guitarras possuem riffs repetitivos e cheios de camadas. A bateria, mesmo sendo eletrônica, possui certo peso, enquanto o baixo é bem pulsante. Já os vocais do Tom são bastante expressivos, contendo efeitos e ecos, dialogando com o Indie Rock, Dance alternativo e a psicodelia. O repertório é incrível, e as canções são bem divertidas e até sombrias. Enfim, é um belo disco de estreia e muito imersivo. 

Melhores Faixas: Club Foot, Reason Is Treason, Running Battle, L.S.F. (Lost Souls Forever), Cutt Off, Butcher Blues 
Vale a Pena Ouvir: Processed Beats, Test Transmission

Empire – Kasabian





















NOTA: 8/10


Dois anos depois, o Kasabian lançava seu 2º álbum, intitulado Empire, que foi bem mais exótico. Após o álbum de estreia, a banda acabou contratando Ian Matthews para ser o baterista fixo e Christopher Karloff acabou saindo. Com isso, eles decidiram pegar aquela fórmula do seu debut e torná-la mais grandiosa, mais coesa e, principalmente, mais ambiciosa. A produção seguiu por um caminho mais orgânico e extremamente controlado. As guitarras agora possuem uma presença maior, dividindo espaço com sintetizadores, efeitos, programação e diferentes texturas. As linhas de baixo são bem hipnóticas e repetitivas, a bateria consegue soar pesada sem perder a fluidez necessária para os momentos de groove, e os vocais do Tom são muito expressivos e até mais provocadores. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes e melódicas. No fim, é um disco bacana e que é muito subestimado. 

Melhores Faixas: Shoot The Runner, By My Side, Sun Rise Light Flies 
Vale a Pena Ouvir: Stuntman, Empire

West Ryder Pauper Lunatic Asylum – Kasabian





















NOTA: 9,4/10


Em 2009, o Kasabian retorna com seu 3º álbum, o West Ryder Pauper Lunatic Asylum. Após o Empire, esse novo projeto foi concebido como uma espécie de trilha sonora para um filme imaginário, fazendo cada faixa parecer pertencer a cenas diferentes de uma mesma obra. O próprio título vem de um antigo hospital psiquiátrico em Yorkshire, só que o nome serve muito mais como uma imagem para a ideia de loucura, criatividade e a fronteira entre genialidade e insanidade. A produção feita por Dan the Automator junto com Sergio Pizzorno, seguiram uma abordagem mais cinematográfica. Com isso, eles juntaram Indie Rock e psicodelia com elementos do Dance alternativo e do Britpop, deixando as guitarras funcionarem como texturas, enquanto o baixo e a bateria criam um groove que parece mais orgânico. Os vocais tanto do Tom quanto do Sergio são bem confiantes. O repertório é sensacional, e as canções são bem energéticas e cadenciadas. No geral, é um belo disco e o melhor da banda. 

Melhores Faixas: Fire, Underdog, Take Aim, West Ryder Silver Bullet, Vlad The Impaler, Where Did All The Love Go 
Vale a Pena Ouvir: Happiness, Thick As Thieves, Ladies And Gentlemen (Roll The Dice)

Velociraptor! – Kasabian





















NOTA: 8,3/10


Dois anos se passaram, e a banda lançou mais um disco novo, o sombrio Velociraptor!. Após o West Ryder Pauper Lunatic Asylum, em vez de abandonar a experimentação, o Kasabian tornou seu som simultaneamente mais acessível e mais psicodélico. A ideia de um velociraptor funciona como uma imagem de ameaça, velocidade e energia, e o ponto de exclamação deixa tudo ainda mais exagerado. A produção foi relativamente a mesma, só que agora o som ficou mais limpo e refinado. As guitarras ficaram mais variadas, alternando entre riffs secos e momentos que servem como textura. Os sintetizadores também têm uma função muito importante. Eles aparecem tanto para criar atmosferas quanto para estabelecer linhas melódicas. Fora, é claro, os vocais de Tom e Sergio, que se entrelaçam entre momentos agressivos e introspectivos. O repertório é muito bom, e as canções são bem suaves. No fim, é um ótimo disco e que foi mais ousado. 

Melhores Faixas: Goodbye Kiss, Re-Wired, Neon Neon, Days Are Forgotten 
Vale a Pena Ouvir: I Hear Voices, La Fee Verte

48:13 – Kasabian





















NOTA: 4/10


Se passaram então três anos para o Kasabian retornar com um novo disco, o 48:13. Após o Velociraptor!, a banda decidiu olhar para trás e recuperar algumas características mais eletrônicas e minimalistas dos primeiros trabalhos, mas colocando tudo dentro de uma abordagem muito mais moderna e controlada. O resultado é um trabalho mais seco, eletrônico e orientado pelo groove. A produção foi feita apenas pelo guitarrista Sergio Pizzorno, que seguiu por um caminho de som limpo, contando com uma presença constante de sintetizadores, samples, baixos eletrônicos e baterias processadas. As guitarras servem muito mais como texturas, assim como os vocais, que agora tiveram uma maior presença do Sergio. Mas, no geral, isso aqui soa como um trabalho de Dance alternativo extremamente genérico e ao qual faltou algo mais imersivo. O repertório é fraquíssimo, com canções chatinhas e poucas interessantes. Enfim, é um álbum ruim e que não funcionou. 

Melhores Faixas: Stevie, Doomsday, Bow, Treat 
Piores Faixas: Explodes, S. p. s., Eez-eh, Bumblebeee, Glass

For Crying Out Loud (2017) – Kasabian





















NOTA: 5/10


Em 2017, a banda tentou voltar a ser como era antes com seu novo álbum, o For Crying Out Loud. Após o 48:13, eles decidiram procurar recuperar uma ideia mais imediata de uma banda de Rock, sem abandonar completamente a eletrônica que sempre fez parte da identidade do Kasabian. Sergio Pizzorno estabeleceu uma espécie de desafio para si mesmo: escrever o álbum em apenas seis semanas, adotando uma abordagem mais direta e evitando excessos e experimentações. A produção seguiu por um caminho mais orgânico, só que mantendo aquele som limpo. As guitarras voltam a estar no centro, contendo riffs hipnóticos, enquanto os vocais servem muito mais como textura. O maior problema é que o ritmo é muito bagunçado, principalmente quando a bateria eletrônica e a bateria do Ian Matthews estão juntas, deixando tudo muito sem coesão. O repertório é mediano: tem canções legais e outras sem graça. No final de tudo, é um álbum irregular e muito inchado. 

Melhores Faixas: Wasted, You're In Love With A Psycho, Are You Looking For Action?, The Party Never Ends 
Piores Faixas: Good Fight, Ill Ray (The King), Bless This Acid House, All Through The Night

The Alchemist’s Euphoria – Kasabian





















NOTA: 3/10


Indo para 2022, o Kasabian volta reformulado com seu 7º álbum, o The Alchemist’s Euphoria. Após o For Crying Out Loud, Tom Meighan acabou sendo demitido da banda devido a acusações de agressão física contra sua noiva. Com isso, Sergio Pizzorno assumiu como vocalista principal e preparou um projeto que fosse muito mais eletrônico, psicodélico, espacial e introspectivo. A produção feita junto com Fraser T. Smith, seguiu um som moderno e cinematográfico. Os sintetizadores são responsáveis por construir ambientes, criar ritmos, substituir guitarras em determinadas músicas e até determinar a estrutura de cada faixa. Com isso, há uma presença de bateria eletrônica, e o vocal do Sergio conta com bastante uso de processamento, mas isso soa extremamente impreciso e malfeito. O repertório é muito ruim, tendo canções medíocres e poucas realmente interessantes. Enfim, é um álbum péssimo e que mostrou que eles estavam desesperados. 

Melhores Faixas: CHEMICALS, STARGAZR, THE WALL 
Piores Faixas: SCRIPTVRE, ALYGATOR, STRICTLY OLD SKOOL, ROCKET FUEL

Happenings – Kasabian





















NOTA: 2,5/10


Então chegamos a 2024, quando foi lançado o 8º e último álbum da banda até então, o Happenings. Após o The Alchemist’s Euphoria, o Kasabian optou por fazer um trabalho extremamente Pop, já que passou a apresentar composições mais curtas, refrões maiores e estruturas muito mais imediatas. Com isso, esse álbum seria bem mais alegre e divertido. A produção foi feita, como sempre, por Sergio junto com Mark Ralph, que seguiram por uma sonoridade limpa e mais voltada para as pistas de dança, ainda juntando Indie Rock, Dance alternativo e New Rave. A bateria tem foco em programações e batidas eletrônicas, os sintetizadores são constantes e as guitarras são discretas, além dos vocais do Sergio estarem no centro. Mas tudo aqui é extremamente pasteurizado e feito para agradar ao algoritmo. O repertório é terrível, tendo canções ridículas e poucas que são boas. Em suma, é um disco horroroso e que é uma mancha podre para eles. 

Melhores Faixas: Coming Back To Me Good, Darkest Lullaby 
Piores Faixas: Hell Of It, Algorithms, Bird In A Cage, Italian Horror


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                      

sábado, 8 de agosto de 2026

Review: Celestial do Papangu

                   

Celestial – Papangu





















NOTA: 9,8/10


Recentemente, o Papangu retornou com seu 3º álbum de estúdio, o maravilhoso Celestial. Após o Lampião Rei, a banda, depois de fazer uma turnê europeia, decidiu fazer esse projeto de forma analógica, lá em Berlim, criando um álbum conceitual que aborda temas como superstição, proteção espiritual, mau-olhado, destino, humanidade e autoafirmação. A produção feita por Richard Behrens junto com a banda, que seguiram um som quente e extremamente variado. A bateria é muito presente, as linhas de baixo são bem construídas, as guitarras possuem camadas e texturas que deixam o som bem denso, e os teclados do Rodolfo Salgueiro são muito bem utilizados, desde o órgão Hammond, o Minimoog e o Fender Rhodes, entre outros instrumentos. Além de ter vocais ásperos, juntando assim Prog Rock e Jazz-Rock com ritmos nordestinos. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem imersivas e técnicas. No fim, é um baita disco e certamente um dos melhores do ano. 

Melhores Faixas: Calado (de Olho), Colosso, Celeste, Afirmação, Taxidermia 
Vale a Pena Ouvir: Bode Expiatório, Iamanakaru
 

                                                                                        É isso, então flw!!!          

Analisando Discografias - Poison

                 

Look What The Cat Dragged In – Poison





















NOTA: 1/10


Em 1986, o Poison lançava seu álbum de estreia, o Look What the Cat Dragged In (OH, CAPA HORROROSA!). Formado em 1983, lá em Mechanicsburg, na Pensilvânia, pelo vocalista Bret Michaels, pelo baixista Bobby Dall e pelo baterista Rikki Rockett, e após vários guitarristas, entrou CC DeVille, já no período em que eles haviam se adentrado naquela cena de Sunset Strip, em Los Angeles. Com eles se tornando mais uma daquelas bandas que surgiram no Metal farofa, onde assinaram com a Enigma Records. A produção feita por Ric Browde, que colocou até que um som pesado e cru, com eles fazendo aquele Glam Metal com pequenos elementos do Power Pop. As guitarras do CC possuem muitos riffs, a bateria tem um certo peso e o baixo serve mais como sustentação para os vocais do Bret, fazendo assim um trabalho bem monótono e previsível. O repertório é terrível, e as canções são ridículas e insuportáveis. Enfim, é um álbum horroroso e que envelheceu mal. 

Melhores Faixas: (.............) 
Piores Faixas: Cry Tough, # 1 Bad Boy, Play Dirty, I Want Action, Talk Dirty To Me

Open Up And Say ...Ahh! – Poison





















NOTA: 1/10


Dois anos se passaram, e foi lançado o 2º álbum do Poison, o Open Up and Say... Ahh!. Após o Look What the Cat Dragged In, a banda sabia que precisava fazer um disco que mostrasse que não seria apenas mais uma sensação passageira da cena de Los Angeles. Com esse trabalho, decidiram abordar temas como festas, desejo, ambição, relacionamentos e a própria vida de uma banda de Rock. A produção feita agora por Tom Werman, colocou uma sonoridade muito mais limpa, poderosa e feita para tocar nas rádios. As guitarras ficaram mais impactantes, contando com uma maior variação de riffs e solos; o baixo ficou bem mais presente, sustentando tudo, assim como a bateria, e os vocais do Bret Michaels continuam melódicos, só que mais seguros. Só que, de novo, tudo soa previsível, fazendo aquele Glam Metal genérico. O repertório é péssimo, e as canções continuam beirando o ridículo. Enfim, assim como o anterior, é um álbum horroroso. 

Melhores Faixas: (..................) 
Piores Faixas: Good Love, Your Mama Don't Dance, Fallen Angel, Love On The Rocks, Every Rose Has Its Thorn

Flesh & Blood – Poison





















NOTA: 1,2/10


Entrando nos anos 90, o Poison lançava mais um álbum novo, o ambicioso Flesh & Blood. Após o Open Up and Say... Ahh!, a banda tinha se tornado um dos principais nomes do Hard Rock farofa e, para esse projeto, decidiu partir para uma atmosfera mais madura. Ainda existem músicas de festa e de atitude, mas temas como passagem do tempo, dificuldades pessoais, perdas, espiritualidade e frustração passaram a ter mais evidência. Produção foi conduzida por Bruce Fairbairn e Mike Fraser, deixando aquele som limpo, só que com uma abordagem mais grandiosa. As guitarras passaram a ter mais riffs tradicionais do Hard Rock, o baixo continuou discreto, a bateria tem mais impacto e os vocais do Bret têm bem mais variação, mas, mesmo colocando elementos do Blues Rock, o álbum continua sendo um trabalho de Glam Metal bem inchado. O repertório é horrível, e as canções são medíocres e genéricas. No geral, é um álbum terrível e sem qualquer imersão. 

Melhores Faixas: (..........) 
Piores Faixas: Don't Give Up An Inch, Valley Of Lost Souls, Life Goes On, Life Loves A Tragedy, Unskinny Bop

Native Tongue – Poison





















NOTA: 1/10


Três anos se passaram, e foi lançado um novo álbum do Poison, o Native Tongue. Após o Flesh & Blood, o cenário musical tinha mudado: o Hard Rock farofa tinha sido chutado pelo Grunge e Rock alternativo, e a banda tinha passado a ser ridicularizada. Para piorar, o guitarrista C.C. DeVille tinha saído da banda por conflitos com Bret Michaels; no seu lugar, entrou Richie Kotzen. E, para esse trabalho, eles decidiram fazer um som mais pesado e que dialogasse com o Hard Rock antigo. A produção feita por Richie Zito, que colocou um som orgânico, mas mantendo uma certa clareza, além de inserir elementos do Blues Rock e do Southern Rock. As guitarras ficaram bem mais encorpadas, com um timbre quente. A cozinha rítmica tentou ficar mais dinâmica, e os vocais do Bret têm mais expressão, mas tudo soa deslocado, com eles completamente perdidos. O repertório é terrível, e as canções são medíocres. No geral, é um álbum péssimo e que não funcionou. 

Melhores Faixas: (.........oh coisa complicada..........) 
Piores Faixas: Ain't That The Truth, Stand, Ride Child Ride, Theatre Of The Soul, Stay Alive, The Scream

Crack A Smile... And More! – Poison





















NOTA: 1/10


Foi apenas em 2000 que o Poison retornou com seu 5º álbum, o Crack a Smile... and More!. Após o fracasso do Native Tongue, o guitarrista Richie Kotzen durou pouco, com ele sendo demitido por ter se relacionado com a noiva do baterista Rikki Rockett. Em seu lugar, entrou Blues Saraceno. Então, a banda gravou esse projeto entre 1994 e 1995, enfrentando problemas como o acidente que Bret Michaels sofreu com sua Ferrari e as limitações impostas pela gravadora Capitol a esse projeto. A produção feita por John Purdell e Duane Baron, que colocaram um som mais pesado e orgânico, com eles voltando a fazer aquele Hard Rock farofa pelo qual ficaram conhecidos. Ou seja, temos guitarras expressivas, a cozinha rítmica sustentando tudo e os vocais do Bret no centro, fazendo um trabalho extremamente mais do mesmo. O repertório é horrível, e as canções são absurdamente fracas e genéricas. Enfim, é um álbum terrível, que não tem nada demais. 

Melhores Faixas: (.................) 
Piores Faixas: Cover Of The Rolling Stone, Tragically Unhip, Shut Up, Make Love, Best Thing You Ever Had, Be The One, Sexual Thing

Hollyweird – Poison





















NOTA: 1/10


Em 2002, o Poison lançava um novo álbum, o Hollyweird, no qual tentaram fazer algo mais direto. Após o Crack a Smile... and More!, a banda saiu das garras da Capitol Records e, com isso, Bret Michaels e sua trupe, agora com o retorno do C.C. DeVille, optaram por fazer um álbum que relembrasse um pouco de suas origens, ou seja, voltando a abordar temas como sexo, festas e fama. A produção ficou por conta de Thom Panunzio, que colocou um som pesado, só que com traços de modernidade; ou seja, há uma junção do Hard Rock farofa com Power Pop. As guitarras possuem riffs sujos, a bateria ficou bem mais comprimida, o baixo é bastante discreto e os vocais do Bret até que conseguem ser bem variados, mas é aquilo: tudo soa completamente superficial e repetitivo. O repertório é péssimo, e as canções são bastante genéricas e sem graça. No fim, é um álbum ridículo de uma banda que tinha se tornado cover de si mesma. 

Melhores Faixas: (.......................) 
Piores Faixas: Stupid, Stoned And Dumb, Hollyweird, Devil Woman, Squeeze Box, Wishful Thinkin'

Poison'd! – Poison





















NOTA: 1/10


Em 2025, o Henrique & Juliano lançam seu mais recente álbum ao vivo, o Manifesto Musical 2. Após o Manifesto Musical 1, a dupla chegou a lançar um álbum ao vivo gravado na Times Square, que foi To Be, que foi um trabalho ao vivo tradicional. E, para essa continuação, eles decidiram fazer algo ainda mais extenso, beirando as 28 faixas, e tudo isso sendo gravado na Fazenda Terra Prometida, lar da dupla. A produção foi, como sempre, feita por Eduardo Pepato, que colocou aquele som limpo e extremamente sofisticado, contando com violões que ficaram mais centrais e sustentados por linhas de baixo definidas, baterias e guitarras comprimidas. Aqui, percebe-se que os vocais da dupla ficaram bem contidos, mas ainda continua tendo aquela gritaria desproporcional, além de algumas desafinações. O repertório é péssimo, e as canções são extremamente vazias e tenebrosas. Em suma, é outro álbum horrível de uma dupla que só faz mais do mesmo. 

Melhores Faixas: (....................................................) 
Piores Faixas: Meia Metade, Logo Logo, Vizinho Chato, Novo Eu, Romântico, Amigo Da Minha Saudade, Vítima Da Vez, Saudade De Quem Eu Sou, Seja Ex, Última Saudade


Analisando Discografias - Bob Vylan

                   We Live Here – Bob Vylan NOTA: 8/10 No ano de 2019, o duo Bob Vylan lançava seu álbum de estreia, o We Live Here. Formado...