terça-feira, 19 de maio de 2026

Analisando Discografias - The Colourist

                  

The Colourist – The Colourist





















NOTA: 8/10


No ano de 2014, o The Colourist lançava seu álbum de estreia autointitulado, com uma proposta interessante. Formado em 2009, em Orange County, na Califórnia, por Adam Castilla (vocais e guitarra), Maya Aoki Tuttle (bateria e vocais), Kollin Johannsen (baixo) e Justin Wagner (teclados), o grupo começou, em seus primeiros anos, a construir seu nome no cenário underground, até que, em 2012, foi contratado pela Republic Records, subsidiária da Universal. A produção, conduzida por Carlos De La Garza, foi bastante polida e cuidadosamente encaixada para soar leve e imediata. O disco inteiro trabalha com texturas brilhantes, guitarras limpas, sintetizadores discretos e baterias muito secas e definidas, encaixando assim Indie Pop com Power Pop, com os vocais energéticos do Castilla e os emocionais do Maya se entrelaçam muito bem. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas. No final de tudo, é um ótimo álbum de estreia e muito preciso. 

Melhores Faixas: Little Games, Oh Goodbye 
Vale a Pena Ouvir: Fix This, Stray Away, What Can I Say

Will You Wait for Me – The Colourist





















NOTA: 2/10


E aí, no ano de 2015, The Colourist lançou um EP com material inédito, o Will You Wait for Me. Após o álbum de estreia, a banda acabou se separando da Republic Records e voltou a trabalhar de forma independente, e esse trabalho serviria mais como uma transição entre a leveza extremamente juvenil a uma abordagem um pouco mais emocional. A produção, feita pelo vocalista Adam Castilla junto com Carlos De La Garza e Lars Stalfors, foi menos explosiva e mais atmosférica. As guitarras continuam presentes, porém frequentemente aparecem mais texturizadas e suaves. Os sintetizadores acabam tendo mais presença, sendo bem etéreos, e a cozinha rítmica seguiu aquelas linhas sólidas, com eles acrescentando elementos do Synth-pop. O problema é que tudo soa bastante reciclado. O repertório contém 4 faixas bem fraquinhas, com apenas uma interessante. Enfim, é um trabalho fraco e, após isso, a banda se separou, mas voltou em 2021 sem lançar nada até então. 

Melhores Faixa: Time Waster 
Piores Faixas: Set It Right, Romancing, When I'm Away
  

                                                                                  É isso, um abraço e flw!!!                      

Analisando Discografias - The Chain Gang Of 1974

                 

White Guts – The Chain Gang Of 1974





















NOTA: 3,5/10


No ano de 2010, foi lançado o 1º álbum do The Chain Gang Of 1974, o White Guts. O grande nome por trás desse projeto é Kamtin Mohager, vindo de San Jose, na Califórnia. Ele começou sua trajetória por volta de 2007, quando tocou em algumas bandas como baixista, até que, no início dos anos 2010, começou a lançar projetos sob esse nome artístico, trazendo uma abordagem que juntava sintetizadores amplos, vocais melancólicos e uma mistura de romantismo com desgaste psicológico. A produção foi feita por Christophe Eagleton, que colocou espaços amplos, reverbs longos e texturas eletrônicas brilhantes, criando uma sensação de imersão emocional muito forte. Existe uma influência evidente do Synth-pop e da New Wave, além de incorporar elementos da Indietronica, mesmo que isso nem sempre funcione bem, faltando um melhor encaixe entre as ideias. O repertório é ruim, tendo canções boas e outras medíocres. No fim, é um álbum de estreia fraco e impreciso. 

Melhores Faixas: Devil Is A Lady, Matter Of Time, F'n Head 
Piores Faixas: Don't Walk Away, Stop!, Dancekisslovemove, Funk Giants

Wayward Fire – The Chain Gang Of 1974





















NOTA: 3/10


No ano seguinte, o The Chain Gang retorna com seu 2º disco, intitulado Wayward Fire. Após o White Guts, para esse trabalho ele quis fazer algo mais consciente da atmosfera que queria construir. É um álbum que abraça plenamente a ideia de música noturna, tentando transmitir a impressão de alguém buscando intensidade emocional em um ambiente artificial e excessivamente urbano. A produção, feita pelo próprio cantor junto de Isom Innis, foi bem mais focada na atmosfera, com os sintetizadores criando camadas hipnóticas imersivas. E os vocais do Kamtin Mohager soam mais cansados e com uma interpretação bem emocional, mas ainda assim os mesmos erros de antes se repetem, com essa junção de Indietronica e Synth-pop não se encaixando bem. O repertório é muito ruim, tendo canções interessantes e outras fracas, além de regravações desnecessárias. No fim, é um álbum péssimo e mostrava que já estava na hora de mudar. 

Melhores Faixas: Heartbreakin' Scream, Matter Of Time, Teenagers 
Piores Faixas: Tell Me, Stop, Don't Walk Away, Undercover

Daydrem Forever – The Chain Gang Of 1974





















NOTA: 8/10


Indo para 2014, o The Chain Gang Of 1974 retorna lançando um novo disco, o Daydream Forever. Após o Wayward Fire, Kamtin Mohager acabou chamando a atenção da Warner Bros., que decidiu contratá-lo para a gravadora, e agora, com mais recursos, ele resolveu fazer um álbum mais contemplativo, quase narcótico em alguns momentos. A produção foi basicamente a mesma, só que agora extremamente sofisticada na maneira como trabalha a profundidade atmosférica. O álbum aposta fortemente em ambiência, reverberação e texturas eletrônicas expansivas. Os sintetizadores possuem timbres brilhantes e melancólicos que reforçam constantemente a sensação de sonho e desconexão emocional. As baterias eletrônicas são bem controladas, e os vocais do Mohager trazem toda aquela vulnerabilidade, juntando assim Indietronica com Alt-Pop. O repertório é muito bom, e as canções são bastante atmosféricas. Enfim, é um ótimo disco e mostrou evolução. 

Melhores Faixas: Sleepwalking, Plum 
Vale a Pena Ouvir: Miko, Godless Girl, Death Metal Punk

Felt – The Chain Gang Of 1974





















NOTA: 8/10


Três anos depois, foi lançado mais um disco do The Chain Gang Of 1974, o Felt, que se mostrou mais ousado. Após o Daydream Forever, esse novo trabalho, diferente dos anteriores que demonstravam fascínio pela melancolia urbana e pelo Synth-pop noturno, parece levar tudo isso para uma escala mais íntima, transmitindo constantemente a sensação de alguém tentando processar emoções profundas enquanto permanece preso em estados de ansiedade, memória e desgaste afetivo. Produzido por Thom Powers, do The Naked And Famous, o álbum é extremamente refinado em termos atmosféricos. O disco aposta fortemente em espaços amplos, reverbs profundos e texturas sonoras suaves, criando uma sensação constante de suspensão emocional, com os vocais do Kamtin Mohager atingindo um lado mais variado e articulado. O repertório é muito legal, e as canções são bem melódicas e suaves. No geral, é um ótimo disco e mostra um lado mais pacífico. 

Melhores Faixas: Looking For Love, Wallflowers 
Vale a Pena Ouvir: Forget (participação da Alisa Xayalith do The Naked And Famous), Human, I Still Wonder

Honey Moon Drips – The Chain Gang Of 1974





















NOTA: 8,5/10


Então chegamos em 2020, quando foi lançado o último álbum até então do The Chain Gang Of 1974, o Honey Moon Drips. Após o Felt, Kamtin Mohager voltou a ser um artista independente e participou de outros projetos paralelos, decidindo fazer um álbum bem mais retrô, que usa estruturas da música Pop enquanto mergulha em sentimentos de alienação, ansiedade, desgaste afetivo e vazio urbano. A produção contou com Jason Suwito, Nathaniel Motte e TWINKIDS, que seguiram por uma estética brilhante. Os sintetizadores são luminosos, mas quase sempre existe algo emocionalmente quebrado por trás deles. As baterias eletrônicas possuem um impacto limpo e moderno, enquanto guitarras cheias de efeitos adicionam uma camada nebulosa que aproxima o som do Dream Pop, mesmo estando mais orientado para o Synth-pop e para uma vibe inspirada nos New Romantics. O repertório é muito bom, e as canções são sentimentais e leves. Enfim, é um ótimo disco e muito consistente. 

Melhores Faixas: YDLMA, Times We Had, Such A Shame, Philosophy Of Love 
Vale a Pena Ouvir: Honey Moon Drips, Bends, 4AM, Still Lonely

     

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Analisando Discografias - The 1975

                 

The 1975 – The 1975





















NOTA: 8,3/10


Em 2013, The 1975 lançava seu álbum de estreia autointitulado, trazendo algo interessante. Formado lá em 2002, em Wilmslow, pelos adolescentes Matty Healy (vocais e guitarras), Adam Hann (guitarra), Ross MacDonald (baixo) e o então “gurizinho” George Daniel (bateria), o grupo, naquele período dos anos 2000, era apenas uma banda que tocava covers. A coisa só começou a ficar séria por volta de 2010, quando mudaram para o nome que conhecemos hoje e assinaram com a gravadora independente Dirty Hit. A produção foi feita pela própria banda junto com Mike Crossey, seguindo um som extremamente limpo, detalhista e atmosférico. Existe um cuidado enorme com as texturas: guitarras brilhantes, sintetizadores etéreos, vocais tratados de forma quase sonhadora e baterias orgânicas e as vezes eletrônica, juntando assim Pop Rock, New Wave, Synth-pop e Alt-Pop. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e sentimentais. No fim, é um ótimo disco de estreia e bem coeso. 

Melhores Faixas: Sex, Robbers, The City, Chocolate 
Vale a Pena Ouvir: Girls, Heart Out, Pressure

I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It – The 1975





















NOTA: 8/10


Três anos se passaram, e The 1975 retornou com seu 2º álbum, o I Like It When You Sleep, for You Are So Beautiful yet So Unaware of It. Após o álbum de estreia, eles haviam deixado de ser apenas um fenômeno Indie britânico para se tornarem um nome global do Pop alternativo. A banda decidiu fazer um álbum que fosse um retrato completo da cultura jovem moderna: internet, fama, ansiedade, sexo, drogas, ironia, narcisismo e vazio emocional. A produção foi bem sofisticada, com os sintetizadores possuindo uma profundidade quase cinematográfica. As guitarras aparecem cheias de textura, o baixo do Ross MacDonald conduz grooves dançantes e a bateria do George Daniel é extremamente inventiva, enquanto os vocais do Matty são bem confiantes e teatrais. Com isso, temos elementos do Synth-pop, New Wave e até traços de Shoegaze e música ambiente. O repertório é muito bom, e as canções são bem atmosféricas. No fim, é um ótimo disco e foi uma obra muito ousada. 

Melhores Faixas: Somebody Else, She’s American, A Change Of Heart 
Vale a Pena Ouvir: The Sound, Lostmyhead, Love Me, This Must Be My Dream

A Brief Inquiry Into Online Relationships – The 1975





















NOTA: 8,5/10


Dois anos depois, foi lançado o terceiro disco do The 1975, A Brief Inquiry Into Online Relationships. Após o I Like It When You Sleep, a banda decidiu fazer um álbum conceitual conectado por diversos temas abrangentes. Esse trabalho serve como uma declaração política de alerta, questionando as implicações da relação da sociedade com a tecnologia e seu impacto sobre a geração millennial. O final da década de 2010 foi dominado por ansiedade digital, polarização política e uma sensação constante de esgotamento psicológico. A produção, feita junto com Jonathan Gilmore, foi mais fragmentada, imprevisível e, às vezes, extremamente luxuosa e expansiva, com sintetizadores atmosféricos, baixos elegantes, guitarras texturizadas e os vocais emocionalmente cansados do Matty. Fazendo assim um trabalho de Art Pop com elementos do Synth-pop e Jazz. O repertório é muito bom, e as canções são bem dinâmicas. No fim, é um ótimo disco e bem consistente. 

Melhores Faixas: Sincerity Is Scary, I Always Wanna Die (Sometimes), It's Not Living (If It's Not With You), I Couldn't Be More In Love 
Vale a Pena Ouvir: Love It If We Made It, Give Yourself A Try, Surrounded By Heads And Bodies

Notes On A Conditional Form – The 1975





















NOTA: 4/10


Entrando nessa década, The 1975 retornou com um disco fraquíssimo, o Notes on a Conditional Form. Após A Brief Inquiry Into Online Relationships, inicialmente esse trabalho seria lançado pouco depois do anterior, mas, conforme o projeto cresceu, acabou se transformando em um álbum gigantesco. Fora isso, Matty Healy, após anos de exposição extrema, dependência química e crises existenciais, parecia menos interessado em construir uma persona glamourosa e mais disposto a revelar vulnerabilidade. A produção foi bem mais experimental, abraçando uma fragmentação completa, com mudanças de ritmo sem qualquer transição óbvia. Há uma presença maior da música eletrônica, com ecos claros de Future Garage e IDM espalhados pelo disco, dentro desse caldeirão de Art Pop que soa bem impreciso e como uma colcha de retalhos. O repertório é ruim, tendo muitas canções fracas e poucas interessantes. Enfim, é um álbum horrível e sem coesão. 

Melhores Faixas: Me & You Together Song, Then Because She Goes, If You're Too Shy (Let Me Know), Jesus Christ 2005 God Bless America, Streaming, I Think There's Something You Should Know 
Piores Faixas: The Birthday Party, Playing On My Mind, Nothing Revealed / Everything Denied, Roadkill, What Should I Say, Don't Worry, Frail State Of Mind, Shiny Collarbone

Being Funny In A Foreign Language – The 1975





















NOTA: 8,7/10


Então chegamos a 2022, ano em que The 1975 lançou seu álbum mais recente, o Being Funny in a Foreign Language. Após o Notes on a Conditional Form, parecia existir um certo desgaste em torno da banda. O maximalismo caótico do álbum anterior acabou sendo criticado pela duração excessiva, falta de foco e sensação de dispersão artística. Para esse trabalho, eles decidiram voltar a fazer algo contagiante e que gerasse impacto. A produção, feita pela banda junto com Jack Antonoff, foi bem polida e elegante. Os arranjos são extremamente sofisticados, com maior foco no Pop Rock e Pop sofisticado. As guitarras atmosféricas do Adam Hann continuam fundamentais, assim como o baixo elegante do Ross MacDonald. A bateria do George Daniel possui grooves sofisticados, enquanto os vocais do Matty Healy são bem emocionais. O repertório é ótimo, e as canções são bem envolventes e imersivas. No fim, é um disco belíssimo e bastante sentimental. 

Melhores Faixas: About You, I'm In Love With You, All I Need To Hear, When We Are Together
Vale a Pena Ouvir: Happiness, Wintering, Oh Caroline


                                                                            Por hoje é só, então flw!!!          

Analisando Discografias - Smallpools

                  

Lovetap! – Smallpools





















NOTA: 8/10


Em 2015, o Smallpools lançava seu álbum de estreia, o Lovetap! (essa capa é muito engraçada). Formado em 2013, na querida Los Angeles, pelo vocalista e tecladista Sean Scanlon, o guitarrista Mike Kamerman, o baixista Joe Intile e o baterista Beau Kuther, o grupo chamou a atenção da RCA Records por uma sonoridade carregada de sintetizadores, refrões explosivos e clima otimista que se encaixava no Indie Pop daquele período, assinando com a gravadora. A produção, feita por Captain Cuts, é extremamente limpa, colorida e voltada para impacto imediato. O álbum trabalha com uma mistura muito característica de Indie Pop, Synth-pop e Dance alternativo, usando sintetizadores brilhantes, guitarras discretas, baterias comprimidas e refrões expansivos, interpretados pelos vocais energéticos de Scanlon, que dão vida às músicas. Falando nisso, o repertório é muito bom, e as canções são bem contagiantes. Enfim, é um ótimo disco de estreia e bem divertido. 

Melhores Faixas: Dreaming, Over & Over 
Vale a Pena Ouvir: Karaoke, American Love, Lovetap!, No Story Time

Life In A Simulation – Smallpools





















NOTA: 3,7/10


Foi só em 2021 que Smallpools retornou, lançando seu 2º álbum, o Life In A Simulation. Após o Lovetap!, a banda se reduziu a um power trio com a saída do baixista Joe Intile e, logo após isso, encerrou seu vínculo com a RCA Records, passando a trabalhar de forma independente. Eles voltaram em um momento no qual o bedroom pop e sonoridades eletrônicas mais atmosféricas vinham dominando o mainstream, então decidiram lançar um projeto que seguisse um lado mais moderno sem abandonar suas características. A produção contou com Dan Book, Ian Walsh, Jon Santana e Michael Kamerman, que seguiram uma abordagem atmosférica, fortemente baseada em Indie Pop, Synth-pop e Alt-Pop. Porém, existe um foco maior em ambientação emocional, só que tudo soa comprimido e faltando algo bem mais imersivo. O repertório é bem ruim, e as canções são bem chatinhas, com poucas interessantes. Enfim, é um disco fraco e bastante impreciso. 

Melhores Faixas: Ancient History, Time, Before The Sun Rises 
Piores Faixas: Cycle, Life Of The Party, Changing
  

Ghost Town Road – Smallpools





















NOTA: 6/10


Então chegamos a 2024, ano em que Smallpools lançou seu álbum mais recente, o Ghost Town Road. Após o Life In A Simulation, esse novo disco surge como um trabalho mais cansado, introspectivo e emocionalmente reflexivo. O álbum parece feito por uma banda que já passou pela explosão inicial de popularidade, pelas transformações do mercado musical e pelas próprias mudanças pessoais inevitáveis ao longo dos anos. A produção, feita inteiramente por Michael Kamerman, segue uma abordagem um pouco mais retrô, com os sintetizadores possuindo texturas mais amplas e melancólicas. Em vez de servirem apenas como ferramentas para criar refrões gigantescos, eles ajudam a construir paisagens emocionais, além das guitarras, que estão mais sustentadas. Só que a “síndrome dos Strokes” ataca novamente, já que tudo soa bem repetitivo. O repertório é mediano, com canções legais e outras genéricas. No fim, é um disco irregular e com muitas falhas. 

Melhores Faixas: Fake A Happy Face!, Socio-Empath, Be Kind, Rewind 
Piores Faixas: Make Like A Dream & Die, Amelia, Swayze


Analisando Discografias - Robert DeLong

                 

Just Movement – Robert DeLong





















NOTA: 1/10


No ano de 2013, o Robert DeLong lançava seu álbum de estreia, o Just Movement. O cantor, vindo de Bothell, em Washington, começou sua trajetória por volta de 2010, tendo anteriormente passado por algumas bandas Indie como baterista, até que começou a trabalhar de forma solo e a juntar elementos do Indietronica, além de fazer apresentações ao vivo extremamente performáticas, nas quais utilizava controles improvisados, Wii Remotes, joysticks e pads eletrônicos como instrumentos. A produção foi feita por ele próprio, é cheio de sintetizadores agressivos, batidas quebradas, glitches, loops repetitivos e camadas eletrônicas muito densas, mas tudo parece construído de maneira quase nervosa. Além disso, os vocais até são variados, só que tudo soa bem deslocado, além de adotar vários clichês do Electropop daquela época. O repertório é péssimo, e as canções são bem chatas e tediosas. Enfim, é um álbum horrível e sem precisão. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Complex By Degree, Happy, Here, Survival Of The Fittest

In The Cards – Robert DeLong





















NOTA: 1/10


Dois anos depois, foi lançado seu 2º álbum, o In The Cards, que tentou trazer coisas novas. Após o Just Movement, o EDM comercial dominava o mainstream, enquanto muitos artistas de indietronica procuravam formas de tornar seus trabalhos mais emotivos e atmosféricos. Robert DeLong escolheu um caminho curioso: em vez de aumentar a agressividade sonora do primeiro álbum, decidiu explorar melodias mais acessíveis, refrões mais abertos e estruturas menos caóticas. A produção foi bem mais limpa e expansiva, com ele colocando explosões sonoras maiores, mais cinematográficas e emocionalmente abertas. Os sintetizadores continuam sendo o centro da sonoridade, mas agora aparecem de maneira mais melódica e atmosférica. Com ele colocando elementos do Complextro, tudo soa repetitivo e os glitches não funcionam. O repertório é terrível, e as canções são bastante insuportáveis. No geral, é outro trabalho que beira o medíocre. 

Melhores Faixas: (...........................) 
Piores Faixas: Born To Break, Possessed, Long Way Down, Future's Right Here, Sellin' U Somethin'

See You In The Future – Robert DeLong





















NOTA: 1/10


Em 2018, o Robert DeLong retornou, dessa vez lançando o EP See You In The Future. Após o In The Cards, ele decidiu sair um pouco daquela linha improvisada e focar em atmosferas melancólicas, texturas futuristas e composições emocionalmente contemplativas. Ainda existe energia e ritmo, mas o projeto transmite uma sensação mais madura e até mais solitária. A produção foi certamente a mais atmosférica dele, com sintetizadores mais amplos, texturas ambientais e batidas menos frenéticas. Muitas músicas utilizam reverberações longas, vocais mais etéreos e camadas eletrônicas suaves que criam uma atmosfera quase futurista, juntando assim elementos do Electropop e Indietronica, mas, novamente, tudo é bem comprimido e sem momentos cativantes. O repertório contém 4 faixas fraquíssimas e sem dinâmica. Enfim, é outro trabalho bastante sem graça. 

Melhores Faixas: (..............) 
Piores Faixas: Beginning Of The End, Favorite Color Is Blue, Revolutionary, First Person On Earth

Walk Like Me – Robert DeLong





















NOTA: 1/10


E aí, no ano de 2021, foi lançado seu álbum mais recente intitulado Walk Like Me. Após o EP See You In The Future, esse trabalho nasceu em um período no qual o mundo atravessava isolamento social, desgaste coletivo, excesso de informação e um senso generalizado de desconexão humana. Isso influencia profundamente a atmosfera do projeto. A produção foi bem mais refinada, com DeLong colocando texturas eletrônicas com muito mais profundidade emocional e equilíbrio estrutural do que em seus trabalhos iniciais. Os sintetizadores agora aparecem menos agressivos e mais atmosféricos, enquanto as batidas eletrônicas ficaram mais controladas para dialogar um pouco mais com o Pop alternativo e até com o Synth-pop. Só que as linhas rítmicas são excessivamente soterradas, principalmente nos vocais, nos quais sempre acontece uma semitonação. O repertório é péssimo, e as canções são todas bem genéricas. No fim, é um disco horrível e nem um pouco divertido. 

Melhores Faixas: (............................) 
Piores Faixas: Don't Be Afraid (We're All Gonna Die), Rest Of My Life, This Life, Better In College, Walk Like Me


Analisando Discografias - The Colourist

                   The Colourist – The Colourist NOTA: 8/10 No ano de 2014, o The Colourist lançava seu álbum de estreia autointitulado, com...