quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Def Leppard: Parte 1

                  

On Through The Night – Def Leppard





















NOTA: 9/10


No comecinho dos anos 80, era lançado o álbum de estreia do Def Leppard, o On Through The Night. Formado em 1976, a banda era formada por um grupo de amigos da escola que deu primeiro o nome de Deaf Leopard, ainda explorando o que viriam a fazer até se tornar uma das várias bandas promissoras da New Wave Of British Heavy Metal, consolidando a formação com Joe Elliott nos vocais, Steve Clark e Pete Willis nas guitarras, Rick Savage no baixo e Rick Allen na bateria. Produzido por Tom Allom e lançado pelo selo da Vertigo, trouxe uma sonoridade crua e bastante orgânica, contendo alguns elementos do Hard Rock. As guitarras do Steve Clark e Pete Willis trabalham principalmente com riffs pesados, bases dobradas e harmonias. A cozinha rítmica consegue ser bem variada e dinâmica, e os vocais do Joe Elliott são bem articulados. O repertório é incrível, e as canções são todas bem divertidas. No fim, é um baita disco de estreia e muito coeso. 

Melhores Faixas: Wasted, Rock Brigade, Rocks Off, Hello America, It Could Be You 
Vale a Pena Ouvir: Sorrow Is A Woman, Overture, When The Walls Came Tumblin' Down
  

High 'N' Dry – Def Leppard





















NOTA: 9,4/10


No ano seguinte, o Def Leppard voltou com seu 2º álbum de estúdio, o High ‘N’ Dry. Após o On Through The Night, a banda tinha servido como banda de abertura para a turnê do AC/DC, e essa experiência já mostrou uma mudança de direção, com eles começando a se afastar daquela imagem de simplesmente mais um grupo da New Wave of British Heavy Metal, para, quem sabe, poder fazer um som que conseguisse entrar no mercado americano. A produção, feita por Robert John "Mutt" Lange, ainda deixou um som pesado, porém bem mais definido, além de ter um equilíbrio perfeito entre Hard Rock e Heavy Metal. As guitarras de Clark e Willis possuem riffs dobrados, harmonizações e diferentes texturas. A cozinha rítmica é bastante dinâmica e energética, assim como os vocais do Joe Elliott, que variam entre agressividade e controle. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem energéticas e fluídas. No geral, é um belo disco e que é muito divertido. 

Melhores Faixas: Bringin' On The Heartbreak, Let It Go, High 'N' Dry (Saturday Night), Another Hit And Run, You Got Me Runnin'
Vale a Pena Ouvir: On Through The Night, Lady Strange, Mirror, Mirror (Look Into My Eyes)

Pyromania – Def Leppard





















NOTA: 9,8/10


Dois anos se passaram para o Def Leppard voltar com seu clássico 3º álbum, o Pyromania. Após o High ‘N’ Dry, a banda tinha largado de vez aquela cena do NWOBHM para poder entrar no mercado americano. Com isso, eles estavam compreendendo que o impacto não precisa vir apenas da distorção ou da velocidade: pode vir também de uma parede de guitarras e de um refrão enorme. Fora que, nas gravações, Pete Willis, que tinha gravado todas as suas guitarras, foi demitido por abuso de álcool e foi substituído por Phil Collen. A produção do Robert John "Mutt" Lange foi muito mais limpa e controlada, mas sem abandonar completamente o peso, com eles entrando de cabeça no Hard Rock farofa. As guitarras possuem riffs definidos, os solos aparecem com clareza e as bases possuem peso, a cozinha rítmica ficou bem mais calculada e os vocais do Joe são mais variados. O repertório é sensacional, e as canções são bastante vibrantes. Enfim, é um baita disco e um clássico. 

Melhores Faixas: Photograph, Rock Of Ages, Rock Rock (Till You Drop), Foolin', Comin' Under Fire, Too Late For Love 
Vale a Pena Ouvir: Die Hard The Hunter, Billy's Got A Gun

Hysteria – Def Leppard





















NOTA: 10/10


Quatro anos se passaram, e o Def Leppard enfim retorna com seu icônico álbum Hysteria. Após o Pyromania, a banda passou por alguns problemas, como o acidente do Rick Allen junto de sua namorada, que resultou na perda de seu braço esquerdo, e isso poderia facilmente ter encerrado sua carreira como baterista. Em vez disso, o grupo decidiu continuar junto e adaptar sua maneira de trabalhar para permitir que Allen permanecesse atrás da bateria. Além disso, a banda passou a lançar seus trabalhos pela Mercury Records. A produção, feita como sempre por John "Mutt" Lange, colocou um som polido e extremamente radiofônico, contendo a junção do Hard Rock farofa com AOR. As guitarras ficaram muito mais cheias de camadas, e a bateria é totalmente eletrônica por conta das limitações do Allen, além de muita coisa ser recheada de clichês previsíveis. O repertório é irregular, tem canções boas e outras insuportáveis. No final, é um álbum mediano e que mostrou uma queda. 

Melhores Faixas: Pour Some Sugar On Me, Animal, Rocket, Hysteria 
Piores Faixas: Gods Of War, Excitable, Women, Love Bites

                                                                            Então é isso, um abraço e flw!!!                

Analisando Discografias - Queensrÿche: Parte 2

                 

Empire – Queensrÿche





















NOTA: 9,4/10


Entrando nos anos 90, a banda chega ao seu ápice comercial com seu 4º álbum, o Empire. Após o Operation: Mindcrime, o Queensrÿche havia se transformado em uma das propostas mais ambiciosas do Metal americano. Mas, para esse disco, eles decidiram continuar trabalhando com Metal progressivo e Heavy Metal, mas existe uma preocupação muito maior com estrutura, refrões, melodias e espaço. A produção, feita por Peter Collins, foi para uma sonoridade mais equilibrada e limpa, chegando até a dialogar um pouco com o Hard Rock da época. As guitarras do Chris DeGarmo e Michael Wilton são bem variadas, com riffs pesados, bases mais limpas e solos extremamente melódicos. O baixo do Eddie Jackson é bastante presente, a bateria do Scott Rockenfield é muito dinâmica e os vocais do Geoff Tate ficaram bem mais articulados. O repertório é sensacional, e as canções são bastante profundas. No fim, é um baita disco e que também é um clássico. 

Melhores Faixas: Silent Lucidity, Another Rainy Night (Without You), Jet City Woman, Della Brown, Best I Can, Empire 
Vale a Pena Ouvir: Anybody Listening?, The Thin Line, Resistance

Promised Land – Queensrÿche





















NOTA: 8,8/10


Quatro anos se passaram, e o Queensrÿche voltava com um novo disco, o Promised Land. Após o Empire, a banda decidiu fazer um trabalho mais introspectivo, melancólico e pessoal. É um álbum que parece menos interessado em conquistar o ouvinte imediatamente e muito mais interessado em criar um estado emocional. Passando a trabalhar com temas como frustração, solidão, perda, desilusão, relações familiares, pressão social e o questionamento de se alguma ação vale a pena. A produção, feita pela própria banda junto com James Barton, foi para uma sonoridade mais orgânica e detalhada, conseguindo dialogar até com o Rock alternativo. As guitarras continuam bem pesadas, só que agora usadas como camadas e elementos atmosféricos, enquanto a cozinha rítmica é sólida, e o uso de teclados e efeitos deixa tudo mais imersivo. O repertório é muito bom, e as canções são bem reflexivas. Enfim, é um ótimo disco, antes de uma enorme queda. 

Melhores Faixas: Bridge, Damaged, Lady Jane, I Am I, Someone Else? 
Vale a Pena Ouvir: Promised Land, One More Time, Out Of Mind

Hear In The Now Frontier – Queensrÿche





















NOTA: 4/10


Se passaram então três anos para o Queensrÿche voltar com seu 6º álbum, o Hear In The Now Frontier. Após o Promised Land, o Heavy Metal tradicional havia perdido muito espaço para o Grunge, Rock Alternativo e outras vertentes mais diretas. Com isso, a banda tentou seguir as tendências, abandonando parte da complexidade que a tornou famosa, e passou a trabalhar com estruturas mais enxutas, riffs mais diretos e músicas que dependem mais de clima e melodia. A produção, feita por Peter Collins, deixou uma sonoridade orgânica e sofisticada, entrando de cabeça no Hard Rock e Post-Grunge. As guitarras passam a ter bases simples, pequenos detalhes, texturas e solos relativamente curtos. O baixo ficou bem mais discreto e a bateria tem uma abordagem bem mais contida. Com isso, tudo soa muito repetitivo e faltando variação. O repertório é ruim, tem canções legais e outras esquecíveis. Enfim, é um disco péssimo e que foi o começo de uma decadência. 

Melhores Faixas: The Voice Inside, Sign Of The Times, Hero, You
Piores Faixas: Anytime / Anywhere, Reach, Cuckoo's Nest, Get A Life, All I Want, Saved

Q2k – Queensrÿche





















NOTA: 2,5/10


No final dos anos 90, a banda lançava mais um álbum novo, o também péssimo Q2K. Após o Hear In The Now Frontier, o guitarrista Chris DeGarmo acabou saindo e se tornou piloto de jatos. Em seu lugar, entrou Kelly Gray. Além disso, eles tinham trocado de gravadora, já que a EMI faliu, e, com isso, assinaram com a Atlantic. Para esse novo disco, o Queensrÿche queria encontrar uma identidade mais moderna e agressiva, ainda tentando dialogar com as tendências. A produção, feita pela própria banda, seguiu uma abordagem pesada e, ao mesmo tempo, acessível. As guitarras são mais sujas e preocupadas com texturas e riffs menos constantes. A cozinha rítmica ficou muito contida, e os vocais do Geoff continuam mais introspectivos, mas tudo soa extremamente monótono e previsível. O repertório é terrível, tendo canções extremamente genéricas e poucas interessantes. No final de tudo, é um álbum horrível e em que insistiram no erro. 

Melhores Faixas: How Could I?, Burning Man 
Piores Faixas: One Life, Wot Kinda Man, Liquid Sky, When The Rain Comes...

Tribe – Queensrÿche





















NOTA: 3/10


Em 2003, o Queensrÿche lançava seu 8º álbum de estúdio, intitulado Tribe, que tentou ser mais fluido. Após o Q2K, Geoff Tate estava cada vez mais envolvido em questões criativas e pessoais, enquanto a banda tentava encontrar uma direção que não dependesse apenas da nostalgia. Além disso, o guitarrista Kelly Gray decidiu sair, e quem assumiu foi Mike Stone, além, é claro, de Chris DeGarmo, que participou de algumas músicas desse projeto. A produção seguiu um caminho relativamente moderno e pesado, as guitarras ganharam mais presença e mais densidade. Além disso, a cozinha rítmica ganhou um pouco mais de destaque, mas é aquilo: tudo soa bastante previsível e não consegue ter variação nos ritmos, deixando tudo muito cansativo, e nem os vocais do Geoff Tate conseguem salvar. O repertório é muito ruim, tendo canções medíocres e poucas interessantes. Mas, enfim, é um álbum terrível e que não deu certo. 

Melhores Faixas: Desert Dance, The Great Divide, The Art Of Life 
Piores Faixas: Blood, Falling Behind, Open, Tribe

Operation: Mindcrime II – Queensrÿche





















NOTA: 4/10


Três anos depois, o Queensrÿche lançava o completamente desnecessário Operation: Mindcrime II. Após o Tribe, a banda decidiu fazer uma continuação de seu clássico álbum de 1988. A história acompanha um Nikki mais velho, consumido pelo desejo de vingança contra o Dr. X. O conceito é mais pessoal e menos político do que o original, trazendo uma busca por se livrar de anos de ressentimento. A produção, feita por Jason Slater e lançada pelo selo da Rhino, trouxe um som mais pesado e encorpado, voltando a dialogar com Heavy Metal e Metal progressivo. As guitarras voltaram a ter riffs mais agressivos e distorcidos, mas possuem solos muito magrinhos. A cozinha rítmica até que faz sua parte, e os vocais de Geoff Tate voltaram a ser mais expressivos, mas tudo aqui parece não ter coesão, ficando tudo muito sem imersão. O repertório é ruim, tem canções boas e outras totalmente medíocres. No final, é um álbum fraquíssimo que se escorou no sucesso do original. 

Melhores Faixas: Re-Arrange You, The Chase, If I Could Change It All, Hostage, The Hands
Piores Faixas: Circles, Signs Say Go, All The Promises, An Intentional Confrontation, Murder?, I'm American

American Soldier – Queensrÿche





















NOTA: 3/10


Em 2009, o Queensrÿche lançava outro álbum novo, o American Soldier, que tentou ser mais crítico. Após o Operation: Mindcrime II, eles decidiram ir para um tema específico: a experiência dos soldados americanos em guerras e conflitos militares. Com esse trabalho procurando mostrar o lado humano de quem participa desses conflitos, incluindo medo, trauma, saudade, culpa, distância da família e dificuldade de retornar à vida normal. A produção foi conduzida por Jason Slater e Kelly Gray, que deixaram aquela sonoridade pesada, com toques modernos. As guitarras utilizam riffs mais simples e diretos, com bastante distorção e uma preocupação maior com peso do que com virtuosismo. Enquanto o baixo e a bateria servem mais como sustento, mas, no geral, tudo soa muito sem expressão e beirando o tedioso. O repertório é terrível, tendo canções chatíssimas e poucas interessantes. Enfim, é um álbum péssimo e que beira o esquecível. 

Melhores Faixas: Home Again, Hundred Mile Stare, At 30,000 Ft 
Piores Faixas: A Dead Man's Words, Remember Me, Silver, The Killer, The Voice

Dedicated To Chaos – Queensrÿche





















NOTA: 1/10


Aí, dois anos depois, o Queensrÿche lançava seu tenebroso 10º álbum, o Dedicated To Chaos. Após o American Soldier, a banda, agora contando com um novo guitarrista, Parker Lundgren, decidiu fazer um projeto que seguisse algumas tendências mais modernas que vinham aparecendo nos trabalhos anteriores. Com eles dispostos a experimentar com Rock Alternativo, elementos eletrônicos, grooves contemporâneos e estruturas mais simples. A produção foi conduzida pelos mesmos nomes, que deixaram essa abordagem moderna e direta. As guitarras funcionam mais como elementos de sustentação para os arranjos do que como responsáveis por conduzir as músicas. As linhas de baixo são bem mais marcadas, e a bateria assume uma função mais rítmica e direta, fora o uso de elementos eletrônicos, mas tudo aqui é extremamente sem direção e mal conduzido. O repertório é horroroso, contando com canções terríveis. Enfim, é um álbum péssimo e foi o fundo do poço para a banda. 

Melhores Faixas: (.................................) 
Piores Faixas: Higher, Got It Bad, Retail Therapy, Hot Spot Junkie, The Lie

Queensrÿche – Queensrÿche





















NOTA: 8,5/10


Se passaram dois anos, e o Queensrÿche lançava um álbum autointitulado, em um momento de recomeço. Após o Dedicated To Chaos, o convívio com Geoff Tate ficou insustentável e, após um show controverso aqui no Brasil em 2012, ele foi demitido e, com isso, começou a rolar um processo na Justiça para decidir quem poderia usar o nome da banda. Com isso, eles seguiram e contrataram Todd La Torre, decidindo fazer um projeto que fosse um verdadeiro retorno às suas raízes. A produção, feita por James "Jimbo" Barton, deixou um som pesado e orgânico, que voltou a dialogar com Metal progressivo e Heavy Metal. As guitarras voltaram a estar no centro, com riffs bem definidos e muito presentes. O baixo ficou muito mais sustentável e a bateria é bastante firme, enquanto os vocais de Todd são bem energéticos. O repertório é muito bom, e as canções são bem pesadas. Enfim, é um ótimo disco e que foi um grande retorno. 

Melhores Faixas: Spore, Vindication, Open Road, Fallout 
Vale a Pena Ouvir: Don't Look Back, Redemption

Condition Hüman – Queensrÿche





















NOTA: 8,5/10


Dois anos depois, o Queensrÿche retorna com um novo álbum, o Condition Hüman. Após o álbum de 2013, a banda finalmente parecia ter encontrado uma formação e uma direção musical capazes de devolver estabilidade ao grupo. Com eles querendo aprofundar a combinação entre peso, melodias, atmosferas e elementos progressivos. A ideia é recuperar aquela sensação de que as músicas possuem várias camadas sem necessariamente transformar cada composição em uma demonstração de virtuosismo. A produção, feita por Chris "Zeuss" Harris, conseguiu fazer um equilíbrio entre um som pesado e limpo. As guitarras possuem bastante presença, mas não são exageradamente comprimidas, permitindo perceber os diferentes riffs, bases e texturas. O baixo de Eddie Jackson serve como um ótimo complemento, e a bateria de Scott Rockenfield é extremamente eficiente. O repertório é muito legal, e as canções são bastante vibrantes. No geral, é um disco bacana e muito variado. 

Melhores Faixas: Hourglass, Condition Human, Guardian, Bulletproof 
Vale a Pena Ouvir: Toxic Remedy, Eye 9, Just Us

The Verdict – Queensrÿche





















NOTA: 8,1/10


No ano de 2019, o Queensrÿche lançava mais um projeto novo, o voraz The Veredict. Após o Condition Hüman, Scott Rockenfield, baterista histórico do Queensrÿche, estava afastado das atividades da banda. Isso fez com que Todd La Torre assumisse também a bateria durante as gravações, enquanto Casey Grillo ficou responsável pela bateria nas apresentações ao vivo. Para esse projeto, decidiram fazer algo que explorasse temas como conflito, corrupção, violência e as relações humanas. A produção seguiu aquela abordagem orgânica e moderna, tendo guitarras com bastante presença, que conseguem alternar entre riffs cortantes, bases densas e momentos mais melódicos. O baixo consegue dar profundidade aos riffs, a bateria do Todd ficou bastante precisa e com muito impacto, fora seu vocal, que continua muito bem variado e poderoso. O repertório é muito legal, e as canções são bem cadenciadas e imersivas. No fim, é um disco bacana e muito consistente. 

Melhores Faixas: Man The Machine, Dark Reverie, Portrait 
Vale a Pena Ouvir: Bent, Blood Of The Levant, Inner Unrest

Digital Noise Alliance – Queensrÿche





















NOTA: 9/10


Então chegamos em 2022, onde o Queensrÿche lançou seu mais recente álbum, o Digital Noise Alliance. Após o The Veredict, Casey Grillo, que vinha ocupando a bateria ao vivo desde o afastamento de Scott Rockenfield, passa a integrar efetivamente essa nova fase do grupo. Eles decidiram fazer um álbum que não fosse um conceitual fechado. Ele trabalha diferentes assuntos, passando por questões humanas, conflitos sociais e reflexões sobre o mundo contemporâneo. Produção feita como sempre pelo Zeuss, apresenta um som bastante equilibrado entre peso e clareza. As guitarras possuem presença trabalhando tanto com riffs pesados e passagens melodicas, o baixo tem corpo e a bateria de Casey Grillo traz bastante impacto. Além dos vocais poderosos do Todd La Torre deixando aquela abordagem clássica do Heavy Metal e Metal progressivo. O repertório é incrivel, e as canções são bem profundas e tendo muito peso. No final de tudo, é um baita álbum e o melhor dessa nova fase. 

Melhores Faixas: Lost In Sorrow, Out Of The Black, In Extremis, Forest, Tormentum, Behind The Walls 
Vale a Pena Ouvir: Realms, Sicdeth


terça-feira, 15 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Queensrÿche: Parte 1

                  

The Warning – Queensrÿche





















NOTA: 9,8/10


Em 1984, o Queensrÿche lançava seu álbum de estreia, o excepcional The Warning. Formado em 1980, inicialmente com o nome de Cross+Fire e depois The Mob, por Geoff Tate nos vocais, Chris DeGarmo e Michael Wilton nas guitarras, Eddie Jackson no baixo e Scott Rockenfield na bateria. Eles chamaram atenção com um EP lançado no ano anterior, que fez com que eles assinassem com a EMI. Com isso, eles prepararam um disco que mostrava uma ambição maior do que a de várias outras bandas de Metal. A produção, feita por James Guthrie, deixou um som extremamente seco e orgânico, que juntava os elementos do Heavy Metal e Power Metal americano, com pitadas do que eles ajudaram a criar, que era o Metal progressivo. As guitarras alternam entre riffs pesados, bases mais melódicas e solos, e os vocais de Geoff são bastante poderosos. O repertório é sensacional, e as canções são todas bem variadas. No fim, é um baita disco e que é um clássico. 

Melhores Faixas: Take Hold Of The Flame, No Sanctuary, Warning, Deliverance, Em Force 
Vale a Pena Ouvir: Roads To Madness, Before The Storm
  

Rage For Order – Queensrÿche





















NOTA: 9,5/10


Dois anos se passaram para a banda lançar seu 2º disco, o ainda mais expressivo Rage For Order. Após o The Warning, o Queensrÿche começa a buscar uma sonoridade mais futurista, sombria, tecnológica e progressiva, sem abandonar completamente o peso das guitarras. Com isso, eles estavam em uma situação curiosa: musicalmente, estavam tentando seguir um caminho muito mais sofisticado e experimental, enquanto visualmente existia uma tentativa de aproximá-los de tendências mais comerciais da época. A produção, feita por Neil Kernon, deixou uma sonoridade pesada e atmosférica, onde eles entraram de cabeça tanto no Heavy Metal quanto no Metal progressivo. As guitarras continuam presentes, mas frequentemente dividem espaço com teclados e efeitos que acrescentam profundidade às músicas, enquanto a bateria ficou mais mecânica. O repertório é incrível, e as canções são bastante épicas e imersivas. Enfim, é um belo disco e que foi mais ousado. 

Melhores Faixas: Walk In The Shadows, The Whisper, Chemical Youth (We Are Rebellion), The Killing Words, I Will Remember, I Dream In Infrared 
Vale a Pena Ouvir: Screaming In Digital, Neue Regel

Operation Mindcrime – Queensrÿche





















NOTA: 10/10


No ano de 1988, o Queensrÿche lançava seu clássico 3º álbum, o Operation: Mindcrime. Após o Rage For Order, eles decidiram fazer um álbum conceitual que conta a história de Nikki, um homem desiludido com uma sociedade corrupta que acaba envolvido em uma organização revolucionária comandada pelo misterioso Dr. X. A partir daí, ele é manipulado para cometer assassinatos políticos, enquanto sua relação com Sister Mary cria uma dimensão emocional e trágica para a narrativa. A produção, feita por Peter Collins, deixou uma abordagem cinematográfica e que consegue ser muito bem definida. As guitarras têm uma preocupação muito maior com textura e dinâmica. Os riffs possuem peso, mas também servem à narrativa. O baixo é bastante sustentável, e a bateria tem várias mudanças de dinâmica, enquanto os vocais de Geoff Tate são bem interpretados. O repertório é sensacional, muito bem ordenado e imersivo. Em suma, é um álbum atemporal e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Eyes Of A Stranger, Spreading The Disease, I Don’t Belive In Love, The Mission, Speak, Breaking The Silence, Revolution Calling 
Vale a Pena Ouvir: Operation: Mindcrime, Waiting For 22, The Needle Lies


                                                                                        É isso, então flw!!!           

Analisando Discografias - Def Leppard: Parte 1

                   On Through The Night – Def Leppard NOTA: 9/10 No comecinho dos anos 80, era lançado o álbum de estreia do Def Leppard, o ...