domingo, 11 de outubro de 2026

Analisando Discografias - Swans: Parte 1

                 

Filth – Swans





















NOTA: 1/10


No ano de 1983, o Swans lançava seu peculiar álbum de estreia, intitulado Filth. Formada em 1981, na cidade de Nova York, por Michael Gira (vocais e baixo) e Jonathan Kane (bateria), a banda surgiu em um período marcado pelo No Wave, movimento que reunia bandas experimentais com uma visão de mundo niilista, abrasiva, confrontadora e antissistema. Nesse meio-tempo, Gira e Kane lançaram um EP e assinaram com a Neutral Records, fechando a formação com Roli Mosimann (bateria), Norman Westberg (guitarra) e Harry Crosby (baixo). A produção, feita pela própria banda, traz um som seco e carregado, que combina Post-Punk, Noise Rock, Pigfuck e o nascente Rock Industrial. O álbum conta com guitarras agressivas, baterias quase mecânicas e um baixo dissonante, além da interpretação ameaçadora de Gira, mas tudo é muito chato. O repertório é péssimo, e as canções são muito monótonas. Enfim, é um álbum terrível e entediante. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: Stay Here, Blackout, Right Wrong, Freak

Cop – Swans





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, o Swans retornava com seu 2º álbum, intitulado Cop, que era ainda mais abrasivo. Após o Filth, o baterista Jonathan Kane acabou saindo, deixando a banda apenas com Roli Mosimann na bateria. Para esse trabalho, em vez de construir uma experiência coerente, na qual os riffs, a bateria, o baixo e os vocais funcionam como partes de uma estrutura sonora opressora, a banda explorou um conceito que faz referência ao serviço policial e utiliza essa ideia como metáfora de sensações relacionadas à dominação, à violência e à submissão. A produção trouxe um som ainda mais sujo e denso. A bateria ainda possui aquela sensação mecânica, com seus golpes industriais, enquanto o baixo oferece uma base opressora e as guitarras continuam dissonantes. Mas, como sempre, tudo soa muito arrastado e carregado de monotonia. O repertório é terrível, e as canções parecem cópias das do álbum anterior. No fim, é apenas outro álbum péssimo, que se escora no antecessor. 

Melhores Faixas: (.............................) 
Piores Faixas: Clay Man, Half Life, Butcher, Job

Greed – Swans





















NOTA: 1/10


Dois anos se passaram até a banda voltar com mais um disco, o Greed, que trouxe algumas mudanças. Após o Cop, o Swans começou a explorar uma sonoridade que preserva o desconforto e a repetição, mas amplia as possibilidades de instrumentação. Além disso, houve a entrada de vários novos integrantes, como Jarboe, que atuava como segunda vocalista em determinados momentos, e os bateristas Ronaldo Gonzalez e Ivan Nahem. A produção, feita pelo próprio Michael Gira junto com Estabon, mantém aquele som áspero, mas com mais detalhes. O uso de guitarras, baixo e bateria continua presente, mas agora esses instrumentos passam a dialogar com piano, camadas vocais, texturas ambientais e diferentes configurações rítmicas, deixando a sonoridade mais orientada ao Rock Industrial, embora tudo continue muito monótono. O repertório é horrível, e as canções são muito arrastadas. Enfim, é mais um trabalho chato da banda. 

Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Heaven, Fool, Nobody, Money Is Flesh

Holy Money – Swans





















NOTA: 1/10


Apenas um mês depois, o Swans já lançava mais um álbum, o Holy Money, que não trouxe tantas novidades. Após o Greed, a banda continuou na mesma direção, aprofundando a combinação entre brutalidade, solenidade e experimentação. Michael Gira permanece no centro dessa identidade. Sua visão artística não se limita à construção de músicas pesadas: existe um interesse evidente em explorar relações humanas marcadas por violência, submissão, poder, obsessão e degradação. A produção permaneceu relativamente a mesma, mas agora o som passou a apresentar mais camadas. A cozinha rítmica continua servindo como base de tudo, enquanto as guitarras do Norman Westberg acrescentam dissonância e aspereza, o piano introduz uma carga sombria e os vocais continuam ameaçadores, embora tudo soe muito inexpressivo. O repertório é chato, e as canções são simplesmente ruins. Enfim, é outro trabalho fraco e sem expressão. 

Melhores Faixas: (...............) 
Piores Faixas: Another You, Coward, Fool (# 2), You Need Me

Children Of God – Swans





















NOTA: 1,2/10


Aí, no ano seguinte, o Swans lançou seu aclamado 6º álbum, o Children of God. Após o Holy Money, a banda teve a entrada definitiva de Ted Parsons na bateria e, além disso, assinou com a Caroline Records. Para esse trabalho, decidiu preservar boa parte da brutalidade característica do grupo, mas passou a incorporar elementos da música industrial, do Post-Punk, do Neofolk e, principalmente, referências religiosas e gospel. A produção de Rico Conning, em parceria com Michael Gira, resultou em uma sonoridade bem mais experimental, além de elementos do Rock Gótico. As guitarras continuam pesadas e dissonantes, mas agora dialogam com a seção rítmica, que ficou mais hipnótica, e com o uso ocasional de arranjos orquestrados, além, é claro, dos vocais variados do Michael e Jarboe. No entanto, tudo é muito pretensioso e excessivamente dramático. O repertório é ruim, e as canções são todas muito repetitivas. No fim, é um álbum fraco e muito impreciso. 
Melhores Faixas: (........................) 
Piores Faixas: Beautiful Child, Trust Me, In My Garden, Like A Drug (Sha La La La), Sex God Sex

The Burning World – Swans





















NOTA: 1/10


Chegando ao fim dos anos 80, a banda lançava mais um álbum, o The Burning World. Após o Children of God, o Swans decidiu dar continuidade à aproximação de formas mais acessíveis de composição, mas modificou o equilíbrio que havia tornado o trabalho anterior tão interessante. Aqui, a banda se aproxima mais claramente do Folk, do Rock Alternativo e de estruturas melódicas tradicionais. Além disso, houve a entrada de Jason Asnes no baixo e de Virgil Moorefield na bateria, e a banda passou a integrar o catálogo da gravadora Uni. A produção do Bill Laswell, com pitacos do Michael Gira, seguiu uma abordagem mais limpa e acessível, na qual os instrumentos são dispostos de maneira a valorizar as melodias e as interpretações vocais, resultando em uma combinação sem graça de Neofolk com Rock Gótico. Fora isso, Gira virou uma espécie de Johnny Cash sem grife. O repertório é tenebroso, e as canções são muito genéricas. Enfim, é um álbum terrível e esquecível. 

Melhores Faixas: (........zzzz.......) 
Piores Faixas: Jane Mary, Cry One Tear, Let It Come Down, Mona Lisa, Mother Earth, Saved, The River That Runs With Love Won't Run Dry

White Light From The Mouth Of Infinity – Swans





















NOTA: 1,2/10


No ano de 1991, o Swans retornava com um novo álbum, o White Light From The Mouth of Infinity. Após o The Burning World, a banda passou por algumas mudanças, com a entrada dos guitarristas Kristof Hahn e Clinton Steele, além de Anton Fier na bateria e Jenny Wade no baixo. Além disso, em vez de continuar trocando de gravadora, Michael Gira fundou seu próprio selo independente, a Young God Records. Nesse novo álbum, a banda decidiu recuperar a agressividade que havia deixado de lado e combiná-la com seu lado melódico. A produção, feita inteiramente por Michael Gira, seguiu uma abordagem densa, que mais uma vez combinava Neofolk com Rock Gótico. As guitarras alternam entre momentos pesados e camadas atmosféricas, a cozinha rítmica apresenta maior variedade e os violões ganham mais destaque, mas tudo continua muito sem imersão. O repertório é ruim, e as canções são completamente sem graça. No final, é um álbum chato e mais do mesmo. 

Melhores Faixas: (................................) 
Piores Faixas: Better Than You, You Know Nothing, Miracle Of Love, Song For Dead Time, When She Breathes, We Will Survive

Love Of Life – Swans





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, a banda lançou praticamente uma continuação de seu trabalho anterior, o Love of Life. Após o White Light From the Mouth of Infinity, Vincent Signorelli entrou temporariamente na banda como segundo baterista, enquanto Algis Kizys se tornou o novo baixista. Esse álbum apresenta uma estrutura mais fragmentada, alternando canções completas, passagens instrumentais, pequenas peças atmosféricas e momentos que parecem funcionar como interlúdios. A produção manteve aquela sonoridade densa, só que um pouco mais limpa, alternando entre passagens pesadas, músicas mais convencionais, instrumentos acústicos e pequenas composições instrumentais. No entanto, tudo continua sendo uma repetição do álbum anterior, com uma verdadeira encheção de linguiça por meio dos interlúdios e um uso de teclados que deixa tudo muito datado. O repertório é horrível, e as canções são muito medíocres. Enfim, é outro trabalho que se escora no anterior. 

Melhores Faixas: (......................................) 
Piores Faixas: Her, Love of Life, God Loves America, Amnesia, The Golden Boy That Was Swallowed By The Sea

The Great Annihilator – Swans





















NOTA: 1/10


Em 1995, o Swans lançava aquela que seria uma espécie de obra definitiva de sua fase clássica, o The Great Annihilator. Após o Love of Life, a banda dispensou Ted Pearson, que foi substituído por Bill Rieflin, do Ministry. A banda decidiu fazer um trabalho que estabelece um equilíbrio interessante entre acessibilidade, repetição, peso e atmosfera. Algumas composições parecem avançar com uma energia quase mecânica, enquanto outras criam ambientes sombrios, contemplativos ou perturbadores. A produção ficou bem mais densa e atmosférica, combinando Post-Punk, Rock Experimental e Rock Gótico, além de alguns elementos da música industrial. As guitarras ficaram muito mais variadas, o baixo apresenta linhas hipnóticas, a bateria soa mais firme e os vocais de Michael Gira e Jarboe são bastante vulneráveis, mas tudo é extremamente arrastado e dramático até demais. O repertório é horrível, e as canções são insuportáveis. No final, é um álbum medíocre e cansativo. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: My Buried Child, Telepathy, Where Does A Body End?, I Am The Sun, In, Mind/Body/Light/Sound

Soundtracks For The Blind – Swans





















NOTA: 1,5/10


No ano de 1996, o Swans lançava seu aclamadíssimo álbum, o Soundtracks for the Blind. Após o The Great Annihilator, Michael Gira estava exausto das exigências financeiras e criativas de manter o Swans e decidiu fazer uma declaração final definitiva. Ao longo dos anos, ele acumulou uma grande coleção de gravações, que variavam de fitas cassete portáteis e material de vigilância a sons encontrados e sessões multitrack. A produção, feita pelo próprio Gira, seguiu uma abordagem atmosférica e bastante carregada, que combinava Rock Experimental e Post-Rock, além de incorporar elementos industriais, música ambiente e colagem sonora. As guitarras são cheias de texturas, criando até mesmo drones, enquanto a cozinha rítmica é controlada e o uso de gravações da Jarboe e Gira está sempre presente, resultando em uma bagunça pretensiosa. O repertório é ruim, e as canções são muito arrastadas. No final, é um álbum fraco e bastante superestimado. 

Melhores Faixas: (...................................) 
Piores Faixas: How They Suffer, Minus Something, YRP, Helpless Child, Red Velvet Corridor, Surrogate 2, Surrogate Drone, Hypogirl

My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky – Swans





















NOTA: 1/10


Foi apenas em 2010 que o Swans retornou com o álbum My Father Will Guide Me Up a Rope to the Sky. Após o Soundtracks for the Blind, Michael Gira acabou se dedicando a outros projetos e, claro, decidiu dar uma pequena descansada, enquanto Jarboe não retornou à banda. Somente depois de vários anos o grupo foi revivido, contando com Norman Westberg e Kristof Hahn nas guitarras e multi-instrumentista Bill Rieflin, como antes, além da entrada do baixista Chris Pravdica e dos bateristas Thor Harris e Phil Puleo. A produção tem aquela sonoridade áspera de sempre, incorporando as influências adquiridas ao longo dos anos. As guitarras são pesadas e cheias de camadas, o baixo ficou mais encorpado e a bateria volta a ser mecânica, enquanto o uso de instrumentos acústicos também está presente. Só que tudo parece uma colcha de retalhos. O repertório é horrível, e as canções são bastante insuportáveis. Mas, enfim, a banda retornou fazendo mais um trabalho chato. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: Eden Prison, You Fucking People Make Me Sick, My Birth, Jim

The Seer – Swans





















NOTA: 1,3/10


Dois anos se passaram até o Swans lançar seu 12º álbum, o megalomaníaco The Seer. Após o My Father Will Guide Me Up a Rope to the Sky, esse novo projeto seria uma síntese de diferentes aspectos deles. De um lado, existe a agressividade industrial e o peso opressivo dos primeiros trabalhos; de outro, aparecem elementos do Post-Rock, do experimentalismo, dos drones e de passagens próximas de uma espécie de Rock Progressivo desconstruído. A produção do Michael Gira foi, como sempre, bastante orgânica e apresentou um som muito mais ameaçador. O uso de repetição e de crescendos ficou mais constante, com as guitarras explorando distorções, notas prolongadas e texturas que se transformam gradualmente. A cozinha rítmica transmite uma sensação quase de marcha ou ritual, mas tudo é muito inexpressivo e excessivamente arrastado. O repertório é ruim, e as canções nem são tão interessantes. No final, é um álbum medíocre e também superestimado. 

Melhores Faixas: (............................) 
Piores Faixas: The Wolf, The Apostate, The Daughter Brings The Water, Mother Of The World

                                                                                 Então um abraço e flw!!!                       

sábado, 10 de outubro de 2026

Review: VERAS II do Vera Fischer Era Clubber

                   

VERAS II – Vera Fischer Era Clubber





















NOTA: 5/10


Alguns dias atrás, o Vera Fischer Era Clubber lançava VERAS II, que seguiu uma abordagem mais escrachada. Após o VERAS I, a banda ganhou bastante visibilidade e recebeu até algumas críticas meio injustas devido à sua apresentação no programa Cultura Livre, da TV Cultura. Mas elas decidiram aproveitar esse hype e fazer um trabalho mais ousado. A produção, feita mais uma vez por Augusto Feres, apresenta uma abordagem mais áspera, com influências do Electroclash com elementos do Post-Industrial. A sonoridade combina batidas programadas, linhas de baixo marcantes, sintetizadores atmosféricos e elementos que remetem um pouco ao Post-Punk. O problema é que os vocais da Crystal parecem não combinar com a instrumentação, além de faltarem momentos em que os loops tenham destaque. O repertório começa bem, mas depois decai, com canções sem graça. Enfim, é um álbum mediano que soa como se elas quisessem chamar mais atenção. 

Melhores Faixas: Amor de Anjo, Grito, Dano e Possesão 
Piores Faixas: Chic Chic, Buceta Gay, Calcinha Gozada
 

                                                                                   Então é isso e flw!!!                     

Review: Mud da Remi Wolf

                   

Mud – Remi Wolf





















NOTA: 8,4/10


Recentemente, a Remi Wolf voltou com seu terceiro álbum, intitulado Mud, que trouxe uma proposta diferente. Após o Big Ideas, ela decide explorar um lado menos preocupado em manter aquela explosão de cores sonoras e mais interessado em expor contradições emocionais. Ao completar 30 anos, a cantora também passou a refletir sobre o próprio amadurecimento, incluindo comportamentos autodestrutivos, dificuldades emocionais e sua relação com a sobriedade. A produção, feita junto com Greg Kurstin, Jack DeMeo, Jamie McLaughlin, entre outros, segue uma abordagem bem mais orgânica, que combina Indie Rock e Pop Rock, além de elementos do Alt-Country. O uso das guitarras ficou mais variado, alternando entre momentos limpos e distorcidos. O baixo possui linhas melódicas, a bateria apresenta uma sonoridade consistente e os vocais da Remi estão bem delicados. O repertório é legal, com canções melódicas e suaves. No fim, é um disco bacana que cumpre sua proposta. 

Melhores Faixas: Twiggy, I Won't Cry, Guess 
Vale a Pena Ouvir: Jamie, Bottle, Yellow Rose 


Analisando Discografias - Slint

                  

Tweez – Slint





















NOTA: 7,1/10


No ano de 1989, o Slint lançava seu álbum de estreia, o obscuro Tweez, que trouxe uma abordagem peculiar. Formado em 1986, na cidade de Louisville, Kentucky, o grupo surgiu quando o baterista Britt Walford e o vocalista Brian McMahan ainda estavam na pré-adolescência. Antes disso, eles tocaram em algumas bandas locais e, posteriormente, montaram uma banda com um guitarrista, Pajo. A formação se completou com o baixista Ethan Buckler. A produção ficou a cargo do Steve Albini, que preservou aquele som cru e extremamente Lo-fi, combinando Post-Hardcore, Noise Rock e Math Rock. As guitarras possuem uma sonoridade seca e desagradável de propósito. A cozinha rítmica trabalha bastante com variações, enquanto os vocais de Brian alternam entre o Spoken Word e alguns momentos gritados, mas essas ainda eram ideias a serem exploradas. O repertório é legal, com canções densas e algumas fraquinhas. No fim, é um disco de estreia até que decente. 

Melhores Faixas: Darlene, Carol, Kent, Nan Ding 
Piores Faixas: Charlotte, Pat

Spiderland – Slint





















NOTA: 9,4/10


No ano de 1991, o Slint lança o que é tratado como sua obra-prima, o sensacional Spiderland. Após o Tweez, a banda acabou trocando de baixista, com a saída de Ethan Buckler e a entrada de Todd Brashear. Nesse período, eles assinaram com a gravadora independente Touch and Go e passaram a preparar um projeto que trabalhava com espaço, silêncio, tensão, dinâmica, repetição e narrativa, transformando a agressividade em algo muito mais psicológico. A produção de Brian Paulson traz um som pesado e minimalista que combina o nascente Post-Rock, Post-Hardcore e Math Rock, além de alguns elementos do Slowcore. As guitarras alternam entre momentos cristalinos e distorcidos, o baixo contribui para os riffs e a bateria é cheia de mudanças de ritmo. Já os vocais do McMahan ficaram bem mais narrativos e imersivos. O repertório é incrível, e as canções são carregadas de reflexão e incertezas. No geral, é um disco fantástico e, obviamente, um clássico. 

Melhores Faixas: Good Morning, Captain, Breadcrumb Trail 
Vale a Pena Ouvir: Nosferatu Man, Washer

Untitled – Slint





















NOTA: 8/10


Aí chegamos ao ano de 1994, quando foi lançado um EP sem título do Slint, que trazia algo interessante. Após o clássico Spiderland, a banda praticamente se desfez, porém chegou a fazer algumas turnês breves naqueles dois anos. Só que a Touch and Go Records decidiu lançar um material da banda que havia sido gravado durante o período de seu primeiro álbum. As músicas são mais diretas em alguns momentos, mas já existe aquela tendência de transformar riffs simples em estruturas estranhas por meio de repetições e pausas. Com a produção de Steve Albini, o EP preservou o som cru daquele período e já apresentava uma abordagem que antecipava o que o post-rock se tornaria futuramente. Ou seja, as guitarras possuem uma textura áspera e bastante física. O baixo é discreto, enquanto a bateria contribui para a dinâmica. O repertório contém apenas 2 faixas instrumentais, que são muito bem estruturadas. Enfim, é um ótimo EP que revelou o embrião de tudo. 

Melhor Faixa: Glenn 
Vale a Pena Ouvir: Rhonda

                                                                                        É isso, então flw!!!              

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Review: Nobody Loves You More da Kim Deal

                  

Nobody Loves You More – Kim Deal





















NOTA: 8,5/10


Em 2024, Kim Deal lançou inesperadamente seu 1º álbum solo, o Nobody Loves You More. Após o lançamento do All Nerve com o The Breeders, a cantora já havia feito alguns lançamentos solos, como aquela série de singles lançados em 2013. Esse projeto traz uma carga emocional, já que Kim cuidou dos pais, e ambos morreram pouco antes da pandemia. Consequentemente, o álbum acaba abordando temas como envelhecimento, memória, perda, arrependimento, liberdade e a vontade de continuar vivendo apesar de tudo. A produção foi feita pela própria Kim, que deixou uma sonoridade elaborada e orgânica, seguindo aquela abordagem do Indie Rock com elementos do Chamber Pop. As guitarras são bem secas e conseguem dialogar com violinos, arranjos de cordas e metais, além de seus vocais, que estão mais vulneráveis. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem profundas. No final, é um ótimo disco, que proporciona uma experiência muito reflexiva. 

Melhores Faixas: Coast, Nobody Loves You More, Come Running, Wish I Was 
Vale a Pena Ouvir: Disobedience, Crystal Breath, A Good Time Pusheda
  

                                                                                É isso, um abraço e flw!!!                           

Analisando Discografias - Swans: Parte 1

                  Filth – Swans NOTA: 1/10 No ano de 1983, o Swans lançava seu peculiar álbum de estreia, intitulado Filth. Formada em 1981,...