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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Analisando Discografias - R.E.M.: Parte 3

                  

Accelerate – R.E.M.





















NOTA: 8,2/10


Em 2008, foi lançado o 14º álbum da banda georgiana, intitulado Accelerate, que foi mais direto. Após o Around The Sun, o R.E.M. decidiu se reconectar com sua energia primordial. A estratégia foi clara: retomar a urgência, a concisão e a pegada Rock que os consagrara nos anos 80 e em parte dos 90. A banda passou a ensaiar intensamente, gravando várias faixas ao vivo no estúdio, para capturar a vibração crua que estava faltando. Produção feita por Jacknife Lee, foi pensada para ser seca, urgente e sem excessos. A mixagem privilegia guitarras distorcidas, linhas de baixo pulsantes, e bateria marcada, mas sempre deixando espaço para a voz de Michael Stipe, que soa menos contemplativa e mais agressiva, fazendo um Rock alternativo ser quase garageiro. O repertório é muito legal, e as canções são todas bem encadeadas e sinceras. No fim, é um ótimo trabalho, bem coeso. 

Melhores Faixas: Supernatural Superserious, Sing For The Submarine 
Vale a Pena Ouvir: Until The Day Is Done, Man-Sized Wreath, Mr.Richards, Horse To Water

Collapse Into Now – R.E.M.





















NOTA: 8,8/10


Então chegamos em 2011, quando foi lançado o último álbum do R.E.M., o Collapse Into Now. Após o Accelerate, a banda, mesmo fazendo um som que recuperou a autoestima deles, já discutia a possibilidade de encerrar a trajetória. O desgaste de décadas de estrada, a ausência do Bill Berry desde 1997 e a consciência de que o R.E.M. já havia dito quase tudo o que podia em termos artísticos estavam no ar. Fazendo assim um álbum que não buscava tanto redefinir o som da banda ou recuperar glórias, mas sim fechar um ciclo. Produção feita por Jacknife Lee, foi bem mais variada, e aqui temos um resgate do lirismo do Out of Time, a melancolia do Automatic for the People e até ecos mais experimentais da fase Up. Os arranjos são ricos, com camadas de violão, metais, órgão, e até colaborações vocais que trazem diversidade. O repertório é muito bacana, e as canções são bem urgentes e melódicas. No final, é um belo disco de despedida, muito digno. 

Melhores Faixas: Überlin, All The Best, Oh My Heart, Walk It Back 
Vale a Pena Ouvir: Discoverer, Blue, Every Day Is Yours To Win, It Happened Today


terça-feira, 16 de setembro de 2025

Analisando Discografias - R.E.M.: Parte 2

                 

Monster – R.E.M.





















NOTA: 8,7/10


Dois anos se passam, e foi lançado mais um trabalho do R.E.M., intitulado Monster. Após o Automatic For The People, a banda estava consciente de que poderia se tornar repetitiva se não desviasse o rumo. Ao mesmo tempo, havia uma ansiedade pela primeira grande turnê mundial desde 1989. Assim, o R.E.M. planejou deliberadamente um álbum mais agressivo e voltado para a performance, além de aproveitar o hype que a grande mídia estava dando para as bandas do Grunge e do Rock alternativo, que tinham suas influências nos georgianos. A produção foi aquela de sempre: capturar uma sonoridade crua, mais próxima de ensaios e apresentações ao vivo. Peter Buck mergulhou em pedais de distorção e efeitos, criando camadas densas de guitarra, enquanto a cozinha rítmica foi mais criativa, combinando com os vocais mais íntimos do Michael Stipe. O repertório é muito bom, e as canções são bem dinâmicas e envolventes. No fim, é um trabalho bacana que continua sendo subestimado. 

Melhores Faixas: What's The Frequency, Kenneth?, Bang And Blame, Crush With Eyeliner, Let Me In 
Vale a Pena Ouvir:  Strange Currencies, Star 69, King Of Comedy

New Adventures In Hi-Fi – R.E.M.





















NOTA: 9,7/10


Indo para 1996, foi lançado o 10º álbum de estúdio do R.E.M., o New Adventures in Hi-Fi. Após o Monster, um álbum feito deliberadamente para o palco, fora daquele refinamento. Só que, durante a turnê, vários problemas de saúde atingiram os membros, desde colapsos até cirurgias de emergência, especialmente envolvendo Bill Berry. Esse período exaustivo fez o grupo refletir sobre sua identidade, mas também gerou uma imensa quantidade de material novo, levando-os a decidir fazer algo mais ousado. Produção feita pela última vez por Scott Litt, foi gravado em vários lugares, trazendo um som expansivo que varia do Rock alternativo, Post-Grunge e até à Americana. As guitarras de Peter Buck ora soam limpas e cristalinas; o baixo de Mike Mills é inventivo; a bateria de Berry continua sólida. Michael Stipe canta de forma bastante variada. O repertório é belíssimo, e as canções são incríveis e melódicas. Em suma, é um baita disco, que apresenta um experimentalismo coeso. 

Melhores Faixas: How The West Was Won And Where It Got Us, E-Bow The Letter (participação da Patti Smith), Electrolite, The Wake-Up Bomb, Undertown, Departure 
Vale a Pena Ouvir: Leave, So Fast, So Numb, Low Desert

Up – R.E.M.





















NOTA: 8,5/10


Se passam mais dois anos e é lançado mais um trabalho do R.E.M., intitulado Up. Após o New Adventures in Hi-Fi, o baterista Bill Berry anunciou sua saída em outubro de 1997, alegando estar esgotado e querendo uma vida longe do estrelato, e o resto dos membros até cogitou o fim da banda. No entanto, decidiram continuar como um trio. A ausência abriu espaço para experimentação: em vez de buscar um substituto fixo, a banda optou por explorar texturas eletrônicas, programações e batidas de caixa de ritmo. Produzido por Pat McCarthy, foi um processo bem intenso para a banda. O som ficou marcado por teclados vintage, drum machines, colagens eletrônicas e atmosferas que alternam entre o etéreo e o claustrofóbico, seguindo a estética que o Rock alternativo e a música eletrônica trilhavam. O repertório é bem interessante; as canções são imersivas e, de certo modo, melancólicas. No geral, é um trabalho bacana, mas que acabou sendo menosprezado. 

Melhores Faixas: Daysleeper, Walk Unafraid, The Apologist 
Vale a Pena Ouvir: You're In The Air, At My Most Beautiful, Why Not Smile, Hope

Reveal – R.E.M.





















NOTA: 6/10


Indo para 2001, o R.E.M. retorna lançando seu 12º álbum, o Reveal, que tentou ser mais atmosférico. Após o Up, a banda começou a reencontrar um certo equilíbrio. O desejo, então, era compor um álbum mais luminoso, com melodias mais evidentes e climas mais ensolarados. Assim, eles decidiram lançar um projeto que ficou conhecido como o “álbum de verão” do R.E.M.: colorido e com uma sonoridade que remete tanto ao psicodelismo suave dos anos 60 quanto ao Pop Rock daquele período. Produzido novamente por Pat McCarthy, contou com uso intenso de teclados, sintetizadores, além de guitarras cristalinas e arranjos que remetem ao Chamber Pop. Buck foi para um lado mais textural em vez da riffística, e Michael Stipe explorou uma abordagem mais variada; porém, tudo soa um tanto arrastado e com falta de preenchimento. O repertório até começa bem, mas depois traz canções bastante genéricas. Enfim, é um trabalho irregular, que carece de complemento. 

Melhores Faixas: I'll Take The Rain, She Just Wants To Be, Imitation Of Life 
Piores Faixas: Disappear, Saturn Return, Summer Turns To High

Around The Sun – R.E.M.





















NOTA: 8,7/10


Três anos depois, foi lançado mais um trabalho do R.E.M., o fraquíssimo Around the Sun. Após o Reveal, a banda buscava mais refinamento do que a espontaneidade que havia marcado seus grandes momentos. Só que o R.E.M. estava fortemente envolvido em causas políticas, especialmente na campanha contra George W. Bush e a guerra do Iraque. O disco reflete tanto a necessidade de manter relevância política quanto a dificuldade em encontrar um fio musical realmente vibrante. Produzido novamente por Pat McCarthy, apostou em camadas de teclados, guitarras limpas, programações discretas e arranjos suaves, criando um clima contemplativo. O problema é que falta muita dinâmica e, em vários momentos, o álbum soa excessivamente arrastado, já que muita coisa acabou sendo retrabalhada. Com isso, o repertório é fraquíssimo: há até algumas canções bacanas, mas outras soam bem medíocres. Enfim, é um trabalho péssimo e bastante cansativo. 

Melhores Faixas: Boy In The Well, I Wanted To Be Wrong, Aftermath, Leaving New York
Piores Faixas: Wanderlust, Around The Sun, The Worst Joke Ever, High Speed Train, The Ascent Of Man
  

        Então é isso e flw!!!        

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Analisando Discografias - R.E.M.: Parte 1

                   

Murmur – R.E.M.





















NOTA: 10/10


No ano de 1983, foi lançado o álbum de estreia do R.E.M., o excepcional Murmur. Formada três anos antes em Athens, na Geórgia, pelo vocalista Michael Stipe, guitarrista Peter Buck, baixista Mike Mills e baterista Bill Berry, a banda surgiu numa cena universitária underground fervente, principalmente no sul dos Estados Unidos, que começava a se firmar como um espaço fértil para novas bandas. Com isso, eles se tornaram um dos primeiros do intitulado College Rock e, após o lançamento de alguns singles, assinaram com a I.R.S. Records. A produção foi feita por Don Dixon e Mitch Easter, que sabiam capturar a energia do grupo sem polir em excesso. Com isso, a guitarra do Buck tem um timbre limpo e dinâmico, e os vocais difusos do Stipe contribuem com aquela energia que era marca do Jangle Pop, com influências de Folk e Post-Punk. O repertório é sensacional, e as canções são bem divertidas e climáticas. No final, é um baita disco de estreia e certamente um clássico. 

Melhores Faixas: Radio Free Europe, Laughing, Catapult, Pilgrimage, Perfect Circle 
Vale a Pena Ouvir: Shaking Through, Moral Kiosk, We Walk

Reckoning – R.E.M.





















NOTA: 9,8/10


No ano seguinte, o R.E.M. retorna lançando seu 2º álbum de estúdio, o Reckoning. Após o maravilhoso Murmur, a banda rapidamente deixou de ser apenas um nome promissor do underground universitário para se tornar um dos grupos mais comentados da cena alternativa. Esse sucesso inicial trouxe para o R.E.M. a necessidade de mostrar consistência. Eles poderiam ter levado anos para compor e gravar o sucessor, mas escolheram o caminho contrário: em menos de um ano já estavam de volta ao estúdio para registrar esse novo trabalho. A produção contou, de novo, com Mitch Easter e Don Dixon, porém a decisão foi dar mais ênfase à energia bruta deles. Indo para um som mais claro e vibrante: a voz do Michael Stipe está um pouco menos enterrada, as guitarras do Peter Buck soam mais cristalinas, e a cozinha rítmica é mais encorpada. O repertório é incrível, e as canções ficaram mais melódicas e intensas. Enfim, é um belo disco, que mostrou a banda já amadurecendo. 

Melhores Faixas: So. Central Rain, Harborcoat, Second Guessing, Letter Never Sent, (Don't Go Back To) Rockville 
Vale a Pena Ouvir: 7 Chinese Brothers, Little America

Fables Of The Reconstruction / Reconstruction Of The Fables – R.E.M.





















NOTA: 9,3/10


Mais um ano se passa, e o R.E.M. lança mais um trabalho novo, o Fables of the Reconstruction. Após o Reckoning, a banda enfrentava uma fase de transição criativa, buscando expandir seu som e explorar novas temáticas sem perder a identidade que a tornara única. Com isso, eles decidiram fazer uma obra que mergulhasse em atmosferas mais sombrias, texturas densas e narrativas líricas mais literárias e regionais, inspirando-se em mitos, lendas e histórias folclóricas da região, transportando o R.E.M. para um território mais introspectivo e experimental. A produção, feita por Joe Boyd, trouxe uma perspectiva mais atmosférica, orgânica e até experimental, afastando-os de sua sonoridade limpa, agora indo de vez por um caminho mais alternativo, mas seguindo suas bases no Jangle Pop. O repertório é bem legal, com canções mais melódicas e outras que são bem mais sombrias. No geral, é um disco incrível, que seguiu um caminho mais ambicioso. 

Melhores Faixas: Driver 8, Old Man Kensey, Can't Get There From Here, Life And How To Live It, Wendell Gee, Kohoutek 
Vale a Pena Ouvir: Auctioneer (Another Engine), Maps And Legends

Lifes Rich Pageant – R.E.M.





















NOTA: 9,5/10


Outro ano se passou, e eles retornam lançando mais um álbum, o Lifes Rich Pageant. Após o Fables of the Reconstruction, o R.E.M. atravessava um período de reflexão e renovação criativa. Embora o disco tenha consolidado sua reputação como banda de credibilidade crítica, sua sonoridade mais obscura e introspectiva não teve a mesma aceitação comercial de seus antecessores. A banda percebeu que precisava de um álbum que mantivesse a densidade lírica e a experimentação, mas que também fosse mais acessível e direto. A produção, feita por Don Gehman, trouxe uma abordagem mais direta e limpa, com ênfase em guitarras claras e em baixo e bateria bem definidos, reduzindo o efeito nebuloso que caracterizava os primeiros álbuns. Ou seja, eles seguiram para o caminho do Rock alternativo, mas preservando sua característica Jangle. O repertório é muito bom, e as canções são mais dinâmicas e profundas. Enfim, é outro trabalho maravilhoso e mais claro. 

Melhores Faixas: Fall On Me, I Believe, Superman, These Days, Begin The Begin 
Vale a Pena Ouvir: What If We Give It Away?, Underneath The Bunker, Just A Touch

Document – R.E.M.





















NOTA: 9,8/10


Em 1987, foi lançado o 5º álbum de estúdio do R.E.M., intitulado Document, que foi bem mais variado. Após o Lifes Rich Pageant, e com a experiência acumulada de turnês e gravações anteriores, eles começaram a trabalhar no novo projeto. Havia um crescente interesse do mainstream por bandas alternativas, e o grupo estava consciente de que precisava criar um trabalho que preservasse sua integridade artística, mas que também tivesse maior potencial comercial. A produção, feita por Scott Litt junto com a banda, enfatizou guitarras nítidas, baixo e bateria bem definidos e vocais mais audíveis de Michael Stipe, sem sacrificar a densidade emocional. Reunindo todas as influências do Jangle e do Rock alternativo em direção a um caminho mais Pop, o disco trouxe uma sonoridade mais enérgica e letras carregadas de crítica. Com isso, o repertório é maravilhoso, e as canções são explosivas e profundas. Enfim, é outro disco incrível e mais um clássico. 

Melhores Faixas: It's The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine), The One I Love, Finest Worksong, Fireplace, Strange 
Vale a Pena Ouvir: Disturbance At The Heron House, King Of Birds, Exhuming McCarthy

Green – R.E.M.





















NOTA: 8,8/10


Pulando para o ano seguinte, foi lançado mais um disco deles, o expansivo Green. Após o excepcional Document, a banda já consolidava presença significativa no Rock alternativo e começava a se aproximar do público mainstream. Só que eles queriam um álbum que refletisse versatilidade musical, sem perder o carisma melódico que se tornara sua marca registrada. Além disso, saíram da gravadora I.R.S. e assinaram com a Warner. A produção contou com o mesmo produtor, mas agora seguindo um som mais expansivo e polido, mantendo a energia orgânica da banda. No processo, houve maior uso de overdubs, camadas de guitarra, teclados e arranjos orquestrais em algumas faixas. Peter Buck explorou timbres mais diversificados, mantendo o Jangle Pop característico, mas incorporando riffs mais agressivos ou atmosféricos. O repertório é bem interessante, alternando entre canções mais energéticas e meditativas. No fim, é um ótimo álbum, que acabou sendo muito subestimado. 

Melhores Faixas: Stand, Orange Crush, I Remember California, Turn You Inside Out 
Vale a Pena Ouvir: You Are The Everything, Get Up

Out Of Time – R.E.M.





















NOTA: 9/10


Indo para 1991, foi lançado o 7º álbum do R.E.M., o aclamado por muitos: Out of Time. Após o Green, a banda consolidou-se como uma das mais respeitadas do Rock alternativo e começou a atingir um público mainstream mais amplo. O grupo estava em um ponto de maturidade criativa, capaz de equilibrar canções Pop cativantes com experimentações líricas e instrumentais. Vendo que, naquele período, o Rock alternativo estava em seu ápice, decidiram que o próximo álbum deveria trazer mais variações. A produção, feita novamente por Scott Litt junto com a banda, buscou um som acessível e, ao mesmo tempo, ampliou o espectro sonoro, incorporando cordas, metais, instrumentos de sopro e percussões diversas. Somado a isso, a guitarra variada do Buck, a cozinha rítmica mais complexa e os vocais emocionais do Stipe geraram uma ótima coesão. Com um repertório muito bom, todas as canções soam cativantes. No fim, é um belo disco, que garantiu à banda um grande sucesso comercial. 

Melhores Faixas: Losing My Religion, Shiny Happy People, Texarkana, Near Wild Happen, Half A World Away 
Vale a Pena Ouvir: Radio Song, Country Feedback

Automatic For The People – R.E.M.





















NOTA: 10/10


No ano seguinte, foi lançado o sensacional e atemporal 8º álbum deles, o Automatic for the People. Após o Out of Time, o R.E.M. estava no seu auge, equilibrando hits comerciais com consistência artística. Michael Stipe começou a explorar temas de perda, envelhecimento, memória e mortalidade, enquanto Peter Buck, Mike Mills e Bill Berry buscavam arranjos mais sofisticados e atmosféricos. Assim, surgiu um álbum que combina profundidade emocional com instrumentação refinada e arranjos orquestrais sutis. A produção, conduzida mais uma vez por Scott Litt junto com a banda, seguiu por um caminho mais refinado, no qual cada instrumento e detalhe vocal tem espaço para respirar, criando uma sensação de intimidade e profundidade. Aqui, as influências vão do Rock alternativo, Folk, Jangle Pop e até momentos acústicos. O repertório é espetacular, parecendo até uma coletânea. Em suma, é um álbum maravilhoso e certamente uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Man On The Moon, Drive, Everybody Hurts, Monty Got A Raw Deal, Nightswimming, Try Not To Breathe 
Vale a Pena Ouvir: Find The River, Sweetness Follows

 

               Então um abraço e flw!!!                 

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