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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Analisando Discografias - Luan Santana: Parte 2

                 

1977 – Luan Santana





















NOTA: 7/10


Três anos se passaram, e Luan Santana lançou seu 3º álbum de estúdio, o 1977, que marcou seu último grande momento. Após O Nosso Tempo É Hoje, o cantor lançou um álbum acústico e, depois de fazer turnê, anunciou que seu próximo trabalho seria inspirado no ano de 1977, quando a ONU oficializou o Dia Internacional da Mulher. Ele idealizou um projeto para homenagear as mulheres, só que não tinha conceito algum. A produção, assinada por Dudu Borges, ocorreu ao longo de três dias no Polo Cinematográfico de Paulínia, em São Paulo, com elementos visuais que remetiam a um estúdio cinematográfico antigo. A sonoridade traz influências de Country, Pop e Bachata, o que acaba sendo um problema em algumas melodias. O repertório é bom, com canções interessantes e algumas baladinhas fracas, além de participações que não funcionam tão bem. Enfim, é um disco interessante, mas que apresenta algumas falhas. 

Melhores Faixas: Dia, Lugar E Hora, Primeira Semana, Estaca Zero, Km 70, Amor De Interior
Piores Faixas: Eu, Você, O Mar E Ela, Acordando O Prédio, Fantasma (Marilia Mendonça estragando a música totalmente), Rg (agora foi a vez da cantora flopada destruir outra canção)

Live-Móvel – Luan Santana





















NOTA: 1/10


No ano de 2018, Luan Santana lançou outro álbum, o Live-Móvel, e aqui as coisas decaíram absurdamente. Após o 1977, não sei o que ele fumou, mas decidiu se inspirar no U2 (sim, no U2), a proposta consistia em realizar shows surpresa em diferentes localidades do Brasil, utilizando um caminhão que se transformava em palco. Além disso, ele decidiu se afastar das influências da música Pop para seguir um caminho totalmente execrável no Sertanejo universitário. A produção, feita por Gabriel Lolli e Lucas Santos, percorreu diversas cidades brasileiras, incluindo regiões do sertão alagoano e o centro urbano de São Paulo. Com sua equipe montando estruturas de show em locais inusitados, a sonoridade é muito manjada e com linhas acústicas bem fraquinhas. O repertório é pavoroso, as canções são chatas e os feats são um verdadeiro caos. Em suma, é um trabalho péssimo e completamente nada a ver. 

Melhores Faixas: (..........) 
Piores Faixas: Boa Memória, Sofazinho, Machista, Vingança

VIVA (Ao Vivo) – Luan Santana





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, ele lança mais um álbum, desta vez totalmente ao vivo, o VIVA. Após o horroroso Live-Móvel, Luan Santana estava completamente perdido, então, para não ficar para trás de seus outros colegas do Sertanejo, ele decidiu criar um espetáculo que celebrasse a vida, a música e a interação real entre as pessoas, só que isso acabou se tornando uma completa alegria de plástico. A produção foi conduzida por Dudu Borges, Gabriel Lolli e Lucas Santos. A apresentação aconteceu no Parque de Exposições de Salvador, na Bahia, com um palco de impressionantes 100 metros de extensão, um dos maiores já montados no Brasil, contando com recursos pirotécnicos e efeitos visuais de última geração. Só que, apesar de toda essa grandiosidade, a banda de apoio é o único ponto positivo, pois o público é irritante e, em alguns momentos, Luan canta mal. O repertório é muito ruim, cheio de canções completamente sem graça. Enfim, é um trabalho péssimo e sem emoção. 

Melhores Faixas: (................) 
Piores Faixas: Quando A Bad Bater, Meu Investimento, Boa Memória, Flores, Amor E Pudim, Sofrendo Feito Um Louco, Motel Paraíso

LUAN CITY (AO VIVO) – Luan Santana





















NOTA: 1/10


Em 2022, Luan Santana retorna lançando mais um álbum ao vivo, o LUAN CITY (que se tornou uma série de lançamentos). Após o VIVA, o cantor rescindiu seu contrato com a Som Livre em 2020 e fechou com a gravadora Sony. Esse título se deve a uma ideia que ele teve de criar um universo próprio, onde diferentes estilos e influências musicais pudessem coexistir harmoniosamente, criando um conceito que, na verdade, não existe. Produzido por Lucas Santos, o show foi gravado na Vila Itororó, em São Paulo, com uma estrutura que representava uma cidade, incluindo cenários que remetiam a diferentes ambientes urbanos. Ok, muito legal, mas a sonoridade é totalmente confusa, fundindo Sertanejo com Bachata, música eletrônica e Piseiro (não faz sentido). O repertório é horroroso, com canções muito superficiais, e as participações ficaram muito ruins. Enfim, é outro trabalho tenebroso que mostra por que Luan Santana, hoje, é apenas uma completa memória afetiva. 

Melhores Faixas: (....................) 
Piores Faixas: SEU DOUTOR, HÁBITO (hoje Chitãozinho & Xororó só serve para ser enfeite nesses álbuns assim, e aqui não foi diferente), NÃO SEI NAMORAR SÓ COM UMA, ABALO EMOCIONAL, CORAÇÃO CIGANO (cara Luísa Sonza? Isso é decadência pura), CELTA

LUAN CITY 2.0 – Luan Santana





















NOTA: 1,4/10


Mais um ano se passou, e ele retorna lançando meio que uma parte 2, o LUAN CITY 2.0. Após o LUAN CITY (original), Luan Santana decidiu expandir o ‘‘conceito’’ original, criando uma sequência que explorasse ainda mais as nuances e histórias dessa cidade fictícia, além de fazer um show em um lugar que combinasse com sua proposta e que fosse em estádio. A produção foi praticamente a mesma, a apresentação ocorreu em Belo Horizonte, mais precisamente no Mineirão, em um espetáculo grandioso, recheado de várias fãs malucas, e com muita tecnologia de ponta. Mas a sonoridade é aquela fusão de estilos confusa, agora pulando nessa tendência horrorosa do Agronejo, com muita bachata, virando um quase cover piorado do seu Nivaldo, vulgo Gusttavo Lima. O repertório é ruim, as canções são chatíssimas, e as letras ainda mais superficiais. Enfim, assim como seu antecessor, é um trabalho muito ruim. 

Melhores Faixas: (..........coitados dos nego que foi lá no Mineirão perder tempo........) 
Piores Faixas: SEM SENTIMENTO, CALVIN KLEIN, POUCO BEIJO, MUITO GELO, MEIO TERMO, SOLTEIRA ENRUSTIDA, PROCURA-SE, MULHER SEGURA, ME DESBLOQUEIA AÍ, HINO DOS SOLTEIROS (olha o ponto que ele chegou)

LUAN AO VIVO NA LUA – CRESCENTE – Luan Santana





















NOTA: 1/10


No final do ano passado, Luan Santana lançou seu último álbum até o momento, o LUAN AO VIVO NA LUA – CRESCENTE. Após o LUAN CITY 2.0, o cantor decidiu que seu novo trabalho ao vivo explorasse diferentes fases da lua, simbolizando as diversas etapas e emoções presentes nos relacionamentos e na vida cotidiana, só que com uma grande superficialidade. Produzido novamente por Lucas Santos, a apresentação ocorreu em Cotia, São Paulo, em um espetáculo exclusivo para fãs e convidados (pessoal comportado, inclusive). O palco foi meticulosamente projetado para simular a superfície lunar, além de ter muitas transições na iluminação. Só que a sonoridade é aquele Sertanejo universitário manjado e sem envolvimento. O repertório, apesar de curto, contém canções que são uma dor de corno e parecem intermináveis. É muito ruim. No final de tudo, é um álbum péssimo e mostra a tamanha decadência do Luan. 

Melhores Faixas: (...........) 
Piores Faixas: ELES ESTAVAM CERTOS, PARECE, COISAS QUE EU NÃO VOU DEIXAR DE TER, CLONE

                                                         Então é isso e flw!!!      

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Analisando Discografias - Luan Santana: Parte 1

                 

Ao Vivo – Luan Santana





















NOTA: 8,6/10


Em 2009, um certo sul-mato-grossense, vindo de Campo Grande, lançava seu 1º álbum ao vivo. Seu nome: Luan Santana. O cantor, amado por muitas fãs e odiado por muita gente, começou sua carreira bem cedo e lançou um álbum totalmente amador, que não o agradou. No entanto, um amigo colocou uma cópia no YouTube, que começou a ganhar visualizações. A partir daí, Luan começou a fazer shows e gravou outro álbum, que teve êxito comercial e resultou neste trabalho ao vivo. A produção, feita por Ivan Miyazato e com direção de Anderson Ricardo, foi realizada em um show no Parque das Nações Indígenas, na cidade natal do cantor, com uma sonoridade que, mesmo tendo influências do Sertanejo universitário, se enquadrava muito mais na música Pop, criando um ótimo equilíbrio. O repertório é bem legal, com canções que remetem às boas letras do Sertanejo dos anos 90. No fim, é um disco bom, que mostrava Luan seguindo um caminho diferente. 

Melhores Faixas: Você Não Sabe O Que É Amor, Vou Voar, Pra Você Lembrar De Mim 
Vale a Pena Ouvir: Meteoro, Sinais, Você Do Meu Lado, Eu Tô Jogando Verde, Sempre Com Você

Ao Vivo no Rio – Luan Santana





















NOTA: 8/10


Dois anos se passaram, e Luan Santana lançou seu 2º álbum, intitulado Ao Vivo no Rio. Após seu primeiro álbum ao vivo, de 2009, o cantor já estava no auge do sucesso, intensificando de vez seu contrato com a Som Livre e até participando da novela Malhação (pô, cara, mal tinha saído da adolescência e já teve um revival de uma semana... desnecessário, né?). Com tudo isso, no final de 2010, ele decidiu gravar mais um trabalho ao vivo. A produção foi bem diversificada: além do próprio Luan Santana desempenhando esse papel, contou com a ajuda do Ivan Miyazato, Anderson Ricardo, Eduardo Pepato e outros. A gravação foi realizada na HSBC Brasil (atual Arena Olímpica do Rio) e trouxe uma sonoridade muito bem encadeada, com aquela mistura de Pop e Sertanejo, a única coisa ruim é o público mesmo. O repertório é muito bom, com canções bem energéticas e ótimas participações de Zezé Di Camargo & Luciano e até da Ivete Sangalo. No final, é um ótimo disco, com muitos acertos. 

Melhores Faixas: Palácios E Castelos, Amar Não É Pecado, A Bússola, As Lembranças Vão Na Mala 
Vale a Pena Ouvir: Um Beijo, Pot-Pourri: Amor Distante / Inquilina De Violeiro, Superamor, Feiticeiro

Quando Chega a Noite – Luan Santana





















NOTA: 7,8/10


No ano seguinte, Luan Santana voltou lançando seu 2º álbum de estúdio, o Quando Chega a Noite. Após o Ao Vivo no Rio, o cantor continuava em destaque no cenário Sertanejo, mas acabou dando uma pausa em sua agenda de shows para focar na gravação desse álbum, trabalhando intensamente e demonstrando um certo perfeccionismo. A produção foi feita por ele mesmo, junto com a chatíssima dupla Fernando & Sorocaba, que trouxe novidades ao misturar metais e instrumentos de sopro com acordeão, além de faixas com arranjos mais focados em cordas. O disco apostou em uma sonoridade Sertaneja com influências da Country music contemporânea, mas o único erro foi a inclusão de um público falso, algo totalmente desnecessário. O repertório é muito bom, as canções são mais animadas e trazem um romantismo inocente, sem superficialidade. Em suma, é um ótimo álbum, apesar desse detalhe do público falso. 

Melhores Faixas: Incondicional, 24 Horas, Surreal, 3 De Maio 
Vale a Pena Ouvir: Quando Chega A Noite, Momento Certo, Te Vivo, Único

O Nosso Tempo É Hoje – Luan Santana





















NOTA: 7,1/10


Em 2013, o cantor lançou outro álbum ao vivo, intitulado O Nosso Tempo É Hoje, que trouxe pequenos problemas. Após o Quando Chega a Noite, Luan Santana vivia um ótimo momento e mostrava um amadurecimento artístico, mas, naquela época, o Sertanejo universitário estava seguindo uma tendência em que as canções se tornavam cada vez mais chiclete, e Luan decidiu mergulhar nessa onda. A produção foi conduzida por Dudu Borges, com direção de Joana Mazzucchelli, e a gravação ocorreu na Arena Maeda, em Itu (sim, na famosa cidade dos exageros). O show incorporou elementos como tintas neon, animadores, iluminação em LED e chafarizes em forma de flores de lótus. A sonoridade continuou sendo uma mistura de Sertanejo com toques de Country Pop e música eletrônica, mas alguns arranjos ficaram confusos. O repertório é bom, com canções legais, embora algumas sejam muito genéricas. Enfim, é um álbum bom, mas que apresenta algumas irregularidades. 

Melhores Faixas: Tudo O Que Você Quiser, Promete, Cê Topa, Voar Outra Vez, Donzela
Piores Faixas: Um Brinde Ao Nosso Amor, Tanto Faz, O Nosso Tempo É Hoje, Sogrão Caprichou

Analisando Discografias - Imagine Dragons

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