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sábado, 30 de agosto de 2025

Analisando Discografias - Free: Parte 2

                  

Highway – Free





















NOTA: 9/10


Ai, perto do final daquele ano, o Free retorna lançando mais um álbum, o Highway. Após o maravilhoso Fire And Water, graças ao single All Right Now, que explodira nas paradas, levando-os de promessa a realidade do Rock mundial. Essa ascensão meteórica, no entanto, trouxe consigo uma pressão enorme: eles precisavam lançar rapidamente um sucessor que mantivesse o embalo comercial. A Island Records, percebendo o momento, incentivou a banda a retornar imediatamente ao estúdio. Produção feita por eles mesmos, seguiu aquela temática crua, orgânica, sem grandes adornos, mas com uma sonoridade mais introspectiva e contida que o disco anterior. Com isso, os arranjos privilegiam espaços, atmosferas melancólicas e um Blues Rock menos explosivo. O repertório é muito bom, e as canções são bem diversificadas e leves. Enfim, é um belo disco, que foi muito menosprezado. 

Melhores Faixas: Be My Friend, Sunny Day, The Stealer, The Highway Song, Ride On Pony
Vale a Pena Ouvir: Bodie, On My Way

Free At Last – Free





















NOTA: 8,4/10


Dois anos se passaram e eles retornam lançando seu 5º álbum de estúdio, O Free At Last. Após o Highway, a banda já estava esfacelada: Paul Rodgers e Andy Fraser tinham conflitos constantes sobre direção musical, enquanto Paul Kossoff, cada vez mais abalado pela dependência de drogas e pela depressão, via sua saúde se deteriorar. E, após o lançamento de um álbum ao vivo, a gravadora Island insistiu num retorno. Rodgers e Fraser concordaram em dar mais uma chance, mas sob uma condição clara: todas as composições seriam creditadas coletivamente a Rodgers/Fraser/Kirke/Kossoff. Produzido pela própria banda, o disco soa mais minimalista, quase fantasmagórico em alguns momentos, refletindo tanto a fragilidade interna do grupo quanto o estado emocional do Kossoff, resultando num Blues Rock mais arrastado. O repertório ficou interessante, com canções boas e outras mais fracas. Enfim, é um ótimo disco, apesar de ser realmente o mais fraco deles. 

Melhores Faixas: Little Bit Of Love, Magic Ship, Soldier Boy 
Piores Faixas: Goodbye, Guardian Of The Universe

Heartbreaker – Free





















NOTA: 9,7/10


Então chegamos a 1973, quando foi lançado o álbum do Free, o Heartbreaker, em um momento decisivo. Após o Free At Last, a situação interna da banda continuava insustentável. Paul Kossoff, cada vez mais debilitado pelas drogas e pela depressão, já não tinha condições de manter um ritmo estável de gravações ou turnês, o que levou Rodgers e Kirke a buscar reforços, já que Andy Fraser também havia saído. Entraram Tetsu Yamauchi (baixo) e John "Rabbit" Bundrick (teclados), ambos músicos de apoio experientes. Produzido pela banda junto com Andy Johns, o disco apresenta um som mais limpo e refinado que os anteriores, graças, em grande parte, ao uso marcante dos teclados de Rabbit, que acrescentam camadas de cor e atmosfera inéditas à sonoridade deles. O repertório é belíssimo, com canções incríveis, algumas mais melódicas. No fim, é um baita disco, que encerrou a trajetória da banda, e é uma pena que Kossoff, dois anos depois, viesse a falecer. 

Melhores Faixas: Wishing Well, Come Together In The Morning, Easy On My Soul 
Vale a Pena Ouvir: Muddy Water, Heartbreaker

 

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Avaliando Discografias - Free: Parte 1

                 

Tons Of Sobs – Free





















NOTA: 9,9/10


Voltando a 1969, foi lançado o álbum de estreia do Free, intitulado Tons Of Sobs. Formada um ano antes, também em Londres, na Inglaterra (mesmo caso do futuramente Bad Company), a banda tinha membros incrivelmente jovens: Paul Rodgers tinha apenas 18 anos, Paul Kossoff 17, Andy Fraser 15 (!) e Simon Kirke 19. Apesar da pouca idade, todos já tinham alguma bagagem. Com isso, chamaram a atenção do Alexis Korner, o “pai do Blues britânico”, que ajudou a encaminhá-los para um contrato com a Island Records. A produção, feita por Guy Stevens, com uma gravação curta e orçamento apertado, resultou em um som cru e visceral, quase de ensaio. Não há luxo na produção: a bateria soa direta, o baixo é seco, as guitarras têm aquele timbre “na cara” e a voz de Paul domina o espaço sonoro. O repertório é maravilhoso, e as canções são magníficas e dinâmicas. Enfim, é um baita disco de estreia e um completo clássico. 

Melhores Faixas: I'm A Mover, Goin' Down Slow, Walk In My Shadow, The Hunter 
Vale a Pena Ouvir: Worry, Wild Indian Woman

Free – Free





















NOTA: 9,6/10


Então, se passaram sete meses e foi lançado o 2º álbum autointitulado do Free, que foi mais estruturado. Após o Tons Of Sobs, a banda rapidamente se consolidou como uma promessa dentro da cena britânica do Blues Rock. O disco de estreia recebeu boas críticas por sua autenticidade e energia, mas ainda soava como um registro cru, quase uma jam de bar. A Island Records acreditava no potencial do quarteto, especialmente no talento individual dos jovens músicos. A produção, feita por Chris Blackwell, buscou um som mais refinado, embora ainda direto. O álbum soa mais organizado, com arranjos definidos, maior equilíbrio entre os instrumentos e um esforço claro para dar identidade própria à banda, distinguindo-a de contemporâneos como Cream e Led Zeppelin. O repertório ficou muito bom, e as canções ficaram mais melódicas, só que ainda com aquela energia. Em suma, é um álbum incrível e que mostrou uma evolução. 

Melhores Faixas: Songs Of Yesterday, Woman, I'll Be Creepin', Free Me 
Vale a Pena Ouvir: Broad Daylight, Trouble On Double Time

Fire And Water – Free





















NOTA: 10/10


Entrando nos anos 70, foi lançado o 3º álbum da banda, o excepcional Fire And Water. Após o disco anterior, o Free mostrava evolução, mas ainda não havia conseguido emplacar nenhum grande hit. A crítica reconhecia o talento do grupo, mas o público em geral ainda os via como uma banda de Blues Rock promissora entre tantas outras. A virada começou com o fortalecimento da parceria de composição entre Paul Rodgers e Andy Fraser, que, aos 17 anos, já demonstrava maturidade musical impressionante. A produção, conduzida pela própria banda, apresenta um som limpo, mas não polido demais; a crueza ainda está presente. A guitarra do Paul Kossoff aparece em seu auge: poucos acordes, muito espaço e uma intensidade emocional incomparável. Simon Kirke mantém a bateria enxuta, o baixo de Fraser é criativo, e Rodgers entrega interpretações arrebatadoras. O repertório é maravilhoso, parecendo uma coletânea. No final de tudo, é um baita disco e certamente o melhor da banda. 

Melhores Faixas: All Right Now, Fire And Water, Mr. Big 
Vale a Pena Ouvir: Heavy Load, Remember

           Bom é isso e flw!!!    

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...