Turn On The Bright Lights – Interpol
NOTA: 10/10
Em 2002, foi lançado o sensacional álbum de estreia do Interpol, o Turn On The Bright Lights. Formado em 1997, em Nova York, por Paul Banks (vocais/guitarra), Daniel Kessler (guitarra), Carlos Dengler (baixo/teclados) e Greg Drudy (bateria, logo substituído por Sam Fogarino), eles se diferenciavam ao resgatar o clima sombrio e urbano do Post-Punk britânico dos anos 80, reinterpretando-o com uma sonoridade moderna. Após alguns EPs independentes que circularam no underground, a banda chamou atenção da Matador Records. A produção ficou a cargo do Gareth Jones e Peter Katis, que imprimiram uma sonoridade marcada por guitarras em camadas, linhas de baixo melódicas e pulsantes, bateria precisa e minimalista, além da voz grave do Banks, que transmite um misto de frieza e desespero contido. O repertório é simplesmente maravilhoso, parecendo até uma coletânea. Enfim, é um baita disco e um dos melhores de todos os tempos.
Melhores Faixas: Obstacle 1, PDA, Stella Was A Diver And She Was Always Down, Untitled, NYC, Say Hello To The Angels
Vale a Pena Ouvir: Leif Erikson, The New
Antics – Interpol
NOTA: 9,7/10
Melhores Faixas: Evil, Slow Hands, Not Even Jail, C'mere, Narc
Vale a Pena Ouvir: Next Exit, Public Pervert
Our Love To Admire – Interpol
NOTA: 9/10
Três anos se passam, e o Interpol lança seu 3º álbum de estúdio, o Our Love to Admire. Após o Antics, a banda já havia conquistado a crítica, a base de fãs era fiel e os singles estavam consolidando o grupo nas rádios alternativas. Assim, eles já haviam mostrado um som mais direto e acessível, mas ainda preso à estética minimalista do Post-Punk Revival. Então, assinaram com uma grande gravadora, a Capitol Records, o que trouxe maior investimento. A produção ficou a cargo de Rich Costey, junto com a banda, e seguiram para uma sonoridade mais grandiosa e cinematográfica. O baixo do Carlos, além de guiar as músicas com suas linhas melódicas, também aparece nos teclados e arranjos de cordas. As guitarras do Kessler ganham mais espaço, a bateria do Fogarino soa mais densa, e Paul Banks se mostra mais seguro e dramático nos vocais. O repertório é ótimo, e as canções são bem melódicas e mais energéticas. No geral, é um trabalho bacana e bem orquestrado.
Melhores Faixas: Rest My Chemistry, No I In Threesome, Pioneer To The Falls, The Heinrich Maneuver, All Fired Up
Vale a Pena Ouvir: Who Do You Think, The Scale, Pace Is The Trick
Interpol – Interpol
NOTA: 8,8/10
Melhores Faixas: Barricade, Try It On
Vale a Pena Ouvir: Lights, Safe Without, Summer Well
El Pintor – Interpol
NOTA: 6/10
Se passaram mais quatro anos, e foi lançado mais um álbum do Interpol, o El Pintor. Após o último disco, a banda enfrentava várias tensões internas, e logo depois da gravação o baixista Carlos Dengler deixou o grupo. Com isso, eles entraram em hiato por alguns anos, e quando decidiram se reunir novamente para compor, o Interpol já estava reduzido a um trio, com Paul Banks assumindo o baixo. A produção ficou a cargo da própria banda, resultando em um som mais seco e direto. O baixo do Banks é mais simples do que o estilo ornamental do Dengler, mas isso abriu espaço para guitarras mais marcantes de Kessler e linhas de bateria mais explosivas do Fogarino. Ainda assim, tudo soa muito arrastado e parece que falta complemento em alguns arranjos, tornando o álbum por vezes monótono. O repertório até começa bem, mas depois decai por conta de canções mais fracas. Enfim, é um trabalho mediano, que tentou soar similar a Turn On The Bright Lights.
Melhores Faixas: All The Rage Back Home, My Desire, Everything Is Wrong
Piores Faixas: Twice As Hard, Breaker 1, My Blue Supreme
Marauder – Interpol
NOTA: 4/10
Indo para 2018, foi lançado o 6º álbum do Interpol, intitulado Marauder, que tentou ser mais amplo. Após o mediano El Pintor, o Interpol recuperou fôlego criativo. Além disso, a turnê subsequente foi bem-sucedida, incluindo as celebrações dos 15 anos de Turn On the Bright Lights em 2017. Mas a banda já não queria apenas olhar para trás. Para o próximo passo, Paul Banks, Daniel Kessler e Sam Fogarino buscavam algo menos calculado, mais espontâneo e com energia “ao vivo”. A produção ficou a cargo do Dave Fridmann, que trouxe seu estilo explosivo, saturado e barulhento. Com guitarras distorcidas, vocais mais crus, bateria frontal e um baixo mais sujo, a ideia era juntar o Post-Punk deles com o Rock alternativo, mas o resultado soa sem graça e carece de equilíbrio. O repertório é fraquíssimo, com canções genéricas e poucas realmente interessantes. No fim, é um disco ruim, que faltou mais ambição.
Melhores Faixas: The Rover, Stay In Touch, Number 10, Surveillance
Piores Faixas: Mountain Child, NYSMAW, Flight Of Fancy, It Probably Matters, Party's Over
The Other Side Of Make-Believe – Interpol
NOTA: 5/10
Então chegamos ao último álbum do Interpol até o momento, lançado em 2022: The Other Side of Make-Believe. Após o Marauder, o Interpol entrou em um período de introspecção criativa, enfrentando desafios internos e externos. Durante a pandemia de COVID-19, os membros se encontravam fisicamente distantes, com Paul Banks em Edimburgo, Daniel Kessler na Espanha e Sam Fogarino na Geórgia, colaborando basicamente via e-mail. A produção, conduzida por Mark Ellis (conhecido como Flood), trouxe uma sonoridade mais polida e atmosférica, com ênfase em texturas e nuances emocionais. Há uma utilização de espaços sonoros amplos, tentando criar uma sensação de imersão e profundidade, juntando as influências deles de Post-Punk com Dream Pop e Art Rock. Porém, tudo soa muito repetitivo e cansativo. O repertório é mediano, com algumas canções legais e outras bem medíocres. No fim, é um trabalho fraco, que carece de mais detalhes.
Melhores Faixas: Gran Hotel, Passenger, Into The Night
Piores Faixas: Renegade Hearts, Big Shot City, Fables
Então é isso, um abraço e flw!!!






