Vol. 5: Dil Cosby Suite – Beat Konducta (Madlib)
NOTA: 8,7/10
Agora, indo lá para 2008, foi lançado o Volume 5 dessa série de álbuns, que foi mais importante que os anteriores. Após o Volume 2, Madlib continuava toda a sua onda de experimentação, mas naquele ano de 2006 o seu amigo J Dilla viria a falecer, alguém em quem ele se inspirava bastante. A relação dos dois ia muito além de colaborações: tratava-se de irmandade musical, uma sintonia de métodos e técnica de sample que moldou uma geração. Madlib então prepara o Volume 5 e 6 da série Beat Konducta como parte do tributo duplo. A produção teve aquele foco nos samples de Soul dos anos 60 e 70, teclados jazzísticos, grooves quebrados e baterias profundamente humanas, com swing orgânico que remete diretamente ao que Dilla refinou em vida. Nada é acidental: cada chiado, variação de pitch, cada microcorte de voz tem um significado emocional. O repertório é muito bom, e as faixas são todas bem relaxantes. Enfim, é um belo álbum e que certamente honrou legado de Dilla.
Melhores Faixas: The Mystery (Dilla's Still Here), Sacrifice (Beat-A-Holic Thoughts), Two For Pay Jay (No Dough, No Show), Infinity Sound (Never Ending), For My Mans (Prelude), Floating Soul (Peace)
Vale a Pena Ouvir: Anthenagin' (?), No More Time? (The Change), The Get Over (Move), The Main Inspiration (Coltrane Of Beats)
Sound Ancestors – Madlib
NOTA: 8,5/10
Então, pulamos para 2021, quando foi lançado um de seus últimos álbuns completamente solo, o Sound Ancestors. Após a série de álbuns instrumentais e seus trabalhos com Freddie Gibbs, ele chega nesse ano com um disco que representa uma síntese mais autoral e espiritual de tudo o que acumulou. O conceito nasce tanto de uma reflexão pessoal quanto histórica: Madlib enxerga a música como conexão com os ancestrais, cada sample como uma entidade que carrega memória. A produção, feita como sempre pelo próprio Madlib com ajuda de Kieran Hebden (Four Tet), reúne instrumentos gravados ao vivo, experimentações com sintetizadores, samples raríssimos, ritmos quebrados e improvisações jazzísticas. Os grooves carregam textura Lo-fi, com camadas vindas de fitas analógicas, ruído proposital e profundidade harmônica, tendo muita base do Boom Bap e do Rap experimental. O repertório é muito bom, e as faixas são bem relaxantes. No fim, é um ótimo álbum e bem consistente.
Melhores Faixas: Road Of The Lonely Ones, Theme De Crabtree, Hang Out (Phone Off)
Vale a Pena Ouvir: Riddim Chant, Two For 2 - For Dilla, Dirtknock

