segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Analisando Discografias - Big Pun

                  

Capital Punishment – Big Pun





















NOTA: 10/10


Em 1998, foi lançado o álbum de estreia do Big Pun, o sensacional Capital Punishment. O rapper nova-iorquino descendente de porto-riquenhos começou sua trajetória de vez por volta de 1995, quando conheceu Fat Joe, que acabou o apadrinhando. Punisher rapidamente ganhou notoriedade por sua habilidade técnica incomum: uso massivo de rimas multissilábicas, cadência acelerada, respiração quase sobre-humana e uma capacidade rara de manter clareza mesmo em fluxos extremamente densos, conseguindo um contrato com a Loud Records. A produção foi supervisionada por ele mesmo junto com Joe, e também contou com Knobody, Young Lord, RZA, entre outros, seguindo a temática do Boom Bap, mas apresentando influências do R&B e do Gangsta Rap. As batidas são majoritariamente pesadas, com caixas secas, kicks graves e samples dramáticos. O repertório é maravilhoso, chegando a parecer uma coletânea. No fim, é um disco incrível e certamente um clássico. 

Melhores Faixas: Twinz (Deep Cover 98) (não preciso dizer, o que ele fez junto com Fat Joe foi algo fodástico), Beware, Still Not A Player (seu grande hit), The Dream Shatterer, Capital Punishment, Parental Discretion (simplesmente Busta Rhymes), Super Lyrical (ótima feat do Black Thought), Tres Leches (Triboro Trilogy) (Prodigy e Inspectah Deck amassaram), Boomerang 
Vale a Pena Ouvir: Glamour Life (Fat Joe juntou a Terror Squad inteira), I'm Not A Player, Fast Money, Punish Me

Yeeeah Baby – Big Pun





















NOTA: 4/10


E aí, entrando nos anos 2000, foi lançado seu 2º e último álbum, o fraquíssimo Yeeeah Baby. Após o clássico Capital Punishment, Pun estava trabalhando em seu próximo projeto com a intenção clara de expandir seu alcance comercial. No entanto, seus problemas de saúde, agravados pela obesidade severa, culminaram em um ataque cardíaco fatal em fevereiro de 2000. O álbum, portanto, foi finalizado sob circunstâncias delicadas. A produção foi supervisionada por Fat Joe e contou com as presenças do Younglord, Just Blaze, Knobody, entre outros, que partiram para uma abordagem mais polida, com menos predominância de atmosferas sombrias do Boom Bap e mais investimento em grooves dançantes, samples latinos, refrões melódicos e batidas com apelo mainstream. Só que tudo é muito sem graça e soa como sobras deslocadas. O repertório é muito ruim, com poucas canções interessantes. Enfim, é um disco péssimo e que não é digno de sua carreira. 

Melhores Faixas: Off Wit His Head, 100%, It’s So Hard, My Turn, Nigga Shit 
Piores Faixas: We Don't Care, Laughing At You, You Was Wrong, Ms. Martin, My Dick

  

Analisando Discografias - Converge: Parte 1

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