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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Roxy Music: Parte 2

                 

Country Life – Roxy Music





















NOTA: 9,8/10


Um ano se passou, e o Roxy Music lançava mais um novo disco, o Country Life (não é a capa original). Após o Stranded, a banda estava consolidada como uma das forças mais inventivas do Art Rock britânico, mas também havia estabelecido um equilíbrio muito particular entre experimentalismo, sofisticação pop e uma estética deliberadamente glamourosa. Para esse álbum, Bryan Ferry assume plenamente o papel de arquiteto conceitual e lírico, enquanto o grupo funciona como uma máquina extremamente bem ajustada. A produção, conduzida por John Punter junto com a banda, adota uma abordagem clara e surpreendentemente musculosa para os padrões do Art Rock da época. Aqui temos guitarras bem presentes do Manzanera, uma cozinha rítmica imersiva, os arranjos seguros do Andy Mackay e o vocal intimista do Ferry, sendo muito mais incisivo. O repertório é incrível, e as canções são bem mais variadas. No final de tudo, é um belo disco e um trabalho visivelmente mais confiante. 

Melhores Faixas: The Thrill Of It All, Prairie Rose, Triptych, All I Want Is You 
Vale a Pena Ouvir: Casanova, Three And Nine, Out Of The Blue

Siren – Roxy Music





















NOTA: 9,2/10


Pulando agora para 1975, foi lançado o 5º álbum de estúdio do Roxy Music, o Siren. Após o Country Life, a banda chegava a esse disco em um momento de enorme maturidade interna, com uma identidade já bem estabelecida, mas também sob a pressão de não se repetir. Bryan Ferry, cada vez mais consciente de seu papel como figura central do grupo, começava a direcionar o som para uma forma mais direta e sensual, sem abrir mão da sofisticação. A produção, conduzida desta vez por Chris Thomas, é bem mais polida e fluida, mantendo a mesma temática dos trabalhos anteriores, mas inclinando-se para um lado mais Pop. O disco evidencia as guitarras atmosféricas do Manzanera, violino e sintetizadores sustentáveis do Eddie Jobson, a bateria groovada do Paul Thompson, Andy Mackay usando oboé e saxofone a seu favor, e os vocais teatrais do Bryan Ferry. O repertório é muito legal, e as canções são divertidas e bastante melódicas. Enfim, mais um trabalho incrível da banda. 

Melhores Faixas: Love Is The Drug, She Sells, Just Another High, Both Ends Burning 
Vale a Pena Ouvir: End Of The Line, Nightingale

Manifesto – Roxy Music





















NOTA: 8,3/10


Depois de quatro anos, o Roxy Music retornava com mais um disco, o Manifesto. Após o Siren, a banda entrou em um hiato relativamente longo, período em que Bryan Ferry passou a investir fortemente em sua carreira solo, explorando um som cada vez mais refinado, romântico e orientado ao Pop adulto. Quando eles retornam agora sem o Eddie Jobson, eles ver que a grande mídia começava a voltar sua atenção para New Wave decidindo ficar mais moderno. Produção feita pela própria banda, foi claramente mais limpa, espaçosa e orientada à pista de dança do que os trabalhos anteriores. Temos guitarras mais limpas, bateria constante e os sintetizadores marcando presença mostrando influencias da New Wave e também do movimento New Romantic que eles influenciaram bastante para seu surgimento. O repertório é bem legal, tem canções bem divertidas só que algumas exceções que não funcionaram. No fim, é um álbum interessante que mostrava o que eles seguiriam. 

Melhores Faixas: Dance Away, My Little Girl, Manifesto 
Piores Faixas: Stronger Through The Years, Cry, Cry, Cry

Flesh + Blood – Roxy Music





















NOTA: 8,6/10


Entrando nos anos 80, o Roxy Music lançava seu 7º álbum de estúdio, o Flesh + Blood. Após o Manifesto, o baterista Paul Thompson acabou saindo da banda e, com isso, eles passaram a funcionar praticamente como um power trio. Bryan Ferry, cada vez mais imerso em sua carreira solo, traz para o Roxy uma sensibilidade mais romântica, introspectiva e emocionalmente contida, enquanto a banda atua como um conjunto extremamente disciplinado, quase minimalista. A produção, conduzida por Rhett Davies junto com a banda, é limpa, luxuosa e extremamente controlada, contando com a participação de músicos convidados, seja no baixo ou na bateria, que por vezes variam do tradicional ao eletrônico. Aqui, eles seguem a mesma abordagem, mas entram ainda mais de cabeça na New Wave e no Synth-pop, o que faz as guitarras ficarem mais discretas. O repertório é muito bom, e as canções são sentimentais e envolventes. No fim, é um trabalho interessante e sofisticado. 

Melhores Faixas: Same Old Scene, Oh Yeah, No Strange Delight, My Only Love 
Vale a Pena Ouvir: Flesh And Blood, Over You, Running Wild

Avalon – Roxy Music





















NOTA: 8,7/10


Então chegamos a 1982, quando foi lançado o último álbum do Roxy Music, o lendário Avalon. Após o Flesh + Blood, a banda já não existia mais como um grupo tradicional, mas como um projeto altamente refinado em torno da visão estética do Bryan Ferry. Com esse trabalho, não há o desejo de ruptura, mas sim de conclusão. É um disco profundamente noturno, introspectivo e atmosférico, no qual eles abandonam qualquer resquício de extravagância para se concentrar em uma emoção contida e em uma melancolia quase etérea. A produção, feita mais uma vez por Rhett Davies junto com a banda, segue por um caminho suave e espaçoso, promovendo essa junção da New Wave com Sophisti-Pop (ou Pop sofisticado). Com isso, temos uma instrumentação elegante, sintetizadores atmosféricos e os vocais intimistas de Ferry. O repertório é sensacional, parecendo até uma coletânea, 
pois só tem canção incrível. No final de tudo, é um baita disco e, certamente, uma obra-prima. 

Melhores Faixas: More Than This, Avalon, Take A Chance With Me, True To Life, The Space Between 
Vale a Pena Ouvir: To Turn You On, The Main Thing, While My Heart Is Still Beating
  

               Então é isso e flw!!!           

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Roxy Music: Parte 1

                 

Roxy Music – Roxy Music





















NOTA: 9,8/10


Indo para 1972, o Roxy Music lançava seu álbum de estreia autointitulado, que trazia uma temática interessante. Formado em 1970, em Londres, pelo vocalista Bryan Ferry, pelo saxofonista Andy Mackay e, entre aspas, pelo músico Brian Eno, eles formaram uma banda que mergulharia no emergente Glam Rock, que ganhava força com artistas como David Bowie e T. Rex. Com o tempo, entraram o guitarrista Phil Manzanera, o baixista Graham Simpson e o baterista Paul Thompson. Com isso, assinaram com a Island Records e conseguiram conquistar um controle artístico. A produção, feita por Peter Sinfield, deixou uma sonoridade crua, valorizando cortes secos e mudanças repentinas de clima dentro das músicas. Com isso, os arranjos são densos e imprevisíveis, contendo influências de Art Rock e música experimental. O repertório é incrível, e as canções são bem variadas e até energéticas. No fim, é um belo disco de estreia, que já mostrava a versatilidade deles. 

Melhores Faixas: If There Is Something, Ladytron, Re-make/Re-model, Would You Believe
Vale a Pena Ouvir: Bitters End, Chance Meeting

For Your Pleasure – Roxy Music





















NOTA: 10/10


No ano seguinte, foi lançado o espetacular e atemporal 2º disco deles, o For Your Pleasure. Após o álbum de estreia, as tensões internas começam a se intensificar, sobretudo entre Bryan Ferry e Brian Eno. Enquanto Ferry buscava um refinamento maior das canções e uma estética cada vez mais elegante, Eno se interessava em levar o grupo ainda mais para o campo da experimentação sonora e da imprevisibilidade. Com isso, temos um trabalho que soa mais noturno e sombrio, sem aquele glamour colorido de outrora. A produção, feita por Chris Thomas e John Anthony junto com a banda, foi para um lado mais coeso e atmosférico, com uma sonoridade mais escura, graves mais presentes e um uso mais calculado dos espaços entre os instrumentos, além dos vocais do Ferry, que são menos teatrais e mais controlados. O repertório é maravilhoso, parecendo até uma coletânea. No geral, é um baita disco e um dos melhores álbuns de todos os tempos. 

Melhores Faixas: In Every Dream Home A Heartache, Do The Strand, Editions Of You, Beauty Queen 
Vale a Pena Ouvir: Grey Lagoons, Strictly Confidential

Stranded – Roxy Music





















NOTA: 7/10


Então chegamos em 2017, quando foi lançado seu 4º e último álbum até então, o Black Butterfly. Após o Shadowman, Walsh passou mais de uma década lidando com problemas vocais cada vez mais graves, dificuldades pessoais, questionamentos sobre sua continuidade musical e um esgotamento físico evidente. Com isso, ele acabou saindo do Kansas em 2014, só que ainda queria gravar algo novo; assim, formou uma parceria com o guitarrista Tommy Denander, famoso por sua habilidade em criar um AOR moderno, melódico e sofisticado. Com produção feita por Khalil Turk junto com Denander, o disco recebeu uma sonoridade limpa, moderna e altamente atmosférica. Arranjos orquestrais, guitarras suaves, pianos melancólicos e linhas de teclado cinematográficas formam um pano de fundo sofisticado. O repertório é legal, tem ótimas canções, só que com algumas exceções só para “encher linguiça”. No final, é um trabalho interessante, apesar de apresentar algumas falhas. 

Melhores Faixas: Hell Or High Water, The Piper, Born In Fire, Nothing But Nothing 
Piores Faixas: Tanglewood Tree, Now Until Forever

  

Analisando Discografias - Imagine Dragons

                  Night Visions – Imagine Dragons NOTA: 1/10 (É... partiu). No ano de 2012, o Imagine Dragons lançava seu álbum de estreia, ...