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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Bryan Ferry: Parte 4

                   

Bitter-Sweet – Bryan Ferry And His Orchestra





















NOTA: 8,5/10


Então chegamos a 2018, quando foi lançado o último álbum até então do Bryan Ferry, o Bitter-Sweet. Após o Avonmore, ele decidiu voltar a fazer a mesma coisa que deu certo em The Jazz Age: revisitar suas próprias canções e as do Roxy Music, mas de maneira radicalmente diferente, como composições orquestrais, quase desprovidas de voz, reconstruídas como peças instrumentais introspectivas. A produção foi feita pelo cantor junto com seu parceiro Rhett Davies, e juntos eles abraçaram uma sonoridade acústica sofisticada, com um enfoque pesado em orquestrações de sopros (trompetes, saxes, flautas, clarinetes), cordas (violinos, violoncelos) e seções rítmicas suaves, incluindo percussão leve e piano, fazendo tudo soar naquela vibe do Jazz clássico, principalmente da fase da British Dance Band e também do Dark Cabaret. O repertório é muito bom, e as canções não ficaram só instrumentais, tendo outras com vocais. No fim, é um ótimo disco e uma evolução. 

Melhores Faixas: Reason Or Rhyme, Sea Breezes, Chance Meeting, Zamba 
Vale a Pena Ouvir: Dance Away, Boys And Girls, New Town
 

domingo, 21 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Bryan Ferry: Parte 3

                 

Frantic – Bryan Ferry





















NOTA: 8/10


Entrando em 2002, foi lançado mais um trabalho novo do Bryan Ferry, intitulado Frantic. Após o As Time Goes By, Ferry parecia dividido entre dois polos: de um lado, o intérprete sofisticado e reverente ao passado; de outro, o compositor inquieto, interessado em atualizar sua linguagem e dialogar com o presente. Com isso, ele decide fazer um disco que busca urgência, atrito e energia, tanto sonora quanto emocional. A produção foi diversificada, contando com Rhett Davies, Colin Good, David A. Stewart e Robin Trower, apostando num som mais direto e musculoso, com guitarras em primeiro plano, bases rítmicas firmes e arranjos menos etéreos. Tudo é cuidadosamente equilibrado: os teclados aparecem de forma pontual, os metais surgem como comentários irônicos e a voz mais grave de Ferry é o elemento central da narrativa. O repertório é bem legal, e as canções são bem mais melódicas, além de contar com alguns covers. No fim, é um trabalho bacana e consistente. 

Melhores Faixas: Don't Think Twice, It's All Right (Bob Dylan), Goddess Of Love, I Thought
Vale a Pena Ouvir: Goodnight Irene, It's All Over Now, Baby Blue (Bob Dylan), Cruel

Dylanesque – Bryan Ferry





















NOTA: 6/10


Cinco anos depois, foi lançado mais um disco do Bryan Ferry, o Dylanesque (que é basicamente: Ferry canta Bob Dylan). Após o Frantic, ele optou novamente por um álbum não autoral, mas desta vez com um recorte conceitual muito específico: interpretar exclusivamente canções de Bob Dylan. A relação de Ferry com Dylan nunca foi óbvia. Enquanto Dylan construiu sua obra a partir de uma voz áspera e deliberadamente antiestética, Ferry sempre foi associado ao controle formal, à elegância calculada e ao distanciamento emocional. A produção foi feita junto com seu fiel escudeiro Rhett Davies, em que eles foram para um lado mais refinado, elegante e relativamente homogêneo, priorizando texturas suaves, arranjos bem definidos e uma atmosfera de sofisticação constante, só que o grande erro foram as escolhas vocais do Bryan Ferry, que não funcionam. O repertório, apesar de ser bom, apresenta interpretações fracas. No geral, é um trabalho com muitos erros. 

Melhores Faixas: Simple Twist Of Fate, Positively 4th Street, Gates Of Eden 
Piores Faixas: The Times They Are A-Changin', Knockin' On Heaven's Door, If Not For You

Olympia – Bryan Ferry





















NOTA: 8/10


Chegando em 2010, foi lançado mais um álbum do Bryan Ferry, intitulado Olympia. Após o Dylanesque, Ferry decidiu retornar à composição autoral, mas sem qualquer pretensão de ruptura ou rejuvenescimento forçado, fazendo assim um disco profundamente consciente do tempo, do desgaste emocional e da solidão que acompanha a sofisticação. Trata-se de um álbum de um artista plenamente estabelecido, que não precisa mais provar nada, mas ainda sente necessidade de refletir sobre desejo, memória e distância. A produção, feita por ele junto com Rhett Davies e Johnson Somerset, é extremamente luxuosa e controlada. Cada elemento parece colocado com exatidão cirúrgica, criando uma atmosfera rarefeita, elegante e levemente fria. Os arranjos privilegiam texturas, com sintetizadores sutis e guitarras discretas. O repertório é bem interessante, com canções que vão para um lado mais envolvente. No final, é um ótimo álbum e bem ousado. 

Melhores Faixas: Song To The Siren, Shameless 
Vale a Pena Ouvir: No Face, No Name, No Number, You Can Dance, Reason Or Rhyme

The Jazz Age – The Bryan Ferry Orchestra





















NOTA: 8,3/10


Aí em 2012, foi lançado o álbum The Jazz Age pelo chamado The Bryan Ferry Orchestra. Após o lançamento do Olympia, Bryan Ferry decidiu dar um passo ainda mais radical para trás no tempo, não apenas em termos estéticos, mas também conceituais. Aqui, ele revisita canções de sua própria trajetória (solo e com o Roxy Music) como se elas fossem composições surgidas nos anos 20 e 30, auge das big bands, do Jazz orquestral e da música de salão. A produção foi deliberadamente rigorosa. Tudo foi pensado para soar como uma gravação de época, ainda que com clareza e definição modernas. Atuando como uma big band clássica, com sopros em destaque, acompanhados por piano, contrabaixo, bateria e arranjos que evocam diretamente Duke Ellington, Fletcher Henderson e o Jazz europeu do pré-guerra. O repertório é muito bom, e as canções ficaram inteiramente instrumentais e bem swingadas. Enfim, é um trabalho muito bom e cheio de ousadia. 

Melhores Faixas: Avalon, Love Is The Drug, The Island Earth, Slave To Love 
Vale a Pena Ouvir: This Is Tomorrow, Reason Or Rhyme, Don't Stop The Dance

Avonmore – Bryan Ferry





















NOTA: 3,3/10


Dois anos depois, foi lançado outro disco, dessa vez tradicional, do Bryan Ferry, Avonmore. Após o The Jazz Age, Ferry retorna ao formato de canções contemporâneas, com letras e voz, reafirmando sua identidade como cantor e narrador. Se Olympia soava como um álbum de observação distante, esse novo projeto parece um pouco mais vulnerável e menos blindado esteticamente. A produção foi a de sempre, apostando em camadas eletrônicas, grooves programados e texturas digitais que convivem com elementos orgânicos como cordas, metais e guitarras sutis. Só que o grande problema é que o som ficou bastante contido, deixando o disco bem arrastado, além de as escolhas vocais dele acabarem sendo bem deslocadas, com uma alta carga de fragilidade desnecessária. O repertório é bem ruim; há até algumas canções legais, mas o resto é bastante medíocre e genérico. No final de tudo, é um trabalho muito fraco e que foi, certamente, um tropeço. 

Melhores Faixas: Loop De Li, One Night Stand, Soldier Of Fortune 
Piores Faixas: Driving Me Wild, A Special Kind Of Guy, Send In The Clowns, Lost
  

                       Então é isso e flw!!!            

sábado, 20 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Bryan Ferry: Parte 2

                 

Boys And Girls – Bryan Ferry





















NOTA: 10/10


Indo para 1985, Bryan Ferry retorna à sua carreira solo lançando o excepcional Boys and Girls. Após o The Bride Stripped Bare, o cantor acabou focando seu tempo no Roxy Music, que encerrou suas atividades em 1983. Com isso, ele volta aos projetos solo meio que aperfeiçoando um estilo próprio de glamour sonoro, no qual ritmo, texturas e desejo se combinam de forma quase cinematográfica. A produção, conduzida por ele junto com Rhett Davies, apresenta um acabamento extremamente cuidadoso: camadas de sintetizadores, batidas eletrônicas e uma atenção meticulosa à atmosfera sonora. O som do álbum é tipicamente “anos 80”, mas com um senso de atemporalidade elegante que evita muitas das armadilhas sonoras datadas da década, sendo uma junção de New Wave e Pop sofisticado. O repertório é sensacional, praticamente uma coletânea. No fim, é um baita disco e um clássico. 

Melhores Faixas: Sensation, Slave To Love, Windswept, Don't Stop The Dance, Stone Woman 
Vale a Pena Ouvir: Valentine, The Chosen One

Bête Noire – Bryan Ferry





















NOTA: 9,2/10


Dois anos depois, foi lançado seu 7º álbum de estúdio, o Bête Noire, que seguiu um caminho diferente. Após o clássico Boys and Girls, Bryan Ferry se encontrava numa posição confortável: havia alcançado seu auge como artista solo, com forte presença nas paradas, nos videoclipes da MTV e no imaginário do Pop sofisticado dos anos 80. Só que ele quis fazer um disco mais nervoso, fragmentado e urbano, refletindo uma Europa em transformação, marcada por tensões políticas, terrorismo, paranoia midiática e uma crescente sensação de alienação moderna. A produção foi feita por ele junto com Chester Kamen e Patrick Leonard, que apostaram em uma sonoridade mais seca, com sintetizadores frios, texturas digitais, drum machines rígidas e arranjos menos expansivos, além de influências de Art Pop e até flertando com o Adult Contemporary. O repertório é incrível, e as canções são bem sentimentais e atmosféricas. No fim, é um belo disco e foi mais direto. 

Melhores Faixas: Kiss And Tell, Limbo, The Right Stuff, Bête Noire 
Vale a Pena Ouvir: The Name Of The Game, New Town

Taxi – Bryan Ferry





















NOTA: 8,8/10


Pulando para 1993, Bryan Ferry retornava com mais um trabalho novo intitulado Taxi. Após o Bête Noire, Ferry decide revisitar o passado, só que de forma até recente, fazendo um álbum de regravações seletivas, no qual ele revisita composições de sua trajetória sob uma nova luz estética. Há também um elemento estratégico: no início dos anos 90, Ferry já não era uma figura central no Pop contemporâneo, mas mantinha prestígio artístico. A produção, feita junto com o guitarrista Robin Trower, aposta em um som luxuoso, atmosférico e profundamente polido, com mais estrutura Pop e menos dissolução ambiental. Os arranjos são amplos, com uso intenso de cordas cinematográficas, guitarras processadas, teclados envolventes e batidas discretas, sempre evitando qualquer agressividade. O repertório é muito bom, e as canções são bem interpretadas com sua voz delicada. No final, é um trabalho bacana que mostrou um lado maduro. 

Melhores Faixas: Will You Love Me Tomorrow (The Shirelles), Amazing Grace (John Newton), Just One Look (Doris Troy) 
Vale a Pena Ouvir: I Put A Spell On You (Screamin' Jay Hawkins), Recuse Me (Fontella Bass), All Tomorrow's Parties (Lou Reed)

Mamouna – Bryan Ferry





















NOTA: 8,3/10


No ano seguinte, foi lançado mais um trabalho novo de Bryan Ferry, o Mamouna (com essa capa que parece um quadro da sala do seu tio). Após o Taxi, ele decidiu fazer um disco deliberadamente deslocado de seu tempo. Ferry não tenta dialogar com as tendências dos anos 90; ao contrário, aprofunda ainda mais sua busca por uma música atemporal, introspectiva e emocionalmente ambígua. A produção foi relativamente a mesma, trazendo uma sonoridade etérea, espaçosa e profundamente atmosférica. Há uma clara valorização do silêncio, das pausas e das texturas sutis, criando uma sensação de suspensão temporal. Os arranjos misturam elementos orgânicos e eletrônicos de forma delicada, com guitarras processadas, teclados ambientais, percussões discretas, linhas de baixo submersas na mixagem e vocais tratados. O repertório é muito legal, e as canções são bem sentimentalistas. Enfim, é um trabalho interessante e bem subestimado. 

Melhores Faixas: Your Painted Smile, Which Way To Turn 
Vale a Pena Ouvir: The 39 Steps, Don't Want To Know, Gemini Moon

As Time Goes By – Bryan Ferry





















NOTA: 9/10


Chegando ao fim dos anos 90, foi lançado o 10º álbum de Bryan Ferry, o elegante As Time Goes By. Após o Mamouna, ele decidiu fazer um trabalho não autoral, mas sim um projeto integralmente dedicado ao cancioneiro clássico do Jazz, do musical e do chamado “Great American Songbook”, reunindo composições das décadas de 20, 30 e 40. Com isso, posiciona-se como um intérprete clássico, quase um crooner moderno, reafirmando sua identidade como alguém fora do tempo presente. A produção foi feita novamente por ele junto com Rhett Davies e aposta em uma abordagem luxuosa e deliberadamente tradicional, ainda que filtrada por uma sensibilidade contemporânea. Os arranjos são dominados por orquestrações elegantes, com cordas exuberantes, metais suaves, piano acústico e percussões discretas. O repertório é maravilhoso, e as canções são interpretadas de forma suave e intimista. Em suma, é um baita disco e vale a pena conferir. 

Melhores Faixas: As Time Goes By, You Do Something To Me, Falling In Love Again, Miss Otis Regrets, Where Or When, Just One Of Those Things 
Vale a Pena Ouvir: Lover Come Back To Me, I'm In The Mood For Love, Easy Living, September Song


                Bom é isso e flw!!!     

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Bryan Ferry: Parte 1

                 

These Foolish Things – Bryan Ferry





















NOTA: 8/10


Voltando a 1973, Bryan Ferry, ainda integrando o Roxy Music, lançava seu 1º trabalho solo, o These Foolish Things. Após o lançamento do For Your Pleasure, Ferry sentiu a necessidade de se expressar fora do formato que a banda vinha adotando. Mais do que uma pausa criativa, esse disco solo nasce como uma afirmação de identidade: Bryan Ferry queria mostrar seu fascínio por canções clássicas, standards, Soul, Pop sessentista e Rock tradicional. A produção, conduzida pelo próprio cantor ao lado de John Porter e John Punter, deixou o som deliberadamente elegante, mas nunca excessivamente polido. Há uma crueza do Glam Rock, especialmente nas guitarras e nos arranjos mais diretos, que impede o disco de soar como um simples álbum de covers nostálgico. Além disso, há algumas influências do Blue-Eyed Soul. O repertório, como já mencionado, é inteiramente composto por covers, e todos eles são bem interpretados. Enfim, é um trabalho legal, apesar de ser um pouco tímido. 

Melhores Faixas: You Won't See Me (Beatles), Baby I Don't Care (Elvis Presley) 
Vale a Pena Ouvir: A Hard Rain's A-Gonna Fall (Bob Dylan), The Tracks Of My Tears (The Miracles), Don't Worry Baby (Beach Boys)

Another Time, Another Place – Bryan Ferry





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, foi lançado seu 2º disco solo, o Another Time, Another Place, que seguiu o mesmo caminho. Após o These Foolish Things, ele decidiu que essa quase continuação assumisse uma perspectiva mais consciente, refinada e, sobretudo, confiante. Se o primeiro álbum funcionava como uma espécie de manifesto estético, este segundo trabalho surge como a confirmação definitiva de que a carreira paralela de Ferry não era um capricho momentâneo, mas uma extensão legítima e necessária de sua visão artística. A produção, feita por ele com a ajuda apenas de John Punter, apresenta um som cuidadosamente equilibrado: os arranjos são ricos, mas jamais excessivos, permitindo que cada instrumento respire e que a voz ocupe o centro emocional das canções. Há um claro predomínio de climas noturnos, suaves e melancólicos. O repertório ficou bem legal, com as faixas sendo bem interpretadas e intimistas. No fim, é um trabalho interessante e mais confiante. 

Melhores Faixas: (What A) Wonderful World (Sam Cooke), Smoke Gets In Your Eyes (Jerome Kern & Otto Harbach) 
Vale a Pena Ouvir: You Are My Sunshine (Jimmie Davis & Charles Mitchell), It Ain't Me Babe (Bob Dylan), Another Time, Another Place

Let's Stick Together – Bryan Ferry





















NOTA: 7,4/10


Dois anos se passaram, e Bryan Ferry lançava mais um trabalho, o Let’s Stick Together, que apresentou algumas mudanças. Após o Another Time, Another Place, que funcionou como um exercício de identidade, este álbum surge em um contexto mais fragmentado, já que ele vivia um período intenso com o Roxy Music e sua carreira solo começava a ganhar mais visibilidade. Com isso, ele decidiu compilar muitas das faixas já gravadas e direcioná-las para o mercado americano. A produção, feita por Chris Thomas junto com o cantor, é mais polida e vibrante, apostando em arranjos mais rítmicos, com forte presença de baixo, guitarras funkeadas e baterias mais incisivas. O resultado é um disco que flerta com Soul, R&B e Rock de forma mais explícita, sem perder o verniz sofisticado que caracteriza sua obra. O repertório é até interessante, com canções bem interpretadas e outras que não ficaram tão boas. Mas, no geral, é um trabalho legal, embora precisasse de mudanças. 

Melhores Faixas: Let's Stick Together (Wilbert Harrison), The Price Of Love (The Everly Brothers), It's Only Love (Beatles), Casanova (regravação), Heart On My Sleeve (Gallagher and Lyle) 
Piores Faixas: Chance Meeting, Re-Make / Re-Model (duas regravações fraquíssimas)

In Your Mind – Bryan Ferry





















NOTA: 8/10


Mais um ano se passa, e Bryan Ferry lançava seu 4º álbum intitulado In Your Mind. Após o Let’s Stick Together, Ferry sente a necessidade de provar que sua identidade criativa não dependia apenas da curadoria refinada de canções alheias. Esse disco nasce, portanto, como um gesto de autonomia e afirmação, não buscando mais o diálogo direto com o passado da música popular, mas sim a consolidação de uma linguagem própria, situada entre o Art Rock, o Pop sofisticado e a sensualidade urbana do fim dos anos 70. A produção, feita pelo cantor junto com Steve Nye, deixou o som mais contemporâneo, mais agressivo e mais elétrico do que em seus trabalhos solo anteriores, com guitarras proeminentes, linhas de baixo marcantes e baterias secas e diretas. Só que não é excessivamente polido, preservando uma aspereza emocional que combina com o conteúdo lírico. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. Enfim, é um ótimo disco e que mostrou algo promissor. 

Melhores Faixas: Tokyo Joe, This Is Tomorrow 
Vale a Pena Ouvir: Rock Of Ages, One Kiss, In Your Mind

The Bride Stripped Bare – Bryan Ferry





















NOTA: 8,2/10


Outro ano se passa, e mais um trabalho novo é lançado, o The Bride Stripped Bare. Após o In Your Mind, Bryan Ferry vivia um período de ruptura pessoal profunda, especialmente o fim traumático de seu relacionamento com Jerry Hall, que tempos depois viria a se casar com Mick Jagger (eita momento Malhação, hein!), o que coincidiu com um momento de instabilidade criativa e existencial. Com o Roxy Music em hiato, ele decidiu fazer esse projeto, que funciona como um diário emocional, no qual o glamour dá lugar à vulnerabilidade e à melancolia crua. A produção foi diversificada, contando com Waddy Wachtel, Rick Marotta, Simon Puxley e Steve Nye, que optaram por uma abordagem esparsa e frequentemente minimalista. Os arranjos são contidos, com grande destaque para piano, guitarras discretas, linhas de baixo suaves e intervenções ocasionais de cordas. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas. No fim, é um disco legal e bastante honesto. 

Melhores Faixas: Can't Let Go, Take Me To The River 
Vale a Pena Ouvir: Sign Of The Times, That's How Strong My Love Is, Hold On (I'm Coming)


       Por hoje é só, então flw!!!      

Analisando Discografias - Imagine Dragons

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