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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Analisando Discografias - Anthony Phillips: Parte 4

                 

Private Parts And Pieces IX: Dragonfly Dreams – Anthony Philips





















NOTA: 3/10


Quatro anos se passaram até Anthony Phillips retornar com Private Parts And Pieces IX: Dragonfly Dreams. Após o New England, ele decidiu reunir músicas compostas ao longo de muitos anos: algumas faixas datam dos anos 80, enquanto outras foram escritas ou gravadas até meados dos anos 90. A ideia não era exatamente a de um álbum conceitual, mas sim a de uma coletânea criativa e pessoal. A produção foi feita em parceria com Quique Berro Garcia e, como as gravações vêm de épocas distintas, com diferentes níveis de acabamento, elas conseguiram ser cuidadosamente organizadas para que o álbum soasse fluido, apesar da diversidade de timbres e abordagens. O problema é que tudo acaba ficando excessivo, sem saber exatamente se pende mais para o Folk ou para os clichês da New Age. O repertório é muito fraco, e as canções são, em sua maioria, bastante tediosas, com poucas faixas realmente se salvando. Enfim, trata-se de mais um álbum fraco e inconsistente. 

Melhores Faixas: She'll Be Waiting, Lostwithiel, Summer Ponds & Dragonflies 
Piores Faixas: Quango, In The Valleys, Sarah Blakeley's Evening, Hills Of Languedoc, Old Faithful

Soirée (Private Parts & Pieces X) – Anthony Phillips





















NOTA: 3/10


Perto do final dos anos 90, foi lançado mais um trabalho intitulado Soirée (Private Parts & Pieces X). Após o Dragonfly Dreams, essa continuação representa um ponto em que Phillips, já veterano e livre de pressões comerciais, escolhe criar um álbum orgânico e coeso de miniaturas pianísticas. Ao contrário de muitos volumes anteriores, em que os temas eram fragmentos reunidos de arquivos antigos, grande parte das peças de Soirée foi escrita especificamente para este álbum. A produção foi conduzida inteiramente por ele próprio, enfatizando clareza, espaço e naturalidade: cada peça funciona como um pequeno estudo pianístico, no qual Phillips explora harmonia, ritmo e textura sem recorrer a camadas instrumentais complexas. O problema é que tudo novamente soa reciclado, faltando algo mais dinâmico. No final, trata-se de um disco ruim e, mais uma vez, bastante inconsistente. 

Melhores Faixas: Fallen Flower, Scythia, Creation 
Piores Faixas: Noblesse Oblige, Gazebo, Venetian Mystery, Keepsake, After You Left

Private Parts & Pieces XI (City Of Dreams) – Anthony Phillips





















NOTA: 2/10


Pulando para 2012, foi lançada a décima parte da série Private Parts & Pieces, agora intitulada City of Dreams. Após o Soirée, Phillips decidiu reunir uma série de composições escritas entre 2008 e 2011 que tinham forte ligação com música ambiente e library music (música criada para uso em mídias, como TV e cinema), mas que o próprio compositor sentiu que mereciam uma vida própria como um disco completo. A produção foi bem mais ampla, com uso de sintetizadores atmosféricos e linhas melódicas que evocam vastidão ou introspecção, além de movimentos mais rítmicos. O uso de repetição, pads amplos e efeitos ambientes contribui para uma sensação de imersão contínua, só que o resultado soa muito sem alma, como uma repetição de ideias antigas, funcionando como um verdadeiro “copia e cola”. O repertório é péssimo, e as composições são bastante tediosas, com pouquíssimas faixas se salvando. No final, trata-se de um disco horroroso e completamente esquecível. 

Melhores Faixas: Doom Flower, Sea & Sardinia 
Piores Faixas: Realms Of Gold, Night Train To Novrogod, Night Owl, Tuscan Wedding, Grand Master, Act Of Faith

Strings Of Light – Anthony Phillips





















NOTA: 2/10


Mais sete anos se passaram, e foi lançado mais um disco, desta vez Strings of Light. Após o Private Parts & Pieces XI (City of Dreams), Anthony Phillips decidiu retornar ao instrumento que o definiu desde os tempos do Genesis: o violão de cordas variadas. O título do álbum evoca sensações de claridade, brilho e reflexões luminosas, o que combina com o caráter predominantemente instrumental das peças. A produção, como sempre feita por ele mesmo, é centrada em instrumentos de corda acústicos e elétricos, com Phillips tocando sozinho todas as partes. Não há vocais nem arranjos adicionais complexos; a atenção está totalmente voltada à expressividade da guitarra e à composição instrumental, retomando a estética do Folk progressivo, só que o resultado é bastante sem graça, faltando algo mais dinâmico e ficando preso a ideias repetitivas. O repertório novamente é terrível, e as composições são genéricas e bastante insossas. Enfim, é outro trabalho terrível e muito sem forma. 

Melhores Faixas: Sunset Riverbank, Song For Andy 
Piores Faixas: Still Rain, Crystalline, Shoreline, Life Story, Tale Ender

Private Parts & Pieces XII (The Golden Hour) – Anthony Phillips





















NOTA: 5/10


Então chegamos a 2024, quando foi lançado o último trabalho até então de Anthony Phillips, o Private Parts & Pieces XII (The Golden Hour). Após o Strings of Light, ele decidiu lançar mais um disco dessa saga de álbuns, só que desta vez voltando a algo mais tradicional, fazendo aquela costura de momentos expressivos que, juntos, evocam uma paisagem sonora rica e variada. A produção, como sempre feita por ele próprio, equilibra texturas acústicas e elétricas, intercalando guitarras de seis e doze cordas, piano solo, atmosferas eletrônicas sutis e momentos vocais pontuais. O resultado remete bastante ao espírito dos primeiros álbuns, apesar de novamente haver muitas ideias recicladas e algumas, por vezes, até previsíveis, o que acaba tornando o disco maçante. O repertório é bem mediano, com canções boas e outras que são bastante sem graça. Enfim, trata-se de um trabalho irregular ao qual faltou algo a mais. 

Melhores Faixas: Twilight Of A Diva, Roads In Between (Vocal Version), Cirrus, Sky Diving
Piores Faixas: New World, Wychmore Hill Suite, Kathryn Downes Trad., Sea Drift  

 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Analisando Discografias - Anthony Phillips: Parte 3

                 

Private Parts And Pieces IV: A Catch At The Tables – Anthony Phillips





















NOTA: 8,5/10


Dois anos depois, foi lançado mais um disco de Anthony Phillips, o Private Parts & Pieces IV: A Catch at the Tables. Após o Antiques, Phillips se encontrava novamente dividido entre dois impulsos: a necessidade de sobreviver dentro do mercado fonográfico dos anos 80 e o desejo de preservar sua identidade artística mais introspectiva, instrumental e experimental. Com isso, decidiu continuar essa série reunindo material que havia gravado nos últimos cinco anos. A produção, feita por ele junto com Ricardo Scott e Trevor Vallis, valoriza as diferenças de textura, ambiência e densidade. Instrumentalmente, há a presença de guitarras acústicas de 12 e 8 cordas, guitarras elétricas discretas, teclados analógicos, Mellotron, sintetizadores primitivos e o uso ocasional de drum machine, formando um caldeirão de folk progressivo. O repertório é ótimo, e as canções têm uma pegada mais épica. No final, é um disco bacana e o melhor dessa série. 

Melhores Faixas: Dawn Over The Lake, The Sea And The Armadillo, Eduardo 
Vale a Pena Ouvir: Heart Of Darkness, Sistine

Private Parts And Pieces V – Twelve – Anthony Phillips




















NOTA: 8,3/10


No ano seguinte, foi lançada a 5ª parte dessa série, o Private Parts and Pieces V: Twelve. Após A Catch at the Tables, esse projeto nasce com uma proposta conceitual mais clara e, ao mesmo tempo, profundamente ligada a uma obsessão antiga do músico: a guitarra de 12 cordas. A concepção temática desse disco é extremamente simples na superfície, com doze peças nomeadas pelos meses do ano, mas que, na prática, explora uma linguagem musical muito rica e narrativa, evocando um ciclo anual interno e exterior. A produção é inteiramente feita pelo próprio Anthony Phillips, utilizando apenas guitarras de 12 cordas em diferentes afinações e abordagens técnicas, explorando tanto dedilhados delicados quanto padrões rítmicos mais encorpados, com foco na clareza do timbre, na ressonância natural das cordas e na dinâmica da execução. O repertório é muito bom, bem estruturado e com canções relaxantes. No geral, é um ótimo disco e bastante funcional. 

Melhores Faixas: May, August 
Vale a Pena Ouvir: June, September, March, December

Private Parts & Pieces VI: "Ivory Moon" Piano Pieces 1971-1985 – Anthony Phillips





















NOTA: 8/10


Outro ano se passou, e foi lançado mais um trabalho de Anthony Phillips, obviamente Private Parts & Pieces VI: Ivory Moon. Após o conceitual Twelve, ele decidiu fazer a troca da madeira das cordas pelo marfim das teclas, com o piano assumindo o papel central do álbum. Ainda assim, o espírito é o mesmo, introspectivo e profundamente pessoal, no qual ele não tenta mais conciliar ambições comerciais com sua linguagem autoral; ao contrário, esse projeto soa como um trabalho feito por pura necessidade expressiva. A produção, feita como sempre por ele próprio, partiu da decisão de reunir composições escritas para piano ao longo dos últimos 14 anos e apresentá-las sem reverberações artificiais exageradas ou camadas que tentem mascarar sua natureza acústica. Phillips opta por um som íntimo, que valoriza o ataque das teclas e uma ressonância natural. O repertório é muito bom, e as canções são bem aconchegantes. No geral, é um ótimo disco e bastante profundo. 

Melhores Faixas: Moonfall (From Masquerade), Rapids 
Vale a Pena Ouvir: The Old House, Suite: Sea-Dogs Motoring

Private Parts And Pieces VII: Slow Waves, Soft Stars – Anthony Phillips





















NOTA: 8,2/10


Outro ano se passou, e foi lançada a 7ª parte dessa série, o Private Parts and Pieces VII: Slow Waves, Soft Stars. Após o Ivory Moon, depois de explorar guitarras e piano, Anthony Phillips decidiu que o sétimo volume deveria seguir em outra direção sonora, buscando uma paleta mais ampla e atmosférica. O foco passou para sintetizadores e texturas ambientais, um desvio marcante em relação aos volumes anteriores, que eram mais centrados nas qualidades melódicas tradicionais do violão ou do piano. A produção, feita como sempre por ele próprio, partiu da decisão de trabalhar os sons com cuidado para que fossem envolventes, flutuantes e introspectivos, evidenciando tanto a técnica nos teclados quanto a sensibilidade no violão, com um uso amplo de sintetizadores que reforçam essa atmosfera mais puxada para a música ambiente e até com alguns traços de New Age. O repertório é muito bom, e as canções são bem relaxantes. No fim, é um ótimo disco e bastante imersivo. 

Melhores Faixas: Pluto Garden, Vanishing Streets, Carnival 
Vale a Pena Ouvir: Goodbye Serenade, Ice Flight, End Of The Affair

Slow Dance – Anthony Phillips





















NOTA: 1,6/10


Entrando nos anos 90, Anthony Phillips meio que enlouquece e lança o chatíssimo Slow Dance. Após o Private Parts and Pieces VII: Slow Waves, Soft Stars, Phillips ficou muito maravilhado com a abordagem de seu projeto anterior e decidiu explorá-la ainda mais, não apenas isso, mas também investir na escrita orquestral simulada e em estruturas narrativas mais longas e contínuas. A produção, feita junto com Simon Heyworth, teve um amplo uso de sintetizadores, sequenciadores e teclados, utilizados para simular texturas orquestrais, cordas, madeiras e camadas harmônicas amplas. O disco é praticamente sem percussão no sentido tradicional; quando o ritmo existe, ele é apenas sugerido por pulsos internos, mudanças harmônicas e movimentos de vozes, o que deixa tudo pouco imersivo e preso a clichês da New Age, ficando bastante arrastado. O repertório contém 2 faixas que são bastante esquecíveis. Enfim, é um disco péssimo e que marcaria uma decadência. 

Melhores Faixas: (........) 
Piores Faixas: Slow Dance (Part 1), Slow Dance (Part 2)

Private Parts & Pieces VIII: New England – Anthony Phillips





















NOTA: 8/10


Dois anos se passaram, e foi lançado Private Parts & Pieces VIII: New England, e aqui as coisas degringolaram. Após o chatíssimo Slow Dance, Anthony Phillips decidiu retornar às origens mais pastorais e acústicas de sua obra, agora filtradas por uma maturidade composicional mais serena e depurada. A produção, feita inteiramente por ele mesmo, é simples e direta, na qual opta por um som essencialmente acústico, centrado em guitarras de 12 e 6 cordas, com pouquíssimas interferências eletrônicas, apesar de haver algumas influências da New Age. Quando aparecem, teclados ou texturas adicionais são extremamente discretos, funcionando apenas como sustentação harmônica ou leve coloração atmosférica. Só que tudo fica bastante previsível, dando a impressão de que ele está reciclando muitas ideias já exploradas anteriormente. O repertório é fraquíssimo, com poucas canções interessantes, sendo a maioria bastante chata. No final, é um trabalho sem graça e repetitivo. 

Melhores Faixas: La Dolorosa, Cathedral Woods, Unheard Cry, Pieces Of Eight 
Piores Faixas: Infra Dig, Aubade, Sunrise And The Seamonsters, Jaunty Roads, Spirals


            Por hoje é só, então flw!!!     

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Analisando Discografias - Anthony Phillips: Parte 2

                 

Private Parts And Pieces – Anthony Phillips





















NOTA: 8/10


Perto do fim daquele ano de 1978, foi lançado um trabalho que marcaria uma série de álbuns intitulados Private Parts And Pieces. Após o Wise After the Event, ele havia recém-firmado um contrato com a Arista Records e passa a explorar com mais intimidade sua formação em música clássica, seu fascínio por paisagens sonoras e, sobretudo, seu gosto por composições introspectivas. Este álbum nasce como uma coleção de peças pessoais, muitas delas originalmente concebidas como estudos, esboços ou trilhas imaginárias. A produção, conduzida por ele junto com Harry Williamson, é deliberadamente minimalista e artesanal. Os arranjos giram principalmente em torno de violões, pianos, teclados analógicos e camadas sutis de sintetizadores, com uso econômico de percussão e bateria, explorando mais a alma que a música Folk proporciona. O repertório é muito bom, e as canções apresentam um lado pastoral. No fim, é um ótimo disco e mostrou algo interessante. 

Melhores Faixas: Tregenna Afternoont, Flamingo 
Vale a Pena Ouvir: Reaper, Lullaby - Old Father Time, Beauty And The Beast

Sides – Anthony Phillips





















NOTA: 8/10


Chegando ao final dos anos 70, Anthony Phillips lança Sides, que segue por um caminho mais acessível. Após o Private Parts And Pieces, ele queria ir para uma direção bem mais ampla, mas sofreu pressão da gravadora que distribuía seus discos nos Estados Unidos para que fizesse um som que pudesse tocar nas rádios, já que começava aquela pressão que pairava sobre os artistas antes da virada para a década de 80. A produção feita por Rupert Hine, manteve o caráter artesanal e econômico do álbum anterior, mas demonstra um pouco mais de confiança no uso da tecnologia. Phillips utiliza uma combinação equilibrada de violões, piano, sintetizadores e teclados, explorando timbres com maior clareza e definição, tudo isso para criar um som puxado para o Pop Rock daquele período, deixando de lado as influências do Folk. O repertório é muito legal, e as canções são bem divertidas e até atmosféricas. No fim, é um ótimo disco e bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Second Half, Magdalen 
Vale a Pena Ouvir: Sisters Of Remindum, Lucy Will, Nightmare

Private Parts & Pieces II: Back To The Pavilion – Anthony Phillips





















NOTA: 8,2/10


Entrando nos anos 80, foi lançado Private Parts & Pieces II: Back To The Pavilion, que trouxe algumas mudanças. Após o lançamento do Sides, Anthony Phillips decidiu resgatar o material que faria parte dessa continuação, que explora ideias mais contemplativas, muitas delas com raízes no violão e em temas que evocam paisagens bucólicas, memórias e introspecção. A produção, feita junto com Anton Matthews e Rupert Hine, trouxe mais clareza aos arranjos e à integração entre instrumentos acústicos e eletrônicos. Phillips utiliza violões de doze cordas, piano, sintetizadores e teclados com maior controle tímbrico, criando camadas mais equilibradas e menos cruas; com isso, não temos influências apenas do Folk progressivo, mas também do progressivo eletrônico, além do Crossover clássico. O repertório é muito bom, e as canções são bem intimistas, com aquele toque pastoral. No final de tudo, é um ótimo disco e mostrou uma evolução. 

Melhores Faixas: Nocturne, Magic Garden, Spring Meeting 
Vale a Pena Ouvir: Scottish Suite, Heavens, Will O’ The Wisp

1984 – Anthony Phillips





















NOTA: 8/10


Mais um ano se passa, e é lançado o curiosíssimo álbum 1984, que é bem mais eletrônico. Após o Private Parts & Pieces II: Back To The Pavilion, Anthony Phillips decidiu optar por uma direção bastante diferente: uma obra instrumental dominada por teclados e sintetizadores, inspirada conceitualmente no romance distópico Nineteen Eighty-Four, de George Orwell. Embora a música não represente literalmente a narrativa do livro, sua atmosfera evoca um mundo futurista, tecnológico e introspectivo. A produção, feita inteiramente por ele mesmo, é integralmente instrumental, destacando sintetizadores, sequenciadores e caixas de ritmo, com aparições de percussão orgânica e vocoder em algumas partes. Aqui, ele se afasta do Folk e se aproxima de uma ambientação eletrônica progressiva sofisticada. O repertório contém apenas quatro faixas, bem interessantes, que conseguem transmitir aquele lado atmosférico. No final, é um disco interessante e muito menosprezado. 

Melhores Faixas: 1984 (Part 1), Prelude '84 
Vale a Pena Ouvir: 1984 (Part 2), Anthem 1984

Private Parts And Pieces III: Antiques – Anthony Phillips





















NOTA: 8/10


Outro ano se passa, e é lançado Private Parts And Pieces III: Antiques, que é ainda mais direto. Após o 1984, como sua nova gravadora, a RCA, não conseguiu obter um grande retorno financeiro, ele decidiu continuar fazendo seus projetos sem interferências; com isso, resolveu revisitar ideias antigas, temas compostos ainda na juventude, peças associadas ao período pré-Genesis ou ao início da banda, além de incursões diretas na música clássica. A produção, feita inteiramente por ele próprio, é mais clara, contida e elegante, na qual ele privilegiou timbres orgânicos, guitarras limpas, violões, teclados clássicos e sintetizadores usados com extrema discrição. Com isso, temos uma base de Folk contemporâneo, somada a influências barrocas. O repertório é muito bom, e as canções são bem intimistas. Em suma, é um disco muito legal e bastante coeso em sua proposta. 

Melhores Faixas: Otto’s Face, Hurlingham Suite 
Vale a Pena Ouvir: Sand Dunes, Elegy, Motherforest
  

                  Então é isso e flw!!!            

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Analisando Discografias - Anthony Phillips: Parte 1

                  

The Geese & The Ghost – Anthony Phillips





















NOTA: 9,8/10


Voltando para 1977, foi lançado o 1º trabalho solo do Anthony Phillips, o The Geese & The Ghost. Após sua saída do Genesis, motivada por ansiedade de palco e dificuldades com o rigor das turnês, Phillips, apesar de ser um compositor talentoso e criativo, passou a desenvolver material próprio nos anos seguintes, ao mesmo tempo em que completava sua formação musical em arranjo e composição. Durante esse período, ele acumulou muitas ideias para um álbum solo, incluindo temas que haviam sido concebidos originalmente para projetos do Genesis em seus primeiros anos. A produção, feita por ele em parceria com Simon Heyworth, Michael Rutherford e David Thomas, é rica, elaborada e muitas vezes cinematográfica, combinando instrumentos acústicos e elementos orquestrais, em uma junção de Rock progressivo, Folk progressivo e influências barrocas. O repertório é maravilhoso, e as canções revelam um lado intimista. No fim, é um belo disco, que pode ser considerado um clássico. 

Melhores Faixas: God If I Saw Her Now, Collections, Which Way The Wind Blows 
Vale a Pena Ouvir: The Geese And The Ghost, Which Way The Wind Blows

Wise After The Event – Anthony Phillips





















NOTA: 9/10


No ano seguinte, foi lançado seu 2º álbum solo, o Wise After The Event, que trouxe poucas mudanças. Após o The Geese & The Ghost, Phillips decide seguir por um caminho menos pastoral e ainda mais voltado à canção estruturada e à interação entre composições instrumentais e vocais. É um disco que mostra Phillips ganhando confiança em arranjos mais diretos e explorando timbres variados. A produção, feita inteiramente por Rupert Hine, mantém uma estética refinada, mas com maior foco na textura instrumental e na clareza dos arranjos. Em vez de se apoiar fortemente em elementos sinfônicos amplos, como em seu trabalho anterior, aqui Phillips opta por um som mais intimista e acessível, sem perder a sofisticação harmônica, aproximando-se mais do Rock progressivo sinfônico, com pitadas de Folk. O repertório é muito bom, e as canções são atmosféricas e melódicas. No final, é um ótimo disco e apresenta um alcance mais amplo. 

Melhores Faixas: Moonshooter, Greenhouse, Now What (Are They Doing To My Little Friends?), Regrets 
Vale a Pena Ouvir: Wise After The Event, Birdsong
  

                                                              Então um abraço e flw!!!                 

Review: Celestial do Papangu

                    Celestial – Papangu NOTA: 9,8/10 Recentemente, o Papangu retornou com seu 3º álbum de estúdio, o maravilhoso Celestial. ...