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sábado, 6 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Steve Walsh: Parte 2

                 

Glossolalia – Steve Walsh





















NOTA: 8/10


Foi só 20 anos depois que Steve Walsh lançaria seu 2º álbum solo, o Glossolalia. Após o Schemer Dreamer, como sabemos, ele retornaria tempos depois ao Kansas, só que a virada dos anos 90 para os 2000 foi complicada para ele: problemas vocais, desgaste emocional, saída temporária do Kansas nos anos anteriores e, ao mesmo tempo, uma busca intensa por novas linguagens musicais que extrapolassem qualquer limite associado ao seu passado progressivo. Com produção conduzida por ele junto com o tecladista Trent Gardner, o disco segue um caminho bem mais cru e direto, com o guitarrista Mike Slamer apresentando riffs pesados e intricados, Gardner adicionando teclados complexos e a cozinha rítmica sendo técnica e precisa, resultando nessa junção de Rock progressivo com uma pegada mais experimental. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem cadenciadas. No fim, é um ótimo disco e bastante preciso naquilo que se propõe. 

Melhores Faixas: Nothing, Kansas 
Vale a Pena Ouvir: Heart Attack, Smackin' The Clowns, Mascara Tears

Shadowman – Steve Walsh





















NOTA: 8/10


Cinco anos depois, ele lança mais um disco, intitulado Shadowman, que foi um pouco mais pesado. Após o Glossolalia, Steve Walsh se encontrava em um momento de profunda instabilidade pessoal. Ele lidava com o desgaste físico, especialmente vocal, problemas de saúde, pressão emocional e um sentimento geral de esgotamento criativo dentro e fora do Kansas. Só que ele ainda tinha vontade de compor, e, com isso, decidiu fazer um trabalho bem mais sombrio e pesado. Com produção feita por ele mesmo, o álbum segue para um lado mais preciso, profundo e atmosférico: guitarras densas e distorcidas, com camadas sobrepostas; teclados que criam ambientes inquietantes, muitas vezes sombrios; bateria com peso e nitidez; além de sua voz, que mostra um lado dramático e emocional. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem imersivas e melódicas. Enfim, é um ótimo trabalho, carregado de profundidade. 

Melhores Faixas: Pages Of Old, Shadowman 
Vale a Pena Ouvir: Hell Is Full Of Heroes, After

Black Butterfly – Steve Walsh





















NOTA: 7/10


Então chegamos em 2017, quando foi lançado seu 4º e último álbum até então, o Black Butterfly. Após o Shadowman, Walsh passou mais de uma década lidando com problemas vocais cada vez mais graves, dificuldades pessoais, questionamentos sobre sua continuidade musical e um esgotamento físico evidente. Com isso, ele acabou saindo do Kansas em 2014, só que ainda queria gravar algo novo; assim, formou uma parceria com o guitarrista Tommy Denander, famoso por sua habilidade em criar um AOR moderno, melódico e sofisticado. Com produção feita por Khalil Turk junto com Denander, o disco recebeu uma sonoridade limpa, moderna e altamente atmosférica. Arranjos orquestrais, guitarras suaves, pianos melancólicos e linhas de teclado cinematográficas formam um pano de fundo sofisticado. O repertório é legal, tem ótimas canções, só que com algumas exceções só para “encher linguiça”. No final, é um trabalho interessante, apesar de apresentar algumas falhas. 

Melhores Faixas: Hell Or High Water, The Piper, Born In Fire, Nothing But Nothing 
Piores Faixas: Tanglewood Tree, Now Until Forever

 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Avaliando Discografias - Steve Walsh: Parte 1

                 

Schemer Dreamer – Steve Walsh





















NOTA: 8,1/10


Voltando para 1980, Steve Walsh lançava seu 1º trabalho solo, o Schemer Dreamer. Após o lançamento do Monolith, o lendário vocalista do Kansas se sentia artisticamente limitado dentro da banda. Ele havia sido um dos pilares criativos do grupo no início da carreira, mas, desde Point of Know Return, sua participação como compositor vinha diminuindo drasticamente, e, com isso, decidiu gravar um álbum solo que canalizasse algo mais espontâneo, solto e que refletisse melhor sua personalidade musical naquele momento. A produção, feita por ele junto com Brad Aaron e Davey Moiré, foi bem variada, trazendo influências de Hard Rock com pitadas de AOR e elementos progressivos tímidos, porém presentes. Alguns integrantes do Kansas participaram aqui e fizeram um ótimo trabalho, deixando tudo bem sustentado. O repertório é muito legal, e as canções são divertidas e energéticas. No final de tudo, é um ótimo disco e mostrou um começo interessante. 

Melhores Faixas: Every Step Of The Way, Just How It Feels 
Vale a Pena Ouvir: So Many Nights, Schemer-Dreamer / That's All Right

           Bom é isso e flw!!!        

Review: Celestial do Papangu

                    Celestial – Papangu NOTA: 9,8/10 Recentemente, o Papangu retornou com seu 3º álbum de estúdio, o maravilhoso Celestial. ...