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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Steve Morse Band: Parte 3

                 

StressFest – Steve Morse Band





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, foi lançado mais um novo trabalho da Steve Morse Band, o StressFest. Após o Structural Damage, o guitarrista chegava à metade dos anos 90 consolidado como uma das figuras mais respeitadas da guitarra contemporânea. Nesse ponto da carreira, Morse vivia uma fase dupla: de um lado, mantinha sua banda instrumental com alto nível técnico e criatividade; de outro, passava a integrar o Deep Purple, substituindo Ritchie Blackmore. Para seu próximo projeto, ele quis fazer algo mais multifacetado. A produção, feita como sempre por ele próprio, é límpida e precisa, com destaque para o timbre extremamente definido das guitarras, um baixo pulsante e presente, e uma bateria com pegada firme, sem excessos, mas de enorme sensibilidade, fazendo aquelas bases mais tradicionais do Hard Rock. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas, indo para um lado mais técnico. Enfim, é um ótimo disco, lançado pouco antes de uma fase turbulenta. 

Melhores Faixas: 4 Minutes To Live, Brave New World 
Vale a Pena Ouvir: The Easy Way, StressFest, Glad To Be

Major Impacts – Steve Morse





















NOTA: 5/10


Indo para os anos 2000, foi lançado mais um disco de Steve Morse, o Major Impacts, e aqui começaram os tropeços. Após o StressFest, ele dedicou-se intensamente às turnês do Deep Purple, o que naturalmente retardou a produção de um novo trabalho próprio. Quando finalmente retornou ao estúdio, optou por um conceito distinto: este trabalho não seria convencional, mas sim uma coleção de composições originais inspiradas diretamente em artistas e bandas que o influenciaram profundamente. A produção foi mais cristalina e equilibrada, priorizando a fidelidade sonora dos instrumentos e a clareza dos arranjos. O som é limpo e tenta ser mais dinâmico, com os riffs empregados por Morse sendo interessantes, mas no geral tudo soa arrastado e acaba ficando completamente sem graça. O repertório é irregular, tem canções boas e outras que são bastante enfadonhas. No final, é um trabalho mediano, ao qual faltou mais estrutura. 

Melhores Faixas: Derailleur Gears, Free In The Park, Bring It To Me 
Piores Faixas: How Does It Feel?, Led On, Migration

Split Decision – Steve Morse Band





















NOTA: 6/10


Dois anos se passam, e Steve Morse lança outro álbum de estúdio, o também fraquíssimo Split Decision. Após o Major Impacts, Morse sentiu a necessidade de retornar a um trabalho mais direto, com composições próprias e uma abordagem centrada na identidade sonora do trio. E, por sinal, esse título tem muito a ver com sua fase naquela época, já que ele precisava dividir seus compromissos entre sua banda solo e o Deep Purple. A produção foi bem mais natural, com uma sonoridade limpa, o timbre da guitarra cristalino, o baixo articulado e a bateria soando viva e espaçosa. No entanto, novamente os problemas voltaram, já que há muita coisa repetitiva e falta mais dinâmica em alguns arranjos, que ficam naquela confusão entre Jazz Fusion e Rock progressivo. O repertório ficou bem mediano: há canções interessantes, com aquele lado técnico, e outras bem sem graça. No geral, é um trabalho irregular e que não trouxe inovação. 

Melhores Faixas: Gentle Flower, Hidden Beast, Moment's Comfort, Mechanical Frenzy 
Piores Faixas: Clear Memories, Busybodies, Heightened Awareness

Major Impacts 2 – Steve Morse





















NOTA: 4/10


No ano seguinte, foi lançada a 2ª e última parte do Major Impacts (que, assim, ninguém pediu, vamos falar a real). Após o Split Decision, essa continuação surge como um respiro introspectivo entre grandes compromissos: um álbum em que Morse presta tributo não só às suas influências clássicas, mas também ao próprio ato de aprender com o passado para continuar evoluindo. A produção foi aquela de sempre, só que aqui tudo é mais refinado, dando mais espaço às dinâmicas e à naturalidade dos instrumentos. Tudo soa cristalino, mas com calor e organicidade. Morse usa uma paleta timbrística variada, alternando guitarras de som limpo e aberto com timbres vintage, só que tudo novamente é bem sem graça e completamente arrastado, repetindo os mesmos problemas anteriores. O repertório é bem ruim, com faixas genéricas e poucas se salvando. Enfim, é um disco muito ruim e sem identidade. 

Melhores Faixas: Tri County Barn Dance, Wooden Music, Ghost On The Bayou, 12 Strings On Carnaby Street 
Piores Faixas: Organically Grown, Motor City Spirit, Zig Zags, Leonard's Best

Triangulation – Steve Morse Band





















NOTA: 8/10


Então chegamos em 2025, quando, recentemente, na verdade há menos de um mês, Steve Morse lançou seu novo disco, o Triangulation. Após o Major Impacts 2, seus últimos 21 anos foram cheios de momentos marcantes, desde sua saída do Deep Purple até o envolvimento em outros projetos e o ganho de bastante reconhecimento por ser um baita guitarrista. Para este novo projeto, a ideia foi revisitar a essência do trio com liberdade criativa. A produção, feita como sempre por ele mesmo, buscou um som limpo e balanceado, com a guitarra de timbre claro e definido, o baixo articulado e a bateria com presença firme, o que permite que a interação entre os instrumentos respire e ganhe destaque, resultando basicamente em um álbum inteiro do Rock progressivo instrumental, bastante imersivo e cheio de variações. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas, com um lado mais cadenciado. No final de tudo, é um ótimo disco e representa um retorno decente. 

Melhores Faixas: TexUS, Triangulation 
Vale a Pena Ouvir: March of the Nomads, Taken by an Angel, Tumeni Partz
  

                   Então é isso e flw!!!           

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Steve Morse Band: Parte 2

                 

Stand Up – Steve Morse Band





















NOTA: 8/10


Meses depois, foi lançado o 2º disco, intitulado Stand Up, que foi ainda mais variado. Após o The Introduction, que lhe garantiu presença em revistas de guitarristas, sólidas turnês e reforçou sua reputação como um dos músicos mais técnicos da década, esse bom momento, porém, não significava estagnação. Morse queria expandir ainda mais a paleta sonora: incluir vocais sem abandonar o instrumental, atingir novos públicos sem perder a identidade híbrida e, ao mesmo tempo, explorar composições mais ambiciosas. A produção foi praticamente a mesma, mas com maior presença de texturas, camadas e arranjos mais amplos. O álbum foi registrado com capricho técnico, com guitarras definidas, bateria mais aberta e um baixo mais sustentável, além de contar novamente com as aparições de Eric Johnson e Albert Lee, entre outros. O repertório é muito bom, e as canções são energéticas e melódicas. No fim, é um ótimo disco e um bom complemento ao anterior. 

Melhores Faixas: Distant Star, Rockin' Guitars 
Vale a Pena Ouvir: Golden Quest, Book Of Dreams

High Tension Wires – Steve Morse





















NOTA: 8/10


Quatro anos se passaram e foi lançado mais um disco do Steve Morse, intitulado High Tension Wires. Após o Stand Up, já no fim de sua fase com o Kansas, Morse queria explorar um novo território: um álbum inteiramente instrumental, mas que soasse mais orgânico, mais “composicional” e menos voltado a demonstrar virtuosismo. É uma obra concentrada apenas na linguagem da guitarra, mas com enfoque total na musicalidade, nas melodias e na construção estrutural das peças. A produção, feita como sempre por ele próprio, é marcadamente clara, quente e equilibrada. A mixagem coloca a guitarra de Morse na linha de frente, mas sem soar agressiva. O timbre permanece característico: cristalino, articulado, com harmônicos suaves e uso de compressão leve, mostrando algumas influências de Rock progressivo. O repertório é muito bom, e as canções são mais cadenciadas. Enfim, é um ótimo disco e mostra ainda mais de suas habilidades. 

Melhores Faixas: Highland Wedding, Tumeni Notes 
Vale a Pena Ouvir: Third Power, Endless Waves, The Road Hone

Southern Steel – Steve Morse Band





















NOTA: 8,5/10


Pulando para 1991, Steve Morse lançava mais um trabalho intitulado Southern Steel. Após o High Tension Wires, Morse queria retornar a um formato mais orientado ao trio, com mais energia, mais peso, mais groove e uma abordagem mais “de banda”, abandonando momentaneamente o clima introspectivo do disco anterior. Com isso, a entrada do baixista Dave LaRue e do baterista Van Romaine deu uma revigorada à banda. A produção é mais nítida, com dinâmica real e uma sensação de trio tocando de forma crua, orgânica e extremamente precisa. Os graves são mais pronunciados, a bateria é mais seca e com impacto frontal, e o baixo possui presença mais muscular, com influências claras de Southern Rock e Hard Rock, fazendo assim aquela junção nostálgica dentro do formato instrumental. O repertório é ótimo, e as canções são bem energéticas e épicas. No final, é um trabalho bacana e bem divertido. 

Melhores Faixas: Southern Steel, Arena Rock, Vista Grande 
Vale a Pena Ouvir: Simple Simon, Weekend Overdrive, Battle Lines

Coast To Coast – Steve Morse Band





















NOTA: 8,3/10


No ano seguinte, foi lançado o 5º trabalho da Steve Morse Band, o Coast to Coast. Após o Southern Steel, depois de tamanha consistência, Morse queria continuar nessa linha, mas expandindo o alcance emocional e estilístico do trio. Com isso, ele quis fazer um disco mais maduro que os anteriores, com mais foco em textura, expressão, clima e composição, sem abrir mão da energia do trio. A produção, feita por Morse junto com LaRue, dá ao som mais profundidade, clareza tridimensional e um cuidado especial na distribuição do espaço sonoro. Com a guitarra, como sempre, cristalina e explorando diversos timbres, o baixo e a bateria surgem mais secos, explorando um lado mais amplo e com maior dinâmica, seguindo basicamente a temática característica do Hard Rock com influências de Jazz-Rock e Rock progressivo. O repertório é muito bom, e as canções são técnicas e com um lado mais melódico. Enfim, é um trabalho bacana e mais variado. 

Melhores Faixas: Long Lost, Over Easy 
Vale a Pena Ouvir: Morning Rush Hour, Flat Baroque, The Oz

Structural Damage – Steve Morse Band





















NOTA: 8/10


Três anos depois, foi lançado mais um trabalho de Steve Morse, o Structural Damage, que é mais robusto. Após o Coast to Coast, Morse viveu um período particularmente intenso de trabalho, conciliando turnês, a expansão da carreira solo e participações em projetos paralelos, e, para esse álbum, faz uma síntese madura entre suas linguagens, buscando um som mais preciso, levemente mais pesado e menos “soft” do que em álbuns anteriores. A produção, praticamente a mesma, prioriza a nitidez individual dos instrumentos, mas sem soar estéril; há calor analógico nos timbres, especialmente nas guitarras limpas e nos graves arredondados de LaRue, além de uma bateria mais seca de Van Romaine, que complementa as texturas e os riffs energéticos de Morse, muito ligados às bases do hard rock e do rock progressivo. O repertório é bem legal, e as canções são imersivas, puxando para um lado mais energético. Em suma, é um disco bacana, embora não traga tantas novidades. 

Melhores Faixas: Native Dance, Dreamland 
Vale a Pena Ouvir: Barbary Coast, Foreign Exchange, Sacred Ground


              Então é isso, um abraço e flw!!!                 

domingo, 7 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Steve Morse Band: Parte 1

                   

The Introduction – Steve Morse Band





















NOTA: 8,2/10


Em 1984, Steve Morse lançava seu primeiro trabalho com sua banda, intitulado The Introduction. Antes de entrar no Kansas e no Deep Purple, Morse fazia parte da Dixie Dregs nos anos 70, grupo que trazia misturas virtuosísticas de Rock, Jazz, Country, música erudita e elementos sulistas. O guitarrista havia acabado de vivenciar o desgaste final do grupo e, com isso, decidiu reinventar sua trajetória solo, mas sem abandonar o conceito instrumental que o consagrara. A Steve Morse Band nasce como um trio enxuto, permitindo mais liberdade criativa, mais improvisação e um som ainda mais focado na guitarra. A produção, feita por ele mesmo, apresenta uma sonoridade cristalina, precisa e sem excessos. Tudo soa meticulosamente balanceado, com enorme presença de timbres limpos, dinâmica ampla e influências do Jazz Fusion e Blues Rock. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas e até energéticas. No final, é um ótimo disco que mostrava sua versatilidade. 

Melhores Faixas: General Lee, Mountain Waltz 
Vale a Pena Ouvir: Huron River Blues, V.H.F. (Vertical Hair Factor)
 

      É isso, então flw!!!        

Analisando Discografias - Henrique & Juliano

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