Halo In A Haystack – Converge
NOTA: 8,5/10
Em 1994, foi lançado o álbum de estreia do Converge, o injustiçado Halo in a Haystack. Formado no início dos anos 90 em Massachusetts pelos então amigos de escola, o vocalista Jacob Bannon, o guitarrista Kurt Ballou, o baixista Jeff Feinburg e o baterista Damon Bellorado, o grupo ainda estava em fase de definição estética, inserido numa cena underground, mas já demonstrando sinais claros de inquietação criativa; com isso, entrou outro guitarrista, Aaron Dalbec. A produção, feita pela própria banda, é extremamente crua. O som é direto, com guitarras sujas, bateria orgânica e vocais agressivos posicionados de forma frontal na mixagem, que é bem mal mixada, mas isso acaba sendo meio que o charme de tudo, já que as influências são do Hardcore Punk e do Post-Hardcore daquele período, embora já acentuando o Metalcore. O repertório é até legal, e as canções são bem energéticas. Enfim, é um disco bacana, apesar de suas limitações.
Melhores Faixas: Undo, Fact Leaves Its Ghost, Down
Vale a Pena Ouvir: Becoming A Stranger, I Abstain
Petitioning The Empty Sky – Converge
NOTA: 8,7/10
Melhores Faixas: The Saddest Day, Farewell Note To This City, Color Me Blood Red, Dead
Vale a Pena Ouvir: Forsaken, Homesong, For You
When Forever Comes Crashing – Converge
NOTA: 8,6/10
Mais dois anos se passam, e foi lançado mais um álbum do Converge, o When Forever Comes Crashing. Após o Petitioning the Empty Sky, que apontava para uma estética mais densa e emocionalmente devastadora, aqui a banda aprofunda essa direção, tornando o som ainda mais sombrio, pesado e opressivo. Além disso, aconteceu a saída do baixista Jeff Feinburg, e entrou em seu lugar, de forma provisória, Stephen Brodsky; também, depois de muitas mudanças, eles assinaram com a gravadora Equal Vision. A produção foi relativamente a mesma, só que deixando o som mais escuro, com guitarras extremamente saturadas e uma mixagem que prioriza o impacto e a atmosfera claustrofóbica. Os vocais do Jacob Bannon estão mais desesperados e extremos do que nunca, com sua performance soando menos controlada e mais visceral. O repertório é muito legal, e as canções ficaram bem mais agressivas. No geral, é um ótimo disco e bem consistente.
Melhores Faixas: My Unsaid Everything, When Forever Comes Crashing, The High Cost Of Playing God, Year Of The Swine
Vale a Pena Ouvir: The Lowest Common Denominator, Conduit, Letterbomb
Jane Doe – Converge
NOTA: 10/10
Então, indo para o ano de 2001, foi lançado o sensacional 4º álbum deles, o Jane Doe. Após o When Forever Comes Crashing, aconteceram algumas mudanças na formação: houve a entrada do baixista Nate Newton e também a saída do baterista Damon Bellorado; após muita procura, confiaram a missão a Ben Koller. Para esse projeto, a banda intensifica o caos, a dissonância e a carga emocional. A produção, feita pelo guitarrista Kurt Ballou junto com Matthew Ellard, apresenta aqui uma clareza intencional dentro do caos. Cada instrumento é audível, mas nada soa polido demais. O som é orgânico, agressivo e sufocante, com guitarras dissonantes e riffs quebrados; o baixo é bem consistente, a bateria é bastante explosiva e os vocais de Jacob atingem um nível quase insuportável de intensidade emocional, fazendo assim uma junção de Metalcore e Mathcore. O repertório é incrível, parecendo até uma coletânea. No fim, é um disco atemporal e uma verdadeira obra-prima.
Melhores Faixas: Concubine, Fault And Fracture, Jane Doe, Phoenix In Flight, Hell To Play
Vale a Pena Ouvir: Heaven In Her Arms, Homewrecker, The Broken Vow
É isso, então flw!!!



