Mostrando postagens com marcador Uriah Heep. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Uriah Heep. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Uriah Heep: Parte 5

                 

Wake The Sleeper – Uriah Heep





















NOTA: 8,4/10


No ano de 2008, o Uriah Heep retorna com seu mais novo disco, o Wake the Sleeper. Após o Sonic Origami, eles buscavam uma revitalização do som clássico da banda, mas com uma abordagem moderna. A abordagem das músicas mostra uma busca por uma sonoridade mais crua e enérgica, voltando a explorar o estilo do Rock progressivo e Hard Rock que os tornou famosos nos anos 70. A única mudança foi que o baterista Lee Kerslake saiu e, em seu lugar, entrou Russell Gilbrook. A produção foi conduzida por Mike Paxman, que trouxe uma sonoridade robusta, mas também com atenção aos detalhes, especialmente nas camadas de teclados e guitarras, típicas do estilo da banda, com o vocal de Bernie Shaw em grande destaque. A produção consegue manter uma boa mistura entre peso e melodia, com os músicos fazendo uma apresentação coesa. O repertório é muito bom, e as canções são bem vibrantes. No fim, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Book Of Lies, Tears Of The World, Angels Walk With You 
Vale a Pena Ouvir: Heaven's Pain, Overload, War Child, Ghost Of The Ocean

Into The Wild – Uriah Heep





















NOTA: 8/10


Pulando para 2011, a banda lança mais um trabalho novo, intitulado Into the Wind. Após o Wake the Sleeper, o Uriah Heep estava bem consolidado, tanto que gravaram, em 2009, um disco comemorativo de seus 40 anos de trajetória, que contou com regravações e algumas inéditas. Já este novo álbum foi também uma tentativa de trazer algo mais visceral e direto, sem perder a grandiosidade e o tom épico que sempre caracterizaram suas composições. A produção foi feita novamente por Mike Paxman, que manteve uma sonoridade clara e cheia de energia, com uma mistura de Hard Rock e elementos progressivos. O som é denso, mas há uma boa dosagem entre o peso das guitarras e a grandiosidade dos teclados, sem perder a intensidade, além de uma cozinha rítmica com uma base sólida. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e com aquele lado épico. No final de tudo, é um trabalho interessante e bem imersivo. 

Melhores Faixas: I'm Ready, T-Bird Angel 
Vale a Pena Ouvir: Nail On The Head, Kiss Of Freedom, Money Talk

Outsider – Uriah Heep





















NOTA: 7,9/10


Passaram-se três anos e foi lançado mais um novo trabalho do Uriah Heep, o Outsider. Após o Into the Wind, a banda estava madura, escrevendo seu material com naturalidade, explorando temas como alienação, espiritualidade e crítica social, sempre filtrados por uma abordagem musical direta e vigorosa. Sem pressões comerciais e distante de modismos contemporâneos, a banda voltava a sentir prazer em fazer música, longe daquelas exigências que sofreu nos anos 80. A produção foi praticamente a mesma, com um som encorpado e orgânico, com as guitarras afiadas do Mick Box e os teclados dinâmicos do Phil Lanzon. A seção rítmica, com Trevor Bolder e Russell Gilbrook, é firme e precisa, e as linhas vocais do Bernie Shaw são seguras e bem articuladas, fazendo um Hard Rock com influências progressivas de forma bem natural. O repertório é bem interessante, tendo canções energéticas e outras mais cadenciadas. Mas, enfim, é um trabalho legal e bem preciso. 

Melhores Faixas: Looking At You, Say Goodbye 
Vale a Pena Ouvir: One Minute, Can't Take That Away, Is Anybody Gonna Help Me?

Living The Dream – Uriah Heep





















NOTA: 8,4/10


Mais um intervalo de uma Copa do Mundo para outra, o Uriah Heep lança seu 24º álbum, o Living the Dream. Após o Outsider, com a saída do baixista Trevor Bolder e a consolidação de Dave Rimmer, esse novo projeto não traz uma tentativa de reinvenção forçada nem um retorno artificial ao passado. Esse trabalho só foi possível graças a um financiamento coletivo feito em um site. A produção foi conduzida por Jay Ruston, e tudo aqui foi gravado em 19 dias, de forma praticamente ao vivo, trazendo assim um som pesado, vivo e direto, com as guitarras cortantes do Mick Box, os teclados variados do Lanzon servindo como base de tudo, o baixo sólido do Rimmer e a bateria energética do Russell Gilbrook, além, é claro, dos vocais expressivos do Bernie Shaw, que são um show à parte. O repertório é muito legal, e as canções são bem pesadas e com um lado mais dinâmico. No fim, é um trabalho muito bom e um dos mais pesados da banda desde seu retorno. 

Melhores Faixas: Grazed By Heaven, It's All Been Said 
Vale a Pena Ouvir: Dreams Of Yesteryear, Knocking At My Door, Waters Flowin', Living The Dream

Chaos & Colour – Uriah Heep





















NOTA: 8,4/10


Então chegamos a 2023, quando foi lançado o álbum mais recente do Uriah Heep, o Chaos & Colour. Após o Living the Dream, a banda enfrentou um período atípico, marcado pela pandemia, pelo isolamento e por reflexões profundas sobre o mundo contemporâneo, além do falecimento recente de alguns ex-integrantes, como John Lawton, Ken Hensley e Lee Kerslake. Todo esse contexto influencia diretamente o espírito do álbum, que carrega um tom mais sério, contemplativo e, em vários momentos, melancólico, sem abandonar a força característica do grupo. A produção foi feita por Jay Ruston, que trouxe um som encorpado e extremamente bem definido, sendo pesado, mas também abrindo muito espaço para dinâmica e nuances. O maior destaque é, certamente, as guitarras do Mick Box, que são bem expressivas, e os vocais mais contidos do Bernie Shaw. O repertório é muito legal, e as canções são bastante variadas e melódicas. Em suma, é um ótimo álbum e muito coeso. 

Melhores Faixas: Age Of Changes, One Nation, One Sun 
Vale a Pena Ouvir: Fly Like An Eagle, Silver Sunlight, Freedom To Be Free


         Por hoje é só, então flw!!!        

sábado, 13 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Uriah Heep: Parte 4

                 

Equator – Uriah Heep





















NOTA: 2,5/10


Em 1985, o Uriah Heep, completamente em sua ruína, lança outro disco, o Equator. Após o Head First, que evidenciou uma tentativa forçada de se adequar às tendências comerciais do início dos anos 80, a banda continuava em queda. Mick Box permanecia como o único membro clássico, enquanto a formação mudava constantemente, com o retorno do baixista Trevor Bolder, refletindo a dificuldade do grupo em encontrar uma identidade clara naquele período, agora sob contrato com a Portrait Records. A produção, conduzida por Tony Platt, é completamente polida e moderna, porém de forma excessiva, com sintetizadores entupindo a mixagem, guitarras frequentemente relegadas a um papel secundário e a bateria eletrônica bastante presente, basicamente absorvendo influências do AOR e até traços do Glam Metal. O repertório é muito ruim, e as canções são extremamente genéricas, com poucas se salvando. Enfim, é um trabalho péssimo e que também foi um fiasco. 

Melhores Faixas: Heartache City, Poor Little Rich Girl 
Piores Faixas: Angel, Lost One Love, Party Time (fizeram Mötley Crüe soar como Black Sabbath)

Raging Silence – Uriah Heep





















NOTA: 3/10


Se passaram quatro anos e, já perto do fim dos anos 80, o Uriah Heep lança seu 17º álbum, o Raging Silence. Após o Equator, a banda passou alguns anos praticamente inativa, o que gerou incertezas reais sobre sua continuidade. Mick Box decidiu reavaliar os rumos do Uriah Heep e promover uma reformulação profunda, com a entrada do vocalista Bernie Shaw e do tecladista Phil Lanzon. A produção, feita por Richard Dodd, trouxe aquela sonoridade polida, só que aqui as guitarras de Mick Box voltam a ocupar um papel central, com riffs bem definidos e solos mais presentes, enquanto a seção rítmica sustenta as músicas com firmeza. Apesar de haver muita coisa previsível, muito por conta das influências do AOR, aqui já se veem alguns traços do Hard Rock que eles faziam na década anterior. O repertório é fraco, tendo canções chatas, mas com algumas até que interessantes. No fim, é um disco ruim, mas que podia reacender uma esperança de melhora. 

Melhores Faixas: Blood Red Roses, Rough Justice, Cry Freedom 
Piores Faixas: Lifeline, Hold Your Head Up, More Fool You, When The War Is Over

Different World – Uriah Heep





















NOTA: 2,7/10


Indo para 1991, foi lançado mais um disco do Uriah Heep, o Different World, que não teve tantas mudanças. Após o Raging Silence, a banda estava tentando se revitalizar, já que o Hard Rock perdia espaço para novas tendências, e o grupo precisava equilibrar o respeito à própria história com a necessidade de soar relevante. Nesse período, eles tinham contrato com a gravadora Legacy, e tudo indica que nem queriam permanecer lá e foram gravar essa doideira. A produção, feita pelo próprio baixista Trevor Bolder, é limpa, bem definida e relativamente pesada, com guitarras mais presentes e teclados usados de forma mais contida e funcional. Mick Box aparece com riffs mais encorpados e solos melhor integrados às músicas, e os vocais do Bernie Shaw são brilhantes, mesmo que, no geral, tudo soe bastante previsível e feito às pressas. O repertório é muito ruim, com poucas canções interessantes, pois o restante é terrível. No fim, é um disco péssimo, e já era hora de inovar. 

Melhores Faixas: One On One, Blood On Stone 
Piores Faixas: All God's Children, Seven Days, Cross That Line, Step By Step

Sea Of Light – Uriah Heep





















NOTA: 8,5/10


Quatro anos se passam, e a banda lança um novo trabalho, o Sea of Light, que foi certamente um alívio. Após o Different World, eles finalmente se encontravam em uma posição mais confortável, livres da pressão de seguir tendências comerciais. O cenário do Rock havia mudado drasticamente, e o Hard Rock já não disputava espaço no mainstream, o que acabou funcionando a favor do Uriah Heep: sem expectativas de sucesso imediato, o grupo pôde olhar para trás e resgatar elementos que haviam sido abandonados por décadas. A produção, conduzida pela banda junto com Kalle Trapp e gravada na Alemanha, trouxe um som mais quente e equilibrado. As guitarras voltam a ter peso e textura, enquanto os teclados recuperam aquele caráter quase místico que tinham nos anos 70, com o retorno das influências do Rock progressivo. O repertório é ótimo, e as canções são bem melódicas, com muita imersão. No final de tudo, é um disco bacana e que, dessa vez, funcionou. 

Melhores Faixas: Fires Of Hell, Universal Wheels, Spirit Of Freedom 
Vale a Pena Ouvir: Time Of Revelation, Against The Odds, Dream On

Sonic Origami – Uriah Heep





















NOTA: 7,6/10


Três anos se passam, e a banda lança seu 20º álbum de estúdio, o Sonic Origami. Após o Sea of Light, o Uriah Heep finalmente havia reencontrado seu eixo criativo ao assumir, sem constrangimento, sua herança setentista. Diferentemente de trabalhos anteriores marcados por pressões comerciais, esse disco nasce de uma banda confortável com sua identidade, sem essas pressões e com liberdade para explorar composições longas, climas épicos e arranjos mais elaborados. A produção, feita por Pip Williams, tem um som encorpado e quente, com cada instrumento ocupando seu espaço de forma clara e natural. As guitarras do Mick Box soam pesadas, os teclados recuperam plenamente aquele caráter quase sinfônico, enquanto o lado rítmico se mostra mais fluido, com este trabalho sendo mais puxado para o Hard Rock. O repertório é bem interessante, com canções legais e de caráter denso, embora existam algumas exceções. No geral, é um disco bom, apesar das falhas. 

Melhores Faixas: Feels Like, Heartless Land, Everything In Life, Between Two Worlds, Question 
Piores Faixas: Shelter From The Rain, Change
  

                       Então é isso e flw!!!            

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Uriah Heep: Parte 3

                 

Innocent Victim – Uriah Heep





















NOTA: 8,3/10


Meses depois, e foi lançado mais um disco do Uriah Heep, o Innocent Victim (que tem uma das capas mais feias da história). Após o Firefly, a banda buscava uma maior estabilidade interna depois de anos marcados pelo alcoolismo de Byron e pela crise criativa que se espalhou durante High and Mighty. O tecladista Ken Hensley assumia crescentemente a liderança musical, enquanto Mick Box preservava a identidade guitarrística do grupo com riffs densos, o wah-wah característico e solos líricos. A produção, feita por Gerry Bron, só que com pitacos do Hensley, aponta para um som mais limpo e acessível, com guitarras menos pesadas que em eras anteriores, maior ênfase em refrões pegajosos e arranjos vocais bem trabalhados. A estética busca um equilíbrio entre o Hard Rock setentista e até traços daquele Glam Rock que começava a dominar o fim da década. O repertório é muito legal, e as canções são todas bem divertidas. No fim, é um ótimo disco e bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Free Me, Free N' Easy 
Vale a Pena Ouvir: Roller, Choices, Illusion

Fallen Angel – Uriah Heep





















NOTA: 8/10


Aí, no ano seguinte, foi lançado o 12º álbum de estúdio do Uriah Heep, o Fallen Angel, em um momento de mudanças. Após o Innocent Victim, a banda começava a ganhar mais destaque, sendo que seu principal objetivo era ter sucesso nos Estados Unidos, assim como as outras bandas inglesas. Esse sucesso foi paradoxal: por um lado, consolidou a sobrevida comercial do grupo, mas, por outro, começou a pressioná-los a seguir uma linha mais acessível, com elementos AOR mais evidentes. A produção foi a mesma, só que a sonoridade ficou mais refinada e limpa, privilegiando arranjos suaves, vocais claros e uma estética mais AOR e do Hard Rock, com riffs menos pesados e arranjos de teclado mais coloridos e acessíveis, com uso maior de texturas sintéticas, sem abandonar totalmente o Hammond tradicional. O repertório é bem legal, e as canções são bem melódicas e até envolventes. No geral, é um disco bacana e que mostrava que a banda estava bem ambiciosa. 

Melhores Faixas: Whad'ya Say, I'm Alive 
Vale a Pena Ouvir: Come Back To Me, Fallen Angel, Woman Of The Night

Conquest – Uriah Heep





















NOTA: 2/10


Entrando na década de 80, o Uriah Heep lançava seu novo disco, o Conquest, em um completo caos. Após o Fallen Angel, John Lawton estava incomodado com a banda, que cada vez mais se afastava daquela estética do Hard Rock com Rock Progressivo e mergulhava em um lado mais comercial, com Ken Hensley insistindo nessa abordagem. Com isso, Lawton acabou sendo demitido, e no seu lugar entrou John Sloman; logo depois, também saiu o baterista Lee Kerslake e entrou Chris Slade. A produção, feita pela própria banda, trouxe uma sonoridade moderna, com forte presença de sintetizadores, guitarras mais polidas e menos peso de modo geral. O Hard Rock clássico dá lugar a algo mais próximo de um Pop Rock sofisticado, só que tudo fez eles parecerem uma cópia descarada do Foreigner e do Journey, com tudo soando bastante genérico. O repertório é muito ruim, e as canções são bastante medíocres. No final de tudo, é um disco péssimo e que mostrava uma queda. 

Melhores Faixas: It Ain't Easy, Fools 
Piores Faixas: Out On The Street, Feelings, Won't Have To Wait Too Long

Abominog – Uriah Heep





















NOTA: 1,5/10


Mais dois anos se passaram, e a banda retorna com essa atrocidade chamada Abominog (e a capa também, Jesus Cristo). Após o Conquest, Ken Hensley, completamente exausto e frustrado porque a banda não conseguia algo ainda maior, decidiu sair do Uriah Heep, e John Lawton, que não tinha mais clima para ficar, também saiu devido a várias tretas. Com isso, Mick Box decidiu tocar a barca e montar uma nova formação com o vocalista Peter Goalby (ex-Trapeze), o baixista Bob Daisley e o tecladista John Sinclair (que tocavam com Ozzy), e Lee Kerslake acabou retornando. A produção, feita por Ashley Howe, deixou tudo polido e completamente voltado para o mercado norte-americano e europeu de Hard Rock, com guitarras cristalinas, porém agressivas, e sintetizadores presentes. Porém, tudo é bem sem graça e faz até parecer que eles estão imitando um Saxon. O repertório é péssimo, e as canções são chatíssimas. Enfim, esse disco de retorno é uma completa porcaria. 

Melhores Faixas: (..................................) 
Piores Faixas: Hot Night In A Cold Town, Think It Over, Running All Night (With The Lion), Prisoner

Head First – Uriah Heep





















NOTA: 1/10


No ano seguinte, foi lançado mais outro trabalho terrível do Uriah Heep, o Head First. Após o Abominog, internamente as tensões cresciam, principalmente devido aos compromissos profissionais do Bob Daisley, que já trabalhava com Ozzy Osbourne. Isso resultou em um álbum construído em um clima parcialmente instável, e a banda desejava expandir seu som moderno, algo que certamente não era uma das melhores decisões. A produção, conduzida novamente por Ashley Howe, foi para uma sonoridade ainda mais limpa e polida, dando foco à clareza das vozes, guitarras definidas, teclados mais discretos, e uma produção típica do Rock de arena daquela fase: refrões expansivos, backing vocals bem trabalhados e um peso menos derivado da agressividade e mais do impacto coletivo, ou seja, temos mais clichês de AOR. O repertório é terrível, e as canções são completamente medonhas. Enfim, é um trabalho horroroso e que deixava claro que mudanças eram necessárias. 

Melhores Faixas: (.........................) 
Piores Faixas: Straight Through The Heart, Roll-Overture, Red Lights, Stay On Top, Sweet Talk
  

               Então é isso e flw!!!           

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Uriah Heep: Parte 2

                 

Sweet Freedom – Uriah Heep





















NOTA: 8,7/10


Outro ano se passa e é lançado mais um trabalho do Uriah Heep, o Sweet Freedom. Após o The Magician’s Birthday, depois de uma série de turnês extensas e da crescente pressão comercial, o grupo firmou um contrato com a Warner Bros., um movimento que deu mais visibilidade internacional, mas também elevou as expectativas para resultados ainda mais robustos. Apesar de ainda terem vínculo com a Bronze Records desde Look At Yourself, eles queriam fazer um trabalho que fosse mais consistente. A produção foi feita, como sempre, por Gerry Bron, que manteve o padrão de alta definição vocal e instrumental que caracterizava o quinteto, mas com uma nuance importante: o disco soa mais seco e menos etéreo, priorizando o peso dos riffs do Mick Box e a solidez do baixo do Gary Thain, resultando em um Hard Rock mais direto. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas e até divertidas. No fim, é um ótimo disco e mais pesado. 

Melhores Faixas: Stealin', Pilgrim, If I Had The Time 
Vale a Pena Ouvir: Sweet Freedom, Dreamer

Wonderworld – Uriah Heep





















NOTA: 8,4/10


Em 1974, foi lançado mais um disco do Uriah Heep, o Wonderworld, que mostrava a banda tentando se moldar. Após o Sweet Freedom, embora ainda houvesse criatividade e sinergia musical, fatores externos começavam a causar desgaste: turnês extenuantes, pressão da gravadora por mais resultados e, sobretudo, a fragilidade emocional e física de Gary Thain, cujo estado de saúde e dependências se agravavam. A produção foi praticamente a mesma, enfatizando clareza e abertura, especialmente nos teclados de Ken Hensley. A sonoridade é polida, com foco em nuances emocionais. Byron canta de maneira particularmente expressiva, explorando melodias mais dramáticas e passagens mais delicadas, seguindo as influências do Hard Rock, mas também absorvendo certas influências do emergente Boogie Rock. O repertório é muito bom, e as canções ficaram mais melódicas e com um lado mais cadenciado. Enfim, é um ótimo disco, só que traria muitas mudanças. 

Melhores Faixas: So Tired, Something Or Nothing 
Vale a Pena Ouvir: Dreams, Suicidal Man

Return To Fantasy – Uriah Heep





















NOTA: 8,3/10


Mais um ano se passou e o Uriah Heep lançou seu 8º álbum de estúdio, o Return To Fantasy. Após o Wonderworld, eles sofreram uma grande perda com a morte de Gary Thain, que acabou falecendo devido a uma overdose de heroína. Com uma atmosfera interna esgotada, conseguiram buscar um baixista: o lendário John Wetton, que havia passado recentemente pelo King Crimson; sua entrada elevou o moral e trouxe frescor criativo, mesmo que temporário, considerando sua breve permanência. A produção foi mais expansiva e carregada, com David Byron vivendo um momento vocal exuberante. Mick Box trabalha riffs mais sólidos, mas também explora solos fluidos, enquanto Ken Hensley retoma um protagonismo mais nítido. A bateria de Lee Kerslake é gravada com mais impacto, e o baixo de Wetton tem um timbre mais articulado. O repertório é muito legal, e as canções são mais melódicas. No final de tudo, é um trabalho muito bom e que dá uma renovada. 

Melhores Faixas: Return To Fantasy, Your Turn To Remember, Beautiful Dream 
Vale a Pena Ouvir: Devil's Daughter, Showdown

High And Mighty – Uriah Heep





















NOTA: 8/10


Se passou mais um ano, e o Uriah Heep lançava outro trabalho, o High and Mighty. Após o Return To Fantasy, o desgaste emocional era perceptível, e o comportamento do David Byron, cada vez mais errático devido ao alcoolismo crescente, gerava fricção constante durante turnês e gravações. O álbum surge, então, como um trabalho construído em meio a crises. Por um lado, havia enorme talento individual; por outro, a banda estava se fragmentando. A produção foi feita dessa vez pela própria banda, e aqui eles partiram para uma sonoridade polida, mais aberta e por vezes mais suave que a do trabalho anterior. Há clara intenção de explorar nuances emocionais, texturas melódicas e uma estética que beira o AOR em vários momentos, apesar de ainda manter os pés no Hard Rock. O repertório é bem legal, com canções mais envolventes, mas ainda com aquele lado energético. No geral, é um disco bacana, mas bem subestimado. 

Melhores Faixas: Footprints In The Snow, Misty Eyes 
Vale a Pena Ouvir: One Way Or Another, Can't Stop Singing, Midnight

Firefly – Uriah Heep





















NOTA: 8,7/10


Aí chega o ano de 1977, e foi lançado o 10º álbum do Uriah Heep, o Firefly, que trouxe muitas mudanças. Após o High and Mighty, tornou-se insustentável que David Byron continuasse: mesmo com seu talento, ele já não conseguia mais contribuir no estúdio nem nas performances ao vivo por conta do alcoolismo, e com isso foi demitido. John Wetton também acabou saindo, levando a banda a se reformular com a entrada do vocalista John Lawton e do baixista Trevor Bolder. A produção foi feita, como sempre, por Gerry Bron, que buscou um som mais orgânico, apostando em clareza, calor e textura, com foco em ambientes abertos, guitarras mais presentes e arranjos equilibrados. A banda voltou a explorar aquele equilíbrio entre Hard Rock e Rock progressivo, algo que funcionou muito bem com os vocais poderosos do Lawton e o baixo mais percussivo do Bolder. O repertório é muito legal, e as canções são mais pesadas. Em suma, é um disco bacana e que mostra uma evolução. 

Melhores Faixas: Sympathy, The Hanging Tree, Been Away Too Long 
Vale a Pena Ouvir: Rollin' On, Firefly
  

               Então é isso e flw!!!          

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Analisando Discografias - Uriah Heep: Parte 1

                 

...Very 'Eavy Very 'Umble... – Uriah Heep






















NOTA: 8,9/10


Voltando lá para 1970, foi lançado o álbum de estreia do Uriah Heep, intitulado ...Very 'Eavy Very 'Umble.... A banda, formada em 1969 na cidade de Londres, surgiu naquele momento em que o Rock britânico ganhava uma nova cena. Com isso, surgiu um grupo formado pelo vocalista David Byron e pelo guitarrista Mick Box, que vinham do Spice, banda que acabou não vingando. Em seguida, entraram o tecladista Ken Hensley e o baixista Paul Newton, e, na bateria, a banda teve vários músicos: Alex Napier, Keith Baker e Ollie Olsson. A produção, feita por Gerry Bron e lançada pelo selo Vertigo, trouxe uma sonoridade crua, mas a mistura de harmonias vocais densas, guitarras distorcidas e passagens do órgão Hammond já indicava uma assinatura musical clara, que mesclava influências do Hard Rock e do Rock progressivo. O repertório é ótimo, e as canções são bem energéticas e até cadenciadas. Enfim, é um trabalho muito bom, mas que foi injustamente desprezado. 

Melhores Faixas: Gypsy, I'll Keep On Trying, Walking In Your Shadow 
Vale a Pena Ouvir: Come Away Melinda., Dreammare

Salisbury – Uriah Heep





















NOTA: 9,8/10


No início de 1971, foi lançado o 2º disco do Uriah Heep, intitulado Salisbury, que foi mais estruturado. Após o ...Very 'Eavy Very 'Umble..., eles estavam determinados a expandir seu som e mostrar que não seriam apenas mais uma banda de Hard Rock pesado. Ken Hensley, que havia participado apenas parcialmente do disco anterior, agora assumiu papel central na criação e na identidade musical, trazendo uma abordagem mais sinfônica e ambiciosa. A produção, feita novamente por Gerry Bron, buscou um som mais refinado e amplo, com o órgão Hammond de Hensley ganhando mais evidência nos riffs de Mick Box, criando um equilíbrio entre o lado mais cru do Hard Rock e toda a sofisticação do Rock progressivo, com tudo muito bem encaixado. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e com um lado mais épico. Em suma, é um belo disco que mostrou uma clara evolução. 

Melhores Faixas: Lady In Black, Bird Of Prey 
Vale a Pena Ouvir: Salisbury, The Park

Look At Yourself – Uriah Heep





















NOTA: 10/10


Meses depois, foi lançado o 3º álbum de estúdio do Uriah Heep, o Look at Yourself (voltaram a fazer capa feia). Após o Salisbury, Ken Hensley, agora plenamente consolidado como principal compositor e cérebro criativo do grupo, conduziu a banda rumo a uma estética mais direta, porém sem abrir mão da grandiosidade e do detalhamento que vinham caracterizando suas composições. Além disso, houve uma troca de integrantes, com a entrada do baterista Iain Clark, que substituiu Keith Baker. A produção foi a de sempre, só que voltada para um lado mais poderoso e limpo, fazendo uma mistura daquele som com energia crua, mas com um acabamento técnico que destacava os vocais complexos do Byron, os riffs e solos memoráveis do Mick Box e as camadas do Hammond do Hensley. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem pesadas e cheias de variações. Enfim, é um baita disco e certamente um clássico da banda. 

Melhores Faixas: Look At Yourself, July Morning, Shadows Of Grief 
Vale a Pena Ouvir: I Wanna Be Free, What Should Be Done

Demons And Wizards – Uriah Heep





















NOTA: 10/10


Mais um ano se passou e foi lançado o excepcional Demons and Wizards, que marcou o auge da banda. Após o Look at Yourself, que estabeleceu uma base sólida e um estilo próprio, o Uriah Heep se encontrava em plena ascensão. O som híbrido, que misturava o peso do Hard Rock com as harmonias vocais elaboradas, os arranjos progressivos e uma aura mística, já chamava atenção, só que eles queriam fazer algo ainda maior. Com a entrada dos novos integrantes, o baixista Gary Thain e enfim um baterista fixo, Lee Kerslake, o grupo encontrou sua formação clássica. A produção, feita como sempre por Gerry Bron, é cristalina, equilibrando perfeitamente o poder das guitarras de Mick Box com o brilho dos teclados de Ken Hensley, mostrando uma sonoridade bem mais lapidada e com um lado teatral. O repertório é espetacular, parecendo até uma coletânea, pois só tem canção incrível. No geral, é um baita disco e, assim como seu antecessor, uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Easy Livin’, The Wizard, Paradise / The Spell, Traveller In Time 
Vale a Pena Ouvir: Rainbow Dream, Circle Of Hands

The Magician's Birthday – Uriah Heep





















NOTA: 9,6/10


Mais alguns meses se passaram e foi lançado mais um álbum do Uriah Heep, o também incrível The Magician's Birthday. Após o Demons and Wizards, a banda, que vinha consolidando um som inconfundível entre o Hard Rock e o Rock progressivo, alcançou com aquele álbum não só uma identidade musical amadurecida, mas também uma coesão interna sem precedentes. Embora o disco não seja conceitual no sentido narrativo, há um fio temático contínuo que o atravessa: a ascensão espiritual do homem através da imaginação, da arte e da reconciliação dos opostos. A produção, feita mais uma vez por Gerry Bron, buscou um som mais expansivo, grandioso e minuciosamente trabalhado, refletindo uma banda em plena sinergia criativa, deixando tudo bem técnico e com uma ênfase maior nas harmonias vocais, nas camadas de teclados e nos contrastes dinâmicos. O repertório é ótimo, e as canções ficaram mais cadenciadas. Enfim, é um trabalho maravilhoso e muito coeso. 

Melhores Faixas: Sunrise, Spider Woman, Tales 
Vale a Pena Ouvir: Rain, The Magician's Birthday


          Então é isso, um abraço e flw!!!               

Analisando Discografias - Henrique & Juliano

                  Henrique & Juliano (Ao Vivo) – Henrique & Juliano NOTA: 1/10 Em 2012, o Henrique & Juliano lançava seu 1º álbu...