You Fail Me – Converge
NOTA: 9,9/10
Três anos depois, foi lançado o 5º álbum do Converge, o também incrível You Fail Me. Após o atemporal Jane Doe, que redefiniu os limites do Metalcore e elevou a banda a um novo patamar artístico, a expectativa em torno do sucessor era enorme. Só que o grupo acabou se tornando um quarteto, já que o guitarrista Aaron Dalbec decidiu deixar a banda. Além disso, a banda assinou com a Epitaph Records. A produção foi feita por Alan Douches junto com o guitarrista Kurt Ballou, em um trabalho que demonstrou um cuidado maior com a definição sonora, seguindo a estética do Mathcore. A bateria do Ben Koller é bastante precisa, o baixo do Nate Newton tem presença real na mixagem, as guitarras do Ballou continuam dissonantes e cortantes, mas com camadas mais perceptíveis. Já os vocais do Jacob são mais variados, ficando mais integrados à massa sonora. O repertório é maravilhoso, com canções pesadas e atmosféricas. No fim, é um belo disco e outro clássico.
Melhores Faixas: You Fail Me, Last Light, Black Cloud, In Her Blood, Heartless, Eagles Become Vultures
Vale a Pena Ouvir: Drop Out, Death King, In Her Shadow
No Heroes – Converge
NOTA: 9/10
Mais dois anos se passaram, e o Converge voltou com mais um disco, o No Heroes. Após o You Fail Me, que trouxe uma produção mais polida e atmosferas mais amplas, a banda decidiu reagir a qualquer expectativa de suavização, assim como outras bandas do gênero que estavam indo para um lado mais melódico. O título já indica o posicionamento: não há heróis, não há figuras redentoras, não há romantização, apenas confronto direto. A produção, feita como sempre por Kurt Ballou, aposta em um som mais seco, mais agressivo e mais imediato, mantendo um equilíbrio entre Metalcore, Sludge Metal e Post-Hardcore. A bateria é extremamente técnica, veloz e explosiva, as guitarras são dissonantes, afiadas e compactas, o baixo aparece com densidade, e o vocal do Jacob Bannon volta a soar mais agressivo e presente na mixagem. O repertório é ótimo e as canções são bem agressivas e caóticas. No fim, é um disco bacana que mostrou um caminho interessante.
Melhores Faixas: No Heroes, Grim Heart / Black Rose, Hellbound, Plagues, Orphaned, Versus
Vale a Pena Ouvir: Sacrifice, Heartache, Lonewolves
Axe To Fall – Converge
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: Dark Horse, Axe To Fall, Worms Will Feed / Rats Will Feast, Wretched World, Reap What You Sow, Cutter, Wishing Well
Vale a Pena Ouvir: Effigy, Losing Battle
All We Love We Leave Behind – Converge
NOTA: 9,9/10
Indo para 2012, foi lançado o maravilhoso 8º álbum do Converge, o All We Love We Leave Behind. Após o Axe to Fall, eles decidiram fazer um projeto mais direto, e o título reflete diretamente o momento de vida dos integrantes, especialmente de Jacob Bannon. Após anos de turnês intensas, o conflito entre vida pessoal e carreira artística se torna tema central. O disco carrega um peso emocional mais maduro, menos explosivo no sentido juvenil e mais reflexivo, mas não menos agressivo. A produção foi mais equilibrada, o som é pesado, mas extremamente claro. As guitarras do Kurt Ballou continuam dissonantes e afiadas, mas aqui há um senso maior de espaço. A cozinha rítmica é bastante firme e orgânica. O vocal do Jacob Bannon está particularmente intenso, e sua performance equilibra fúria, desespero e vulnerabilidade. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas, com uma pegada densa. No geral, é um baita disco que assumiu um caráter mais urgente.
Melhores Faixas: Aimless Arrow, All We Love We Leave Behind, Trespasses, Glacial Pace, Coral Blue, Sadness Comes Home
Vale a Pena Ouvir: Empty On The Inside, Veins And Veils, Shame In The Way
The Dusk In Us – Converge
NOTA: 9,3/10
Cinco anos se passaram, e foi lançado mais um álbum do Converge, o The Dusk in Us. Após o All We Love We Leave Behind, a banda já estava com seu legado dentro do Metal extremo moderno consolidado. Nesse novo trabalho, a abordagem é mais ampla e quase existencial. O disco mistura agressividade clássica com momentos atmosféricos mais desenvolvidos, lembrando, em certos aspectos, a ambição emocional do Jane Doe, mas com maior maturidade. A produção, feita mais uma vez pelo próprio guitarrista Kurt Ballou, apresenta um som pesado, mas expansivo. Suas guitarras são densas e dissonantes, mas também exploram camadas atmosféricas mais evidentes. A cozinha rítmica está bem mais firme, e os vocais do Jacob Bannon alternam gritos rasgados, declamações quase em Spoken Word e momentos de vulnerabilidade contida. O repertório é ótimo, e as canções são todas pesadíssimas. Enfim, é um disco incrível e bastante emocional.
Melhores Faixas: The Dusk In Us, A Single Tear, I Can Tell You About Pain, Eye Of The Quarrel, Thousands Of Miles Between Us, Trigger
Vale a Pena Ouvir: Murk & Marrow, Reptilian, Under Duress
Love Is Not Enough – Converge
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: We Were Never the Same, Love Is Not Enough, Bad Faith, To Feel Something
Vale a Pena Ouvir: Make Me Forget You, Amon Amok, Force Meets Presence
Por hoje é só, então flw!!!





