The Bones Of What You Believe – CHVRCHES
NOTA: 9,5/10
Em 2013, o CHVRCHES lançava seu álbum de estreia, o The Bones Of What You Believe. Formado em 2011, em Glasgow, na Escócia, pelos músicos Iain Cook e Martin Doherty, que começaram a preparar esse projeto até que, quando Cook produziu um EP da banda da qual Lauren Mayberry era baterista e vocalista, ele a convidou para fazer backing vocal; só que a colaboração fluiu tão bem que ela se tornou a vocalista principal e, com isso, eles assinaram com a Virgin Records. A produção, feita pelos próprios Cook e Doherty, apresenta uma abordagem limpa, baseada em sintetizadores, drum machines e camadas eletrônicas, mas evita soar fria ou mecânica; há uma preocupação constante com textura e dinâmica, e os synths não são apenas decorativos, pois constroem tensão e dialogam com as melodias vocais fazendo um Synth-pop charmoso. O repertório é maravilhoso, e as canções são bastante envolventes. Em suma, é um belo disco de estreia e que é um clássico.
Melhores Faixas: The Mother We Share, We Sink, Gun, Recover, Tether, Lungs
Vale a Pena Ouvir: Science/Visions, Under The Tide, Night Sky
Every Open Eye – CHVRCHES
NOTA: 8,2/10
Melhores Faixas: Bury It, Clearest Blue, Keep You On My Side
Vale a Pena Ouvir: Never Ending Circles, Empty Threat, High Enough To Carry You Over, Down Side Of Me
Love Is Dead – CHVRCHES
NOTA: 5,7/10
Passaram-se então três anos, e um novo álbum foi lançado, o fraquíssimo Love Is Dead. Após o Every Open Eye, o CHVRCHES decidiu dar um passo além, possivelmente por influência da Virgin Records, optando por fazer um disco mais comercial em um momento em que o trio estava com uma agenda intensa de turnês e em meio à crescente exposição da banda, especialmente de Lauren Mayberry, que passou a lidar com maior pressão midiática e ataques online, o que influencia diretamente o tom lírico do disco. A produção foi feita por Greg Kurstin e outros colaboradores; Kurstin trouxe um acabamento mais polido, com foco claro em acessibilidade e impacto imediato. Os sintetizadores continuam centrais, mas muitas vezes assumem uma estética mais próxima do Pop atual; ainda assim, tem muita coisa que soa bastante pasteurizado. O repertório é irregular, com canções interessantes e outras genéricas. No fim, é um álbum mediano que não funcionou tão bem.
Melhores Faixas: Never Say Die, Forever, Get Out, Graffiti
Piores Faixas: Graves, My Enemy, God's Plan, Miracle
Screen Violence – CHVRCHES
NOTA: 9/10
Em 2021, foi lançado o 4º e, último álbum até então do CHVRCHES, o Screen Violence. Após o Love Is Dead, o trio decidiu retomar o controle criativo quase completo, afastando-se da influência dominante de produtores externos e voltando a um processo mais interno e colaborativo. O contexto de criação também é decisivo: o álbum foi concebido durante o período de isolamento da pandemia de COVID-19, o que impacta tanto a sonoridade quanto os temas abordados. A produção, feita inteiramente por eles, é mais equilibrada e atmosférica, com os sintetizadores voltando a ter uma identidade mais orgânica dentro do universo eletrônico da banda; em vez de apenas buscar impacto imediato, eles são usados para construir atmosfera, tensão e narrativa, criando um diálogo interessante entre o Synth-pop, o Rock alternativo e o Darkwave. O repertório é incrível, e as canções são bem melódicas e profundas. Enfim, é um belo disco, bastante imersivo.
Melhores Faixas: How Not To Drown (participação do Robert Smith), Asking For A Friend, Violent Delights, Nightmares, Final Girl
Vale a Pena Ouvir: California, Lullabies, Better If You Don't



