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domingo, 22 de março de 2026

Analisando Discografias - Elton John: Parte 5

                 

Peachtree Road – Elton John





















NOTA: 8/10


Se passaram então três anos e foi lançado um novo trabalho do Elton John, o Peachtree Road. Após o Songs From The West Coast, Elton havia reencontrado um equilíbrio criativo ao retornar a uma abordagem mais orgânica e centrada na composição e na interpretação. Assim, sua parceria com o letrista Bernie Taupin seguiu por um caminho que trouxe um conjunto de letras que exploram temas de memória, maturidade, reflexão e experiências humanas cotidianas. A produção, feita pelo próprio cantor, é relativamente discreta e orgânica, privilegiando os instrumentos acústicos e o calor natural das performances musicais, buscando transmitir uma sensação de intimidade e autenticidade, como se o ouvinte estivesse próximo da performance, principalmente na entrega vocal do Elton John, que é uma das mais expressivas de sua carreira. O repertório é bem interessante, com canções melódicas e profundas. No fim, é um ótimo disco, bastante consistente. 

Melhores Faixas: My Elusive Drug, All That I'm Allowed 
Vale a Pena Ouvir: They Call Her The Cat, Too Many Tears, Porch Swing In Tupelo

The Captain & The Kid – Elton John





















NOTA: 8,3/10


Entra um intervalo de dois anos e é lançado mais um álbum do Elton John, o The Captain & The Kid. Após o Peachtree Road, o cantor, junto com o letrista Bernie Taupin, decidiu fazer uma continuação do clássico Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy (1975). Aqui, os personagens daquela narrativa retornam já mais velhos, refletindo sobre os caminhos que suas vidas tomaram desde então. Dessa forma, o disco funciona quase como um epílogo para a narrativa iniciada trinta anos antes. A produção, conduzida pelo cantor junto com Matt Still e lançada pela Interscope Records, tem uma abordagem bem enxuta: o piano do Elton continua preciso, frequentemente acompanhado por guitarras elétricas, baixo e bateria em arranjos relativamente diretos, misturando assim Piano Rock, Pop Rock e algumas influências da Country music. O repertório é ótimo, com canções envolventes e até imersivas. Enfim, é uma continuação decente de um álbum atemporal. 

Melhores Faixas: Tinderbox, Blues Never Fade Away, The Bridge 
Vale a Pena Ouvir: Postcards From Richard Nixon, The Captain And The Kid

The Diving Board – Elton John





















NOTA: 8/10


Foi só em 2013 que Elton John retornou lançando um novo trabalho, o The Diving Board. Após o The Captain & The Kid, o cantor acabou participando de outros projetos à parte e também encerrou seu vínculo com a Interscope Records, já que sua passagem por lá foi bastante conturbada (na verdade, ele voltaria tempos depois, pois sempre teve esse vai e vem com gravadoras para distribuir seus discos). Nesse projeto, ele decidiu refinar sua abordagem musical, priorizando simplicidade, composição e expressão artística em vez de produções grandiosas. A produção, feita por T Bone Burnett, é bem enxuta e formada por um trio: Elton John no piano, Pino Palladino no baixo e Jay Bellerose na bateria. Essa configuração minimalista lembra a abordagem de muitos discos clássicos de Jazz e Blues e funciona muito bem. O repertório é ótimo, com canções aconchegantes e exuberantes. Enfim, é um álbum legal e bem coeso. 

Melhores Faixas: A Town Called Jubilee, The New Fever Waltz 
Vale a Pena Ouvir: Oceans Away, Voyeur

Wonderful Crazy Night – Elton John





















NOTA: 3/10


Três anos se passam e é lançado mais um novo álbum do Elton John, o Wonderful Crazy Night. Após o The Diving Board, o cantor sentia vontade de fazer algo diferente no projeto seguinte. Em vez de um álbum introspectivo e minimalista, Elton queria um disco mais direto, animado e cheio de vitalidade, que lembrasse o espírito de seus trabalhos mais energéticos. A produção foi feita mais uma vez junto com T Bone Burnett, buscando uma sonoridade mais dinâmica e vibrante, com forte presença de piano, guitarras, baixo e bateria. A proposta busca capturar a sensação de uma banda tocando junta, algo que remete à energia dos álbuns clássicos do Elton John dos anos 70, porém tudo soa muito previsível e parece que ele está tentando repetir algo que já não funciona mais. O repertório é bem fraquinho, com canções medíocres e poucas realmente interessantes. No geral, é um disco ruim e uma tentativa precipitada. 

Melhores Faixas: Looking Up, Claw Hammer, A Good Heart 
Piores Faixas: Blue Wonderful, Tambourine, Guilty Pleasure, I've Got 2 Wings

Regimental Sgt. Zippo – Elton John





















NOTA: 8,5/10


No ano de 2021, foi disponibilizado um material curioso do Elton John, o Regimental Sgt. Zippo. Após o Wonderful Crazy Night, foi resgatado um material gravado por volta de 1967 e 1968, antes mesmo do lançamento do seu primeiro álbum oficial; o projeto permaneceu durante décadas praticamente desconhecido do público. Em um período em que ele trabalhava como músico de estúdio e compositor para a Dick James Music, empresa que buscava desenvolver novos talentos para o mercado musical britânico. A produção, feita por Caleb Quaye, é bem variada e experimental, apresentando elementos como órgãos, guitarras elétricas com efeitos, seções instrumentais inesperadas e mudanças de tonalidade, dialogando com o Pop psicodélico, muito por conta daquele momento pós-Sgt. Pepper’s dos The Beatles. O repertório é muito bom, e as canções têm aquele lado denso e, às vezes, energético. No fim, é um álbum muito legal e que vale a pena conhecer. 

Melhores Faixas: Regimental Sgt. Zippo, Angel Tree, Tartan Coloured Lady, Sitting Doing Nothing 
Vale a Pena Ouvir: Turn To Me, A Dandelion Dies In The Wind, Nina

The Lockdown Sessions – Elton John





















NOTA: 2/10


Meses depois, foi lançado o que é seu último trabalho até então, do Elton John, o The Lockdown Sessions. Após o lançamento do Regimental Sgt. Zippo, Elton John já estava preparando um álbum construído a partir de sessões organizadas em estúdio e com uma visão conceitual relativamente definida; no entanto, este álbum surgiu de forma espontânea durante o período da pandemia do COVID-19, quando grande parte do mundo estava em isolamento, sendo um projeto colaborativo que reuniu músicos de diferentes gerações e estilos musicais. A produção contou com nomes diversos e, no geral, seguiu uma abordagem polida; porém, tudo acaba soando como uma verdadeira bagunça, já que o disco transita entre Rock, Pop, Rap e, às vezes, R&B, resultando em muitas participações que não funcionam. O repertório é muito ruim, e as canções ficaram bastante esquisitas, com raras exceções. No fim, é um disco péssimo e que, sinceramente, merece ser esquecido. 


Melhores Faixas: Finish Line (Stevie Wonder bem demais), The Pink Phantom (música do Gorillaz, que Elton é feat) 
Piores Faixas: E-Ticket (desperdiçou Eddie Vedder, com essa mixagem feita por um jegue), Orbit, One Of Me (música do Lil Nas X), After All, Always Love You (Young Thug e Nicki Minaj indo muito mal)

 

sábado, 21 de março de 2026

Analisando Discografias - Elton John: Parte 4

                 

Ice On Fire – Elton John





















NOTA: 2,5/10


Então, já na metade dos anos 80, foi lançado outro disco do Elton John, o Ice on Fire. Após o Breaking Hearts, e vendo que a música Pop se tornava cada vez mais orientada por sintetizadores, baterias eletrônicas e produções altamente polidas, influenciadas tanto pela New Wave quanto pela ascensão da MTV, o cantor precisava continuamente adaptar sua sonoridade para permanecer relevante nesse novo contexto. A produção foi basicamente aquela mesma de sempre: extremamente polida e radiofônica, refletindo a estética do Pop daquele período, incorporando extensivamente sintetizadores, baterias eletrônicas e técnicas de produção modernas típicas da época. Apesar disso, o piano do Elton John continua sendo o eixo central das composições; só que, ainda assim, tudo soa excessivamente açucarado e completamente repetitivo. O repertório é muito ruim, e as canções chegam a beirar o insuportável, com algumas exceções. No fim, é um disco ruim e bem descartável. 

Melhores Faixas: Cry To Heaven, Tell Me What The Papers Say 
Piores Faixas: Candy By The Pound, Wrap Her Up (participação do George Michael totalmente desperdiçada), Nikita, Satellite

Leather Jackets – Elton John




















NOTA: 1/10


Então, se passou mais um ano e foi lançado outro álbum terrível do Elton John, o Leather Jackets. Após o Ice on Fire, Elton John enfrentava problemas pessoais, incluindo exaustão causada por sua agenda intensa de turnês e dificuldades relacionadas ao uso excessivo de substâncias, além de passar por um bom momento como presidente do Watford (sim, aquele time que disputou a Premier League recentemente; o cantor comandava o clube havia 10 anos). A produção foi feita por Gus Dudgeon, que trouxe uma sonoridade fortemente marcada pela estética Pop da metade dos anos 80. Há uma presença significativa de sintetizadores e arranjos orientados para o rádio, só que o grande problema é que os vocais do Elton John foram colocados depois, por cima das bases, e praticamente não funcionam, ficando tudo muito bagunçado. O repertório é horrível, e as canções são completamente insuportáveis. Em suma, é uma das maiores porcarias lançadas em sua carreira. 

Melhores Faixas: (........................................) 
Piores Faixas: Gypsy Heart, I Fall Apart, Leather Jackets, Memory Of Love, Hoop On Fire

Reg Strikes Back – Elton John





















NOTA: 4/10


Dois anos se passaram, e foi lançado mais um trabalho novo do Elton John, o Reg Strikes Back. Após o terrível Leather Jackets, ele lidava com questões pessoais importantes, incluindo problemas de saúde vocal que eventualmente o levariam a realizar uma cirurgia nas cordas vocais em 1987. Essa cirurgia alteraria permanentemente o timbre de sua voz, tornando-a mais grave e rouca. Além disso, ele também deixou de ser presidente do Watford e decidiu focar muito mais em sua carreira. A produção foi conduzida por Chris Thomas, que buscou equilibrar o estilo clássico do Piano Rock do Elton com a sonoridade Synth-pop. Como mencionado, houve muito uso de sintetizadores, baterias eletrônicas e arranjos altamente polidos, embora muita coisa soe bastante clichê e falte algo mais preciso. O repertório é bem fraquinho, com algumas canções melhores e outras mais genéricas. No fim, é um disco ruim, mas mostra uma tentativa de consistência. 

Melhores Faixas: I Don't Wanna Go On With You Like That, The Camera Never Lies, Poor Cow 
Piores Faixas: Town Of Plenty, A Word In Spanish, Since God Invented Girls, Goodbye Marlon Brando

Sleeping With The Past – Elton John





















NOTA: 8/10


E aí, chega ao fim dos anos 80, e Elton John lança Sleeping with the Past, e aqui as coisas melhoram. Após o Reg Strikes Back, o cantor queria fazer algo bem diferente, então a ideia surgiu de uma sugestão do letrista Bernie Taupin, que propôs que o álbum fosse inspirado pela Soul music e pelo R&B, estilos que haviam exercido grande influência sobre Elton durante seus anos formativos como músico. A produção, feita por Chris Thomas, enfatizava clareza sonora, melodias fortes e arranjos cuidadosamente equilibrados, capturando a atmosfera da Soul music. Para isso, os arranjos frequentemente incorporam elementos característicos desse estilo, como linhas de baixo marcantes, seções de sopro discretas, harmonias vocais e grooves rítmicos, além do uso de sintetizadores para manter um caráter moderno. O repertório é bem legal, com canções que vão de um lado mais suave e envolvente a momentos mais enérgicos. No fim, é um ótimo disco e que deu muito certo. 

Melhores Faixas: Sacrifice, Stone's Throw From Hurtin' 
Vale a Pena Ouvir: Whispers, Sleeping With The Past, Durban Deep

The One – Elton John





















NOTA: 8/10


Quatro anos se passam, e é lançado mais um trabalho novo do cantor, intitulado The One. Após o Sleeping with the Past, Elton John enfrentou diversos desafios relacionados à sua saúde e ao abuso de substâncias, o que o levou a iniciar um processo de reabilitação. Em 1990, ele entrou em tratamento para superar dependências químicas, iniciando uma fase de recuperação que teria enorme impacto em sua vida e em sua música. A produção, conduzida por Chris Thomas, segue um caminho polido e refinado, com arranjos grandiosos, frequentemente incorporando sintetizadores, guitarras atmosféricas e seções de cordas que criam uma sensação de amplitude emocional, combinando com o vocal mais grave do Elton John após a cirurgia. O repertório é bem legal, com canções mais profundas e de temática vulnerável. No fim, é um ótimo disco e é bem subestimado pelos fãs. 

Melhores Faixas: Whitewash County, Emily 
Vale a Pena Ouvir: The North, Simple Life, The Last Song

Made In England – Elton John





















NOTA: 8,2/10


Indo para 1995, Elton John retorna com mais um disco novo, o Made in England. Após o The One, o cantor estava em um momento de grande revitalização em sua carreira, tanto musicalmente, onde vinha se aperfeiçoando, quanto em popularidade, já que havia feito parte da trilha sonora do filme O Rei Leão com as canções Can You Feel the Love Tonight e Circle of Life. Para esse novo projeto, ele decidiu seguir por um caminho mais melódico. A produção, feita por Greg Penny junto com o cantor, aposta em uma sonoridade orgânica e elegante. O piano do Elton John continua sendo o centro das composições, mas os arranjos frequentemente incluem cordas, guitarras atmosféricas e camadas instrumentais que criam uma sensação de profundidade sonora, enquanto sua voz soa mais delicada e carregada de sentimentalismo. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem imersivas. No fim, é um disco bacana e que mostra um lado elegante. 

Melhores Faixas: Latitude, Pain, Blessed 
Vale a Pena Ouvir: Belfast, Lies, Made In England

The Big Picture – Elton John





















NOTA: 5/10


Se passaram dois anos, e foi lançado o 25º álbum do Elton John, intitulado The Big Picture. Após o Made in England, Elton vivia uma fase de grande estabilidade pessoal e profissional. Ele havia consolidado sua recuperação de problemas relacionados ao abuso de substâncias, encontrava-se artisticamente maduro e continuava mantendo uma parceria extremamente sólida com o letrista Bernie Taupin. Além disso, voltou à presidência do Watford (só que não deu muito certo). A produção, feita mais uma vez por Chris Thomas, segue uma abordagem grandiosa e cinematográfica. As músicas frequentemente utilizam arranjos orquestrais amplos, camadas de teclados e guitarras atmosféricas que criam uma sensação de escala emocional bastante ampla, dialogando bastante com o Adult Contemporary daquele período, mas de forma bem genérica. O repertório até começa bem, mas depois decai rapidamente. Enfim, é um trabalho mediano e bem exagerado. 

Melhores Faixas: Live Like Horses, The Big Picture, Long Way From Happiness 
Piores Faixas: Love's Got A Lot To Answer For, Recover Your Soul, Can't Steer My Heart Clear Of You

Songs From The West Coast – Elton John





















NOTA: 8,4/10


Indo agora para 2001, Elton John retornava lançando mais um disco, o Songs from the West Coast. Após o The Big Picture, Elton começou a refletir sobre sua identidade musical. Ele desejava retornar a um som mais orgânico e centrado no piano, algo que lembrasse seus discos mais celebrados da primeira metade dos anos 70. Esse desejo também foi compartilhado por seu parceiro criativo de longa data, Bernie Taupin. A produção, feita por Patrick Leonard, trouxe uma abordagem que privilegiava a simplicidade instrumental e a clareza das melodias, evitando excessos de produção. O piano do Elton John volta a ocupar o centro das composições, enquanto guitarras, baixo e bateria criam uma base instrumental sólida, muitas vezes remetendo à estética dos discos clássicos do artista. O repertório é bem legal, com canções introspectivas e suaves. Enfim, é um trabalho interessante que demonstra maior consistência. 

Melhores Faixas: I Want Love, American Triangle, Mansfield 
Vale a Pena Ouvir: Original Sin, Dark Diamond, Love Her Like Me


sexta-feira, 20 de março de 2026

Analisando Discografias - Elton John: Parte 3

                 

Blue Moves – Elton John





















NOTA: 8,5/10


No ano seguinte, foi lançado mais um disco duplo do Elton John, intitulado Blue Moves. Após o Rock of the Westies, o cantor começava a enfrentar sinais de desgaste criativo e emocional. O ritmo intenso de gravações, turnês e exposição pública começava a afetar o artista. Ao mesmo tempo, sua parceria com o letrista Bernie Taupin também atravessava um período de transformação. Taupin passou a escrever letras mais introspectivas, sombrias e reflexivas, refletindo um estado emocional mais complexo. A produção foi a de sempre, apresentando arranjos sofisticados e bastante variados. O piano do Elton continua sendo o núcleo das composições, mas o disco também explora fortemente sintetizadores, arranjos orquestrais, guitarras elétricas e estruturas musicais mais complexas. O repertório é bem interessante, e as canções são mais introspectivas e imersivas. Enfim, é um disco consistente, apesar de não ter repetido o sucesso anterior. 

Melhores Faixas: Between Seventeen And Twenty, One Horse Town, Sorry Seems To Be The Hardest Word, Someone's Final Song 
Vale a Pena Ouvir: Out Of The Blue, Tonight, Crazy Water

A Single Man – Elton John





















NOTA: 8/10


Se passaram dois anos, e foi lançado mais um trabalho novo do Elton John, A Single Man. Após o Blue Moves, o cantor decidiu trabalhar com o letrista Gary Osborne, compositor britânico que havia colaborado anteriormente com diversos artistas da música Pop. A parceria entre Elton e Osborne trouxe uma abordagem lírica diferente em comparação com o estilo altamente narrativo e simbólico de Bernie Taupin. A produção, feita agora por Clive Franks junto com o cantor, foi bem mais refinada e menos exuberante, misturando o Pop daquele período com elementos do Soft Rock. O piano do Elton continua sendo o centro das composições, mas os arranjos também incorporam sintetizadores discretos e seções de cordas elegantes. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem divertidas e envolventes. Enfim, é um projeto interessante, mas que passou bem batido. 

Melhores Faixas: Song For Guy, Big Dipper 
Vale a Pena Ouvir: Part Time Love, I Don’t Care, Shooting Star

Victim Of Love – Elton John





















NOTA: 8,3/10


E aí, no fim dos anos 70, Elton John lançou um dos maiores tiros no pé: o terrível Victim of Love. Após A Single Man, o cantor decidiu experimentar novas direções musicais. A Disco Music estava no auge da popularidade internacional naquele momento, impulsionada por artistas e produções que dominavam as rádios e os clubes noturnos, e muitos músicos do Rock estavam implementando esses elementos, e Elton foi mais um a fazer isso. A produção, feita por Pete Bellotte, deixou tudo muito pasteurizado, colocando linhas de baixo pulsantes, guitarras rítmicas e arranjos de sintetizadores que aumentam aquele clima dançante. Posteriormente, Elton John entrou em estúdio apenas para gravar seus vocais sobre essas bases já finalizadas, e, assim, tudo soa muito bagunçado e simplesmente não funciona. O repertório é péssimo, e as canções ficaram insuportáveis, com apenas uma exceção. Enfim, é um disco horroroso e autoexplicativo quanto ao fato de o cantor renegá-lo. 

Melhores Faixas: Street Boogie 
Piores Faixas: Victim Of Love, Spotlight, Born Bad

21 At 33 – Elton John





















NOTA: 3,2/10


Entrando nos anos 80, foi lançado mais um álbum do Elton John, intitulado 21 at 33. Após o péssimo Victim of Love, o cantor retoma parte de suas raízes musicais, voltando a enfatizar o piano, a composição melódica e estruturas mais próximas do Pop Rock que haviam marcado seus trabalhos clássicos. Outro aspecto importante é que o álbum marcou a retomada parcial da colaboração com Bernie Taupin, apesar de ele não ter composto todas as faixas. A produção, feita pelo cantor junto com Clive Franks, teve uma abordagem excessivamente polida, combinando Soft Rock com certos lampejos do Yacht Rock, com uso de sintetizadores discretos e seções rítmicas mais orgânicas, mas, no geral, é tudo bem inconsistente e, ao mesmo tempo, repetitivo. O repertório é muito ruim, com canções chatinhas e poucas interessantes. No fim, é um álbum fraco e que ficou bem genérico. 

Melhores Faixas: Little Jeannie, Dear God, Sartorial Eloquence 
Piores Faixas: Chasing The Crown, Give Me The Love, Never Gonna Fall In Love Again, Take Me Back

The Fox – Elton John





















NOTA: 2,5/10


No ano seguinte, foi lançado mais um trabalho horrível de Elton John, o The Fox. Após o 21 at 33, ele decidiu fazer um projeto que dialogasse com a música pop, que estava em seu auge, com novas tecnologias de gravação, sintetizadores e influências da New Wave, que começavam a moldar o som da década de 80. Com isso, Elton John explora essas novas possibilidades sonoras, enquanto ainda mantém elementos característicos de seu estilo. A produção, feita por Chris Thomas e Clive Franks, adotou uma abordagem polida, com grande uso de sintetizadores, guitarras elétricas, seções de cordas e estruturas rítmicas influenciadas pelo Pop Rock da época, só que tudo parece absolutamente reciclado do disco anterior, sendo bastante arrastado e previsível. O repertório é horrível, e as canções são bem ridículas, com poucas interessantes. Enfim, é um álbum muito chato e com muita inconsistência. 

Melhores Faixas: Nobody Wins, Elton’s Song 
Piores Faixas: Heart In The Right Place, The Fox, Fascist Faces

Jump Up! – Elton John





















NOTA: 3/10


Outro ano se passou, e foi lançado mais um álbum do Elton John, intitulado Jump Up!. Após o The Fox, o cantor continuava a seguir as tendências, como o uso crescente de sintetizadores, novas técnicas de produção e a influência da New Wave. Esse trabalho basicamente reflete essas transformações, mas também preserva elementos clássicos do estilo do cantor. A produção, conduzida por Chris Thomas, seguiu uma abordagem polida e radiofônica, apresentando uma combinação equilibrada entre Piano Rock e o som do Adult Contemporary. Os sintetizadores aparecem com mais frequência do que em muitos discos anteriores de Elton, mas sem substituir completamente os elementos orgânicos da banda; ainda assim, aqui tudo parece reutilizado dos últimos trabalhos, ficando bem previsível. O repertório é muito ruim, e as canções são bem chatinhas, com poucas interessantes. No fim, é um álbum péssimo e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: Blue Eyes, Dear John, Legal Boys 
Piores Faixas: Where Have All The Good Times Gone?, Spiteful Child, Empty Garden (Hey Hey Johnny), I Am Your Robot

Too Low For Zero – Elton John





















NOTA: 3/10


Mais um ano se passou, e foi lançado outro álbum bem fraquinho do cantor, o Too Low for Zero. Após o Jump Up!, a parceria entre Elton John e Bernie Taupin voltou a todo vapor, com eles escrevendo todas as letras. Assim, eles queriam equilibrar as tendências contemporâneas da música Pop com o estilo clássico do cantor, criando um disco que parecia, ao mesmo tempo, moderno e familiar. A produção, feita por Chris Thomas, teve uma abordagem polida e bastante radiofônica, na qual os sintetizadores aparecem com maior destaque do que em muitos discos anteriores do Elton John, mas são utilizados de forma complementar ao piano, em vez de substituí-lo, além de contar com uma banda de apoio competente; ainda assim, tudo soa bem genérico e bastante sem graça. O repertório é fraquíssimo, com algumas canções legais e outras chatíssimas. Enfim, é um álbum que, apesar do sucesso, é bem ruinzinho. 

Melhores Faixas: I'm Still Standing, Kiss The Bride, Too Low For Zero 
Piores Faixas: I Guess That's Why They Call It The Blues, Saint, One More Arrow, Cold As Christmas (In The Middle Of The Year)

Breaking Hearts – Elton John





















NOTA: 3/10


Mais um ano se passa, e Elton John lançava mais um disco intitulado Breaking Hearts. Após o sucesso do Too Low For Zero, o cantor estava confiante que o público ainda respondia fortemente à combinação do Piano Rock energético, melodias marcantes e letras introspectivas que caracterizavam sua parceria com Taupin. Dessa forma, esse trabalho surge basicamente como uma continuação natural desse momento, mantendo a mesma equipe criativa e o mesmo espírito musical. Produção feita mais uma vez por Chris Thomas, privilegiou aquela clareza sonora, arranjos equilibrados e uma forte ênfase nas melodias. Só que diferente de outros trabalhos tudo foi gravado meio que ao vivo no estúdio, com pouquíssimos overdubs adicionais. Isso deu ao disco uma energia mais direta e orgânica, só que de novo tudo é bastante sem graça e repetitivo. O repertório novamente é fraquíssimo, e com poucas canções interessantes. No fim, é outro disco ruim e tedioso. 

Melhores Faixas: Sad Songs (Say So Much), Breaking Hearts (Ain't What It Used To Be), In Neon 
Piores Faixas: Passengers, Restless, Li'l 'Frigerator, Did He Shoot Her?


                                                                            Então um abraço e flw!!!                 

Analisando Discografias - Def Leppard: Parte 1

                   On Through The Night – Def Leppard NOTA: 9/10 No comecinho dos anos 80, era lançado o álbum de estreia do Def Leppard, o ...