Oh, What A Life – American Authors
NOTA: 8/10
Em 2014, o American Authors lançava seu álbum de estreia, intitulado Oh, What A Life. A banda, formada em 2006 na cidade de Boston pelo vocalista Zac Barnett, pelo baixista Dave Rublin, pelo guitarrista James Adam Shelley e pelo baterista Matt Sanchez, vinha de um contexto universitário, já que os integrantes estudavam na Berklee College of Music e anteriormente se chamavam The Blue Pages. Com isso, foram descobertos pela Mercury Records, com quem assinaram contrato. A produção, feita por Shep Goodman e Aaron Accetta, é altamente polida e radiofônica, com uso constante de percussões marcadas, batidas quase tribais em alguns momentos e uma presença forte de instrumentos acústicos, que ajudam a construir uma sensação de proximidade, dialogando com o Stomp and Holler e o Pop Rock. O repertório é legalzinho, e as canções são todas bem envolventes. Enfim, é um disco de estreia bacana para uma banda muito odiada.
Melhores Faixas: Believer, Hit It
Vale a Pena Ouvir: Heart Of Stone, Trouble, Best Day Of My Life
What We Live For – American Authors
NOTA: 5/10
Melhores Faixas: What We Live For, Go Big Or Go Home, Pocket Full Of Gold
Piores Faixas: Mess With Your Heart, Pride, I'm Born To Run
Seasons – American Authors
NOTA: 2/10
Três anos se passaram, e o American Authors retorna com um disco terrível, o Seasons. Após o irregular What We Live For, a banda já não estava conseguindo emplacar hits; em vez disso, queria explorar um território mais introspectivo, lidando com questões como crescimento pessoal, transições de vida e a inevitabilidade das mudanças. Só que a Island Records os pressionou a entregar algo que conseguisse dialogar com o mainstream da época. A produção foi feita pela banda junto com Aaron Accetta, Shep Goodman, entre outros, e seguiu para um lado mais moderno, com maior presença de sintetizadores, beats eletrônicos e texturas digitais. O som se aproxima mais do Pop alternativo e do Pop Rock, só que tudo é arrastado e completamente comercial, já que nada aqui consegue se sustentar, com tudo se baseando em pontes e refrões simplistas. O repertório é horrível, com apenas uma canção se salvando. Enfim, é um álbum péssimo e, infelizmente, ainda viria mais.
Melhor Faixa: Bring It On Home
Piores Faixas: Real Place, Can't Stop Me Now, Calm Me Down, Say Amen
Best Night Of My Life – American Authors
NOTA: 1/10
Pulando para 2023, a banda retornou com um álbum simplesmente pavoroso, o Best Night Of My Life. Após o terrível Seasons, o American Authors passou por algumas mudanças, tornando-se um power trio, já que o guitarrista James Adam Shelley acabou saindo e Zac assumiu a função de tocar guitarra. Além disso, eles saíram da Island Records e começaram a preparar esse trabalho de forma independente. A produção foi feita por eles junto com Matt Sanchez, Gregg Wattenberg e Benzi, seguindo um direcionamento moderno e alinhado ao Pop atual, com forte presença de sintetizadores, beats eletrônicos e texturas digitais refinadas. Tentando encaixar Stomp and Holler com influências de Reggaetón e Indie Pop, tudo se torna muito previsível e não funciona, além de eles plagiarem descaradamente o Imagine Dragons. O repertório é horrível, e as canções chegam a beirar o insuportável. No fim, é um álbum horroroso, com 27 minutos que soam como alguns dos mais repetitivos possíveis.
Melhores Faixas: (.........................................................)
Piores Faixas: All Roads Lead To You, Same Bed, Good Times, We Happy, Best Night Of My Life
Call Your Mother – American Authors
NOTA: 2,3/10
Então chegamos a 2024, quando o American Authors lançou seu 5º e último álbum até então, o Call Your Mother. Após o Best Night Of My Life, eles quiseram se afastar de um lado mais comercial, e o novo trabalho aponta para um equilíbrio mais consciente entre leveza e profundidade, trazendo uma preocupação maior com conexões humanas, responsabilidade emocional e maturidade. A produção, feita pela banda junto com Matt Sanchez, tenta ser mais orgânica, buscando juntar instrumentação acústica com sintetizadores sutis e beats modernos. Com isso, os arranjos são mais contidos e apostam em construções mais progressivas e em nuances emocionais. Só que tudo soa uma bagunça, já que há momentos em que é Stomp and Holler e outros em que se aproxima do Folk Pop ou Indie Folk, sendo tudo muito impreciso. O repertório é péssimo, tendo algumas canções boas, mas a maioria é bem genérica. Enfim, é um álbum péssimo e bastante desconexo.
Melhores Faixas: Save Tonight, Life Ain't Easy Piores Faixas: So Much Worth Fighting For, Bon Voyage, Come Too Far, My Last Dime




