quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Analisando Discografias - The Mountains

                 

The Mountains · The Valleys · The Lakes – The Mountains





















NOTA: 8/10


Em 2014, foi lançado o álbum de estreia do trio The Mountains, intitulado The Mountains · The Valleys · The Lakes. Formado um ano antes na capital da Dinamarca, Copenhague, por Michael Møller e os irmãos gêmeos Fridolin e Frederik Nordsø, nomes que já vinham de projetos anteriores na cena Pop/Indie do país, o grupo tinha como objetivo explorar uma sonoridade pop eletrônica acessível, com um pé firme no Synth-pop. A produção, feita em sua maioria por Frederik, é limpa, sofisticada e extremamente coesa. Predominam sintetizadores analógicos e digitais com timbres quentes, pads atmosféricos que criam sensação de espaço e batidas eletrônicas discretas, mas firmes. E os vocais do Michael são, de certo modo, melancólicos, mas nunca excessivamente dramáticos. O repertório é bem legal, as canções são bem divertidas e têm um lado mais etéreo. No fim, é um ótimo disco de estreia e mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: The Valleys, Love And Fame And Death 
Vale a Pena Ouvir: The Mountains, Ivalo, Between Two Fires

When We Were Kings – The Mountains





















NOTA: 3/10


Dois anos se passaram e foi lançado o 2º álbum do trio, intitulado When We Were Kings. Após o The Mountains · The Valleys · The Lakes, esse novo trabalho queria mostrar um amadurecimento e maior segurança estética. Há uma sensação constante de revisitar momentos de glória pessoal, juventude ou intensidade emocional, mas sem cair em sentimentalismo excessivo, apesar de que a gravadora deles, a Warner, fez aquela pressão para seguir um caminho mais comercial. A produção foi levemente mais grandiosa que a do debut. O trio aprofunda o uso de sintetizadores com timbres mais encorpados, texturas mais densas e refrões que soam ainda mais expansivos, seguindo um caminho mais orientado ao Electropop, com algumas pitadas de Dance-Pop e até R&B. Só que o problema é que se percebe uma série de clichês sendo seguida, ficando bastante previsível. O repertório é fraco; há canções boas e outras bem genéricas. Enfim, é um álbum ruim e que mostrou uma queda. 

Melhores Faixas: Kings, When We Were Kings, Black Holes 
Piores Faixas: Champagne Sadness, The European Frog, Changes, Painless

Before And After Hollywood – The Mountains





















NOTA: 4/10


Quatro anos se passaram e foi lançado o 3º e último álbum desse projeto até então, o Before And After Hollywood. Após o When We Were Kings, o trio retorna com um trabalho que parece refletir sobre identidade, ambição, ilusão e transformação. Não é necessariamente um álbum literal sobre a indústria do entretenimento, mas usa Hollywood como metáfora para expectativas grandiosas. A produção foi bem mais sofisticada, já que tudo foi feito de forma independente. Os sintetizadores continuam centrais, mas agora aparecem combinados com texturas mais orgânicas, ambiências expansivas e maior profundidade espacial na mixagem. Já os vocais do Michael ficaram bem mais vulneráveis, seguindo a vibe do Electropop, com pitadas de Dance-Pop, só que novamente acompanhando uma série de clichês. O repertório novamente é ruim, com poucas canções interessantes. No geral, é outro disco fraco e, após isso, não tivemos mais novidades. 

Melhores Faixas: Dancing In The Afterlife, Both Ways My Love, All The Drugs In The World, Before And After Hollywood 
Piores Faixas: A Bad Dream That Won't Go Away, Train Wrecks, Earthquakes, Stop Signs & Heartbreak, Barcelona, Passionate Losers


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