quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Analisando Discografias - Years & Years

                 

Communion – Years & Years





















NOTA: 8/10


Indo para 2015, foi lançado o álbum de estreia do Years & Years, intitulado Communion. Formado em 2010, em Londres, pelo quinteto Olly Alexander (vocais e teclados), Mikey Goldsworthy, Emre Türkmen, Noel Leeman (teclados) e Oliver Subria (bateria), nesse meio-tempo eles soltaram alguns singles. A partir de 2013, tornaram-se um trio, já que Leeman e Subria acabaram saindo e, depois de fazerem muito barulho na cena inglesa, assinaram com a Polydor Records. A produção foi feita pelo trio com auxílio de Two Inch Punch e Mike Spencer, entre outros, adotando uma abordagem sofisticada, moderna e altamente radiofônica, com sintetizadores limpos, linhas de baixo pulsantes, batidas eletrônicas excessivas, vocais cristalinos e camadas atmosféricas que criam profundidade emocional, seguindo o Electropop e o Synth-pop. O repertório é até legal: há canções divertidas e outras fracas. Enfim, é um álbum interessante, mas com algumas falhas. 

Melhores Faixas: Shine, King, Gold, Take Shelter, Real 
Piores Faixas: Worship, Without, Eyes Shut

Palo Santo – Years & Years





















NOTA: 3/10


Três anos se passaram e foi lançado mais um disco, o Palo Santo, e aqui as coisas degringolaram. Após o sucesso do Communion, eles queriam ampliar o escopo artístico e assumem uma proposta conceitual mais ousada. O álbum é estruturado em torno de uma narrativa futurista ambientada em uma sociedade distópica chamada “Palo Santo”, onde humanos se tornam obsoletos e androides dominam o mundo, mas buscam na arte humana, especialmente na música, uma forma de reconectar-se com emoções. A produção foi feita por eles com a ajuda dos mesmos nomes, só que seguindo um caminho mais ousado e mais sensual. Embora o Synth-pop continue sendo a espinha dorsal sonora, o álbum incorpora elementos do R&B contemporâneo e do Electropop, só que tudo é bastante repetitivo e o conceito não consegue funcionar. O repertório é muito ruim, e as canções são bem chatinhas, com poucas se salvando. No fim, é um disco péssimo e cheio de erros. 

Melhores Faixas: All For You, Rendezvous, Lucky Escape 
Piores Faixas: Karma, Hallelujah, Preacher, Hypnotised, If You're Over Me

Night Call – Years & Years





















NOTA: 2,5/10


Então chegamos a 2022, quando foi lançado o 3º e último álbum do Years & Years, o Night Call. Após o Palo Santo, o projeto deixou de ser oficialmente um trio e passou a funcionar essencialmente como empreendimento solo do Olly Alexander, muito por conta de Mikey Goldsworthy e Emre Türkmen não concordarem com os rumos altamente comerciais que Olly estava seguindo. Com isso, esse trabalho mergulha na solidão, no desejo e na necessidade de conexão. A produção foi feita por DetoNate, Galantis, Georgia, King Ed, Mark Ralph e George Reid, que apostaram em batidas pulsantes, linhas de baixo marcantes, sintetizadores brilhantes e atmosferas noturnas densas, seguindo uma temática puxada para o Dance-Pop, o Electropop e até influências de House. Os vocais do Olly ficaram mais variados, só que tudo é sem graça e genérico. O repertório é péssimo, tendo poucas canções que se salvam. Em suma, é um trabalho terrível que finalizou esse projeto de forma melancólica. 

Melhores Faixas: Crave, Make It Out Alive 
Piores Faixas: Night Call, Strange And Unusual, Starstruck, Sweet Talker, Intimacy

                                                                            Então um abraço e flw!!!                 

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