quarta-feira, 29 de abril de 2026

Analisando Discografias - Chinza Dopeness

                 

100%Rap – Chinza Dopeness





















NOTA: 8/10


Em 2009, o rapper japonês Chinza Dopeness lançava seu álbum de estreia, o 100%Rap. Sua trajetória começou no final dos anos 90, sendo conhecido no underground japonês por participações com produtores experimentais, além de presença constante em batalhas como o Ultimate MC Battle, onde sua abordagem pouco ortodoxa o tornava um “oponente impossível”. Naquele ano, ele venceu a etapa nacional e já estava acertado com a EMI. A produção contou não só com o rapper, mas também com a presença de Evisbeats, Skyfish, entre outros. Os beats, em geral, são secos, simples e repetitivos, mas não soam banais. Há aqui uma junção de elementos do Boom Bap, Breakbeat, Grime e até do Reggae, que funciona bem com os flows do Dopeness, que são bem técnicos e lapidados. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e profundas. Enfim, é um disco bacana e bem consistente. 

Melhores Faixas: Hip Hop Is..., Hotel Fuckin' City Tokyo, Kanpai 
Vale a Pena Ouvir: PO Pt. 2, Mogu Mogu, Noutenki Yarou

だいぶ気持ちいいね! – Chinza Dopeness





















NOTA: 8/10


Três anos se passaram, e foi lançado seu 2º e último álbum até então, intitulado Daibu Kimochi Ii Ne!. Após o 100%Rap, Chinza Dopeness já havia se consolidado como uma figura singular dentro do Rap japonês. O novo álbum surge, então, com uma missão curiosa: não provar nada, mas aprofundar um estilo que já era, por si só, um desvio, agora contando com a colaboração da Doping Band. A produção foi feita pelo próprio rapper junto com DJ Uppercut, que criaram beats que continuam econômicos, porém mais “quentes” e orgânicos, frequentemente flertando com grooves relaxados, loops mais envolventes e, em alguns momentos, uma estética quase psicodélica. O disco dialoga muitas vezes com o Jazz Rap e com certas influências do Reggae. Além disso, os flows do Dopeness parecem estar mais cadenciados, e a banda de apoio serve como sustentação. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes. No geral, é um disco bacana e mais variado. 

Melhores Faixas: JUST A Tomodachi, Wakattenainoni, Mōdo 
Vale a Pena Ouvir: OS, Mogumogu, Kanpai

T.U.B.E. – Chinza Dopeness





















NOTA: 2/10


E aí, em 2013, veio o seu último lançamento até então, no formato de EP, intitulado T.U.B.E.. Após o Daibu Kimochi Ii Ne!, Chinza Dopeness já não precisava mais provar sua identidade, que já estava estabelecida. Esse EP surge, então, como um exercício de síntese: menos dispersão conceitual e mais foco em groove, sensação e repetição controlada. A produção foi feita novamente por DJ Uppercut, que deixa de lado parte do minimalismo cru dos trabalhos anteriores e adota uma abordagem mais envolvente. Com influências diretas do Trap e um pouco de Jazz Rap, o EP aposta em uma temática mais ensolarada e de verão, mas, dessa vez, o flow do Dopeness não consegue se encaixar, ficando bastante irregular nos momentos de virada rítmica. O repertório contém 4 faixas que são bem abaixo, com apenas uma realmente interessante. Enfim, é um trabalho fraquinho e, após isso, ele colaborou em outros projetos. 

Melhor Faixa: T.U.B.E. 
Piores Faixas: OK!!EE!!NE!!, FULLMONY, Ainō


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