The Boxer – Kele
NOTA: 3/10
No ano de 2010, foi lançado o 1º trabalho solo do Kele Okereke, intitulado The Boxer. Após o lançamento do Intimacy com o Bloc Party, a banda entrou em um pequeno hiato, e o cantor aproveitou esse intervalo não apenas como uma pausa, mas como uma oportunidade de redefinir sua própria voz artística. Ao invés de seguir qualquer expectativa ligada ao som da banda, ele opta por um caminho mais voltado à música eletrônica. A produção, conduzida por XXXChange, apresenta uma abordagem polida, em que a temática é construída sobre bases eletrônicas densas e batidas de EDM. Os sintetizadores são protagonistas absolutos, criando atmosferas que variam entre o melancólico e o eufórico. Há uma forte presença de kicks marcados e texturas digitais que remetem ao Electropop do final dos anos 2000, só que há muita coisa que soa bastante repetitiva. O repertório é ruinzinho, com algumas canções legais e outras genéricas. Enfim, é um disco péssimo e esquecível.
Melhores Faixas: Everything You Wanted, Unholy Thoughts, All The Things I Could Never Say
Piores Faixas: On The Lam, Rise, Walk Tall, The New Rules
Trick – Kele
NOTA: 3/10
Melhores Faixas: Doubt, Stay The Night, Year Zero
Piores Faixas: Humour Me, Closer, My Hotel Room, Like We Used To
Fatherland – Kele Okereke
NOTA: 2,5/10
Pulando para 2017, Kele Okereke lançou mais um álbum solo, o Fatherland, que tentou ser mais intimista. Após o Trick, esse trabalho surge em um momento de transformação pessoal profunda: Kele havia se tornado pai, estava em um relacionamento estável e atravessava uma fase de maior maturidade emocional. Decidindo que, nesse projeto, ele abandonaria as batidas eletrônicas para abraçar uma sonoridade acústica e fortemente ligada ao Folk. A produção, feita por Justin Harris, é deliberadamente minimalista. Com bastante uso de violões, pianos discretos e arranjos sutis de cordas, os arranjos são econômicos, muitas vezes deixando espaços vazios que reforçam a sensação de intimidade. Mas o grande problema é que o vocal do Kele é muito forçado e, com essa abordagem, soa bem monótono. O repertório é muito ruim, e as canções são bem insípidas, com poucas interessantes. Enfim, é outro álbum péssimo e com escolhas erradas.
Melhores Faixas: Capers, Do U Right
Piores Faixas: Road To Ibadan, Versions Of Us, Grounds For Resentment, Savannah, Yemaya
2042 – Kele
NOTA: 2,5/10
Dois anos se passaram, e foi lançado outro trabalho bem ruim do Kele Okereke, intitulado 2042. Após o Fatherland, o cantor decidiu seguir por um caminho mais orientado à Black music, agora com uma bagagem emocional e temática muito mais madura, colocando um comentário social mais direto, sem abandonar a introspecção que se tornou mais forte depois de seu último trabalho. A produção, feita por Gethin Pearson, segue um caminho mais variado, reunindo elementos que transitam entre o R&B e o Neo-Soul, com pequenos toques de Funk e Rock psicodélico; com isso, temos guitarras “glitchadas”, batidas quebradas, grooves dançantes e momentos contemplativos coexistindo dentro da mesma obra. Mas é aquilo: tudo é bastante arrastado e soa muito deslocado, já que sua voz não combina com essa abordagem. O repertório é péssimo, com poucas canções interessantes. No geral, é outro álbum terrível e chatíssimo.
Melhores Faixas: Ceiling Games, Catching Feelings
Piores Faixas: Cyril's Blood, My Business, Ocean View, St Kaepernick Wept, Natural Hair
The Waves Pt. 1 – Kele
NOTA: 4/10
Pulando para 2021, Kele Okereke começou a lançar o 1º álbum de uma trilogia, iniciada com The Waves Pt. 1. Após o 2042, o projeto foi concebido durante o isolamento, em um período em que o cantor estava em casa como pai de família, lidando com o cotidiano doméstico, reflexões pessoais e um ritmo de vida completamente diferente do habitual. Assim, esse trabalho consiste em gravações feitas a partir de ideias desenvolvidas em casa, muitas delas derivadas de exercícios com guitarra e composições espontâneas. A produção, feita pelo próprio Kele, é bastante minimalista e experimental, com as guitarras sendo manipuladas com loops, efeitos e camadas, criando texturas que se aproximam da música ambiente, enquanto seus vocais variam entre o canto e o spoken word; ainda assim, há muitos equívocos e falta maior imersão. O repertório é fraquinho, com algumas canções legais e outras bem sem graça. No fim, é outro álbum ruim e bastante tedioso.
Melhores Faixas: The Way We Live Now, The Patriots, How To Beat The Lie Detector, From A Place Of Love Piores Faixas: They Didn't See It Coming, Cradle You, Intention, Message From The Spirit World, The One Who Held You Up




