Spitfire – Porter Robinson
NOTA: 5/10
Em 2011, o Porter Robinson lançava seu primeiro trabalho em formato de EP, intitulado Spitfire. A sua trajetória começou por volta de 2005, quando ele ainda tinha 12 anos, usando o nome de Ekowraith, sob o qual lançou alguns singles, até que, por volta de 2010, passou a usar seu nome próprio e lançou Say My Name, que fez um relativo sucesso e chamou a atenção do Skrillex, que o convidou para fazer parte de sua gravadora, a OWSLA. A produção foi conduzida por ele próprio, que contou com forte presença de sintetizadores distorcidos, basslines serrilhadas e uma estrutura focada em builds explosivos seguidos de drops intensos, o design de som é agressivo, com camadas densas que ocupam todo o espectro sonoro, mostrando o que ele chamava de Complextro, mesmo que tudo aqui seja bem impreciso. O repertório é mediano, com canções legais e outras estranha. Enfim, é um trabalho irregular que funciona mais como uma apresentação.
Melhores Faixas: Spitfire, Unison
Piores Faixas: The State, 100% In The Bitch
Worlds – Porter Robinson
NOTA: 9,2/10
Melhores Faixas: Goodbye To A World, Divinity, Sad Machine, Hear The Bells, Sea Of Voices, Fresh Static Snow, Fellow Feeling
Vale a Pena Ouvir: Polygon Dust, Years Of War
Nurture – Porter Robinson
NOTA: 10/10
Foi apenas em 2021 que o Porter Robinson lançou seu tão aguardado segundo álbum, o sensacional Nurture. Após o Worlds, ele passou anos lidando com bloqueio criativo, ansiedade e problemas no processo de composição, período marcado por poucas músicas lançadas e por um silêncio relativamente incomum para um artista que havia acabado de redefinir sua identidade. Nesse contexto, saiu da Astralwerks e assinou com a gravadora independente Mom + Pop Music. A produção segue um caminho mais orgânico, leve e propositalmente imperfeito, com uma estética sonora marcada por texturas suaves e timbres inspirados em instrumentos acústicos, além do uso de sua voz, frequentemente alterada para um timbre mais agudo e andrógino, combinando, assim, elementos de Electropop, Synth-pop e Indietronica. O repertório é maravilhoso, quase como uma coletânea, e as canções são cheias de profundidade. Em suma, é um álbum espetacular e uma obra-prima.
Melhores Faixas: Musician, Look At The Sky, Something Comforting, Get Your Wish, Mirror, Unfold, Mother
Vale a Pena Ouvir: Sweet Time, Blossom, Wind Tempos
SMILE! :D – Porter Robinson
NOTA: 8,8/10
Então chegamos a 2024, quando o Porter Robinson lançou seu mais recente álbum, o SMILE! :D. Após o Nurture, ele retorna com uma proposta que, à primeira vista, parece mais leve, mas que, na prática, é talvez a mais complexa de sua carreira. Se o álbum anterior foi um processo de reconstrução emocional, este novo trabalho surge como uma reflexão sobre o que vem depois da cura: viver, performar e existir em um mundo hiperconectado, onde identidade e imagem são constantemente mediadas. A produção é mais ampla, com momentos melódicos e outros mais caóticos, nos quais mistura elementos de Indietronica, Electropop e até Pop Rock. Os vocais continuam sendo centrais, mas agora aparecem com uma abordagem ainda mais variada: em alguns momentos, limpos e diretos; em outros, completamente distorcidos, pitch-shifted ou fragmentados. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e até sarcásticas. Enfim, é um ótimo álbum e bastante variado.
Melhores Faixas: Cheerleader, Russian Roulette, Is There Really No Happiness?, Knock Yourself Out XD
Vale a Pena Ouvir: Mona Lisa, Year Of The Cup, Easier To Love You



