Glow – Tensnake
NOTA: 8/10
Em 2014, o Tensnake lançava seu álbum de estreia, intitulado Glow, que carregava toda a sua trajetória. O DJ alemão Marco Niemerski começou sua carreira por volta de 2006, quando lançava alguns EPs que traziam pequenos singles, até que, quatro anos depois, passou a ser conhecido pelo seu maior sucesso: Coma Cat. Com isso, ele assinou com a Virgin Records e começou a preparar esse projeto, testando ideias e descartando versões até chegar ao resultado final. A produção foi feita por ele, com alguns pitacos do Jacques Lu Cont, que mergulharam numa fusão de Deep House, Nu-Disco e R&B alternativo, criando uma sonoridade brilhante, polida e altamente acessível. Há a presença de linhas de baixo inspiradas no Chic (inclusive com a participação do Nile Rodgers em alguns momentos), sintetizadores cintilantes e “aéreos”, além de grooves dançantes. O repertório é bem interessante, e as canções são todas muito divertidas. Enfim, é um ótimo trabalho de estreia e bem coeso.
Melhores Faixas: Pressure, Love Sublime (Nile Rodgers aparece aqui), See Right Through
Vale a Pena Ouvir: No Colour, Good Enough To Keep, Things Left To Say, No Relief
Freundchen – Tensnake
NOTA: 7/10
Melhores Faixas: Freundchen
Vale a Pena Ouvir: No Fool, Tazaar
L.A. – Tensnake
NOTA: 6/10
Foi só quatro anos depois que foi lançado um novo álbum do Tensnake, intitulado L.A.. Após o EP Freundchen, o DJ acabou assinando com a gravadora do Armin van Buuren, a Armada Music. Esse projeto funciona como uma espécie de diário de sua experiência quando morou por uma temporada em Los Angeles, capturando desde o fascínio inicial com a cidade até sentimentos mais ambíguos e melancólicos, ligados ao fim de um relacionamento e ao eventual retorno à Alemanha. A produção é mais variada, abandonando quase totalmente o formato Club tradicional e abraçando uma estrutura de Dance-Pop e Nu-Disco. O som é mais compacto e orientado à canção, com presença de sintetizadores que evocam a atmosfera dos anos 80 e grooves setentistas, mas ainda assim há muita coisa reciclada, com ideias que parecem bagunçadas. O repertório é mediano, com canções boas e outras genéricas. No fim, é um trabalho fraco, ao qual faltou coesão.
Melhores Faixas: Make You Mine, Antibodies, Somebody Else, Rules
Piores Faixas: Call Me, Overnight, Automatic, Latching Onto You
Stimulate – Tensnake
NOTA: 5/10
Três anos se passaram, e foi lançado seu 3º álbum, o também fraquíssimo Stimulate. Após o L.A., o Tensnake passou a preparar esse projeto durante o período da pandemia, buscando equilibrar a sonoridade das pistas de dança com uma identidade autoral, sem as hesitações que marcaram seus trabalhos anteriores. A ideia era fazer um álbum que funcionasse como uma celebração do retorno ao clima das discotecas. A produção é mais polida, e ele tenta abandonar a indecisão estrutural entre Disco e Dance-Pop, passando a trabalhar com uma fusão mais orgânica dos dois estilos. Assim, há uma combinação entre o groove de pista, com basslines contínuas e repetição hipnótica, e a estrutura pop, com vocais claros e refrões definidos, mas, novamente, tudo soa bastante reciclado e carece de elementos que realmente prendam a atenção. O repertório é irregular, com canções divertidas e outras bastante genéricas. Enfim, é um álbum mediano e cheio de clichês.
Melhores Faixas: Sunshine, Fiesta Mágica, Take Your Time (Do It Right)
Piores Faixas: It's Easy, Keep It Secret, Brain Food
Free – Tensnake
NOTA: 3/10
Melhores Faixas: Got Me Good, Free, Positive Energy
Piores Faixas: Never Gonna Dance Again, Everybody, Come Back to Life, Good Vibrations, Push
Por hoje é só, então flw!!!




