quinta-feira, 23 de abril de 2026

Analisando Discografias - Tensnake

                 

Glow – Tensnake





















NOTA: 8/10


Em 2014, o Tensnake lançava seu álbum de estreia, intitulado Glow, que carregava toda a sua trajetória. O DJ alemão Marco Niemerski começou sua carreira por volta de 2006, quando lançava alguns EPs que traziam pequenos singles, até que, quatro anos depois, passou a ser conhecido pelo seu maior sucesso: Coma Cat. Com isso, ele assinou com a Virgin Records e começou a preparar esse projeto, testando ideias e descartando versões até chegar ao resultado final. A produção foi feita por ele, com alguns pitacos do Jacques Lu Cont, que mergulharam numa fusão de Deep House, Nu-Disco e R&B alternativo, criando uma sonoridade brilhante, polida e altamente acessível. Há a presença de linhas de baixo inspiradas no Chic (inclusive com a participação do Nile Rodgers em alguns momentos), sintetizadores cintilantes e “aéreos”, além de grooves dançantes. O repertório é bem interessante, e as canções são todas muito divertidas. Enfim, é um ótimo trabalho de estreia e bem coeso. 

Melhores Faixas: Pressure, Love Sublime (Nile Rodgers aparece aqui), See Right Through
Vale a Pena Ouvir: No Colour, Good Enough To Keep, Things Left To Say, No Relief

Freundchen – Tensnake





















NOTA: 7/10


Dois anos se passaram, e foi lançado outro EP do Tensnake, intitulado Freundchen. Após o Glow, ele decidiu se afastar parcialmente das ambições Pop do álbum de estreia e retornar a um formato mais direto, focado nas pistas de dança. Além disso, Marco passou a investir fortemente em seu próprio selo, a True Romance, já que havia recém-saído da Virgin Records. A produção foi feita, obviamente, por ele próprio, e tudo aqui gira em torno de groove, repetição e energia de pista. Ele aposta em basslines marcantes e repetitivas, loops filtrados típicos da Disco music, principalmente com aquela percussão 4/4 sólida e constante (122–124 BPM), e, com isso, apresenta uma abordagem mais crua, mas que ainda funciona muito bem. O repertório contém três faixas, todas bem envolventes e com boa variação. No fim, é um ótimo trabalho, e poucos imaginavam que seria o último realmente consistente. 

Melhores Faixas: Freundchen 
Vale a Pena Ouvir: No Fool, Tazaar

L.A. – Tensnake





















NOTA: 6/10


Foi só quatro anos depois que foi lançado um novo álbum do Tensnake, intitulado L.A.. Após o EP Freundchen, o DJ acabou assinando com a gravadora do Armin van Buuren, a Armada Music. Esse projeto funciona como uma espécie de diário de sua experiência quando morou por uma temporada em Los Angeles, capturando desde o fascínio inicial com a cidade até sentimentos mais ambíguos e melancólicos, ligados ao fim de um relacionamento e ao eventual retorno à Alemanha. A produção é mais variada, abandonando quase totalmente o formato Club tradicional e abraçando uma estrutura de Dance-Pop e Nu-Disco. O som é mais compacto e orientado à canção, com presença de sintetizadores que evocam a atmosfera dos anos 80 e grooves setentistas, mas ainda assim há muita coisa reciclada, com ideias que parecem bagunçadas. O repertório é mediano, com canções boas e outras genéricas. No fim, é um trabalho fraco, ao qual faltou coesão. 

Melhores Faixas: Make You Mine, Antibodies, Somebody Else, Rules 
Piores Faixas: Call Me, Overnight, Automatic, Latching Onto You

Stimulate – Tensnake





















NOTA: 5/10


Três anos se passaram, e foi lançado seu 3º álbum, o também fraquíssimo Stimulate. Após o L.A., o Tensnake passou a preparar esse projeto durante o período da pandemia, buscando equilibrar a sonoridade das pistas de dança com uma identidade autoral, sem as hesitações que marcaram seus trabalhos anteriores. A ideia era fazer um álbum que funcionasse como uma celebração do retorno ao clima das discotecas. A produção é mais polida, e ele tenta abandonar a indecisão estrutural entre Disco e Dance-Pop, passando a trabalhar com uma fusão mais orgânica dos dois estilos. Assim, há uma combinação entre o groove de pista, com basslines contínuas e repetição hipnótica, e a estrutura pop, com vocais claros e refrões definidos, mas, novamente, tudo soa bastante reciclado e carece de elementos que realmente prendam a atenção. O repertório é irregular, com canções divertidas e outras bastante genéricas. Enfim, é um álbum mediano e cheio de clichês. 

Melhores Faixas: Sunshine, Fiesta Mágica, Take Your Time (Do It Right) 
Piores Faixas: It's Easy, Keep It Secret, Brain Food

Free – Tensnake





















NOTA: 3/10


Recentemente, foi lançado o álbum mais recente do Tensnake, intitulado Free (oh, criatividade). Após o Stimulate, depois de focar em suas turnês e lançar alguns singles, ele decidiu capturar a essência da experiência Club de forma direta, imediata e emocional. Com isso, optou por fazer um álbum mais moderno, que refletisse o momento atual do EDM. A produção foi feita, como sempre, por ele mesmo, seguindo por um caminho mais centrado no groove, não apenas como estrutura rítmica, mas também como sensação física. Basslines pulsantes, loops filtrados e batidas 4/4 constantes criam uma base contínua sobre a qual o álbum se desenvolve, configurando uma junção de Dance-Pop com elementos de House, que voltam a ter mais presença. Porém, tudo parece bastante curto e feito para viralizar no TikTok. O repertório é muito ruim, com muitas canções sem graça, salvo algumas exceções. Enfim, é um álbum péssimo e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: Got Me Good, Free, Positive Energy 
Piores Faixas: Never Gonna Dance Again, Everybody, Come Back to Life, Good Vibrations, Push


                                                                            Por hoje é só, então flw!!!         

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