American IV: The Man Comes Around – Johnny Cash
NOTA: 10/10
Então chegamos ao ano de 2002, quando Johnny Cash lança seu último álbum em vida, o American IV: The Man Comes Around. Após o Solitary Man, Cash já enfrentava sérios problemas de saúde. O cantor sofria com complicações relacionadas ao diabetes e a outras condições médicas que limitavam sua mobilidade e energia. Além disso, sua esposa, June Carter Cash, também não estava bem de saúde, mas continuava sendo uma fonte de estabilidade emocional e inspiração artística para o cantor. A produção seguiu uma abordagem minimalista, centrada principalmente em voz e violão; outras faixas incorporam piano, guitarras elétricas e discretas camadas de instrumentação adicional, que se encaixam perfeitamente com a voz envelhecida, mas cheia de vulnerabilidade e sensibilidade acumuladas ao longo dos anos. O repertório é praticamente uma coletânea e se encaixa com toda a temática proposta. No fim, é um álbum sensacional e um dos melhores de todos os tempos.
Melhores Faixas: Hurt (Nine Inch Nails), The Man Comes Around, Personal Jesus (Depeche Mode), In My Life (Beatles), We'll Meet Again, I'm So Lonesome I Could Cry (dueto com Nick Cave, na música do Hank Williams), Desperado (Eagles contando com dueto do Don Henley), Give My Love To Rose, I Hung My Head (Sting)
Vale a Pena Ouvir: Sam Hall, Danny Boy, Bridge Over Troubled Water (Paul Simon)
My Mother's Hymn Book – Johnny Cash
NOTA: 9,2/10
Se passaram dois anos, e foi lançado o 1º álbum póstumo de Johnny Cash, o My Mother's Hymn Book. Após o The Man Comes Around, infelizmente, no fatídico ano de 2003, morre, em fevereiro, June Carter Cash, vítima de complicações cirúrgicas devido a uma válvula cardíaca com vazamento; e, em setembro, perdemos o lendário Homem de Preto por conta do diabetes. Com isso, Rick Rubin decidiu resgatar um material de dez anos antes, no qual Cash homenageia sua mãe, Carrie Cash, que era profundamente religiosa e costumava cantar hinos cristãos em casa enquanto cuidava da família. A produção teve aquela abordagem minimalista, em que o foco absoluto está na interpretação vocal do cantor, além da presença do violão, que deixa tudo mais emocionante e carregado de leveza. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem interpretadas e carregadas de emoção. No fim, é um ótimo disco, bastante consistente.
Melhores Faixas: I Shall Not Be Moved, If We Never Meet Again This Side Of Heaven, When He Reached Down, Where The Soul Of Man Never Dies, Softly And Tenderly, When The Roll Is Called Up Yonder, I Am A Pilgrim
Vale a Pena Ouvir: Let The Lower Lights Be Burning, Where We'll Never Grow Old, In The Sweet By And By, Just As I Am
American V: A Hundred Highways – Johnny Cash
NOTA: 9,7/10
Melhores Faixas: God's Gonna Cut You Down, Further On Up The Road (Bruce Springsteen), On The Evening Train (Hank Williams), I Came To Believe, Rose Of My Heart, Help Me
Vale a Pena Ouvir: Like The 309, Love's Been Good To Me, Four Strong Winds, If You Could Read My Mind
American VI: Ain't No Grave – Johnny Cash
NOTA: 8,9/10
Quatro anos se passaram, e foi lançado American VI: Ain't No Grave, que encerrou essa saga. Após A Hundred Highways, essa continuação foi gravada durante os últimos meses de vida do Johnny Cash. Esse período foi marcado por grandes dificuldades pessoais e físicas. Cash ainda lidava com o impacto emocional da morte de sua esposa, June Carter Cash, que havia falecido em maio daquele ano. Esse álbum é bem mais voltado para um lado que explora temas como mortalidade, fé, redenção e legado. A produção, feita como sempre por Rick Rubin, seguiu a abordagem minimalista que vinha sendo aplicada, ajudando a criar uma atmosfera quase cinematográfica em algumas músicas, reforçando o caráter reflexivo e espiritual do disco. A voz de Cash nesse período é particularmente frágil. Sua interpretação é lenta, marcada por pausas e respirações. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e profundas. No fim, é um ótimo álbum e bastante honroso.
Melhores Faixas: Can't Help But Wonder Where I'm Bound, Redemption Day, Last Night I Had The Strangest Dream, Ain't No Grave, Redemption Day
Vale a Pena Ouvir: For The Good Times, Cool Water
Out Among The Stars – Johnny Cash
NOTA: 8,4/10
Em 2014, foi lançado outro material inédito do Johnny Cash, intitulado Out Among the Stars. Após o Ain't No Grave, esse material foi originalmente gravado no início da década de 1980, durante um período de transição e certa instabilidade na carreira do cantor. Entre 1981 e 1984, Cash gravou diversas sessões em Nashville com o produtor Billy Sherrill, conhecido por seu estilo de produção sofisticado dentro do Country; porém, o material foi barrado pela Columbia Records e ficou engavetado até ser descoberto pelo filho do Johnny Cash. A produção trouxe aquela abordagem tradicional do gênero daquele período, com arranjos mais elaborados, incluindo cordas, coros e uma instrumentação mais rica, com a voz do Johnny Cash apresentando grande potência e clareza, antes das transformações mais dramáticas que ocorreriam em sua fase final. O repertório é muito bom, e as canções têm um lado bem mais envolvente. Enfim, é um disco interessante e que foi bem reaproveitado.
Melhores Faixas: I Drove Her Out Of My Mind, Rock And Roll Shoes, She Used To Love Me A Lot
Vale a Pena Ouvir: I'm Movin' On, I Came To Believe, Out Among The Stars
Songwriter – Johnny Cash
NOTA: 8/10
Melhores Faixas: I Love You Tonite, Like A Soldier
Vale a Pena Ouvir: Soldier Boy, Spotlight, Well Alright





