Guards EP – Guards
NOTA: 7/10
Em 2010, o Guards lançava seu primeiro trabalho no formato EP, intitulado Guards EP. Formado naquele mesmo ano em Nova York pelo trio composto por Richie James Follin (vocais e guitarra), Kaylie Church (teclados) e Loren Humphrey (bateria), esse trabalho surge no momento de consolidação da nova geração de bandas de Indie Pop que trazia uma temática nostálgica, com reverbs, referências aos anos 60 e uma estética emocional. Produzido por eles mesmos, o projeto deixa uma abordagem bastante crua, em ambiente caseiro e com poucos recursos, apostando numa sonoridade Lo-fi carregada de reverb, guitarras sujas e vocais levemente distantes, criando uma atmosfera nebulosa que mistura Indie Pop, Indie Surf e Jangle Pop. O repertório contém 7 faixas bem variadas e carregadas de leveza. No geral, é um trabalho bastante consistente que mostrou algo promissor.
Melhores Faixas: Don't Wake The Dead, Trophy Queen
Vale a Pena Ouvir: Crystal Truth, I See It Coming
In Guards We Trust – Guards
NOTA: 8/10
Três anos depois, eles voltam lançando seu álbum de estreia, o In Guards We Trust. Após o Guards EP, a banda passou por um importante processo de amadurecimento. O Guards deixou o caráter quase improvisado das primeiras gravações e começou a desenvolver uma identidade mais sólida, tanto em termos de composição quanto de produção, além de assinar com o selo independente Black Bell Records. A produção, feita pelo próprio Richie James Follin, deixou tudo mais limpo e estruturado, dialogando com Indie Rock e até Dream Pop. As guitarras continuam centrais, mas agora aparecem mais definidas, com camadas melhor distribuídas e maior presença estéreo. A bateria também ganha mais impacto, com uma mixagem mais encorpada e menos abafada, além de teclados mais delicados, enquanto os vocais do Richie são bastante emocionais. O repertório é muito bom, e as canções são bem cadenciadas. Enfim, é um ótimo projeto e bastante concreto.
Melhores Faixas: I Know It's You, Not Supposed To
Vale a Pena Ouvir: Heard The News, Home Free, Giving Out
Modern Hymns – Guards
NOTA: 2,8/10
Cinco anos se passaram, e foi lançado o 2º e, até então, último álbum do Guards, o Modern Hymns. Após o In Guards We Trust, eles começaram a se reconfigurar novamente em torno de uma visão mais individual. Há uma espécie de retorno às origens, mas em uma abordagem mais introspectiva, menos preocupada com impacto imediato. A produção é mais minimalista e atmosférica, com as guitarras agora sendo mais texturais do que rítmicas. Muitas vezes, funcionam como camadas de ambiente, sustentando a música em vez de conduzi-la. Em vários momentos, sintetizadores e pads assumem esse papel, criando uma sensação etérea. A bateria também é mais contida e intimista, só que os vocais irritantes do Richie não ajudam, e tudo aqui soa como um trabalho de Indie Pop completamente genérico. O repertório é péssimo, e as canções são medíocres, com poucas faixas interessantes. Em suma, é um álbum terrível que colocou a carreira deles em xeque.
Melhores Faixas: You Got Me, Beacon, Last Stand
Piores Faixas: Skyhigh, Fan, Momentary Lapse, Destroyer
É isso, um abraço e flw!!!