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domingo, 3 de maio de 2026

Analisando Discografias - De Staat: Parte 2

                 

I_Con – De Staat





















NOTA: 9/10


Se passaram três anos e foi lançado mais um álbum do De Staat intitulado I_Con. Após o Machinery, que ainda carregava um certo caráter de “banda em formação estética”, explorando ideias sem necessariamente consolidar uma linguagem totalmente definida, esse trabalho surge como o momento em que eles começaram a cristalizar sua identidade visual e sonora de forma mais agressiva e conceitualmente coesa. A produção é mais polida e minimalista, apostando fortemente em contrastes: batidas secas e repetitivas convivem com explosões de energia controlada, criando uma sensação de tensão constante. As guitarras seguem padrões rítmicos, muitas vezes funcionando como loops, e os vocais do Torre Florim são mais performáticos, promovendo uma junção do Rock alternativo, Stoner Rock, Blues Rock e industrial. O repertório é sensacional, e as canções são bem divertidas e variadas. Enfim, é um disco bacana e pode ser considerado um clássico deles. 

Melhores Faixas: Witch Doctor, My Bad, Down Town, All Is Dull, Get It Together 
Vale a Pena Ouvir: I'll Take You, Input Source Select, Refugee

O – De Staat





















NOTA: 8,2/10


Se passaram mais três anos e foi lançado um novo álbum do De Staat, intitulado apenas O. Após o I_CON, a banda entra em um período de maior experimentação com identidade visual, estética digital e comunicação direta com o público, com esse título remetendo a algo simples e circular, sugerindo uma ideia de loop, ciclo, repetição e também de completude vazia. A produção é bem mais limpa e acessível. O álbum foi construído com forte foco no contraste entre minimalismo rítmico e explosões de energia. A base continua sendo o groove, mas agora mais polido, com as guitarras mais contidas, funcionando quase como elementos de textura. Os sintetizadores ganham muito mais espaço, criando ambientes sonoros que parecem artificiais e hipnóticos, estabelecendo um equilíbrio entre Rock alternativo e Post-Punk. O repertório é legalzinho, e as canções são bem densas e energéticas. Enfim, é um ótimo álbum e é bem subestimado. 

Melhores Faixas: Get On Screen, Round, Blue Is Dead 
Vale a Pena Ouvir: Murder Death, Systematic Lover, Help Yourself, Time Will Get Us Too

Bubble Gum – De Staat





















NOTA: 5,6/10


Chegando ao fim da década de 2010, eles voltaram com outro disco, o Bubble Gum. Após O, que já havia expandido a sonoridade do grupo para uma estética mais Pop e direta, o De Staat entra em uma fase em que a identidade visual e musical se torna ainda mais central no processo criativo. O conceito desse trabalho é ambivalente desde o início: algo aparentemente leve, colorido e descartável, mas que esconde uma camada de artificialidade, saturação e crítica ao consumo imediato de cultura. A produção é mais limpa e agressiva, com uma abordagem que abandona parte da complexidade estrutural dos discos anteriores para apostar em blocos sonoros mais diretos e repetitivos, dialogando com Dance-Punk e Art Pop. Só que o maior problema é que muitas das estruturas soam quebradas de forma incompleta, ficando sem algo concreto. O repertório é irregular, com canções divertidas e outras arrastadas. No fim, é um álbum mediano ao qual faltou mais consistência. 

Melhores Faixas: Mona Lisa, Pikachu, Tie Me Down 
Piores Faixas: I Wrote That Code, Level Up, Kitty Kitty

Red, Yellow, Blue – De Staat





















NOTA: 8,4/10


Então chegamos ao álbum mais recente deles, lançado em 2023, o Red, Yellow, Blue. Após o Bubble Gum, esse projeto surge de um processo incomum: ele reúne três EPs temáticos lançados ao longo do tempo, Red, Yellow e Blue, que posteriormente foram compilados em um único disco. Essa estrutura fragmentada reflete tanto o período da pandemia quanto uma mudança no modo de produção do De Staat, que passou a trabalhar mais com lançamentos episódicos do que com álbuns tradicionais. A produção segue uma abordagem polida, com isso o som é mais direto e “compacto” do que nos trabalhos anteriores, com forte presença de sintetizadores modernos, batidas secas e guitarras tratadas como elementos rítmicos. Os vocais do Torre continuam extremamente performáticos, mostrando que essa era a abordagem que deveriam ter seguido anteriormente. O repertório é bem legal, e as canções são todas bastante divertidas. No fim, é um disco bacana e coeso. 

Melhores Faixas: Look At Me, Running Backwards Into The Future, Who's Gonna Be The GOAT?, Take Root, One Day 
Vale a Pena Ouvir: Peace, Love & Profit, Some Body, What Goes, Let Go


sábado, 2 de maio de 2026

Analisando Discografias - De Staat: Parte 1

                  

Wait For Evolution – De Staat





















NOTA: 8/10


Em 2009, foi lançado o álbum de estreia do De Staat, intitulado Wait For Evolution. Formado em 2007, na cidade de Nijmegen, Gelderland, na Holanda, por Torre Florim, o projeto inicialmente era praticamente solo, no qual ele gravou uma demo que ganhou notoriedade no cenário underground e acabou se transformando em uma banda, com Vedran Mirčetić (guitarra), Jop van Summeren (baixo), Rocco Hueting (teclados) e Tim van Delft (bateria). Com isso, eles assinaram com a Excelsior Recordings. A produção, feita por Torre Florim, é bastante crua e direta, com baixos marcantes e cheios de groove, guitarras cortantes e repetitivas, muitas vezes hipnóticas, além do uso de camadas rítmicas quebradas. Além disso, seus vocais vão do falado ao quase performático, juntando elementos do Rock alternativo com Stoner Rock. O repertório é bem legal, e as canções são bastante atmosféricas e densas. Enfim, é um disco de estreia bem interessante. 

Melhores Faixas: Habibi, Meet The Devil 
Vale a Pena Ouvir: Sleep Tight, You'll Be The Leader, My Blind Baby

Machinery – De Staat





















NOTA: 8/10


Passaram-se então dois anos, e foi lançado o 2º álbum do De Staat, intitulado Machinery. Após o Wait For Evolution, que foi praticamente uma afirmação inicial da identidade de Torre Florim como principal força criativa do grupo, esse novo disco surge como o momento em que a banda deixa de ser um projeto mais centrado em uma visão individual e passa a funcionar de forma mais orgânica como um coletivo. A produção é mais refinada e ampla, mas sem perder o caráter sujo e físico do som da banda. Seguindo aquelas influências do Rock alternativo, e também incorporando elementos de Rock industrial, experimental e psicodelia, com guitarras mais hipnóticas funcionando como engrenagens sonoras, batidas mecânicas e um uso mais evidente de camadas eletrônicas e texturas industriais. O repertório é muito bom, e as canções ficaram mais tensas e pesadas. No fim, é um ótimo disco que mostrou uma certa evolução. 

Melhores Faixas: I'll Never Marry You, Psycho Disco 
Vale a Pena Ouvir: Rooster-Man, Keep Me Home, Sweatshop
  

                                                                                   Então é só e flw!!! 

Analisando Discografias - Def Leppard: Parte 1

                   On Through The Night – Def Leppard NOTA: 9/10 No comecinho dos anos 80, era lançado o álbum de estreia do Def Leppard, o ...