Wolflight – Steve Hackett
NOTA: 8/10
Em 2015, foi lançado mais um álbum do Steve Hackett, intitulado Wolflight, que marcou um retorno a um caminho mais épico. Após o Genesis Revisited II, como seus trabalhos anteriores já apontavam, Hackett alcança aqui uma síntese madura entre o Rock progressivo, influências de world music e uma abordagem narrativa mais clara. Esse projeto aprofunda esse caminho, assumindo desde o início uma atmosfera de jornada, deslocamento e observação histórica. A produção, conduzida como sempre em parceria com Roger King, é refinada e equilibrada, priorizando a organicidade sem abrir mão de um acabamento moderno. As guitarras são o eixo central, mas nunca monopolizam o espaço, dialogando constantemente com teclados atmosféricos, baixo melódico e uma bateria precisa, porém contida, além de termos influências de Hard Rock e Folk. O repertório é muito bom, e as canções são bastante densas. Enfim, é um trabalho muito legal e coeso.
Melhores Faixas: Black Thunder, Corycian Fire
Vale a Pena Ouvir: Out Of The Body, Loving Sea, Dust And Dreams
The Night Siren – Steve Hackett
NOTA: 8/10
Passam-se dois anos e é lançado mais um trabalho do Steve Hackett, o The Night Siren. Após o Wolflight, disco marcado pela ideia de viagem e observação cultural, Hackett amplia o foco: se antes a jornada tinha um caráter mais espiritual, aqui ela passa a dialogar diretamente com o mundo contemporâneo, suas tensões, deslocamentos humanos, conflitos e crises ambientais. A produção foi bem diferente, já que foi feita de forma mais improvisada, sendo gravada em computador. Suas guitarras continuam no centro, mas dividem o protagonismo com teclados envolventes, percussões de inspiração étnica e uma base rítmica flexível, capaz de alternar sutileza e contundência. Além disso, houve a presença de músicos convidados vindos de Israel e até do Peru, com cada um incorporando sua tradição a esse caldeirão progressivo. O repertório é muito bom, e as canções são todas bastante imersivas. No geral, é um ótimo disco, bastante preciso.
Melhores Faixas: Fifty Miles From The North Pole, Anything But Love
Vale a Pena Ouvir: Martian Sea, In Another Life, West To East
At The Edge Of Light – Steve Hackett
NOTA: 8,1/10
Melhores Faixas: Underground Railroad, Hungry Years
Vale a Pena Ouvir: Those Golden Wings, Peace, Beasts In Our Time
Under A Mediterranean Sky – Steve Hackett
NOTA: 8/10
Indo para 2021, Steve Hackett retorna com mais um disco, intitulado Under A Mediterranean Sky. Após o At The Edge Of Light, ele opta por um gesto quase contemplativo: desacelerar, reduzir o volume e concentrar-se na essência melódica de sua escrita. O álbum nasce também de um desejo antigo de homenagear as paisagens, culturas e atmosferas do Mediterrâneo, região que sempre exerceu forte fascínio sobre o guitarrista. A produção foi conduzida em parceria com Roger King e, aqui, ambos seguem um direcionamento fora do Rock progressivo, aproximando-se mais da música erudita; as guitarras acústicas são o centro absoluto do álbum. Os arranjos são econômicos, mas nunca pobres: pequenos detalhes de percussão, cordas ou teclados surgem apenas quando necessários, sempre em função da atmosfera. O repertório é muito bom, e as canções transmitem um lado mais aconchegante. No geral, é um disco interessante, mas muito subestimado.
Melhores Faixas: Casa Del Fauno, Andalusian Heart
Vale a Pena Ouvir: Joie De Vivre, Adriatic Blue, The Dervish And The Djin
Surrender Of Silence – Steve Hackett
NOTA: 8,3/10
Então, alguns meses se passam e é lançado Surrender Of Silence, que marca um retorno a um lado mais tradicional. Após o Under A Mediterranean Sky, este trabalho nasce como uma resposta direta a um período de isolamento, introspecção e suspensão do tempo. É um álbum profundamente moldado pela experiência do silêncio, não como ausência, mas como espaço criativo. Hackett, impedido de seguir a rotina normal de turnês e grandes produções, volta-se para composições mais intimistas. A produção é bem mais esparsa, contida e elegante. Tudo aqui gira em torno do detalhe e da atmosfera. Guitarras acústicas e elétricas, tratadas com extrema delicadeza, convivem com piano, teclados suaves e discretos elementos orquestrais, retomando aquela estética do rock progressivo sinfônico que remete aos tempos de auge do Genesis nos anos 70. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem tematizadas. No fim, é outro disco bacana e coeso.
Melhores Faixas: Held In The Shadows, Shanghai To Samarkand, Natalia
Vale a Pena Ouvir: Wingbeats, Scorched Earth
The Circus And The Nightwhale – Steve Hackett
NOTA: 8,5/10
Melhores Faixas: Enter The Ring, Ghost Moon And Living Love, Wherever You Are, Taking You Down, Circo Inferno
Vale a Pena Ouvir: White Dove, These Passing Clouds, People Of The Smoke





