quarta-feira, 6 de maio de 2026

Analisando Discografias - Grouplove: Parte 1

                  

Never Trust A Happy Song – Grouplove





















NOTA: 8/10


Em 2011, o Grouplove lançava seu álbum de estreia, o Never Trust a Happy Song. Formado em 2009 por Christian Zucconi (vocais e guitarra) e Hannah Hooper (vocais e teclados), que se conheceram no Lower East Side, em Manhattan, Hannah convidou Christian para uma residência artística na ilha de Creta, na Grécia, e, de forma acidental, eles conheceram os outros integrantes: Andrew Wessen (guitarra), Sean Gadd (baixo) e Ryan Rabin (bateria). Com isso, eles se mudaram para Los Angeles e depois assinaram com a Atlantic Records, por meio de seu subselo Canvasback Music. A produção, conduzida pelo próprio Ryan Rabin, aposta em uma sonoridade vibrante, com forte presença de guitarras saturadas, synths ensolarados e uma abordagem rítmica pulsante, criando um equilíbrio entre Indie Rock e Pop. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas, com os vocais da Hannah e Christian se alternando bem. No fim, é um ótimo disco de estreia, bem consistente. 

Melhores Faixas: Tongue Tied, Colours 
Vale a Pena Ouvir: Itchin' On A Photograph, Betty's A Bombshell, Love Will Save Your Soul, Slow

Spreading Rumours – Grouplove





















NOTA: 8/10


Dois anos se passaram, e foi lançado o 2º álbum de estúdio deles, o Spreading Rumours. Após o Never Trust A Happy Song, o Grouplove se viu em uma posição delicada já que ficaram conhecidos pelo único hit que foi Tongue Tied, então eles precisavam se provar já que eles precisavam expandir sua paleta sem perder o apelo imediato. A produção, feita novamente pelo Ryan Rabin (e sim, ele é filho do ex-integrante do Yes, Trevor Rabin), deixou uma abordagem bem mais controlada. Com as guitarras sendo presentes, mas muitas vezes dividem espaço com synths mais limpos e arranjos mais organizados. A dinâmica entre Christian e Hannah é explorada com mais intenção, criando contrastes emocionais mais nítidos com isso temos um diálogo entre Indie Pop, Power Pop e uns alguns elementos do Indietronica. O repertório é legalzinho, e as canções são até que bem variadas. No final de tudo, é um disco bacana e que cumpre sua proposta. 

Melhores Faixas: What I Know, I'm With You 
Vale a Pena Ouvir: Ways To Go, Raspberry, Borderlines And Aliens, News To Me
  

Big Mess – Grouplove





















NOTA: 8/10


Em 2016, foi lançado o terceiro álbum do Grouplove, o Big Mess, em um período conturbado. Após o Spreading Rumors, ocorreu a saída do baixista Sean Gadd, que foi substituído por Daniel Gleason, o que impactou diretamente a dinâmica criativa. Naquele período, a banda também passou a sofrer pressão da gravadora, já que não estava mais buscando a grande mídia, demonstrando maior interesse em abraçar a imperfeição. A produção do Ryan Rabin contou com a presença do Phil Ek e Captain Cuts, que oscilaram entre o polido e o cru. As guitarras continuam sendo centrais, mas agora aparecem de forma mais suja. Os sintetizadores servem mais como textura do que como elemento principal; ainda assim, no geral, tudo soa como um Pop Rock plastificado, com momentos de peso bastante comprimidos. O repertório é fraco, com canções genéricas e poucas realmente interessantes. Em suma, é um álbum fraco, que beira o irritante. 

Melhores Faixas: Good Morning, Don't Stop Making It Happen, Cannonball 
Piores Faixas: Enlighten Me, Hollywood, Remember That Night, Heart Of Mine


                                                                                   Então é só e flw!!!  

Analisando Discografias - Grouplove: Parte 1

                   Never Trust A Happy Song – Grouplove NOTA: 8/10 Em 2011, o Grouplove lançava seu álbum de estreia, o Never Trust a Happy ...